bandas de midis sonoras

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bandas de midis sonoras
Expediente
Revista Roland Brasil
Música
para uma vida melhor
De um jeito ou de outro, a música faz parte de nossas vidas. A importância varia de
pessoa para pessoa, mas não há dúvidas de que, a cada dia, um número crescente
de indivíduos passa a ter acesso à arte dos sons.
Graças aos avanços da tecnologia – principalmente internet e recursos digitais
como mp3 (os arquivos e os tocadores) – nossa capacidade de escolha aumentou
de forma nunca antes experimentada. Por meio da rede mundial, podemos selecionar a música que mais nos agrada e montar nossa própria coleção. São milhares
de arquivos à disposição para “baixar”. Aqueles não tão aficionados pela internet
podem, simplesmente, digitalizar suas faixas preferidas, carregar a discoteca no
bolso e ouvir sua música predileta a qualquer hora ou lugar. Além disso, sites como
YouTube e MySpace são, também, fontes inesgotáveis de música – seja para lazer,
estudo ou trabalho. E com uma vantagem: vídeo.
Tudo isso nos faz pensar e afirmar: música é uma
Presidente
Takao Shirahata
Gerente Geral
Celso Bento
Editor
Nilton Corazza
Conselho Editorial
Takao Shirahata, Celso Bento
e Samantha Albuquerque
Redação
Rafael Furugen
Colunistas
Maurício Domene e Turi Collura
coisa boa! Melhor ainda, porém, é quando passamos
da condição de passivos para ativos, ou seja, de fazer
em vez de somente ouvir.
A experiência de tocar um instrumento é bem
diferente da que se experimenta ao escutar. Somos
movidos pela dinâmica de esforço e recompensa.
A cada dia, aprendemos um pouco mais do instrumento e evoluímos. No começo, o esforço é maior do que
a recompensa, mas isso, aos poucos, muda. É quando
tomamos gosto pela coisa.
No início, a Roland produzia equipamentos mais voltados para o músico profissional e, nas mãos de artistas
e produtores, a marca foi ganhando os palcos e os
Colaboradores
Alex Lameira, Amador Rubio,
Gino Seriacopi, Pakito,
Sergio Motta, Sergio Terranova,
Leandro Justino, Maurício Martins,
Michel Brasil, Pedro Lobão,
Raphael Daloia Neto e Renan Dias
Fotografia
Mário Moreno
Conteúdo On-line
Mário Moreno e Fernanda Arrazi
Arte/Diagramação
Detonart´s Criações
estúdios. Atualmente, com mais de 300 produtos em linha, a Roland oferece uma
ampla gama de modelos, atendendo os mais diferentes perfis de usuários. Além
de palcos e estúdios, está presente em lares, igrejas, escolas, hotéis, restaurantes
e em tantos outros lugares onde há música ao vivo.
O Brasil é um país particularmente musical e, graças à sua diversidade, há espaço
para todos os gêneros e gostos. Principalmente nos dias de hoje, quando se fala
tanto em crise, a música passa a ter uma função importante por sua propriedade
de trazer alívio ao estresse. E, quanto menos estresse, melhor a qualidade de vida.
Possibilitar que mais pessoas toquem um instrumento e tenham uma vida melhor
é uma missão que requer o empenho de toda a sociedade – governo, empresas,
associações e, obviamente, das pessoas que tocam e que podem incentivar e
influenciar positivamente outras.
A música, com certeza, tem muito a contribuir para uma vida melhor, mais alegre
e divertida.
J. Takao Shirahata – Presidente, CEO – Roland Brasil
2
Música e Imagem
Impressão/acabamento
Oceano Indústria Gráfica e Editora
Jornalista Responsável
Nilton Corazza (MTb 43.958)
Música & Imagem
Revista Roland Brasil na internet
www.musicaeimagem.com.br
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[email protected]
Visite nosso Site
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Os editores não se responsabilizam
por opiniões emitidas por
colaboradores em artigos assinados.
Não é permitida a reprodução total
ou parcial das matérias publicadas.
Índice
06
30
carTas
Boss Me-70
O multiefeito topo
de linha da marca
Espaço para opiniões
e sugestões dos leitores
08
34
v-piaNo
TurNÊ
Os eventos que contaram com
a participação da Roland Brasil
Piano digital com alma de
instrumento acústico
11
38
Td-4K
MuNdo rolaNd
A presença da
Roland Corporation na mídia
A expressividade aprimorada e os
recursos inovadores do novo kit V-Drums
12
42
v-sTudio
perFil
Fernandinho Beat Box e a parceria
com o loop station BOSS RC-20xl
Solução integrada de hardware e
software para produção musical
14
clÁssicos
Roland D-50: o precursor de uma
nova era dos instrumentos musicais
16
Novos produTos
Os lançamentos da Roland
Corporation na Winter NAMM 2009
24
iNTeraÇÃo
A praticidade e a simplicidade
do Visual Sampler P-10
26
capa
Iggor Cavalera e seu setup eletrônico
4
Música & Imagem
44
perGuNTe
ao
especialisTa
As respostas para as dúvidas
mais frequentes
48
carreira
As opções profissionais
para os músicos
49
educaÇÃo
A necessidade de repensar o
ensino musical a todo o momento
50
FroNTeiras
A influência da música e do piano na
vida do executivo Norton Glabes Labes
Música & Imagem
5
Cartas
DEALERS MEETING 2008
ENDORSEE
ONDE COMPRAR
Caros amigos da Roland, escrevo para
Caros senhores da Roland, meu nome é Mário Fierro e
Adquiri a revista Música & Imagem
parabenizá-los pelo evento, quantidade
sou guitarrista da banda Couve Refogada, de forró core,
(ano1 - ed.01) e achei ótima. Como
de lojistas e, claro, pela revista Música
que faz muito sucesso na região Nordeste e tem vários
posso obter as seguintes? Elas esta-
& Imagem. Tenho certeza que dará um
shows agendados. Gostaria de saber como faço para ser
rão nas bancas?
impulso na comunicação da empresa e
endorser da BOSS e poder usar os equipamentos dessa
explicações dos produtos para o setor.
marca nas apresentações.
Valdemir Henrique Barbosa
(por e-mail)
Parabéns novamente.
Mário Fierro
Caro Valdemir, agradecemos os elo-
Daniel Neves
(por e-mail para a Roland Brasil)
gios. A revista Música & Imagem é
Editora Música & Mercado
A Roland Brasil não possui programa de endorsement.
uma publicação semestral da Roland
Esta é uma política internacional da Roland Corpora-
Brasil distribuída gratuitamente por
MAIS DEALERS MEETING
tion adotada por todas as joint ventures. A companhia
seus dealers, além de escolas de
Gostaria de parabenizá-los pelo projeto
promove seus produtos por meio de seus websites
música e estúdios. O modo mais fácil
Música & Imagem e pelo belo evento
oficiais, além de eventos e workshops. Eventualmente,
de ter acesso a ela é procurar um
da noite de lançamento. Caso dese-
a empresa pode firmar parcerias específicas com artistas
revendedor Roland ou visitar o site
jem alguma matéria referente à área
que possuam comprometimento ao longo dos anos com
www.musicaeimagem.com.br.
em que atuo (educação/administração
equipamentos Roland, BOSS, RSS, Rodgers, Cakewalk e
educacional), coloco-me à disposição!
Edirol. Esses acordos não envolvem doações de produ-
REVISTA
Sucesso!
tos em troca da simples utilização dos mesmos. Nossa
Ouvi dizer que a Roland está fazendo
Valéria G. Forte
política de relacionamento é uma relação de admiração e
uma revista. Como apaixonado pela
Editora Som
respeito mútuos. Caso você queira ser parceiro da Roland
marca, adoraria ter mais informações
Brasil, por favor, envie material contendo CDs ou DVDs
sobre teclados e equipamentos. É
MÚSICA & IMAGEM
com performances atuais, foto recente (de preferência
difícil, por exemplo, saber os recursos
C
Gostei da iniciativa da Roland em criar
atuando como músico), biografia (de, no máximo, uma
de um modelo antigo para comparar
M
uma revista para seus produtos com
página), currículo com informações sobre cursos e tra-
e ver se vale a pena comprá-lo. Vocês
ótima apresentação e muito bem-
balhos relevantes, carta de intenções e lista de produtos
podem me dizer alguns sites em que
cuidada editorialmente. Veio com a linha
Roland, BOSS, Edirol, RSS, Cakewalk ou Rodgers que
eu encontre esse tipo de assunto?
de equipamentos da empresa, porém
possua atualmente. O endereço é:
mesclada com seções que motivam
Depto de Marketing - Divisão Musical Roland Brasil
os músicos a seguirem suas carreiras.
Rua Teodoro Sampaio, 727 – Pinheiros, São Paulo – SP
Por se tratar de uma empresa pioneira
CMY
Ficou muito longe de ser simplesmente
CEP: 05405-050
no desenvolvimento de tecnologia e
K
um catálogo. Parabéns!
Mais informações podem ser conseguidas no site
de instrumentos musicais eletrônicos,
www.roland.com.br
muitos dos produtos lançados pela Ro-
Julio Masulino
Leandro Pereira
(por e-mail para a Roland Brasil)
Y
CM
MY
CY
land transformaram-se em marcos na
Editora HMP
A Roland Brasil agradece a todos e re-
CATÁLOGOS
afirma seu compromisso de oferecer o
Olá, tudo bem? Gostaria de saber como faço para ga-
os sites que trazem informações sobre
maior número possível de informações
nhar um catálogo da Roland e, se possível, um brinde.
teclados e produtos Roland, afora pu-
aos usuários de seus produtos. Ao lado
Obrigado.
blicações, vídeoaulas e toda sorte de
E
BRINDES
indústria. Por conta disso, vários são
de empresas do mercado editorial e de
Deborah Silveira e vários outros
materiais. Nossa revista, por sua vez,
revistas como Música & Mercado, No
(por e-mail para a Roland Brasil)
tem como meta instruir o leitor sobre
Tom e Cover Guitarra, para citar apenas
Prezada Deborah, basta informar seu endereço completo
todos os recursos e possibilidades
algumas, nosso objetivo é contribuir
e a área pela qual tem interesse para receber nossos ca-
dos equipamentos, sejam novos ou
para o desenvolvimento da música em
tálogos. Envie esses dados para [email protected]. Além
antigos. Pensando nisso, indicamos
nosso País e o bom uso de equipamen-
disso, acreditamos que a revista Música & Imagem seja
fontes de consulta na seção Mundo
tos das marcas comercializadas por nós.
uma importante fonte de informação e pode ser usada
Roland (pág. 11). Mas você pode nos
Temos a certeza de que, unindo forças,
como referência para o conhecimento dos detalhes de
ajudar: basta enviar suas sugestões ou
atingiremos nosso objetivo.
nossos produtos e da utilização dos mesmos.
dúvidas para a redação. Abraços.
OBS.: As mensagens publicadas aqui tiveram os e-mails omitidos para privacidade de seus autores.
esTe
espaÇo É seu!
eNvie
suGesTÕes, crÍTicas
e eloGios eM relaÇÃo À
Música & iMaGeM revisTa rolaNd Brasil.
6
Música & Imagem
por carTa: Música & iMaGeM - revisTa rolaNd Brasil
rua Teodoro saMpaio, 727 – piNheiros, sÃo paulo – sp
cep: 05405-050
por e-Mail:
[email protected]
Música & Imagem
7
Turnê
rodGers
iNTercÂMBio
culTural
eM
BrasÍlia
Desde dezembro de 2008, a Igreja Me-
certo do organista Handel Cecílio, de
morial Batista de Brasília conta com
Belo Horizonte, que executou peças
um órgão Rodgers Trillium Masterpiece
de autores consagrados, como Henry
908. O instrumento - composto por três
Purcell, Léon Boëllmann, Johann Se-
manuais, pedaleira com 32 notas e mó-
bastian Bach, Amaral Vieira e Georg
dulo que agrega mais de 1.200 sons e
Philipp Telemann. O ministro de música
timbres – foi instalado por profissionais
e adoração da IMB, Anderson Silveira
do Centro Técnico Roland.
Motta, acredita que o novo instrumento
musical litúrgico. “Tem sido estimulan-
Em sua estreia, o modelo foi utilizado
conta com envolvente sonoridade e
te entoar hinos de louvor a Deus com
durante o culto de dedicação e o con-
está perfeitamente adequado ao estilo
o apoio dele”, conta.
No dia 19 de novembro de 2008, o público paulista teve a
toda sua capacidade interpretativa e técnica aliada aos re-
oportunidade de assistir a performance de uma das mais
cursos de alta tecnologia existente no modelo AT-900C da
talentosas organistas do mundo: a japonesa Yuri Tachibana.
linha Atelier. A organista executou tanto temas consagrados
O evento, organizado pela Roland Brasil, fez parte das
da música internacional - “Mr. Lucky”, “Granada”, “Take
comemorações do centenário da imigração japonesa,
Five” e “The Windmills of Your Mind”, entre outras – quanto
proporcionando um intercâmbio cultural entre as duas
canções de seu país de origem - “Sakura, Sakura”, “Shima
nações, além de promover um maior conhecimento em
Uta”, “Furusato”, “Ringo Oiwake” e “Yosaku”.
relação ao instrumento.
No dia seguinte, em workshop realizado no Roland Media
Yuri iniciou a carreira musical ainda muito cedo. Com apenas
Center com a presença de aproximadamente 20 convida-
três anos, começou a estudar piano. A troca de instrumento,
dos, Yuri falou sobre alguns recursos do equipamento, o
porém, aconteceu de maneira inesperada. “Decidi mudar
desenvolvimento de arranjos e a educação musical no Japão
Música
após ganhar um órgão em uma competição no colégio”,
e no Brasil. Na oportunidade, o intercâmbio intensificou-se
Criada em 1996 pelo baterista Flávio Pimen-
No fim de 2008, a BOSS firmou parcerias
e todos puderam conversar com a artista.
ta, a Associação Meninos do Morumbi uti-
com mais três artistas nacionais: os
com quatro discos lançados – dois pela Columbia Records
liza a prática musical como forma de afastar
guitarristas Sérgio Rocha e Fernando
e outros pela King Records Japan.
Como ocorreu a transição do piano para o órgão?
crianças e adolescentes das drogas e da
Miyata; e o baixista Dunga. Junta-
O primeiro contato de Yuri com o público brasileiro ocorreu
Na verdade, nunca parei de tocar piano. Apenas estudava os
delinquência juvenil. O projeto, que atende
mente com outros 16 instrumen-
durante a realização do Atelier Organ Concert. Em apresen-
dois instrumentos ao mesmo tempo. No entanto, profissio-
mais de quatro mil pessoas nas cidades
tistas, como Felipe Andreoli, Itamar
tação realizada no Teatro Copa Airlines, a artista demonstrou
nalmente, costumo fazer apresentações como organista.
de São Paulo, Taboão da Serra e Embu, faz
Collaço e Rafael Bittencourt, eles
apresentações e costuma impressionar
passam a utilizar produtos da marca tanto
Quais são suas principais influências?
o público tocando, dançando e cantando
em apresentações quanto em gravações.
São muitas. No piano, com certeza, é Chopin. Para
mais de vinte estilos diferentes como jongo,
Integrante da banda da cantora Claudia Leitte, Sérgio Rocha está
o órgão, como é um instrumento mais utilizado por
maracatu, funk, samba, maxixe e aguerê.
usando a pedaleria GT-10. “Ela reúne
orquestras, não gostaria de citar um nome espe-
Desde 2001, a Roland Brasil é parceira da
e disponibiliza todos os recursos
cificamente. Digo apenas que apresento a música
instituição. Por conta disso, crianças e ado-
de que eu preciso de forma fá-
como se fosse o maestro.
lescentes que frequentam as dependências
cil e rápida”, conta. Professor de
da entidade encontram equipamentos de
guitarra e autor de um dos víde-
Como você avalia os recursos dos órgãos Atelier
qualidade como o módulo de percussão
os musicais mais assistidos no
em relação às outras marcas do mercado?
TD-8, o conversor MIDI TMC-6, os triggers
YouTube, Fernando Miyata con-
Conheço órgãos de todas as partes do mundo e
RT-Series, o pad de percussão eletrônica
ta com dezenas de produtos
posso garantir que nenhum apresenta uma sonori-
HPD-15, o amplificador da linha V-Drums
dade tão boa quanto os modelos Roland. Por isso,
TDA-700, as caixas amplificadas KC-350 e
costumo deixar bem claro que utilizo os instrumen-
KC-550, o sistema de alto-falantes para P.A.
tos Atelier com muito orgulho.
SST-251, o subwoofer SST-351 e o mixer
extrair 100% do equipamento”, afirma.
VM-7100, além de diversos pads.
Dunga, baixista da banda que acompanha o cantor e guitarrista Lulu
explica. A organista aprimorou-se e, atualmente, conta
e educaÇÃo
Novos
parceiros
Sérgio Rocha
BOSS. “Gosto de explorar os
Dunga
timbres e, no caso de efeitos,
acho essencial fazer isso para
Qual a recomendação para o aprimoramento dos
Santos, começou a usar a pedaleira GT-10B. “Além da sonoridade,
organistas estudantes e profissionais?
o que me impressionou nesse equipamento foram as inúmeras
Minhas principais recomendações são: ampliem
possibilidades de combi-
seus conhecimentos, aprendam música de todas
nações”, explica.
as partes do mundo e assimilem o máximo que puderem de outras culturas. Seguindo esses passos,
será bem mais fácil se tornar um organista.
