Top 10 Jogos difíceis Beat`em Ups Games no ensino

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Top 10 Jogos difíceis Beat`em Ups Games no ensino
1ª edição | Maio de 2012
Games no ensino
Beat’em Ups
Top 10
Jogos difíceis
Não deveriam os jogos serem
usados também para ensinar?
Um gênero que perdeu força mas
que nunca será esquecido pelos fãs
As capas do Playstation 2
que se destacaram por sua beleza
A época em que as vidas eram escassas
e terminar um jogo era para poucos
‘Rise and shine, Mr. Freeman. Rise and shine’
G-Man, Half -Life 2
24
Life, EXP & Continues
Sentindo na pele 06
Os games e a falta de tempo para jogá-los 07
Videogames e Cultura
Games como forma de cultura 08
Games são forma de arte? A discussão continua 09
Visões sobre a indústria
Jogos casuais dominando o mundo 10
Versão de colecionador 11
Museu
Os gêneros esquecidos - Beat’em Up 12
Relembrando - Airton Senna’s Super Monaco GP II 14
Discussões
Dificuldade. Você sabe o que é isso? 16
Online ou offline? Eis a questão 17
Impressões
O terror em estado bruto 18
Halo: Reach, uma experiência memorável 19
O design dos jogos
Liberdade de opção e jogabilidade 20
Os jogos e seus personagens suicidas 22
Listas
As melhores capas do PS2 24
Games+Arte
20
12
BioShock 05
Fallout 3 15
Super Mario Galaxy 23
19
Um diaemtomei
e lhe enviei
uma sendo
Acima
tudo,deles
queroforam
agradecer
a minha
esposa
Lá se vão mais de seis
Lá
seis anos
anos desde
desdeque
quecomecei
comecei a escrever
blogs,coragem
algo que aconteceu
por acaso,
quede
cinco
dedicados
quase
que
dizendo
o quanto
admiro
seu textos
Diana
por me
ter orgulho,
me apoiado
em todas
as
a escrever em ao
blogs,
que aconteceu
exclusivamente
Meioalgo
Bit. Durante
todo estepor
tempo vimensagem
muitas mudanças
na indústria
de games
e escrevi
dosBronholo
quais muito
até que
certo dia
trabalho
e perguntei
ele me
cederia
os direitos
decisões que tomei desde que nos conhecemos
acaso, sendo
cinco
deles
foram dedicados
percebi
que nãoque
queria
que
eles sumissem
e decidi fazer
uma seleção
dos quesemais
agradavam.
para que eu usasse uma arte conceitual do
e por me aturar por tanto tempo, mesmo quando
quase que exclusivamente ao Meio Bit. Durante
A princípio a ideia era reunir essas crônicas, análises e reflexões em um livro que se chamaria Vivendo no Mundo Virtual, mas descobri que não seria muito fácil
todo este tempo vi muitas mudanças na indústria
inesquecível Another World,
eu não lhe dei tanta atenção quanto merecia e
World, até por combinar
encontrar uma editora disposta a publicar a obra e então resolvi transformá-lo em uma revista digital, que poderia ser distribuída gratuitamente em diversas
de games e escrevi textos dos quais muito me
com o título, algo que ele muito gentilmente
quero dedicar essa realização ao meu filho
edições, conforme fosse diagramada.
orgulho, até que certo dia percebi que não queria
autorizou. O livro acabou sendo deixado de lado,
Nicolas, pessoa que, mesmo antes de ter
O
projeto
e noeu
meio
processo
eu tive
prazer
de conversar
por email
um quem
dos profissionais
que seria
mais
que
eles permaneceu
sumissem e engavetado
decidi fazer por
umabastante
seleçãotempomas
nãodesse
poderia
ignorar um
ato otão
generoso
nascido,
seriacom
para
essa seleção
ajudaram
a fazer
com que os videogames fossem respeitados,
Ericque
Chahi.
Um diapara
tomeiagradecê-lo
coragem e lhe
uma mensagem
dizendo
quanto
admiro
seu
dos que mais
me agradavam.
e a maneira
encontrei
foi enviei
dedicada.
Talvez ele
nuncao se
interesse
pelos
trabalho e perguntei se ele cederia os direitos para que dedicar
eu usassem
uma
arte
conceitual
do
inesquecível
Another
World,
até
por
combinar
com
o
título,
algo
que
a capa de estreia à criação do game
videogames, mas se gostar, espero que os textos
A princípio a ideia era reunir essas crônicas,
ele muito gentilmente autorizou. O livro acabou sendo
deixado
de
lado,
mas
eu
não
poderia
ignorar
um
ato
tãopresente
generosooe ajude
a maneira
que encontrei
para
designer francês, a quem serei eternamente
aqui
a entender
um pouco
análises e reflexões em um livro que se
agradecê-lo foi dedicar a capa de estreia à criação dograto.
game designer francês, a quem serei eternamente grato.
desse fascinante meio de entretenimento e
chamaria Vivendo no Mundo Virtual,
Virtual, mas
cultural.
Quero
aproveitar
agradecer
as pessoasQuero
que meaproveitar
abriram diversas
mundo,
o Leonardo Faoro,
que me convidou para fazer
ainda portas
para nesses
agradecer
as comodisseminação
descobri
que nãoainda
seriapara
muito
fácil encontrar
parte
da equipe
do MeioaBit
e posteriormente
a responsabilidade
de cuidar
do canal
de games
do blog,
como
o Nick
Ellis, pessoa
que
pessoas que
me abriram diversas
portas
nesses
Mensurar
a assim
felicidade
que
sentimos
ao vermos
uma editora
disposta
publicar
a obra e me incumbiu
me
deuresolvi
ajudoutransformá-lo
tanto e todosem
os colaboradores
por ali passaram,
dos muitos
leitores
extremamente
proveitosas
e que
como o além
Leonardo
Faoro,
que que
metravaram
um discussões
sonho realizado
é uma
tarefa quase
então
uma revista quemundo,
me
ensinaram
muito
sobre
inúmeros
assuntos,
sendo
que
alguns
deles
até
se
tornaram
meus
amigos.
convidou para fazer parte da equipe do Meio Bit e
impossível e por isso
digital, que poderia ser distribuída
posteriormente
me incumbiu
a responsabilidade
que que
eu nunca
gratuitamente
em diversas
Acima de tudo, quero
agradeceredições,
a minha esposa
Diana Bronholo
por ter me
apoiado em todas asacho
decisões
tomei
de
cuidar
do
canal
de
games
do
blog,
assim
conseguiria
explicar
conforme
fosse
diagramada.
desde que nos conhecemos e por me
aturar por tanto tempo, mesmo quando eu não lhe dei tanta atenção
como
o Nickao
Ellis,
pessoa
me ajudou
tanto
a minha
satisfação
quanto
merecia
e quero
dedicar essa
realização
meu
filho que
Nicolas,
pessoa
que, mesmo
antes
de ter
O projeto
permaneceu
engavetado
por
e
todos
os
colaboradores
que
por
ali
ao
ver
essa
nascido,
seria para
essa
seleção seria dedicada. Talvez ele nunca se interesse revista
pelos
bastante tempo
e no quem
meio desse
passaram,
além
dos
muitos
leitores
digital
sendo
lançada
e
videogames,
mas
se
gostar,
espero
que
os
textos
aqui
presente
o
ajude
a
entender
um
pouco
desse
processo eu tive o prazer de
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m d i s c u scultural.
