Scarica pdf - SentireAscoltare

Comments

Transcription

Scarica pdf - SentireAscoltare
SENTIRE ASCOLTARE
online music magazine
MARZO N. 29
Small Voices / A Silent Place
Ninni Morgia
Arcade Fire
Paolo Zanardi
Au Revoir Simone
Hanne Hukkelberg
Rose Kemp
Post Punk italiano
Joakim
The God Machine / Sophia
Luciano Berio
The Replacements
freedoom folk
sentireascoltare sommario
4 News
8 The Lights On
Hanne Hukkelber g , R o s e K e m p , A u R e voir Simone, Pao l o Z a n a r d i
12 Speciali
Arcade Fire, Joakim, Freedoom Folk,
Ninni Morgia, Small Voices / A Silent Place, The God Mach i n e / S o p h i a
35 Recensioni
11
!!!, Air, Black Lips , G r i n d e r m a n , L c d
Soundsystem, Lo w, T h e B r o k e n We s t ,
The Rakes, Kaise r C h i e f s … .
77 Rubriche
(Gi)Ant Steps Ch a r l e s M i n g u s
We Are Demo Je w e l s f o r a C a r i b o u ,
L’insolito clan, P h o n o E m e r g e n c y To o l ,
12
Two Genial Idiots
Classic Replace m e n t s , ( S o m e I t a l i a n )
Post Punk
Cinema David Ly n c h – I N L A N D E M P I R E ;
Visioni: Bobby, L e t t e r e d a I w o J i m a
I cosiddetti conte m p o r a n e i L u c i a n o B e r i o
Direttore
Edoardo Bridda
Coordinamento
Antonio Puglia
Consulenti alla redazione
Daniele Follero
Stefano Solventi
Staff
Valentina Cassano
Antonello Comunale
Teresa Greco
Hanno collaborato
Gianni Avella, Davide Brace, Filippo Bordignon, Marco
Braggion, Gaspare Caliri, Roberto Canella, Paolo
Grava, Manfredi Lamartina, Andrea Monaco, Massimo
Padalino, Stefano Pifferi, Stefano Renzi, Federico
Romagnoli, Costanza Salvi, Vincenzo Santarcangelo,
Alfonso Tramontano Guerritore, Giancarlo Turra, Fabrizio Zampighi, Giuseppe Zucco
Guida spirituale
Adriano Trauber (1966-2004)
Grafica
Edoardo Bridda, Valentina Cassano
in copertina
42
90
Jon Michael B’eirth
SentireAscoltare online music magazine
Registrazione Trib.BO N° 7590
del 28/10/05
Editore Edoardo Bridda
Direttore responsabile Antonello Comunale
Provider NGI S.p.A.
Copyright © 2007 Edoardo Bridda. Tutti i diritti riservati.
La riproduzione totale o parziale, in qualsiasi forma, su qualsiasi
supporto e con qualsiasi mezzo, è proibita senza autorizzazione scritta
di SentireAscoltare
sentireascoltare news
a c u r a d i Te r e s a G r e c o
I l p r o s s i m o a l b u m d e g l i I n t e r p ol, M o d e r a t i o n, è s t a t o c o m p l e t ato ed
u s c i r à i n g i u g n o : l o h a c o n f e r m a t o D a n K e s s l e r , i n I n g h i l t e r r a p e r mixare
il disco, in una intervista con la BBC…
D o p o u n d e c e n n i o , i l d u o a u s t r a l i a n o S o d a s t r e a m - d a p o c o v i s t i i n Italia
p e r u n l u n g o t o u r - s i s c i o g l i e : l ’ a n n u n c i o s i p u ò l e g g e r e n e l s i t o ufficia le…
A l a n e R i c h a r d B i s h o p d e i S u n C i t y G i r l s c o m u n i c a n o s u l s i t o u ff i cial e la
s c o m p a r s a a S e a t t l e , a 5 4 a n n i , d i C h a r l e s G o c h e r , p e r c u s s i o n i sta del
gruppo, da tempo malato di cancro…
J o a n n a N e w s om s t a p r e p a r a n d o u n E P, c h e u s c i r à i n a p r i l e s u D r ag City,
d a l t i t o l o J o a n n a N e w s o m a n d t h e Y S S t r e e t B a n d, t r e p e z z i , d i cui un
i n e d i t o e d u e v e r s i o n i r i v i s i t a t e d i c a n z o n i a p p a r s e s u l p r e c e d e n t e YS e
s u T h e M i l k - E y e d M e n d e r…
D u e n u o v e u s c i t e s u K r a n k y i n a p r i l e : B l o o d I s C l e a n ( g i à p u b blicato
l ’ a n n o s c o r s o s u Ya r n l a z e r ) d i Va l e t, m o n i k e r d i H o n e y O w e n s , a l b um for m a t o d a p e z z i r e g i s t r a t i i n c i n q u e s e s s i o n d i v e r s e i n u n p e r i o d o d i 5 mesi
t r a g e n n a i o e m a g g i o 2 0 0 6 , e i l n u o v o l a v o r o d i L i c h e n s ( R o b e r t Lowe
d e i 9 0 D a y M e n e T v o n t h e R a d i o ) d a l t i t o l o O m n s.
Interpol
N u o v i a l b u m i n u s c i t a a n c h e s u J a g j a g u w a r: O k k e r v i l R i v e r , Black
S h e e p B o y ( D e f i n i t i v e E d i t i o n ) 2 C D i l 6 m a r z o , r i s t a m p a c o n l ’ E P Appen d i x p i ù i n e d i t i ; i l d e b u t t o d e l q u i n t e t t o d i B r o o k l y n A l e x D e l i v e r y , c on Star
D e s t r o y e r i l 2 4 a p r i l e ( u n p e z z o , K o m a d , è d i s p o n i b i l e i n f r e e d o wnload
s u l s i to m e n t r e t u t t o l ’ a l b u m è i n s t r e a m i n g h t t p : / / w w w. a d d r e s s 0 . com/sc/
p l a y e r / p l . p h p ? p l a y l i s t i d = 4 7 3 ) ; O d a w a s c o n R a v e n A n d T h e W h i t e Night
a m a r z o ; P a r t s & L a b o r c o n M a p m a k e r i n u s c i t a i l 2 2 m a g g i o ; n u ova re l e a s e a n c h e p e r l a s u s s i d i a r i a B r a h R e c o r d s : P t e r o d a c t y l c o n l ’ o monimo
il 24 aprile prossimo…
L’ A s s o c i a z i o n e N a z i o n a l e R o c k i t f e s t e g g i a i 1 0 a n n i c o n P e n s i e ro stu p e n do, u n a l u n g a s e r i e d i e v e n t i c h e p a r t i r a n n o i l 3 m a r z o d a l D eposito
G i o r d a n i d i P o r d e n o n e c o n Tr e A l l e g r i R a g a z z i M o r t i , M o j o m atics e
M r. B i z a r r o & t h e H i g h w a y E x p e r i e n c e , p e r p r o s e g u i r e a P a l e r mo, Co s e n z a , To r i n o e m o l t e a l t r e c i t t à …
E ’ n a t a D e a d O c e a n s , t e r z a e t i c h e t t a a f a r p a r t e d e l l a f a m i g l i a S ecretly
C a n a d i a n e J a g j a g u w a r, c o n u n r o s t e r c h e c o m p r e n d e p e r o r a Dirty
P r o j e c t o r s , a k a D a v e L o n g s t r e t h , i l c u i n u o v o d i s c o d o v r e b b e u s cire per
m e t à a n n o , E v a n g e l i c a l s , I r a n ( i l s o n g w r i t e r A a r o n A i t e s e K y p Malone
d e i T v O n T h e R a d i o ) c h e s t a n n o l a v o r a n d o a l l o r o p r o s s i m o T h e Same
S o n g O v e r a n d O v e r , e i B i s h o p A l l e n, c h e d o p o l ’ u s c i t a d i 1 2 E P l’anno
s c o r s o, r e a l i z z e r a n n o u n a l b u m n e l 2 0 0 7 …
I B a t t l e s p u b b l i c h e r a n n o u n n u o v o a l b u m , M i r r o r e d , i l p r o s s i m o 1 5 mag -
sentireascoltare
gi o su Warp, anti c i p a t o d a u n s i n g o l o , A t l a s , i n u s c i t a i l 2 a p r i l e ; i l g r u p p o
sarà in Italia il pr i m o g i u g n o p e r i l F e s t i v a l D i s s o n a n z e a R o m a …
Disco di sole cov e r p e r P a t t i S m i t h: Tw e l v e u s c i r à i l p r o s s i m o 1 7 a p r i l e
su Columbia; han n o p a r t e c i p a t o a l l ’ a l b u m , t r a g l i a l t r i , R i c h a r d R o b i n s o n
dei Black Crowe s , F l e a d e i R e d H o t C h i l i P e p p e r s e To m Ve r l a i n e d e i
Television. Tra i p e z z i c o v e r i z z a t i , H e l p l e s s d i N e i l Yo u n g e E v e r y b o d y
Wants To Rule Th e W o r l d d e i Te a r s F o r F e a r s …
Benoit Pioulard h a p u b b l i c a t o i l 1 2 f e b b r a i o s u Ty p e u n E P, F i r, c h e
si può ascoltare p e r i n t e r o a q u e s t o l i n k : h t t p : / / w w w. j u n o . c o . u k / p r o ducts/255137-01. h t m …
Ancora uscite: A l v a N o t o c o n X e r r o x v o l . 1 i l 3 m a r z o s u R a s t e r - N o t o h ;
Maximo Park su Wa r p i l 1 3 a p r i l e c o n O u r E a r t h l y P l e a s u r e ; K i n g s o f
Lion con Becaus e o f t h e Ti m e s, i l 3 a p r i l e s u R C A ; To m M c R a e c o n K i ngs of Cards il 24 a p r i l e s u V 2 ; B l a c k R e b e l M o t o r c y c l e C l u b i l 1 m a g g i o
con Baby 81 ; Qu e e n s O f T h e S t o n e A g e c o n E r a Vu l g a r i s a g i u g n o s u
In terscope; Mice P a r a d e c o n l ’ o m o n i m o a m a g g i o s u B u b b l e C o r e …
La net label rudi M E N TA L E p r e s e n t a S t . r i de c o n C a r n e a l f u o c o , d i s c o
liberamente scar i c a b i l e d a h t t p : / / w w w. r u d i m e n t a l e . c o m / . . .
Tornano in aprile J o h n F o xx e L o u i s G o r d o n p e r d u e d a t e , d o p o l ’ a n n u l lamento dei conc e r t i d e l l o s c o r s o d i c e m b r e : i l 1 3 s a r a n n o a C e n t o ( F E ) a l
Teatro Borgatti e i l 1 4 a M i l a n o a l Tr a n s i l v a n i a …
Keren Ann
Si aggiungono i P o l i c e e i W h i t e S t r i p e s a l g i à r i c c o c a r t e l l o n e d e i t r e
giorni del Bonna r o o F e s t i v a l , i n p r o g r a m m a d a l 1 4 a l 1 7 g i u g n o a M a n chester, Tenness e e ; t r a g l i a l t r i n o m i , s i s e g n a l a n o : To o l , W i l c o , F l a m i n g
Lip s, Franz Ferdi n a n d , D e c e m b e r i s t s , To r t o i s e …
La label di Deven d r a B a n h a r t e A n d y C a b i c G n o m o n s o n g h a a l c u n e r e lease previste pe r p r i m a v e r a / e s t a t e : i l 1 3 f e b b r a i o è s t a t o p u b b l i c a t o T h e
Bride of Dynami t e d i R i o E n M e d i o, i n c u i c i s o n o c o l l a b o r a z i o n i d e l l o
stesso Cabic, di S i e r r a C a s a d y e d i Ti m F i t e ; i l 6 m a r z o u s c i r à i l s e c o n d o
album dei Paperc u t s , C a n ’ t G o B a c k, m e n t r e T h e r e ’s N o H o m e d i J a n a
Hunter sarà pubb l i c a t o i n a p r i l e . I n f i n e i l n u o v o e n t r a t o M i c h a e l H u r l e y ,
le ggenda folk, es o r d i r à i n e s t a t e c o n H o m e R e c o r d i n g s …
La cantautrice fra n c e s e K e r e n A n n p u b b l i c h e r à i n a p r i l e i l s u o q u i n t o a l bum su Capitol, d a l t i t o l o o m o n i m o , d i s c o d a l e i s t e s s a p r o d o t t o …
I Guillemots han n o i n i z i a t o l a l a v o r a z i o n e d e l s e c o n d o d i s c o , d o p o i l f o r tu nato Through t h e Wi n d o w p a n e d e l l ’ a n n o s c o r s o …
Annunciata la d a t a d i u s c i t a d e l l ’ a t t e s i s s i m o s e t t i m o a l b u m d e i R a diohead.. o no? I l s e g u i t o d i H a i l To T h e T h i e f s a r à p u b b l i c a t o i l 6 a g o s t o
sentireascoltare news
a c u r a d i Te r e s a G r e c o
p e r E M I . A l m e n o , A m a z o n . c o . u k . è s i c u r i s s i m o , t a n t o d a m e t t e r l o in pre v e n d i t a . N e s s u n a c o n f e r m a u ff i c i a l e d a p a r t e d e l m a n a g e m e n t d e l la band
d i T h o m Yo r k e : i l b l o g u ff i c i a l e t a c e , m e n t r e n e i f o r u m d e i f a n i m p azza la
d i s c u s s i o n e . C l a m o r o s a b u f a l a o a s t u t i s s i m o b a t t a g e p u b b l i c i t a r i o? Stay
tuned…
R i v e l at o i l t i t o l o d e l n u o v o d i s c o d e g l i S m a s h i n g P u m p k i n s: Z eitgeist
s a r à p u b b l i c a t o i l 7 l u g l i o p r o s s i m o ; l a f o r m a z i o n e c o m p r e n d e B i l ly Cor gan e il batterista Jimmy Chamberlin…
G l i O k k e r v i l R i v e r s t a n n o l a v o r a n d o a l n u o v o d i s c o c o n i l p r o duttore
B r i a n B e a t t i e l a c u i u s c i t a è p r e v i s t a p e r i l 2 0 0 7 ; i n t a n t o Wi l l S heff ha
d o v u t o a n n u l l a r e i l s u o t o u r s o l i s t a i n s i e m e a J o s h R i t t e r p e r p roblemi
a l l e c o r d e v o c a l i . I l f o r t u n a t o d i s c o p r e c e d e n t e , B l a c k S h e e p B oy sarà
r i s t a m p a t o i l 6 m a r z o c o m e D e f i n i t i v e E d i t i o n e c o m p r e n d e r à a n c he l’EP
Appendix e alcune bonus…
U s c i r à i l 2 4 a p r i l e s u N o n e s u c h u n o m a g g i o a l l a f o l k s i n g e r c a n a dese: A
Tr i b u te To J o n i M i t c h e l l, c h e v e d e l a p a r t e c i p a z i o n e d i S u f j a n S teven s ,
Björk, Prince tra gli altri...
Okkervil River
I K i l l e r s h a n n o c o v e r i z z a t o S h a d o w p l a y p e r l a c o l o n n a s o n o r a di Cont r o l , f i l m i n l a v o r a z i o n e - p r e v i s t o p e r s e t t e m b r e 2 0 0 7 - s u I a n Curtis
d i r e t t o d a A n t o n C o r b i j n ; l a p e l l i c o l a s i b a s a s u l l i b r o To u c h i n g From A
D i s t a n c e d e l l a v e d o v a D e b o r a h , a n c h e c o p r o d u t t r i c e . A n c h e i N e w Order
p a r t e ci p a n o a l l o s c o r e , c o n a l c u n i p e z z i d e l g r u p p o d i o r i g i n e da loro
reincisi …
C a y c e Ly n d n e r , f r o n t m a n d e i F l y i n g C a n y o n, è m o r t o i m p r o v v i s amente
i n f e b b r a i o p e r c a u s e a n c o r a i g n o t e ; l a b a n d h a u n d i s c o a l l ’ a t t i v o , l’omo nimo pubblicato lo scorso autunno su Soft Abuse...
I l r i t o r n o d e g l i W h o d a l v i v o : i n i z i e r a n n o i l t o u r i l p r o s s i m o 1 6 m a ggio da
L i s b o n a e s a r a n n o i n I t a l i a l ’ 11 g i u g n o a l l ’ A r e n a d i Ve r o n a . . .
A d i s t a n z a d i d u e a n n i d a T h e N e e d l e Wa s Tr a v e l l i n g , t o r n a n o i Tarwater
c o n S p i d e r S m i l e i n u s c i t a i l p r o s s i m o a p r i l e s u M o r r M u s i c , d i s c o in cui
s i r e g i s t r a l a p r e s e n z a d i u n b u o n n u m e r o d i s t r u m e n t i a n a l o g i c i (un’ar m o n i c a , c h i t a r r e , v i o l i n i , o b o e . . . ) e d i u n a c o v e r ( S w e e t h o m e U n d e r White
C l o u d s d e i Vi r g i n P r u n e s ) …
U s c i r à i n a p r i l e s u ! K 7 S c o r e , r a c c o l t a d i m u s i c h e p e r f i l m c o m p o s te negli
u l t i m i 1 0 a n n i d a M a t t h e w H e r b e r t, c h e c o m p r e n d e 1 7 t r a c c e d a sette
f i l m e d a u n b a l l e t t o m u s i c a t i d a l p r o d u t t o r e , e a r r a n g i a t i p e r l a maggior
p a r t e d a P e t e Wr a i g h t ; i n t a n t o i l N o s t r o s t a l a v o r a n d o a l p r o g e t t o Agate
Clery, un musical con Etienne Chatiliez…
M a r k E . S m i t h d e i F a l l s t a l a v o r a n d o c o n i M o u s e O n M a r s , p e r un pro -
sentireascoltare
getto dal nome Vo n S ü d e n f e d ; c ’ è g i à u n a p a g i n a M y S p a c e c o n 2 p e z z i
(uno è una nuov a v e r s i o n e d i Wi p e T h a t S o u n d ) e d u n a l b u m è p r e v i s t o
per maggio su D o m i n o …
Una serie di conc e r t i a s u p p o r t o d e l l a r a c c o l t a f o n d i p e r C a l l u m R o b b i ns ,
figlio di J.Robbin s e J a n e t M o r g a n d e i C h a n n e l s - d i c u i a b b i a m o d a t o n o tizia il mese scor s o – s i s t a n n o t e n e n d o i n q u e s t o p e r i o d o i n A m e r i c a ; g l i
Shellac faranno u n s e c o n d o c o n c e r t o i l p r o s s i m o 2 7 a p r i l e a C h i c a g o …
Xiu Xiu e Larsen ( X X L) a n c o r a i n s i e m e : S p i c c h i o l o g i ? u s c i r à i l 2 9 m a g gio su Important R e c o r d s …
I Magic Markers r e g i s t r e r a n n o i l l o r o p r i m o v er o e p r o p r i o d i s c o i n s t u d i o
con Lee Ranaldo c h e l o p r o d u r r à e T h u r s t o n M o o r e, s u E c s t a t i c P e a c e ,
etichetta di ques t ’ u l t i m o …
Esce il 3 aprile s u L e g a c y R e c o r d i n g s T h e F u t u r e i s U n w r i t t e n , s c o r e
dell’omonimo do c u m e n t a r i o s u J o e S t r u m m e r d i r e t t o d a J u l i e n Te m p l e;
il disco compren d e u n a v e r s i o n e i n e d i t a l i v e d i I ’ m S o B o r e d Wi t h T h e
U.S.A. , insieme a p e z z i c a n t a t i d a E l v i s P r e s l e y, M C 5 , N i n a S i m o n e , B o b
Dylan e Woody G u t h r i e . L a p e l l i c o l a c h e è s t a t a p r e s e n t a t a a l S u n d a n c e
festival, sarà que s t a e s t a t e n e i c i n e m a e i n a u t u n n o s u D V D …
Sarà pubblicata i l 1 m a g g i o U n b r e a k a b l e ( A R e t r o s p e c t i v e ) , r a c c o l t a
degli Afghan Wh i g s c h e a b b r a c c i a g l i a n n i s u S u b P o p e i p a s s a g g i s u
Elektra e Capitol ; s a r a n n o c o m p r e s i d u e i n e d i t i , I ’ m A S o l d i e r e M a g a z i n e ,
registrati l’invern o s c o r s o i n o c c a s i o n e d e l l a l o r o r e u n i o n …
Ladytron
Continuano le pu b b l i c a z i o n i d e g l i A r c h i v e s d i N e i l Yo u n g: i l 1 2 m a r z o
uscirà Live At M a s s e y H a l l c o n l e r e g i s t r a z i o n i d e l c o n c e r t o t e n u t o n e l
gennaio 1971 a To r o n t o , c o m p r e s o d i D V D c o n m a t e r i a l e v i d e o d e l l i v e …
I Ladytron saran n o i n t o u r i n E u r o p a e i n I n g h i l t e r r a c o n i N I N ; i n I t a l i a
verranno a marzo p e r t r e d a t e d a s o l i , i l 2 3 m ar z o a B o l o g n a ( C o v o ) , i l 2 4
a Roma (Circolo d e g l i A r t i s t i ) e i l 2 5 a M i l a n o a l Tr a n s i l v a n i a …
La No-Fi Record i n g s d e g l i H i r o s h i m a R o c k s A r o u n d h a c o m i n c i a t o a p u b blicare in anacro n i s t i c o e d e s c l u s i v o f o r m a t o c a s s e t t a l i m i t a t o a s e t t a n t a
copie, e con cad e n z a m e n s i l e , l e p r o s s i m e u s c i t e d i H i r o s h i m a R o c k s
Around (nov ‘06 ) , G . I . J o e ( g e n n ‘ 0 7 ) , M o v i e S t a r J u n k i e s ( f e b b ‘ 0 7 ) ,
Dada Swing (ma r z o ‘ 0 7 ) , T h e N o r m a l s ( a p r i l e ‘ 0 7 ) , C h e v e u ( m a g ‘ 0 7 ) ,
Chat Le Club De ( g i u g n o ‘ 0 7 ) . L a s e r i e c o n t i en e r e g i s t r a z i o n i l i v e , m a t e riale inedito, imp r o s e s s i o n s , a l t e r n a t i v e t r a c k s …
Annunciati i prim i n o m i d e l R o s k i l d e F e s t i v a l ( d a l 5 a l l ’ 8 l u g l i o ) : t r a g l i
headliner della m a n i f e s t a z i o n e d a n e s e , q u e s t ’ a n n o c i s a r a n n o i R e d H o t
Chili Peppers e B j ö r k…
sentireascoltare The Lights On...
Au Revoir Simone
Eteree e impalpabili, graziosi fan tasmi di una femminilità sfuggente eppure irresistibile, al contrario
delle collegiali disperse di Picnic
ad Hanging Rock di Peter Weir le
Au Revoir Simone si affacciano al
mondo musicale con altrettanto mi stero, trascinandosi dietro con una
corda le loro tastiere e drum machi ne, attraversando un vecchio pontile scricchiolante verso una natura
incontaminata e nascosta. Ma come
le ragazze novecentesche del film
la loro allegra malinconia possiede
un fascino livido, malato dal quale
non si riesce a distogliere lo sguar do. Silhouette dalle forme affusolate, appena macchiate da tenui co lori ondeggiano sotto strati di veli,
gazzelle selvagge di un certo pop
sbarazzino in corsa su umori vintage. In testa la melodia, nel cuore i
sintetizzatori. Così nel 2003, in una
carrozza di un treno in viaggio verso New York, Erika Forster e Annie
Hart, scambiando chiacchiere per
trascorrere piacevolmente il tempo,
si ritrovano a fantasticare su una
probabile band di tastiere da loro
composta. “Conoscere gente sul tre-
go un percorso che porta il nome
di Verses Of Comfort, Assurance
And Salvation (Moshi Moshi / V2,
marzo 2005). La leggenda vuole che sia stato registrato nel box
doccia
dell’amico/produttore/manager Rod; vero o meno che sia il
disco suona frizzante e felicemente
ispirato. Dentro c’è tutto il meglio
del contemporaneo pop elettronico,
dal Casiotone scontornato dell’attitudine rumoristica e lo-fi (Through The Backyards) alla ditta Morr
e in particolare i Lali Puna, nelle
voci ipnotiche e all’unisono ( Back
In Time). Ogni tanto si incappa in
qualche nuvola di zucchero di troppo sulla scia dei Russian Futurist
(Hurricanes), ma sono peccati veniali su cui si sorvola facilmente, se
paragonati ad una ideale seconda
parte che si illumina di toni chiaroscurali, con una The Winter Song
che non sfigurerebbe nel repertorio
delle Cocorosie meno vezzose oppure una And Sleep Al Mar che si
adagia sugli allori tragici e cinematici di certi AIR. Piace questa voluttuosa vulnerabilità, come il repentino cambio di scena in Where You
rica per una lunga serie di sold out.
Rimane giusto il tempo di chiudere
l’anno in Giappone e di inaugurare
quello nuovo con una performance newyorchese al reading di presentazione del libro “Catching The
Big Fish” del maestro David Lynch,
il quale si dichiara letteralmente
invaghito del loro sound. Non c’è
quindi da meravigliarsi se con The
Bird Of Music (Moshi Moshi / V2,
16 febbraio 2007) Erika, Annie ed
Heather tentano di battere il ferro
finché è caldo, riproponendo il già
noto bouquet di synth, tastiere e
drum machine, tra optical spy story
Stereolab e carinerie downtempo
Postal Service. Ma già dall’iniziale The Lucky One spira il vento
del cambiamento: se le prime note
fanno piombare nell’acquatica atmosfera campestre che le ha subito
caratterizzate, in chiusura spunta
fuori un coro gospel chiesastico che
lascia spiazzati e perplessi. Il fur besco easy listening sembra esser si impossessato di loro. E la prova
arriva con Sad Song e Fallen Snow,
graziose e solari canzoncine che
istigano il piede a portare il tempo,
no può essere meglio che stringer
la mano”, cantano i nostri Amari,
e nel caso delle Au Revoir Simone
si tratta di una profezia autoavve rante: la voglia di realizzare questo
sogno è tale da farle incontrare e
spingerle a provare. La curiosità di
una terza amica poi, Heather D’Angelo, non tarda ad arrivare, così
come il supporto di un ex membro
dei Sung Bin Park. Il quartetto comincia quindi a farsi conoscere per
le strade della Big Apple e di Brooklyn, ma tre è il numero perfetto e
le fanciulle proseguono da sole lun-
Go che da scanzonata filastrocca si
tramuta in contratta posa Ottanta
a la Ms John Soda. Piace toccare
con mano i lati, seppur spigolosi e
taglienti, di una sensuale ispirazione un po’ lunatica e rétro e per questo affascinante. (7.0/10)
E il bagliore delle tre ninfette rie sce ad aprire le porte della popo larità dapprima con la soundtrack
della serie tv “Grey’s Anatomy”,
in cui figura la loro Through The
Backyards, poi con un duemilasei
al seguito di We Are Scientists e
Double che tocca l’Europa e l’Ame -
maleficio sonico a cui non si sottrae
neanche l’ugola negli angelici ah di
fondo. Il resto dell’album non si di scosta tanto, ma anzi schiaccia l’acceleratore del ritmo, fino a toccare
tempistiche quasi dance ( Dark Halls e Night Majestic). Una tangibile
spensieratezza che ha solide basi
in sciocchi e freschi refrain, profumi
primaverili che non deluderanno chi
dalle Au Revoir Simone si aspetta
questo. Ma di quella seducente malattia cinematografica dell’esordio
neanche l’ombra. (6.6/10)
sentireascoltare
Va l e n t i n a C a s s a n o
The Lights On...
Rose Kemp
Un contratto con la One Little Ind i a n f i r m a t o a f i n e 2 0 0 5 h a o ff e r t o
finalmente alla giovanissima Rose
Kemp (classe 1984) l’occasione
per farsi conoscere da un pubblico
più vasto: è stato pubblicato infatti
nel febbraio 2007 il suo secondo
disco sulla lunga distanza, A Hand
Full Of Hurricanes (vedi spazio
recensioni). Non avrebbe probabilmente potuto fare nient’altro la
Nostra, allevata letteralmente on
the road a pane e musica dai genitori, la cantante Maddy Pryor e
il bassista Rick Kemp, entrambi
negli Steeleye Span (gruppo folkrock inglese parallelo ai Fairport
Convention, ancora in attività).
Esperienze musicali in famiglia e
partecipazioni ad album di stampo
folk classico in età adolescenziale
costituiscono le sue prime prove.
Lo spirito hippy e un’accentuata
indipendenza sono la base di partenza da cui si snoda il suo percorso, finora variegato quanto basta
per incuriosire e far scommettere
su di lei.
La vulcanica Rose comincia da
quasi subito: nel 2002 la trovia-
turalezza non molto tempo dopo: il
folk tradizionale non è certamente
la sua strada – anche se ha contribuito in modo determinante alla
sua formazione - e ci si rende conto di questo ascoltando la success i v a a u t o p r o d u z i o n e T h e F r e e To
Be Me EP - poi ribattezzato MiniAlbum (2004) - . Le coordinate
sonore volgono ora al rock, con la
chitarra della Kemp a suonare un
dark blues sanguigno – tendente
decisamente al noise - che fa pensare in primis alla sacerdotessa PJ
Harvey. Rose cura gli arrangiamenti e la produzione, mentre modula
la sua voce potente tra ballad soffuse ed oscure ed elettrici spasmi.
Una prova decisa, che testimonia
il cambio di rotta e le successive
evoluzioni. Si trasferisce intanto a
Bristol e comincia a frequentare la
locale scena underground, assai
variegata, iniziando a farsi notare e destreggiandosi sin da subito
tra alcuni side-project e numerose
esibizioni live. Contribuiscono a
far circolare il suo nome proprio
quest’ultime, solo-act intensi sospesi tra pezzi a cappella, campio-
Infatti elementi diversi convivono
nelle sue songs, e le lyrics sono
tese e rudi in una certa loro maniera, espressioni di sentimenti ed
emozioni, con un deciso dualismo
tra bene e male, e fanno quindi il
paio con una musica dai toni ora
aspri, ora più concilianti, che ben
manifesta infatti una visione artistica finora non incline a compromessi di qualsiasi natura.
Districandosi tra vari side-project
e continuandosi a muovere tra
territori diversi, Rose esprime intanto la sua vena più sperimentale con il trio impro Jeremy Smoking Jacket, insieme al folksinger
SJ Esau e al multistrumentista
Max Milton, insieme ai quali regis t r a n e l 2 0 0 5 u n E P, N o w We A r e
Dead (and Other Stories) - uscito su Enormous Corpse-Fact Fans
- che si snoda tra loop vocali, tribalismi e noise-core. Nel 2006 si
u n i s c e c o m e c h i t a r r i s t a a i Vi l n a ,
band post-rock strumentale che si
sposterà poi man mano in ambiti
progressive/doom metal. Quest’ultimi si sono appena sciolti, mentre i Jeremy Smoking Jacket sono
mo già parte di un terzetto, Maddy
Prior and The Girls (con la mamma e Abbie Lathe) in un album folk
a cappella, Bib And Buck, uscito
su Park Records e che ha avuto
ai tempi un buon riscontro, in cui
canta ed è autrice di alcune canzoni. Sempre per la stessa etichetta
realizza l’anno dopo il suo primo
disco da solista, Glance, fatto di
pop-song acustiche ancora acerbe, su cui rivelerà in seguito di
non aver avuto il completo controllo durante le registrazioni.
La svolta intanto avviene con na-
namenti di linee vocali in loop su
cui si immerge nel cantato, creando un onirico wall of sound - che
rimanda ai Buckley (soprattutto
Ti m ) e a l l a B j o r k p i ù r e c e n t e - e
pezzi più tirati. Non mancano concerti con una sua band e diversi
altri gruppi, in una dimensione che
oscilla continuamente tra solitaria
e b a n d - a c t . Vi e n e i n e ff e t t i d a p e n sare che la Nostra non abbia ancora espresso compiutamente le sue
potenzialità, tesa tuttora alla spasmodica ricerca di una espressività musicale a lei più congeniale.
a t t u a l m e n t e i n s t a n d - b y, c o m p a tibilmente con gli impegni di ogni
m u s i c i s t a . L’ e n t r a t a n e l r o s t e r d e l la One Little Indian e la preparazione del nuovo disco, in mezzo a
tour anche in Europa (Rose fa la
sua timida comparsa nell’estate
2006 anche nel nostro paese) culminano a inizi 2007 proprio con la
pubblicazione di A Hand Full Of
Hurricanes. Ci aspettiamo ancora
molto altro da lei.
Te r e s a G r e c o
sentireascoltare The Lights On...
Paolo Zanardi
Ti s e m b r a c h e f a c c i a r o c k p e r c a s o ,
Paolo Zanardi (vero cognome Iaffaldano). Anzi: per spasmo, per un
riflesso involontario e liberatorio.
D a a t t o r e i n l i b e r a u s c i t a . L’ i m p o stazione rugginosa, i testi come
gomitate nel vuoto pneumatico
delle periferie o sputi nel calderone della quotidiana ingiustizia. Più
facile immaginarlo su un palcoscen i c o , c o m e u n t e a t r a n t e o ff d a l p i glio amaro, l’espressività brusca,
l’enfasi spigolosa del narrare. Non
è certo un caso, semmai per quel
volto che sembra disegnato dall’adorato Andrea Pazienza (capito
da dove viene lo pseudonimo?), se
Antonio Rezza ha scorto in lui uno
s p i r i t o a ff i n e , a c c o g l i e n d o l o n e l l a
cerchia di amici e tra le spire beff a r d e e l a c e r a n t i d e l s u o s h o w.
Tu t t a v i a , p u r c o n t u t t e l e d e v i a z i o n i
che si concede, Zanardi è un rock e r. P e r q u a n t o a s s o l v a i l c o m p i t o
con quel filo di sdegno, col livore
maldigerito di chi ha già esaurito
tutti i tentativi per farsi amare dalla vita, segue il demone elettrico
fin da quando - bambinello - iniziò
a strimpellare la chitarra. Un’ossessione sfaccettata e tentacolare
che negli anni lo ha visto amare
tanto e di tutto: Piero Ciampi e i
J o y D i v i s i o n , C C C P e To m Wa i t s ,
Roberto Murolo e Dirty Three, Deb u s s y e l a n e w w a v e i t a l i a n a . Tr a
le altre cose.
Siccome è nato a Monopoli nel ‘68,
aveva giusto trent’anni quando i
Borgo Pirano, band da lui fondata
nel ‘94, vinsero il premio Città di
Recanati. Non erano nuovi a soddisfazioni del genere, visto il Premio Ciampi del ‘96 quale migliore
n u o v a b a n d e l e a ff e r m a z i o n i a d
10 sentireascoltare
A r e z z o Wa v e e R o c k Ta r g a t o I t a l i a
nel ‘97. Come spesso accade però,
n o n f u r o n o m o t i v i s u ff i c i e n t i a f a r
stare in piedi la band, che cessò
di esistere quando Paolo decise di
trasferirsi a Roma. Poteva assomigliare alla morte di un sogno rock,
come ne accadono tutti i giorni ad
ogni latitudine. Ma vuoi mettere risorgere?
Nella capitale infatti si aprirono
nuove strade. Storte e trasversali, e non poteva essere altrimenti.
