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SENTIREASCOLTARE
digital magazine APRILE N. 43
AMBIENT
LIF ETR AC K S
strut records*canzone d’autore 2008
zedek*my brightest diamond*zamboni
Drink to me*mothlite*no age*giuradei*the shortwave set*white rabbits
maninkari*three second kiss*tape
spacemen 3*bernstein
4 News
6 Turn
on
Drink to me, mothlite, giuradei, tape...
D i r e t to r e
Edoardo Bridda
C o o r d i n a m e n to
Teresa Greco
Consulenti
a l l a r e da z i o n e
Daniele Follero
Stefano Solventi
S ta f f
18 TUNE
IN
Thalia zedek,my brightest diamond, massimo zamboni
30 Drop out
Ambient lifetracks, strut records, canzone d’autore
52 recensioni
Black angels, bugo, mauve, scuba, mgmt, mudhoney...
102 We Are Demo
104 rearview mirror
Spacemen 3, lemonheads, roni size...
118 LA SERA DELLA PRIMA
juno, la zona, conoscenza carnale
123 I cosiddetti contemporanei
Gaspare Caliri
Nicolas Campagnari
Antonello Comunale
Antonio Puglia
Hanno
c o l l a b o r ato
Gianni Avella, Paolo Bassotti, Davide Brace, Marco
Braggion, Filippo Bordignon, Marco Canepari, Manfredi
Lamartina, Gabriele Maruti, Stefano Pifferi, Andrea
Provinciali, Costanza Salvi, Vincenzo Santarcangelo,
Giancarlo Turra, Fabrizio Zampighi, Giuseppe Zucco
G u i da
s p i r i t ua l e
Adriano Trauber (1966-2004)
G r a f i ca
Edoardo Bridda
in copertina
Airplane clouds red sky
SentireAscoltare online music magazine
Registrazione Trib.BO N° 7590 del 28/10/05
Editore Edoardo Bridda
Direttore responsabile Antonello Comunale
Provider NGI S.p.A.
Copyright © 2008 Edoardo Bridda. Tutti i diritti riservati.La riproduzione
totale o parziale, in qualsiasi forma, su qualsiasi supporto e con qualsiasi
mezzo, è proibita senza autorizzazione scritta di SentireAscoltare
Leonard bernstein
SA 3
new
Vi ol e t H i l l , p r imo singolo dal nuovo album
d ei C o l d p l a y Viva La Vida or Death and
Al l H i s F ri e n ds (pubblicato il 13 giugno e
p ro d o t t o d a Eno e Markus D ravs) sa r à dis po n i b i l e i n d ow nload gratuito dal lor o sito
u ffic i a l e ( c o l dplay.com ) per una se ttima n a a p a r t i r e d al 29 aprile alle 13.15, prima
d el l’ u sc i t a d i gitale a pagamento dal 6 ma gg i o . S u l si t o i d ettagli per vincere i b iglie tti
d e i d u e l i v e g ratuiti di Londra e New York
i l 1 6 e 2 3 g i u gno rispettivamente...
Nuo v o a l b u m a luglio per i Melvin s: il 7 lug l i o sa r à p u b b licato N ude With B oots. Buz z
Os b o r n e e D a le C rover sono di nu ovo a c com p a g n a t i d a Jared Warren e C oady Willis
d ei Bi g B u si n ess…
Il n u o v o si n g olo dei Weezer, P ork And Be a n s è c o m p a r so sulla hom e del sito uff ic ia le
(wee z e r. c o m ) della band am ericana in str e a m i n g ; i l b r a n o è un anticipo del disco omon i m o i n u sc i t a il 24 giugno prossimo…
Ri t o r n a n o g l i S tereolab : Chemical Chords
us ci r à i l p r o ssim o 18 agosto su 4A D , e c ompren d e r à 1 3 c a nzoni di L aetitia S adier e Tim
G an e e u n a d e l solo G ane; gli arrang ia me nti
per a r c h i e f i a ti sono dell’H igh L lama Se an
O ’H a g a n a n c ora nel gruppo. La band farà
al cu n e a p p a r i zioni in giro per festiva l que -
sta e sta te ...
Br ian Eno e David Byr ne di nu o v o in s ie me
dopo qua si tr e nt’ a nni: lo ha r iv e la to l’ e x Ta lking He a ds a ll’ NME, a ff e r m a n d o c h e u n
disc o di c a nz oni è sta to r e gistr ato in s ie me e
deve essere terminato. All’albu m h a a n c h e
c olla bor a to Fa tboyslim e usc irà s u N o n e such non prima della fine del 2 0 0 8 . B y r n e
ha poi aggiunto, in una interv i s t a a l N e w
Yor k Da ily Ne ws c he Eno a ve va s c r itto mo lta music a c he ne c e ssita va di ver s i, e d il r isulta to è qua lc osa c he suona c om e “ e le c tro nic gospe l” …
E’ usc ito in a pr ile su Le a f He ar tc o r e il p r imo a lbum de gli sve de si Wildbir ds & P e a c e dr um s ( la c a nta nte Ma r ia m Wa lle n tin e il
ba tte r ista Andr e a We r liin) , un ib r id o d i p o p
spir itua le , blue s pr imor dia le e mu s ic a s o u l
in salsa lo-fi, risalente al 200 6 e s o l o o r a
pubblic a to ne l r e sto de l mondo…
I l duo a ustr a lia no de me nz ia lc a n o r o d e i
Flight s Of The Conc hor ds ( Br et M c K e n z ie
e Je ma ine Cle me nt) , vinc itor i d i u n G r a mmy per la omonima serie TV a m e r i c a n a s u
HBO, de butta no su disc o c on l’ e p o n imo a lbum usc ito il 22 a pr ile su Sub Po p , p r o d o tto
da Mic ke y Pe tr a lia ( Midnight Vultur e s d i
Be c k, Light & Magic di La dytr o n ) …
I M a s s iv e A t t a c k c h e c u r e r a n n o l ’ e d i z i o n e
2 0 0 8 ( d a l 1 4 a l 2 2 g iu g n o ) d e l M e lt do w n
F e s t iv a l d i L o n d r a h a n n o r e s o n o to l’ e le n c o d e i p a r te c ip a n ti. Rip e s c a g g i e c c e lle n ti,
c o me q u e llo d e i f r a n c e s i Go ng e d e lla Ye llo w M a g ic Orc he s t r a . Tr a g li a ltr i, c i s a r a n n o g li E lb o w, Stiff L ittle Fin g e r s , M a r k
Ste w a r t, A d r ia n Sh e r w o o d , G r a c e J o n e s ,
G a n g O f F o u r, To m To m C l u b , Tu n n g . I l
g r u p p o s ta a ttu a lme n te la v o r a n d o a u n n u o v o d is c o …
I M y Blo o dy Va le nt ine c u r e r a n n o l’ AT P d i
N e w Yo r k , c h e s i s v o lg e r à d a l 1 7 a l 2 1 s e tte mb r e p r o s s imi. I l g r u p p o a p r ir à il f e s tiv a l
d o p o 1 7 a n n i d i a s s e n z a d a l s u o lo a me r ic a n o .
Tr a g li a ltr i, c i s a r a n n o Built To Spill, M e a t
Pu p p e ts , T h u r s to n M o o r e , To r to is e , Sh e lla c ,
M o g w a i, P o lv o , F u c k B u t t o n s , L o w, T h e e
Silv e r M o u n t Z io n O r c h e s tr a …
I N e w Or de r p u b b l i c h e r a n n o u n D V D l i v e
a g iu g n o , d a l tito lo N e w O r d e r : liv e in G la s g o w, c o n lo s h o w c h e il g r u p p o a v e v a f a tto
alla Carling Academy nell’ottobre 2006. al
momento il gruppo britannico vede da una
p a r te Pe te r H o o k , d a ll’ a ltr a Ste p h e n M o r r is
e Be r n a r d Su mn e r …
D u e a n n i d o p o la mo r te d i I v o r C ut le r , l a
famiglia ha pubblicato il 17 marzo scorso
il s u o u ltimo a lb u m, A F l a t M a n s u l l a p ro p r i a e t i c h e t t a , H o o rg i H o u s e R e c o r d s , c o n
u n b o o k le t il c u i a r tw o rk e ra d e l l ’a rt i s t a e l e
n o te d e l f ig lio J e r e my. In o ri g i n e u s c i t o s u
Cr e a tio n Re c o r d s n e l 1 9 9 8 , i l d i s c o è s t a t o
ir r e p e r ib ile p e r p a r e c c h i a n n i …
To r n a n o i f r a te lli K i rk w o o d a l i a s M e a t
P uppe t s c o n Ris e Yo ur K n e e s , i l p ri m o d i s c o d e lla lin e u p o r ig in a l e d a i t e m p i d i N o
J o k e s ; l’ a lb u m u s c ir à i n l u g l i o e p e r l ’o c c a sione il gruppo farà un’unica data in Italia
il 1 7 d e llo s te s s o me s e a l R o l l i n g S t o n e d i
M ila n o . . .
E n n e s ima r e u n io n : i Fe e l i e s t o rn a n o d o p o
1 5 a n n i a d e s ib ir s i liv e , a p re n d o p e r i S o n i c
Yo u th a l Riv e r To Riv e r F e s t i v a l a N e w Yo rk
il p r o s s imo 4 lu g lio , s e c o n d o q u a n t o ri p o rta Billboard. Il leader Glenn Mercer aveva
pubblicato l’anno scorso un album solista,
W he e ls I n M o tio n…
A s s e g n a to a Bo b D y la n u n o s p e c i a l e p re mio Pu litz e r a lla c a r r i e ra , c o n l a s e g u e n t e
mo tiv a z io n e : “ H a e s e rc i t a t o u n a p ro f o n d a
in flu e n z a s u lla m u s ic a e s u l l a c u l t u r a a m e r ic a n a , s o tto lin e a ta d a t e s t i d a l l a s t r a o rd i n a r ia fo r z a p o e tic a … ” E’ i l p ri m o m u s i c i s t a
r o c k a l q u a le il p r e mio v i e n e a s s e g n a t o . . .
SA 5
TURN O
Drink to me
I D r i n k To Me non hanno da prend e r e le zi on i d i b o n t on da nessun astuto comunicat o r e . O d i stile da qualche consu le nte di
i m m a g i n e . O di coraggio, dagli orma i f a m i g e r a t i m o t i vatori. I Drink To Me sono
d i r e t t i . P e r c h é il rock è diretto. E i Drink
To M e s u o n a n o rock, come nel migl iore dei
s i l l o g i sm i . S e n za post, pre, nu, o ne w. Alt,
cl assi c , e l e c t ro o stom p. I D rink To Me suon ano r o c k e b a sta. R ock senza prefis si. Che
s i t r a t t i d i sa t urare i volum i di un a mplif icat o r e f i n o q uasi al parossism o - tutti gli
s t ru m e n t i i n u n sol coro -, come nel c a so di
al me n o u n e p i s odio (Insane, P ut You r He ad
In Th e S k y ) d el recente esordio D o n’t Pan i c, G o O rg a nic! (vedi recensione s ul PDF
# 4 1 ) ; d i e rg e r si a provocatori o a c a ba r e tt i s t i su l p a l c o di un’esibizione liv e gr a zi e a u sc i t e stravaganti e boutade a l limit e d e l l ’ u m a n a decenza, come avviene nelle
o rm a i l e g g e n d a rie Stuprobrucio N ig hts ( se rat e , o m e g l i o sarebbe dire, nottate - e ve nto
c h e f i n i s c o n o per radunare tutti gli artisti
g rav i t a n t i a t t orno all’etichetta labor a tor iod i - s u o n i e p o r ediese Stuprobrucio). I Drink
To Me si c o m p ortano, com e ha gius ta me nte
s cri t t o i l n o st r o Manfredi L amartina in se de
d i re c e n si o n e , come se il riff di chitar r a f oss e st a t o i n v e n tato soltanto ieri. O , a ggiung ere m m o n o i , come se la chitarra fosse sta -
ta inventata soltanto ieri. Perch é è a t t o r n o
alle potenzialità dello strumen t o r o c k p e r
a ntonoma sia c he tutti i br a ni d i D o n ’t P a nic , Go Organic ! si str uttur a no, c o me c i h a
c onf e r ma to in se de di inte r vista - c h e a b r e ve sa r à pubblic a ta su we b - M arc o Bia nc hi,
voc e , sinte tiz z a tor e e , ovvia me n te , c h ita r r a .
Con buona pa c e di c hi c ontinu a a r ip e te rci, statistiche alla mano, nume r i s c i o r i n a t i
a mo’ di sa lmodia , c he i c a mpio n a to r i u ltima me nte ve ndono me glio de lle s e ic o r d e . Si
a ste nga no c e r c a tor i d’ or o da ult imo tre n d o
monoma nia c a li, c on Dr ink To M e , p e r c h é la
forza - o la debolezza - dell’or m a i t e r z e t t o
( da qua ndo Pie r r e Chinde mi, s e c o n d a c h ita r r a , non è più de lla pa r tita ) sta tu tta n e lla
c a pa c ità di sc or r a z z a r e in lung o e in la rg o
pe r le pa gine de lla stor ia de l ro c k , d i c e rto r oc k - spe sso que llo r e le ga to n e i c a p ito li
me no c onsulta ti di un’ imma gina r ia e n c ic lo pe dia lunga se ssa nt’ a nni ( ne w w a v e o s c u r a ,
post punk, kr a utr oc k, blue sa c c i o ) - p e r p o i
a ggior na r la , que lla stor ia , c on u n g u s to p e r
il gr otte sc o e d il pr ovoc a tor io , la s tr a f o ttenza e l’ironia, che è tutto ita l i a n o , c h e è
tutto f uor c hé a ff e tta z ione .
Vincenzo Santarcangelo
Una storia cominciata come tante, in uno
d e i c lu b lo n d in e s i c h e s f o r n a n o ja m a r ip e tizione e qualche volta (dai remoti giorni
d e l Ca v e r n e f in o a d o g g i) p r o p iz ia n o in contri artistici degni di nota. Un musicista
c h e b a z z ic a d a te mp o i te r r ito r i d e l r o c k in d ip e n d e n te , D a nie l O’ Sulliv a n, c h ita r r is ta
d e i G u a p o , u n b e l g io r n o s i tr o v a a s u o n a r e
n e lla s te s s a s e r a ta d e i Pa n ic D H H e r ima n e a ff a s c i n a t o d a l m o d o d i m a n e g g i a r e g l i
s tr u me n ti d i A nt t i U us im a ki: “ S e m b r a v a
Va n g e lis , s e p o lto d ie tro wire s e s in te tiz z a to r i” . E n tr a r e in c o n ta tto r is u lta f a c ilis s imo
per i due che in poco tempo danno vita ad
u n p r o g e ttin o d a le c c a r s i i b a ff i. L a f o r mu la
d e l d u o , p e r ò , è s o lo a p p a r e n te , c o n s id e r a to
il c a s t d ’ e c c e z io n e c h e a c c o mp a g n a i f o n d a tori del progetto Mothlite: il saxofonista e
c la r in e ttis ta G ila d A tz mo n ( c h e p u ò v a n ta r e
c o lla b o r a z io n i n ie n te me n o c h e c o n s ir R o be r t Wy a t t ) , i l f a g o t t o d i C h l o e H e r i n g t o n
(Chrome Hoof), la violinista Sara Hubrich
( M ia s ma & T h e Ca r o u s e l O f H e a d le s s H o rs e s ) e la b a tte r ia d i J a ime G o me z A r r e lla no.
Pr e n d e s p u n to d a u n f ilm il p r o g e tto M o th lite ( M o thlig ht d i St a n Br a kha g e ) - a ll’ e s o rd io c o n T he Fla x O f Re v e r ie , in r e c e n s io n i.
E n o n p o tr e b b e e s s e r e a ltr ime n ti, c o n s id e r a to l’ a p p r o c c io e s tr e ma me n te r a p p r e s e n ta -
tivo, ancor più che tematico, con il quale si
sono costruite le composizioni. La potenza
visionaria, la capacità di dipingere paesaggi
s o n o r i d a i to n i s f u ma ti , i m m a g i n i d i s e n s a z io n i, la s c ia s c o p e r to i l l a t o p i ù m e d i t a t i v o
e o n ir ic o d e i d u e mu s ic i s t i , c h e s c e l g o n o d i
unire le atmosfere del dark-doom, melodie
r a ff in a te , min ima lis mo e p ro g re s s i v e , d a n d o
vita ad un sound a metà tra il camerismo e
l’ e le ttr o n ic a . Pia n o f o r t e , c h i t a rra e c l a ri n e t to ad alternarsi nei primi piani, con violino,
f a g o tto e s in te tiz z a to ri a fa re d a s fo n d o e
u n s o u n d a v o lte o s s e s s i v o , a v o l t e o s c u ro ,
a ltr e v o lte p iù s e r e n o , c o s t i t u i s c o n o l ’a m bientazione di una trama familiare anche
s e ma i s c o n ta ta . I r if eri m e n t i s o n o c h i a ri ,
ma a n c h e n u me r o s i. Si p a rt e d a l l o s p i ri t u a lis mo me d ita tiv o d i Ar v o Pa r t e s i a r r i v a
f in o a l r a ff in a tis s imo p o p d e i Ta l k Ta l k d i
Sp ir it O f Ed e n, s e n z a m a i d i m e n t i c a r e c i ò
c h e h a n n o r a p p r e s e n ta t o p e r i l ro c k i n g l e s e
s ia la c o s id d e tta Sc u o l a d i C a n t e rb u ry, s i a
le s p e r ime n ta z io n i e le t t ro n i c h e d e l g i o v a n e
Br ia n Eno . U n a t a v o l o z z a d i c o l o r i o p a c h i
c h e d a v ita a d u n g r ig i o u n p o ’ ra s s i c u ra n te e u n p o ’ a n g o s c ia n te . U n o s p e t t ro c h e s i
aggira per l’Europa. Non sarà proletario e
nemmeno rivoluzionario, ma vi riponiamo
u g u a lme n te mo lte s p e r a n z e .
Daniele Follero
Mothlite
SA 7
TURN O
C’è d i ff e r e n z a tra semplicità e banalità . Una
b a n a l i t à è c h e l’adolescenza ha bis ogno di
s fog a r si , e c h e im bracciare degli str ume nti
e fa r e r u m o r e a una certa età è una fa se c he
t u t t ’ a l p i ù p u ò durare fino al college . Altr a
cos a è f a r e h a rdcore da college, dive r tir si
face n d o l o , e p oi dedicarsi ad altro, in modo
s e m p l i c e . N e l 2005 è più o meno così che si
s ci o l g o n o i Wi ves, e che D ean Sp u n t e Rand y R a n d a l l d e cidono di dar vita a un nuovo
p ro g e t t o , se n z a porsi troppo il prob le ma di
cam b i a r e m a , n ei fatti, facendolo.
N o n c h e i n e onati No Age perdano quella
s e m p l i c i t à d i cui sopra. Chitarra, batteria,
com p o si z i o n i a ll’osso, tanta veem enz a sono
anco r a g l i i n g r edienti che spingono il nuov o g r u p p o . N e anche l’ambiente è ca mbia t o ; la L o s A n geles dei piccoli locali, c ome
l ’Ec h o P a r k , e ancor più il suo sem i- r iva le ,
l o S m e l l , p o st o vegano dove i vegani No Age
s uo n a n o e v e ngono annoverati in u na sc e n a . Q u a l e ? Q ualcuno dice il “nu-gaze”, per
i l qu a l e i n t e n d asi, con superficialità , la r ip res a o d i e r n a d ello shoegaze. È vero c he in
Eve ry Art i st Needs A Tragedy, 7” con c ui il
d u o e so r d i sc e nel 2007, non si possono non
s en t i r e i p a d r i My B loody Valentine . L’ e tic h e t t a d i u s c i ta è la Post Present Medium,
i n c u i i N o st r i sono coinvolti attiv a me nte ,
l a s t e ssa d e i M ika Miko, band con c ui c on-
dividono spesso il palco. L’EP s u c c e s s i v o ,
Ge t Hur t ( Upse t! The Rhythm, 2 0 0 7 ) c o n f e r ma l’ e siste nte , pr oc la ma una v e n a a r ty ( I
Wanna Sple e p) e il r itor no a un c e r to r u mo r e
di de r iva z ione hc qua si f uga z ia n a ( E v e r y b o dy ’s Down) . A tutto c iò il se c ond o E P - Sic k
Pe ople Are Saf e (Deleted Art, 2 0 0 7 ) - c o n
la sua pr ima tr a c c ia ( Boy Void ) a g g i u n g e
una r iusc itissima a lte r na nz a ga r a g e - p u n k ; il
disc o d’ e sor dio, somma ndo qua e là , è f a tto; se ne a c c orge la Fa t CAt, c h e c o g lie c o n
We irdo Rippe rs ( 2007) il c om p ime n to d i
una tr a nsiz ione ve r so la c ompl e s s ità f o r te pia no – e le nto- ve loc e ( e se mplar e M y Life ’s
Alright Without You) c he r ie sc e a n c h e a r ic or da r e i Lia r s. I n e ff e tti, c onfe r ma n o i N o
Age in un’ inte r vista , a lor o pia c c io n o ta n to
sia Psy c hoc andy c he i Blac k F la g . Fa c e n do due più due , il qua ttr o sa r e b b e u n n u o v o
disc o c onc e ntr a to sullo ste sso a n d ir iv ie n i.
Eppur e le ultime c ir c osta nz e se mb r e r e b b e r o
sugge r ir e una e voluz ione str a na; la Su b Po p
( c he non si f a pe r de r e c e r te oc c a s io n i, c o me
Pitchfork, che li segue come u n s e g u g i o )
c i c onse gna un singolo di la ncio ( E r a s e r )
c he a lla rga le pa r titur e ga r a ge a mo ’ d i n o ve lli Built To Spill più spor c hi e u n a lb u m
Nouns ( in r e c e nsioni) . Che , se mp lic e me n te ,
l’ indie - r oc k a bbia pr e so il sopr a v v e n to ?
G a spare Caliri
No age
ETTORE GIURADEI
U n a tr a d iz io n e d i c a n ta s to r ie c h e c o n tin u a ,
mutuando il teatro musicale degli ultimi
q u a ttr o d e c e n n i ( Ga be r /J a nna c c i, P a o l o
Ro s s i) , la c a n z o n e d ’ a u to r e , la le tte r a tu r a e
l’ o r a lità . Q u e s to l’ h u mu s d e l b r e s c ia n o E tto r e G iu r a d e i, u n ’ e tic h e tta in p r o p r io ( M iz a r Re c o r d s ) e u n a p r e c e d e n te in c a r n a z io n e
mu s ic a le c o n i M a la c o m pa g ine ( c o n l’ o n n ip r e s e n te f r a te llo M a r c o a l p ia n o ) s f o c ia ta
n e l p r imo a lb u m, P a nc ia s to r ie ( M iz a r Re c o r d s / A u d io g lo b e , 2 0 0 5 ) c o n c u i a v e v a c o minciato a farsi notare tre anni fa.
N o n è d i c e r to d iff ic ile ip o tiz z a r e la p r o v e n ie n z a te a tr a le d e l N o s tr o , c h e g ià p a r a lle la me n te a ll’ a ttiv ità mu s ic a le in iz ia ta
a fine anni ’90, lavora come attore per la
c o mp a g n ia Te a tr o D is tr a tto r e a liz z a n d o a lc u n i s p e tta c o li. Ba c k g r o u n d c h e c i s ta tu tto
c o n s id e r a n d o le p r o v e s u c c e s s iv e . P a nc ia s to r ie ( “è il te n ta tiv o d i c re a re u n a c a n z o n e
d ’ a u to re c h e n o n s i a p p o g g i s o lo m a lin c o n ic a m e n te s u lle p a ro le m a c h e tro v i n e ll’ a rr a n g ia m e n to lo s fo g o d e lla s u a m o tiv a z io n e
p iù v is c e r a le ” , d a l lib r e tto d e l CD ) c e r c a d i
a n d a r e a l d i là d e l c la s s ic o b in o mio s o n g w r itin g /te s ti in ita lia n o , c o n u n f o lk r o c k r o b u s to e d e s p r e s s iv o c h e f a d e ll’ e n e rg ia e d e l
s a r c a s mo i s u o i p u n ti d i f o r z a . Su r r e a ltà e d
o n ir is mo , e c h i d i C a po s s e la , P a o lo C o nt e
e N ic k C a v e , la c a n z o n e f r a n c e s e a lla Le o
F e r r è , il ma le d e ttis mo a l l a B u k o w s k i c h e
p e r me a i te s ti. L ir ic h e d o v e p re v a l e i l ra c c o n to d e l v is s u to , a n c h e a u t o b i o g ra fi c o s i a
p u r tr a s f ig u r a to le tte r a ri a m e n t e , c o n u n ’a c c e n tu a z io n e d i c h ita r re d i s t o rt e e b a t t e ri a
molto presente, che mettono in evidenza gli
a s p e tti p iù o s c u r i d e lle c a n z o n i .
Pe r il s e c o n d o a lb u m E ra c h e c o s ì (N o v u n q u e / M iz a r Re c o r d s , m a rz o 2 0 0 8 , re c e n sioni su SA #41) Giuradei si lascia dietro i
M a l a c o m p a g i n e , a d e cc e z i o n e d e l f r a t e l l o ,
asciugando abbastanza la parte musicale in
favore di un equilibrio espressivo che ben
bilancia musiche e testi. È il piano ora a
p r e v a le r e , p e r b a lla d n el l e q u a l i ro c k , fo l k e
s o n g w r itin g s i me s c o la n o a l l e l i ri c h e a p p a r e n te me n te p a r a d o s s a li , ri fl e s s i o n i s u i g e neris sulla realtà. Un universo istintuale e
s tr a r ip a n te , f a tto d i c a b a re t , t e a t ro c a n z o n e
e le tte r a tu r a ma u d it, f i l a s t ro c c h e e n o n s e n s e , tr a d o n n e , v in o , s b r o n z e , c u l i s u d a t i s u l l a
la v a tr ic e d ’ e s ta te , ma a n c h e fi o re l l i n i , m u c c h e , s t e l l e , s u r r e a l t à in s o m m a . C o n p i ù d i
u n ’ e c o d i c e r ti M a r ip o s a . S i t u a z i o n i a v o l t e
la s c ia te in s o s p e s o ( è d i f f i c i l e c a p i re l ’i n c e r te z z a d e lle c o s e / l a v e r i t à c h e p a s s a i n
o g n i c a lic e ) , a m a r e z z e , p a r a d o s s i , s o ff e r t e
s to r ie d ’ a mo r e . Ca n ta u t o ra t o c l a s s i c o 2 . 0 .
Teresa Greco
SA 9
TURN O
the shortwave set
S em b r a u n a f avola, sicuramente è u na stori a in so l i t a , o quantom eno rara. A ppe na tr e
a n n i f a , d a l p rofondo underground dei club
d i So u t h L o n d on, emergeva un trio spe r im en t a l e - g l i i n glesi A ndrew P ettitt e Da vid
F arr e l l , l a c h a nteuse svedese U lrika Bjor sne
- ca p a r b i a m e n te dedito a un pop imba sta r dit o e c o n t a m i n a to da un’allure inconfo ndibilm en t e v i n t a g e . D el progetto S hortw a ve Se t,
e d e l r e l a t i v o d ebutto discografico The De bt
Col l e c t i o n ( I ndependiente, 2005), in r e a ltà
d al le n o st r e p arti è arrivata soltanto una f le b i l e e c o ; a d i r la tutta, al momento a ttua le
l e n o t i z i e r e p eribili in rete restano scarse,
com e se d a v v e ro di questo gruppo se ne f oss ero a c c o r t i g i u sto in due gatti (quattr o, pe r
cari t à , sa r e b b e ro stati troppi). C om’ è a llora p o ssi b i l e c he questi illustri sconosc iut i s i t r o v i n o , o ggi, autori di un disc o pop
i m p o r t a n t e e i mponente com e Replica Sun
M ac h i n e ( v e d i spazio recensioni), toc c a to
d al la m a n o sa nta di D anger Mou se, de l r a r o
J o h n C a l e ( i n veste di producer aggiunto
e o sp i t e ) e d i Van D yke P ark s (qui al suo
s e c o n d o e x p l oit nel pop moderno dopo il
p l u r i p r e m i a t o Y s della N ew som)? Pare una
c o n g i u n t u r a f antastica, irreale, e infatti lo
è. O sse r v a n d o da vicino, è uno dei r a r i c a si
i n c u i t a l e n t o e fortuna hanno avuto il me des i m o p e so . Vero è che, a fronte di ve ndite
m o d e s t e e p r o mozione semi-fantasma, i tre
hanno goduto del considerevole v a n t a g g i o d i
pia c e r e , e subito, a lla ge nte c he p ia c e ( o ltr e
ai critici britannici, che premia n o i l d i s c o
in occasione della consueta ve n d e m m i a d i
fine anno, Zane Lowe di BBC R a d i o O n e e
Lauren Laverne di XFM decret a n o i l d i s c o
album of the we e k , insie me a l Ti me s e l’ O b se r ve r ) ; ma è a ltr e tta nto ve r o c h e Th e D e b t
Colle c tion, con i suoi richiam i i n s i s t e n t i
a Be t a Band, Pink Floyd, Flaming Lips e
la Goldf r a pp di Fe lt Mountain, q u e l l ’ h y p e
sotterraneo lo meritava tutto. E ’ d i c e r t o
que ll’ a ttitudine c a nniba le sc a (d e f in ita d a i
pr opr i a utor i v ic torian funk ) , vo ta ta a l s a mple spr e giudic a to e a lla c ostr uzio n e d i f ila str oc c he c on me z z i di f or tuna , c h e h a d e s ta to l’ inte r e sse de ll’ a utor e de l Gr e y Alb um.
Così, nonosta nte il ma gr o budge t d i p a r te n za, Brian Burton ha invitato i t r e n e l s u o
studio a Los Ange le s ( non pr ima d i e s s e r s e li
por ta ti in gir o c on i Gnar ls Barkle y ) . I l r isulta to sono undic i nuove c a nz o n i c h e , a ldilà de i “ pe sa nti” nomi c oinvol ti n e lla lo r o
r e a liz z a z ione , c ompongono un c a le id o s c o pio popa de lic o e sole nne , intr is o d i s c i- f i e
di innume r e voli r if e r ime nti a ll’ u n iv e r s o p o pula r de gli ultimi 40 a nni. Sta v o lta , v e d r e te , se ne a c c orge r a nno in più d i d u e g a tti,
de gli Shor twa ve Se t.
I n 1 9 7 7 , i C la s h s i p r e m u r a r o n o d i m e t t e r e
in c h ia r o c h e , e s s e n d o a r r iv a to u n a n n o ta n to g r a n d e e d e f in itiv o c o me n o n s e n e e r a n o
v is ti ma i, e r a il c a s o d i c a n c e lla r e il p a s s a to
e in iz ia r e a d ir e q u a lc o s a d i n u o v o : “ Nie n te
E lv is , B e a tle s o R o llin g S to n e s ” . G li s te s s i
Clash nel giro di pochi mesi sarebbero finiti
in to u r c o l ma e s tr o Bo D id d le y e a v r e b b e r o
r e a liz z a to L o nd o n Ca lling , il lin k p iù e v id e n te tr a il r o c k ’ n ’ r o ll c h e e r a s ta to e q u e llo
c h e il p u n k a v e v a r ig e n e r a to .
M a p e r u n a ttimo n e lla s to r ia f u n e c e s s a rio un atto di allegra e furiosa iconoclastia.
N o n a c a s o il f o n d a me n ta le la v o r o d i Sim o n
R e y no lds s u l p o s t- p u n k s i c h ia ma Rip I t U p
a nd Sta r t Ag a in: a v o lte è n e c e s s a r io s tr a p p a r e il q u a d e r n o p e r p o te r s c r iv e r e q u a lc o s a
di nuovo.
Tu tto q u e s to p e r a r r iv a r e a i W h ite Ra b b its ,
che non cancellano proprio niente eppure
s e mb r a n o f r e s c h i, a tr a tti r ig e n e r a n ti. N e lla loro musica vive l’ultimo (?) spasmo del
r e v iv a l d e l p o s t- tu tto c o min c ia to n e l 2 0 0 1 .
Questo sestetto newyorkese definisce la
p r o p r ia mu s ic a “ h o n k y to n k c a ly p s o ” . I n r e a ltà n e l p ia tto mis to c ’ è mo lto d i p iù : r itmi
la tin i, il p ia n o f o r te s e n s u a le d i Ste p h e n Pa tterson, echi della Giamaica inglese di ska
e M a dne s s , u n a p io g g ia d i g a n c i p o p ir r if iu ta b ili. Tu tto v ie n e s e r v ito c o n g e n e r o s i-
tà , e la d d o v e d a ta n ti e l e m e n t i c o e s i s t e n t i
si aspetterebbe cacofonia e autoindulgenza,
l’ascoltatore trova invece un’accoglienza
d a r e . L’ o ff e r ta d e l g r u p p o g u i d a t o d a G re g
Roberts è in linea con la moda del momento,
c h e p r e v e d e l’ in n e s to d i s a p o ri d i m e n t i c a t i
s u l c a n o v a c c io d e lla N ew Wa v e , p e n s a t e a d
e s e mp io a ll’ A f r ic a imm a g i n a ri a d e i Va mpire We e ke nd, o a l l a l e g g e n d a d e i D e x y s
rievocata dai Rumbe Strips. Leggiamo ora
a s s ie me q u e l c h e P a ul Mo r l e y s c ri v e i n M e ta p o p d e g li Str o k e s ( o r i g i n a t o ri d e l l ’u l t i m a
illu s io n e ) : “ La lo ro m u s i c a è s t a t a u n t r i b u to a u n o s p ir ito r a d ic a l e , p r i v o p e r ò d i u n o
s p ir ito r a d ic a le ” . P r o p r i o l a q u a l i t à d e l l a
musica/intrattenimento dei White Rabbits
f a a u s p ic a r e c h e p o s s an o e s s e re d e fi n i t i v i ,
c o n c lu s iv i d i q u e s t’ e p oc a n e l l a q u a l e i l ro c k
ha ripassato la propria storia per ritrovarsi
a respirare, dopo l’asfissia degli anni ‘90.
I l lo r o a lb u m Fo r t N ig h t l y (i n re c e n s i o n i ) è
u n o d e i d is c h i c h ia v e d e l 2 0 0 8 , s i a p e r q u a n to è r a p p r e s e n ta tiv o d e l s u o t e m p o fu o ri d a l
te mp o , s ia p e r la s u a e c ce l l e n t e fa t t u ra ; p e rò
f a a n c h e v e n ir e u n a g r a n v o g l i a d i 2 0 0 9 , u n a
speranza di vera novità, di rivoluzione.
A ltr ime n ti c o n tin u e r a n n o a ri s u o n a re l e a u to ir o n ic h e p a r o le d i G o re Vi d a l : “ N o n h o
n ie n te d a d ire , s o lo d a a g g i u n g e re ” .
P a o l o B a ss o t t i
White rabbits
A n t o n i o Pu g l i a
SA 11
TURN O
U n a l t ro n o m e proveniente dalla Francia
d a s e g n a r s i . Ancora una volta un universo
(mag i c o ) e v o c ato nelle quattro m ura di una
c a s a p r i v a t a . Nei pressi di Parigi. Quella di
O l i v i e r e F r é déric Charlot, reincarnazioni
i n m u si c a d i spiriti Maninkari.
Brun o P a r i sse , gestore tutto-fare di Rur a lfaun e , a v e v a r a gione. Il 2007 è stato da vve r o
u n a n n o sp e c i a le per la Francia sotte r r a ne a
i n n a m o r a t a d i note inusuali. A bbiamo a vuto
m o d o d i a sc o l t a re dodici mesi di sono r ità infi l t r a t e si c o n d iscrezione tra i valic hi de lle
Al pi e g i u n t e , per chi avesse orecch i, a nc he
d a q u e st e p a r ti: folk declinato con la psiched e l i a p i ù malata (Monks O f T he Ba hlill,
Bar t o l o m é S an son , anche curatore delle
s pl e n d i d e e d i z ioni d’arte K augum m i) , a nne g at o i n m a g m a di drones (N atural Snow Bui l d i n g s, E n f e r B oréal), strim pellato in punta
d i d i t a su u n a chitarra m alconcia (A Ma n A
Gui t a r ) , c o n d otto pericolosam ente s ul c onfi n e d i p o ssi b ili derive freak (The Cosmic
M a n d o l i n e r s , ancora Bruno Duplant). Per
t a c e r e p o i d e l dinamismo - che spesso, da
q u es t e p a r t i , f inisce per fare rim a con ipe rat t iv i t à - d i etichette come L a B elle Da me
S ans M e r c i , Crier D ans L es Musées, Fa una s ab b a t h a ( l a Ruralfaune che guarda a ll’ imm ag i n a r i o b l a c k m etal), realtà che, f oss’ a nc h e u n i c a m e n te per l’impegno elargito nel
p ro d u r r e e m aterializzare assortite str a mb erie m u si c a l i (e artistiche), m eriter e bbe r o
b e n p i ù d i u n cenno fugace. S e è o r m a i a ssodato - quasi una proprietà
c o s t i t u t i v a d e l fenomeno - che n umerosi
pro g e t t i d i g e n ere debbano vivere g iusto il
t e mp o d i u n a manciata di CD-R (e si tratta
di u n t e m p o d a vvero molto breve, conside r a n d o l a p r o l i ficità di certi artisti), accade
però t a l v o l t a che, da un hum us tanto fertile,
s p u n t i u n v i rg u lto che noti più robusto già
ad u n p r i m o a scolto.
A i f r a t e l l i p a r i gini O livier e F rédéric Charl o t l a f o r t u n a ha arriso sin da subito. Non
h a n n o a v u t o bisogno di gavette a suon di
a u t o p r o d u z i o n i e contatti myspace, loro. Si
face v a n o c h i a m are B athyscaph e e sonor iz zav a n o o sc u r e pellicole di registi fr a nc e si
con i l r i sa p u t o arm amentario di forme postr o c k , c o l o r a z i oni dark, linee spezzate jazz.
E’ b a st a t o i n viare qualche demo alla Con-
spiracy Records (nota per la v a r i e t à d e l l e
music he tr a tta te : in c a ta logo, olt r e a d a lc u n e
e diz ioni de i più bla sona ti I sis, K n u t, Bo r is ,
a nc he Fe a r Fa lls Bur ning, Na dja , Bir c h v ille
Cat Motel, Sunburned Hand O f T h e M a n )
pe r r ic e ve r e la pr oposta di un co n tr a tto , p e r
f a r na sc e r e M aninkar i. La de a b e n d a ta d e v e
a ve r a vuto gioc o pa r tic ola r me n te f a c ile n e l
f a vor ir e la pic c ola a z ie nda f a milia r e , s e i
demo inviati all’etichetta cont e n e v a n o g i à
in e mbr ione l’ EP di lì a poc o us c ito in v e s te
ufficiale.
Psy c hoide /Partic ipation My stic ( 1 2 ’’ c o n
remix, Conspiracy, 2007, edizi o n e l i m i t a t a
a 1000 c opie ) non si f r e gia di t r o v a te r iv o luz iona r ie , non a nnunc ia muta me n ti d i p a r a digma : dic e f or se c ose già d e tte , è v e r o ,
ma c on una f or z a e spr e ssiva e d u n ’ e le g a n z a
f or ma le c he sa nno toglie r e il fia to . I l p r imo br a no, d’ a mbie nta z ione pa ga n a ( il p a s s o
di lì a c e r ti Gr ails è e str e ma m e n te b r e v e ) ,
mette in scena il titanico scontr o t r a s p i r i t i
a shá ninka c he il gr uppo tr ibuta g ià n e l n o me
che si è scelto: il drumming s c i a m a n i c o e
sc omposto di Olivie r a f r onte gg ia r e l’ o s s e s sivo f r a se ggio pe r violino di F r é d é r ic , n e l
r itua le orgia stic o di un dr a mma s o n o r o in te r r otto sul f inir e da fie ld re c ord in g s me d ia tor i di pa c e . E’ il pr imo inte r ve n to d e ll’ e le ttronica: non deve del tutto stu p i r e , a l l o r a ,
se a me tte r e le ma ni sul br a no è Ro b in Rimba ud / Sc anne r, che ne offre - s a l v a n d o i n
loop il violino, gettando via t u t t o i l r e s t o
- un ma e stoso a r r a ngia me nto pa r a s in f o n ic o
che guadagna in eleganza e lir i s m o q u a n t o
sacrifica in violenza tribale.
Partic ipation M y stic modula p a r o l e d i u n
f olk a nc e str a le e psic he de lic o s in d a ll’ in gr e sso, e sono solo le pr ime no te , d i s tr u me nti inusua li ( c imba lo) o or ie n ta li ( s a n to or a pe r c ussione ) . Ne lla str uttu r a d e l b r a n o
pa r e qua si di f r onte ggia r e dei Go ds pe e d
You! Blac k Em pe ror sotto e ff etto d i p ia n te psic otr ope a ssunte pe r f a vorir e p r a tic h e
ma ntr ic he : un c r e sc e ndo c he si s v ilu p p a p e r
a c c umula z ione line a r e di sta si a mb ie n ta li e
c a va lc a te e pic he ( a r a z z i di str u me n ti a c o rda sempre sostenuti dal posse n t e t a p p e t o
percussivo imbastito da Olivie r ) . I l r e m i x
di Br oa dr ik è in line a c on le u ltime p r o duz ioni Je su. Ritmica quasi du b ( l a s o l i t a
ba tte r ia e le ttr onic a ) c he si la sc ia a lle s p a lle
Maninkari
La lotta in musica dei sacri spiriti
u n c o d a z z o d i r iv e r b e r i a mb ie n ta li a lle n ta n do la tensione trattenuta dell’originale (la
g iu s ta p p o s iz io n e d e lle v a r ie s e z io n i) in u n a
c o n c ilia z io n e d i e le me n ti ( q u a s i) r a g g iu n ta .
Cos’aspettarsi dall’esordio dopo un simile
b ig lie tto d a v is ita ? Rima n d ia mo a lla r e c e n s io n e ( s u SA # 4 2 ) p e r g iu d iz i d i me r ito . Q u i
basti aggiungere che i due fratelli, come si
s a r à c a p ito , a ma n o la v o r a r e d i c e s e llo e c h e
la p a z ie n z a d i s ta r e a d o s s e r v a r e s u o n i e p r o c e s s i c h e s i c o n s u ma n o q u a s i p e r a u to c o m-
bustione certo non manca. E allora ecco un
doppio album che, in ossequio al principio
ma n ic h e o c h e s e mb r a r e g o l a re l e d i n a m i c h e
d i tu tti i p a n th e o n d i c i v i l t à p ri m i t i v e , a s s e c o n d a la lo g ic a b in a r ia d e l b e n e e d e l m a l e ,
d e ll’ o s c u r ità e d e lla lu c e .
Vincenzo Santarcangelo
SA 13
TURN O
three second kiss
Tre secondi per un bacio lungo 15 anni
In co n t ro c o n i l gruppo in occasione d e l nuov o d i s c o , d o p o cinque anni dall’ultimo. La
r i ce rc a d e l n u ovo entro i confini del v e c c hio
e u n a r i p a r t e nza. 15 anni e non sentirli,
a p p a re n t e m e n te.
Ci ne m a t o g r a f i ci baci da tre secondi e musical i t à sp i g o l o sa ed aspra, ritm iche n e r vosa m en t e sp e z z a t e e tre lustri spesi on th e road,
freq u e n t a z i o n e indistinta del gotha de l nois e - r o c k m o n d iale e degli scalcinati palchi
d el la p r o v i n c i a italiana. Ma anche pa ssion e, st i m o l i , v oglia. E soprattutto coe r e nz a .
F o rt e , t e n a c e , fedele ad un’ idea di music a
com e f i a m m a c he brucia, non come sc a de nza o c a r t e l l i n o da tim brare. F uori da lle log i ch e d i m e r c a to, fedeli solo a se ste ssi e a
q u el su o n o - d o gm a orm ai riconoscibilissimo
epp u r e c a p a c e di rim ettersi in ballo a d ogni
( p u r t r o p p o r a ra) occasione. Una marcata
t e n d e n z a a l l ’ e sterofilia corretta: gli States
com e u n p r o l u ngam ento della via Emilia ( e
v i ce v e r sa ) e u n cuore che batte più vivo c he
m ai.
Lo ia t o q u i n q uennale da Mu sic O u t Of Mus i c ( S l o w d i m e , 2003) aveva fatto temere il
pe ggio, ma si è inve c e r ive la to u tile p e r r if le tte r e sulla voglia di suona r e e r in v ig o r ire un trio mai come ora “class i c o ” , g r a z i e
a lla ma tur a me ssa a f uoc o di Lo ng D is ta nc e
(aprile 2008, su SA #42). Bento r n a t i T h r e e
Se c ond Kiss. “ Ogni nostra re g i s t r a z i o n e
rispecchia il punto di maturit à r a g g i u n t o
dalla band in que l pre c iso mome n to , q u in d i
ogni disc o è se mpre una me ssa a fu o c o to ta le ne l pe rc orso di c re sc ita […] Lo n g D is ta n ce è sì un lavoro meditato, su c u i a b b i a m o
riv e rsato tutte le nostre nuov e e n e rg ie , m a è
in assoluto il disc o più umorale e s p o n ta n e o
dei Three Second Kiss. Diciam o … u n d i s c o
re sponsabilme nte immaturo”.
C’è compattezza nel suono degl i 9 b r a n i d i
Long Distanc e , ma a nc he va r ia z io n i u mo r a li e impr ovvise di mood. I n p o c h e p a r o le, la ricerca del nuovo entro i c o n f i n i d e l
ve c c hio. “La piac e v ole immatur ità s ta n e llo
spe rime ntare strade nuov e anc h e d o p o ta n ti
anni. Un approc c io più sinte tico n e g li a rrangiamenti, nuove soluzioni c o m p o s i t i v e ,
una nuova etichetta, gente nuo v a c o n c u i
condividere esperienze, perfin o s t r u m e n t i
nuov i. L’ e ntusiasmo nasc e sic ur a m e n te d a l-
la v o g lia d i u n n u o v o in iz io ”. E il n u o v o a lbum segna, appunto, una ripartenza; 15 anni
e non sentirli, apparentemente. Ma qualcosa
è cambiato: da un paio di anni dietro le pelli
s i e d e S a c h a Ti l o t t a , a r i n s a l d a r e a n c o r d i p i ù
i le g a mi c o n g li U z e da d i ma mma e p a p à , e
a d a r e la s v o lta p e r il n u o v o in iz io . “ S a c h a
è s ta to d e te r m in a n te in q u e s to . I l g a p d i e tà
c h e e s i s t e t r a n o i s t a c re a n d o u n a b u o n a e d
in e d ita a lc h im ia p ro p u ls iv a tr a il p a s s a to
dei TSK, comunque importante e pesante in
t e r m i n i d i re s p o n s a b i l i t à , e l a l e g g e re z z a d i
u n a p p ro c c io d a ‘ p r im a v o lta ’ ”. U n mo me n to
p a r tic o la r e q u e llo d e ll’ in g r e s s o d i u n n u o v o
e le me n to in u n me c c a n is mo d e lic a to c o me
un trio; sempre lì lì per rompere l’equilibrio
interno innegabile anche extramusicalmente.
O p p u r e a r in f o c o la r e il f u o c o d e lla n a tu r a le
passione. Non a caso l’album inizia con una
p a r te d i b a tte r ia . “ No n s o … fo r s e n o n è u n
c a s o c h e i l d i s c o p a r t a p ro p r i o c o n u n a s u a
rullata. Sacha ha ovviamente determinato un
n u o v o a s s e tto . I l tr io è u n a fo r m u la p e r fe tta ma delicata, soprattutto dopo tanti anni
d i a ffia ta m e n to ”. E c o s ì in iz ia u n p e r io d o
d i c o n o s c e n z a , in c u i i tr e s i s tu d ia n o r e c iprocamente. I vecchi da una parte, il nuovo
d a ll’ a ltr a . “ No n è s ta to s o lo u n e n tr a re d a
p a r t e s u a n e l s o u n d d e l l a b a n d m a u n c a p i re
– d a p a r t e m i a e d i M a s s i m o – c o m e e s a l t a re
a l m e g lio il s u o s tile p iù m in im a le e d ire tto
d i L o re n z o . S a c h a s e g u i v a l a b a n d s i n d a i
s u o i i n i z i [ … ] e d è s t a t o d a v v e ro m o l t o b e l l o
u n ir s i s u lla b a s e d i q u e s ta a m ic iz ia e s tim a d i lu n g a d a ta ”. Rip r e n d e c o s ì u n tr a tto
e s s e n z ia le n e lla p r o p o s ta d e i T SK , il d ia lo g o tr a le c o r d e e il b a ttito . I l d r u mmin g p iù
p o s t- p u n k e min ima le d i Sa c h a c o n tr ib u is c e
all’ulteriore essiccamento del suono del trio
e alla ferma coesione di un suono che dal
vivo ne promette delle belle.
D ime n s io n e , q u e lla d e l liv e , c h e è d a s e mp r e f o r ma e s p r e s s iv a p r e d ile tta d a i tr e b o lo g n e s i a d o ttiv i. Si v e d a il r a p p o r to q u a n titativo tra concerti e prove in studio, coi
primi sempre intensi e espressivi che siano
d i s p a lla a J u n e o f 4 4 o in u n p ic c o lo lo c a le
d i p r o v in c ia . D a l v iv o la lo r o mu s ic a r ie s c e
a e s p r ime r s i in ma n ie r a p iù c o in v o lg e n te e
s in c e r a . “I l c o n c e r to è s e m p re s ta ta la fo r z a
v ita le d e lla b a n d , la r a g io n e c h e la tie n e in
p ie d i a n c o r a d o p o ta n ti a n n i. Tu tto il re s to
v ie n e d o p o , fu n g e s o l o d a c o n t o r n o . In u t i l e a l t r i m e n t i p a r l a re d i c o m u n i c a z i o n e ,
e s p re s s i v i t à , c o i n v o l gi m e n t o , s e n z a i l l i v e .
I l m o m e n to d e lla re la z i o n e , d e l l a c o n o s c e n z a , d e lla s c o p e r ta è lì” .
A s c o p r ir e la lo r o mu s i c a è , p a ra d o s s a l m e n te, piuttosto la scena internazionale che
quella nazionale. Ma questo è un discorso
o r ma i v e c c h io , n e l te m p o d e l l a c o m u n i c a z io n e is ta n ta n e a g lo b a l e . Le p a ro l e d i S e rg i o
Carlini ci confermano quanto le dinamiche
s ia n o c a mb ia te to ta lmen t e n e g l i u l t i m i a n n i .
Facendo quasi passare i tempi degli esordi
di TSK come un qualcosa di antidiluviano.
“A l l o r a c ’ e r a l a d i f f i c o l t à d i f a r s e n t i re i l
p ro p r io m a te r ia le fu o r i c a s a , o rg a n i z z a re i
to u r a ll’ e s te ro , a ffe r ma re l a p ro p r i a p e r s o n a lità d i b a n d o ltre i co n f i n i . Po t e v a q u i n d i
a v e re u n s e n s o p a r lare d i s c e n a n a z i o n a le , p e rc h é d a lì n e c e s s a r i a m e n t e s i p a r t i v a .
O r a m a i i te m p i d e lla d i f f u s i o n e e m e t a b o l i z z a z i o n e m u s i c a l e s i re a l i z z a n o i n t e m p o
re a l e . L e b a n d c o m u n i c a n o e d o p e r a n o i n
re te s u u n te r re n o g lob a l e , b e n o l t re i c o n fin i”.
N o n h a p iù s e n s o p e r c i ò p a rl a re d i p a n o ra m a
italiano o internazionale, bensì di scenario
u n ic o , g lo b a le , f u s o . L a d i ffe re n z a o ra p i ù
c h e ma i r is ie d e n e lla q u a l i t à d e l l a p ro p o s t a
e n e lla p a s s io n e d i c h i s u o n a . “ S e m m a i p o s s i a m o p a r l a re d e l l e n u o v i s s i m e g e n e r a z i o n i
d i m u s ic is ti c h e v e d o mu o v e r s i i n u n a f o r t e
dicotomia: le band ispirate da una grande
p a s s io n e , c h e s e n e fre g a n o t o t a l m e n t e d e l le m o d e p e rc o r re n d o u n a s t r a d a p e r s o n a l e ,
e le band ispirate da una grande passione
p e r l e re l a z i o n i p u b b l i c h e e l a v i s i b i l i t à a d
o g n i c o s to , c o d ic e g e n e t i c o d i m o l t i g i o v a n i fa n c iu lli, b r a v i e f u r b i c o m u n i c a t o r i d i
sé stessi prima che musicisti. Ovviamente
simpatizzo per i primi. C’è poi ovviamente
l’ a m b ito d e lle re la z io n i , c i s o n o g l i a m i c i
d i s e m p re , U z e d a , c h e p e r n o i T S K s a r a n n o
s e m p re u n e s e m p io d e l f a re m u s i c a i n t o t a l e
lib e r tà a l d i fu o r i d e l l e l o g i c h e d i m e rc a to . Ci s o n o a n c h e o ttim i g r u p p i c h e n a s c o n o
c o m e i Ta p s o , a l t r a b a n d c a t a n e s e d i c u i
s p e ro s i s e n tir à p a r la re p re s t o . E g l i a m i c i
R o s o lin a M a r o i La u n d re t t e , a l t r a b a n d c h e
m e r ite re b b e s u o n a re d i p i ù i n g i ro . . . s o n o
m o lto in g a m b a ”.
S t e f a n o P i ff e r i
SA 15
TURN O
Tape
Ballate folk per sussurro solo
Ta p e . Na st ro . Un supporto di m em oria labil e, s c o l o ri b i l e , potenzialm ente evanesc e nte .
U n s u p p o r t o che rischia di logorarsi, e il
l o g o r i o d e l n astro è la memoria del mondo
c h e s c o m p a re . Ecco, i Tape suonano così.
Con i l t i m o re che quelle note appe na suss u r r a t e p o t re bbero, un giorno, non essere
p i ù d i s p o n i b i l i alla memoria dei posteri.
L o s i c a p i s c e da come pizzicano le corde di
u n a c h i t a r r a , d i un’arpa, da come toc c a no i
t as t i d i u n p i ano, da com e decidono di util i zza r e g l i a u sili di un computer. I Ta pe suon a n o c o n i l t i more che quelle note appena
s us s u r r a t e p o t rebbero, un giorno, non e sse r e
p i ù d i s p o n i b i l i alla memoria dei posteri.
L a m e m o r i a , qui, è quella della tradizione
fo l k , m u si c a labile per definizione . Me lod i e a b b o z z a t e la cui traccia resta, per alcuni
fran g e n t i , n e l la m ente di chi ha asc olta to,
o , p e r f r a n g e n ti un po’ più lunghi, su na str i
che g i r a n o p e r registrare, m entre altr i suon ava n o . N a st r i che solo la curiosità d e ll’ ogg i p o r t a a r i v ersare su formati più stabili,
più longevi.
La memoria, qui, è quella di u n c o m p u t e r.
Ma un c ompute r non tr oppo po te n te , e u tiliz z a to a lla str e gua di uno str ume n to tr a d izionale. Nei dischi dei Tape l ’ e l e t t r o n i c a
non ha la f unz ione di f a r e da f lu id if ic a n te
tra gli elementi suonati, come a v v i e n e n e l
gr osso de i la vor i di e le ttr oa c u s tic a c h e s i
compongono oggigiorno. Al par i d e g l i a l t r i
str ume nti, l’ e le ttr onic a inc omin c ia u n d isc or so, lo inte r r ompe . Ce r c a il d ia lo g o d e lle
altre voci, non lo trova quasi ma i . D i s t u r b a .
L’ e le ttr onic a è strume nto di dis tu r b o . Su c c e de , quindi, c he a nc he la me mo r ia d e l c o mputer finisce per divenire mem o r i a a b r e v e
te r mine . Que l po’ di me mor ia c h e b a s ta p e r
produrre un brusio, un ronzar e d i f o n d o ,
glitc he s e suoni digitali abortiti .
Andr e a s Be r thling, Joha n Be r th lin g , To ma s
Ha llonste n e un’ inf inità di str ume n ti s o n o i
Ta pe , c he na sc ono ne lla Stoc c o lma c h e s a luta il te r z o mille nnio. Due a nni d o p o a r r iv a
il pr imo la vor o, Ope ra ( Hä pna , 2 0 0 2 / r is t.
c on 3 br. ine diti Hä pna , 2008) , u n ’ u s c ita a c c ompa gna ta da un e c c e sso di pr u d e n z a ta n to che una ancor giovane Häpn a , e t i c h e t t a
g e s tita p e r me tà d a llo s te s s o J . Be r tlin g , n e
s ta mp a s o lo p o c h e c o p ie , c o me a v v e r r à p e r
il s e c o n d o la v o r o . A n d r a n n o tu tte r a p id a me n te e s a u r ite .
I b r a n i s o n o d ie c i, c o me in q u e i v e c c h i a lb u m d i c a n z o n i. M a q u e lle d i O p e r a n o n
s o n o e s a tta me n te c a n z o n i, s e b b e n e e s te r io rmente, per la forma, per il minutaggio, si
potrebbero scambiare per tali. Sebbene la
r ic c h e z z a d e lla te s s itu r a s o n o r a , l’ a b b o n d a n z a d i s tr u me n ti u tiliz z a ti, la c u r a n e ll’ a rr a n g ia me n to f a n n o p e n s a r e a g li u ltimi Ta lk
Ta lk. M a in B e ll M o u n ta in , u n a s v o g l i a t a
c h ita r r a f o lk d is tu r b a ta d a l f r u s c io d i e le ttr o n ic a d is c o n tin u a . N e lle e s te n u a n ti r ic e rche di assestamento su una linea melodica
indovinata allo sbocciare di un brano, di
s o lito u n a r p e g g io d i c h ita r r a . N e i g r a p p o li
d i n o te , c h ita r r a e v ib r a f o n o , c h e p r e n d o n o
v ita d a u n a f is a r mo n ic a c h e p a r e o ma g g io a
P a uline Oliv e ro s (Lo n g itu d e , R a d io la r ia ) .
Nell’immancabile, meticoloso lavoro sugli
a r mo n ic i d i u n a c h ita r r a ( No is e s F ro m A
H ill) . N o , n e mme n o l’ o mb r a d i u n a c a n z o n e
in tu tto c iò , ma s p r a z z i d i b e lle z z a mir a c o lo s a d is s e min a ti q u a e là . ( 7 . 3 /1 0 )
D i c u i s ’ a c c o rg o n o , p r imi, a ltr i mu s ic is ti.
G li s te s s i c h e s c o rg o n o u n p o te n z ia le d i b e lle z z a in f in ita in c ia s c u n o d e i f r a mme n ti d i
mu s ic a d i O p e r a . N a t u r a l e l ’ a p p r o d o a d u n
a lb u m d i r e mix , a n c o r p iù s e s i r if le tte s u lla lo g ic a c o mp o s itiv a c h e s ta d ie tr o a i b r a ni di Opera. Gli originali sono smembrati
secondo l’unico decostruttivismo possibile
c o n Ta p e : s e l e c o m p o s i z i o n i s c a t u r i s c o n o
d a u n ’ in tu iz io n e me lo d ic a o r ig in a r ia in s e g u ito r e ite r a ta ( il min ima lis mo è in f lu e n z a
ma n if e s ta ) , a llo r a c h e s i to r n i a q u e ll’ in tu iz io n e o r ig in a r ia . I n O p e r e tte ( C u b i c F a b r i c ,
2 0 0 4 ) il p iù in tr a p r e n d e n te è D a v id Gr ubbs , c h e a p p e s a n tis c e d i o r p e lli b a r o c c h i R a d io la r ia . Tu t t i g l i a l t r i s t a n n o a g u a r d a r e ,
c o me in c a n ta ti, la p u r e z z a d e lle f o n ti, q u a lc h e r ito c c h in o d ig ita le ( A m ba rc hi, F o nic a ) ,
l’ in n e s to ( p o c o r iu s c ito ) d i u n a b a s e r itmic a
( Ha z a r d) , la s o tto lin e a tu r a d e ll’ a v v ilu p p o
c ic lic o tip ic o d i c e r ti b r a n i ( A g g e re g , M a t hie u) , o a d d i r i t t u r a u n u l t e r i o r e l a v o r o d i
s o ttr a z io n e e r id u z io n e , s e a n c o r a p o s s ib ile ( c h i, s e n o n i g ia p p o n e s i M ina m o , c o n i
q u a li i Ta p e d iv id e r a n n o in s e g u ito u n a lb u m, B ird s O f A F e a th e r , H E A D Z , 2 0 0 7 ) .
( 6 . 5 /1 0 ) Re g is tr a z io n i d ’a m b i e n t e , u n a c h i tarra, un sassofono ora più ora meno jazz,
u n p ia n o f o r te . Ste n ta n o a d a n d a re d ’a c c o rd o . È la te r z a tr a c c ia , C r i p p l e d Tre e , q u e l l a
c h e r a c c h iu d e in s é tu t t e l e n o v i t à d i M i lie u ( H ä p n a , 2 0 0 4 / r i s t . c o n 3 b r. i n e d i ti Häpna, 2008). Un sapiente utilizzo dei
fie ld re c o rd in g s ( R o o t Ta t o o ), u n a t ro m b a
c h e è s e mp r e p iù s p e s s o p ro t a g o n i s t a (S p o n g e Ch o r u s ) , l ’ o m b r a l u n g a d e l j a z z c h e s i
e rg e a lle s p a lle d i c e r t i b ra n i (o a d d i ri t t u r a s e n to r i d i ta n g o , in L o n g Be l l e G o l d e n
Twig ) , l’ imp r o n ta ma r c a t a m e n t e a c u s t i c a d i
c e r ti a ltr i ( il b a n jo d i S w i t c h b o a rd Fo g , O a k
P la y e r ) . U n a lb u m b r e v e , p e r m o l t i v e rs i s i mile a l p r e c e d e n te , f o rs e m e n o d i s p e rs i v o e
p iù c e n tr ip e to r is p e tto a l l a p a rv e n z a d i u n a
s t r u t t u r a , s e p p u r e v a ne s c e n t e , p u r s e m p r e
imma g in if ic a . ( 7 . 3 /1 0 )
Dopo l’Olanda dell’improvvisazione per la
s e r ie M o r t Aux Va c he s (S t a a l p l a t , 2 0 0 4 ), p e r
i l t e r z o a l b u m i Ta p e s c e l g o n o l a G e r m a n i a ,
Co lo n ia , M a r c u s Sc h mi c k l e r (l ’u o m o d i e t ro
P lur a m o n) , c h e s i o c c u p a d e l l a re g i s t ra z i o n e , d e l mis s a g g io , p r o d u c e . In R i d e a u (H ä p n a , 2 0 0 5 ) la d u r a ta d ei b ra n i , s o l o c i n q u e ,
s i d ila ta n o te v o lme n te . L’a t m o s fe ra s i fa p i ù
c u p a , m e n o i n t i m a , g li s p r a z z i d i m e l o d i a
s o n o b a g lio r i imp r o v v i s i e fo rt i s s i m i (S u n re fr a in ) . C h i a s c o l t a s s e q u e s t e n o t e s e n z a
c o n o s c e r e i Ta p e , e tic h e t t e re b b e c o n t ro p p a
f r e tta : p o s t r o c k . E ’ a n ch e i l d i s c o i n c u i p i ù
f o r te s i p e r c e p is c e l’ in f l u e n z a d e l m i n i m a l i s mo ( r e ic h ia n o : A S p ire ) s u l p ro c e s s o c o m p o s itiv o : i b r a n i s o n o l u n g h e p u l s a z i o n i d i
suono che carezzano una melodia proposta
d a u n o s tr u me n to ( u n o rg a n o , u n p i a n o , u n a
c h ita r r a ) . Pe r c h i s c r iv e , i l l a v o ro m e g l i o
me s s o a f u o c o a tu tt’ o g g i . (7 . 5 / 1 0 )
O r ma i a ff a r e d i c u lto , d o p o a v e r c a l p e s t a t o
le te r r e d i G ia p p o n e , Ta i w a n , S t a t i U n i t i e
me z z a E u r o p a , il te r z e t t o g i u n g e a l t ra g u a rd o d e l q u a r to a lb u m, Lu m i n a r i u m ( H ä p n a ,
2008, in recensioni), registrato in quella
Stoccolma che pare percepirsi tra le righe
di brani ieratici, figli di una scrittura che
d e v e me n o a ll’ imp r o v v i s a z i o n e c h e a l l ’a c q u is ito me s tie r e d i c o s t ru i re m i c ro -s i n fo n i e
a r r a n g ia te c o me s e il m o n d o , d o m a n i , p o t e s s e a ll’ imp r o v v is o s me tt e re d i a s c o l t a re .
Vincenzo Santarcangelo
SA 17
TUNE
S u ss u r r i
In d i z i o n u m e r o uno: Talia è una figur a de lla
m i t o l o g i a g r e c a figlia di Zeus e Mne mosine,
u n a d e l l e t r e Grazie e, cosa per noi basilare,
m u sa d e l l a p o e sia e della commedia. I l mito
n arr a c h e f u a mata da A pollo, da cui r ic e ve tt e i n d o t e i C o r ibanti, dem oni dalle miste r ios e fa t t e z z e . I n dizio num ero due: il b lue s f u
rega l a t o a R o b ert Johnson dal demonio c on
u n o s c a m b i o in cui l’ispirazione musicale
v al e v a i l p r e z z o dell’anim a. Indizio nume r o
t re: m a d a m a Z edek ha il blues che le sc orre n e l l ’ a n i m a e lo lascia libero di sgorga r e ,
c o p i o s o e s c u ro. Disperato e perciò vivo.
C r e d i a m o b a s ti a far capire di chi stiamo
p e r s c r i v e r e . Tuttavia, in un mondo che le
em o z i o n i p r e f erisce m etterle alla po r ta pe r
p o i sb a t t e r n e l a manifestazione in pubblic o,
d o b b i a m o so t t o lineare quanto la sua pr e se nza o g g i si a n ecessaria. E ’ che il suo inint erro t t o sc a v a lcare il pudore in favor e de lla
f r a n c h e z z a è benvenuto, ma si accetta con
f a t i c a : n o n è colpa sua, siamo noi ad aver
p e r s o l ’ a b i t u d ine all’artista che soffre, che
i n s e g u e l a c a t arsi anche a nostro bene f ic io.
I n c u o r t u o h ai nondimeno la certezza che
n e v a l g a l a p e na e perseveri. D entro il suo
m o n d o , n o n h a i più scampo e ringraz i il pa d rete r n o o c h i per lui dell’esistenza di Tha l i a Z e d e k . Tr o p pi guitti e messe in sc e na c i
h ann o r e si r e f r attari, ciò nonostante pe nsa te
al l a f a t i c a d i scuoterci dal tepore: ammir i lo
s c a v a r e c o c c i uto e quotidiano finché non si
racc a t t a u n a Canzone. Intesa, qui come a lt ro v e , c o m e u n racconto o una confe ssione ,
u n l i b r o a p e r t o o una rosa piena d i spine.
N o n i m p o r t a se in prima o terza persona,
p e r c h é l e m a niere pesano tanto quanto la
s os ta n z a ; c o m e canti sorregge cosa c a nti, e
v i ce v e r sa . T h a lia padroneggia tutto c iò c on
l a f o r z a d i a ff rontare il dolore tipica della
d o n n a , r o b a c he schianterebbe i pove r i ma s c h i i n u n g i o rno. Il fiume che oggigiorno
s foc i a i n C a r l a B ozu lich parte sì dalla sorg ent e c o m u n e di H ouses e Strange F ruit, ma
s are b b e st a t o d iverso senza la Z edek. Se sso
d e b o l e ? M a p er favore…
Rumori
Una r a g i o n e d i vita, il blues. C ome molti a lt ri c e l e b r i c o l l e ghi, però, la Z edek ci a r r iva a
t em p o d e b i t o , q uando d’esistenza ne ha c on-
Thalia Zedek
La signora canta il blues
P a r t i t a d a u n b a c k g ro u n d i n d i e - n o i s e m a l t r a t t a n d o l e r a d i c i , T h a l i a
l e h a p i a n p i a n o f a t t e r i m a rg i n a re e m o d e l l a t e i n f o g g e i n a u d i t e . U n a
r a g i o n e d i v i t a , i l b l u e s , c h e l e s c o r re n e l l ’ a n i m a s g o rg a n d o c o p i o s o e
s c u ro . D i s p e r a t o e p e rc i ò v i v o . Te s t o : G i a n c a r l o Tu r r a .
sumata un bel po’. La puoi coll o c a r e l u n g o
il medesimo percorso di Nick C a v e e G r e g
Dulli, da c hi c ioè è pa r tito da un b a c k g r o u n d
indie-noise maltrattando le ra d i c i , s a l v o
pia n pia no f a r le r ima rgina r e e m o d e lla r le in
f ogge ina udite . Soul, c ountr y, do d ic i b a ttu te
e folk escono grazie a costoro da i m u s e i e s i
riaffacciano sulla strada, tra la g e n t e , d o v e
ebbero origine nella notte dei t e m p i . C o n
la tr a diz ione de vi f a r e i c onti, e b u o n p e r
noi c he i f r utti sono pur a me r a v ig lia . Vie n e
da Wa shington, D.C. la Ze de k, q u a n d o v e r-
s o la f in e d e i Se tta n ta a p p r o d a a Bo s to n , e
senza perdersi troppo in chiacchiere la trovi
a f r o n t e g g i a r e l e m e t e o r e W h i t e Wo m a n e
D a n g e r o u s Bir d s ( g r u p p o tu tto a l f e mmin ile
c h e a r r iv e r à a p u b b lic a r e u n a tr a c c ia s u lla
c o mp ila tio n S u b P o p 1 0 0 . L e c o s e in iz ia n o
a f a r s i s e r ie a tto r n o a l 1 9 8 3 c o n g li U z i, in te s ta ta r i d e l min i- lp Sle e p As y lum ( H o me s te a d , 1 9 8 6 /r is t. M a ta d o r, 1 9 9 4 ; 6 . 7 /1 0 ) c h e
n e p r e c e d e lo s c io g lime n to . A ff ia n c a n d o u n
ma n ip o la to r e d i n a s tr i a l tr a d iz io n a le q u a rte tto r o c k ( in p r o b a b ile s c ia d e i c o n c itta -
d i n i M i s s i o n O f B u r ma ) , s i o t t i e n e u n p i ù
c h e d ig n ito s o e s ito c h e fa c o m p a g n i a a l fa ro
So n ic Yo u th , tr a u n a g i à i n t i m a G a b r i e l l e e
la n e r v o s a H a - H a - H a , c u l m i n a n d o n e l c a n to ipnotico allacciato alla strumentazione
d i Co lle c tio n s . A p p r e n d i s t a t o l e n t o m a d i
lu s s o , f a tic a c h e p a g a e s b o z z a l a c a n t a u tr ic e : v a r r à la p e n a o s s e rv a rn e i l p ro g re s s o
verso la maturità. Un secondo scalino sono
q u e i L iv e Sk u ll a i q u a l i s i a g g i u n g e f r e s c a
d ’ a r r iv o a N e w Yo r k , ten e b ro s i a l fi e ri d i u n
r o c k a v a n t- n o is e c o n g i à t re d i s c h i i n c a rniere. Significativo che compiano un salto
in a v a n ti a ff id a n d o s i a l l a N o s t ra , s g re z z a n d o le f o r me p u r s en z a e c c e d e re i n m e lo d ie . N o n n e s o n o to ta l m e n t e p ri v i D u s t e d
( H o me s te a d , 1 9 8 7 ; 7 . 0 / 1 0 ) e i l c o rp o s o EP
Snuff e r ( Ca r o lin e , 1 9 8 8 ; 6 . 8 / 1 0 ), s o l o l e s i
d e v e a n d a r e a c e r c a r e s o t t o u n a s c o rz a ru v i da e viluppi d’urbanità scontrosa. Dopo un
r imp a s to d i f o r ma z io n e e l ’a rri v o a l l a v o c e
d i So n d a A n d e r s s o n , c u g i n a d i G l e n n B ra n c a , il r iu s c ito P o s itr a c t i o n ( C a r o l i n e , 1 9 8 9 ;
7 . 2 /1 0 ) p o g g i a f i n a l m e n t e s u l l e c a n z o n i e d
è p e r c iò la c o s a mig lio re d e l Te s c h i o Vi v o ;
solida la penna gotico-bluesata (sono poco
d is ta n ti c e r ti Bir th d a y P a rt y ) e a b ra s i v o c o n
c o n v in z io n e l’ in s ie me , d a c o g l i e re n e l c o m p le s s o p r iv ile g ia n d o l e e n e rg i c h e S u n d a y
A fte r n o o n W h ite o u t, S a f e Fro m Me e l ’o s c u r ità a ttr a e n te d i R ic h e s H o u s e . I n b a r b a a g l i
a p p r e z z a me n ti d e lla c ri t i c a e a l l a p i ù p ro nunciata accessibilità, il gruppo è ormai al
capolinea.
Rifrazioni
A l n a s c e r e d e l n u o v o d e c e n n i o , l a Ze d e k h a
f a tto p r o v v id e n z ia le r i t o rn o i n q u e l d i B o s to n , d o v e ma tu r a d e fi n i t i v a m e n t e i m b a rc a n d o s i n e ll’ a v v e n tu r a C o m e c o n i l c o d e i n e
C hr is Bro ka w e s e z io n e ri t m i c a s e m p re d i v e r s a . L’ a p p r o c c i o a n ti c o n f o r m i s t a a l r o c k
d ip in to d i b lu s i f a la rg o , ra ffi g u ra t o c o n
mo d a lità a b r a s iv e e a m a l g a m a t o c o l d i s t a c co catatonico e stupefatto da “generazione
X ” , e v id e n te n e lle r is p o s t e a s s e n t i e v a g h e
d e lle p o c h e in te r v is te r i l a s c i a t e . M a i l a s c i a r
la guardia abbassata con questi sornioni,
p o ic h é a d ir s i o g g e tto d e l l a l o ro p a s s i o n e è
la musica e non il mero contorno. Poco da
riferire c’è, in questa vicenda, che esuli dai
d is c h i, s in d a ll’ a n tip a s t o , u n 7 ” p e r i l s i n g le s c lu b me n s ile d e lla S u b P o p (C a r / L a s t
SA 19
TUNE
M i st a k e ) d o v e regna il “back to basic s” se nza re v i v a l i sm o sterile. D ue brani che f orgia n o a m a r t e l l a t e noise e blues facendo c a pir e
d i c h e f i b r a sa rà il futuro prossimo. Gr a nde
d u n q u e l ’ a t t e s a in autunno, per la ve r if ic a
s ul l a l u n g a d i s tanza. E leven : E leven ( Ma ta d o r, 1 9 9 2 ; 8 . 0 /10) non deluse le attese , c onf e r m a n d o q u a nto ben risposte esse fossero.
L a c h i a v e d i lettura sta tutta nella ripresa
d el la st o n e si a na I G ot T he B lues come pot eva c o n c e p i r l a l’ugola di una giova ne Pa tt i S m i t h ( a sc oltare P ow er F ailure e Orbit,
p reg o ) , r i l e g g endo dei bianchi che si c onf r o n t a n o a l o ro volta con la negritudine.
U n o s t r a v o l g i mento al quadrato, insomma,
p e r p e t r a t o c o n adeguata conoscenza della
s t or i a e d e i f o n damentali, finisce per a lla rg are i c o n f i n i del genere. C ifra che e me rge
d a o g n i f r a t t u r a strutturale (esem pla r i Sad
Eyes e Wi l l i a m ) e dal canto strazia to, porg end o si l i r i c a m ente (Subm erge, Brand New
Vei n ) , st o r t a m e nte acrobatica (il valz e r ina tt es o i n D e a d Molly) o sovente prop e nsa a d
a r mo n i z z a r e gli opposti con sapiente furia
( l e s c h e g g e d i corde sonicyouthiane della
“ball a d ” B e l l ; un’oppiacea slide lib erata in
v o l o d i O f f To O ne Side). A marezza e f ur or e
c h e r e s t e r a n n o ben impresse nel DNA dei
b o s to n i a n i e che F ast P iss B lues r iassume
c ome me glio non potr e bbe . I n p o c h e p a r o le
un gr a ndissimo disc o, pa ssa to in s o r d in a in
pieno boom mediatico del grung e e t u t t a v i a ,
c ontr a r ia me nte a pa r e c c hi LP d i a llo r a , in ve c c hia to be nissimo ovve r osia p e r n ie n te . A
ta nta gr a nde z z a r isponde due a n n i d o p o - le
dista nz e tr a un disc o e l’ a ltr o sa r a n n o s e mpr e r ispe tta te - Don’t Ask Don’t Te ll ( M a ta dor, 1994; 7.4/10) c he , a l pa r i c r u d o e o s c u r o, a ff ia nc a a l r ibollir e noise u mo r i k r a u t
(Ge rman Song dispie ga inf lue nze Ca n ) . M e de sima l’ ir r ue nz a stilosa , c he qu i in d a g a e d
e splor a il sound de i Come in og n i a n f r a tto .
vi ruota attorno sviscerandone o g n i g o c c i a
d’ e motività , sin da lla c or a ggiosa a p e r tu r a in
c ui a i se i minuti a bbonda nti di F in is h Lin e
r e plic a una M e rc ury Falls in ca d u t a l i b e r a .