Fernando
Miyata
8
Música & Imagem
Música & Imagem
9
Turnê
Mundo Roland
osesp
edirol
e
rss
iav
europa
Em dezembro de 2008, a Roland participou do tradicional con-
Boss
certo de réveillon da emissora de televisão franco-alemã ARTE,
A revista Música & Mercado, com patrocínio da Musikmesse, premiou as
que exibiu ao vivo o concerto da Osesp (Orquestra Sinfônica do
melhores companhias do ramo de áudio e instrumentos do ano de 2008.
Estado de São Paulo) para 14 países europeus – França, Alema-
A BOSS recebeu o troféu Top Of Mind AI&M Brasil como a primeira mar-
nha, Bélgica, Suíça, Espanha, Áustria, Polônia, Finlândia, Portugal,
ca lembrada espontaneamente entre as lojas High na categoria Efeitos,
Dinamarca, Hungria, Suécia, Itália e Holanda – e para o Brasil, por
reafirmando a qualidade dos produtos e a grande popularidade que desfru-
meio da TV Cultura. O sinal de vídeo de alta definição (HD - High
tam entre os mais importantes lojistas e músicos. Organizado pela editora
Definition) foi gerado pela emissora paulista, que utilizou o modelo
Música & Mercado, o Prêmio AI&M Brasil 2008 fez parte dos resultados
Edirol VC-300HD para conversão em tempo real para Standard
divulgados pelo instituto Synovate Research, terceira maior empresa de
Definition (de 1080i para 480i NTSC).
pesquisas do Brasil e a sexta do mundo.
Considerada uma das melhores escolas espe-
A apresentação, que durou aproximadamente duas horas, contou
cializadas em áudio do Brasil, o IAV – Insti-
com a participação da Banda Mantiqueira e da cantora Mônica
tuto de Áudio e Vídeo –, localizado na capital
Salmaso. O repertório foi quase integralmente dedicado à música
paulista, adquiriu no começo de 2009 vários
brasileira, erudita e popular, além de peças dos argentinos Astor
equipamentos Edirol como interfaces de áudio
Piazzola e Alberto Ginastera. Entre as composições de cunho
FA-101 e teclados controladores MIDI PCR-
nacional, foram executados o Choros nº10, de Heitor Villa-Lobos,
300 e PCR-M1. A escolha dos produtos, que
trechos de Maracatu do Chico Rei, de Francisco Mignone, e “Ba-
estão dispostos no laboratório da instituição
tuque”, da suíte Reisado do Pastoreio, de Lorenzo Fernandez.
É
Top
oF
MiNd
desTaQue
No
rsG
Na rede
Mercado
Os internautas que desejam saber mais detalhes sobre as
A Roland Corporation foi
últimas novidades da RSS e da Edirol – marcas que com-
destaque na edição 39
põem a Roland Systems Group – devem acessar o endereço
de Música & Mercado.
www.rolandsg.com.br. Além de notícias, próximos eventos e
para serem utilizados pelos alunos durante o
A publicação - com con-
lançamentos, os interessados podem conhecer as especificações
aprendizado, ocorreu por causa da alta quali-
teúdo segmentado para
dos equipamentos e
dade e resistência dos equipamentos aliadas à
lojistas, distribuidores,
detalhes dos artistas
compatibilidade com o sistema Mac OS X.
revendedores e impor-
que os utilizam, além
A parceria entre Roland Brasil e IAV, que come-
tadores de instrumentos
de informações so-
çou em 2007, também rendeu frutos quando a
musicais, acessórios e
bre os revendedores.
empresa disponibilizou alguns equipamentos
equipamentos de áudio
O site também conta
RSS para modernizar o auditório da escola,
– dedicou sua matéria de capa à empresa, enfatizando
com uma seção dedi-
como a console de mixagem V-Mixer M-400,
a equipe da Roland Brasil e seu CEO, Takao Shirahata.
cada exclusivamente
além do sistema Digital Snake S-4000S e das
O artigo foi fruto da viagem de Daniel Neves, pu-
a downloads de ar-
versões compactas S-1608/S-0816.
blisher da revista, ao Japão, onde entrevistou o
quivos que aprimo-
presidente da Roland Corporation, Kaz Tanaka, e o
ram o desempenho
fundador, Ikutaro Kakehashi.
dos produtos.
acordeoN
10
No
para a
reviTaliZado
Jackson Jofre Rodrigues, natural de Gravataí, no Rio Gran-
evento e fosse convidado a apresentar-se na Europa.
DEPOIS
de do Sul, foi um dos destaques do 2º Festival Internacional
Apesar de não ter angariado um dos três primeiros lugares
O Oficina G3 - um dos principais grupos de rock gospel do País – lançou no fim de
Roland de Acordeon. Após vencer a etapa brasileira da com-
do pódio, o brasileiro - que concorreu com 16 músicos de
2008 mais um trabalho. Intitulado Depois da Guerra, o disco apresenta 14 músicas,
petição, o gaúcho chamou a atenção
vários países a um prêmio de 5 mil
além da introdução. Para a concepção desse projeto, Juninho Afram, guitarrista e
dos jurados e do público presente
euros – surpreendeu até mesmo a
vocalista da banda, contou com o auxílio do estúdio portátil digital BOSS MICRO
durante a final realizada em Roma,
organização do festival ao utilizar ele-
BR. “Utilizei para gravar algumas ideias que depois entraram no álbum”, conta.
na Itália, graças à performance ar-
mentos modernos em um instrumento
Juninho, que é parceiro BOSS desde o ano passado, utiliza outros produtos da
rebatada, carregada de elementos
até há pouco tempo considerado ul-
marca, como os pedais PS-5 Super Shifter e FBM-1 Fender ‘59 Bassman, o afinador
rock-n’-roll. A presença no palco e a
trapassado. Com isso, além de saber
TU-12 Chromatic Tuner e o sintetizador de guitarra GR-20. De acordo com o músico,
musicalidade demonstrada durante
explorar as inúmeras possibilidades do
o Oficina G3 fará shows de divulgação do novo disco, mas também estuda outros
os dois dias de julgamento foram
modelo Roland, Rodrigues comprovou
trabalhos. “Gravaremos um DVD em 2009. Apesar de não termos a data definida,
decisivas para que Rodrigues ga-
que qualquer estilo pode ser executado
o projeto já está em andamento”.
nhasse evidência no site oficial do
com o V-Accordion.
Música & Imagem
DA
GUERRA
Música &
& Imagem
11
Perfil
Hip hop
Um dos mais reconhecidos e
consagrados artistas dessa especia-
turbinado
lidade é Fernando da Silva Pereira,
o Fernandinho Beat Box. Além de
Ex-morador de rua, Fernandinho Beat Box
tornou-se um dos mais respeitados artistas
do cenário nacional
ter se destacado de maneira ímpar
nessa arte, o paulistano do bairro do
Campo Limpo incorporou à técnica
elementos de ritmos populares brasileiros, como o samba e o baião. O
Fruto dos conflitos sociais e
apelo de contestação que carrega
reconhecimento veio já no primeiro
forma de reação à violência sofrida
aliado à fácil aceitação pelos jovens
grupo de que fez parte, o Z’África
pelas classes menos favorecidas da
das periferias.
Brasil. Esse trabalho serviu de vitrine
população, o hip hop nasceu nos
Ao lado da atuação dos MCs
para que vários artistas e produtores
Estados Unidos durante a década
(mestres de cerimônias), dos gra-
o convidassem a participar de proje-
de 1960. Sua manifestação mais
fites espalhados pelos muros das
tos culturais.
comum é a música, marcada por
cidades, da dança break e da perfor-
Ex-morador de rua, frequentemen-
letras agressivas, confessionais e
mance dos DJs, uma das atividades
te participa de eventos institucionais.
acusatórias, calcadas no cotidiano
mais atrativas do movimento é o
Ultrapassando as barreiras comerciais
das ruas. O movimento cresce
beat box, em que sons de bateria,
do rap, gravou e se apresentou com
principalmente nas grandes capitais
instrumentos musicais, grooves
músicos e cantores de vários gêne-
brasileiras, como grito de protesto
de gravações, scratches e outros
ros, de Marisa Monte a Ivete Sangalo,
contra o preconceito racial e a
efeitos de DJs são simulados por
passando por Lenine, Marcelo D2 e
exclusão social. Em tempos mais
voz, boca e cavidade nasal, sem
Gabriel o Pensador. No momento,
recentes, tem servido como fer-
o auxílio de outros equipamentos
prepara seu primeiro disco-solo e tem
ramenta de integração, graças ao
afora microfone e amplificador.
usado o loop station BOSS RC-20xl
em shows e produções.
Como teve a ideia de usar outro
equipamento em seu setup além
de microfone?
Duas coisas aconteceram. Em
uma das oficinas de hip hop que pro-
Como você usa o BOSS RC-20xl?
Os amantes do hip hop tem algo contra?
Minha ideia é mostrar peça por peça: bumbo, caixa, chim-
Não. O pessoal curte. Eu vi um cara no exterior
bal. Monto o ritmo no RC-20xl e, depois de construir os loops,
distorcendo a voz com pedal de guitarra. Mas aqui
faço um rap em cima daquilo. Posso até estabelecer uma base
no Brasil, acredito que sou o primeiro a usar.
qualquer, como um raggamuffin ou um techno, e vir com um
scratch. Ou reproduzir uma banda mesmo. Gravo as bases e
improviso sobre elas.
Além do loop station, há outros equipamentos que você gostaria de colocar em
seu setup?
Há alguma levada ou groove que seria impossível fazer
sem o RC-20xl?
tempo. Acreditava que o aparelho que o francês
Comecei a me interessar por isso há pouco
Muita gente gosta de samba. E uma das coisas que todos
tinha era muito difícil de encontrar. Mas agora
rapidamente identificam e apreciam é a cuíca. Então, inicio mon-
estou usando o loop station e tendo informações
tando o surdo e, depois, vou colocando as outras peças. No fim,
de outros. Por isso quero, cada vez mais, agregar
após construir tudo, quando o pessoal está dançando, curtindo,
esses equipamentos em meus shows.
faço a cuíca para surpreender ainda mais. O povo vai ao delírio.
No techno, começo com uma linha de bumbo e, daí a pouco, vem
Como é o disco-solo?
o baixo. Gravo no pedal também. Vou introduzir isso no show do
Ele vai pegar muita gente de surpresa, porque
Marcelo D2. É bem interessante, por que quem não conhece
quando se fala Fernandinho Beat Box o pessoal
o loop station acaba vendo as possibilidades dele. E o público
pensa que é só beat box. Mas vai ter muito rap,
gosta: “Essa ideia que você teve é muito bacana”, dizem.
com letras minhas.
Além de permitir que você faça algumas coisas mais
complexas, o RC-20xl auxilia sua criatividade?
Por que poucos fazem um som tão convincente quanto o seu?
Sim, muito. Às vezes as pessoas contratam o Fernandinho
É que sou muito técnico, procuro aperfei-
Beat Box e querem um show de uma hora. Não há como fazer
çoar a batida. Às vezes, está rolando uma base
isso. Vou a festivais, por exemplo, e fico apresentando meu
com delay. E fico muito antenado nesse tipo
trabalho por trinta minutos sem parar. Mas, mesmo sendo uma
de coisa. Quem faz beat box, geralmente, só
coisa que cause impacto, o beat box é bem direto. Por mais
está preocupado no bumbo e na caixa, aquela
que o artista tenha cartas na manga para uma performance,
coisa reta. Quero aperfeiçoar isso. Mas hoje
ele pode ficar cansativo. Com o loop station, não. Ele vai ser
tem uma molecada que vou te falar... Eu que
o meu parceiro, vai ficar ao meu lado e me ajudar a criar, além
me cuide, senão logo vou perder meu posto.
de me apresentar.
(risos) (Nilton Corazza)
movi, surgiu um francês reproduzindo
sons tipo beat box e tocando um
instrumento africano com a boca. Ele
fazia loops disso. Achei muito interessante e tentei falar com ele para pegar
informações, mas não consegui. E
um grande amigo e aluno me falou
que viu um equipamento que fazia
isso de modo muito fácil. Pedi a ele
para me colocar em contato com o
pessoal. Foi aí que conheci a BOSS
e encontrei Sergio Motta (gerente de
produtos da marca), o cara que me
mostrou o caminho.
12
LOOP STATION RC-20XL
O BOSS RC-20xl grava, sobrepõe e toca loops, comandado apenas
pelos pés. O tempo de gravação total é de até 16 minutos e 11 memórias internas estão disponíveis para salvar o material registrado.
Para facilitar o trabalho do músico e permitir mais flexibilidade, o
equipamento oferece recursos de ajuste de tempo sem alterar
a afinação do material gravado, funções Undo, Auto Quantize e
Reverse, além de três tipos de finalização: “Imediata” (assim que
o pedal STOP é acionado), “Loop Inteiro” (que toca todo o loop antes
de parar) ou ainda, em “Fade Out” (o volume baixa gradativamente
até sumir por completo). Saiba mais sobre o RC-20xl acessando o
site www.bossbrasil.com.br.
Fernandinho Beat Box durante
apresentação na Expomusic 2008
Música & Imagem
Música
& Imagem
Música
& Imagem
13
Clássico
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Novos Produtos
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Terceira placa de expansão com a aclamada tecnologia
impressionantes sons de metais, com todas as ca-
Roland SuperNATURAL, a ARX-03 permite reproduzir
racterísticas que os tornam tão peculiares como a
timbres de metais - como trompetes, flugelhorns,
presença de ruídos de sopro. A placa possui uma
trombones e saxofones - em solo ou seções de até
CPU inteligente que, em tempo real, reproduz os
seis deles. Além disso, oferece a opção de customizar
instrumentos com a correta tessitura: individual-
individualmente os sons e as nuances de
mente, podem soar como uníssonos; em acordes
uma performance com as facilidades
(blocos), os instrumentos serão ouvidos em suas
de uma interface gráfica de edição e
tessituras reais. Afora isso, o produto conta com
do processador dedicado. É possível,
sistemas de equalização independentes para cada
por exemplo, controlar individualmen-
componente de uma seção, oito tipos de reverb e
te cada um dos instrumentos de um
15 tipos de multiefeito MFX, incluindo auto wah,
naipe, o que torna a sonoridade extre-
compressor, limiter, tape echo, stereo delay e
mamente realística.
hexachorus. A memória interna possui capacidade
I n s t a l a d a e m u m a wo r k s t a t i o n
de armazenamento de 50 patches e oferece ao mú-
Fantom-G, a ARX-03 permite executar
sico a opção de salvar suas configurações.
aX-sYNTh
16
aT-75
cuBe-80X
A Roland apresentou durante a Winter NAMM
A linha Music Atelier de órgãos eletrônicos Roland
2009 o mais novo integrante da série de cubos
ganha um novo representante: o AT-75. O instru-
para guitarra. O CUBE-80X é o descendente di-
mento passa a ser o modelo de entrada da série e
reto do CUBE-60, sucesso de vendas e um dos
conta com as recentes inovações implementadas
mais utilizados amplificadores do mercado.
nos mais avançados.
O lançamento oferece 80 watts de potência
O sistema de barras harmônicas, por exemplo,
por meio de um alto-falante de 12 polegadas.
oferece a possibilidade de construção de timbres
É mais que suficiente para as aplicações em
por meio da adição de harmônicos, como nos
que esse tipo de equi-
órgãos eletromecânicos originais do início do sé-
pamento é utilizado.
culo 20. O resultado é um som rico e cheio, ideal
Isso se traduz em
tanto para jazz e blues quanto para uso em igrejas
um som robusto -
e residências. Além desse recurso, o AT-75 conta
mesmo quando em
com manual inferior do tipo Waterfall que acentua a
baixos volumes -
experiência de tocar em um instrumento autêntico
que atinge toda sua
e facilita a execução de passagens pianísticas.
plenitude quando o
Outra ferramenta muito útil é a porta USB que
máximo de potência
permite ao músico conectar pen drives e outros
é alcançado.
periféricos ao equipamento para armazenar e
Assim como seu
transportar configurações e gravações ou para
antecessor, o CUBE-80X
reproduzir arquivos do tipo SMF ou mp3.
oferece dois canais: Clean e Lead. Além
disso, 10 modelos COSM (Composite Object
Os controladores de palco da linha
sons deriva-
Entre as melhorias colocadas à disposição do ins-
AX marcaram época na história da
dos de uma
trumentista ainda estão vozes orquestrais aperfei-
Sound Modeling) de simulação de amplifi-
música, principalmente quando se
seleção crite-
çoadas, novo sistema de ritmos, mais simplificado
cadores estão disponíveis, incluindo o novo
fala de bandas de rock progressivo
riosa dos me-
e fácil de usar, e compatibilidade com os outros
DLX Combo. Essa tecnologia faz que o novo
e jazz fusion. Graças a esses equi-
lhores existentes
modelos da série. O órgão oferece 49 teclas em
cubo Roland reproduza o timbre dos equi-
pamentos, os tecladistas podiam
nos mais avançados sintetizadores
e compatibilidade com V-Link, o
cada manual, 13 notas na pedaleira, 60 vozes,
pamentos mais utilizados pelos guitarristas,
incluindo o Jazz Chorus.