Obbediente al proprio amore per il
cinema, Paolo si mise a comporre
colonne sonore per cortometragg i , a t t i v i t à c h e l o v i d e a ff i a n c a t o
da Giorgio Spada, già tastierista
dei Pirano e suo fido produttore.
Altra liaison destinata a durare fu
quella avviata con Remo Remotti,
poliedrico artista romano (attore p e r M o r e t t i e i Ta v i a n i t r a g l i a l t r i nonché scrittore, scultore, pittore,
poeta, umorista...) assieme al quale prese ad esibirsi regolarmente
nel milieu capitolino, inscenando una sorta di cabaret a base di
reading sonori che darà vita ad un
disco, Remo Remotti Canottiere
za e spleen madreperlaceo.
Occorre fare un bel polpettone
per suggerire il sapore della cosa:
prendete le ruvidezze di Giorgio
Canali, il Dalla più evocativo, l’accigliato torpore wave di Federico
Fiumani (del quale è presente una
stupenda rilettura di Caldo), e ancora il Battisti più discordante ed
esotico (Matisse), certe cianfrusaglie Capossela (in Giocattolaio),
la scontrosa meditazione d’un Marco Parente nello sfarfallio jazzy di
Odette, il Paolo Conte giovane tra
il pianoforte e la viola de La panchina. Inoltre, una smania pop che
rimanda all’agilità sbrigliata dei
Perturbazione (Il farmacista) e
una certa voglia di azzardare complicazioni & astrazioni sintetiche
(l’atmosfera livida di Come una
lampadina).
Una prova autorevole, ricca di
spunti, coraggiosa. Difatti, il disco ottiene lusinghiere recensioni,
ma le radiolone nazionali – quelle
che controllano il rubinetto delle
(scarse) vendite - sembrano piuttosto distratte e il sasso sprofonda
nello stagno senza che le acque si
(Concertone-Edel, 2005).
I l 2 0 0 5 , g i à . L’ a n n o c r u c i a l e . C o a diuvato dagli stessi musicisti di
sempre, Zanardi debutta con un
album che sembra un ricettacolo di
tutto il suo vissuto artistico e non:
Portami a fare un giro (Olivia rec o r d s / Ve n u s , 2 0 0 5 ) è u n a p a r a t a
di teatrini cinici e taglienti che procede a suon di beat acido, smanie
pop, impertinenze balcaniche, jazzitudine stralunata e indignazione
folk. C’è molto sarcasmo, una tignosa malinconia, scazzo pungente, squarci di sconcertante crudez-
smuovano troppo. Nulla di cui stupirsi. Andare avanti. Senza smettere di bazzicare i club con Remotti,
di spicciare musica per il cinema.
In attesa di qualcosa, una breccia
nel carrozzone, per vomitarci quello che non si può trattenere. Una
s p e c i e d i r e s u r r e z i o n e . D i ff i c i l e ,
forse impossibile. Ma: vuoi mettere?
Stefano Solventi
The Lights On...
Hanne Hukkelberg
Ci sarà poi un motivo se si fa sempre un gran parlare della Scandinavia quale paradiso moderno
dell’indie (?) pop (?) di inizio millennio, no? Dalla Svezia agrodolce
e vagamente adolescenziale dell’etichetta Labrador (Radio Dept.
e Irene, tanto per citarne due) alla
mente maturo e ben scritto. Hanne,
autrice dei testi e delle musiche,
sceglie come compagno di avvent u r e K å r e K r i s t o ff e r Ve s t r h e i m , c h e
modella attorno alle melodie jazzate della voce un vestito intessuto
di tenue elettronica. Come giustamente sottolineato dal nostro Gian-
un’arma a doppio taglio. Perché la
musica al tempo di internet riesce
a bypassare con imbarazzante facilità ogni restrizione imposta dalle case discografiche. Con risultati
facilmente immaginabili. Album in
rete ben prima che riesca a sbarcare fisicamente nei negozi.
Norvegia psichedelica ed esaltante narrata dai torrenziali dischi dei
Motorpsycho, sembra che in quella zona dove – dicono i bene informati – è solito bazzicare un certo
Santa Klaus sia tutto un germogliare di canzoni belle, spesso bellissime. Al punto che verrebbe voglia
di mollare crisi di governo e patetici sanremismi per trasferirsi lì,
dove – tra un fiocco di neve e una
chitarra acustica negli auricolari
– risiede l’ultima delle musicisteprodigio di questa terra benedetta,
Hanne Hukkelberg, fresca peraltro
di grammy norvegese per il suo disco Rykestraße 68.
La cantante di Oslo ha un passato all’insegna dell’eclettismo. Il
suo curriculum è come un giro a
tutta birra sulle montagne russe,
tra bordate metal (!) e croccanti panature rock da alta rotazione
radiofonica, senza dimenticare le
r a ff i n a t e i m p r o v v i s a z i o n i c o n c u i
ha animato la scena free-jazz del
suo paese. Ed è proprio grazie a
quest’ultima metamorfosi che la
carriera della Hukkelberg svolta:
l’incontro con l’orchestra norvegese electro-jazz Jaga Jazzist, infatti, le apre le porte della sua futura
etichetta discografica, la Propeller
Recordings, per quello che sarà il
p r i m o a l b u m u ff i c i a l e , L i t t l e T h i n gs, pubblicato nel 2004 in patria.
Si tratta di un lavoro incredibil-
n i Av e l l a i n s e d e d i r e c e n s i o n e , i l
risultato finale fa pensare ad una
Bjork che canta i brani di Nina Simone. E francamente viene il mal
di testa a cercare quale sia, in una
scaletta tanto solida e ben calibrata, la canzone migliore, se il pop
vellutato di Cast Anchor o lo scioglilingua – di nuovo – jazzato di Do
Not As I Do, se la coda vagamente
glitch di Balloon o il ritornello da
brividi di Words & A Piece Of Paper. Little Things vince e convince, dunque, al punto che la Leaf
acquista i diritti per lanciare nel
2005 l’album nel mercato europeo.
La mossa si rivela azzeccata, e la
Hukkelberg diventa rapidamente
il nome nuovo del mondo indipendente.
La stessa mossa viene ripetuta
col disco successivo, il già citato
Rykestraße 68 (Propeller / Sony
BMG). Se in patria viene pubblicato alla fine del 2006, l’uscita internazionale è posticipata di qualche
mese (il 2 marzo per Germania,
Svizzera e Austria e il 2 aprile
per il resto d’Europa). Ma stavolta questa strategia suscita diverse
perplessità. La Hukkelberg non è
più un’artista da lanciare a livello
internazionale. La sua bravura è
ormai universalmente riconosciuta
e il suo nome è sulla bocca di molt i . D i ff e r e n z i a r e l e u s c i t e i n q u e sto caso rischia davvero di essere
Ma sarebbe un peccato accontentarsi delle lusinghe del web
per accedere subito alle canzoni
– inevitabilmente maltrattate dalla
compressione audio – del nuovo
lavoro di Hanne Hukkelberg. Perché si tratta di un cd che merita di
fare bella mostra di sé all’interno
di una collezione privata contraddistinta dall’amore per le cose belle. Berlin, ad esempio, è una planata a pochi metri dall’abisso, con
una vocalità in minore che disegna
emozioni dalle traiettorie malinconiche. Fourteen è una splendida
sonata folktronica in cui la Hukkelberg si divide tra recitazione ed interpretazione melodica. Break My
Body è il prototipo di cosa intend i a m o q u a n d o p a r l i a m o d i c o v e r.
Non una semplice riproposizione di
umori e sensazioni già vissute, ma
voglia di ravvivare ricordi passati
attraverso una prospettiva inedita.
Rispetto alla versione dei Pixies il
brano perde molto in energia – ovviamente – ma guadagna parecchio
in struggimento e melodramma.
Farsi conquistare da Hanne Hukkelberg, quindi, non solo è naturale,
ma alla lunga si rivela anche un
necessario massaggio cardiaco
alla musica moderna e ai suoi pochi ma tenaci difensori.
Manfredi Lamartina
s e n t i r e a s c o l t a r e 11
Arcade Fire
tragedie, funerali e bibbie kitch
di Stefano Solventi
Gli ingredienti sono ben riconoscibili, ma l’intruglio ha una
potenza rara. L’intraprendenza volitiva e struggente, pittoriche
scorribande folk wave al confine – talora oltre - con ciò che
usiamo definire gotico e barocco. Gli immaginifici paradigmi degli
Arcade Fire.
Vengono da Montrea l , Q u e b e c , p o r zione francofona de l C a n a d a . Ta n t i
i musicisti e gli stru m e n t i i n g i o c o
(pianoforti, chitarre , p e r c u s s i o n i ,
archi, xilofoni, tasti e r e , a r p a , c o r ni, organi di varia n a t u r a … ) , m a i l
cuore della band è u n d u o , i l c o m positore, chitarrista e c a n t a n t e W i n
Butler - timbro tra i l Wa y n e C o y n e
più onirico e lo Ian M c C u l l o c h p i ù
sdrucito - e Régine C h a s s a g n e , o r i ginaria di Haiti, sua c o m p a g n a d i
vita, co-autrice dei p e z z i , p o l i s t r u mentista (fisarmoni c a , p i a n o f o r t e ,
chitarra, mandolino, f l a u t o … ) n o n ché dotata di voce tr a i l s o a v e e l ’ i r requieto, tanto da r i c o r d a r e u n p o ’
la Bjork giovane e u n p o ’ l ’ u l t i m a e
più languida Kazu M a k i n o .
Poche band (tanto m e n o a l d e b u t t o )
hanno dato l’impres s i o n e d i s a p e r
padroneggiare così b e n e i m a t e r i a l i
stilistici. Con audaci a , c o n t r a s p o r to, con entusiasmo t r a v e s t i t o d a
mistero. Senza tropp a v o g l i a d i n a scondere le fonti d’i s p i r a z i o n e , c h e
anzi vengono ostent a t e c o m e a t t o r i
importanti del gioco . R a d i c i f o l k e
angosce wave, spu r g h i e l e t t r i c i e
sdilinquimenti orche s t r a l i , o r i z z o n ti psichedelici e tea t r a l i t à g l a m , i l
tutto avvinghiato fin o a c o n f o n d e r si, in un corroboran t e i m b a s t a r d i mento formale ed e m o t i v o . U n p o ’
come l’alternanza t r a f r a n c e s e e
inglese, frutto di ide n t i t à b o r d e r l i n e
nel cuore di una civ i l t à i n b i l i c o t r a
centro e periferia. Il 2 0 0 3 è l ’ a n n o
zero degli Arcade F i r e . R é g i n e e
Win decidono di far e s u l s e r i o a u topro ducendosi l’ Ar c a d e F i r e E P
(2003), grazie al no n c e r t o p i c c o l o
aiuto di un bel po’ d i c o n c i t t a d i n i
12 sentireascoltare
musicisti. Sette tracce che prefigurano tutto il loro arsenale: in testa
il profluvio esagitato e romantico
di Old Flame (chitarrina e voce ugg i o l o s e , u n a b a l l a t a P a t r i c k Wo l f
p u n g o l a t a d a i F l a m i n g L i p s) , i n
c o d a g l i i n d o l e n z i m e n t i f o l k d i Va m p i r e /F o r e s t F i r e ( a n c o r a i F l a m i n g ,
p e r ò i n f r e g o l a R o y O r b i s o n) , i n
mezzo sbalestramenti stilistici già
in grado di far girare la capoccia.
Si va dal passo marzial-wave di No
C a r s G o ( r e s i d u i Ta l k i n g H e a d s t r a
allarmi e suggestioni bucoliche) al
friabile struggimento di Headlights
Look Like Diamonds (col controcanto di Régine a scomodare una
t e n s i o n e c a t c h y S u g a r c u b e s ) , a ndando a parare dalle parti di certo
soul stentoreo e sdrucciolevole in
My Heart Is An Apple (più o meno
i l N e i l Yo u n g d i T h i s N o t e ’s F o r
Yo u s u l p u n t o d i i n c i a m p a r e i n u n
d e l i r i o l i p s ia n o ) . Tr a i n c a n t o e b i z zarria, malinconie senza requie ed
enfasi madreperlacea, le canzoni si
svolgono come brani di una lunga
visionaria parabola, con la nostalgia wave sul punto di deflagrare
epica (dalle parti degli Echo And
T h e B u n n y m e n) e d i l f o l k a c a r a collare saturo di rigurgiti psych e
g u i z z i p o p ( 7 . 0 /1 0 ) .
Artifici e crepacuore
Sono soltanto i primi vagiti di un
discorso sonoro in espansione,
che riscuoterà entusiasmi un po’
ovunque (il dischetto, venduto brevi manu dagli stessi Win e Régine,
andrà sold-out più o meno ad ogni
data) e sponsor eccellenti (David
Bowie e David Byrne sono tra
i p r i m i e p i ù a c c a n i t i f a n ) . L’ a nno
s u c c e s s i v o t r o v e r à u n a e c l a t a nte
c o n s a c r a z i o n e : F u n e r a l ( M e r g e , 14
s e t t e m b r e 2 0 0 4 ) s i p r e s e n t a c ome
u n o z i b a l d o n e , a n z i u n i n t r u g lio,
a n z i u n r i c e t t a c o l o d i v e c c h i mo t o r i r o m b a n t i e p r o i e t t o r i c h e non
s m e t t o n o p i ù d i g i r a r e , d i a n g o l ose
t r a i e t t o r i e i n t e l l e t t u a l i e o n i r i c h e di v i n a z i o n i , d i f u l g i d i t r e m o r i e b i e che
l u m i n a r i e , d i m o d e r n i t à e a b b a n do n o , m o r t e e v i t a a g a l o p p o a t tra v e r s o m e t a f o r i c i c a m p i d i b a t t a g lia.
E p p u r e , t u t t o s u o n a p r o g r a m m ato,
c o e s o , s p i n t o d a u n a c o r r e n t e ap p a s s i o n a t a e l u c i d a . P e r e g r i n a z ioni
f i l m i c h e t r a l a n d e r o m a n t i c a m e nte
f o s c h e , f r e n e t i c h e , s c h i z o i d i . C o me
c a p i t a n e i q u a t t r o e p i s o d i i n t i t ola t i N e i g h b o r h o o d , o p p o r t u n a m en t e n u m e r a t i e m u n i t i d i s o t t o t i t olo
c o s ì d a n o n p e r d e r s i t r a s p u rghi
w a v e g u i z z a n t i e v a p o r i a l n e on,
a ff e t t a z i o n i d ’ o r g a n o e p i a n o f o rte,
c a s s e i n q u a t t r o c h e s i f a n n o lar g o n e l l a b r u m a d e l l e e l e t t r o n i che
e d e g l i a r c h i , n e v r o s i - ç a v a s ans
d i r e - Ta l k i n g H e a d s e n e v r a s t e nie
F r a n k B l a c k , s p i r i t e l l i - o v v i a m en t e - F l a m i n g L i p s e s o l e n n i t à E cho
A n d T h e B u n n y m e n, m e s t izie
B l a c k H e a r t P r o c e s s i o n e i n v a sa m e n t i P I L. I n u n p a i o d i c i r c o s t a nze
è c o m e s e v e n i s s e d i c h i a r a t a una
t r e g u a , e s o n o i m o m e n t i m i g l i ori:
t o c c a a l l ’ u g o l a d i R é g i n e t r a t t eg g i a r e g l i s t r u g g e n t i i d e o g r a m m i di
I n T h e B a c k s e a t , b a l l a t a d i d o l ore
s t i l i z z a t o e d e n f a s i s o s p e s a , o t t i ma
p e r c h i u d e r e l a s c a l e t t a . L a p a l ma
d i m i g l i o r p e z z o s e l ’ a g g i u d i c a p erò
U n e A n n é e S a n s L u m i è r e , p e r q uel
s e n s o d i q u i e t e t r e p i d a , d i a r t i f i cio
e crepacuore, d i p l a s t i c a e s a b b i a e
periferie anni o t t a n t a , u n p r o c e d e r e
dritto e afflitto b a s s o - c h i t a r r a - s y n t h
che si sgretol a s b a t a c c h i a n d o s u l l a
wave serrata d e l f i n a l e . U n a v e r a e
propria poetic a d e l l ’ a r t i f i c i o , p o t e n te e pervaden t e : s i p r e n d a i l s o u l rock in tre qu a r t i d i C r o w n O f L o v e
(con fuga dan c e c o n c l u s i v a A b b astyle), i riff ch i t a r r i s t i c i p e s a n t i m a
agili di Wake U p ( i n u n b r o d o d i a r chi, synth e f i s a r m o n i c a , c o m e d e i
Neutral Milk H o t e l p r e s i i n o s t a g g i o
dai Polyphon i c S p r e e ) e l a w a v e
cruda di Reb e l l i o n , c h e t r a b a s s o
impellente e c a l i g i n i r a d i o a t t i v e
sembra una t a r d i v a c o s p i r a z i o n e
New Order - So u n d. (7 . 4 /1 0 )
L’ordigno funz i o n a a t a l p u n t o c h e …
esplode. Ecc o m e s e e s p l o d e . R e censioni frago r o s e . U n a p i o g g i a d i
riconosciment i ( n o m i n a t i o n a i G r a m my e ai Britis h Aw a r d s , v i t t o r i a d e l
Juno Award). G l i U 2 c h e l i r e c l a m a no come open i n g a c t p e r i l Ve r t i g o
Tour. Quindi, i m p r e v e d i b i l e a p o t e o si mediatica, s i r i t r o v a n o a d d i r i t t u r a
in copertina d e l l ’ e d i z i o n e c a n a d e s e
di Time. Insom m a , s e F u n e r a l n o n è
un capolavoro è s e n z ’ a l t r o u n e v e n to, forse quan t o d i m e g l i o l a m u s i c a
pop potesse e s p r i m e r e i n t e m p i d i
reality e fictio n , d i v i t a c h e s i a v v i t a
tra imitazione e m i t i z z a z i o n e d i ( c i ò
che è stato) v i t a .
Nuove strade (senza uscita)
Chiaro che all ’ a l b u m s u c c e s s i v o s a rebbe toccato u n c o m p i t o c o m e m i nimo arduo. G l i a n g l o s a s s o n i , c h e
hanno bisogn o d i d a r e u n n o m e a
tutto, prima ip o t i z z a n o c h e l a d i ff i coltà a ripeter e l e b u o n e p r e s t a z i o -
ni (per un atleta, per uno studente)
sia una sindrome, poi la chiamano
“sophomore jinx”. Ebbene, tutte
c a z z a t e p e r W i n e R é g i n e . Tr a t o u r
e impegni vari (memorabile l’esibizione al Coachella 2005 di fronte a
15000 persone, così come la collaborazione con Bowie impegnato a
r i l e g g e r e c l a s s i c i c o m e F i v e Ye a r s
e L i fe O n M a r s ) , c i m e t t o n o q u a s i
tre anni per confezionare Neon Bib l e ( M e r g e / R o u g h Tr a d e , 6 m a r z o
2007), disco che non solo conferma in pieno la brillante vena della
coppia, ma rilancia sul piano degli
arrangiamenti e della personalità.
E’ come se tutta la sovrastruttura
che dicevamo, quel bozzolo versicolore di riferimenti, quel paludamento di rimandi, venisse fatto
sprofondare nella densa pozione
sonora. Dalla voce di Win, più spessa e legnosa, alla sontuosa coltre
degli archi, si avverte il tentativo
di svincolarsi dalla facile riconoscibilità, accogliendo istanze più
atmosferiche ed emotive che non
formali. Gli Arcade Fire sembrano
diventati una combinazione alchemica tra il romanticismo brusco dei
Wa t e r b o y s , l ’ i p e r t r o f i a o r c h e s t r a l e
di certa Bjork o dei Sigur Ros o
dei Mercury Rev e la crudezza din o c co l a t a d e i Vi o l e n t F e m m e s, m a
se prima i riferimenti possedevano
una flagranza al limite della citazione, oggi possiamo individuarli come
sentori di riferimento d’un bouquet
strutturato, punto di combustione
m e l od i c o p o s t o t r a l e n u d e r a d i c i e
le fronde rigogliose, tra certo folkblues gotico e terrigno ed il pop più
sovraccarico e sofisticato.
I l t e m a d e l l a g u e r r a , delle sue
m o t i v a z i o n i e d e l l e c o n seguenze,
a s p e r g e s u t u t t o u n s e n s o di ango s c i o s a p e r d i z i o n e , d i v a l o ri dissipa t i e i n g a n n a t i , d i v o r a t i d a una can c e r o s a m a n c a n z a d i b u ona fede ,
e s e m p l i f i c a t a d a l l a b i b b i a al neon
c h e i n t i t o l a i l l a v o r o , a l contempo
s a c r a e s a c r i l e g a , s o m m o emblema
d i t r a s c e n d e n z a k i t c h . Tr a gli sfondi
e n i a n i d e l l a t r a v o l g e n t e Keep The
C a r R u n n i n g , l a l a n g u i d a cupezza
d i O c e a n N o i s e , i l c o m mosso cre s c e n d o o r c h e s t r a l e d i I n t ervention ,
l ’ e s c a l a t i o n c r u d o / n e v r a stenico di
M y B o d y I s A C a g e e l a f e lpata sor d i d e z z a d e l l a t i t l e t r a c k , s i svolge un
t r a g i c o e t a l o r a e c c e s s i v o paradig m a m o d e r n o . U n a p a r a b o la fastosa
a c u o r e n e r o , s c h i a c c i a t a dalla tra g e d i a i m m i n e n t e , r o a d t o nowhere
( N o C a r s G o, r e c u p e r a t a dall’ep di
e s o r d i o e o p p o r t u n a m e n t e riarran g i a t a , s e m b r a i n e ff e t t i u na febbri l e r i l e t t u r a d e l c e l e b r e p ezzo delle
t e s t e p a r l a n t i ) s e n z a u n barbaglio
d i s p e r a n z a a l l ’ o r i z z o n t e . Un qua d r o i n c u i n o n r e s t a c h e spendere
a l m a s s i m o l a p a s s i o n e di vivere,
c o l t i v a n d o o g n i e m o z i o n e , ogni pal p i t o d i v i t a , c o m e u n d o no preca r i o e p e r c i ò m e r a v i g l i o s o . ( 7.2 /10 ).
N e l g u a z z a b u g l i o d e l post-emul,
v e r a e p r o p r i a f u c i n a d e ll’effimero
g l a m o u r, g l i A r c a d e F i r e si distin g u o n o p e r i l s o v r a c c a r i c o emotivo
e d e s i s t e n z i a l e , p e r q u e l senso di
f e r i t a a p e r t a n e l v e n t r e enfiato del
p r e s e n t e , d a c u i c o l a l a loro musi c a . C o l r i s c h i o d i a p p a r i re ampol l o s i , v e l l e i t a r i . O p p u r e d ei funesti
p o s e u r. M a è u n d a z i o c he, perso n a l m e n t e , s o n o l i e t o d i p agare.
s e n t i r e a s c o l t a r e 13
Joakim
di fantasmi, mostri e stupide canzoni
di Stefano Renzi
In principio fu il laptop e con lui le sante e santificate derive post techno, poi arrivarono le
chitarre, le batterie ed i bassi e per Joakim Bouaziz si aprirono le porte di un mondo meraviglioso, quello che aveva sempre sognato di abitare, una zona franca dove la musica riscopre
la sua vera essenza e si manifesta per quello che è e che dovrebbe sempre essere ovverosia
un intreccio di suoni libero da qualsiasi castrante steccato di genere, il cui obiettivo è quello
di generare e liberare emozioni.
La spericolata parabola di Joakim
Bouaziz parte, in maniera del tutto
inusuale, all’inizi del secolo quando viene convocato dai responsab i l i d e l l a C r i p p l e d D i c k H o t Wa x !
per realizzare un remix da inserire
nella compilation Iron Curtain Revisited, album retrospettivo interamente dedicato alla scena jazz
dell’est Europa sviluppatasi a cavallo tra gli anni sessanta e settanta. La marchetta consumata con la
Crippled Dick è un modo come un
altro per farsi conoscere e mettere
in tasca qualche soldo, una sorta
di riscaldamento, che anticipa di
qualche mese il contratto con la
Ve r s a t i l e R e c o r d s e t i c h e t t a f r a n cese a quel tempo (è il 2002) tra
le più propositive in ambito dance/elettronico. Il trittico di singoli
che Joakim pubblica con la label
tra il 2002 ed il 2003 è poco meno
che sensazionale: apre il lotto l’Ep
Cotton Gun, un pezzo di matrice
deep house sincopato ma propulsivo, dopato e trascendente che
mette in rotta di collisione Larry
H e a r d e d A p h e x Tw i n l u n g o u n ’
autostrada celeste. Brano decisivo, sul quale si sporca le mani persino un Kirk De Giorgio in veste di
r e m i x e r. P o c h e s e t t i m a n e d i a t t e s a
ed il Nostro si supera in corsa con
l ’ i n c r e d i b i l e A r e Yo u Ve g e t a r i a n ? :
basso funk modello ESG, contorni
electro e clima da post bombardamento nucleare a sostegno di una
voce spastico/robotica impegnata
a recitare in loop assortite banalità, fanno di questo brano uno dei
pezzi di culto dell’intera estetica
p o s t Wa r p . C o m e I n To M y K i t c h e n
14 sentireascoltare
è il brano che chiude la trilogia ed
anticipa la pubblicazione del primo
album di Joakim, Fantomes, siamo ancora dalle parti di una deep
house sincopatici ed acquatica,
seviziata da correnti electro ed infarcita di voci impossibili, un buon
pezzo per le aperture dei set ma
infinitamente al di sotto dei singoli
precedenti.
Come preannunciato nella primavera del 2003 esce Fantomes, primo lavoro sulla lunga distanza del
Nostro. All’interno del disco vengono inseriti tutti e tre i brani già
pubblicati da Joakim sotto l’egida
d e l l a Ve r s a t i l e c h e f i n i r a n n o c o n i l
rappresentare anche i momenti più
accessibili di un lavoro eclettico ed
esteticamente vicino alla perfezione, dove l’amalgama tra elettronica
ed altre forme musicali genera curiosi quanto sorprendenti bozzetti
di post modernità sonora. Dai Suicide in gita premio sul batomouche
di John all’improbabili dilatazioni
ambientali de La Mouette, Fantomes sceglie di rivisitare musica
colta e dinamiche pop attraverso
l’ottica della noncuranza, generando un Mostro dall’impossibile collocazione stilistica. (7.5/10)
Pubblicato l’album, per Joakim ha
inizio una fase, apparentemente
interlocutoria, di bighellonaggio
artistico, contraddistinta da numerose apparizioni come remixer
e produttore ma anche da lunghe
pause di riflessione. In realtà,
come lui stesso avrà modo di racc o n t a r c i , i l N o s t r o s t a v a a ff i l a n d o
le armi per la genesi del capolavoro Monsters And Silly Songs
(vedi SA #28), album nel quale la
sua visione trasversale della musica così come della vita prenderà
forma in un caleidoscopico rincorrersi di sensazioni e colori. La nostra intervista.
Dalla pubblicazione del tuo ultimo album in studio sono passati circa quattro anni, un periodo
molto lungo soprattutto nell’ambito della musica dance/elettronica dove tutto viene assimilato
e frantumato nel giro di pochissimo tempo…
Durante questi quattro anni ho
lavorato molto ma mi sono preso
anche delle lunghe pause di riflessione durante le quali ho scoperto i piaceri dell’alcool. Prima
di ritrovare la serenità mentale e
la concentrazione necessaria per
realizzare un album ho dovuto rigenerare il mio spirito e questo ha
notevolmente dilatato i tempi di
produzione dell’album.
Immagino che quando parli di lavoro ti riferisca all’intensa attività di remix collezionata nel
corso degli ultimi anni…
Senza dubbio il lavoro di remix
mi ha impegnato tantissimo, ma a
questo devi aggiungere la produz i o n e d i a l c u n e b a n d d e l l a Ti g e r s u s h i , i t o u r, u n a c o m p i l a t i o n m i x a ta e tante altre piccole cose che
adesso non sono neanche in grado
di ricordare.
Quali sono i mostri e quali sono
le “stupide canzoni” cui fai riferimento nel titolo dell’album?
E ’ d i ff i c i l e r i s p o n d e r e a q u e s t a d o m a n d a … s o n o s e m p r e s t a t o a ff a scinato dai mostri, dalla loro enigmatica estetica…
Si tratta di mostri che hanno
popolato la tua immaginazione
quando eri bambino?
Non esattamente. La mia attenzione è rivolta verso i mostri dell’altro
mondo, demoni e cose del genere.
Probabilmente, le storie e le favole che mio nonno mi raccontava
da bambino per farmi addormentare, hanno contribuito in modo
inconscio a sviluppare dentro la
mia mente una certa attrazione
per questo particolare tipo di figure. Nel caso specifico dell’album
i mostri e le stupide canzoni rappresentano i lati, stilisticamente
opposti, del disco: da una parte ci
sono i pezzi più oscuri e rumorosi
dall’altra le vere e proprie canzoni,
composte e strutturate in maniera,
oserei dire, classica.
Proprio le canzoni, sono uno dei
tratti distintivi del tuo nuovo album e, se vogliamo, anche una
sorta di scommessa visto che in
passato non ti eri mai cimentato
in pezzi pop dal ferocissimo approccio come Rocket Pearl. Cosa
ti ha spinto a lavorare in questa
direzione?
Sono sempre stato un appassionato di pop music, è un modo di fare
m u s i c a c h e m i a ff a s c i n a . I n p a s s a to non ho mai avuto la possibilità
di poter lavorare in questa direzione, un po’ per incapacità tecnica,
un po’ per la paura di non riuscire
a mettere assieme un prodotto di
buon livello. In tal senso, l’esperienza maturata come produttore in
s e n o a l l a Ti g e r s u s h i è s t a t a d e c i s i va, ho avuto l’opportunità di lavorare con delle vere band imparando molte cose relative al processo
creativo e produttivo tutte nozioni
che ho poi avuto modo di riversare nella realizzazione di Monsters
And Silly Songs.
Se da un lato Monsters And Silly Songs ha fatto emergere il tuo
lato più pop, dall’altro si è avuta
la conferma di questa passione
per certe sonorità out-rock che
già avevano iniziato a manifestarsi nel tuo precedente lavoro, seppur filtrate attraverso una
chiave di lettura decisamente
elettronica…
Dico una banalità, ma per quello
che mi riguarda la musica non può
essere divisa in categorie. Non
esiste musica elettronica oppure
musica rock, pop o funk, esiste la
musica punto e basta. Puoi realizzare musica con un computer oppure con una chitarra l’importante è che tu sia in grado di creare
qualcosa che possa emozionare.
A volte mi capita di aver voglia di
lavorare su del materiale più duro,
altre volte, invece, mi piace essere
più dolce… non decido a tavolino
se utilizzare una distorsione oppure un beat house, mi lascio guidare dal momento, dalle sensazioni,
senza preoccuparmi minimamente
del fatto che il pezzo possa sembrare troppo elettronico oppure
troppo rock.
T h e D e v i l W i t h N o Ta i l è u n o d e i
pezzi che mi ha maggiormente
impressionato, si tratta di una
canzone folk cupa ed onirica che
p a r e s c r i t t a d a D a v i d Ti b e t i n
persona…
Grazie per i complimenti. I Current 93 mi piacciono molto anche
se non posso certo definirmi un
loro fan. Il folk è uno stile musicale
c h e m i a ff a s c i n a t a n t i s s i m o , c o m e
il pop del resto, amo sia le cose
più delicate che quelle più oscure
c o m e p o s s o n o e s s e r e i p e z z i d i Ti bet e di tutta la scena folk apocalittica. Se devo però citare il nome
di una band che ammiro e con la
quale credo di condividere anche
una certa attitudine, allora dico gli
Animal Collective.
Monsters And Silly Songs sarà
pubblicato dalla !K7, un marchio che è diventato una vera e
propria istituzione non soltanto
nell’ambito della scena dance/
elettronica. Come mai hai deciso
di firmare per questa etichetta e
quali vantaggi, almeno a livello
promozionale e di visibilità, pensi di ottenere da questa nuova
esperienza?
La !K7 è una label molto conosciuta e rispettata che è riuscita,
dopo anni di lavoro, ha costruirsi
un importante network di contatti
internazionali. I responsabili dell’etichetta sono persone molto
disponibili e motivate, amano la
musica ed amano rischiare lo dimostra il fatto che abbiano accettato senza esitazioni di pubblicare
il mio lavoro.
sentireascoltare 15
don’t fear the reaper
Freedoom folk
di Antonello Comunale
Le murder ballads degli Appalachi e le nursery rhyme
dalla vecchia Inghilterra. Le foreste nere e le vecchie
mansion del gotico americano. Solo alcune delle terre
desolate su cui sbocciano i fiori neri dell’avant folk
americano. Il cuore diviso a metà tra traditional e folk
apocalittico.
Gotico Americano. E’ il 1930 quando Grant Wood, sconosciuto pittore
statunitense, arriva nella piccola
cittadina di Eden, nel sud dell’Iowa.
Qui rimane impressionato da una
costruzione di stampo britannico,
la tipica architettura importata dai
coloni inglesi a partire dal 1800 e
ribattezzata “Gotico da carpentiere”. Tornato nel suo studio comincia
a dipingere su tela e servendosi di
vecchi ritratti del 19° secolo pianifica il suo dipinto. Ritrae come figura
femminile sua sorella e come figura
maschile il suo dentista, tale Dott.
Byron McKeeby. Nella mano di lui
mette un forcone. Wood chiama il
dipinto “American Gothic” e lo consegna all’eternità come icona.
La forza di quella immagine va ben
New Orleans, le tremebonde solitu dini appallachiane, il paganesimo
oscurantista dei predicatori del pro fondo sud. Indimenticabili esempi
visivi di gotico americano rimbalza no nell’immaginario collettivo, spu tatati fuori dalla fantasia cinematografica: la casa di Norman Bates
in Psycho, con la sua architettura
coloniale (Robert Bloch, lo scrittore
del romanzo da cui è tratto il film,
è autore anche di un libro chiamato
“Gotico Americano”), il piccolo albino dal banjo spiritato nel quale si
imbatte la combriccola di Un tranquillo week-end di paura o i boschi della strega di Blair e rientrano
sicuramente nella categoria i mondi
partoriti nella letteratura di settore,
con da un lato la terrifica trimurti
Poe, Lovecraft, King e dall’altro i
torridi scrittori del sud come Flannery O’Connor e William Faulkner.
Il concetto di gotico americano
in musica si è invece rapidamen te coagulato intorno ai ruvidi resti
lasciati dal blues delle origini. Le
leggende intorno a Robert e Tommy
Johnson e ai loro patti con il diavolo
e via così fino alla danse macabre
dai più disparati musicisti, da Dock
Boggs a Bob Dylan, dai Byrds ai
Nirvana. Se il non-genere del gotico americano non è mai veramente
scomparso, né mai è stato particolarmente presente da poter formare una scena ben definita, non si
contano comunque i musicisti che
hanno gravitato intorno al concet to. Per rimanere in tempi recenti,
guardando le copertine della serie
American Recordings di Johnny
Cash, possono mai sorgere dubbi?
E cosa dire del convulso strimpella re di banjo di Woven Hand? Non è
forse anche lui un isterico figlio di
predicatore? La verità però è che
la migliore immedesimazione del
concetto nei suoni attuali si è avuta
con l’avvento del nuovo free folk.