Tr a a ff ondi Af gha n W higs ( Yr Reig n , S tr in g ) ,
sixtie s sotto tor c hio ( Poison) e i t o r m e n t i d i
Wrong Side sc iolti da lla dolc ea ma r a A r r iv e , cinquanta minuti terminano s e n z a c h e c i
f a i c a so, nondime no sa i di tr ovar e q u a lc o s a
d’altro fuori della galleria.
Intelligentemente si volta pert a n t o p a g i n a
un attimo prima di cadere nell ’ a c c a d e m i a :
lo stesso segreto può essere r i v e l a t o u n a
volta sola , a l più due se si poss ie d e ta le n to
supe r ior e a lla me dia . I l r a c c olto N e a r L i f e
Ex p e r ie nc e ( M a ta d o r, 1 9 9 6 ; 7 . 5 /1 0 ) s i c o n cede alle pieghe della canzone/confessione
e s mu s s a le a s p e r ità , e s p a n d e n d o la ta v o lo z za strumentale grazie agli ospiti eccezionali
convocati per l’occasione (John McEntire
e Ta r a J a n e O ’ N e il tr a g li a ltr i) . I n timis mo
te le g r a f ic o - p o c o p iù d i me z z ’ o r a - e s te n ti a crederlo, salvo apprezzare l’eccellente
q u a lità d e lla s c r ittu r a , ma i a p p ia ttita s u llo s te r e o tip o b e n c h é r ic o n o s c ib ile a l p r imo
a s c o lto : i c r e s c e n d o d i We a k A s Th e M o o n ,
la ma r imb a d e lla r if le s s iv a Wa lk O n ’s , l’ e le g ia f o lk S lo e - E y e d a tte s ta n o la r iu s c ita d e lla
mo s s a , ta n to q u a n to B itte n e H a lf Life , s o s p e s e tr a Ca v e , J e s u s L iz a r d e G a llo n D r u n k
(dove gioca un fondamentale ruolo proprio
M a c M c N e i l l y, b a t t e r i s t a d e l l a L u c e r t o l a ) .
Privo di lungaggini e scorrevole, cosa che il
s a lu to G e ntly D o wn T he Str e a m ( M a t a d o r,
1 9 9 8 ; 6 . 8 /1 0 ) n o n s e mp r e è , tr a c la s s ic is mo
N e il Yo u n g /Pa is le y, u n a A J a m B lu e s in u tile
e q u a lc h e c o mp itin o . Si p e r c e p is c e u n a c e rta stanchezza, combattuta con successo da
Ne w Co a t, S o r r y To o La te e d a l l a f l u v i a l e
S a in ts A ro u n d M y Ne c k ( e c c e lle n te r ia ff io r a r e d e i Co d e in e ) . O ltr e la d o r a ta r o u tin e ,
r e s ta n o imp r e s s e la n in n a n a n n a L o w M id d le O f No wh e re e la p ia n is tic a , s p e ttr a le Th e
F o r m e r M o d e l.
Falsa solitudine
Mentre ci si rende conto che la formazione
n o n h a p iù n u lla d i r ile v a n te d a o ff r ir e , n e llo s te s s o 1 9 9 8 T h a lia a c c e tta d i b u o n g r a d o
l’ in v ito d e lle I n d ig o G ir ls - e c h e c iò v i d ic a
molto su di lei, non bastassero i completi
d a ja z z ma n s p ia n ta to c h e in d o s s a r e g o la rme n te - a u n ir s i a l Su ff r a g e tte Se s s io n s To u r
da loro promosso. Lungo le date del quale
la Signora ha modo di testare la reazione
del pubblico a nuove composizioni. Si ha
poco da aspettare perché lo scioglimento
d e l g r u p p o s ia u ff ic ia liz z a to e p r e n d a il v ia
la c a r r ie r a s o lis ta d e lla Z e d e k . B e e n H e r e
And G o ne ( M a ta d o r, 2 0 0 1 ; 7 . 4 /1 0 ) s i r e g g e
s u s o lid a p e n n a e c o r d e v o c a li p r o s s ime a lla
profondità della Faithfull più nicotinica,
p e r f e tte a mis u r a r e le s f u ma tu r e e la ma tu r ità a u s te r a c a n ta u to r a le . U n me s to in c a n to d i
f o lk , b lu e s e imp e n n a te r o c k è o r a lo s c e n a rio, dove pianoforte e violino primeggiano
s u lla s e i c o r d e , a d e s s o p la c a ta . Pe r ma n e u n a
c o s ta n te a ttitu d in a le , q u e l l a d i p a rl a re l a
lin g u a d e l p a s s a to a lla p a ri e s e n z a s o c c o m b e r e ; lo g ic o d u n q u e a ffi d a re a b ra n i a l t ru i
la c u s to d ia d e lla n u o v a “ v i t a ” d e l l a Ze d e k .
Tr a u n p u g n o d i r i u s c i t e c o m p o s i z i o n i - s u
c u i p r ime g g ia la p e n s o s a Tre a c h e ro u s T h i n g
e u n ’ a tto r c ig lia ta D e s a n c t i f i e d - l a t z i g a n a t a
D a n c e M e To Th e E n d O f L o v e ( d a L e o n a r d
Co h e n ) e l’ a r c in o ta Ma n h a D e C a r n a v a l
chiariscono quanto blues e saudade siano
p a r o le d iv e r s e p e r la s t e s s a c o n d i z i o n e s p i r itu a le . Br illa n te c o n ti n u a z i o n e d e l l e a rg o me n ta z io n i è il min i Yo u ’r e A B i g G i r l N o w
( K imc h e e , 2 0 0 2 ; 7 . 0 /10 ), d o v e c o n l a s o l i ta in te n s ità s i p r o p o n g o n o o ri g i n a l i d i b u o n
p e s o e c o v e r d i Ve lv e t U n d e rg ro u n d e D y la n . Tr a u n to u r e l’ a lt ro c o l s o l o a p p o g g i o
d i b a tte r ia e d e l v io lin i s t a D a v e C u rry (Wi l la r d G r a n t Co n s p ir a c y ) , c ’è m o d o d i a l l e s t i r e Tr us t N o t T ho s e I n W h o m Wi t h o u t S o m e
To uc h O f M a d ne s s ( T h r i l l J o c k e y, 2 0 0 4 ;
7 . 4 /1 0 ) , p iù te s o d e l p r e d e c e s s o re , a t t ra v e rs a to d a f a n ta s mi c o u n t ry -fo l k (Bro t h e r ) e
s p e z z a to d a f e b b r i r o c k (Vi rg i n i a ) c o m e n o n
accadeva da un decennio, compatto al pari
dell’esordio solista e illuminato dal valzer
s p a z z a to d a b o r d a te I s l a n d S o n g .
O ttimo p r e s a g io a lla f o rm a z i o n e d i u n a Th a lia Z e d e k Ba n d , a s s e mb ra t a ra p i d a m e n t e s u l le ali di un’intesa incredibilmente facile a
crearsi: questi - unitamente all’esigenza di
to r n a r e a g r a ff ia r e - i f o n d a m e n t i d i u n a l t ro
c a p o la v o r o c h e h a r ic h i e s t o q u a t t ro a n n i e l a
p o n d e r a z io n e d e lla me z z ’e t à . A t t e s a e fa t i c a
p r e mia te , p o ic h é L ia r s A n d Pr a y e r s ( v e d i
spazio recensioni) racchiude in un intenso
n o c c io lo u n a c a r r ie r a c o n s a c ra t a s e n z a i n dugi al lato oscuro dell’anima. Un disco
c h e , p e r l’ e n n e s ima v o l t a , a n a l i z z a l a fo rm a
c a n z o n e s e n z a p u d o r i e re m o re , l i b e ra n d o v i
d e n tr o u n a r a b b ia s o p it a (l a n o s t ra n e p a rl a
c o me d i u n d is c o “ p o li t i c o ” : l o è , t a n t o p i ù
q u a n d o p a r te d a l p e r s o n a l e ) e re s t i t u e n d o l a
tradizione viva e pulsante. Com’e il cuore
d i T h a lia , d e l r e s to , g ro n d a n t e e m o z i o n i d i
c u i v u o le r e n d e r c i p a r t e c i p i , a o g n i c o s t o e
c o n o g n i m e z z o . N o i , da s e m p r e , s i a m o q u i ,
“ready to be heartbroken”.
SA 21
TUNE
My Brightest
Diamond
Equilibrio Metafisico
Raccontare la genesi di un disco e raccontarsi in un mood di appagato equilibrio
artistico e personale. Una piacevole chiacchierata sull’ultimo album e su molto
altro con l’americana Shara Worden aka My Brightest Diamond, passata dalle
nostre parti per un breve tour promozionale.Testo: Teresa Greco
L’ u l t i m a f a t i c a di Shara Worden viene da
l o n t a n o . E r a i l 2005 e, dopo aver fatto pa r te
d egl i I l l i n o i smakers di Su fjan S teve ns ( a c com p a g n a n d o l o anche nel tour del ce le br a to
I l l i n o i s), r i p r e nde la carriera solista già int r a p r e s a a f i n e anni ’90, ponendo le basi del
p r o g e t t o o r a c onosciuto come My Brightest
Di am o n d . I n q uell’anno infatti vengo no me ss i i n c a n t i e r e due album, uno per soli archi
(che sa r e b b e d iventato A T h ou san d Shark’s
Teet h , v e d i s pazio recensioni), e un altro
con u n a b a n d al com pleto (Bring Me The
Wo rk h o rse , p ubblicato nel 2006). A Thous an d S h a rk ’s Teeth ha quindi avuto u na lung a g e st a z i o n e e la sua ideazione vien e da più
l o n t a n o , a n d a n do indietro addirittur a di se i
ann i , c o m e c i h a riferito la stessa ar tista inc o n t r a t a a f i n e aprile per una chiacchierata.
“Vol e v o i n v e st igare il rapporto tra b atte ria
ed a rc h i , i n t e razione non facile, e in Shark
h o d a t o p ri o ri tà a quest’ ultim i. L’ide a base
è partita quindi da un demo di p o c h i p e z z i
inc isi c on un quarte tto d’ arc hi” .
Cr e sc iuta in Mic higa n in un amb ie n te f a miliare che l’ha naturalmente i n d i r i z z a t a
ve r so la music a ( è nipote di un c h ita r r is ta
evangelista, figlia di un fisarmo n i c i s t a e d i
un’ orga nista di c hie sa ) , Sha r a s i f o r ma tr a
gli stimoli più dispa r a ti, ja z z e s o u l c o mpr e si, iniz ia ndo c on lo studio d e l p ia n o f o rte e c on il c a nto ne l c or o de ll a s u a c h ie sa pentecostale. Proseguirà lau r e a n d o s i i n
ope r a a ll’ Unive r sity of Nor th Te x a s , c o n tinuandone gli studi nell’Upper We s t S i d e d i
Ne w Yor k dove si tr a sf e r isc e , m e n tr e me tte
su a nc he un pr opr io gr uppo, gl i Aw RY , u n
a ppr e ndista to utile pe r que llo ch e v e r r à . L a
ba nd è un pr oge tto or c he str a le tr a a v a n tga r de e r oc k, te nuti insie me da lla s u a v o c e
di sopr a no, pe r qua lc osa c he pos s ia mo a c c o sta r e a i Por t ishe ad. Studia intan to c o mp o sizione con l’australiano Padm a N e w s o m e
(Clogs / The National) destreggiandosi tra
p ia n o e c h ita r r a , e o c c u p a n d o s i d e g li a r r a n giamenti della musica che compone.
Co min c ia c o s ì a d e lin e a r s i il s u o c a r a tte r e
a r tis tic o , u n a me s c o la n z a d i o p e r a , c a b a r e t,
chamber music, pop e songwriting, tenuta
insieme da uno spiccato senso estetico e
teatrale. Non lontano da personaggi quali
A nt o ny a nd The J o hns o ns e N ina N a s t a s ia , d i c u i c o min c ia a s e g u ir e c o n in te r e s s e le c a r r ie r e . G r a v ita n d o n e ll’ o r b ita d e lla N e w Yo r k p iù a r ty in iz ia c o s ì a p o r r e le
basi per il progetto My Brightest Diamond,
per poi prendersi una pausa sabbatica per
la c o lla b o r a z io n e c o n g li I llin o is ma k e r s d i
c u i s o p r a . Co me d e tto , il d e b u tto B r i n g M e
Th e Wo r k h o r s e a r r i v a n e l 2 0 0 6 , n e l q u a l e
c o min c ia a d in tr a v e d e r s i, p u r a n c o r a in fie r i, q u e l l a t e n d e n z a a m e s c o l a r e i n p u t t r a i
p iù d is p a r a ti, q u i in u n c o n te s to p iù p r o p r ia me n te r o c k . A ll’ u s c ita s i s o n o s p r e c a ti
i p a r a g o n i p iù v a r i, P J H a r v e y p e r c i t a rn e
uno, laddove il piglio acid-rock di alcuni
pezzi è sostenuto da un’attitudine che la
conduce piuttosto verso altri lidi, paralleli
a u n a Bj o r k, p e r f a r e u n a c c o s t a m e n t o p i ù
a p p r o p r ia to .
U n a fa s c in a z io n e te a tr a l e i n s e n s o l a t o è i n fatti la chiave per comprendere appieno la
c if r a s tilis tic a d e lla N o s t ra , c h e ri e l a b o ra l e
s u e in f lu e n z e mu s ic a li i n c h i a v e a r t ro c k ,
non dissimilmente da un’altra performer
p o liv a le n te p r e s ta ta a ll a m u s i c a c o m e K a te
Bus h, a n c h e s e Sh a r a s i d i m o s t ra p i ù s o t t i l me n te me ta f is ic a d i q u e s t ’u l t i m a . D a l p u n t o
di vista lirico, il ricorso all’inconscio e il
g io c a r e q u a s i s e mp r e d i s o t t ra z i o n e , ra c c o n ta n d o s o lo q u e llo c h e è v e ra m e n t e i m p o rt a n te, danno forma a testi compressi anche nel
tempo, rallentati e come congelati in istanti
e in p o c h e n o te . N e ll’u l t i m o a l b u m c i t ro viamo di fronte ad un senso di quiete che
rende l’atmosfera pacificata, in una sorta di
r a g g iu n to e q u ilib r io f r a m i c ro e m a c ro c o s mo , c o me c i c o n f e r ma l a s t e s s a a rt i s t a : “ A
T h o u s a n d S h a r k ’s Te e t h n o n è u n c o n c e p t n e l
v e ro s e n s o d e lla p a ro la, a n c h e s e i l c o n t i n u o
ricorso ad elementi naturali, quali acqua,
te m p e s te e p ia n e ti fa reb b e ro i n v e c e p e n s a re
i l c o n t r a r i o ; a v e v o c o m p o s t o p e r p r i m i t re
b r a n i - , I n s id e A B o y, Fro m T h e To p O f T h e
Wo r ld , I c e A n d S to r m – a t t o r n o a i q u a l i s i è
p o i v e n u to a c o s tr u ire t u t t o i l d i s c o , v o l e v o
c re a re c o m e u n a c o r r is p o n d e n z a t r a l e p i c c o le c o s e q u o tid ia n e e u n o rd i n e u n i v e r s a le ” . C o r r i s p o n d e n z a c h e s i t r o v a a n c h e n e l
tito lo d e ll’ a lb u m: l’ e s p re s s i o n e v i e n e d a l l e
lir ic h e d e l p e z z o G o o d b y e Fo re v e r : “ N e l
b r a n o s t a v o e s a m i n a nd o l e d i s t a n z e n e l l e
n o s tre re la z io n i p e r s o n a l i , u s a n d o l ’a n a l o g ia d e lla d is ta n z a d e lla Te r r a d a l S o l e . N o n
s ia m o n é tro p p o lo n ta n i n é t ro p p o v i c i n i . I
r a g g i d e l s o le s i p o s s o n o s e n t i re c o m e m i l l e
p u n t u re d i s p i l l i o m i l l e d e n t i d i s q u a l i , è
q u in d i u n p o te re c h e s i t r a t t i e n e d a l f e r i rc i
e in v e c e c i fo r n is c e la v i t a ” .
D a ll’ in iz ia le c o n c e z io n e s i è q u i n d i p a s s a t i
a u n a lb u m v a r ie g a to e p i ù s u o n a t o , a rra n giato dalla stessa Shara, nel quale c’è un
c o n tin u o d ia lo g o tr a a rc h i (c o m u n q u e p re ponderanti nell’economia del disco) e il
resto della strumentazione, in un chamber
p o p s tr a tif ic a to c h e in g l o b a a l s u o i n t e rn o
SA 23
TUNE
e l e m e n t i d e i p iù disparati. Troviamo quindi
cl assi c a e l i r i c a: nel pezzo B lack and Cos t au d si c i t a L’ enfant et les sortilège s, ope ra s u l l ’ i n f a n z i a di Mau rice R avel su testi
di Co l e t t e , u n antico retaggio dei su oi stud i ; “ q u e st o è stato un m odo per ripensare a
me s t e ssa p a ssando attraverso un certo lato
i n f a n t i l e ” , e q ui il distacco aristocr a tic o di
Rav e l b e n si a ddice al mood generale . E a ncora c a n t a u t o r ato tout court: si avvertono
n o n t a n t o a l l a lontana echi di Tom Wait s
(“D i l u i h o a m ato soprattutto A lice e lui e
L ew i s C a rro l l m i sono stati di gran de ispir az io n e i n q u e sto album ”), passando poi a tt rav e r so J e f f B u ckley (“uno di quelli c he è
a n d a t o o l t re g li steccati fra i generi c ombin a n d o l i c re a t ivam ente”), le stratificazioni
d i P e t e r G a b r iel, persino Tricky, c a mpion at o i n L i k e A Sieve. Non sorprend e infine
(m a c e l ’ a sp e t tavam o!) l’eclettismo - da lle
p arti d i Pos t/Deb ut - di una grande con ta mina t ri ce d e i n o st r i tem pi com e B jork, e in ge ne r a l e u n a v o g l i a di andare oltre gli stereotipi
d el so n g w r i t i n g classico, per avvicina r si a
u n id e a l e “ m o dello R ad ioh ead” come f inis ce p e r c o n f e ss arci Shara: “Tutte que ste inf l u e n z e c o n v e rgono nella mia musica in un
i b r id o i l c u i m odello sono troppo sp av e ntat a p e r c h i a m a r lo R adiohead, m a vi te nde re i
con u m i l t à ” . R icordiam o che la Worde n a ve v a p a r t e c i p a t o non a caso l’anno scorso al
t ri b u t o a O K C om puter, O K X , realizz a to da
S t er e o g u m , c o verizzando L ucky.
I l r i s u l t a t o l a mbisce le singole parti per
am a l g a m a r si così in uno stile persona le orm ai c o d i f i c a t o. A T housand… è un d isc o f in al m e n t e a d u l to, che si affranca dai mode lli
p er r i v o l g e r si s olo verso se stesso. L’ a r tista
ci ri v e l a a u n certo punto che “c’è un te mp o p e r e sse re fan, e un altro per prose guire
s ul l e p ro p ri e g am be, un m odo per cre sc e re
s em p re e c o m u nque”, in riferimento a i num er o si r i f a c i menti che si è trovata a d e se g u i r e n e l c o r so degli anni, da N in a Sim one
a P r i n c e , d a J eff Buckley a Purcell e Roy
Orbi so n , e a l l ’ album di cover che crede , pe r
q u es t o m o t i v o , che non realizzerà ma i.
Anc h e se n o n si può parlare di c onc e pt,
l ’i d e a si a t t u a pienam ente a livello e ste tic o;
i l d i sc o h a i n f atti una serie di refere nti a r tis t i ci c h e b e n r iescono a rendere l’unita r ie tà
d el p r o g e t t o , r afforzandone il m ood e le in-
tenzioni di base. C’è innanzitut t o l a f o t o d i
c ope r tina in bia nc o e ne r o se ppia to d i M a t t
Wignall (Shara seduta su una s c a l a m e n t r e
suona la f isa r monic a , sc a la c he te n d e v e r s o
il c ie lo) , c he r if le tte l’ ide a di r ic o n g iu n z io ne c on l’ unive r so di c ui si pa r la v a a p r o p o sito de lle lir ic he . La Sha r a di og g i te n d e in f a tti - c ome c i c onf e r ma ne lla c o n v e r s a z io n e
- verso un ideale equilibrio tra s e s t e s s a e
gli altri, in relazione con un m a c r o c o s m o
che viene visto comunicante co n l a n o s t r a
vita . Ec c o a llor a c ome lo sc or r er e d e l te mpo in r e la z ione a gli e ve nti c ontin g e n ti e n a tur a li può r if le tte r si a r monic a m e n te in u n o
spazio più ampio e più grande d i n o i . U n
senso di spiritualità cosmica v i e n e c o s ì a
pe r me a r e l’ inte r o a lbum. Gli ele me n ti n a turali presenti nelle lyrics, qua l i l e s t e l l e ,
tr a ggono ispir a z ione da una se rie d i d ip in ti
di gr a ndi dime nsioni de l c osmo a d o p e r a d e l
pittor e e sc ultor e te de sc o Ans e lm Kie f e r
(1945), realizzati con un mix d i m a t e r i a l i
c ome te r r a , a rgilla , ve tr o, pa glia , le g n o e
pittura. Una poetica prettament e s i m b o l i c a
la sua ( c ome lo è de l r e sto l’ uni v e r s o d i M y
Br ighte st Dia mond) , tr a c a ba lis mo , n a tu r a lismo derivante dall’immagina r i o t e d e s c o
e wa gne r ia no e r if e r ime nti a lle tr a g e d ie d i
Oloc a usto e Na z ismo. Le ispir az io n i ic o n o gr a f ic he sono poi a nc he da r ice r c a r e n e lle atmosfere fiabesche e sinistr e d e l l e f o t o
de l vie nne se Be r nt Pre im i e sop r a ttu tto n e i
pa e sa ggi imma gina r i de l f otogra f o R o b e r t
Par ke Har r ison, f oto monoc r oma tic h e tr a tta te c he r itr a ggono il nostr o mo n d o in q u ina to, imma gini in bia nc o e ne r o d is tu r b a n ti
e sur r e a li di un’ uma nità dispe r ata . U n a ltr o
modo di riflettere sull’oggi.
Non si pe nsi pe r ò a que sto punto a u n a lb u m
me r a me nte c onc e ttua le e a str a tto , tu tt’ a ltr o .
E’ inve c e a r r ic c hito da l c a lor e de lla mu s ic a ,
da que ll’ e le me nto in più c he è la v o c e mo dula ta da sopr a no di Sha r a e d a a r r a n g ia menti curati e vari. Altro valo r e a g g i u n t o
inf ine è il sottile se nse of humo u r d e i te s ti
e la c a pa c ità di Sha r a di c ono s c e r e i p r o pr i limiti e di r if le tte r e se mpr e e c o mu n q u e
su se ste ssa , doti c he r e ndono A T h o u s a n d
Shark’s Te e th a nc he e sopr a ttu tto u n ’ o c c a sione per parlare dei tempi com p l i c a t i c h e
andiamo vivendo.
SA 25
TUNE
MassimoZamboni
Il momento buono
Un intruso. Un reduce. Un artista sempre più consapevole di sé. In espansione.
Un uomo, anche, che scopre la necessità di incaricarsi del mondo con rinnovata
urgenza di padre non più solo figlio. Intervista con Massimo Zamboni. Testo:
Stefano Solventi
E’ u n a p e r so n a diversa, oggi, Massimo Za mb o n i . E q u i n d i un artista diverso. P iù sic ur o
d i sé . Co n sa p evole - com e si dice - di lim i t i e p o t e n z i alità. Sta espandendo il r a gg i o d ’ a z i o n e con puntiglio, con equilibr io,
i n t e n s a m e n t e ma in punta di piedi. Quando
i n v a d e u n a n uova modalità espressiva, lo
f a q u a s i d i s f uggita, mettendoci p erò una
n a t u r a l e z z a , u na determinazione che te la
fann o se m b r a r e una conseguenza in e vita bil e. D o p o l o scrittore di E milia P ar abolic a
(F an d a n g o , 2 002) e Il mio secondo dopog u e rra ( Mo n d a dori, 2005), dopo il c ompos i t or e d i so u n dtrack per film e docume nta r i,
ecco sp u n t a r e il quasi-videom aker ne ll’ ultim a m u l t i m e d i a le fatica discografica . A dir e
i l v e r o , t u t t o ciò era già stato anticipa to da
I n M o n g o l i a i n retrom arcia (G iunti, 2000) ,
d o c u m e n t o l e t terario e video di un viaggio
com p i u t o a ssi eme a G iovann i L indo Fe rrett i n e l l ’ e st a te del ‘96, ai tempi d e lla ge s t az i o n e d i Ta b u la R asa E lettrifica ta ( Virg i n , 1 9 9 7 ) , l ’ a lbum con cui i C S I sorpr e se r o
i l m e r c a t o a l t ernativo em ergendo al live llo
d e l m a i n s t r e a m. Forse non a caso fu anche
i l l o r o u l t i m o d isco di inediti prima di tir a r e
g i ù i l b a n d o n e. Quel viaggio in Mongolia
arri v a v a a c o ncretizzare una spinta ide olog i ca e p o e t i c a verso est che già caratte r iz z a v a i p r i m i C C CP . In quel preciso momento
s t or i c o si g n i f icava anche e soprattutto ind aga r e u n ’ a m n esia culturale, emotiva , stori ca . G e t t a r e i l cuore oltre la barbar ie ( e x)
j u g o sl a v a c h e la civilissim a E uropa n on r ius ci v a a c o m p r endere, a dominare, a me ta bol i z z a r e . I C S I non si tirarono indietro, non
ri fi u t a r o n o i l confronto. Sulle m acer ie a ncora c a l d e d i M ostar concentrarono l’ obie tt i v o n e l g i u g n o del ‘98. L a città dello Sta r i
Most, il ponte di pietra da cui pr e s e i l n o m e ,
simbolo di una concordia secol a r e c h e n e l
‘ 93 ve nne a ltr e tta nto simbolic a m e n te a b b a ttuto da l mor ta io c r oa to a sa nc ire la f r a ttu r a
c oi bosnia c i musulma ni. I n quella c ittà tr a gic a me nte divisa i CSI te nne r o d u e c o n c e rti, uno pe r ogni “ sponda ” , a d ip o tiz z a r e u n
ponte music a le , una spe r a nz a c h e a c c o mu nasse. Ma per Zamboni quel s o g g i o r n o i n
quella terra di vite e relazioni f e r i t e f u i n
primo luogo motivo di angoscia , d i t e n s i o n i
e motive ir r isolte . Come r a c c on ta e g li s te s so, la principale difficoltà, il c r u c c i o p i ù
br uc ia nte , e r a c a pir e se le ma n i d e lle p e rsone che incontrava avessero s t r e t t o a r m i
a ssa ssine . Pe r l’ impossibilità d i r is o lv e r e
l’ e nigma pr e f e r ì limita r e a l min imo le r e la z ioni, c hiude r si uma na me nte pe r d if e n d e r s i
da un’ intolle r a bile pe r qua nto so lo p r e s u mibile c omplic ità . Sono pa ssa ti d ie c i a n n i d a
a llor a . Gli e ve nti si sono c onsu ma ti. L e f e rite, in qualche modo, stanno rim a rg i n a n d o .
Il ponte è tornato ad unire le due s p o n d e d e l
fiume Neretva. I CSI non esisto n o p i ù . G l i
e quilibr i si sono spe z z a ti r ia ggi u s ta n d o s i in
a ltr e f or me , punta ndo a ltr e dir ez io n i. So n o
f inite a mic iz ie . Sono na ti f igli.
Sto a ssiste ndo a lla pr e se nta z ion e d i L’ ine r me è l’ imbattibile ( in r e c e nsio n i) a lla libr e r ia Fe ltr ine lli di Fir e nz e . P a r la n d o d e l
suo nuovo CD, Za mboni sf oggia u n a s p e tto a sc iutto, se r e no, c ome r inf r a n c a to ( s ta vo pe r sc r ive r e r ingiova nito) f i s ic a me n te e
me nta lme nte . Si e spr ime c on un a g e n e r o s ità
c he inge ntilisc e - pe r c osì dir e - la lu c id a in te nsità de i c onc e tti. Ci r a c c onta d e l r ito r n o
a Mosta r ne l se tte mbr e de l 2007 p e r a ff r o n tare quanto lasciato in sospeso d i e c i a n n i
prima, per sostenere sguardi e p a r o l e c o m e
n o n a v e v a s a p u to e p o tu to , s c o p r e n d o s to r ie
d i v ite in e r mi r iv e la te s i s tr a o r d in a r ia me n te
imb a ttib ili. U n ’ u rg e n z a d i c h iu d e r e i c o n ti ma tu r a ta a n c h e g r a z ie a lla p a te r n ità c h e
n e l f r a tte mp o - o tto a n n i f a - g li h a c a mb ia to la v ita , le p r o s p e ttiv e . Co n v in c e n d o lo
d e lla n e c e s s ità d i “ in c a r ic a r s i” , u n te r min e
c h e r ic o r r e s p e s s o n e I l tuff o d e lla r o nd ine ,
la d o c u me n ta z io n e v id e o d i q u e s to s e c o n d o
v ia g g io b a lc a n ic o , f ilm c h e a s s ie me a d a ltr i d u e c lip – L’ a c c o c c o la to e L a g i o r n a t a
d e l f a b b r ic a nte , s o r ta d i b a c k s ta g e a b a s sa fedeltà il primo e poetica speculazione
s u ll’ in q u ie ta n te s c u ltu r a in c o p e r tin a ( o p e r a
d i Be a t r ic e P a s qua li) il s e c o n d o - e a d u n
libro contente racconti, riflessioni e testi,
c o s titu is c e u n a s o r ta d i “ c o r o lla r io o rg a n ic o ” a l n u o v o d is c o . L’ in te r v is ta c h e d o v e v a mo e ff e ttu a r e a l te r min e d e lla p r e s e n ta z io n e s a lta a c a u s a d e l s o u n d c h e c k in c o mb e n te
p e r u n c o n c e r to in p r o g r a mma d i lì a p o c o in
q u e l d i Pr a to . Ci a c c o r d ia mo p e r u n a c h ia c c h ie r a ta te le f o n ic a u n p a io d i g io r n i p iù ta rd i, c h e è q u a n to s e g u e .
C ia o M a s s im o , c o m ’ è a nda t o il c o nc e r t o ?
U n a tr a g e d ia . Fr e d d o , p io g g ia , p o c o p u b b lic o , u n te a tr o te n d a p iu tto s to in o s p ita le , n o n
capisco come possano fare concerti in quel
p o s to . . . Tr a l’ a ltr o lo s p e t t a c o l o è i m p o s t a t o
in ma n ie r a p a r e c c h io tea t ra l e , c o n p ro i e z i o n i d i imma g in i, le ttu r e, p e r c u i p ro p ri o n o n
e r a p o s s ib ile f a r e q u a lco s a d i a c c e t t a b i l e i n
q u e l c o n te s to . I n s o mma , u n d i s a s t ro .
Be h, m i s pia c e . P a r t i a mo c o n l e d o ma n d e s u l n u o v o d i s c o , c h e è m e g l i o . A c i rc a
qua t t ro a nni di dis t a n z a d a S o re l l a S c o n f it t a , il t uo de but t o s o l i s ta , s i a v v e r te u n a
m a g g i o re s i c u re z z a , se m b r i p i ù c o s c i e n t e
d e i t u o i m e z z i e d e g l i o b i e t t i v i , t i p re s t i a l
canto con una certa disinvoltura... Cosa
pe ns i o g g i di t e s t e s s o mu s i c i s ta ?
Pe n s o d i a v e r e r a g g iu n t o u n a m a t u ri t à c o n s a p e v o le c h e d e v e f a r e i c o n t i c o n u n p a s s a to in g o mb r a n te ma a n c h e m o l t o b e l l o . P e r
tutto ciò sento di poter continuare ancora
p e r mo lto te mp o , s e le i d e e m i s o rre g g o n o e
il fisico pure. Senza deliri di onnipotenza,
s e n z a illu d e r mi c h e p o t rò c o n t ro l l a re t u t t o ,
p e r c h é o v v ia me n te n o n è c o s ì . P e rò h o l ’i d e a
mo lto p r e c is a d i c iò c h e v o g l i o e s o p ra t t u t t o
d i c iò c h e n o n v o g lio .
Soprattutto, sembri uno che fa qualcosa
s e e qua ndo s e nt e c he è i l mo me n to d i fa rlo , no n pe r una s c a de n z a c o n tr a ttu a l e . . .
Cr e d o mo lto in u n a s o rt a d i i m p e ra t i v o e t i c o r is p e tto a c iò c h e s i re a l i z z a . N o n v o rre i
SA 27
TUNE
c h e s e m b r a s s e un atteggiamento maniacale
o ba c c h e t t o n e , m a l’artista deve esse r e moss o d a u n a sp i n ta etica, una specie di dove r e
v ers o c h i a sc o lta le sue cose. U n dove r e c he
i n t e n d o a sso l vere.
C ’ è a n c h e l a sensazione che non t’ importi
m o l t o d i f a re p arte d ella categoria. Se m b ri , p e r d o n a mi, un in tru so, an zi un re duce c h e f a i n c u rsioni sporadiche n ello st r an o m o n d o d e l rock...
S o n o se m p r e stato un intruso (rid e ), non
l ’h a i m a i t r o v a ta la m ia categoria. Ho suon at o l a c h i t a r ra perché avevo quella , pe rché m i c a p i t a v a di fare quello propr io c ome
o g g i m i c a p i t a di cantare. Sento di n on a ve re c o l l e g h i , m a non per spocchia. E ’ c he non
m i c i t r o v o , ci sono punti di vista troppo
d i v e r si . . .
Ve n e n d o a l disco, innanzitutto soddisfa
u n a m i a c u r i osità: è solo una sensazione
o a f f i o r a d a v vero qua e là il fantasma di
H a p p i n e ss Is A Warm G un d ei B eat le s?
D o v ’ è c h e l o senti? Tra l’altro è un pezzo
che m i p i a c e m olto...
I n a l m e n o t re p u n ti, ad esemp io nella c oda
d i Q u a si t u t t i... Te lo ch iedo perc hé c ons i d e r a t a l a c a nzone, il titolo, come è nat a,
cred e v o f o sse u n effetto ricercato r ispe t t o
a l te m a d e l l ’ i nermità.
No, n o n è v o l uto. Probabilmente fa pa r te de l
pa tr imonio c he ho a c quisito, un a d e lle c o s e
c on c ui f a c c io f a tic a a f a r e i c o n ti. N o n è
certo l’unico caso di “somiglia n z a ” c h e m i
vie ne f a tto nota r e . Sono nor ma li a ff io r a menti, è inevitabile che saltino f u o r i , a n z i
è un piacere. Sono totalmente i n c a p a c e d i
c opia r e , ti a ssic ur o.
Cont inuando su que st a f alsar i g a , t i s c o c c ia se t i dic o c he Glor ia gr ac ile, a s s ie m e a
Pe r sona non gr at a, m i r ic or da c e r t i pa s saggi più f osc hi de i pr im i PGR ?
C’è da dire una cosa, così facc i a m o p i a z z a
pulita: non ho mai ascoltato u n a n o t a d e i
PGR. Ci sono c ose c he se pr ov o a to c c a rle sento come un brufolo sulla p u n t a d e l l e
dita , pe r c ui le e vito. Quindi so n o s a lv o d a
que sto punto di vista ( r ide ) .
Que st i c he vado a dir t i inve c e s ic ur a m e nt e li hai asc olt at i. M i r if e r isc o a i M a r le ne
Kunt z , a c ui m i vie ne da pe ns a re a s c o lt ando Ne l m at t ino e st re m o, t r a l’ a lt ro uno
dei pezzi che con gli ascolti v i e n e f u o r i
c on pre pot e nz a. Ti st ai r ipre nde ndo pa r t e
di que llo c he hai dat o a Godan o e c o m pa gni?
In effetti Nel mattino estremo è u n p e z z o
f inta me nte se mplic e . Fr utto d i u n a c o mplessità molto forte che resta v o l u t a m e n t e
die tr o... Qua nto a l r ipr e nde r mi c e r te c o s e ,
è c osì. Con que sto c d ho la f e r ma in te n z io -
n e d i r ip a r tir e d a d o v e h o d o v u to s ta c c a r mi,
f u g g ir e p e r ta n ti a n n i. E ’ mo lto b r u tta la s e n s a z io n e d i d o v e r s i s c o lle g a r e d a lla p r o p r ia
s to r ia - c h e è c o me s c o lle g a r s i d a s e s te s s i p e r c h é q u a lc u n o te lo imp o n e . A d e s s o s e n to
d i a v e r e la f o r z a p e r r ip a r tir e d a lì.
P a r lia m o di c a nt a ut o r a t o , s e po s s ibile . Se
è a nc o r a po s s ibile . D ic i c he s e nt i l’ ur g e nz a d i “ i n c a r i c a r t i ” , o g g i c h e s e i p a d re e
no n più s o lo f ig lio . Av v e r t i quindi la ne c e s s i t à e s e v u o i l ’ a t t u a l i t à d i u n ro c k m e t t i c i p u re t u t t e l e v i r g o l e t t e c h e v u o i
- “ im pe g na t o ” ?
“Impegnato” è sempre stato uno di quegli
aggettivi che hanno seppellito la musica
r o c k . U n p o ’ c o me d ir e “ s o s te n ib ile ” . Ce r te
parole sembrano destinate a seppellire ciò
che toccano. Però io non capisco perché il
r o c k d o v r e b b e e s s e r e d is imp e g n a to , me n tr e
il mo n d o te n d e s e mp r e p iù d is imp e g n a r s i d a
te stesso sento anzi di dovermi impegnare
s e mp r e p iù n e i mie i c o n f r o n ti. E d i c o n s e g u e n z a v e r s o tu tti g li a ltr i.
D i c o s a d o v re b b e i n c a r i c a r s i i l ro c k ? E
qua le c re di s ia il m o do g ius t o pe r f a r lo ?
L a r e to r ic a è la tr a p p o la c h e s i d e v e e v ita r e . E ’ te r r ib ile q u a n d o il r o c k a p p o g g ia la
p r ima c a u s a b e n e f ic a a p o r ta ta d i ma n o s e n z a n e a n c h e s a p e r e d i c o s a s i tr a tti d a v v e r o , c o n tr ib u e n d o a lla c o n f u s io n e g e n e r a le o
peggio ancora sostenendo cause che poi si
r i v e l a n o d a n n o s e o t r u ff a l d i n e . S p e r o a n z i
p e n s o d i a v e r c e la f a tta a n o n c a d e r e in q u e s ta tr a p p o la .
N e l t uo c a s o , s c e g li di c o m pie re un “ v ia g gio verso tutti gli est del mondo”. E’ un
m o d o p e r d i s t o g l i e re l o s g u a r d o d a u n
“ qui e o r a ” a bba c ina nt e , pe r dr ibbla re
l a t r a p p o l a d e l l a re t o r i c a , p e r n o n f a r s i
a c c iuf f a re da ll’ inqua dr a t ur a c he t i v uo le
inc hio da t o s ullo s c a c c hie re ?
Ho sempre continuato a viaggiare negli est,
è u n a v o c a z io n e n a tu r a le . Ce r to , h o v ia g g ia to mo lto e d a p p e r tu tto , ma i v ia g g i d e l c u o re mi portano sempre a est. Quel che devo
scoprire lo scopro sempre da quella parte.
I l c a n ta u to r a to r o c k te n d e in v e c e a r iv o lgersi ad ovest, quasi esclusivamente. Per
questo ho trovato pochissimi compagni di
v ia g g io . . .
C o s a in pa r t ic o la re t i a t t r a e de ll’ e s t ?
Q u e llo c h e U mb e r to Sa b a c a n ta v a d i Tr ie -
s te : la s u a g r a z ia s c o n t ro s a .
Te m po f a ho int e rc e t t a to v o c i n o n v e r i fi c a bili di una f a nt o m a t ic a re u n i o n d e i C S I . . .
A l di là di que s t o , do p o tu tti q u e s ti a n n i ,
è p o s s i b i l e o g g i p a r l ar n e c o n s e re n i t à , i n
be ne o in m a le ?
La notizia della reunion ovviamente era la
s o lita p a lla c h e g ir a p e ri o d i c a m e n t e (r i d a c c h ia ) . G li a ltr i a d ir e il v e ro s i s o n o “ re u n i t i ”
c o n tin u a me n te , h a n n o c o n t i n u a t o a re a l i z z a r e c a n z o n i, n e l b e n e e n e l m a l e , fo rs e a n c h e
a s p r o p o s ito . H o i mie i g i u d i z i s u q u e s t o e
me li te n g o . Q u a n to a i C S I, s e n e p u ò p a rla r e , c e r to . I l f a tto c h e s i a t o rn a t o a M o s t a r
d o p o d ie c i a n n i, la d d ov e i C S I s o n o t e rm i nati in sostanza, rivendicandola con forza
c o me lu o g o d i r ip a r te n z a , q u e s t o p e r m e h a
u n s e n s o mo lto p r e c is o . Ed è p ro p ri o q u e l l o
che può permettermi di fare pace con i CSI
c o me p e r s o n e , a l d i là d e l l a p a c e c h e h o g i à
fatto coi CSI come musica espressa.
Se i indubbia m e nt e r ipa r ti to e ti s ta i e s p a n de ndo . Olt re c he m us i c i s ta s e i p ro d u tto re ,
s c r it t o re , a ut o re di c o l o n n e s o n o re , q u a s i
v ide o m a ke r. . .
N o n p r o p r i a m e n t e v i d e o m a k e r, è u n a c o s a
tr o p p o imp e g n a tiv a . Per I l t u ffo d e l l a r o n d ine h o a v u t o l a f o r t u n a d i i n c o n t r a r e i l
regista Stefano Savona. Io ci ho messo la
sceneggiatura, la musica, la conoscenza dei
lu o g h i, d e lle p e r s o n e . M a l a m a n o re g i s t i c a
d e l f ilm è d i Ste f a n o . La s u a “ g ra z i a s c o n tr o s a ” mi h a a iu ta to mo l t i s s i m o a d e v i t a re i
p r o b le mi d e lla r e to r ic a .
C o m unque s i può dire c h e q u e l fi l m è a n c he t uo .
Sì. Ho un’idea forte di quello che voglio,
s o lo c h e n o n p o s s o f a r e t u t t o d a s o l o . A n z i ,
p o te s s i d e le g a r e d i p iù l o fa re i . Il p ro b l e m a
è c h e h o d u e o tr e lib ri i n m e n t e , o l t re a l
p r o s s imo c d . Po i c i s o n o g l i s p e t t a c o l i d a l
v iv o , c u i te n g o mo lto . M e t t e re i n s i e m e t u t t e
q u e s te d ime n s io n i n o n è fa c i l e . . .
I n f ut uro c hi do bbia m o a tte n d e re p e r p r i m o , l o Z a m b o n i s c r i t t o re , i l m u s i c i s t a , o
cosa?
I l to u r s ic u r a me n te , n e h o v e ra m e n t e b i s o gno come di un attestato di base da quale
mu o v e r mi. Sa r à n e i te at ri , n e g l i a u d i t o ri u m ,
v e d r e mo . Po i i lib r i, il c d . C o l o n n e s o n o re .
Ve r r à il mo me n to b u o n o p e r o g n i c o s a .
SA 29
DROP OUT
Strut Records
From Disco To Where?
To r n a t a s u l l e scene dopo il fallimento, la prestigiosa Strut Records è più in fo r m a c h e m a i : a b b i a m o f a t t o i l p u n t o d e l l a
s i t u a zi o n e c o l deus ex-m achina Q u inton Sc ott, accompagnando le dichiarazion i r i l a s c i a t e c i c o n u n a s e r i e d i r i f l e s s i o n i ,
s usc i t a t e d a l l ’ ascolto di tre recenti e c onsigliate pubblic azioni Testo: Giancarlo Turra
Verr e b b e v o g lia di parlarne com e di un
“t re n d ” , n o n f osse che - per usare un ga r ba to
eufe m i sm o - l a parola ci sta poco simpa tic a .
Ep p u r e , l o sc avo nel passato si rivela se mp re p i ù L A m a niera per comprendere le direzi o n i d e l p r esente, i suoi percorsi e le sue
b r a m e . C o m e abbiamo più volte rimarcato,
s t a i s i c u r o c h e, se sai da dove provieni, le
p ro b a b i l i t à c h e tu sappia dove stai a nda nd o sa r a n n o m o lto elevate. N el caso spe c if ico d e l l a S t r u t di Q uin ton S cott, l’oggetto
d ’am o r e v o l e a n alisi e com petente ripe sc a gg i o è ( i n p a r t i colare, m a non ci si fe r ma lì)
u n a v e n a a u r i f era caratterizzata da sonor ità
s os p e se t r a b i anco e nero oggi così p opola r i
e d i ff u se . Ta n to quanto lo erano, p e r l’ a p-
punto, nella New York a caval l o t r a ’ 7 0 e
’ 80, pr ima c he gli yuppie s r e a gan ia n i e i r istor a nti c ostosi pr e nde sse r o il c o n tr o llo d e l
Greenwich Village.
“ Ne w York è se nza dubbio una fo n te in c re dibilmente ricca, sia musicalm e n t e c h e i n
se nso c ulturale . I l pe riodo c he d ic i h a r iv e lato c osì tante c ommistioni di st ili d a e s s e re
unic o. L’ hip- hop c he arriv av a in c e n tro a lla
c ittà, ge nte c ome Kid Cre ole c h e g e t t a v a
ogni stile sonoro possibile ne l ca ld e ro n e . E ’
que ll’ attitudine al ‘ pe rc hé no?’ c h e h a re s o
grande il tutto” .
Fu, que l pe r iodo br e ve tutta via in te n s o , u n
esperimento riuscito che risolveva le due
polarità di cui sopra in qualcosa di unico
a ttr a v e r s o u n a p e r f e tta , mo d e r n is s ima a ttitu d in e “ g lo b a lis ta ” . Si v o lle f o r tis s ima me n te p o r ta r e l’ a v a n g u a r d ia e il r o c k s u lla p is ta d a b a llo e v ic e v e r s a . Tr a le o n d e N u o v a
e N o , la Z e e la 9 9 Re c o r d s , La r r y Le v a n
e il Paradise Garage (che Scott ha difatti
omaggiato con una sciccosa raccolta…), la
me tr o p o li p e r e c c e lle n z a e r a u n la b o r a to rio che gettava le basi di fortunati “hic et
n u n c ” ( h a n n o c o lto in p ie n o l’ in s e g n a me n to Lc d So unds y s t e m , c a p a c i d i m e s c o l a r e
tr a lo r o a n c o r p iù in g r e d ie n ti a p p r o f itta n d o
della distaccata prospettiva cronologica).
Sperimentazione che non rinunciava a far
mu o v e r e g a mb e e p o s teri o re e i n q u e l m o d o
- c o me d a in s e g n a me n t o d i G e o r g e C l i n to n
- liberava la mente. E tutto questo mentre
i v ic in i d i c a s a , r is p e tt a t i q u a n d o n o n a m i ci e/o collaboratori, scoperchiavano il lato
o s c u r o d e lla Big A p p le. P e r u n a b i z z a rra m a
a n c h e n a tu r a le g io s tr a d i ri c o rs i s t o ri c i , n e l l e u s c i t e t a rg a t e S t r u t è d a t a l ’ o p p o r t u n i t à
d i r is p o lv e r a r e o s c o p r i re m a t e ri a l i p e rfe t t a me n te c a la ti n e lla lo r o e p o c a (l e t i m b ri c h e ,
ta lu n e s o n o r ità s in te ti c h e s a p o ro s e d i m o dernariato) e nell’attualità, intenta al loro
rispolvero. La quale, se non si fosse capito,
il p iù d e lle v o lte n e tr ae l i n fa p e r s p a c c i a re
r o b o a n ti s c o p ia z z a tu r e c o m e fo s s e ro l ’u l t i ma sensazione. Altrove, il nuovo contesto
ne esalta la modernità e aggiorna l’albero
genealogico, spingendo a formulare nuove
teorie sull’evoluzione della musica. Magia
d e l p o p q u a n d o d a v v e r o è “ p o p o l a re ” , q u a n d o lo s c o p r i te r r e n o f e rt i l e , v i v o e i n p e renne evoluzione, anche se pare composto
d e llo s te s s o te r r ic c io d i s e m p re .
“ C’ e r a u n a s p e c ie d i p i a n o , a l l ’i n i z i o : g e s tiv o la Ha r mle s s , c h e d a a l c u n i a n n i s i
o c c u p a v a d i c o m p ila ti o n , t u t t a v i a d e s i d e r a v o a v e re u n ’ e t i c h e t t a s o l o m i a d e d i c a t a
a l l e r a r i t à d a n c e . C o m i n c i a i a l a v o r a re s u l
p ro g e tto S tr u t n e l g e n n a i o d e l 1 9 9 9 : l e p r i me due uscite sviluppavano le compilation
c h e fa c e v o p e r la H a r m l e s s , d i e t ro l e q u a l i
c ’ e r a s e m p re u n t e m a . U n a v o l t a r a d u n a t a
la squadra di collaboratori, ci lanciammo
i n c o s e u n p o ’ p i ù s o s t a n z i o s e , p re n d e n d o c i
il n o s tro te m p o s e n z a f re t t a . ”
Q u a n d o s i p a r te d a ta li p re s u p p o s t i , a n t e p o n e n d o u n o s tilo s o s e n so d e l l a q u a l i t à “ t o t a le ” ( mu s ic a , a r tw o r k , n o t e i n t e rn e ) a l l a v a c u ità d e lle s ta tis tic h e d i v e n d i t a , è fi n t ro p p o
s e mp lic e c e n tr a r e il b e rs a g l i o . S p e c i a l m e n t e s e s ’ i n s i s t e a d e s e rc i t a r e l a p r o f e s s i o n e
d a s tu d io s i p a s s io n a li, d a n d o l a c o rre t t a ri le v a n z a a d a r tis ti d imen t i c a t i e s c e n e p o c o
n o te , la c u i in f lu e n z a s i ri v e rb e ra s u l l e s o n o r ità c h e a b ita n o le n o s t re g i o rn a t e . C o s ì
s i le g g e - d i là d e lla m e ra ri p ro p o s i z i o n e d i
c h ic c h e p e r c o n o s c ito r i e c l a s s i c i a c c l a m a t i
- l’ imp o r ta n z a d i D is c o N o t D i s c o 1 ( S t r u t ,
2 0 0 0 ; 7 . 5 /1 0 ) e d e lla s o re l l a d i u n a n n o p i ù
v e c c h ia 2 ( 7 . 5 /1 0 ) . A ffi o ra o v u n q u e l ’o b i e t SA 31
DROP OUT
Kid Creole
t i v o d i “ e d u c are divertendo”, da una Yoko
O n o i n a c q u e funky e da quei L iquid Liq u i d d ’ e n o r m e influenza sull’hip-hop ( a tt o rn o a l l a l o r o C avern Grand maste r Flash
cos tr u i r à i l m onumento White Lines ) , da lla
s vag a t a e o b l i qua intuitività di A rth ur Russ el l a l f e n o m eno di casa nostra A lexande r
Rob o t n i k ; s i racconta in sostanza la vita e
l ’es se r e u m a n o all’origine delle canz oni c he
n e r e c a n o i m p ressa la form a. E ’ un c or toci rc u i t o t r a a r te ed esistenza del quale oggi
ri ch i e d i a g r a n voce il ritorno, stuf o di int el l e t t u a l i sm i , macchiette, m arketing.
N o n f i n i s c e q ui, perché la Strut m ostra di
p o s s e d e r e u n raggio d’azione ampissimo,
s pi n g e n d o c o n l’ultimo strike la sua c ur ios i t à n e l l a N i g eria sensualm ente, psiche de lic a m e n t e i p n o t ica appartenuta ad afrobeat e
h i g h l i f e . S u c c e de nel sensazionale e f r e sc o
d i st a m p a N i g eria 70, incensato a dovere
n e l l o s p a z i o r istampe di questo numero.
“R a c c o n t a re l e storie di vita vissu ta die t ro a l l a m u si ca serve a m ostrare una buon a fe t t a d e l c a rattere di chi la produc e . La
parte migliore del nostro lavo ro è s e m p re
stata se de rsi di fronte all’ artist a , a s c o lta rlo raccontare storie avvincenti . C e rc h i a m o
di re nde re la c osa più pe rsonale : p re n d i a d
esempio Grandmaster Flash: d i e t ro t u t t a
quella mitologia hip-hop c’è u n i n d i v i d u o
dalla me nte ric e ttiv a, forte me nte s c ie n tific a
e analitic a ne ll’ approc c iare la m u s ic a . E ’ u n
aspe tto fondame ntale de lla stor ia , c h e s p ie ga tutte le ore c he ha passato a c o s tr u ir s i
in c asa il primo mix e r e la pre c i s io n e c o n la
quale sv iluppò le te c nic he di c u t- u p . ”
Chia r o e spie ga to c on doviz ia di e s e mp i impor ta nti. Pe c c a to c he ta nta bon tà d ’ in te n ti
e cuore infuso nell’operazione n o n s i a n o
ba sta te : la c hiusur a de lla c a sa d is c o g r a f ic a
a vvie ne - pe r pr oble mi f ina nz ia r i: c o mp r a te li, ‘ sti be ne de tti disc hi, a lme n o q u e lli c h e
me r ita no! ! ! ! - ne ll’ a utunno de l 2 0 0 3 . Cr e devamo di doverci rassegnare e a r c h i v i a r e
l’ e nne simo f a llime nto de ll’ intellig e n z a a p plicata al “music business”. I n v e c e , e c c o
f a r si pr ovvide nz ia lme nte a va nti la b e r lin e s e
K7 ! e f o r n i r e a s i l o a l l ’ a m i c o S c o t t . F e n i c e
c h e m e r a v i g l i o s a m e n t e r i s o rg e d a l l e c e n e r i
più forte e bella che pria, l’etichetta ha da
q u e i g io r n i a o g g i p ia z z a to a lc u n i d e i c o lp i mig lio r i, f a c e n d o a n d a r e d ’ a c c o r d o c o me
d i c o n s u e to ma e s tr ia e a n a litic o r ig o r e , c h e
n o n p r e g iu d ic a la g io ia d e ll’ a s c o lto e d e lla
s c o p e r ta . Pa r a lle la me n te a u n te r z o v o lu me d e lla s e r ie D is c o N o t D is c o ( Str u t, 2 0 0 8 ;
7 . 8 /1 0 ) c h e è s e n z ’ a ltr o il p iù c o mp a tto e a z z e c c a to ( s o n o d e lla p a r tita , tr a la f o lta s e le z io n e , Viv ie n Go ldm a n e D e lt a 5 , la Ye llo w
M a g ic Orc he s t r a e i s e n s a z io n a li I s o t o pe ) ,
è g iu n to n e i n e g o z i l’ a rg u to e g o d ib ilis s imo
G o i n g P l a c e s - T h e A u g u s t D a r n e l l Ye a r s
1974-1983, antologia che getta nuova luce
sull’attività di produttore e catalizzatore di
u n p o r ta b a n d ie r a d e l “ me ltin g p o t” r a z z ia le c o me Kid C re o le . N o n è f in ita : u lte r io r e a s s o g io c a to c o n s f r o n ta ta d is in v o ltu r a è
u n a Funk y N a s s a u: T he Co mp a s s P o int Sto r y 1 9 8 0 - 1 9 8 6 ( Str u t, 2 0 0 8 ; 7 . 4 /1 0 ) d a l d u p lic e in te r e s s e . O ltr e a e s e mp lif ic a r e la me s c o la n z a tr a r e g g a e , r o c k e p o lir itmi me s s a
in p ie d i d a Ta lking He a ds , Gr a c e J o ne s ,
To m To m C lub e Liz z y M e rc e r D e s c lo ux ,
la c o mp ila tio n me tte in r is a lto l’ imp o r ta n z a
d e l p r o d u tto r e e d e llo s tu d io d i r e g is tr a z io n e n e l c r e a r e u n s u o n o p e c u lia r e e a v v e n iristico. Significativo, più di tutto oggi che
le n u o v e , “ d e mo c r a tic h e ” te c n ic h e c o n s e n tono a chiunque di pubblicare dischi senza
u n f iltr o c h e s ia u n o , s o mme rg e n d o c i c o s ì d i
me d io c r i s e n z a s p in a d o rs a l e e t ra s c u ra b i li operine privi d’identità. Indispensabile il
p u n to d i v is ta e s te r n o p e r s c h i a ri s c e l e i d e e
in mo d o o g g e ttiv o e a iu t a rl e i d e e a p re n d e re
c o r p o : il g r u p p o c i g u a d a g n a , c o m e a b b i a m o
a v u to mo d o d i s o tto lin e a re a p ro p o s i t o d e l l e
R ing s . Ch ia r o il p u n to d i v i s t a d e l “ c a p o c c ia ” d i c a s a , d a l q u a le e m e rg e l ’a t t e n z i o n e
a l c o n c e tto c h e s o r r e g g e l e p u b b l i c a z i o n i e
imp e d is c e lo r o d i s c a d ere n e l l a s e m p l i c e p a r a ta d i b r a n i c h e c h iu n q u e p o t re b b e a s s e m b la r e c o n u n a b e n f o r n i t a d i s c o t e c a a d i s p o s iz io n e .
“Cre d o c h e u n o c o m e C h r i s Bl a c k w e l l m a n chi tantissimo alla musica contemporanea.
Ciò che fece agli studi Compass Point di
N a s s a u f u i n c re d i b i l e : m e t t e re i n s i e m e u n a
“house band” i cui membri possedevano
b a c k g ro u n d d iv e r s is s im i e p ro d u t t o r i e c c e z io n a li c o m e Ste v e n Sta n l e y e A l e x S a d k i n .
La c h im ic a tr a a r tis ta , e q u i p e e s t u d i o m i s e
al mondo cose meravigliose. Quel tipo di
v is io n e è r a ro . ”
Ve r ità d i v a n g e lo , c a r o Q u i n t o n : e a l t re t t a n to r a r i s o n o la p a s s io n e e l a p ro fe s s i o n a l i t à
c h e r iv e r s i n e lla tu a “ n u o v a ” c re a t u ra , c u i
a u g u r ia mo u n f u tu r o r a d i o s o e d u ra t u ro . S a p e te c o m’ è : q u a n d o s i è p re s i a l g a n c i o , d i
ta lu n e b e n e f ic h e d r o g h e è p ra t i c a m e n t e i m possibile fare a meno. Nemmeno si vuole,
se proprio volete saperlo.
SA 33
DROP OUT
POKER D’ASSI:
I DISCHI DELLA RINASCITA
AA. VV. – Disco Not Disco: Post Punk,
Electro & Leftfield Disco Classics 19741986 (gennaio 2008)
Terz o e se n z a alcun dubbio miglior e c a pit o l o d e l l a sa g a D isco N ot D isco, per il suo
b ri l l a n t e r i a ssum erne criteri selettivi e te ma
d i f o n d o , o v v ero l’influenza reciproca tra
No/ N e w w a v e e pista da ballo. Me de simo
d i s e m p r e l ’ a s sem blaggio, diviso ine gua lm en t e t r a c h i c che per studiosi e ro ba a r c in o t a , a f a r e l a differenza sui predec e ssor i
c o n c o r r e l ’ a t t raversamento complessivo di
q u ell o sp e t t r o sonoro, il mostrare un c r oss o v e r “ a n t e l itteram” sul serio totale. Le
p r o v e p i ù s c hiaccianti sono fornite da un
J a m e s C h a n c e rem ixato (il classico Cont o r t Yo u rse l f ) , dagli orientalismi in salsa
wav e a d o p e r a di Yellow Magic Orche st r a,
d al l’ e st e m p o r a neo e splendido singo lo de lla
g i o r n a l i st a Vi vien G oldman. N on d a me no
i l re st o , g i o c a to tra danze sfrenate e solle tico a i n e u r o n i .
AA.VV. - Funky Nassau: The Compass
Point Story 1980-1986 (febbraio 2008)
Azz e c c a t a p e r tanti m otivi, questa c ompil at i o n c o sì f a n tasticam ente anni ’80 pr ove n i e n t e d a i C o mpass Point Studios di Nassau.
P er i l r i m e t t e r e al centro della scena il r uolo
d el p r o d u t t o r e e della relativa “ciu r ma ” di
m u si c i st i a b e n eficio di un suono un ic o; pe r
l ’ex c u r su s c h e offre su una delle e tic he tt e p i ù i m p o r t anti e mentalmente “aperte”
d i o g n i e p o c a ; per la qualità della music a ,
s e n s a z i o n a l e coacervo di reggae, du b, funk,
d i s c o e p o s t - p unk. Roba oggi saccheggiata
d a p e r so n a g g i che, quando va bene, va lgono
u n q u a r t o d i Grace Jones, Tom Tom Club,
Ta l k i n g H e a d s, Sly & R ob b ie. Indic e de lla
bo n t à d e l p r o g etto e del materiale, l’ e vide nza c h e g l i a r t isti meno noti non sfigur ino,
o ff ra n o a n z i ulteriori motivi per onorare
S tev e n S t a n l e y e A lex Sad k in , capo c c ia de gl i st u d i o s.
AA. VV. - The August Darnell Years 19741982 (aprile 2008)
Un’istantanea intrigante e abb o n d a n t e s u l
Kid Cr e ole qua ndo si a ggir a va p e r il Village a prendere le misure del su o c o m p l e t o
“ z oot” e , sopr a ttutto, pe r f e z iona r e la mis c e la inebriante che gli regalerà l a f a m a . D a
br a vo se gua c e de lla f usione , Au g u s t D a rnell, nacque nella città giusta e l ì p r e s e a
f a r tutt’ uno di ( muta nte ) disc o e s a ls a a s sieme al fratello, senza scorda r e q u e l c h e
c’era stato nel frattempo. Natu r a l e c h e s i
sia imba ttuto in Mic ha e l Zilkha , mo s tr a n d o
r ispe tto pe r i più osc ur i soda li “ N o ” e p r o ducendo dischi altrui con sens u a l i t à f u n k ,
c uor e soul e inc ur sioni ne i tr op ic i. M u s ic a
ba sta r da e pe r que sto di be lle z za g ià ma tu ra, nella quale vedi i semi del f u t u r o d i M r.
Da r ne ll. Sa r à c ome gli a nte f a tti q u i r a ff ig u rati: ingegnoso, multicolore, irr e s i s t i b i l e .
AUDIOGLOBE
AA. VV. - Nigeria 70 Lagos Jump: Original
Heavyweight Afrobeat, Highlife & Afro
Funk (maggio 2008)
Apice di un crescendo rossinia n o , l ’ u l t i m a
uscita in ordine cronologico p e r Q u i n t o n
Sc ott: una pubblic a z ione c he va a d a g g iu n ge r si a nume r ose a na loghe c he s c a n d a g lia n o
il poz z o se nz a f ondo de lla tr a diz io n e s o n o r a nige r ia na . Ac quisto obbliga to p e r q u e s ta
e ntusia sma nte a ntic ipa z ione di illu min a z io ni ( le ggi: le Te ste Pa r la nti in c o mb u tta c o n
Eno) e bina r io pa r a lle lo di c oe vi e s p e r ime n ti “ oltr e r oc k” ( il vibr a r e r itmic o , min ima le
e ipnotico, che farà immensi i C a n ) , f e s t e
pe r c ussive e c hita r r e impr e ndibili. Se a n c o r a non ba sta sse , pr e nde te lo c ome u n p e r f e tto
e se mpio pr a tic o de l c onc e tto di “ c a n n ib a lismo c ultur a le ” o, inf ine , una r iv in c ita a r tistica sul colonialismo e le sue m a l e f a t t e . S i
r e sta stupe f a tti, poi si a ppla ud e s e n z a ma i
voler smettere.
SA 35
DROP OUT
AMBIENT lifetracks
I due vecchioni Martin Glover e Alex Paterson di nuovo insieme per The Dream, il
nuovo album degli Orb che suona come il loro primo. I Black Dog che non hanno
mai suonato così old fashioned. Autechre e Bochum Welt anche loro. Rotta verso
casa. E poi lui, Tom Middleton, ad aprire idealmente la strada a tutti. L’ambient psych
all’incrocio dei pali Ottanta/Novanta è tornata. Un sogno che non è soltanto una
questione di zii…
Testo: Edoardo Bridda
SA 37
DROP OUT
AMBIENT returns
Da q u a l c h e p a rte nella rete capto un se gna l e d i u n a f a m iliarità lontana nel tempo ma
t a n t o c o n f o r t e vole da creare dei paradossi
d i p r o ssi m i t à . Sul lettore c’è il nuovo disc o
d i Sc u b a e q u e lle tastiere le conosc o be ne .
Am b i e n t i sp a c e tipo E no diretto al ba le a r ic o . C a r t o g r a f i e del cuore a zero contenuto
s up e r f l u o . Z e n m agari sì. Ma niente pa c c o t t i g l i a F u t u re Sound of London. Niente
cos e p o m p o se tipo O rbital, L FO , Nightma re O n Wa x , 8 08 S tate, S w eet E xorcist. Solo
i l c u o r e . Q u e gli ambienti portano altrove.
Not e e d i st u r bi form ano un ologramma tr id i m e n s i o n a l e che somiglia a certe creature
d i Ch r i s Cu n n ingham , eppure, dentro le ma g l i e u l t r a - t e c h c’è la polpa pulsante. La tr a s m i s si o n e sp o s ta l’occhio dalla figur a a llo
s f o n d o e a q u el punto il segnale è chiaro,
c o n t i e n e u n a conversazione del 2005 con
p ro t a g o n i st i u n giornalista e Tom Middle to n . I l p r i m o chiede inform azioni su un suo
n o n b e n p r e c i s ato moniker di nome Amba
e l ’ u o m o g l i r isponde che il prog e t t o r ip ren d e q u e l l o che i G lobal C ommunic a tion
avev a n o l a sc i ato. “E’ tutto sul sentimento
p u ro e sp re sso in m usica. Super dee p, sup er c h i l l e d , su per sexy, super dolce e supe r
s ou l f u l . S o n o trace di vita m elodich e e armon i c h e , L i f e t racks che risuonano in c hiunq u e l e s e n t a . C’è un grande e cinematico
t e m a c o n d u t t o re e ho arrangiato gli archi
l i ve p e r a l c u n e tracce”.
M i d d l e t o n h a per le mani un disco sublime
e l o sa . L o st a curando da mesi e ce ne vorrann o m o l t i d i più perché veda la luc e . Esc e
n e l s e t t e m b r e del 2007 a proprio nome con
i l t it o l o L i f e t racks, forse è il più az z e c c a to
d i t u t t a l a st o ria dell’am bient di de r iva z ion e h o u s e . D i più è il portatore sano di un
s en t i r e c h e v a verso un’intersezione unic a .
Opp u r e a u n q u alcosa di classico per c hé c on
cert e so n o r i t à le orecchie sono invec c hia te .
Han n o m e t a b o lizzato. Fam iliarizzato. E Lif et r a c k s r e st i t u isce solo il puro e il ne c e ss ari o . N o n so l o. E ’ evoluzione. C on a r c hi e
b at te r i a l i v e s posta la visione ancor di più
s ul t e r r e st r e senza chiaramente toglie r lo da
u n c u o r e Wa r p prima maniera da ri manerci
s ecc h i , u n a r i c ognizione con l’interse z ione
a p p u n t o . F i n e Ottanta inizio Novanta. La
ri s co p e r t a d i t utto un suonare vintage e le t-
c o s c ie n z a p s ic o - imma g in a tiv a in d o tto d a u n
mu s ic a c h e h a u n s u o b a ttito . I l s u o a mb ie n te e le ttiv o è la p e r if e r ia d o v e il te mp o s i
dilata lungo un campo fuori dal recinto di
case. Dove non ci sono le megadiscoteche.
D o v e il n ie n te d a f a r e s p in g e l’ o c c h io v e r s o
il c o s mo … c o n u n a c e r ta d ila ta ta f r e n e s ia .
The orbit of the past
Tom Middleton
tr onic a e di più un a ppr oc c io c in e ma tic o d iretto che parla di essenze uman e s e n z a c h e
vi sia ne ssun tr uc c o dr a mma tic o o mis te r ic o
a pompa r ne il sound in gioc o d ’ e ff e tto . Life trac k s è c a pa c e di r e gge r e il r ito r n o d i u n
se ntir e . Di f a r se ne c a r ic o. Ma n o n s i e s a u r isc e qui la su a por ta ta . Cur io s a me n te n e l
la sso di te mpo ne l qua le è stato c o n c e p ito molta produzione affine app a r t e n e n t e a
que l mondo è sta ta r ista mpa ta . L a c r itic a s ’ è
e sa lta ta . Si se nte un gr a n bisog n o d i q u e s te
sonor ità e i suoi pr ota gonisti s u llo s te r e o
suonano freschi come non mai . A n c h ’ e s s i
classici e con quel tantino di m o d e r n o c h e
sc e ma ne l mode r na r ia to ( o c i na v ig a in me z z o) .
È ora di poggiare l’orecchio su s o l c h i c h e
sa por a no di un te mpo e di un mo d o d ’ a s c o lto vicino e lontano dal tam tam d e l m o n d o .
Che poi, r a mme ntia molo, è de ll’a mb ie n t c h e
c onta c he pa r lia mo, non di c hill d a a p e r itivo, pur se è proprio da lì, con g l i 8 0 8 S t a t e ,
c he tutto ha iniz io. Al di sotto
o al di sopra
Tom Middleton
de i c usc inoni e de lle c a nne tte e me rg e lo s tile di vita della tribù che non ba l l a v a . P a n e
tr a na tur a e isola me nto. Un mon d o c h e s ’ a c c e nde di notte . Una f ilosof ia c h e r ic o n g iu n ge l’umano al cosmo attraverso u n f l u s s o d i
Pa r lia mo a n c o r a d i To m M id d le to n . L’ u o mo
d e f ila to d e lla d a n c e e d e lla c h ill d i lu s s o
c h e c o n d u e ma s te r p ie c e d ’ a mb ie n t a ll’ a ttiv o ( Blo o d M us ic e 7 6 : 1 4 ) s e m b r a i l p i ù
lo n ta n o d a ll’ u s u r a d e l te mp o p e r c h é p iù v ic in o d i tu tti a lla c la s s ic ità d i u n Eno . I n
comune con lui, due spanne sopra i Moby
a mb ie n t d e l c a s o , e la ma g g io r p a r te d e lla c o s id d e tta a mb ie n t d i p r imis s ima g e n e razione (che non faceva altro che riempire
d i n e w a g e is mi e b a le a r ic h e d i s u p e r f ic ie il
p ia tto d a n c e ) , l’ a s p e tto e mo tiv o p r o f o n d o . L a d i ff e r e n z a p r i n c i p a l e : l a m a t u r i t à d i
q u e llo s g u a r d o e la v ic in a n z a c o n la te r r a .
To m a b ita v a in Co r n o v a g lia . Sp le n d id o le mb o d ’ in c o n ta min a ta b e lle z z a c h e il r a g a z zo condivide con stupore e freschezza con
aphex twin
R ic ha r d D . J a m e s , il g e m e l l o A p h e x . En tr a mb i d ir ig o n o l’ a mb ien t v e rs o i l ri t m o c h e
vuol dire almeno tre cose: hip-hop, house
e techno. Entrambi condiscono con spezie
d ’ o ltr e a tla n tic o c h e a r r i v a n o v i a Ib i z a e d a
p io n ie r i in p a tr ia c o me O rb i t a l , 8 0 8 S t a t e ,
K L F e O r b in u n a v e s te d i c o m u n a n z a e m i sticismo che la lontananza dagli epicentri
a c c e n tu a . E ’ mu s ic a c h e c o l p i s c e p ro fo n d o
f ig lia d i u n a s e n s ib ilit à g i o v a n e . Lì l a d i ff e r e n z a c o n E n o , è p r o p ri o l ì . A d u l t o v e rs u s
ragazzi sensibili che giocano con qualcosa
c h e a u n c e r to p u n to s e m b ra l ’a c q u a s a n t a . E
quel che fanno ha qualcosa di sacramentale.
Q u a n d o s i s e p a r e r a n n o i l p ri m o s i m e t t e rà i n
p r o p r io c o ltiv a n d o min u z i o s a m e n t e u n c u l to della personalità grazie a un’immagine
coordinata impressionante (anche grazie a
C hr is C unnig ha m ) , il s e c o n d o a n d rà s o t tocoperta. Senz’altro entrambi, verso metà
N o v a n ta , mo ltip lic a n o l ’a t t i v i t à i n v a ri p ro g e tti e mo n ik e r la s c ia n d o c h e l ’i s p i ra z i o ne ambient non venga sputtanata. I Global
Communication di Middleton si daranno a
cose dance filo balearic ricongiungendo un
c e r c h io c o n il Pa c if ic S t a t e d e g l i 8 0 8 S t a te , me n tr e la c o r r e n te p i ù fo rt e d e l l a m u s ic a d a s a lo tto d a n c e v e d rà A p h e x Tw i n a l l i n e a r s i c o n S q u a r e p u s h e r, A u t e c h r e , B l a c k
D o g a lla r in c o r s a , s e m p re p i ù fre n e t i c a , d i
soluzioni sul beat e/o sulla commistione.
D a lla s u a n a s c ita a l b o o m d e l ’9 2 fi n o a l l a
d e r iv a n e l ’ 9 5 , la s p in t a a m b i e n t s i e ra p e rc iò e s a u r ita ( o s p o s ta t a s u p ro p u l s i o n i p i ù
c o lte ) e s a lv o q u a lc h e s u p e rp o t e n t a t o c o m e
i Bo a r d s O f Ca n a d a , c h e t a rd i v a m e n t e ri p o r ta v a n o u n n u o v o im p u l s o a l g e n e re (Mu s ic H a s Th e R ig h t To C h i l d re n , Wa rp 1 9 9 8 ),
tu tti g li a ltr i, s a lv o L u k e Vi b e rt , s o n o p ro iettati in avanti, al ritmo frattale, al break
b e a t c h ic , a ll’ u ltr a te c h . In g e n e ra l e è u n
momento d’innovazione. Dall’analogico si
p a s s a a l d ig ita le . N u o v i s o ft w a re . Vo g l i a d i
c y b e r, mix e ma tr ix v ari . E c o n u n n e o n a to I n te r n e t c h e s ta p r e n d e n d o fo rz a a s s i e m e
alla filosofia del rimando continuo che lo
sottende. Come se non bastasse l’ambient
p iù v ic in a a l b a ttito h o u s e s i g n i fi c a s e m p re
p i ù B u d d a B a r. C o l p a d e g l i O r b n e l l a l o r o
a c c e z io n e p iù b e c e r a me n t e n e w a g e . C o l p e v o li i Fu tu r e So u n d O f Lo n d o n c h e n e h a n n o
e s a s p e r a to la s p in ta e t n i c a m i s t i c a . M a s t a
SA 39
DROP OUT
d i fa t t o c h e t a n to ciarpame scoraggia a nc he
i pi ù c o i n v o l t i che si daranno o alla pie ga
s eri a à l a Bi o sp here oppure verso tutto que l
p o s t r o c k c h e si vorrà electro. E ci voglion o a n n i . Ci n q ue per l’esattezza per tr ova r c i
n el 2 0 0 5 , l ’ a n no del segnale. Il terr e no iniz i a a p r e p a r a r si allo scossone di ritorno di
u n q u a l c o s a s i curamente di non unitario, di
n o n sc o l a st i c o , che non farà scalpore, ma di
c u i c ’ è u n g r a n bisogno.
The philosophy of sound and
machine
È pr o p r i o u n o dei sopraccitati capola vor i di
M i d d l e t o n i n coppia con Prichard il c la ss i co c h e t i r i p rende un’epoca da un’ a ngol azi o n e n o n o vvia (perché nota) come pot reb b e e sse r e un S elected II di A phex ( qua le
p o r t a l e m i g l i o re di questo per traghettare i
fan a m b i e n t a l i verso territori “avan t” c hiud e n d o d e f i n i t i vamente i conti con l’ambient
h o u se ? ) . È 7 6 :14, che segue all’alt rettanto
affa sc i n a t e B l ood Mu sic (P en tamero us Me t a m o rp h o si s) , sem pre a firma G lobal Comm u n i c a t i o n . U n album meno famoso di una
d i t t a p o c o c o nosciuta fuori dall’ambiente:
v i s io n e c a r t o g rafica del globo, D N A uma no
a l t a m e n t e a s t r atto, il lontano ricordo di un
em o z i o n e p i ù c he l’emozione stessa. Un dis c o i n t i m a m e nte space nel senso di incanto
p er i l c o sm o e per i viaggi a zero gr a vit à. M u si c a d i staccata dal m ondo nella qua le
ci el o , m a r e e terra acquistano un tra tto e ssenziale.
Ri s p e t t o a l t r atto più vivido di R icha r d Ja m es , a v o l t e a c cecante, sornione e s pie ta to,
M i d d l e t o n p r edilige una visione organica.