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talvez a melhor
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o dos
de
entretenimento
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proveitosas
e
que
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vermos
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é
uma
tarefa quase
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seja tentando
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impossível e por isso acho
que
eu
nunca
conseguiria
explicar
a
minha
assuntos, sendo que
textos melhores do
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f o s sessa
em
revista
digital
sendo
lançada
talvez
a
alguns deles até se
que os eque
lerá a
respeitados, Eric Chahi.
melhor
maneira
de
fazer
isso
seja
tentando
tornaram meus amigos.
seguir.
criar textos melhores do
APOIO:
Meio Bit
“Com grande espanto, percebi que não
podia dar um só passo. Achava-me
cravado ao solo por aquela pesada
vestimenta, por causa dos sapatos de
chumbo.”
BioShock | Trecho do livro Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne
2 de julho 2007
Life, EXP & Continues
Sentindo na pele
Quem acompanha o Meio Bit já deve ter
reparado que sou um apaixonado por
videogames. Pra falar a verdade esta paixão já
vem de longe. Lembro-me de passar tardes
inteiras com meu pai sentados em frente a
televisão jogando partidas emocionantes de
River Raid para ver quem fazia mais pontos.
videogames naturalmente hoje está procurando
jogos "mais adultos" e isso não quer dizer que o
sujeito seja um serial killer em potencial. Da
mesma forma que hoje me interesso mais por
quadrinhos do estilo de Preacher ao invés da
Turma da Mônica,
Mônica, é natural que eu prefira a série
Silent Hill a um jogo do Bob Esponja.
Esponja.
Cresci trazendo comigo esta paixão e assim
como muitos, vez ou outra acabo ouvindo uma
piadinha do tipo: Você não acha que está muito
velho para jogar videogame?
Outro fato interessante é o preconceito em
relação às garotas que gostam de games. Basta
vermos as revistas especializadas, feiras e até os
próprios jogos. Raramente vemos um espaço
dedicado às mulheres e quando me coloco no
lugar delas fico ainda mais incomodado, pois o
preconceito é duplo. Basta lembrarmos que raras
vezes as heroínas dos jogos não são usadas
apenas como símbolos sexuais.
Acho engraçado o fato de as pessoas
continuarem considerando os gamemaníacos
como nerds, desocupados ou irresponsáveis.
O preconceito para aqueles que admiram
jogos eletrônicos é algo que parece estar
inserido no subconsciente de alguns, que
invariavelmente não possuem nenhum
conhecimento de tecnologia. As mesmas
pessoas que insistem em afirmar que
fulano cometeu um ato violento graças
aos "Dooms"
"Dooms" da vida.
Não consigo entender, por exemplo,
por que o ato de jogar
videogames incomoda tanto
algumas pessoas. Grosso
modo, o sujeito senta em frente a sua televisão,
liga seu console, joga seu game e não incomoda
ninguém, mas mesmo assim, passa o
"intelectual" por perto e comenta: Você não acha
que está muito velho para jogar videogame? Ou
coisa do gênero.
Isso sem falar que ou os jogos eletrônicos são
coisa de criança ou coisa de maníacos. Quem
nasceu antes de 1990 e cresceu jogando
Está certo que a situação já melhorou muito, mas
ainda fico imaginando o dia em que os jogos
terão o mesmo tratamento que o cinema. O dia
em que jogar videogame será considerado por
todos como lazer da mesma forma que assistir a
um filme é.
Eu acredito que o preconceito, seja lá da forma
que for, é fruto da ignorância das pessoas e na
maioria das vezes estas pessoas não são
ignorantes por que querem e sim por situações
que ocorreram em suas vidas, mas daí aceitar
esse tipo de atitude já é outra história.
É uma pena, mas acho que enquanto o acesso à
tecnologia continuar sendo limitado a apenas
uma pequena parte da população brasileira,
infelizmente nós gamers continuaremos sendo
considerados nerds, desocupados ou
irresponsáveis.
06
4 de abril 2007
Life, EXP & Continues
Os games e a falta de tempo para jogá-los
Um dos gêneros que mais me agradava nos
videogames sempre foi o RPG, mas tenho
notado que de uns anos para cá tenho perdido o
interesse nos jogos deste estilo, assim como nos
jogos muito complexos, o que me faz pensar se
estaríamos ficando sem tempo e paciência para
jogos muito demorados.
épico onde devemos passar 100 horas para
salvar a princesa. Acho que isso também
acontece por eu possuir muitos jogos na minha
coleção hoje em dia e pelo fato de que poucos
RPGs atuais são realmente bons. Quem jogou
Chrono Trigger e Final Fantasy VI e VII sabe do
que eu estou falando.
Acredito que assim como eu, vocês também
possua uma série de coisa para fazer no dia-adia. Eu por exemplo me divido entre dois
trabalhos, sou casado, procuro ter uma vida
social, escrevo em dois blogs e ainda procuro
tempo para jogar em um dos meus três consoles,
além do PC.
No mês passado por exemplo, consegui pegar
o ótimo Rogue Galaxy. Fazia tempos que não
me empolgava tanto com um RPG, mas
antes de me aprofundar nele quero terminar
o Zelda: The Wind Waker e o God of War 2. Viu?
Mais uma vez o problema da falta de tempo.
Levando isso em consideração, um dia desses
estava conversando com um amigo sobre o
quanto não temos mais paciência para jogar a
maioria dos RPGs lançados ultimamente. É
estranho, pois ambos gostávamos muito do
estilo, chegando até a jogar alguns games em
japonês, mas isso com 13 ou 14 anos, época em
que tínhamos tempo para ficar vagando pelo
mundo todo do game até achar a próxima coisa a
ser feita.
Percebemos então que não temos mais tempo a
perder. E é complicado ligar o videogame 01h00
da manhã, colocar um jogo no console e assistir
uma cutscene de 30 minutos (leia-se Xenosaga),
só para citar um exemplo. A maioria dos adultos
que precisam trabalhar para pagar seus jogos
sabe que muitas vezes temos uma ou duas horas
por dia para jogar.
Não, não desisti dos RPGs. Só não tenho mais
aquele ânimo para jogar como antes. Não fico
mais 30 dias seguidos apenas jogando algum
Adoro jogos mais "cabeça" como Okami e
Shadow of the Colossus, mas muitas vezes o que
queremos é apenas uma partidinha de Winning
Eleven ou umas volta de carro por San
Andreas, já que não teremos quatro ou
cinco horas para jogar. Apesar de que de
tempos em tempos tento tirar um dia (ou
meio) só para os games.
Pensando nisso chego a conclusão
de que a talvez a estratégia da
Nintendo esteja correta. Acho
difícil ela liderar essa geração,
mas como segundo videogame o
Wii viria a calhar, pois assim teria
um console para jogar naqueles
poucos minutos diários.