La caratteristica, propria di tanti
musicisti, di andare a ritroso per
governare la propria ispirazione,
facendo fede da un lato ai grandi
classici dell’American Folk Music
e dall’altro alla tradizione europea
del folk apocalittico - un nome su
tutti? Current 93 - ha finito per generare un agguerrito sottogenere
che in epoca di doom e drone a
oltre le corde della pratica di settore, della pittura come ambito di
creatività e pensiero. Il fatto stesso che il quadro sia stato e continui
ad essere parodiato in mille modi
ne testimonia la potenza evocati va, il suo incunearsi nell’immagi nario collettivo. Da allora il termine
“gotico americano” è stato piegato
innumerevoli volte per contesti diversi, rendendo sempre una gamma
di significati, che stanno da qualche parte tra le ruvidezze da red neck, le piccole apocalissi rurali,
uno spleen esistenziale da vecchia
di tanti cantastorie bluegrass armati di solo una chitarra o un banjo.
Un campionario di murder ballads e
di versi per antologie di Spoon Ri ver, che ha reso il folk rurale americano una biblioteca voluminosa di
visioni cupe che vibrano tutt’oggi
tra le pieghe della musica popolare.
Storie tramandate di generazione in
generazione, storie come quella di
Pretty Polly, la giovane ragazza che
si scopre incinta e viene portata dal
suo amante sul ciglio della sua tom ba. Storia riadattata moltissime volte e interpretata in epoche diverse
tutto spiano non poteva non salire
sempre più in superficie.
I see the moon
and the moon sees me
The moon sees the somebody I’d
like to see.
God bless the moon
and God bless me
God bless the somebody I’d like to
see!
(Nursery Rhyme)
16 s e n t i r e a s c o l t a r e
Do You Remember Our Moonshine
Magic?
Timothy Renner, in questo senso,
merita di essere considerato come
un precursore e un innovatore.
Il suo aspetto è quello di un hob bit tolkeniano, la sua visione delle
cose è un patchwork di tradizione
campestre e rurale, esoterismo alchemico, iconografia da fumetto
dark. Non è un caso che si faccia
apprezzare in primis come artista
grafico sia per fanzine di settore
come The Broken Face che per i
suoi parti musicali. Comincia presto
a farsi chiamare Timothy “Revelator”, prendendo in prestito il termine dal traditional John The Revelator. Muove i primi passi in progetti
di elettronica spicciola, come The
Mourning Clock, ma è con gli Stone Breath che il Nostro comincia a
fondare le basi di un mondo proprio
e del tutto staccato dalle mode del
momento. Quando gli Stone Breath pubblicano i primi dischi, come
il primo e introvabile Of Mist and
Ashes, e il tris di capolavori: Songs of Moonlight and Rain, A Silver Thread to Weave the Seasons,
Lanterna Lucis Viriditatis siamo
ancora lontani dalla voga del wyrd
folk e della New Weird America.
A dare una mano a Renner, ci sono
Prydwyn e Sarada e lo stile degli
arrangiamenti è quello di una let tura oppiacea di vecchi traditional
della vecchia e nuova Inghilterra.
L’influenza dei Current 93 sui primi lavori di Renner è evidente, così
come vengono mostrate come un
vanto le parentele con Syd Barrett,
Clive Palmer, Donovan, Pailhead,
tutta gente coverizzata dalla band
nel compilativo The Long Lost
Friend: a Patchwork. Quando gli
Stone Breath trovano il punto di
equilibrio tra incanto e ipnosi, tra
senso dell’arcaico e rilettura auto grafa, tra l’uso di strumenti desueti
(dulcimer, banjo, harmonium, dumbek, ukulele) e voglia di azzardo
sulla forma canzone, si ottengono
alcune delle migliori pagine folk de gli ultimi anni. Successivamente e
contemporaneamente il vulcanico
Renner trova il tempo di scioglie-
re gli Stone Breath, di dedicarsi ad
altri progetti come Breath Stone e
The Spectral Light and Moonshine Firefly Snakeoil Jamboree e di
fondare la Dark Holler, che in compagnia della sussidiaria Hand/Eye
si dedica espressamente a lavorare su musiche che seguono il solco
aperto dagli Stone Breath. Nel ros ter della label gente come Martyn
Bates, The Does, Skye Clad, Fit &
Limo. Riesce nel migliore dei modi
possibile, stabilendo un esempio da
imitare, anche la serie di 3” in ab bonamento denominata Folklore of
the Moon, dedicata alle fasi della
luna.
Renner si è poi dedicato ad alcu ne collaborazioni. Con Shane Seal
e Sarada ha pubblicato ad inizio
2006 l’apocalittico Hoofbeat, Caw
& Thunder (A Tribulation Psalm),
una suite in nove movimenti che si
basa su una conversazione con Ri chard Moult, riguardante argomenti
come la bibbia, l’eternità, le profe zie e l’apocalisse. Altra cosa invece
sono i Black Happy Day, una collaborazione con Tara VanFlower che
suona esattamente come una fusione tra gli Stone Breath e i Lycia.
Altro precursore a suo modo, ma
dagli esiti finali abbastanza sul crinale del genere in questione, è Jon
Michael B’eirth, l’uomo che sta dietro alle sigle In Gowan Ring e Birch
Book. Un personaggio letteralmente fuori dal tempo, che si costruisce
gli strumenti da solo e che come la
sua musica sembra uscito direttamente dal trovatorato medievale di
stampo celtico, piuttosto che dal
canonico stato dello Utah. Quello
che B’eirth riesce a fare magistralmente fin dai primi dischi è riuscire
a fare proprio tanto l’humus emotivo del folk apocalittico europeo, in
particolar modo dei Current 93 post
Thunder Perfect Mind, quanto i riferimenti retrò della dark britannia
sceneggiati nelle pagine migliori di
Pearls Before Swine, Incredibile
String Band, C.O.B. o Pentangle.
Alla fine l’intero excursus di B’eirth
sarà un esempio da mandare a memoria per i novelli trovatori di corte
dell’attuale wyrd folk: i Nick Castro
e gli Espers, per intenderci.
B’eirth incide le sue prime cose per
la Bluesanct Musak, etichetta messa in piedi da un altro personaggio
bizzarro che risponde al nome di
Michael Anderson e che incide dischi dietro la sigla Drekka. Sta di
fatto che la Bluesanct Musak partorisce, oltre ai dischi di B’eirth e di
Drekka, anche i lavori degli Iditarod successivamente trasformatisi
in Black Forest / Black Sea, ritagliandosi quindi un piccolo spazio
nel nostro discorso. Sia i primi che i
secondi si dimostrano grandi pittori
di tele medievali.
Jeffrey Alexander è il vero deus ex
machina in questione. Di lui sorprende soprattutto la lungimiranza
nel guardare alla commistione di
stili vecchi e moderni come rego la valida per rileggere la tradizio ne. Gli Iditarod, duo costituito da
Alexander con Carin Wagner, perfezionano la cantata neo medioe vale, quella che fa rivivere i vecchi
stilemi ormai obsoleti e la strumen tazione retrò per suonare partiture
malinconiche e notturne. Gli Iditarod, ancora più di In Gowan Ring
finiranno per anticipare l’attuali tà avant folk di fine millennio che
si rifà più esplicitamente ai suoni
In Gowan Ring
sentireascoltare 17
Wyrd Visions
medioevali. I due non mancano di
sceneggiare la propria musica con
rumori d’ambiente e concretismi
d’atmosfera: folate di vento, zoccoli
di un cavallo, porte che scricchiolano, riverberi da cattedrale goti ca. Un aspetto che ha già The River Nektar, il primo lavoro a firma
Iditarod, e che saranno enfatizzati
ancora di più nei successivi The
Ghost, The Elf, The Cat And The
Angel e nel capolavoro Yuletide,
la cui versione su Camera Oscura
costituisce ancora oggi il loro miglior testamento spirituale oltre che
il ponte di aggancio ideale alla suc cessiva avventura di Alexander, i
Black Forest / Black Sea.
E’ soprattutto in questa nuova veste
che gli riesce il tentativo di conta minare i propri fioretti di dark folk
rituale con elettronica elementare
e dalle cadenze cosmiche. Viene
meno la voce di Carin Wagner che
nella precedente formazione era
fondamentale. Qui Alexander cerca soprattutto di arricchire la strumentazione acustica con le punture
dell’elettronica, arrivando a lambire
territori cosmici, un po’ inconclu denti nel primo, omonimo, disco.
I tentativi vanno maggiormente a
segno con il secondo Forcefielfd
And Constellations in coppia con
Miriam Goldberg arrivando al punto di abdicare quasi del tutto alla
forma folk con l’ultimissimo disco,
il Self Titled del 2006, che sciogli
definitivamente il folk degli Iditarod in due torrenziali flussi di coscienza staccanndosi parecchio
dalle note acustiche tinto di scuro
presenti nei precedenti dischi. Staremo a vedere come si evolverà la
loro proposta. Nel frattempo potre -
18 sentireascoltare
mo riascoltare la compilation The
Poor Minstrels Of Song And The
Temple Of The Moon licenziata da
Hand/eye nel 2001 come suggello
al tour americano di Stone Breath,
Iditarod, In Gowan Ring e dREKKA
e che costituisce tuttora un ottimo
compendio di tutto quello che si è
appena detto.
Blair Witch Folk
Staremo a vedere anche come
proseguirà l’evoluzione di un’altro
nome di “grido”, in tutti i sensi: le
Spires That In The Sunset Rise.
Prendono il nome da un verso de I
fiori del male di Baudelaire. Vengono da Chicago e sono un quar tetto tutto al femminile con Taralie
Peterson, Georgia Vallas, Tracy
Peterson e la cantante Kathleen
Baird, una che sembra la sorella
minore di Mia Farrow epoca Rosemary’s Baby. Nella loro musica c’è
parecchia puzza di zolfo e di stregoneria, e anche se le quattro cominciano ad averne abbastanza di
recensioni ottime che vanno però
sempre a calcare l’analisi su questo
aspetto, non si può certo dire che
non sia quello l’immaginario evoca to dalla loro musica. Immaginare un
incrocio tra la Nico di Marble Index
e i Sun City Girls non rende pro priamente l’idea, anche perché è
soprattutto ai Comus che le quattro
streghe di Chicago fanno pensare.
Difficile trovare infatti altri antece denti plausibili per i passaggi di ar cano paganesimo occultista in cui
le quattro scelgono di indugiare con
particolare dedizione.
schi di qualità crescente: il Self Titled, Four Winds the Walker e l’ultimissimo e infuocato - fin dal titolo
- This Is Fire. Grande enfasi sulle
percussioni, sugli esotismi medioorientali e soprattutto sul canto
schizofrenico della Baird. A volte
poco più di una nenia infantile, a
volte paurosamente fastidioso negli
ululati da messa nera. La strumentazione usata è varia ed eccentrica
come si conviene ai veri alchimisti
del settore. Lo scorso anno la Baird
esordisce come solista, sempre su
Secret Eye, con Lullaby for Strangers. Un lavoro che si distanzia
dalla pratica delle Spires, e che
deve moltissimo a Nico riuscendo
ad eleggere la Baird come una sua
credibile ed efficace erede.
Seguendo questa scia si arriva
ai suoni più dilatati del lotto dark
folk. Come l’esangue musica di R.
misteriosissima deus ex machina degli incubi eterei firmati Gray
Field Recordings. Due soli dischi
all’attivo, As One Cast Down by
Sadness e Hypnagogia, uno più
spettrale dell’altro. R. più che fare
riferimento al periodo classico dei
Current 93, va a cercare ispirazio ne più indietro, quando il suono di
Tibet cominciava appena a perdere
le ruvidezze sataniche degli inizi e
si profumava di folk. L’epoca di Imperium per intenderci. I Gray Field
Recordings eccellono quindi nella
pantomima lugubre diluendola verso un ambient folk molto suggesti vo, con scenografie abbandonate,
lontano dalla civiltà, suonando gli
strumenti più disparati. E’ il suo-
Il risultato c’entra davvero poco con
quasi tutto quello che c’è ora nella
scena folk, più o meno free. Tre di-
no di carillon che echeggiano malinconicamente dal fondo di granai
abbandonati, dove fanno festa le
voci di mille fantasmi. Come fosse
una piccola Colleen degli spettri,
R. sembra letteralmente lontana da
tutto e le pochissime note biografiche che girano contribuiscono a
rendere ancora più misterioso il suo
personaggio.
Kalifornia (dreamin’)
Il discorso cambia radicalmente
con un’altra band di cui si è sentito
molto parlare ultimamente: i Flying
Canyon. Evocano un immaginario
fatto di grandi highway (to hell?), di
distese sconfinate all’orizzonte e di
grandi cavalcate su Harley David son verso un sogno americano che
diventa rapidamente un bad trippin’.
A ben vedere c’è più di qualche affinità tra la musica del trio californiano e l’Easy Rider di Dennis Hopper. Quanto era terrificante e triste
quella sequenza ambientata nel ci mitero dove il mondo intero diventava in Super-8 per l’LSD? E quan to è plumbea e agonizzante questa
forma di folk californiano, che dei
sogni di Crosby, Stills & Nash non
ha più che un pallido ricordo?
Alla fin fine, con il senno di poi, suona quasi profetica la copertina, con
il volto di Cayce Lindner e il suo ca ratteristico barbone a guardarci dal
cielo, tra le nuvole. Il frontman del
trio, che comprende anche Shayde
Sartin e un Glen Donaldson noto
per i suoi progetti nel Jewelled An tler Collective, si è infatti spento in
circostanze tuttora misteriose solo
poche settimane fa. La sua voce
tremolante verso gli acuti e sofferta
nel suo strascicare le strofe aveva evidentemente come punto di
riferimento Neil Young, così come
tutta la musica dei Flying Canyon
fa pensare in particolar modo a On
The Beach. Dopo tutto anche questa forma di “doom folk californiano”, emotivo fino allo spasimo e
malinconico oltre l’ossessione è un
piccolo “vampire blues” cantato attorno ad un focolare, in attesa della
fine del mondo.
Black Metal (Unplugged)
Non c’è lo spazio nemmeno per un
fuoco di bivacco nel bosco di Colin
Bergh, invece. Lui la chiama “mu sica che piacerebbe alla strega di
Blair”. Incide sotto il nome di Wyrd
Visions e si dedica ad una forma
di folk particolarmente crudo, op primente, cupo, morboso e decisamente… ironico. Se si riesce ad
immaginare come suonerebbe il
Jandek di Blue Corpse se fosse
un appassionato di black metal, si
può probabilmente avere un’idea
di come suona Half-Eaten Guitar
il primo disco del nostro blackster
acustico. Quando poi si arriva a
metà del lavoro e ci si imbatte in
Freezing Moon, cover dei Mayhem,
non ci sono più dubbi sul tipo in
questione e su come si mantenga
volutamente sopra le righe. In modo
simile, ma prendendosi molto più
sul serio suona Smolken, un bizzarro polacco immigrato in Texas che
sta dietro ai progetti Dead Raven
Choir, Wolfmangler e Garlic Year.
C’è una pesantezza tutta europea
nelle transilvane note di violoncel lo e nei cavernosi bassi della sua
musica, che quando non si riduce a
fare puro rumore black metal si immedesima in un agonizzante man tra acustico.
Alla fine, comunque, c’è un solo
modo possibile per sentire davve ro nelle ossa, gran parte di questa
musica. Fare come fa il poetico Linus dei Peanuts e persistere - come
gran parte di questi musicisti - nelle
proprie convinzioni. Ogni anno, ad
Halloween, Linus si mette accovacciato dietro un ramo e aspetta l’avvento del Grande Cocomero, che
vola nel cielo per portare i doni ai
bambini che sono stati buoni. Ricordandosi di una regola però: il
Grande Cocomero non può nascere
se non dal campo più sincero e puro
del mondo. La metafora di Schulz è
quantomeno evidente.
Discografia consigliata
Stone Breath - S o n g s o f M o o n l i g h t a n d R a i n
Stone Breath - A S i l v e r T h r e a d t o We a v e t h e S e a s o n s
Stone Breath - L a n t e r n a L u c i s Vi r i d i t a t i s
The Spectral L i g h t a n d M o o n s h i n e F i r e f l y S n a k e o i l J a m b o r e e - S c a r e c r o w S t u ff i n g
AA.VV. - The P o o r M i n s t r e l s o f S o n g a n d t h e Te m p l e o f t h e M o o n
In Gowan Rin g - H a z e l S t e p s T h o u g h A We a t h e r e d H o m e
Iditarod – Yul e t i d e
Black Forest / B l a c k S e a – F o r c e f i e l d s a n d C o n s t e l l a t i o n s
Spires That In T h e S u n s e t R i s e - F o u r Wi nd s T h e Wa l k e r
Spires That In T h e S u n s e t R i s e – T h i s I s Fi r e
The Gray Fiel d R e c o r d i n g s - A s O n e C a s t D o w n b y S a d n e ss
The Gray Fiel d R e c o r d i n g s – H y p n a g o g i a
Flying Canyon – S / t
Wyrd Visions - H a l f - E a t e n G u i t a r
Dead Raven C h o i r - Wi n e , Wo m e n a n d Wol v e s
sentireascoltare 19
Ninni Morgia
alla conquista dell’Ammerica
di Stefano Pifferi
Partire con una chitarra nella valigia ed entrare in pochi
anni nel cuore pulsante della New York of f. Lasciarsi alle
spalle tutto e tutti e ritrovarsi a suonare con mostri sacri
del free-jazz e del rock indipendente. Sembrerebbe il giusto
premio per chi si gioca le sue carte con la sfrontatezza di
chi sa che non può fallire. Signore e signori, Ninni Morgia.
Sicilia 2002. Ninni M o r g i a s i è a p pena laureato. È sta t o i l c h i t a r r i s t a
dei White Tornado. È s o p r a v v i s s uto alla “Catania com e S e a t t l e ” ( “ m a i
una balla più grande d i q u e s t a e r a
stata scritta sui gio r n a l i ” ) . È s t a t o
tante cose, ma basta . D e c i d e d i t r a sferirsi negli USA, il l u o g o d o v e t u t to ciò in cui ha credu t o è n a t o . Tr a sferirsi là da dove p r o v e n i v a t u t t o
ciò che erano gli Uz e d a . E g l i U z e da hanno sempre in d i c a t o u n a v i a
particolare in quell a S i c i l i a r o c k .
Anzi, in quella Sicil i a i m m o b i l e . D i
più, hanno costruito u n p o n t e c o n
sopra una tangenzi a l e c h e s e l a
vuoi la vedi, una Lo s t H i g h w a y t r a
l’isola e gli States. C o m e d i r e , d a l l a
provincia al cuore di u n m o n d o .
Così Ninni lascia, m a t e r i a l m e n t e .
In tasca una mancia t a d i c o n o s c e n ze fatte durante pic c o l e t o u r n é e e
qualche split con gr u p p i s t e l l e s t r i sce ( Oxbow e Col o s s a m i t e , s o prattutto). È poco, m a b a s t a c o s ì . L’eldorado è lì, a po c h e o r e d i a e reo. Troppo attraent e p e r n o n e s s e re visto, specialmen t e s e a m u o v e re il Nostro è l’amm i r a z i o n e p e r u n
modello di organizza z i o n e m u s i c a l e
tanto professionale q u a n t o c r e a t i vo. Le fugaci esperie n z e p r e c e d e n ti lasciano il segno e N i n n i d e c i d e
di giocarsi le sue ca r t e i n l o c o , “ i n
modo da far nascere a l c u n i p r o g e t ti insieme a musici s t i d e l l u o g o e capire come funzion a n o l e d i n a m i che di organizzazion e d e i m u s i c i s t i
e specialmente perc h é f u n z i o n a n o
meglio rispetto alle n o s t r e i n I t a lia ”. La scelta è fatta e r i c a d e s u l l a
“familiare” ed acco g l i e n t e N Y. L a
città della Factory e d e i Ve l v e t ,
dei Ramones , della n o - w a v e e d e l
CBGB’s. La città ch e i n s i e m e a l l a
20 sentireascoltare
swinging London accende più fantasie nell’immaginario rock.
In un lungo scambio di mail, abbiamo avuto modo di chiedergli un po’
di cose sulla vita passata e attuale.
Lui ci a sommersi di riflessioni, di
impressioni. Soprattutto non ci ha
risparmiato una lucida analisi sullo
d i n a m i c h e e s v i l u p p i . L’ e p i c e ntro
d e l l e m u s i c h e a l t r e s i e r a n e l f rat t e m p o s p o s t a t o d a l l ’ E a s t Vi l l age
a W i l l i a m s b u r g e l e d i ff i c o l t à nel
m u o v e r s i t r a c e n t i n a i a d i p r o p o ste
r i s u l t a n o d a s u b i t o e v i d e n t i . “ C o m’è
f a c i l e i m m a g i n a r e i n u n t a l e a f f o lla m e n t o d i p r o p o s t e m u s i c a l i ( m eno
state of the art italiano e sulle prospettive musicali nostrane. Un’acuta disamina sui mali dell’Italietta
musicale, facile agli entusiasmi
quanto pronta a richiudersi a riccio
nelle sue minime certezze.
Il risveglio dalla sbornia dei primi anni ’90 è tanto brusco quanto
t r a u m a t i c o . L’ I t a l i a è s c o m o d a p e r
chi suona; l’Italia non ama rischiare, sembra dire Ninni. “Le mode si
erano dirette verso i dj che sono
più economici da far “suonare” e
non c’era più spazio per i musicisti,
che a poco a poco scomparivano
lasciando solo cover band e aspiranti turnisti; per non parlare della
possibilità di fare musica che andasse oltre i canoni del rock “tradizionale”; improvvisazione o free
jazz erano e sono ancora un’utopia. Dalle nostre parti, il pubblico e
gli addetti ai lavori vedono queste
forme di musica come il diavolo da
cui fuggire! Io, nonostante avessi
preso una laurea in giurisprudenza,
avevo deciso malauguratamente di
fare il mestiere più disgraziato del
m o n d - i l m u s i c i s t a - q u i n d i h o f a tto i bagagli e con le mie chitarre al
seguito sono volato a NY”.
G l i i n i z i s o n o d i ff i c i l i , g l i o s t a c o l i
s i m o l t i p l i ca n o . P r i m a l e d i ff i c o l t à
n e l l ’ o t t e n e re u n v i s t o c o m e m u s i c i s t a l e g a t e a l d e l i r i o p o s t - 9 / 11 , p o i
l o s c o n t r o c o n u n a r e a l t à a ff a s c i nante, ma totalmente diversa per
d e l l a m e t à m e r i t e v o l i d i a t t e n z i o ne)
t r o v a r e c o n c e r t i c h e s i a n o p a gati
d e c e n t e m e n t e e d e m e r g e r e d a q ue s t o m a r a s m a r i s u l t a i m p r e s a a n c ora
p i ù a r d u a , a m e n o c h e n o n s i e ntri
n e l l e g r a z i e d e i s o l i t i n o t i , p e r non
f a r e n o m i m r. J o h n Z o r n ( f r e e j a zz e
i m p r o v v i s a t a ) e m r. T h u r s t o n M o ore
( a v a n t r o c k e t c . ) ”.
M a p i ù c h e l a f o r t u n a , s i s a , è la
p e r s e v e r a n z a a d a i u t a r e g l i a u da c i ; c o s ì N i n n i i n i z i a a f a m i l i a r i z z are
c o n u n a s c e n a m u s i c a l e s f a c c e tta t a e d a ff a s c i n a n t e . C o m e d a ma n u a l e r o c k , i l N o s t r o i n i z i a l e sue
f r e q u e n t a z i o n i m u s i c a l i i n m a n i era
t u t t o s o m m a t o c l a s s i c a e c a s u ale,
r i s p o n d e n d o a d u n v o l a n t i n o . “ D a lì
s o n o n a t i i D e a t h P o o l , p r i m a un
d u o c o n m e e l a b a t t e r i s t a A n d rya
A m b r o , p o i u n t r i o c o n l ’ i n g r e s s o di
Ti m G a r r i g a n ( e x D a z z l i n g K i l l m en,
Yo u F a n t a s t i c ! ) a l l a s e c o n d a c h i tarr a . A b b i a m o f a t t o d i v e r s i c o n c erti,
f e s t i v a l , r a d i o s e s s i o n e a b b i a mo
r e g i s t r a t o u n m i n i c d d i 8 b r a n i al l ’ E c h o C a n y o n , l o s t u d i o d e i S onic
Yo u t h , [ … ] m a d o p o u n c o n c e r t o con
g l i O x b o w a B r o o k l y n a b b i a m o de ciso di separarci”.
Q u e s t e p r i m e e s p e r i e n z e , p e r ò , se g n a n o u n a s v o l t a . N i n n i a b b a n do n a i f a m i l i a r i s e n t i e r i d e l r o c k per
d i s c e n d e r e n e l l ’ i n f e r n o v o r t i c o sa mente ipercinetico del free-jazz e
d e l l ’ i m p r o v v i s a z i o n e . U n a s c elta
m e d i t a t a e s o ff e r t a , l e g a t a p r i nci -
palmente al r i f i u t o d e l l ’ h y p e r u o tante intorno a W i l l i a m s b u r g ; u n a
scena, quella d e l l ’ i m p r o v v i s a z i o n e ,
“ molto più one s t a e c o n m u s i c i s t i d i
grande valore ” i n c u i i l n
Nostro ha la p o s s i b i l i t à d i s u o n a re e frequen t a r e p e r s o n a g g i d e l
calibro di Kev i n S h e a ( S t o r m A n d
Stress ), Pete r E v a n s ( g i à c o l l a b o ratore di Anth o n y B r a x t o n ) , D a n i e l
Carter ( Sun R a, C e c i l Ta y l o r) , e c c .
Da quel ferti l e h u m u s s o n o n a t e
una quantità s t e r m i n a t a d i c o l l a b o razioni e pro g e t t i p i u t t o s t o d i v e r s i
tra di loro. “ S o n o n a t i i R i g h t M oves , con cui a b b i a m o f a t t o u n c d
su Tiger Asylu m e Wi z a r d Tr i o ( D a niel Carter, i o e J a d e L a r s o n ) d i
cui uscirà un a l t r o c d s e m p r e s u l l a
stessa etiche t t a , e i Q u i v e r s c o n
Jordon Schra n z e A d a m K r i n e y, i l
batterista de L a O t r a c i n a , C a s t a nets etc. Adam p o i m i h a c h i e s t o s e
volessi entrar e a f a r p a r t e d e l l a s u a
band ed ho a c c e t t a t o , l a n o s t a l g i a
di stare in una b a n d r o c k e r a t r o p p o
forte”.
Wizard Trio, Q u i v e r s e T h e R i g h t
Moves, La Otr a c i n a ( a b r e v e d a n o i
in tour) per no n p a r l a r e d e i p r o g e t t i
futuri (in usci t a d u e c d - r p e r S e t o la Di Maiale; u n o d a l t i t o l o G u i t a r
Solo e l’altro i n c o p p i a c o n J o r d o n
Schranz) o de l l e s e m p l i c i l i v e - s e s sions. Una se r i e i m p r e s s i o n a n t e d i
gruppi e prog e t t i d a l l ’ e l e v a t a q u a l i tà media, che d e n o t a n o u n a i n c e s sabile iperatt i v i t à . Vi e n e d a c h i e dersi se ci sia q u a l c o s a n e l l ’ a c q u a
del rubinetto o , p i ù s e m p l i c e m e n t e ,
se si viene c o n t a g i a t i d a l r u t i l a n t e
mondo appen a d e s c r i t t o . “ L’ i p e r a t tività – contin u a N i n n i – c r e d o s i a
dovuta al fatt o c h e N Y è u n a c i t t à
grandissima, e v i s t o i l v a s t i s s i m o
numero di musicisti di varia estrazione e di locali, eventi, etc. che
o f f r on o l a p o s s i b i l i t à d i e s i b i r t i e d
esprimerti creativamente mi è sembrato naturale approfittarne il più
p o s si b i l e s p e c i e v e n e n d o d a l l ’ I t a l i a
che purtroppo è ancora lontana dall ’ a v er e t u t t a q u e s t a v a r i e t à d i p r o poste. Qui inoltre esiste un pubblico per ogni genere musicale, quindi
è a nc h e p i ù g r a t i f i c a n t e p r o p o r t i ” .
Le parole di Ninni pesano come
macigni per il panorama musicale
italiano. Riemerge, infatti, per contrasto la povertà non tanto di una
o ff e rt a a u t o c t o n a s e m p r e p i ù i n t e r e s s a n t e ( l e p r o d u z i o n i Wa l l a c e , l e
s c h eg g e n a t e d a A S h o r t A p n e a ,
S c a to l e S o n o r e t a n t o p e r n o n f a r e
n o m i) , q u a n t o l e g a t a a l l e p o t e n z i a lità ricettive di un pubblico che si
m a n if e s t a s e m p r e p i ù c o m e i m p r e parato, se non analfabeta, di fronte
a linguaggi “nuovi”.
Una dimensione, quella live, che
però non nasconde delle insidie
anche nella Grande Mela, per una
serie di fattori: l’estrema professionalità richiesta, la “concorrenza” smisurata derivante dal numero
d i g ru p p i e / o p r o g e t t i , m a a n c h e e
soprattutto le questioni legate al
booking. “I club non aiutano in questo senso perché ti fanno suonare
solo se garantisci un certo numero di pubblico, e la professionalità
dei gruppi non sempre è presente.
Qui vige un certo clientelismo tanto noto da noi in Italia, tipo essere
presentati da tizio o caio, e ha il suo
peso. Un’altra nota dolente è che
ultimamente c’è troppa libertà artis t i c a , o s s i a f a r e p r o p o s t e d i q u a l i t à
non è la priorità di tutti e pare che
saper suonare di questi tempi sia
u n o p t i o n a l n o n n e c e s s a rio” . Criti c h e s e n s a t e , i n t e m p i i n cui basta
t o c c a r e u n a c h i t a r r a p e r far grida r e a l m i r a c o l o , m a è u n a questione
c h e n o n s e m b r a r i g u a r d a r e Ninni. È
i n d u b b i o , i n f a t t i , c h e l e e sperienze
n e w y o r c h e s i a b b i a n o a i u t ato la sua
c r e s c i t a t e c n i c a , s e s o n o stati fatti
p a r a l l e l i c o n p e r s o n a g g i del calibro
d i S o n n y S h a r r o c k e K e iji Haino.
“R i g u a r d o l a m i a c r e s c i t a come chi t a r r i s t a d e v o m o l t i s s i m o a questa
c i t t à ”, c o n f e r m a N i n n i . “ U na cosa è
a s c o l t a r e i d i s c h i , u n ’ a l t r a poter ve d e r e l i v e t a n t i s s i m i m u s i c i sti diversi
d a c u i i m p a r a r e q u a l c o s a . Ai tempi
d e i W h i t e To r n a d o D u a n e Denison
( J e s u s L i z a r d ) è s t a t o f o ndamenta l e p e r m e e n o n è u n m i stero. Qui
m i s o n o c o n c e n t r a t o d i p iù su certi
s t i l i c h e p r i m a g u a r d a v o c on timore;
i c h i t a r r i s t i c h e h a n n o s u onato con
M i l e s D a v i s e l e t t r i c o , P e te Cosey,
J o h n M c L a u g h l i n g e S o nny Sharr o c k m i h a n n o a p e r t o s t r a de nuove.
A n c h e K e i j i H a i n o è u n chitarrista
c h e a p p r e z z o m o l t o e d e s sere stato
p a r a g o n a t o a l u i n o n p u ò che farm i p i a c e r e , m a n o n d i m e ntichiamo
F r i p p c h e c o n t i n u a a s t u p irmi! ”.
P r i m a d i c o n c l u d e r e , N i n ni ci con s i g l i a q u a l c h e b a n d e m e r gente dal l ’ i n f i n i t o s o t t o b o s c o a m e r icano. La
s c e l t a r i c a d e s u C o p t i c L ight (pur t r o p p o a p p e n a s c i o l t i ) e Psychic
P a r a m o u n t , e n t r a m b i s u No Quar t e r, e M i r a c l e o f B i r t h su Love P u m p . L’ e n n e s i m a d i m o s t razione di
c o m e N i n n i M o r g i a s i a n on solo un
g r a n d e m u s i c i s t a , m a a n che un ot timo ascoltatore.
sentireascoltare 21
Quivers – Once There Were Some (Colour Sounds Recordings,
ottobre 2006)
Tra i progetti di Ninn i , i Q u i v e r s s o n o i p i ù r o c k - o r i e n t e d d e l l o t t o s i n d a l l a
strumentazione: un q u a r t e t t o d e d i t o a d u n a s o r t a d i i m p r o v v i s a t a d i m a t r i ce ro ck, che non dis d e g n a ( d e ) s t r u t t u r a z i o n i f r e e f o r m .
Garage-rock suonato d a j a z z h e a d s b r u c i a t i , è u n a d e l l e d e f i n i z i o n i c o n i a te dalla critica di NY p e r d e f i n i r e i l c o a c e r v o d i s u o n i e d e m o z i o n i c h e i
quattro mettono sul p i a t t o . N o n s i a m o p o i p r o p r i o d i s t a n t i d a l v e r o , q u a n do il quartetto sping e s u l l ’ a c c e l e r a t o r e r i t m i c o ( l a p a r t e c e n t r a l e d i 4 o l e
deflagrazioni ritmich e d e l l a c o n c l u s i v a 7 ) . Q u a n d o i n v e c e l e a t m o s f e r e s i
rarefanno, ecco eme r g e r e l ’ a n i m a p i ù p r o p r i a m e n t e s p e r i m e n t a l e e d i m provvisativa. I suoni s i d i l a t a n o v e r s o u n a s o r t a d i p s i c h e d e l i a l i q u i d a o d i
un jazz molto sui gen e r i s , m e m o r e t a n t o d e i s o l i p s i s m i s t r u m e n t a l i d i S o nny Sharrock quanto d i a l c u n i a v a n g u a r d i s m i t i p i c a m e n t e ( n o ) n e w y o r k e s i
(dai Mars agli Orthr e l m , c o n t u t t o c i ò c h e c ’ è d i m e z z o ) .