Il fl u sso d i c o scienza o il tema co nduttor e a l n u o t o d i delfino. Così se nel codice
am b i e n t a l e a p hexiano conscio e subc ons c i o s o n o i n un movimento veloce - dentro
e fu o r i d a l l ’ a c qua, eleganza e scatto, c olp o d i c o d a d e ll’anima - Tom li rifiuta con
l a s t e s s a f o r z a con la quale non vuole su
d i s é i t r a t t i del genio. Ad essi sc eglie la
s c u l t u r a d e l l ’ umano. In chiaro. Come gli
Orb p e r c e r t i versi. R ecentem ente r ista mp a t i , i n c a t a l o go ritroviamo infatti i primi
d u e m i t i d e l l a supernova di Alex Paterson,
a l b u m v i c i n i all’intersezione 80/90 di un
AUTECHRE
Lif e trac ks, ma dall’approccio d e c i s a m e n t e
dive r so, dove c ioè post- mode r n o ( il c o lla ge ) e ir r ive r e nz a ( lo spr e z z o pun k c h e li s o tte nde ) si c ompe ne tr a no a lla gr an d e . Ad v e nture s (ristampa del 2006) avev a p i ù r a d i c i
ne gli a nni tha tc he r ia ni ( a lle qua li o p p o n e v a
una buc olic a r ic ongiunz ione p in k f lo y d ia na con dub e synth) che sement i d i D e t r o i t
e Chic a go, U.F. Orb (l’edizio n e s p e c i a l e
è del 2007) però era chiaramen t e d i v e r s o :
Assassin e Blue Room spe c ia lme n te , s i a v vic ina no inf a tti a lla se nsibilità d i c u i v a -
n e g g ia mo s o tto f o r ma d i d ila ta z io n i a mb ie n ta li d e ll’ h o u s e c h e s i v a n n o a r ic o n g iu n g e r e
c o n s u a o b liq u ità E n o in u n min u ta g g io c h e
n e lle v e r s io n i d e g li e p p ì r a g g iu n g e i ( f a n ta s tic i) 4 0 min u ti. Pu r a e s ta s i. E p p u r e s e
il dub e gli echi orb-iani trovano più ponti
c o n il d u b s te p o d ie r n o ( e n a tu r a lme n te c o n
il b la c k e i s o u n d s y s te m) , a ll’ e p o c a l’ a s s e e le f a s c in a z io n i p r e v e d e v a n o c o s e to ta lme n te b ia n c h e c o me Q uiq ue d e i Se e f e e l
( Re d u x E d itio n d e l 2 0 0 7 ) , u n a lb u m in tr is o
d i min ima lis mo p s e u d o s in te tic o c h e f in i-
v a p e r a b b r a c c ia r e tu tt o i l p o s t -s h o e g a z i n g
c o n v e r tito s i a n c h ’ e s s o n e i p ri m i N i n e t i e s
a lla f is s a d e ll’ a mb ie n t (S o n i c B o o m , M a i n ,
E x p e r ime n ta l A u d io Re s e a rc h ). Ep p u re , a n che qui, importanti connessioni, a livello di
mood, non mancano, anzi gli stessi Seefeel
r e mis s a ti d a Ric h a r d J a m e s i n Ti m e To Fi n d
M e ( A fx S lo w M ix ) n e l l ’e p p ì Pu r e , I m p u re del 1993 rappresentano un ponte ideale c o n il f r e s c o d i r is t a m p a S e l e c t e d A m b ie nt Wo r k s 8 5 - 9 2 d i q u e s t ’ u l t i m o ( a p r i l e
2008), prima tornata di brani del prodigio
SA 41
DROP OUT
THE ORB
d e l l a C o r n o v a glia fantomaticament e datati
– ve d i a l l a v o c e culto della personalità - tr a
i s u o i 1 4 e i 22 anni. Appena sporcata di
n egr i t u d i n e ( i breakbeat filtrati con se nsib i l i t à S o u l I I Soul, A geispolis), l a t r a c k l i s t
riprende ciò che si diceva a proposito di
76:14: non è isolazionismo (come sarà invece il taglio del secondo volume e come
tanta della roba ambient avant del tempo)
piuttosto una ricognizione incantata sulle
superfici a zero sbavature sentimentali ma
c o n u n a f o r t e t r a c c i a e m o t i v a . L’ a n t e f a t t o
più che 808 State è la bellissima Belfast
degli Orbital. Ragazzi quest’ultimi in grado di farla questa musica ma dalle velleità
molto più in grande. E naturalmente Bytes
dei Black Dog soprattutto sotto le subsigle
Plaid (moniker che poi acquisirà un signif i c a t o a u t o n o m o d o p o l a s c i s s i o n e i n t e rna) e Balil (progetto poi lasciato decader e ) . Tu t t e n o t e c h e p r o p r i a m e n t e p r e s e r o i l
n o m e d i a m b i e n t h o u s e ( P u l s e w i d t h ) p e rché da queste parti il ritmo è importante
quanto i fondali e il cielo/cosmo è quello
balearico. La sensazione è infatti comune
in molte produzioni del periodo: man mano
che ci si allontana dagli epicentri collettivi
dei rave, sale la brezza del nostalgico, saudade in un misto di cooling down after ecstacy e depressione dal respiro più ampio.
James in questo senso va molto oltre i luoghi comuni: gioca d’angoli, smonta il gioco perfettivo à la Middleton e stacca con il
ritmo, lo fa piroettare, lo dilata e lo infittisce. Infine mette pseudo voci come sirene
lontane (Xtal) fino a toccare certa exotic a S e s s a n t a ( l a s t e s s a c h e Ly n c h r i p r e n d e
c o n J u l e e C r u i s e i n Tw i n P e a k s – t e m a c h e
Mody a sua volta remissa in versione techno) oppure punta all’infantile sempre sulla
lama tra gioco buono e gioco malato. Sempre sul ritmo i Global Communication più
sostanziali impiegano invece bleep tenico
à la LFO, roba che gli Autechre porteranno
alle estreme conseguenze. Più indietro per
tutti loro ci sono i maestri tedeschi come
C l u s t e r e Ta n g e r i n e D re a m , q u a n d o s u l
p i ù p o m p o s o c o s e c o m e J a r r e e Va n g e l i s .
Del resto ricordiamolo, i Global Communic a t i o n n e l s i n g o l o M a i d e n Vo y a g e a v e v a n o
reinterpretato, senza dichiararlo, Love on a
R e a l Tr a i n d e i Ta n g e r i n e D r e a m ’s ( u n i n e dito presente nel loro best Dream Sequence). E così ci avviciniamo al periodo in cui
nacquero i sintetizzatori analogici, il fondamento che rese possibile il ripristino di
una ricerca che a quei tempi era riservata
– visti i costi – a pochi. Sintetizzatori dal
sapore inconfondibilmente datato che ancora possiedono quello scarto rispetto agli
emulatori attuali. Lifetracks ne è infarcito
fino nel midollo, come pure il nuovo lavoro
d i B o c h u m We l t n e p r e s e n t a d ’ i n t e r e s s a n t i
tipo l’Oberheim, synth dell’omonimo autore. “La scena 80/90 è stata innovativa e sta
influenzando nuovamente alcune tendenze
attuali” ci dice Gianluigi Di Costanzo (Boc h u m We l t ) r a g g i u n t o v i a m a i l . N o i r i s p o n diamo idealmente che se non c’è un disegno o una scuola, ma decisamente un mix
di nostalgia e di grande attualità in tutto
questo. Come è logico pensare che qualche
nuova leva colga il messaggio.
The present day as we know it
Non si può certo dire che Middleton abbia
influenzato la rinascita di un certo modo di
suonare ambient. Del resto il successo scatenato da un album come quello di Nathan
F a k e , i n f a r c i t o d e l p r i m o A p h e x Tw i n e d i
voglia di narrazioni psych ambientali, po-
scuba
t e v a f a r c i p e n s a r e a c u r i o s e c o n v e rg e n z e . E
se ultimamente infine la sfilza di conferme
da parte degli zii electro a partire da Ken
Downie, alle prese con la terza incarnazione dei Black Dog (Radio Scarecrow), Alex
Paterson e Glover di nuovo insieme per The
D re a m , i l v e t e r a n o R e p h l e x B o c h u m We l t
con il doppio album R.O.B., e pure i più
a v a n t i d i t u t t i A u t e c h re . È p u n t u a l e c o m e
un orologio. Possiamo dire che tutti involontariamente si sono incrociati nel (ri)suon a r e ’ 8 0 / ‘ 9 0 . O g n u n o s e c o n d o i l s u o p e r c o rso. Alcuni come Downie ancora più retré di
quanto lo erano al tempo (con Spanners e
Music For Adverts). Eppure sono tutti lì,
sui loro passi con una fierezza non inusuale ma inedita, sicuramente con laptop che
prima non avevano eppure con stoica aut o a ff e r m a z i o n e e s o p r a t t u t t o e n t u s i a s m o d i
ritorno. Cinicamente… è meglio agire prima che qualche giovane levi loro il trono
e qualcuno di veramente insidioso infatti
c’è. Paul Rose ovvero Scuba, è un ragazzo
che ha compreso prima di tutti (e meglio)
quanto sia indispensabile non dissipare la
gloriosa tradizione dell’ascolto elettronico
britannico (intelligente o no poco importa),
a n z i c o m e s i a i n g e g n o s o c o n v e rg e r l a v e r s o
le battute del dubstep. Poi, altro frame, altri luoghi, questa volta più operativament e d a n c e , a b b i a m o C l a ro I n t e l e c t o , o v v e r o
Mark Stewart (non quel Mark…), mancun i a n o d a l l ’ a p p r o c c i o no n f i l o l o g i c o m a d a l
f ie r o c r e d o s y n th - e tic o d e l l ’I n c u n a b u l a a ute c h r ia n o c o n u n ta n tin o d i d e b i t o v e rs o g l i
O r b v e r s a n te s o u n d s y s t e m , u n p i e d e i n p i s t a
( d u b te c h n o e min ima l) e u n a l t ro i n s a l o t t o
p r imi N o v a n ta , in u n co n v i n c e n t e e a p p a s s io n a to a p p r o c c io p r o - g ro o v e a p e rt o a s l a n ci d’amore balearico tanto forti e chiari da
farcelo stare qui in mezzo agli anfibi della
s p ia g g ia a mb ie n t. A i f i l o s o fi d e l l a s a u d a d e
te c h . Ca me o in f in e p e r B o r d e r C o mmu n i ty
e d u n q u e il c ita to Fa k e e J a me s H o l d e n ( i l
g io v a n e b o s s d e ll’ e tic h e t t a ), e n t ra m b i p ro te s i a l r e c u p e r o d i c e r t e s o n o ri t à d i O n e i l
Se le c te d d i J a me s . Pr e v a l e i n l o ro l ’a s p e t t o
g io c o s o d i q u e ll’ a p p r o c c i o ; a d o g n i m o d o i n
N a th a n c ’ è g ià u n a c h iara p o e t i c a c h e i n c ro cia il post-shoegazin’ di Seefeel e l’ambient
psych di warpiana memoria.
SA 43
DROP OUT
ASCOLTI
Black Dog - Radio Scarecrow (Soma, 7 aprile 2008)
Orb - The Dream (Liquid Sound, marzo 2008)
I l p u r i s m o IDM. Gli Autechre degli esordi e il lato
am b i e n t
d e ll’autobahn
detroitia na .
Ec c o
un
a ltro
di
q uei
lavori
che
ti
guardano
indietro.
A n z i r i sp e t t o alla prima incarnazio ne de i Bla c k Dog, l’ unico su p e r st i t e storico K en D ow nie suona più pr imi Nova nta
o r a c h e a l l ’ e poca quando si divertiva a inserire i linguaggi
p i ù d i s p a r a t i nell’IDM sound della ditta.
Il d i sc o r so qui è simile a O rb e Aute c hr e : sa pie nza e e c l e t t i smo che s’intersecano, a plomb ultr a te c nico . E p p u r e i B lack D og non rin unc ia no a lla vista spa ce G l o b a l Com m unication e nemme no a l ponte c on il
pa ssa t o d e l groove in cui furono r a ff ina ti inte r pr e ti.
D a n o n d i menticare inoltre il link c on il f utur o sott o f o r m a d i intrecci dub-step like in tracce come Set
To R e c e i v e e D eep. Per dire una c osa c he c ’ e ntr a r e la t i v a m e n t e : ci mancano m olto d i più i Sa br e s Of Pa r a d i s e d i questi Black Dog timidamente modernisti.
E c i m a n c a n o proprio quando fanno un pe z z o c a mpiona ndo
s p a d e c o m e F loods V 3.9
Visti i te mpi. E i v ic o li c ie c h i d i c e r te mo s s e in a v a n ti
qua ndo non c ’ h a i p iù l’ e tà . Pe r A le x P a t e r s o n e il v e c c hio a mic o e c o mp a g n o d i v ia g g i M a r t in ‘ Yo ut h’ Glo v e r
è te mpo di r e u n io n . E s e c o n lo r o c ’ è p u r e u n o s p e ttr o
vive nte c ome Hilla g e ( c h e a v r à 9 0 a n n i o r a ma i… ) il r isultato non p u ò c h e e s s e r e u n n u o v o C h i l l O u t o q u a l c h e
mondo pa r a lle lo a A d v e n t u re s B e y o n d t h e U l t r a w o r l d .
Te ntando l’ h o o k u p te m p o i No s tr i c a s c a n o c o me p e r e
da ll’ a lbe r o, t u tta v ia in T h e D r e a m tr o v e r e te c o s e s p a c e
e f a milia r i c amp io n a me n ti b u c o lic - f lo y d ia n i c h e f ir ma no in c a lc e u n r in n o v a to e n tu s ia s mo p e r la ma te r ia c h e
li fece uscire a l l o s c o p e r t o . U n s o u n d v e r a m e n t e p o t e n t e
suggella infin e i l l a v o r o p i ù v i c i n o a l d a n c e h a l l c h e g l i
Or b a bbia no ma i f a tto . D u b a p a la te e b r e a k b e a t n a v ig a tissimi.
Tom Middleton – Lifetracks (Big Chill, dicembre 2007)
Il t o c c o m i nim al di Serendipity c he r ic or da ta nto la Guit a r P h a se d i S teve R eich, gli arc hi e i ba ttiti di Shinka n se n c h e innestano nelle arm on ie di Vange lis tutta la
p r o g r e ssi v i t à di una house quasi mistic a , i ta ppe ti me lod i c i w a v e d i Yearning, le staffila te Br istol- hop di Optimy st i c , g l i spazi dai riverberi lon ta nissimi de lla stupe nd a M a rg h e ri ta, i sogni di A nd reas Volle nwe ide r evocati
i n S t . I v e s B ay. U na m escolanza di a r pe , synth, pe r c uss i o n i l i e v i , bassi nu-jazz, violini e altri suoni pronti per
u n a n u o v a a l ba, un nuovo mo(n)do di sentire l’elettronica.
L o s c o r s o d i cembre ce lo domandavamo: che sia veramente
g i u n t a l ’ o r a di un ritorno della am b ie nt? E inf a tti poi r ive nd e n d o c e l o i n continuazione nel presente si siamo ritrovati
a r i s c o p r i r e un pezzo di storia, ad andarcelo a riascoltare e
ri v i v e r e f a c endoci un approfondime nto. Pa r la va mo di sincr o n i e b i o r i tmo-battito per quest’a lbum ma è sic ur a me nt e i n t e r e ssa nte anche tutta l’opera z ione di mode r na r ia to:
l ’ e s t e t i c a n e w-age non banale che ti va a ripresentare, dagli
Ya n n i a i C i ro P errino. Un perfetta sincronia poi con una
d u b st e p i n c erca di am bienti. L eggi sotto la voc e Sc uba .
Claro Intelecto – Metanarrative (Modern Love,
marzo 2008)
Dic e va mo de ll’ a mb ie n t d i Sc uba e a c c e n n a v a mo a R o d
M ode ll te c hn o - d u b . N o n c ’ è d u e s e n z a tr e . M a r k St e war t è uno c h e v ir a l’ a mb ie n t h o u s e d i J a me s e M id d le ton in sa lsa u ltr a d e e p .
Una proposta c h e s i c o l l o c a a i b o r d i q u e l l a d e l s e c o n d o
album a nome C l a r o I n t e l e c t o : s u s s u r r a r i t m i e s o n o r i t à
se nz a str a f a r e , p r o p r io c o me Ro s e /Sc u b a e p e r c iò ma s s ima a tte nz ione a lle timb r ic h e c o s ì min ima l e p p u r c o s ì
a ff usola te e p ie n e d i s o u l. I n M e ta na r r a tiv e il r a c c o n to
intr a tr a c klist p a r la d i s y n th Ch ic a g o e p r o f u mi ib iz e n c h i
( Ope ration) , c a s s a te c h n o à la C r a ig ( H a r s h R e a lity ) e
old sc hool tas tie r e ( B e fo re M y E y e s ) .
Nathan Fake – Drowning In A Sea Of Love (Border
Community / Audioglobe, 20 marzo 2006)
Aphe x Twin, B o a r d s O f C a n a d a e l o s h o e g a z i n g c h e s i
è f a tto Radio D e pt . E c c o le le f ila d i D ro w ning I n A Se a
Of Love ope r a p r ima c o n d o tta c o n s o g n a n te c o n s a p e v o lezza dell’abb a n d o n o d a p a r t e d i u n r a g a z z o c h e n o n è
certo passato i n o s s e r v a t o n e l p a n o r a m a i n d i e d e l l ’ u l t i m o
biennio. Un e s o r d i o c h e a m m a l i a d i c e n d o t u t t o i l n o t o
c on il giusto ig n o to . U n c o n tin u o o s c illa r e tr a u n ’ I D M tr onic a c he si p e n s a in d ie e u n ’ in d ie c h e s i v u o le e le ttr o r e tr ò. Una c allig r a f ia g ià r ic o n o s c ib ile p e r u n S e l e c t e d
Ambie nt Work s d e l n u o v o m i l l e n n i o .
R.O.B. (Rephlex, 4 marzo 2008)
I n u n a r e c e n te in te r v is ta G ia n lu g i d i C o s t a n z o c i h a c o n f e s s a to u n a g r a n d e p a s s io n e p e r i s y n t h d ’e p o c a . N e l l a
tr a c c ia 8 2 2 1 S B c i tr o v ia mo in f a tti un O b e rh e i m X p a n d e r, c h e a ll’ e p o c a in c u i f u c o n c e p it o e ra i l p i ù fl e s s i b ile tr a i s y n th n o n mo d u la r i. Ciò c h e c a t t u ra i n R . O . B .
è tuttavia altrove: è una rotta verso casa degli stilemi
s p a c c a - c e r v e llo d e lla Re p h le x . Ch e s i a ro b o n o m a s t i c a
o drum’n’bass dal taglio morbido, acid o braindance
a s c iu tta , tu tto v ir a s c i- f i v e r s a n te e m o z i o n a l e v i a K ra ftwerk. Sintesi e umiltà dunque, molto vicini al cuore
della faccenda.
Autechre - Quaristice (Warp, 7 marzo 2008)
D is c o c h e h a d iv is o q u e s t’ u ltimo Au t e c h re e c ’e ra d a
imma g in a r s e lo . Rito r n a r e in d ie tr o co n l a s o l i t a a t t i t u d in e s in c r e tic a e u ltr a - te c h , a ttir a s e m p re a n t i p a t i e . Ep pure molto più friendly che nelle ultime prove Sean e
Ro b r is c o p r o n o l’ u ma n o c o n n a s tr i s ch i u m o s i a l a C h i a s tic S lid e ( P ly p h o n ) , l’ in d ime n tic a ta e a n c o ra a m a t i s s i ma a mb ie n t à la I n c u n a b u la (A ltib z z ) e a t t r a v e r s o l ’ u s o
b r e a k b e a t n o n tr o p p o tr e d d ì ( F wz e ) . Gra n ri s p o l v e ro , u n
sacco di tracce e la grafica dei Designer Republic. Ma,
r i s p e t t o a u n p r e s u n t a o b b i e t t i v i t à “ d i c e n t r o ” . Av e v a n o
ragione color che tacciavano di troppa maniera questo
lavoro. Sia come sia è emblematico come proprio ora gli
A u te c h r e a b b ia n o d e c is o d i f a r e u n a l b u m d e l g e n e re .
Scuba - A Mutual Antipathy (Hot Flush, 11 aprile
2008)
Suoni acquosi, giapponeserie, sound lussuriosi, clangori
d i me ta lli q u a e la , a mb ie n ti p s y c h p re i n fa n z i a . M e l o d i e l u n a r i . R o g e r. C o n P i n c h i n b a l i s t i c a d a n c e h a l l f i l o
O r b - i a n a , è S c u b a i l d u b s t e p p e r a m b ie n t d e l l a b r i g a t a . E
q u e l c h e h a f a tto in A M u tu a l A n tip a t h y v a o l t re i l c i t a z io n is mo f ig h e tto . To c c o mo r b id o e s o s t a n z i o s o i l s u o ,
A u te c h r e a lte z z a E p 7 e A p h e x Tw in am b i e n t a l e , fru s t a t a
d u b , e c h o e r e p e a t. i r iv e r b e r i r a g g a i n o l t re fa n n o s p o l a
c o n D e tr o it d o v e p a r e ma g ic a me n te ri c o n g i u n g e rs i c o n
u n a ltr o g r a n d e in u n a ltr o c o n tin e n te, R o b M o d e l l . M i nimo comun denominatore: un dub-tech dal quale non
v o g lia mo lib e r a r c i.
SA 45
DROP OUT
‘C’comeCantautore
Il 2008 della canzone d’autore
Avanti non scherziamo. Credevate davvero che la canzone d’autore fosse un genere
musicale ufficialmente morto, incapace di stare al passo con i tempi e da ascrivere ai
turbamenti del cuore di qualche avventuriero del secolo scorso? Pensavate che quella
progenie di menestrelli armati di chitarra classica e pianoforte che più di quarant’anni fa
ne decretarono la nascita, non avessero generato nipoti e pronipoti capaci di raccogliere
la preziosa eredità? Vi perdoniamo, a patto che recitiate due Bocca di Rosa ogni sera,
prima di andare a dormire. Magari, perché no, con l’accompagnamento di una drum
machine. Testo: Andrea Provinciali e Fabrizio Zampighi
le luci dell a centrale elettrica
Rinascite e conversioni
U n ma c ig n o d e l p e s o d i Ame n ( S A # 4 1 ) ,
un Bugo banalmente profondo con l’ultimo
Co nta tti, i l g r o v i g l i o d i p a r o l e e s i g n i f i c a t i
respirato in questi mesi sui palcoscenici del
s o tto b o s c o ita lic o , q u a lc h e n u o v o s p u n to s u
cui non si può proprio soprassedere, e ci si
r itr o v a a p a r la r e d i c a n z o n e d ’ a u to r e . Ca n z o n e f ig lia d e i “ c a ttiv i ma e s tr i” D e A ndr è ,
Te nc o , Endr ig o , C ia m pi, ma a n c h e c a n z o n e
c h e , c o n il p a s s a r e d e lle s ta g io n i, v ie n e r e g o la r me n te s o tto p o s ta a in e v ita b ili r ile ttu r e
e trattamenti estetici. Ieri c’era la musica
d i Rin o G a e ta n o , il p o p a u lic o d i Ba ttia to ,
l’eleganza formale di Giancarlo Onorato, i
patterns sintetici dei La Crus a ricordarcelo;
o g g i c i s o n o Pa o lo Be n v e g n u ’ , Ce s a r e Ba s ile ,
i N o n Vo g l i o C h e C l a r a , A l e s s a n d r o G r a z i a n ,
p iù u n a f o lta s c h ie r a d i g io v a n i p e r s o n a lità
in p r o c in to d i s c e n d e r e in c a mp o . Ca mb ia n o
i modi, le attitudini, le capacità, gli stili,
ma rimane viva l’esigenza di dar voce alla
p a r te p iù in tima d e ll’ a r tis ta c o n u n a mu s ic a
d ir e tta , p o c o in c lin e a i v e z z e g g ia tiv i e a i
lu s tr in i, in u n a p a r o la , “ s e mp lic e ” . I n p r imis n e lla c o n c e z io n e , ma g a r i n e ll’ e s te tic a ,
ma n o n n e lle mo tiv a z io n i, q u e lle a n c o r a le g a te a f ilo d o p p io a i p a le tti d e l v iv e r e q u o tidiano, alle inquietudini, alla necessità da
p a r te d i c h i s u o n a d i f iltr a r e n e ll’ imme d ia to
c i ò c h e l o c i r c o n d a o m a g a r i d i a ff i d a r s i ,
p e r u n a ttimo , a u n ’ in a s p e tta ta le g g e r e z z a .
Lontano dai grandi canali promozionali la
n u o v a c a n z o n e d ’ a u to r e p a r la la lin g u a d e lla provincia, tocca i confini del pop, usa
un accento che non è più quello anoressico
e in te lle ttu a le d e lle p r imis s ime p r o d u z io ni ma si fa contaminare, non disdegnando
d i “ s p o r c a r s i le ma n i” c o n le r u v id e z z e d e l
r o c k o i r itmi s in c o p a ti. I n u n a g g io r n a me n to e s te tic o c o s ta n te c h e o ff r e s p u n ti in te r e s s a n ti a c h i v o le s s e c o n f r o n ta r s i c o n le n u o v e
r e a ltà . N o i a b b ia mo d e c is o d i f a r lo p r e n d e n do in considerazione tre proposte neonate
n e l s o tto b o s c o ( q u a s i) in d ip e n d e n te , tu tte
giovani, carine e ovviamente disoccupate.
Tr e mo d i d i in te n d e r e la tr a d iz io n e a u to r ia le c h e c i p a io n o s ig n if ic a tiv i - o ltr e c h e d iv e r s is s imi tr a lo r o - d i c o me s ia p o s s ib ile
r a p p o r ta r s i a u n c e r to imma g in a r io p u r ma turando una propria sensibilità, nonostante i
ricambi generazionali e i ritmi forsennati di
q u e s ta p o s t- mo d e r n ità d ’a c c a t t o . N e l l o s p e c if ic o , Le Luc i D e lla C e n tr a l e E l e ttr i c a ,
D e nt e , I C o s i: n o mi c h e fo rs e a d a l c u n i n o n
d ir a n n o n u lla ma c h e a n o i s e m b ra n o m e r ita r e u n a p p r o f o n d imen t o p e r i l s o l o fa t t o
d i e s s e r e s t a t i c a p a c i di r e g a l a r c i e m o z i o n i .
N e l p r imo c a s o v io le n t e , c o n u n s e n t i re ru v i d o , a b b a r b i c a t o s u e ff l u v i d i p a r o l e g r e v i ,
c o s ì v ic in o a lla p o e tic a d e l R i n o G a e ta n o
me n o s c o n ta to ; n e l s e c o n d o ra s s i c u ra n t i , i n
v ir tù d i u n a p r o p o s ta s v a g a t a i n b i l i c o t ra
f o lk , p o p e ja z z ; n e l t e rz o v a g a m e n t e n o s ta lg ic h e , s u ll’ o n d a d i u n a m u s i c a p i a c e v o l me n te r é tr o c h e c ita M o d u g n o e C e l e n ta n o ,
p u r n e ll’ o ttic a d i a r r a n g i a m e n t i fo n d a m e n ta lme n te r o c k . U n a te r n a d i a rt i g i a n i a p p e n a
f o r ma ti ma g ià c o n la m a n o fe rm a e i l p i e d e
v e lo c e , a d is e g n a r e p e r l a c a n z o n e d ’a u t o re
un futuro che ci pare di poter definire roseo.
Pe r c o mp le ta r e il q u a d ro u n a p a n o ra m i c a ri dottissima sull’universo My Space, senza
alcuna pretesa di completezza o garanzia di
uniformità stilistica. Un salto nel vuoto in
p ie n a r e g o la a s c o p r ir e c o s a v u o l d i re “ c a n zone d’autore” tra le maglie strette della
r e te , a in d a g a r e mo n d i m u s i c a l i a n c o ra s e n za contratto, a scovare equilibristi del link,
min o r e n n i d e lla d is c o g ra fi a o m a g a ri a rt i s t i
c o n a lle s p a lle g ià u n a b u o n a fe t t a d i v i t a o n
s ta g e . Pe r c h é n e l 2 0 0 8 d i g i t a l e l a t ra d i z i o n e
d e i c a n ta u to r i p a s s a a n c h e d a q u e s t e p a rt i .
Fabrizio Zampighi
Parole e rock & roll: l a canzone d’autore
dei Cosi
Tu tto in iz ia in u n a s a la p ro v e d i Vi a Lo m b r o s o , a M ila n o . A ll’ in t e rn o , u n a v a ri e t à d i
rumori e stili vivace quanto disomogenea,
d a l ma g ma s o n a n te d e i Lo m b ro s o – a p p u n t o
- , a l r o c k n o s t a l g i c o d e l l e Vi b r a z i o n i , a l l e
s c h e r m a g l i e f u n k e g g i an t i d e i K u b l a K h a n .
E’ da questi ultimi che nascono, nel 2004,
i Cosi, sull’onda di una svolta stilistica e
c o n c e ttu a le c h e li a llo n t a n a i n m a n i e ra n e t ta d a lle p r e c e d e n ti e s p e ri e n z e e l i c a t a p u l ta s u lla s c e n a a u to r ia l e i t a l i a n a : “ L’ e s p e rienza più importante la si deve ai Kubla
Kh a n , c h e è s ta to il n o s t ro p r i m o p ro g e t t o .
D o p o tre a n n i c o m e Ku b l a K h a n i l p ro g e t t o
h a tro v a to la s u a c o n c l u s i o n e e i n s e g u i t o a
u n a p a u s a d i c i rc a u n a n n o , s i a m o r i p a r t i t i
c o n u n n u o v o p ro g e tto e c o n u n a r i v i s i t a z i o SA 47
DROP OUT
n e d e i ru o l i ” . Il nome della band lo inve nt a M o rg a n i n occasione di una delle prime
es i b i z i o n i , m a ai comandi ci sono sempre
Marc o C o sm a C arusin o Vignera – c hita r r a
e vo c i n o n c h é autore di tutti i testi - , Anto n i o M e si sc a – basso e voce – e Stefano
S tea A q u i n o – batteria e voce -, a r ivisit a r e i n c h i a v e pop un’ Italia forse messa
d a p a r t e t r o p po in fretta, quella di Te nc o,
M od u g n o , C e l e ntano, Paoli: “Sono influe nz e a n o i m o l t o care, come anche Umberto
Bi n d i , B ru n o L auzi, Sergio E ndrigo. E’ stat o d a v v e ro i m portante per noi tornare agli
a s co l t i d i u n a volta per capire in pie no il
con c e t t o d i c a nzone italiana”. U n ritor no a l
p a s s a t o c h e p ur ricalcando nella scrittura i
m o d e l l i m u s i c ali nostrani anni Cinquanta e
S es sa n t a , sc e g lie una direzione legge r me nte
d i v e r s a p e r g l i arrangiamenti - nell’ottica di
u n s e n t i r e c h e rimane com unque forte me nte
anco r a t o a i S i xties - citando l’America del
r o c k & r o l l , i Beatles e, in generale, il pop
i n g l e se : “ P e r c om pletare il concetto di c anz on e i t a l i a n a , così com e si faceva a i te mpi,
l o sg u a rd o è s tato rivolto anche all’estero,
a l l a m u s i c a s t raniera di quegli anni. Brani
com e , a d e se mpio, Taxm an dei B eatle s ( r ip res a n e l l a p a rte iniziale di Sulle spalle di
u n g i g a n t e , n dr)”. Ma quanto c’è di nosta li cosi
gic o ne lla music a de i Cosi e qu a n to d i v e r a me nte or igina le ? “I o dire i c he il c o c k ta il
è cinquanta e cinquanta, nel se n s o c h e p e r
noi risulta originale sc av are ne l p a s s a to . ”
Nel settembre del 2007 esce il p r i m o C D . I l
titolo è Ac c adrà – in spa z io r e c e n s io n i – e
i minuti sono tr e nta qua ttr o, spe s i tr a mo r b ide z z e str ume nta li da ll’ e le ga nz a in a s p e tta ta
e brani energici traviati princip a l m e n t e d a l
beat. Una dichiarazione d’amor e m a a n c h e
un riuscito omaggio a un gener e c h e n e g l i
ultimi te mpi se mbr a a ve r r iguad a g n a to te rreno, anche grazie al lavoro di f o r m a z i o n i
- non a caso satelliti anch’esse d e l l a s c e n a
mila ne se - c ome i Baust e lle : “ E ’ u n a s tr a n a
ma sobria coincidenza che spe r i a m o p e r ò
possa se gnare un lungo se ntie ro d a p e rc o rrere. I Baustelle stanno facend o p a s s i d a
giganti e mi c ongratulo c on loro p e r la b e lle zza de ll’ ultimo disc o .” Sta r e mo a v e d e re. Per ora ci basta sapere che o g g i , c o m e
nell’Italia del boom economico , c ’ è a n c o r a
qua lc uno c he ne l c a mbia me nto v e d e la r inascita della tradizione e che è c o n v i n t o d i
aver recuperato qualcosa di imp o r t a n t e d a l
pa ssa to music a le “ se r io” ita lia n o : “L’ a m o re
per la canzone fine a se stessa . U n m o n d o
c he si risc opre tutte le v olte c he lo s i a ffro n ta sc riv e ndo un brano.” Un m o n d o b a s a t o
sulla “se mplic ità e la sinc e rità” c h e s e mb r a
vole r c i spinge r e a r itr ova r e quell’ o n e s tà in tellettuale forse un po’ passata d i m o d a .
Fabrizio Zampighi
D e n t e : c a n ta u t o r e o d o n t o i at r a
Giuse ppe Pe ve r i, moderno me n e s t r e l l o i n
ba ssa f e de ltà e istintivo gioc o lie r e d i p a role nato nel 1976 ed oggi art i s t i c a m e n t e
c onosc iuto c ome De nt e , iniz ia a m a s tic a re
music a già in te ne r a e tà . Sopr a ttu tto d u r a n te gli sposta me nti in ma c c hina c o n i p r o p r i
ge nitor i, in me z z o a que lla pia nu r a e milia n a
c he gli ha da to i na ta li. “ In ca s a m i a n o n
si ascoltava molta musica, si a s c o l t a v a d i
più in mac c hina. I mie i av e v ano le c a s s e tte
di Baglioni e Coc c iante e le mie p re fe r ite :
I ta lia n Gr a ff iti ’ 60 e ’ 70 c on su B r u n o M a rtino, Gino Paoli e c c …”.
Così, è f a c ile imma gina r si il p ic c o lo G iu seppe intento a spiare il paesa g g i o f u o r i ,
mentre dentro quel magico int r e c c i a r s i d i
sillabe e note lo ammalia ines o r a b i l m e n t e
dente
segnandone per sempre il destino. Come è
fin troppo facile, immedesimarsi in questa
n o s ta lg ic a e mo lto c o mu n e c o n d iz io n e in f a n tile. Sarà, forse, proprio questa esperienza
g e n e r a z io n a le la c a u s a d e ll’ a ttu a le r ito r n o
a certa canzone d’autore? Che si voglia o
meno chiamare “scena”, è impossibile, però,
n o n c o g lie r e u n a c e r ta c o mu n a n z a tr a a r tis ti c o me D e n te , Le luc i de lla c e nt r a le e le t t r ic a , I C o s i, N o n v o g lio c he C la r a , A r t e m o lt o buf f a e Bug o - t a n t o p e r f a r e a l c u n i
n o mi - , c o n s id e r a to a n c h e c h e mo lti d i e s s i
p o s s ie d o n o l’ id e n tic o b a g a g lio d i a s c o lti in
bilico tra tradizione italiana e indie-rock.
L o s te s s o D e n te e le n c a tr a le p r o p r ie p r e f e r e n z e mu s ic a li, a f ia n c o d e i v a r i Ba t t is t i,
Ga e t a no e D e Gre g o r i, a r tis ti c o me To m
Wa it s , Spa r kle ho r s e , Ellio t Sm it h e Lo u
Ba r lo w . “ N o n s o i n c h e m o d o t u t t o q u e s t o
m i in flu e n z i m u s ic a lm e n te , m a s ic u r a m e n te lo fa ” . M a c o me G iu s e p p e Pe v e r i d iv e n t a D e n t e ? Tu t t o n a s c e m e n t r e m i l i t a c o m e
c h ita r r is ta n e i La Spina . “ S c r iv e v o c a n z o n i
tr is ti c o n la c h ita r r a a c u s tic a e n o n le fa c e v o s e n t i re a n e s s u n o . F i n q u a n d o n o n m i
o b b lig a ro n o a fa re d e i c o n c e r ti d a s o lis ta ,
i n u n o d e i q u a l i q u e l l i d i J e s t r a i m i v i d e ro
e m i o ffr iro n o u n c o n tr a tto . A c c e tta i. E c c o m i q u a ” . E c c o D e n te . E ma i n o me p o te v a
essere più rappresentativo. Infatti, proprio
c o me u n in c is iv o , il N o s tr o h a s ia u n a lu n g a
e f o r te r a d ic e b e n p ia n ta ta n e lla tr a d iz io n e ,
s ia u n a c o r o n a s ma lta ta i n g ra d o d i a ffe rra re e assimilare i diversi ascolti fatti negli
a n n i. E q u a n d o mo r d e l o fa d o l c e m e n t e , m a ,
s ta te n e c e r ti, la s c ia u n ’i m p ro n t a p ro fo n d a ,
d iff ic ile d a to g lie r e . A ri p ro v a c i s o n o i d u e
a lb u m p u b b lic a ti d a J es t ra i . Il p ri m o , A n i c e in b o c c a ( 2 0 0 6 ) , n o n o s t a n t e s i m u o v a t i m i d a m e n t e t r a b o z z e t ti i n d i e - p o p i n b a s s a
f e d e ltà , tu tti b a s a ti s u l s u o n o s c a rn o e d e s s e n z ia le d i u n a c h ita r ra a c u s t i c a , c o l p i s c e
positivamente per l’intento del Nostro di
p u n ta r e a lla q u o tid ia n it à d e i ra p p o rt i u m a n i
c o n te s ti s p o n ta n e i - m a n o n p e r q u e s t o b a n a li - e u n a v o c e lie v e e t ra s o g n a n t e . M a è
c o n N o n c ’ è d ue s e nz a t e (2 0 0 7 ) c h e D e n t e
r ic e v e la g iu s ta a tte n z io n e d i p u b b l i c o e c ri tic a . L’ a lb u m p ia c e , e c c o m e . “ Ti g i u ro c h e
n o n m i s a re i m a i a s p e t t a t o u n a c o s a c o s ì .
I l d i s c o s i è m e s s o a g i r a re e d è p i a c i u t o
p a re c c h io ” . E s s o , i n f a t t i , p u r p o s s e d e n d o
s e mp r e u n a p p r o c c io d i b a s e a s c i u t t o e m i n ima le , r is u lta tu tta v ia m o l t o p i ù c u ra t o e
a r io s o r is p e tto a ll’ e s o rd i o , g ra z i e s o p ra t tu tto a u n a ma g g io r e a t t e n z i o n e p e r i p a rtic o la r i. M a s o n o le im m e d i a t e m e l o d i e p o p
d e lla ma g g io r p a r te d ei b ra n i , i m p re z i o s i t e
da liriche sentimentalmente (auto)ironiche
costruite con memorabili giochi di parole,
a c o n s a c r a r e me r ita ta m e n t e D e n t e c o m e u n o
dei nuovi fenomeni della canzone italiana
c o n te mp o r a n e a . I n b ili c o p e rfe t t o t ra t ra d iz io n e e mo d e r n ità . Eg l i d e fi n i s c e i l p ro p r io c a n ta u to r a to “ ita li a n o p e r n a t u ra e p e r
p r in c ip io ” . “ P e r m e è s t a t o n a t u r a l e u s a re
q u e s t a l i n g u a , p e rc h é l ’ h o s e m p re p a r l a t a
e d è q u e l l a c o n l a q u a le m e g l i o m i e s p r i m o .
I n o ltre , c re d o c h e in I t a l i a c h i s c r i v e i n In g le s e tro v a m o lte p o r te a p e r t e d a p a r t e d e l l e
e tic h e tte , m a ta n te o re c c h i e c h i u s e d a p a r t e
d e l p u b b lic o . A b b ia m o t u t t i n e l D N A l ’i m m e n s a c u ltu r a m u s ic a le It a l i a n a , m a q u a n d o
u n o d e c id e d i fa re m u s i c a s i d e v e p e r f o r z a
a tta c c a re a m o d e lli s tr a n i e r i . N o n s o , s a r à
p e rc h é s c r iv e re in in g le s e è m o l t o p i ù f a c i l e
o p e rc h é i g r u p p i s t r an i e r i c h e c i p ro p o n e
la tv sono tutti fighi e hanno la piscina. Io
p e n s o c h e S e rg io E n d r i g o s i a m o l t o p i ù f i g o
d i Le n n y Kr a v itz ” . C h e a l t r o a g g i u n g e r e ?
L’ a v e v a mo d e tto c h e q u a n d o m o rd e l a s c i a i l
s e g n o . D a p o c o è u s c ito i l s u o n u o v o EP L e
c o s e c he c o nta no ( i n s p a z i o r e c e n s i o n i ) .
Andrea Provinciali
SA 49
DROP OUT
Poesia
post-nucleare:
Le
luci dell a centrale
elettrica
“ L e l u c i d e l l a centrale elettrica sono state
a cce se d a m e in un pom eriggio trop po lung o e t ro p p o a zzurro com e progetto di c ant a u t o ra t o d e n uclearizzato. U n cantautorato
[ . . . ] c h e n o n t rascuri le distorsioni sature,
l e f ra si u rl a t e , i ritm i ossessivi”.
Un n o m e , u n i mmaginario, una dich ia r a z ion e d i i n t e n t i senza mezzi termini, postata
d i re t t a m e n t e su My Space: L e lu c i de lla
cen t r a l e e l e t t r ica. “Guardandomi attorno,
a F e rra ra , d i rei che sono una delle cose c he
s i n o t a d i p i ù . Le trovo spettacolari. Con i
mi ei a m i c i a n davam o a fum are guardando
q u el p a n o ra m a.”
Nasce tutto nella cittadina estense, e non è un
caso. Città delle biciclette conosciuta in tutta
Europa ma anche polo industriale ed energetico
di prima categoria: la
chimica, l’inceneritore
e, appunto, la centrale
elettrica. E’ sufficiente
farsi un giro sull’A13
per rendersene conto:
arrivati all’altezza di
Ferrara si viene quasi
rapiti dalle dimensioni
mastodontiche di tutto
l’impianto, un fascino
mescolato a repulsione, meraviglia, disagio, timore. Un mix di
sensazioni
offuscato
dal fumo delle ciminiere che ad occhi stranieri parla di decadenza, degrado, invasione degli spazi. Un paesaggio urbano estremo che per Vasco Brondi,
titolare del progetto, ha invece un sapore del
tutto diverso: “Io cerco di guardarmi de nt ro e a t t o r n o . Quelli sono i nostri posti, i
p o s ti i n c u i c e rchiam o di costruire le nostre
c o s e , a b b r a c c iarci alle finestre che danno
s u l le d i s c a r i c he, disegnare sui cavalcavia
p er f a rl i d i v e ntare più sim patici. Q u e sto mi
i n t e re s s a , n o n una generalizzata la mentela
s ul l a b ru t t e zza architettonica”. P unti di vis t a d i ff e r e n t i , accomunati tuttavia da se ns a z i o n i f o r t i . Le stesse che hanno spinto il
N o st r o a p r e n dere in mano la chitarra per
p a r l a r e d i c i ò che ha attorno, in una sorta di
aut o - a n a l i si c o nsumata tra “piogge a c ide ” e
“pozzanghere”, “saracinesche a b b a s s a t e ” e
“ dir a ma z ioni a utostr a da li” , “ c a s e p o p o la r i”
e “binari morti”, “cassonetti in f i a m m e ” e
“ oc c hi di c r iptonite ” . Una poe tic a d ’ a s f a lto
e cemento che non fa sconti, co l p i s c e d u r o ,
r ile gge l’ impe gno in c hia ve e sis te n z ia le , a s sumendo infine i connotati di u n a c a n z o n e
d’ a utor e sui ge ne r is. I nte r r oga to a p r o p o s ito
de l suo r a ppor to c on i c a nta uto r i c la s s ic i,
Br ondi r isponde in que sti te r m in i: “ L i h o
sempre ascoltati parallelament e a i g r u p p i
punk-hc degli anni Ottanta e ad a l t re c o s e
div e rsissime . Li ho se mpre trov a ti fa m ig lia ri. De Andrè , De Gre gori, Pie ro Cia m p i, Le o
Fe rrè , Battiato, Rino Gae tano: li h o s e m p re
in te sta.” Dei tanti, ci pare di poter dire, soprattutto Gaetano, chiamato in causa dalle ruvidezze del cantato quanto dal taglio disilluso
di certe liriche: “Io penso che la somiglianza
sia soprattutto dovuta
al mio timbro di voce,
che è una cosa involontaria. Non t ro v o
affinità c o n lu i s e n o n
per due o t re c a n z o n i .
Lui riusci v a e d e s s e re
alle gro an c h e p a r la n do di cos e p ro f o n d e .
Questa co s a – c h e m i
piac e - a m e m a n c a . ”
Sarà. Fatt o s t a c h e è
quella la t r a d i z i o n e
che riviv e n e i b r a n i
del Nostro , e s p o n e n t e
suo ma lgr a d o d i u n a
nuova sc hie r a di music isti di c o n f in e a ttr a tti, sì, dalla canzone d’autore m a a l t e m p o
ste sso inte r e ssa ti a r innova r la :“ S e p e r c a n zoni d’autore s’intendono canz o n i d e c e n t i ,
sì, fortunatame nte ne e sistono a n c o r a . D e n te, Giorgio Canali, Massimo Z a m b o n i , g l i
Altro, il Truc e k lan, pe r e se mpio , fa n n o c a n zoni stupe nde .”
A dar forma ai brani dell’esordio discografico
dell’artista ferrarese – Canzoni da spiaggia
deturpata, in uscita a maggio, in recensioni
– pensa Giorgio Canali, talmente rapito dai
testi di Brondi da spingersi a lodarlo senza
mezzi termini: “Ci ho messo un anno a scrivere i miei testi, se l’avessi conosciuto prima
gli avrei chiesto di scriverne la metà e in sei
mesi avremmo regolato il problema. [...] Dal
punto di vista della scrittura e della brillanza
mentale è fantastico. E’ la cosa più interessante che ho sentito negli ultimi dieci anni.”
Una dichiarazione di stima che, nell’immediato, si trasforma nel tentativo, riuscito, di
ravvivare le trame scarne del giovane musicista ferrarese ricorrendo a chitarre elettriche,
effetti assortiti, arrangiamenti capaci di imprimere al tutto una necessaria accelerazione
formale. Poche parole che sul lungo periodo,
lasciano presagire interessanti sviluppi.
Fabrizio Zampighi
C a n z o n e d ’ a u t o r e 2.0: l a g l o c a l i z z a z i o n e d i
M y S pa c e
L’età dell’oro musicale italiana è sicuramente
rappresentata dalla canzone d’autore, promossa da artisti come De André, Tenco, Ciampi,
Battisti, Gaetano…. Un’epoca musicale, quella, che donò profondità e valore culturale a
un Paese storicamente sempre in lotta con se
stesso, nella quale le persone si identificavano e rispecchiavano. Difficile, oggi, credere
alla formazione di un movimento artistico in
Italia in grado di catalizzare le ansie, i sogni,
la rabbia e le emozioni della maggior parte
delle persone tramite l’urgenza comunicativa
di canzoni tanto semplici e melodiche. In un
mondo dove la complessità impera sovrana,
dove le cose corrono sempre più veloci, dove
è facile dimenticarsi di tutto e tutti, risulta
addirittura spiazzante il solo pensarci. Ma,
paradossalmente, proprio la sempre più avanzata evoluzione tecnologica, la rivoluzione di
Internet, l’avvento del web 2.0, hanno finito
per agevolare un certo ritorno al passato. Non
dal punto di vista sociale, ma da quello musicale. Si pensava che MySpace fosse la vera
testa d’ariete in grado di abbattere qualsiasi frontiera linguistico-culturale. Si pensava
davvero che grazie ad esso, musicalmente,
anche l’Italia sarebbe potuta diventare come
la Svezia: capace cioè di conquistare il mondo – quello anglofono, ovviamente – con nuovi talenti (poco italiani). Invece, è successo
il contrario. La globalizzazione di MySpace
ha finito per evidenziare i particolari, le peculiarità del singolo: ha sviluppato la glocalizzazione. Ba s ta s c o r r e r e tr a le mir ia d i d i
p a g in e v ir tu a li d a lle q u a li è c o mp o s to , p e r
a c c o rg e r s i d i s iff a tta te n d e n z a . Basta andare, ad esempio, sul MySpace (myspace.com/
lelucidellacentraleelettrica) de Le luci della
centrale elettrica per verificare che sul web si
sta costituendo una vera e propria scena musicale. Guardate tra gli amici linkati: molti
di essi sono autori, che a loro volta rimandano ad altri autori, in una catena infinita. Così
viene a formarsi una folta schiera di nomi da
tenere d’occhio, più o meno conosciuti, quasi
tutti disoccupati: 33ore, Camera66, FolkTronicOpera, Carmelo Amenta, Vittorio Cane,
4fioriperzoe e via dicendo. Affiancateli ora
ai vari Baustelle, Bugo, Dente, I Cosi, Non
voglio che Clara, Artemoltobuffa, Babalot,
Marta sui tubi, Berto e molti, molti altri, e
capirete subito quale importanza questo possibile movimento potrebbe raggiungere. Cosa
li accomuna? L’età anagrafica e una voglia
matta di comunicare in italiano, con un approccio che ricorda da vicino quello della
canzone d’autore ma è al tempo stesso contaminato dalle influenze musicali più disparate.
Così, quell’eredità artistica lasciata dai mostri sacri della canzone italiana che per molti
anni è stata come dispersa e smarrita - a parte rare e isolate eccezioni -, sembra tornare
in auge proprio grazie a MySpace. Oggi lo
sviluppo tecnologico permette di fare dischi
in casa senza grandi spese e di pubblicarli
dopo qualche ora sul web mettendoli così a
disposizione di tutti e in tutto il mondo. Chi
si poteva permettere una cosa del genere solo
una decina d’anni fa? Se a ciò si aggiunge
anche un ritorno a certa semplicità stilistica
e a una più immediata urgenza comunicativa,
parlare di una nuova canzone d’autore non è
poi così fuori luogo. Prendete ad esempio il
livornese/bolognese Marcello Petruzzi, unico
titolare del progetto 33ore: nonostante collaborasse già con i Caboto e i Franklin Delano,
ha sentito l’esigenza di mettersi in proprio,
declamando testi in lingua madre su un folkblues acustico molto autoriale e registrato in
casa. Ancora senza contratto discografico, il
Nostro, grazie proprio al suo MySpace, (myspace.com/33ore), si è già fatto conoscere e
apprezzare da critica e pubblico, riuscendo ad
aprire, non a caso, alcuni concerti de Le luci
della centrale elettrica. Ecco, è proprio questa interazione - sia virtuale che reale - a far
ben sperare per un futuro migliore della musica italiana: la canzone d’autore 2.0.
Andrea Provinciali
SA 51
RECENSIONI
AA.VV. – Boogy Bytes Vol. 4 Mixed
By Ellen Allien (Bpitch Control /
Audioglobe, 24 marzo 2008)
G e n e r e : c o m p i l at i o n p o s t - m i n i m a l
Pe r c hé la minima l non f inisc a ne l d ime n tic a toio de gli stili e de lle mode sta g io n a li, s e rvono delle compilation che vad a n o “ o l t r e ”
e spinga no i c onf ini de l ge ne r e . G ià a c a p o
de lla Bpitc h Contr ol, la boss be r lin e s e p r o va a f a r e il botto c on il qua r to v o lu me d e lla
se r ie Boogy Byte s. Dopo la pr o v a imp o rta nte de llo sc or so a nno sul pa lco d e l Fa b r ic
londine se , la e a sy la dy de l min ima l to r n a a
casa e stampa un disco eccelle n t e , q u a s i a
live llo de gli ultimi Villalobos o A g o r ia p e r
qua nto r igua r da l’ e te r oge ne ità d e lla p r o p o sta . Si pa r te c on un gioc o di v o c i e d i e f f e tti spe r ime nta li de lla c ompa g n a d i la v o r o
( ne ll’ immine nte Sool) AGF, pe r g ir o v a g a r e
poi attraverso una minimal ch e p r e s c i n d e
molte volte da lla c a ssa e da l ba s s o , c o n c e n tr a ndosi sulle me lodie ( M y Cub e , With d r a wal) , sui c r e sc e ndi misur a ti ( stu p e n d o e c a ldissimo que llo in Nitzi), sulle s u g g e s t i o n i
da club (ripescate in famiglia co n l ’ a i u t o d i
Sasc ha Funke ) e sulle a tmosf e r e d a c lu b p iù
c hic c he ma i ( A1, I n The Nook ) .L’ a s tr a z io n e
osse ssiva de lla Allie n r ipor ta in ta v o la mo lti de gli stile mi de l ge ne r e se nz a s ta n c a r e .
Ave ndo già a sc olta to il nuovo d is c o d i p e z z i or igina li, possia mo dir e c he la D J te d e sc a osc illa “ a pa r i me r ito” tr a la f ig u r a d i
pr oduttr ic e /mixa tr ic e e que lla d i c o mp o s itrice. In bilico tra i due mondi: c o n d i z i o n e
na tur a le pe r i più impor ta nti e lec tr o mu s ic isti che dicono ancora qualcosa d i n u o v o . I
tempi cambiano, e ormai non si p u ò e s s e r e
solo br a vi ne l tur nta bliz m; il gus to in s o mma
pa ssa da l se le c ting a l c omposin g . O n ly th e
strong will surv iv e , diceva qual c u n o . E l l e n
ha la c or a z z a dur issima , e sa r à d iff ic ile c o n quista r e il suo ( e da qui in poi a n c h e u n p o ’
nostr o) z e itge ist music a le .( 7.5/1 0 )
MGMT
Marco Braggion
MAUVE
Maggio
Aline de Lima - Açai (Naive / Self, 9
maggio 2008)
G e n e r e : n e o b o ss a
A due a nni da ll’ e sor dio Arre b o l, p r o d o t t o
da Vinic ius Cant uar ia, la tr e n te n n e b r a s ilia na ma pa r igina d’ a doz ione Alin e D e L ima
torna a far vibrare le trepide c o r d e b o s s a
d e lla p r o p r ia v o c e - a n ima . Sta v o lta la b e lla c a n ta n te e a u tr ic e “ mo r e n a ” h a s c e lto d i
f a r s i p r o d u r r e d a l p o lis tr u me n tis ta J un M iy a ke , i l c u i m o r i g e r a t o e t n o m o d e r n i s m o s i r ic o r d in o le s u e c o lla b o r a z io n i c o n A r t o
Linds a y , D a v id Sa n b o r n e Ca n tu a r ia s te s s o
- c o n d u c e il s u o n o d a lle p a r ti d i u n a d is in v o lta e s s e n z ia lità a b a s e d i v ib r a f o n o , o rg a n o , c h ita r r a , p e r c u s s io n i, r a r i a p p liq u e s s in tetici ed archi evocativi come fantasmi di
c e llu lo id e . Si v e d a M a r in - p e c h e u r , s o r ta d i
mir a g g io Go ldf r a pp s c r e z ia to d i a b b a n d o n o
N ic k D r a ke , e a n c o r p iù A d e u s s o lid a o , c o i
c o n tr o c a n ti c a lig in o s i e tu tto u n r imb o mb a r e ma d r e p e r la c e o a tr a tte g g ia r e u n a ir r e a ltà
s tilis tic o - p o e tic a d e g n a d e lla p iù in a ff e r r a b ile C ibe lle .
L e me lo d ie a lte r n a n o s e to s o d is a r mo ( c o me
n e lla s tu p e n d a So m o m in g e n tin g h a r h a n t,
d o v e la c h ita r r a s i c o n c e d e u n b r e v e a s s o lo q u a s i St e e ly D a n) e a rg u z ie in d o le n z ite
( v e d i la b r io s a La d e ir a d e p re g u iç a ) , d is imp e g n a n d o s i a l me g lio in Q u e m s o u - me s tizia minimale drappeggiata dagli esotismi
del kora, come a suggerirlo quale atavico
predecessore del più consono bandolim - e
in q u e lla M u n d o ilu s o r io c h e s i s p a lma ja z z y e d ime s s a c o me la M a r is a M o nt e d i I nf inito p a r tic ula r .
La ragazza ha una voce non eccelsa ma la
utilizza con grazia, misura e passione, la
q u a l c o s a r e n d e l’ a s c o lto u n ’ e s p e r ie n z a a p p a g a n te ma lg r a d o la s c r ittu r a a mo me n ti r isaputa e almeno un azzardo - quella specie
d i Sha kir a r u r a le in Ca n to m o r n o - n o n p r o p r io r iu s c ito ma a s s o lv ib ile . ( 6 . 8 /1 0 )
Stefano Solventi
Amavo – HappyMess (FromScratch,
marzo 2008)
Genere:
m at t r o c k
Agatha – Getting Dressed For A Death
Metal Party (Wallace, febbraio 2008)
Genere: noise-core al femminile
A ltr o c h e s e s s o d e b o le . Pr e n d e te q u e s ti d u e
d is c h e tti, p iu tto s to b r e v i ma in te n s is s imi.
Amavo e Agata rinvangano la memoria del
tempo delle riot gggrls, ma lo rievocano a
p a la te in te s ta .
Sc h iz z a te e n e v r o tic h e le p r ime ; u n d u o v e neto che si diverte a rievocare gli spasmi
schizoidi delle Free Kitten e compagnia
d a n z a n te . G r e z z a me n te n o -w a v e i n a p p a r e n z a , ma in r e a ltà r ic e rc a t e o l t re o g n i l i m i t e : c h e s i a n o g l i i n tr e c c i s p a s t i c o - v o c a l i
d i Ca r n iv a l, le a s tr u s e ri e fre e -fo rm (l e s s ) i n
c r e s c e n d o d i O y s te r o i l b a c c a n a l e u b ri a c o
d i B a d R o s e . M a a d a r re t t a a S i l v i a (c h i ta r r a ) e A n n a ( b a tte r ia ), H a p p y M e s s s u o n a
e s a tta me n te c o me le p ro t a g o n i s t e d i A m a v o : f r e n e tic o , imp r e c is o , ru v i d o , c a t t i v o e
poi dolce, curioso, festosamente ubriaco,
caracollante, inciampante, asequenziale e,
a g g iu n g ia mo n o i, c o n u n a p re p u b e ra l e c a r ic a n a if c h e v ie n e v o g l i a d i d e fi n i rl e m a t t
ro c k .
A g a th a in v e c e s i r ip r es e n t a n o d o p o G r e e ting Fr o m SSG ( Wa l l a c e , 2 0 0 5 ) c o n u n m i n i
d a 4 s o li p e z z i, e d è u n p e c c a t o . P e rc h é s e n tir e s f e r r a g lia r e le c h ita rre e ro m b a re l a s e zione ritmica in questo modo è un piacere
p e r l’ o r e c c h io . Ris a le a g a l l a t u t t o l o s p o rc o
possibile dei novanta, midwest e east coast
a me r ic a n e s o p r a ttu tto . A m p h e t a m i n e R e p t i le e N e w Yo r k , n o is e , ro c k , c o re , p o s t , h c ;
p r e n d e te i v a r i p r e o s u ffi s s i e m e s c o l a t e l i a
c a s o . Sta r a n n o s e mp r e b e n e a l l a m u s i c a d e l le A g a ta , c e n e r e n to la d e l n o i s e p ro n t e a d i n d o s s a r e i v e s titi s c iu p a t i d a l l ’a b b ru t i m e n t o
c h ita r r is tic o p e r il lo r o d e a t h m e t a l p a r t y .
Roba trafugata di nascosto dal guardaroba
Unsane. Inoltre hanno dalla loro anche un
s e n s o d e ll’ u mo r is mo n i e n t e m a l e , v e d i t i t o l i
e te s ti. Br a v is s ime . ( 6 .5 / 1 0 )
S t e f a n o P i ff e r i
Awesome Color – Electric Aborgines
(Ecstatic Peace, maggio 2008)
Genere:
rock retro
Tall Firs – Too Old To Die Young
(Ecstatic Peace, maggio 2008)
Genere: folk-pop
Co r s i e r ic o r s i d is c o g r afi c i c i fa n n o ri p i o m b a r e s u l l a s c r i v a n i a l ’ a c c o p p i a t a Aw e s o m e
Co lo r e Ta ll Fir s a d u n a n n e t t o q u a s i d i d i s ta n z a d a i r is p e ttiv i d e b u t t i .
I p r imi, p o w e r tr io d a l M i c h i g a n m a a d o t t a t i
d i Br o o k ly n , r ito r n a n o c o l l o ro ro c k ré t ro a
f o r t i t i n t e b l u e s y e a vo l u m i d a n o i s e - r o c k .
Ele c tr ic Ab o r g ine s è u n p o ’ p i ù fo c a l i z z a to r is p e tto a l p r e s c in d ib i l e e s o rd i o : i t ro p p o
p a le s i r if e r ime n ti a g li S to o g e s s i s t e m p e ra SA 53
RECENSIO
highlight
The Black Angels – Directions To See A Ghost (Light In The Attic, 13 maggio 2008)
G e n e r e : ps y c h / d a r k - r o c k
C i s o n o dischi che uno ascolta e sente emergere delle semplici valutazion i , a p a r t i r e d a q u e l l a b a s e
– m i p i a ce, non mi piace. Ci sono altri dischi che, però, non dico che pres c i n d o n o d a q u e s t o l i v e l l o ,
m a r e n d ono possibile un discorso diverso. Uno scorre le tracce e si ritrova e s t r a n i a t o a f a r e p e n s i e r i
c h e a b b r acciano fette intere di storia del rock - non necessariamente perc h é l e c a n z o n i i n q u e s t i o n e
st i a n o c a mbiando quella storia , a nz i, a l c ontr a r io, pe r c hé c i r ipor ta no d e n tr o a ll’ a ltro ie r i tr a s c in a n d o n ell’elucubrazione anche e spe r ime nti di r e c upe r o più r e c e nti. Dire c tio ns To Se e A G ho s t d e i
Bl a c k A n gels fa parte di questa schiera di album (così come, in manier a a p p e n a i n f e r i o r e , f a c e v a
i l p r e c e dente P assover), che p otr e mmo c hia ma r e “ c onnota tivi” ; e ha porta to , c o me v e d r e mo p r o s s i m a m e nte, noi di SA a ragionare un po’ più a fondo.Un conto è cioè se n t i r e , i n u n r o c k p r o d o t t o
n e l l ’ o g g i m a ancorato a inequ ivoc a bile tr a diz ione , e c hi sa bba thia ni, il so lito s e r p e n to n e s tr is c ia n te mo r r is o n ia n o , la p s ic h e d e l i a d e l B arrett floydiano. Altr a c osa è r ipr e nde r e – ne lla c ope r tina , ne ll’ e s te tic a , n e lle s c e lte mu s ic a li – g li Spa c e m e n 3 ,
o se g u i r e – a partire dal logo e de ll’ a de sione a l Committe e to Ke e p Mus ic E v il - la p a r a b o la d i A nt o n N e w c o m be e d e i s u o i
Br i a n J o n estow n Massacre. I l r isulta to è – a titolo d’ e se mpio – la music a d i M is s io n D is tr ic t, c o n q u e l f i n a l e c h e g i o c a c o n
l e sc a l e , m aggiori e minori, con gli a c c or di, c ome f or ma music a le de l dub b io a rg o me n ta tiv o – d e l tip o “ fin ia m o c o n u n a c c o rd o m a g giore o m inore?”.
S u l l a st essa linea 18 Years fa sua la f ilosof ia de i Dadam ah (specie per la t a s t i e r a a n n i ‘ 6 0 i n s o r d i n a ) , m a o v v i a m e n t e è c o m e
e s s e r e f igli dello stesso padre, l’ovvio velluto sottoterra. E, a confermare l a f r a t e l l a n z a c o n l a s c e n a a u s t r a l i a n a , e c c o i l r a g a
d i D e e r- Ree-Shee – o quello di Ne v e r/Ev e r, c he iniz ia lme nte se mbr a una s in e rg ia tr a D a nie l Hig g s e J o hn C a le , m a p o i d i v e n t a
– e n o n c i sorprende – un resumè psic he de lic o c he c onte mpla la te c nic a d e i p r imi P ink F lo y d.
A b b i a m o capito il m eccanism o , e , gioc a ndo sul qua si- pa ssa to, inc r oc ia mo p e r s in o g li I nt e r po l (Yo u O n Th e R u n ) , n e l l a v o c e ,
n e l l a p r oduzione d’effetto, nella grandiosità, nell’aura di melodrammatic a e i m p o s t a t a s e r i o s i t à . L’ e s s e r e p a s s a t i s t i d e i B l a c k
A n g e l s è insom m a la punta di un ic e be rg, c ome si suol dir e , e noi, in ques ti c a s i, s ia mo s o liti in d a g a r e . ( 7 . 1 /1 0 )
G a spare Caliri
n o ( v o c e d i D erek S tanton a parte) me ntr e la
d i re z i o n e m u sicale si fa più esplicita me nte
g r u n g e - o r i e n t ed, sfiorando a volte i lidi di
u n si m i l h a r d - r ock cafone e fieram ente a me ri ca n o . D i c i a mo più MC 5 che S tooge s, c on
u n a sp r u z z a t a di southern rock che ma le non
fa e f u z z a g o - g o. L ievemente m eglio r ispe tt o al l a v o l t a scorsa ma c’è da lavorar e se si
cerc a l ’ o r i g i n a lità. Se invece si conside r a
e n e rg i a e s u d ore, beh, sarebbero promossi.
(6 . 0 / 1 0 )
L’alt r o t e r z e t t o sem pre new yorchese r iba dis ce l e o t t i m e i mpressioni destate dal pr e c e d ent e a l b o o monimo. Folk elettrico di f ond o , b e l l o c o m patto e coinvolgente, su l qua le
i t re a l t i a b e t i giocano di fino smarcandosi
d a i c l i c h é d i genere. In punta di corde o in
e s p l o s i o n i m a i gratuite o autocompiacenti,
c o n u n a n d a m ento a volte narcolettico, ma
m ai so n n o l e n t o, baciati in fronte da u na se ns i bi l i t à p o p m o lto pronunciata, i nov e pe z z i
d i To o O l d To D ie You n g mostrano un gr up-
po adulto non solo anagraficam e n t e , c o m e
da a utoir onic o titolo. Ca pa c e c i o è d i me ta boliz z a r e un va sto r a nge di inf l u e n z e s e n z a
ma i f a r ne tr a spa r ir e una più de lle a ltr e . Ch e
sia Ne il Young o Towne s Van Za ndt , d e i
M udhone y a f a r i spe nti o de i S o nic Yo ut h
de lla ma tur ità ( le ggi c la ssic a me n te r o c k ) in
sa lsa a gr odolc e ( i 5 ma e stosi mi n u ti d i Wa rriors) . I nte nso, intimo e a suo mo d o s p e r ime nta le . ( 7.0/10)
S t e f a n o P i ff e r i
Bardo Pond – Batholith (Three Lobed
Recordings, marzo 2008)
G e n e r e : r o c k ps i c h e d e l i c o
Dopo l’ a sc e sa f ino a l lor o pe r s o n a le c a p o la vor o Lapse d, e la discesa ver s o l ’ i n f e r n o
de lla noia e siste nz ia le c on tutti i d is c h i s u c c e ssivi, i Ba r do Pond r e c upe r a n o ma te r ia le non de l tutto ine dito ma ma i p u b b lic a to ,
e me ttono in pie di Batholith, l’ a lb u m c h e
tenta la risalita quando è forse t r o p p o t a r d i .
Per noi come per loro. Messe da parte le
v e lle ità f o lk - a c u s tic h e d a s o n n o le n z a , i r a gazzi sfruttano tutti i trucchi del mestiere:
i l r i ff S a b b a t h - i a n o r a l l e n t a t i s s i m o ( m a f i n
tr o p p o r ip u lito d a o g n i s e n to r e d i o s c u r ità )
in P u s h Ye r H e a d , la n e n ia a c id a n e ll’ in iz ia le A Tu n e , e q u a lc h e v a g ito s h o e g a z e n e lla
p iù me lo d ic a S lip Awa y , e l’ o v v ia ja m s p a z ia le in c h iu s u r a S s h , d ie c i min u ti d i n e c e s sari feedback e lsd per l’unico risultato da
r ic o r d a r e .
Po c o d a a g g iu n g e r e a lla s e n ilità s e n o n c h e
n e i d u e b r a n i c e n tr a li d e lla tr a c k lis t la te s s itu r a d e llo s c e n a r io p s y c h li v e d e d u e s p a n n e s o tto g li Ea r t h me n o s u g g e s tiv i.
Se c o n d o i p ia n i, Ba tho lith d o v r e b b e v e d e r e
i Ba r d o Po n d to r n a r e a d a v v o lg e r e e s c o n volgere con una sana paranoia acida, ma i
r is u lta ti p o r ta n o p iù a l te d io in te r lo c u to rio che ad un trip degno di questo nome.
( 5 . 0 /1 0 )
Gabriele Maruti
Be Your Own Pet - Get Awkward (XL, 17
marzo 2008)
Genere: punk and roll
N o n s i c a p is c e q u a n t o c o n s a p e v o l m e n t e ,
questo giovanissimo quartetto americano
al secondo disco qualche pensiero lo dà ti
s c o p r i a d o ma n d a r ti q u a n t o c i a b b i a m e s so - risposta: una trentina d’anni circa - la
Ca lif o r n ia p e r in f iltr a re n e l l ’a n t i c o n e m i co MTV il suo angoloso punk & roll. Ben
v e n g a a n c h e a p r e s c i n d e r e c h i t r a ff i c a c o n
materiali un tempo estremisti e oggi ormai
classici: è la storia del gusto che si muove
e occorre farsene una ragione. Allo stesso
mo d o n o n v a le s tu p ir s i s e q u a t t ro g i o v i n a s tr i d i N a s h v ille tr o v an o i n Av e n g e r s (v i r a ti o r r o r if ic a me n te in Z o m b i e G r a v e y a rd
P a r ty ) e X ( W h a t’s Yo u r D a m a g e ; i l g i o i e l lin o B e c k y r i v e r b e r a g l i a n n i ’ 5 0 d e n t r o l a
s c ia d i A d u lt B o o k s ) l a p r o p r i a l i n f a v i t a l e
( ma i c o r e tti d i B lu m m e r Ti m e s a n n o p a ra dossalmente di working class londinese…).
Pa r a g o n i imp e g n a tiv i, n e c o n v e n i a m o , s e b b e n e in e v ita b ili n e i c o n fro n t i d i c h i i n d o s s a
c o n s f r o n ta ta d is in v o lt u ra i l p ro p ri o b a g a g lio d ’ in f lu e n z e . Pr e n d e t e l i c o m e b l o c c h i d i
p a r te n z a a llo r a , d a s p o l v e ra re c o n u n o s t i l e p i u t t o s t o p e r s o n a l e c h e e m e rg e c o n g l i
ascolti e si somma allo smarrito cinismo
o d ie r n o . Q u e l s e n to r e c h e t i c o n v i n c e a n o n
c o n s id e r a r e Be Yo u r Ow n P e t u n a p a n t o m i ma , s e mma i u n g r u p p o s t a fa c e n d o s o l o c i ò
c h e p iù g li a g g r a d a s e nz a s t a rc i t a n t o a p o n d e r a r e s o p r a . L e te o r ie e i s o fi s m i l i l a s c i a no agli europei, loro, alle nostalgie per il
Se tta n ta s e tte c h e g r a ff i a v a d a v v e ro e a d e s s o
s c o r r e c o me a c q u a f r e s c a . A n o i , i n s o m m a ,
p r ima s c e ttic i e p o i c o n v i n t i a s u ffi c i e n z a
e o ltr e d a ll’ ir r u e n z a in d u b i t a b i l m e n t e fi g l i a
d i me mo r ie h a r d c o r e ( Bl o w Y r Mi n d ; F o o d
F ig h t;) o r io tto s e ( Cre e p y C r a w l : u n a g g i o rn a me n to d e lla mitic a N a u s e a ; l o s c h i a c c i a s a s s i B itc h e s Le a v e ) . C a p a c e a d d i r i t t u r a d i
imma g in a r e r a ff in a te z ze c o m e g l i S mi th s a
b r a c c e tto d i So c ia l D i s to r ti o n d e l c a p o l a v o r o Yo u ’ re A Wa s te o i c e n t ro t re n t a c i n q u e
s e c o n d i d i f ila s tr o c c a a d re n a l i n i c a e d e c h i
P ix ie s H e a r t Th ro b . P o c o p i ù d i m e z z ’ o r a
a r o t t a d i c o l l o i n a u g u r a t a d a l r i ff s t o n i a n o
f u o r i d a i b in a r i d i B la ck H o l e e c h i u s a d a l l a
s a r a b a n d a r o v e n te me n t e fe s t a i o l a T h e Be a s t With in , a d a tta a c h i t ro v a g l i Ye a h Ye a h
SA 55
RECENSIO
Yeah so p r a l e r ighe ed eccessi di buo ne ma n i er e i n g i r o . U n catalogo di deraglia me nti
c h e m a i s c a d ono in caciara tanto sono ben
con t r o l l a t i , u n altro bel colpo dopo que llo
d e l l ’ e s o r d i o d a parte di una formazione cui
m a n c a u n n o n nulla per centrare l’album: la
s t off a c ’ è e l ’ età pure. N uovo? P unk! Ame ri ca n o . ( 7 . 0 / 1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
Big Sleep – Sleep Forever (FrenchKiss,
maggio 2008)
Genere: indie-rock
Non so n o t r a i preferiti di P itchfork , que sti
t re n e w y o r c h e si, e già di per sé sarebbe c osa
b u o n a e g i u st a. A d essere ruffiani lo sono e
t ant o , a sc o l t a t i i suoni provenienti da que sto
s e c o n d o a l b u m. Forse è solo una questione
d i a n t i p a t i a p e rsonale, quella che ha por ta to
l a b i b b i a d e l l ’ underground-w eb (!!! ) a boc ci ar e S l e e p F orever. Sia come sia, resta la
m u s i c a , q u a n t o mai varia. Essenzi almente
s t ru m e n t a l e , s enza precisi punti di r if e r im en t o , o n d i v a g a e etimologicamente e c c e nt ri ca r i sp e t t o ai del rock indie attuale . Molto
g ran d e m e l a , t r a rigurgiti psych e se nsibilit à d a s p a c c a l egna noise-rock, rievocazioni
s t r u t t u r a l m e n t e shoegaze ed elaborazioni
p o s t - r o c k a c i de, epic-free e bignamizzate,
d i s to p i e p o st - p unk e rifferama hard por ta to
al l ’e c c e sso .
Nul l a d i e c c e l so, m a se consideriamo a lme n o u n p a i o d i pezzi che, citazionis ti e de ri v a t i v i q u a n t o si vuole, restano inc olla ti
al p r i m o a sc o lto (una P inkies al gu a do tr a
remi n i sc e n z e H usk er D u e shoega z e r um o r o so ; u n a Big B lood celestiale e feroce)
ecco f a t t o u n g ran bel dischetto. Sen z a pr e s un z i o n e n é st ravaganze arty, ma con molta
energ i a . ( 6 . 5 / 10)
S t e f a n o P i ff e r i
Black Dog - Radio Scarecrow (Soma, 7
aprile 2008)
G e n e r e : IDM
I l pu r i s m o I D M. Gli Autechre degli esordi
(S et To R e c e i ve). Il lato ambient de ll’ a utob ahn d e t r o i t i a n a. Ken D ow nie, unic o me mb r o d e l l o s t o r ico triumvirato (gli altri due
h a n n o f o r m a t o i non proprio idilliaci Plaid),
ri t o r n a c o n i fratelli D ust dopo Sile nc e d,
p ro v a n u m e r o due dei rinati B lack D o g ma r k
III. Tocca ripeterci: siamo per l ’ e n n e s i m a
volta da lle pa r ti de i pr imi Novan ta , c o n titoli a r a c c onta r c i tutto sulla c o n s a p e v o le z z a de lla f a c c e nda ( l’ a c id c onge l a ta d i Tr a in
By The Autobahn, il c onc r e tismo d i D i a l s
& Diale rs 1) e modi c he r ive n d ic a n o c o n
fierezza quello che non era me r a m e n t e u n
territorio di ricerca bensì uno s t i l e d i v i t a
notturno, oltre la “chillout”, al d i l à d a l l e
e tic he tte - insulto c ome “ music a p e r d e c o mpressione”.
Me sc ola ndo sa pie nz a e r innova ta p a s s io n e ,
Downie rifiuta relax e medita z i o n e p e r i
Bla c k Dog, i suoi nuovi c ompa g n i d i v ia g gio de l r e sto s’ inse r isc ono ottim a me n te , e in
due a nni di la vor i Radio Sc are c r o w s e n o n
è memorabile va ben oltre que l “ d e g n o d i
nota ” c he si r e ga la a tutti. La tr a c k lis t in o ltr e è lunghissima e non c ’ è solt a n to d ila ta zione ma anche ricognizione co n 4 / 4 s c u r i
c ome la pe c e ( Silliphe r). In pi ù , u n b r a n o
e sa lta nte c ome Floods v 3.9 (p r a tic a me n te gli Aut e c hre di Anv il Vapre) e d e p i s o d i
c he f a nno c a pir e c he il dubste p è u n te r r e n o
con il quale non si può più far e a m e n o d i
c onf r onta r si ( Be e p). Se non ave t e v o g l i a d i
I DM pe r ò la sc ia te sta r e . ( 6.8/10 )
Ed o a r d o B r idda
Bugo – Contatti (Universal, aprile 2008)
Genere: electropop
Nove album in otto anni. Nien t e m a l e p e r
un cantautore italiano. Niente m a l e p e r u n
r a ga z z o c he sc r ive , a r r a ngia e s u o n a c h ita rr a , ta stie r e e e le ttr onic he . Me ttia mo c i p u r e
c he LP dopo LP l’ a bito è se mpr e c a mb ia to e
lui r ima sto se ste sso. Ugua le e d iv e r s o . M u ta nte osse r va tor e di quotidia no. Q u o tid ia n o
spia to da ll’ oc c hie llo de l r e tr obo tte g a c o n la
tipic a sf r onta ta nonc ha la nc e . Qu e lla ma lin conia di provincia portata in cit t à e c c . e c c . ,
come abbiamo detto tante e tant e v o l t e .