PS.: Na verdade este post foi um
desabafo de um gamer sem tempo, que
sofre ao ver seus jogos guardados
na estante e com pouquíssimo
tempo até para ler os manuais
dos mesmo.
07
13 de abril 2007
Videogames e Cultura
Games como forma de cultura
Muito se fala sobre o quanto os games podem
influenciar as pessoas a cometerem atos
violentos, porém, de um tempo para cá tenho
pensado no outro lado da moeda. Não seriam os
videogames uma boa forma de levar mais cultura
às pessoas?
É fácil perceber que os jogos eletrônicos são um
bom meio de divulgação de informações. Há
muitos anos eles já vêm sendo usados como
forma de ensino em pré-escolas, o que
indubitávelmente facilita o aprendizado das
crianças. Podemos ver também várias pessoas
se interessando por história grega após jogar o
violento God of War e conheço vários
jogadores que se interessaram por
uma segunda ou terceira lingua
apenas para aproveitarem
melhor seus jogos.
Os videogames acabaram
levando várias pessoas a
se interessarem por artes,
a gostarem de músicas e
até obter o hábito de ler e
esses são alguns detalhes
que os críticos acabam
esquecendo na hora de atacar
um determinado game só porque
um desequilibrado entrou em um shopping
atirando para todos os lados.
Lembro-me de alguns jogos do começo da
década de 90, como Carmen Sandiego e Mario is
Missing onde os jogadores deveriam responder
perguntas sobre geografia e história a fim de
avançar no game. Isso só para citar dois
exemplos e imaginem o leque de possibilidades
existentes para se oferecer às pessoas.
Acredito que a exploração desta vertente pela
indústria/governo/universidades ainda é muito
pequena. As universidades poderiam propor aos
estudantes da área que desenvolvessem seus
projetos visando levar mais conhecimento aos
jogadores, criando jogos mais educativos. O
governo ao realizar concursos deveria
colocar como regra que os games
pudessem ser usados em escolas, tendo
como tema jogos que poderiam ser
usados na alfabetização, por exemplo.
Sempre acreditei que um povo
com cultura está mais
preparado para enfrentar os problemas do
mundo. Uma pessoa com um pouco de
conhecimento não vai parar de estudar, vai
querer um emprego melhor para poder levar
mais conforto à sua família e os jogos poderiam
ser um bom veículo para se levar isso a todos,
assim como o cinema e os livros. É claro que não
penso que videogames irão substituir um bom
filme ou um clássico da literatura, pelo contrário,
acho que os jogos poderiam conviver sem
problemas com outras formas de comunicação.
Ao invés de ficarmos discutindo se os games
incitam a violência ou não,
deveríamos pensar em
formas de usá-los a nosso
favor. Seja criando jogos
que exercitam o cérebro,
seja ensinando as pessoas
a adquirirem mais
conhecimento. Melhor do
que tirar um videogame de
uma criança é ensiná-la
a usá-lo de forma
mais sadia.
08
27 de setembro 2007
Videogames e Cultura
Games são forma de arte? A discussão continua
foi lançado o primeiro jogo que teve o enredo
escrito por ele, o FPS Undying. No momento,
Barker está envolvido com a produção do
assustador jogo Jericho.
Em comentário feito ao podcast de Scott
Steinberg, Barker soltou o verbo contra Roger
Ebert, famoso crítico de cinema norteamericano. Ebert havia afirmado em julho
passado que os games não podem ser
considerados forma de arte e
que estes seriam muito
inferiores ao cinema e a
literatura.
entendo o que tem a ver uma coisa com a outra.
Por outro lado, os jogadores se defendem
argumentando que muitos dos críticos nunca
apreciaram um bom jogo ou que a maioria está
apenas implicando com uma mídia relativamente
nova.
De qualquer forma eu acredito que o conceito de
arte é muito amplo, que as pessoas podem
enxergar arte em quase tudo que existe e que por
Barker criticou a postura do
crítico e disse que
comentários como o dele não
fará com que as pessoas
envolvidas na produção de
games parem de fazer seus
trabalhos e acredita que um
dia os jogos serão
reconhecidos como arte,
assim como as animações da
Disney são, fato que não
acontecia quando estas
começaram a ser produzidas.
Volta e meia o velho debate sobre os games
serem uma forma de arte volta à tona. Quem
levantou a bola dessa vez foi Clive Barker, o
renomado escritor que entre outras coisas criou
The Hellbound Heart, livro que deu origem ao
clássico do cinema de terror, Hellraiser. O inglês
já participou de produções no cinema e em 2001
A discussão toda virou uma
lavagem de roupa suja em
público e parece que nunca chegaremos a
conclusão se games são ou não formas de arte.
Os que não consideram videogames uma
expressão artística normalmente alegam que
devido a sua interatividade eles não podem ser
apreciados como tal e particularmente não
isso a discussão é um pouco sem sentido,
porém, não consigo imaginar como alguém é
capaz de jogar Shadow of the Colossus,
Katamari Damacy, Okami, REZ ou Vib Ribbon e
não enxergar uma autêntica obra de arte nesses
títulos, isso só para citar alguns.
09
13 de julho 2007
Visões sobre a indústria
Jogos casuais dominando o mundo
Algo irônico está acontecendo com a
indústria dos videogames. Enquanto as
empresas vêm gastando milhões de dólares para
desenvolver consoles capazes de rodarem jogos
cada vez mais realistas, o mundo começa a
voltar suas atenções para os games casuais.
Jogos que a maioria das pessoas conseguem
jogar, tendo experiência com videogames ou
não, muitas vezes com gráficos simples e o mais
importante, com jogabilidade que não exigem
horas ou até dias de dedicação do jogador.
Isso está ficando cada vez mais evidente, seja
com as vendas impressionantes do Nintendo DS
ou do Wii, ou com empresas gigantescas como a
EA montando estúdios exclusivos para o
desenvolvimento dos Casual Games. Pra se ter
uma idéia, estima-se que um jogo topo de linha
para o Xbox 360 ou PS3 custe cerca de 30
milhões de dólares para ser produzido e como o
preço desses consoles é relativamente alto,
menos pessoas os compram. Com uma base
instalada pequena, a chance de vender esses
jogos é menor.
Por outro lado, os jogos casuais custam menos
de 1 milhão de dólares para serem produzidos e
como são vendidos com o preço entre US$ 5 e
US$ 30, há uma grande chance de muitas
pessoas comprarem.
A matemática é simples: muitas empresas estão
preferindo apostar em ganhar 1% de 100 milhões
do que ganhar 10% de 1 milhão. Ou seja, estão
gastando menos, vendendo mais e agradando
uma boa parcela dos consumidores ou então
convertendo novas pessoas em jogadores.
Mas não pense que apenas a BigN está sabendo
tirar proveito desta tendência. Várias
softwarehouses estão enxergando no mercado
de celulares um novo eldorado. Como os
aparelhos estão ficando cada vez mais potentes,
muitos jogos excelentes estão aparecendo nos
telefones móveis e o jogador casual está
adotando a idéia. Jogador este que muitas vezes
nem possui um console em casa mas que não
pode ficar sem um joguinho para passar o tempo
na fila do banco.