E non è un caso ch e l e c o m p o s i z i o n i s i c o n c e n t r i n o p r i n c i p a l m e n t e s u l l a
chitarra di Morgia. P a d r o n e d e l l o s t r u m e n t o , s i p on e a l c e n t r o d e l q u a r t e t to e tira le fila di un s u o n o m a g a r i n o n i n n o v a t i v o m a p e r f e t t a m e n t e c a l i brato e capace di so r p r e n d e r e . N e l l a t e t r a a m b i e n t d i 6 l a c h i t a r r a d i N i n n i
diventa mero oggett o s o n o r o e s e m b r a r i m a n d a r e a d u n E n o a b b a n d o n a t o
nel b osco di The Bl a i r Wi t c h P r o j e c t . A l t r o v e ( 5 ) s i n g h i o z z a q u a s i f o s s e
autistica tra sbuffi e s t r a p p i , m e n t r e d u e t t a c o n l a v o c e d i M a r i e , a n c h ’ e s s a
puro suono incaston a t o t r a a l t r i s u o n i . O t t i m o , n o n c ’ è c h e d i r e . ( 6 . 8 / 1 0 )
The Right Moves – Self Titled (TigerAsylum Records, novembre
2006)
Per tentare una map p a t u r a d e l l e p r o d u z i o n i e s i g l e a l l e q u a l i p r e s t a i s u o i
servigi l’eclettico ex S t o r m & S t r e s s K e v i n S h e a , n o n b a s t e r e b b e u n a m o nografia intera; corr i a m o a i r i p a r i s e g n a l a n d o l ’ e s o r d i o i n c d - r d i q u e s t o
poderoso e atipico t r i o a n o m e T h e R i g h t M o v e s, s e n o n a l t r o p e r c h é i n
formazione troviamo i l n o s t r o N i n n i M o r g i a . G i à d a l l ’ o r g a n i c o s i i n t r a v e d e
l’intento di frammen t a z i o n e d e l c o r p o r o c k : a l l a c h i t a r r a d i N i n n i e a l l a
muscolarità del batt e r i s t a m o n s t r e , s i a g g i u n g e P e t e r E v a n s a l l e t r o m b e
(plurale, non è un e r r o r e ) . I l r i s u l t a t o è u n j a z z t o t a l m e n t e f r e e e d e s t r u t turato, in cui la chita r r a d i M o r g i a s i d e f i l a l i m i t a n d o s i a c o n t r a p p u n t a r e l a
dirompente ritmica d i S h e a e g l i s f r i g o l i i d e l l e t r o m b e d i E v a n s . U n p a s s o
indietro al progetto Q u i v e r s , c h e l a d i c e l u n g a s u l l e p o t e n z i a l i t à d i N i n n i
nell’affrontare senti e r i s p e s s o m a l a g e v o l i c o m e q u e l l i d e l f r e e - j a z z i m provvisato. La sua c h i t a r r a s i r i t a g l i a i l r u o l o d i t ap p e t o s o n o r o , l a s c i a n d o
spazio ai veri protag o n i s t i , i n t e n t i a d u e l l a r e p e r i 4 0 m i n u t i d e l l ’ a l b u m t r a
vertiginosi cambi di r i t m o e s b u ff i d i t r o m b a t r a t t a t a . A s c o l t a n d o d i E v a n s
in Chubby Bartender s e m b r a d i v e d e r e i l f a n t a s m a d i O r n e t t e C o l e m a n i n
crisi epilettica.
A lun go andare però d a l l a p r o p o s t a d e l t r i o s a l e u n a c c e n n o d i m o n o t o n i a ,
spezzata soltanto in a l c u n i e p i s o d i : T h e H o l y G r a i l L a s t N i g h t , i n c u i u n a
sorta di Miles Davis b i a n c o e d r o g a t o t i r a l e f i l a d i u n i m p r o - j a z z s c h i z o i d e
e cacofonico; le fra t t a g l i e s o n o r e d i A f t e r A l i e n s P o p p e d O n M y M o m m y
(titolo fantastico) e l a c o n c l u s i v a P r e t z e l s T h e m e f r a d i g r e s s i o n i r a d i c a li e rilassamenti qua s i d u b . A ff a s c i n a n t e , m a s i n c e r a m e n t e m o l t o o s t i c o .
( 6.4/10 )
22 sentireascoltare
sentireascoltare 23
Smallvoices / A Silent Place
d i A A . V V.
Piccole label crescono. Cinque anni di attività per SmallVoices,
cinque anni di suoni senza compromessi che spaziano dall’ambient
alla drone music, dall’industrial allo psych folk. Con la nascita
della sussidiaria A Silent Place si ardisce a doppiare l’ef fetto a
tutto beneficio della proposta musicale d’avanguardia in Italia. Un
rapido colpo d’occhio su entrambe le label e quattro chiacchiere
con i deus ex machina della situazione.
Pasquale Lomolino e Pierpaolo
Marchio: due pueri Apuliae accomunati dalla passione per la musica e dal destino di esser nati
all’ombra ottagonale di Castel del
Monte. Andria è la loro città ed Andria, si sa, non è Londra, né Sheffield, e nemmeno Newcastle. Epp u r e Z ’ e v, H a f l e r Tr i o , N o c t u r n a l
Emissions; e ancora Beequeen,
vidnaObmana, Kawabata Makoto:
tutti questi artisti devono essersi
chiesti ad un certo punto dove, di
preciso, si trovasse quella città:
Andria. La città dell’etichetta per
cui stava per uscire il loro nuovo
lavoro. Appena cinque anni di attività ed un roster da fare invidia.
Una posizione di tutto rispetto
nella scena avant internazionale conquistata con dedizione ed
umiltà. E se cinque anni possono
ben considerarsi un mattino nella
storia dell’industrial, dell’ambient,
dello psych folk e della drone music, allora vale la pena rispolverare l’obsoleto adagio: a giudicare
anche dalle uscite annunciate per
il 2007, quello che ci aspetta è
davvero un buon giorno.
Ve n i t e d a u n p o s t o c h e d o p o tutto è lontano dai “grandi” circuiti della musica italiana, più o
meno sperimentale. Andria vicino Bari, nella splendida Puglia.
Quanto pensate che questo abbia influito sulla vostra estetica
musicale e sul vostro gusto oltre che ovviamente sulla vostra
attività più propriamente professionale di gestori di label?
Questa è una domanda ricorrente; sì forse può apparire strano, è
forse lo è, ma questo fattore non
24 sentireascoltare
crediamo abbia influito più di tanto sul nostro lavoro da un punto
di vista artistico e professionale.
Probabilmente, con i dovuti distinguo del caso, chi opera a Milano
(giusto per fare un esempio) incontrerà i nostri stessi problemi;
in Italia è uguale un po’ dappertutto crediamo. E poi internet è un
mezzo che, se usato con cautela
e moderazione, aiuta parecchio in
tal senso.
L a p r i m a u s c i t a d e l l a S m a l l Vo i c e s , Wa i t i n g f o r t h e t w i l i g h t d e i
T. A . C . , è d a t a t a 2 0 0 2 . Q u e s t ’ a n no sono quindi cinque anni di attività e cinque anni in cui avete
promosso suoni d’avanguardia
nell’asfittico panorama italiano.
Come giudicate lo sviluppo della scena sperimentale italiana,
che proprio da un paio di anni
sembra aver raggiunto una maturità qualitativa di livello internazionale?
Sì cinque anni vissuti pericolosamente… In Italia ci sono parecchie realtà interessanti e apprezzabilissime ma dal nostro punto di
vista non esiste una vera e propria scena dall’identità precisa.
Probabilmente c’è troppa offerta
a discapito di una domanda scarsa; esistono una miriade di micro
pubblicazioni che rendono probabilmente troppo difficile e tortuosa
la scelta da parte dei comunque
non troppi ascoltatori sparsi per la
penisola… Non vuole essere una
polemica ma è solo la nostra opinione.
Z ’ E v, H a f l e r Tr i o , N o c t u r n a l
Emissions, il meglio dei suoni
post industriali. Quanto vi sentite legati a quella scena e quali ricordi o aneddoti particolari
avete su questi artisti e i loro
dischi? Ad esempio come andò a
finire con Andrew McKenzie? Ho
letto che ebbe delle rimostranze nei vostri confronti legate al
packaging del disco.
Sì, ci sentiamo certamente legati a
quella scena, quello che noi consideriamo il meglio di quella scen a ( p a r l i a m o d i g e n t e c o m e Z ’ e v,
Nocturnal Emissions, Cranioclast,
Zoviet France, Rapoon…). Non
abbiamo particolari aneddoti da
raccontare salvo che abbiamo con o s c i u t o p e r s o n a l m e n t e M r. Z ’ e v
ed è una persona eccezionale,
così come Nigel Ayers/Nocturnal
E m i s s i o n s . T h e H a f l e r Tr i o è u n
capitolo a parte che preferiamo
tralasciare, diciamo solo che forse
lui non ha le stesse virtù delle persone di cui sopra, o probabilmente
non le ha espresse con noi…
Quanto è importante il packaging per voi e quanto vi sentite
minacciati dalla nuova era dell’immaterialità del supporto musicale? Anche il fatto di lavorare
moltissimo con il vinile con molte uscite immesse sul mercato
direttamente in questo formato
quanto è per voi scelta politica
e quanto vezzo nostalgico?
L’ i m m a t e r i a l i t à d e l s u p p o r t o m u s i cale non è una minaccia in quanto
tale ma in quanto espressione di
un qualcosa che non ci appartiene e non per una questione di età.
Noi ad esempio usiamo internet
solo perché pare impossibile farne a meno (a volte è veramente
così), ma come dicevamo prima le
nostre scelte vanno in netta controtendenza… ci sono le net-label
da una parte e noi (come altre etichette, del resto) che stampiamo
ancora vinili e se non fosse per
questioni logistiche, sinceramente
stamperemmo solo quelli… e non
v’è nulla di nostalgico in questo,
quanto invece una ben precisa
scelta artistica e commerciale: vogliamo essere riconosciuti (e magari anche ricordati) per le nostre
pubblicazioni. Ad ogni modo la
questione sarebbe molto più complessa, ma per sintetizzare diciamo: “l’immaterialità del supporto”
e questa sfrenata voglia di tecnologia hanno portato ad un approccio svogliato, distratto ed infine
auto distruttivo (la cronica crisi
del mercato discografico potrebbe
anche ricondursi a tali problematiche); per noi acquistare un disco
è ancora un’esperienza ricca di
emozioni, il download è lo sterile
prodotto della cultura moderna!
A Silent Place. Esiste davvero
questo posto silenzioso? Magari è quello che si vede nel logo.
Perché questo nome? E’ legato a
qualcosa in particolare?
A Silent Place è qualsiasi posto
materiale o immateriale dove noi
possiamo avere la possibilità di
estraniarci da questa società e dai
suoi assurdi assiomi; quindi non
necessariamente un luogo fisico.
In fondo per noi la musica stessa
è il nostro “Silent Place” = la via
per evadere e poter sognare ad
occhi aperti. Per rispondere fino
in fondo alla tua domanda ti possiamo dire che un luogo reale (si-
curamente silenzioso!) che ci ha
ispirati e ci ispira tuttora è il mistico castello ottagonale “Castel Del
Monte” che si trova sulla Murgia, a
pochi chilometri da Andria.
Perché avete deciso di inaugurare una seconda etichetta dedicata espressamente alle sonorità
psych drone folk? E’ un settore
di mercato abbastanza affollato
oggi giorno, anche per effetto
della pratica sempre più diffusa
d i c d r. C o m e v e d e t e l o s v i l u p p o
di A Silent Place in quest’ottica? I vostri artwork curati fin
nel dettaglio contro gli mp3 e i
cartoncini dei cdr?
Se avessimo il tempo, francamente, potremmo averne molte di più
di etichette… il discorso è che abbiamo un rapporto a dir poco morboso con la musica, in “quasi” tutte le sue forme d’espressione, in
particolar modo quelle meno convenzionali… siamo sempre alla ricerca di nuovi suoni, nuovi spunti
per poter creare qualcosa di nuovo, magari anche ripescando dal
passato… per quanto riguarda la
collocazione di A Silent Place, ti
possiamo assicurare che la fascia
in cui si muove è molto meno affollata di quanto non lo sia la scen a p i ù v i c i n a a S m a l l Vo i c e s … c o n
ASP stiamo ottenendo risultati diversi (e più incoraggianti) rispetto
S m a l l Vo i c e s ! ! ! P e r q u a n t o r i g u a r da la cura messa nella preparazione di artwork e packaging è
una costante e prerogativa del nostro lavoro; sinceramente teniamo
molto in considerazione l’aspetto
esteriore del prodotto finale nonché ci piace che l’appassionato
sia appagato anche da un punto di
vista visivo e a volte tattile.
Cosa ci aspetta nel futuro di
S m a l l Vo i c e s e A S i l e n t P l a c e ?
Gestire quest’ultima etichetta
non vi porterà a distogliere le
vostre energie dalla prima?
Al momento siamo effettivamente
più assorbiti da A Silent Place; le
prossime pubblicazioni su questa
label sono molto succose: abbiamo appena pubblicato un cd di
Jennifer Gentle e un vinile LP del
grande Kawabata Makoto (Acid
M o t h e r s Te m p l e ) . N e i p r o s s i m i
mesi pubblicheremo vinili e cd di:
To m C a r t e r ( C h a r a l a m b i d e s ) , Te x t
Of Light (Lee Ranaldo dei Sonic
Yo u t h + v a r i o s p i t i d ’ e c c e z i o n e ! ) ,
Julie’s Haircut con Sonic Boom,
un nuovo cd di Fabio Orsi (vero
astro nascente della scena drone/
folk), quindi una serie di cd di My
Cat Is An Alien che splittano prima con il mitico Keiji Haino, poi
con Steve Roden, Mats Gustafsson e infine il grande Loren (Mazzacane) Connors…; poi un nuovo
progetto di Jackie O Motherfucker
con My Cat Is An Alien… Un sacco
d i l a v o r o ! ! ! S u S m a l l Vo i c e s a b r e vissimo pubblicheremo finalmente
il libro di Z’ev (“Rhythmajik”), poi
un vinile di Claudio Rocchetti, un
cd di Goem, una collaborazione di
Z’ev con Ramona Ponzini (Mciaa),
un nuovo cd di Aidan Baker e uno
di Judah… Cogliamo l’occasione
per ringraziare tutti gli amici di
SentireAscoltare per il loro grande supporto!!!
sentireascoltare 25
15 silent places
1. Arc – The Circle Is Not Round (A Silent Place, 2005)
Da qualche parte tra la new age, la musica cosmica, la drone music e la dark ambient con venature etniche. Lì in
mezzo si trovano gli Arc, trio costituito da Aidan e Richard Baker e Christopher Kukiel. The Circle Is Not Round è un
disco di lunghe passeggiate verso l’infinito scandite dal ritmo ancestrale di un tamburo. Il ritmo dell’uomo quando alza
gli occhi al cielo e chiama ciò che non riesce a spiegare con il nome degli dei. La quintessenza del suono degli Arc è
il lento deliquio pan-etnico, con i tamburi di Kukiel a dare il polso alle vertigini chitarristiche di Aidan Baker. Di quattro brani, il più breve dura 12 minuti, ma tutto il lavoro va preso come un’unica torrenziale vena di suoni che si apre
lasciando cadere le note goccia dopo goccia fino a sfociare in oceano. Gli Arc sono i migliori candidati possibili per
riempire un’affascinante terra di mezzo che sta tra l’ambient al peyote degli O Iuky Conjugate e i mondi (im)possibili
di Steve Roach, tra una seduta di kundalini tantra e una preghiera pagana per il cosmo. (Antonello Comunale)
2. Z’ev – Rhythmmajik (Smallvoices, 2005)
“Pierpaolo and Pasq u a l e o f S m a l l v o i c e s a s k e d m e t o p r o v i d e s o m e a u d i o m a t e r i a l t o a c c o m p a n y t h e i r e d i t i o n of
rhytmmajik. They su g g e s t e d t h a t p e r h a p s t h e r e c o u l d b e a n a u d i o ‘ s t a t e m e n t / d e m o n s t r a t i o n ’ f o r e a c h c h a p t er”.
Questo è quanto scr i v e Z ’ e v n e l b o o k l e t d e l d i s c o i n q u e s t i o n e c h e d i f a t t o c o s t i t u i s c e u n a p r i m i z i a t u t t a i t a l i a na.
I capitoli di questo s i n g o l a r e e s t r a n i s s i m o e s p e r i m e n t o a u d i o s o n o t r e : “ T h e S t a n d o f S t o n e s ” , “ T h e L i n e s ” , “ The
9 Chambers”. La mu s i c a è u n a v a r i a z i o n e c o n t i n u a s u l c o n c e t t o d i r i t m o e r u m o r e p e r c u s s i v o c h e r i f l e t t e l e t e orie
vergate da Z’ev nel l i b r o . Te o r i e d i m a t r i c e e s o t e r i c a c h e h a n n o a c h e f a r e c o n l ’ i d e a l i z z a z i o n e d e i n u m e r i , l a l oro
risonanza nella natu r a p r i m a r i a d e l l e c o s e , c o m e lo z o d i a c o , g l i e l e m e n t i n a t u r a l i t e r r a , a r i a , f u o c o e a c q u a e con
i dettagli per un orig i n a l e m e t o d o d i d i v i n a z i o n e . Z ’ e v s i c o n f e r m a u n g r a n d e a l c h e m i c o d e l l a m u s i c a i n d u s t r i a le e
questo disco va a fa r e c o p p i a d i r e t t a m e n t e c o n T h e S a p p h i r e N a t u r e r i l a s c i a t o d a T z a d i k . R h y t m m a j i k v a o ltre
il teorema del Pi-gre c o c a b a l i s t i c o d i D a r r e n A r o n o s k y. L a v e r i t à è n e i n u m e r i . ( A n t o n e l l o C o m u n a l e )
3. Nocturnal Emissions – Nightscapes (Smallvoices, 2006)
Nightscapes come p a e s a g g i n o t t u r n i ( n i g h t l a n d s c a p e s ) o a n c h e c o m e f u g h e n o t t u r n e ( n i g h t e s c a p e s ) . I n p i ù di
vent’anni di attività N i g e l Ay e r s h a p i ù v o l t e s p e r i m e n t a t o s u e n t r a m b i i c o n c e t t i , t r o v a n d o n e s p e s s o l a s i n tesi
migliore. Vent’ anni d i s u o n i c h e h a n n o o s c i l l a t o d a l l ’ a s t r a z i o n e p i ù r u m o r o s a d e g l i e s o r d i a l l a f i l i g r a n a c o s mica
più eterea degli ann i ‘ 9 0 , s t a b i l e n d o c o n l a s u a E a r t h l y D e l i g h t s u n f a r o i m p o r t a n t i s s i m o p e r t u t t a l a s c e n a p ostindustriale britannica . N e l l e s e t t e t r a c c e i n q u e s t i o n e , i N o c t u r n a l E m i s s i o n s s i l a n c i a n o d a p p r i m a i n a l c u n e d elle
loro migliori scappat o i e c o s m i c h e , s i i n c a g l i a n o p o i i n u n r i t u a l i s m o m a g i c o r i c c o d i s u g g e s t i o n i a r c a n e . Q u e l l a di
Ayers è musica cari c a d i s o l e n n i t à m i s t i c a e s a c r a l i t à a n c e s t r a l e , e n o n p o t r e b b e e s s e r e a l t r i m e n t i p e r u n o che
deve avere assorbito t u t t i g l i u m o r i e s o t e r i c i t r a m a n d a t i p e r a n n i n e l l a N e w c a s t l e , v i c i n o S t o n e h e n g e , d o v e v i ve.
Questa è l’unica new a g e p o s s i b i l e p e r l a g e n e r a z i o n e p o s t - i n d u s t r i a l e b r i t a n n i c a e Ay e r s l ’ u n i c o v e r o p a d r e di
Alio Die e di un’idea d i s u o n o . ( A n t o n e l l o C o m u n a l e )
4. TH26 – La Haine (Smallvoices, 2006)
Ventunesimo secolo d e l l ’ e l e t t r o - d a r k i t a l i a n o . A t t i v o c o m e T H 2 6 d a l 9 3 , i l d u o c o m p o s t o d a C o r r a d o A l t i e ri e
Arnaldo Pontis esce c o n l e 11 t r a c c e d i q u e s t o L a H a i n e c o m e f o s s i m o n e l 1 9 8 9 , i l 1 9 9 9 o , a z z a r d i a m o , il
26 sentireascoltare
2009. Il gene r e s i r i v e l a d a s u b i t o a p p r e z za b i l e s i n t e s i d e l s o u n d t e o r i z z a t o d a i C l o c k D VA d i B u r i e d Dreams ,
quel cyberpun k i n t e l l e t t u a l e p o i e s a s p e r a t o d a l l a g u e r r i g l i a d a n c e d e i F r o n t 2 4 2 . C o s ì S e c o n d S k i n , c on cantato
inglese e voc e m i n a c c i o s a , è p e z z o f i s i c o e a l g i d o i n u n o . Ta l v o l t a s i p r o p e n d e p e r a s t u t e s o l u z i o n i da ballo,
talaltra il rumo r e è m a n i p o l a t o c o n l a b i e c a r a ff i n a t e z z a d e i C h r o m e p o s t D a m o n E d g e m a n o n a n c o r a d omi. Hyp notized Dog c a v a l c a u n r i t o s t r u m e n t a l e c o m e s e i p r i m i Ve l v e t e g l i u l t i m i S u i c i d e s i s t r i n g e s s e r o l a m ano dal pc
di un composi t o r e e s t r o s o . P r o t e c t i o n i n d u l g e i n p r o f o n d i t à g o t i c h e c h e p i a c c i o n o p i ù a i m o d a i o l i d e l l e discoteche
dark che ai fa n d e i T h e A n t i G r o u p d i A d i N e w t o n . I n t e r p r e t a z i o n i p u r d i m a n i e r a m a p l a u s i b i l i e u n ’ elettronica
da tenere a tu t t o v o l u m e m a a n c h e d i s o t t o f o n d o . ( F i l i p p o B o r d i g n o n )
5. Wander (Beequeen) – Wander (Small Voices, 2005)
Il fatto che i Beequeen di Frans De Waard e Freek Kinkelaar abbiano impresso al loro fare artistico una sterzata
di intelligibilità pop a partire da Ownliness, non implica che sia andata smarrita l’abilità nel maneggiare quegli
adimensionali bordoni di frequenze che abbiamo imparato a chiamare drones. Con il nome Wander, i due realizzano
dal 2000 drone music su ogni formato esistente, servendosi al massimo una volta di ciascun formato. Si suppone
dunque che, a dispetto della musica, in grado di innescare in ogni lavoro un processo infinito, quella di Wander sia
un’esperienza costituzionalmente finita. È proprio la dialettica tra finito ed infinito una delle innumerevoli chiavi di
lettura con cui provare ad accostarsi ai quattro brani del CD. Pur condividendo con le dinamiche sonore dell’ultimo
Phill Niblock la ratio essendi, le quattro partiture appaiono nella loro staticità priva di movimento interno meno
partecipi - rispetto a quelle del compositore americano - del processo di crescita organica su cui Joseph Beyus ha
centrato molti lavori e che ha ispirato l’opera ed il nome di Beequeen. (Vincenzo Santarcangelo)
6. Christian Marclay & Okkyung Lee / My Cat Is An Alien – From The Earth To The Spheres vol. 6 (A Silent Place
/ Audioglobe, 2006)
La serie From The Earth To The Spheres, che ha visto My Cat Is An Alien collaborare con artisti del calibro di
Thurston Moore, Jim O’Rourke, Christina Carter giunge all’ultimo volume: i fratelli piemontesi dividono i solchi di un
sontuoso vinyl art uscito per Opax Records con un duo ben noto nel downtown newyorchese zona Tonic Club, locale
dove nel 2003 ha luogo la lunga improvvisazione del turntablist Christian Marclay e della violoncellista Okkyung
Lee. Il brano - venti minuti di frenetico rincorrersi tra un prestante dj-set ed un violoncello stuprato - fotografa due
musicisti in stato di grazia, assorbiti dai rispettivi strumenti di cui esplorano lo spettro sonoro. Fruscii e borbottii di
vecchi vinili bistrattati ed un eterodosso approccio all’arte del violoncello, vittima ignara di metamorfosi da nobile
strumento a corda a vile oggetto percussivo. Anche i MCIAA sono decisamente ispirati: Beyond The Limits Of The
Stars riformula la personale concezione di folklore alieno - le scarne note di una chitarra che talvolta lascia il po sto ai consueti landscapes per paesaggi extraterrestri. La versione cd riproposta da A Silent Place aggiunge come
terzo brano la lunga coda melancholica Beyond The Limits Of The Grooves. (Vincenzo Santarcangelo)
7. Roberto Opalio – The Last Night Of The Angel Of Glass, vol. I & II (A Silent Place / Audioglobe, 2007)
Il primo volum e d i T h e L a s t N i g h t O f T h e A n g e l O f G l a s s , s t a m p a t o d a l l a D i g i t a l i s I n d u s t r i e s c o n a l l egato dvd,
funzionava da c o l o n n a s o n o r a p e r i l v i d e o - f i l m g i r a t o i n p r e s a d i r e t t a d a l b a l c o n e d i c a s a d e l M y C a t I s An Alien
Roberto Opali o . P u r i s o l a t o d a l c o n t e s t o o r i g i n a r i o , T h e L a s t N i g h t O f T h e A n g e l O f G l a s s - r i p u b b l i c ato in 600
doppi cd dalla A S i l e n t P l a c e e d a r r i c c h i t o d e l l a m u s i c a e c c e d e n t e q u e l l a s t e s s a s e s s i o n e d i r e g i s t r a z i one - con serva inaltera t o i l f a s c i n o d e l l ’ i n c o m p r e n s i b i l i t à d e l l ’ a l t r o - d a - s é . P u r b a s a n d o s i s u d r o n e s o t t e n u t i q u a si esclusi vamente con l a v o c e m o d i f i c a t a d i R o b e r t o - t r a m i t e d e l a y s e r i v e r b e r i , c o m e s e m p r e i n t e m p o r e a l e - , The Last
Night pare da v v e r o c u s t o d i r e i l r e p e r t o d i u n a c i v i l t à s c o m p a r s a o a n c o r a a v e n i r e . P r o p r i o i l f a t t o c h e il grosso
dei suoni prov e n g a d a l l e c o r d e v o c a l i d i u n u o m o - s p o r a d i c i g l i i n n e s t i d e g l i a l t r i s t r u m e n t i e , l a d d o v e presenti,
confusi con le s o t t o s t a n t i t r a c c e c a n o r e - r e n d e u n a t t r a e n t e e n i g m a l a m a t e r i a d e l l ’ i n t e r m i n a b i l e c o l o n na sonora
per immagina r i s c i - f i ( B - ) M o v i e s c h e O p a l i o c o n t i n u a a s c r i v e r e . ( Vi n c e n z o S a n t a r c a n g e l o )
sentireascoltare 27
8. T.A.C. (Tomografia Assiale Computerizzata) - Waiting For The Twilight (SmallVoices, 2003)
Analizzare le struttu r e n e r v o s e d e l c r a n i o e d e l l a c o l o n n a v e r t e b r a l e a t t r a v e r s o u n a m a c c h i n a , o s s e r v a r e l ’ u m ano
da un punto di vista c h i m i c o - o r g a n i c o . L a m i s s i o n e d i S i m o n B a l e s t r a z z i r i c o m i n c i a e i l p e r c o r s o d e l l a S m all Voices inizia proprio c o n u n l a v o r o a f i r m a T. A . C . A c i n q u e a n n i d a l p r e c e d e n t e s f o r z o , i l c o m b o p o s t - i n d u s t rial
si presenta different e , c o n u n s o u n d p s y c o - a m b i e n t a l e d e n s o d i p i g m e n t a z i o n i e t n i c o - a l i e n e , u n a n t o p o c e n t r i s mo
che sa di un’umanità d a d o p o b o m b a m a c h e v a b e n o l t r e a l l e s u g g e s t i o n i d a “ t h e d a y a f t e r ” . B a l e s t r a z z i f i l t r a e
capovolge l’estetica d e l l ’ i n d u s t r i a l s t o r i c o , d i s s o l v e i c r o m a t i s m i e r o i n o m a n i d e i C l o c k D VA i n u n a p a s t a c o s mi ca, spiana il jazz de i Tu x e d o m o o n f i n o a l l ’ i r r i c o n o s c i b i l i t à , r i p r e n d e i m i g l i o r i f i o r i d e l f o l k a p o c a l i t t i c o , u t i l i zza
il lato più evocativo d e l l e r i t m i c h e f i r m a t e L o o p G u r u. I n Wa i t i n g F o r T h e Tw i l i g h t l e m a c c h i n e h a n n o p e r s o ma
la tomografia ne ripo r t a i s e g n i . È i l m o n d o d i B a l e s t r a z z i , t r a s i n t e t i c o e a c u s t i c o ( l a v i o l a d i A l e s s i a M a n c a , la
chitarra classica di C o r r a d o L o i i n p a r t i c o l a r e ) , el e g a n z a e m i s t e r o . ( E d o a r d o B r i d d a )
9. Kawabata Makoto – Hosanna Mantra (A Silent Place / Audioglobe, dicembre 2006)
Campeggia l’inquietante sagoma di Castel del Monte sulla copertina di Hosanna Mantra. Lo scatto, assai suggestivo,
è opera dello stesso Makoto, in visita lo scorso inverno presso il quartier generale A Silent Place, ad Andria. Tornato
in Giappone, il leader degli Acid Mothers Temple decide di ricambiare l’ospitalità con due lunghe composizioni che
paiono ispirate dall’aura di mistero che da tempo avvolge il castello e la sua storia. La prima ruota attorno ad un giro
di chitarra ossessivamente iterato e dal sapore vagamente folk: pone capo ad un lungo viaggio nel passato - quello
ormai storicizzato degli anni d’oro della psichedelia e dei soliti numi tutelari - e perciò risulterà assai gradita ai fan del
gruppo giapponese. Il secondo lato del vinile accoglie un ipnotico mantra avvitato sul ritualismo esasperato del ripetersi
di un’unica incessante nota di sitar. Solo gli sporadici interventi delle percussioni giapponesi fanno sì che permanga
un’ultima labile traccia dell’esistenza della materia. Nel migliore dei mondi possibili un disco del genere girerebbe in
loop continuo nelle sale del castello ritratto in copertina. (Vincenzo Santarcangelo)
10. Fear Falls Burning – We Slowly Lift Ourselves From Dust (10’’ Picture Disc, A Silent Place, 2006)
Svestiti temporanea m e n t e i p a n n i d i v i d n a O b m a n a e f o r s e d e s i d e r o s o d i a ff r a n c a r s i p e r u n p o ’ d a l l e a u t a r c h i che
logiche di un genere c a r b o n a r o c o m e l ’ a m b i e n t , D i r k S e r r i e s t i e n e i n v i t a d a l 2 0 0 5 u n a p r o p r i a v i s i o n e d i d r one
music con in braccio l o s t r u m e n t o r o c k p e r a n t o n o m a s i a : u n a c h i t a r r a e l e t t r i c a . G i à v i c i n o a d a l c u n e m e n t i i llu minate del rock - ha c o l l a b o r a t o c o n S t e v e Vo n Ti l l , a p e r t o e s i b i z i o n i d i C u l t O f L u n a e L o w - , F e a r F a l l s B u r ning
isola quello che potr e b b e e s s e r e i l r i ff p o r t a n t e d i u n o q u a l s i a s i d e i b r a n i d e i N e u r o s i s , l o l a c e r a c o n e ff e t t i s t ica
e pedaliere rigorosa m e n t e v i n t a g e , e l o d i l a t a a l l ’ i n f i n i t o f i n o a d o t t e n e r n e u n l u n g o e c o n t i n u o f i l a m e n t o d i s u o no.
Così in We Slowly L i f t O u r s e l v e s F r o m D u s t , d i e c i p o l l i c i c o n d u e b r a n i f u o r i u s c i t i d a l l e s e s s i o n i d e l d o p p i o He
Spoke In Dead Tong u es . S t r u m e n t o g e n e r a t o r e d i i p e r b o l i c i a s s o l i , l a s e i c o r d e è q u i s o l o l ’ i p o c e n t r o d i u n s i sma
infinito e quasi impe r c e t t i b i l e . P i a c e r à a i v e c c h i f a n d i v i d n a O b m a n a , c o m e a c h i a p p r e z z a l e s e m p r e p i ù f r e q u enti
incursioni di taluni a r t i s t i r o c k n e l l e d e s o l a t e l a n d e d e l l ’ a m b i e n t . ( Vi n c e n z o S a n t a r c a n g e l o )
11. Aidan Baker - The Sea Swells A Bit... (A Silent Place, 2006)
Aidan Baker torna in v e s t e s o l i s t a , s e n z a N a d j a n è A r c , p e r a g g i u n g e r e u n n u o v o t i t o l o a l s u o s t e r m i n a t o c a t alo go. Una chitarra, de i t a p e l o o p e d r u m m a c h i n e . Tr e l u n g h i s s i m e t r a c c e p e r a l t r e t t a n t i m a n t r a s o n o r i . I l l a v o r o si
apre con la title-trac k c o s t r u i t a c o n u n a r p e g g i o s o l e n n e d a l l o o p r e i t e r a t o . N e l l ’ e c o c o n t i g u o s i s t e n d e u n d r one
iridescente; la chitar r a l o s e g u e e s i a c c o m p a g n a n o s i n o a l l a f i n e . W h e n S a i l o r s D i e e s i b i s c e u n d r u m m i n g m i nu to, qualcosa di molto s i m i l e a i Ta l k Ta l k i m m a g i n i f i c i d i f i n e ’ 9 0 . S e m b r a m u s i c a d e l q u a r t o m o n d o , q u e l l o “ p os sibile” supposto ann i a d d i e t r o d a u n v e c c h i o a l l i e v o d i P a n d i t P r a n N a t h … D a v e y J o n e s ’ C o c k e r è p i ù a r t i c o l ata,
molto musicale. Il to n o è o p p r i m e n t e e p a s t o s o . U n s u o n o e c h e g g i a n t e u n f l a u t o s i i n c u n e a n e l g i o c o d i n a stri.
Si levano riverberi e p i c i e l a c a d e n z a , s a t u r a d i r i f l e s s i s h o e g a z e r, s i l e g a a i N a d j a n e l s e g n o d e i B l a c k S a b b ath.