Pe r que sto e pe r a ltr o a nc or a , c i s c o c c ia p a rla r e de l pe r sona ggio. Fa r lo be n e . Q u e ll’ a tte ggia r si a Rino Gae t ano dei 2 0 0 0 q u a n d o
pr opr io di Rino e de lla sua ge nuin ità s e mb r a
e sse r c i bisogno oggi più de i Baus t e lle p r o g
pop, più de l Ve r done r ic ic la to p e r f e ttiv o e
senile in quel grasso trittico de l l ’ i t a l i a n i t à
popola r e . Dunque Contatti. Alb u m mila n e se e le tt- r oc k gr a z ie a St e f ano F o nt a na ( o v ve r o Stylophonic ) e gr a z ie a gli s c a r ic h i d e l
c u o r e u r b a n o c o mme r c ia le d ’ I ta lia . L’ e n n e simo voyerismo contemporaneo, eppure la
n o v ità la f a l’ in d ic e . I l d ito s e mip u n ta to c o n
la la v a n d e r ia a g e tto n i d e l v id e o c lip d i C ’ è
Cr is i in c o n to r n o . È u n a b e lla s e g a s e mio tic a q u e lla . Pu r a g e n ia d e l N o s tr o . I n u n s o l
c o lp o p u b b lic ità d e lla L e v is d e g li a n n i ’ 8 0 ,
q u a d r e tto D in o Ris i in v e s te Ca tte la n ( c o me
piace al Bianconi), e la consueta zampata
firmata Bugatti oramai iconica anch’essa.
M a a tte n z io n e Ch r is tia n è c o me Fr a n c e s c o ,
p a r la a u n ’ a u d ie n c e d i Ch a r lie - r a g a z z i. ( “ n o n p ia n g i, n o n r id i” … …
u r la te c a z z o , u rlate… ….le mani
in
c o mu n io n e ” )
e lo c o n tin u e r à a
f a r e n e l G iro G iu s to e n e L e B u o n e
M a n ie re c o n lo
s te s s o
a tte g g ia mento da ex-giovane, da colui che instaura
un’asimmetria. A suon di bit lo stralunato
tr a mo n ta e la g r a n a s i f a c h ia r a . A ff io r a u n a
mo r a le c h e ( “ d e v i imp a r a r e a s ta r e c o n g li
a ltr i / s e v u o i d iv e n ta r e u n s ig n o r e d e v i imp a r a r e le b u o n e ma n ie r e ” ) , to c c a a mme tte rlo, piace proprio meno, come il South Park
d e lle u ltime s ta g io n i, mo lto me n o d e l c u r io s o d a d a imp e r itu r o d i Fa mily G u y /G r iff in /
Bu g o - c h e - f u .
È c o s ì il Bu g a tti: r ic o n o s c iu to e s p ie g a to ,
c o n la d iff e r e n z a c h e lu i, a l c o n tr a r io d e i
c a r to n i, c a mb ia tr a tto e ti c o s tr in g e a g u a rd a rg l i i l v e s t o . A v e d e rg l i l a m a g l i e t t a c o n i
c o lo r i s p a c e y ( C’ è Cr is i) , le tin te a c id ( Ne l
G iro G iu s to ) e s o p r a t t u t t o i l f r e s c h i s s i m o
c io c c o la to ( in d ie ) f u n k b ia n c o . M a c o s a imp o r ta n o le ma n i s e il c o r p o b a lla P r i n c e
mis s a to c a lc o la to r e Kr a f t w e r k ( Pr imitiv o ) ?
L’ a r r a n g i a m e n t o e l e c t r o d e l r e s t o s p a c c a .
Pe r ò a tte n z io n e . D is tr a e . Ci c o n v in c e ta n to
q u a n to il r o c k c o n f e z io n a to g li d a Ca n a li la
s c o r s a p u n ta ta , e p p u r e il f ia n c o b ia n c h ic c io
r ima n e s c o p e r to e q u e lla c h e d o v e v a e s s e r e la s e c o n d a f a c c ia d e lla me d a g lia b u g h ia n a - Co n ta tti c o me il p o p tw in d i S g u a r d o
Co nte mp o r a ne o - s i r iv e la u n a tr o tto la c h e
p r ima o p o i c a s c a ( “ L a ma n o mia c h e v u o le
s tr in g e r e la ma n o tu a e v o la r e v ia c o n te /
E p o r ta r ti v ia … … Vo g l i o ri l a s s a rm i c o n u n
Cd a f r ic a n o / I l Cd A fri c a n o è v o l a t o v i a /
So p r a d i M e / G u a r d a l ’A l i e n o c h e o s s e rv a me ” ) . I c o n tr a p p e s i s i d i rà , c i s o n o : d u e
b a lla d - F e lic ità e S e s to S e n s o - fe l i c e m e n t e
ma tu r e e p p u r e s o n o f a r c i t e d i q u e l l a m a t u r ità c h e p o r ta s f ig a . D i n a i f s e m i s e ri o s e m p lic e . Sp ie g a to . È u n a q u e s t i o n e d ’a rra n g i a me n to il s u c c o d e l d is c o , ro b a d a b a l l a re e
le c c a r e . I n s ta lla z io n e e c o n c e t t o fu n z i o n a n o
mo lto d i p iù . E il p o p è a n c h e q u e s t a b a m b o la c o me è p e r q u e s to c h e B a l l i a m o U n Al t ro
Mese ha tutto quel che serve, onomatopee
s y n th à la M a t m o s c o m p re s e . Wo w m a n o n
c h ia ma te me lo c a n ta u to re q u e s t a v o l t a . F a c c ia mo c a s s a . ( 6 . 8 /1 0 )
Ed o ardo Bri dda
Butcher The Bar – Sleep At Your Own
Speed (Morr Music, 2 maggio 2008)
Genere: indie-pop-folk
Co me p r o n o s tic a to d o p o l ’u s c i t a d i Th e
G ho s t T ha t Ca r r ie d U s Aw a y d e g l i i s l a n d e s i Se a be a r , l a M o r r M u s i c c e r c a i n p a r t e
di rinnovarsi. Ma più che cambiar pelle è
c o me s e p r o v a s s e a s v e s t i rs i d i t u t t e q u e l le glitcherie formato camicia del recente
passato indietronico restando invece con
u n a le g g e r a t- s h ir t p o p . N i e n t e ri v o l u z i o n i ,
s o lta n to u n a s a n a p r e s a d i c o s c i e n z a c h e l a
s e mp lic ità q u a n d o è a u t e n t i c a è u n a q u a l i t à
d a n o n s o tto v a lu ta r e . E fa t u t t o q u e s t o s e n z a
perdere una goccia della sua identità, del
s u o a p p r o c c io n a if c h e h a s e m p re c o n t ra d d i s tin to o g n i s u a u s c ita . O ra , n o n c h e q u e s t o
Sle e p At Yo ur O wn Sp e e d , e s o rd i o d i s c o g r a f i c o d i B u t c h e r T h e B a r, r a p p r e s e n t i u n
p r o to tip o in n o v a tiv o a s s o l u t o . M a J o e l N i c ho ls o n, v e n tid u e n n e i n g l e s e u n i c o t i t o l a re
del progetto, armatosi soltanto di chitarra,
b a n jo e a r mo n ic a e r in c h i u s o s i t ra l e q u a t t ro
mu r a d e lla s u a c a me r e t t a , è ri u s c i t o a c o m p o r r e tr e d ic i c a n z o n i p o p -fo l k , t a n t o s e m p lic i q u a n to a v v o lg e n t i , i n b i l i c o p e rfe t t o
tr a s p e n s ie r a te z z a e mal i n c o n i a , c h e c o n fe rma n o p a le s e me n te il ca m b i o d i ro t t a i n t ra p r e s o d e ll’ e tic h e tta b e r l i n e s e . Il ri fe ri m e n t o
p iù p r o s s imo è il p r imo E l l i o t S mi th , q u e l l o
e s s e n z ia lme n te a c u s tico p e r i n t e n d e rc i ; a d d ir ittu r a , in a lc u n i e p i s o d i (H o u s e / H o m e e
Ne w Ne s t) è f o r t i s s i m a l a t e n t a z i o n e d i u n
e s o r c is mo ta n to s e mb r a e ffe t t i v a l a s u a p re SA 57
RECENSIO
s e n z a i n c a r n e ed ossa. Ma è un approccio
p i ù m a r c a t a m ente ingenuo e spontaneo, lo
s t esso d e i su o i colleghi d’etichetta isla nde s i , a n o n f a r n a ufragare del tutto N ic holson
i n q u e l l ’ o c e a n o di E ither/O r-emuli. Ec c o,
But c h e r T h e B ar si avvicina per attitudine e
l e g g e r e z z a p o p ai Seabear. Ma dove questi
u l t i m i c o l p i v a n o per vivacità strume nta le e
p er e t e r o g e n e ità di scrittura, il N ostr o, non o s ta n t e t u t t i i brani siano percors i da ott i m e e i m m e d iate linee melodiche, risulta
anco r a t r o p p o piatto e ripetitivo. Sle e p At
You r O wn S p eed è com e una fresc a e c om o d a t - sh i r t . Niente di pretenzioso, ma non
s orp r e n d e t e v i quando vi sentirete p e r f e tta m en t e a p r o p r io agio con essa. (6.5/10)
Andrea Provinciali
Cajun Dance Party – The Colourful Life
(XL / Self, 2 maggio 2008)
Genere: indie pop-rock
S al ta n o se m p r e fuori come nocciolin e i giov a n i – s p e s s o giovanissimi – esordienti di
b e l l e s p e r a n z e, destinati a risollevare le
s ort i d i u n ’ A l bione immancabilm ente a sse t at a d i sa n g u e fresco, oltre che perfida . Ne l
cas o d e i m e n o che ventenni C ajun Da nc e
P arty, a l so l i t o hype m ediatico si a ggiunge
l ’ a p p o g g i o i n condizionato della XL – con
ann e ssa sp o n sorship dell’affiliato di lusso
Th o m Yo r k e - e di B ernard B u tler, c he non
ci h a p e n sa t o due volte a sedersi die tr o la
con so l l e p e r i l fatidico debutto del quinte tto
l o n d i n e s e . N o n manca certo l’ambizione a
Th e Co l o u rf u l L ife, 35 minuti di indie pop
v a r i o , d r a m m atico, elaborato e – appunto –
col o r a t i ssi m o ; il gran dispiego di for z e in
cam p o ( o r c h e stra compresa, oltre la sa pie nt e m a n o d e l p roducer) porta a un risultato
che se m b r a g i u stificare le aspettative : una
v ers i o n e o p p ortunam ente aggiorna ta de ll a g l o r i o sa t r adizione indie britann ic a , da
S m i t h s a i L i bertines, passando dai Ra dioh ead ( p a ssa t i e presenti) per abbracc ia r e la
t end e n z a d e f i nitiva degli ultimi tempi, ovv ero l ’ e su b e r ante massim alismo à la Arc ad e F i re ( c o m e hanno già imparato i coetanei
Los C a m p e si nos!). Anche se addirittura è
g i à p r o n t o i l secondo disco (arriver à in ott o b r e ) , l ’ i m p r essione generale è che si tr a tt i – a n c o r a – di un gruppo da singoli, da to
che a sp i c c a r e sono soprattutto le g ià note
highlight
Claro Intelecto – Metanarrative (Modern Love, marzo 2008)
Genere: minimal deep ambient chic
La c onve rge nz a ve r so la a mb ie n t d i Sc uba n e l d u b s te p e d i R o d M o de ll n e l l ’ e l e c t r o d u b s o n o i l ” ‘ n o n
c ’ è due ” c ui ma nc a va il tre . Ch i f a to r n a r e i c o n ti è la s e c o n d a p r o v a s u lla lu n g a d is ta n z a d i M a r k
St e war t , uno che di minim a l n e s a d a t e m p o a t o n n e l l a t e . S e e r a v a m o a b i t u a t i a d a s s o c i a r e l a s u a
pr oposta a l da nc e f loor di c la s s e d e i c u g in i Bo o ka Sha de , o g g i v i e n e p i ù n a t u r a l e a c c o s t a r l o a q u e g l i
Ambie nt Works c he ha nno r e s o f a mo s o A phe x Tw in, o v v ia me n te v ir a ti d e e p .
Non che Claro spodesti il t r o n o d e l c l a s s i c o , m a i n q u e s t i t e m p i d i “ m i n i m a l b o o m ” , l a s u a p r o p o s t a
si colloca ai bordi, sussur r a r i t m i e s o n o r i t à s e n z a s t r a f a r e , u n p o ’ c o m e c i a v e v a i n s e g n a t o i l b u o n
vecchio Richard D. James : u n o s g u a r d o d i s o t t e c c h i c h e c o n c l a s s e s i d i s t i n g u e d a l m a g m a i n f o r m e
dell’anonimato. Sì, con cl a s s e : n o n l a s p o c c h i a c h e d u r a u n a s e r a t a , b e n s ì l a c o n s a p e v o l e z z a d i c h i
da anni impone il suo stile s u l l a s c e n a p a s s a n d o i n o s s e r v a t o . I l s e g r e t o è m i m e t i z z a r s i , m a n e l c o n t e m p o s p i n g e r e , u s a r e s u o n i
a ff usola ti e pie ni di soul, c a ld i e ma g ma tic i. L’ a mb ie n t min ima l d e lle tr a c c e s c h ia c c ia a l limite , ma c o me in s e g n a M i d d l e to n ,
dopo un po’ il cuore trionf a . E a l l o r a a n c h e q u i v i a l a c u p e z z a , i l d a r k r e s t a s o l o u n t a p p e t o v o l a n t e c o n c u i s o r v o l a r e i l p i a n e t a
ritmo, pennellandolo con r i f i n i t u r e e m e r l e t t i c h e c o n t r a d d i s t i n g u o n o d a s e m p r e l e s o n o r i t à d e l D J i n g l e s e .
Non c ’ è c he da tuff a r si nei p e d a li d i s y n th Ch ic a g o me s c o la ti a p r o f u mi ib iz e n c h i ( O p e r a tio n ) , q u i n d i n e l l a c a l d a v i s i o n e d i
c hor us e c a ssa te c hno à la C r a ig (H a r s h R e a lity ) , n e lle ta s tie r e s o g n a n ti s c ic c h e r ie o ld s c h o o l d i B e fo re M y E y e s , s e n t i r e l o
sc ossone c he f a intr a ve de r e u n o s p ir a g lio g r ime te c h ( G o n e To Th e D o g s ) , r e c i t a r e l a l i t a n i a d i s t o r t a c o n u n c r e s c e n d o c h e v a l e
tutto il disc o ( De pe ndant), p r ima d e ll’ e n ig ma tic a c o n c lu s io n e .
Il baronetto della minimal . R a ff i n a t i s s i m o e s e r c i z i o d i s t i l e e d i b o n t o n p o s t - I D M . Q u a r a n t a m i n u t i e o t t o t r a c c e c h e p u r d a
dista nte , in punta di pie di, s p a c c a n o . ( 7 . 4 /1 0 )
Marco Braggion
Amy lase e The Ne x t Untouc hable ; n o n d ime no, que sta ma nc ia ta di c a nz oni c i h a c o lp ito
ta nto – se non qua nto – il pr e z io s o e s o r d io
de i già c ompia nti Lar r ikin Lo v e , c o n c u i
i Nostr i pr e se nta no più di un t r a tto s o ma tico in comune, a partire dalla f r e s c h e z z a
de l f r ontma n- te e na ge r Da nie l Blu mb u rg .
La spe r a nz a è , ovvia me nte , c h e n o n s c o p pino anch’essi come una bolla d i s a p o n e .
(7.0/10)
A n t o n i o Pu g l i a
Camera 66 – In Sospeso
(autoproduzione / Promorama, aprile
2008)
Genere: post post-rock
L’ imma gina r io post- r oc k in ma n ie r a d e c is a me nte a lla r ma nte . Ar twor k ne o- i mp r e s s io n ista , a ppa r a to pr e tta me nte str ume n ta le , e le ttr onic a d’ a c c a tto e glitc he r ie var ie , c a n ta to
( poc o) in ita lia no. For tuna ta me n te il timo r e
di la sc ia r e in sospe so il giudizi o s u q u e s t o
se c ondo a lbum sva nisc e a l pr im o a s c o lto .
I qua ttr o Ca me r a 66 ( Cr istia n Altie r i, v o c e ,
chitarra, basso; Alex Giatti, basso, voce,
chitarra; Alessandro Bianconi, batteria,
s a mp le s , c o mp u te r e Pa tr ic k A ltie r i, r h o d e s , s y n th , p ia n o , c h ita r r a ) f o r n is c o n o u n a
p r o v a a l d i s o p r a d e lle a s p e tta tiv e , a l g u a d o
tr a s p r a z z i d i c a n ta u to r a to c o lto d a u n d e rg r o u n d ita lic o e v ia p e r s o n a le a l p o s t- r o c k
min ima le . L e p o c h e tr a c c e c o n v o c e v iv o n o
d i u n a e n f a tic a a lte r n a n z a tr a il d e c la ma torio e il sussurrato che rimanda a quella
s o ttile lin e a r o s s a c h e d a i p r imi M a s s i m o
Vo lum e , a r r iv a a Ba c hi D a P ie t r a p a s s a n d o
p e r i M a d r ig a li M a g r i. Co m e A li D ’ I n s e tto
è s tr a n a me n te v ic in a a to n i o ff la g h ia n i, s e p p u r d iv e r s e s o n o le te ma tic h e e il s o s tr a to
mu s ic a le , me n tr e l’ u r lo d is ta n te d i P i a n o
( P e r D is to r to ) r i e v o c a q u e l l o r e p r e s s o d e l
Giambeppe Succi dei primi MM.La parte
s tr u me n ta le è c in e ma tic a e min ima le , d ’ imp a tto v is iv o e v is io n a r io , s p o r c a ta d a u n u s o
ma i in v a d e n te d e l g litc h ( lo s tr u me n ta le a b b o z z o d i b a lla ta p e r p ia n o e r u mo r in i R e s p iro ) n é ta n to me n o d a lle r id o n d a n z e in c r e scendo tipiche del genere, ma impreziosito
d a u n a b e lla r ic e r c a d ei e s u i s u o n i . D i s t e s i
e d ila ta ti, s o ff ic i e d e v o c a t i v i , i C a m e ra 6 6
s ta n n o c e r c a n d o ( e h a nn o fo rs e t ro v a t o ) u n a
v ia p e r s o n a le a l d o p o - ro c k . (6 . 7 / 1 0 )
S t e f a n o P i ff e r i
Cane - Blow With The Knee! (Bad Trip
Records, aprile 2008)
Genere: indie punk
L a b a tta g lie r a Ba d Tri p c i p ro p i n a i l s e condo titolo del catalogo senza allentare
la tensione anzi serrando le fila attorno al
d e b u tto d i q u e s to s p a v a l d o t ri o d a S a s s u o lo. Due sapidi chitarristi più un batterista
c h e s e n o n e r r o n e i Le s Fa u v e s – p e n s a t e
- s u o n a le ta s tie r e , imp e g n a t i a d i n t re c c i a r e u n g r o v ig lio in c a lz an t e e a s c i u t t o , s d e g n o s o e b e ff a r d o , e b b r o e b a t t e n t e c h e o r a
ti s e mb r a la v e r s io n e s v a m p i t a d e l Ly d o n
p o s t- p is to ls ( I ’ v e Ne v e r L o v e d Yo u ) e u n a t timo d o p o d e i D a m ne d l i o fi l i z z a t i (It ), p e r
n o n d ir e d i q u a n d o s g r a n a n o c a s s a i n q u a t tr o tr a s c o r r ib a n d e s tr a d a i o l e c o m e fo rs e i
F r a nz F e r dina nd in f r e g o l a C l a s h ( Fi g h i SA 59
RECENSIO
n a ) o m e g l i o a ncora quando m asticano sur f
avar i a t o p r i m a di svicolare tra cow punk e d
erre b ì o v v e r o tra germi T he Who impastati
S o c i a l D i st o r tion (P ap).Non vorrei che la
cos a se m b r a sse troppo intricata, anc he pe rché i n r e a l t à questi la mettono giù r uvida ,
d i re t t a , e sse n z iale. D ifatti, tra uno sbe r le ff o
S p e c i a l s sv a l volato hard (Leader, You Are
M y L e a d e r) e uno spasmo P ixies intossic a to
Dev o ( H e a t ) , t r a un piglio imperterrito Wire
i n i e t t a t o d i sa rcasm o N oMean sN o ( Techno
Ki t ) e u n so r prendente intruglio emo wa ve
(I L o v e Yo u Ye Ye Ye. B ut I D on’t.), a r r iva r e
al l a f i n e d e l l a scaletta è facile come be r e
u n b i c c h i e r e d’aranciata. Corretta a rum e
b enz e d r i n a . ( 7 . 0/10)
Stefano Solventi
Carlo Muratori - La padrona del
giardino (Odd Times Records / Egea,
aprile 2008)
G e n e r e : c a n ta u t o r at o
S u l t e r r e n o s pesso equivoco della “nuova
m u si c a p o p o l a re”, minacciata dalle sc ivol o s e d e r i v e d e ll’indulgenza e dalla sindr om e d a p r o f e t a in patria, il siracusano Ca r lo
M ur a t o r i è u n o che proficuam ente c a mmin a a n z i “ c o s t r uisce” da parecchi anni. Nel
s uo c o sp i c u o passato (una decina di disc hi)
s i r a v v i s a n o collaborazioni con certi soliti
n o t i q u a l i D a niele Sepe e R iccardo Te si,
m a s o p r a t t u t t o un’attitudine al meticciato
el ett r i c o , v i z i e tto rock capace di conc e ssioni j a z z e p o p , insomma un vibrare mode r no
ch e a n c o r a o g g i avverti sotto la trama me di t e r r a n e o - t r a d izionalista di cui si str uttur a
l ’ul t i m a f a t i c a L a padron a del giard ino.
D i s c o c h e sa r ebbe non bello ma m er a viglios o a p a r t i r e d alla copertina, un qua dr o de l
m a c c h i a i o l o S ilvestro Lega il cui titolo è
l o st e sso d e l l ’ album. L o sarebbe, g ià , se i
pezz i si m a n t e nessero sul (o non s i disc os t as se r o t r o p p o dal) livello di ‘Mpa re (con
qu ell a f i sa r m o nica che soffia come un libe c ci o ) , S t ra n u a m uri (rom anza siculo-fr a nc e se
a ba se d ’ a r c h i che rivanga il B attiat o in bil i co t r a Fi si o g n omica e F leurs), A s sah riri
(col su o t e p o r e-torpore-calore medior ie nta l e) e so p r a t t u t to L’am ore che beve, s topposo
l ang u o r e f o l k - jazz che puoi sentirci Cohe n,
Traf f i c , F o ssa ti, D e A n d ré, il tutto a r r ic c h i t o d a l l o s p lendido bansuri di Giancarlo
Parisi.Purtroppo però capitano p a s s a g g i c u i
f a tic hi a c onc e de r e tr oppo c r e dito , d a lle d ida sc a lic he Cantari c antari e I l t a m b u ro a lla
se mplic istic a I l sipario pa ssa nd o p e r l’ e v ita bilissima a utoc e le br a z ione d i F a b b r ic o .
Dive r so il disc or so r igua r do a Na s s ir iy a ,
e mble ma tic a c ir c a la diff ic oltà a c o n c ilia r e
genuina commozione e retorica s t r i s c i a n t e .
De tto que sto, il disc o è ne l c omp le s s o a p pr e z z a bile , suona to c on misur a , r ic e r c a te z z a , pa ssione . ( 6.4/10)
Stefano Solventi
Cloudland Canyon – Lie In Light
(Kranky, aprile 2008)
Genere: kraut
Kr a ut, kr a ut e a nc or a kr a ut. Anzi n o , Kr a u twe rk . I Cloudla nd Ca nyon a ve v a n o p r o me s so un disco su Kranky per i pri m i m e s i d e l
2008 e d e c c olo qui: Lie in Ligh t. I n iz ia s u bito c on l’ oma ggio/sbe r le ff o di Kr a u twe r k ,
c he me ssa c osì in a pe r tur a f a a n c h e p e n s a r e
a lla c la ssic issima Krautroc k de i F a us t . Po i
si prosegue sguazzando comple t a m e n t e n e l
ma r e ma gnum de lla più c la ssic a p s ic h e d e lia
made in Ale magna, c on un gusto
più Ne u de l solito nei brani che
viaggiano
sulle
ritmiche motorick
d’ordinanza.
Si
ve da no le pa sse ggiate febbrili con
voci iper trattate
di You & I , He me
e M othlight part
1 . Le cose migliori però arrivan o q u a n d o i l
delirio si stempera nell’onirism o c o s m i c o .
Sc he isse Sc hatzi, Auf Wie de rseh e n ! è p u r a
e se mplic e visione ultr a te r r e na a lla P o p o l
Vuh e Lie I n Light uno sgua r do o ltr e la s f e r a
c e le ste c ome a vr e bbe r o potuto f a r lo i Ta nge r ine Dre am . I l ve c c hio a ppas s io n a to d i
krautrock troverà in questo di s c o t u t t e l e
c ose a l posto giusto. Un disc o d e l 2 0 0 8 c h e
se mbr a f a tto ne l 1978. I l dubbi o c h e e s p r ime va mo sull’ oppor tunità di tr aff ic a r e n u o vamente con gli stilemi kraut i n m a n i e r a
così calligrafica però rimangono . A l m e n o i l
post r oc k c e r c a va di a ggior na r e le g e s ta d e i
te de sc hi psic he de lic i a ll’ a r ia d e i te mp i. I
Cloudland Canyon invece vogliono proprio
to r n a r e in d ie tr o n e l te mp o . ( 6 . 0 /1 0 )
Comet III – Astral Voyager (Fire
Museum, marzo 2008)
A n t o n e l l o C o mu n a l e
Genere:
Colin Meloy – Colin Meloy Sings Live!
(Rough Trade / Self, 7 aprile 2008)
Dragonfrynd - Smoke Ring Mandala
(Cut Hands, aprile 2008)
Genere: folk live
I l c a n ta s to r ie Co lin M e lo y c a n ta s e s te s s o .
O v v e r o i D e c e m be r is t , p e r l ’ a p p u n t o , d e i
q u a li n e r a p p r e s e n ta il c a p ita n o , il le a d e r in d is c u s s o . Co lin M e lo y Sing s L iv e ! n o n è a ltr o c h e il f r u tto d e lle r e g is tr a z io n i liv e d e lla
to u r n é e s ta tu n ite n s e d e l 2 0 0 6 c h e il N o s tr o
svolse in solitaria, accompagnato soltanto
d a lla s u a f e d e le c h ita r r a . D ic ia s s e tte c a n z o n i p e r u n to ta le d i
u n ’ o r a e q u a tto rdici minuti in cui
vengono
r ip e rc o r s i s o p r a ttu tto
i fasti del gruppo
ma d r e ( p r e v a le n te me n te d a Ca s ta wa y s And Cuto uts
e da Her Majesty
T he
D e c e mb e r is t, s o l o a l c u n i
e p is o d i d a P ic a r e s q ue ) , d u e c a n z o n i in e d ite
( l’ ir o n ic a D r a c u la ’s D a u g h te r e l’ in te r e s s a n te Wo n d e r ) , a lc u n e c o v e r a b b o z z a te ( A s k
M e d e g li Sm it hs e B a r b a r a A lle n d i Shir le y
C o llins ) e mo lto , mo lto in tr a tte n ime n to c o n
u n p u b b lic o a ff e z io n a to g li o ltr e mo d o . D a lla
q u a le c o n v e r s a z io n e c iò c h e r is u lta p iù e v id e n te è la s u a n a tu r a le p r e d is p o s iz io n e a lla
n a r r a z io n e o r a le . Co s ì le ta n to a tte s e Th e
G y m n a s t, H ig h A b o v e Th e G ro u n d ( l’ e p is o d io p iù e mo z io n a n te d e l liv e ) , H e re I D re a m t I Wa s A n A rc h ite c t, A Ca u tio n a r y S o n g e
We B o th G o D o wn To g e th e r v e n g o n o a c c o lte c a lo r o s a me n te tr a u n a r is a ta e l’ a ltr a , tr a
una battuta e un racconto picaresco, tanto
p e r r ima n e r e in te ma . D a s e g n a la r e p o s itiv a me n te q u e lla D e v il’s E lb o w p o s ta in a p e rtu r a , s c r itta d a l M e lo y a d d ir ittu r a c o n la s u a
p r ima b a n d , i Ta r kio . U n a lb u m c o n s ig lia to
s ia a i f a n p iù in c a lliti d e i D e c e mb e r is t, ma
anche a chi volesse avvicinarsi a loro per
la p r ima v o lta . È p r o p r io il to n o c o n f id e n ziale della performance a non appesantire
l’ a s c o lto d e l liv e . ( 6 . 4 /1 0 )
Andrea Provinciali
a s t r a l spa c e - m u s i c
G e n e r e : ps i c h e d e l i a c o s m i c a
S p a c e is th e p la c e , s e m p r e e c o m u n q u e .
Q u a lu n q u e s ia la s in ta s s i u s a t a e l a d e c l i n a z io n e d i q u e llo c h e è n o n u n s u o n o o u n i m maginario, bensì un vero e proprio dogma.
Sp a c e mu s ic in p r o ie z io n e c o s m i c a è q u e l l a
proposta dagli italiani Comet III (omaggio
alla serie di macchine fotografiche ormai
v in ta g e ) e p u b b lic a ta da l l a i n t e re s s a n t e F i re
M u s e u m, c h e g ià c i h a d a t o i P u l g a d i Va l e r io Co s i e i Cu r ia d i mi s t e r D a v i d M a ra n h a .
L u n g h i v ia g g i s id e r a li p e r e l e t t ro -a c u s t i c a
e p s ic h e d e lia d ila ta tis s i m a c o m e d a t i t o l o e
mo n ik e r n e i c in q u e p ez z i d e l l ’e s o rd i o . A t mo s f e r ic a me n te s p e ttr a l e i n C 1 , s o t t i l m e n te in q u ie ta n te n e lla h o rro r-o ri e n t e d P a r t
1 ( c o mp lic i i v o c a liz zi w o rd l e s s d i S h i r i n
D e mmo ) , la mu s ic a s i ap re a d o ri z z o n t i q u a s i s o la r i n e lla tr a c c ia m e d i a n a d e l l ’a l b u m :
il sax dell’ospite Gaetano Firlito, seppur
fumoso, spezza per un momento la trance
in d o tta d a lle in d a g in i s p a z i a l i . M a è u n ’i l lusione. Il rincorrersi di synth annegati di
P a r t 3 r e imme rg e imme d i a t a m e n t e n e l l e p ro f o n d ità p iù o s c u r e e d i l a t a t e , fi n o a d a p ri re
il v a r c o p e r la c o n c lu s i v a t i t l e t r a c k : 1 5 m i n u ti d i a n a lo g ic o c r e s ce n d o q u a s i d ro n e c h e
a due/terzi si apre ad un infinito arpeggio di
c h ita r r a a c u s tic a .
Ch e il c ie lo te r s o d i Sici l i a a b b i a a c c e n t u a t o
in Carlo Mattanza (synth) e Delfo Catania
( c h ita r r a , p e r c u s s io n i) q u e s t o a m o re p e r l o
s p a z io s id e r a le d e l c o s m o ? (7 . 0 / 1 0 )
D r a g o n f r y n d è in v e c e il m o n i k e r s o t t o i l q u a le si nasconde una vecchia conoscenza del
r e v a n s c is mo f r e a k - p s ic h e d e l i c o a m e ri c a n o ,
q u e ll’ A da m Kr ine y b a t t e ri s t a e x t r a o rd i n a i re d e i r in o ma ti La Ot ra c i n a e d i m i l l e a l tri progetti. Qui il nostro lascia la batteria
e s i o c c u p a d i ta s tie r e e d e ffe t t i s t i c a , c o a d i u v a t o d a C l i n t o n Wi l k i n s a l l a c h i t a r r a .
N ie n te b a tte r ia , d u n q u e, e n e s s u n ri fe ri m e n to a ll’ imma g in a r io D & D ; s o l o u n a c h i t a rr a liq u id is s ima e r iv e r b e ra t a m i s t a a l l e o m b r o s e p io g g e d i ta s tie r e d i K ri n e y p e r q u a s i
7 0 min u ti d i e ff lu v i d a m a n d a l a i n a c i d i t o e
SA 61
RECENSIO
p as sa t o so t t o la lente di K laus S chult z e o
d el r e d i v i v o H ans-Joach im R oed elius. Pe s an t e , a d i r l a tutta, m a con un fascino trancey i n n e g a b i l e nelle sue vibrazioni oscure,
s i nc e r o o m a g g io a Tan gerin e D ream e Ash
Ra Te m p e l . ( 6 .4/10)
S t e f a n o P i ff e r i
Death Cab For Cutie – Narrow Stairs
(Atlantic, 13 maggio 2008)
Genere: emo-pop
I l co m b o d i S eattle, oramai consac rato sul
p i ù a l t o t r o n o dell’indie-rock di ter z o mill enn i o – m e r i t a tamente, dobbiamo amme tte re, a n c h e se i ruffiani am m iccamen ti O.C.i ani c i h a n n o s tancato non poco – da sc hie r e
d i p r e - p o st - a d o lescenti, nerds, blogg e r s, ma
n o n s o l o , g i u nge così al suo sesto album.
Narro w S t a i rs ha il difficile com pito di suc ced e r e a P l a n s : disco che, sancendo il loro
p as sa g g i o su major, ha sì sdoganato il lor o
e m o z i o n a l e i n die-pop al mondo int ero, ma
c h e , p e r c h i ha seguito da sempre la loro
p ara b o l a , h a f inito anche per gettare poc he
ma non tr a sc ur a bili ombr e sulla lo r o p r o duz ione disc ogr a f ic a , f a c e ndo r e g is tr a r e u n
pic c olo pa sso indie tr o r ispe tto a i la v o r i p r e cedenti. Male di poco, ovviame n t e . M a o r a
queste nuove undici canzoni ha n n o l ’ o n e r e
di non deludere le aspettative d e i n u o v i e
dei vecchi fan. Lo diciamo sub i t o : i D e a t h
Ca b For Cutie , inve c e , se ne son o a lta me n te
inf isc hia ti di ta le pr e ve dibile mi s s io n e . N o n
c he in Narrow Stairs c i sia no dr a s tic i c a mb i
di rotta. Ma stavolta c’è un’ete r o g e n e i t à d i
f ondo c he non dispia c e a ff a tto. D a i c a n tile na nti e ma linc onic i qua r a nta se c o n d i in p u r o
stile Gibbar d de ll’ ope ne d tra c k s i p a s s a
se nz a c ogniz ione di c a usa a I Wi l l P o s s e s s
Your He art: una ja m str ume nta le lu n g a c ir c a
nove minuti qua si de l tutto e sen te d a q u a lsivoglia a pe r tur a me lodic a . Epis o d io , q u e sto, che rappresenta la vera nov i t à r i s p e t t o
a l pa ssa to. Poi si pa ssa da lle st r u g g e n ti a rc hite ttur e e le ttr onic he di No Su n lig h t, c h e
e voc a a ddir ittur a i miglior i N o t w is t , a l l e
de r ive shoe ga z e di Talk ing Bird e d i Yo u r
Ne w Twin Size Be d, f ino a c e rte p iù e le t-
triche disparità marcatamente emo-core di
Th e I c e is G e ttin g Th in n e r , u n o d e i mig lio r i e p is o d i d e l lo tto . I l r e s to s e mb r a , a p p a rentemente, risistemarsi sui binari soliti dei
N o s tr i, c io è c h ita r r e liq u e f a tte , s o s p e n s io n i
tastieristiche, pattern elettronici, basso e
b a tte r ia c ir c o la r i e ta n ta , ta n ta me lo d ia . M a
è p r o p r io q u e s t’ u ltima a r is u lta r e d iv e r s a ,
s e mp r e s o ff u s a ma c o me in tr is a d i u n a tr istezza costante. Infatti, quella solarità pop
c h e h a s e mp r e c o n tr a d d is tin to g r a n p a r te d e i
lo r o b r a n i p a s s a ti è o r a mo lto p iù d is tu r b a ta. È un chiarore molto più lunare quello
che illumina i paesaggi sonori dipinti per
l’ o c c a s io n e . E mb le ma tic a d i c iò è P i t y A n d
Fear, notturna ballata strappalacrime che
tr a a r p e g g i e b a g lio r i s o n o r i te r min a in u n
e le ttr ic o c r e s c e n d o e mo z io n a le , d r a mma tic o
a d is mis u r a . L o p o tr e mmo d e f in ir e u n a lbum di transizione, e viste le facili e banali
traiettorie commerciali che poteva correre
il r is c h io d i s e g u ir e , Na r ro w S ta ir s , n o n o s ta n te a lc u n e c a d u te d i to n o , f a b e n s p e r a r e
p e r il f u tu r o p r o s s imo d e i D CFC. Ch e p r e n -
highlight
Indian Jewelry – Free Gold (We Are Free, 20 maggio 2008)
Genere: acidindustrialkrautrock
D i ff i c i l e definire gli Indian Jewelry. Già leggendo ciò che i componenti d e l l a b a n d s c r i v o n o d i l o r o
s t e s s i s i capisce che essi mirano a confondere l’interlocutore, creando am b i e n t a z i o n i s u r r e a l i ; e d i
r i f l e s s o la loro musica non può che seguire l’andamento - in alcuni casi p i ù v i c i n a a l p a s s a g g i o t r a i
S e t t a n t a e gli Ottanta, in altri una sorta di electrokraut apocalittico; o alm e n o q u e s t a e r a l ’ i d e n t i k i t
i m p r e c i so che ci era rim asto in ma no f ino a lle pr e c e de nte Inv asiv e Exo tic s ; m a a b b i a m o p r o p r i o
l ’ i m p r e s sione di dover riveder e il r itr a tto, c omple ssif ic a r lo, a f r onte di Fr e e G o ld , s e c o n d o l o r o
a l b u m . I n nanzitutto c’è la m ac c hina industr ia le distor ta di Te mporary Famin e S h ip , c h e s e mb r a u s c it a d a l l a Sheffield dei C abaret Volt aire ; ma così com’è essa rimane isol a t a , t a n t o è c i r c o n d a t a , i n
t a n t i a l t ri m om enti (Seasonal Ec onomy ), dal risvolto psichedelico che l’in d u s t r i a l d a l o r o u t i l i z z a t a
r i e s c e a d avere – lontana ann i luce dall’oppressione delle fabbriche e pi ù v i c i n a a l s o l e d e l Te x a s , d a c u i p r o v e n g o n o . N e è
c o n f e r ma la ballata arida di P o mpe ii – e c hissà se c ’ e ntr a no i Pink Floyd; e s p e s s o l a r a g i o n e s o c i a l e d e l l a b a n d s b e r l u c c i c a e
b r i l l a c o m e ottima descrizione de lla music a pr odotta ( il gioie llo india nofilo d i Wa lk in g O n Th e Wa te r , c h e r ic o r d a il Be c k p i ù
o sc u r o di Yellow G old, o l’acidume di Bird I s Brok e ( Won’t Sing) , f iglio n o r ma liz z a to d e lla b a lla ta d e i p r imi M e rc ur y R e v ) .
L e d i ff u se spruzzate rumoristiche fungono cioè all’annebbiamento del p e n s i e r o , s i a c c o m p a g n a n o a l r a l l e n t a m e n t o g e n e r a l e
d e i b r a n i rispetto alle produzioni pr e c e de nti de l gr uppo; e qua ndo sono r ip u lite r e s ta n o o s s a tu r e p s y c h - f o lk ( E v e r y d a y ) . A n c h e
se o g n i tanto ritornano atm osfe r e e dr um ma c hine a lla Tuxe dom oon ( Noneth e le s s ) , o i n q u i e t u d i n i p o s t - p u n k , s e n o n a d d i r i t t u r a
b a t t i t i d i m utanti robotici (H e llo Afric a) e sse sono qua si se mpr e de f ila te n e ll’ a mb ito d e l d e lir io d e lle c o s c ie n z e , f in o a ll’ a p ic e
( S e v e n t h H eaven) ultrapsichede lic o, da da ista e pr ogr e ssivo.
Ta n t o c he alla fine viene da chiedersi: e se questa fosse l’ennesima ( e r i u s c i t a ) v a r i a n t e d e l l ’ a c i d - r o c k d e i S e s s a n t a ?
(7.3/10)
G a spare Caliri
d a n o tu tto il te mp o n ec e s s a ri o p e r d e fi n i re
la rotta: visti i risultati non corrono certo
il rischio di venir spodestati dal loro trono
in d ie p e r a n to n o ma s ia . (7 . 0 / 1 0 )
Andrea Provinciali
Dente – Le cose che contano (Jestray,
aprile 2008)
Genere: indie pop acustico
L e c o s e c he c o nta no è i l n u o v o EP d i D e n te , u n s imp a tic o e r ilas s a t o , s e p p u r g ra d i to , e s p e r ime n to in v is t a d e l l ’a l b u m i n p ro gramma per il prossimo autunno. Quattro
canzoni che, non prendendosi troppo sul
s e r io , g io c a n o s u ll’ im p ro v v i s a z i o n e s o n o r a g r a z ie a lla c o mp a r te c i p a z i o n e i n fa s e d i
arrangiamento e registrazione (avvenuta in
s o li d u e g io r n i, in p r e s a d i re t t a , a l M a g a z z e no Bis d i Bo lo g n a ) d i a ffe rm a t i m u s i c i s t i
c o me R o be r t o D e ll’ Er a (A ft e rh o u rs ), E n r i c o Ga br ie lli ( M a r ip o s a e A ft e rh o u rs ), E n z o
C im ino ( M a r ip o s a ) e Va l e r i o C a n è . S o n o
p r o p r io g li a p p o r ti s tr u m e n t a l i d i q u e s t ’u l t i mi a donare una luce nuova alle canzoni del
N o s tr o . I n f a tti, q u e llo s c a rn o i n c e d e re c h i ta r r is tic o in b a s s a f e d e l t à , e m e rs o t i m i d a me n te n e ll’ e s o r d io Ani c e i n b o c c a (J e s t ra i ,
2 0 0 6 ) e ma tu r a to o r ig in a l m e n t e n e l s e g u e n te L e c o s e c he c o nta no (J e s t ra i , 2 0 0 7 ), è o ra
quasi del tutto assente, tanto è ricoperto di
d e c o r a z io n i e o r n a me n t i s o n o ri m o l t o , m o l t o
r é tr o ( th e r e min , f ia ti, t a s t i e re , p e rc u s s i o n i ,
e c c . ) . Ciò c h e n o n c a m b i a è i n v e c e q u e l s u o
modo trasognato, ironico e scanzonato di
interpretare le sue liriche, per l’occasione,
tu tte b a s a te s u lla ma te m a t i c a e s u l ra p p o rt o
c o n i n u me r i. Co s ì tr a u n g i o c o d i p a ro l e e
l’ a ltr o f ila n o v ia in r a p i d a s u c c e s s i o n e q u e s ti d e liz io s i b o z z e tti in d i e -p o p , o ra i n p re d a
a imp r o v v is a z io n i ja z z c h e e v o c a n o a d d i ri t tu r a il mig lio r e P ino D a n i e l e (L e c o s e c h e
c o n ta n o ) , o r a in tr is i d i s p e n s i e ra t a m a l i n c o n ia p o p à la Ba t t is t i (D u e g o c c e , l ’e p i sodio più immediato e più vicino allo stle
D e n te ) , s e n z a la s c ia r e n é fo rt i e m o z i o n i n é
cocenti delusioni. Un EP poco pretenzioso
d a a s s imila r e c o me u n p i a c e v o l e e ri l a s s a n t e
a n tip a s to in a tte s a d e l l ’a l b u m v e ro e p ro p r io . Pe r c h é c i s o n o c o s e c h e c o n t a n o e a l tr e n o , p r o p r io c o me c a n t a i l N o s t ro n e l l a
title tr a c k . ( 6 . 5 /1 0 )
Andrea Provinciali
SA 63
RECENSIO
Deus – Vantage Point (V2, 24 aprile 2008)
Genere: pop rock
Com i n c i a m o d al singolo: T he A rc hite c t.
P ezz o a n n i O t tanta d’assalto. Pop ré tr o c a v al c a t o c o n a r roganza nonostante la sc a de nza d e i t e r m i n i del revival. L a presa c omunq u e è r a p i d a , arrangiata per grandi platee
s o t to f o r m a d i funk rock sporcato electro
com e p i a c e a i britannici. C onvincente qua nt o l ’ i n e d i t o Barm an, l’uom o che alle r uff ia n a t e p r e f e r i v a il crooning emozionale e il
p o p - r o c k a d u l to.
Il re st o d e l l ’ a lbum è tuttavia differe nte , r it o rn a n e i r a n g hi in un assetto assai miglior e
d el l’ i n t e r l o c u t orio P ocket R evolu tion pe r
i l q u a l e v e c c h i e nuovi fan si erano divisi.
Va n t a g e P o i n t cerca infatti di tornare a i f a s t i d i T h e Id e al C rash , produzione compa tta
e s o l u z i o n i v a riegate e di fatto ballate a f ine
s c a l e t t a c h e r iprendono, convincentemente
p er g i u n t a , u n discorso di scrittura r e c e nt eme n t e i n c e r to. D i più, abbiamo bra ni de c i s i , i l p a n e i deale per le folle affamate dei
l i v e , l ’ e l o q u e n te cartina tornasole di qua nto
l a ba n d n o n v e da l’ora d’andarci a r ie mpir e
i pa l a z z e t t i . P rendete O h Your G od con un
Barm a n c h e sem bra il C ave più affab ula tor e
t ra c o l p i d i r i ff e rasoiate cyber, oppur e l’ a ncora p i ù N i n e Inch N ails F avourite Game .
R i c a r i c a t e l a batterie con la scorsa tournée,
i D e u s s a n n o d’essere di nuovo grandi, in
g r a d o d i s c a l dar cuori e fiammelle (pure
d ei p i ù sc e t t i ci) e proprio il succes so de ll e p e r f o r m a n c e dal vivo risulta la miglior
chi a v e i n t e r p r etativa del nuovo lavor o: una
t rac k l i st b i l a n ciata suonata da una line - up
i m p e c c a b i l e e da un leader pienamente in
c o n t r o l l o d e l proprio carisma. Un team che
n o n p e n sa n e p p ure per un attimo a risc hia r e ,
i n n o c u o d a l p unto di vista dell’innova z ione ,
e p p u r e p r o t e s o allo scarto interpretativo,
al l a d e c l i n a z i one di linguaggi che la svolta
m atu r a T h e Id e al C rash suggeriva.
Il co r o l l a r i o è evidente: canoniche roc ksta r
n o n d e l t u t t o b ruciate m a decisamente a dult,
com p r o m e ssi per mantenere largo l’a udie nce, v a m p i r i z z a zione di giovani ospiti ( Lie s
Lo rq u e t , G u y G arvey degli E lbow, Ka r in
D r ei j e r A n d e r sson del duo The Knife) e in
d efin i t i v a u n tim one saldo alla faccia de lle
s c e l l e r a t e z z e di gioventù.
I n q u e s t o s o l co il lavoro sui registri del
cantante, specialmente nel pok e r i n i z i a l e ,
ma a ppunto pa r lia mo di poc ke t r e v o lu tio n s ,
di rivoluzioni tascabili, non di t a g l i n e t t i .
Dicevamo di preferire Vantage a l r i t o r n o
disc ogr a f ic o, lo r iba dia mo non ta n to p e r le
sottiglie z z e , be nsì pe r una tr a c k lis t ma g gior me nte inc isiva , c he a lte r na d o lc e a s a la to, c he non indulge in a utoc omp ia c iu te p o p pa te a gr odolc i e sopr a ttutto pe r q u e i f a mo s i
br a ni c he dime ntic a va mo di c it a r e : u n tr ittic o di ba lla te f ina lme nte de gne d e l p a s s a to
(Smok e rs Re fle c t, The Vanishin g o f M a r i a
Sc hne ide r e Popular Culture ) , a lle q u a li a g giungia mo una be lla ope ne r c ome W h e n S h e
Come s Down e l’ a ltr e tta nto inc is iv a E th e rnal Woman, e pisodi c he non a v r e b b e r o s f igurato, visti gli archi/synth, nel t e r z ’ a l b u m .
…An ide a l Ba r be side the Se a . ( 7 . 0 /1 0 )
Ed o a r d o B r idda
D i a m a n d a G a l a s – G u i lt y G u i lt y G u i lt y (M u t e
/ E m i , 26 m a r z o 2008)
G e n e r e : s c i a n t o s a a v a n g u a r d i s ta
Non sono mai piaciute le me z z e m i s u r e
all’ellenico-americana Diamand a , e q u e s t o
la rende degna di stima a pres c i n d e r e . L a
Serpenta ha cantato rarissimam e n t e i l r o c k
in modo (semi) convenzionale, n o n d i m e n o
r e ga la ndo in c ompa gnia di John P a ul J o ne s il suo disc o miglior e ne l ‘ 94 , T he Sp o r ting Lif e . Non fraintendete: serv e , l a G a l a s ,
c ome de l r e sto sono impor ta nti i s u o i p r o ge tti e le sue r ic e r c he , c or a ggio s i o ltr e il limite . Pr opr io lì sta la que stione , n e l c o n f in e
sbeffeggiato più che superato, i r r i s o f i n o a
inoltr a r si tr a f a nta smi e soff e r e n z e , to r tu r a ndo le ma lle a bili c or de voc a li d i c u i n a tur a ma tr igna l’ ha dota ta , lungo la s c a la d a
vagito a muezzin. Si tratta di la n d e a b i t a t e
da Pat t y Wat e r s, M e re dit h M o nk e C a t h y
Be r be r ian a lle pr e se c on la tr a g e d ia c la s sica e il sabba, con psicodram m i d i v e n u t i
e sor c ismi. Che sia He r r m an Nit s c h i l s u o
str iz z a c e r ve lli?
Ritr ova te tutto a nc he in que sto la v o r o , r e gistr a to da l vivo pe r sola voc e e p ia n o f o r te
a Ne w Yor k e Auc kla nd ne ll’ a rc o d e l b ie n nio 2005- 06, c omposto di c la ssic i ma r to r ia ti
c ome una Long Blac k Ve il che i l l i c a n t r o p o
Wait s a ppr e z z e r e bbe e que lla D o wn S o Lo w
c he dic i soul a ba gno ne llo spir it u a l ma c o me
pote va sc r ive r lo Kur t We ill; il s o le f a c a p o -
lin o p e r u n b r e v e s e c o n d o d u r a n te I n te r lu d e
( Tim e ) , p r ima c h e D ia ma n d a s tr a tto n i le te n d e d i v e llu to n e r o s tiz z ita . Ro b a c h e s ta r e in
una buca di pece fiammeggiante preoccupa
mo lto , ma mo lto me n o . E n tr a te c i, s e v o le te : p o i s o n o c a v o li v o s tr i. Si in tr a ttie n e u n
u n ic o p o s s ib ile r a p p o r to c o n q u e s to a lb u m:
lo s i a s c o lta ( p o c o ) p e r n o n s c o r d a r e q u a n to
le r o s e e i f io r i n o n a p p a r te n g a n o a q u e s to
mo n d o d i d is a s tr i, a p o c a lis s i e c la s s ic i ja z z
appesi per i piedi
a d o n d o la r e ( A u tu m n Le a v e s ) . S e
p o i c e n ’ è u n a ltr o , d i mo n d o , h o
perso la voglia di
c h ie d e r me lo e o c c o r r e r a n n o g io r n i
perché ritorni, se
mai lo farà. Un
v ia g g io a l te rmin e d i mo lte c o s e , G u ilty G u ilty G u ilty :
d e l b lu e s , d e lla p a z ie n z a , d e lla s o ff e r e n z a . M a n o n d e lla n o tte c h e c i in g o ie r à tu tti.
( 6 . 5 /1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
“ s ta n d a r d ” ( s e c o s ì p o s s i a m o c h i a m a rl o ) c h e
esce decisamente dal dancefloor e insiste
sulla coerenza interna dei brani. Insomma,
c o me h a n f a tto d a p o c o g l i A u te c h re ( o i n
a ltr i lid i g li O. R . B. ) , la t e n d e n z a c o n t i n u a a
p r o p o r r e ( f in a lme n te ! ) u n ri p e n s a m e n t o c o s tr u ttiv o p r iv o d i a u to re fe re n z i a l i t à .
Non è una “teoria del tutto elettronico”,
ma p o c o c i ma n c a : la fre d d e z z a k ra u t i s s ima d e ll’ in iz ia le E in s t e i g e n m i t i g a t a d a
f ie ld r e c o r d in g d i tr e ni e s t a z i o n i (c i t a z i o n e imp lic ita a P ie r re S c h a e ffe r ? ), i ri c o rd i
della pista da ballo con appunti cosmici e
s o g n a n ti ( Ca re s s , M M ) , l e c i t a z i o n i a l l ’i n d u s tr ia l ( I ts ) e a lla mel o d i a c l a s s i c a (i l fa g o tto ( ? ) in Za u b e r ) , l e v o c i n o r d i c M o r r
( F r ie d a ) e i n f i n e i l s u o n o p o s t - g l i t c h c h e
distingue come marchio di fabbrica la DJ
e p r o d u ttr ic e ( O n d u ) . L a c o l l a b o ra z i o n e i n v e r n a le c o n A GF h a p o rt a t o u n n u o v o fru t t o
post-minimale alla comunità electro. Forse
n o n r iu s c ir e mo a b a lla r e l e t ra c c e d i q u e s t o
d is c o p ie n o d i e c h i e r i v e rb e ri , m a l a n o v i t à
s ta n e ll’ a v e r g e tta to le b a s i p e r u n a n u o v a
s ta g io n e d i I D M . E q u es t a v o l t a l a M s t a p e r
min ima l. ( 7 . 5 /1 0 )
Marco Braggion
Ellen Allien – Sool (Bpitch Control, 27
maggio 2008)
Genere: minimal onirictronica
Se a un primo ascolto questo nuovo disco di
E lle n A llie n p u ò s e mb r a r e o s tic o , ma n ma n o
c h e p a s s a n o i m i n u t i c i s i a c c o rg e c h e p u ò
e s s e r e u n b u o n p u n to p e r r if le tte r e n u o v a me n te s u llo s ta to d e lla min ima l. L’ o p p o s iz io n e e s te tic a - o r ma i a s s o d a ta - p e r u s c ir e
d a l tu n n e l a u to r e f e r e n z ia le d e l “ g e n e r e ” h a
due anime ben separate: le etichette e gli
a r tis ti f r a n c e s c i p r o p o n g o n o u n ma s h u p c h e
s i b a s a s u lle f o r me r o c k ( p o s t- D a f t e a ff in i) , me n tr e i c u g in i b e r lin e s i h a n n o tr o v a to
n e l l ’ o rg a n i c i t à e n e i s u o n i l i v e u n a n u o v a
s tr a d a tu tta d a s c o p r ir e ( v e d i P ro ns a t o ) .
Q u e s ta d e s c r iz io n e n o n e s a u s tiv a e s e mp lic is tic a v ie n e o g n i g io r n o s me n tita o r ime scolata da scuole che prediligono gli stilemi
tr a d iz io n a li ( v e d i la p o s t- o ld - s c h o o l n o r d a mericana), che spingono i confini verso i
f r e d d i g h ia c c ia i d u b s te p ( o v v ia me n te l’ I n g h ilte r r a ) o c h e in v e n ta n o q u a lc o s a d ’ a ltr o .
So o l è f ig lio d i q u e s ta f r a mme n ta z io n e , ma
procede verso una definizione di un suono
The Embassadors feat. Michel Ongaru
– Healing The Music (Nonplace, aprile
2008)
Genere: jazz, elettronica
Prendete un mappamondo… Non ne avrete
a b b a s ta n z a . I n e v ita b ile, q u a n d o i l t u o p a s saporto è collage di timbri e visti, quando il
tu o b a g a g lio c u ltu r a le e a rt i s t i c o h a ra t t o p p a to s o p r a b a n d ie r e e p e z z e d e i p i ù s v a ri a t i
Pa e s i, q u a n d o le tu e in fl u e n z e s o n o i n d e fi nibili tanto variegate e profonde e quando
il tuo stile abbraccia mondi così (a prima
v is ta ) lo n ta n i. I n e v ita b i l e c h e i l p ro d o t t o fi n a le , a c q u is e n d o g li o d o ri d i t u t t i i c o m p o n e n ti, r is u lti v a r ie g a to , s fa c c e t t a t o , i m p re v e d ib ile .
He a ling T he M us ic , p ri m o l a v o ro d e l c o l lettivo apolide degli Embassadors, è così:
attorno a fondamenta jazz viene eretta una
c o s tr u z io n e c h e s i mo d e l l a v i a v i a l e a n i m e
d e ll’ e n s e mb le s i ma n if es t a n o . La w o rl d m u s ic u s a ta c o me in to n a c o e s t u c c h i p e r l e fa c c ia te , la s c ia il p o s to a i n t e rn i fu s i o n , re g g a e , s in o a b a lla te r o m a n t i c h e i m p re z i o s i t e
SA 65
RECENSIO
highlight
Le luci della centrale elettrica – Canzoni da spiaggia deturpata (La Tempesta / Venus, 1
maggio 2008)
Genere: canzone d’autore
C u t - u p à la Burroughs che si fa storia e congiunzioni; che incontra il cie l o p e s a n t e d e l l a p r o v i n c i a
p o s t - i n d ustriale rimanendone folgorato; che sputa ricordi di gioventù vis s u t a t r a q u a r t i e r i p o p o l a r i
e c i r c o n vallazioni; che piange, ride, fuma e si lascia cullare dal bianco d e l l e c i m i n i e r e ; c h e a ff i t t a
se i c o r d e di chitarra acustica pe r f a r c i sta r de ntr o poc o più di ve nt’ a nn i d i v ita . Q u e lli d i Va s c o
Bro n d i , titolare del progetto Le luc i de lla c e ntr a le e le ttr ic a , ma a nc he qu e lli d i c h iu n q u e a b b ia tr a s c o r s o l a propria adolescenza in spazi aperti imbavagliati dal cemento, re g o l a m e n t a t i d a i p a r c h e g g i
d e i su p ermercati, illuminati a gior no da i f a r i de gli impia nti.
S i p a r t e dai testi per capire il se nso e l’ imma gina r io di r if e r ime nto di qu e s te C a n z o n i d a s p i a g g i a
d e t u rp a ta, si segue il ritmo d e lle pa r ole , si ur la e c i si r itr ova a na uf r a g a r e in u n a p o e tic a c h e c ita u n R ino Ga e t a no l i b e r o
d a i v i n c oli della metrica, irrobustito, rinchiuso in un flusso di coscienza c h e s e n e f r e g a d e l l e r e g o l e a r m o n i c h e . E n o n s o l o d i
q u e l l e . A dimostrazione, episodi da un paio di accordi ripetuti a oltranza , d i s t o r t i , a l l e n t a t i t a l v o l t a d a u n e l e g a n t e l a v o r o d i
p r o d u z i one che stempera i toni più claustrofobici, capaci di mostrare una p r o f o n d i t à i n a s p e t t a t a . B r a n i c h e v a n n o a c o m p o r r e
u n ’ o p e r a am bivalente, affascina nte da l punto di vista le tte r a r io ma a nc h e in tr a n s ig e n te s u l v e r s a n te mu s ic a le , e s tr e ma me n te
d i r e t t a ma al tempo stesso ostica nella sua semplicità, infinitamente pu n k – p e r l o m e n o n e l l ’ e t i c a - e p o c o i n t e n z i o n a t a a
sc e n d e r e a comprom essi con i soste nitor i de lla “ be lla c a nz one ” . Un disc o c h e v iv e d i s p a c c a ti e mo tiv i in te n s is s imi c o me P e r
c o m b a t t e re l’acne, L acrim oge ni o La gigante sc a sc ritta c oop, c he pr e nde a llo s to ma c o , c h e n o n p a s s a in o s s e r v a to , c o n s e g n a n d o a l l a s toria un autore di razz a c he tr a sbuff i, inc a z z a tur e e ma lumor i c i r ic o r d a il f a s c in o s o ttile d e l n e o r e a lis mo . ( 7 . 3 /1 0 )
Fabrizio Zampighi
d a v i o l e e v i o loncelli. Volendo cons ide r a r e
e “se z i o n a r e ” le singolarità del gruppo si r it ro v a n o c i n q u e diverse patrie, quattro c ontin ent i , u n o sp e ttro di abilità strumen ta li c he
s ’al l a rg a d a u n’educazione classica ( il viol o n c e l l i st a Cl audio B ohorquez, G are th Lubb e e l a su a v i o la), ad una jazzistica (l’ a nima
d el g r u p p o : H ayden C hisholm sassofonista e
cl ari n e t t i st a , Matt P enm an, bassista ) sino a
e l e t t r o n i c a e d ub. Senza tralasciare la voce:
i l v o c a l i st e polistrum entista keniota Mic h e l O n g a r u i n grado di tradurre e donare
u n to c c o d ’ e soticità al lavoro, introduc e ndo
c a n t a t i i n l i n g ua swahili.
Un c o l l a g e d e licato, dotato d’innega bile f in e z z a e s e c u t i va. Un mosaico musicale che
s ’arr i sc h i a p e ccando di troppo im pegno ne ll a ric e r c a d ’ a t m osfere rarefatte, lonta ne , indigene. (7.0/10)
Mar c o Canepari
The Fall – Imperial Wax Solvent (Castle
/ Sanctuary, 28 aprile 2008)
Genere: The Fall
“I ’ m a 5 0 y e a r old man, and I like it / I’m
a 5 0 y e a r o l d man, what can you do about
it?”. Basterebbe citare questo v e r s o ( e l a
relativa fiumana sonora di 12 m i n u t i a c u i
è a ssoc ia to) , e la r e c e nsione p o tr e b b e f e rma r si qui. Pe r c hi vuole c ontinu a r e a le g g e r e : l’ ultima impr e sa di Ma r k E. Smith c e lo
r ipr e se nta ve c c hio, br uta le , inca z z a tis s imo
e str onz o c ome non ma i. Ovver o in q u e lla ste ssa f or ma , inossida bile e to s tis s ima ,
in c ui lo a bbia mo la sc ia to giusto p o c o f a –
l’ e c o de i f a sti de ll’ a nno sc or so, l’ in c r e d ib ile a vve ntur a e le c tr o- pop de i Vo n Sude nf e d
e il c r udo, sc ur o e sc or butic o p o s t p u n k d i
Re f ormation Post TLC, risuona a n c o r a .
Que sto Impe rial Wax Solv e nt, s e p o s s ib ile ,
f a a nc or a me glio: c on lo z a mpin o d i Gr a nt
Showbiz – pr a tic a me nte una ga r a n z ia : n e l
suo c a r ne t c i sono Dragne t, Gro te s q ue , Sla te s EP, The Unutte rable - , si to r n a a q u e lla
va r ie tà stilistic a , a ma bilme nte in c o e r e n te ,
c he ha f a tto gr a ndi a lme no il 5 0 % d e i d isc hi de lla ba nd ( de l r e sta nte 50% n e è s ta ta
la rovina), in un felice e torbid o i b r i d o f r a
spe r ime nta z ioni pa r a - e le ttr onic h e e a ma tissima ba ssa f e de ltà . Da ll’ a pe r tu r a in s tile
Be e f he a r t ( muta to Be c k) di Al to n To we r s ,
a ttr a ve r so il r iff a c c io di Wolf Kid u lt M a n ,
l’ a n th e m p o p p u n k d i I ’ v e B e e n D u p e d ( c o n
la n u o v a mo g lie Ele na P a o lo u a l p o s to d e lla
Br ix c h e f u ) , lo s p o o f s to o g e s ia n o d i S tr a n g e To wn , i p s e u d o Silv e r A pple s d i Ta u r ig ,
f in o a i w a tt le r c i E x p lo d in g Ch im n e y , n o n
abbiamo nient’altro che il nuovo, ennesimo,
g r a n d io s o c la s s ic o d e i Fa ll. ( 7 . 1 /1 0 )
A n t o n i o Pu g l i a
Four Tet - Ringer (Domino, 24 aprile
2008)
Genere: elettro
A ttiv is s imo . E p p u r e e r a d a b e n tr e a n n i c h e
Heban non pubblicava qualcosa in nome
p r o p r io . L o f a c o n q u e s ta q u a te r n a d i tr a c c e c h e r ip r e n d o n o d a u n a p a r te il lo o p e la
cassa 4/4 masticata nei remix (soprattutto
Yo u A re H e re d i N a t h a n F a k e ) e d a l l ’ a l t r a
le squadre più kraut del repertorio con un
to c c o d i b a tte r ia v e r a ( g iu s to , R in g e r , s u l
f in a le a d ir il v e r o ) . L’ o u tp u t s e n o n l’ a v e te
in tu ito è s o r p r e n d e n te .
Pe r n u lla a mb ie n t- tr o n ic o e p e r n u lla ja z z .
Minimal per dirla tutta. E certamente acid
p e r la s c e lta d i s a mp le s u f r e q u e n z e me d io acute (e relative modulazioni), quando non
s o r p r e n d e n te me n te a f r o n e l s u o e s s e re v a r e c c h in a , il la v o r o ta g l i a c o rt o c o n o g n i a c c o s ta me n to a llo s f o n d o e a l l a fa c i l e n e g ri tu d in e tr o n ic a - s o u l. Se l ’e c o c o n i l p a s s a t o
e s ta tic o n o n è d e l tu tt o s p a ri t o (Ri b b o n s ) ,
la n u o v a d ir e z io n e s i s ch i a ri s c e c o n g l i o t t o
min u ti d i S wim m e r : mat e ri a l u c i d a m e n t e d e f o r ma ta , te r r ito r i C a r ib o u m a m o l t o , m o l t o ,
p iù a s c iu tto e u n c r e s ce n d o k ra u t -h i p p y p e r
la generation X del dopo pasticca (ma che
a d e s s o v e d e c o n o c c h i t e c h n o -p o p !). L’u l t i ma tr a c c ia s c io g lie il s i g i l l o c h e m a n c a v a :
N a t ha n F a ke e Bo r der C o mmu n i ty h a n n o
p o r ta to c o n s ig lio . A tte n d i a m o i l n u o v o d i s c o p e r s b ila n c ia r c i me g l i o . P e r o ra n i e n t e
m a l e i l r e s t y l e e a l l a l a rg a i n o s t a l g i c i d i
Ro und s . ( 7 . 0 /1 0 )
Ed o a r d o B r i dd a
The Futureheads – This Is Not The World
(Nul, maggio 2008)
G e n e r e : b r i t 2000 w a v e
Tr e s e t t i m a n e d i r e g i s t r a z i o n e i n S p a g n a
c o n Yo u t h , i l p r o d u t t o r e d i P r i m a l S c r e a m
e Ve r v e . D i tr e min u ti l e c a n z o n i c h e a s c i u gano il denim fino all’anoressia (ma senza
d ime n tic a r e l’ a mmo r b id e n t e ). B ri t i s h m e l o d ia a p a r i v o lu me d i r i t m i g ra ffi a n t i . B o n o
li a d o r a , a p r itic ie lo e al l o ra c o n T h i s I s N o t
T he Wo r ld i F u t u r e h e a d s r i m e d i a n o u n b e l
c a lc io a lla ma tu r ità s p a l a n c a n d o l ’a rm a dietto dei medicinali in bagno. Plettrate di
b r a c c io p iù c h e s to mp d i p o l s o e d a n z e fi n o
a far toccare 50 kg sulla bilancia faranno
il r e s to . Pis to ls s e n z a d i m e n t i c a re g l i X T C ,
s tr o f e c h e r is u o n a n o c o m e a l s o l i t o i n t u t t o i l d i s c o , m a s o n o u n a ff a r e d i f a m i g l i a
gestito con gusto. Dunque la biforcazione
n e l c e r c h io p iù g r a n d e : p e r l e c o s e c o m p l i c a te ( p e r s in o p r o g ) il p ro g e t t o Fi e l d M u s i c
( a p e r to o c h iu s o s i v e d r à ), p e r l ’e n e rg i a c ru d a e la c a p ita liz z a z io n e d e l s u c c e s s o i l p ro dotto Futureheads, saponetta attualmente
mo n o p o lis ta s u l me r c a t o b ri t a n n i c o . L’u n i c a
a c o n te n e r e i s o lv e n ti F ra n z F e rd i n a n d (c h e
gli stessi Franz giurano di non usare per il
prossimo disco).
I mb a r a z z a r s i d u n q u e s e i l p u n k y p o p p y q u i
s e r v ito è u n p o ’ tu tto u g u a l e c o m e i l re g gae in sala decompressione post-punk? Per
Ba r r y e Ro s s , c h e i p e zz i l i s c ri v o n o a n c o ra
a s s ie me s tile Ba r a t e D o h e rt y, n o n è u n p ro SA 67
RECENSIO
b l em a , i n n o m e dell’anfetamina piazz a no un
al bu m d i si n g o li usa e getta nella più ovv i a d e l l e m o s s e, il ritorno al ‘78 nel revival
Due m i l a c o n i n testa il dow nload pezz o/pe z z o / p e z z o p e r i l lettore mp3. Timbro oramai
i n co n f o n d i b i l e e rodatissimo, volumi a lti e
v i t a l i t à u l t r a b rit ci sono m a siam o sic ur i c he
è pi ù sa n t i f i c a zione che godimento. Pr oba b i l m e n t e , f o r t e di questa prova, il qua r te tto
rega l e r à i n f u turo una scaletta che dur i di
p i ù d i u n p a i o di sculettate. (6.5/10)
Ed o a r d o B r i dd a
Gabriele Mirabassi - Canto di ebano
(Egea, aprile 2008)
Genere: jazz
Dov r e b b e f o r s e stupire in questo disc o
l ’amo r e d i c u i sembra pervaso? L a de voz ion e, i l t r a sp o r t o , diciam o pure la gioia c he
g ro n d a
p r a t i cam e n t e d a o gni
n o t a ? F i g u r a t e vi:
un
c l a r i n e t t ista
che i n c i d e u n alb u m i n o m a g gio
al l o
st r u m e nto
cui h a d e d i c a t o d i cia m o p u r e - la
v i t a , a n z i a l l e g no
s t esso d i c u i è c os t i t u i t o - l ’ e b ano - nonché all’arte ar tigia na
d i ch i n e p l a sma l’anima secondo le ista nz e
d el su o n o , d i q uella voce lirica e me r c ur ia l e, a r c a i c a e m o dernista. G abriele Mir a ba ssi
è u n p e r u g i n o classe ‘67 che negli anni ha
s ap u t o sp l e n d i d am ente stem perare la f or ma zi on e a c c a d e mica col jazz e una spicc a ta a tt i t u d i n e p e r l a musica popolare sudame r ic a n a , m e t t e n d o i n fila fruttuose collaborazioni
con R i c h a r d Galliano, Stefano Battaglia,
Ri cc a r d o Te si , Ivan o F ossati, E nric o Pie ranu n z i e d i l c hitarrista brasiliano Guinga
t ra g l i a l t r i . I n questo che è il suo quindices im o t i t o l o in poco più di un decennio, si
fa a c c o m p a g n are da chitarra acustic a , c ont rab b a sso e b a tteria, m a non pensate a d una
b as e r i t m i c a su cui il leader possa pe nne ll a r e l e e v o l u z i oni del clarinetto perché quel
c h e n e e s c e è un signor quartetto, capace
d i mi su r a t o a n corché palpitante inter pla y la
cui “ f e b b r e ” p uoi rilevare soprattu tto ne ll a b o ssa t r a serio e faceto di C hegou e in
que lla spiglia ta e ga r r ula di Ve’ s e g o s ta s .
C’ è que sto se nso di sta r e a l gioco c o n p u n tiglio e br io, c on dina mismo e r a zio c in io , c h e
c onse nte sf a r f a llii a gili e f e lpa t e d e lic a te z ze, cangiante apprensione e fria b i l i a rg u z i e .
Spic c a no tr a le c omposiz ioni - tu tte o r ig ina li - l’ iniz ia le Chisc iotte da ll’ imp e to f la me nc o e d il lir ismo tr a gic omic o ( g ià s e n tita
ne llo spe tta c olo Chisc iotte e gli inv inc ib ili
con Gianmaria Testa ed Erri De L u c a ) , e l a
title trac k pe r va sa di ma linc onia u n p o ’ c h a plinia na c on nua nc e s Bac halov. S u g g e s t i o n i
c he de f inir e mmo c ine ma tic he n o n f o s s e p e r
l’inflazione dell’aggettivo, ma è p u r v e r o
che certe sospensioni, certi tra p a s s i , c e r t i
sla nc i a tmosf e r ic i se mbr a no f a tti d i s o g n o ,
me mor ia e – a ppunto - c e lluloid e . ( 7 . 2 /1 0 )
Stefano Solventi
Gregor Samsa – Rest (Own Records,
maggio 2008)
Genere: post rock
I Gregor Samsa (bruttissimo no m e p e r u n a
ba nd…) sono una ba nd or igina r ia d i Ric h mond, Virginia , c he si è f a tta u n c e r to s e guito pr e sso gli e stima tor i de l n e o p o s t r o c k
e motivo. Sto pa r la ndo de l post ro c k me le n s o
e la c r ime vole c he è sta to ge ne r a to d ir e tta me nte da i M ogwai e pe ggio a nc o r a d a i Sig ur
Ros. I nf a tti la ba nd è pr opr io a g li is la n d e s i
c he si a ggr a ppa c on più de voz io n e . I n v e r ità
l’ a lta le na tipic a di sa lisc e ndi c h e c o n tr a d d istingue gr a n pa r te di que sta mu s ic a q u i n o n
c ’ è . Re st è un disco che va vo l u t a m e n t e a
pa r a r e da lle pa r ti di c e r to c la ss ic is mo s in f onic o e a tmosf e r ic o ne lla ma ni e r a d e i M a x
Ric ht e r , de i Sylvain Chave au, d e i Ry a n
Te ague . Que sti pa r a goni va lgon o c e r ta me n te f ino a d un c e r to punto, ma è p u r v e r o c h e
in que sto la vor o, la ba nd utiliz z a s o p r a ttu tto il piano, le cui partiture, co m e s i l e g g e
ne lla pr e ss r e le a se “ sono stat e re g i s t r a t e
su un raro e se mplare di Böse nd o r fe r p re c e de nte me nte di proprie tà di Philip G la s s . ” .
A que sto c ime lio de lla str ume nt a z io n e c la s sic a , va nno poi a ggiunti “ stru m e n ti in s o liti come la celesta, il clarine t t o , l a v o c e
c lassic a e il v ibraphone ” . I l r isu lta to è p e r ò
qua si ovvio ne lla sua c la ssic ità imp o s ta ta e
formale. I brani migliori sono q u e l l i d o v e
cercano di lavorare sulla com p o s i z i o n e e
di e sse r e più e va ne sc e nti possib ile . J e ro e n
Va n A k e n , p e r e s e m p i o , è u n p o ’ i l c u o r e d e l
d is c o , c o n i s u o i o tto min u ti d i le g g ia d r a
a s c i u t t e z z a d r e a m y e c o n u n b a s s o e ff e t t a t o
n e lla p a r te f in a le c h e s a u n p o ’ d i Ta n g e r i n e
D re a m . Q u a n d o la b u tta n o tr o p p o s u l c la s s ic o d ’ a c c a d e mia mis to p o s t r o c k is la n d e s e
(A in Le u h , A b u ttin g , D is m a n tlin g , R e n d e re d
Ya rd s ) r i m a n g o n o u n p o ’ a m e t à d e l g u a d o e
s u o n a n o p iu tto s to o v v i e b a n a li. G li e s tima tori del genere troveranno sicuramente pane
p e r i lo r o d e n ti, ma la b a n d d e v e a n c o r a la v o r a r e a lu n g o p e r p o te r s i v e n d e r e o ltr e la
s o lita a c c o lita d i f e d e li. ( 6 . 0 /1 0 )
A n t o n e l l o C o mu n a l e
Grey Daturas – Return to Disruption
(Neurot Recordings / Goodfellas,
maggio 2008)
Genere: noise, sludge
To r n a n o a d is ta n z a d i p o c h i me s i d a l d e lu d e n te P a th O f N ine r s g li a u s tr a lia n i Gre y
D a t ur a s e lo f a n n o c o n u n a lb u m c h e s f io r a
il c a p o la v o r o .
Re tur n to D is r up tio n è a ttr a v e r s a to d a u n a
tensioni e vibrazioni decisamente inedite per
il tr io – in p a s s a to p iù a ttr a tto d a u n n o is e
c a c ia r o n e e c h ia s s o s o - c h e s f o d e r a u n ’ o p e n e r c o me B e y o n d A n d I n to Th e U ltim a te c h e
mis c h ia N e u r o s is ,
Slayer e Mogwai
in u n a mu ltis tr a tif ic a ta c a v a lc a ta sonica vitale
e lucente. Sullo
stesso spartito si
allineano
anche
le v a r ie A n s w e re d
I n Th e Ne g a tiv e
e
D e m a rc a t i o n
D is p u te s / U n ity .