Porém é importante notar que quem apostou
todas as suas cartas neste nicho de mercado foi
a Nintendo. A companhia não vinha muito bem
das pernas e caso o Wii fosse um fracasso, hoje
poderíamos estar vendo a empresa japonesa ser
vendinda para uma concorrente. A BigN mostrou
que a mesma indústria que movimentou 30
bilhões de dólares no último ano ainda permite
que inovações sejam feitas, desde que as
empresas consigam oferecer o que o público
deseja.
Atenção! Preparem as pedras. O que vou falar
agora irá desagradar meio mundo, mas mesmo
com a falta de tempo que tenho tido,
particularmente ainda
prefiro os jogos mais complexos. Quanto mais
história tiver melhor, quanto mais interatividade
melhor.
No último final de semana consegui finalmente
jogar o Wii, sinceramente, não gostei muito. É
tudo muito legal mas no final das contas acho que
ainda prefiro o jeito tradicional de se jogar, pode
ser que eu tenha me decepcionado um pouco por
ter jogado apenas os jogos mais simples do
console, mas cheguei à conclusão de que não
quero um Wii para mim. Sou o tipo de jogador que
gosta de jogar sozinho, no escuro e aproveitando
ao máximo o jogo e pensando assim, acho que o
videogame da Nintendo não me satisfaria.
Ok, eu sou um dos que estão naquelas poucas
dezenas de pessoas que não venderia um rim
para adquirir um dos maiores fenômenos da
história dos jogos eletrônicos, mas o fato é que
fiquei com a sensação de que o aparelhinho leva
ao pé da letra demais a idéia de tentar fazer com
que pessoas aprendam a jogar videogame.
Eu estou jogando videogames a mais de 22 anos
da forma tradicional, sentado em um sofá com
um controle na mão e usando basicamente meus
polegares e no fim das contas não consegui me
adaptar direito ao controle do Wii. Não estou
dizendo com isso que o videogame da Nintendo
é uma porcaria, apenas que se fosse comprar um
console da nova geração, o console do controle
diferente não seria minha primeira opção.
10
8 de outubro 2007
Visões sobre a indústria
Versão de colecionador
Atualmente, a moda
nos Estados Unidos é lançar versões
especiais dos jogos. As empresas descobriram
que muitos consumidores não se importam em
pagar um pouco mais e receber uma edição de
colecionador do jogo que tanto espera. Há até
casos em que a produtora cria três versões para
o mesmo jogo, sendo que a mais cara
acompanha uma réplica do capacete do
protagonista, por exemplo.
venda dessas “perfumarias” e praticamente
todos os jogos mais esperados acabam
recebendo a tão aguardada versão de
colecionador. É óbvio que para o consumidor
comum, não compensa gastar mais por um DVD
cheio de extras que ele provavelmente não verá.
Em Assassin’s Creed,
Creed, o jogo virá com uma
miniatura do personagem que com certeza
agradará os mais apaixonados pelo game. Outro
que também presenteou os mais aficionados foi
o aclamado BioShock, com uma fantástica
réplica do Big Daddy.
Muitas vezes estes discos possuem o making of
do jogo, entrevistas com os criadores e sejamos
sincero, boa parte dos jogadores não fazem idéia
de quem é Shigeru Miyamoto.
O que podemos notar é que a indústria de games
está percebendo que pode lucrar alto com a
De qualquer forma, é interessante que o
consumidor tenha opções e para aqueles mais
fanáticos, nada como ter em sua coleção uma
versão com um acabamento
de embalagem melhor ou receber
um livro com as artes conceituais do game. Eu
pelo menos, ao comprar um jogo fico eufórico até
poder abrir a caixa e folhear o manual, imagina
com uma edição especial!
Para ilustrar a questão, darei como exemplo o
jogo Final Fantasy XII.
XII. Recentemente comprei a
versão normal do game por US$ 19,90. Caso
tivesse optado pela especial, pagaria mais de
US$ 30,00 de diferença e receberia um DVD
repleto de conteúdo exclusivo, sem falar na caixa
que na minha opinião é uma das mais belas já
criadas.
Mesmo com as vantagens, você pagaria mais
por uma edição especial de um game?
11
Museu
22 de março de 2007
Quem acompanha os
videogames há
alguns anos sabe que
de vez em quando um tipo de jogo vira moda,
como por exemplo os jogos de aventura estilo
Mario ou GTA e seus muitos clones. Mas também
sabemos que alguns gêneros vem perdendo
força com o avanço tecnológico.
Pensando nisso, resolvi criar uma série de textos
sobre os gêneros esquecidos dos games. Neles
vou falar sobre alguns estilos de jogos que não
estão ganhando muita atenção das produtoras,
mas que vários jogadores old school gostariam
de ver novamente. No texto de hoje falarei sobre
os Beat´em Ups. [...]
OS GÊNEROS ESQUECIDOS
BEAT´EM UP
O Gênero: A partir da década de 80 as
pessoas começaram a ficar cada vez mais
envolvidas com os jogos eletrônicos. Por
limitação técnica eles não possuíam muita
variação, mas com o tempo, vários gêneros
foram surgindo e um deles foi o Beat´em Up,
jogos onde um ou mais usuários encarnavam
um personagem que deveria enfrentar vários
inimigos na tela ao mesmo tempo.
É muito provável que o sucesso dos Beat´em Up
se deva ao filmes de luta, muito populares na
década de 80 e também por possuírem bons
gráficos e uma jogabilidade viciante. Era comum
o lançamento de títulos com temáticas das mais
variadas possíveis, como histórias de ficção,
lutas medievais e até desenhos animados.
Quando em um desses games o personagem por
padrão carregava uma arma, como em Golden
Axe, o jogo também era conhecido como hack ‘n’
slash.
Os grandes destaques: A empresa que mais se
destacou nesse gênero, principalmente na
década de 90, foi a japonesa Capcom.
Responsável por alguns dos melhores jogos do
gênero, como: Final Fight, Captain Commando,
Aliens vs. Predator, Cadillacs & Dinossaurs e
The Punisher. Todos estes tendo como
plataforma original os Arcades.
Vale mencionar ainda para fliperamas os ótimos
TMNT: Turtles in Time, a série Double Dragon,
The Simpsons e X-men, sendo
Os Beat´em Ups Modernos: Quandos as
empresas desenvolvedoras de games
começaram a deixar os jogos 2D de lado e
passaram a investir no 3D, o Beat´em Up foi
um dos gêneros mais prejudicado. É difícil
entender o motivo disso ter acontecido, mas o
fato é que o estilo de jogo não se adaptou
bem a jogabilidade em três dimensões.
Alguns exemplos claros são os games Final
Fight: Streetwise e Urban Reign, muito
embora o excelente The Warriors tenha
dado um novo ar ao gênero.
este último, um dos melhores jogos já feitos
sobre o universo dos mutantes. No estilo hack ‘n’
slash, os maiores destaques são os games
Knights of the Round, dois jogos com a marca
Dungeons & Dragons, The King of Dragons e o já
mencionado Golden Axe.