Entre outros recursos disponíveis, está o
conquistar a frente do palco para
da Roland, o AX-Synth promete
que permite ao músico comandar
40 ritmos, memórias de registração e potência
demonstrarem toda a sua técnica
tornar-se um sucesso entre os
simultaneamente áudio e vídeo.
de 30 watts.
em solos frenéticos, com a pos-
aficionados por esse tipo de ins-
Um software editor para PC faz
looper, que viabiliza a gravação e a reprodução
sibilidade de se movimentarem
trumento. Com polifonia de 128
do design sonoro e de efeitos algo
de trechos de áudio. A função SOLO, por sua
como os guitarristas, os baixistas
vozes, são 256 tones, além dos
mais simples e amigável.
vez, permite chamar timbres pré-configurados
e os vocalistas. O AX-Synth repre-
chamados Special Tones com a
O pouco peso – apenas 3,7 quilos –
dos amplificadores emulados e pode ser utili-
senta a nova geração dessa série,
tecnologia SuperNATURAL, que
o torna extremamente confortável
zada como um terceiro canal.
com o diferencial de que, pela
podem ser manipulados em tempo
para uso tanto em palco quanto
Na seção de efeitos, o cubo oferece reverb e
primeira vez, o produto carrega um
real por meio da ampla variedade
em estúdios, e o longo tempo de
delay simultâneos com tap tempo e um novo
gerador sonoro em seu interior.
de controles, como Ribbon Touch,
duração das baterias recarregáveis
modelador Spring Reverb para timbres vinta-
Por conta disso, o instrumentista
D-Beam, Modulation Bar e botões,
– aproximadamente 6 horas – o faz
ge. O CUBE-80X também traz um conveniente
se libertou de toda e qualquer amar-
situados no braço do equipamen-
perfeito para shows e sessões de
afinador cromático e diversas conexões, in-
ra que o prendia a um espaço limita-
to. Além disso, ele funciona muito
gravação. Entrada para pedal, saí-
cluindo entrada para fontes sonoras externas
do no palco ou a fios e cabos.
bem como controlador, ofere-
das estéreo e para fones de ouvido
como mp3 players.
A geração sonora do modelo tem
cendo completa implementação
complementam o equipamento
como principal objetivo oferecer
MIDI, 49 teclas com sensibilidade
que estará disponível no Brasil a
timbres para solos. Equipado com
ao toque, conexão USB MIDI,
partir de agosto de 2009.
Música & Imagem
Música & Imagem
17
Novos Produtos
Fr-1
O acordeon digital FR-1 é o mais novo integrante da
linha V-Accordion, a primeira a disponibilizar a poderosa
tecnologia de modelagem digital em instrumentos
desse tipo. O caçula da família destaca-se por ser
extremamente leve – pesa apenas 5,5 quilos - e
possui design compacto, ideal tanto para jovens estudantes quanto para performances em palco. Entre as
Tu-1000
digitais de sete tipos distintos de acordeons e quatro
O TU-1000 é o afinador ideal para uso
diferentes timbres de órgão com efeito de alto-falante
em palco. O topo de linha da série TU da
rotativo. Além disso, oferece a possibilidade de adicio-
BOSS foi desenvolvido e construído espe-
nar sons de bateria aos botões de baixo e de acordes,
cialmente para essa finalidade. Graças ao
proporcionando ao músico a oportunidade de tocar
amplo display em LEDs, o equipamento
com acompanhamento.
possibilita visualização perfeita em am-
O FR-1 conta com saídas de áudio para conexão com
bientes escuros ou externos, ao passo
qualquer tipo de equipamento, desde amplificadores,
em que a ação precisa e ultrassuave do
como o Roland Mobile Cube, até gravadores, como o Edirol
medidor permite uma afinação rápida,
R-09HR. Graças aos fones de ouvido inclusos no pacote,
simples e exata.
os músicos podem praticar em qualquer lugar. Para isso
O modelo conta com dois modos de
também colaboram a autonomia estimada de cinco horas
exibição. No Cent, o medidor é apresen-
de duração das baterias e o metrônomo incorporado.
tado como uma agulha. No Stream, o
O grande diferencial dos modelos V-Accordion Roland
movimento dos LEDs indica se a afinação
é a detecção da pressão do ar produzida pelo fole, ele-
da corda deve subir ou descer. O recurso
mento fundamental para a simulação do instrumento
Accu-Pitch, por sua vez, mostra quando a
original, realizada por meio de sensores de alta resolu-
afinação está completa. Ao ser ligado, o
ção, o que dá ao artista total controle da dinâmica. Além
TU-1000 automaticamente corta a saída
disso, não há necessidade de afinação e a resistência
do sinal, possibilitando ao músico afinar
do fole pode ser regulada para se adaptar à forma de
seu instrumento em silêncio. O equipa-
tocar do músico.
mento produz tom de referência A4 com
A aparência do FR-1 pode ser customizada com a troca
valores de 436 a 445 Hz, em passos de
da ilustração do painel. Além de seis diferentes lâminas
1 Hz, e tem capacidade de extensão
de decoração que acompanham o produto, qualquer
de C0 (16,35Hz) a C8 (4.186Hz), além
outra imagem pode ser adicionada ali, bastando um
de permitir sistemas alternativos como
computador e uma impressora.
DADGAD, aberto e outros, assim como
afinações até seis semitons abaixo do
padrão. O aparelho tem como fonte de
energia um adaptador AC Roland PSB-1U
e pode alimentar outros equipamentos
(pedais compactos, por exemplo). Como
opcional, aceita um footswitch FS-5U da
mesma marca para ligar ou desligar a
unidade a distância.
18
características marcantes do modelo estão simulações
Música & Imagem
dT-hd1
Um professor particular de bateria: isso
pads devem ser tocados e de que
é o que o Drum Tutor DT-HD1 oferece.
modo. Também é possível alterar a
Desenvolvido para iniciantes no estudo
velocidade de execução – de 20 a
desse instrumento – ou para aqueles que
250 bpm - e repetir seções, além de
querem conhecê-lo -, o pacote da Roland
muitas outras facilidades.
traz um software, uma interface MIDI
Com o Game Screen, o usuário
Cakewalk modelo UM-1G e um cabo de
aprende como tocar os pads enquan-
áudio para conectar uma V-Drums HD-1
to o software verifica o progresso
ao computador.
do aluno e avalia sua performance.
Com dois tipos de aplicação, o programa interativo
O professor digital permite, também, que o músico
permite aprender como tocar bateria de modo autodi-
utilize arquivos SMF de suas canções preferidas para
data, com notação de notas, ou de modo mais lúdico,
a prática, tornando muito mais agradável a dura rotina
por meio de um game desenvolvido especialmente
dos estudos. Esse tipo de arquivo possibilita retirar a
para ele. De padrões básicos a músicas completas,
bateria programada da música e executar sua perfor-
o DT-HD1 oferece dezenas de exemplos de vários
mance. O DT-HD1, que roda em computadores PC
gêneros. No modo Drum Notation Screen, o tutor
com Windows (XP ou Vista), ensina como tocar de
guia o estudante pelos padrões e apresenta quais
maneira divertida, eficiente e abrangente.
lX-10
Bonito, elegante e inovador, o que
to a mão do músico, o que imprime
As teclas graves são mais pesadas
mais chama a atenção no novo
mais elegância ao modelo e uma
que as agudas, o toque do marfim
piano digital da Roland, à primeira
pitada adicional de charme.
e do ébano absorve o suor e a
vista, é o design: o LX-10 é um
As qualidades do LX-10, no entan-
oleosidade das mãos, e o duplo
instrumento upright (de armário ou
to, não se restringem ao visual.
escape existente nos pianos de
vertical) que combina acabamento
Apesar da pequena profundidade
cauda acústicos é fielmente re-
dos tipos preto fosco acetinado
(45 centímetros aproximadamen-
produzido, o que oferece uma
(satin-black) e ébano polido, ideal
te), o equipamento fornece uma
experiência mais realística na
para residências e escolas de mú-
atmosfera sonora envolvente gra-
execução, assim como a polifonia
sica. A tampa do teclado possui
ças a um novo sistema que utiliza
de 128 vozes - suficiente para
amortecedores para o fechamento,
seis alto-falantes distribuídos pelo
qualquer aplicação musical - e as
o que evita acidentes, e sua parte
móvel e 120 watts de potência. De
88 notas amostradas digitalmente
interna reflete tanto as teclas quan-
modo idêntico ao que ocorre em
em múltiplas dinâmicas.
um piano acústico, o timbre
A operação do modelo é muito
se altera de acordo com a
simples, ainda mais facilitada pelo
posição da tampa superior,
display LCD gráfico de 128 por
aberta ou fechada.
64 pontos. A porta USB incorpora-
O mecanismo do tecla-
da permite ao músico reproduzir
do é o mesmo usado
tanto arquivos MIDI quanto de
nos pianos de cauda da
áudio diretamente de um pen drive
Roland: Progressive
ou dispositivo de armazenamento
Hammer Action II com
compatível, com a possibilidade de
Escapement e acabamen-
alterar o tempo de reprodução nos
to Ivory Feel.
dois tipos.
Música & Imagem
19
Novos Produtos
ua-1G
vB-99
Interface de áudio ao mesmo tempo compacta e de
monitoração.
alta qualidade, a Cakewalk UA-1G responde bem a
Entradas analógicas
ambos os quesitos. Com entrada e saída estéreo e
e digitais nos formatos RCA
Kc-880
conexão USB, o modelo é ideal para os que querem
e mini 1/8”, afora a de 1/4”
O novo carro-chefe da série KC
gravar em qualquer lugar, seja em residências ou
com opção de alta impedância
de amplificadores de palco está
hotéis, durante ensaios de uma banda ou por hobby.
para guitarras, garantem conexão a uma
cheio de recursos de alta perfor-
A alimentação da unidade é feita pela porta USB, o
ampla variedade de equipamentos e instrumentos,
mance que fazem dele o mo-
que garante ainda mais mobilidade.
incluindo microfones. Um grande knob situado na
delo ideal tanto para teclados
Com taxa de resolução de áudio de até 96 kHz em 24
parte superior do modelo controla o nível de sinal,
e vocais quanto para bandas.
bits, o produto possui compatibilidade com os drivers
facilitando o manuseio do músico. O pacote ainda
O equipamento possui cinco ca-
ASIO 2.0 (Windows e Mac), WDM (Windows XP) e
inclui o software Sonar LE, constituindo uma solução
nais estéreo, com um conjunto
Core Audio (Mac OS X), além de latência zero para
completa de gravação.
de conexões que possibilita grande flexibilidade. Estão disponíveis
vários tipos de entradas, como
balanceadas XLR para microfone,
Tu-12eX
Tu-12BW
Tu-88BK / Tu-88Wh
20
jaques de 1/4” para instrumentos
musicais e fontes de áudio externas, três auxiliares (RCA, 1/4” e
1/8”) e foot switch (TRS), além
Com o lançamento do VB-99,
a Roland coloca à disposição do mercado um equipamento que oferece
três vezes mais potência de processamento
que o V-Bass original. Baseado
mes-
em um novo chip e em 10 anos
mo em uma
de pesquisa e desenvolvimen-
pequena superfície de con-
to, o produto disponibiliza uma
trole), afora a compatibilidade
grande variedade de modelos
com o protocolo V-Link, com o
COSM de simulação de baixos,
qual é possível comandar ima-
incluindo cobiçados instrumen-
gens em tempo real por meio
tos tanto vintage quanto moder-
da execução musical. Com a
nos, além de sintetizados e, até
nova função String Modeling
mesmo, guitarras elétricas. Seis
o usuário pode customizar as
opções de caixas acústicas e 12
cordas virtuais, alterando-as de
de pré-amplificadores, adicio-
Round Wound para Flat Wound
nados aos 43 tipos de efeitos e
ou Black Nylon, aperfeiçoando a
seis de compressor, colocam à
experiência criativa.
disposição do músico um arse-
Desde o lançamento do V-Bass
nal respeitável para a expressão
original, a Roland tem estado
de toda sua criatividade.
atenta às necessidades dos
O equipamento ostenta dois
músicos e, por conta disso,
canais independentes de sinal,
dotou o VB-99 de recursos
o que expande sobremaneira as
especialmente desenvolvi-
possibilidades sonoras do siste-
dos para os contrabaixistas,
ma, viabilizando a utilização de
como a entrada/saída BASS
dois timbres (patches) distintos
DIRECT e conexão XLR com
simultaneamente, mixando-os
aterramento. Além disso, o
ou dividindo-os conforme seja
equipamento pode ser contro-
necessário, tendo a dinâmica
lado por uma pedaleira Roland
como um dos vários controla-
FC-300 e convenientemente
Os novos afinadores cromáticos da
como saxofones, fl autas, clari-
BOSS oferecem muito mais recur-
netes, trompetes etc. Além de
sos que os anteriores e possuem
todas as qualidades do TU-12EX,
características exclusivas, que fa-
ele tem como diferenciais o mi-
zem deles os companheiros ideais
crofone de contato tipo clip-on
para qualquer músico. O TU-12EX
para fixação no instrumento e o
é o sucessor do lendário TU-12,
adaptador que pode ser preso à
um dos modelos mais utilizados
estante de partituras, para facili-
por todo o mundo. Dirigido para
tar a visualização e o uso.
uso com guitarras e contrabaixos,
Para quem quer ainda mais, os
conta com indicadores em LED
monitores pessoais TU-88BK (pre-
e agulha, para proporcionar uma
to) e TU-88WH (branco) oferecem,
afinação mais rápida e precisa.
além dos recursos existentes
Entre os recursos disponíveis es-
nos afinadores eletrônicos mais
tão ACCU-PITCH (que emite um
simples, como a agulha indicativa
sinal sonoro ao atingir a afinação
e o sistema ACCU-PITCH, três
correta), Flat Tunning, tom de
modos de afinação diferentes
dores de tal efeito. Estão dis-
instalado em um rack com um
referência, microfone incorporado
(Chromatic, Guitar e Bass). Mas o
senta padrões rítmi-
poníveis, também, outros con-
adaptador opcional.
para instrumentos acústicos e sis-
equipamento traz outras funções
cos selecionáveis, contro-
troladores da expressividade,
Para facilitar a gravação e a troca
tema Auto-Off para economia das
muito úteis para o músico. Um
le de volume e botão TAP TEMPO
como o D-Beam (que permite
de patches, o modelo foi dota-
baterias. O equipamento tem capa-
amplificador de fones de ouvido
para identificar o andamento de
alterar a sonoridade por meio
do de uma conexão USB com
cidade de extensão de afinação de
com emulação de alto-falante per-
músicas. A entrada MIX IN, por sua
de movimentos da mão sobre
capacidade de transmissão de
E0 (20.6Hz) a C8 (4,186.0Hz) e o
mite afinar o instrumento, aquecer
vez, possibilita tocar juntamente
um feixe de luz infravermelha)
áudio ou MIDI e um software
tom de referência pode ser ajus-
e checar o setup com privacidade
com o playback de uma fonte ex-
e o Ribbon Controller (que faz o
de edição de timbres.
tado entre 438 e 445Hz.
e timbres de alta qualidade sem
terna, como um iPod ou CD player,
O modelo TU-12BW, por sua vez,
a necessidade de amplificadores.
e ouvir o resultado nos fones,
é destinado a sopros e metais,
O metrônomo incorporado apre-
juntamente com a guitarra.
Música & Imagem
de saídas para fones de ouvido e
linha com conectores XLR e 1/4”.
O recurso Stereo Link permite
interligar múltiplas unidades para
sonorização.
O KC-880 oferece 320 watts de
potência, transmitidos por dois
woofers de 12 polegadas e dois
tweeters. Graças à arquitetura
de sua construção, a imagem
estereofônica é ampla e o efeito
abrangente. O processador de
efeitos DSP incorporado conta
com Reverb, Chorus, Tremolo e
Rotary, que podem ser inseridos
em qualquer dos canais.
Música & Imagem
21
Novos Produtos
vp-770
O VP-770 Vocal & Ensemble
manipular voz ou si-
Keyboard é a solução ideal
nais de áudio a fim de
tanto para artistas de techno e
reproduzir efeitos clássicos para estilos
In/ Out e USB e pedal de controle.