Rima n g o n o d e g li o g g e tti s o n o r i d i d iff ic ile
id e n tif ic a z io n i tr a c c e c o me la title tr a c k e
U n d is tu r b e d – s g h e mb e ja m s e s s io n c h e p a iono registrate in tenebrose e oscure cantine
– o c o me la s c h e g g ia imp a z z ita B a la n c e O f
Co n v e n ie n c e – tu tta f e e d b a c k e a c c e le r a z io n i imp a z z ite d i b a tte r ia - .
Pare evidente la notevole maturazione del
c o mb o in g r a d o d i mo d e lla r e u n mo n o lite
n o is e c h e f lir ta c o n a ttitu d in i p o s t r o c k e
p o s t k r a u t. D iff ic ile d ir e q u a lc o s a d i n u o v o
n e l g e n e r e s lu d g e /n o is e ma è e v id e n te c h e s e
i N e uro s is li h a n n o s c e l t i p e r l a l o ro N e u rot Recording è evidente che rinoscono in
lo r o d e i p o te n z ia li e r e d i . U n d i s c o o rg a n i c o ,
ben assemblato e registrato che fa entrare
p r e p o t e n t e m e n t e i G r ey D a t u r a s n e l s a t u r o
p a n o r a ma p o s t h a r d c o re / n o i s e a m e ri c a n o
imp o n e n d o li c o me q u a l c o s a d i p i ù c h e “ u n a
p ia c e v o le s o r p r e s a ” . ( 7 . 5 / 1 0 )
Nicol a s Campa gnari
Guillemots – Red (Universal, 24 marzo
2008)
Genere: iperpop ibrido
L a te n d e n z a a lla ma g ni l o q u e n z a a p p a rt i e n e
d a s e mp r e a l D N A d e g l i i n g l e s i G u i l l e m o t s .
Aggiungiamoci pure un senso spiccato per
la melodia e per una scrittura pop che in
q u e s t’ u ltimo Re d , s u cc e s s o re d i T h r o u g h
T he Wind o wp a ne ( 2 0 0 6 ) , v i r a d e c i s a m e n t e
verso l’iperpop.
“ No n v o le v a m o fa re u n ‘T h ro u g h T h e Wi n d o wp a n e ’ p a r te s e c o n d a , q u e l l o e r a u n d i s c o m o lto p iù s o ft. P e r q u e s t o n u o v o , a b b i a m o s e m p l i c e m e n t e v o l u t o s c r i v e re c a n z o n i
p o p c h e p o te s s e ro c a ttu r a re i m m e d i a t a m e n te l’ a tte n z io n e ” . Q u e s t o n e l l e i n t e n z i o n i
d e l le a d e r F y f e D a ng e rfi e l d . Il ri s u l t a t o h a
a b b a s ta n z a s p ia z z a to f a n e d a d d e t t i a i l a vori, ponendosi tra un esagerato iperpop di
ma r c a ELO/ B e a t l e s , u n f u n k / s o u l r i c o l m o
d i b a lla d e d e le me n ti d i e l e c t ro p o p ‘8 0 . In te n d ia mo c i: la c if r a s til i s t i c a d e l g ru p p o c ’è
tu tta , il s o lito mix d i p o p -w a v e -s o u l d a g l i
a r r a n g ia me n ti c u r a ti e d a l l ’e n fa s i m o n t a n t e
d i ma r c a A rc a de F ire . C i fra ri c o n o s c i b i l i s s ima in b u o n a p a r te d e l l ’a l b u m , d a l l a c l a s s ic a b a lla d s o u l ( F a llin g O u t O f Re a c h ) a l l e
c a v a lc a te e p ic h e r ile tte q u i i n c h i a v e El e c tr ic L ig h t O r c h e s tr a ( l’o p e n e r K r i s s K ro s s ) ;
la novità è rappresentata dalle commistioni
e le ttr o n ic h e d i ma tr ic e s y n t h p o p (Bi g D o g ,
il s in g o lo G e t O v e r I t, L a s t K i s s , C o c k a t e e ls , ib r id i c h e f a n n o v en i re i n m e n t e u n G e o rg e M i c h a e l ( l ’ i n g e g n e r e d e l s u o n o A d a m
N o b le h a la v o r a to c o n q u e s t ’u l t i m o … ) v e rs a n te Pr in c e mo r b id o . U n m o s t ro d i F ra n k e n s t e i n n o n f a c i l e da d i g e r i r e q u i n d i , e
s o n o c o mp r e n s ib ili le r e a z i o n i d i s c o n c e rt o
a ll’ u s c ita d i Re d . Co me s e i n u n c e rt o s e n so il risultato suonasse come una parodia,
in v o lo n ta r ia c r e d ia mo , d i c e rt o s u o n o p i u t tosto che omaggio/rielaborazione.Da parte
SA 69
RECENSIO
n o s tr a si r e st a in attesa delle prossime moss e, sp e r a n d o c h e si sia trattato di uno sta ndb y. ( 6 . 7 / 1 0 )
Teresa Greco
Heaven And – Sweeter As the Years Roll
By (Staubgold, aprile 2008)
G e n e r e : b l u e s m e t r o p o l i ta n o
Que st o d i sc o m i ha ricordato qua nto mi
m an c a n o i G i r ls A gainst B oys e i Ne w We t
K o j a k . A n c h e questi Heaven A n d inf a tt i t r a ff i c a n o con una forma particola r me nt e n o t t u r n a e metropolitana di blues. Che
s i t r a t t i d i b l ues pochi dubbi. Sweeter As
Th e Ye a rs R o l l B y è un titolo che hanno c e rt ame n t e p r e so in prestito da Blind Willie
J o h n so n , l ’ u o mo che è passato dai campi
d i c o t o n e d e l Texas alle stelle dello spazio
p ro f o n d o ( i n t u tti i sensi…). G li H eav e n And
s on o i n q u a t t r o : Martin S iew er, Ton y Buc k,
S t ev e H e a t h e r e Z eitblom e per l’oc c a sione
u n a c o m p a r sa t a di lusso ad opera di Ale xa nd er H a c k e , l ’ uomo più metallico deg li Eins tu r z e n d e N e ub au ten . L a sua voce a ggiung e q u e l t o c c o tipicamente mitteleuropeo,
b erli n e se e i n confondibilm ente neuba utia no
ad u n a m u si c a, che lavora già egregia me nt e su l c r i n a l e tra post rock da came r a stil e Kl a m m e r f l immer K ollek tief e una f orm a p a r t i c o l a r mente imbronciata e anemica
d i b l u e s d ’ a u t ore (Tom Waits, Nick Cave).
S carl e t Wo m a n infatti sem bra un outta ke da g l i u l t i m i d i sc hi del gruppo di B lixa Ba rg el d , m a l a v era sorpresa è semmai Prince
Pr i e st d o v e H acke parte flebile e imposta to
com e a l so l i t o fino a sbracarsi co mple ta m en t e n e l f i n a le dove tende ad assomiglia r e
p aur o sa m e n t e a C aptain B eefheart.
Il re st o d e l d i s co è puram ente strume nta le ,
p o g g i a t o su r i tmiche ora ovattate, ora str ing ent i e d e n e rg iche. G li H eaven A nd s i dimos t ran o sp e c i a l isti delle soundtrack noir. Da
t e n e r e c e r t a m ente sott’occhio per i lavori
fu t u r i . ( 7 . 1 / 1 0 )
A n t o n e l l o C o mu n a l e
The Herbaliser – Same As It Never Was
(K7!, 27 maggio 2008)
Genere: jazz-hop
Vol e n d o c a v a r sela alla svelta, potre sti de fi n i r e i l c o l l e ttivo H erbaliser come “ la r is po st a b r i t a n n ica ai Gan g Starr”. A grandi
highlight
Mauve - Kitchen love (Canebagnato, 4 aprile 2008)
Genere: wave/pop
Un tr io da Ve r ba nia c he p r ima ma n d a u n s e g n a le d i v ita p iù in tr ig a n te c h e e c la ta n te ( l’ e p S w e e t
Noise On The Sof a, Cane b a g n a t o 2 0 0 7 ) , p o i a l m o m e n t o d i d e b u t t a r e c o n u n l a v o r o l u n g o d e c i d e
di gettare cuore e cervello o l t r e l e c o s i d d e t t e r o s e e a s p e t t a t i v e . F a c e n d o , p e r q u e l c h e m i r i g u a r d a ,
il botto. La proposta sono r a b a z z i c a c o n p a s s i o n e e d i s i n v o l t u r a l e p a l p i t a z i o n i p o p d i d e r i v a z i o n e
wave, trepidante impellen z a e m o c o r e , v e n a t u r e d a r k e s b r i g l i a t a a l l u r e b r i t , l a s c i a n d o b a l u g i n a r e
sullo sfondo quel che rest a d e l p o s t - r o c k .
Ec c o quindi c he Santiago p u ò p e r me tte r s i d ’ imp a s ta r e P ix ie s e N e w Or de r , c o s ì c o me u n a J a g u a r ,
We Hav e To Go ste mpe r a i Blur p iù a lla mp a n a ti e c e r ta me le n s a g g in e A la n P a r s o n’s P ro j e c t , me n tr e la str ume nta le Edimbu rg o M e g a P a n d a c h ia ma a r a c c o lta s tr a li The C ure e o me o p a tie L’ A lt r a . Pe r n o n d ir e d i q u e l l a 8 8
c he ti f a pe nsa r e a ll’ a ne llo ma n c a n te tr a R a pt ure , I nt e r po l e A f g ha n W hig s . I l t u t t o c o m e s e f o s s e l a c o s a p i ù s e m p l i c e d e l
mondo.
Si chiamano Mauve, sono d u e c h i t a r r i s t i e u n a b a t t e r i s t a a l l e p r e s e a n c h e c o n v i o l i n o , b a s s o , g l o c k e n s p i e l e s a m p l e s ( p i ù u n
pa io di a mic i a da r e una m a n o a lle ta s tie r e ) . So n o c a p a c i d i s o r p r e n d e r ti c o n g r a z ia e a rg u z ia ( la ma liz ia f r u s ta T h e y M i g h t
Be Giant s di Ele c tonic Sc a le s e B u tte r , c a n ta te d a u n a s e to s a E ld a ) , d i a v v in c e r ti c o n imp e to ( le s g r o p p a te Arc a d e Fi re d i
Se an Conne ry , il boc c onc in o So nic Yo ut h d i Ne v e r R e g re t) e r ic e r c a te z z a ( u n a L a s t B f i a b e s c a e s o n n a c c h i o s a , t e s t o i s p i r a t o
da Ce sa r e Pa ve se ) . Pe r inte n s ità , is p ir a z io n e e v a r ie tà , Kitc he n L o v e è u n o d e i m i g l i o r i e s o r d i m i s i a c a p i t a t o d i u d i r e i n t e m p i
r e c e nti. ( 7.5/10)
Stefano Solventi
linee l’operazione non è dista n t a n t i s s i m a :
poggia r e su sc a nsioni r itmic he h ip - h o p s e zioni di fiati vigorosamente im p r o n t a t e a l
ja z z . Solo c he qui gli ottoni - e i d is c r e ti a rc hi - non sono c a mpiona ti ma s u o n a ti c o me
de l r e sto le ba si, la ddove DJ Ollie Te e ba
pr oduc e e si c onc e de una ma ncia ta d i b u o ni scratching; inoltre, il rap la s c i a s p e s s o
spa z io a uno sc intilla nte sixtie s s o u l g u a rnito da sa por i pop stilosa me nte b r ita n n ic i,
inc ur sioni ne lla la tinità ( la sup e r b a B la c k wate r Driv e punteggia di spag n o l e g g i a n t i
umori un’ondeggiante sensualit à a b a s e d i
c la vine t) e un f unk odor oso d’ ur b a n o a s f a lto
( Clap Your Hands c a va lc a f ilmic a tr a s lo c a n do il nor the r n soul ne gli uff ic i d e lla St a x ) .
Funziona tutto in quest’oliata ci n q u a n t i n a d i
minuti che passa e manco t’acco rg i , p e r c h é
gli a r r a ngia me nti sono r otondi s e n z a s tr a f a re, occhieggiano al passato rico r d a n d o c h e
sul c a le nda r io c ’ è sc r itto “ 2008 ” ( la f a v o losa Strande d On Earth, tr a c c ia s e n z a d u b bio migliore del lotto, è jazz sp i o n i s t i c o i n
”trip” cosmico che si fa progr e s s i v a m e n t e
la rgo tr a mor bidi ve lluti) , la c an ta n te J e s sic a Dar ling non sfigura e gli M C i n v i t a t i
p e r l’ o c c a s io n e s a n n o il f a tto lo r o ( f e r ma te lo v o i, M o re Or Le s , q u a n d o a lle s tis c e u n o
s c io g lilin g u a s o p r a u n a f is a r mo n ic a s o ttr a tta a L ittle I ta ly ) .
I n f in e , u n g r o o v e k r a u t- f u n k f u n g e d a s c e n a r io p e r l’ is ta n ta n e a d i v ita q u o tid ia n a S t re e t
Ka r m a , d a f a r s e n tir e a N e ne h C he r r y p e r
r ip o r ta la a c a s a . To r n a a lla me n te , p e r q u a n to c o n c e r n e l’ a ttitu d in e s in te tic a e d e le g a n te e talune sonorità, quella felice stagione
tra fine ’80 e primi ’90 in cui impazzava
l ’ a c i d j a z z e l a Ta l k i n ’ L o u d e r a l ’ e t i c h e t t a
d e l mo me n to , e in ta n to la c o s a tr ip h o p - le
c u i “ s to n a tu r e ” H e r b a lis e r e c h e g g ia a ll’ a lte z z a d i Th e Ne x t S p o t e n e l b r a n o o mo n imo
- c r e s c e v a a tr a tte g g ia r e in a u d ite p r o s p e ttiv e , c o llo c a n d o s i tr a p a s s a to e p r e s e n te c o me
nell’epoca attuale tocca per forza di cose
fare.
L a d iff e r e n z a , o r a c o me v e n t’ a n n i f a , è d a ta
da chi sapientemente maneggia il talento.
S a m e A s I t Ne v e r Wa s l o f a c o n c l a s s e p i ù
c h e b a s ta n te d a e le g g e r lo “ in te llig e n t f u n ”
d’inizio stagione nel suo ambito stilistico di
r if e r ime n to . ( 6 . 9 /1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
Howlin Rain – Magnificent Fiend
(Birdman Records, aprile 2008)
Genere: hard blues
Vo c e u r la n te e p o te n te , c h e n o n e s i t a a s c i o g lie r s i in f a ls e tti a r mon i z z a t i . C h i t a rra v i rtuosa e distorta. Sezione ritmica da blues
i n c a t t i v i t o . E , d u l c i s i n f u n d o … o rg a n o
Hammond. Se non sapessi già in partenza
che si tratta di un disco uscito quest’anno,
g li d a r e i a lme n o tr e n t’ an n i . G i u n t i a l s e c o n do capitolo discografico della loro breve
s to r ia , a d d o lc e n d o i to n i ri s p e t t o a l l ’e s o rd i o , g l i H o w l i n R a i n d i m o s t r a n o u n a ff e t t o
s mo d a to p e r l’ A me r ic a m u s i c a l e d e g l i a n n i
Se s s a n ta , c h e c o n u n o c c h i o g u a rd a v a a l s u o
folklore e dall’altra si faceva travolgere
d a lla p o te n z a d e g li a mp l i fi c a t o ri .
Pe r q u a n to s i s c a v i n e i s u o i s o l c h i p i ù re c o n d iti e s i a p p r e z z i l’ imp e c c a b i l e p ro d u z i o n e
d i u n n o me imp o r ta n te c o m e R i c k R u b i n ,
n o n s i r ie s c e a tr o v a r e p ro p ri o n i e n t e d i n u o v o in q u e s to M a g nif ic en t F i e n d . E f o r s e g l i
a u to r i n o n s i s o n o n e a n c h e p o s t i i l p ro b l e ma . I l q u in te tto d i O a k l a n d d e l l ’e x -C o me ts
On F ire E t h a n M i l l e r, h a s i n t e t i z z a t o u n o
s t i l e c h e a ff o n d a l e r a di c i n e l l ’ h a r d r o c k d e i
SA 71
RECENSIO
p ri m i D e e p P u rple (D ancers A t T he End Of
Ti m e ) e d e i Bl ack Wid ow ( Lord H a v e M e rcy) , n e l b l u e s rock sudista (e sudato) dei
Cre e d e n c e C l earw ater R evival (Goodbye
Ru b y ) e n e i so gni acustici di C rosby St ills
& N a sh ( R i v e r boat). G enuino sì, ma c he non
ri es c e , p e r i l solo fatto di esprimere sinc e r it à, a r i v e l a r si a nche interessante.
S e s i e t e d i q u e lli duri e puri, di quelli che il
ro ck è q u e l l o lì e non si discute, non r ima rr e t e p e r n u l l a delusi. Almeno non si tratta di
cov e r. . ( 6 . 0 / 1 0 )
Daniele Follero
I Cosi – Accadrà (Warner, 14 settembre
2007)
Genere: rock - musica d’autore
P o s s o n o l e m e lodie malinconiche di Umbe rt o B i n d i , M o dugno, Tenco, convivere con
i t em p i v e l o c i del rock e del pop? Può la
t r a d i z i o n e d e l la canzone d’autore italiana
s c e n d e r e a p a tti con una chitarra elettrica,
u n b a s s o e u n a batteria? Pare proprio di si,
s op r a t t u t t o se ad occuparsi di questo inc e s t o i n n o t e s o no i milanesi i Cosi. Un disco,
i l l o r o A c c a d rà, che foraggia l’imma gina rio nostalgico e
monocromatico di un Italia
morta e sepolta,
quella deg li a nni
C inquanta e Se ssanta, que lla de lla Cinquecento,
quella in cui jazz
e pop an da va no
a braccetto nei
brani dei primi
c a n t a u t o r i . E ’ questo l’universo musicale
d i r i f e r i m e n t o del gruppo, nelle melodie,
n el la sc r i t t u r a , ma non negli arrangia me nt i , q u e l l i b e n decisi a iniettare nel tessuto
epi t e l i a l e d e g li undici brani in scale tta una
cert a d o se d i sana irriverenza. D ’an ta n, na t u ra l m e n t e , se è vero che in Mondo Sogna e
L a n e v e a M i l ano si rintraccia l’ova tta tipic a d e l r o c k ’ n ’ roll americano più romantico,
i n L a c r i m a si v iaggia a velocità costa nte tr a
b eat e r o c k a b i lly, in R osa si respirano venti
d ’o r i e n t e i n salsa garage, in Sulle spalle di
u n g i g a n t e s i citano in un sol colpo Beatles,
Kul a S h a k e r e D oors. O ltre a saper c oniuga -
re con gusto tradizione e ritmi s i n c o p a t i , i
Nostri dimostrano una particolar e a b i l i t à n e l
c onf e z iona r e singoli r a diof onic i – D o m a n i,
sorta di via di mezzo tra i Ro l l i n g S t o n e s
e Vac anze Romane de i Ma tia B a z a r – o n e l
r a lle nta r e impr ovvisa me nte il r i tmo , c o n c e de ndo ma ggior e visibilità a ll’ a n ima r if le s sivo / r e c ita tiva de lla music a ( Ac c a d r à ) . Pe r
un disco che, lo si voglia o men o t a c c i a r e d i
facile revisionismo, si fregia c o m u n q u e d i
un pugno di brani in grado di t r a s f o r m a r e
c on stile il pa ssa to r e moto in p a s s a to p r o s simo, se non pr opr io in pr e se nte . Ta n to b a sta a sc uote r e le nostr e c osc ie nz e in to r p id ite . ( 7.2/10)
Fabrizio Zampighi
e a ltr i to r to is a te ) ; o p p u r e c ’ è c a s o c h e il
la v o r o in q u e s ta p r o v e tta s ia s in to mo d e lla le g g e r e z z a s e r e n a c h e la s c ia d ie tr o i p r o b le mi – mo d u s o p e r a n d i c a r io c a , n e l s e n s o
c o mu n e . M a c ’ è u n ’ a ltr a ip o te s i, e u n d a to
p e r s o n a le . I l s e c o n d o è c h e la lu n g h e z z a d e l
disco determina una stanchezza nell’ascolto
– c r e p a n u me r o u n o . L a p r ima è c h e q u e s ta
v o lta f o r s e M a d lib è r ima s to tr o p p o a ff a s c in a to d a lla s u a o p e r a ; tr a d is c e la s u a p a s s io ne per il jazz latino, e ne segue che non può
p iù e s s e r e s c ie n z ia to ta r a n tin ia n o d e lla mu sica che cuce e produce – crepa numero due.
Co me r e c ita il my s p a c e , “ M a d lib lo v e s Br a s ilia n mu s ic ” . Pe r u n s o lo g io r n o , ma tr o p p o
lu n g o , c o me n e l c a r n e v a le . ( 6 . 0 /1 0 )
u n a v e s te s u mis u r a .
Ci s o n o , s ì, d e i tr a tti i n c o m u n e c o n c o l l e g h i q u a li Cu r e ( S e m a p h o re , 7 2 ), N e w O rd e r
( W h ite b o y ) , E lb o w ( U p s i d e ), p u re i l M o rr is s e y s o lis ta , n o n c h é O a s i s n e l l a v o c a z i o ne da stadio – tutta roba che riporterebbe
in d ie tr o d i a lme n o d ie ci a n n i ; m a c ’è a n c h e
ta n ta e n e rg ia e v ita lità d a s p a z z a re v i a b u o na parte delle versioni attuali dei colleghi
in questione, insieme ai vari Manic Street
Pr e a c h e r s , i ta r d i Bu n n y m e n e , c h i s s à , a n c h e i r if o r ma ti Ve r v e . U n d i s c o d a p ro c u ra rsi assolutamente (anche in import), magari
in s ie me a ll’ e s a u s tiv a a n t o l o g i a F r e s h A s A
D a is y , u s c ita lo s c o r s o a n n o . (7 . 0 / 1 0 )
A n t o n i o Pu g l i a
G a spare Caliri
Jackson Conti – Sujinho (Kindred
Spirits / Audioglobe, 19 maggio 2008)
Genere: fusion / ethnic chill out
Scopriamo le carte, che già da u n p o ’ l ’ h a
f a tto pur e lui: M adlib sta elab o r a n d o u n a
pr a tic a di f inz ione se mi- se r ia . D o p o Be a tConduc ta, dopo Ye st e r days Ne w Quint e t ,
l’andazzo è chiarissimo; il suo i n t e n t o è d i
la vor a r e sulla pa tina c he c ontr o lla il te mp o
e i ge ne r i music a li, su una f ilo lo g ia ( s c o rr e tta ? ) disinte r e ssa ta a l mime tis mo , c h e a rriva a essere quasi posticcia, s i c u r a m e n t e
a r tif ic iosa .
Già da lla c omposizione del n o m e q u e s t o
progetto dice molto; basta ric o r d a r s i c h e
M adlib è il monike r di Ot is J a c ks o n J r ;
( qua si tutto) il r e sto lo f a la pr e s e n z a , e s p lic ita ta , di M am ão, a ka Ivan Co nt i, b a tte r ista de gli Az ym ut h, un tr io b r a s ile ir o d i
ja z z - f unk; Sujinho de i Jac ks o n C o nt i è
( di c onse gue nz a ? ) un a c c ompa g n a me n to d a
lounge ba r di sinc r e tismo c hill- o u t c h e r ie sc e a e sse r e se nz a a nima nonosta n te il c a lo r e e la c omple ssità de gli inte r ven ti – e ff e tto
abbastanza intenzionale, appun t o , c h e p a r e
de libe r a to.
L’ intr e c c io de i monike r è insom ma c o r r e la tivo ogge ttivo de lla f inz ione d i c u i s o p r a ,
de ll’ inte r e sse pe r la supe r f ic ie , p e r il g u s to
de l fare , il che poi significa, o v v i a m e n t e ,
c he la pr oduz ione si me tte in po s a .
Ci sono dei casi in cui lo scat t o i n q u a d r a
una str a tif ic a z ione e ff ic a c e , tutta p e r c u s s iva ( c ome la iniz ia le M amaoism , p o t e n z i a l e
ma nif e sto, o Brasilian Sugar, co n x ilo f o n o
James – Hey Ma (Mercury, 7 aprile 2008
- import)
Genere: brit pop
I J a me s , o v v e r o u n o d e i s e g r e ti me g lio c u s to d iti d e l b r it p o p . A n z i, d e ll’ I n g h ilte r r a
degli ultimi venticinque anni, a partire dal
p o s t p u n k , a ttr a v e r s o M a d c h e s te r , f i n o a i
’90 dei tardivi successi, pure se all’ombra di
ta n ti n ip o tin i. E p p u r e , g ià in te mp i n ie n t’ a f f a tto s o s p e tti, g li Smith s c o v e r iz z a v a n o le
lo r o c a n z o n i; e r a il 1 9 8 3 , a n n o d e l lo r o p r imo , q u a s i mito lo g ic o E P p e r la Fa c to r y. E
c i s o n o a n c o r a o g g i, i J a me s , c h i li s e g u e lo
sa; e sarebbe bene che lo sapessero in tanti,
p e r c h é q u e s to He y M a , g i u n t o d o p o u n s t o p
d i s e tte a n n i c h e s e mb r a v a o r ma i d e f in itiv o ,
è una resurrezione con tutti i crismi. E’ raro
tr o v a r e u n ’ is p ir a z io n e ta le in u n a b a n d c h e
h a tu tte q u e s te r u g h e a d d o s s o : a ttr a v e r s o le
n u o v e u n d ic i c a n z o n i d e i ma n c u n ia n i, c ’ è
u n a v ib r a z io n e c h e v a a ld ilà d e i c h ilo me tr i
p e r c o r s i, d e g li a n n i tr a s c o r s i e d e l me s tie re accumulato. I toni sono solari, trionfali,
f ie r i, a p a r tir e d a ll’ a p e r tu r a B u b b le s - c o n
il s u o “ I ’ m a liv e ! ” , u r l a t o a g o l a s p i e g a t a d a
Tim Bo o th - , p a s s a n d o p e r la d y la n ia n a t i t l e
tr a c k , la lo u r e e d ia n a Wa te r fa ll e le e p ic h e
O h M y H e a r t, B o o m B o o m ( v e r y U 2 ) e O f
M o n s te r s A n d H e ro e s A n d M e n ; la p r o d u z io n e “ lib e r a ” d i L e e ‘ M u d d y ’ Ba k e r e d e lla
stessa band ha inoltre permesso l’utilizzo di
u n a g r a n d e v a r ie tà d i s o lu z io n i d i a r r a n g ia me n to ( v e d i g li o n n ip r e s e n ti f ia ti) , a l p u n to
c h e o g n i b r a n o s e mb r a a v e r c u c ita a d d o s s o
Jamie Lidell – Jim (Warp / Self, 2 maggio
2008)
Genere: rhythm and blues
Co me s e St e v e Winw o o d , d o p o l o S p e n c e r
D a v is G r o u p , s i f o s s e a v v i a t o a l l a c a rri e ra
s o lis ta s e n z a p a s s a r e p e r i Tra ffi c . F a t e c i
c a s o : M a r v in Ga y e , Sl y S t o n e , P ri n c e e n o n
a n d ia mo o ltr e . O g n u n o d i q u e s t i v i e n e c i t a t o
come influenza di Jamie Lidell, e nel caso
d i G a y e è lo s te s s o e x -S u p e r_ C o l l i d e r a d i c h ia r a r lo .
Per carità, paralleli azzeccati alla luce di
u n d is c o , M ultip ly , n e g ro i d e a l l a s t re gua dei meglio colored e architettato dal
b ia n c o p iù n e r o o g g i i n c i rc o l a z i o n e . P ro p r io c o me il f u Tr a ff ic , o v v e ro l ’u g o l a b i a n c a p iù n e r a d e i ‘ 6 0 /7 0 .
A llo r a s u , d ia mo a Ce s a re c i ò c h e s i m e ri t a
e d i c i a m o c h e L i d e l l è i l n u o v o Wi n w o o d ,
n o n f o s s e a ltr o c h e p e r i l c o l o re d e l l a p e l l e
e tralasciamo le disamine sul talento, che
non è pari a nessuno dei citati. E che sia
c h ia r o .
È u n a b o c c a ta d i s a n a f re s c h e z z a , q u e s t o s i ,
col gravoso compito di confermare la vena
d i M u ltip ly n e l n u o v o J i m , l a c o n i c o t i t o l o
c o m e a d i r e : o k , m i co n o s c e t e , a l b a n d o i
convenevoli. E noi che lo conosciamo ci
a b b a n d o n ia mo in A n o t h e r D a y b a t t e n d o l e
ma n i, c a n ta n d o e s u s s u rra n d o , t ra n o i e n o i ,
c h e n e ll’ U o mo v iv e lo s p i ri t o – o p s , l ’a v e vamo dimenticato – di Otis Redding.
In pratica il disco è la naturale estensione del
precedente con l’aggravante che è “troppo
l’ e s te n s io n e d e l p r e c e d e n t e ” , l a d d o v e i l m o SA 73
RECENSIO
d u s si d i v i d e t r a soffici ballads (A ll I Wanna
Do, l a c h i u sa a là G aye di R ope O f Sand) e
s an g u i g n e a p e rture rhythm and blue s ( Wait
Fo r M e , L i t t l e B it O f F eel G ood) orma i note .
Cert o , c i p i a c e molto la disco in Figured
M e O u t e c i i n triga la bossa di G reen Light,
q u i n d i st a r e m o a vedere in futuro.
M u l t i p l y f u a more, Jim infatuazione . Che il
p ro ssi m o si a passione?!
P.s . W h e re D ’ You G o è la sua Gimme Some
L o v i n ’ . ( 6 . 0 / 1 0)
G i a n n i Av e l l a
Jasmina Maschina – The Demolition
Series (Staubgold, aprile 2008)
Genere: folk
Av e v a m o g i à v isto all’opera Jasm in a Guf fo n d , c o m e m a nipolatrice di pattern s e dr on es n e i M i n i t p rima e negli O rgan E ye dopo.
O ra c o n q u e st o suo primo disco solista a bbi amo l a p o ssibilità di fare una con osc e nz a
p i ù a p p r o f o n d ita della ragazza berlinese e
que l c he ne vie ne f uor i è sic ur ame n te u n r itr a tto più intimo e pe r sona le . Me s s i d a p a r te
gli orpelli elettronici Jasmina i m b r a c c i a l a
se i c or de c on una c onvinz ione e u n o c h a rme prettamente femminili per u n d i s c o d i
cantautorato folk che se pure n o n s i e l e v a
di molto al di sopra di un cer t o s t a n d a r d ,
c olpisc e a dove r e qua ndo si tr atta d i la v o rare con gli arrangiamenti o co n l ’ a r m o n i a
ve r a e pr opr ia . I nf a tti, un c e r to g u s to p e r la
r ipe tiz ione , e pe r i dr one s, le r ima n e a d d o s so anche qui. Jasmina tende a t r a t t a r e g l i
a r pe ggi a lla ste ssa ma nie r a de i l o o p e le ttr o nic i. Si ve da Siste r c he si inc a s tr a me r a v igliosa me nte su un ta ppe to di a r p e g g i r e ite r a ti. Que sto è un po’ il suo tr a tto d is tin tiv o .
Certe ballate acustiche per so l a c h i t a r r a
e voce, con solo un filo di fis a r m o n i c a a
fare da corredo non possono no n r i c o r d a r e
la pr ima Chan M ar shall o Dia ne C luc k e
pe r c e r te c ose a nc he M ile naso ng . J a s m i n a
viaggia sulla stessa lunghezza d ’ o n d a , m a
MGMT – Oracular Spectacular (Sony, 2008 - import)
me tte n d o c i u n g u s to e u n u mo r e p r e tta me n te e u r o p e o /d e c a d e n te . S it With M e e s o p r a ttu tto H o ly H o ly H o ly Wo r ld s o n o e l e g i e i n
min o r e , ie r a tic h e e s e v e r e . S lo w Wa lk e r f a
convivere egregiamente piano e chitarra e
p o i f in is c e d i n u o v o c o n u n p a tte r n r ip e tu to
a lla ma n ie r a d i St e v e R e ic h. L a v o c e s p e s so è solo un umore fantasma che si poggia
s u g li s tr u me n ti c o me p o lv e r e s u g li a b iti. E ’
f a c ile s c o mme tte r e c h e q u e s to r ima n g a u n o
dei dischi di cantautorato folk più intriganti
d e ll’ a n n o . ( 7 . 1 /1 0 )
. A n t o n e l l o C o mu n a l e
Jeremy Jay - A Place Where We Could
Go (K Records / Promorama, 20 maggio
2008)
Genere: songwriting
A l d e b u tto d o p o u n d is c r e to E P ( Air wa lk e r )
u s c ito lo s c o r s o a u tu n n o , il s o n g w r ite r c a lif o r n ia n o J a r e my J a y lo d ir e s ti a p p e n a u s c it o d a u n f i l m i n b / n p e r i o d o N o v e l l e Va g u e
highlight
Genere: indie, camp pop
A n d r e w VanWyngarden e Ben Goldwasser sono giovani, carini e vengon o d a B r o o k l y n . A v e d e r l i ,
se m b r a n o i cuginetti oltreoceanic i di Pat r ic k Wolf ; un duo molto indie e m o l t o c o o l c h e s t r i z z a
v o l e n t i e r i l’occhio agli ’80 co n un’ a ttitudine spic c a ta me nte c a mp, f igli le g ittimi d e ll’ e r a M y Sp a c e - v e n t ’ anni fa, probabilmente , sa r e bbe r o sta ti una c oppia synth pop, qu in d i n o n s o r p r e n d e c h e g li
O f M o n t real li abbiano presi sotto la lor o a la . Si f a nno c hia ma r e MGMT – s ta p e r m a n a g e m e n t – e ,
a n c h e s e da noi non sono ancora ufficialmente approdati, hanno già fatto s f a c e l i i n p a t r i a ( c o m p l i c e
u n e n t u siasta P itchfork) e in UK, dove il lor o de butto, a tte so da l 2005 ( a n n o d ’ u s c ita d e ll’ E P Ti m e
To P re t e n d, che è bastato per farli firmare con una major tramite Steve L i l l y w h i t e , a d d i r i t t u r a ) , s t a
a n d a n d o più che bene nelle char ts. I nsomma , i due sono que llo c he si c hia ma u n fe n o m e n o . A n d a n d o
a f o n d o c ’è poco da essere diff ide nti, pe r c hé la sosta nz a di Orac ular Spec ta c ula r , a r c h ite tta to e c o s tr u ito a d h o c d a Su a E c c e l l e n z a D ave F rid mann , è tutt’altro che effimera. Artificiosi e naturali i n s i e m e , ( r i ) v i v o n o l ’ e s t e t i c a g l a m o u r d i v e n t ’ a n n i f a
c o n u n o spleen che però è tutt o della loro età, rivestendo le loro angosce d a g i o v a n i We r t h e r i n c a l z a m a g l i a e l u s t r i n i d i u n a
p a t i n a r u ffiana e catchy, ma allo ste sso te mpo pr of onda . Li dir e sti pr ossimi a K la x o n s e a ff in i ( v e d i 4 th D im e n s io n a l Tr a n s it i o n ) , q u ando le loro canzoni inve c e ha nno tutt’ a ltr o spe ssor e . Pr e ndia mo Tim e To P re te n d , l ’ a n t h e m d ’ a p e r t u r a c h e d à i l t o n o
a t u t t o i l disco: fra coretti adole sc e nz ia li, ba ttima ni e r iff di synth e splor a il mito d e l “ liv e f a s t, d ie y o u n g ” , p e r r iv e la r n e p o i
t u t t a l ’ a m arezza e malinconia. E’ su que sto sottile e quilibr io tr a dive r time n to e tr a g e d ia c h e s i g io c a n o b u o n a p a r te d e g li e p iso d i , d a gli inni generazionali Youth a Kids pa ssa ndo pe r We e k e nd Wars (un g i o v a n e J a g g e r t r a p i a n t a t o n e i G r a n d a d d y ) ; l ’ u o m o
i n s a l a d i regia garantisce compattezza sonora ed effetti speciali assortiti, c o m e n e l l a g i o s t r a i n t e c h n i c o l o r d ’ i n e v i t a b i l e m a r c a
F l a m i n g L ip s di P ieces O f What, o ne lla c oda psyc h pr og di Of M oons, Bird s & M o n s te r s . I l tu tto c o n s e r v a n d o u n a p p e a l imm a n c a b i l m ente ed eccessivam ente pop, f r a un’ oc c hia ta a i De pe c he M ode e u n a a g li Ch ic ( E le c tr ic F e e l) , s e n z a tr a la s c ia r e la
l e z i o n e d el B ow ie più intim o c he c i sia , que llo di Hunky Dory ( The Hand s h a k e ) . P e r s o n a l i t à , u n a v i s i o n e c o e r e n t e e c a n z o n i
c h e c o l p iscono nel segno; il m assimo c he si possa c hie de r e a un a lbum d’ e s o r d io . A n c h e s e n o n s ie te p iù r a g a z z in i. ( 7 . 4 /1 0 )
A n t o n i o Pu g l i a
francese, con quella stilosità teen sixties e
l’ e s te tic a e ig h tie s r ip r es a p ro p ri o d a q u e g l i
anni. Poi si vengono a scoprire ascendenze
europee, svizzere per la precisione, e tutto
c o min c ia a to r n a r e .
A d a s c o lta r lo , v ie n e f u o ri u n c u ri o s o m i x d i
s e n s ib ilità f if tie s ( u n B u d d y H o l l y m i x a t o
Ric h e Va le n s a s u a v o l t a p a s s a t o a t t ra v e rs o
g li O tta n ta c o s te llia n i c h e a q u e l s u o n o s i
r if a c e v a n o , s i a s c o lti Ti l l We ’l l Me e t Ag a i n
p e r d ir e ) , d i c a n ta u to r a t o G a i n s b o u r g m e e ts F r a nc o is Ha r dy – a n c h e n e l l ’a t t i t u d i n e
piuttosto romantica ebbene sì - , di sound
c h e p iù n e w w a v e d i c o s ì n o n s i p u ò (q u e l l e
ta s tie r e e q u e i b a s s i in c o n fo n d i b i l i , s i v e d a
E s c a p e To A s p e n , b a s s i g i à a b b o n d a n t e m e n te p r e s e n ti n e ll’ E P d ’ e s o rd i o ), d i c h i t a rri smo molto Ottanta, il tutto tenuto insieme
da un’attitudine che ci ha fatto pensare a
u n a s o r ta d i M ic a h P H i n s o n m e n o t o rm e n tato (e folk) ma egualmente dotato. O a un
J o na t ha n R ic hm a n n e l l o s t e s s o m o d o s c a n z o n a to .
I to n i s i s c u r is c o n o n e ll ’a l b u m , g ra z i e a n c h e
a lla v o c e a c id a d i J e r e m y, i n q u e l l a c h e d e f in ir e mmo u n a r ie la b o r a z i o n e d i q u a ra n t ’a n n i e p i ù d i c a n t a u t o r at o d a q u e s t a p a r t e e
d a ll’ a ltr a d e ll’ O c e a n o . P a rl a d i “ b e a u t i fu l
rebels” ed “heavenly creatures” il Nostro,
c o n a r ia s o r n io n a . L’ a t t i t u d i n e è s i n c e ra e
lui ci crede, immerso nel suo immaginario
d i f a s c in a z io n i d e c a d e n t i . G l i c re d i a m o a n c h e n o i. U n a c o n f e r ma . (7 . 2 / 1 0 )
Teresa Greco
Katakyst – What’s Happening (Invada,
aprile 2008)
Genere: hip-hop
A s h le y A n d e r s o n , p e r i p i ù K a t a l y s t … s e m brerà strano, ma c’è dell’hip hop anche in
Australia (a Sidney per la precisione). E
non che Kings Cross sia il nuovo Queens,
p e r ò , o r ma i d a p iù d i 5 a n n i (i l p ri m o l a v o r o d e l p r o d u c e r a u s t r a li a n o , r i s a l e a l 2 0 0 2 ) ,
il n o me K a ta ly s t e la s c e n a ra p a u s t ra l i a na hanno via via conquistato popolarità:
c o lla b o r a z io n i e c c e lle n t i a s p re c a rs i e d u n
mercato che ha cominciato ad interessarsi
a lo r o .
N e l c o r s o d i q u e s ti c i n q u e a n n i s e n z a a l bum a proprio nome, Ashley s’è occupato
d e l “ s o tto b o s c o ” : p a r te c i p a z i o n i , re m i x , l a
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RECENSIO
crea z i o n e d i u n etichetta personale (la I nva d a R e c o r d s ) , ha stretto amicizie che hanno
i n g r a ssa t o i l n uovo lavoro.
L a p r i m a c a r a tteristica che salta all’occhio,
s ezio n a n d o What’s H appen in g, è proprio
l a q u a n t i t à e la qualità delle appar izioni a
m arg i n e , d e g l i ospiti. Tra i tanti: St e phan i e M c K a y ( v ocalist soul newyorchese che
ha collabo r a to in
passato con Talib
Kw eli, Mos De f ),
D iverse ( mc di
C hicago, in pa ssato con Pre f use
73, Mad lib, M os
D ef e R JD2) , Sup ern atura l ( ne wyorchese,
uno
dei più osannati
freestyler in c ircol a z i o n e ) e J-L ive (altro m c newyor c he s e i n p a ssa t o accanto a D J Sp in n a, Jazzy
J eff , N u m a r k , D an the A utomator, Chali
Tu na )
La se c o n d a , è la classe che distingue l’ ope ra. S u o n i , a r r a ngiamenti, uno stile impe c cab i l e . I l d i sc o si colora attingendo da tutte
l e t i n t e p r e se n ti sulla tavolozza della bla c k
m u si c ( so u l , f u nk, rap, blues e dub) e f inis ce, c o m u n q u e, col trovare una com p iute z z a
con pochi pari.
Non c h e i l l a v oro sia stato semplice o poc o
cura t o : d u e a n ni spesi tra studi e sale di r e g i s tr a z i o n e a u straliane, americane e ingle si
h ann o r e so i l p arto ben più difficile e a gog n ato d e l p r e v isto. Ma, in fondo, il pr odott o fi n a l e n e g ode a piene mani. Particolari,
t o c c h i , a t m o s fere, un’eleganza d’insieme:
t u t t o c o sì r i c e rcato e allo stesso tempo tutto
cos ì c r e d i b i l e .
D a v v e r o s i n g olare che il miglior hip hop,
o rm a i n o n so l o non provenga più da a r tis t i d i c o l o r e , ma addirittura s’è allo nta na to
d al la su a p a t r i a natia. Q uando la tec nic a sup era l e r a g i o n i. (7.5/10)
Mar co Canepari
Khale – Sleepworks (Own / Audioglobe,
23 maggio 2008)
Genere: ambient pop
Tu t t o g i à f a t to, tutto già sentito. I Kha l e s o n o u n a c r eatura nata dalla volo ntà de l
songwr ite r Kae l Sm it h, c he ne l 2 0 0 6 a D e n ver, Colorado, avendo scritto u n a m a n c i a t a
di buone c a nz oni, de c ise di vole r le a s s o lu ta me nte inc ide r e su disc o f a c e ndos i a iu ta r e d a
Ma tt He r r on e Jme W hite . I tr e d iv e n ta r o n o
subito una ve r a e pr opr ia ba nd, e d è p r o p r io
dalla loro comunione d’intenti c h e p r e n d e
vita l’ e sor dio Sle e pworks. È un mo o d ma linc onic o e intimista di pur o s ta mp o c a n ta utor a le ( c hita r r a a c ustic a e p ia n o ) a r a p pr e se nta r e l’ impa lc a tur a stilistic a d i tu tte e
dieci le canzoni che compongo n o l ’ a l b u m .
Ma a d e sso va nno a sovr a ppor si, o r a o p a c iz z a ndolo soff usa me nte , or a impre z io s e n d o lo
di c olor i pa ste llo, c a sc a te di c o r ia n d o li d igita li. I mma gina te vi gli Am e r ic a n F o o t ba ll
o gli Owe n – e ntr a mbe c r e a tu r e d i M i k e
Kinse lla – f iltr a r e c on i Not wis t , i D nt e l o
gli Ef t e r klang. Me lodie a l limite d e lla n a rc ole ssia spor c a te da la ptop, glit c h , e ta s tie re in sospensione. Tutto svolto i n m a n i e r a
impeccabile, ma decisamente f u o r i t e m p o
ma ssimo. Da se gna la r e pe r ò i bu o n i r is u lta ti r a ggiunti da una sc r ittur a mo lto s e n tita e
personale, seppur relativamente d e r i v a t i v a ,
in c a nz oni c ome The Liv ing De s e r t, Ca ld a s
e Wild To Se e , tutte intr ise di c r e p u s c o la re nostalgia. Per chi non riusc i s s e a n c o r a
a dista c c a r si da c e r te siff a tte so n o r ità , Sle e pwork potr e bbe r a ppr e se nta r e s ic u r a me n te
un ottimo a lbum. Pe r gli a ltr i: t u tto g ià f a tto, tutto già se ntito. ( 5.8/10)
Andrea Provinciali
s ma n e tto n i q u a ls ia s i e c o n s ig li, d a lo r o , s ia mo p r o n ti a d a c c e tta r n e d i b u o n g r a d o . Co nosciutisi durante i corsi di elettroacustica
s e g u iti a ll’ U n iv e r s ità d i Co lo n ia , il p r imo
è f o n d a to r e d i Sta u b g o ld , o ltr e c h e a r tis ta
in proprio; il secondo l’abbiamo ascoltato
più di un anno fa alle prese con l’eredità
d e l k r a u tr o c k c la s s ic o ( Süd p o l, S t a u b g o l d ,
2 0 0 7 ) . I s e tte b r a n i d i Sta d tla nd f lus s , c o n fluenti tutti in unico, ininterrotto discorso
narrativo, sono assemblati con le tecniche
c la s s ic h e d e l g e n e r e , ma o ltr e c h e p e r a d d iz io n e e s o ttr a z io n e s e mb r a n o p r o c e d e r e p e r
s f a s a tu r e e c o u p d e th é â tre e d è q u e s t o , c i
s e mb r a d i c a p ir e , a f a r li f u n z io n a r e . Co s ì,
s e Zwe i Tö n e in d u g ia p e r tu tta la d u r a ta s o tto la s o g lia d e l s u o n o , c i p e n s a n o i s u d d e tti
g litc h e s d i I O a m e t t e r e i n d i s c u s s i o n e l o
s ta to d i tr a n c e q u a s i r a g g iu n to , in n e s ta n d o
sottopelle sentori di un’attività disturbata
e d in q u ie ta . L’ e le me n to r itmic o , u tiliz z a to
c o n p a r s imo n ia , s e mb r a e s s e r f ig lio d i c e r ta
minimal techno, ma è qui più elemento di
disturbo che intelaiatura sonora, e quando
s e mb r a p r e n d e r e il s o p r a v v e n to s u ll’ in to rn o d i d ro n e s e r iv e r b e r i ( Te le m a n n ) , è p e r
d iv e n ta r e b e n p r e s to r u mo r e ( S tro m ) . N o n
mancano certo, momenti di quiete assoluta
( le v o c i d e s o la te d i R a d io e M e in H e r z , M e in
H a u s e ) ma l’ a r ma v in c e n te è il s a p ie n te u tiliz z o d i d in a mic h e tu tt’ a ltr o c h e c o mp le s s e , ma ma n ip o la te d a D e tme r e Re u b e r c o me
f o s s e r o e le me n ti a lc h e mic i
( 6 . 8 /1 0 )
Vincenzo Santarcangelo
Klangwart – Stadtlandfluss
(Staubgold, maggio 2008)
Genere: ambient, microsuoni
Oltre a soddisfare la curiosità d i q u a n t i ,
c ome c a pita va a c hi sc r ive , a d o g n i a c c e s s o
a l sito de lla Sta ubgold puntua lme n te f in iv a
pe r doma nda r si c osa f osse quello s p le n d ido crepitio di glitches che si in f i l t r a v a t r a
le pa gine we b ( non è più miste r o : s i tr a tta della seconda traccia di que s t o a l b u m ) ,
Stadtlandf luss f a un’ a ltr a c osa . D à le z io n i,
a tutti, ma in special modo, ci a u g u r i a m o ,
a quanti si cimentano con suoni d e l g e n e r e ,
su c ome sia possibile a ggior nar e il le s s ic o
ormai obsolescente dell’elettron i c a a m b i e n t
gr a z ie a d a c c orgime nti se mplic i e f u n z io n a li. M ar kus De t m e r e Tim o Re ube r , i n o mi
dietro a Klangwart, non sono c e r t o d e g l i
The Last Shadow Puppets – The Age
Of Understatement (Domino / Self, 18
aprile 2008)
G e n e r e : o r c h e s t r a l p o p , v i n ta g e
E c o s ì, A le x Tu r n e r, h a i p r o v a to a f a r c e la s o tto il n a s o . Ti s e i s ma r c a to d a l r u o lo
troppo stretto di leader di una delle band
p iù e s p o s te d e g li u ltimi d ie c i a n n i, h a i f a tto
te a m c o n l’ a mic h e tto s c o n o s c iu to ma b r a v o – M ile s K a n e d e i R a s c a ls , p r i m i c u g i n i
d e lle s c immie tte a r tic h e - e h a i id e a to e r e a liz z a to u n ’ o p e r a z io n e a p p a r e n te me n te in te llig e n te e c o o l, ma f u r b e tta c o me p o c h e . U n
d is c h e tto d i p o p o r c h e s tr a le a n n i ’ 6 0 , c o me
n o n s e n e a s c o lta v a d a i p r imi d u e d is c h i d e l
d iv in o Sc o t t Wa lke r , c o n ta n to d i c u r a tis s imi a r r a n g ia me n ti s imil- mo r r ic o n ia n i e c in e -
ma tic i a l p u n to g iu s to , g e n t i l m e n t e c o n c e s s i
d a ll’ e g r e g io Ow e n P a l l e t (A rc a d e F i re , F i nal Fantasy).
N o n a v e n d o la s to ff a d e l c ro o n e r (a n z i , g ra z ie p e r n o n a v e r c i n e a n c h e p ro v a t o – e g ra z ie a n c h e p e r a v e r r ip es c a t o In T h e H e a t O f
Th e M o r n in g , g io ie llin o p re -S p a c e O d d i t y
d i Bo w ie , a n c h e s e p o i n o n l ’h a i i n s e ri t a
n e ll’ a lb u m) , h a i f a tto q u e l l o c h e t i ri e s c e
meglio: produrti in canzoni pop sì, ma per
lo p iù v e r b o s e c o me al t u o s o l i t o , fre n e t i c h e , u rg e n ti e v ita min ic h e , c o n q u e l l ’u s u a l e
carenza di melodia in favore di cascate di
p a r o le in me tr ic a
s c io lta . I n a ltr e
p a r o le , ti s e i s o lo
c a mb ia to d ’ a b ito :
p e r q u a n to f a s c in o s e ( M y M y s ta k e s A re M a d e F o r
Yo u, p e r d ir e , r ip r e n d e Th e O ld
M a n ’s B a c k A g a in
d a Sc o tt 4 ) , q u e s te c i s e mb r a n o p e r la m a g g i o r p a rt e c a n z o n i d e g li A r c tic M o n k e y s , s o l t a n t o t i ra t e a
lustro e immerse in un’accattivante nebbia
v in ta g e ; le e c c e z io n i c i s o n o , c e rt o , s p e c i a l me n te a f in e p r o g r a mm a (l a d e l i z i o s a Me e tin g P la c e , la s o g n a n te T h e Ti m e H a s C o m e
A g a in ) , ma c o n f e r ma n o l a re g o l a . E c o s ì , a l d ilà d e ll’ imma n c a b ile e ffe t t o s o rp re s a , d e l la p r o d u z io n e imp e c c ab i l e e s t e l l a re , d e l l a
c u r a f ilo lo g ic a c h e h a i ri v e rs a t o i n q u e s t o
r e v iv a l/o ma g g io a i d is c h i d e i t u o i g e n i t o r i, T he Ag e O f T he Un d e r s t a t e m e n t è u n a
n o v e lty , e n u lla p iù . U n c a p ri c c e t t o c h e , c o mu n q u e , c o n d iv id ia mo v o l e n t i e ri . (6 . 8 / 1 0 )
A n t o n i o Pu g l i a
L’Enfance Rouge – Trapani/Halq Al
Waady (Wallace, maggio 2008)
Genere: world-punk
E n n e s ima ta p p a d e l p e rc o rs o t ra s v e rs a l e t ra
i porti del Mediterraneo intrapreso ormai
da anni dalla coppia François Cambuzat e
Ch ia r a L o n a r d i.
Q u e llo d e l d u o in c o mb u t t a c o n J a c o p o A n d r e in i è u n v ia g g io n el d o l o re , n e l l a p a s s io n e , n e llo s tr u g g imen t o . N o n u n a c a rt o lina finto-alternativa da diportisti/turisti
per caso e per denaro; qui si sente tutta la
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RECENSIO
highlight
My Brightest Diamond - A Thousand Shark’s Teeth (Asthmatic Kitty /GOODFELLAS, 2 giugno
2008)
Genere: chamber pop
Co n u n curriculum già nutrito a lle spa lle ( c olla bor a z ioni c on Suf j an St e v e ns t r a g l i a l t r i ) , S h a r a
Wo r d e n alias My B rightest Dia mond a r r iva a l se c ondo a lbum dopo l’ e so r d io d e l 2 0 0 6 ( Br ing M e
T h e Wo rkhorse). Q ualcosa è c a mbia to, se la polistr ume ntista a me r ic a na h a s e n tito il b is o g n o d i to rn a r e a l l e sue origini, contaminando in chiave decisamente orchestrale il p o p r o c k c o n c u i l ’ a v e v a m o
c o n o sc i uta sino ad ora.
A T h o u san d S h ark’s Teeth è in r e a ltà un pr oge tto c oe vo a l pr imo disc o; l’ id e a o r ig in a r ia e r a in f a tti
q u e l l a d i realizzare un intero album con un quartetto d’archi, idea che si è v i a v i a t r a s f o r m a t a n e g l i
a n n i , m a ntenendone la base e a r r ic c he ndosi poi da l punto di vista sonor o, in u n c h a mb e r p o p s tr a tif i c a t o c on occasionali inflessioni r oc k, a r r a ngia to da lla ste ssa a r tista .L’ op e n e r I n s id e A B o y è u n a b a l l a d s o s t e n u t a c h e c e l e b r a
l ’ i n c o n t ro tra archi e chitarre ed è uno dei pochi brani che può riportare a l p a s s a t o ; p e r i l r e s t o s i a s s i s t e a d o m a g g i a g l i s t u d i
o p e r i st i ci della N ostra (la citaz ione in c hia ve c ha mbe r di un’ ope r a sull’ in f a n z ia d i M a u r ic e Ra v e l in B la c k A n d Co s ta u d , p e z z o
c h e a ssu m e via via un mood se mpr e più dr a mma tic o e osc ur o, a me tà str ad a tr a C a r la Bo z ulic h e Sc o t t Wa lke r ) ; p o i d i a l o g h i
t r a g l i a rchi nella maggior parte dei brani, sostenuti dalla profonda e din a m i c a v o c e d i s o p r a n o d i S h a r a , a s u o a g i o i n b a l l a d
e p e z z i più m ovim entati, come ne l c r e sc e ndo me ta llic o e a tmosf e r ic o di Th e I c e & Th e S to r m , n e l l e c i r c o n v o l u z i o n i v o c a l i e
so n o r e d i To P luto’s Moon, balla ta c la ssic a tr a Nina Simone e Bj or k, qu e s t ’ u l t i m a e v o c a t a i n p i ù d i u n ’ o c c a s i o n e . E a n c o r a
c o n t a m i n azioni sonore alla P et e r Gabr ie l, e c hi di Tom Wait s da lle pa r ti d i Alic e , in f le s s io n i J e f f Buc ke y p e r l ’ i n t e n s i t à d e l
c a n t o , f ascinazioni sonore C oct e au Twins. Ma in f ondo in que sto sophom o re a lb u m la Wo r d e n s i d imo s tr a p iu tto s to s ic u r a d e i
p r o p r i mezzi, finendo col non a ssomiglia r e a ne ssuna de lle sue f onti ispira tiv e , c o n s c e e in c o n s c e . C’ è u n ’ imp r o n ta f o r te me n t e p e r s o nale in questo un disco in cui My Brightest Diamond assomiglia d e l i z i o s a m e n t e s o l o a s e s t e s s a . B e n t o r n a t a d u n q u e .
(7.5/10)
Teresa Greco
s o ff e r e n z a e l o spaesamento di una civiltà
che, sv i l u p p a t asi intorno a quel ma r e , si è
d i v i sa su l l a b ase di presuntuose rive ndic a zi on i n a z i o n a l istiche. Q uella civiltà è vista
i n Tra p a n i / H a lq A l Waady (l’ultimo porto
euro p e o e i l p rim o ifriko) dal punto di vis t a m e n o o c c i dentale possibile: come se la
t es t a f o sse i n E uropa, m entre il cuo r e e lo
s t om a c o n e l n o rd dell’A frica e nell’ or ie nte
c o n t i n e n t a l e . Ma dopotutto testa, cuore e
s t om a c o f o r m ano lo stesso organismo.
N e ss u n a f r o n t i era geografica, né tanto meno
art i s t i c o - st i l i stica, m a mille direzioni mus i c a l i c h e s i s volgono e srotolano in ogni
d o v e . U n e sp e r anto su pentagramma ve rga t o a s a n g u e e sudore; voci e linguaggi che
s i i n s e g u o n o e si mescolano, si uniscono e
p ro c r e a n o g e n erando m inim ale post- punkw a v e e d e t e r ogenei influssi mediterranei,
s fur i a t e c h i t a r r istiche e groove m edior ie nt a l i , t r a n c e pan-occidentale e spigolose
a s p e r i t à e l e t t riche. Quella de L’Enfance
R o u g e è w o r l d music nel senso più alto e
sinc e r o possibile .Se l’ oc c ide nte s e g u ita o s tina ta me nte e c ie c a me nte a c hiude r s i, la mu s ic a , que sta music a , lo r ia pr ir à . ( 7 . 0 /1 0 )
S t e f a n o P i ff e r i
Low – You May Need A Murderer DVD
(Konkurrent / Wide, maggio 2008)
Filmato a più riprese durante i l t o u r d e l
2007, questo film-documentar i o f i r m a t o
dall’olandese David Kleijwegt c i g u i d a p e r
ma no a ll’ inte r no de lla dime nsio n e p iù in tima di una de lle ba nd più intim e in c ir c o lazione. Tutto incentrato sulla c o p p i a A l a n
Spa r ha wk e Mimi Pa r ke r, You M a y N e e d A
Murde re r ce li mostra - a casa, a D u l u t h , e
on the r oa d, in ve ste di ge nitor i f e lic i, c a s a linghi indomiti, f e r ve nti uomini d i f e d e ( e n trambi mormoni praticanti) e, o v v i a m e n t e ,
musicisti indie navigati. Alla lun g a l ’ e ff e t t o
pr e domina nte è que llo da “ f ilmin o d e lle v a canze”, non fosse per i bei – m a p u r t r o p p o
brevi – inserti di performance li v e , d e d i c a t e
in pr e va le nz a a i br a ni de ll’ ultimo D r ums &
G uns ; d a lle in te r v is te e s c lu s iv e ( o me g lio
d e lle c o n f e s s io n i in f lu s s o d i c o s c ie n z a d i
f r o n te a lla c a me r a , p e r lo p iù in s u g g e s tiv i a m b i e n t i f a m i l i a r i ) , e m e rg e i l p e n s i e r o
di Alan sulla società contemporanea, sulla
tanto odiata amministrazione U.S.A., sulla
p e r d ita d e lla r a g io n e , s u l r a p p o r to d e g li u o mini d’oggi con la fede e Dio – tutti temi
g ià e s p lo r a ti n e lle lir ic h e d e lle c a n z o n i p iù
r e c e n ti. D a ta la n a tu r a o r ig in a r ia d i s p e c ia l
televisivo, la durata complessiva è di 70
min u ti, a c u i s i a g g iu n g o n o , s o lo in a u d io ,
1 2 min u ti c ir c a ( a p p r o p r ia me n te tito la ti A t
H o m e With . . Lo w) d i tr a c c e a c u s tic h e p e r a ltr o g ià p r e s e n ti n e l f ilm. I n d e f in itiv a p o c a
mu s ic a , q u a lc h e s b a d ig lio d i tr o p p o ; n e s s u n
e x tr a , n é s o tto tito li. J u s t fo r fa n s .
A n t o n i o Pu g l i a
M83 – Saturdays=Youth (Mute, 14 aprile
2008)
Genere: shoegaze, electropop
A d o le s c e n z a c o me s ta to d e lla me n te . Sa b a to
c o me g io r n o p r e d ile tto d a c h i n e i p a e s i a n g l o f o n i è a c c o m p a g n a t o d a l s u ff i s s o – t e e n .
G li M 8 3 to r n a n o c o n u n n u o v o l a v o ro e g i o c a n o f a c ile c o n g li s te re o t i p i , c o n l a m u s i ca che va al seguito che è una meraviglia.
Ancora shoegaze nella variante sintetica,
q u in d i. Q u e llo f a tto d i b a t t e ri e e l e t t ro n i c h e
a n n e g a te n e i r iv e r b e r i, a c c o m p a g n a m e n t i d i
ta s tie r e c o me s e p io v e s s e e ri t o rn e l l i d a a c c a d e mia d e lla p o p mu s i c . U n p u g n o d i b ra n i
b u o n o p e r u n a f e s ta di p a n i n a ri c re p u s c o la r i ( g iu b b o tto M o n c le r s u l c o rp o e s o rri s o
in tr o v e r s o s u lle la b b r a). S a t u r d a y s = Yo u t h ,
in s o mma , è q u e s to . U n p ro d o t t o c h e fa d e l l a
n o s ta lg ia u n r ic h ia mo d e l l a fo re s t a e d e l la malinconia una malattia psicosomatica.
Nonostante sia ben lontano dall’essere un
c a p o la v o r o – il p a c c h ia n o e l e c t ro p o p d i U p !
è lì c h e g r id a v e n d e tta – i l d i s c o c o m u n q u e
lavora bene, soprattutto se ascoltato da chi
h a u n a c e r t a p r e d i s p os i z i o n e v e r s o q u e s t i
s u o n i. D r e a m p o p a l p o t e re , d u n q u e . In fo n d o , è p u r s e mp r e l’ a n no d e l ri t o rn o d e i M y
Blo o dy Va le nt ine , n o ? (6 . 5 / 1 0 )
Manfredi Lamartina
Madonna – Hard Candy (WEA / Reprise,
28 aprile 2008)
Genere: pop
D iff ic ile b is s a r e il s u c c e s s o d i C o n fe s s i o n s .
D o p o la d is c o , M a d o n n a c i p ro v a c o n l ’h i p h o p e f lir ta c o n J us t in Ti mb e r l a k e . ri n g i o v a n is c e a n c o r a e s i tr a s fo rm a n u o v a m e n t e i n
u n ’ a ltr a s e s te s s a . M u s i c a l m e n t e l a “ l a d y d i
ferro” del pop attacca il mondo dell’anima
nera ed entra dalla porta di servizio: non
p o te n d o p u n ta r e s u lla v o c e (c h e p ro b a b i l mente non ha mai avuto) ci va di stile. E qui
le s u e c a r te s o n o tu tte i n re g o l a p e r t e n t a re
un approccio di contaminazione che riporti
il s u o p o p a lla d ime n s i o n e b l a c k .
I l r is u lta to s o n o p u r tr o p p o s o l o a l c u n i s i n g o li b u o n i: 4 M in u te s r i c a l c a c o n f i a t i e
ma r c e tte b a n d is tic h e le p ro v e d e l l a Fu r ta do p iù h ip - h o p , G iv e It 2 Me è u n fu n k e t tino senza pretese che manderà comunque
in v is ib ilio le te e n d i m e z z o m o n d o , H e a r t beat l’unica bomba dell’album: una oscura
traccia deep con la Ciccone in uno spoken
w o r d d a lle p a r ti d e lla m i g l i o re M i s s K i tti n .
Q u e s ta v o lta c i s o n o a n c h e l e p e c c h e : Mi l e s
Awa y è u n a b a lla d p r e s c i n d i b i l e c h e s t a n c a
SA 79
RECENSIO
p er l a su a m i elosità troppo sdolcinata , The
Beat G o e s O n f a il verso e ripete il f ia sc o di
Am e ri c a n L i f e , D ance 2night vuole e sse r e
s pag n o l e g g i a n te, m a la chitarra m alinc onic a
n o n è p i ù q u e lla della Isla B onita, Spanish
L es so n u n o st i n ato che rivela il prob le ma di
f o n d o : “ W h a t the fuck is Madonna doing?”.
S ì , p e r c h é se l a star ha provato di tu tto, r iu s ce n d o m o l t e volte a circondarsi di pr od u t t o r i c h e h anno fatto esplodere le sue
q u o t a z i o n i , c i ò non vuol dire che ogni ge n ere l e si a c o nsono. N on siam o ai live lli di
s p u t t a n a m e n t o raggiunto da certe colleghe,
m a i l c a l d e r o n e che va a curiosare d i qua e
d i l à n o n c i s t a, soprattutto se raffazzonato
al l a b e l l ’ e m e g lio. U n disco che conf e r ma il
p o t e r e d i Ve r o nica C iccone (ci sara nno sic u r a m e n t e t o u r, polemiche, remix, edizioni
s p e c i a l i , d v d e altri gizmos), ma che non
s t up i sc e . E d i r e che solo due anni fa c i a ve v a sp i a z z a t o . Mistero della fede? (5 .0/10)
Marco Braggion
Matmos – Supreme Balloon (Matador /
Self, 9 maggio 2008)
Genere: electro techno wave
Il t i t o l o n o n p u ò che ricordare S tu pid Famb a l o o , i l b r a n o di Q uasi-O bjects ne l qua le
D r ew, s u o n a n do un pallone di plastica, si
ri t ro v a v a t r a l e m ani un pezzo techno molt o c h e e s e y g ay. Analogie confermate con
l ’ a s c o l t o d i Mister Mouth e Exciter Lamp
d o v e i l s o u n d del duo torna al pret tamente
“el e t t r o n i c o ” e sicuramente allo “str of ina t o ” , c o m e i r agazzi fossero di nuovo alle
p res e c o n i l a t ex e compagnia assortita . Eppure se c’è della techno vecchia maniera nella quinta prova, il fare non è propriamente il
medesimo vicino com’è alla scuola di un Jean
Jacques Perrey o di un Umiliani. Nella stessa
Exiter, si sente un synth che mima un mandolino, Rainbow Flag è in soldoni una bossa e
Les Folies Francaises rifà probabilmente una
delle musiche di Barry Lyndon.Sicuramente
c’è un ritornano al piccolo, anzi piccolissimo,
8 bit, e lo spostamento di concetto più rilevante sembra un affare di abbondanti tastierismi oltre ai famigerati quasi-oggetti, salvo
quando apprendiamo che la scheda fornita dal
management Matador ne esclude la presenza
in modo perentorio “Supreme Balloon è un
al bu m f a t t o t o talm ente di synth. Ave te c a pi-
to bene, niente microfoni o ogge t t i c a s l i n g h i
ma ne ggia ti in a lc un modo, ne ssu n s tr u me n to
acustico, nessuna voce neanche a l Vo c o d e r s .
Solo synthe siz e r s Ar p, Korg, R o la n d , Wa ldor f a nd Moog, e siste mi modula r i d a p a r te
di Ele c tr o- Comp, Doe pf e r e Ak a i” . Av v in cente il viaggio al centro della t e r r a d e l l e
ma c c hine , c ome si sa c he il gr upp o h a s e mp r e
a ma to r e str inge r e il r e c into de lle p o s s ib ilità per focalizzare meglio lo sfor z o c r e a t i v o ,
tutta via , sposta ndo il concetto sul
mezzo e non più
sul f ine , il dive rtime nto
que sta
volta sembra più
dalla parte di chi
spinge i tasti che
di chi ne fruirà.
I Matmos che rifanno da dio e con
sole tastiere quello che prima campionavano e allora? Sembra
un passo falso, un affare per feticisti (…del
synth), ma quando parte il brano omonimo
Supreme Balloon (di cui inavvertitamente ci
scordiamo di vedere il minutaggio) si cade
dalla sedia e con quella viene giù pure il monitor, il computer e tutto il resto. L’astronave
parte per saturno alimentata da un motore fatto di minimalismo, florealismo tastieristico
hippy manco ci fosse Terry Riley con loro.
E di più, all’ideale timone, tra computazioni
vecchia scuola e melodie space-psych s’uniscono i Kraftwerk pre-Autobahn in compagnia
del compianto Dinger e del compagno Rother
Con i suoi 24 minuti, il cosmic trip stupisce
con un classico: la prog suite vecchio stile, il
pezzone con almeno cinque movimenti dentro, il trippone estatico-magnetico-lisergico
che prende il kraut che riflette sul cosmo flirtando con l’oriente e te lo rimette in note sotto forma di sinfonia pro-tecnologica. Porca
miseria il segnale è chiaro ora: minimalismo
e trascendenza si toccano di nuovo (7 . 0 /1 0 )
Ed o a r d o B r i dd a
Matthew Ryan – Vs. The Silver State (One
Little Indian, maggio 2008)
Genere: americana/big music
L’incontro con i Silver State p e r m e t t e a
Matthew Ryan di trovare nuov i c o l o r i p e r
la p r o p r ia s c r ittu r a mo lto c la s s ic a , tr a s f o rma n d o in q u a lc o s a d i n u o v o , e s p e s s o in a spettato, canzoni che avrebbero potuto con
molta meno fantasia essere risolte nella
s o lita A me r ic a n a p r e d ile tta d a i c a n ta u to r i.
H o ld o n F ire fly e D r u n k A n d D is a p p o in te d
s o n o r u v id e q u a n to g li s c h iz z i d e l P a ul We s t e r be r g d i S te re o , e me tto n o in e v id e n z a le
s o mig lia n z e tr a la v o c e d i Ry a n e q u e lla d e l
le a d e r d e i R e pla c e m e nt s . L e c a n z o n i c h e
più si fanno notare sono però quelle nelle
quali i Silver State percorrono i pericolosi
e vasti territori della Big Music. Matthew
Ry a n p r e s u m i b i l m e n t e n o n s u o n e r à m a i i n
u n o s ta d io , a me n o c h e n o n p r o v i a s c a v a lc a r e d i n o tte , e p p u r e mo lti b r a n i d i q u e s to
s u o la v o r o c i r ip o r ta n o a l te mp o in c u i e r a
normale sognare un rock di spazi e platee
sconfinate, ai giorni neo quali gli Echo &
The Bunnymen non si facevano fotografare
s e n o n a v e v a n o a d is p o s iz io n e u n g h ia c c ia io
o u n a s p ia g g ia d e s e r ta . D u l c e E t D e c o r u m
Est ha il respiro, l’ambizione - e il violino
– d e i Wa t e r bo y s p iù ma g n ilo q u e n ti, A m e r ic a n D ir t s i r iv o lg e in v e c e a g li U 2 , p e r p r e n d e r e in p r e s tito il b a s s o d i With O r With o u t
e il p ia n o d i Ne w Ye a r ’s D a y . L a c o s a s o rprendente è che un suono tanto ambizioso
s ia il r is u lta to d i r e g is tr a z io n i mo lto s p o n ta n e e , v o ta te a llo s p ir ito d e l Ro c k ’ n ’ Ro ll, e
non di un attento lavoro di produzione. Ad
e s s e r ta n to ma g n ilo q u e n ti s i c o r r e s e mp r e il
r is c h io d i s e mb r a r e d e i p a llo n i g o n f ia ti, ma
M a tth e w Ry a n v a p r e mia to p e r il r is c h io c h e
corre, sia perché le sue canzoni sono forti,
e reggono bene anche in Cinemascope, sia
perché sa quando è il momento giusto per
r ic o r d a r s i ( J a n e I S te e l F e ll Th e S a m e ) c h e
tu tto c o min c ia d a u n a v o c e e d a u n a c h ita rr a . ( 7 . 3 /1 0 )
P a o l o B a ss o t t i
Isobel Campbell & Mark Lanegan Sunday At Devil Dirt (V2, 5 maggio 2008)
Genere: folk blues
Non rimane che arrendersi. All’evidenza.
L a c o mb in a z io n e in n e s c a ta d a q u e s ta imp r o b a b ile c o p p ia , f u n z io n a . M u o v e n d o s i s u l
c r in a le tr a s tilo s ità a r te f a tta e d e v o z io n e
s tr a s c ic a ta , c o n g r a z ia in f e ltr ita e d is in c a n to inesorabile, tanto che alla fine smetti di
p o r ti il p r o b le ma e - a p p u n to - ti a r r e n d i.
Ti c o n c e d i. A q u e s te c a n z o n i , a q u e s t o w e s te r n d a b o u d e o ir, a q u e s t a c h i m i c a d i s a b bia, seta e celluloide: vi basterà la lugubre
f a ta mo rg a n a d i R a v e n - d u e l l o C o h e n v s .
Ga ins bo ur g s o tto u n c o c e n t e s o l e M o r r i c o ne - a c h ia r ir v i il c h e e i l c o m e . In s o m ma , p o r c o c a n e , il s e c o n d o o p u s d e l l a d i t t a
Lanegan & Campbell è un (altro) gran bel
d is c o . Co n d u e me r iti p ri n c i p a l i : m e t t e re i n
fila una dozzina di buone canzoni, tra cui
un paio ottime; recuperare il Lanegan dei
tr e mo r i f r u g a li, q u e llo d e l l e fi e l d s o n g s c a r e z z a te d a lu c c io le s p e t t ra l i , c h i t a rra e v o c e
tr a il f r o n t p o r c h e l’ in fe rn o (v e d i S a l v a t i o n
e q u e lla Ke e p M e I n Mi n d S w e e t h e a r t c h e
r ie s u ma n o l’ in q u ie ta p ac a t e z z a d i Fre d N e i l
e Tim Ha r din) .
M a il s e n s o d e l la v o ro s t a o v v i a m e n te nell’incontro tra due voci-mondi la cui
p la te a le e s tr a n e ità f o n d e i n u n v o rt i c e fu moso, lievemente ipnotico, piece minimale
c o n le a rg u z ie e le mo i n e s o t t o i l p e l o d e l
s e n s ib ile ma i f r e miti a d a l t e z z a d e l c u o r e . Ro b a c o me Tro u b le, a s s o r t o p a s s o f o l k
blues con le spore jazzy del drumming in
p u n ta d i b a c c h e tta e l’ h a m m o n d s p e rs o , o p p u r e c o me q u e lla W h o Bu i l t T h e Ro a d c o n
le voci a galleggiare sulla spuma degli archi
c h e ti s c o mo d a mir a g g i H a z l e w o o d -S i n a tr a
v ia C a v e -P J Ha r v e y , p e r n o n d i re d e l l ’i n q u ie tu d in e a g r a , q u a si s u rre a l e d i F l a m e
Th a t B u r n s , ma r c e tta n e l l a c u i re t e fi n i s c e
l’ in n o c e n z a p e r d u ta a c a v a l l o t ra s i x t i e s e
s e v e n tie s . C’ è in a g g u at o i l re t ro g u s t o d e l la p o s a , d e lla s c e n o g r a fi a p e r q u a d re t t i e m b le ma tic i e f u r b a s tr i, m a v a b e n e c o s ì p e rc h é g li a tto r i c i s g u a z za n o c o m e ra g n i n e l l a
ragnatela, si tratti della setosa ossessione
g o s p e l d i B a c k B u r n e r o d e l l a t o rb i d a fe b b r e b lu e s p o r tis h e a d ia n a i n C o m e O n O v e r .
U n a c o p p ia ta lme n te a z z e c c a t a c h e d i s p i a c e
s a p e r la c o n v e rg e n z a o c c a s i o n a l e d i d u e c a rriere parallele. Questo matrimonio sarebbe
d a f a r e . ( 7 . 6 /1 0 )
Stefano Solventi
Monotonix – Body Language EP (Drag
Queen, aprile 2008)
Genere: garage
A Te l Av iv, a c a s a lo r o , l i h a n m a rc h i a t i e
bannati da tutti i locali. Di gusti musicali
e c c e s s iv a me n te e s tr e m i p e r i p a l a t i i s ra e SA 81
RECENSIO
l i an i ( a g l i e sordi suonavano metal) e a utor i d i s p e t t a c o li non proprio convenzionali
( s i n a r r a d ’ e s i bizioni culminanti in bagni di
k et c h u p su l p u bblico) si sono “costr e tti” a
t ras l o c a r e o l t r e oceano, a N ew York, pe r c om i n c i a r e d a c a po.
U n n u o v o s u o no (un sanguinario e crudele
g ara g e ) , l a b e nedizione di Will Oldham e
p i ù d i 3 0 0 d a te all’attivo in giro p e r Sta t i U n i t i e E u r opa (possono vantarsi d’aver
aper t o i c o n c e rti di QOTSA, Ted Leo &
Th e P h a r m a c ists, S ilver Jew s), fanno dei
M o n o t o n i x u n a delle realtà ancora in fasce,
p i ù i n t e r e s s a n ti in giro in questo momento.
D ato il nume r o
degli sho w da l
vivo tenuti nel
corso di soli due
anni, inutile sottolineare
c ome
il loro p unto di
forza sia la r oz za e incontrollata
energia spr igionata sul palco.