Já nos consoles, a série de maior sucesso é sem
dúvidas a Streets of Rage, para Mega Drive, jogo
este que contava com uma das melhores trilhas
sonoras já criada. O Super Nes recebeu vários
ports de qualidade dos fliperamas, além do
original Batman Returns. Vale mencionar
também o ótimo Beat´em Up chamado Guardian
Heroes, lançado para o Sega Saturn, que
contava com ótimas animações e que
infelizmente poucas pessoas jogaram. E não há
como esquecer alguns ótimos trabalhos
realizados no antigo Nes, que recebeu os
clássico River City Ransom e o Battletoads,
indiscutivelmente um dos jogos
mais difíceis da história.
Alguns jogos de ação que vem fazendo muito
sucesso atualmente poderiam ser considerados
uma evolução do gênero, sendo que este são
games de alta qualidade e que lembram muito os
Beat´em Ups antigos, principalmente se
levarmos em consideração o fator diversão e a
jogabilidade simplificada. Posso citar aqui o God
of War, Ninja Gaiden e Devil May Cry.
Porém, mesmo estes jogos supracitado sendo
muito bons, devo admitir que ainda sinto falta dos
bons e velhos games feitos com sprites e não
polígonos. Fico com a sensação de que falta algo
aos modernos Beat´em Ups. A mudança para 3D
acabou tirando o charme desses games e penso
que as produtoras poderiam muito bem fazer um
misto de jogabilidade 2D com cenários 3D, algo
parecido com o que a Konami fez com o ótimo
Contra: Shattered Soldier. Com o poder de
processamento dos consoles atuais,
inevitavelmente teríamos jogos
divertidos e com cenários belíssimos.
13
15 de maio de 2008
Museu
Relembrando: Ayrton Senna’s Super Monaco GP II
A seção Relembrando de hoje é especial, pelo menos para mim. Nela
falarei um pouco sobre um jogo que marcou diretamente minha vida e
se trata de um game de Fórmula 1 que usava o nome do nosso
campeão Ayrton Senna.
Em 1992 a Sega fechou um contrato com o piloto para a produção de
um game da categoria. O título em questão seria continuação do
clássico Super Monaco GP e que havia feito bastante sucesso, tanto
nos arcades quanto no Mega Drive.
Na época de seu lançamento, Super Monaco GP 2 apresentava uma
das melhores jogabilidades dos jogos de corrida e a sensação de
realismo era enorme. A produção contou com a ajuda de
Senna para a montagem das pistas, com dicas que
ajudaram a melhorar a jogabilidade. Um detalhe
interessante do jogo é que havia um modo onde era
possível disputar corridas em duas pistas
desenhadas pelo piloto, além do circuito
presente em sua fazenda no interior de São
Paulo.
O jogo possuía um grau de diversão muito
alto, mesmo não contando com pilotos e
equipes reais devido a falta de licença.
Era muito prazeroso ficar tentando
quebrar os recordes das pistas e a
dificuldade em vencer as provas era
bastante razoável.
Agora, voltando ao início do texto,
tentarei explicar
porque o jogo me
marcou tanto.
Eu ganhei meu Mega Drive na época do
lançamento do Super Monaco GP 2. Desde
pequeno eu gostava de assistir corridas de
Fórmula 1 com meu pai e quando me deu o
console, eu já não morava mais com ele devido a
separação dos meus pais.
Quando o jogo chegou a uma locadora perto de
casa, comentei com ele pois sabia que gostava
muito do Senna e meu pai ficou bastante
empolgado em ver como era o game. Corri para
ao lugar para alugar o cartucho e o mesmo já não
estava disponível, além de ter reserva para
vários dias depois. Então, deixamos para a
próxima.
O grande problema é que todas as vezes (que
diga-se de passagem não foram poucas) que
meu pai ia na minha casa, nós nunca
conseguíamos encontrar o jogo e alguns meses
depois aconteceu uma tragédia, meu pai faleceu.
Além de perder a pessoa mais maravilhosa que
conheci na vida, acabei perdendo um amigo de
jogatina e ele se foi sem nunca termos disputado
uma partida de Ayrton Senna’s Super Monaco
GP II. Hoje, cerca de 15 anos depois, toda vez
que vejo o nome deste jogo eu lembro com
carinho do meu pai.
PS.: Como foi difícil terminar este texto :)
14
“Lembrei-me de uma frase das
escrituras hindu, o Bhagavad
Gita; Vishnu está tentando
persuadir o Príncipe a fazer o seu
dever e para o impressionar,
assume a sua forma com vários
braços e diz, ‘Agora me tornei a
morte, a destruidora de mundos’.”
Fallout 3 | Robert Oppenheimer ao descrever a 1ª explosão atômica
26 de novembro de 2007
Discussões
Dificuldade. Você sabe o que é isso?
Existe uma coisa que os jogadores mais novo não
conhecem. Jogos difíceis. Se você nasceu depois da
década de 80 e não tinha/tem o costume de jogar
games antigos, provavelmente você se deparou com
pouquíssimos jogos realmente difíceis.
Antigamente as produtoras tinham o costume de
proporcionar aos jogadores um desafio beirando o
impossível. Não era raro conversarmos com amigos
que reclamavam não saber mais o que fazer para
terminar determinado game e isso acontecia em
quase todos os gêneros, dos shooters aos beat´ em
ups, passando pelos RPGs e jogos de aventura.
Muitos títulos tiravam o sono da rapaziada e quando
alguém conseguia chegar ao final de um jogo como
Battletoads, Ghosts ‘n Goblins, Gradius ou mesmo o
Contra, este cidadão era considerado um semi-deus
e só faltava sair na rua distribuindo autógrafos.
E pode acreditar em mim, não estou exagerando.
Algumas produções eram praticamente impossíveis
de serem terminadas e somente após meses e
meses de tentativas era possível ver os créditos
finais e mesmo assim era privilégio de poucos.
Pode me chamar de nostálgico, mas naquela época
dedicávamos muito mais horas a um game. Primeiro
porque a oferta era muito menor do que hoje, havia
menos jogos disponíveis, principalmente para nós
brasileiros e por isso o que caia em nossas mãos
tinha que ser aproveitado. Havia também a questão
tempo. A maioria de nós eram crianças/préadolescentes que não precisavam trabalhar e
tínhamos poucas obrigações, por isso sobrava muito
mais tempo.
O outro fator na minha opinião era a questão de
honra. Quando se tem 8, 9, 10 anos e o seu vizinho
chato conseguiu terminar o Super Mario World
abrindo todas as 96 fases, você não pode ficar para
trás. Hoje a disputa é por um cargo melhor ou passar
em primeiro no vestibular, os games que esperem.
Acho que por parte das produtoras, o maior
empecilho é realmente a concorrência. Hoje em dia
ninguém pode arriscar perder um jogador por seu
game ser muito difícil (não confunda dificuldade com
complexidade). Os jogos devem ser mais acessíveis
para abocanhar um número maior de consumidores
e a dificuldade afasta muita gente.