Se Jon Hassell ogg i a v e s s e t r e n t ’ a n n i s u o n e r e b be c o s i . ( G i a n n i Av e l l a )
28 sentireascoltare
12. Gianluca B e c u z z i [ K i n e t i x ] – M e m o r y M a k e s N o i s e ( S m a l l Vo i c e s / A u d i o g l o b e , 2 0 0 6 )
Meglio conosc i u t o n e g l i a m b i e n t i d e l l ’ e l e t t r o n i c a r a d i c a l e c o m e K i n e t i x, G i a n l u c a B e c u z z i p e r l a p r i ma volta si
presenta con i l s u o n o m e d i b a t t e s i m o . I l c a m b i a m e n t o , t u t t ’ a l t r o c h e p u r a m e n t e n o m i n a l e , è p a r e c c h io signifi cativo. Senza a b b a n d o n a r e i l r a d i c a l i s m o c h e h a s e m p r e c o n t r a d d i s t i n t o l a s u a m u s i c a , B e c u z z i a r r icchisce il
suo stile di el e m e n t i e l e t t r o a c u s t i c i , u n a p r a t i c a m o l t o d i ff u s a a l g i o r n o d ’ o g g i t r a g l i e x p u r i s t i d e l l ’ e l e ttronica. I
cut up, che co s t i t u i s c o n o l e f o n d a m e n t a c o n c e t t u a l i d i M e m o r y M a k e s N o i s e , s i s p i n g o n o f i n o a l c i t azionismo,
rendendo evid e n t e i l l e g a m e c o n a u t o r i c o m e L u c F e r r a r i e M o r t o n S u b o t n i c k. Tr e l u n g h i s s i m e t r a c c e, in cui il
flusso di cosc i e n z a n o n s i a r r e s t a m a i , t r a r u m o r i c o n c r e t i , t a p p e t i e l e c t r o n o i s e e s t r u m e n t i a c u s t i c i t r asfigurati,
che creano un p a e s a g g i o a l l u c i n a t o e a l l u c i n a n t e d a c u i è d i ff i c i l e s c a p p a r e . ( D a n i e l e F o l l e r o )
13. Echran - S e l f Ti t l e d ( E b r i a - S m a l l v o i c e s / Wi d e , d i c e m b r e 2 0 0 5 )
Non è facile p e r u n p r o g e t t o d i m u s i c a e l e t t r o n i c a “ r a d i c a l e ” r i u s c i r e a d e s s e r e c o i n v o l g e n t e . A n z i , f o r se il coin volgimento em o t i v o m a l s i a s s o c i a a u n a m u s i c a f r e d d a , “ o g g e t t i v a ” , d i s t a c c a t a . I l r i t o r n o s u l l e s c e n e di Davide
Del Col , già n o t o p e r i s u o i n u m e r o s i p r o g e t t i d a r k - a m b i e n t c o n i l n o m e d i O r n a m e n t , è f i r m a t o a s s i e m e a Fabio
Volpi (voce e p r o g r a m m i n g ) . P r o g e t t o t u t t o i t a l i a n o , d u n q u e , a n c h e s e n o n s e m b r e r e b b e a l p r i m o a s c o l t o. La voce
in perfetto fra n c e s e d i Vo l p i c h e c o m m e n t a c o n c a l d i s u s s u r r i i s u o n i e l e t t r o n i c i , s p i a z z a d a s u b i t o l ’ a scoltatore
non informato s u l l a p r o v e n i e n z a d e i d u e . I l s o u n d d e l d u o , m i s t o d i e l e m e n t i i n d u s t r i a l , e l e t t r o n i c a a l limite del
rumorismo e a n d a m e n t o r i p e t i t i v o e m i n i m a l e , s e m b r a d e c o m p o r r e e r i c o s t r u i r e i m a t e r i a l i s o n o r i d e l l a t echno più
oltranzista e d e l l ’ a m b i e n t p i ù i n q u i e t a n t e p e r s p o g l i a r l i d i t u t t i g l i e l e m e n t i d i b a l l a b i l i t à . N i e n t e b e a t s , d unque, ma
tappeti sonori e l e t t r o n i c i f a t t i d i s u o n i g l i t c h , f r u s c i i , s u o n i s i n g o l i r e i t e r a t i a l l ’ i n f i n i t o , c h e p o t r e b b e r o r ichiamare
alla mente i m i g l i o r i P a n a s o n i c / P a n S o n i c. (D a n i e l e F o l l e r o )
14. Maurizio B i a n c h i – A M . B . I e h n Ta l e ( S m a l l v o i c e s , 2 0 0 5 )
La rinascita a r t i s t i c a d i B i a n c h i è f a t t o a p p u r a t o d a u n b e l p e z z o . N u o v a l i n f a c r e a t i v a i l n o s t r o l a t r ae sapien temente da m u s i c i s t i c h e c o n l u i c o n d i v i d o n o c o n c e t t i s o n o r i a l l i m i t e d e l l ’ a s t r a z i o n e ( F r e q u e n c y I n Cycles Per
Second, Aube , Te l e p h e r i q u e , L a n d U s e … ) . C o n q u e s t o A M . B . I e h n Ta l e e g l i c o n f e r m a i n a l t e r a t a l a c apacità di
sintesi che lo i n c o r o n ò , t r e n t ’ a n n i a d d i e t r o, p a d r e d e l l ’ i n d u s t r i a l i t a l i a n o . S i p o t r e b b e s u p p o r r e c h e t anto più il
proprio sound r i s u l t a o l t r a n z i s t a t a n t o è p i ù d i ff i c i l e r i n n o v a r l o . Q u e s t e 8 t r a c c e ‘ m o b i l i ’ s o n o f o r g i a t e p e r suggeri re la possibili t à d i u n c o i n v o l g i m e n t o e m o z i o n a l e ( p i ù c h e d e t e r m i n a r n e u n o s p e c i f i c o ) . E p p u r e q u a l c o s a resta da
dire: acquere l l i p o s t - a m b i e n t a l i c o m e E l e c t r o l y t e e l ’ a n c o r p i ù r a r e f a t t o H o r m o n e s o n o s t i p a t i d i u n a malinconia
che, nella sua c a p a c i t à d i d e s c r i v e r e i l N u l l a s i i n s i n u a n e l l ’ a s c o l t a t o r e a t t e n t o c r e a n d o l a p o s s i b i l i t à d i un mondo
nuovo. Per l’a l b u m N e r o l i d i E n o s i p a r l ò d i ‘ m u s i c a p e r p e n s a r e ’ ; o g g i p i ù c h e m a i M a u r i z i o B i a n c h i è musica
per trascende r e e c o n t e m p l a r e o r i z z o n t i a l t r i m e n t i i n v i s i b i l i . ( F i l i p p o B o r d i g n o n )
15. Fabio Ors i - O s c i ( S m a l l Vo i c e s , L P, 2 0 0 5 )
“Osci è un bu c o p r o f o n d o s c a v a t o n e l t e rr e n o d e l l ’ a m a t a - o d i a t a m u s i c a t r a d i z i o n a l e . R a p p r e s e n t a l a volontà
di strappare l e r a d i c i e o s s e r v a r l e d a p r o s p e t t i v e i n s o l i t e , c o n l e n t i d e f o r m a n t i s o t t o l u c i c o l o r a t e . O sci non ha
niente a che s p a r t i r e c o n l ’ a r t e , p i u t t o s t o s o m i g l i a a u n a z a p p a . C o m e u n a f a l c e r a c c o n t a d e l l ’ u o m o , ma gli è in differente la s o r t e d e g l i u o m i n i . I n O s c i s i p a r l a l a l i n g u a d e i g r i l l i e d e l l e f o r m i c h e . I l t e m p o n o n e s i s t e . I telefoni
non sanno an c o r a s q u i l l a r e e l e a p i c o s t r u i s c o n o d i s c h i v o l a n t i c o i p e z z i d i u n a l a v a t r i c e a b b a n d o n a t a”. Poche
descrizioni di q u e s t o d i s c o p o s s o n o e s s e r e p i ù c a l z a n t i d i q u e l l a s c r i t t a d a S a v, e i n c l u s a n e l v i n i l e c on tre car toline postali. F a b i o O r s i è u n m e d i u m t r a l a t e r r a e i l c i e l o , t r a l a t r a d i z i o n e e l ’ a v a n g u a r d i a . Tr a t t a n d o al laptop
registrazioni d i m u s i c a f o l k l o r i s t i c a , s u o n i d e l l a n a t u r a , c a n t o d i g r i l l i , s c i a b o r d i o d i r u s c e l l i e c a n t i d i mille sagre
di paese resti t u i s c e u n a f o t o s g r a n a t a , p o e t i c a e m i s t e r i o s a d e l l ’ u m o r e i m p e n e t r a b i l e d e l s u d d ’ I t a l i a. Remixa
Gianluca Becu z z i ( K i n e t i x ) . ( A n t o n e l l o C o m u n a l e )
sentireascoltare 29
Purity
God Machine / Sophia
di Roberto Canella
Il nuovo album dei Sophia ci dà l’occasione per ripercorrere
dall’inizio il percorso che ha portato Robin Proper-Sheppard
dall’indimenticata esperienza coi God Machine alla sua carriera
solista.
San Diego, U.S.A.
Possiamo considerare i Society Line
alla stregua dei McCarthy o degli Psi
Com, gruppi cioè che sono stati la
prima incarnazione di progetti che
si riveleranno ben più ambiziosi. Là
saranno i poi grandi Stereolab e
i Jane’s Addiction, e con un album
agli altri di unirsi a lui. Invito subito
raccolto, tanto che il solo Amman resta in California. Comincia così una
lunga peregrinazione che porterà i
tre dal Texas al Connecticut fino a
Manchester, poi a Londra e Amsterdam e ancora Londra, dove finalmente si fermano a comporre e per-
che Ego (6.8/10) correggono appena
il tiro, aggiungendo qualche tassello
appena alla poetica dei God Machine che c’è davvero già tutta e aspetta
solo di maturare al punto giusto. I ritmi squadrati, quasi marziali, di Commitment e Prostitute fanno da contraltare al lugubre trasporto di Pictures
all’attivo sulle spalle, qui i God Machine con una manciata di canzoni.
Originari di San Diego e inizialmente
formati dai soli Ronald Austin e Albert Amman, cominciano a scrivere i
primi pezzi soltanto nella formazione
definitiva che prevedeva il bassista
Jimmy Fernandez e il cantante/chitarrista Robin Proper-Sheppard. Ne
vengono fuori un paio di demo e sei
canzoni (tra cui una cover di White
Rabbit dei Jefferson Airplane) oltre
che qualche concerto.
Ascoltate col senno di poi, le canzoni
acquistano valore proprio perché si
può intravedere da lontano qualche
tratto che caratterizzerà i God Machine. Infatti per quanto non trasudi
originalità e sprizzando invece new
wave da tutti i pori (più Cure e Echo
& the Bunnymen che Joy Division)
si possono comunque apprezzare le
cupe atmosfere di Reign e gli abbozzi pop di Homeland e Departure, col
basso di Fernandez sempre in primo
piano. Era comunque la fine degli
fezionare i pezzi che nel frattempo
erano maturati. I God Machine probabilmente nascono anche da qui,
da questo continuo spalleggiarsi e
dalla costante condivisione di spazi
e di esperienze, fosse una stanza a
New York, uno squat londinese o le
strade di Amsterdam dove suonare
per raccattare qualche soldo. A volte
senza questo tipo di alchimia anche
stare per tre ore nella stessa camera
d’albergo può essere fatale.
Dopo tanto peregrinare arriva finalmente la sala d’incisione e il primo
singolo, Purity (7.0/10), edito nel
1991 dalla piccola Eve Records. E’
decisamente un’altra musica quella che si sente appena parte Home,
molto più minacciosa e compatta ma
già pronta ad alternare i suoi registri,
come l’elegiaca rarefazione di Purity che progressivamente precipita
in un potente riffarama post-punk a
scandire il baratto messo in scena da
Robin: “If I show you the truth / Will
you show me the beauty / If I show
you the pain / Will you show me the
purity”. Gli elementi della loro musica
sono già in gran parte presenti e da
questo momento in poi per il gruppo
di San Diego tutto sembra essere in
discesa. Seguono l’anno successivo
– 1992 - altri due singoli che stavolta escono per la Fiction, storica
etichetta dei Cure, che si accorge di
avere fra le mani un gruppo fuori dal
comune. Sia Desert Song (6.8/10)
of a Bleeding Boy e agli scenari di
Desert Song, in cui viene ripetuto all’infinito “Let God save God”.
anni Ottanta, e si sentiva.
London, U.K. If you show me the
pain
Il primo a sentire una certa insoddisfazione per l’aria che stava tirando
è Robin, che prende e si trasferisce
a New York in cerca di fortuna. Fortuna che evidentemente da solo non
riesce a trovare, tanto da spingerlo
a tornare a San Diego per chiedere
30 sentireascoltare
Listen because no one else will
Quel che ancora mancava - una certa armonia di fondo, una messa a fuoco più puntuale - arriva con l’album
di debutto. Scenes from The Second Storey (Fiction Records, 1993;
7.5/10) raccoglie gran parte dei pezzi
già presenti nei singoli, e proprio riregistrandoli si delinea il passaggio
alla definitiva maturità stilistica. Così
The Desert Song si avvale dell’apporto vocale di Katharine Gifford che ne
impreziosisce le atmosfere sospese,
rendendole progressivamente più
fluide e accese. E Home comincia
coi caratteristici gorgheggi delle Le
mystère des voix bulgares per dar
vita subito dopo a un andamento strisciante su cui la voce di Robin scandisce rabbioso i suoi versi: “See the
woman point to the sky / Cross her
heart / And hope to die”.
Eppure, a parte Purity e Ego, sono
i brani inediti a fare davvero il vuoto intorno a sé. I deflagranti stop ‘n
go di Dream Machine, I’ve Seen the
Man e Out tengono a distanza anche i Tool di Aenima e sono solo
una delle soluzioni di una formula
che prevede una base post-punk /
new wave su cui si innestano a piacimento asciutte escursioni progressive / psichedeliche, bordate giunge
s e n t i r e a s c o l t a r e 31
/ metal e ballad sui generis, in uno
dei pochi esempi davvero genuini di
crossover degli anni Novanta. L’alternanza di registi e il gioco degli
opposti percorre tutto l’album: melodia e rumore, tonalità e atonalità,
speranza (“I see a man that says /
I can give you everything”) e disperazione (“Why do all the things have
to change / Just when they mean
the most”). Raramente un disco così
sfacciatamente chitarristico è riuscito a trasmettere tanta poesia, a fare
in modo che questi opposti alla fine
coincidessero.
Lo testimoniano pezzi come It’s All
Over e soprattutto i quasi diciassette minuti di Seven. Quasi sospesa
nello spazio-tempo, riesce a trasmettere purezza proprio chiedendo
purezza (“Please Don’t Poison Me”)
attraverso l’ossessivo percuotere
delle pelli di Austin, il riverbero delle
voci e l’inquieto finale col clarinetto
di Ian Bishop che sprofonda definitivamente il tutto in un’altra dimensione. E se con la viola, il violino e
il violoncello di Purity riprendiamo a
respirare, a intravedere una luce in
fondo al tunnel, ci pensa Piano Song
a ristabilire il disordine. Le note di
piano, ancora ad opera di Austin, si
snodano apparentemente tranquille
ma in sottofondo si sentono piccoli rumori, il fruscio di qualcosa che
non riesce ad andarsene.
Fever started a long ago
Prima dell’uscita del secondo album
fu la volta dell’ep Home( Fiction Records, 1993), edito in vari formati,
che si segnala più che altro per la
serie di cover incluse. E se alcune
scelte sono probabilmente dei semplici tributi abbastanza fedeli all’originale (Double Dare dei Bauhaus
e All My Colours degli Echo & the
Bunnymen), altre ci appaiono piuttosto inconsuete. A colpire è soprattutto la sguaiata versione live della
già sguaiata di suo What Time is
Love, celeberrimo hit dei KLF di Jimmy Cauty e Bill Drummond (fra l’altro
ai tempi manager dei Bunnymen…).
Anche se forse è la c o v e r d i F e v e r d i
Peggy Lee a lasciar e m a g g i o r m e n te il segno: il soul d e l l a c a n t a n t e
americana si spogli a u l t e r i o r m e n t e
per diventare una l u g u b r e m u r d e r
ballad. Home invec e s i p r e s e n t a
32 sentireascoltare
uguale a quella inclusa nel primo
album col solito campionamento di
Pilentze pee delle mitiche Le mystère des voix bulgares. Nel frattempo i God Machine calcano i palchi di mezza Europa in compagnia
dei gruppi più disparati, dai Living
Colour ai Quicksand, da Nick Cave
& the Bad Seeds ai Cop Shoot Cop
per finire poi nei vari festival estivi.
Tu t t o s e m b r a a n d a r e p e r i l m e g l i o .
Why do I always have to bleed
Quando One Last Laugh in a Place of Dying (Fiction Records, 1994;
8.0/10) viene concepito a Praga e
registrato a Londra i God Machine
sono ancora Robin Proper-Sheppard,
Ronald Austin e Jimmy Fernandez.
Quando il disco viene stampato all’appello manca Jimmy Fernandez.
Jimmy se ne va così in fretta (stroncato nel maggio del 1994 da un’emorragia cerebrale dovuta a un tumore)
che dietro di sé lascia un’impronta
quasi palpabile. One Last Laugh…
diventa così un album premonitore
che ci comunica di continuo una mancanza, il desiderio di colmare un’assenza. A cominciare dai titoli di quasi
tutti i pezzi che con quel “song” finale
mantengono proprio la provvisorietà
della loro lavorazione.
Eppure l’album si apre subito con
due pezzi come Tremelo Song e
Mama. che conservano ancora il tipico sound, epico e minaccioso allo
stesso tempo: chitarre feedback e
drumming ossessivo, canzoni che
sarebbero state perfette da suonare
dal vivo. Tuttavia ci si rende conto
abbastanza in fretta che il magma di
Scenes From… si frastaglia sempre
più spesso e più netta si fa la separazione fra melodia e rumore, con un
mood molto vicino alle ultime cose
degli Swans, per quanto con un tono
meno austero. La sensazione che attraversa tutto il disco è che se una
volta i God Machine precipitavano
senza rimpianti, ora debbano tentare, loro malgrado, di dispiegare le
proprie ali e provare a volare.
Nessuna canzone fa eccezione, dalla dimessa In Bad Dreams all’attacco
hard-rock di Painless e Train Song
(il cui riff iniziale ricorda addirittura i
Cult di Electric). Non meraviglia quindi che l’introspezione qui raggiunta
raramente sia stata toccata in prece-
denza e anche in futuro come Sophia
verrà appena lambita. C’è un’inquietudine di fondo che fa di quest’album
uno dei migliori degli anni Novanta e
che non permette a queste ballad di
essere ballad fino in fondo. The Life
Song a un certo punto deve esplodere, The Devil Song deve urlare, The
Hunter è quasi costretta a esplodere,
tanto che a volte i fantasmi elettrici
non possono che riemergere del tutto
nei rumorismi di Evol. Lo short-tale di
Boy By the Roadside e l’ipnosi di The
Flower Song non fanno che confermare questa tendenza che non riesce
a placarsi neanche quando si arriva
in fondo. I quasi dieci minuti di The
Sunday Song sono un vero e proprio
addio, con quell’alternarsi di tastiera
e basso che davvero sembra potersi
allungarsi all’infinito.
Fixed Water
A q u e s t o p u n t o t u t t o d i v e n t a più
f a c i l e . N o n c e r t o p e r R o b i n Pro p e r - S h e p p a r d c h e d e v e i n g o i a r e il
d o l o r e d e l l a p e r d i t a d i u n a m ico,
m a p e r a ff r o n t a r e u n d i s c o r s o sul
p r o s e g u i o d e l l a s u a c a r r i e r a s oli s t a . N o n m e r a v i g l i a c h e s i a s t ato
p r o p r i o l u i a c o n t i n u a r e c o n c o n vin z i o n e u n a s t r a d a c h e f i n d a l l ’ i n i zio
a v e v a a m b i t o a p e r c o r r e r e e c h e lo
aveva portato a tentare la fortuna a
N e w Yo r k . S e n z a t e m a d i s m e n t ita,
p o s s i a m o c o m u n q u e g i à a ff e r m are
c h e i G o d M a c h i n e r e s t e r a n n o n ella
s t o r i a d e l l a m u s i c a r o c k , m e n t re i
S o p h i a s a r a n n o s o l o i l p a r a g r a f o di
un capitolo ben più importante.
La musica che ascoltiamo in Fixed
Water (6.5/10), pubblicato nel 1996
dalla Flower Shop (etichetta personale del cantante) propone una formula di folk/pop cantautorale che verrà
mantenuta fino ad oggi, con ovvi aggiustamenti di tiro. Da questo momento in poi canzoni come Last Night
I Had a Dream, Are You Happy Now,
When You’re Dead diventeranno un
rifugio per Robin (“I try to close my
eyes, but I’m afraid of the dark”), una
sorta di silenzio dopo la tempesta.
Voce, chitarra acustica e poco altro,
più Cohen e Nick Drake che Will Oldham, poche cose in ordine e tutte
in fila, anche quando con I Can’t Believe the Things I Can’t Believe tenta
qualcosa in più.
Losing my direction
Forse più meditato, quasi meno ingenuo, ci appare due anni dopo il successivo The Infinite Circle (Flower
Shop, 1998; 7.0/10) fin dall’iniziale
Directionless, semplice e toccante al
tempo stesso. Forse è vero che per
ritrovarsi bisogna prima perdersi: nonostante l’aggiunta in pianta stabile
di un batterista - Jeff Townsin degli
Swervedriver – e una ancora palpabile esigenza di semplicità (che nei
testi si trasforma anche in qualche
banalità di troppo), generalmente i
mezzi espressivi dei Sophia sono più
a fuoco e le canzoni di conseguenza
ne traggono giovamento.
La qualità media quindi è senz’altro
buona e di rado abbiamo a che fare
con cadute di stile, anche quando si
fanno più evidenti le ambizioni pop
di Robin, dai refrain di Every Day e If
Only fino alle limpide aperture di Woman. Quest’ultima, a cui dovrebbero
aggiungersi senz’altro Sometimes,
Bastards e The River Song, è una
delle canzoni più belle dei Sophia e
ci riporta alle atmosfere tormentate
di One Last Laugh in a Place of
Dying. Si finisce con l’intenso bozzetto strumentale di Reprime, che
chiude degnamente un album che ai
tempi fece davvero ben sperare gli
orfani dei God Machine.
If You Want it…
Nel 2000 quegli stessi fan si ritroveranno per le mani addirittura il progetto May Queens, ritorno di chitarre
elettriche e ritmi tutt’altro che bucolici. Con gli stessi membri dei Sophia
Robin si prende quella che appare
chiaramente come una pausa di riflessione, un puro e semplice divertissment e che come tale dev’essere
considerato. Entrambi omonimi, a un
primo mini-lp più elettrico (Flower
Shop, 2000; 5.5/10) segue un cd vero
e proprio (Flower Shop, 2002; 5.0/10)
che non raggiunge la mezz’ora di durata. I riff di Theme for the May Queen
no. I o di If You Want It e le cavalcate rockeggianti di Rollin’, o ancora il
crescendo tutto strumentale di Fench
sono quanto di più svagato prodotto
da Proper-Sheppard.
Una tendenza questa che è ancora
più evidente e marcata in pezzi alternative-rock come Changes e Falling
(Won’t Fall In Too) che per un atti-
mo sono accostabili a certe cose dei
R.E.M. Per tacere di Tonite e Like a
Record che sembrano nient’altro che
delle outtakes dei Sophia. Lontano
sia dal cupo chitarrismo dei God Machine che dall’intima dimensione dei
Sophia, e senza volerli sminuire più
del dovuto, i May Queens resteranno
fortunatamente un episodio isolato
nelle discografia di Robin.
People are Like Seasons
Dopo un album dal vivo (De Nachten) del 2002 e una raccolta (Collections: One), entrambi per Flower
Shop, bisogna attendere altri due
anni per ascoltare un nuovo disco
in studio dei Sophia. In People Are
Like Seasons (City Slang, 2004;
6.5/10) si sente subito che qualcosa
è cambiato: compaiono improvvisamente orchestrazioni, arrangiamenti
e nel complesso una maggiore attenzione verso la forma pop. Del resto
veniamo avvertiti già in Fool quando
Robin canta: “Your hate has its reason / But people are like seasons /
Yeah everybody changes”.
Questa spiccata ricerca melodica
si manifesta nei modi più disparati,
dalla classiche movenze rock di If A
Change Is Gonna Come al vago sapore The The di Darkness (Another
S h a d e i n Yo u r B l a c k ) , f i n o a l l e f r e q u e n t i b a l l a d ( I L e f t Yo u, O h M y
Love) spesso non mediate da quella
s o ff e r t a a m b i v a l e n z a c a r a t t e r i s t i c a
dei God Machine. Ci troviamo così
anche di fronte a veri e propri brani
s i n g a l o n g c o m e H o l i d a y s are Nice
e S w e p t B a c k , c h e a v o l t e stridono
c o n e p i s o d i p i ù r a c c o l t i i n se stes s i c o m e I S w o r e M y s e l f e Another
Tr a u m a , o a n c h e r i s p e t t o ai raffinati
a r r a n g i a m e n t i d i F o o l . I n definitiva
u n a l b u m a b b a s t a n z a r i u scito, ma
n o n a l l ’ a l t e z z a d e l p r e c e d ente.
C o l r e c e n t e Te c h n o l o gy Won’ t
S a v e U s ( a n c o r a F l o wer Shop
– v e d i r e c e n s i o n e s u S A#28) vie n e c o n f e r m a t a l a t e n d e n z a di Robin
a d a ff i n a r e l o s t i l e c h e nell’album
p r e c e d e n t e e r a a n c o r a da rodare.
E ’ s u c c e s s o p e r T h e I n f i n ite Circle
c h e s v i l u p p ò l e i n t u i z i o n i presenti
a l l o s t a t o e m b r i o n a l e i n Fixed Wat e r . I n q u e s t o m o d o i r e f r ain, le or c h e s t r a z i o n i , g l i a r r a n g i amenti or c h e s t r a l i e t u t t o l ’ a r m a m e ntario pop
d i P e o p l e A r e L i k e S e a s ons viene
q u i p o r t a t o a c o m p i m e n t o. Le can z o n i h a n n o r a g g i u n t o u n a loro com p i u t e z z a f o r m a l e e u n a r a ffinatezza
c h e p u ò s f o c i a r e t r a n q uillamente
n e l l ’ a m m i c c a m e n t o a u n pubblico
p i ù v a s t o , u n f a t t o c o n f e r mato dal l a r e c e n t e c o m p a r s a d e l l’album al
s e s s a n t a n o v e s i m o p o s t o della lista
d e i c d p i ù v e n d u t i i n I t a l i a, un dato
c h e p u ò f a r s o r r i d e r e s o l o chi non
è a b i t u a t o a g u a r d a r e l a musica dal
b a s s o . D ’ a l t r o c a n t o , n onostante
q u a l c h e c a d u t a d i s t i l e , R obin si di m o s t r a a n c o r a u n a v o l t a songwriter
d i t u t t o r i s p e t t o e c e r t a m e nte un po’
d i q u e l l a “ p u r e z z a ” s c o r re ancora
nelle sue vene.
s e n t i r e a s c o l t a r e 33
34 sentireascoltare
Recensioni
turn it on
Æthenor
– Deep In Ocean Sunk The Lamp Of Light (VHF /
Goodfellas, 30 gennaio 2007)
Inizia come u n v e c c h i o d i s c o d i L u s t m o r d e s i c h i u d e c o m e u n h o r r o r
musicato da A n g e l o B a d a l a m e n t i . N e l t i t o l o d e l d i s c o s i c i t a n i e n t e m e n o
che l’Iliade d i O m e r o e t r a g l i s t r u m e n t i us a t i l e g g i a m o : F e n d e r R h o d e s
Piano, Voice, M i n i m o o g , O r g a n e … . R o o m . S t a n z a . Æ t h e n o r h a t u t t a l ’ a r i a
di essere qua l c o s a d i p i ù d e l l a s o l i t a c o l l a bo r a z i o n e d i S t e p h e n O ’ M a l l e y.
Di fatto, il tri o c o s t i t u i t o c o n D a n i e l O ’ S u ll i v a n d e i G u a p o e Vi n c e n t D e
Roguin degli S h o r a g i à p a r l a d i u n s e c o n d o d i s c o e v i s t a l a q u a l i t à d e l l a voro in questi o n e , l a c o s a v a p r e s a c o m e u n a b u o n a n o t i z i a . L a m e t a f i s i c a
inquietudine a m b i e n t c h e s i r e s p i r a t r a q u e s t i s o l c h i h a c o m e r e f e r e n t e p i ù
diretto propri o O ’ M a l l e y. I l s u o n o c h e n e i S u n n O ) ) ) è p o l p a ( d e t e r i o r a t a )
qui è ectopla s m a ( I) . U n ’ i m m a g i n e c h e s i r i f l e t t e s u u n o s p e c c h i o d e f o r mante ( II). U n ’ o m b r a c h e s i a l l u n g a a d i s m i s u r a f i n o a d o t t e n e b r a r e u n
mondo intero ( I I I) . A l i c e c h e s i s c o p r e p r i g i o n i e r a e v i t t i m a d i u n a l u g u b r e w o n d e r l a n d ( I V) . N e l p a s s a ggio tra la
catacombale f i s s i t à d e l l a c o l l a b o r a z i o n e c o n P i t a - i l p r o g e t t o K T L - a l s u o n o m o l t o p i ù “ m u s i c a t o ” e strisciante
degli Ætheno r, O ’ M a l l e y h a f a t t o u n p r o g r e s s o c o n s i d e r e v o l e , a n c h e s e è l a r g a m e n t e c o a d i u v a t o d a g l i altri due.
Daniel O’Sulli v a n s o p r a t t u t t o c o n t r i b u i s c e a l l a c a u s a a ff r e s c a n d o v i s i o n a r i g h i r i g o r i c o n i l f i c c a n t e e o n i rico sound
del Fender R h o d e s . Q u e l l o d e g l i Æ t h e n o r è u n s u o n o c h e n o n s f o c i a m a i n e l g r a n d g u i g n o l . I l t r i o è abilissimo
nel mantener s i i n u n o s t a t o c o s t a n t e d i v a c u u m o n i r i c o , a ff a s c i n a n t e e m a i t e d i o s o , d a n d o l ’ i d e a d i essere più
interessato a s u g g e s t i o n a r e c h e a d i m p r e s s i o n a r e . S e n o n è l a c o s a m i g l i o r e f i r m a t a d a O ’ M a l l e y f i n o r a, poco ci
manca. ( 7.5/1 0 )
Antonello Comunale
sentireascoltare 35
turn it on
A l v a N o t o – X e r r o x Vo l . 1 ( R a s t e r N o r t o n , 1 6 m a r z o 2 0 0 7 )
U n n o i s e d i f r u s c i i p a r t i c o l a r i O n L a n d . A m b i e n t d a i p r o f u m i d e l n e r o li e
c o s m i c a s y n t h d r i v e n n e l l a Ta n g e r i d e l f u t u r o . S m a l t i g o t h i c p e r c a t t e d rali
s o n o r e d i c h i o s s e r v a f u o r i d a l l a m a g l i e d e l l a m a t r i c e . C a r s t e n N i c olai
r i t o r n a a p r o f e s s a r e q u e l l o c h e h a a s s u n t o l a s o s t a n z a d i u n c r e d o . C ulto
pagano o scientista non è dato sapere, tanto meno il punto di partenza è
indispensabile.
Tu t t a v i a , d u p l i c a r e i n f o r m a z i o n i i n u n a f o r m a a n c o r a r i c o n o s c i b i l m e nte
m e c c a n i c a e p r e - d i g i t a l e d e v e a v e r a p p a s s i o n a t o m o l t o i l b o s s d e l l a Ra s t e r N o r t o n. L a f o t o c o p i a t r i c e è s t r a t e g i c a : i n c a r n a l e f o n d a m e n t a d ella
v e c c h i a s o c i e t à i n d u s t r i a l e s i a p e r m a t e r i a l i ( p l a s t i c a , v e t r o , f e r r o ) s i a per
f u n z i o n a m e n t o . D i f a t t o , n e c o m p r i m e i c l a n g o r i i n u n a s c a l a d o m e s tica
e , i n p r a t i c a , r a p p r e s e n t a u n a n t e f a t t o d e l l e “ d u p l i c a z i o n i ” i m m a t e r i a li a
v e n i r e . O g g i , c i ò c h e v i e n e d o p p i a t o n o n p r e s u p p o n e c h e n é t a t t o n é v ista
parte cipino al proce s s o , n e l l a f o t o c o p i a t r i c e q u e s t a r e l a z i o n e è n o n s o l o p o s s i b i l e , m a t a n g i b i l e .
Astrarre da questa b a s e h a d u n q u e a c h e f a r e c o n l a c o s t r u z i o n e d i u n a r t e f a t t o c h e c o n s e r v i i n q u a l c h e m odo
– pur trasfigurandol a – l ’ i n f o r m a z i o n e i n i z i a l e . Un n o i s e c o n c e t t u a l e d u n q u e , e n o n s o l o : N i c o l a i p e r l a p r ima
volta contempla sce n o g r a f i e m e l o d i c h e a f o n d a m e n t o d e l l ’ e s p e r i e n z a e a s c o l t a n d o i l l a v o r o , a d i s t a n z a d i d i eci
anni dai “tagli Fonta n a ” s u i c d , s e m b r a p r o p r i o q u e s t a l a p i ù p l a u s i b i l e e v o l u z i o n e d e l l a g l i t c h - m u s i c . P r e s e n t ato
in anteprima al Kitch e n d i N e w Yo r k , i l p r o g e t t o Xe r r o x v e d e C a r s t e n m u o v e r s i n e l l ’ a m b i e n t d e l B a s i n s k y d i The
Gard en Of Brokenn e s s . I n c o m u n e c o n l u i , l a p r o f o n d i t à d e i m i n i m a l i s m i s i n t e t i c i , i l c a l o r e a v v o l g e n t e d e l l a tra ma, i contrasti con il m e r o e l e t t r i c o , l a v i s i o n e d i u n a n a t u r a o s s e r v a t a c o n o c c h i d i g i t a l i , l ’ i n e l u t t a b i l i t à d e l g e sto.
In più, la dimestiche z z a c o n i l c o n c e t t u a l e .
Ne è la prova Haliod X e r r o x C o p y 3 ( P a r i s ) : s g u a r d o s u u n l a n d s c a p e n a t u r a l i s t i c o d a i t r a t t i e l e g a n t i e c o n t r a s t ati,
attraversata da scar i c h e d ’ e l e t t r i c i t à . L u i l e c h i a m a s p r u z z a t e d ’ i n f o r m a z i o n i . C h i a m a t e l e g l i t c h , n o i s e . O m e g lio,
oggetti artificiali che a s s i e m e r i f l e t t o n o u n q u a l c h e s u b c o n s c i o p l a n e t a r i o d o m i n a t o d a l l e r e t i m e d i a n i c h e ( I k eda
docet). O semplicem e n t e , u n a r i c e r c a d i s p i r i t u a l i t à . S t a a v o i . ( 7 . 3 / 1 0 )
Edoardo Bridda
36 s e n t i r e a s c o l t a r e
per nuovo: è che questi sei tipacci di Sacramento sembrano proprio
non concepire un modo migliore per
farti smuovere il culo. Contribuend o c o n c i ò a s a l v a r e i l m o n d o . Va
da sé che a salvarsi sono soltanto
loro. (6.3/10)
Stefano Solventi
! ! ! - M y t h Ta k e s ( W a r p / S e l f , 4
marzo 2007)
Inutile ribadir e q u a n t o i l r e v a n s c i smo dance fun k a b b i a o r m a i e s a u r i to la spinta pr o p u l s i v a : a n c h e l e a r gomentazioni s u l l ’ o b s o l e s c e n z a d e l
fenomeno son o a l o r o v o l t a e s a u s t e .
Venendo ai C h i k C h i k C h i k ( c o n c e detemi di chia m a r l i c o s ì ) , g i à c o l s e condo full-len g h t L o u d e n U p N o w
lo spasmo ec c i t a n t e d e l l ’ o m o n i m o
esordio mostr a v a e v i d e n t i s e g n i d i
cedimento. Id e m d i c a s i p e r l e s c o r ribande dei co e v i R a d i o 4 , R a p t u r e
e compagnia d a n z a n t e , e n t i t à b i l a ma modello “t a g l i a i l p e l o p r i m a c h e
si ritragga”, i l t u t t o r i g o r o s a m e n t e
usa e getta. I n o s t r i c o c c i u t i c a l iforniani, inve c e , t o r n a n o s u l l u o g o
del delitto, in f i l a n o g l i e l e t t r o d i n e l
cadavere e lo f a n n o z o m p a r e c o m e
uno zombie s t r o b o a n f e t a m i n i c o . I l
risultato è pr e v e d i b i l e . E d e ff i c a ce. Con la lor o c a p a r b i e t à , i l t i r a r e
dritto sui bina r i d e l l a p r o p r i a o s s e s sione, pongon o s e s t e s s i e q u e s t o
Myth Takes a l d i l à d e l b e n e e d e l
male. Strizzan o l ’ o c c h i o a l l a d a n c e
becera senza m o l l a r e q u a s i m a i l a
collottola mad i d a d e l g r o o v e ( M u s t
Be The Moon , A N e w N a m e ) , f l i r t ano coi Depec h e p i ù o r m o n a l i ( Ya d nus ), stempe r a n o n e l c a l d e r o n e
This Heat e R e d H o t C h i l i P e p p e r s
( All My Heroe s A r e We i r d o s ) , s i p e r mettono di az z a r d a r e s o r p r e n d e n t i
escursioni psy c h ( l e v e t r o f a n i e d e liranti in mez z o a H e a r t O f H e a rts), annusano l e i m p r o n t e k r a u t e
della question e ( l a t i t l e t r a c k ) p e r
poi concederc i u n f i n a l e w a v e - s o u l
cartilaginoso c o m e d e i N o t w i s t s o gnati dai… C h i k C h i k C h i k ( I n f i n i fold ). Come d i c e v a m o , n u l l a d i t u t t o
ciò è in grado d i s t u p i r c i . M a n o n s i
tratta del solit o s p a c c i a r e i l v e c c h i o
31Knots - The Days And Nights
Of
Everything
Anywhere
(Polyvinyl / Goodfellas, 6 marzo
2007)
I
31Knots
sono
tornati.