Tanto che il gr upp o te n t a d i t r a s portare quella cattiver ia pur a
e pr i m o r d i a l e anche nei dischi. B od y Lang u a g e , l o r o se c ondo opera, è un albu m qua s i i n “ p r e sa d i retta” che non può conta r e su
“ e ff e t t i s p e c i ali” (overdub o multitracce)
s e m p l i c e m e n t e per il fatto che, la volontà
d el g r u p p o , e ra proprio quella di s poglia r e e r e n d e r e i l tutto il più vero possibile. I
s u o n i r i s u l t a n o così stronzi e fisici quanto
b a s t a , c h i t a r r e e voci si ritrovano a godere
d e l l ’ a p p e l l a t i vo di grezze almeno quanto i
b aff i i n c o n t r o l lati di A mi Shalev (canta nte e
“uo m o i m m a g ine” della band). N on pote ndo
g u s t a r s i a l t r o , bisogna per ora accontentarsi
d i q u e s t o v e l oce ma intenso EP di sole sei
t rac c e , m a i n grado di far sudare senz a tr oppi problemi.
E s e o r a è a n c he il pubblico ai loro concerti
a re n d e r si a u t ore di spettacoli non pr opr io
con v e n z i o n a l i (a K noxville un fan s’ è le tte ral me n t e d a t o fuoco, m entre durante un’ a lt ra d a t a u n a c oppia ha dato vita a un a f e lla t i o d i d o m i n i o pubblico) non si può dir e c he
n el la l o r o n u o v a “casa” non abbiano tr ova to
chi l i a m a e l i capisce appieno. (7.0/10)
Mar co Canepari
Mothlite – The Flax Of Reverie
(Southern Records, 2008)
Genere: dark prog elettro cameristico
Risulta to de l f e lic e c onnubio tr a il c h ita rrista Daniel O’Sullivan, già ne i G u a p o , e
Antti Uusima ki de i Pa nic DHH , T he Fla x
Of Re v e rie ha lo spessore di un g r a n d i s c o ,
molta sosta nz a e poc hi f r onz oli. Se i c a p ito li inte nsissimi, c he a le ggia no in a tmo s f e r e
osc ur e e me dita tive . Te mpi dila ta ti, ma a n c he e pisodi br e vi e inte nsi ( Riv e r ) , n e i q u a l i
l’ a mbie nt- minima lismo de l duo Eno - F r ipp
c a mmina a br a c c e tto c on i Lo w e g iu n g e
f ino a l pop r a ff ina to de i Talk Ta lk d i Sp irit Of Ede n ( Ne v e rbe goodwoo d ) . L a c u r a
de lle line e voc a li e una disc r eta s c r ittu r a
orchestrale completano la strut t u r a d i u n a
costruzione equilibrata, ben riu s c i t a , n e l l a
qua le c onvivono l’ a nima postu ma d e l me tal, il progressive canterburian o e i l d a r k ,
e di c ui Hy pnogogue è la de gna c o n c lu s io ne : a mbie nta z ione da f ilm hor r o r, u n p ia n o f or te c he si insinua c on inc e der e e s ita n te ,
sinc opa to, c ir c onda to da suoni e le ttr o n ic i.
Presto la temuta oscurità lascia i l p o s t o a d
una str of a osse ssiva me nte r ipe titiv a , c h e s i
libe r a in uno sf ogo qua si f r e e n e l q u a le s i
affacciano anche il fagotto e la b a t t e r i a . P o i
la calma, ma una calma disturb a t a , u n ’ a l b a
nuvolosa f a tta di c or i a nge lic i e d is to r s io ni sintetizzate. Il finale, con il r i t o r n o d e l
pia nof or te e de gli a r c hi a c ond u r r e le me lodie , è un’ a pote osi ipnotic a . Un q u a d r o in
or iz z onta le , dise gna to sulla lin e a d e l te mpo. Uno de i se i c he O’ Sulliva n e U u s ima k i
ha nno sc e lto pe r r a ppr e se nta r e il lo r o e s o rdio. ( 7.4/10)
Daniele Follero
Motorpsycho – Little Lucid Moments
(Rune Grammofon, maggio 2008)
Genere: indie-rock
Sembra che i Motorpsycho sian o t o r n a t i i n
lor o ste ssi dopo la lunga pa r e n te s i p a s s a ta
a barcollare incerti tra country, f o l k e b e a t
anni Sessanta – come se imita r e i g r a n d i
ve c c hi voglia dir e sc immiotta r li s ta n c a me n te – r ic ominc ia ndo c osì a f a r e c iò c h e v ie n e
lor o me glio. I ndie r oc k me lodico . Co mp le s so. Agita to. E dopo la monume n ta le s b o r n ia
de l doppio Blac k Hole / Blank Ca nv a s , p r a tic a me nte Timothy ’s Monste r pa r t e I I I e I V,
a r r iv a L ittle L uc id M o me nts . Ch e r ip r e n d e
u n a p p r o c c io liv e f a tto d i imp r o v v is a z io n i,
p a u s e e r ip a r te n z e p s ic h e d e lic h e . U n a f o rmu la c h e h a r e s o g r a n d i p a r e c c h i d is c h i d e lla b a n d n o r v e g e s e . I n q u e s to c a s o s i tr a tta
d i q u a ttr o b r a n i c h e s i d ilu n g a n o p e r u n ’ o r a
c o mp le s s iv a . I n u tile d ir e c h e , v is te le p r e me s s e , è q u a s i u n ’ imme n s a ja m s e s s io n b e n
innestata su un solido impianto di canzoni
p o te n ti d a i r iff s g a rg ia n ti e d a lle me lo d ie
tr a s c in a n ti. Ch e la ma te r ia tr a tta ta – e il c o n s e g u e n te a p p r o c c io a lla c o mp o s iz io n e – s ia
da sempre nelle corde dei Motorpsycho lo
si capisce da come riescono a mantenere la
lu c id ità n e c e s s a r ia p e r d e r a g lia r e d a lle g r ig lie d e l p o p s e n z a in c a r ta r s i r o v in o s a me n te
n e llo s p e r ime n ta lis mo v e lle ita r io . I l g r u p p o s c a n d in a v o , in f a tti, s u o n a c o n g e o me tr ica precisione e ragiona per mezze misure.
D is in f e s ta il p r o p r io s tu d io d i r e g is tr a z io n e
d a i f a n ta s mi p iù e s tr e mi d e lle o p e r e p r e c e d e n t i – n i e n t e b r u t a l i t à d i t e n d e n z a s t o n e r,
n ie n te p o p d a l s o r r is o s u lle la b b r a – e o p ta
p e r l’ in n o in d ie r o c k , d ila ta to s ta v o lta o ltr e
o g n i limite . L ittle L uc id M o me nts c o n tie n e p e z z i b e n c o n f e z io n a ti, a p a r te f o r s e la
b a lla ta Ye a r Ze ro , c h e d o p o u n in iz io n o te vole alla lunga fa boccheggiare dalla noia
g li s tr u me n ti e le o r e c c h ie d e ll’ a s c o lta to r e .
Q u a ttr o c a n z o n i c h e n o n a g g iu n g o n o n u lla di nuovo al repertorio dei Motorpsycho
ma c h e s u o n a n o c o me D io c o ma n d a . N o n è
p o c o , in f o n d o . ( 6 . 8 /1 0 )
Manfredi Lamartina
Mudhoney – The Lucky Ones (Sub Pop,
marzo 2008)
Genere: garage grunge
Potrete anche chiamarli sopravvissuti, se
proprio ci tenete, e ragioni dalla vostra ne
a v r e s te . Pe n s a te c i b e n e , p e r ò : e s s e r e a n c o r a
sulle scene dopo venti anni e spazzar via
la maggior parte dei giovincelli garagisti
in c ir c o la z io n e d e v e c o s ta r e f a tic a . N o n s a rebbe mai e poi mai possibile senza quello
spessore che il semplice “mestiere” non è
in g r a d o d i d a r ti e , d e l r e s to , g ià lo a s s e riva Darwin secoli fa che solo i più forti
sopravvivono. Per dimostrarla, la propria
f o r z a ( b r a v u r a , in q u e s to c a s o ) n o n o c c o r r e
imme tte r e s u me r c a to u n a lb u m a ll’ a n n o c o l
rischio di far la figura del veterano capace
s o lo d i in f ila r e u n “ ti r i c o rd i , q u e l l a v o l ta … ” d i e t r o l ’ a l t r o . B a s t a a r t i c o l a r e p a r o l e
q u a n d o s i h a q u a lc o s a d i ri l e v a n t e d a e s p ri mere.
E ’ e s a tta me n te q u e s to l o s p i ri t o c h e a l e g g i a
s u T he L uc k y O ne s : i m p o s s i b i l e a c c u s a r e
A r m , Tur ne r e c o mp a ri d i re v i v a l i s m o p e rc h é a Se a ttle c ’ e r a n o g ià d a l l a p ri m i s s i m a o ra
e dopodomani ci saranno ancora; pertanto si
me r ita n o g r a titu d in e p er n o n e s s e rs i i n v e n ta ti s v o lte imp r o b a b ili, p e r a v e r t e n u t o d u ro
l u n g o u n a c a r r i e r a a va r a d i s o d d i s f a z i o n i
e c o n o mic h e . Av e r e v e n t ’a n n i s u l g ro p p o n e e
n o n s u l p a s s a p o r to ti r i p a g a c o n l a c o s c i e n za del tuo passato illustre, qui rinverdito a
d o v e r e e n o n è u n c a s o . D a l à a rri v a i n fa t ti q u e s to n o n o a tto , s c h i v a n d o c o m u n q u e l a
n o s ta lg ia c o n l’ a tte n z io n e a l l ’i n t a rs i o ri v e latore (mai sottovalutarli, i finti grezzi…),
d e l q u a l e t i a c c o rgi dopo ascolti e
identifichi come
i l v a l o re a g g i u n to ai brani. Se lo
p o s s o n o p e rm e t tere solo coloro
c h e ra p p re s e n t a n o l a “ m e m o ri a
s t o ri c a ” d i q u a l c o s a , g l i a l t ri l a scino stare che
non è aria.
Pe r c h é s ì, c h e v o le te a s p e t t a rv i , c ’è i l s o l i t o
g a r a g e g r u n g e s to o g e s i a n o - d a S a b b a N e ro ,
p e r ò , r iff e c lima d i R u n n i n g O u t - e d è u n
b e l s e n tir e , s p e c ie n e lla c o rs a c o n t ro i l m u ro
e s c h ia n to f in a le Ne w Me a n i n g o n e l l ’i n c i p it I ’ m No w, c o n q u e l p i a n o m a r t e l l a n t e ,
l’ h a n d c la p p in g e le c itaz i o n i d a R o b e r t J o hns o n. Ciò n o n o s ta n te , a l t ro v e a s s a p o ri u n a
g e mma a c id - f o lk ( We Are Ri s i n g ) e s l a rg h i
p s ic h e d e lic i ( ma c o me l i fa re b b e ro d e g l i i n c u p iti Vio le nt F e m m es : An d T h e S h i m m e r in g Lig h ts ) ; s e i te s tim o n e d e l l ’a p p a ri z i o n e d i M a e s tà v e r a me n t e S a t a n i c h e (W h a t ’s
Th is Th in g ) e d i Bo Di d d l e y (N e x t Ti m e ) .
Parafrasando Manzoni, lo stile, se uno non
c e l’ h a , mic a p u ò d a r s e l o . C i t o rn e re m o s o p r a il p r o s s imo me s e : ne l fra t t e m p o m a n d a t e
quanto sopra a memoria e, mi raccomando,
me tte te il v o lu me s u ll’ 11 . (7 . 3 / 1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
SA 83
RECENSIO
No Age – Nouns (Sub Pop, 8 maggio 2008)
Genere: garage-gaze
P arti a m o d a l l a fine; B rain B urner è ha r dc or e m e l o d i c o c ome se ne sempre sentito. Ci
s o n o t u t t i g l i elementi che non farebbero
s p e n d e r e u n a parola di più: la leggerezza, il
frag o r e , l ’ o r e cchiabilità vocale; eppur e ne
p arli a m o , n e a n che a m argine, ma a intr oduz i o n e , e v a d e t to perché.Risalendo le tracce,
Ri p p e d Kn e e s inizia confermando l’ impr e ss i o n e ; a n c o r a una volta un’idea semplice,
q u a l c h e a c c o r do deciso senza difficoltà di
s c r i t t u r a ; m a , dopo altri due minuti scarsi,
i l b r a n o si t r a s form a, assume una con f or ma z i o n e d ’ a m b i e nte
d i s to r t o e p e sant em e n t e t r a t t a to,
c o m e p i ù d i tre
l u s tr i f a h a ins e g n a t o a t utti
Lo v e l e ss. E c on
ci ò l a t r a c c i a di
l et t u r a d i N o uns
s em b r a p o t e r ess ere l a st e ssa di
Eve ry Art i st N eeds A Tra g e d y, precedente (e prima ) pr ova
d ei N o A g e , c i o è l’alternanza tra lo shoe ga ze d e i M BV e u na arrembante accele r a z ione
g ara g e - p u n k . Troppo facile; alcune a vvisa g l i e d i v a r i a z ione arrivano con la tecnica
(d i f a c i l e i m p a tto) indie-dilungata usa ta da
Dou g M a r t sc h (E raser, Teen C reeps) ; a ltr e
co n i d u e d i v e rsi layer di Things I D id W he n
I Wa s D e a d , l ’ u no mimetico rispetto a ll’ impo s ta z i o n e v o c ale di A n gu s A nd rew, l’ a lt r o f a t t o d i u na technata tastieristi ca; e si
pu ò a l l a rg a r e la ripresa, coinvolgendo i pr im i M o g w a i (Keechie).Di fatto però la cosa
p i ù s i g n i f i c a t i va del secondo album dei No
A g e è l a c o m mistione che avviene d e ntro le
c a n z o n i , e n o n nella loro successione. Non
acca d e so l o c h e un brano devī al su o inte rn o d a u n a st r u ttura all’altra, com e già se g n ala t o ; su c c e d e di ritrovare la serenità de l
g a r a g e n e l l a lentezza apparentemente più
ri fl e ssi v a ( I m possible B ouquet), o l’inc e de re t r a so g n a t o ed esistenziale dello sh oe ga z e
n el le m e l o d i e della voce (com e, te r mina nd o q u e st o d i sc o rso dall’inizio, nella tr a c c ia
che a p r e i l d i sc o, Miner). S arà nu-ga z e , ma
fo rse è so l o a ss imilazione, pratica n on str a -
tegica, musica di una band di L o s A n g e l e s
ne l c uor e de lla sua e splosione , e s e n e p a r la .
( 6.8/10)
Osso Exotico & Z’ev – Self Titled
(Crouton, aprile 2008)
Genere:
minimalismo
G a spare Caliri
The Notwist – The Devil, You + Me (City
Slang, maggio 2008)
Genere: indietronica
Per il nuovo album i Notwist usano come testa di ariete Good Lies. Che del lotto di The
Devil, You + Me è forse la canzone più piacevolmente ruffiana. Ottima per rinfrescare la
memoria sia agli orfani dell’indietronica che a
coloro che nel biennio 2001-2002 erano troppo giovani, troppo distratti o semplicemente
troppo cinici per emozionarsi con l’electropop dal volto umano di Lali Puna, Tarwater
e, appunto, Notwist. L’ovvia considerazione
che segue è rappresentata proprio dai sei anni
che separano questo nuovo disco dal precedente Neon Golden. Una pietra miliare che
non deve essere stata facile da gestire per il
gruppo dei fratelli Acher. Rielaborare quei
ritmi singhiozzanti e quelle melodie depresse
senza passare per coverband di se stessi era
quindi un passaggio rischioso da compiere.
Ciò c he ne e sc e f uor i è un la vor o c h e s c u r isc e se possibile a nc or a di più i su o n i ( v e d i il
tr ip hop ne r issimo di On Plane t O ff e le d is sona nz e la c e r a nti di Alphabe t) , in f r a mme z z a ndo pe r ò il tutto c on ba lla te dalle s o n o r ità
me no a poc a littic he ( c ome la nin n a n a n n a c h e
dà il titolo a l c d) .L’ a z z a r do di T h e D e v i l ,
You + Me sta ne l vole r c onse gnar e u n a s e r ie
di br a ni c he , a diff e r e nz a di qua n to a v v e n iva in pa ssa to, pr e f e r isc ono c hiu d e r s i a r ic cio. Almeno apparentemente. Perché ascolto
dopo ascolto ciò che prima sembra scialbo e
senza mordente in seguito riesce a raccontare una storia anche interessante. In tal senso
spiccano gli arpeggi dolenti di Gravity, il pop
riverniciato di riverberi di Gloomy Planets,
i titoli di coda in tono minore di Gone Gone
Gone. Per alcuni questo disco potrebbe essere una delusione. Ma la verità è che si tratta
di un album più che dignitoso, anche se al
di sotto delle aspettative. Forse però l’importante era rimettere in moto la macchina e
ricarburare ispirazione ed equilibri interni ai
Notwist. Per la pole position l’appuntamento
è soltanto rimandato. (6.7/10)
Manfredi Lamartina
s a g g i e s p ir a li o n d iv a g h e d i s u o n i t a l m e n t e
in s ta b ili d a c r e a r e u n a s o rt a d i t ra n c e ri d u z io n is ta . ( 7 . 0 /1 0 )
S t e f a n o P i ff e r i
Bowline – Self Titled (Sonoris, aprile
2008)
Genere: minimalismo
Due nuove uscite in quasi contemporanea
c h e v e d o n o p r o ta g o n is ta D a v id M a r a nha .
Nella prima i redivivi Osso Exotico dei
f r a te lli A n d r è e D a v id M a r a n h a e Pa tr ic ia M a c h à s c o lla b o r a n o c o n u n a is titu z io ne dell’avanguardia mondiale come Stefan
We is s e r, a . k . a . Z’ e v . L’ a l b u m p e r C r o u t o n
è un unico, lungo flusso sonoro si spande
p e r 4 5 min u ti e q u ilib r a n d o a lla p e r f e z io n e
i r iv e r b e r i e i g io c h i d ’ e c o d e i p o r to g h e s i e
il percussionismo materico del performer e
s o u n d - a r tis t a me r ic a n o . I n le n ta e v o lu z io n e a s c e n d e n te n e l p r imo te r z o , tr a in a c id ito
f r ig g e r e d i n o te d ’ o rg a n o e b o r b o ttii s o tto tr a c c ia d i me ta llic h e p e r c u s s io n i. I n a p p a rente pausa nella parte centrale, in cui gli
o rg a n i d i s e g n a n o v u o t i a b i s s a l i d a s p a z i o
p r o f o n d o e s tr a lc i d a is o la z io n is mo d e ll’ a n imo r o tto s o lo d a lle s f e r r a g lia te c in ic h e , in d o l e n t i , s u s s u r r a t e d i Z ’ e v. I n e s t e n s i o n e
q u a s i e s ta tic a n e lla p a r te f in a le , c a ta r s i r itu a le d i u n s u o n o d iff ic ilme n te c a ta lo g a b ile
e che è esperienza sensoriale totale.
Bo w lin e , p r o g e tto d a p o c o p a s s a to p e r i n o s tr i p a lc h i, v e d e il s o lo D a v id u n ir e le f o r z e
con Francesco Dillon di Alter Ego. Qui la
ma te r ia s i f a la te n te me n te “ r o c k ” , r e ite r a n d o
p e r c e r ti v e r s i q u e lla o s s e s s io n e v e lv e tia n a
d i M a r a n h a b e n e v id e n z ia ta in M a r c h e s O f
T he N e w Wo r ld . Q u i p e r ò i l c o n n u b i o c o n
Dillon dilata ancor più il raga eterno del
p o r to g h e s e r e n d e n d o lo p iù s tr a n ito e s tr a n ia n te , a c c e n tu a n d o il min ima lis mo d i b a s e
v e r s o f o r me a lta me n te v is io n a r ie .
L e tr e r e la tiv a me n te b r e v i tr a c c e in c r e s c e n do, le cui minime variazioni passano dalla
stasi silente #1 ai riverberi di corde di #3,
in tr o d u c o n o l’ u ltima tr a c c ia , v e r o a s s e p o rtante dell’albo in virtù dei 20 e più minuti
d i d u r a ta . U n a in c e s s a n te e d e s ta tic a a lte rn a n z a tr a il v io lo n c e llo d i D illo n e la u s u a le
s tr u me n ta z io n e d i M a r a n h a ( g la s s h a r mo n ica, violino, hammond), un incontro docile
e s to r d e n te p iu tto s to c h e u n o s c o n tr o a s p r o
c h e h a il p r e g io d i d is e g n a r e d ia f a n i p a e -
Pedal – Pedal (Staubgold / Wide, 15
aprile 2008)
Genere: piano music
Si d e p r e c a v a , q u a lc h e s e t t i m a n a fa - i n o c c a s io n e d e lla r e c e n s io n e d e l N o n S ta n d a r d
I ns t it ut e - la o r ma i c r o n i c a p o c h e z z a d i i d e e
c h e a mmo r b a u n s o tto g e n e re - l a m u s i c a p e r
p ia n o f o r te s o lo - d a u n p o ’ d i t e m p o a q u e s ta p a r te d e c is a me n te in fl a z i o n a t o . N e m m e no il tempo di digerire quell’album che ci
tr o v ia mo d i f r o n te a d u n a l t ro d u o , s t a v o l t a
a u s tr a lia n o e d i p r o v e n i e n z a a v a n t , a l l a v o r o p e r Sta u b g o ld s u d u e t t i i m p ro v v i s a t i a l l a
tastiera. Un altro tassello da aggiungere al
mosaico di sconforto? Sì e no. Sì, perché
a n c h e in q u e s to c a s o i l d i s c o s i d i b a t t e u n
p ò e s ita n te tr a c lu s te r d i n o t e s v o l a z z a n t i
a m e z z ’a ri a , a b bozzi di melodia
a s p ri g n a e t u t t ’a l t ro c h e a c c o m o dante (è l’eredità
C a g e -i a n a ,
che
recrimina a gran
v o c e i p ro p ri d i ri t t i ), t a n t a t e n sione sonora (le
c o rd e c h e v i b ra no) e momenti di
stasi meditativa
( il p ia n is s im o d i S e cu r i t y , u n a t o c c a n t e
S u m p ) . A d a s c o lto c o n c l u s o , o l t re a d u n p o ’
d i d is o r ie n ta to la n g u o re , ri m a n e p o c o a l t ro .
No, perché su quei due sgabelli, stavolta,
non siedono produttori techno in fregola
n e w a g e , ma C hr is A bra h a ms , u n o c h e d a v a n ti a lla ta s tie r a d i u n p i a n o c i h a p a s s a t o
b u o n a p a r te d e lla s u a v i t a , u n o c h e c o n T h e
N e c ks , a l p ia n o , a me tà s t ra d a t ra j a z z e m i n ima lis mo , f a p a r la r e l a l i n g u a d e l l e v e ri t à
e te r n e ; e Sim o n J a m e s Ph i l l i p s , d i fo rm a z io n e a c c a d e mic a , in s eg n a n t e d i p i a n o fo rt e
tr a Sv e z ia e d A u s tr a lia . S i s e n t e , s i s e n t e i n
q u e i b r a n i c h e ma g g io r m e n t e t ra d i s c o n o u n a
g e n e s i d i n a tu r a im p ro v (T h e Pa s s e n g e r ) , o
in q u e lli s a tu r i d i me mo ri a j a z z (Pe r f o r m a n c e ) , f in e n d o p e r in n a lz a re i l l a v o ro b e n a l d i
SA 85
RECENSIO
s op r a d e g l i st andard qualitativi m edi di c ui
s i d i c e v a . ( 6 . 8 /10)
Vincenzo Santarcangelo
Pedro - You, Me & Everyone (Mush,
aprile 2008)
Genere: big-tronica
At t a c c o To r t o i se poi sam ba digital v ic ina a
cert o D o u g S harin in veste H im, in de f init i v a j a z z p a ssa to al laptop com e pia c e r e bb e a u n F o u r Tet (di E verythin g E c static ),
s t ac c h i g r a n d eur com e il buon Manit oba un
l u s tr o f a , e d i più un suono big che non si
fa m a n c a r e u n’atavica fam e di mas sima lis m o . D u n q u e tastiere meditabonde e c ir c ol ari , b a t t e r i a d ecisa stile hip hop strume nta l e, s t a c c h i f a n faroni e oriente e trillini. Mi
s on o p r o p r i o s cocciato. S i fa presto c on un
Q - B a s e a m e t t erci dentro quella manciata di
el em e n t i c h e un critico non ti stronca f a c ilm e n t e , e p p u r e il critico – anche quello di
P i t c h f o r k - sp a r a -alto – non è stupido . Dic on o c h e n e l l ’ a mbiente si fa di tutto d i que sti
t emp i p e r sf u ggire all’etichetta “fo lktr onic a ” . G i à , è u n genere di quelli che adesso
s u o n a n o v e c c hi come l’ambient-glitch un
ann o f a , e p p u r e caro Pedro se triti tutto e
m a n t i e n i s a l d o il timone come farebbe un
M cCo m b s m e s sicano (I A m K eeping Up),
n o n si g n i f i c a c he non ti si possa tac c ia r e di
s t eri l i t à e d i mercante di dolcium i a l mult i s al a c h e sp a c cia pasticche free-jaz z r ic op erte d i sm a r t ies. You Me & E veryo ne è un
b el g a n c i o a l l ’ inizio m a poi stanca pr e sto.
F o rse a n c h e p r im a per chi conosce i r if e r im en t i e f i n i sc e col tirare giù parecchi punti
a u n d i sc o b l u ff. (4.5/10)
Edo a rdo Br idd a
Stefano Pilia - Action Silence Prayers
(Die Schachtel, marzo 2008)
Claudio Rocchetti – Another Piece Of
Teenage Wildlife (Die Schachtel, aprile
2008)
Genere: drone, improv
A d i s t a n z a d i pochi mesi dall’accoppiata
Th e o l o g y / T h e R eligiou s E xperienc e r ie c coci a p a r l a r e di 3/4had b een elimin at e d c on
i re c e n t i d i sc hi solisti di S tefano Pilia e
Cl au d i o R o c c h etti che escono per l’a ttiviss i m a D i e S c h a chtel.
Toni intimisti, quasi da rituale privato per Pilia, che dopo aver sperimentato con The Suncrows Fall And Tree le possibilità espressive della minimal music, ritorna con un disco
incentrato
principalmente sulla
sua sei corde. Una
sei corde che disegna architetture
sonore scheletriche e autunnali
con i suoi arpeggi
filtrati dal delay
(Water) o che tesse morbidi bordoni coadiuvata da
un loop pedal (Land). Action Silence Prayers
ha poi il suo fulcro in Sky che vede Stefano
impegnato in delicate trame pianistiche che
sfociano in una sognante sezione di loops ambientali prodotti da samples: siamo dalle parti
di un William Basinski, per intenderci. Una
piacevole sorpresa sono due pezzi come Water e Window ci consegnano un Pilia che non
ha paura di confrontarsi con la classicità folk
senza filtri e pedali di sorta. (7.0 /1 0 )
Il lavoro di Rocchetti risulta di più difficile
decodificazione, così sospeso tra drone music,
psichedelica kraut e post rock. Numeri ambient che strizzano l’occhio all’estetica glitch
(We Got In Touch, Talked On The Phone) ma
anche echi dei recenti 3/4hadbeeneliminated
(It Was Purely Accidental, He Said). Le due
tracce più convincenti sono senza dubbio Auf
Gebauten Bauen e I Miss You Like Hell che
trafficano con drones di varie nature - vocali la prima, strumentali la seconda - per poi
sfociare in sinfonie mantriche ed elegiache a
metà strada tra Double Leopards e Coil.Another Piece Of Teenage Wildlife la cui forza
risiede in una compattezza d’insieme che non
rinuncia ad una varietà di stili, si impone sin
da ora come il più completo ed emozionante
episodio del Rocchetti solista.(7. 5 /1 0 )
Nicol a s Campa gnari
to r n a J a c k Spla s h. I l f r o n tma n , n o n p a g o
d e l to u r e d e g li imp e g n i d i r e g is tr a z io n e in te r n a z io n a li, la v o r a d i c o n tin u o , ta n to c h e
q u a n d o u s c ir à q u e s to d is c o s ta r à p r e p a r a n d o
p u r e u n p r o g e tto p a r a lle lo c o n C e e - Lo , u n a
d e lle d u e me tà d e lla s tr a n a c o p p ia G n a r l s
Ba r kle y . L a s c ia mo p e r d e r e il g o s s ip e v e n ia mo a l s o d o . Q u i s i te n ta d i r if a r e u n p o ’
q u e llo c h e g li Out ka s t a v e v a n o p r o p o s to
con successo qualche tempo fa, anche se le
coordinate non sono “hip-hop based”, ma
pescano nel funky e nel soul più black che
mai. Dire black non vuol dire niente, dato
c h e l’ e te r o g e n e ità d e l r itmo v a d a l d u b s te p a l p o p , d a D e tr o it a g li e mu li d e lla M o town. Nessuna critica dello spaesamento o
d e ll’ o v e r lo a d in f o r ma tiv o /mu s ic a le c o n te mporaneo. Si vuole solo sottolineare che se
l’ascoltatore medio si trova sempre di più di
f r o n te a u n a in f in ta p la y lis t, a n c h e il mu s ic is ta a lle v o lte è te n ta to d a lla h y b r is e v u o le
p e r c o r r e r e tr o p p e s tr a d e , q u a s i p e r u n mo to
d i tr o p p a a u to s tima o d i v e la ta s u p p o n e n z a .
La prova ce l’abbiamo sotto le orecchie.
Quest’album vuole fare un “riassunto delle
puntate precedenti” del funky e sa già – per
questo - di perdere la scommessa. L’operazione è ambiziosa, tanto che in alcuni punti
l’ascoltatore non avvezzo al ritmo in levare
potrebbe anche sorprendersi: Sumthin About
Her arriva con un basso supercaldo e una sezione di archi classic disco, Take It Off è un
concentrato di scuola Ottanta remiscelato col
midi che sa molto di Crookers e Scuola Furano, Outta Control la solita hit per sculettare
in sexylevare. E via così calando poi in una
pletora di clichè che devono stare in un disco
black. Il punto è che o si gioca d’astuzia e si
devia in modo intelligente, o la pretesa di costruire un classico che faccia a gara con Prince (tanto per tirar fuori un mostro sacro) è un
po’ troppo. Insomma le capacità ci sono, solo
che se si vuole strafare dopo più di un’ora
la spocchia esce tutta. Ci sta da sottofondo,
niente di più. (6 . 0 /1 0 )
Marco Braggion
Plantlife – Time Traveller (Rapster
Records / Audioglobe, maggio 2008)
Genere: funk soul
Dopo aver girato e collaborato c o n i n o m i
più gettonati del soul mainstr e a m ( A l i c i a
Keys, John Legend, Beyonce e m o l t i a l t r i )
The Racounteurs – Consolers Of The
Lonely (Third Man / XL, 25 marzo 2008)
Genere: rock
C’ è s o lo u n a c o s a mig lio r e d i u n a b a n d c o n
u n g r a n d e s o n g w r ite r : u n a b a n d c o n d u e
g r a n d i s o n g w r ite r. G i à n e l l ’e s o rd i o B r o k e n Bo y So ld ie r s ( 2 0 0 6 ), B re n d a n B e n s o n e
Jack White si erano proposti, con successo,
c o me la v e r s io n e in d ie ‘0 0 d i c o p p i e d o ra t e
a lla L e n n o n - M c Ca r tn e y, A l e x C h i l t o n -C h ri s
Be ll e c o s ì v ia . I l b e llo d i q u e l d i s c o , i n fa t t i ,
e r a p r o p r io la me s c o la n z a d e l l e s c ri t t u re - e
delle voci - dei
due, con il sostegno di lusso della
sezione ritmica
dei Greenhornes
(J a c k La w re n c e
e P a t ri c k K e e l e r); u n a fo rm u l a
c h e i n d e fi n i t i v a
re n d e v a i R a c o n t e u rs q u a l c o s a d i
più che un giretto
lontano dai White Stripes da parte del membro più famoso.
Ed è pur vero che l’impronta e la guida di
J a c k - r e s p o n s a b ile d e l l ’a s s e s t a m e n t o d e l l a
b a n d n e lla “ s u a ” N a s h v i l l e - s i fa n n o s e n tir e a n c h e s ta v o lta , s in d a l s i n g o l o S a l u t e
Yo u r S o lu tio n c h e r ip a rt e p re c i s o d a d o v e
e r a r ima s ta I c k y Th u m p , o rg a n o d i s t o r t o
incluso; impressione confermata dai fiati
ma r ia c h i d e lla s o le n n e T h e S w i t c h A n d T h e
S p u r , n o n c h é d a H o ld Up , t ra s c i n a n t e e m a l s a n o r o c k ’ n ’ r o ll d o v e i q u a t t ro s i d i v e rt o n o a m a l t r a t t a r e i l s o u n d ’ 7 0 c o n u rg e n z a
g a r a g e - p u n k . Si c a p is c e , è u n l a v o ro v a ri o e
ricco, ma a garantire un certo equilibrio ci
sono sempre le ballate bensoniane - quasi
tu tte d i p r e g e v o le f a ttu ra , c h e v e l o d i c i a mo a f a r e - , d a Yo u D o n ’t U n d e r s t a n d Me a
M a n y S h a d e s O f B la c k, n o n c h é i p u n t u a l i
e p is o d i c o u n tr y - f o lk e b l u e s (O l d En o u g h ,
To p Yo u r s e lf, l’ e p ic a C a ro l i n a D r a m a ) .
Tu tta v ia , c iò c h e r e a lm e n t e re n d e C o n s o l e r s
O f T he L o ne ly u n d i s c o d i u n c e r t o p e s o
trascende i singoli episodi, e non stiamo
p a r la n d o d e lle q u a s i- r a d i o h e a d i a n e m o d a l i tà d ’ u s c ita ( c o me s a p r et e , l ’a l b u m è p i o m bato nei negozi e sul web senza preavviso
e p r o mo z io n e a lc u n a ) , o d e l l a re a l i z z a z i o n e la mp o , q u a s i d a in s t a n t re c o rd (c h e p u re
f a ta n tis s imo , in te r min i d i i m m e d i a t e z z a e
f r e s c h e z z a ) . Pa r lia mo d i q u e l l ’a l c h i m i a , i n s p ie g a b ile a p a r o le , c h e s i s p ri g i o n a g l o ri o s a in mo me n ti c o me la t i t l e t r a c k o T h e s e
SA 87
RECENSIO
S t o n e s Wi l l S hout (che paiono direttamente
i s pi r a t e d a l l ’ a lto, dai santi num i Who e Le d
Zep p e l i n ) e i n generale informa di sé ogni
s eco n d o d e l l e 14 tracce; quel m agma a ba se
d i r i ff , a s s o l i e cori che erutta caldo dagli
a m p l i f i c a t o r i e non ha bisogno d’altro che
d i u n p a l c o su cui riversarsi. N egli a nni ’ 60
e ’7 0 l o c h i a m avano “rock”. (7.5/10)
A n t o n i o Pu g l i a
Robert Forster – The Evangelist (Yep
Roc, 29 aprile 2008)
Genere: folk, pop
App e n a t r e a n ni fa, salutavam o O ceans Apart
c o m e i l s o r p r endente ritorno di una cara,
v ecc h i a , a m a t a band che aveva metaboliz z a t o l e r u g h e t a n to
b ene d a p r o d urs i i n u n o d e i più
b ei c o m e b a c k deg l i u l t i m i t e mpi.
P o i , l a p r e m atura e d i m p r o vvis a s c o m p a r s a di
Gran t
Mc L enn a n n e l 2 0 0 6 ha
b ru sc a m e n t e int err o t t o i l so gno
d ei d e f i n i t i v a mente rinati Go-B etwe e ns, e
al su o p a r t n e r non è rim asto che elabor a r ne
l a p e r d i t a n e l l ’ unica m aniera possib ile : c on
u n d i s c o . R o bert Forster ha così r adunato
l a st e ssa l i n e - up dell’album precede nte , pe r
p ro d u r si i n q u e lla che è un’elegia all’ a mic o
s co m p a r so e a l contem po un’ode alla vita e
a l l a m u s i c a . P iccoli miracoli del rock.
Th e Ev a n g e l i s t è senz’altro il lavoro più
i n t i m o e m e d itabondo del songw rite r a us t ral i a n o , c h e raccoglie l’eredità d e gli ult i m i s f o r z i d e l suo gruppo e li porta avanti
i n u n a d i m e n sione personale e altrettanto
a f u o c o ; u n a maturità pienamente espressa
n el la se n t i t a Dem on D ays, nella title tr a c k e
n el l’ a p e r t u r a e chiusura quasi religiose di If
It R a i n s e F ro m G host Tow n, tutti momenti
p arti c o l a r m e n te ispirati e toccanti. Ma Fors t er sa a n c h e ritrovare la verve pop in Did
S h e O v e rt a k e You, It A in’t E asy e Let The
L i g h t I n B a b e, per poi prodursi in un gus t o s i s s i m o t r i buto a Dylan e alla Band in
Don ’t To u c h Anything; ce n’è abbastanza
p er c o l l o c a r l o fra i miglior cantautor i de lla
sua ge ne r a z ione a nc or a in a ttiv ità ( u n s e c ondo nome ? L’ a ltr e tta nto ispi r a to R o b y n
Hit c hc oc k). Non ci sembra aff a t t o c o s a d a
poc o. ( 7.2/10)
A n t o n i o Pu g l i a
Scary Mansion - Every Joke Is Half The
Truth (Zum Records, 2008)
Genere: indie folk
Cominc ia c on una ba lla d ps y c h p iu tto sto c ompr e ssa e c hita r r a disto r ta ( Ca p tin )
l’ e sor dio di Le ah Haye s da Br o o k ly n e d e l
suo gr uppo Sc a r y Ma nsion, Per p o i d iv e n ta r e da subito a ltr o, va le a dir e u n ’ in c a r n a z ione de lla Cat Powe r ma linc o n ic a - d a lle
pa r ti di What Would The Comm unity T hink
- (Go To He ll) in ba lla d umor a li e s b ile n c h e
c a r ic he de lla giusta inquie tudin e ( S c u m I n side , Shark ish Se a) . Altr ove è f o lk r o c k c a r ic o di inf le ssioni soul, e a nc he q u i s i r ic o rda l’ ultima Cha n. O ba lla d gotic h e r e ta g g io
post punk ( Sorry We Took All Yo u r M o n e y )
e f olk intimista a lla Tar a Jane O ’ N e ill. C’ è
la se mplic ità de l f olk e la c ur a n e l c o s tr u ir e
le c a nz oni.Un pa ssa to in Fr a nc ia c o me me tà
de l duo noise - r oc k Sa ta n’s Fin g e r s in s ie me a Da vid I va r de gli He r m an D une , L e a h
se mbr a vole r a nda r e oltr e il pa r ag o n e c o n la
Ma r sha ll ( a nc he pe r una voc e mo lto s imile )
r iusc e ndo a mostr a r e pote nz ia l ità c h e p r o me ttono. ( 6.7/10)
Teresa Greco
The Shortwave Set – Replica Sun
Machine (Wall Of Sound / Self, 2 maggio
2008)
Genere: pop
Pop e ats itse lf: è la regola aur e a s u c u i s i
fondano gli ultimi quarant’ann i d i m u s i c a
pop( ola r e ) mode r na . I ndi, que llo c h e s i p r e figura come uno tra i migliori d i s c h i p o p
de ll’ a nno in c or so non può f a r c e r to e c c e z ione , a nz i e nf a tiz z a il pr oc e sso c a n n ib a le sc o ne l mome nto in c ui poggia b u o n a p a rte del suo prestigio - e del su o h y p e – s u
certi signori coinvolti in divers e f a s i n e l l a
sua la vor a z ione : Dange r M ouse ( p r o d u z io ne ) , Van Dyke Par ks ( a r r a ngia m e n ti) , J o hn
Cale (produzione addizionale e v i o l a ) .
Un tris di nomi che farebbe la f o r t u n a d i
qua lsia si disc o, ve r r e bbe da dir e ; n o n f o s s e
c he i mir a c ola ti de l c a so, i brita n n ic i T h e
Shortwave Set (qualcuno li ricorderà alla
v o c e Th e D e b t Co lle c tio n - l ’ e s o r d i o d i t r e
anni fa, un miscuglio di sample e canzoni
d e f in ito d a e s s i s te s s i v ic to r ia n fu n k ) , h a n no confezionato per questo progetto una
s f ilz a d i b r a n i p e r lo p iù imp e c c a b ili c h e r ipercorrono meticolosamente, frullandoli e
rimasticandoli, i quarant’anni di cui sopra,
p e r c o n d e n s a r li in f in e in u n c o n c e p t p o s tmo d e r n o d a lla c o n s is te n z a n o te v o le ( s p e c ie
s u l v e r s a n te p s y c h e o r c h e s tr a le , in u n n e s s o c h e u n is c e i c a p o la v o r i ’ 6 0 d e l g e n e r e e
Yo s himi Ba ttle s T he P ink Ro b o ts ) , e p p u r e
lieve come pop comanda (vedi le svariate
ascendenze disco, electro e funk, cortesia di
mr. Gna r ls Ba r kle y ) . Ve r if ic a to l’ a s s io ma
p o s to in a p e r tu r a , s i p u ò g io c a r e a tr o v a r e tu tte le in f lu e n z e r in tr a c c ia b ili f r a i ma g n ilo q u e n ti s o lc h i d i Re p lic a Sun M a c hine :
A ir in f a tu a ti G a in s b o u rg , i c ita ti F l a m i n g
Lips , D e lg a do s , Ste r e o la b , Bro a dc a s t , N e w
Pornographers, Belle And Sebastian, con
u n a p u n ta d ’ o rg o g lio c a mp a n ilis tic o p e r f in o
g li u ltimis s imi Ba us t e lle ( me d e s ima l’ a mbizione popadelica, simile il miscuglio di
v o c e ma s c h ile e f e mmin ile ) , f in o a llo s ma c c a to o ma g g io /p la g io b o w ia n o d i No w Til’ 6 9
( c h e c ita a p e r ta me n te F a n ta s tic Vo y a g e e il
p e r io d o w a v e p o p d e l D u c a ) ; c i v o r r e b b e r o c o mu n q u e a s c o lti s u a s c o lti p e r in d iv id u a r le tu tte . E n o n è c e r to u n ma le , p e r c h é
a r ito r n a r e s u e p is o d i c o me H o u s e O f Lie s ,
la r u ff ia n a No S o c ia l, o la s o le n n e c h iu s u r a
Th e D o wn e r ’s S o n g le n o s tr e o r e c c h ie h a n n o s o lo d a g u a d a g n a r c i. C’ è s e mp r e d is p e r a ta me n te b is o g n o d i d is c h i c h e c i r ic o r d a n o
q u a le me r a v ig lio s o c a le id o s c o p io s ia il p o p .
(7 . 4 /1 0 )
A n t o n i o Pu g l i a
Sian Alice Group – 59.59 (The Social
Registry / Promorama, aprile 2008)
Genere: avant-dream-pop
A p p r o c c io o p e n - min d e d e g u s to p e r la c o n ta min a z io n e , n e i 6 0 min u ti me n o u n s e c o n d o
di questo esordio. Sostanzialmente un trio
a l l a rg a t o a q u i n t e t t o o s e s t e t t o , S i a n A l i c e
Group ruota onomasticamente intorno alla
figura di Sian Ahern, cantante poliedrica
d a lla v o c e d e lic a ta e d is c r e ta , s u p p o r ta ta d a
Be n Cr o o k e Ru p e r t Cle r v a u x ( c o lla b o r a to r e
d i Sp r in g H e e l J a c k ) . A g g iu n g e te a l tr io d i
b a s e il v io lin o d i Sa s h a Vi n e e i l b a s s o d i
quel Douglas Hart che fu co-fondatore dei
J e s us & M a r y C ha in. S o m m a t e c i i c a m e i
d i J o h n Co x o n ( s e mp r e S p ri n g H e e l J a c k ) e
Br ia n D e G r a w ( G a n g G a n g D a n c e ), l ’a m m i r a z io n e in d is c u s s a d i u n o c o m e D a v i d S i te k
( TV On The R a dio ) e u n p r o s s i m o E P d i
r e mix c o n g e n te c o me H o t C h i p e S p i ri t u a l i z e d . Vis te le f o r z e e te r o g e n e e s c h i e ra t e , s a rà
f o r s e p o s s ib ile c o mp r en d e re m e g l i o l ’a ffe rma z io n e d i p a r te n z a . A p e rt u ra m e n t a l e t o t a l e
e g u s to p e r la c o n ta min a z i o n e s i a u m a n a c h e
mu s ic a le a l d i s o p r a d el l a m e d i a c h e g e n e ra
u n a lb u m d iff ic ilme n te c a t a l o g a b i l e . D i c i a mo di base un dream pop alla 4AD suonato
c o n A r t he r R us s e ll e S te v e R e i c h i n fo rm a z io n e ? D e g li Slo w div e p i ù s h o e g a z e o ri e n ted in fissa con composizioni classiche? O
a n c o r a , d e i C o c t e a u Tw i n s p o s t - m o d e r n i ?
Rif e r ime n ti v a g h i e p r e s c i n d i b i l i , p e rc h é t ra
l’incessante mantra da psychedelic rock di
Wa y D o wn To H e a v e n e l a s t ru g g e n t e b a l l a to n a Kir ilo v , il r u mo r is m o ro m a n t i c o s i m i l Madredeus di When… o le classicherie per
p ia n o d i D a y s O f G r a c e III l a f o r m a z i o n e
di stanza a Londra dimostra eterogeneità di
s tili ma u n ic ità d i in te n t i . E l a s t u p e fa c e n t e
c o v e r d i S o lid S le e p d e l g u ru t e c h n o J e f f
M ills , tr a s f o r ma ta in u n a c a v a l c a t a s o g n a n te e ir a ta , a d d o lc ita d a l l a v o c e d i S i a n , d i v ie n e p a r a d ig ma d i u n a p p ro c c i o t o t a l m e n t e
lib e r o e in c o s c ie n te a d u n a m a t e ri a c h e n o n
è rock, ma semplicemente musica in ogni
s u o a s p e tto . ( 6 . 8 /1 0 )
S t e f a n o P i ff e r i
Six By Seven – Any Colour So Long
As It’s Black (Saturday Night Sunday
Morning, maggio 2008)
Genere: rock
M a s t o d o n t e c e l e b r a t i vo p e r i m i l l e a n n i d i
o n o r a ta e d o n o r e v o le ca rri e ra d e g l i i n g l e s i
Six By Se v e n . A n y C o l o r S o L o n g A s I t ’s
Bla c k è u n CD c o mp ilat i v o d i o t t i m o l i v e l l o
c o n a g g iu n to u n D V D c o n c h i c c h e e c h i c chette varie. Andiamo per ordine. Il CD,
p ie n o a ll’ in v e r o s imile , p e s c a u n p o ’ q u a e u n
p o ’ là n e lla a mp ia d is c o g ra fi a d e l l ’i n d e fi n i b ile q u in te tto d i N o ttin g h a m , e v i d e n z i a n d o ne la plurisfaccettata proposta musicale e
la capacità di sintesi di linguaggi musicali
a n c h e o p p o s ti. D r o n e - p o p m a l a t o e o s s e s SA 89
RECENSIO
s i v e d i l a t a z i o ni shoegaze, kraut mutante e
c o s m i c - r o c k , wave cerebrale e sensibilità
p o p a g r a n a g r ossa, com e dire N eu! e Spir it u ali z e d , U 2 e P rim al Scream, Jesus & Ma r y
Cha i n e S p a c e men 3. A d arricchire un pia tt o g i à g u st o so provvedono un recupe r o da ll a d i sc o g r a f i a m inore (una sognante e z uc cher o sa A l w a y s Waiting F or… dall’e p Two
An d A H a l f D a ys…) e ben cinque remix a d
o p e r a d i a r t i s ti talmente diversi tra di loro
(Bl o c P a r t y, Tw o L one Sw ordmen, Fla ming
Li p s, e c c . ) c h e non possono che sotto line a r e
l ’ec l e t t i sm o d e lla band inglese. U nic a , ve r a
e g r a n d e c a r a t teristica del loro far musica.Il
DV D a l l e g a t o è tutt’altro che un riempitivo
p e r c h é c o n t i e ne ben 9 video promozionali
che, d a t a l a p r ovenienza undergroun d e f ie rame n t e i n d i p e ndente dei Six B y S ev e n, de fi n i r e p i u t t o st o rari è un eufem ism o. Tr a b/n
d al t a g l i o f o r t e m ente cinematografic o e c lip
s e m i - a m a t o r i a li, i SBS mostrano di avere
l ’o c c h i o c l i n i co anche per l’accoppia ta imm ag i n i / su o n i c on una certa predilezione pe r
am b i e n t a z i o n i notturne e am bigue ( I.O.U.
L o v e ) . I l r e s t o oscilla tra pezzi li ve (ben
ci nq u e t r a c u i la tiratissim a E at Junk Be c ome J u n k ) i n c ui si può apprezzare il la to più
s el v a g g i o e d i retto, e per concludere in be ll ezz a , u n b e l cortometraggio di Stua r t Allis o n m u s i c a t o dal quintetto. Insomma, non
u n a r a c c o l t a stanca e di routine come ne lla
m a g g i o r p a r t e delle operazioni del genere,
m a u n o t t i m o viatico sia per neofiti c he pe r
fan sf e g a t a t i . (7.0/10)
S t e f a n o P i ff e r i
Stars Like Fleas – The Ken Burns Effect
(Talitres, maggio 2008)
Genere: indie-avant-pop-jazz
G l i S t a r s L i k e Fleas sono un ense mble di
b as e a N e w Yo r k costituitosi intorno a l 1998
e co m p o st o a d dirittura da circa una doz z ina
d i c o m p o n e n t i stabili (i due fondator i Sha nn o n F i e l d s e Montgomery K nott e la ne o
p ro m e ssa f o l k S am A mid on ) più altr e tta nt i co l l a b o r a t o ri occasionali (tra cui spicca
i l p i a n i s t a T h omas Bartlett, già titolare dei
Dov e m a n ) . D o po aver pubblicato due a lbum
– i l se c o n d o d ei quali, S u n L igh ts Down On
Th e Fe n c e ( P r aem edia R ecords, 2003) , r ius cì a c a t a l i z z a r e l’attenzione della critic a più
s pec i a l i z z a t a g razie ad un’originale c ommi-
highlight
Scuba - A Mutual Antipathy (Hot Flush, 11 aprile 2008)
Genere: dub step ambient
Li r ic onosc e te que i gr oov e ta rg a ti I D M s o tto f o r ma d i s u o n i a c q u o s i, g ia p p o n e s e r ie , s o u n d lu s s u riosi, clangori di metalli q u a e l à , a m b i e n t i p s y c h p r e i n f a n z i a e f o r s e p r e n a t a l e ? R o g e r. R i f e r i m e n t i
plasmati con cura e rispet t o : M u - z i q , G l o b a l C o m m u n i c a t i o n , A u t e c h r e , O r b e A p h e x Tw i n , t u t t a l a
c r è me de lla liste ning mus ic e le ttr o n ic a d e i p r imi N o v a n ta r iv is ta s o tto lo s g u a r d o mo r b id o ma d e ciso del dub-step.
La qua r ta tor r e ha il suo g u a r d ia n o . Se Be n g a mu o v e v a v e r s o l’ h o u s e , Bu r ia l r if io c in a v a il 2 s te p ,
Pinc h r iba lta va il da nc e h a ll ( v e d i a n c h e Bo x c u tte r ) , il timid o ma in f lu e n tis s imo p r o d u tto r e P a u l
Rose ( ge stisc e sia Hot Flu s h e la p iù c a r b o n a r a Ba s s n ) d ila ta la ma te r ia a lla lu c e d e lla le z io n e a lb io nic a ta rga ta Wa r p e Pla ne t M u e c o lp is c e n e l s e g n o c o n imma r c e s c ib ile c la s s e . Ro b a d e g li in iz i c h e
in più di un’ oc c a sione s’ è d e tto e s s e r e imp o r ta n te q u a n to la n u o v a d e c lin a z io n e d e ll’ u n d e rg r o u n d . A
Mutual Antipathy è quel d i s c o c h e m e g l i o n o n p o t e v a c h i u d e r e i l q u a d r i l a t e r o d e i m a g n a t i d e l g e n e r e . L’ e s o r d i o m e n o e s o r d i o
che si possa immaginare. N u l l a s e n t i r e t e i n q u e s t e t r a c c e s e n o n i l t o c c o m o r b i d o e s o s t a n z i o s o d i u n p i c c o l o g r a n d e m a e s t r o ,
pe r sona ggio a nc he dista nt e d a L o n d r a e p e r c iò ma g g io r me n te lib e r o d i ma r in a r e tu tte le s p e z ie . A Be r lin o Ro s e i n fa t t i h a t ro vato il giusto equilibrio ri p r e n d e n d o u n f i l o c h e s t a d i v e n t a n d o v e r a m e n t e c o n s i s t e n t e , g u a r d a n d o p r i m a a l p a s s a t o e p o i v e r s o
la c ittà de i motor i: iniz ia te l’ a s c o lto c o n R u p tu re d , q u e l mu lin e llo d i A u te c h r e a lte z z a Ep 7 e A p h e x Tw in a mb ien t a l e , s e n t i t e
que lla c a ssa c ome a pr e e c h iu d e le me lo d ie lu n a r i. Pa s s a te a lla f r u s ta ta d u b in d o w n te mp o Twitc h c h e c a m p i o n a l e g n i e p a l l i n e
e li me tte in gioc hi di e c h o e r e p e a t. Sf o c ia te p o i n e l s y n th c a r p e n te r ia n o d i S to le n , t r a c a m p i o n a m e n t i d ’ a c q u a e g e m i t i , c h e
a pr e a un ide a le mood à la O n ( r i f e r i m e n t o o v v i a m e n t e l ’ e s o r d i o d i A p h e x Tw i n a p p e n a o r f a n o d i M i d d l e t o n ). N o n o c c o r r e
a ltr o: a nz i no, se vole te all’ in iz io d e ll’ a lb u m s i c a mp io n a n o o c u la ta me n te p e r c u s s io n i n ip p o n ic h e e P o p p ie s i n c h i u s u r a c i t a
pur e Ric hie Ha wtin ( que ll a v o c e tr a n s is to r iz z a ta ) , e c c o , c i s ia mo , il r iv e r b e r o r a g g a f a s p o la d ir e tta c o n D e tr o it d o v e p a re m a gicamente ricongiungersi c o n u n a l t r o g r a n d e i n u n a l t r o c o n t i n e n t e , R o b M o d e l l . M i n i m o c o m u n d e n o m i n a t o r e : u n d u b - t e c h
da l qua le non voglia mo lib e r a r c i. ( 7 . 5 /1 0 )
Ed o a r d o B r i dd a
stione di suoni e te r oge ne i molt o s p e r ime n tale – i Nostri sono rimasti co m e i n s t a n d
by fino al 2006. Anno in cui a l c u n e n u o v e
c a nz oni a r r iva no a ll’ or e c c hio de l p r o d u tto r e
Va lge ir Sigur dsson ( Bjor k, Sigu r Ro s , Bo n nie ‘ Pr inc e ’ Billy e Mum) c he in v ita la b a n d
in Islanda per completare le r e g i s t r a z i o n i
e il mixa ggio. Ec c o c osì na sc e r e T h e K e n
Burns Eff e c t: un a lbum diff ic il me n te c a ta loga bile , ic onoc la sta e d e lusiv o p e r n a tu r a . Ma molto più a c c e ssibile r is p e tto a l s u o
predecessore. Anche qui è una s t r a t i f i c a t a
alchimia di suoni più disparati – a v a n t j a z z ,
e le ttr onic a , music a c la ssic a , pr o g , p s y c h – ,
mischiati al loro approccio folk- p o p d i b a s e ,
a c a r a tte r iz z a r e l’ inc e de r e de i b r a n i, ma è
un più c ur a to e pr ote ttivo a ppro c c io v o c a le a guidare l’ascoltatore, non f a c e n d o l o
sma r r ir e ne gli impr e ve dibili pa s s a g g i s o n o r i. I pa r a goni più pr ossimi se mb r a n o e s s e r e
quelli con gli Art Ensemble Of C h i c a g o , g l i
Anima l Colle c tive , i 4 Bonjour ’s Pa r tie s e i
d E U S p iù s p e r ime n ta li d i A Ba r U nd e r T he
Se a , ma mo lto p iù e te r e i, c e r v e llo tic i e , p a radossalmente, romantici. È proprio questa
d ic o to mia te s ta /c u o r e , r a z io n a lità /d o lc e z z a ,
il metodo alchemico utilizzato dagli Stars
L ik e Fle a s p e r s in te tiz z a r e i p r o p r i in te n ti musicali. Le sospensioni pianistiche di
Ka r m a ’s H o a x f a n n o d a s ip a r io a l d is p e r a to
te n ta tiv o d e lla c o mp o n e n te v o c a le , s o mme s s a e in d o le n te o ltr e mo d o , d i e s o r c iz z a r e le
spettrali incursioni violinistiche, in bilico
tr a r u v id e z z a e ma lin c o n ia , imma te r ia lità e
c o n c r e te z z a , b u io e lu c e . U n a lo tta in f in ita , q u e s ta , c h e , d o p o r ip e tu ti a s c o lti, f in is c e
p e r a mma lia r e v o r tic o s a me n te . Co s ì s i p a s s a
d a lla ma r c e tta f o lk - p r o g - p o p d i B e r b e r s i n
Te n n is S h o e s , in c u i v e n g o n o e v o c a ti s imu lta n e a me n te Will Oldha m , i S o f t M a c h i n e
e i f l a l s e t t i v o c a l i d e g l i S h u d d e r To T h i n k ,
a lla d is tu r b a ta s o la r ità p o p d i I Wa s O n l y
D a n c in g , in d is c u tib ilme n te il p e z z o p iù imme d ia to e r iu s c ito d e l lo tto , f in o a lla f in a le
e lu n g h is s ima S o m e Ne t t l e s t u t t a i m p ro v v i s a z io n e ja z z tr a d e lir i d i fi a t i , a rc h i , p i a n o e
p e r c u s s io n i, ma c o n u n ’i m p ro v v i s a c o d a fi n a le ma lin c o n ic a me n te d ra m m a t i c a i n fa rc i t a
di laptop e glitch. Nonostante alcuni episodi
f in tr o p p o a u to r e f e r e n z i a l i , Th e K e n B u r n s
Eff e c t r i s u l t a e s s e r e u n a l b u m d i d i ff i c i l e
a s c o lto s ì, ma mo lto , m o l t o i n t e re s s a n t e . U n
s in u s o id a le v ia g g io s o t t o i m a ri d e l l ’i n c o n s c io , d a lle p iù c u p e p r o fo n d i t à a l l e o p a c i t à
luminescenti della superficie, dalla quale
e me rg e r e p e r u n is ta n t e , ri p re n d e re o s s i g e n o e c o n tin u a r e c o s ì a ll ’i n fi n i t o . R o m a n t i c a
c la u s tr o f o b ic a p e r v e r s i t à . (7 . 0 / 1 0 )
Andrea Provinciali
Tape – Luminarium (Häpna, 7 maggio
2008)
Genere: folktronica
I b r a n i s o n o d ie c i, c o m e i n q u e i v e c c h i a l bum di canzoni. Ma nemmeno quelle di
L umina r ium s o n o e s a t t a m e n t e c a n z o n i .
SA 91
RECENSIO
Non o st a n t e i l motivetto radio frie ndly di
Repe rt o , l e a t mosfere solari di A ltamira, le
p ro g r e ssi o n i sognanti di P arade si f a c c ia n o d e p o s i t a r i e della peculiare idea di pop
d ei t r e sv e d e s i. Ma è un’atmosfera ie r a tic a , s a r à l ’ u t i l izzo massiccio di un organo
vi nt a g e q u a si chiesastico (F ingers, I llumin a t i o n s) , a p e rvadere la scaletta de l qua rt o a l b u m d e i Tape, un senso di religiosità
t u t t o sc a n d i n a vo. Imponente ed infle ssibile .
L a r i c e r c a s u gli strumenti si intuisce esser
s t at a a ssa i m e ticolosa, non scevra d a sc e lte
n o s t a l g i c h e , r ètro, volutamente fuori moda,
a l di l à d i o g n i epoca, eppure storicizzabili.
S o n o r i t à d i r e taggio quasi progress iv e a nim an o b r a n i c om e F ingers, Mystery M utiny ,
B eam s, A l t a m ira. Il folk ossequiato, anche
i l fo l k , è q u e l l o album oriented dei ’70 ( Be a ms O u t , D ri p stone) affrontato con il solito
ci pi g l i o sp e r i m entale (i fuori tempo di Fing er s e P a ra d e ) . L a filologia, più che la f ut u ro l o g i a i n c e rta dei primi lavori, dunque .
C h e f o r s e c o n tinuiamo a preferire, sebbene
s i t r a t t i , a n c h e stavolta, di un gran be l se nt i re. ( 7 . 0 / 1 0 )
Vincenzo Santarcangelo
Thalia Zedek Band – Liars And Prayers
(Thrill Jockey / Wide, aprile 2008)
G e n e r e : c a n ta u t o r at o i n d i e - b l u e s
Un d i sc o m a i u s colo, L iars A n d P ray e rs, pe r
l a ma n i e r a i n c ui scaglia addosso gli a rgom en t i c h e a ff ronta e per il valore, e vide nt e no n o st a n t e la modestia con cui è off e r to.
F a c i l e c a p i r e le ragioni di un controsenso
s ol o a p p a r e n t e : poiché se è vero che la via
p er r i d a r e c r e dibilità al rock - o q ue l c he
n e r e st a - p a ssa dalla C anzone, il pre suppos t o d e v ’ e sse r e il confronto ad arm i pa r i c ol
p as sa t o , n o n l a resa incondizionata. Que sto
v a f a c e n d o T h a lia Z edek da tre lustr i, e pe r
u n a se c o n d a v o lta le è riuscito di racc oglie re o g n i su g g e s tione, ogni segno, ogn i f r a mm en t o p e r r i c o struire la dimensione mode r na
d el s o n g w r i t e r. C on naturalezza, affida ndosi
al l ’e t e r n o c o mpagno di viaggio che le sie de
acca n t o , u n b l ues com e condizione s pir itua l e, i n t e r p r e t a t o come in pochi contempor a ne i
è d a t o m o d o d ’ascoltare. N essuna pa ntomim a o m e ssa i n scena, solo lirismo allo sta to
p u ro . U n a se r ie di ottimi indizi sta a monte
d i q u e st o su o terzo disco solista: la c osti-
tuzione di una Thalia Zedek B a n d c h e n o n
è f ittiz io pa r a ve nto ( f a c c e not e c o me D a vid Cur r y e il ba tte r ista Danie l C o ug hlin
si a ff ia nc a no a l ba ssista Winst o n Br a m a n
e a M e l Le de r m an, e x Vic t or y A t Se a , d ie tro al pianoforte); una voglia c o s t a n t e d i
r a c c onta r e se ntime nti e disgr a zie p e r s o n a li, c he poi sf oc ia no ne lla politic a d e l q u o tidia no e me na no f e nde nti c ontr o l’ a mmin istrazione Bush;
inf ine , que l bisogno di libe r a r e
la r a bbia in f orme me dita te ma
non pe r que sto
inde bolite , a nz i.
Le
maiuscole,
dic e va mo:
se rvono pe r gr ida r e ,
non strepitare a
vuoto. Gr a ff ia di
nuovo, la bostoniana, insinuand o i l d u b b i o
c he ma i a bbia da vve r o sme sso d i s b r o g lia re la sua intensa emotività; un m a r c h i o d i
f a bbr ic a c he r e sta lungo le tr a me d e i b r a n i,
dove pia no e violino si a bbr a cc ia n o e in seguono, dove la Nostra suona p i ù c h e m a i
f iglia di Pat t i Sm it h e M ar ianne F a it hf ull
( l’ e pic a f r a sta glia ta Body M e mo r y ) e s o r e lla de l Nic k Cave me dia no e di Gre g D ulli (Ne x t Ex it e Be gin To Ex hum e f a r e b b e r o
un f igur one su Congre gation.) Tr a d i z i o n e
str a pa z z a ta e sc r ittur a c ommov e n te ( a ff lig ge , We Don’t Go, eppure non t e l a l e v i d i
dosso…) e nf a tiz z a te da lla c ura d e l d e tta glio strumentale, ma non cred i a t e c h e s i a
f a c ile . Non una nota di tr oppo n e lla L o w e r
Allston sba ta c c hia ta tr a f a nta smi “ r o c k p o e tr y” e visioni Cale xic o; niente p a s s i f a l s i
ne i c a mbi di ma r c ia c he a ttr a ve rs a n o D o Yo u
Re me mbe r e Come Undone ; a ssen ti le r u g h e
ne l c ountr y - c he pa r e str a ppa to a Le o na r d
Cohe n - Gre e n And Blue . La c o n c ita z io n e e
l’ urge nz a di c omunic a r e a ppa r te n g o n o a u n a
ve nte nne , f or me e me z z i a c hi h a me z z o s e c olo di vita sulle spa lle : e c c o la s p ie g a z io n e
di qua nto solle va Liars And P r a y e r s d a l l a
mediocrità estemporanea che c i s o m m e rg e .
Non sa r à impr e sa f a c ile e ntr a r v i, s e r v ir a n no quelle ore che “non abbiamo ” m a c h e è
opportuno scovare per ripagare u n t a l e n t o
r a r o. Conse r va te Liars And Pra y e r s s u l c o -
mo d in o , ma g a r i a f ia n c o d i E v a n g e lis ta . P o i
la s c ia te v i la c e r a r e l’ a n imo , a lme n o u n a v o lta a l g io r n o . Vi f a r à b e n e . ( 7 . 8 /1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
The Sword – Gods Of The Earth (Kemado
Records / Audioglobe, 31 marzo 2008)
G e n e r e : c l a ss i c m e ta l
Ris p e tto a d Ag e O f Winte r s il q u a r te tto te x a n o s p in g e s u ll’ a c c e le r a to r e , lo s i n o ta g ià
d a lle in iz ia li H o w H e a v y Th is A x e e Lo rd s ,
s ì c h e il p r e f is s o p o we r d a v a n ti a lla in e v ita b ile d iz io n e m e ta l v a l b e n e s p r e c a r l o d a
s u b ito . Se le p r o g r e s s io n i in d ia v o la te d i e p is o d i c o me B la c k R iv e r , U n d e r Th e B o u g h s e
W h ite S e a , u n a c e r t a i n d u l g e n z a - a p a r t i r e
d a ll’ imb a r a z z a n te c o p e r tin a , p e r f in ir e a lle
te ma tic h e d e i te s ti - n e ll’ e v o c a r e u n imma g i n a r i o e p i c o c h e e m e rg e v a g i à p r e p o t e n t e
n e ll’ e s o r d io la s c ia n o in te n d e r e c h e u n a ltr o
n o me è s ta to in s e r ito n e l p a n th e o n p e r s o n a le
d e l g r u p p o , e d è q u e llo d e g li I ro n M a ide n,
la s tr u ttu r a r o b u s ta d e i r iff r ima n e n o n d ime n o e s e mp r e d i c h ia r a a s c e n d e n z a B l a c k
Sa bba t h, r e t a g g i o t r a s h - m e t a l - n o n a c a s o
i q u a ttr o d iv id e r a n n o il p a lc o c o n M e ta llic a e D o w n ; c o s ì c o me la p r o d u z io n e s p o r c a
e c a ttiv a ( a p iù r ip r e s e mi s o n o s o r p r e s o a
c h ie d e r mi s e n o n f o s s e la m ia c o p ia p r o mo z io n a le a s u o n a r e c o s ì s p o r c a e c a ttiv a ) e la
v o c e d i J . D . Cr o n is e c o n f e r ma n o T h e Sw o r d
esemplare canto di cigno del dopo doom.
Bruttino, in definitiva, parecchio bruttino.
Fo r s e a n c o r a p e g g io r e d i u n e s o r d io c h e a lme n o , p e r u n a c e r ta a ttitu d in e in d ie a n c o r a
p a r z ia lme n te c o n s e r v a ta - n o n d ime n tic h ia mo che del quartetto si è iniziato a parlare
in q u a n to p ro té g é e d e i c o n te r r a n e i Tr a il Of
D e a d - e l’ o r e c c h ia b ilità d i a lc u n i b r a n i, s i
la s c ia v a a s c o lta r e . ( 5 . 0 /1 0 )
Vincenzo Santarcangelo
Ufomammut – Idolum (Supernatural Cat
/ Goodfellas, 22 aprile 2008)
Genere: sludge
A ma n ti d e l mu s c o la r e e me ta llo s o r o c k c o n
venature psichedeliche, accomodatevi: è
a r r iv a to il n u o v o c a p ito lo d e lla s a g a U f o m a m m ut . I r o ma n i n o n s o n o p iù u n a s o rp r e s a : ma r c h ia n o a f u o c o la p e n is o la , e n o n
s o lo , f in d a i p r imi a n n i ‘ 0 0 c o n il lo r o s lu d g e me ta l d e b ito r e in e g u a l mis u r a d i M e l-
v ins , N e uro s is e I s is . U n o d e i p r o b l e m i d i
q u e s to g e n e r e è c o n tin u a re a p ro d u rre d i s c h i
c h e n o n s ia n o la f o to c o p i a d i s e s t e s s i i n t ro d u c e n d o lin e e e v o lu tiv e. . Il t ri o i t a l i a n o g i o c a la c a r ta d i u n c a mbi a m e n t o s o t t i l e q u a s i
a c c e n n a to , c o n r iff c h e s p e s s o s i i n t re c c i a n o
c o n te s s itu r e ta s tie r is t i c h e (S t i g m a ), a p e rture quasi-melodiche con una voce urlata e
d is ta n te ( S ta rd o g ) , tr iba l i s m i d i s c u o l a N e u r o s is /Se p u ltu r a ( H e lle c t r i c ) . N o n m a n c a n o
a u te n tic i a s s a lti s o n o ri c o m e i n D e s t ro y e r
quasi un monito agli ultimi, spenti e poco
is p ir a ti I s is . C’ è te mp o a n c h e p e r l ’e s p e ri me n to A m m o n ia c h e p r o v a a d u n i re l ’e l e g i a c a e s o g n a n te v o c e d i R o s e K e mp a c h i t a rre
in a b ito d o o m me ta l: u n a t ra c c i a c h e a l l ’i n i zio potrebbe far storcere il naso ai puristi
del genera ma alla lunga si rivela come un
d e lle p iù is p ir a te d e l lo t t o . U n i c a v e ra p e c c a
p a r e e s s e r e l’ in u tile c o d a d e l l a c o n c l u s i v a
Vo id , c o n q u e l l a s u a j a m u n p o ’ k r a u t u n
p o ’ h ip p ie u n p o ’ p s y c h c h e s u o n a s t a n t i a e
d a ta ta . . N e l c o mp le s s o I d o l u m n o n d e l u d e rà
i mo lti f a n d e l g e n e r e e d e l g ru p p o s t e s s o ;
per il prossimo episodio, però attendiamo
una più cospicua evoluzione sonora che è
s e n z ’ a ltr o n e lle c o r d e d e l t ri o . (7 . 0 / 1 0 )
Nicol a s Campa gnari
Ulaan Khol – I (Soft Abuse, aprile 2008)
Genere:
ps y c h - n o i s e
The Child Readers – Music Heard Far Off
(Soft Abuse, aprile 2008)
G e n e r e : pa s t o r a l - f o l k pa s t i c h e
P r o g e t t i l a t e r a l i c h e l at e r a l i n o n s o n o , v i s t i
i n o mi d e i p r o ta g o n is ti e l o s p e s s o re q u a l i tativo dei progetti.
U la a n K h o l è il s o lo - p ro j e c t , l ’e n n e s i m o , d i
St e v e n R . Sm it h, u n p a s s a t o e u n p re s e n te s o tto v a r ie me n tite s p o g l i e (Th u j a , H a l a
Str a n a , M ir z a ) o ltr e c h e u n a s t e rm i n a t a p ro d u z io n e o mo n ima . U la a n K h o l I , p a rt e p ri m a
d i u n a tr ilo g ia c h ia ma t a C e re m o n y, s i p o n e
esattamente al guado tra altre due uscite
ta rg a te 2 0 0 8 . D a u n a p a rt e l e i n t ro s p e t t i v e
v is io n i p r e tta me n te a c u s t i c h e d i O w l , u s c i to p e r D ig ita lis ; d a ll’ al t ra l e j a m fre e -n o i s e
dei Thuja, ben documentate dall’omonimo
v in ile p u b b lic a to d a lla Im p o rt a n t . N e l m e z z o q u e s ta p r o v a s o lis ta c h e , o s c u ra e d o l e n te , e v id e n z ia la s o ff e r t a a rt e c h i t a rri s t i c a d i
SA 93
RECENSIO
S m it h . Tr a r i verberi, echi sommess i e pic co l e r i f r a z i o n i di feedback, le acid e e dil at a t e n o t e d i chitarra elettrica produc ono
un su o n o c a l i g inoso, fluttuante e vaga me nte
s p ett r a l e . L o n tanamente sem bra di assiste r e
ad u n r i f a c i m e nto del D ead Man di Young in
av an z a t a d e c o mposizione, m a poi la ma te r ia
s i co m p l i c a c o sì come i riferim enti si lique fan n o . F u sh i t susha, H igh R ise, F lying Sa uc e r A t t a c k , d o om, improvvisazione, folk si
a c c a r t o c c i a n o gli uni sugli altri per fondersi
i n so u n d sc a p e s senza tempo. (7.2/10 )
P i ù i n t e l l i g i b i le, per così dire, Mu sic He ard
F a r O ff , q u a rto album del duo The Child
R e a d e r s . A l t r o progetto di pezzi grossi
del l’ u n d e rg r o u nd am ericano visto che de lla
p a r t i t a s o n o Loren Chasse e Jason Honea,
no t i c o m e a p p a rtenenti al giro Jew elle d Ant l er, a i u t a t i d a Mark William s (Mirza ) , Rob
R e g e r ( T h u j a ) e Christine Boeppl e (Ov).
M u s i c a a s t r a t t a e eterogenea, fram mentata
e d e st r u t t u r a t a, che predilige un ap pr oc c io
co l l a g i st a e v agam ente naif cui contr ibuisc e
fort e m e n t e l a s celta di sezionare le pa r ti r e gi s tr a t e e r i e l aborarle in luoghi e mome nti
d i v e r s i . S i r i n corrono così echi ori entali e
fol k e r i e i n t h e vein of Jew elled A ntle r, f r a s egg i d a p o p p astorale e sensiblerie br utop r i m i t i v i s t a , drones noise e minimalismo
d’ac c a t t o . U n po’ dispersivo ma ne l c ompl es so p i a c e v ole. (6.8/10)
ha l’impressione - non ancora - d e l d i s c o
de f initivo. C’ è se mma i un se nso d i c a llig r a fia in fieri che comunque emoz i o n a , l a s c i a
intr a ve de r e una c olonna ve r te br a le v ig o r o sa (identificabile
spe sso ne l dr umming, capace di
innervare il sound
c on tr a c ota nte f la gr a nz a ) e la ve r sa tilità delle ampie
ve dute , a bbonda nte me nte te stimoniata dall’onirico
me e ting tr a Black
He ar t Proc e ssion
e Be ac h Boys in sfaldamento b o s s a - s o u l d i
Re fle c ting Hope , c osì c ome d a lla d e s e r tpsych affogata in liquido amnio t i c o p o s t d i
Ca n You Pass The Ac id Te st? - u n a r o b a tip o
Ry Coode r str e ga to da i Gast r D e l So l. S e
aggiungete la frastagliata inve n t i v a d e g l i
a r r a ngia me nti - un pa lpita nte in tr ic o d i p e rc ussioni, ta stie r e , ba ssi più o me n o p r o f o n di, c hita r r e più o me no f uz z a n ti, f a r r a g in i
e perturbazioni, pseudo-therem i n e c o r e t t i
- a bbia te l’ a c c or te z z a di c onsider a r la in g r e die nte f onda me nta le di una r ic etta g ià p iu ttosto gustosa, cui auguriamo d i t r o v a r e l a
via de l ma nic a r e tto. ( 7.0/10)
Stefano Solventi
S t e f a n o P i ff e r i
Ultraviolet Makes Me Sick - Stuck In
The Room Full Of Mirrors (Urtovox, 26
aprile 2008)
G e n e r e : p o s t / ps y c h
Terz o l a v o r o l u ngo per il trio pavese, ulte r iore t a p p a n e l p e rcorso di affrancam ento da lle
l og o r i d e c l i n a z ioni post-rock, aiutati in c iò
da u n a m a i so p ita attitudine psych di c hia ro st a m p o f l o ydiano (si noti una Blues For
S. B. d e d i c a t a - credo - ad un certo d ia ma nte
pazz o ) , d a l l a s trisciante sbrigliatezza ja z z y
e d a u n a s e m pre meno latente propensione
i nd i e - p o p , c a p ace di annusare le trac c e de i
N o tw i st ( c o m e è evidente in Sever) qua ndo
no n d e i d E U S più dimessi (in H avin g A Be e
In O n e ’s B o n net) anche in virtù della voce
g e n t i l m e n t e o fferta da Umberto Provenzani
d ei N e w s F o r L ulu (in sei delle nove tr a c c e in p r o g r a m ma). Avrete capito che non si
Vetiver – Thing Of The Past (Fat Cat,
maggio 2008)
Genere: folk
Che Andy Cabic , il fondatore d e i Ve t i v e r,
ascoltasse da sempre musica a c a v a l l o d e i
Se tta nta e r a c osa più c he a ppr ov a ta , ta n to è
pa le se l’ inf lue nz a c he il f olk- c o u n tr y u s c ito
da que l pe r iodo ha a vuto sui suo i p r e c e d e n ti
due a lbum. Ma pe r c hi a ve sse n u tr ito a n c h e
il minimo dubbio a l r igua r do, q u e s to T hing
Of The Past gli c hia r ir à subito le id e e : A n d y
Ca bic è tota lme nte a nni Se tta nt a - d ip e n d e n te. Infatti, l’album in questione n o n è a l t r o
c he una r a c c olta di c ove r, tutt e s c r itte d a
c a nta utor i f olk- c ountr y- blue s s ta tu n ite n s i,
più o me no c onosc iuti, ne ll’ a rc o te mp o r a le tra il 1967 e il 1973. I bran i s o n o s t a t i
personalmente scelti da Cabic s e g u e n d o i l
c r ite r io de i pr opr i gusti pe r sonali. G li a r tisti se le z iona ti pe r l’ oc c a sione s o n o p r o p r io
q u e lli c h e p iù d i tu tti, p e r s u a s te s s a a mmis s io n e , lo h a n n o in f lu e n z a to e f o r ma to mu s ic a lme n te . N e c itia mo a lc u n i: Ha w kw ind,
Lo udo n Wa inw r ig ht I I I , I a n M a t t he w s ,
To w ne s Va n Za ndt e M ic ha e l Hur le y . L a
rilettura del Nostro sarebbe assolutamente
f e d e le a g li o r ig in a li, s e n o n f o s s e p e r il tip ic o a p p r o c c io v o c a le , d o lc e e in timo c o me
u n a c a r e z z a , e p e r u n a e s s e n z ia le limp id e z z a s o n o r a c h e h a s e mp r e r a p p r e s e n ta to il s u o
tr a tto d is tin tiv o . Be llis s ima la r iv is ita z io n e
d e lla b a lla ta p ia n is tic a Lo n Ch a n e y d i Ga rla nd J e f f re y s e q u e lla d i To B a b y d i B i f f
Rose, che per perfezione stilistica evoca
a d d i r i t t u r a i m i g l i o r i Wi l c o . M e n o m a l e c h e
g ià d a l tito lo è c h ia r o c h e s i tr a tta s o la me n te d i u n a c o s a d e l p a s s a to . Sp e r ia mo c h e la
p r o s s ima v o lta i Ve tiv e r g u a r d in o a l f u tu r o .