De toda forma, vez ou outra ainda são lançados
alguns games de arrancar os cabelos e caso queira
satisfazer seu lado masoquista, dê uma chance ao
Ninja Gaiden Black (Xbox), Gradius V (PS2), R-Type
Final (PS2) ou Ikaruga (Dreamcast, Game Cube). Só
não vá jogar o controle na parede, ok?
Você se lembra de algum jogo que te fez passar
muita raiva devido a dificuldade
absurda?
16
2 de junho de 2007
Discussões
Online ou offline? Eis a questão
Vou direto ao assunto. Você gosta de
MMORPGs? O que o faz gostar deste estilo de
jogo? Faço essa pergunta pois devo ter algum
problema psicológico. Eu devo ser a única
pessoa no mundo apaixonada por games e que
não consegue se acostumar com o gênero.
Já pensei muito sobre o assunto, mas sempre
que testo um novo jogo, acho muito legal no
começo mas depois perco a vontade de jogar
novamente. Já testei vários, de Dofus a Lineage
II, passando por Last War e Silkroad, sendo o
último o que mais me chamou a atenção, mas
acabei desistindo devido a missão quase
impossível de se achar uma vaga em um servidor
para jogar. Ok, você pode dizer que isso não é
motivo para largar um bom jogo, mas
sinceramente? Quero ligar o pc e jogar na hora
em que sentir vontade.
Outro fator que me incomoda em jogos assim é o
fato de ter que passar horas e horas jogando
para poder continuar acompanhando seus
amigos, já que eles não têm nada para fazer e
ficam cinco ou seis horas por dia matando
monstros e adquirindo pontos de experiência. O
que quero dizer é que tenho a impressão que a
maioria dos MMORPGs exigem uma capacidade
sobre humana daqueles que procuram ter uma
vida social saudável, incluindo jogar outros
games.
Sem contar aquelas quests as quais você nunca
conseguirá concluir sozinho e para isso precisa
da ajuda de outros gamers, e que muitas vezes
não vão com a sua cara, simplesmente porque
você não é do país deles.
Sei lá, talvez eu seja anti-social demais, mas não
gosto da idéia de que dependo de outros
jogadores para concluir uma tarefa em um jogo.
É irônico pois já fui um jogador dedicado de Day
of Defeat, apesar de que em um FPS a interação
entre os jogadores nunca será a mesma de um
RPG.
É claro que várias características me chamam a
atenção em um MMORPG e a principal delas é o
vasto e dinâmico mundo apresentado na maioria
dos games. Sempre fui fascinado por jogos com
grandes ambientações e os MMORPGs talvez
possuam os mundos mais detalhados e variados
já produzidos. Desertos, cidades, florestas,
montanhas, cavernas e até outros mundos. Mas
com o poder de processamento das máquinas de
hoje, mesmos os RPGs offline conseguem
reproduzir esta característica. Vejam Oblivion,
por exemplo.
Portanto continuo tentando descobrir
quando conseguirei me render a este
que é um dos mais fascinantes
gêneros já criados. Já me
disseram que o dia em
que eu jogar World of
Warcraft eu
mudarei de
opinião, mas
fico pensando
se vale a pena
comprar o jogo,
até porque o
mesmo requer o
pagamento de
mensalidade.
17
31 de novembro de 2009
Impressões
O terror em estado bruto
Imagine-se de madrugada, perdido no meio do
mato em um país onde você não fala a língua
local e após presenciar um brutal assassinato.
Se este cenário já não fosse o suficiente para
entrar em estado de choque, o lugar ainda emite
horríveis sons e você precisa ficar longe de
mortos que teimam em descansar.
cada um deles possuindo um motivo para estar
naquele horrendo lugar, mas que dariam tudo
para sumir dali. O jogo é dividido em 12
episódios, mostrados como se fosse uma
minissérie, inclusive com os tradicionais “No
“No
próximo capítulo”
capítulo” e “Anteriormente…”,
“Anteriormente…”, algo
muito legal e que torna a experiência mais fluída.
Essa situação improvável pode ser vivida em um
videogame e após dedicar algumas horas ao
Siren: New Translation,
Translation, tive a nítida sensação de
estar correndo pelas florestas de Blair, de ser o
protagonista de uma história de Hiroshi
Takahashi ou de fazer parte de uma inusitada
fusão entre a obra de George A. Romero e
Takashi Shimizu.
Todo o jogo foi planejado para levar o maior
realismo possível, contando com muitos
arquivos que complementam o enredo,
como vídeos feitos através da câmera de
um dos personagens e até mesmo um
blog contando o dia-a-dia de um dos
protagonistas.
Pisar em Hanuda é ser exposto a diversas lendas
e mitos orientais, é ter o batimento cardíaco
quase sempre acelerado e temer por cada passo
dado. Ao contrário dos outros jogos do estilo
survival-horror, este jogo não deixa muito espaço
para falhas, e na maioria do tempo você não
estará procurando mais munição para um lançamíssil e sim um lugar para se esconder.
Nele não adianta bancar o herói e em boa parte
das situações propostas, será mais inteligente
fugir do que partir para cima dos Shibitos, uma
espécie de zumbi que continua as tarefas de
quando era vivo, como trabalhar numa mina ou
semear sua plantação, mas que possui sede de
sangue e que mesmo após derrubados voltarão
para lhe perseguir após um certo tempo.
Siren conta sua história através de sete
personagens distintos e bastante carismáticos,
levar pela proposta do jogo e tentei me sentir o
mais imerso possível, sou obrigado a admitir que
está sendo bastante perturbador passar por
algumas partes.
Repleto de situações grotescas e que fariam até
o maior machão borrar as calças, Siren: New
Translation é daqueles jogos para apreciarmos
cada momento, mesmo que eles sirvam apenas
para aumentar nossa adrenalina através do
simples ato de nos meter medo e nesse
aspecto o jogo cumpre perfeitamente
seu papel.
Eu poderia ficar aqui por horas
descrevendo a boa qualidade gráfica do
jogo, como os sons ajudam a criar o
absurdo clima de tensão ou o quanto a
jogabilidade não está a altura do resto do
game, contudo, prefiro lhe dizer que
embora eu tenha adorado o terror
psicológico da série Silent Hill e os sustos
rasteiros do Fatal Frame,
Frame, foi com Siren:
New Translation que eu realmente temi pela
vida dos personagens que controlava e
apenas nele eu percebi o quanto seria
assustador estar na situação proposta por
alguns filmes/games. Espere até controlar
uma garotinha de 10 anos perdida em um
hospital pra lá de macabro e você entenderá
o que estou dizendo.
Se você tiver a oportunidade de jogá-lo,
talvez não se sinta tão incomodado quanto
eu, mas como, desde o início, eu me deixei
18
22 de setembro de 2010
Impressões
Halo: Reach, uma experiência memorável
o outro,
uma bala
disparada de cada vez.