GW-8 – com
Um dos destaques do equipamento
quatro intro-
é a porta USB que permite utilizar
duções, quatro variações, quatro
pen drives ou outros periféricos
finalizações e quatro fill-ins cada um.
como meio de armazenamento e
Dando continuidade à fama dos
Outros cem podem ser armazenados
transporte de dados. Com isso,
arranjadores Roland, o Prelude, des-
internamente, além de 200 músicas
pode-se reproduzir MIDI e áudio
cendente direto do GW-8, corres-
e 256 performances, entre as de
nos formatos mp3, wav e aiff direta-
ponde à nova geração de teclados
usuário e as de fábrica. A seção de
mente desses dispositivos, além de
portáteis destinados aos músicos de
efeitos traz 78 tipos MFX, cinco de
alterar o andamento e outras facili-
entretenimento e domésticos.
reverb e três de chorus, proporcio-
dades como a função Center Can-
Com apenas 7,8 quilos, o modelo
nando tudo de que um tecladista
cel que reduz o volume dos vocais
possui 61 teclas sensíveis à velo-
precisa para a reprodução de qual-
de músicas pré-gravadas e possibi-
cidade de toque e polifonia de 128
quer instrumento ou composição, o
lita o uso delas em estilo karaokê.
vozes. Na memória, 896 patches -
que inclui alto-falantes e amplificação
O produto é acompanhado, tam-
além de 256 GM e uma seleção de
própria de 22 watts.
bém, dos softwares Style Conver-
timbres étnicos – oferecem uma
Entre os recursos existentes no
ter e Playlist Editor, que auxiliam
uM-3G
uM-2G
uM-1G
ampla variedade de sonoridades
modelo estão controlador D-Beam
a customizar arranjos e perfor-
para a execução de qualquer gê-
e roda de modulação e pitch, saída
mances, assim como o sequencer
nero musical. Para isso colaboram,
estéreo para amplificação externa
incorporado de 16 pistas, respon-
também, os 130 estilos existentes
e entrada de áudio, afora conexões
sável por gravar e armazenar as
A nova linha Cakewalk de inter-
mas PC e Mac e baixíssima latên-
– incluindo os 50 ritmos brasileiros
para fones de ouvido (um par), MIDI
atuações do tecladista.
faces oferece soluções práticas
cia graças ao modo Advance Driver,
e confiáveis para todos aqueles
recursos existentes também nos
que necessitem de portabilidade
outros modelos da série.
e facilidade na conexão de equi-
A interface UM-2G, por sua vez,
face Cakewalk UM-3G é ideal para
v-sYNTh GT versioN 2.0
pamentos MIDI a computadores.
foi desenvolvida para aplicações
qualquer situação em que mobili-
A UM-1G é destinada para aplica-
em que é necessária a conexão
dade é fundamental, como shows
Um ano após seu lançamento, o V-Synth GT, conside-
ções mais simples, como a grava-
de mais que um equipamento,
e turnês, por exemplo. O modelo
ção de sequências ou o controle
como estúdios e produções que
oferece três entradas e três saídas
de softwares via teclado. Possui
necessitem de uma solução por-
com conectores fêmea, com a op-
uma entrada e uma saída MIDI,
tátil para disparar dispositivos de
ção de selecionar entre Out e Thru
com cabos e conectores macho, e
luzes, imagens, vídeo e áudio.
por switches existentes no painel
conexão USB, dispensando o uso
Entre os diferenciais, pode ser
frontal, possibilitando o uso de até
de fontes de AC externas. A porta
citada a presença de duas entradas
48 canais MIDI simultaneamente.
Out pode ser configurada para Thru
e duas saídas MIDI com conecto-
Além disso, o hub USB incorporado
por meio de uma chave situada na
res fêmea, o que possibilita o uso
permite o acoplamento em cascata
lateral da unidade e, para visualizar
simultâneo de 32 canais. Além
de três unidades, aumentando a
o bom funcionamento do produto,
disso, cada porta MIDI Out pode
conectividade com o computador
ele conta com LED indicador de
ser alterada independentemente
para até nove entradas e saídas.
atividade e botão MIDI Check. O
para Thru, garantindo flexibilidade
A alimentação é realizada por meio
equipamento possui
ao sistema.
da porta USB, dispensando o uso
drivers para platafor-
Desenvolvida para viabilizar a
de transformadores de energia
conexão de múltiplos teclados,
elétrica externos, e o equipamen-
módulos de som, superfícies de
to pode ser posicionado em um
controle e outros periféricos
rack com o uso de um adaptador
dance quanto para profissionais
eletrônicos ou inventar outros, retrô ou futurísticos.
de eventos e músicos gospel. O equipamento ofe-
Construído sobre uma sólida base de madeira e metal, o
rece infinitas opções de arranjos vocais, de cordas e
equipamento - descendente do VP-550 - apresenta nova
de metais, potencializados pela exclusiva tecnologia
interface e foi desenvolvido principalmente para uso em
SuperNATURAL. Isso dá ao usuário a possibilidade
apresentações. Para auxiliar ainda mais o músico, um
de criar backing vocals realísticos em diversos esti-
microfone dinâmico headset especialmente calibrado
los, desde as mais recentes tendências musicais até
para uso com o pré-amplificador do teclado é distribuído
grandes corais para uso em cerimônias, assim como
juntamente com o pacote, reduzindo a probabilidade de
construir naipes de instrumentos.
feedback. Uma conexão para pen drives está disponível,
O vocoder de alta resolução incorporado permite
permitindo a reprodução de arquivos wav, aiff e mp3.
MIDI a um desktop, a inter-
22
prelude
feitos para o
Música & Imagem
Roland RAF -70.
rado o mais expressivo sintetizador já desenvolvido,
ganha ampliações com a atualização 2.0. Sendo assim,
os artistas dedicados ao sound design ou à performance
ao vivo contam agora com mais ferramentas.
Entre os recursos adicio-
Além da síntese de áudio flexível, o V-Synth GT intro-
nados ao instrumento na versão
duziu a AP Synthesis que aproxima de forma definitiva
2.0, podem ser encontrados 22 tone effects e
o sintetizador dos instrumentos acústicos, recriando
cinco reverbs inteiramente novos, além dos existen-
detalhes inéditos em sons como violino, flauta e sax.
tes no original. Os músicos também têm facilidades
Apresentando o novo sistema Dual Core, o equipa-
em relação à interface, como ícones amigáveis para
mento pode combinar simultaneamente Áudio Flexível
navegação, resposta de knobs e controle tonal de alta
(Elastic Audio) e Vocal Designer, além da AP Synthesis.
resolução, escala cromática no pitch bend, mais fun-
O produto também inclui a tecnologia Variphrase. No
cionalidades USB e função Import Files aperfeiçoada,
coração do teclado está um motor sonoro com modela-
para melhor gerenciamento de patches, tones, waves
gem analógica que recria toda a sonoridade dos clássicos
e samples. A atualização ainda traz 158 novos timbres,
sintetizadores desse tipo. Com a entrada de áudio, é
com diversos leads, pads e arpegios, além de novos
possível manipular quaisquer sinais de áudio com os efei-
sons de vocoder.
tos internos do GT. Se desejar, o músico pode amostrar
A versão 2.0 está disponível via download para todos
qualquer instrumento, pois o aparelho possui todos os
os proprietários de V-Synth GT no endereço www.
recursos de um sampler digital profissional.
roland.com.br.
Música & Imagem
23
Interação
faz com sons. As teclas luminosas
são armazenados no formato Motion
oferece dois tipos de One Shot e de
melhoram a operação em ambientes
jpeg e figuras em jpeg. “Outra grande
Gate e modos de reprodução Forward
escuros. “A Roland teve uma grande
novidade é o numero de conexões”,
Loop e Alternate Loop, além de uma
ideia ao criar um manipulador de
acredita Tico. O equipamento possui
série de efeitos visuais, como Repeat,
vídeo com uma interface desse tipo,
entradas e saídas de vídeo Composite
Reverse, Strobe, Speed, Color,
fazendo que as performances criadas
e S-Video e de áudio RCA (estéreo).
Output Fade e Slide Show, entre
nele sejam mais rápidas e intuitivas”,
“Além das tradicionais, o P-10 pode ser
outros. Isso permite a manipulação
afirma Tico.
conectado via S-Video, aumentando
de vídeos e imagens com criatividade
ainda mais a qualidade dos elementos
e facilidade.
Até 864 clipes ou 86.400 figuras
podem ser atribuídos a 72 bancos, o
Experiências sensoriais
Sampler de vídeo P-10 propicia interação prática e simples de efeitos visuais e sonoros
Manejar imagens e sons simultaneamente, em tempo real. O desejo de
muitos músicos, produtores, DJs e ar-
VISUAL SAMPLER P-10
gravados e reproduzidos por ele.”
A integração é total com outros
ao usuário. Cada projeto, por sua vez,
produtos Roland por meio de três
Com todos esses recursos, a per-
comporta, ao todo, 9.999 arquivos.
portas MIDI e do protocolo V-Link,
formance visual ganha novo impulso
“A maioria dos similares necessita de
que possibilita a criação de perfor-
no trabalho dos DJs. “Eles podem não
outros equipamentos, como um com-
mances multimídia com uma única
apenas tocar uma música, mas tam-
putador ou um DVD, para funcionar”,
conexão. Graças a ele, é possível, por
bém reproduzir clipes, trabalhar com
diz Tico. “Com isso, corre-se o risco
exemplo, a exibição de imagens em
efeitos sem alterar o áudio reproduzido
de acontecer uma falha inesperada no
sincronismo com a saída de áudio de
e criar uma performance mais abran-
sistema ou um risco na mídia. Com o
um sampler SP-555, a utilização de
gente e dinâmica”, acredita Tico.
P-10, a possibilidade de um imprevisto
um piano para controlar os vídeos ou,
Atualmente, é comum a presen-
é praticamente nula”, afirma.
até mesmo, sincronizar o P-10 com
ça de um VJ ao lado do DJ. Esse
outros sistemas como o Motion Dive
é o profi ssional que transforma a
MÃOS À OBRA
ou o V8 Video Mixer. “Controle total:
música em imagem. “Com este
O P-10 apresenta função EXT
essa é a sensação”, entusiasma-se
novo produto, fica muito fácil de ele
SOURCE que permite utilizar fontes
Tico. “O artista mexe com dois sen-
sincronizar os movimentos do vídeo
externas, como uma câmera filmado-
tidos ao mesmo tempo. A audição
com as batidas de uma determinada
Um dos primeiros a experimentá-lo
ra ou um notebook, e acrescentar as
faz o corpo dançar e a visão faz a
mixagem, criando uma atmosfera
O P-10 é a mais nova ferramenta
– e aprová-lo – foi o DJ Adilson Santos,
imagens captadas a uma performan-
mente ir longe.”
mágica na pista de dança”, atesta
visual compacta da Edirol. Trata-se de
mais conhecido como Tico Producer:
ce. Também é possível fazer samples
Ampliando o arsenal de ferra-
tistas visuais enfim tornou-se realidade.
uma unidade stand alone que oferece
“Confesso que quando a Roland Brasil
delas para uso posterior. Videoclipes
mentas do usuário, o equipamento
Novas ferramentas – mais potentes e
todos os recursos necessários para criar
me convidou para fazer uma apresen-
com alta definição de vídeo e áudio –
apresentações fascinantes, como captura
tação com um produto que manipulava
permitem manejar essas duas formas
em tempo real e efeitos especiais. O
áudio e vídeo simultaneamente, me
PRIMEIRAS IMPRESSÕES
distintas de arte.
equipamento grava e reproduz imagens
assustei um pouco”, conta. “Mas depois
Durante a Expomusic 2008, Tico Producer pilotou
Nesse mercado tão novo quanto
e vídeos utilizando cartões de memória
de passar alguns minutos com o Visual
um Edirol Visual Sampler P-10 em apresentações no
revolucionário, a Edirol se destaca por
SD ou SDHC - de 512MB até 16GB - que
Sampler, fiquei impressionado com os
Roland Live Stage. Ao lado dele, a DJ Lisa Bueno
oferecer produtos que aliam qualidade
permitem armazenamento confiável e re-
recursos e o design, além da facilidade
e bom preço. Entre gravadores voltados
produção com fidelidade. Pode-se trans-
e da rapidez com que se pode aprender
para broadcast e produção e o pacote
ferir arquivos de áudio, clipes e figuras de
a manusear o equipamento. É como se
Motion Dive MD-P1S, o lançamento de
um computador pela porta USB, editá-
eu o utilizasse há muito tempo.”
um sampler de vídeo que segue a linha e
los e visualizá-los no próprio aparelho,
Com interface do tipo sampler, o
o design de equipamentos similares aos
utilizando o display colorido LCD de 3,5
equipamento possibilita disparar video-
de áudio - utilizados em larga escala por
polegadas e alta definição, que elimina a
clipes e figuras por meio dos 12 pads
todo o mundo – agitou a comunidade de
necessidade de monitores externos e dá
situados no painel superior. Isso permite
DJs, VJs e produtores.
ao produto autonomia total.
que o artista opere com imagens como
24
Música & Imagem
NA BALADA
que proporciona flexibilidade e rapidez
Tico. “O P-10 é sucesso garantido.”
(Maurício Martins)
utilizou um sampler de áudio Roland SP-555, em que
foi desenvolvida toda a parte musical. “Basicamente,
meu trabalho foi criado sobre aquilo que a Lisa idealizou”, conta Tico. “Ela pesquisou sons de determinada época, e fiz o mesmo em relação às imagens.
Precisei apenas organizar a ordem dos samples e
salvar em um SD. Sabia como seria a performance
antes mesmo de realizá-la no aparelho.”
Tico Producer e Lisa Bueno durante apresentação na Expomusic 2008
Música & Imagem
25
Capa
Quais foram as principais difi-
tas regras de como tratar um estilo. E,
estava de saco cheio de banda, de turnê
culdades que enfrentou para
se quisesse, poderia fazer uma música
e de tudo isso. Não sabíamos o que
gravar o primeiro disco do Se-
inteira tocando apenas o tom.
fazer, se era algo relacionado com arte
pultura?
Minha maior dificuldade era tocar
o bumbo, já que estava acostumado
Depois de ser considerado um dos bateristas mais influentes do
metal mundial, Iggor Cavalera investe na música eletrônica e
retoma projeto com o irmão Max adotando instrumentos V-Drums
26
& Imagem
Música &
no museu ou música. Surgiram alguns
Como foi a experiência de convi-
convites para eu discotecar e como ela
ver com os índios Xavantes?
sempre estava comigo, começamos a
a ensaiar em uma batera incompleta,
Quando fizemos o Roots (séxto
nos apresentar juntos. Virou o Mixhell.
com apenas uma caixa, um tom, um
disco do Sepultura), quisemos ir à raiz
Não foi uma coisa de ter feito uma
surdo e um prato. Não tinha dinheiro
da música do Brasil. E não há como ir
reunião e decidido: “a gente vai montar
para comprar um pedal, muito menos
mais fundo do que trabalhar com os
um projeto”. Esse trabalho meio que
um bumbo e, consequentemente, não
índios, que estão aqui desde sempre.
apareceu e, hoje em dia, toma pratica-
fazia coisa alguma com o pé. A primei-
Não existia um lado percussivo e muito
mente todo meu tempo.
ra adaptação para gravar o disco - que
menos de bateria, porque os Xavantes
achei bem estranha - foi ter que usá-lo.
não possuem esses tipos de instru-
Sofreu algum preconceito por
Além disso, todas as pessoas estavam
mentos. Tudo que fazem é com a voz.
essa decisão?
fazendo levadas e viradas na mão. Era
Eles penduram coisas no corpo que
Tudo que fiz sofreu algum tipo de
Todo e qualquer artista al-
Das brincadeiras com os
um lance legal, que uso até hoje, de
emitem algum barulho. Minha ideia
preconceito. Nunca realizei algo que
meja uma única coisa em sua
amigos à gravação do primeiro
fazer muitas coisas no tom e não ficar
foi mais legal por isso. Levei algo para
todo mundo tenha concordado. Mas,
carreira: o sucesso. Após alcan-
álbum com o Sepultura, o cami-
me prendendo naquela regra básica
somar com a cultura deles.
para mim, não é uma coisa importante.
çá-lo, no entanto, ele percebe,
nho foi rápido. Aos 13 anos, Iggor
de caixa, bumbo e chimbal.
frequentemente, que certos de-
estreava em estúdio. O sucesso
talhes deixam de fazer sentido e
chegou depressa e por mais de
Muitos dizem que, no início,
muito se perdeu durante a jorna-
uma década o grupo se manteve
suas linhas eram caóticas. De-
Sempre fui ligado à música eletrô-
artista prestar atenção nesse ponto,
da. Depois do primeiro impacto
no topo da lista dos preferidos
pois, você se desenvolveu e até
nica, mesmo tocando no Sepultura.
acaba fazendo um trabalho muito óbvio
dessa constatação, a maioria re-
do metal. Depois de cultuado
criou um estilo próprio. Como
Acho muito importante todos os meios
e previsível. Vira mais um. Essa não é a
toma a alegria de trabalhar com
como baterista de um dos mais
aconteceu essa evolução?
de fazer beats. Nunca me importei se
minha preocupação. É lógico que ouço
música, independentemente de
importantes conjuntos do estilo
Por instinto. Não foi algo pensado,
é um moleque em um estúdio com
tudo isso, mas não é um fator que in-
bandas, contratos, gravadoras e
no mundo, porém, o instrumen-
de ficar pirando. Quanto mais você
uma bateriazinha eletrônica ou um
fluencia o que crio musicalmente.
parcerias, dedicando-se exclusi-
tista afastou-se de tudo, movido
alucina em querer criar um estilo,
cara tocando um som na África. Não
vamente aos projetos que lhe
pelos desentendimentos que
maior a dificuldade. Isso deve aconte-
tenho esse preconceito entre beat
Quando recebeu o convite do
dão prazer.
culminaram com a separação do
cer naturalmente. Quando olho para o
eletrônico ou orgânico, acústico. Vai
Max para fazer o Cavalera Cons-
Quem quer desenvolver algo novo,
De que maneira se interessou
tem que lidar com isso. Vai ter aquele
pela música eletrônica?
que odeie ou ame. Acho que se o
Iggor Cavalera é um desses.
grupo. Decidido a dar mais valor
passado, consigo ver essa evolução.
da criatividade de quem conseguiu
piracy, em algum momento você
Influenciado pelo pai no gosto
ao convívio familiar, criou com a
Mas, na época, meu pensamento era
inventar algo de forma legal. Possuo
hesitou em aceitar?
pela arte sonora e apaixonado
esposa, Laima Leyton, o Mixhell,
tocar e tentar fazer coisas diferentes
uma visão aberta de tudo. Tanto que,
A minha hesitação era continuar o
por bateria desde muito cedo,
em que os beats eletrônicos
com a banda.
quando comecei a desenvolver os
que estava fazendo com o Sepultura.
com seis anos o garoto mineiro
extravasam a eterna busca pela
trabalhos no Mixhell, não parei e pen-
Isso era algo meio óbvio. A partir do
batucava em instrumentos como
inovação que sempre perseguiu o
De onde surgiu o interesse pelos
sei: “não estou mais tocando bateria.
momento em que ele me ligou, disse
tarol e surdo existentes em sua
músico. Após dez anos sem falar
elementos tribais?