Ch is s à s e q u e s to tr ib u to a i Se tta n ta n o n n e
r a p p r e s e n ti in u n a c e r ta ma n ie r a u n s e n tito
c o n g e d o – r iu s c itis s imo , d o b b ia mo a mme tte r e – d a c e r te s o n o r ità e a l p r o s s imo a lb u m
il Nostro non cambi decisamente, seppur
d o lo r o s a me n te , r o tta ? Se c o s ì f o s s e , a llo r a
T hing O f T he P a s t s a r e b b e d a c o n s i d e r a r s i
un album memorabile, ma, purtroppo, non
ne siamo così fiduciosi. Che la dipendenza
è d u r a d a c u r a r e . ( 6 . 3 /1 0 )
Andrea Provinciali
White Rabbits – Fort Nightly (Fierce
Panda Records, 22 maggio 2008)
Genere: post tutto
È r a r o tr o v a r e u n d is c o ta n to imme d ia ta me n te g r a tif ic a n te . N e ll’ e s o r d io d e i n e w y o r k e s i W h ite Ra b b its c ’ è tu tto , in a b b o n danza, con una ricchezza di contenuti che
a ff a s c i n a a l p r i m o g i r o e r i p a g a g l i a s c o l t i
r ip e tu ti. I tr a tti c a r a tte r iz z a n ti p iù e v id e n ti sono la centralità del piano di Stephen
Pa tte r s o n , c h e c o n f e r is c e p e r s o n a lità a o g n i
b r a n o , e u n ’ o s te n ta ta p a s s io n e p e r g li a r o mi
la tin i, ma r c a ti d a lle e s u b e r a n ti p e r c u s s io n i.
Tu tti i s a p o r i v e n g o n o me s s i s u l p ia tto c o n te mp o r a n e a me n te , a p a r tir e d a K i d O n M y
S h o u ld e r s , q u a s i s a t u r a d i i d e e , c o n i l s u o
passo incalzante, lo sfacciato piano latino,
la c h ita r r a s o lis ta c h e r ic a ma s u ll’ o s s e s s io n e d e lla r itmic a , te n e b r o s i c o r i e imp r o v v is e
e s p lo s io n i. I W h ite Ra b b its s i mu o v o n o b e n e
a n c h e q u a n d o a b b a n d o n a n o g li e s o tis mi p e r
rievocare il lato più pop della new wave,
c o n Th e P lo t c h e s a r e b b e s t a t a p e r f e t t a p e r
l’ Elv is C o s t e llo d i G e t H a p p y ! P i ù a v a n t i
n e l d is c o s i f a s e n tir e p u re l ’i n fl u e n z a d e l l a
2 To n e R e c o r d s , c o n l a s p e t t r a l e s e q u e n z a
M a rc h o f th e Ca m e ls /F o r t N i g h t l y a m b i e n ta ta n e lla G h o s t To wn d e g l i S p e c i a l s . F o r t
N ig htly n o n è p e r ò u n a l b u m e s e n t e d a d i f e tti. L a v o c e d i G r e g R o b e rt s m a n c a d i p e rsonalità, sebbene sappia farsi
a i u t a re d a u n a
splendida parata
d i c o re t t i g e n i a l i .
Il problema più
grande del disco
è nel fatto che
tanto entusiasmo
e t a n t a g e n e ro s i t à s e m b ri n o s p e s so freddi e fini a
se stessi, incapaci di esprimere realmente
q u a lc o s a c h e n o n s ia u n a s t e l l a re c o m p e t e n z a . N e lle d o le n ti n o te d e g l i S p e c i a l s c ’e ra
u n mo n d o in te r o , c h e a q u a s i t re n t a a n n i d i
d is ta n z a r ito r n a in v ita a d o g n i n u o v o a s c o l to . L e r is c r ittu r e d e i W h i t e R a b b i t s s u o n a n o
in v e c e a v o lte ta n to v uo t e d a s fi o ra re l a p a r o d ia , a l lo r o me g lio e v o c a n d o s o l o u n u n i v e r s o d i f a n ta s tic h e r ie . C h i h a b i s o g n o d e l
Don Chisciotte di Pierre Menard, quando
c ’ è g ià q u e llo d i Ce r v a n t e s ? (7 . 4 / 1 0 )
P a o l o B a ss o t t i
Wildbirds & Peacedrums – Heartcore
(Leaf / Promorama, aprile 2008)
Genere: avant pop
N e g li a n n i ’ 7 0 la Sv e z ia e ra u n p o ’ l a t e rra p e r
e c c e lle n z a d e lla c o s id d e t t a s e x p l o i t a t i o n . In
a ltr e p a r o le la c in e ma to g ra fi a s o ft -c o re , c h e
p r o p r io in q u e s ta n a z io n e , a l l ’e p o c a , p ro d u c e v a f ilm ma n if e s to c o m e l ’i n d i m e n t i c a b i le I ng a d i J o e S a r n o . O r a c o m e o r a , S v e z i a
sta diventando sempre più sinonimo di pop
o b liq u o e d ’ a u to r e . J e n s L e k ma n ? S i , s i g n o r e . El P e r ro D e l M a r ? O v v i o . Wi l d b i rd s
& Peacedrums? Certamente, anche loro.
I l d u o in q u e s tio n e s i c o m p o n e d i u n ’u g o l a r a ff i n a t i s s i m a e u n b a t t e r i s t a s m a l i z i a t o
q u a n to b a s ta . Si c h ia m a n o M a ri a m Wa l l e n tin ( l’ u g o la ) e A n d r e a We rl i i n (i l b a t t e ri s ta ) e s i d e d ic a n o a d u n fo rm a s o fi s t i c a t a e
mo lto min ima l d i p o p s o n g d ’a u t o re . P o s s o SA 95
RECENSIO
n o r i c o r d a r e un po’ i nostri C amu si. Vuoi
p e r l a s t r u t t u r a vera e propria della line-up,
v u o i p e r l ’ a p proccio più che erudito della
c a n t a n t e . R i s petto a loro però, Wildbirds
& P e a c e d r u m s sono m olto più compa ssa ti
e f o r m a l m e n t e preoccupati di anda r dietro
al l e m e l o d i e eteree. S trum entalm ente la v o ra n o d i so t trazione com e Hu go Lar go o
Yo u n g P e o p l e : due corde di zither pe r Pony
e L o st L o v e ; l a batteria per la maggior pa r te
d ei b r a n i , v e d i T he Way T hings G o e Bird;
u n g l o c k e n sp i el per A Story From A Chair.
N o n s t u p i s c e certo che a tratti la musica del
d u o n o n si a a l tro che la voce di Mar ia m c he
can t a q u a si a c appella. I due hanno r a c c olt o c o n s e n s i d i critica un po’ ovunque e in
S ve z i a se m b r a che abbiano anche un disc r e t o s u c c e s s o . Per molti aspetti sono ancora
acer b i , m a d a q ui ad un lavoro rifin ito e sis t e m a t o s o t t o ogni punto di vista potrebbe
vo l e r c i d a v v e r o poco. (7.0/10)
A n t o n e l l o C o mu n a l e
The Young Knives - Superabundance
(Warner, 10 marzo 2008)
Genere: brit wave pop
Sono gli stessi Young Knifes dal palco del
Covo a dircelo: Warner non distribuisce il
nuovo disco in Italia. E infatti Suberabundance, uscito a marzo nel Regno, è stato completamente ignorato. Tutti ignari di una nuova prova della band tranne il tour manager e
il ricettivo locale bolognese, l’unico rimasto
dei gloriosi Novanta della provincia felsinea
in declino sistematico. A vederli però non
c’è nessuno. Pista vuota per metà concerto
e per metà appena gremita verso l’uscita con
i nostri buoni nerd a stringer i denti e a mostrar il sarcasmo. Fortuna loro e nostra sono
dei buoni commedianti. Il phisique du role
per tener botta alla solitudine c’è anche se
l’album è stato presentato dalla stampa nel
più noioso dei modi. Avete presente del classico più adulto / più prodotto / più riflessivo
dell’esordio che si sente per qualsiasi seconda prova? Ecco. Così. E aggiungiamo: scrittura discreta e qualche buon tiro. Soprattutto l’humour. Esilarante se si ama il genere.
Loro sono di Oxford, ricordiamolo, e perciò
di quell’angular prendono il lato più scolastico, alla posa ultra cockney Art Brut c’è
quella più istituzionale. Venendo al disco in
Turn Tail troviamo degli archi enfatici che
nell’angular non si sono mai sentiti, il resto soffre irrimediabilmente della una coda
di un fenomeno. Gli Young Knifes sono una
buona band arrivata nel momento sbagliato.
( 6.0/10)
Ed o a r d o B r i dd a
Yuppie Flu – Fragile Forest (Homesleep,
5 maggio 2008)
Genere: indie-rock
Alla voc e “ indie - r oc k ita lia no” il p r imo n o me
e le nc a to, pe r sonor ità , me r ito e c o e r e n z a , è
indubbiamente quello degli Yu p p i e F l u . E
sta volta la ba nd ma r c higia na c o n s o lid a ta le
onorificenza anche formalmen t e . I n f a t t i ,
Fragile Fore st se gue il mode llo r a d io h e a d ia no In Rainbows:
album scaricabile
dal proprio sito
ad offerta libera,
quindi, volendo,
anche
gratuitamente. Eccola qua
la vera rivoluzione del sesto disco.
Per il resto queste
dieci canzoni non
spostano
troppo il tiro rispetto al passato. Le novità, se
ci sono, sono tutte questione di sfumature.
Niente più. Ma per una band che ormai ha
comprovato il proprio marchio di fabbrica,
che non deve più troppo scervellarci per non
venir calpestata dalla sola di questo Stivale
sempre ostinatamente in marcia verso Sanremo – quindi verso se stesso –, le sfumature
sono tutto. Così, stavolta, quei pacati languori indie-folk-psych-pop-rock à la Pavement (punto di partenza, via, via sempre più
abbandonato), Mercury Rev, Flaming Lips,
Grandaddy e Sparklehorse, guidati sempre
da quegli intrecci chitarristici, ebbri di tastiere e autenticati dall’inconfondibile voce
nasale – simultaneamente limite e punto di
forza dei Nostri – di Matteo Agostinelli, virano verso una solarità molto più afosa. Q u e l
mood c r e pusc ola r e da me z z a s ta g io n e , c a ratteristico dei lavori preceden t i , s i t o g l i e
f e lpa e je a ns indossa ndo, inve ce , b e r mu da
e infradito. Gli Yuppie Flu vanno e ci portano al mare con canzoni pop come la title
track, Yellow Hills e Sweet Lame. Ad esempio, quelle loro recenti derive digitalmente
malinconiche in stile Notwist vengono in
parte trascurate a favore, invece, di allegre
aperture orchestrali. Prendete Eyes, l’episodio sicuramente migliore, e immaginatevi in
pieno agosto sotto il sole battente a sfrecciare con una cinquecento cabrio sull’asfalto liquefatto dell’autostrada verso quell’azzurro
salvifico del mare. E se anche in questa canzone sono addirittura i Beatles, i Go! Team
e i Turin Brakes ad essere evocati, che cosa
c’è di più italiano di questa immagine estiva? Eccolo qua il merito degli Yuppie Flu:
suonare dannatamente straniero senza dimenticare le origini.
Non mancano certo i soliti episodi molto più
riflessivi e indolenti o ballate folk nei quali
i Nostri sembrano abusare un po’ di manie r i s mo . M a Fr a g ile Fo r e s t n e l c o mp le s s o p ia c e , n o n f o s s e s o lo p e r la v o g lia d i e s ta te c h e
in f o n d e . ( 6 . 8 /1 0 )
Andrea Provinciali
Massimo Zamboni - L’inerme è
l’imbattibile (Il manifesto, marzo 2008)
G e n e r e : r o c k c a n ta u t o r i a l e
R i s p e t t o a l g h i g n o a ff r a n t o m a c o m b a t t i v o
di Sorella Sconfitta, questa seconda opera
s o lis ta d i M a s s imo Z a mb o n i - n o n c o n s id e r a n d o la s o u n d tr a c k p e r L’ o r i z z o n t e d e g l i
e v e nti d e l 2 0 0 5 - è p e r v a s a d i u n a s t r a n a
e n e rg i a t r a t t e n u t a , p u r s e m p r e i n q u i e t a m a
f e r ma , a s u o mo d o f o r te . I mb a ttib ile , a p p u n to . E ’ , s e v o le te , il r in c u lo d e lla s c o n f itta , c h e tr a le ma n i d i c h i s i v u o le in e r me
d iv e n ta u n a p is to la in c e p p a ta , u n o r d ig n o s imu la c r o , s imb o lo d i r in n o v a ta c o n d iz io n e
e s is te n z ia le . U n d is c o c h e è u n v ia g g io c h e
è diventato un documentario e un libro, le
tr e e n tità v ic e n d e v o lme n te f o r tif ic a te s i lu n go il percorso a tratteggiare la figura di un
a r tis ta in e s p a n s io n e c o s ì c o me la v ita c h e
d a f ig lio s c h iv o lo h a r e s o p a d r e b is o g n o s o
di prendersi carico di futuro. Di un futuro.
A p a r tir e d a l p r e s e n te , e r e tto s u lle ma c e r ie
d i u n p a s s a to a n c o r a f r e s c o d i d o lo r e . M o s ta r, la c ittà s p e z z a ta e p o i r iu n ita s e n z a r ic o mp o r r e la f r a ttu r a . Ch e c o l te mp o , c o n le
g e n e r a z io n i, s o tto la tr a ma d e l q u o tid ia n o ,
tenta di rinsaldarsi. Non abbiamo parlato
mo lto d i mu s ic a , n o n a n c o r a . M a la mu s ic a
è d ’ a ltr o n d e s o lo u n a p a rt e d i q u e s t o p ro g e tto c h e s ’ in c a r ic a - g i à - d i ri p a rt i re d a l la memoria irrisolta di quel famoso doppio
c o n c e r to d e i C SI a M o s t a r, a n n o 1 9 9 8 . P e r
s c o p r ir s i d e n tr o u n s e n s o d i ri p a rt e n z a c h e
n o n s a s c e n d e r e a p a tti c o l p a s s a t o , c h e n o n
s a s c o r d a r e ma n o n p u ò p e rm e t t e rs i d i ri c o rd a r e . D a c u i a c c e tti l’u n i c a l e z i o n e p o s s i bile: che ci vuole la vita per amare la vita.
Q u e s to s a n n o D a r io , Ne d i m e N e d z a d , i t re
te s timo n i d e I l tuff o d el l a r o n d i n e (i l fi l m d o c u me n ta r io d i c u i s o p ra , re g i a d i S t e fa n o
Sa v o n a s u s o g g e tto d i Za m b o n i ), t re re d u ci vivi dall’insensata barbarie ad un’ora di
v o l o d a q u i . La musica va considerata a partire da questo “impegno”, una carrellata di ballate fosche che pescano inevitabilmente dal
canone CSI, barattato però il sacro furore con
una tensione tenace ma pacificata (vedi Prove
tecniche di resurrezione e soprattutto Quando
se non ora), concedendosi electro-dark metabolizzato (Don’t Forget) e vischiosi indugi
etno-wave stemperati trip-hop (L’ovvio diritto al nucleare di una vergine iraniana).Elettronica, percussioni, chitarre preparate (un
plauso al lavoro di Saro Cosentino). Però il
segno caratteristico del lavoro è la voce di
Zamboni, che è cresciuto tanto da misurarsi
coi propri limiti senza timore, esponendosi al
canto in quasi tutte le tracce (pure se lo aiutano tra gli altri la solita impagabile Nada, la
soprano Marina Parente e l’eccellente Nabil Salameh). Non è la sua specialità, ma si
spende con una generosità che gli permette di
ricordare ora il Godano più cisposo (soprattutto in Nel mattino estremo), ora la crudezza
ieratica di certo De André (ne L’ovvio diritto
al nucleare...) e ora - udite! - il Ferretti livido altezza Co.dex (in Cranja). La scrittura
non sempre eccelle, talora si appoggia prevedibilmente al repertorio, ma almeno la contro-preghiera di Gloria gracile (col delirante
ritornello a cura della Parente) e la trepidazione indolenzita di Rivolta cranica (infarcita
di baluginii Air e caligini Sylvian) non danno adito a rimpianti. Curioso poi come qua e
là sembri affiorare la memoria omeopatica di
Happiness Is A Warm Gun, evidente in coda
a Quasi tutti: fosse voluto - ma non lo è - il
parallelo “poetico” sarebbe geniale. (7 . 2 /1 0 )
Stefano Solventi
SA 97
RECENSIO
LIVE
Einsturzende Neubauten - Alcatraz,
Milano (10 aprile 2008) / Estragon,
Bologna (12 aprile 2008)
Dop o a v e r l i v i sti, l’ultima volta, al te a tr o di
Reg g i o E m i l i a , gli E insturzende sono tor na t i i n I t a l i a . F a ttibili ci sono due date su tre
d el la t o u r n é e e come al solito devo a bbond a r e . G i o v e d ì milito all’Alcatraz, felice di
con st a t a r e c h e loro tutt’altro che ban a lme nt e so n o se m p r e loro. B lixa com pleto ne r o
e vo c e i m p e c c a bile, incredibile. A nni f a un
a m i c o c o n e n fasi e soddisfazione mi disse
“B l i x a è i l d e m onio!”. Non c’è particolare
o d o r e d i z o l f o nell’aria, ma guardate lo c on
at t en z i o n e : f a paura. Poi c’è H acke, se mpr e
al l a si n i st r a d el pubblico. Pare venu to f uor i d a u n c a n t o di Odino… se non fosse per
l ’el e g a n z a m o lto bohém ienne che lo c ont rad d i st i n g u e e salvo quando riman e in c a n o t t i e r a . L i s e mbra un boscaiolo che suona
i l b a s s o c o m e un vibratore cromato . Unruh
s t a d i e t r o , i n a lto, a ridosso delle per c ussion i i n d u s t r i a l i . Sembra un bambino al parco
d e i d i v e r t i m e nti: sorride sempre e ha quel
ret ro g u st o d a serial killer nella ghig na . Mos e s , a l s u o f i a nco ha una batteria costruita
con a v a n z i d i industria post-bellica. Ar be it h è se m p l i c e mente Woody A llen in pr e stito
con u n a c h i t a r ra a tracolla. L a tastier a , inf in e, è i n m a n o a un modello di C esare Ra ga z z i , d i r e t t a m e n te dagli anni ’80. Il concerto
ri m a n e q u a l c o s a di unico. S esta volta c he li
v e d o e s e m p r e in gran forma. Non c’è una
s cale t t a i d e n t i c a nelle loro tournée, dove c i
s i p u ò a sp e t t a r e di tutto tranne troppo spa zi o p e r b r a n i d el passato. S i spazia d a Sile nce i s S e x y a d o ggi. B lixa show totale . La sua
radi o d i st u r b a ta e le sue bacchettate c ontr o
i t u b i i n d u s t r iali, quella voce che quando
s i st a n c a d i star dentro le trame dei br a ni
d i v e n t a v e r s o lancinante oppure rumore di
fo n d o . D i ff i c ilmente un campionator e sa rebb e i n g r a d o di farlo realm ente. C ome dif fi ci lm e n t e c a p ita di vedere del caba re t mag i co d u r a n t e u n concerto. I nostri a e str a r r e
r u n e ( e r e l a t i vi simboli) da una bor sa nera.
To rn a n d o a i b r ani: Sabrina è commovente,
can z o n e m e r a vigliosa e inaspettata ( “ Your
Einsturzende Neubauten. Foto by Brullo null a
Color, I Wish” ) ma il punto più a lto r ima ne Die Be findlic hk e it de s Land e s , e s e g u ita con una potenza incredibile e s u l f i n i r e
una me r a vigliosa Youme & M e yo u . I l p u b blic o si divide tr a ba usc ia mila n e s i p s e u d o fighetti e darchettoni d’annata c h e s e m p r e
regalano emozioni visive non i n d i ff e r e n t i .
Stranamente tutti attentissimi. N o n c o m e a
Bologna , dove il pa lc o è ide ntic o . I l lo c a le
è pie no. La disposiz ione la stes s a e p u r e i
ve stititi ide ntic i. Me de simi a nch e i la mp a da r i r ossi da f a bbr ic a di e x- Be r lin o e s t. ( c h e
e vide nte me nte non e r a no pa r te d e ll’ a r r e d a me nto de ll’ Alc a tr a z ) . Tutto ugu a le s a lv o u n
pubblico più variopinto fatto di residuati
dark ’80 e studenti che più per moda che
p e r a ltr o s i p r e s e n ta n o p u n tu a li a l c o n c e rto. Eppure nel comune disinteresse per il
p r e s e n te n e u b a te n ia n o a i p r imi Blix a r e g a la
p o c h i s e c o n d i d i H a lb e r M e n s c h , u n ’ e mo zione di giusto pochi secondi semiseri ma
d a b r iv id o . I n o ltr e , a d iff e r e n z a d i M ila n o
la b a n d a g g iu n g e r à H e v e n is o f H o n e y d a
Sile nc e is Se x y e tr a la s c e r à il c a b a r e t c o n c e n tr a n d o s i s u lla mu s ic a . Be n d u e b is a r r iv a n o d o p o il c o n c e r to . A lla te r z a u s c ita Blix a , v is ib ilme n te s ta n c o , p r o p o n e u n a Yo u m e
& M e y o u s o lo b a s s o , p e r c u s s io n i e v o c e . L a
c a n z o n e c h iu d e id e a lme n t e l a t o u rn é e i t a l i ca. Un’esperienza che non si dimentica di
u n g r u p p o c h e c o me p o c h i h a s a p u t o a t t ra v e r s a r e tr e d e c e n n i d i ca m b i s o c i a l i , p o l i t i c i, mu s ic a li, d i mo d e , ri m a n e n d o c o m u n q u e
s e mp r e f e d e le a u n p e r c o rs o a rt i s t i c o . A fi n e
c o n c e r to , c o me la s c o rs a v o l t a c ’è a B o l o gna, ma non a Milano (per problemi tecnici,
c i d ic e Blix a ) , il CD d e l l i v e d e l l a s e ra t a . Il
b a n c h e tto d e l r e s to è fo rn i t i s s i m o . Il l o g o
N e u b a u t e n o v u n q u e . To r n e r a n n o p r e s t o . O
perlomeno non troppo tardi. Il loro non è
s o lo u n c o n c e r to , n o n è s o l o m u s i c a .
Daniele Carretti
SA 99
RECENSIO
Rhys Chatham – Teatro Galleria Toledo,
Napoli (26 marzo 2008)
Un e v e n t o p i ù dal valore storico che musical e i n se n so stretto. R hys C hatham a Na pol i p e r p r e se n t a re Gu itar Trio, partitura nata
n e l l o n t a n o 1 9 77 quando il Nostro, a llievo di
M o r t o n S u b o t nick, Tony Conrad e La Monte
You n g , i n c a p p ò nei concittadini R amone s. È
l o s t e s s o C h a tham a spiegare, nell’ incontro
m a t t u t i n o c o n stampa, musicisti e curiosi, di
com e l a f i si c i tà dei R am ones lo co lpì a ta l
p u n t o ( e r a p u r sempre un ventenne… ) da ipot i zza r e u n a si n golare convivenza tra urge nz a
g i o v a n i l i st i c a (punk) e seriosità acca de mic a
( m i n i m a l i s m o ). È l’apertura mentale propria
d ei g r a n d i a r t isti, di quelli che gua r da no a l
d i l à p e r u n n uovo poi. Atteggiamento punk,
s e n z a d u b b i o . Ma torniamo alla serata del
2 6 m a r z o i n quel della Galleria Toledo. La
p a r t i c o l a r i t à d ella tournée sta nella line-up
che c a m b i a o g ni qualvolta cambia loc a tion.
P e r l a d a t a n a poletana (unica del centro-sud)
l e nu m e r o se c hitarre, com e recita il c omunicat o st a m p a , s ono sei: Maurizio A rge nz ia no
d egl i A S p i r a l e , F abrizio P iccolo dei Me sme r i c o , P a s q u a l e Pierno dei Nembrot, l’attore
( s ì , a t t o r e … ) Tonino Taiuti e Sergio Albano
a d a ff i a n c a r e lo stesso Rhys Chatham; alla
b at te r i a si e d e l’altro Mesmerico L uc a Bott i g l i e r o m e n t r e Fabrizio E lvetico de gli I lla chi m e Q u a r t e t si occupa del basso. Si tr a tt a d i m u si c i st i locali scelti solo per e sse r si
p r o p o s t i e i n i ziati alla partitura dopo aver
ri ce v u t o d a l l o stesso C hatham, via ma il, le
d i re t t i v e n e c e s sarie. U na sola prova la se r a
d el 2 5 p e r r i n c ontrarsi, l’indomani, sul pa lc o . S i p o s i z i onano con Chatham al centro
c h e i s p i r a l ’ u nico accordo dell’intera serata.
Un a c c o r d o r e iterato in crescendo con l’ a gg i u n g e r s i d e l l e chitarre, basso e batteria in
m o d o d a c r e a re un loop ipnotico, che dopo
u n p o ’ n o n s i distingue più né chi suona cosa
n é l a p e r so n a c he ti siede accanto. Te mpo di
u n a b r e v e p a usa per riprende da dove ci si
era l a sc i a t i , solo che questa volta la ba tte r ia
g o d e d i m a g g iore libertà e le orecchie , a hin o i , r i v e n d i c a no il meritato rispetto. Chiude
u n ’u l t i m a p i e c e ultranoise e il minima lismo,
n el le i n t e n z i o n i, non è mai stato cos i ma ssim ali st a n e i f i ni. Si è assistito all’evoluz ion e d e l l a c h i t a rra cosi come l’abbiamo c onos ci u t a , t r a i t a nti, alla tracolla di Thur st on
M oore e Gle nn Br anc a. Ment a l m a c h i n e
music .
G i a n n i Av e l l a
Shout Out Louds – Circolo degli Artisti,
Roma (27 marzo 2008)
Se il se c ondo a lbum de gli Shout O u t L o u d s ,
Our Ill Wills, l’ a ve va mo sc am b ia to ir o n ic a me nte , ma ne a nc he tr oppo, c o n “ l’ u ltimo
disco dei Cure”, la sua traspo s i z i o n e l i v e
potr e bbe ve nir pa r a gona ta a l “ pr imo c o n c e rto de i Cur e ” , ta nto è sta ta e nerg ic a , c o in volgente e divertente la perfo r m a n c e c h e
que sti c inque sve de si ha nno a ttu a to s u l p a lco del Circolo degli Artisti. Infa t t i , c o m e s i
disse in sede di recensione, ta l e p a r a g o n e
c on la ba nd di Robe r t Smith non d e v e e s s e r e
assolutamente interpretato neg a t i v a m e n t e ,
a nz i. Non è pe r nie nte f a c ile a zz e c c a r e me lodie a c c a ttiva nti in pur o stile He a d O n T he
Door, or na r le c on una c ur a pe r i p a r tic o la r i
unic a e spr igiona r le da l vivo c on u n a lle g r ia
tale in grado di far muovere il c u l o a n c h e
a ll’ indie r oc ke r più snob. Ce r to, l’ o r ig in a lità
è un’altra cosa e quando si sent e d i r e c h e i
ve r i Cur e , giusto un me se pr ima , h a n n o s v o lto se mpr e a Roma un’ e sibiz ione f o r mid a b ile
dur a ta a ddir ittur a tr e or e dopo tr e n t’ a n n i d i
carriera c’è da ridimensionare n o n d i p o c o
i pa r a goni. Ma in un’ e poc a , la n o s tr a , tu tta
r e viva l e spe c c hie tti r e tr ovisor i e d o min a ta
dai quindici minuti di successo w a r h o l i a n i ,
a una ba nd c ome gli Shout Out Lo u d s c ’ è d a
a ugur a r e l’ e te r nità ta nto è one s ta e s e mp lic e la lor o pr oposta music a le . No n o s ta n te la
pr ima ve r a te or ic a , una pioggia n o v e mb r in a
e ge lida c i inta sa ne l tr a ff ic o della c a p ita le
f a c e ndoc i c osì pe r de r e le e sibiz io n i d e i n o str a ni a pr ipista At ar i, pr ima , e M y Aw e s o m e M ixt ape , a se guir e . I l loc a l e è in a s p e tta ta me nte molto a ff olla to, e l’ e tà me d ia n o n
è così bassa come potevamo im m a g i n a r c i .
Quando i Nostri imbracciano g l i s t r u m e n t i
il pubblic o tr ibuta lor o un c a lo r o s o b e n v e nuto c omplic e ne l r ompe r e subito il g h ia c c io. I mme dia ta me nte r ic a mbia to d a l v iv a c e
c r e sc e ndo di South Ame ric a, tr a tta d a ll’ u ltimo a lbum, e da lla mic idia le me lo d ia d i Ve r y
Loud, c a va llo di ba tta glia de ll’ es o r d io Ho wl
Howl Gaff Gaff , c he e vide nz ia n o b e n is s imo
l’andamento del live: pescare q u a e l à t r a i
due dischi finora pubblicati, che t a n t o q u a s i
Wombats. Foto by mistress_f
tu tti i lo r o b r a n i s o n o c o n ta g io s i o ltr e mo d o , e la f o lla a ff e z io n a tis s ima a c a n ta r e f in o
a lla f in e . E c c o c o s ì s u c c e d e r s i in mo d o d e l
tu tto s p o n ta n e o e r e p e n tin o l’ a c c la ma ta Th e
Co m e b a c k , le f r e n e s ie r itmic h e d i To n ig h t I
H a v e To Le a v e I t, il ma lin c o n ic o p o p d i Yo u
A re D re a m in g , l’ imme d ia te z z a a n n i O tta n ta
d i S h u t Yo u r E y e s , f in o a q u a n d o u n a s o la r e
P le a s e P le a s e P le a s e c h iu d e u n liv e c o n c is o e s e n z a s b a v a tu r e f a c e n d o c i d ime n tic a r e
il ma lte mp o f u o r i. A n c h e a i Cu r e p e n s e r e mo u n ’ a ltr a v o lta , p e r u n p o ’ d i g io r n i f is c h ie tte r e mo a n c o r a q u e s ti a p p ic c ic o s i mo tiv e tti imp o s s ib ili d a s c a c c ia r e . Sh o u t O u t
L o u d s d a e n c o mia r e a n c h e p e r il f a tto , c o me
ha raccontato il cantante a inizio concerto,
che hanno dovuto suonare con strumenti di
f o r tu n a d a to c h e l’ A lita lia ( p o v e r i n o i) a v e va smarrito quelli originali al loro arrivo a
Ro ma .
Andrea Provinciali
Wombats – Circolo degli Artisti, Roma
(10 aprile 2008)
I n A u tu n n o i Wo mb a ts a v e v a n o g ià s u o n a to
a Roma, in un pub. A vederli, malgrado un
b ig lie tto d i s o li c in q u e e u r o , in c o mp a g n ia
del sottoscritto c’erano solo un pugno di
s tr a n ie r i e u n ’ a v a n g u a r d ia d i r a g a z z e tti c o i
pantaloni stretti al polpaccio.
Pa s s a n o p o c h i me s i e i Wo mb a ts , c o n u n p r e z z o d ’ in g r e s s o tr ip lic a to , r ie mp io n o il Cir c o lo d e g li A r tis ti. So tto a l p a lc o s ’ a c c a lc a u n a
g io v a n e f o lla p ig ia ta e f e lic e , c h e s a lta e
c a n ta e s i s p in to n a in a lle g r ia , a c c o g lie n d o
il g r u p p o d i L iv e r p o o l c o me s e d a v v e r o f o s s e q u a lc o s a d i p iù d e lla s o lita b a n d u g u a le
a mille altre band di nuova musica vecchia.
Ch e c o s a è s u c c e s s o n e l fra t t e m p o ? A ra d u nare tanta gente, a far montare l’entusiasmo,
c i h a n n o p e n s a to u n p ai o d i a z z e c c a t i v i d e o
c h e h a n n o s f io r a to il m a i n s t re a m e l a fo rz a
d i u n a lb u m d i d e b u tto d i v e rt e n t e e s i n c e ro .
Ci d e v e e s s e r e p e r ò q u al c o s a d i p i ù . S i p o n e
u n a q u e s tio n e , c h e p o i è l a s t e s s a c h e i l m e g a d ir e tto r e g a la ttic o d i S e n t i re A s c o l t a re m i
scriveva in una mail di qualche giorno fa:
i Wo mb a ts h a n n o o n o q u a l c o s a d i s p e c i a le? La loro specialità è essere bravi a fare
quel che fanno, il che equivale a dire che
sono formidabili se ci si accontenta di poco.
Q u i s i p o tr e b b e a p r ir e u n l u n g o d i s c o rs o s u
c iò c h e c i s i p o tr e b b e as p e t t a re d a l ro c k a n d
r o ll n e l 2 0 0 8 , ma to r n ia m o a l c o n c e rt o , p ri m a d i d e p r i m e r c i . I Wo m b a t s s o n o l e g g e r i
e i r o n i c i , m o s s i d a l l ’ u rg e n z a t a n t o q u a n t o
d a lla v o g lia d i f a r e r u m o re . S fru t t a n o i l c a lore del pubblico senza montarsi la testa.
D is p o n g o n o le h it n e lla s c a l e t t a c o n g ra n d e
a b ilità . Kill th e D ire c t o r p e r fa r d e c o l l a re
il s e t, Le t’s D a n c e to J o y D i v i s i o n p e r c h i u d e r lo , p r ima d i u n p a io d i b i s c h e c u l m i n a n o
in u n a f o r mid a b ile B a c k f i re a t t h e D i s c o .
Il momento chiave del concerto è l’inizio
d i M o v in g to Ne w Yo r k , c h e v e d e i l c a n t a n t e
M a tth e w “ M u r p h ” M u rp h y l a s c i a re p e r u n
a ttimo la s u a p o s ta z io n e d e fi l a t a e o c c u p a r e il c e n tr o d e l p a lc o . M u rp h o ffre i n d o n o
i l r i ff d e l l a c a n z o n e , l a s c i a c h e i l p u b b l i c o
lo r ic o n o s c a e lo a c c o l g a g ri d a n d o , s i g o d e
c o me u n p a z z o il mo men t o d e l l a c o n d i v i s i o n e , p o i to r n a s u lla Te r ra , a s u d a re e a s u o nare, a raccontare le sue storie di ragazzi,
r a g a z z e e m a r s u p i a l i Va b e n e c o s ì . N o n c ’ è
n ie n te d i ma le .
P a o l o B a ss o t t i
SA 101
WE ARE DEM
WE ARE DEMO #27
I migliori demo giunti nelle nostre cassette postali. Assaggiati, soppesati, vagliati, giudicati dai
vostri devoluti redattori di S&A. Testo: Davide Brace, Stefano Solventi, Fabrizio Zampighi
Au t o d a f è – d e m o ‘ 0 7
Prendi fiato che si parte e invece neanche
quello. E’ subito colata di lava, snocciolarsi
di note indomito su pesantezze granitiche di
bassi striscianti e batteria appena uscita dalla
ferramenta. Fluire libero che si incaglia negli
spigoli per frantumarsi cristallino, raggrumarsi denso e rilassarsi ma è un trucco, finge disinteresse per distrarti e riprenderti alle spalle,
riparte con slanci metal, va a sbattere, insiste
ottuso scuotendo la testa, sfonda gli impedimenti e poi gioca, sfrigola, struscia, fermenta,
sgocciola, si scioglie plumbeo in profondità
abissali. Improvvisazione che più libera non
si può cerca e trova strutture noise metal-core
dalle mille possibilità e altro che non riesco a
dire. Derive di raffinato (sì anche raffinato) e
sbarattolante free jazz elettrico e distorto che
è un piacere inseguire, presagire, scoprire e se
anche non fosse un piacere non c’è molta altra
scelta, roba che ti si incolla addosso e ti fa
restare lì col fiato sospeso e gli occhi sbarrati in una tensione che quando esplode sembra
una liberazione ed invece è massacro. Auto da
fè. Cinque tracce senza inizio né fine. Chitarra
basso batteria. Quando farsi del male è la cosa
migliore che si possa fare (voto: 7.5/10 web:
myspace.com/radioautodafe). (d.b.)
M ay b e I ’ m - S ata n ’ s H o l d i n g A L i t t l e
Room For Me
Dall’orbita amicale Lepers Produtcion, spunta questo Maybe I’m, salernitano dedito ad un
folk blues primordiale, fieramente scabro e lofi. Chitarre acustiche, banjo, voce che impasta
la voce in una mischia di polvere e foschia,
percussioni ruspanti e un ghigno sepolto e dissepolto secondo le circostanze. E’ come uno
zombie-blues, gambizzato dalla modernità, coi
rimbombi misterici che ne innervano l’anima
resuscitata, redivivo per necessità in un mondo che s’intossica d’inautentico come profetizzato da Lomax l’altro ieri e da Scorsese
oggi (entrambi ringraziati nei credits). I riferimenti vanno cercati tra figure arcaiche quali
Leadbelly e Robert Johnson fino a Cash, ma
anche nei discepoli come Lanegan e Longhorne Slim, per non dire di certe freakerie
tipo Akron Family. Da brividi (voto: 7.3/10
web: myspace.com/maybeim). (s.s.)
De Nada - s/t
Trio dal veneziano in circolazione dal 2003,
pentiti elettrici oggi dediti ad un folk rock
perlopiù acustico, armonica e moog, piano e
synth a rimagliare la soffice trama di chitarre, basso e batteria. Testi in italiano cantati
con franchezza e semplicità. Sette brani per
ventidue minuti che scozzano ugge, languori, guizzi e palpiti L’Altra, Red House Painters, De André, Perturbazione, Sodastream,
Early Day Miners, PFM e via e via. Un parterre di suggestioni cui offre salvifico contraltare la frugalità del tessuto sonoro (vedi
la stentorea fragilità di Lo sa il vento o l’incanto malfermo di Una goccia nella pioggia), una sorta di incompiutezza dal buon
sapore che speriamo manterranno anche con
una produzione più “robusta”, evento che
gli auguriamo e ci auguriamo (voto: 7.1/10
web: myspace.com/denadaband). (s.s.)
Franky Barbano - s/t
Duo a base di voci, piano, chitarra ed elettroniche lievi. Uno sciorinare di tensione
scivolosa e dolciastra come potrebbe un
Greg Dulli diluito a Sodastream, oppure un Ryan Adams raggelato Josh Ritter,
trame che impastano acustico e sintetico,
estro latino e tremori metropolitani, una
certa incalcolabile commistione tra ruvidità e dolcezza, tra piglio catchy ed ebbrezza amarognola, cui auguriamo anche
più coraggio e perché no cattiveria. Buona
la scrittura così come le voci, apprezzabili entrambe nella trepidazione minimale
di I Don’t Care o nel caracollare alcolico
di Run Away, mentre Hang concede una
chiusura strumentale dalla flemmatica trepidazione electrofolk. Bravi (voto: 7.1/10
web: myspace.com/frankybarbano) (s.s.)
Fabio Albanese - Sternocleidomastoideo (La
proprietà del pomodoro)
Questo imprendibile pugliese neanche trentenne s’incarica di allestire situazioni elettroniche evocative e un pizzico stralunate, dove la chitarra lascia frequenti impronte
ora agre ora tenerelle. Il risultato è una sorta di astrazione
nostalgica in frugale impasto sintetico che azzarda quadretti votivi brumosi e incantati, poniamo: la pop wave
atmosferica di Eno, la pastorale sintoanalogica dei Mùm
e l’incedere sperso e incantato degli Stars Of The Lid. In
questo senso le belle Your Origami e Trees sono più che
emblematiche. C’è una gradevole aura fanciullesca a partire dal collage dell’atrwork, tuttavia si scorgono neanche troppo in filigrana venature
amare, che potete toccare con mano in Innocence con le sue giustapposizioni concrete,
quel disvelarsi implume di solenne bellezza tra insidie malferme. Lo stesso più o meno
capita in ...E fuori piove, toccante ballata acustica con friabili perturbazioni. Quanto
a Petali, è l’estatica astrazione centrale, dadaista e allibita di strisciante allarme. Stupisce, nel complesso, il senso di necessità malgrado il risaputo dei modi e delle forme
(voto: 7.6/10 web: www.myspace.com/fabioalbanese). (s.s.)
Save the pol ar bears - s/t
Quelle che troviamo nel demo dei Save The
Polar Bears da Prato sono tre composizioni
molto incoraggianti di quella felice ed eccitata indie electro-wave a cui ci hanno abituato le mille recenti next big thing inglesi o
soprattutto, dall’altra parte dell’oceano, gli
Strokes. Ritmo che incalza in levare sferzato
da una chitarra secca e sbarazzina, raffreddato a dovere da linee di synth che si insinuano ammiccanti e piacevolissime. Su tutto
la splendida voce del cantante perfettamente
a suo agio in queste sonorità e calato nella
parte. No Television è sorretta da un synthviolino che gioca con la disco settanta ed ha
un ritmo veramente coinvolgente, A Young
Man In The Train è una ciondolante marcetta piena di sole e buon umore, Visa sguiscia
liquida e sorniona tutta mossette, gambe ad
angolo, frangia al vento e sorrisi fino al mattino che un’altra estate è bella che arrivata.
Attendendo gli sviluppi non resta che annotarsi il nome e prenotare le vacanze (voto:
7.0/10 web: myspace.com/savebears). (d.b.)
T e r z a sf e r a - S m a l l H i d i n g T o
Disappear
Dal 1999 i Terzasfera portano in giro per locali un mix di lounge music, dub, elettro-pop,
break-beat, adatto ad un aperitivo modaiolo
(Loneliness Is My Reason) come al palcoscenico di qualche club alternativo in stile Subsonica (Electrified). Piatto forte, oltre a una
musica che si lascia ascoltare senza particolari
sforzi a patto che siate estimatori delle discovibrazioni -, la voce inglese di Joy, cantante
originaria dello Sri Lanka innamorata di Skye
Edwards dei Morcheeba (voto: 6.7/10 web:
www.terzasfera.it) (f.z.)
The Vickers - s/t
D u e c h ita r r e , u n b a s s o , u n a b a t t e ri a , F i r e n z e . L o r o s o n o T h e Vi c k e rs , fo rm a z i o n e
in d ie r o c k c o n in te s ta l ’i d e a m e ra v i g l i o s a
d i me s c o la r e Pa v e me n t , p ri m i R a d i o h e a d e
Libertines a una scrittura fondamentalmente
p o p . L a c o s a s tr a n a c h e l ’e s p e ri m e n t o ri e s c e p e r f e tta me n te , s e v e ro c h e n e l l e q u a t tr o tr a c c e d e ll’ E P in o g g e t t o s i re s p i ra u n
le g g e r e z z a c h e n o n d a t u t t i u n i t a a s c e l t e
me lo d ic h e ta lv o lta o b li q u e , s p e s s o p o c o b a nali, sempre assai godibili. Il tutto grazie a
q u a lc h e r iff d i c h ita r r a, u n b u o n l a v o ro s u l le a r mo n ie , f r e q u e n ti ca m b i d i ri t m o e u n a
v o c e c h e r i c o r d a i l T h o m Yo r k e p i ù s v a g a t o .
D a te n e r e s o tto s tr e tta o s s e rv a z i o n e (v o t o :
6 . 9 /1 0 w e b :my s p a c e . c o m / t h e v i c k e rs b a n d ).
(f.z.)
SA 103
rearview mi
Sonic Boom
Spacemen 3
Una nota vi seppellirà
S h o e g a z e r a t esta alta nella veste Spacemen 3, guru della drone-music più e s t re m a c o l
p ro g e t t o E A R ma pure esteta di un minimalismo rock tutto spasmi e allucinaz i o n i a n o m e
S p e c t r u m , P e t e Kember (aka Sonic Boom) tratteggia un secco resoconto delle i n c a z z a t u re
p a s s a t e , d e l l a sua vita presente e di que l tanto di futuro c he gli v a d’ e splorare .
Testo: Filippo Bordignon
Si s a r a n n o c r e d u ti p r e d e s tin a ti, Pe te e J a s o n , d u e r a g a z z i d i R u g b y ( Wa r w i c k s h i r e ,
Inghilterra) che il caso fece incontrare tra i
b a n c h i d i s c u o la ( s c u o la a in d ir iz z o a r tis tic o , c o me tr a d iz io n e r o c k s p e s s o r ic h ie d e ) i
q u a li, o ltr e a lla d a ta d i n a s c ita ( p e r e n tr a mb i 1 9 n o v e mb r e 1 9 6 5 ) c o n d iv id e v a n o p r e f e r e n z e mu s ic a li b e n p r e c is e : Ve lv e t U nde rg ro und p e r io d o W h ite Lig h t/ W h ite H e a t,
g a r a g e r o c k a lla Nu g g e ts ( e q u in d i s ix tie s a
p r o f u s io n e ) e ta n ti a ltr i n o mi e le n c a ti g e n e r o s a me n te n e lle in te r v is te d i lì a v e n ir e .
G li Spa c e m e n 3 n a s c o n o u ff i c i a l m e n t e n e l
1 9 8 2 d a lle me n ti d e i lo r o f o n d a to r i, r ib a tte z z a tis i p e r l’ o c c a s io n e So nic Bo o m ( Pe te )
e J . Spa c e m a n ( J a s o n ) . N e l f r a tte mp o , d a lla
Sc o z ia , c o n il s in g o lo U p s id e D o wn i J e s us
a nd M a r y C ha in ir r e tis c o n o c r itic a e p u b b lic o r is c o p r e n d o l’ a c q u a c a ld a d e l f e e d b a c k a
o ltr a n z a ( in tr o d o tto c o n c o g n iz io n e d i c a u s a
in ambiti acid-rock un ventennio addietro);
a g g iu d ic a tis i il tito lo d i in iz ia to r i d e l mo v ime n to s ho e g a z e r iu s c ir a n n o a s o p r a v v iv e r e a ll’ a mp o llo s ità d e i lo r o s te s s i p r o c la mi
( “ Sia mo la mig lio r e r o c k b a n d in c ir c o la z io n e ” e c c . ) p e r la d u r a ta d i 2 f u ll- le n g th a lb u m
( i s o liti P s y c ho c a nd y e D a r k la nd s ) , p r ima
d i r iv e la r e l’ e s ilità d e l p r o p r io d is c o r s o mu s ic a le . Ca v a lc a n d o l’ o n d a d e lla d is to r s io n e
pura e dura, nell’86, Kember e soci danno
a lle s ta mp e l’ e s o r d io So und O f Co nf us io n
( G la s s ) , c h e d a s u b ito e s p o n e in te n z io n i a llineate con le tendenze indie del momento:
u n r o c k min ima le d a lle me lo d ie e le me n ta r i,
c o mp ia c iu ta me n te d is to r to e d e b ito r e a tu tti
q u e lli c h e d a i ’ 6 0 a d a llo r a v i s i e r a n o c ime n ta ti ( c itia mo , n e l mu c c h io , 1 3 t h F lo o r
Ele v a t o r s , M C 5 , St o o g e s … ) .
U n a d ic h ia r a z io n e d i K e mb e r r ia s s u me a
d o v e r e il p r o g e tto : “ 1 a c c o r d o è l’ id e a le . 2
s o n o f ig h i. 3 p o s s o n o s ta r c i. 4 s o n o la s o lita roba”. Rispetto ai Jesus and Mary Chain
va però rilevata una diabolica ostinazione
n e l f r a s to r n a r e l’ a s c o lta to r e in to u r d e f o rce lunghi quel tanto (troppo) da alterare il
battito cardiaco, accelerare la respirazione
e, agendo sul nervo simpatico, regalare un
s in c e r o s p a e s a me n to c h e a ttr ib u ir e mo a l p o te r e mi( s ) tic o d e l r o c k ’ n ’ r o ll ( O . D . Ca ta s tro p h e ) . L a le s ta c o n s a c r a z io n e a v v ie n e in
r e a ltà c o l s u c c e s s iv o T he P e r f e c t P r e s c r ip tio n ( G l a s s , ’ 8 7 ) n e l q u a l e s i e v i d e n z i a n o
le p e c u lia r ità c o mp o s i t i v e e i n t e rp re t a t i v e ; l’ imp e r iz ia c h ita r r i s t i c a q u i e s p o s t a è
f ig lia d ir e tta d e l Lo u R e e d c a p a c e d i s o l levare il mondo con due accordi (evidente
p iù n e l b r a n o o r ig in a le Wa l k i n g Wi t h J e s u s
c h e n e ll’ e s p lic ita O d e To S t re e t H a s s l e ) :
l’ e le ttr ic ità mia g o la in d o l e n t e , a d a b b e l l i re cantati/ recitati di asettica mancanza (in
q u e s to Pe te e J a s o n s ’ e q u i v a l g o n o ). A s c o l ta n d o Th in g s ’ ll Ne v e r B e T h e S a m e i l p a ra g o n e c o n ig u a n a - I g g y v e rs i o n e Fu n H o u s e
suona decisamente imberbe; l’accanimento
verso uno “sballo della monotonia” trova
in v e c e il s u o c o r o n a m e n t o n e i b l u e s b i a n c h i Co m e D o wn E a s y e Fe e l S o G o o d . N e l l a
c o v e r Tr a n s p a re n t R a d i a t i o n i R e d C r a y o l a
v e n g o n o tr a tta ti c o n u n t a l e ri s p e t t o d a s d o g a n a r n e l’ e s te tic a v e r s o c l a s s i fi c h e n e a n c h e t a n t o i n d i p e n d e n t i . L’ a m o r e m a i c e l a t o
p e r le d r o g h e a llu c in o g e n e , q u e s t o s ì , c h i u d e l’ a lb u m in b e lle z z a c o n i l t ri p C a l l T h e
D o c to r , s u s s u r r i n e l p r i m o m a t t i n o m e n t r e
tu tto il mo n d o r iv e r b era c o l o ra t o . P l a y i n g
With Fir e ( Fir e , ’ 8 9 ) a d d o l c i s c e l e t i n t e ,
s p o s ta n d o l’ a tte n z io n e s u b o rd o n i t a s t i e ri s tic i a lla Suic ide d i Th e S e c o n d a l b u m ( s i
a s c o ltin o H o n e y , I B e li e v e It , L e t M e D o w n
G e n tly e , g u a r d a u n p o ’, S u i c i d e ); l e d i s t o rsioni sospese in spazi dilatati e prossimi al
c o lla s s o ( H o w D o e s I t Fe e l ) f a n n o p e n s a r e
in v e c e a u n a v e r s io n e m e n o i ro n i c a d e i S i l v e r A pple s ( n e l 1 9 9 8 B o o m e S i m e o n C o x e
d a r a n n o v ita a A L a k e O f Te a r d r o p s - S p a ce Age - Ep senza infamia e senza lode).
Co n R e v o lu tio n s i t o r n a a l m u r o d e l s u o n o ,
c a mmin a n d o s u l la to s e l v a g g i o a b ra c c e t to c o n S is te r R a y e s o r e l l e a ff i n i . N o t a p e r
c o lle z io n is ti: la r e is s u e S p a c e A g e p re v e d e
un cd bonus con versioni demo e alternate
mix di tutto rispetto, spesso assai distanti
d a g li o r ig in a li. Po i la p re v e d i b i l e s c o l l a t u ra: Kember partorisce a nome Sonic Boom
l’ a lb u m Sp e c tr um a v v a l e n d o s i d e l l a l i n e u p
degli Spacemen 3; si tratta del prosieguo
d i q u a n to f in o r a e la b o ra t o , a d i m o s t ra z i o ne che le idee di una sola metà della mela
b a s ta n o e a v a n z a n o p e r o t t e n e re i l ri s u l t a t o
voluto (uno stato di alterazione perpetuo,
r ia s s u n to n e g li e p is o d i L o n e l y Av e n u e e I f
I S h o u ld D ie , b a d tr ip s c o n fi n a t o i n t e rri t o r i k r a u t- a mb ie n t) . A i gh i o t t o n i v a ri c o rd a t o
c h e la v e r s io n e L p limi t a t a c o n t i e n e (c o n t e SA 105
rearview mi
n eva ) u n si n g o lo aggiuntivo, da far suona r e
a 1 6 , 3 3 , 4 5 e 78 giri.
I n b r e v e t r a Jason e Pete si acuis cono le
a s p r e z z e e , c on la fine degli anni ’80, il
g ru p p o sm e t t e r à di esibirsi dal vivo. Ci sa r à
s paz i o p e r u n altro tassello im porta nte int i t o l a t o R e c u rr ing (D edicated, ’91), bigna m i d i v i s o e q u amente tra i due compositori;
i l p r i m o l a t o (Kember) parla un lin guaggio
con t a m i n a t o d a house, techno m ade in Kr a f t wer k e t r a n c e music (sintetizzabile ne i 10
m i n u t i d i B i g C ity). Il lato di P ierc e e spon e u n r o c k d ’ effetto che in H ypnotize d la s ci a i n t r a v e d e r e le gradevoli ampollosità di
l ì a b r e v e e sposte col marchio S p ir it ualized . L a r o t t u ra giova a Pierce sulla breve
d i s ta n z a ( g l i Spiritualized di P ure Phase
p ro m e t t e v a n o una sintesi preziosa anne ga ta
n el la p r o so p o pea del successivo L adie s And
Gen t l e m e n We A re…) e a K em ber sulla me d i o - l u n g a . G l i altri mem bri della ba nd ( pov e r i l o r o , p o c o più che delle comparse nel
d i s e g n o d i S p aceman e B oom) tente r a nno
o p er a z i o n i i n proprio (il bassista P e te Ba in
con i D a r k si d e ) o si renderanno tim ida me nt e d i s p o n i b i l i nei progetti dei due litiganti.
S egu i r a n n o u n tribute (con Mogw a i, Low
e A r a b S t r a p ) , raccolte semiufficiali e live
t r a i q u a l i è doveroso segnalare l’omaggio
a La M o n t e Youn g D reamw eapon ( e se guit o n e l l ’ 8 8 m a uscito nel 2006 per la Spa ce A g e ) : i l so lo cazzeggio chitarristic o An
Even i n g O f Contem porary Sitar Mu sic sup era a b b o n d a ntem ente i 40 m inuti, roba c he
n ean c h e i G r a teful D ead di D ark Star…
P er K e m b e r i l tentativo di rinascita a vvie n e a n o m e S p ectrum con l’album Soul Kiss
(S i l v e r st o n e , ‘ 92); sia Soul K iss che le a ltr e
o p e r e a v e n i r e (inclusa una manciata di Ep
m ag a r i n o n i m p erdibili ma fedeli alla line a )
a p p r o f o n d i s c o no il discorso trance-pop (il
s i ng o l o H o w You Satisfy Me) redatto negli
epi so d i p i ù e strem i degli S pacem en 3 a lte rn and o n i n n a n a nne quasi-am bient per c he ta re s b a l l i sf u g g iti di mano (Touch T he Stars)
o , all a p e g g i o , divagazioni d’organo a l limit e d e l l o sb a d i glio. L’affare si com plic a c on
l a ra m i f i c a z i o ne E A R (E xperim enta l Audio
Rese a r c h ) . B e y ond T he P ale (B ig Ca t, r e g i s tr a t o n e l ’ 9 2 ma pubblicato nel ’9 6) è un
am b i z i o so e sp e rimento collettivo con Eddie
Prév o st ( s t o r ico percussionista fondatore
de l f r e e c ombo AM M ), e Kevi n S h i e l d s +
Ke vin Ma r tin de i M y Bloody Va le nt ine ; a
c omplic a r e inte lle ttua lme nte la f a c c e n d a il
rimaneggiamento dell’opera firm a t o 5 a n n i
più ta r di da ll’ a r tista multime d ia le te d e s c o
Thoma s Köne r ( The Köne r Expe r ime nt, Sp a c e Age , ’ 97) il qua le r ie sc e ne ll’ a r d u o te n ta tivo di a sc iuga r e la ve r nic e EAR r e n d e n d o la
se possibile a nc or più c la ustr ofo b ic a e d e s se nz ia le . Adotta ta pe r sé la sigla E A R K e mbe r pr ose gue ne l via ggio a ttr a ver s o u n ’ e le ttr onic a vinta ge str ume nta le c he s i p r e f ig g e
di c a lc a r e le or me de i mostr i s a c r i Sc hulz e / Froe se / Tont o’s Expanding He a d Ba nd
e c c .. I r isulta ti non f a nno gr ida re a l c a p o la vor o ma a ggiungono nuove spe z ie a lla f r itta ta psic he de lic a iniz ia ta c on g li Sp a c e me n
3. Me sme rize d ( Sympa thy, ’ 94) , s e n z a p r o f e r ir ve r bo, pa r la e sc lusiva me nte il lin g u a g gio de l kr a utr oc k; Spac e The me s P a r t 1 & 2
( Phe nome na 256, 3rd Stone, ‘9 6 ) o m a g g i a
Ca ge utiliz z a ndo le le tte r e da l s u o c o g n o me
( C A G E) c ome note music a li e p a r to r e n d o
un pistolotto inf or ma le se nz a te s ta e s e n z a c oda ; le suite de - c ostr uite di M i l l e n i u m
Music ( Ata vistic , ‘ 98) gioc a no a f r a mme n ta r e str a lc i di c onc r e te music n e lla s p e r a n z a di r isulta r e “ a bsolute ly f r e e ”. D a ta Ra p e
( Spa c e Age , ’ 98) dimostr a c he , c o n c e n tr a n dosi su tempistiche contenute, i l N o s t r o è
in gr a do di f a r e sinte si de lle pr o p r ie a b ilità
soniche senza spaventare l’asco l t a t o r e c o n
te diose lunga ggini. Liv ing Sound ( H is tr io nic , ’ 99) , Continuum (Space A g e , 2 0 0 2 ) e
Worn To A Shadow ( Lumbe r ton , ’ 0 5 ) : tu tte por z ioni di un unic o bisc ione , f in tr o p p o
a vvitic c hia to a ll’ a lbe r o de ll’ e st a s i c h imic a
( o mistic a ? ) .Ar tista de dito a l s u o me s tie r e
Kember ha inoltre sparso il suo i n g e g n o i n
decine e decine di collaborazio n i ; t r a t u t t i
nomine r e mo Yo La Te ngo e St ere o la b.
Gli Spacemen 3 non sono stati g l i u n i c i a
c a mmina r e sul f ilo di que l min ima lis mo
r oc k- noise sa tur a to e me lodic a me n te o r e c c hia bile ( c he ta nto a vr e bbe inf lu e n z a to i n ineties se non fosse emerso il g r u n g e ) : c o n
lor o My Bloody Va le ntine , i s o t t o v a l u t a t i
Loop e a ltr e situa z ioni più o me n o me r itor ie . Sono pe r ò l’ e ntità c he più c o mp iu ta me nte ha e spr e sso viz i e vir tù de l c o s ì d e tto
‘ dr one - r oc k’ , dispe r de ndosi po i in d is c o grafie soliste ricche di episod i e s t r e m i e
s p e s s o e s t r e m a m e n t e a ff a s c i n a n t i . I n f o n d o
era tutto meravigliosamente riassunto nel
tito lo d i u n a r a c c o lta d e mo d e l p r imo p e r io do: “Drogarsi per fare musica con la quale
d r o g a r s i” .
P e t e , qua l è il r um o re a r t if ic ia le c he pre f e r is c i?
I l s u o n o d is ta n te d e lle tu r b in e p r o v e n ie n te
d a i mo to r i d i u n je t.
E i r um o r i na t ur a li c he più t i a f f a s c ina no ?
Q u e lli g e n e r a ti d a ll’ a c q u a c h e s c o r r e .
C o s a a ne li da que s t a v i ta ?
D iv e r time n to , f e lic ità e , p o s s i b i l m e n t e , l a
c a p a c ità d i s p a rg e r e u n p o ’ d i q u e s t e e m o zioni intorno a me. La condizione umana è
in d is s o lu b ilme n te le g a t a a l l a n o s t ra c a p a c i tà d i r e la z io n a r c i l’ u n l ’a l t ro ; t u t t e l e v o l t e
che riesco a mettermi in connessione con il
p u b b lic o in ma n ie r a au t e n t i c a l a m i a e s i s te n z a s i a r r ic c h is c e p r o fo n d a m e n t e .
R it ie ni c he la s o c ie t à s i a v e r a me n te i n c a pa c e di pe r do na re i s o g n a to r i ?
Non credo di conoscere qualcuno che possa
SA 107
REVIEW MIRRO
d efin i r si u n “ s ognatore”.
Cosa t i r i e sc e d ifficile accettare ne l
m u si c b u si n e s s?
Il s u c c e sso . I l successo è un attestato di me ri t o t r i b u t a t o a d alcuni artisti assoluta me nte
i n ca p a c e d i f o rnire loro ciò di cui hanno ve rame n t e b i so g n o. S ono ben contento di ma nt e n e r e u n l i v e llo di semi-anonimità; non mi
v a p r o p r i o d i f a rmi ingabbiare in nome de lla
fama .
“ … e n o n c i ind u rre in ten tazione ”. Ti
p i a c e re b b e ?
Cert o c h e n o . L e m ie tentazioni m i p ia c c ion o u n sa c c o .
Di ’ l a v e r i t à : la tu a posizione su lle droghe
è ca m b i a t a c o l trascorrere d el tempo…
N i e n t e a ff a t t o . Sono ancora convinto che
es s e r m i d r o g a to in m aniera attenta e pr of ond am e n t e c o n sapevole m i abbia regala to mom e n t i m o l t o s passosi e abbia arricchito la
m i a v i t a e l a musica che ho prodotto. Sono
s e m p r e s t a t o un fervente sostenitore di un
u s o c o n s a p e v ole di certe sostanze. La così
d e t t a “ d i p e n d enza” è la conseguenza di un
u s o sc r i t e r i a t o.
Dan d o u n ’ o c c h iata all’artw ork e al pac kag i n g d e l l a t u a discografia è ovvia una pre d i l e z i o n e p e r scelte grafiche ben co nsape voli …
Tant e , t a n t i ssi me le influenze artistic he c he
m i is p i r a n o ( Mondrian, Lichtenstein, Warhol
ecc. ) . P r i n c i p alm ente però si tratta di ba nd
e m u s i c i s t i ; q uelli sono i punti fondamentali
p er m e . U n a l i s ta parziale è disponibile a lla
p a g i n a m y s p a ce del progetto Spectrum e a
q u ell a d i S o n i c B oom (tra le tante, le me no
o v v i e so n o f o r se S am C ooke, i Waile r s e Joe
M ee k ) .
L’on n i sc i e n z a fa per te?
N o n m i c u r o di avere una risposta per ogni
d o m a n d a . M’ i nteressa solo ciò a cui m’ int e r e s s o , e s i t ratta di cose quali la musica,
l ’ a r t e , i l d e s i gn, la società, la lette ratura e
l e p e r so n e .
Mer i t a i n d u l genza, il songb ook d e gli Spiri tu a l i z e d ?
C a n z o n i d i m m erda. Alcune delle più orribili
s ch i f e z z e p se u do-prog degli ultimi 1 0 a nni e
o l t r e . P e r n o n parlare delle loro cov er degli
S p a c e m e n 3 … sem plicem ente im bar a z z a nti.
Una so r t a d i r o ck bolso e pom poso. Sc or e gg e s e n z a c o st r utto, sul genere “oh… c i stia -
mo ‘ s e g a n d o ’ n e llo Sp a z io … ” . So n o c o n v in to c h e il tiz io a b b ia f a tto d e l p r o p r io me g lio
a s s ie me a i s u o i c o mp a r i ma a me p r o p r io n o n
v a g iù , mi p a r e r o b a s e n z ’ a n ima . U n a p a p p a
a n e s te tiz z a n te d i r ime s c o n ta te p ie n o d i “ O h
L o r d q u e s to / O h L o r d q u e llo … ! ” . Q u a n d o
n o n g li r ie s c e d i v e n ir n e a c a p o c i f ic c a n o
d e n tr o u n “ O h L o r d ” d i s a lv a ta g g io .
C o s a r ic o r di c o n m a g g io re t r is t e z z a di
t ut t a l’ e s pe r ie nz a Spa c e m e n 3 ?
Il loro tradimento. Sanno bene che razza di
g e n te s ia n o .
C o m e d i p i n g e re s t i i n v e c e S i m e o n C o x e d e i
Silv e r A pple s ?
N ie n te me n o c h e u n a le g g e n d a . È u n d o lc e e
p ia c e v o lis s imo g e n tilu o mo e d è s e mp r e s ta to me r a v ig lio s o c o lla b o r a r e c o n lu i.
Qua l è la t ua g ue r r a ?
Del genere? Io di guerre personali non ne
h o , d ir e i c h e è p r o p r io il c o n c e tto d i “ c o n f litto ” a f a r mi s c h if o .
Qual è il mito più deleterio nella nostra
s o c ie t à ?
N o n c i v o g lio n e a n c h e p e n s a r e .
P re g iudiz i: m a g a r i ha nno la lo ro f unz io ne …
N o n c r e d o . M a n e s s u n o p u ò d ir s e n e e s e n te .
La musica degli EAR mi ricorda i versi di
T. S . E l i o t “ ( … ) p e r n o i , n o n v i è a l t ro d a
f a re c he pro v a rc i. I l re s t o no n è a f f a r no s t ro ” . Q u a n d o c o m i n c i u n p ro g e t t o E A R
c he int e nt o t i pro po ni?
Generare situazioni interessanti tentando
in e d ite p e r mu ta z io n i s o n o r e , ma g a r i r if o rmu la n d o la s tr u ttu r a d e l f o r ma to “ c a n z o ne”.
A un’ a na lis i s upe r f ic ia le il pro g e t t o EA R
s uo ne r à r ipe t it iv o . C o s ’ è la no ia , pe r t e ?
A s p e tta r e c h e a r r iv i il tr e n o ? A n z i n o , me g lio , a s s is te r e a u n liv e d e g li Sp ir itu a liz e d .
I l t u o c a r a t t e re v a c a m b i a n d o o r a c h e s e i
un uo m o di m e z z a e t à ?
Pe r mo lti a s p e tti s ì. A n c h e s e la c o mp a g n ia
d e g li s c io c c h i mi è a n c o r a in d ig e s ta mi r is c o p r o in lin e a d i ma s s ima p iù in d u lg e n te v e r s o
p e r s o n e e s itu a z io n i. O r ma i h o a c c e tta to il
fatto che il mio stile di vita e alcune delle
cose in cui credo mettano a disagio più di
u n a p e r s o n a … a r r iv o p e r f in o a p r o v a r e c o mp a s s io n e p e r la s u p e r f ic ia lità d imo s tr a ta d a
c e r ti b ig o tti. Pe r ò g u a r d a a d e s e mp io g e n te
come l’ex Spacemen 3 Pete Bain! Beh, non
sono ancora arrivato al livello di provare
c o mp a s s io n e p e r g e n te c o s ì t ri s t e , i n v i d i o s a
e limitata: invece di felicitarsi con te per
i r is u lta ti o tte n u ti a ttr av e rs o i l d u ro l a v o ro
ti in v id ia n o ma le v o lmen t e p e r l a c re a t i v i t à ,
lo charme… insomma per tutto quello che
ma n c a a lo r o . U n a v o lt a c o n c e d e v o a i c o m portamenti di quegli individui per lo meno
il beneficio del dubbio ma ultimamente si
sono proprio scavati la fossa da soli e mi
s o lla z z o a v e d e r c e li s pro fo n d a re .
P e ns a v o a que l pe z z o d i M o r r i s s e y “ O d i a m o qua ndo i no s t r i a mi c i h a n n o s u c c e s s o ” … no n t i è c a pit a t o ma i ma i ?
A me n o . M a a d a ltr i c r e d o p ro p ri o d i s ì .
I l s uc c e s s o è un v ia gg i o o l a d e s ti n a z i o ne ?
È per lo più qualcosa di irrilevante. Non
posso ritenermi un artista di successo nel
significato comune del termine ma di per
c o n tr o il mio s p ir ito è i n fo rm a s m a g l i a n t e e
p o s s o v a n ta r e u n s a c c o d i a m i c i m e ra v i g l i o s i c h e h o p o tu to c o n o s ce re a t t ra v e rs o q u e s t o
me s tie r e .
La s o lit udine f a pe r t e ?
N o n d ir e i.
Sic uro di e s s e re im mu n e a l l e p o rc h e r i e
c he pa s s a M TV ?
Oh sì.
Ha a nc o r a s e ns o pa rl a re d i p s i c h e d e l i a
ne l 2 0 0 8 ?
Ce r to . E s is to n o mir ia d i i n fi n i t e d i i n t e rp re ta z io n i p e r q u e s to g e n e re . N a t u ra l m e n t e n o n
tu tte mi a g g r a d a n o ma d e v o c o n fe s s a re a n c o r a la mia p r o f o n d a p a s s i o n e p e r i l m o n d o
p s ic h e d e lic o .
La libe r t à c re a t iv it à c h e ti h a s e mp re c o n traddistinto cosa ti ha portato, in ultima
a na lis i?
L a g io ia . È u n a v e r a b en e d i z i o n e .
Qua l è l’ a s pe t t o più s t r a o r d i n a r i o d e l l ’e s s e re un a r t is t a ?
L a c o n d iv is io n e .
SA 109
rearview mi
ristampe
AA. VV. – An England Story: The Culture
Of The MC In The UK 1984-2008 (Soul Jazz
Records, aprile 2008)
G e n e r e : c o m p i l at i o n MC i n g r a g g a s t e p
C i a v e v a n o d etto che il dubstep era nato
n e l l ’ E a s t E n d londinese, ma sentivamo –
n o i s c e t t i c i e snob - che le radici erano da
q u alc h e a l t r a p arte, sia nel tempo c he ne ll o s p a z i o . Q u alcuno aveva anche provato a
p r o p o r r e p a r e ntele diverse. La stessa Soul
J a z z a v e v a g i à stampato alcuni reminder (i
d u e B o x O f D u b e alla fine dello scor so a nno
q u e l l o s t u p e n do triplo CD di singo li che è
S o u l J a zz Records S in gles 2006 - 2007),
s u Te m p a e r a uscita poi una The Roots Of
Du b st e p c h e f aceva emergere svilup pi ina tt e s i . Q u a l c h e mese fa il boom del mix di
Mi s si l l c i a v e v a consegnato altri indiz i pe r
ri co m p o r r e i l puzzle musicale conte mpor a n e o . O g g i t o r nano di prepotenza i ragazzi
d i S o h o e q u a ndo si mettono a scavare negli
arch i v i , l o sa ppiamo già da anni, dive nta no
a r c h e o l o g i d e gni del miglior DJ Shadow.
Q u e s t a n u o v a compilation, che dal titolo
n o n se m b r a a v er molto a che fare con la c ult u ra d u b st e p , segna un nodo importante pe r
con n e t t e r e l e a nime del ragga alle str utture c o n t e m p o r a nee del grime e del ca lde r one
r i t m i c o U K - b ased, evidenziando la figura
d eci si v a d e l Master (o Mistress) of Ce r e mon i e s . L’ M C d a puro intrattenitore a vero e
p ro p r i o c r e a t o re di stile. I pezzi che ne i pr im i v a g i t i g i a maicani si reggevano s u str utt u re a u t o p o r t a n ti, oggi non possono p r e sc ind e r e d a g l i s h outs e dalle provocazioni del
v o i c e j o c k e y d i turno. E il dubstep? Bur ial
ci ha i n se r i t o l a voce, B en ga ha virato ve r so
i l i d i h o u se , S cub a ci ha innestato visioni
a m b i e n t , m a t utti questi campioni prima o
p o i a v r a n n o ( o hanno già avuto) bisogno di
u n a v o c e , d i una guida melodica che non è
n i e n t ’ a l t r o c h e lo spettro dell’MCing. Che
s i a l i v e o si n t etica, che sia nera o bia nc a , la
v o ce se r v e c o me traccia del tem po, de ll’ a nim a. I n q u e st e 21 tracce troviamo una pa le tte
com p l e t a d i q u ello che servirà sempr e di più
a smuove r e il pa r ty isola z ionista d e lla s c e na gr ime . Le stupe nde r itmic he d i Sunc y c le
e Root s M anuva che precedon o a n n i l u c e
M .I.A. e le sue multiple e pigoni, G o tta M a n
e De e p pr imi e ve r i e spe r ime n ti d i r a g g a step, ricordi old school rivisita t i ( s t u p e n d a
la ve r sione di Uptown Top Rank in ’ in c h ia ve acustica), dub che ammicca a l l ’ h i p - h o p
( la c r ime post- ga ngsta pe r Bla c k Tw a ng ,
br ividi Nova nta pe r Navigat or in R u ffn e c k )
e altre chicche dal passato già t r a s f i g u r a t o
presente. Pane per i nostri denti a ff a m a t i d i
te c nic a e me lodia . Nuova pie tr a d i p a r a g o n e
pe r qua lsia si a dde tto de l r itmo. Pe r c h i n o n
è a nc or a e ntr a to ne l f utur o, potr e b b e e s s e r e
una scorciatoia. Soul Jazz is th e n e w c u l t :
“ this is the ( ne w) London sc e ne ” . ( 8 . 0 /1 0 )
Marco Braggion
AA. VV. – Local Anesthetic (Smooch, 12
febbraio 2008)
G e n e r e : h a r d - c o r e – w a v e - p u n k a b i l ly
Rispolve r a r e . I n se nso f igur a to , d ic e il d iz iona r io, è “ r ie suma r e ” , “ r ipr op o r r e ” , “ r iu tiliz z a r e ” . I n se nso pr opr io, toglie r e d i n u o vo la polvere, arredo che non d e v e e s s e r e
mancato, nei primissimi Ottanta , a D e n v e r,
ne lle sa le dove suona va no i gr up p i d i q u e s ta
compilation. Anche qui, uscend o d a l s e n s o
pr opr io e tor na ndo a lla me ta f ora , la p o lv e r e è f a tta di mic r orga nismi, e nella r a c c o lta
Loc al Ane sthe tic c i sono tutti i g e r mi p iù o
me no sviluppa ti di un mondo in te r o .
Nella fattispecie, la Local An e s t h e t i c e r a
una la be l na ta pe r iniz ia tiva di D u a n e D a vis, c o- pr opr ie ta r io de lla più not a Wa x Tr a x !
Re c or ds, ne vr a lgia sc ope r ta de ll’ in d u s tr ia l
chicagoiana. Ma non di sola ind u s t r i a l e q u i
si pa r la , a nz i pe r nulla , r ispe tto a l p e s o s p e c if ic o più ne r bor uto de ll’ ha r d c o r e e d e lla
wa ve in ge ne r a le . Due e se mpi per l’ u n o , u n o
pe r l’ a ltr a : l’ hc ve loc e de i Bum Ko n e q u e llo
sa nguigno de i The Fr ant ix, per c e r t i v e r s i
sa bba thia no, a volte ( Fac e Re ality ) - a n c h e
se, non a caso all’inizio, compa r e l ’ i n n o d i
M y Dad’s A Fuc k ing Alc oholic ; e p o i c o m e
r in u n c ia r e a g u s ta r s i le imp r e c a z io n i d i A lle n Gins be r g s u l c o r e tto e la b a s e w a v e ( la
s te s s a c h e s ta v a c o n f e z io n a n d o in q u e l p e r io d o , ma a N e w Yo r k , u n ’ a ltr a v e c c h ia c o n o s c e n z a , D a e v id A lle n) d e i Gluo ns ? So p r a
a tu tto n o n ma n c a , d a ta l’ e s tr a z io n e u n d e rground, un ovvio odore di sudore e Do It
Yo u r s e lf – o ltr e c h e Br e a k Yo u r A mp lif ie r –
u n D I Y p ie n o d i p ic c o le s to r ie d i p r o d u tto r i
interpellati da futuri nomi (Bob Ferbrache
d a T h u r s to n M o o r e ) e d i s in g o li u s c iti ( p e r
la L A , a p p u n to ) in tir a tu r e limita tis s ime , d a
b a v a a lla b o c c a c o lle z io n a n te . Ta n ti r a c c o n ti d a r a c c o n ta r e . E s e li ig n o r a s s imo ?