Qualquer exército que se preze possui um grupo
de soldados que são considerados a elite da
elite. Esses homens costumam ser tratados
como lendas por serem enviados a missões de
onde raramente voltam com vida e seus feitos
ficam marcados na história porque geralmente
mudam o destino de uma guerra. Em 2552,
quando a humanidade via-se diante de uma
terrível ameaça alienígena, a UNSC formou um
esquadrão conhecido como Noble e o enviou ao
planeta Reach, o último ponto de resistência
antes da Terra. Nascia ali uma história de
amizade, dedicação e sacrifício.
Aquele grupo formado por cinco SPARTAN-III e
um SPARTAN-II, que pintavam suas armaduras
com cores variadas e as personalizavam com
equipamentos aparentemente inúteis, lutou
bravamente, enfrentou hordas de Covenants,
pilotou inúmeros veículos que muitos só
conheciam pelo
nome, manejou armas da mais alta tecnologia e
teve o (des)prazer de conhecer lugares
inesquecíveis como a cidade de Nova Alexandria
e Manassas, mas não puderam apreciar a bela
paisagem pois estavam mais preocupados em
eliminar as infestações dos velozes e mortais
Skirmisher ou porque tentavam livrar suas peles
dos ataques dos Jiralhanae ou como alguns
carinhosamente os chamavam, os Brutes.
Embora suas tarefas no campo de batalha
fossem da simples destruição de armamento
inimigo até a escolta de civis, passando pela
aniquilação quase interminável de alienígenas e
batalhas espaciais no melhor estilo dos filmes de
ficção científica que por tanto tempo adoramos,
não há como deixarmos de reconhecer a
grandiosidade de suas ações e muito menos de
nos impressionarmos com a aparente
insignificância daqueles bravos guerreiros, que
ao final de cada dia mostravam que a guerra
poderia ser vencida, um inimigo derrubado após
Se tudo aquilo pelo que passaram
fosse transformado em um jogo de
videogame, diriam que a beleza de seus atos
estavam numa engine gráfica totalmente
reformulada ou na impecável trilha sonora que
orquestrava seus movimentos. Poderia até surgir
alguns comentários dando conta de que na
verdade o mérito estava na dedicação acima do
normal por parte da equipe responsável devido a
despedida da produtora, que sei lá, teria feito
nascer (e renascer) uma série mundialmente
famosa e que agora buscava novos ares, mas
como estamos falando do mundo real e de uma
das mais importantes passagens de nossa
história recente, só podemos agradecer a aquele
time formado por um punhado de nobres
soldados.
A história que cerca a batalha por qual Reach
passou não merece ser elogiada pela
complexidade, mas ficará guardada na mente
daqueles que a viveram por causa do laço criado
entre os participantes, pela forma como eles
agiram como irmãos e por terem lutado
bravamente enquanto ainda lhes restaram
forças.
Equipe Noble, foi um prazer servir com você!
19
O design dos jogos
Liberdade de opção e jogabilidade
Existe uma característica na série Hitman que
sempre me chamou a atenção. A forma como os
produtores conseguiram desenvolver a
jogabilidade dos games de forma que o jogador
possa realizar as missões da maneira que achar
melhor é simplesmente genial.
Para quem nunca jogou, o game foi desenvolvido
pela até então desconhecida Io Interactive e nele
você é uma espécie de assassino de aluguel,
tendo como objetivo eliminar vários alvos
diferentes, de chefes da máfia até bandidos de
menor expressão. O jogo brilha por sua história
envolvente e principalmente por sua
jogabilidade.
O protagonista do jogo, conhecido como
assassino 47, possui um vasto leque de
habilidades, utilizando-as para matar seus alvos.
Na primeira missão do segundo jogo você
precisa entrar na casa de um poderoso mafioso e
acabar com o bandido. Porém, a casa está cheia
de seguranças e você precisa descobrir uma
maneira de adentrar o local. [...]
12 de setembro de 2007
Começam aí suas possibilidades, você pode
interceptar o carteiro que está indo entregar um
buquê de flores na mansão e roubar suas roupas
para que os guardas não desconfiem, mas
lembre-se de jogar suas armas fora, já que será
revistado. No quintal da casa, cabe a você matar
algum guardar ou empregado do mafioso e trocar
de roupas de volta, mas sem causar alardes,
claro.
Continuando na missão, ao chegar ao quarto
do alvo, cabe a você decidir matá-lo
enforcado, envenenado ou até com uma
arma que você já deve ter conseguindo
ao eliminar algum segurança. Ahh! E
isso são apenas três das opções.
O que descrevi acima foi apenas uma
missão de uma série que já está em
seu quarto título, portanto você já
deve ter percebido que Hitman é um
game para pessoas pacientes. Aqui
não adianta dar uma de Rambo e
sair atirando em tudo que se move.
Você terá que pensar. Arriscaria até
a dizer que o jogo é quase um
puzzle.
O que quis dizer com este exemplo é
que sinto falta de mais jogos com tal
liberdade na jogabilidade. Quando joguei
Hitman pela primeira vez (e lá se vão alguns
anos!) achei que mais jogos iriam seguir seu
caminho, o fato é que o jogo do careca assassino
ainda é uma raridade.
Sinceramente não sei se a série vendeu bem,
mas por já estar em seu quarto episódio, ou a
produtora possui muito prestígio ou as outras
empresas não querem apostar em um jogo de
ação mais “cabeça”.
Deixando a jogabilidade um pouco de lado, tenho
que mencionar também os jogos que permitem
os gamers tomarem decisões em relação ao
desenrolar da trama. É óbvio que neste quesito
os RPGs se destacam. Games como Chrono
Trigger, Knights of the Old Republic e Fable são
provas clássicas disso e sempre me fascinaram
por me dar a possibilidade de escolher qual
desfecho eu gostaria de ver para a história.
Quero ressaltar o trabalho realizado em Fable.
Este game conseguiu dar um passo à frente em
relação a liberdade de escolha. Durante todo o
jogo você está tomando decisões que modificam
de alguma forma o desenrolar da história. No
game você poderá, por exemplo, casar, roubar,
trabalhar, ajudar as pessoas ou não, comprar
casas. Enfim, você poderá realmente entrar no
personagem.
Outro título que também segue por esta direção é
o fantástico Shenmue. Na época de seu
lançamento o jogo chegou a ser considerado um
simulador de vida, pois nele você precisava
dormir, trabalhar, treinar artes marciais e até
jogar fliperama.
Quem promete revolucionar também a indústria
é o BioShock e pasmem, aqui não estamos
falando de outro RPG e sim de um FPS. Os
produtores garantem que o jogador poderá
decidir como progredir no game. Um exemplo
seria você botar fogo em um inimigo e quando ele
correr para água jogar cabos de eletricidade para
matá-lo eletrocutado. Some a isso o fato de que a
cada partida os inimigos aparecem em lugares
diferentes, uma inteligência artificial apurada e
teremos um jogo que se diferenciará dos demais.