The
Days And Nights Of Everything
Anywhere, album nuovo di pacca
tallonato dall’uscita ‘breve’ Polemics (2006), segue senza titubanza
alcuna il sentiero del cambiamento
dai nostri già principiato a percorrere nelle uscite più recenti. Math
rock, artcore, progcore sono solo
etichette lontane e che mal si adattano a descrivere un suono oramai
definitivamente emancipato dalle
i n f l u e n z e d e l l e o r i g i n i ( F u g a z i , S on i c Yo u t h, m a t h c o r e e c o s ì v i a ) .
Beauty, l’opening track dell’album
recensito, sfrondando una parete di
iniziale elettronica rabbuiata, si raffina sino a risplendere come luminosissimo gioellino ‘pop’ tout court.
Il piano isterico, usato qui quale
ritmica aggiunta, contrappuntato di
volta in volta dai fiati o dalla chitarra scheletrica, dice di un brano
tanto epidermico quanto sofisticato
nell’arrangiamento. Sanctify fa anche meglio, scivolando nel vaudville
patafisico di certi Pere Ubu (recitativo querulo, impalcatura armonica poppeggiante e spumeggiante,
sperimentale a modo suo). La forma canzone non cede mai ed anzi
esce rinvigorita da cotanta scienza
p o p p y. E l a g i r a n d o l a d i i n f l u e n z e
fagocitate dalle canzoni in scaletta
ancora non finisce di stupire: il madrigale artcore di The Savage Boutique, la fugaziana Man Become
Me, il drum’n’bass esistenziale e
anoressico di Hit List Shakes, e per
finire Immitation Flesh, prossima a
libidini math oramai storicizzate, il
lied pianistico The Pulse Of A Decimal e, apice dell’arte drammatic a de l c o m b o , l a c o n c l u s i v a Wa l k
Wi t h C a u t i o n ( m e r a v i g l i o s o i b r i d o ,
tra barbarico e classico, delle funeree litanie di cui disseminarono i
l o r o d i s c h i , d i v o l t a i n v olta, Nico,
S t o o g e s e p e r s i n o i L o w) . Un disco
c h e m a n t i e n e p i ù d i q u e l che non
p r o m e t t a . (7 . 0 / 1 0 )
Massimo Padalino
A A . V V. - B a l l a d s O f T h e B o o k
(Chemikal
Underground
/
Audioglobe, 26 febbraio 2007)
M e t t e r e i n s i e m e i l m e g l i o della let t e r a t u r a s c o z z e s e c o n t e mporanea
c o n l a c r e m a d e l l a c o r r i spondente
s c e n a m u s i c a l e è u n ’ i d e a che Rod d y Wo o m b l e d e g l i I d l e wild ave v a i n m e n t e g i à d a u n p o’ (per la
p r e c i s i o n e , d a l l a c o l l a borazione
c o n l o s c r i t t o r e E d w i n M organ nel l ’ a l b u m R e m o t e P a r t ) . P er realiz z a r l a h a o t t e n u t o l ’ a p p o ggio dello
S c o t t i s h A r t s C o u n c i l e s oprattutto
d e l l ’ i m m a r c e s c i b i l e C h e mikal Un -
d e r g r o u n d , q u i i n u n a d e l le sue re l e a s e p i ù a m b i z i o s e ( a l d i sco infatti
s e g u i r à u n d o c u m e n t a r i o e alcuni
c o n c e r t i a t e m a ) . A m u s i care testi
e p o e s i e d i a u t o r i i l l u s t r i come lo
s t e s s o M o r g a n , A l a s d a i r Gray (già
“ c o l l u s o ” n e l p r o g e t t o i ndie rock
d e l l ’ i n d i a n o S u s h i l K D a d e, Future
P i l o t a . k . a .) , A l i S m i t h , Robin Ro b e r t s o n e A l a n B i s s e t t i n t ervengono
d u n q u e D e R o s a , A e r e ogramme ,
m e m b r i d i D e l g a d o s , A r a b Strap e
Te e n a g e F a n c l u b, a r t i s t i cult come
K i n g C r e o s o t e e J a m e s Yorkston,
g l o r i e l o c a l i c o m e K a r i n e Polwart e
T h e Tr a s h c a n S i n a t r a s , p iù un paio
d i g u e s t d ’ e c c e z i o n e d i r ettamente
d a i s e v e n t i e s c o m e Va s h ti Bunyan
e M i k e H e r o n d e l l ’ I n c r e d i ble String
Band.
U n c a s t d a l e c c a r s i i b a ffi, per un
g u s t o s o s p a c c a t o d i q u a nto di me g l i o p o s s a o ff r i r e l a S c o zia musi -
sentireascoltare 37
cale al giorno d’ogg i . N o n d i m e n o ,
colpisce la naturalez z a c o n c u i o g n i
artista ha prestato la p r o p r i a s e n s i bilità al servizio de l l e p a r o l e , c o n
risultati piuttosto ge n u i n i e g o d i b i l i ,
come un Norman Bl a k e p i ù l e n n o niano che mai, un Ai d a n M o ff a t c h e
prefe riremmo più in q u e s t a v e s t e
adorabilmente ubria c a ( a l t r o c h e L
Pierre), dei Sons A n d D a u g h t e r s
posseduti da Nick C a v e . E t r a c h i
conferma (Middleton , Yo r k s t o n , A l i stair Roberts, Aere o g r a m m e ) c ’ è
anche chi sorprende , v e d i l a v e r a c i tà Pogues / Fairport C o n v e n t i o n d e gli ancora senza con t r a t t o F o x f a c e ,
tra i migliori di que s t o B a l l a d s O f
The Book.
Da avere senza ind u g i o , a n c h e s e
siete digiuni di lette r a t u r a d e l l e H i ghlands. ( 7.0/10 )
L’ i m p r e s s i on e g e n e r a l e è d i a n g o scia velocistica, vagamente futur i b i l e ( R . S . X .) , c o m e s p r i g i o n a t a
dal pensiero di guidare ubriachi un
G r a n P r e m io . E f a f i n a l m e n t e l a d i f ferenza la produzione, ora più arrogante, meno ricercata, ed è una
fortuna, determinata nel garantire
tempi ballabili attraverso la pienez-
Antonio Puglia
A D U LT. – W h y B o t h e r ( T h r i l l
Jockey / Wide, 20 marzo 2007)
Hanno fatto due me z z i p a s s i f a l s i ,
ma questo è un pass o d e c i s o . G i u n ti al terzo album s e m b r a c h e g l i
ADULT., duo formato d a l l a c a n t a n t e
Nicol a Kuperus e da A d a m L e e M i l ler, abbiano trovato l a d i m e n s i o n e
che meglio li fa esp r i m e r e . A s c o l tando ad esempio I F e e l W o r s e
When I’m With You c i r i t r o v i a m o d i
fronte a un trattore D i g i t a l H a r d c o r e
Recordings che scav a c o n u n b a s s o
Joy Division . Non è q u e s t ’ u l t i m a l a
novità: già nel prec e d e n t e G i m m e
Trouble, come abbi a m o s c r i t t o s u
SA, si udivano ech i p o s t - p u n k e
profu sioni new-wave ; c i ò c h e c a m bia è la decisione c o n c u i v e n g o n o
accoppiati all’estet i c a i n d u s t r i a le, con risultati che s p a z i a n o d a l l’EBM, ai Clock Dva t r a ‘ 8 0 e ‘ 9 0 ,
ai soliti Pankow (co m p r e s s i c o n g l i
Atari Teenage Riot i n C u l t i v a t i o n ) ,
ai Pan Sonic (Goo d D e e d s ) , f i n o
addirittura ai Big Bl a c k ( Yo u D o n ’ t
Worry Enough ).
La voce di Nicola, a n z i t u t t o , è d e finitivamente traspo r t a t a d a u n a
Lydia Lunch meno i n q u i e t a n t e d e l l’orig inale ( Inclined To Vo m i t ) , a l l a
sua dilagante e “t i r a t i s s i m a n o r malizzazione” in S i o u x s i e S i o u x
(come in Plagued B y F e a r , c h e
sembra una version e d i g i t a l e d e i
Diaframma ).
za industriale del suono – mentre,
in definitiva, era proprio la sollecitazione alla danza ultramoderna a
m a n c a r e d a G i m m e Tr o u b l e e d a l l’ancora precedente Resuscitat i o n.
G l i A D U LT. , i n u n a m b i t o s i m i l e d i
discorso, dichiarano, sul sito dell a T h r i l l J o c k e y, d i r i c e r c a r e u n a
“ u n e a s y l i s t e n i n g m u s i c ” . Tr a l a sciata Harvest, un rumore magmatico che in coda al disco ci ricorda
i r e c e n t i Ec h r a n , v a i n v e c e d e t t o
che è proprio la facoltà di trascinare l’ascoltatore il loro punto forte,
certo senza easy listening, ma con
disinvoltura nel coinvolgimento.
(6.8/10)
Gaspare Caliri
Air
Pocket
Symphony
(Astralwerks-Virgin / EMI, 6
marzo 2007)
Indossare gli scafandri, e galleggiare. Intonando il membranoso alleluia proto-sintetico: Le Soleil Est
Près De Moi. Ricordate? Erano i
tempi (gloriosi) del doppio ribaltamento Air: i segni del reale “elettronizzati” e i sogni elettronici “umanizzati”. Epigenetica tecnologica
v i n t a g i s t a . Vi a g g i o d a f e r m i n e l f u turo anteriore di un passato immaginario. Ma acquisito. Dopodiché, il
duo francese s’è permesso – poten-
d o l o - d i t u t t o . C i h a n n o s t u p i t o con
e ff e t t i s p e c i a l i , i r r a d i a n d o s i n e i cie l i d ’ A m e r i c a e d ’ E u r o p a c o m e i divi
p o p d e l p r o s s i m o q u a r t o d ’ o r a . Si
s o n o r e s i i p e r c r o m a t i c i . Av v i n c en t i c o n m e t o d o , c o n e s t e m p o r a nea
c o n v i n z i o n e . E i r r i m e d i a b i l m e nte
deperibili.
E b b e n e , c o n q u e s t o P o c k e t S ym p h o n y g l i A i r s u g g e r i s c o n o u n mo v i m e n t o a l l ’ i n d i e t r o , a l l a d i m e n sio n e i n c u i i l t e m p o s v a p o r a p e r ché
c ’ è u n a f i n z i o n e i n c o r s o , l ’ i n g a nno
m a g i c o d e l l a r i c o s t r u z i o n e a t m o sfe r i c a . U n i m p u l s o c o m p r e n s i b i l i s s i mo
c h e , g r a z i e a l l a m o r b i d a a b i l i t à di
G o d i n e D u n c k e l ( e d e l p r o d u t t ore
N i g e l G o d r i c h) , r i e s c e a s e m bra r e c r e d i b i l e : v i b a s t i n o l e s g a s s ate
v e t r o s e e i v o c a l i z z i i n c o r p o r e i nel l ’ a l b a c o s m i c a d i M a y f a i r S o n g , le
s e n s a z i o n i a p p e s e t r a s i b i l i e n iani
e l u c e f r e d d a d i N i g h t S i g h t , i l an guori irrisolti tra synth gassosi e
a r p e g g i a r g e n t i n i d i L o s t M e s s a ge ,
l ’ a n g e l i c o g r o o v e i n a s s e n z a d i gra vità di Photograph.
N a t u r a l m e n t e , p e r ò , n o n r i e s c ono
d e l t u t t o . L o s f o r z o m u o r e a m età,
p e r c h é n e l r i t o r n o c ’ è s e m p r e u n ’ef f r a z i o n e . I p e z z i p i ù c o m p i u t i alla
f i n e s o n o q u e l l i c h e v i r a n o v e rso
u n ’ i n e d i t a d i m e n s i o n e a u t o r i ale,
c h a n s o n p e r m e a t e d i r o m a n t ici s m o s g u a l c i t o e l a n g u i d o s p l e en,
p r e v i a l a s i e r o s a s e n s i b i l i t à d i J ar v i s C o c k e r ( i n O n e H e l l O f A Part y) e N e i l H a n n o n ( i n S o m e w h ere
B e t w e e n Wa l k i n g A n d S l e e p i ng ).
Tr a c c e i n t e n s e m a i n t r u s e , s p l e ndi d i “ a l a t e r e ” c h e i n n a l z a n o i l l i v ello
c o m p l e s s i v o d e l l a v o r o d a n d o c i la
m i s u r a d e l s u o p a r z i a l e f a l l i m e nto.
P a r z i a l e , p e r c h é l e i n t e n z i o n i d egli
A i r e r a n o - c r e d o - a z z e c c a t e : get t a r e l a z a v o r r a , p e r c o r r e r e a l l ’in d i e t r o l a c u r v a t u r a s p a z i o - t e m po,
s f i d a r e c o n d i s i n v o l t u r a l ’ a s s u rdo
i n c o n t r a n d o i s e s t e s s i c h e f u r o no.
I n e v i t a b i l m e n t e , p e r ò , s i s o n o sol t a n t o s f i o r a t i . (6 . 3 / 1 0 )
Stefano Solventi
Andrew
Bird
Armchair
Apocrypha (Fat Possum (U.S.),
20 marzo 2007)
A v o l t e n o n c ’ è b i s o g n o d i s o r p r en d e r e . N o n l o s h o c k d a p r i m o a s col t o , d a m i r a b o l a n t i s o l u z i o n i , da
t r o v a t e s p e s s o i n c o m p r e n s i b i l i per
turn it on
A r c a d e F i r e - N e o n B i b l e ( M e r g e / R o u g h Tr a d e , 6 m a r z o 2 0 0 7 )
Eccoli al varc o , d u n q u e , g l i A r c a d e F i r e . W i n e R e g i n a p i ù i l c o n s u e t o m a nipolo di con t o r n o ( t r a c u i u n ’ o r c h e s t r a u n g h e r e s e e d u n c o r o m i l i t a r e ) a
far le cose in g r a n d e p e r c h é d i m e n o n o n è i l c a s o . C h i a r a m e n t e , o c c o r r e
avere dentro s i a l a f i a m m a c h e l ’ a r r o s t o , p e r c o n t i n u a r e a f u m i g a r e i n t a l
misura. E lor o ? S ì , l o r o s ì . N e o n B i b l e d i m o s t r a c h e c i s i a m o , l a b a n d è
solida e ferti l e , l e i d e e a m b i z i o s e c u m g r a n o s a l i s . I l c u o r e n e r o , m a l o
sapevamo già . D e l r e s t o , a g u a r d a r l o d r i t t o n e g l i o c c h i q u e s t o m o n d o d i
questi tempi, d i c h e c o l o r e v u o i a v e r l o i l c u o r e ?
Nero. Uno sp e c c h i o n e r o . D o v e i l r i f l e s s o d ’ u n B o w i e p u ò i n c o c c i a r e l ’ e n fasi brumosa d i P a t r i c k Wo l f t r a c o r i c i n e m a t i c i A b b a e r i m b o m b i m i n a c ciosi, come n e l l a B l a c k M i r r o r c h e i n a u g u r a l a s c o r r i b a n d a . W i n e R é g i n e
hanno medita t o e l a v o r a t o . Q u e l l a c o l t r e i r i d e s c e n t e d i r i f e r i m e n t i , q u e l
loro giocare c o l t o e a r g u t o c o n s e g n i i m m e d i a t a m e n t e r i c o n o s c i b i l i , v i e n e
meno di front e a l l ’ i m p e t o f a s t o s o d e l l e o r c h e s t r a z i o n i , a l l ’ a n g o s c i a v e n t r a l e d e l m o o d , a l l e s t e s s e v o ci votate a
timbri più den s i e l e g n o s i . E ’ g r a z i e a q u e s t o s u r p l u s d i p e r s o n a l i t à c h e d i v e n t a n o p o s s i b i l i c a n z o n i c ome Intervention , dove i l c a n t o s ’ i n e r p i c a c o n t e a t r a l i t à c o m m o s s a e i l c r e s c e n d o o r c h e s t r a l e s o t t o l i n e a l a t r a gica esca lation del test o , o p p u r e O c e a n O f N o i s e , r u m b a l a n g u i d a e i n c u p i t a c h e v a a p e r d e r e i s e n s i t r a c a s c a mi d’archi
e ottoni.
Ok, gli Arcade F i r e c o n t i n u a n o a s o m i g l i a r e a q u a l c o s ’ a l t r o , m a l ’ i m p e t o d i s s o n a n t e s i m i l - Wa t e r b o y s d i Keep The
Car Running è s c o m p a g i n a t o d a a l l i b e n t i s f o n d i e n i a n i , c o s ì c o m e l a f e r v i d a a m a r e z z a S p r i n g s t e e n d i Antichrist
Television Blu e s è a v v o l t a d a u n a g e l a t i n a d ’ a r c h i e c h i t a r r e e i n f i n e s p a u r i t a d a i c o r i p a z z o i d i d i R é g ine. Come
dire, questa r o b a è d e n t r o d i n o i , e c e n e s e r v i a m o p e r. P e r m e t t e r e i n p i e d i u n p a r a d i g m a d i p r e s e n t e tragico e
futuro ucciso. D i s o r d i d e p r e m e s s e ( l ’ e r r e b ì n a r c o t i z z a t o d e l l a t i t l e t r a c k ) , d i t e m i b i l i s v i l u p p i ( l a s o r d ida nevra stenia di My B o d y I s A C a g e, i n p r a t i c a i l d a r k s i d e d i J e s u s C h r i s t S u p e r t s a r ) , d i p r o s p e t t i v e n e g a t e. Che nel
pezzo-chiave N o C a r s G o – o p p o r t u n a m e n t e r e c u p e r a t a d a l l ’ e p d i e s o r d i o – a s s u m e l ’ a s p e t t o d i u n a frenetica
disperazione, c o n q u e l l ’ a r i a d a R o a d To N o w h e r e d e g l i a n n i d u e m i l a .
Eccessivo fin o a s f i o r a r e i p i ù v e l l e i t a r i b a r o c c h i s m i , è u n d i s c o o l t r e m o d o c o r a g g i o s o e “ m o t i v a t o ” . L a d iscografia
degli Arcade F i r e i n i z i a a f a r s i i n t e r e s s a n t e . ( 7 . 2 / 1 0 )
Stefano Solventi
sentireascoltare 39
il solo gusto di stu p i r e . N o . A l c u ne volte si ha voglia d i f a m i l i a r i t à ,
di luoghi comuni de l l a f a n t a s i a i n
cui è sempre un pi a c e r e r i t r o v a r e
quei punti fermi, q u e l l e c e r t e z z e
scoperte un tempo e p o i c i c l i c a mente rispolverate. C o n A r m c h a i r
Apocrypha Andrew B i r d è q u i a r i cordarci quanto di b u o n o a v e v a m o
visto e sentito, tra B o w l O f F i r e e
l’album a suo nome, e v i e n e s p o n t a neo domandarsi com e f a c c i a a c o n servare la sua spicc a t a l e g g e r e z z a
in composizioni stra b o r d a n t i c o m e
Dark Matter (fischio m o r r i c o n i a n o ,
convulsioni ritmich e e g r a n d e u r
chitarristica U2 ) op p u r e i n b a l l a t e
liquefatte come Ar m c h a i r s ( s e t t e
minuti di intenso cre s c e n d o ) . E u n a
risposta non c’è.
O forse sì, e sta tutta i n u n a v i s i o n e
d’insieme che quest a v o l t a e v i t a d i
soffermarsi troppo su i d e t t a g l i r e g a lando un suono molt o p i ù c o m p a t t o ,
organico (centrato p e r l a m a g g i o r
parte su una puntuta s e z i o n e r i t m i ca e sulla predomin a n z a d e l l a s e i
corde, con un violi n o s e m p r e p i ù
in secondo piano), c o m e s e B i r d s i
fosse già immagina t o s u u n p a l c o
pronto per suonare . E p o s s i a m o
anche pensare che i l l a n g u i d o o n deggiare di Imitosis e l ’ e c l e t t i s m o
indie di Fiery Crash e H e r e t i c s n o n
faran no molta fatica a t r a s f o r m a r s i
in veri e propri cava l l i d i b a t t a g l i a ,
forti di una spontan e i t à i n t e r p r e t a tiva che continua a r i m a n e r e u n i c a .
Nessuna grande nov i t à , d u n q u e , i n
casa Bird, ma una c a l d a e c o m o d a
coperta di Linus se m p r e a p o r t a t a
di mano. ( 7.0/10 )
Va l e n t i n a C a s s a n o
A m o n To b i n – F o l e y R o o m
( N i n j a Tu n e , 5 m a r z o 2 0 0 7 )
Una giornata di neb b i a l o n d i n e s e ,
entra re in un club e n o n p e n s a r e ,
non vedere che luci e s u o n i , e s s e r e
una macchina danza n t e . Q u e s t e l e
visioni e le sensazi o n i s u l l a p e l l e
dopo l’ascolto del n u o v o d i s c o d e l
maestro del trasfor m i s m o d i c a s a
Warp.
Ricordando il 2006 c o m e a n n o d i
profo ndi mutamenti, d i e l e c t r o s h i f ting e di esplosione d e i s o b b o r g h i
dark nel dubstep m u t a n t e , l a p a lette sonora di Amo n To b i n n o n c i
sorprende più, abitu a t i c o m e s i a m o
40 sentireascoltare
al contaminato, all’ibrido e indefinibile sounding object, sempre più
organico, incarnato in protesi sintetiche che ci accompagnano e ci
definiscono. Dal math-hop deviato
e saldamente ancorato agli anni 90
d i A d v e n t ur e s I n F o a m ( c o n i l m on i k e r C u j o) a l j a z z n u - b o s s a ‘ d o i t
yourself’ di Bricolage, il DJ brasiliano ha poi puntato su una mutazione
p i ù d a r k e o s c u r a ( S u p e r m o d i f i e d)
che è esplosa nella colonna sonora
d i S p l i n t e r C e l l. L’ o s s e s s i o n e p e r i l
sampling non sembra abbandonare
il nostro, tanto che il nuovo disco
utilizza in gran parte suoni concreti
che provengono dalla strada. Concréte music per il nuovo millennio?
Se il sampling richiama la tradizione del GRM di Risset, non mancan o l e n o v i t à e l e s o r p r e s e s u l v e rsante compositivo, sulla capacità
di controllare l’overload di informazione che da un momento all’altro
sembra scappare ed esplodere in
mille pezzi deformati: il nostro music jockey di fiducia ci spiattella in
faccia la sua maestria deforme costruendo castelli darkstep pieni di
z o m b i u l u l an t i ( K i t c h e n S i n k ) , n i n n e
n a n n e i n d u s t r i a l - m e l ò ( E s t h e r ’s ) ,
inni post-trip-hop apocalittici (Big
Furry Head), singoli hip-pop degni
del miglior Beck anni 90 (Always);
si permette la ballata con organetto
p s i c h e d e l i co t r a D J K r u s h e i P o rt i s h e a d (St r a i g h t P s y c h e ) , r i p o r t a
in vita gli archi post-Björk (At The
End Of The Day) e infine ci fa stare
dentro anche il Kronos Quartet in
salsa retro (Bloodstone).
Questo disco è una sintesi di tutto quello che si respira nella decadenza elettronica di inizio secolo,
un’esperienza da ascoltare con pazienza, una notte nebbiosa in cui
è s c o n s i g l i a t o u s c i r e f u o r i d i c asa:
q u a n d o m e n o c e l o a s p e t t i amo
q u a l c u n o p u ò f e r i r c i c o n u n g e sto,
c o n u n p a r t i c o l a r e , c o n u n ’ o c c h i ata.
L e f e r i t e s i s e n t o n o a f r e d d o , c ome
a c i d o c h e c o r r o d e l e n t a m e n t e . Sta te attenti.
( 7 . 3 / 1 0 ) p . s . . : I l C D è a c c o m pa g n a t o d a u n b r e v e m a i n t e r e s s an t e D V D c h e d o c u m e n t a i l p r o c e sso
d i m i x a g g i o e p o s t p r o d u z i o n e d elle
f o n t i s o n o r e n e l l e F o l e y R o o m (gli
s t u d i i n c u i v e n g o n o r e g i s t r a t i gli
e ff e t t i s o n o r i p e r i f i l m ) a M o n t r eal,
San Francisco e Seattle.
Marco Braggion
Angelo Petronella
– Sintesi
da un diario (Die Schachtel,
febbraio 2007) Christa Pfangen
– Wa t c h M e G e t t i n g B a c k T h e
End (Die Schachtel,
febbraio
2007)
D i e S c h a c h t e l p r o s e g u e c o n l a pro p r i a s e r i e d i m u s i c i s t i c o n t e m po r a n e i d e n o m i n a t a Z e i t e b a t t e z za t a l o s c o r s o a n n o d a l l ’ e s o r d i o dei
v e r o n e s i Å . S i a i l d i s c o d i A n g elo
P e t r o n e l l a c h e q u e l l o d e i C h r ista
P f a n g e n s e m b r a n o f a t t i a p p o sta
p e r e s s e r e d i s t r i b u i t i d a l l ’ e t i c h etta
m i l a n e s e . D i f a t t o , n o n p o t r e bbe
e s s e r e p i ù s o t t i l e l a l i n e a d i d e mar c a z i o n e c h e s e p a r a q u e s t e m u s i che
a t t u a l i d a q u e l l e i n a t t u a l i p e r c u i la
l a b e l è p i ù c o n o s c i u t a . D i e S c ha c h t e l s e m b r a v o l e r f o t o g r a f a r e di
v o l t a i n v o l t a l o z e i t g e i s t d e l l ’ I t alia
c h e s p e r i m e n t a i n m u s i c a . C i r i e sce
q u a s i s e m p r e n e l r i p e s c a g g i o sto r i c o , e s t a v o l t a c i r i e s c e a n c h e nel
f a r s i s u p p o r t o – i n t u t t i i s e n s i – per
q u e s t i d u e n u o v i e s e m p i d i a v ant
music italiana.
Q u e l l o d i P e t r o n e l l a è u n l a v oro
c h e s i s t a c c a d a q u e l l o d e g l i I n siem e m u s i c a d i v e r s a , s t o r i c o g r u ppo
prog anni ’70 nei quali militava e
s i r i a t t a c c a a l l a n o u v e l l e v a g u e ita l i a n a d e l f i e l d r e c o r d i n g , t r o v a ndo
u n p u n t o d i i n c o n t r o t r a m o l t i dei
m i g l i o r i l a v o r i c h e a b b i a m o a s col t a t o i n q u e s t i u l t i m i t e m p i . S i p oss o n o t r o v a r e p i ù o m e n o s i m i l i t u dini
c o n i c o n t e m p o r a n e i S t e f a n o P i lia,
P u n c k, L u c a S i g u r t à , F h i e v e l, Ki n e t i x, m a m o l t e p a g i n e d i q u e sto
d i a r i o s o n o s c r i t t e s o p r a t t u t t o con
u n a c a l l i g r a f i a c h e r i c o r d a q u ella
d i M a r i n o Z u c c h e r i . D i f a t t o , c ome
Zuccheri era p r i m a d i t u t t o u n i n g e gnere del suo n o , P e t r o n e l l a è p r i ma di tutto u n s o u n d a r t i s t c h e s i
è trovato spe s s o a l a v o r a r e c o n l e
installazioni. S i n t e s i d a u n d i a r i o
è un lavoro d o v e l a c o m p l e s s a t e s situra del suo n o v i e n e a g i t a t a c o n tinuamente e l e f o n t i s o n o r e s o n o
come spiriti m o s s i d a u n a m a c c h i n a
impertinente. E ’ a r d u o s e n o n i m possibile dec i f r a r e c o m p l e t a m e n t e
le sorgenti de i s u o n i c h e a s c o l t i a mo. Acusmati c o e c r i p t i c o . ( 6 . 8 / 1 0 )
Discorso radi c a l m e n t e d i v e r s o p e r
i Christa Pfa n g e n , u n n o m e c h e
omaggia Nico e n a s c o n d e d u e n o m i
noti della sce n a a v a n t i t a l i a n a : A n drea Belfi e M a t t i a C o l e t t i . I l d i sco dei Chris t a P f a n g e n s i i s c r i v e
in una catego r i a q u a n t o m a i g e n e rica, che ved e i m p o r t a n t i e l e m e n t i
di improvvisaz i o n e f r e e j a z z a n d a r e
di pari passo c o n s t r u t t u r e p i ù p r o priamente (p o s t ) r o c k . L e c o n v u l se esplosioni r i t m i c h e d i B e l f i e l o
screziare con t i n u o d e l l a s e i c o r d e
di Coletti fann o p e n s a r e s o p r a t t u t t o
ad una versio n e s t r u m e n t a l e d e g l i
Storm And St r e s s . Q u e l l o d e i C h r i sta Pfangen è p e r ò u n a p p r o c c i o
ancora più rad i c a l e d o v e a r i s a l t a r e
è soprattutto l a s t r a o r d i n a r i a p a d r o nanza strume n t a l e d e i d u e . B e l f i i n
particolare m a n d a i n p i ù o c c a s i o n i
la batteria in f i a m m e , a b i t a n d o c o n
potenza e sti l e u n a t e r r a d e i r i t m i
irregolari tutta s u a . U n l a v o r o c h e a
stento riesce a c o n s e r v a r e i n t e g r a
tutta l’energia c h e p r o m a n a . I n c e n diario. ( 7.0/10 )
Antonello Comunale
Antibalas – Security (Anti /
Self, 9 marzo 2007)
Che Dio li ben e d i c a . Q u i l o s c r i v i a mo e non ne g h i a m o . G r a n d i A n t i balas. Accusi a m o l i p u r e , d i a m o g l i
dei passatisti o p e g g i o c i t a z i o n i s t i ;
ma alla fine s o n o s i t u a z i o n i s t i f a l liti. Nessuno l ì s e g u e c o m e s i d o vrebbe, pochi g r u p p i ( a d e c c e z i o n e
forse dei mis c o n o s c i u t i N o m o ) p o trebbero regg e r e i l p a l c o c o n l o r o .
Forse uno po t r e b b e , F e m i K u t i , i l
figlio di cotan t o p a d r e c h e c o n g l i
Antibalas ha c o n d i v i s o q u a l c h e
data, ma il s o u n d d e i n e w y o r c h e si (da Brookl y n ) h a p i ù p a s s i o n e
e sudore. No n h a p e d i g r e e s e n o n
quello spiritua l e c o n l u i , c o n m a s t r o
F e l a K u t i. S e c u r i t y è i l q u a r t o l a voro dei Nostri e primo a fregiarsi
d e l lo g o A n t i . L a N i n j a Tu n e l i h a
ceduti dopo un pugno di lavori e
ora si ritrovano negli studi Soma di
Chicago a trattare nientemeno che
c o n J o h n M c E n t i r e. L a p r o d u z i o n e
è s u a , d e l To r t o i s e , e l a m u s i c a d eg l i An t i b a l a s . U n e b b r e z z a d i a f r o funkitudine dall’inizio alla fine. Un
calore che non teme raggeli . Un
inizio complesso nelle note di Beaten Metal, groove negroide trafitto
da drammi di sax. Ci suona anche
McEntire e un po’ si sente. Il ritmo è prossimo. Filibuster X suona
eccitata e le chitarre duellano coi
sax. Si insinuano delle voci d’eba-
no, cori e uno spoken sornione. Il
finale non si racconta. Badate piuttosto al frenetico sussulto che ass a l e i l v o s t r o b a c i n o . Wa r H e r o è u n
nuovo crescendo ritmico di chitarre
e fiati. Il bacino - ci spiace per voi vi ha lasciato. Fuori diluvia ma non
intendo. Se il fine di un disco è il
teletrasporto…beh, lunga vita agli
Antibalas. (8.0/10)
Gianni Avella
Apostle Of Hustle - National
Anthem Of Nowhere (Arts &
Crafts / V2, 26 marzo 2007)
Sempre in fermento, il Canada torna a lanciare con veemenza lapilli
incandescenti. Dopo la rentrée in
grande stile degli Arcade Fire con
Neon Bible, è il turno degli Apostle
Of Hustle. Non la semplice costola dei Broken Social Scene, come
s p e ss o v e n g o n o i n d i c a t i , m a i l p r o g e t t o d i A n d r e w W h i t e m a n , c h i t a rrista nonché quarta mente pensante
del gruppo in questione. Ed è bene
s p e c i f i c a r l o s u b i t o , p e r c h é se è vero
c h e d e i B S S g l i A p o s t l e c onservano
q u e l l a s a n a p r e d i s p o s i z i one a mi s c h i a r e l e c a r t e d e l l ’ i n d i e rock con
e s t r o e i n v e n t i v a , è v e r o anche che
l a b a n d d i W h i t e m a n h a elaborato
u n p r o p r i o l i n g u a g g i o m olto meno
d i s p e r s i v o e s t o r d e n t e r ispetto al
B r o k e n S o c i a l S c e n e d e l 2005. Le
p r i m e s i l l a b e e r a n o s t a t e pronun c i a t e c o n i l d e b u t t o F o l k l oric Feel
( 2 0 0 4 ) : c h i t a r r e s o t t o i riflettori,
p r e z i o s i s m i l a t i n i q u a e là, umori
c r e p u s c o l a r i e q u a l c h e spruzzata
l o - f i p e r u n d i s c o r s o a n c o r a in cerca
d i c o n s a p e v o l e z z a . C o n National
A n t h e m O f N o w h e r e p a r e abbiano
t r o v a t o a r g o m e n t a z i o n i v alide, non
c h e g l i e l e m e n t i s i a n o c a mbiati, ma
l a s i n t a s s i è s i c u r a m e n t e più arti c o l a t a . B a s t a a s c o l t a r e i primi due
b r a n i M y S w o r d H a n d ’s A nger e Na t i o n a l A n t h e m O f N o w h e r e per ca p i r e c h e a r e g g e r e l ’ i n t e r o lavoro è
u n a s e z i o n e r i t m i c a c h e passa con
i r r i v e r e n t e s c i o l t e z z a d a un certo
i n d i e r o c k d e i N o v a n t a ( J ustine, Be c k o n i n g ) a l M e s s i c o d e i Calexico
( H a u l Aw a y ) a l t r e s c u b a n o rivestito
d i f l a m e n c o ( F a s t P o n y For Victor
J a r a ) p e r r i p o s a r s i s u l l e spiagge
e s t i v e e i c a l d i f i a t i d i J i mmy Scott
I s T h e A n s w e r , c o n l a v o ce duttile
d i W h i t e m a n a i m p r i m e r e di volta in
v o l t a i l g i u s t o m o o d . P o c o convince
p e r ò l a s c e l t a d e l l a l i n g u a spagnola
i n u n p a i o d i b r a n i , c h e pur amal g a m a n d o s i p e r f e t t a m e n t e con le
i n f l u e n z e i b e r i c h e d e l N ostro, alla
f i n e r i s u l t a n o u n a f o r z a t u ra. Piccoli
d i f e t t i , c o m u n q u e , p e r u n album che
d i c e l a s u a i n m o d o f o r t e e chiaro,
s c r o l l a n d o s i d a l l a s p a l l e la stretta
p a r e n t e l a c o n l a c a s a m adre e su p e r a n d o l a p e r q u a l i t à e coerenza.