Preme di più sottolineare la freschezza di
b r a n i c o me M a c h in e G u n Lo v e d e i D e f e x ,
la s te s s a d e i Se s s a n ta n u g g e ts , o s imilme n te
( s ix tie s ) la s p a s s o s a in s e r z io n e d e lla s ir e n a
n e l p u n k a b illy d i Co p s A re P u n k s d e i The
N a ils ; te n d e n z a r ib a d ita d a i Yo ur F une r a l,
g o tic i f o r s e , s ic u r a me n te c o lle g a ti a l c o r d o n e o mb e lic a le p s ic h e d e lic o d e i 1 3 t h F lo o r
Ele v a t o r . I n s o m m a , n e l l a p o l v e r e ( r e a l e )
un’altra fonte di polvere (connotata su un
s e c o n d o liv e llo ) . O g g i c o me a llo r a , a s k th e
d u s t. ( 7 . 8 /1 0 )
G a spare Caliri
Air - Moon Safari - 10th Anniversary
Deluxe Edition (Source / Astralwerks,
1998 - ristampa Astralwerks 17 aprile
2008)
Genere: electropop
Altro anniversario importante questo di
M o o n Sa f a r i, le g a to d a in v is ib ili f ili tr a n soceanici al quasi coetaneo e recentemente
o ma g g ia to O d e la y . Sa p p ia mo c h e d i lì a p o c o
g li e v e n ti p o r te r a n n o le r is p e ttiv e in te llig e n ze fautrici a toccarsi, producendo risultati
d is c u tib ili n e l b e n e e n e l ma le . M a n o n è il
c a s o d i p a r la r n e q u i. Q u i s tia mo f e s te g g ia n do quel bravo ragazzino decenne cui molto
d o b b ia mo , n e l b e n e e n e l ma le , f a te u n p o ’
v o i. Ce r to è c h e p e r il s o tto s c r itto q u e s to
s tr a o r d in a r io d e b u t a lb u m a n c o r o g g i r a p presenta in egual misura motivi di cruccio
e g o d ime n to . Pe r c h é in d u b b ia me n te r in v ie ni nei dieci pezzi della tracklist originale
- c h e tr o v a te r ip r o d o tta n e l p r imo d is c h e tto
d i q u e s ta d e lu x e e d itio n - u n c lic h é in s u p e r a to p e r tu tta la s o u lp o p tr o n ic a d e lia u d ita
di lì in avanti, più o meno groovy o sierosa,
v in ta g ic a me n te d o w n - te m p o e c h i l l -o u t , t u t ta v ia l’ in c a n to p o te n te d e i p ri m i EP fi rm a t i
G o d in e D u n c k e l e r a qu a l c o s ’a l t ro , u n a n o s ta lg ia me n o a d d o me s ti c a t a , l ’o d o re i p n o t i co e insidioso dei circuiti surriscaldati, un
a d d e n tr a r s i q u a s i s p r ez z a n t e n e l l ’o s s e s s i o ne rétro fatta di vibrazioni corpose tendenti
a lla g a s s if ic a z io n e c o n c o n s e g u e n t e ri l a s c i o
d i p u r a e n e rg ia p s y c h . “ M i s s i o n e ” c h e p re v e d e v a u n ’ a p e r tu r a s ti l i s t i c a b e n p i ù a s p ra
e imp u r a d i q u a n to M o o n S a f a r i - c o n l a s u a
plastica edulcorazione - non testimoni.
E c c o a llo r a c h e il p r in c i p a l e m e ri t o d i q u e sta lussuosa edizione è rammentarci come
gli Air di fine
m i l l e n n i o fo s s e ro
ben più di quanto
c a t t u ra t o - g i u stamente o ingiustamente - nel
l a v o ro d ’e s o rd i o .
Ce lo dice da par
suo il docufilm
Eating,
Sleep i n g , Wa i t i n g &
Pl a y i n g c o n t e n u to nel DVD, un’ora girata da Mike Mills –
r e g is ta d e i lo r o g iu s tam e n t e c e l e b ri c l i p a l s e g u i t o d e l p r i m o t o u r, s o r t a d i d i e t r o l e
q u in te in b ia n c o e n e r o c h e c o m p i e g i ri t a l o r a u n p o ’ d is p e r s iv i ma p u r s e m p re c o n c e n tr ic i tr a p u b b lic o e mu s i c i s t i , c o n fro n t a n d o
d e lu s io n i, e c c ita z io n e , a s p e t t a t i v e , s o rp re s e , d is in c a n to , s o p r a ttu t t o l a d e t e rm i n a z i o n e b la s é c o n c u i i d u e f r a n c e s i t e n g o n o b o t t a
e mo r d o n o il c a lc a g n o d e l l ’e n e rg i a , b e n p i ù
sbrigliata e ruvidella e cazzona di quanto
a p p u n to M o o n S a fa r i n o n l a s c i a s s e i n t u i re .
E c e lo d ic o n o le u lte r i o ri d i e c i t ra c c e c o n te n u te n e l s e c o n d o d is ch e t t o , a p e rt o - p o t e v a
e s s e r e a ltr ime n ti? - d a u n a Re m e m b e r t u t t a
c e llu lo id e e a r c h i r ia r ra n g i a t a d a l c o m p o s ito r e in g le s e D a v id Wh i ta k e r . Vi t ro v i a mo p o i tr e liv e e ff e r a ti c o n s u m a t i a l l a B B C ,
una Sexy Boy tutta singulti plastici e basso
p a s to s o , u n a tu rg id a e d e s t a t i c a J ’ a i D o r m i
S o u s L’ E a u e u n a Ke lly Wa t c h T h e S t a r s c h e
s p a r a il v o c o d e r in u n a t ra v o l g e n t e c e n t ri fu g a p u n k ’ n ’ r o ll, ta n to p e r s g ra n a re l a m e l a g r a n a e s p r e me r e il s u c co p i ù a s p ro t a n t o p e r
s f e r z a r e g li a c c o liti liv e . A l t re d u e t e s t i m o n ia n z e r a d io f o n ic h e - s i t ra t t a s t a v o l t a d e l l a
SA 111
REVIEW MIRRO
b ene m e r i t a K CRW - scom pigliano an c or più
i l ca m p o , p o r tando in dote l’inedita Tre nt e M i l l i o n s D ’ am is, strumentale che f a giochi c c h i a r e c h i tarrina ruvida e moog a c idulo
- t i p o u n a S y m pathy F or T he D ev il str a p azz a t a d a l p i glio gioviale e inverec ondo di
Perre y a n d K ingsley - e soprattutto una You
M a k e I t E a sy assediata da straniante coltre
wav e - d a r k ( ! ) . Di quest’ultim a c’imba ttia mo
i n o l t r e i n u n a versione demo intitola ta Boss a 9 6 , t i t o l o ben spiegato dal dinoccolato
l ang u o r e d i t r ombone, cam panellini, a r mon i c a e p i a n o l a. Altro demo in pro gramma
ri g u a r d a l a c a ra K elly che guarda le ste ll e p e r ò c o n p a sso circospetto nella c a ligin e d ’ u n so g n o brumoso, più o meno l’ e sa tto
con t r a r i o d e l l ’ iperfunky allestito dalla Ke ll y n e l l a v e r si one degli inglesi Moog Cookb o o k , c o s m i c i e caciaroni con un certo suo
g u s to r i g o r o so però, più beckiana se voglia m o d e l S e x y Boy remixato da Mr. Ha nse n
s t e s s o n e l l a v ersione Sex Kino, che chiude
l a s c a l e t t a s p andendo spore di farraginosa
i n q u i e t u d i n e n ineties. C’è da dire insomma
che l ’ i m p a t t o dell’asteroide A ir sulla moll e s u p e r f i c i e s onica di quel fine mille nnio
p ro v o c ò o n d e eclatanti ed altre sotte r r a ne e
d a l p a s s o p i ù lungo, quest’ultime giammai
t r o p p o e n v o g ue eppure sempiterne perché
ri v o l t e a d u n a categoria emotiva inestinguib i l e , f a t t a d i sogni innescati da suoni c he
a n e l a n o - i p otizzandoli – futuri davvero
f a n t a si o si .
Stefano Solventi
Boredoms – Super Roots 9 (Thrill
Jockey, aprile 2008)
G e n e r e : j a pa n o i s e
Ci ò d i c u i v e r osim ilm ente nessuno si la me nt a d e i Bo re d o ms sono le loro apparizioni da l
vi v o . S a r a n n o le idee estrem e, forse - c ome
nel l i v e Bo a d r u m 77 dell’anno scorso; o, più
p r o b a b i l e , è l’imprendibile dedizione con
cu i E y e e c o m p ari veicolano il rumor e sulla
m i s t i c i t à ( e v i c eversa), rendono abba c ina nt e i l f a s t i d i o , comunicano la profondità del
l oro u n i v e r so assordando il fruitore soddis f a tt o . I n s o m ma, se anche qualcuno ormai
no n c r e d e p i ù nel valore di novità de lle nuove u sc i t e d e i Boredoms, nessuno si f a r e bbe
s c a p p a r e u n l o ro concerto. Ciononostante il
t ri o j a p a n o i se n on si era ancora appr of itta to
della nomea, pubblicando prima d ’ o r a s o l o
un live . All’ iniz io de l 2007 a f a r e il p a io h a
visto la luc e ne gli sc a ff a li de l s o lo G ia p p o ne ( a ope r a de lla Commons) un c o n c e r to d i
Natale (del 2004), con un’unic a t r a c c i a d i
40 minuti - LI VW E! – c he i Bor e d o ms h a n n o
de c iso di a ssoc ia r e a lla se r ie Sup e r Ro o ts ,
pr e c isa me nte a l nono c a pitolo – d o p o l’ o tta vo de l ’ 99. E, f ine de lla ministo r ia , la d iff u sione mondiale arriva oggi grazi e a l l a T h r i l l
Jockey – fra l’altro con un li b r e t t o d o v e
a ppa io n o
d e lle
sple n d id e n o ta z ioni
mu s ic a li
con l ’ o c c h i o d e l
sole a s o s titu ir e
le no te . Fa c e n do du e p i ù d u e ,
si può ip o tiz z a r e
c he q u e s ta u s c ita
avrà t a n t o d e l l a
a utofilo lo g ia d e lle “ su p e r r a d ic i”
qua nto la ve e me nz a ste lla r e de l c o n c e r to , e d
è facile immaginare un’opinio n e p o s i t i v a ;
non la sme ntia mo, ma qua nto men o la s p e c if ic hia mo, r idime nsiona ndola . LI V W E ! è in fatti una cavalcata percussiva r e i t e r a t a c h e
sc a tur isc e da un iniz ia le c or o d i v e n ti p e rsone – c he in que ll’ oc c a sione ac c o mp a g n a va il gr uppo; c osa c he f or se più in c u r io s is c e
de lla r e gistr a z ione , a nc he pe r ch é s u c c e s s ivamente quelle voci umane fun g o n o q u a s i
da a r monium c he c r e a una se r ie f is s a d i a c c or di su c ui la sc ia r sbiz z a r r ir e la b a tte r ia . E
pr opr io qui sta la que stione ; in d e f in itiv a , il
tutto pia c e ma non de c olla , e r ima n e la c e rte z z a c he e sse r e pr e se nti in que lla f in e 2 0 0 4
sa r e bbe sta to dive r so, di f a tto co r r o b o r a n d o
l’ opinione da c ui sia mo pa r titi. N o n e s s e n dolo sta ti, r ia sc olte r e mo f or se p o c h e v o lte
que sto Supe r Roots 9. ( 6.0/10)
G a spare Caliri
Lemonheads – It’s A Shame About Ray
Collector Edition (Rhino, marzo 2008)
Genere: bubblegum grunge
Mi ero perso un paio di cose a p r o p o s i t o
di que sti ma gnif ic i e ista nta nei tr e n ta c in que minuti: li a ve va no de f initi c a mp io n i d e l
Bubble gum Gr unge e que st’ e tic h e tta - n o n lo
na sc ondo - a vr e i voluto inve nta rla io . Re n d e
e s a tta me n te l’ id e a d e lla s c o r z a d e l p r o d o tto
D a n d o /H a tf ie ld : la c a p a c ità d i c o mu n ic a r e a
u n a g e n e r a z io n e a ttr a v e r s o la c a r a me lla p o p
c a la ta n e ll’ u rg e n z a d e i te mp i d e i b r a g o n i e
degli anfibi, i maglioni XL a righe e i bulbi
f lu e n ti. I n s e c o n do luogo, queste
canzoni
erano
a n c h e c a mp e I t’s
A Shame About
Ra y f u e le tto a
miglior
album
omo dei Novanta.
Q u e s t’ u ltima
è
chiaramente una
deformazione,
evidente quanto
la f a me d i a p p r o p r ia z io n e c u ltu r a le d e ll’ in te llig h e n z ia g a y, b a tta g lie d i c o mu n ic a z io n e
c h e n o n d o v r e b b e r o a d o g n i mo d o d e f o r ma r e ( o c a r ic a r e d i p a r o d ia ) q u e l c h e a l te mp o e r a u n mo me n to d is te n s iv o d a lla g io r n a ta grunge-Breeders-Polvo, soprattutto, un
e s e mp io d i f e mmin ilità b e n p iù c o mp r e n s iv a e u n iv e r s a le . I t’s A Sha me Ab o ut Ra y
è stato l’album cenerentola di un momento
caldo dove si tornava a respirare dopo anni
di maledetti Ottanta, mentre un auspicato
r e v iv a l s u la rg a s c a la d e l c o s id d e tto r o c k s i
e r a ma te r ia liz z a to c o me p e r ma g ia . E p p u r e c o n N i r v a n a , P e a r l J a m e S t o n e Te m p l e
Pilo ts to r n a v a n o a n tic h i v iz i d i r ib e llis mo
g i o v a n i l e . To r n a v a i l s e n s o d e l b r a n c o p e r
soli ragazzi e alcune ambigue pose glam
(vedi Cobain e co.). Dunque, anche qui, i
L e mo n h e a d s c o me a n tid o to o me g lio c o me
f o r ma r o c k d e mo c r a tic a . O n e ma n b a n d c o n
u n ’ illu s tr e J u lia n a H a tf ie ld , a n c h ’ e s s a c a n ta u tr ic e tu r b o le n ta , e u n te r z e tto s u i g e n e r is
r iu s c ito a c o n v e r tir e l’ h a r c d o r e in u n a p e rs o n a le s c r ittu r a c o u n tr y p o p . Pe r c h é d ie tr o
a lle p ie g h e me lo d ic h e c ’ è u n c u o r e a me r ic a n o c h e b a tte ma s e n z a te s to s te r o n e e , a n c o r
p iù in p r o f o n d ità , tu tta la s o litu d in e e l’ a n g o s c ia ma s c o lin a te n u ta s o tto p e lle . D a li lo
s c a r to r is p e tto a l c a mp me n z io n a to p r ima : lo
s ma r r ime n to d e lla title tr a c k , la r o ma n tic ità
i n t o s s i c a n t e d i M y D r u g B u d d y, m o m e n t i d i
s tr a n ia n te b e lle z z a d i u n a lb u m c h e n o n r in u n c ia n e p p u r e a ll’ e n e rg ia v ir a ta c a r to o n d i
A lis o n ’s Sta r tin g To H a p p e n o p p u r e a l u p tempo rock (da saloon) di Rockin Stroll.
Ancora, l’album rientra nello sbandierato
periodo dello scazzo ma il suo sottrarsi è
pari soltanto alla più romantica delle forme,
un qualcosa di più grande della moda del
periodo. Aspetto questo che fa del peccato
d i Ra y u n c la s s ic o e la ri s t a m p a u n a ffa re ,
c o me a l s o lito , p e r c o m p l e t i s t i e c u l t o ri . In
q u e s t’ u ltima v e s te in f a t t i , o l t re a i p re s c i n d ib ili d e mo d e l p r imo C D , i l s e c o n d o d i s c o ( u n D V D ) c o n tie n e t u t t a l a s e z i o n e v i deoclip. Ci troviamo un Dando che sembra
Sandy Marton e riprese stile Melrose Place
( Co n f e tti) , il b e l b ia n c o e n e ro d i M y D ru g
B u d d y, l a r a g a z z i n a m i n o r e n n e e i l v i d e o
s t i l e N i r v a n a d i I t ’s A S h a m e A b o u t R a y,
nonché le riprese in barca ad Amsterdam
d e lla f a mo s is s ima M r s R o b i n s o n . M o l t o m e mo r a b ilia n ie n te p iù . A c o m p l e t a re l ’o ffe rt a :
un best (tre canzoni) dal vivo e altrettante
c a ttu r a te d a u n a to u r n ée i n A u s t ra l i a (Tw o
We e k s I n A u s t r a l i a ) p i ù q u a l c h e c o m m e n t o
d i D a n d o e x - p o s t. ( 8 . 0 /1 0 ) a l d i s c o , (7 . 0 / 1 0 )
a l r e s to .
Ed o a r d o B r i dd a
Mission Of Burma – The Definitive
Editions I, II and III (1980-1985 - rist.
Matador, 18 marzo 2008)
G e n e r e : 80’ s i n d i e
Fo r mid a b ili g li a n n i in c u i l a v e rs i o n e “ o ri ginale” dei Mission Of Burma si trovò ad
o p e r a r e : p o te v i a n c o r a p re n d e rt i l u s s i c o m e
s u o n a r e mu s ic a v ig o ro s a m a g u i d a t a d a i
n e u r o n i, ta n ti e a ttiv is s i m i , c o s ì c h e l ’e c c e s s o d i in te lle ttu a lis m o s i t e n e s s e a d e b i t a
d is ta n z a e le s f u r ia te f o s s e ro a n c o r p i ù d e v a s ta n ti p e r c h é b e n me d i t a t e . N o n p ro p ri o l a
prima delle nuove onde americane, la loro,
c a v a lc a ta in f a tti tr a il 1 9 8 0 e 1 9 8 3 , t u t t a v ia in g r a d o d i e s e r c ita re u n e n o rm e a s c e n d e n te s u f a n d ic h ia r a ti c o m e A l b i n i , S o n i c
Yo ut h, M o by e R . E. M. F o n d a t e e d e v i d e n ti le motivazioni di costoro e infiniti altri,
u n iti d a u n c u lto h a is p i ra t o a i m b ra c c i a re
c h ita r r e e f o n d e r e il c e rv e l l o c o i m u s c o l i .
So r ta d i Wi re a s te lle e s t ri s c e , R o g e r M i l le r , C lint C o nle y , P e t e r Pre s c o tt e M a r ti n
Sw o pe s p a r s e r o in q u e g l i a n n i g ri g i m a fe c o n d i a n tic ip i d i a v a nt -ro c k , i n d i e -n o i s e e
sperimentazione. Se ne sono ricordati alla
M a ta d o r, d o p o a v e r a cc o l t o i ri fo rm a t i b o s to n ia n i ( c o n Bo b We s to n d e g l i S h e l l a c a l
SA 113
REVIEW MIRRO
p o s to d e l d i sp e rso S w ope), ripubblica ndo in
t r e C D i l m a gro e glorioso bottino che fu
(u n si n g o l o , u n m ini, l’album V s e il live pos t um o d e l l ’ 8 5 ) . R im asterizzando il tu tto c on
f i l o l o g i c a c u r a e omaggiando l’acquirente
d i r a r i t à e u n DVD dal vivo per ogni disco.
I n q u e l l a c h e si può infine segnalare come
l ’ed i z i o n e d e f initiva della discograf ia de lla
b and , m a n c a all’appello solo la rac c olta di
i n ed i t i e v e r sioni alternative Let There Be
Bu r m a , e d i t a dalla Taang! del 1990 e di r e p erib i l i t à o r m a i piuttosto ardua, dalla qua le
p era l t r o si è q ui attinto in piccola par te .
I m m e n s i , i q uattro bostoniani, capaci di
p o rg e r si i n t e l ligentem ente innodici sin da l
b i g l i e t t o d a visita su 7” A cadem y Fight
S o n g e d e se m plificare i loro stile ne l c la ss i co T h a t ’s W hen I R each F or My Re v olv e r
che a p r i v a l ’ E P S ign als, C alls A n d M arc he s
d el 1 9 8 1 : u n rutilare tumultuoso di ta mburi s o st i e n e l a m elodia, guidata dal me lodic o
e i n st a n c a b i l e basso laddove la chita r r a si
d i v i d e t r a f r a g ori e spigolose divag a z ioni.
Non m a n c a v a n o gli om aggi di rito a Gang
O f F o u r e Bu z zcocks, le cui intuizioni e r a n o t u t t a v i a i n terpretate in un impasto tra
rabb i a a m a r a e form e complesse per ò sla nci at e c h e a p p a rteneva solo alla Missione A
Burm a ( T h i s I s N ot A P hotograph un’idea di
s t ran i t i H u sk e r D u), mentre dal vivo Swope
m a n i p o l a v a i n diretta il suono dei compagni
c o n u n a p r a s s i che più avanguardistica non
p o t e v a e sse r e . E quella F am e A nd Fortune ,
t r a c h i t a r r e a eree già anni ’90 e un piede
n el d i sso l v e r si “post rock”, o lo strume nta le
Al l Wo rl d Co wboy R om ance, stam po kr a uth ard e l i c o d e i Six F in ger Satellite? Antipa s t o e c c e z i o n a l e per V s., album di due anni
p i ù t a r d o e st u pefacente in ogni epis odio, la
g ran d e z z a d e l quale misuri dai pezz i c he ne
fu ro n o e sc l u si , su tutti la struggente Forge t
e gl i S h e l l a c s nodabili di Laugh The World
Awa y . E q u i l i b r io m antenuto da Maestr i, non
s o l o n e l l ’ a l t e r n anza tra episodi convulsi ( Se cret s e L e a rn H ow odorano di Zen Arc ade ),
am a r e sq u a d r ature (la m arziale, m alinc onica Tre m Two ) e ballate dal piglio enigma tic o
e s e v e r o ( D e a d P ool, E instein’s D ay ), ma
s op r a t t u t t o sc iogliendo le differenti a nime
d ent r o i l c o r p o delle composizioni. Solo pe r
ci t ar e u n p o k e r d’eccezione: Train incede
f r a t t u r a t a c o me al miglior math riuscirà,
Ne w Nails è un neopunk prog r e s s i s t a c o n
sc hiz z i di tr omba f r e e , We ather b o x e F u n
World cingolati mandati a me m o r i a d a l l a
Touc h & Go. Sul r ibollir e r itmic o e le me lo die a le nto r ila sc io, la c hita r r a d i M ille r d iscute incontenibile, lirica e con t o r t a s e n z a
sma r r ir e il f ilo de l disc or so, tr a u n d is tu r b o
e le ttr onic o e l’ a ltr o. I l pove r o Ro g e r s u b irà il peso di tanta veemenza (s p e c i a l m e n t e
da l vivo, c ome doc ume nta il ma g ma tic o L P
da l vivo The Horrible Truth Ab o ut Bur ma ,
dove il quartetto ripesca devasta n t i c o v e r d i
St ooge s e Pe re Ubu…) , r e sta nd o c o n l’ u d ito da nne ggia to e de c ide ndo di s c io g lie r e la
ba nd. Pr e sc ott f or me r à i va lidi Vo lc a no Suns
e Roge r si da r à a un’ a va ngua r di a f in tr o p p o
c r iptic a , il r ispe tto c onse r va to d a i n o mi s o pr a c ita ti f ino a l r itor no, a ff a tt o s c o n ta to e
a nz i a ttua le c ome poc hi a ltr i. Ch e la r e u n io n
tuttora in corso possegga forma s m a g l i a n t e ,
è ulteriore conferma dell’immen s o v a l o r e d i
que sta music a , da f a r vostr a se n z a e s ita z io ne a lc una . ( 7.7/10; 8.5/10; 7.3/1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
AA. VV. – Nigeria 70 Lagos Jump:
Original Heavyweight Afrobeat, Highlife
& Afro Funk (Strut / Kizmiaz, 8 maggio
2008)
Genere: afro funk
Sa f a r e f in tr oppo be ne il suo me s tie r e Quint on Sc ot t , de l qua le pote te le gge r e c o n ma g gior doviz ia di pa r tic ola r i in un’ a ltr a s e z io ne di Se ntir e a sc olta r e . C’ è di c h e e s s e rg li
r ic onosc e nti pe r le c ompila tion - r ic c h e d i
note e gr a nde music a , ma i ba n a li n e lle te ma tic he - c he pubblic a e pe r a ver r e s u s c ita to una label fallita. Avercene e d u n q u e s t a i
a tte nta , Vam pisoul, perché il du e l l o t r a p e s i
massimi non resterà confinato a l t i t o l o d i
questo eccezionale disco, ma p a r e i m p o r s i
c ome un a vve nime nto da te ner e d ’ o c c h io
nell’anno in corso. Per quel che c i r i g u a r d a ,
f a r e mo il nostr o dove r e , iniz ia nd o c o n l’ impor vi l’ a c quisto di Nige ria 70 L a g o s J ump ,
anche se magari la musica afri c a n a n o n v i
interessa. Cambierete idea, pe r c h é p o c h e
a ltr e na z ioni de lla f a sc ia subsa h a r ia n a d e l
c ontine nte posse ggono una tr a diz io n e s o n o r a a l pa r i a r tic ola ta e d e ntusia sma n te . Fr u tto
in pa r te non pic c ola di que l “ c a n n ib a lis mo ”
teorizzato dai Tropicalisti, nell o s p e c i f i c o
facendo leva sulla ricchezza dei contatti col
mondo occidentale e in particolare con gli
Sta ti U n iti. E ’ in f a tti d a u n a p e c u lia r e in terpretazione di soul e funk - non di rado
chiazzati di reggae - che s’è raggiunta la
sensazionale musica di questo stracolmo cd,
mir a c o lo d ’ in v e n tiv a c h e s o lle tic a il c e r v e llo ma n o n f a s ta r f e r mi u n min u to . M a te r ia le
c h e s a d i a n tic o b e n o ltr e il d e c e n n io in c u i
f u p r o d o tto , q u e sto, e nondimeno
r is u lta d i a v v e n ir is tic a f a ttu r a , c a pace di esser fonte d i id e e p e r Eno
e By r ne ( m a g a r i
c ita n d o
M a r le y
c o me f a Sir Shina Peters & His
Internationsl
St a r s ) p a s s a n d o
p e r i C a n ( l’ in e b r ia n te d i E v e r y b o d y L i k e s
S o m e th in g G o o d s b u c a f u o r i d a i s o lc h i c o n s u n ti d i Ta g o M a g o ; E r i c A k a e z e & R o y a l
Er ic o s li c o n iu g a n o p s ic h e d e lic a me n te c o n
u n a f is s ità a lla J a m e s Bro w n) , in f in e r e stituire non la fotocopia sbiadita ma la sua
p e c u lia r e e v o lu z io n e ( e s e mp la r e A f r i c a n
D ia le c ts , c h e e s p a n d e I s a a c Ha y e s e Ge o rg e C lint o n me n tr e e v o c a R e m a in I n Lig h t) .
Av r e te s e n z ’ a ltr o p r e s o n o ta d e i n o mi tir a ti
in b a llo p e r f o r n ir e le c o o r d in a te in te r p r e ta tiv e e me g lio o r ie n ta r s i s u lla ma p p a , tr a
o rg e p e r c u s s iv e ( D y na m ic A f r ic a na ) , o rg a n i s u g o s i ( The I m m o r t a ls : a f r o - g a r a g e ? ) e
c h ita r r e s e r p e n tin e ( E d d ie Q u a n s a ) o p p u r e f r e n e tic h e ( E z u k u B u z o ) , p a s s i in le v a r e
g e n e tic a me n te mo d if ic a ti ( A s h a n t i A f r i c a
J a h) e o tto n i b o lle n ti ( Tu g O f Wa r ) . Sa p p ia te c h e la ma g g io r p a r te d e i s e d ic i b r a n i q u i
r a c c o lti f a c o n lo r o p a r i e p a tta , ma q u e l c h e
p iù c o n ta è la s e n s a z io n e d i a v e r d i f r o n te
un mare di elettrizzanti rivelazioni sonore.
Tu ff a te v i s e n z a e s ita z io n e , e a l d ia v o lo il
s a lv a g e n te . ( 8 . 0 /1 0 )
G i a n c a r l o Tu r r a
Roni Size / Reprazent – New Forms 2
(Rist. Mercury / Universal, aprile 2008)
G e n e r e : d r u m ’ n ’ b a ss n u - j a z z
Pe r c e le b r a r e il p iù c h e d e c e n n a le c o mp le a n n o d e l d is c o c h e h a c a mb ia to le s o r ti d e l
d r u m ’ n ’ b a s s , i l m a e s t ro R o n i S i z e s i m e t t e
a f a r e u n n u o v o ta g lio a l l ’a c c o n c i a t u ra d e l
s u o f ig lio me g lio r iu s ci t o . L’a l b u m è s t a t o
p e r mo lti il p u n to p iù a l t o d i u n a s t a g i o ne che ha visto confluire alla fine dei ‘0 le
a n ime d e lla s c u o la I D M Wa rp e d i u n i p e rtecnicismo electro che mancava di sbocchi
s to r ic i( z z a n ti) . O ltr e a q u e s t a c a p a c i t à d i
sintesi e di riassunto (come tutti i classici
d e te n g o n o ) , N e w Fo r m s h a a p e rt o l a s t ra da a quello che oggi chiamiamo dubstep,
mescolando jazz e jungle, emancipando dal
d a n c e f lo o r u n n u o v o se n t i re ri t m i c o e b l a ckissimo. Non solo: tutti quei gruppi/act che
sarebbero diventati poi culto per l’estetica
nu-tronica (Photek, 4 Hero, Truby Trio, Jazzanova e molti altri) non sarebbero sul podio
senza il buon vecchio Roni. Oggi, a parte la
deriva nella costola East End londinese, il
genere torna poco a far parlare di sé, anche
se nei solchi di qualche coraggioso (vedi al
crew di Missill) si percepiscono brevissimi
accenni a un recupero. La ristampa propone
per intero il “vecchio” album, anche se - con
somma sorpresa di chi scrive - Roni ci va di
taglio di bassi e conferisce un sapore glitchy
(sic!) ad alcune delle tracce che proprio nel
Bass con la B maiuscola esplodevano e risuonavano a distanza nel cuore. Forse che la
voglia di spaccare si è mutata in una consapevolezza compositiva che punta allo stile?
Buona la scelta, negli inediti e ripescaggi
del secondo disco, dell’eterogeneità che spazia dal jazz all’ambient, quasi come a voler
calmare le acque del dopobomba. Una deriva verso un post-jazz che già qualche tempo
fa avevamo assaporato mescolato alla house con il progetto Cobblestone Jazz. Quello
che rimane - per fortuna - è il classico, che si
merita comunque un (8.0/10), dato che molte
delle tracce resistono alle incrostazioni del
tempo (andatevi a riascoltare ad esempio Digital o quell’inno che è Heroes). Ascolto obbligato per i neofiti; per i navigatori electronici di lungo corso una curiosità e un ricordo
di tempi andati. Nel complesso l’operazione
supera pienamente la sufficienza, ma visto
che non siamo a scuola, si spera che questa
ristampa faccia scattare qualche molla a nuovi nerd. Attendiamo (ancora) nuove forme.
(6.5/10).
Marco Braggion
SA 115
rearview mi
(GI)Ant Steps #17
classic album rev
Sun Ra
Dennis Wilson
Some Blues But Not The Kind Thats Blue (El Saturn
1977 - rist. Atavistic 2008)
Dennis Wilson – Pacific Ocean Blue (Caribou
Records, 1977 - Legacy Recordings, giugno 2008)
L’ u o m o c a d u t o da Saturno non era solo un
a l i e n o d e d i t o alla dislocazione spaziale
d el p ro p ri o i m prendibile genio. Talv olta si
m o s t r a v a c o m e un terrestre. Ed il suo jazz
p o t e v a so m i g l iare a una cosa sbocc iata dal
s u o l o . Ta l v o l t a. E in apparenza.
Speravamo di trovare Lady, singolo datato
1970 accreditato a Dennis Wilson & Rumbo
che preluse la carriera in proprio del batterista dei Beach Boys. Speravamo di condividere con voi la somiglianza tra la stessa e Desiree di Caribou per poi dire che sì, in Daniel
V. Snaith c’è molto Brian Wilson ma anche
tanto Dennis Wilson.La canzone più bella del
Nostro omessa dal riediting di Pacific Ocean Blue non ci garba, tuttavia benediciamo
gli uffici della Legacy Recordings (gruppo
Sony) per il rispolvero di un debutto che dopo
l’uscita del 1977 e la ristampa in CD nei primi ’90 (in tiratura irrisoria) era scomparso
dalla circolazione.Nell’anno del punk quindi.
E nell’anno dove anche il fratello Brian registrò un disco in proprio mai licenziato (Adult
Child, rintracciabile nel bootleg Landlocked).
Chissà che smacco per Dennis: debuttare coi
riflettori rivolti altrove. Fortuna volle, però,
che il maggiore dei Wilson lasciò perdere (Do
you know Smile?!) dando cosi campo libero,
per una volta, al bello della genia. Perché
sì, era bello come un Cristo (la foto su Pacific Ocean Blue lo testimonia) e nella sua
esistenza vi ci accostò, naturalmente, anche il
brutto: la vicenda Charles Manson ad esempio, gravosa per l’immagine del gruppo (così
dalle parole di Brian) e per se stesso, tant’è
che ancora oggi lo si ricorda più come l’amico
di Charlie che sopraffino autore. E che autore:
Little Birds - delizia tra le delizie di Friends – è sua. La stessa Lady anche. E poi fu lui
a mutare l’identità dei Pendletones in Beach
Boys (non un caso, visto che era l’unico a praticare surf tra i suoi) diventandone anche, dal
1968, secondo songwriter. Insofferente al genio di Brian Wilson (“Lui è i Beach Boys. Noi
non siamo nulla. Lui è tutto” tuonò un giorno
dei ’70) ne rappresentò l’esatto contraltare:
libero, spensierato e adornato da donne. M a
ma i a b b a s ta n z a , g ia c c h é n e s s u n a , c o me r e c ita u n v e r s o d e lla s u a Tim e , g li h a ma i d a to
C’è q u a l c o sa nel jazz, un trait d’union c he
h a t e n u t o s a l d e tutte le sue trasformazioni,
rend e n d o l a su a storia una sorta d i c ontin u u m p r o g r e s sivo fatto di emancipazione.
Que st o q u a l c o s a è il legam e con la tr a diz ion e. E l o st a n d ard, in quanto punto di pa r te nz a e d i r i f e r i mento per l’improvvisazione,
h a r a p p r e s e n t ato di per sé una tradizione,
s i n d a g l i i n i z i del N ovecento e quindi da gli
al bo r i d i q u e sta musica. E ’ proprio la r ivis i t az i o n e d e l modello (nello specific o, de ll a s o n g a m e r i cana degli anni ’20-’ 30) una
d el le st r u t t u r e più solide a tenere insie me
m u si c i st i c o sì lontani com e C harlie Par ke r
e O r n e t t e C o l e man , Joh n C oltran e e Cole m a n H a w k i n s.
A t e s t i m o n i a n za del fatto che anche i più
radi c a l i e sp o n enti del free jazz fos se r o in
q u a l c h e m o d o legati ai “classici”, queste
r e g i s t r a z i o n i di Sun Ra appena ristampate
d al la A t a v i st i c (molto interessata, in que sto
p erio d o , a l l e riedizioni del jazz anni ’ 70)
p res e n t a n o u n profilo inedito di H erma n Poo l e Bl o u n t - t a le il nom e terrestre de ll’ uomo
cad u t o d a S a t urno. Some B lu es B u t Not The
Ki n d T h a t s B lue, uscito nel ‘77 pe r l’ e tichett a E l S a t u r n di proprietà del leade r, pr op o n e v a n e l l a t racklist originale sei tr a c c e in
n o n e t t o “ a r k e striano”, di cui cinque sta nda r d
e u n a c o m p o s i zione originale. Quest’ultima,
l a t i t l e t ra c k , è l’unica a giovarsi de l ba ss o e n o n è c e r to un caso, visto che a ssie me
al p i a n o f o r t e deve incaricarsi di tr a c c ia r e
u n s e n t i e r o b l ues nell’informe fermento di
ance , l e g n i e percussioni, per poi a vvia r si
cara c o l l a n t e com e un Min gu s streg a to tr a
perturbazioni
f e bbr ili e ba ttiti arcani, tutta una tradizione p e n e t r a t a d i
post- mode r nità c ui il sa x te nor e d e ll’ imp a gabile John Gilmore - antico sod a l e d i R a c u i
Tr a ne nie nte me no dove va più di u n o s p u n to
- c onc e de un r e spir o di se lva tic a s a g g e z z a .
I l dua lismo pia no- sa x te nor e è la s p in a d o rsa le de lle e se c uz ioni, c he pe r ò c o lg o n o n e l
pa lpita r e sgr a na to de lle c onga e n e lle v o lute guizzanti e spasmodiche d e l c o r r e d o
f ia tistic o ( f la uti, c la r ine tto ba ss o , s a x a lto ,
tr omba ...) un’ a ur e ola di a r c a no, a ta v ic o d isinc a nto. Ve di c ome in Te nde rl y il me r a v iglioso motivo sembri sgomitar e p e r f a r s i
luc e ne llo sf a lda me nto poe tic o /s tr u ttu r a le ,
oppur e c ome l’ e sotismo sva mpito e n o s ta lgic o di I ’ ll Ge t By r a mme nti u n D uke Ellingt on sul punto di collassare a l l a f i n e d i
chissà quale notte. Ancor più p a r t i c o l a r e i l
c a so di una M y Fav orite Things c h e s c io r ina una tensione frastagliata ori z z o n t a l e , i n
ide a le a ntite si c on la ve r tic a lità s p a s mo d ic a
di Tr a ne , c ui il pe z z o - c he ve lo d ic o a f a r e
- “appartiene”.
Pa ssa ndo a lle bonus trac k , qua le u n ic o s p a z io de dic a to a ll’ impr ovvisa z ion e lib e r a c ’ è
un br a no se nz a titolo ne l qua le v ie n e f u o ri tutto l’avanguardismo di Sun R a , q u i n d i
tr ovia mo be n due ulte r ior i ve r s io n i d i I ’ l l
Ge t By r isa le nti a l ‘ 73, e ntr a mb e s o r p r e n dentemente in trio, ovvero nell ’ u n a u n s a x
e ne ll’ a ltr a una tr omba a gir a r e d is in v o lte
attorno all’organo caramelloso d e l l e a d e r
e d a l pla c ido swing de l c ontr a bb a s s o . So me
Blue s But Not The Kind That’s Blue è in somma sopr a ttutto una simpa tic a d iv a g a z io ne verso i territori del jazz cla s s i c o , p o c o
indicato dunque per il novizio c h e v o l e s s e
a vvic ina r si pe r la pr ima volta a ll’ a r te d e l
ja z z ista sta tunite nse . Di c ui è so lo u n r if le s so frammentario, ma di quelli ch e a v v i n c e .
Daniele Follero e Stefano Solventi
il to ta le a mo r e . H a a v u to
t u t t o m a g l i m a n c a v a s e m p r e q u a l c o s a . Ora
forse, a venticinque anni dalla sua scomparsa,
è il momento di ricordarlo.Totale l’operazione della Legacy: tutto Pacific Ocean Blue per
festeggiarne il trentennale, con in più il mai
concluso Bambu e qualche inedito assortito.
Quello che si scorge è una scrittura estranea
in toto alle alchimie del gruppo madre: se lì
echeggiava un approccio da big-band al pop,
in Dennis furoreggiava l’anima ruvida di un
rocker dissoluto e ferito dagli eccessi. La
voce dilaniata dall’alcool in End of the Show
e nella citata Time, toccante slow per piano
carezzato da una tromba west coast che pare
dileguarsi nel vento; la bossa vellutata di You
and I; il pub-rock di What’s Wrong; le ballad
Moonshine e Thoughts Of You; il pop di Rainbows e il soul-rock della title track e Dreamer
a cui la Annette Peacock di X-Dreams deve
più che qualcosa. Parimenti I Love You dei
Beach Boys, rappresentò l’ultima meritevole
stagione dei ragazzi da spiaggia.Erroneamente noto come Bamboo, Bambu doveva essere
il seguito al debutto ma non se ne fece nulla,
o meglio mai in forma ufficiale (esistono bootleg di varia natura e tracklist). D a l l e n o t e
si apprende che queste tracce non sono che
registrazioni dell’epoca rimaste nei cassetti
e riordinate secondo gli appunti dall’autore,
q u in d i il mo o d r ip r e n d e P. O . B . (I Fo u n d My s e lf I n A Wild S itu a tio n , S c h o o l G i r l ) c o n s e g n a n d o c i n u me r i s o u l, L o v e S u r ro u n d s Me ,
d i c a te g o r ia s u p e r io r e e u n o s t a t o d i g ra z i a
i n e v o l u z i o n e . Purtroppo il 28 dicembre del
1983, appena trentanovenne, Dennis annegherà in quel di Los Angeles forse preda del
maledetto alcool, lasciando incompiuta più di
una faccenda. Per chi lo volesse conoscere, vi
lasciamo con le sue parole: “Se volete sapere
di me, basta ascoltare la mia musica”.
G i a n n i Av e l l a
SA 117
LA SERA DELLA PRIMA
CULT MOVIE: Conoscenza carnale
(di Mike Nichols - USA, 1971)
Cominciamo subito col dire che Nichols è il
famigerato regista de Il Laureato (1967), qui
alla sua quarta regia che l’avrebbe condotto,
attraverso altri successi di cassetta degli anni
‘80 come Heartburn – Affari di cuore e Una
donna in carriera, ad un’inflessione di qualità
e di successo nei ‘90 (Wolf) fino al famigerato
Closer, con la Portman spogliarellista in parrucca rosa, disarmante ma ambigua e la Roberts fotografa dal lessico alquanto sciolto. Un
contributo importante a Conoscenza carnale
lo diede Jules Feiffer, cartoonist che firmò la
sceneggiatura del film nel 1971, conosciuto
in Italia per le strips pubblicate da Linus “Il
complesso facile” o “Passionella”, Anche Nichols contribuì utilizzando la sua esperienza
in teatro, insieme alla moglie Elaine May, con
la quale durante tutti gli anni ‘60 aveva firmato aspri dialoghi sulle scaramucce delle guerre
sessuali, approdati in alcune importanti produzioni di Broadway. Conoscenza carnale è un
Closer in stile 70s, con la stessa componente
scandalistica del linguaggio “escatologico” –
come allora fu definito facendo grande scalpore e contribuendo al successo del film in ambito giovanile - e con in più una dose di tristezza
cosmica. Il film racconta a spizzichi e bocconi l’amicizia di due “uomini medi americani”
(come in tutti i suoi film, tipica middle-class,
ragionevolmente benestante, vagamente liberale, moralmente sofisticata), Sandy e Jonathan,
dagli anni del college, i tardi ‘40, fino alla realizzazione della maturità nei ‘60. È diviso in tre
parti che digradano per lunghezza, e sono tutte
accomunate dal denominatore sessuale: il primo
episodio è un classico triangolo in cui una giovane ragazza, Susan, è attratta e indecisa fra i
due amici diametralmente opposti, il secondo
concentra una fase molto più ampia della maturità nel rapporto fra Jonathan e Bobbie, l’unica
donna che lo riesce a incastrare, il terzo è un
epilogo sulla virilità perduta di Jonathan che
fa da chiusa morale ad una parabola sempre
più discendente. Del film appare prima di tutto
evidente l’intenzione intimista di Nichols - in
pieno spirito da controcultura, ciò che è dentro
deve essere portato fuori - che si compone di
primi piani degli occhi sfiduciati e del sorriso
strafottente di Jack Nicholson (Jonathan), che
contengono tutta la rabbia trattenuta (più che
la rivolta o la ricerca delle ragioni) di quella
generazione; secondo, il profondo moralismo
del film, che denuncia, anche se con partecipazione, un’incapacità assoluta di intrattenere
rapporti durevoli, soddisfacenti, sani, in grado
di trattenersi come punti fissi di fronte a tutto il logoramento quotidiano, alle rotture e alle
stressanti schizofrenie che ognuno dei personaggi sente verso il proprio oggetto d’amore. Le
aspettative (i propri ideali) non coincidono mai
con l’altro che appare limitato ma, soprattutto,
è la paura su di sé, di non essere adeguati, non
all’altezza, che porta a chiedere più che a dare
per avere conferme. Con l’inevitabile risposta
dell’altro che ad un certo punto vuole mettere la
bilancia in pari e si mette a chiedere a sua volta
e smette di dare... Ma questo lo vedrete nel film
se avrete abbastanza stomaco da volerlo ritira-
donna molto moderna è Bobbie, meravigliosa e
pettoruta Ann Margret, volgare e dolcissima,
di burro e lacrime. Femmina al cento per cento
che vuol vivere libera ma non ha paura di amare, anela ad un porto sicuro anche lei ma con la
persona sbagliata. Infine c’è Cindy (in Italia è
diventata Jenny), virilmente dotata di caschetto nero, come la più classica iconografia delle
man-eater, che è l’unica ad uscire dal marasma e a cadere in piedi, suo malgrado, però,
perché il suo maschio, di fatto, l’ha mollata.
Jonathan, infine, che a differenza dell’amico
non è riuscito a spostarsi di un millimetro dalla sua condizione di viriloide, deve ricorrere
non al sesso (che ancora sarebbe logico) quanto all’amore mercenario, rappresenta ciò che si
direbbe in senso spregiativo il “femminino”.È
stato detto dalla critica di allora che questo
re fuori.Il film ha, come tradizione, una focale completamente al maschile ma, rispetto alla
fase classica in cui il re non perdeva la corona,
qui siamo in piena detronizzazione. Di fronte
alla confusione totale del maschio americano e
della sua perdita di virilità sessuale ci stanno tre
diverse idee di donna. Susan è il perfetto esemplare della donna che soffre della sindrome Ingrid Bergman (che sale sull’aereo perché sa di
non poter fare la vita che Bogart le può offrire):
va a letto con Jonathan che non le ispira un’oncia di fiducia e quando lui, spirito ramingo, le
pone l’ultimatum (lo stesso che gli verrà posto
da Bobbie e che, logicamente, lo farà andare
in bestia) lei chiude tutto perché è una donna profondamente borghese, intelligente ma
inquadrata. Chiaramente sposa l’altro. L’altra
film di Nichols era il più personale rispetto ai
precedenti. La considerazione riguarda principalmente il linguaggio filmico che in quegli
anni era in totale fase di revisionismo. Mentre
Il Laureato peccava un po’ troppo di ellissi e
di narrazione a strappo in Conoscenza carnale il problema dello stile emerge per trovare
maggiore chiarezza. Ci sarebbe molto da dire,
per esempio, sulla scelta figurativa dell’oscurità della fotografia (di Rotunno, molte scene in notturno, poca illuminazione) che deve
rendere l’idea del claustrofobico incastro del
personaggio dentro le diverse situazioni. È interessante nell’episodio tra Bobbie e Jonathan
il sistema di rispecchiamento sia stilistico che
tematico per dare l’idea della degenerazione di
un rapporto d’amore: lo stesso movimento di
camera che li scopriva a far l’amore più avanti
verrà usato per seguire Bobbie che mestamente
si trascina con il vassoio della cena in mano
verso la camera. Dal punto di vista stilistico
forse una delle scelte più in clima 70s di Nichols è quella del fuoricampo. Ce ne sono tre,
tutti accompagnati dalle voci-off e nonostante
siano stati molto criticati dalle riviste francesi
per superfluità, rendono bene l’idea del senso
di esclusione dei personaggi da una giostra di
complicità in cui gli altri sono coinvolti e che
è estranea al personaggio inquadrato. Le ellissi,
comunque, sono troppe e abbonda il simbolismo
dell’immagine lirica della pattinatrice (come
ossessione della femmina angelicata) spesso
a detrimento dello svolgimento narrativo. Ma
nella New Hollywood di quegli anni, influenzata dagli underground filmakers e dal fascino
della strada, raccontare una storia non era più
l’obiettivo di nessuno. Il film allora non piacque per nulla, sicuramente per lo stesso motivo
per cui oggi non piacerebbe Closer: perché sono
entrambi film disturbanti, la loro ossessione
pansessuale (espressione 70s) mette a disagio
le persone che non hanno la benché minima
intenzione di vivere con qualcuno che suggerisce la loro insicurezza, l’idea di fare l’equilibrista sempre sul punto di cadere insieme alla
propria compagna/o. La cosa appare con tutta
evidenza se si pensa che la visione del sesso
che dà il film è addirittura da condanna cristiana con la prima conoscenza carnale come
una sorta di vaso di Pandora che non si riesce
più a chiudere. Anche questo, però, è in pieno clima post-sessantottino. La sensazione che
la liberazione sessuale e l’assenza di vincoli
avesse fatto più danni che benefici continuava a serpeggiare tra gli intellettuali e, per di
più, la gente cominciava a sentire la nausea
dell’obbligo conformistico della scopata libera. Questi discorsi sono di certo datati (anche
se Closer, che li ripropone rinnovati solo nella
forma, sembrerebbe darcene un assaggio di attualità tra chat porno e peep show) ma ciò che
invece, di certo, funziona nella sua modernità
sono le maschere di negoziazione nel rapporto
uomo-donna cui si è sempre costretti: ancora
le stesse paure, ancora le stesse idealizzazioni, sempre la stessa ingenuità, incastrati fra
l’adolescenza e una maturazione che sembra
impossibile.
Costanza Salvi
SA 119
LA SERA DELLA PRIMA
La zona
Juno
( d i R o d r i g o P l à – M e ss i c o / S pa g n a ,
2007)
(di Jason Reitman - Usa , 2007)
J u n o è p r i m a d i tutto un evento che ha a git at o l o st a g n o d ei media. U na chiassosa onda
m ed i a t i c a c h e ha percorso e poi conquista t o t u t t i i c a n a l i di comunicazione, compr e so
i l p a ssa p a r o l a . Talm ente a tem a con a lc un e p a r o l e d ’ o r dine della scom binata politica it a l i a n a c h e un giornalista fam os o, dopo
aver v i st o so l o il prim o quarto d’ora – a ltr im e n t i n o n s i capirebbe come mai, dato che
l a st o r i a sf i o r a senza intercettare il dr a mm a d e l l ’ a b o r t o – ha issato il film come il
v es si l l o d e l l a causa pro-life. U na ma nna c he
g l i u o m i n i d i marketing sognano per tutta la
v i t a : a v e r e u n film -evento tra le man i c he si
r e n d e p u b b l i c o da sé, che genera plauso e
d i s c u ssi o n e i n torno, che rotola incontr a sta t o s u l l a sc e n a globale dei m edia, dirotta ndo
l ’at te n z i o n e u n iversale sul proprio pa ssa gg i o . J u n o è i l g e nere di film che taglia in due
l a s o c i e t à c h e visita. In un colpo, gene r a un
d i s c r i m i n e t r a chi l’ha visto e chi no , e a lim e n t a u n d i s p ositivo capace di dare ordine
e s ta b i l i r e u n a gerarchia tra le persone che
p ren d o n o p a r t e ad una discussione. Pe r que s t o a l p r i m o passaparola si sono so stituite
l e c o d e a l b o t teghino. L a forza e la pote nz a
d el f i l m - e v e n t o ha avuto la m eglio sul f ilm
i n sé . E l a c o sa è particolarmente sospe tta .
Th a n k Yo u F or S mokin g, il film pr e c e de nt e d i J a so n R eitman, aveva avuto un’ a c c og l i e n z a si m i l e , e per un lungo period o si e r a
g u a d a g n a t o l ’ aura del film da non perdere.
E q u e st o si g n i fica due cose: 1) R eitma n è un
f u r b a c c h i o n e che gioca a fini commerciali
con i n e r v i sc o perti del m ondo occid e nta le .
Vi ce v e r sa , e sp eriam o sia la risposta giusta :
2 ) R e i t m a n è un regista che percepisce la
real t à m e n t r e gli altri la percepisc ono, un
u o m o p e r f e t t a mente consapevole de llo ze it g eist , l o sp i r i to del proprio tempo, d e i c onfl i t t i c h e l o a n imano e lo lacerano. Tutta via :
Jun o è i l f i l m che avrebbe diretto Gus Van
S a n t se f o sse s tato in vena di battute sboc cat e e c o r r o si v e, e possedesse una regia più
con v e n z i o n a l e – i carrelli a seguire la nuc a
d ei p r o t a g o n i sti, in fondo, sono il suo ma rchi o d i f a b b r i c a. O a guardare bene: J uno è
i l fil m c h e a v r ebbe girato Wes A n d e r son se
fo s s e st a t o u n regista lineare m a non c e nt r i f u g o , c o n u na passione per l’assurdo ed
il paradosso che scavalca i c o n f i n i d e l l a
c omme dia . I nsomma , J uno è la d imo s tr a z io ne c he a nc he i pic c oli f ilm ind y , s i t u a t i i n
un mondo ultrapop, c on la c olo n n a s o n o r a
low- fi, chitarra e voci da count r y - f o l k ( c h e
f a a nc or a più indy: se ntir e /ve d e r e Bub b le
di Sode r be r gh pe r c r e de r e ) , p o s s o n o a r r ivare a dire cose importanti ed a s t a m p a r e
nell’immaginario collettivo pe r s o n a g g i d i
spessore. Juno è un’adolescente che fa bene
al nostro tempo - una ragazzina passata dentro un cartoon per adulti che ci ricorda quanto sia decisiva la libertà di scegliere, quanto
conti il libero arbitrio, il coraggio di decidere, all’interno di una società irrigidita che
ha già previsto le uniche mosse possibili. Ed
ha questo di generoso, Juno: riporta l’ironia
al rango di una forza sociale capace di sovvertire gli assetti e le abitudini, di crepare il
muro delle certezze, di fornire nuove chiavi
di accesso alla realtà. Sembra poco, eppure
è moltissimo, nel tempo in cui la risata è un
bene di consumo televisivo buono a riempire
il vuoto tra gli spazi pubblicitari.
G i us e p p e Zu c c o
L a Z o na è u n f ilm c h e n o n f a s c o n ti a n e s s u n o . Se mb r e r e b b e r a c c o n ta r e u n a min u ta e d
imma g in a r ia p o r z io n e d e l M e s s ic o , e v ic e v e rs a s a lta c o mp le ta me n te i c o n f in i g e o g r a f ic i,
p u n ta n d o il d ito c o n tr o il mo n d o o c c id e n ta le
nel suo complesso e nella sua complessità.
Co n u n ’ o p e r a p r ima c h e s o r p r e n d e p e r r ig o r e e d in te n s ità , a l p u n to d a g u a d a g n a r s i I l
L e o n e D e l Fu tu r o , il p r e mio c h e a Ve n e z ia
ma r c a il r e g is ta p iù p r o me tte n te , R o dr ig o
P là f ir ma u n la v o r o d i fa n ta s c ie n z a s o c ia le
– s e c o s ì p o s s ia mo q u a lif ic a r e q u e ll’ in s ie me
d i f ilm c h e is p e z io n a n o , r ie la b o r a n o , r a d ic a liz z a n o e p o i e s ib is c o n o a lc u n e in q u ie ta n ti te n d e n z e p r e s e n ti a ll’ in te r n o d e lle s o c ie tà. In questa categoria reperiamo film come
D o g v ille , d i Vo n Tr ie r , o L’ inv a s io ne d e g li
ultr a c o r p i, d i Sie g e l, o Fa hr e nhe it 4 5 1 , d i
Tr uf f a ut . Film a p e r ta me n te a p o c a littic i, in cubi ad occhi aperti, a metà tra tragedia ed
h o r r o r, c h e r iv e la n o c o s a p o tr e b b e r o d iv e n tare le società se confermassero e più tardi
e s tr e miz z a s s e r o a lc u n i a s p e tti n o n p a r tic o larmente democratici. Ovviamente, questi
film mettono in scena un futuro prossimo,
o u n lo n ta n o p a s s a to , e p iu tto s to c h e g io c a r e c o n il r e a lis mo , p r e f e r is c o n o a c c o s ta r e le f o r me d e ll’ a lle g o r ia o d e lla m e ta fo ra, facendo vedere tutto in chiave fantastica
- ta n to c h e i f ilm, a lla f in e , s o mig lia n o a d
u n m o n ito : u n ’ imma g in e f a c ilme n te r in tr a c c ia b ile n e lla me mo r ia , a d a tta a g u id a r c i s e
q u a lc o s a d e l g e n e r e d o v e s s e p r o p o r s i. M a
Plà v ir a f e lic e me n te v e r s o le f o r me d e l r e a lis mo , e c o s tr u is c e u n a s to r ia c h e s i r a d ic a
nel nostro presente. Senza neanche lavorare
tanto di immaginazione, il regista inquadra
la Zo n a , u n q u a r tie r e c u r a to e p u lito , c la mo rosamente immacolato, del tutto fuori luogo
rispetto ad una Città del Messico disegnata
c o me u n g ir o n e d e ll’ in f e r n o : n e r a , tr is tis s ima , c o n mo z z ic o n i d i c a s e imp ila te in u n te tr is in e s tr ic a b ile c h e s ’ ir r a d ia o v u n q u e . L a
Z o n a e s is te p e r c h é u n mu r o d iv id e il q u a rtie r e d a l r e s to d e lla c ittà e d u n a p a ttu g lia d i
vigilanti sorveglia il confine attraverso gli
occhi delle telecamere. Solo che il giorno in
c u i tr e g io v a n is s imi s i in tr o d u c o n o p e r r a p in a r e , l ’ a l t i s s i m a b o rg h e s i a c h e a b i t a l a Z o n a ,
s e n z a r ic o r r e r e a lla le g g e , d e c i d e d i fa rs i
giustizia da sola, uccidendo due ragazzi e
p r o c e s s a n d o n e il te r z o , i n u n fi n a l e n e ri s s i mo c o me il s a n g u e c h e s i s e c c a e n o n v a p i ù
v ia . G ir a to a ma n o , liv i d o d e l c o l o re d e l l a
c e n e r e , La Zo n a è u n d u ri s s i m o a t t o d i a c c u s a a l n o s tr o mo d o d i v i v e re e p e rc e p i re g l i
A ltr i. È il f ilm c h e r iv e l a i l m i t o d e l l ’u o m o
o c c id e n ta le : il m e rc a to a p e r t o e l a s o c i e t à
c h iu s a , d o v e a p e r c o r r e r e l e d i s t a n z e s o n o
s o l o l e m e r c i e d i f l u ss i f i n a n z i a r i , m e n t r e
s u i c o n f in i imp e n e tr a b i l i , ri t a g l i a t i v i a d a l la b e a titu d in e , p r e mo n o l e m a s s e d e i d i s p e rati.Ed il cinema di Plà ha questo di feroce:
c h e è u n a f a n ta s c ie n z a p ro s s i m a a d a v v e ra rs i. E d il s e n s o d i p r o s s i m i t à s g o rg a d a l l ’u s o
s a p ie n te d e l lin g u a g g io c i n e m a t o g ra fi c o : l a
c o n tig u ità tr a le in q u a d ra t u re m o s s e d a d o c u me n ta r io e le imma g i n i a s e t t i c h e d e l l e t e le c a me r e d i s o r v e g lia n za re n d o n o l ’i d e a c h e
tu tto s tia a v v e n e n d o a d e s s o , s o t t o i n o s t r i
o c c h i. O c c h i c h e , d o p o i t i t o l i d i c o d a , h a n n o p e r s o la lo r o in n o c e n z a : h a n n o g i à v i s t o
cosa sarà, cos’è nel presente, un mondo di
mu r a e s a n g u e .
G i us e p p e Zu c c o
SA 121
I cosiddetti COntemporane
LEONARD BERNSTEIN
Un uomo doppio
P e r s o n a l i t à e ccentrica, fuori dagli schemi eppure così a suo agio nel mondo
d el l’ e st a b l i sh ment, Leonard B ernste in riusc ì ad e ntrare ne l c uore di tutta l’ Ame r ic a
c o n u n l i n g u a ggio complesso ma immediato. Noto soprattutto per il celebre mu s i c a l
We s t S i d e S t o r y, il musicista fu anche uno dei più importanti direttori d’orches t r a d e l
N o v e c e n t o e s eppe tenere insieme attenzione verso il folklore americano e atteg g i a m e n t o
a van g u a rd i st a . Testo: D aniele F ollero
“ De v o a m m e t t e re che è un problem a e sse re
i n s ie m e d i re t t ore e com positore; non se mb r a m a i d i a vere abbastanza energia per
e n t r a m b e l e c ose. […]E’ come ess ere due
u o m i n i d i v e rsi chiusi nello stesso co rpo: un
u o m o è i l d i re ttore e l’altro il compositore.
[ … ]. E ’ c o m e essere un uom o doppio ” ( Le on a rd B e rn st e i n )
S i d e f i n i v a p r oprio così, un “uomo doppio”,
L e on a r d B e r n stein. Così come considerava
G u st a v M a h l er, l’artista al quale si se ntiva
p i ù e m p a t i c a mente legato, proprio alla luc e
d i q u e st a d o p pia personalità. L a persona lità
d i c h i c r e a e d interpreta, dirige ed esegue.
Bern st e i n a v e va molti motivi per spe c c hia rs i i n M a h l e r e (con un pizzico di pr e sunz i o n e , t r a t t e n uta dentro di sé) ritenersi un
s uo d e g n o su ccessore. C om positore , pe r son agg i o f a m o so, direttore di alcune tr a le più
cel e b r i e st i m ate orchestre del mondo, tr a le
q u ali l a N e w York Philarmonic O rchestr a , la
s t essa c h e , m e z zo secolo prim a, aveva visto
s ul p o d i o p r o p rio Mahler. Ma ancor più c he
p e r l a b r i l l a n t e carriera di direttore, che lo
h a p o r t a t o a l a v orare con gente come M ar ia
Cal l a s, G l e n n G ould e Josè C arre r as, il
no m e d i L e o n a rd B ernstein è legato a Br oa d w a y e a l m u s ical, con un capitolo, quello di
West S i d e S t o ry che ha segnato per sempre
l ’i m m a g i n e d e l com positore e dell’uomo.
N at o n e l 1 9 1 8 a L aw rence, nel Mas sa c huss e t s d a u n a f amiglia ebrea proveniente da
R o v n o , i n U c raina, a causa delle insiste nz e d i u n a n o nna molto tradizionalista, fu
ch i a m a t o L o u i s, ma l’abitudine presto a r r ivò a so st i t u i r si all’ufficialità e il suo nome ,
al l ’e t à d i 1 6 a nni fu definitivam ente c a mbi ato i n L e o n ard. Figlio di un uomo d’ a f -
fari, reticente alla carriera m u s i c a l e d e l
f iglio, “ Le nny” , nonosta nte il p o c o e n tu s ia smo de i ge nitor i, si dimostr ò u n o s tu d e n te mode llo. Cominc iò a studia r e p ia n o f o rte a die c i a nni e , la ur e a tosi a d H a r v a r d c o n
Walt e r Pist on, si iscrisse succ e s s i v a m e n t e
a l Cur tis I nstitute of Music , do v e r iu s c ì a
str a ppa r e il ma ssimo de i voti a l s e v e r o F r it z
Raine r , c ol qua le studiò dir e z io n e d ’ o r c h e str a . Le sue pa r tic ola r i doti d’ in te r p r e te , lo
portarono presto ad avere inca r i c h i d i u n a
c e r ta r e sponsa bilità . Ne l 1940 s e g u ì S e r g e
Kousse vit z ky al Tanglewood M u s i c C e n t e r,
pa tr oc ina to da lla Boston Symph o n y O r c h e str a , dive ne ndone pr e sto l’ a ssis te n te . M a è
nel 1943 che avviene il grande s a l t o v e r s o
la c e le br ità . A soli ve ntic inque a n n i, in f a tti, f u nomina to dir e ttor e sostitu to a lla N e w
Yor k Phila r monic Or c he str a , a llo r a g u id a ta da l gr a nde Br uno Walt e r e, p r o p r i o u n
forfait del Maestro all’ultimo m o m e n t o , l o
por tò pe r la pr ima volta sul po d io d e ll’ o rc he str a sta tunite nse , ina ugur a nd o u n s o d a liz io c he se gne r à in ma nie r a inde le b ile la s u a
c a r r ie r a . I n pr ogr a mma , il Don C his c io tte d i
St r auss, c he il giova ne non a ve v a ma i d ir e tto. In questi casi, il famoso de t t o “ o l a v a
o la spacca” sembra il più app r o p r i a t o p e r
una situazione del genere. E l u i “ s p a c c ò ”
nel vero senso della parola, gua d a g n a n d o s i
gli e logi di tutti, da gli or c he str a li, a l p u b blic o e la c r itic a .
West Side Story, ovvero l a celebrità
Que lli de lla se c onda gue r r a mo n d ia le s o n o
a nni c r uc ia li a nc he pe r il Be r ns te in c o mp o sitor e . On The Town se gna l’ inizio d e lla s u a
proficua attività sulle scene di B r o a d w a y,
che culminerà, poco più di diec i a n n i d o p o ,
n e i c a p o la v o r i Ca nd id e ( 1 9 5 6 ) , t a g l i e n t e
p a r o d ia d e l ma c c a r tis mo e s o p r a ttu tto We s t
Sid e Sto r y ( 1 9 5 7 ) , il s u o mu s ic a l p iù c e le b r e in a s s o lu to , c r e a to in c o lla b o r a z io n e c o n
J e ro m e R o bbins , St e phe n So ndhe im e A rt hur La ure nt s . U n ’ o p e r a c h e , d o p o l e 7 3 2
r e p lic h e a Br o a d w a y e u n a to u r n é e f o r tu n a tis s ima , d iv e n n e p o p o la r e in tu tto il mo n d o
g r a z ie a lla s u a v e r s io n e c in e ma to g r a f ic a d e l
1 9 6 1 , c h e p o r ta v a la f ir ma d i J e r o me Ro b b in s e R o be r t Wis e . M a i f ilm mu s ic a le a v e v a
ottenuto prima tanti premi e riconoscimenti
( s o n o b e n d i e c i i G r a m m y Aw a r d s v i n t i ) . I
mo tiv i d e l s u c c e s s o d i We s t S id e S to r y , i n
u n ’ e p o c a in c u i il mu s ic a l s i e r a g ià imp o s to
c o me g e n e r e c o d if ic a to a lla r ic e r c a d i n u o v i
linguaggi, è da attribuire ad un approccio
mo lto p a r tic o la r e d e g li a u to r i, a p a r tir e d a lla scelta del soggetto, tratto da un classico
d e lla le tte r a tu r a in g le s e , Ro me o And J ulie t
d i Willia m Sha ke s pe a re . I t o n i d r a m m a t i c i ,
a v o lte tr a g ic i, d e lla s to r ia , in n e tto c o n tr a sto con i temi leggeri scelti per la maggior
p a r te d e i mu s ic a l f in o a d a llo r a r a p p r e s e n -
ta ti; u n a mu s ic a s o f is ti c a t a , ra ffi n a t a , c o l t a
eppure “popular”, l’ambientazione legata
a situazioni reali e molto scottanti (come
l’immigrazione portoricana negli U.S.A. e
la n o v ità d e lla g u e r r a fra b a n d e ), c o n fe ri rono nuova linfa e freschezza ad un genere
c h e a n c o r a o g g i a p p a r e v i v o e v e g e t o . C e rto, l’ottima versione cinematografica ebbe
u n r u o l o d i p r i m o p i a n o n e l l a d i ff u s i o n e
mo n d ia le d e lla s to r ia d e l l ’a m o re d i M a ri a e
To n y, d u e g io v a n i a p p art e n e n t i a fa z i o n i i n
lo tta ( p r o p r io c o me Ro m e o e G i u l i e t t a ), m a
è s o p r a ttu tto la mu s ic a a d a v e r t e n u t o v i v a
l a f o r z a c o m u n i c a t i v a d i We s t S i d e S t o r y.
Ca n z o n i c o me M a r ia e Am e r i c a , s o n o ri m a s te ma te r ia v iv a p e r d e c e n n i . D e l l a s e c o n d a ,
in p a r tic o la r e , c o n il s u o ri t m o i rre g o l a re
a lla Str a v in s k ij, r ic o r d i a m o l e n u m e ro s e c o v e r d a p a r te d i c e r to ro c k o rc h e s t ra l e (c h e
a Be r n s te in h a f a tto s p e s s o ri fe ri m e n t o ), t ra
c u i r ic o r d ia mo q u e lla d i K e i th E me r s o n
c o n i s u o i N ic e , c h e h a t ra s fo rm a t o i l b ra n o
in u n a v e r a e p r o p r ia s u i t e . La d o p p i a p e rsonalità di Bernstein, accompagnerà la sua
SA 123
I cosiddetti COntemporane
at t i v i t à d i m u sicista anche in questi a nni.
A l s u c c e s s o d i West Side Story corrisponde,
i n fa t t i , l a f o r tunata collaborazione c on le
i s t i t u z i o n i i s r aeliane e, in particolare, con
l ’o rc h e st r a d i Tel Aviv, che sarebb e dur a t a p e r t u t t a l a vita. Nel dopoguerra, la sua
c a r r i e r a d i d i rettore spicca il volo e delle
col l a b o r a z i o n i prestigiose di questo pe r iodo
s i pe r d e i l c o n to: nel 1951 sostituisc e Kouss e v i t s k y ( c h e due anni prima aveva diretto
l a s u a 2 n d S y mph on y); nel 1953 è il pr imo
am e r i c a n o a dirigere alla Scala (Me de a di
Ch e r u b i n i c o n protagonista la Callas); ma
p ro b a b i l m e n t e , l’evento più importante c he
l e g a s t r e t t a m e nte Bernstein alle sorti della
s t or i a d e l l a m u sica, come una sorta di “ sc op ri t o r e ” ( a l l a maniera di Mend elsso hn con
Bac h ) è st a t a la prim a mondiale de lla Se con d a S i n f o n i a di C harles Ives. C ome Me nd e l s s o h n s c o p rì il genio artistico di Bach
c e n t o a n n i d o po la sua morte, mettendo in
s cen a p e r l a p r ima volta la P assione Se c ond o Ma t t e o , c osì Bernstein, cinquant’anni
dop o l a s u a s t e su ra, faceva rivivere l’avanguardismo di Ives, assolutamente snobbato
fino ad allora. E lo fece destando entusiasmo
perfino nell’autore, ancora vivo. Del resto,
Lenny rimase sempre molto sensibile alle
nuove prospettive della musica contemporanea. Ne è testimonianza il legame artistico
con il suo amico Aron Copland, del quale
non smise mai di eseguire opere (dalle Piano
Variations al catalogo orchestrale), ma anche la sua propensione a mettersi alla prova
dirigendo musiche mai eseguite prima (come
nel caso della mastodontica Turangalila
Symphony di Messiaen).
I l p r o g r e ss i s ta p i ù a m at o d ’A m e r i c a
Ma non f ur ono que sti i motivi p r in c ip a li d e l
suo successo popolare, bensì i s u o i Yo u n g
People’s Concerts, una serie di 5 3 p u n t a t e
te le visive pe r la CBS de dic a te a ll’ e d u c a z io ne music a le de i giova ni, r ic c he d i a p p r o f o n dimenti ed esecuzioni, andate i n o n d a t r a
il 1958 e il 1972 e che lo imp o s e r o c o m e
pe r sona ggio or igina lissimo, pr e p a r a to , s e n sibile e f or te me nte c omunic a tiv o . U n p e rsonaggio che anche nella vita p r i v a t a n o n
mancava di creare interesse att o r n o a d u n
uomo f or te me nte , pr ogr e ssita , a v a n g u a r d i-
sta e controverso. Risaputamente schierato
a s in is tr a a ll’ e p o c a d e l ma c c a r tis mo ( s o v v e n z io n ò a n c h e il mo v ime n to e s tr e mis ta
d e i Bla c k Pa n th e r s ) , a p p e n a g li f u p o s s ib ile
dichiarò apertamente la sua bisessualità e
la s c iò la mo g lie , l’ a ttr ic e e mu s ic is ta Fe lic ia M o n ta le g r e , p e r v iv e r e in lib e r tà c o n
il s u o a ma n te To m Co th r a n . N o n o s ta n te c iò
riuscì a vivere una vita tranquilla. Anzi, fu
addirittura capace, nel periodo di massima
avversione degli americani verso qualsiasi
c o s a f o s s e “ r o s s a ” , d i o rg a n i z z a r e u n t o u r
e u r o p e o c o n la N Y Ph ila r mo n ic to c c a n d o
perfino l’Unione Sovietica, dove eseguì la
Sinf o nia n. 5 d i Sho s t a ko v ic a l l a p r e s e n z a
d e l c o mp o s ito r e .
Il suo modo di dirigere e di orchestrare,
brillante, limpido, sostenuto, diventò un
v e r o e p r o p r io s ig illo , c h e r e s e me mo r a b ili a lc u n e s u e e s e c u z io n i. Sig n if ic a tiv o , d a
q u e s to p u n to d i v is ta il c ic lo c o mp le to d e lle
s i n f o n i e d i M a h l e r, c h e B e r n s t e i n r e g i s t r ò
negli anni ’60. Nelle sue mani, le pagine del
compositore tedesco, trovano nuova luce,
v e n g o n o a llo s c o p e r to in u n a v e s te a p p a riscente, quasi fiabesca in alcuni tratti. Il
compositore colorato, appariscente, autore
d i mu s ic a l, p e n e tr a n e lla f itta r e te d e ll’ in timismo mahleriano con spettacolare verve
e lo trasforma dall’interno, aggiungendo
s e n z a s o ttr a r r e , r is a lta n d o s e n z a n a s c o n d e r e . N o n è u n c a s o c h e le s u e in te r p r e ta z io n i
d iv e n n e r o p r e s to d e i p u n ti f e r mi n e lle e s e c u z io n i d e lla mu s ic a d i M a h le r p e r tu tta la
s e c o n d a me tà d e l N o v e c e n to .
U n c a p ito lo a p a r te me r ite r e b b e il s u o a s p e tto p iù n a s c o s to e tr a s c u r a to , c h e r ig u a r d a le
c o mp o s iz io n i s tr u me n ta li e il c a ta lo g o o p e r is tic o . L a r a g io n e d i q u e s ta z o n a d i p e n o mbra all’interno dell’opera del compositore di
L a w r e n c e è s e n z ’ a ltr o d a a ttr ib u ir e in la rg a
parte al successo di alcuni dei suoi musical,
che oscurò molti dei suoi lavori orchestrali.
D a i b a lle tti Fa nc y Fe e ( 1 9 4 4 ) e F a c s im ile ( 1 9 4 6 ) , a lle o p e r e s in f o n ic o - c o r a li ( Kid d is h – 1 9 6 3 ; Chic he s te r P s a lms – 1 9 6 5 ) ;
d a lle s in f o n ie a lle o p e r e in 1 a tto , Tr o u b l e
in Ta hiti ( 1 9 5 2 ) e A Q uie t P la c e ( 1 9 8 3 ) , la
produzione dello Bernstein compositore si
r ic o n o s c e p e r u n o s tile e c le ttic o v ic in o a l
neoromanticismo e poco disponibile verso
lo sperimentalismo post-weberniano e per
una spiccata sensibilità verso il folklore
americano.
Il 25 dicembre del 1989, dieci mesi prima
d i mo r ir e , n e ll’ a mb ito d e l l e m a n i fe s t a z i o n i
p e r f e s te g g ia r e la c a d u t a d e l M u ro d i B e rlin o , Be r n s te in d ir e s s e l a N o n a S i n fo n i a d i
Be e t ho v e n. P e r l ’ o c c a s i o n e , n e l t e s t o d e l
f a mo s is s imo I n n o A lla G i o i a d i S c h i l l e r,
la parola “gioia” fu sostituita da “libertà”
( Fr e ih e it, in te d e s c o ) . E’ B e e t h o v e n a d a c compagnarlo simbolicamente negli ultimi
mesi della sua vita. La sua ultima volta sul
p o d io , n e ll’ a g o s to d e l 1 9 9 0 , a l l a g u i d a d e l l a
Bo s to n Sy mp h o n y O r c h e s t ra , c h i u d e i l c e rc h io d e lla c a r r ie r a d i u n g ra n d e a m e ri c a n o ,
n e l s e g n o d e lla tr a d iz io n e . In p ro g ra m m a l a
Se ttima Sinf o nia d i Bee t h o v e n , l a c u i e s e c u z io n e , p e r p r o b le mi d i s a l u t e , fu i n t e rro t ta a n z ite mp o , c o me f o s s e u n a s o rt a d i o p e ra “incompiuta”. Al Maestro restavano due
soli mesi di vita per combattere contro il
s u o e n f is e ma p o lmo n a re . M o ri rà i l 1 4 o t to b r e n e lla “ s u a ” N e w Yo rk , c i t t à c h e l o h a
a d o tta to e d e lla q u a le l u i s t e s s o è d i v e n t a t o
u n o d e i s imb o li.
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