Estou criando um beat com o dedo”.
para trabalharmos em um projeto
casa. “Tudo isso sem ter pensa-
com o irmão - o guitarrista Max
Foi algo como voltar ao início, aos
Mas, para mim, o que estava saindo
nosso, novo, que não seria Sepultura,
mento de banda. Era uma coisa
Cavalera – retomou o contato
seis ou sete anos, com as coisas que
da caixa era muito bom. Tanto quanto
Soulfly ou Mixhell, mas uma coisa que
minha de querer tocar batera”,
fraterno e profissional e deu início
gostava de tocar até mesmo sem bum-
o acústico.
a gente ia inventar. E o que vai sair
lembra. Aos oito, começou a
ao projeto Cavalera Conspiracy.
bo. Muito dessa parte tribal veio disso e
disso? Se for metal, que seja. Se for
frequentar aulas, entretanto
Explorando os recursos que
de estar fazendo bastante trabalho de
Por que decidiu investir nesse
outra coisa, tudo bem. Quando recebi
ficou desmotivado por causa do
a tecnologia pode oferecer,
tons. Depois, comecei a ver que esses
estilo?
o convite dessa forma, para mim já
método: “O professor percebeu
sem esquecer as raízes que o
elementos combinavam com o cami-
Foi muito por acidente. Não foi pla-
foi o bastante. Caso ele sugerisse fa-
que o meu interesse não era
elevaram à categoria de um dos
nho que a banda estava seguindo, com
nejado. Tinha a ideia de trabalhar com
zermos uma continuação de um disco
saber qual a melhor maneira
mais importantes bateristas do
algo mais percussivo. Então, passei a
minha esposa na época. Ela estava há
do Sepultura, eu não teria interesse:
de segurar uma baqueta, mas
metal, Iggor é a síntese do mú-
tratar a bateria como um instrumento
dez anos no Museu de Arte Moderna
“legal, mas não é a hora para isso”.
sentar e tirar um som.”
sico moderno.
de percussão, sem ter que seguir cer-
e procurávamos algo diferente. Eu já
Talvez daqui a 10 anos.
& Imagem
Música &
27
Capa
Quais as principais diferenças desse projeto com
Como teve a ideia de remontar uma bateria
os outros que você teve com o seu irmão, como o
apenas para reaprender a tocar de maneira
Sepultura e o Nailbomb?
diferente as músicas que sabia?
O Cavalera Conspiracy é parecido com o Nailbomb. Não
O Guilherme Cersosimo, meu roadie, é quem mais
musicalmente, mas do jeito que fazemos. E é muito diferente
sofre com isso. Gosto de criar desafios. Às vezes,
do Sepultura, já que nunca ensaiamos. Meu irmão escreve
estou de saco cheio do mesmo set, então invento al-
diversos riffs. Até brincamos que existe um armário que o Max
guma coisa. Houve uma época em que decidi usar os
abre e pega o que quer. Ele grava muita coisa, o tempo inteiro
tons totalmente flat. E precisei meio que reaprender
e me mandou alguns CDs com esses riffs. Então, não foi como
a tocar. É uma coisa gostosa. Como músico, isso me
era com o Sepultura, de ficar meses em um estúdio tocando,
mantém vivo.
fazendo jam para a música sair. Foi algo, como o Nailbomb,
em que a gente fez o disco e gravou em uma semana.
Todos os seus trabalhos têm algum tipo de
inovação?
Vocês estão procurando novos integrantes?
Sim. Por mais que seja algo que você não consiga
Não. O Cavalera é aquilo, uma formação que aconteceu
ouvir, na minha cabeça sempre há. Tento entrar com
meio que por acaso. O Max queria trabalhar com o guitarrista
outra pegada. Até mesmo o disco do Cavalera (Inflikted),
que o acompanha (Marc Rizzo), já que ele está superafina-
em que procurei tocar o mais simples possível. Era uma
do com o cara. Para o baixo, quisemos chamar “alguém
meta que eu tinha. Esse era um caminho novo.
diferente”. E o Joe (Duplantier), que é do Gojira, fez o disco.
Agora, estamos com o Johny Chow, que é outro baixista
Quais são seus próximos projetos?
que tocou durante a turnê. Ele é muito bom. Então, quando
Este ano será de muitos trabalhos e shows. A ideia
pararmos para gravar outro trabalho, provavelmente será
de realizar a turnê do Cavalera pelo Brasil está come-
com esses integrantes.
çando a ficar madura. Assim como a de fazer um disco
novo. E o Mixhell tem um EP que vai sair na Europa. Isso
Você e o Max possuem uma sintonia musical bas-
acaba vazando para o mundo inteiro. Nesse caminho,
tante intensa. Houve dificuldade com os outros
estamos criando a trilha sonora de um filme nacional
integrantes?
que vai falar sobre a história da moda no Brasil.
A maior dificuldade era acompanharem a linha de raciocínio que tenho com o meu irmão, que é muito rápida. Trocamos
influências desde moleques, com três ou quatro anos. Existia
É uma adrenalina diferente, já que há uma respos-
essa sintonia mesmo quando jogávamos futebol. E continua
ta gigantesca do público. Também gosto de estar no
com a música. Mas, como o Max estava participando da
estúdio. É chato ficar horas para tirar um som. Mas é
produção do disco, ele teve uma ideia muito legal, que era
uma sensação muito boa pegar um CD do que você
a de deixar rolar. Se nós estivéssemos tocando uma coisa
produziu, colocar no carro e falar: “estou ouvindo todo
muito boa, não íamos parar porque o baixista não estava
aquele trampo, desde quando tive a ideia até agora”. O
conseguindo seguir. Depois, arrumaríamos o baixo do cara.
lance do ao vivo é meio que perder a noção do que se
Foi uma decisão que funcionou superbem. Aos poucos, foram
está fazendo. Nas gravações, não chego a esse nível.
pegando o jeito, se adaptando. Porque nem preciso falar com
Durante uma apresentação, estou tocando muito alto,
o meu irmão. Basta nos olharmos e já sei o que fazer. Por
mais forte e rápido. Tudo acaba acontecendo. É sensa-
exemplo, se estou em um beat, ele faz a voz que encaixa
cional acabar o show e ver que descarreguei tudo. (Nilton
naquilo. São coisas de sinergia.
Corazza e Rafael Furugen)
Iggor Cavalera arrastou uma multidão de fãs durante a Expomusic 2008
28
O que você acha de tocar ao vivo?
Música & Imagem
Cavalera e Roland
Ávido por incorporar novas sonoridades ao seu trabalho, Iggor adotou os instrumentos Roland V-Drums como
parceiros. O kit TD-12K, o sampler percussivo SPD-S e
os triggers utilizados para disparar amostras por meio da
bateria acústica são, atualmente, as ferramentas mais
importantes do músico em seu processo criativo.
Quando você teve o primeiro contato com os
Quais são as facilidade encontradas nesses
produtos Roland?
equipamentos?
Eu havia testado diversos equipamento. Até o Guilher-
Acredito que o mais importante é buscar o resulta-
me (Cersosimo) me apresentou vários produtos Roland.
do muito rápido. Com a bateria acústica, leva-se mais
Sempre tive interesse em colocar elementos eletrônicos
tempo para chegar ao som que se procura. Acho que
em meu set. E isso vem desde a época do Sepultura. Era
o trabalho que o músico tem com uma eletrônica é
uma vontade muito forte de contar com isso cada vez mais,
muito mais pré do que pós. É tudo que se faz antes
para poder criar e ter uma sonoridade maior. Essa parceria
de chegar ao show. E é mais simples.
é um passo para tentar coisas novas. Minha ideia principal
em trabalhar com a Roland é a de crescermos juntos. E, por
Como os metaleiros reagem ao vê-lo tocan-
esse lado, acredito que o caminho seja infinito.
do com uma bateria eletrônica?
O público de metal não está acostumado com
Você é aficionado em tecnologia?
coisa alguma. A primeira vez em que usei um bum-
Não sou aficionado, mas estou conhecendo cada vez
bo de 20 (polegadas), havia gente querendo me
mais. Não tenho alergia. Meu irmão é que sofre. Ele é
matar. Perguntaram por que eu ia tocar com esse
alérgico até ao celular. Há uma certa resistência de minha
bumbo de brinquedo. Hoje em dia, está superco-
geração. Mas quero estudar muito. Nem tenho tempo para
mum. Acredito que essa resistência vale também
me dedicar tanto, senão não consigo tocar ou fazer outras
para a parte eletrônica. A partir do momento em
coisas. No entanto, tenho aptidão para compreender a
que o cara vai ao show e vê, o que eu chamo de
tecnologia.
teste de fogo, não tenho dúvidas de que ele sai
dali pensando diferente.
Teve dificuldades durante a transição da bateria
acústica para a eletrônica?
Não. O produto está tão evoluído que o músico conse-
Quais as principais ferramentas que você
utiliza do SPD-S?
gue fazer a mesma coisa. Mas são dois bichos diferentes.
A ideia de misturar o acústico com o eletrônico
Se ele sentar em uma bateria eletrônica querendo que
é mais a de buscar o punch. Quando se joga isso
seja acústica, não vai dar certo. E vice-versa. É preciso ter
no PA ou no monitor, não é necessário aumentar
a cabeça aberta e a sensibilidade de saber até onde vai
tanto o volume do instrumento. No caso de outros
cada uma delas.
sons, o intuito é procurar aquelas sonoridades que
são feitas no disco mas não há possibilidade de
Utiliza os equipamentos Roland em gravações e
disponibilizar em um show. O músico teria que
performances?
montar uma bateria maior que a do Neil Peart
Utilizo em tudo. Tanto nessa turnê do Cavalera quanto
(baterista da banda Rush) para ter tudo, desde
nas coisas do Mixhell, estou usando a parte eletrônica
efeito e várias coisas. Essa combinação é perfeita:
cada vez mais do que a acústica. E no estúdio também.
buscar o punch na bateria e poder samplear o que
A combinação perfeita é ter os dois.
foi utilizado no estúdio.
Música &
& Imagem
29
ME-70
O grande destaque da BOSS durante a Win-
ME-70 no site www.bossbrasil.com.br).
ter NAMM 2009 foi a apresentação da pedaleira
Robert Marcello, especialista de produtos da
ME-70 Guitar Multiple Effects. Ela chega ao mer-
BOSS e principal demonstrador da ME-70 nos
cado para substituir a ME-50 e fechar um ciclo de
Estados Unidos, comenta: “A primeira coisa que
modernização desse tipo de equipamento, iniciado
faço ao tirar uma pedaleira da caixa, é testar como
com os modelos ME-20 e GT-10, nos anos de 2007
soam os drives e as simulações. Anulo todos os
e 2008 respectivamente.
outros efeitos, seleciono um modelo de amplificador
Por conta da facilidade de operação do aparelho,
valvulado e vou aumentando o ganho”. Seguindo esse
graças em parte à presença de botões dedicados,
procedimento, o artista concluiu: “O resultado nesse
a ME-50 foi o ponto de partida para sua sucessora.
equipamento é impressionante. As opções STACK e
Masao Takahashi, presidente da BOSS Corporation
LEAD STACK são minhas preferidas e vêm prontas
e chefe do projeto da ME-70, afirma: “Sendo um
para usar”. Rob Marcello (como é conhecido) tem
sucesso de vendas no mundo todo desde 2003, a
uma longa carreira como guitarrista-solo e integra a
ME-50 trouxe uma enorme base de usuários para
banda Danger Danger há mais de cinco anos. Com
Seguindo a tradição de sempre oferecer produtos
a marca, que ouviu as solicitações feitas por eles,
a bagagem de um dos músicos de hard rock mais
inovadores e adequados ao seu tempo, a BOSS anunciou
principalmente nos últimos dois anos”. Esses ape-
conceituados de seu país, ele é enfático sobre a
los com certeza influenciaram o desenvolvimento
qualidade dos timbres: “No meu mais recente disco-
o lançamento da pedaleira ME-70 Guitar Multiple Effects
da nova pedaleira, que incorporou recursos como
solo, chamado Marcello’s Vestry, gravei as partes de
simulação de amplificadores, gravação de loops e
guitarra usando apenas um rack processador de efei-
mudança de bancos na própria unidade.
tos BOSS GT-PRO. Como ao vivo prefiro pedaleiras,
a ME-70 atende plenamente à minha necessidade
RECURSOS SOB MEDIDA
A inovação mais aguardada na ME-70 é, sem dúvi-
O novo equipamento apresenta 36 memórias
O músico pode agora emular alguns modelos clássi-
de usuário (USER PATCHES), em que os ajustes
cos na criação de seus timbres e ligar o equipamento
podem ser salvos, além de 36 de fábrica (PRESETS
diretamente à mesa de mixagem ou a sistemas de
PATCHES), que também servem como ponto de
gravação. Esse recurso também é importante para
partida para criação de timbres.
estudo com fones de ouvido, adicionando mais
Uma solicitação feita com veemência pelos
“corpo” e realismo ao som. Para acioná-lo, basta um
usuários da antiga ME-50 e incluída nesse projeto
simples toque em um botão. Em seguida, é possível
foi a possibilidade de mudança de bancos de me-
selecionar um tipo desejado e ajustar os parâmetros,
mória por meio dos pedais, sem a necessidade de
como seria feito em um amplificador “real”.
incorporar footswitches externos ao setup. Esse
A ME-70 recria modelos clássicos para guitarra
& Imagem
Música &
palcos e estradas”.
da, a incorporação de simulações de amplificadores.
por meio da exclusiva tecnologia COSM, presente
30
de timbres. E ela também aguenta a vida dura dos
recurso havia sido adicionado ao modelo ME-20,
mas ficou ainda mais simples de ser utilizado.
também no topo de linha da marca, o processador
A ME-70 organiza a memória em nove setores,
de efeitos GT-10. Os seis tipos apresentados no
cada qual com quatro pedais numéricos. Pressionar
novo produto cobrem praticamente todas as ne-
os pedais 1 e 2 simultaneamente inicia a seleção de
cessidades dos músicos: vão de modelos “clean”
bancos; nesse modo, o primeiro passa a funcionar
- ao melhor estilo JC-120 - até sistemas valvulados
como BANK DOWN e o segundo como BANK UP.
de cabeça e caixa com alto ganho, os chamados
Em seguida, basta acionar o 3 ou o 4 para ativar o
“ s t a ck s ”. E x i s t e m a i n d a c o n f i g u r a ç õ e s
novo banco. Após isso, é necessário escolher a me-
ideais para blues, rock, hard rock e heavy me-
mória pressionando o pedal desejado. O processo é
tal, todas com sonoridades incrivelmente pró-
rápido e facilita o trabalho dos guitarristas em palcos
ximas às dos originais (ouça os timbres da
e apresentações ao vivo.
& Imagem
Música &
31
ME-70
TRAJETÓRIA
Tradição é, atualmente, um dos
fatores mais importantes no momento
Das ferramentas adicionadas
pedaleira não possui menus de na-
alterar os valores individualmente.
à pedaleira, a mais inovadora é o
vegação ou parâmetros escondidos.