Como disse em relação a liberdade na
jogabilidade do Hitman, acho que deveria haver
mais jogos assim. Jogos onde pudéssemos
tomar mais decisões e que nos desse pelo
menos a impressão de que estamos no controle
do enredo. Jogos assim seriam a definição mais
perfeita para a palavra interatividade. Ou quase
isso.
21
10 de fevereiro de 2009
O design dos jogos
Os jogos e seus personagens suicidas
Depois de publicar a notícia sobre um cientista
que está usando a engine Source para simular
incêndios, fiquei pensando sobre o
comportamento dos personagens dentro dos
jogos.
Veja só, tente se imaginar em uma situação de
risco. Você está lá, no meio de um tiroteio, em
uma perseguição automobilística ou qualquer
outro lugar e independente do motivo, sua vida
corre perigo. Faz parte do instinto animal
procurar abrigo, tentar salvar o bem mais
importante que temos, a nossa vida, mas nos
videogames a coisa não funciona bem assim.
Pegue os FPSs por exemplo. Em qualquer jogo
do gênero, ao toparmos com um inimigo o normal
é que eles avancem em nossa direção sem
o menor medo de levar um balaço no meio da
testa. Talvez a palavra certa aqui seja
exatamente essa: MEDO. Os personagens dos
jogos eletrônicos parecem não saber o
significado daquilo que muitas vezes pode servir
como diferencial em sairmos vivos ou mortos de
uma determinada situação.
Eu sei que os videogames servem para nos
divertir, mas mesmo em um jogo como o
irretocável Call of Duty 4, onde os produtores
tentaram mantê-lo o mais fiel possível a
realidade, os soldados adversários nem se
importam em morrer. A sensação que tenho é
que os inimigos dentro de um jogo agem como se
fossem abelhas, já que a morte de um indivíduo
não fará muita diferença pois muitos outros ainda
poderão tentar “defender a colmeia”.
Eu não me canso de dizer que, na minha opinião,
o que falta mesmo para os jogos passarem para
um próximo nível, não são gráficos fotorealistas
ou um capacete que permita controlarmos os
personagens apenas com o pensamento e sim
uma inteligência artificial mais apurada.
E talvez essa inteligência fique mais verossímil
quando formos capazes de ensinar os “bonecos”
a temerem por suas vidas, fazer eles entenderem
que se morrerem, não poderão realizar seus
sonhos ou voltarem a ver as “pessoas” que
gostam. Mas cá entre nós, não é exatamente isso
que nós humanos fazemos em uma guerra?
Morremos por um suposto bem maior?
Perdemos nossas vidas em favor da colmeia?
É, talvez devêssemos mesmo deixar tudo como
está…
22
“Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas.”
Super Mario Galaxy | Trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
Listas
21 de dezembro de 2007
As melhores
capas do PS2
Recentemente comprei o jogo Front Mission 4 do
PS2 e ao recebê-lo esta semana pensei: Nossa!
Gostei desta capa. Tive então a idéia de criar um
texto mostrando as mais bonitas do Playstation
2. A seguir você verá as artes que considero mais
marcantes, seja por representar fielmente o jogo,
seja por agradar aos olhos.
Minhas escolhas não foram tomadas em relação
a qualidade do jogo, até porque alguns deles eu
não cheguei a jogar muito. Tentarei explicar
porque escolhi tais capas apontando suas
qualidades e vamos ver se minhas escolhas são
iguais às suas.
Então, chega de conversa e vamos às
escolhidas. [...]
Menção Honrosa: Gran Turismo 4 - Típico
caso onde a simplicidade pode fazer bonito. A
capa do GT4 agrada justamente por não ter
elementos demais. Apenas o belo logo do
jogo, um fundo branco e o carro também com
cores claras. Dá vontade de ter o jogo só para
mostrar a caixinha para os amigos.
5. Indigo Prophecy - Depois do primeiro lugar da
lista, esta talvez seja a capa que mais retrata com
perfeição a idéia do game. Nela vemos o
protagonista se questionando sobre o que fez e
quem jogou o Indigo Prophecy sabe que esta é a
idéia principal do jogo. Muito bem executada pelo
artista, a capa torna-se um item de coleção.
10. Katamari Damaci - Capa bem colorida e
tão surreal quanto o jogo. os caracteres
japoneses dão um charme ao design e mostra
que um games como este não poderia ter sido
criado em outro país. O destaque mesmo são as
vacas pastando indiferentes ao o que acontece no
fundo.
4. Grandia III - Acho esta capa incrível!
Principalmente por seu tom predominantemente
roxo, o que não é muito comum. Acho genial a
idéia do rosto dos personagens refletidos na
espada e adoro o logo criada para o game. Pena
que não consigo achá-lo em lugar algum para
comprar, queria esta caixinha na minha estante
(além do jogo ser muito bom!).
9. Front Mission 4 - Não sei explicar direito o que
me conquistou nesta capa. Talvez a paz de
espírito que ela nos passa, principalmente por se
tratar de um jogo de guerra ambientado no futuro.
Embora os mechs (wanzers, na verdade)
destoem um pouco do resto do conjunto, posso
garantir que a capa é muito mais bonita ao vivo
que na foto ao lado.
8. Psychonauts - Uma capa belíssima para um
jogo incrível. Embora seja colorida demais para
meu gosto, a arte desta capa expressa muito bem
a idéia do game e chama a atenção pela
combinação de cores. Contando ainda com um
logo muito bonito e que acabou combinando
com todo o resto.
7. Final Fantasy XII - Embora eu não goste
muito do logo usada para a série Final
Fantasy, esta capa é muito bonita. Representa
muito bem a idéia de épico da 12ª versão do
game e os designers conseguiram combinar
muito bem os tons de cores presentes.
6. Okami - Um dos jogos mais bonitos do PS2
não podia ter uma capa feia, e não tem. O
interessante desta capa é que os
responsáveis por ela não precisaram fazer muito. Apenas
pegaram a arte presente no jogo e a retrataram na caixinha.
Poderia ganhar o prêmio de “trabalho mais fácil da história”.
3. Zone of the Enders 2 - Nesta daqui a minha
adoração pelo anime Neon Genesis Evangelion
fala mais alto. Como não gostar de uma capa com
um robô gigante ao fundo que mais parece um
EVA? Como não gostar de uma capa que mistura
brilhantemente os tons de vermelho e preto e que
conta com uma ilustração belíssima?
2. Rule of Roses - Um dos jogos mais polêmicos
(e desconhecidos) do PS2 recebeu uma capa
fantástica. Assim como no caso do Gran Turismo
4, aqui a simplicidade dá o tom. Quem jogou o
game irá identificar vários elementos presentes
no desenho e apesar do tom um tanto infantil da
arte, não se engane, o jogo é de terror e possui
temas bem adultos.
1. ICO - Uma verdadeira obra de arte! Tanto o jogo
quanto a capa. A arte mostra muito bem a
premissa do jogo: a sensação de solidão e
impotência, além de se igualar aos quadros dos
melhores pintores. A capa em questão foi
desenhada por Fumito Ueda, o próprio designer
do jogo.
Vale lembrar que esta é a capa da versão
japonesa e européia do game. A capa
americana? Bom, deixa pra lá.
25

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