E n o n c h i a m i a m o l i p i ù c ugini, pro g e t t o p a r a l l e l o o c o s t o l a dei BSS…
(7.0/10)
Va l e n t i n a C a s s a n o
Autumn Shade
– Ezra Moon
(Strange Attractors / Goodfellas,
13 marzo 2007)
Jes Lenee’ arriva da Tulsa in Oklahoma, con la sacca carica di canzoni e
sofferenza. Gli Autumn Shade sono
il tipico parto solitario del songwriter armato di sola voce e chitarra.
C’è una gran folla nel settore che
si è scelto Jes. Soprattutto folla di
sentireascoltare 41
donne, tutte puntualmente elencate
anche dalla Strange Attractors, che
trova similitudini tra la musica degli
Autumn Shade e quella di Marissa
Nadler, Kendra Smith, Lisa Germano, Rachel’s, Tara Jane O’Neil,
CocoRosie, Mirah. Un po’ è vero, un
po’ no. E’ vero che quello che ascoltiamo dalla voce di Jes è un classico
esempio di spleen femminile sviscerato a colpi di chitarra e voce. Un
po’ non è vero perché a Jes ancora
manca quell’imprinting di personalità che ti fa ricondurre immediatamente la sua musica a lei. Caratteristica questa che hanno tutte le
altre, più o meno. Le canzoni però
ci sono e ci sono soprattutto quando
entra in gioco il piano. Si sentano
l’iniziale Sparrow o l’ultra malinconica e vagamente gotica Violet. La
Nostra piccola sirena dell’Oklahoma
del resto non nasconde una passione per gli Smashing Pumpkins,
soprattutto per il periodo di mezzo
della band di Billy Corgan, quello di
Mellon Collie e Adore. Infatti proprio alle ballate per piano del calvo
di Chicago rimandano gli arrangiamenti un po’ rétro e un po’ glam di
brani come Fly Away, Evelyn Star e
Ezra Moon. Non è poco per una che
esordisce e si permette con nonchalance cose deliziose come Red, un
improbabile tete-à-tete tra Matt Elliott e Mirah. (6.0/10)
Antonello Comunale
Barr – Summary (5 Rue Christine
/ Wide, 20 febbraio 2007)
Dietro il nome Bar r s i n a s c o n d e
Brendan Fowler, pe r s o n a g g i o n o n
molto noto al pubbli c o m a d a s e m pre i mmerso nel pa n o r a m a i n d i e :
una lunga amicizia lo l e g a a d a l c u n i
membri degli Anima l C o l l e c t i v e e
proprio insieme a lo r o e a X i u X i u,
il giovane california n o d i B e r k e l e y
è partito, due anni o r s o n o , p e r i l
suo primo tour ame r i c a n o . C o n u n
passato legato all’a r t e d a s t r a d a
newyorchese, allo sk a t e b o a r d e a g l i
studi di free jazz, B a r r s i p r e s e n t a
con la seconda relea s e p e r l a l a b e l
5 Ru e Christine con u n o s t i l e g i à
inconfondibile: spoke n - w o r d a m e t à
strada tra Laurie An d e r s o n e i l L o u
Reed più narratore, c o n u n ’ a t t i t u d i ne minimalista che m u s i c a l m e n t e
fa da sfondo alle su e p o e s i e / p r o s e
42 sentireascoltare
sviscerate senza particolare enfasi. Si torna alla blank generation, ai
R i c h a r d H e l l e Ve r l a i n e ( To m , o vviamente) giovanissimi, a quel filo
rosso che teneva unita Patti Smith
alla new wave. Eppure Fowler rimane legato a doppia mandata ai
p r o p r i t e s t i. Q u a s i t u t t i g l i e p i s o d i
di Summary hanno la stessa struttura: ritmi semplici e ripetuti, strumentazione ridotta all’osso e voce
recitante che non accenna neanche
per caso a curve melodiche, seppur
s e m p l i c i . So n o i t o n i a t r a s f o r m a r si e gli umori a cambiare. Si passa
così dalla poppeggiante The Song
I s T h e S i n g l e , c o n i l s u o b a s s o r idotto all’osso che echeggia certe
atmosfere di semplicità new wave
à la Joy Division, all’ incedere
morboso e martellante di Complete
Consumption Of Us Both (come un
Tr i c k y c h e le g g e u n p e z z o d i R e e d ) ;
dagli echi jazzy di Untitled a Context Ender, uno strano incrocio tra
la Anderson e il cantastorie metropolitano David Pajo nella slintiana
Good Morning Captain. Post rock e
punk, complicatezza e semplicità,
si uniscono per dare vita a questa
figura di cantautore/raccontastorie un po’ particolare, ma neanche
troppo, pop ma senza nessuna tens i o n e v e r s o l a f o r m a c a n z o n e . Tu t t o
e il contrario di tutto, insomma. Ma
nulla di così sconvolgente. Anche
s e l a N e w Yo r k c h e s i r e s p i r a q u a
dentro ha il suo fascino. (6.5/10)
Daniele Follero
Bassekou Kouyate & Ngoni Ba
– Segu Blue (Out Here / Wide,
23 febbraio 2007)
Per quanto qualcuno si ostini a
n e g a r l o , v e n i a m o t u t t i d a l l a M a dre
A f r i c a , e d i l e i p o r t i a m o d e n t r o al m e n o u n f r a m m e n t o d e l s u o a t a vico
d o n d o l a r s i t r a t r i s t e z z a e c e l e bra zione. O, se preferite, tra blues e
f u n k c h e , c o m e g l i u l t i m i v e n t ’ an n i s c a r s i h a n n o d i m o s t r a t o , f u r ono
p a r t o r i t i t r a d e s e r t i e s a v a n e e da
l à s i p r o p a g a r o n o – f o r z a t a m e nte:
c o n l a s c h i a v i t ù - p e r i l g l o b o tut t o , o q u a s i . C o m p l e s s a e a r t i c o l ata
a l p a r i d e l f o l k o c c i d e n t a l e e d ello
s t e s s o r o c k , e c o n e s s i u n i t a s i in
s t i m o l a n t i i b r i d i , l a m u s i c a a f r i c ana
c o s t i t u i s c e t u t t o r a u n p a t r i m onio
o g g e t t o d i c o n t i n u e s c o p e r t e , t rai n a t o d a a l c u n i a r t i s t i d i v e n u t i più
f a m o s i a l d i f u o r i d e l l a c e r c h i a d egli
specialisti.
F r a q u e s t i c ’ e r a u n o t r a i p i ù g r and i m u s i c i s t i d ’ o g n i e r a e l u o g o : Ali
F a r k a To u r e c h e , c o m e r i c o r d e r ete,
c i h a l a s c i a t o l o s c o r s o a n n o . Ve n i v a d a l M a l i - t e r r a m u s i c a l m e nte
t a n t o f e r t i l e q u a n t o a r i d a p e r c h i vi
a b i t a - , e i l c o n n a z i o n a l e B a s s e kou
l o a c c o m p a g n ò s p e s s o c o n i l suo
n g o n i . N a t o n e l S e g u , s u l l e r i v e di
u n N i g e r s e m p r e p i ù a ff i n e a l Mis s i s s i p p i , B a s s e k o u s i t r a s f e r ì a do l e s c e n t e a B a m a k o p e r e n t r a r e nel
g r u p p o d i To u m a n i D i a b a t e e re s t a r v i a l u n g o . D o p o a v e r r e g i s t r ato
l o s p l e n d i d o S a v a n e c o n F a r k a , si
p r e s e n t a a d e s s o c o n u n q u a r t etto
p e r v o c i e s o l i n g o n i . S t r u m e n t o di
o r i g i n i a t a v i c h e e f o n d a m e n t o del l a c u l t u r a G r i o t - l o “ s t o r y t e l l e r ” dei
v i l l a g g i a f r i c a n i c h e g e n e r ò i l b l ue s m a n e p o i i l r a p p e r ( n o n i n v e n t i amo
n i e n t e , t r a s f o r m i a m o … ) - p o s s i ede
c o r d e t a g l i e n t i e a l l ’ o c c o r r e n z a ca r e z z e v o l i , q u i o ff e r t e c o n v i r t u osi s m o m a i v a c u o e n e l l a m u s i c a del l a t e r r a d ’ o r i g i n e d i K o u y a t e , q uel
B a m b a r a d a l l a n a t u r a p e n t a t o n ica
p r o s s i m a a l b l u e s . N e c e r t i f i c a n o la
g r a n d e z z a , t r a l e a l t r e , u n a B a nani
c h e p o t r e b b e e s s e r e d i R y C o o der ,
l a c l a m o r o s a N g o n i F o l a e u n ’ e s em p l a r e t i t l e t r a c k p o s t a i n c h i u s u r a.
P e s c a n d o q u a s i a c a s o , a n n o t i amo
il latineggiare sparso ovunque e
n e l t r a d i t i o n a l S i n s a n i p i ù c h e al trove (ma ripensando a pizzica e
t a r a n t a , c o s ì n a t u r a l e ) , l e o m bre
l e v i t a n t i d i Ta b a l i Te e i l d i p a n arsi
i n f i n i t o J o n k o l o n i , l a s e n s u a l e An d r a ’s S o n g e u n p r i m o r d i a l e j azz
f l a m e n c a t o i n T h e R i v e r Tu n e . A
turn it on
Gianluca Becuzzi / Fabio Orsi - Muddy Speaking Ghosts Through
My Machines (A Silent Place. 27 febbraio 2007)
Un drone plum b e o t r a f i t t o d a u n c a n t o l o n t an o . U n b l u e s d ’ a n t e g u e r r a , u n o
spiritual di ch i s s à q u a l e m a r t i r e . U n s o ff r i r e e s a n g u e , q u e l l o d i N o r t h O f
Me (At Midday ) , c h e s i s c i o g l i e e s i c e d e a l l a p i o g g i a , n e l l a t r i l o g i a a d e s s a
intitolata: I’m H a p p y H e r e ( B e f o r e T h e R a i n ) , p o c h i a c c o r d i , a n c h ’ e s s i
dolenti, risolt i p o c o d o p o i n u n f o l k l o r e d i v a g o s a p o r e c o s m i c o , d i r e m m o
quasi krauto à l a A m o n D u u l 2; I ’ m H a p p y I n H e r e ( U n d e r T h e R a i n ) , e s t asi di un estat e i n f i n i t a f e n n e s z i a n a , t o c c an t i i s t a n t i d i m u z a k a p o l l i n e a ,
una carezza b l u e s n e l f i n a l e ; I ’ m H a p p y I n H e r e ( A f t e r T h e R a i n ) , l ’ e s t a s i
nel suo sinoni m o , l ’ i n c a n t o , n e l l ’ a r p e g g i o p iù t o c c a n t e d i M u d d y S p e a k i n g
Ghosts Throu g h M y M a c h i n e s. L’ e s s e n z i al i t à d i p o c h e n o t e e l a b e l l e z z a
che ne eromp e . I l g u s t o m e l o d i c o d i F a b i o O r s i , l ’ e s p e r i e n z a e l a c l a s s e d i
Gianluca Becu z z i . Tu t t o i n u n a d o z z i n a d i m i n u t i .
Ne resta anco r a u n a : l a p i o g g i a s i f a r u g i a d a e S o u t h O f M e ( A t M i d n i g h t ) s i c o n f o n d e n e l l a t e n e b r a come, se
non di più, il B a s i n s k i d i T h e R i v e r .
Chiamatela co m e v o l e t e , a m b i e n t r u r a l e o p p u r e d r o n e - f o l k . S a p p i a t e c h e - g i u s t o p e r a t t e n e r c i a l p r e s e nte - dopo
For Alan Lom a x d i O r s i / M y C a t I s A n A l i e n e M e m o r y M a k e s N o i s e d i B e c u z z i c ’ è M u d d y S p e a k i n g . E sbriga tevi, che la tir a t u r a s i l i m i t a a l l e 5 0 0 c o p i e … ( 7 . 5 / 1 0 )
Gianni Avella
sentireascoltare 43
imprimersi nella me n t e è t u t t a v i a
Lament For Ali Fark a , e l o q u e n t e e
cupo canto di bellez z a t a n t o s c a r na da richiamare a s é b r i v i d i e t e r n i
come la perdita che a ff r o n t a . P a r e
che gente come Da m o n A l b a r n e
Norman Cook qui c ’ a b b i a p e r s o l a
testa, e chi scrive s i u n i s c e s e n z a
riserve ai festeggiam e n t i . P e r c h é l o
sapete, no? It all b e g a n i n A f r i c a .
(7.5/10 )
Giancarlo Turra
Beehoover – The Sun Behind The
Dustbin (Exile On Mainstream
Records / Southern / Wide, 12
febbraio 2007)
La press sheet cerc a d i s d o g a n a r lo co me un duo cap a c e d i f o r g i a r e
un’inedita sintesi t r a B l a c k S a b bath e Primus: più p r o s a i c a m e n t e ,
si tratta di una copp i a d i m u s i c i s t i
tedeschi assuefatta a l v e r b o d e l
Doom. Ingmar Pete r s e n ( b a s s o e
voce) e Claus-Peter H a m i s c h ( b a t teria) sono la sezio n e r i t m i c a d e i
classici, in questo s e n s o , Vo o d o oshock -, che a que l v e r b o s i a p prossima, nel nuovo p r o g e t t o , c o n
ottica progressive .
Una linea di basso (c h e d e v e a G e e zer p iù e prima che a L e s C l a y p o o l )
genera riff che fan n o l a c a r n e d i
brani lunghi e strut t u r a t i , o l t r e a d
edificarne l’ossatur a r i t m i c a l u n go la quale costant e m e n t e s t a n n o
avvinghiati: su di e s s i s i e s e r c i t a
l’istri onismo canoro d i I n g m a r P e tersen - talvolta pa r e q u a s i d i e s sere al cospetto d i S e r j Ta n k i a n
- e si infrangono p a s t i c h e a v a n t
(Arrrgh! , Nice Rom a n t i c E v e n i n g )
e derive psichedeli c h e d a l s a p o re krauto (Paraffin O i l e r , T h e S u n
Behind The Dustbin ) . N o n è p r o p r i o
44 sentireascoltare
un gran sentire, specie per chi non
è avvezzo a questo tipo di sonorità,
ma almeno va apprezzato l’impegno
profuso nel tentativo di svincolarsi
da stilemi di genere sin troppo cons u n t i . (6 . 0 / 1 0 )
Vincenzo Santarcangelo
B l a c k L i p s - L o s Va l i e n t e s d e l
Mundo Nuevo (Vice Records, 20
febbraio 2007)
Dei Black Lips abbiamo già parlato
d i ff u s a m e n t e i n o c c a s i o n e d e l l o r o
ultimo lavoro in studio Let It Bloom
(vedi monografia di Lorenzo Filipaz
su SA pdf #17); quest’album sembra fatto apposta per suggellarne il
m i t o e c o n se g n a r l o a l l a s t o r i a a t t r a verso il più classico dei rituali del
rock: l’immortale live album. In Los
Va l i e n t e s d e l M u n d o N u e v o c ’ è u n
intero, oltraggioso e sconcertante set dei nostri (prima c’era solo
l’introvabile live di Mestre), rutti,
pissing e atrocità incluse. Anzi,
n o . P e r c h é n e l l a c a l i e n t e Ti j u a n a , in Messico, tra speaker del luogo
a cerimoniare e pereppepé assortiti, quel che si ascolta è uno show
compatto e non certo quel compendio di nefandezze à la Butthole Surfers che ci si poteva aspettare.
Con le dovute proporzioni, sembra
un bootleg live degli Stones di fine
Settanta; anzi no, i Black Lips suonano molto meglio! Sfoderano una
manciata di pillole garage (o flower
punk come dicono loro) neanche
fossero i nuovi Seeds e scelgono
u n a t r a c k l is t b a s a t a s u l r e p e r t o rio della maturità, che esclude le
tracce dell’esordio e delle precedenti uscite. C’è soltanto il succo
d e i B l a c k L i p s n e l r i ff a r c i g n o d i
Hippy Hippy Hurrah, nel cow punk
d i B o o n e , n e g l i s b e r l e ff i S t o n e s e
Beatles (Boomerang) sparsi in tutto
il canovaccio come sinceri omaggi,
e altro che ingenui insulti. I Black
Lips stanno due spanne sopra alla
media del genere nel quale vengono inscatolati dalla stampa. Dopotutto sono quattro teste rubate al
loro tempo. E questo tempo merita più che mai. (7.0/10) p.s. Lion
Wi t h Wi n g s c o n t i e n e u n a d i v e r t e n t e
l u l l a b y s o t to f o r m a d i g h o s t t r a c k ,
probabilmente registrata a casa di
King Khan.
Edoardo Bridda
Bright Eyes - Four Winds EP
(Saddle Creek, 6 marzo 2007)
I n a t t e s a d i C a s s a d a g a ( p r e v isto
p e r i l 1 0 a p r i l e ) , C o n o r O b e r s t ci
r i f i l a u n a n t i p a s t o c h e s a g i à d i ab b u ff a t a : o l t r e a l l a t i t l e t r a c k e s t rat t a d a l l ’ a l b u m v e n t u r o , l a b e l l e zza
d i c i n q u e b - s i d e s i n e d i t e p e r q uasi
m e z z o r a d i m u s i c a ; t i p i c o s t i l e Bri g h t E y e s , i n s o m m a ( a l m e n o s t a vol t a n o n a b b i a m o d u e d i s c h i d i v ersi
i n c o n t e m p o r a n e a , g r a z i e a l c i e lo).
S e F o u r Wi n d s l a s c i a i n t r a v e d ere
u n l a v o r o d i p r o d u z i o n e a n c o r a più
a c c u r a t o , s t u d i a t o , g r a n d i o s o e pro f o n d o r i s p e t t o a I ’ m Wi d e A w a ke,
I t ’s M o r n i n g, l a s c r i t t u r a s i a l l a rga
d a l c l a s s i c o c o u n t r y f o l k d i b a s e al
p o p r o c k ( R e i n v e n t T h e W h e e l ) , arr i v a n d o f i n o a l l e p a r t i d i c e r t i ’70
( S t r a y D o g F r e e d o m , v a g a m e nte
S p r i n g s t e e n ) ; a d a n t i c i p a r e l a pa r a t a d i o s p i t i p r e v i s t a s u l d i s c o , c’è
s p a z i o p e r l a c o m p a r s a t a d i M Ward
i n S m o k e Wi t h o u t F i r e . I l s o l i t o Co n o r, d i r e m m o , b r a v o d a f a r r a bbia
e p e r g i u n t a o r m a i a c c a s a t o p r e sso
l e a l t e s f e r e , l à d o v e s t a n n o i co siddetti “professionisti” (asprezze e
i n g e n u i t à l o - f i d i u n t e m p o n o n p os s o n o e s s e r e p i ù l o n t a n e , i n f a tti),
c o n i l p a s s p e r l e o n d e F M p r o nto
a d e s s e r e e s i b i t o . M a c i r i s e r v i a mo
d i a p p r o f o n d i r e q u e s t o d i s c o r s o per
il piatto forte… (6.7/10)
Antonio Puglia
Calla – Strength In Numbers
(Beggars Banquet / Self, 16
marzo 2007)
D o p o l e d i s c u s s e c o l l i s i o n i d e l pre c e d e n t e a l b u m d i d u e a n n i f a , ci
r i p r o v a n o , i C a l l a . R i p a r t i a m o da
z e r o , c o m e f o s s e u n e s o r d i o . A nzi
n o : m e t t i a m o d a p a r t e s u b i t o gli
s t r a l c i d i C o l l i s i o n s ( s o n o t a n t i ), e
v i a v i a a l l ’ i n d i e t r o f i n o a l l o s p l en d i d o s e l f - t i t l e d C a l l a , p e r g i u d i ca r e p o i s e e s i s t e u n a p e r s o n a l i t à di
q u e s t o S t r e n g t h I n N u m b e r s.
P e r e s s e r e m e n o g e n t i l i , s a l v i amo
i l s a l v a b i l e ; e n o n è l a d a r k i t u dine
g e n e r a l i z z a t a ( B r o n s o n , i l s i n g olo n e , h a u n a b a t t e r i a d a C l o s e r dei
J o y D i v i s i o n ), c o m p i u t a n e l fla g r a n t e d e l b a s s o w a v e ( p e r s o Do n o v a n g i à d a u n p e z z o ) d i D a n c ers
I n T h e D u s t , m a s o p r a t t u t t o s ulle
l i n e e v o c a l i s u s s u r r a t e ( S a n c t ify ,
D e f e n s e s D o w n , p e r c i t a r n e s olo
d u e ) c h e p r o c u r a n o , v a d e t t o , non
g i à i n u o v i c o c c h i a l t - p o p d i M T V,
m e n t r e i L i t t l e M a n Ta t e d a S h e f field si sono trovati nel volgere di
pochissimo tempo - i primi passi
risalgono a metà 2005 – a giocare
in premier league insieme ai concittadini Arctic Monkeys.
poca noia. È p i u t t o s t o i l c r e s c e n d o
di Sylvia’s So n g a r e g g e r e a n c o r a ;
la sua marce t t a d e l l a b a t t e r i a ( s i a
lodata) convin c e i l s o l i t o c a n t o a d
essere divers o , s t r u g g e n t e m a p o sitivo. Oppur e S l e e p I n S p l e n d o r ,
che secondo u n a s t r u t t u r a a n a l o g a
mutua da una m e l o d i a à l a u l t i m i
Blonde Redh e a d ( m u n i t a a n c h ’ e s sa di percus s i o n i d a b a n d a ) u n
excursus nel f i u m e n e r o d e l p o s t , lento fiume n e r o , l e n t a g a l l e r i a a
serpentina, da c u i s i p u ò u s c i r e , e i
Calla ne sono u s c i t i .
Altrove, quest o è i l p u n t o , s i a m o d i
fronte a canzo n i e v i t a b i l i – R i s e s u
tutte, che ha p o c h i s s i m o d e l l ’ a s c e sa, molto dell a f i n e d e g l i a n n i ’ 8 0 , o
Stand Paralyz e d , c h e b r u c i a u n a v vio da incubo s o r n i o n e B l a c k H e a r t
Procession c o n u n a b a l l a t a c h e
sembra dei C o l d p l a y. Tr a l a s c i a t i
gli snobismi, r i m a n e l a s o s t a n z a d i
un’annunciata d e l u s i o n e . ( 5 . 9 / 1 0 )
Gaspare Caliri
Cold
Wa r
Kids
–
Robbers
&
Cowards
L i t t l e M a n Ta t e – A b o u t W h a t
Yo u K n o w
(V2, 8 febbraio
2007)
Dopo l’exploit d e i C l a p Yo u r H a n d s
Say Yeah , pa r e c h e u l t i m a m e n t e l a
V2 abbia deci s o d i p u n t a r e t u t t o s u i
fenomeni da b l o g e M y S p a c e : b a n d
il cui culto na s c e d a l b a s s o , t r a l e
pagine del w e b , c o n i l p u b b l i c o a
decretarne la r a p i d i s s i m a a s c e s a
tramite il semp l i c e p a s s a p a r o l a ; u n a
mossa sicuram e n t e v i n c e n t e ( a l m e no dal punto d i v i s t a d e l m a r k e t i n g )
e in perfetta s i n t o n i a c o i t e m p i . E
così capita ch e d u e g r u p p i , p u r d i versi per stile e p r o v e n i e n z a , s i a n o
accomunati d a u n ’ a n a l o g a s o r t e :
i californiani C o l d Wa r K i d s s o n o
Potenza dei new media: ascoltand o A b o u t W h a t Yo u K n o w s i r i e s c e
a battere il piede a tempo grazie
a classici escamotage di scuola
Jam, e pure a sorridere di fronte
a l l ’ i r o n i a d i M a n I H a t e Yo u r B a n d
e Who Invented The List?(nel mirino: l’industria discografica e le
m a n ie c l a s s i f i c a t o r i e d i N M E ) ; m a
in sostanza non c’è niente che non
sia stato espresso in maniera ben
più brillante dagli Art Brut, dagli
a l t r i s h e ff i e l d - i a n i L o n g B l o n d e s o
dai Kaiser Chiefs (per non citare le
stesse Scimmie o i sempiterni capis c u ol a L i b e r t i n e s ) . S e è q u e s t o c h e
il pubblico vuole, così sia; anche se
un premio alla simpatia non si nega
a nessuno, tanto meno a quattro rag a z zi c h e s i f a n n o c h i a m a r e c o m e
u n f i l m d i J o d i e F o s t e r ( p e r n o i i t al i a n i , I l m i o p i c c o l o g e n i o ) . (6 . 3 / 1 0 )
Dal canto loro, i “figli della Guerra Fredda” provengono da tre EP
a c c ol t i d i s c r e t a m e n t e d a l l a s t a m p a
s p e ci a l i z z a t a , c o r r o b o r a t i d a u n ’ a t tività dal vivo ininterrotta sin dal
2 0 0 4 . L’ a p p e a l p o p - r o c k a n n i ’ 7 0
misto a tensioni Radiohead / Jeff
Buckley di cui vive la loro musica
sta già assicurando loro una buona visibilità, grazie anche ai singoli
We U s e d To Va c a t i o n e H a n g M e
U p To D r y
E’infatti in questi due brani che si
gusta immediatamente la formula
del quartetto, basata da un lato sui
v o c al i z z i – a l l a l u n g a e s t e n u a n t i d i N a t h a n Wi l l e t t , d a l l ’ a l t r o s u l l a
chitarra di Jonnie Russel, prodiga
ora di soli stile Jonny Greenwood,
ora di costruzioni e ambientazioni
suggestive. Il resto si fa notare più
per gli arrangiamenti essenziali,
con evidenti ascendenze blues e
t o r m e n t i Wa i t s / C a v e , c h e p e r l a
scrittura in sé; tanto basta per un
buon fenomeno equamente diviso
tra indie e mainstream - à la Maroon 5, diremmo, anche per le forti
i n c l i n a z i o n i S t e v i e Wo n d e r c h e a ccomunano i due vocalist. (6.5/10)
Antonio Puglia
Crosbi – All In (Split, 2006 /
Mechanism Records, febbraio
2007)
C ’ è L o n d r a , i l m u s i c b i z , l e tenden z e , i l f a s h i o n , l a g e n t e c he conta,
l e c o p e r t i n e , i K l a x o n s , i Bloc Party,
i B l u r. E c ’ è l a p r o v i n c i a - le tante
p r o v i n c e - , l e p i n t e c o n g li amici al
w e e k e n d , l e p r o v e a l g a r a ge fino ad
o r a t a r d a , i l r o c k a n d r o l l escapista
e p r o l e t a r i o , l a w o r k i n g c l ass, i Ma n i c S t r e e t P r e a c h e r s , g l i S tereopho n i c s , g l i O a s i s . C ’ è Wr e x h am, citta d i n a d e l G a l l e s d e l n o r d p ersa nella
z o n a s u b u r b a n a t r a L i verpool e
M a n c h e s t e r, e c i s o n o i C rosbi (con
l a i , m i r a c c o m a n d o ) , c i n que ragaz z i c h e s o g n a n o d i e s s e r e i nuovi
E c h o & T h e B u n n y m e n . Di loro si
s o n o g i à a c c o r t i i l R a d a r di NME,
i l d j S t e v e L a m a c q , P e t e r Hook dei
N e w O r d e r e S h a u n R yder degli
H a p p y M o n d a y s . E s e n ’ è accorta
l a n o s t r a M e c h a n i s m R e c ords, che
s i è a g g i u d i c a t a l a d i s t r i b uzione del
d e b u t t o A l l I n, g i à p u b b l i cato in pa tria l’anno scorso.
D i ff i c i l e p e r ò c r e d e r e c h e si tratti
d e l p r o s s i m o f e n o m e n o - la major
d i t u r n o c i a v r e b b e g i à m esso sopra
l e g r i n f i e , a l t r o c h è . P i u t t osto, nella
m a p p a d e l b r i t r o c k r i d i s e gnata dal l e n u o v e g e n e r a z i o n i , i l p osto occu p a t o d a i N o s t r i è , c o m e a ccennato,
q u e l l o a m e t à t r a l a w a v e dei Bunny m e n e l e t e n d e n z e c o r a l i ed epiche
d e i Ve r v e : b a s t i n o l e p r i me battute
d i C o a s t l i n e , c o n i l t i m b r o nasale e
a c u t o d i A n d y J o n e s c h e lascia po c h i d u b b i s u l l e s u e a s c e n denze Ian
M c C u l l o c h / A s h c r o f t . P e ccato che
p r o p r i o l a v o c e s i a c r o c e e delizia
d e l d i s c o ( d i p e n d e d a q uanto riu s c i a t e a r e g g e r l a : b a n c o di prova,
i l s i n g o l o S o n n y ) , m e n t r e il resto
o s c i l l a t r a n q u i l l o e i n n o cuo tra le
sentireascoltare 45
due coordinate citat e , t r a r o c k ( L i sten , Hope You Rem e m b e r ) e b a l l a tone ( Helayou , Anyti m e ) , c o n t o c c h i
di psych ( She’s Go t S o u l ) , s l a n c i
U2 pre-1984 ( Somew a y ) e q u a l c h e
ingenuità da fan deg l i W h o ( a p a r te la cover-tributo d i S u b s t i t u t e , f a
sorridere come Gla s s m a n r i c a l c h i
Tommy Can You Hea r M e ? ) .
Non c’è proprio da p e r d e r c i l a t e sta, anche se già qua l c u n o d i c e c h e
Wrex ham potrebbe d i v e n t a r e c o m e
la Manchester di fi n e ’ 8 0 / i n i z i o
’90, citando oltre a i C r o s b i n o m i
come Camera, Jakok o j a k , A d a m I I I .
Alle prossime puntat e … ( 6 . 2 / 1 0 )
Antonio Puglia
Dag
Rosenqvist
+
Rutger
Zuydervelt – Vintermusik (self
released, gennaio 2007)
Dag Rosenqvist e R u t g e r Z u y d e r velt, ovvero Jasper T x e M a c h i n efabriek , collaborano s o t t o i l s e g n o
dell’inverno. Distribu i t o i n p r o p r i o e
rilasciato in appena 2 0 0 c o p i e , Vi ntermusik è un vero e p r o p r i o t e s o r o
da (ri)scoprire. Prob a b i l e c h e p r i m a
o poi lo rivedremo ris t a m p a t o i n f o r ma ufficiale da chis s à q u a l e l a b e l
(Kranky ? Type? Lam p s e ? ) . D i f a tto questa ode all’inv e r n o c h e a r r i v a
proprio nell’inverno p i ù c a l d o d e g l i
ultimi anni si prefigu r a c o m e l a p r i ma di una lunga ser i e . I n u n f u t u r o
non molto lontano f o r s e p o t r e m o
ascoltare Springmu s i k , S u m m e r musik e Autumnmus i k , m a p e r o r a
dedichiamoci all’ass i d e r a t a b e l l e z za di questi framme n t i d i g h i a c c i o .
Con l’uso di elettro n i c a e c h i t a r r a
effettata i due affres c a n o m a e s t o s i
paesaggi nordici: al t i s s i m e m o n t a gne innevate, diste s e g e l a t e o l t r e
l’abbacinamento del l ’ o c c h i o f i n o a d
46 sentireascoltare
auto annullarsi nella gelida accoglienza del ghiaccio. Musica dalle
straordinarie qualità scenografiche. La chitarra che mima la caduta
della neve su Gräs Som Bryts och
G a r Av / G r a s D a t K n a k t e n B r e e k t ;
lo scivolare con i pattini sulla superficie di un lago ghiacciato nella
splendida ballata alla Sigur Ros
Blasa Rök/Rook Blazer; la tormenta di neve di Ljus i November/Licht
in Novembre che passa lasciando i
bambini a giocare nella quiete dopo
l a t e m p e s t a . Tu t t o c o s t r u i t o t r a i n terferenze marca laptop e lo spleen
esistenziale delle grandi occasioni.
Rosenqvist e Zuydervelt eccellono
n e l l ’ a ff r e s c o a m b i e n t a l e . D e i d u e
la mano di Machinefabriek è sicuramente più invadente nell’erigere
queste architetture congelate. Qui
c’è tutto quello che non riesce più
alla scuola islandese di Mum, Staefan Haeckron e Sigur Ros: dare la
sensazione dell’umore invernale e
il peso specifico di una stagione
dell’essere. Oltre quello che guarda l’uomo romantico di Friedriech.
Il senso del sublime. (7.5/10)
Antonello Comunale
D e m o n ’s C l a w s – S a t a n ’s L i t t l e
Pet Pig (In The Red / Goodfellas,
febbraio 2007)
C’è un Canada diverso da quello
che gli indie-kids sono abituati ad
apprezzare da qualche anno a ques t a p a r t e . N o n s o l o r a ff i n a t o i n d i e rock alla Arcade Fire/Broken Social
Scene o cinematografiche dissoluzioni post-rock à la GY!BE e filiazione tutta.
C’è un Canada disastrato e putrido che vive di un lercio r ’n’r dei
primordi e che si sposta ondivago
e un po’ ubriaco tra Sexareenos
e Spaceshits, o il globetrotter (e
pertanto anche canadese) di King
Khan e il suo degno compare BBQ,
al secolo Mark Sultan.
S a t a n ’s L i t t l e P e t P i g è t u t t o c i ò
che avete letto finora. Folk-bluescountry da due accordi suonato con
foga pre-Ramones da cinque vagabondi imberbi reduci da (minime)
glorie locali.
P r e n d e t e l a t i t l e t r a c k: r i a s s u m e i l
disco e ne diventa fulgido esempio. Uno stomp-rock tanto grezzo
q u a n t o s g r a z i a t o c o s t r u i t o s u una
b a t t e r i a p e s t o n a e r i d o t t a a i m i nimi
t e r m i n i e d u e g i r i d i c h i t a r r a r e i t era t i . P u r o d e l i r i o r o c k a n d r o l l d e i pri m o r d i c h e m o n t a c o m e u n a m a rea
fino al parossismo più totale.
C o m e C h u c k B e r r y o L e a d b e l l y ri p r o p o s t i i n u n a v e r s i o n e s e m pre
u g u a l e a s e s t e s s a m a a l l o s t e sso
t e m p o s e m p r e d i v e r s a , i n c u i p r en d o n o s e n s o b a l l a t o n e q u a s i c o u ntry
( G u n To M y H e a d ) a v o l t e i m p r e zio s i t e d a u n a a r m o n i c a c h e f a t a nto
O l d A m e r i c a ( T h a t O l d O u t l aw ).