Em um timbre formado por overdrive,
mini Loop Station. Com o PHRASE
Se o guitarrista deseja, por exemplo,
chorus e delay, por exemplo, como os
LOOP, que fica dentro do bloco de
aumentar a profundidade do flanger,
efeitos têm quatro parâmetros, seria
efeitos de DELAY, é possível gravar
há um botão de acesso direto para
preciso configurar até 12 valores para
até 38 segundos de áudio. O trecho
esse valor. Os efeitos estão divididos
a criação de um único timbre. Isso
é repetido indefinidamente e há a
em oito blocos distintos: PREAMP/EQ
leva tempo e, em alguns casos em
possibilidade de sobrepor a ele novas
(simulação de amplificadores e equa-
que o músico não tem experiência em
linhas (overdubs). O guitarrista pode
lizador), COMP/FX (compressor, filtro
pedaleiras, pode ser frustrante. Nem
interromper a reprodução ou a capta-
e emulação de captadores), OD/DS
todos sabem dizer o que parâmetros
ção do loop de forma rápida e precisa,
(overdrive e distorção), MODULATION
como tone, resonance e feedback
pressionando um dos pedais. É muito
(efeitos de modulação e harmonizer),
efetivamente fazem. Nesses casos,
interessante utilizar esse recurso com
DELAY (vários tipos incluindo modos
utiliza-se o EZ TONE. No exemplo
a unidade em modo MANUAL. Nele,
ANALOG, REVERSE e MODULATE),
citado acima, basta selecionar uma
os pedais numéricos não selecionam
REVERB, NS (eliminador de ruídos)
sugestão de ajuste para cada efeito
mais memórias de ajustes salvos pelo
e PEDAL FX (endereçamento de
e o timbre estará montado em ques-
usuário, mas ligam e desligam efeitos
funções para o pedal de expressão).
tão de segundos. “Esse recurso foi
específicos, como em um sistema de
Cada um deles tem seus controles de
desenvolvido tanto para os iniciantes
pedais compactos individuais. Neste
ajuste separados e com função defi-
como também para os profissionais,
caso, basta deixar o delay configurado
nida. Basta olhar o painel da unidade
pois a construção de timbres é mui-
em PHRASE LOOP e ligar este efeito
para entender como a configuração
to mais rápida e direta, tornando o
para começar a registrar os loops.
de parâmetros pode ser fácil e dire-
processo todo mais veloz”, comenta
Uma dica extra é ajustar a seção
ta. Apesar disso, os engenheiros da
Masao Takahashi. Também é possível
MODULATION na opção OCTAVE
BOSS conseguiram simplificar ainda
editar manualmente as opções apre-
(oitavador), para adicionar linhas de
mais o processo de criação de timbres
sentadas pela ME-70 e salvar essas
contrabaixo a eles. Desnecessário
por meio do recurso EZ TONE.
alterações como novas configurações
mencionar as diversas utilidades que
Esta nova função é um atalho para
essa função oferece para estudo,
ajustes pré-definidos da ME-70. Se o
composição e, até mesmo, perfor-
guitarrista não quiser ou não souber
mances inusitadas.
lidar com parâmetros, basta pressionar EZ TONE. Ao fazer isso, os botões
UM PARÂMETRO,
UM BOTÃO
apenas a incorporação das novas ferramentas, mas proporcionou
de decidir pela compra de algum equipa-
um salto na qualidade de timbres. Primeiramente os engenhei-
mento. Seja uma máquina fotográfica,
ros pensaram nas funções e na sonoridade do equipamento,
um aparelho de televisão, um telefone
para depois projetar o processador” comenta Takahashi.
celular ou um instrumento musical,
Outras novidades da ME-70 são um pedal numérico adicio-
olhar para o passado e conhecer a histó-
nal (quatro no total contra três na ME-50) e a possibilidade de
ria de determinada marca pode ser fun-
endereçar para o de expressão parâmetros como o volume do
damental para a escolha e a aquisição
efeito de delay (DELAY LEVEL) e a velocidade de repetição de
de produtos confiáveis e que atenderão
efeitos de modulação (MODULATION RATE).
as expectativas. Neste aspecto, entre
Um capítulo a parte é o novo visual e a construção extre-
tantos outros, a BOSS é imbatível, pois
mamente resistente. Não é de hoje que a BOSS tem a fama
praticamente inventou os pedais de efei-
de produzir equipamentos duráveis como tanques de guerra,
to para guitarra e determinou o formato
projetados para suportar os palcos e as estradas mais exigentes.
e as características dos mesmos até os
Com a ME-70 não é diferente. À primeira vista, pode-se pensar
dias de hoje. Poucos sabem, no entanto,
que seu chassi é de plástico, mas basta levantar a pedaleira que
que a tradição que a empresa carrega
o peso da mesma falará por si. Produzida em metal, o acaba-
nesse tipo de aparelho também existe
mento foi feito na cor preta, com minúsculos pontos brancos, o
nas famosas pedaleiras multiefeito.
que imprime um visual “vintage” ao produto, característico de
Há exatos 20 anos, a BOSS lançou
aparelhos de som antigos. Os botões e pedais de acionamento
sua primeira pedaleira com efeitos para
também são superduradouros e podem ser acionados por anos
guitarra. Nesse equipamento, o usuário
sem apresentar falhas de contato ou ruídos.
podia salvar seus ajustes e chamá-los
Recursos avançados aliados a timbres profissionais, constru-
de volta pressionando uma sequência
ção ultraconfiável e extrema facilidade de uso fazem da ME-70
de pedais. Trata-se da famosa ME-5
um “passo além” na questão de pedaleiras multiefeito. Com a
Guitar Multiple Effects, com oito me-
experiência de 20 anos fabricando esse tipo de equipamento,
mórias de usuário (recurso que, atual-
a BOSS criou um produto poderoso e inspirador. A ME-70 com
mente, seria motivo de piada nesse
certeza atenderá os mais exigentes profissionais e também os
universo). Graças à qualidade desse
iniciantes no mundo dos efeitos para guitarra. (Sergio Motta)
produto e ao sucesso instantâneo que
atingiu entre guitarristas profissionais –
e, em um segundo momento, também
hobbistas -, ainda é possível encontrar
algumas ME-5 em palcos ou escolas
de música. E em pleno funcionamento,
afinal são pedaleiras BOSS, ou seja,
a serem utilizadas na concepção de
resistentes e de altíssima durabilidade.
outros sons.
Após esse lançamento de enorme
aceitação, foram produzidos os mode-
NOVIDADES POR
DENTRO E POR FORA
de seleção do equipamento passam
Os recursos apresentados, no
a apresentar propostas de configura-
entanto, não seriam possíveis sem o
O painel da ME-70 é um capítulo a
ção, ou seja, a pedaleira dá sugestões
desenvolvimento de um processador
parte, mantendo toda a facilidade de
extremamente úteis para cada efeito
DSP customizado pela BOSS para a
operação do modelo ME-50. A nova
da unidade, sem a necessidade de
ME-70. “Esse elemento permitiu não
los ME-6 (1993), ME-8 (1995), ME-10
(1997), ME-30 (2000), ME-33 (2002),
ME-50 (2003) e ME-20 (2007), cada um
deles com as melhores características
de seu antecessor e mais algum recurso inovador, como afinador embutido,
Robert Marcello durante apresentação da ME-70 na Winter NAMM 2009
pedal de expressão e processamento
em 16 bits, entre muitos outros.
32
Música &
& Imagem
Música & Imagem
33
V-Piano
Em 1995, a Roland inaugurou uma
a americana Steinway e a austríaca
Nesse estudo, o coordenador
nova era na geração sonora: nasceu
Bosendorfer, que carrega toda a
internacional de projetos da Roland,
o primeiro equipamento ostentando
tradição musical europeia nesse tipo
o americano Scott Tibbs, teve atu-
a sigla “V”, de virtual. O V-Guitar se
de fabricação.
ação importante, pois foi o músico
propôs a emular diferentes corpos de
Selecionados os modelos, todos
que encabeçou essa empreitada.
guitarra, amplificadores, captadores,
os componentes foram inteiramente
Para ele, a concepção não era
enfim, tudo que faz parte do mundo
analisados para que os engenhei-
somente a de atingir a reprodução
das seis cordas.
ros pudessem compreender como
fiel de um instrumento acústico,
No ano seguinte, o V-Studio chegou
cada um influencia a sonoridade do
mas a de proporcionar algo que
ao mercado, revolucionando o conceito
instrumento e interage com ela. Os
fosse possível somente por meio
de gravação digital. A empresa vendeu
exemplares, então, foram divididos
da virtualização: “Além de termos a
milhares de unidades dos populares
em algumas partes estratégicas como
emulação real e completa de todas
VS, transformando o sonho de registro
teclas/mecanismo, sistema de pedais,
as partes de um piano, queríamos
em hard disk em realidade.
caixa de ressonância, tábua harmônica,
oferecer a opção de, por exemplo,
A virtualidade cresceu ao longo do
harpa (chapa de metal que acondiciona
criar um modelo com uma cauda de
tempo com o lançamento das linhas
as cordas) e as próprias cordas. Naque-
8 metros de comprimento ou três
V-Drums, V-Mixer, V-Bass, V-Synth e
la época, no entanto, era impossível
cordas para todas as teclas, o que
V-Accordion, todas com a mesma
prever quando a tecnologia permitiria
não é comum”. Entusiasmado com
proposta: emular em um único siste-
o lançamento de um verdadeiro piano
a ideia, Tibbs preconiza: “Seria a
ma o ambiente e o universo de cada
acústico virtual.
tecnologia virtual da Roland realizan-
instrumento.
Após a conclusão dessa análise em
todas as partes, a Roland principiou a
PIANO VIRTUAL
do algo que nunca existiu na fabricação dos pianos acústicos”.
captação das amostras, realizadas em
O engenheiro Yasunobu Suzuki
Há exatamente 10 anos, em 1999,
altíssima resolução, sem os tradicionais
c o m e n t a q u e o V- P i a n o n ã o é
iniciou-se uma pesquisa detalhada
loops utilizados nos processos comuns
somente baseado em samplers:
sobre o que muitos chamam de “o pai
de sampleamento. Em contrapartida,
“A marca Roland é bem conhecida
dos instrumentos”. O departamento
os engenheiros iniciaram a criação dos
pela série RD, que possui amostras
de engenharia da Roland Corporation,
algoritmos que viabilizariam emular
muito realistas. Quisemos oferecer
no Japão, se propôs a estudar todas
tudo que interfere no som de um piano,
algo além do que existe no mercado
as partes de um piano acústico. Para
desde o tipo de corda e o tamanho da
e que pudesse surpreender todos
isso, por terem características distin-
cauda até o mecanismo das teclas e a
os músicos: um piano digital com
tas, duas marcas foram escolhidas:
dimensão do martelo.
alma de instrumento acústico”.
Coordenado por Scott Tibbs, o projeto V-Piano
rompe a barreira da fidelidade absoluta
34
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Música &
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Música &
35
V-Piano
UTOPIA POSSÍVEL
de resposta quando uma tecla é repetida
Com o software editor desenvolvi-
em valores como semicolcheias, fusas
do para esse equipamento, é possível
ou semifusas. O recurso Escapement,
transformar a sonoridade dele a fim de
exclusivo dos pianos digitais da marca, foi
que corresponda à de qualquer piano,
aperfeiçoado e agora está disponível para
mesmo imaginário. Prova disso é que
as notas tocadas em pianíssimo. O PHA
se pode alterar o comprimento da cau-
III conta, também, com acabamento Ivory
da até muito além do tradicional assim
Feel, que dá o aspecto de marfim às teclas
como o material com que são feitas
e absorve a oleosidade e o suor das mãos,
as cordas, de prata ou revestidas de
permitindo uma execução mais segura.
cobre, entre outras opções. Algumas
John Maul, especialista de produtos
funções inovadoras também podem ser
no Reino Unido e um dos demonstrado-
usadas, como o recurso Sweet Spot,
res do projeto no NAMM Show, explica
que permite selecionar uma região e
a diferença entre esse novo equipamento
modificar a ressonância somente dessa
e os produtos existentes no mercado:
área adicionando brilho à região mais
“O músico sentirá uma conexão com
grave, por exemplo.
ele. A série RD é fantástica, mas com o
Outro fator que mereceu cuidado
V-Piano há mais controle do resultado,
especial foi o sistema de mecanismo
como em um instrumento tradicional”,
C
das teclas. “O timbre de um piano
afirma. “Todos os elementos - geração so-
M
acústico se altera quando diferentes
nora, mecanismo de teclas e emulação dos
Y
músicos se apresentam com ele”, co-
componentes - colaboram nessa direção.
CM
menta Scott Tibbs. “Se alguém tem um
A engenharia fez um magnífico trabalho,
toque mais suave, o instrumento soa de
um modo. Com a ‘pegada’ mais forte,
de outro. Isso não é tão perceptível nos
modelos eletrônicos atuais.”
Telas de edição permitem customizar
diversos aspectos do V-Piano - como
a textura do martelo, a afinação e o
material de fabricação das cordas por meio de gráficos realísticos
sem deixar o conceito artístico de lado.”
MY
CY
Para maior perfeição na reprodução
de um modelo acústico, o V-Piano possui
quatro saídas de áudio - duas para o som
Para aprimorar essa sensação, foi desenvolvido o
natural do instrumento e duas para a ambiência – que,
Progressive Hammer Action III, a terceira geração do consa-
conectadas a um sistema quadrifônico, recria o campo
grado mecanismo Roland. “Criamos um novo sistema com
sonoro que um piano de cauda proporciona. Além disso,
CPU dedicada, algo inédito para os modelos digitais”, afirma
doze tipos de efeitos estão disponíveis para aprimorar essa
Tibbs. O V-Piano Engine (motor sonoro do equipamento)
sensação acústica e há um knob exclusivo no painel para
trabalha com um processador de última geração, captando
o controle em tempo real desses recursos.
os dados das teclas e moldando o som conforme a “pegada”
O equipamento também está equipado com
e o estilo do músico. Outra inovação é o aprimoramento
uma porta USB de comunicação com computadores
CMY
K
(PC e Mac) para edição de timbres e parâmetros. Outra conexão do mesmo tipo permite a execução de arquivos de áudio
e SMF diretamente de pen drives, fazendo uso do gerador
interno do equipamento para reprodução de sons GM2.
Scott Tibbs durante
a Winter NAMM 2009
apresentando o V-Piano
Com o lançamento do V-Piano, a Roland eleva o patamar da qualidade de simulação e criação de timbres de
piano acústico a um nível inimaginável e praticamente
impossível de ser alcançado. Certamente, grandes virtuoses e compositores, como Beethoven, Mozart e Chopin,
estariam extasiados com esse incrível instrumento e suas
possibilidades. (Sergio Terranova Jr.)
36
Música & Imagem
Música & Imagem
37
TD-4K
NOVIDADE
mesmas técnicas que usaria em uma bateria acústica.
Mesmo com a boa aceitação dos bateristas pelos
E com expressividade ímpar, por causa do grande con-
recursos do TD-3, a Roland - confirmando sua vocação
trole de dinâmica, que permite tocar muito forte ou bem
de não estacionar no tempo - está substituindo o TD-
fraco”, diz Garza.
3KW pelo TD-4K, com aperfeiçoamentos expressivos:
Um dos responsáveis pelo projeto, o engenheiro
rack MDS-4, módulo TD-4 com quatro vezes mais me-
Ayumu Takahashi, explica como atingir tal grau de perfei-
mória, 125 novos sons aplicáveis de muita qualidade,
ção: “Utilizamos os melhores microfones e estúdios para
25 kits editáveis, sensibilidade de trigger aprimorada,
captar os sons em alta fidelidade. Mas a expressividade
modo de exercícios atualizado, função Quick Rec,
sonora é resultado da combinação da qualidade das
display com visualização facilitada e posicionamento
amostras, da precisão da sensibilidade e da interface
do módulo mais confortável, além de afinação e aba-
(pads, pratos etc). No momento da criação dos kits, todos
famento dos sons por meio de botões dedicados no
esses fatores devem estar associados.”
painel, para ajustes imediatos.
Além da gama dinâmica que o novo modelo oferece,
Mesmo mantendo a configuração de V-Pads,
alguns recursos aproximam ainda mais o músico acostu-
V-Cymbals e V-Kicks do antecessor, o módulo TD-4
mado aos kits acústicos do equipamento eletrônico. Se
permite um desempenho superior dos pads. “Um grande
desejar, usando os botões de afinação e abafamento, é
progresso foi alcançado nos sons”, diz Johnny Rabb, um
possível ajustar detalhes que personalizarão os timbres
dos mais conceituados bateristas da atualidade. “Os
muito rapidamente ou resolver sobras de frequências
timbres da TD-3 são ótimos, mas os da TD-4 são incrí-
indesejáveis em performances ao vivo. E uma das carac-
veis”, afirma (assista os vídeos de Michael Schack no site
terísticas mais marcantes é a opção de cortar o som dos
www.v-drums.com.br).
pratos utilizando a técnica choke cymbals.
Se comparada a dos demais módulos TD, a quantidade de sons do novo modelo é menor. No entanto, são
expressivos e não deixam nada a desejar em termos de
Sensibilidade
e potência
V-Drums TD-4K traz expressividade aprimorada e recursos inovadores
qualidade, preenchendo totalmente as necessidades
de um baterista que quer tocar “pra valer”, sem muitas
adaptações técnicas. Por conta disso, o real feel é uma
possibilidade concreta: “O produto tem sensibilidade
extrema e ‘feeling’ de bateria”, diz Rabb. “A transição é
perfeita. O músico pode usar um kit acústico nas gigs
e praticar na TD-4K.”
Outro baterista que atesta a qualidade e a expressividade do equipamento é David Garza, especialista
38
A categoria V-Compact Series com módulo TD-3
PD-8 (que era usado na posição de chimbal) foi trocado
de produtos V-Drums da Roland US: “A TD-4 é perfeita
dos kits V-Drums ofereceu uma solução para bateristas
pelo inovador CY-5. Esses aperfeiçoamentos permitiram
para o estudo. Isso por que os sons são muito bons, por
que necessitavam de um instrumento com controle de
um melhor desempenho físico dos instrumentistas,
causa das mudanças que a Roland fez tanto no hardware
volume ao mesmo tempo em que respondesse às ne-
por conta do diâmetro maior do PDX-8 (10 polegadas)
quanto no software.”
cessidades técnicas exigidas para uma boa performance.
e do movimento mais natural que o CY-5 possibilita.
Uma grande melhoria foi aplicada à sensibilidade.
Isso inclui sensibilidade para dinâmica de intensidades
Com essas alterações, a nomenclatura mudou para
Apesar de a configuração ser a igual a do modelo subs-
variadas, sons reais, modo de exercícios eficiente, pads
TD-3KW e o produto se firmou definitivamente como
tituído, o módulo TD-4 em conjunto com os respectivos
macios e rack flexível e resistente.
uma opção perfeita para músicos que necessitavam de
pads responde ainda melhor às nuances de toques
O kit TD-3K agradou os bateristas nacionais e foi um
um kit eletrônico com custo acessível para atividades
leves e fortes. As mudanças de dinâmica ficaram mais
dos motivos da maior divulgação da linha V-Drums no
variadas: estudo, aulas, performances, estúdios, igrejas
gradativas, tornando o controle de intensidade ainda
País. Mesmo bem-aceito desde o lançamento, houve um
etc. O equipamento atendeu perfeitamente a todas essas
mais natural. “Basicamente, o músico pode utilizar as
aprimoramento, em 2006, no que diz respeito aos pads:
exigências, tanto que foi sucesso em todo o mundo,
o V-Pad de caixa PD-80R foi substituído pelo PDX-8 e o
incluindo o Brasil.
Música &
& Imagem
Johnny Rabb demonstra a TD-4K
durante a Winter NAMM 2009
Música & Imagem
39
TD-4K
O KIT
Entre as alterações aplicadas ao módulo, a disposição do display é uma das que mais chamam a
atenção. Além de ser mais interativo, o LCD com
backlight na cor azul - o que facilita a visualização
também em ambientes escuros - está na posição frontal,
diferentemente do que ocorre nos demais kits TD.
A conexão dos pads ficou mais prática e segura.
Seguindo o exemplo dos modelos HD-1 e TD-9, o conector do multicabo é do tipo DB-25 e as pontas individuais apresentam formato P-10 estéreo. Basta apenas
encaixá-los, seguindo as etiquetas de fábrica existentes
em cada um. Com isso, não é necessário verificar na
traseira do módulo se a conexão está sendo feita no input
correto. Também estão disponíveis duas saídas de áudio
P-10 (L/R), MIDI OUT e Mix IN para players externos.
O rack MDS-4 também foi alvo de melhoras significativas. O design é baseado no modelo MDS-9 e possui
estrutura tubular, suporte de chimbal mais alongado e
mudança de posição do módulo. Como o TD-4 tem o
display frontal, diferente do formato de mesa, ele está
instalado abaixo dos dois pads de tons PD-8, no centro
do rack, fazendo que o baterista olhe para a frente e não
para o lado esquerdo. Por causa dos quatro pés, a estrutura apresenta resistência maior. Também é fácil colocar
o controlador de chimbal FD-8 na melhor condição de
uso. A área que o rack ocupa é muito pequena (1 metro x
0,70 metro x 0,85 metro), o que permite ao músico montar
a bateria em situações de extrema falta de espaço, sem
sacrificar as opções necessárias para ajustes dos pads.
ESTUDO
O modo de exercícios é um
capítulo à parte na TD-4. Como já
é conhecido nos equipamentos
V-Drums, o Coach Mode tornou-se
uma ferramenta essencial nos kits.
Todos os bateristas precisam praticar
para melhorar a velocidade e a precisão. E essa ferramenta, além de ajudar
nesses aspectos, torna o estudo ainda
mais eficiente.
Uma grande inovação é o Tempo
Check: o módulo, ao perceber que o
músico está tocando de forma correta, abaixa o volume do metrônomo
automaticamente. Se ele sair do
40
Música &
& Imagem
tempo, no entanto, o TD-4 aumenta a audibilidade do click, em
três níveis, até o instrumentista se corrigir.
Além dessa, outras quatro funções de estudo estão
incluídas: Warm Ups, Time Check, Quiet Count e Auto
Up/Down.
Após o uso de uma das cinco opções do modo de
exercícios - ou de todas elas - o V-Drummer pode desfrutar de uma ferramenta que anteriormente apenas estava
disponível a partir dos kits TD mais caros: a Quick Rec.
Com ela, pode-se registrar uma performance, com ou sem
metrônomo, de forma rápida e imediata, sem a necessidade de conectar a bateria em gravadores ou computadores
com interfaces. Isso acelera o processo de estudo e não
C
M
desvia a atenção para outros equipamentos ou possíveis
Y
“problemas”, caso esses aparelhos não estejam totalmente
CM
preparados ou disponíveis. O músico grava e ouve rapida-
MY
mente o que tocou, pressionando botões dedicados no
painel do TD-4.
Com o conhecimento adquirido pelos bateristas ao
CY
CMY
K
longo dos últimos anos, eles não poderiam esperar nada
menos do que a Roland está lançando neste momento.
A TD-4K não é apenas um modelo que substitui a TD-3KW,
mas o instrumento que fará os músicos reticentes em
integrar um kit eletrônico em suas vidas definitivamente
vencerem esse conceito por completo. (Gino Seriacopi)
MAIS V-DRUMS
Aumentar a quantidade de pads em kits eletrônicos é sempre um desejo dos V-Drummers. Para isso, o TD-4 possibilita a conexão de mais um
deles, que pode ser adquirido separadamente. Melhor ainda é a notícia de
que esse módulo, assim como os demais da linha TD, é compatível com
o chimbal VH-11. Para completar, o baterista pode conectar o CY-12R/C, o
V-Cymbal com o three-way system que permite tocar cúpula, superfície
e borda de prato de condução em suas próprias posições. O rack MDS-4
mantém o padrão do tamanho dos tubos já utilizados nos outros da série.
Para apoiar os V-Cymbals e V-Pads adicionais, portanto, basta adquirir os
suportes já disponíveis, como o MDY-10U e MDH-10U. Os amplificadores PM-10 e PM-30 da linha V-Drums respondem perfeitamente bem às
frequências necessárias desse novo modelo.
Música & Imagem
41
V-Studio
Sistema completo
V-Studio oferece solução integrada de hardware e software para produção musical
MÓDULOS
digital específico para a interface VS-
a CPU. O software Fantom
700R V-Studio I/O, de maneira que,
VS Editor, por sua vez, via-
pressionando apenas uma tecla, é
biliza a integração total e o
possível alterar a funcionalidade dela
acesso direto aos timbres do
para comandar qualquer equipamento
hardware com o Sonar, fun-
de vídeo e imagem compatível com V-
cionando como um plug-in
Link, incluindo a linha de sistemas de
VST que possibilita a criação
edição não linear Edirol DV-7.
de timbres únicos. Para pro-
O Sonar V-Studio 700 chega ao
Composto pelas unidades VS-
mercado para atender aqueles que
700R e VS-700C, além do software
A VS-700C é uma superfície de
precisam de uma solução completa,
Sonar 8 Producer, o equipamento
controle totalmente integrada com o
É no VS-700R que são feitas as
porcionar ainda mais poder
integrada, confiável e com excelente
disponibiliza as ferramentas ne-
Sonar 8. O aparelho possui faders mo-
conexões de áudio e MIDI do sistema
de fogo ao sistema, um slot
sonoridade para produção musical.
cessárias para todas as etapas de
torizados de 10 milímetros sensíveis
V-Studio 700. Trata-se de uma interface
para placas de expansão
O pacote preenche o espaço entre
um trabalho, desde pré-produção,
ao toque, meter, LCD que possibilita
com capacidade para 20 inputs e 26
Roland ARX permite utilizar
as alternativas “econômicas” de
produção e gravação até mixa-
a visualização de parâmetros, seção
outputs. O módulo possui oito pré-am-
as novas sonoridades e ferramentas
ramentas de edição, criação, mixagem
pouca capacidade e os sistemas
gem e masterização. Além disso,
de transporte com botões iluminados
plificadores com Phantom Power e 14
desenvolvidas pela empresa com a
e masterização. E a compatibilidade
competitivos mais caros, ofere-
esse projeto inovador atende as
e knobs de giro infinito para mixagem
saídas analógicas para flexibilidade de
tecnologia SuperNATURAL.
com sistemas de 64 bits permite mais
cendo um equipamento ao mesmo
exigências dos profissionais de
e controle de plug-ins, além de ex-
roteamento de BUS e auxiliares, além
A impressão que se tem à primeira
tempo dotado de muitos recursos
pós-produção, incorporando fun-
clusivo joystick para posicionamento
da possibilidade de mixagem surround.
vista é a de que um equipamento com
e com custo acessível a uma ampla
cionalidades de hardware para
surround e T-bar para funções de
Está disponível, também, uma ampla
esses recursos demandaria conexões
Entre os recursos disponíveis,
gama de usuários.
controle de vídeo e imagem.
vídeo. Também oferece comando
variedade de conexões digitais, como
complexas e uma grande quantida-
destacam-se os 49 plug-ins de efeitos,
AES/EBU, S/PDIF e ADAT, e Word Clock
de de condutores. A operação do
alguns deles com ferramentas dedi-
para sincronismo e MIDI I/O. Graças
V-Studio 700, no entanto, se inicia
cadas à masterização. Também estão
à qualidade de seus conversores e à
com apenas dois cabos: um conecta
presentes 15 sintetizadores virtuais
resolução de 24bit/192kHz, aliadas à
a VS-700C à interface VS-700R e outro
como o Dimension Pro e a versão
alta velocidade da porta USB 2.0, é
(USB) liga o sistema ao computador.
completa do Rapture. Este último,
possível uma gravação cristalina e com
Os componentes adicionais do paco-
vencedor do prêmio MiPA (Musikmes-
baixa latência.
te – software Sonar, drivers, plug-ins
se International Press Award), oferece
qualidade de áudio do começo ao fim
das produções.
Os pré-amplificadores também
de controle e inúmeros modelos de
sonoridades modernas para alimentar
são controlados digitalmente, o que
projetos – são instalados facilmente,
produções nos estilos pop, dance, hip
permite alterar o ganho a partir da
e em alguns minutos o equipamento
hop e eletrônica.
mesma superfície em que é feita a
está pronto para operar.
mixagem e memorizar os ajustes na
programação. A possibilidade de recu-
A integração de hardware e software, aliada à qualidade de ambos os
SOFTWARE
componentes, é o diferencial que faz
perar as configurações individuais de
O Sonar 8 Producer é o cérebro que
do V-Studio 700 a solução ideal para
cada microfone pode corresponder a
comanda as ações do sistema V-Studio
gravação e produção a preço acessível.
uma grande economia de tempo em
700. O software oferece poderosas fer-
(Renan Dias)
uma sessão.
Além de tudo isso, o VS-700R traz
integrado a ele o sintetizador Fantom
VS, com mais 1.400 timbres dos
lendários modelos Roland. Pelo fato
do controle desse gerador sonoro
ser efetuado pelo DSP existente na
interface VS-700R, ele praticamente
não produz latência e nem carrega
42
Música &
& Imagem
EXPANSÃO
Os usuários do Sonar V-Studio 700 que desejarem mais entradas
e saídas podem adquirir um módulo adicional VS-700R V-Studio I/O.
A adição dessa unidade aumenta a capacidade do sistema para 41
entradas e 56 saídas (37/48 simultâneas). Uma segunda VS-700R
também duplica o potencial de síntese, disponibilizando dois Roland
Fantom VS e dois slots de expansão ARX no Sonar.
Música &
& Imagem
43
Pergunte ao Especialista
a seÇÃo perGuNTe ao especialisTa É dedicada a resolver as
eNvie sua perGuNTa para o e-Mail [email protected]
dúvidas dos leiTores.
O Digital Snake pode servir como interface
de gravação?
Leonardo Guilherme
Algo estranho aconteceu com meu
teclado. Depois de tocar por mais de 4
horas sem problema algum e guardálo com todo cuidado no case feito sob
medida para ele, não consegui fazê-lo
funcionar no dia seguinte. Além disso,
percebi que algum tipo de líquido deixou o display “suado” por dentro, com
uma “nuvem” de vapor. Há explicação
para isso?
Fortaleza - CE
Tanto o Digital Snake quanto o V-Mixing M-400 trafegam áudio digital
em 24 bits via cabos de rede CAT5e. O protocolo é baseado no Fast
Ethernet (10/100) que interliga computadores à internet e às redes
de compartilhamento. No caso do primeiro, é possivel – por meio
de um hub-switch comum ou de um módulo S4000-SP, da RSS –
conectar um sistema convencional S4000 a um Sonar 7 Producer e
gravar até 40 canais. Esse procedimento faz uma cópia exata do que
o S-4000 S-3208 está recebendo nos pré-amplificadores de entrada.
Jeferson Soares
Atualmente, no mercado, o software Sonar Producer (a partir da ver-
Campina Grande - PB
são 6.2) é o único que aceita a porta LAN do desktop como interface
de áudio. Para isso,
Ao terminar de usar um instrumen-
causas do defeito apresentadas
teclado, deixando-o em repouso
basta instalar o dri-
to eletrônico, é preciso esperar
pelo profissional provavelmente
no mínimo 30 minutos, para
ver REAC, oferecido
pelo menos 30 minutos antes de
são fonte interna ou placa de cir-
que a temperatura interna possa
gratuitamente pela
acondicioná-lo em um bag ou,
cuito queimada e oxidações nas
diminuir e evitar os eventuais
Roland na compra de qualquer Digital Snake. As configurações míni-
principalmente, em um case de
placas. Muitos músicos já viven-
problemas. Esse tempo de espera
mas para isso são: Intel Core 2 Duo 2GHZ, 2GB de memória RAM, um
alumínio. Este é um dos hábitos
ciaram situações semelhantes,
deve ocorrer em duas situações:
HD IDE para sistema operacional, dois HDs SATA para gravação e porta
que os músicos devem adquirir
por exemplo, ao perceber que
tanto antes de começar a usá-
lan Gigabit Ethernet. Pode ser utilizada, também, uma unidade Edirol
em relação a seus equipamentos,
a parte superior do instrumen-
lo, depois de remover o mesmo
FA-66, cujo papel será única e exclusivamente para monitoração via fone
sobretudo teclados. Ao ignorar
to, próxima aos botões, ou até
da bag ou do case, quanto após
ou Line Out do que está sendo registrado no Sonar. Essa tarefa pode ser
este procedimento ao fim de um
mesmo o display (LCD) estavam
a utilização. Outra interessante
feita pela console de áudio que recebe analogicamente o sinal, visto que
ensaio ou evento, o usuário corre
úmidos depois de o aparelho ter
opção são os dessecantes, como
este é uma cópia dos pré-amplificadores de entrada.
o risco de, na próxima em vez que
sido transportado em um bag ou
sílica gel, Zorb-It ou Dry Bag. Nos
No caso da V-Mixing System, a mesa já monitora a gravação em si. Veja
for utilizá-lo, encontrar problemas:
case. Isso acontece por causa da
eletrônicos, essas substâncias
ao lado os diagramas utili-
o aparelho pode até mesmo não
condensação que normalmente
previnem a condensação. Podem
zando o conjunto formado
ligar no dia seguinte, embora
ocorre quando o vapor é resfriado.
ser encontrados pequenos paco-
por S-1608, S-4000S-3208 e
tenha funcionado perfeitamente
Ao serem protegidos, os aparelhos
tes em qualquer artigo passível
V-Mixer M-400 para registro
no anterior.
musicais em funcionamento por
de ser afetado por umidade ex-
multicanal.
A primeira iniciativa deve ser a de
um longo período, em associação
cessiva ou condensação. A sílica
levá-lo a uma assistência técnica
à falta de ventilação, transpiram
gel é quase inofensiva e, por
autorizada, onde as possíveis
internamente. O vapor criado
isso, é encontrada em produtos
passa do estado ga-
alimentícios. Sílica, ou dióxido de
soso para o líquido,
silício (SiO2), é o mesmo material
formando pequenas
encontrado no quartzo. Em forma
gotículas de água,
de gel, contém milhões de poros
o que provoca da-
minúsculos, que absorvem até
nos. Dessa forma,
aproximadamente 40% de seu
é imprescindível o
peso em umidade. É possível
cuidado do usuário
reutilizá-la aquecendo-a acima
em relação ao seu
de 150ºC.
Tersio Barreto
Engenheiro
responsável
pela assistência
técnica no CTR Roland Brasil
44
Música & Imagem
Alex Lameira
Gerente de produtos
Roland Systems Group
Música &
& Imagem
45
Pergunte ao Especialista
O que é melhor para um guitarrista: um setup de pedais ou uma
pedaleira?
Bruno Sobral Martins
Rio de Janeiro - RJ
Isso depende de seu gosto e de suas necessidades
como guitarrista. O ideal é testar a pedaleira e os
pedais compactos antes de comprá-los, já que
existem prós e contras em ambos. Estes últimos
são muito mais simples de timbrar e operar, pois
Comprei uma interface Edirol FA-101
que veio com o Sonar 6 LE. Gostaria
de saber se esse é um software profissional. Um amigo ofereceu uma cópia
do Sonar 7 para eu instalar. Preciso
fazer isso? Qual a diferença entre essas duas versões?
Roberto Takahashi
Londrina - PR
Primeiramente, você não deve instalar a cópia do Sonar
7, pois isso caracteriza pirataria. A Edirol apoia o uso de
produtos originais e, por causa disso, os equipamentos são
acompanhados pelo Sonar 6 LE, opção profissional que
permite ao usuário realizar uma produção do começo ao
fim. Ela registra 64 canais de áudio e 256 de MIDI, mais
que suficiente para aplicações avançadas e, até mesmo,
gravação de CDs (vale lembrar que grande parte da produção fonográfica dos últimos 30 anos utilizou apenas 32
canais). O software
oferece ainda a possibilidade de usar até
16 auxiliares send.
O Sonar 7, por sua
vez, não tem limites
todos os ajustes estão indicados nos botões. Mas,
para ligar e desligar vários efeitos simultaneamente, o músico perde um bom tempo “sapateando”
e o processo nunca é instantâneo. As pedaleiras,
Vi a matéria sobre a GT-10 na primeira edição de Música & Imagem
e fiquei, simplesmente, babando!
Mas tenho uma dúvida: no caso de
plugarmos um violão ou um bandolim (como o Armandinho Macedo
faz com a GT-8 e o Roland VG), que
tipo de captador eu escolheria no
EZ TONE? Para buscar um timbre
mais “espacial”, como The Cure,
qual seria o preset ideal dentre os
que o equipamento oferece (Hard
Rock, Metal etc)? Há um banco
post-punk?
Nilton Jr.
Rio de Janeiro - RJ
por sua vez, possuem muitos recursos em um só
equipamento e o acionamento de vários efeitos
é realizado pressionando apenas um pedal de
O recurso EZ TONE foi criado com o objetivo de ser
memória. Alguns instrumentistas, porém, não
utilizado apenas com guitarras. Quem pretende
conseguem usufruir todos eles porque esse tipo
ligar violão ou bandolim na GT-10 deve começar a
de aparelho não tem a capacidade de apresentar
criar o timbre do zero, pois, ao acionar o recurso,
os parâmetros de forma tão óbvia quanto os
a pedaleira “molda” seus ajustes para terem um
pedais compactos. Nos modelos BOSS (ME-20
desempenho excepcional com guitarras, o que
e GT-10) há a função EZ TONE, que permite criar
não necessariamente se manifesta com os demais
timbres profissionais de forma rápida e intuitiva.
instrumentos. O ideal é que você pesquise alguns
O processo não é simples como nos pedais, mas
presets do equipamento e faça pequenos ajustes
é muito mais fácil que o da maioria das similares
nos que estiverem próximos ao som que você
existentes no mercado. No entanto, é um erro
deseja. A melhor alternativa, porém, é inicializar
pensar que um setup deve ser formado somente
um USER PATCH (veja como fazer isso na seção
um ou por outro. Um kit completo deve envolver
“Inicialização de patches (PATCH INITIALIZE)”, na
uma pedaleira como geradora dos principais efeitos
página 43 do manual de usuário), e começar a
e alguns pedais compactos para complementá-lo
construir o timbre do início. O banco PUNK/ POP
e oferecer mais possibilidades de customização e
também tem boas opções para “post-punk” e para
construção de timbres.
The Cure. Recomenda-se que você recorra aos
POP e STUDIO apenas se desejar criar timbres
para guitarra, não para violão.
O que é o recurso Escapement existente nos
teclados de pianos digitais Roland?
Maria Cecília Alves
Sorocaba - SP
O Escapement, também chamado escape ou duplo escape, é o
mecanismo responsável
por fazer que o martelo
desobstrua imediatamente
a corda após percuti-la. Se
isso não ocorresse, e o
revestimento de feltro dele
permanecesse junto à corda
após tocá-la, as vibrações
(portanto, também o som) seriam amortecidas.
Um problema, no entanto, que persistia nos pianos antigos era a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de executar notas repetidas em
grande velocidade, sobretudo se a dinâmica exigida fosse piano. Essa
questão foi resolvida com o “duplo escapamento de Erard”. Com esse
sistema, o martelo, depois de ferir a corda, permanece a uma pequena
distância dela e é mantido
sob total controle da tecla
enquanto abaixada. Desse
modo, quando a tecla é
imediatamente acionada,
o martelo responde rapidamente, por estar próximo
à corda.
Desde que a Roland lançou a linha HP, o timbre e o mecanismo passaram a ser pontos de diferencial comparados aos diversos similares
disponíveis no mercado. Assim, partiu-se do princípio de que um
instrumento digital chamado de “piano” deveria corresponder ao
máximo ao seu original acústico e a sensação ao tocar, fiel, de modo
a permitir o estudo e a execução, sem que o músico sinta diferença
entre eles. Esse importante recurso foi incorporado também aos
modelos RD, da linha de instrumentos de palco. Por apresentar esse
importante diferencial, a série HP foi a escolhida para salas de aulas
de canais de áudio,
em grandes instituições como ECA/USP (Escola de Comunicações
MIDI e mandadas.
e Artes da Universidade de São Paulo), Instituto Baccarelli e Universidade de Brasília, entre outras.
Para conferir a fidelidade dos instrumentos Roland com Escapement, pressione
a tecla vagarosamente. Em certo estágio,
um pequeno “degrau” ou “click” pode ser
Renan Dias
sentido. Faça o mesmo em um piano de
Especialista de produtos
da Roland Brasil
46
Música &
& Imagem
concerto e a sensação será idêntica.
Sergio Motta
Amador Rubio
Gerente de produtos Boss
Gerente de produtos da Roland Brasil
Música &
& Imagem
47
Educação
Carreira
Reflexões sobre
Os vários
caminhos
metodologia do ensino musical
O professor está no caminho certo quando leva em consideração os objetivos do aluno
de uma trilha
Cada vez mais rapidamente o mundo se transforma. Novas
As opções profissionais para um músico são
muitas e, normalmente, quem está iniciando
na carreira não percebe essa variedade e
acredita que existam poucas possibilidades
Tocar “na noite”, acompanhar um
tecnologias são criadas, ciências desenvolvidas e disciplinas
1 - um jovem quer se aprimorar para participar do grupo
inauguradas. A vida de todos, por consequência, se acelera.
da igreja que frequenta e entender como harmonizar melhor
para cinema, TV, comerciais, instalações e outras mídias.
A velocidade e a multiplicidade de informações (e formações)
lendo apenas as cifras;
É proprietário do Estúdio Next (www.estudionext.com.br)
proporcionadas pelas mídias atuais - notadamente a internet -
2 - um aluno de 17 anos que aprecia Guns n’ Roses e Me-
colocam em discussão a instrução de forma geral. Sendo assim,
tallica quer estudar para aprender e reproduzir suas canções
o mote atual é o de que se deve repensar, a todo o momento,
preferidas;
MAURÍCIO DOMENE é compositor de trilhas sonoras
e mantém o blog sobre música Tinha uma Trilha no meu
Caminho (www.diariodatrilha.bloger.com)
• comerciais (TV, rádio e internet)
centes, como criar efeitos sonoros para
cantor ou ter um grupo de sucesso são
• podcasts;
todas as opções acima. Ou seja, há um
apenas alguns possíveis caminhos para
• audiobooks;
mar de possibilidades. Basta estar atento.
um instrumentista. Ao se deparar com a
• peças teatrais;
Qualquer meio de comunicação em que
realidade dos cachês baixos praticados
• companhias de balé;
exista música pode ser um mercado em
ou do sonho distante de ter uma banda
• vídeos institucionais, educacionais,
potencial. Resta o trabalho - e é essa a
com contrato e gravadora - algo cada
motivacionais;
parte mais complicada - de descobrir qual
vez mais difícil em razão da falência do
• esperas telefônicas;
dessas opções pode dar lucro, se existe,
mercado fonográfico - ele acaba pensan-
• programas de TV e de rádio;
realmente, um mercado grande o bastan-
do que talvez seja melhor desistir. Mas
• planetários;
te para tirar o sustento dele, como chegar
as opções de carreiras que um músico
• instalações em museus;
até ele e como contatar as pessoas que
pode seguir são bem mais numerosas.
• jogos, tanto os de console quanto os
decidem de quem vão adquirir o serviço
Uma delas é o de ser compositor de
trilhas sonoras.
desenvolvidos para web;
• criação e licenciamento de trilhas
brancas;
MERCADO ABERTO
Influenciados pela mágica de
Hollywood e pelos insistentes artigos em
de trilha sonora.
Um erro muito comum é pensar
na carreira apenas do ponto de vista
• recriação de trilha sonora de filmes que
da arte, do que gostaria de fazer e da
serão dublados e não possuem o canal
fantasia que criou. Música, em vários
de trilha separado.
aspectos, é como outro ofício qualquer.
revistas americanas de música, muitos
E, se pensarmos em algo além de
Existe um mercado e o profissional tem
brasileiros têm sonhado com a carreira
trilha sonora - ou seja, música composta
que enxergá-lo, além de saber como se
de compositor de trilhas sonoras para
para um uso específico, sem imagem -,
posicionar nele e se apresentar para os
longas-metragens. A indústria cinemato-
as possibilidades se multiplicam:
possíveis contratantes.
gráfica nacional, porém, ainda engatinha.
• jingles;
Apenas em anos recentes ela tem se
• composições para sonorizar ambientes
faz muita diferença, pois ajuda tanto a
configurado como, de fato, uma indús-
(lojas, por exemplo, com a possibilidade
visualizar novos nichos e oportunidades
tria, com mercado grande o suficiente
de criação de uma mistura de música
quanto a compreender como se posicionar
para que algumas pessoas possam atuar
original e compilação de outras existen-
perante eles. É preciso entender o que as
exclusivamente nessa área.
tes, como um DJ);
pessoas querem ou precisam em relação
Um pouco de estudo sobre marketing
No entanto, trilha sonora não se re-
• músicas de natal para sonorizar pre-
ao consumo de música e, principalmente,
sume somente a cinema. Obviamente,
sépios e árvores nas grandes cidades;
perceber que, quando um nicho se fecha,
esse é o veículo mais glamoroso, mas
• carros de som (publicidade móvel);
não é a você que estão rejeitando. E nem
existem inúmeros outros em que ela é
• demos de sintetizadores;
sua arte foi colocada para escanteio por-
utilizada. O mercado é bem diversifica-
• playbacks para karaokê;
que não gostam dela. Frequentemente
do. Entre muitas possibilidades, podem
• ringtones para celular.
isso ocorre por causa das necessidades
ser citadas:
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Música & Imagem
Isso pode ser exemplificado com alguns cenários:
E também existem serviços adja-
que mudaram e você não percebeu.
o ensino em sala de aula.
Em pedagogia, desenvolveu-se o conceito de “rede de
saberes”. Segundo isso, todos a constroem utilizando várias
fontes de informação - entre as quais internet, televisão, videogames e jornais, por exemplo - assim como a troca de ideias
com outras pessoas, workshops, videoaulas etc.
3 - uma aluna de 62 anos, juíza ou funcionária do INSS,
resolve realizar o sonho de sua vida: aprender a tocar teclado
ou violão para se acompanhar enquanto canta bossa nova;
4 - a mãe de uma garotinha de 12 anos quer que ela se
torne uma grande concertista.
Cada um desses casos pede um percurso de formação
Em um cenário como este, a questão da metodologia a
diferente, repertórios diversos e abordagens de ensino varia-
ser usada se apresenta ao professor de música. Desse modo,
das. Cabe ao profissional avaliar honestamente seu preparo
várias perguntas surgem: qual utilizar? É válido adotar um
para lidar com aquele determinado estudante ou se é o caso
mesmo método para todos os alunos? Em caso afirmativo, de
de encaminhá-lo para outro professor ou escola. Trata-se de
que modo aplicá-lo? A presença do computador na sala de aula
um comportamento ético, aparentemente óbvio, mas que, em
é importante? Para quê?
suas nuances, se confronta com inúmeras variáveis. Às vezes,
o mestre acaba “aceitando mais um desafio” para não desiludir
PLURALIDADE
Não há uma resposta universalmente válida e definitiva a
todas essas questões, pois as variáveis são muitas. No entanto,
as expectativas da instituição em que trabalha, por exemplo,
ou, simplesmente, porque seu orçamento mensal precisa de
mais um aluno.
é preciso fazer uma meditação sobre o norteamento do trabalho
Se os perfis dos estudantes forem diferentes, o dia-a-dia
do professor na área musical. Desse modo, às questões que
se torna mais “emocionante”, do mesmo modo que cansativo,
a pedagogia coloca, pode ser acrescentada a reflexão sobre a
pois é necessário planejar a aula, preparar o material, enfim, dar
pluralidade dos perfis dos alunos.
conta do recado. Quanto maior a distinção das características
Os estudantes chegam até o mestre com diferentes objetivos e aspirações, pertencem a “tribos” distintas, possuem
referências diversas e idades variadas, assim como interesses
e formações.
A questão principal que o educador deve analisar, então, é
por que um indivíduo resolveu ingressar em uma escola de mú-
dos aprendizes, mais variada a oferta de formação, reduzindo
a possibilidade de usar um método igual para todos.
Por conta disso, é fácil firmar uma posição quanto a essa
questão: perfis similares de alunos permitem avaliar percursos
parecidos, ao passo que os diferenciados impossibilitam a
adoção de uma metodologia padronizada.
sica. Qual é o objetivo dele, seu desejo, seu sonho? Quais são
suas necessidades? De acordo com isso, podem ser planejados
o tipo de informação (e formação) a ser transmitida a ele, assim
como as atividades de aprendizagem. Objetivos e percursos
são traçados, e, ao longo do caminho, o mestre avalia se o alvo
TURI COLLURA é pianista e compositor. Fundou o curso de música
popular da Faculdade de Música
do Espírito Santo, onde leciona.
está sendo atingido. Por conta disso, logo é possível perceber
É autor do método Improvisação:
que a cada meta pode corresponder um trajeto diferente, o
Práticas Criativas para a Composição
que se revela nada simples. De fato, na hora “H” o professor
Melódica na Música Popular em dois
descobre que é um ser humano finito e não um deus!
volumes (www.turicollura.com).
Música & Imagem
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Fronteiras
Entusiasta
Há mais de 47 anos trabalhando na Organização Bradesco, Norton Glabes Labes
explica como a música influencia o desenvolvimento de sua carreira
Dedicação, ambição e perseverança. Estas são apenas
Quatro anos depois, decidiu seguir os passos da irmã e
algumas características fundamentais para aqueles que
investiu no piano. “Escolhi por ser um instrumento bastante
desejam se destacar no mercado de trabalho. No entanto,
romântico”, conta. Na mesma época, juntamente com ami-
quem conversa com Norton Glabes Labes - diretor geral
gos, montou a banda The Sharps, que costumava se apre-
da Bradesco Capitalização e vice-presidente da FenaCap
sentar em bailes pela cidade de São Paulo. Nesse trabalho,
(Federação Nacional de Capitalização) - pode ficar com a
diferentemente do usual, assumiu o contrabaixo. A carreira
impressão de que ainda falta um detalhe essencial para o
artística, porém, não decolou, já que o adolescente ingres-
desenvolvimento da carreira de um profissional. O executi-
sou na Organização Bradesco como aprendiz de contínuo.
vo, que está há mais de 47 anos na Organização Bradesco,
“Precisava trabalhar para ter o meu sustento”, explica.
acredita que a música é um fator tão importante quanto
Apesar disso, Labes ainda tentou conciliar a vida pro-
outros frequentemente mais valorizados no mercado de
fissional com o aprendizado musical. Após o expediente,
trabalho. Além de servir como antiestressante, também
frequentava aulas ministradas pelo professor Caio Gomes.
C
pode ser utilizada para uma “grande higiene mental”: “Se
“Ele tinha um método fantástico e isso ajudou a inflar mi-
M
estou equilibrado em minha vida pessoal, também estarei
nha paixão pelo piano”, afirma. No entanto, o falecimento
Y
bem profissionalmente”, conta.
do mestre por conta de um ataque cardíaco foi a gota
CM
d’água para que ele abandonasse de vez o curso. “Fiquei
MY
Formado em Direito e pós-graduado em Recursos Humanos, Labes começou a se interessar pela arte sonora
tão triste e chateado que decidi parar”, explica.
ainda muito cedo. Seu pai, que era violinista e tinha uma
Durante os 20 anos em que ficou afastado do instru-
orquestra no Rio Grande do Sul, sempre o estimulou. Com
mento, não só por causa da fatalidade com seu tutor, mas
apenas 10 anos, passou a frequentar cursos de violino,
também pelo corrido cotidiano dentro da organização, o
enquanto sua irmã aprendia piano. “O grande sonho dele
executivo continuou crescendo na empresa. A paixão pela
era que tocássemos juntos”, explica. Mas, por conta das
música, porém, não esfriou, já que manteve o costume de
brincadeiras feitas pelos colegas, o garoto resolveu se
apreciar os inúmeros CDs e DVDs que possui. “No trânsito,
afastar do instrumento.
fecho os vidros do carro, ligo o rádio e relaxo”, diz.
CY
CMY
K
Recentemente, Labes adquiriu dois pianos digitais Roland: o KR-17M para ele e o
KR-117M para seu filho. E, com essa compra,
a família voltou a tocar e pensa em retomar
os estudos. “Minha alegria retornou. Nunca é
tarde para a música”, diz entusiasmado. Apesar
do receio em relação à qualidade sonora dos
instrumentos, o executivo conta que mudou
de ideia quando conversou com amigos. “Eles
me convenceram de que aquela era a melhor
opção do mercado”, explica. E sentencia:
“A sonoridade é incrível. Não se nota diferença
em relação a um modelo de cordas.” (Rafael
Furugen)
Norton Gables Labes e o piano digital Roland KR-17M
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