Q u a n d o s p i n g o n o s u l l ’ a c c e l e r a t ore
( q u a s i s e m p r e a d i r l a v e r i t à ) rie m e r g e i l f a n t a s m a d i t r u c i d i d e l ca l i b r o d i G i b s o n B r o s, T h e G o r i e s o
d i q u a l c h e a l t r o g r u p p o s e m i s e p olto
n e l l e n e b b i e t r a s h d e l l e B a c k F r om
The Grave.
L a b a t t e r i a m i t r a g l i a t a d i W r ong
S i d e O f To w n , l e d i s t o r s i o n i d i chi t a r r a c h e d i v e n t a n o s o n i c o w a l l of
s o u n d a f a s i c o ( G e t To g e t h e r ) , l e tas t i e r e i n d e m o n i a t e ( C e c i l e L e M ay ),
l a v o c e p u e r i l e e d i a b o l i c a c ome
u n M i c k J a g g e r c a s t r a t o ( To m c at );
t u t t o i n q u e s t o d i s c o f a t o r n a r e in
pace con il vero senso del rock e
n o n p o t e v a t r o v a r e a l t r o r i p a r o che
s o t t o l ’ a l a p r o t e t t i v a d e l l a I n The
Red.
O v v i a m e n t e n o n c ’ è p r o p r i o c on f r o n t o c o n l e u l t i m e s e n s a z i o n i ita l i a n e ( v e d i M o n t e c r i s t o ) o l e p r os s i m e i n g l e s i ( v e d i T h e H o r r o rs ).
Lunga vita al rock’n’roll. (7.0/10)
Stefano Pifferi
F r a n c o B a t t i a t o - I l Vu o t o
(Universal, 9 febbraio 2007)
P e r q u e l c h e m i r i g u a r d a , d a Bat -
turn it on
Ferocious Eagle - The Sea Anemone Inside of Me is Mighty (54°
40’ or Fight!, marzo 2007)
Delusi dall’ult i m o d i s c o d e g l i H e l l a ? Av e t e d e c i s o c h e n o n v o r r e t e m a i p i ù
sentire tempi d i s p a r i i n v i t a v o s t r a ? N o p r ob l e m , c ’ è a n c o r a s p e r a n z a : d i rottate con fid u c i a l e v o s t r e a t t e n z i o n i s u i F e r o c i o u s E a g l e , d u e c h i t a r r e ,
una batteria e t a n t o , t a n t o t a l e n t o .
Originari da P o r t l a n d , O r e g o n , u n a d e l l e c u l l e a s s o l u t e d e l r o c k m a t e m a tico, il magnif i c o t r i o è s e n z ’ a l t r o l a p r i m a v e r a g r a d i t a s o r p r e s a d e l 2 0 0 7
per questo tip o d i s o n o r i t à , a n c h e e s o p r a t t u t t o p e r l a c a p a c i t à c o n c u i s e
ne discostano . S u e g i ù l u n g o i l d i s c o c i s e m b r a d i i n c r o c i a r e l e t o r s i o n i
degli Union o f a M a n a n d a Wo m a n e l e c o n t i n u e r i p a r t e n z e d e g l i H e l l a ,
ma anche l’ur g e n z a d e l p o s t - p u n k e i l c a z z e g g i o i n d i e - r o c k . T h e S e a A n o mone Inside o f M e i s M i g h t y r i s u l t a e s s e r e c o s ì l a c o s a m i g l i o r e f a t t a
uscire dalla 5 4 ° 4 0 ’ o r F i g h t ! , u n ’ e t i c h e t t a n a t a p e r v o l o n t à d e i r e d a t t o r i
della fanzine C o p p e r P r e s s e c h e f i n o r a n o n a v e v a a n c o r a t r o v a t o u n d i s c o d i q u e s t a l e v a t u r a .
I Ferocious E a g l e d i m o s t r a n o p i ù d i a l t r i c h e a n c h e u n s u o n o s p i g o l o s o p u ò o s p i t a r e s e n z a t r a u m i il cantato,
senza correre i l r i s c h i o d i u r l a r e p e r n i e n t e o m a n g i a r s i l e p a r o l e . N o n s o l o u n f e s t i v a l d e l r i t m o e d e l le curve a
gomito quindi m a a n c h e t a n t a c u r a p e r l e m e l o d i e , i r i t o r n e l l i e l ’ o r e c c h i a b i l i t à i n g e n e r a l e , t a n t o c h e p ezzi come
la title-track, B e N o t We a r y, B e N o t We a k , T h i s S o n g i s a Tr a i n w r e c k , Tr a n s f o r m e r e R a p e W h i s t l e f a r ebbero la
gioia di tanti g r u p p i , a n c h e a l d i f u o r i d e l m o n d o i n d i e - r o c k . ( 7 . 3 / 1 0 )
Roberto Canella
sentireascoltare 47
tiato ormai non mi as p e t t o a l t r o c h e
un pizzico di auten t i c a t r e p i d a z i o ne. Della confezione n o n m i p r e o c cupo, il cantautore s i c i l i a n o c i h a
abituati a trattare il s u o n o c o n u n a
padronanza e una p e c u l i a r i t à c h e
ha pochi uguali in a m b i t o n a z i o n a le. P rendete la title t r a c k : e l e c t r o
funk wave melodic a m e n t e b o l s o
però tutta una giust a p p o s i z i o n e d i
trovate, strati di riff d i s y n t h e c h i tarre, archi e cori e c t o p l a s m a t i c i ,
una “profondità sup e r f i c i a l e ” o r g a nica a quell’idea d i a v a n g u a r d i a
leggera che Battiato p e r s e g u e d a l
Cinghiale Bianco in a v a n t i .
E’ un gioco, e va ac c e t t a t o . A n c h e
in questo Il Vuoto, a l b u m d ’ i n e d i ti nu mero ventitré ( s e n o n e r r o ) ,
il mestiere viene t r a n q u i l l a m e n t e
ostentato. E’ parte i n t e g r a n t e d e l l a
strategia pop, così c o m e i l r i c o r s o
ai riferimenti colti (i l To l s t o j r i a d a t tato nel lieder - piu t t o s t o s t u c c h e vole - di Era l’inizio d e l l a p r i m a v e ra ) e gli esausti scor c i f i l o s o f i c i ( n e l
solenne didascalism o e l e c t r o s o u l
di Niente è come se m b r a , n e l l a v a porosa Io chi sono? ) . N o n s i r a vvisano grandi intuizi o n i m e l o d i c h e ,
né particolari sorpre s e , m a n o n o c corrono. Neppure st u p i s c e l a s c e l ta dei compagni di v i a g g i o , d a u n a
parte la fastosa Roy a l P h i l a r m o n i c
Orch estra e dall’alt r a d u e g i o v a n i
rock band (gli indie r o c k e r s p a d o vani FSC e le dark s a r d o - l o n d i n e s i
MAB ). Oltre all’imm a n c a b i l e S g a lambro, ma che ve lo d i c o a f a r e .
Post moderno per elezione, Battiato
finisce inevitabilmente per riarticolare se stesso: va a prendersi un Cafè
de la Paix tra Fleurs avvizziti (I giorni
della monotonia), conduce il Cammello tra le sensuali nostalgie di Fisiognomica (Tiepido aprile), aizza palpitanti imboscate su spiagge solitarie
(Aspettando l’estate). Siccome lo fa
con un certo talento, non c’è proprio
nulla da eccepire. E quella trepidazione che andavo cercando? In effetti,
c’è. Ad esempio nella conclusiva Stati
di gioia, quando una she loves you dal
juke box della memoria scompagina
la trafelata allure avant-prog aprendo
scenari psych assorti, immersi in una
caligine impalpabile. Se sia autentica
o meno, beh, non è per nulla importante. Davvero. (6.6/10)
Stefano Solventi
48 sentireascoltare
Egle Sommacal - Legno (Unhip
Records / Wide, gennaio 2007)
U n a c h i t a r ra e u n ’ a n i m a , t u t t o q u i .
Coniugazioni e declinazioni folk
b l u e s , p i u tt o s t o g e n u i n e g r a z i a d dio, non una parata di virtuosismi
tipo lo spot d’un session-man in
cerca d’impiego. No. Il bellunese
Egle Sommacal, già nei Massimo
Vo l u m e e a l l a v o r o t r a g l i a l t r i p e r
Lalli, Moltheni e Starfuckers, sciorina una sincera pastosità, galleggia
sul tepore timbrico della sei corde
alternando densità e rarefazione,
più frugale e meno astratto del
John Fahey cui pure è chiaramente devoto. Detto questo, detto più o
meno tutto. Ma è il caso - se me lo
consentite - di allargare il discorso.
A costo di divagare.
Prendi una mattina che trovi il tempo e la voglia di vedere An Inconv e n i e n t Tr u t h, i l f i l m d i A l G o r e s u l
riscaldamento globale. Dopo il quale senti la necessità di una camera
di decompressione (chi ha visto il
film capirà). Fuori guarda un po’ c’è
l’amorevole minaccia di un sole assurdo, ragion per cui non hai scelta:
i s u c c e s s i vi q u a r a n t a m i n u t i s e i t u
che cammini tra fiume e periferia,
n e l l e c u ff i e l e o t t o c a n z o n i d i q u e sto Legno a stabilire vibrazioni tra
dentro e fuori, i pensieri che sbocciano vivi e indolenziti e vanno a
finire più o meno dove senti che dovrebbero. Musica che si appoggia
benissimo allo stato d’animo in bilico, e viceversa. Non so se mi sono
spiegato. Insomma, sono certo che
nessuno si ricorderà di questo disco nelle famigerate classifiche di
fine anno. Giusto così, in fondo. Ma
nel suo “modo” c’è una ragion d’es-
s e r e c h e s a r e b b e s c i o c c o i g n o r are
“a prescindere”. (6.5/10)
Stefano Solventi
Encre – Plexus II (Miasmah /
Wide, novembre 2006) Greg
Haines
–
Slumber
Tides
(Miasmah
/
Wide,
gennaio
2007) Rafael Anton Irisarri –
Daydreaming (Miasmah / Wide,
9 febbraio 2007)
I l s u o n o d e i D e a f C e n t e r c o m i ncia
a p r e n d e r e v i t a p r o p r i a e a r i pro d u r s i , c o m p l i c e c e r t a m e n t e l a l o nga
m a n o d i E r i k K . S k o d v i n , t e n e b r oso
s c a n d i n a v o c h e s u l f i n i r e d e l l o s cor s o a n n o c i a v e v a i n q u i e t a t o c o n il
d r a m m a d o o m y d i S v a r t e G r e i ner .
S e g u e n d o p r o b a b i l m e n t e l ’ e s e mpio
d i J o h n Tw e l l s e d e l l a Ty p e , Erik
e r i g e s i l e n z i o s a m e n t e d a l n u l l a la
M i a s m a h , i l v e i c o l o p e r l e s u e c r ea z i o n i g r a f i c h e e o r a a n c h e u n ’ eti c h e t t a b e l l a e b u o n a . A d i s p e t t o di
q u a n t o s i p u ò p e n s a r e , u n a “ p o l i tica
d e l l e e t i c h e t t e ” è o g g i p i ù p l a u s i bile
c h e m a i , n e l s u o p r o c e d e r e d i pari
p a s s o c o n l ’ a p p i a t t i m e n t o d e i c osti
e l ’ a m p l i a m e n t o e s p o n e n z i a l e del l ’ o ff e r t a . I l l a v o r o d i E r i k p e r l a sua
M i a s m a h è s o l o l e g g e r m e n t e d i ver s o d a q u e l l o d i Tw e l l s p e r l a Ty pe.
L a v i s i o n e d e l m u s i c i s t a n o r v e g ese
v i e n e r i p r o d o t t a i n t o t o e e s p l o r ata
n e i m i l l e r i v o l i i n c u i p u ò f u g g i r e . Si
s c e g l i e q u i u n o s t i l e u n i c o p i u tto s t o c h e c e r c a r e l ’ e t e r o g e n e i t à d ella
p r o p o s t a . I l r i s u l t a t o è o v v i a m en t e u n ’ e s p l o s i o n e d i q u a n t o p r o po s t o d a i D e a f C e n t e r e c i ò v u o l dire
t r o v a r e c o s t a n t e m e n t e u n p u n t o di
e q u i l i b r i o t r a c l a s s i c i s m o d ’ o r c he s t r a e g o t i c i s m o m i t t e l e u r o p e o , sin f o n i s m o a p o c a l i t t i c o e s p l e e n esi s t e n z i a l e . L e p r i m e t r e u s c i t e v a nno
a p a r a r e t u t t e i n q u e s t a d i r e z i o n e.
I l f r a n c e s e E n c r e s i p r e s e n t a con
u n u n i c o b r a n o s t r u m e n t a l e che
o l t r e p a s s a l a d u r a t a d i 4 0 m i nu t i e c h e p e r c i r c a l a m e t à s e m bra
u n f r a m m e n t o d ’ o r c h e s t r a i n c a g lia t o s i i n u n l o o p p e r e n n e . L e v o l ate
c a m e r i s t i c h e p r e n d o n o i l v i a n ella
s e c o n d a p a r t e e l a m u s i c a a s s u me
i l t o n o d i u n a p e n s o s a e l u c u b r a zio n e s u l l a f i n e d e i t e m p i . N i e n t e di
p a r t i c o l a r m e n t e i n t r i g a n t e , m a ci
s o n o b u o n i p r e s u p p o s t i p e r f a r e dei
P l e x u s I I I , I V e V m i g l i o r i . M o l t o più
a f u o c o i l d e b u t t o d e l l ’ i n g l e s e G reg
Haines . Si ca p i s c e b e n i s s i m o c h e
ha passato la v i t a a d a s c o l t a r e e
riascoltare ge n t e c o m e P h i l i p G l a s s
e Arvo Part, i C a r m i n a B u r a n a e l a
classica della g r a n d e s t a g i o n e r o mantica. Slum b e r Ti d e s p a g a c e r tamente tribu t o a n c h e a l l e c o l o n n e
sonore di Zb i g n i e w P r e i s n e r p e r
i film di Kieś l o w s k i , i n p a r t i c o l a r e
La Double Vie d e V é r o n i q u e c u i f a
pensare insis t e n t e m e n t e i l c a n t o d i
Kristin Evense n G i a e v e r, u g o l a a n gelica che av e v a m o g i à a p p r e z z a to brevement e n e l d i s c o d i S v a r t e
Greiner . Subm e r g e i n q u e s t o s e n s o
è una perfetta f u s i o n e t r a P r e i s n e r,
i Deaf Cente r, i S i l v e r M t . Z i o n , i
Black Tape fo r a B l u e G i r l e P h i l i p
Glass. Insomm a , l ’ a p o t e o s i d e l g o tico orchestra l e .
Molto meno a p o c a l i t t i c o m a a n che più sibilli n o , i l d i s c o d i R a f a e l
Anton Irissar i, d o v e c ’ è u n a m a ggiore propens i o n e a l l a m a l i n c o n i a
suonata con l e n o t e d e l p i a n o , c o n
parecchi punt i d i c o n t a t t o c o n Wi lliam Basinsk i. I r i s s a r r i , c h e q u a lcuno può av e r g i à a v v i s t a t o n e l
roster della M i l l e P l a t e a u x , d o v e s i
fa chiamare L u k e n, v i e n e d a S e a t tle, in partico l a r e d a l c i r c u i t o d e l l e
istallazioni, d e l l e g a l l e r i e d ’ a r t e e
gestisce la K u p e i M u s i k a I m p r i n t
una piccola l a b e l s p e c i a l i z z a t a i n
ambient e m i n i m a l t e c h n o . I l s u o
sound è un p r e g e v o l e f e s t i v a l d e l l’ovvietà. Ne i s u o i b r a n i a c c a d e
esattamente q u e l l o c h e t i a s p e t t i
accada. Ciò n o n t o g l i e c h e s i a e ff i cace, soprattu t t o q u a n d o v a a c e r care soluzion i p i ù e r m e t i c h e c o m e
per musicare u n f i l m d i Ly n c h .
In conclusion e , u n 7 . 0 d i i n c o r a g giamento all’e t i c h e t t a , m e n t r e p e r i
dischi una me d a g l i a i n q u a s i o r o a
Haines ( 7.0/10 ) , u n a d i q u a s i a r g e n to a Irissari ( 6 . 6 / 1 0 ) e u n a i n q u a s i
finto bronzo a E n c r e ( 5 . 8 / 1 0 ) .
Antonello Comunale
Exploding
Star
Orchestra
– We Are From Somewhere
Else (Thrill Jockey / Wide, 23
gennaio 2007)
Ci sono i puls a n t i u m o r i d i O l è C o l trane in Sting R a y A n d T h e B e g i n ning Of The W o r l d ( P a r t 1 ) ; i l c r o matismo tona l e d i Mu s i c F o r 1 8
Musicians in C o s m i c To m e s F o r
Sleep Walking L o v e r s ; t u t t a u n a c e r -
ta tradizione colta euro-americana
risuona nelle note di piano di Black
Sun, composta originariamente per
il pianista francese Jeanne-Pierre
A r m e n g a u d . I l f l a u t o d i E r i c D o l p h y,
i n S ti n g R a y A n d T h e B e g i n n i n g O f
T h e W o r l d ( P a r t 4 ) , e i To r t o i s e. E
P s y ch o - Tr o p i c E l e c t r i c D r e a m o d o r a
d i S u n R a, a r t i s t a d a l q u a l e e r e d i t a
f o l l i a e d a ff l a t o s p e r i m e n t a l e , s e è
vero che si impone di far diventar e mu s i c a i v e r s i d i u n o s t o r m o d i
anguille elettriche registrati in un
laboratorio di ricerca brasiliano.
Commissionato nel 2005 a Rob
Mazurek dal Chicago Cultural Center e dal Jazz Institute, il progetto
Exploding Star Orchestra coinvolge
diverse teste pensanti della Chicago jazz e rock, musicisti che hanno in un modo o nell’altro gravitato
a t t o rn o a l l ’ a s t r o To r t o i s e s c r i v e n d o
una buona fetta di storia della musica popular degli anni ’90.
Come un altro lavoro che ci era
p i a c iu t o m o l t o – q u e l l ’ O b s e r v i n g
S y s t e m s c h e i l Ti e d & Ti c k l e d Tr i o
a v e va p u b b l i c a t o p e r l a M o r r M u s i c n e l 2 0 0 3 – , We A r e F r o m S o m e wh e r e E l s e è u n s o n t u o s o e
cerebrale concept-album ma ancora una volta, proprio come in quel
disco, più che capire quale sia il
c o n ce t t o d e l l ’ a l b u m , c o n t a s a p e r e
che si tratta di un album sul conc e t t o. S u l c o n c e t t o d i j a z z , e q u i n di di musica: che riflette sul jazz e
sulla sua storia eretti a sistema ed
o s s er v a t o d a l p u n t o d i v i s t a d i u n
a l t r o s i s t e m a , a p a r t e r o c k – o b s e rving systems, dunque, ma anche
we are from somewhere else. È
quanto meglio riesce a Rob Mazurek, questo lo sapevamo, ma forse
mai come stavolta il concetto aveva
suonato così bene. (7.5/10)
Vincenzo Santarcangelo
Gruff Rhys – Candylion (Rough
Tr a d e / S e l f , 2 m a r z o 2 0 0 7 )
D a u n o c o m e G r u ff R h y s - d a p i ù d i
dieci anni a capo di quella congrega di matti gallesi chiamata Super
Furry Animals - non ci si può che
aspettare qualcosa di eccentrico.
Per dire, l’ultima mossa era stata un
album scritto e cantato interamente
in lingua madre, l’impronunciabile
Yr Atal Genhedlaeth (2005); ades-
s o a r r i v a u n c o n c e p t f i a b esco – per
l o p i ù i n i n g l e s e , p e r f o r tuna - a
p r o p o s i t o d i u n o z u c c h e roso leon c i n o ( u n p o ’ c o m e l ’ e l e f ante effer v e s c e n t e d i b a r r e t t i a n a memoria,
i n s o m m a ) , C a n d y l i o n.
C h e p o i n o n è a l t r o c h e u n dischet t o d i f o l k p o p s o p r a l e r i g h e, proprio
c o m e t i a s p e t t e r e s t i d a l suo auto r e , c h e p e r l ’ o c c a s i o n e ha diretto
i l t i m o n e v e r s o i l f a n t a s tico mon d o d e l l a s u a i n f a n z i a ( a sentir lui:
p r o g r e s s i v e , h i p h o p , b e at gallese,
P s y c h o c a n d y d e i J e s u s & Mary
C h a i n , a l m e n o i n t e r m i n i di ascol t i ) , v i r a n d o p r e p o t e n t e m e nte verso
a r r a n g i a m e n t i s e m p l i c i e acustici in
r e a z i o n e a i n u t r i t i a p p a r a ti di solito
i m b a s t i t i d a l l a b a n d p r i n cipale (oc c h i o p e r ò : s e m p l i c i n o n vuol dire
c h e n o n s i a n o “ s t r a n i ” , v edi Gyrry
G y r r u G y r r u) .
I l g i o c o f u n z i o n a m e r a v i g l iosamente
q u a n d o l a n a i v e t è s i s p o s a a squisi t e e s e m p r e e ff i c a c i i d e e psych (la
f i l a s t r o c c a d e l l a t i t l e t r a ck, o una
T h e C o u r t O f K i n g A r t h u r che più
B a r r e t t n o n s i p u ò ) , c u i fanno da
c o r o l l a r i o t o c c h i d i e s o t i s mo assor t i t i ( d a l c o u n t r y a l l ’ I n d i a , dai Vel v e t U n d e r g r o u n d a l G a l l es); e non
a p p e n a s i m o s t r a u n p o ’ la corda
( c o m e n e g l i i n t e r m i n a b i l i 15 minuti
f i n a l i d e l l a D o n o v a n- i a n a Skylon ),
a r r i v a n o i n s o c c o r s o l e ineccepi b i l i o r c h e s t r a z i o n i d e l l ’ H i gh Llama
S e a n O ’ H a g a n , v e r o i ngrediente
a g g i u n t o d e l l a m i s c e l a l i sergica di
R h y s ( s e n t i t e u n p o ’ g l i a rchi disco
i n n e s t a t i n e l l a c a v a l c a t a acustica
m o r r i c o n i a n a L o n e s o m e Words ).
(6.8/10)
Antonio Puglia
sentireascoltare 49
Fu Manchu - We Must Obey
(Century
Media
/
Self,
19
febbraio 2007)
È ormai da gran temp o c h e i F u M a nchu non sono più, n é i d e a l m e n t e
né ta ntomeno di fatt o , g l i e r e d i d e l
blues-rock iperampli f i c a t o d e i B l u e
Cheer . Anzi, a dirla t u t t a , l a m a t r i c e
sixties del loro suon o s i è d e f i n i t i vamente stemperata i n u n a s o r t a d i
genericissimo hard-r o c k c o r r a z z a t o
(Aerosmith, ZZ Top , L e d Z e p p elin, Hendrix, Blue O y s t e r C u l t t u tti fus i un’ unica ribol l e n t e p o z i o n e ) .
Quest’ultimo We M u s t O b e y, d istante ormai anni lu c e d a u n a g e m ma come In Search O f ( M a m m o t h ,
1996), sfoggia ombr e e l u c i . S h a k e
It Loose è forse tro p p o d u r a , g i r a
irremovibilmente a v u o t o , e c o m u n que concentra una p e r c e n t u a l e d i
testosterone adolesc e n z i a l e d a b r i vidi. Meglio fa Hung O u t To D r y , p e r
un attimo almeno su p i n a a l l o s t o n e r
rock dei medi Novan t a . A l t r o v e , f r a
sprazzi convincenti d i m u s i c a e d i versi riempitivi ( Betw e e n T h e L i n e s
è speedrock), regna u n s u o n o f o r s e
sempre un po’ tropp o i d e n t i c o a s e
stesso, martellante e i n c o n c l u d e n te. Sensei Vs Sens e i , c h e p e r u n
tratto si sottrae a qu e s t o g i o c o , a ssume un volto lang u i d a m e n t e p s i chedelico che riman d a a l l a ‘ m u s i c a
per LSD’. Il che, fra n c a m e n t e , n o n
dispiace affatto. ( 5.5 / 1 0 )
Massimo Padalino
Future Pilot a.k.a. - Secrets
From The Clockhouse (Creeping
Bent / Goodfellas, 5 febbraio
2007)
Questo è ormai il q u a r t o a l b u m
in cui l’ indo-scozz e s e S u s h i l K
Dade – già figura le g g e n d a r i a d e l la Glasgow a metà f r a ’ 8 0 e ‘ 9 0 , i n
50 sentireascoltare
BMX Bandits e nei gloriosi Soup
D r a g o n s , no n c h é p i o n i e r e d e l p o p
anglo-asiatico - raduna a sé una
nutrita schiera di ospiti per il coll e t t i v o F u t u r e P i l o t a . k . a. S e n e lle puntate precedenti si era vista
in azione gente come Cornershop,
A l a n Ve g a , D e l g a d o s , P h i l i p G l a s s ,
Te e n a g e F a n c l u b , P a s t e l s , B i l l We l l s , a d e s s o è i l t u r n o d i S o n i c Yo u t h ,
B e l l e A n d S e b a s t i a n, M i k e Wa t t ,
Damo Suzuki, Go Betweens, insieme ad altri aficionados della scena
scozzese (i meno noti Unkle Bob,
Pendulum e Karine Polwart) e il rom a n z i e r e A l a s d a i r G r a y.
Se ve lo state già chiedendo: no,
qui non c’è nessuna mastodontica
- quanto sterile - parata di supers t a r p r o n t e a d o ff r i r e s p o n s o r s h i p
al fortunato di turno. Ogni ospite
infatti è coinvolto dal padrone di
casa nella narrazione di quello che
somiglia più a un libro di storie (per
bambini, naturalmente) o, se preferite, a recitare una particina in
una rappresentazione teatrale per
young at heart (parafrasando i recenti Staples&Boulter) di tutte le
età. Non ci sono reali protagonisti,
e così capita che Robert Foster e il
compianto Grant McLeenan si limit i n o a u n r e a d i n g ( T h e C i t y O f L ights), che Damo Suzuki improvvisi
al telefono su uno strumentale sugg e s t i v o à l a S o n g s F o r D r e l l a (F e stival Of Lights), che Kim Gordon,
T h u r s t o n Mo o r e , M i k e Wa t t e i F i r e
Engines jammino estemporaneam e n t e s u N u c l e a r Wa r d i S u n R a
( g i à s d o g a n a t a d a i Yo L a Te n g o) .
L’immaginazione infantile ed eccentrica di Dade fa poi sì che il tutto sia
strutturato secondo temi ricorrenti, fra
canzoni vere e proprie e brevi intermezzi, in una sensibilità che coinvolge un ‘intero universo, dall’Asia (Tu
Meere Mata e la Tery Bina di Nusrat
Fateh Ali Khan, intonate dalla moglie
di Sushil, Vinita Dade), alle Highlands
(l’intervento folk di Karine Polwart in
Shenandoah), dal Lou Reed di Satellite of Love (Boomerang) agli Stereolab
(Maata Retunrs), dall’indie pop allo
ska al twee (Eyes Of Love per le voci
di Sarah Martin e Stuart Murdoch,
It’s In The Heart Of Everyone, Lights
Of The City). Non esattamente il disco
indie pop che ti aspetti. (6.8/10)
Antonio Puglia
Grinderman – Self Titled (Mute
/ Emi, 23 marzo 2007)
L a n o t i z i a s i d i ff o n d e r a p i d a d i fo r u m i n f o r u m : N i c k C a v e t o r n a ad
i n d o s s a r e l e v e s t i d e l p r i n c i p e in c h i o s t r o ! I n v e c e , m a c c h é , n i e nte
a ff a t t o . E m e n o m a l e . A d e t t a del
N o s t r o , t u t t o è a c c a d u t o n a t u ral m e n t e , u n a b r a m a d ’ i m m e d i a t e zza
h a r d b l u e s p r o v a t a d u r a n t e l ’ u l t i mo
l u n g o t o u r, q u a n d o t r a u n a s e r a t a e
l ’ a l t r a i l n o c c i o l o d u r o d e l l a b a n d - il
p o l i v a l e n t e E l l i s , i l b a s s i s t a M a rtyn
C a s e y ( g i à n e i Tr i ff i d s ) , i l b a t t e r ista
J i m S c l a v u n o s ( e x - C r a m p s ) e d un
C a v e s o r p r e n d e n t e m e n t e d i s p osto
a d i m b r a c c i a r e e m a l t r a t t a r e l a chi t a r r a - d a v a v i t a a s e s s i o n i u n po’
p i ù s g a r b a t e , c o m e p e r s t u r a r e le
v e n e d a l l e p l a c c h e d o l c i a s t r e del
troppo romanticume.
N o n c h e G r i n d e r m a n – q u e s t o il
n o m e d e l p r o g e t t o , m u t u a t o d a un
b l u e s d i M e m p h i s S l i m - s i a i m m une
d a r o m a n t i c i s m o : a d e s e m p i o q uel l o m a l i n c o n i c o d i M a n I n T h e M o on ,
o q u e l l o t r a v a g l i a t o d i W h e n My
L o v e C o m e s D o w n , s a t u r o d i f r e miti
L a n e g a n. P e r ò i l s a p o r e d o m i n a nte
v u o l e e s s e r e l a s g u a i a t e z z a s t oo g e s i a n a d i u n a D e p t h C h a r g e E t hel ,
l a l a i d a e s p e t t o r a z i o n e d a t a v e rna
d i G e t I t O n, i l s a r c a s t i c o s c u l e tta m e n t o d i G o Te l l T h e W o m e n ( con
i m p a g a b i l e f a l s e t t o f i n a l e ) , l e t o rve
m o v e n z e d a L o u R e e d v a m p i r o di
E l e c t r i c A l i c e , l a f e b b r i l e n e v r a ste n i a d i N o P u s s y B l u e s , e c c e t e r a. Il
t u t t o s c u d i s c i a t o d a h a m m o n d aci d i s s i m o , c h i t a r r e e v i o l i n i a l c alor
b i a n c o , b a s s o b i t u m i n o s o e p e r c us sioni ossute.
C o n t u t t o c i ò , q u e s t i s e m i c a t tivi
n o n r i e s c o n o a s u o n a r e c o s ì c atti v i . L a l o r o è u n a s p e c i e d i g o l i a rdia
i n t o s s i c a t a , p i ù s f o g o c h e d r a m ma.
S e q u e s t i q u a t t r o v o l p o n i h a n n o si g l a t o u n p a t t o a l f a m o s o c r o c i c c hio,
m i s a c h e a r i m e t t e r c i è s t a t o i l dia volo. (6.4/10)
Stefano Solventi
Gudrun Gut – I Put A Record On
(Monika / Wide, 30 marzo 2007)
G l i E i n s t u r z e n d e N e u b a u t e n . La
sperimentazione.
L’ a v a n g u a r dia.
L’ e s s e r e m i l l e a n n i l u c e p i ù i n là
r i s p e t t o a t u t t o c i ò c h e i l m o ndo
fa ancora oggi fatica a digerire. E
p o i a p r i r s i a p r o s p e t t i v e d i v e rse,
turn it on
Milenasong - Seven Sisters (Monika / Wide, 6 febbraio 2007)
Seven Sister s a p r e i g i o c h i i n m a n i e r a m e r a v i g l i o s a . S a r a è i n f a t t i u n o
dei country ro c k d a l t a g l i o i n t r o s p e t t i v o m a g g i o r m e n t e p o e t i c o s i a d a t o
ascoltare neg l i u l t i m i t e m p i . C o m e s e l e C o c o r o s i e c o v e r i z z a s s e r o D a mien Juardo. L e n t e z z a e s v e n e v o l e z z a f a nn o c e r t a m e n t e p a r t e d e l b r a n o ,
ma non rallen t a n o m a i l a f r u i z i o n e e i l g o d i m e n t o d e l m e d e s i m o . Q u a n t o
le polifonie vo c a l i , f e m m i n i l i n e l c a s o d i q u e s t o d i s c o , g i o c h i n o u n a p a r t e
grossa nel tu t t o l o s i a r g u i s c e d a C a s e y O n F i r e , c a v a l c a t a s u b l i m i n a l e
eretta su d’un m u r o d i e l e t t r o n i c a i n c r e s c e n d o e c o n d o t t a d a u n p i a n o c h e
ne tallona le m o s s e .
Il resto del c d v a n t a n u m e r i , n e l g e n e r e d e l c o u n t r y r o c k c a n t a u t o r a l e
scarno e poet i c o , n o n d a p o c o . T h i r t y p o t r e b b e a n c h e f a r e v e n i r e i n m e n te dei Walkab o u t s p i ù d i m e s s i , e l ’ a l t e r n a n z a d i v o c i m a s c h i l e / f e m m i n i l e
aiuta certo in q u e s t a i d e n t i f i c a z i o n e . L’ e l e t t r o n i c a , p r e s e n t e e d a t t i v a u n
po’ in tutte le d o d i c i c a n z o n i d e l l ’ a l b o , l a v o r a s e m p r e i n m o d o s u b l i m i n a l e , a n c h e q u a n d o a d e s s e r e portato a
galla è il fant a s m a d i S a n d y D e n n y ( N i g h t l o s t Tr a i n s ) . M i r a c o l o s a m e n t e a t t r a t t a d a l v u o t o p n e u m a t i c o emotivo
che ne ha fors e g e n e r a t o l a r a g i o n e p o e t i c a , q u e s t a è m u s i c a c h e m a i v i e n e d i s i n t e g r a t a d a q u e l l o s t e s so vortice
d’emozioni int e n s e c h e c i a s c u n a d e l l e c a n z o n i i n s c a l e t t a e v o c a , q u a s i f o s s e u n a s e d u t a s p i r i t i c a . U n q ualcosa di
evanescente, f a n t a s m a g o r i c o a n c h e , a l e g g i a s e m p r e s u q u e s t e m u s i c h e ( S o m e t h i n g E l s e ) . A l b u m i n t e nso, emotivo, avaro di r i e m p i t i v i . U n p i c c o l o g r a n d e d i s c o c h e v a l e l a p e n a i n d a g a r e , e d a s c o l t a r e , c o n l ’ o r e c c h io poetico
e percettivo d i l a t a t o . ( 7 . 5 / 1 0 )
Massimo Padalino
sentireascoltare 51
crederci sempre e n o n c a d e r e m a i .
Questa – e molto di p i ù – è G u d r u n
Gut. Che torna con u n n u o v o d i s c o ,
intito lato profeticam e n t e I P u t A
Record On. E che d i s c o .
House, dance, ele t t r o n i c a , d u b .
L’electroclash che in u n c o l p o s o l o
riassume il meglio d i q u e s t e q u a t tro b ranche sonore. E c h e l a G u t
maneggia con la pa d r o n a n z a d i u n
fabbr o nel suo labo r a t o r i o p e r s o nale. Melodie sonno l e n t i c h e p e r ò
tengono sveglia la m e n t e c o n i m placabili casse in q u a t t r o q u a r t i
(Pleasuretrain ). Va l z e r f r u l l a t i e
riprocessati secondo i d e t t a m i d e l l’elettronica da ape r i t i v o ( l ’ i n i z i a l e
ed ottima Move Me ).
Capolavori folktron i c i c h e v i b r a no emozioni e sens a z i o n i , m e n t r e
le voci di Gudrun G u t , U t a H e l l e r
rompeva il precedente The Prepar e d P i a n o , a ff i n a n d o l e m e l o d i e e
g i o c a n d o co n c e r t a l e z i o s a m a l i n c o n i a a l l a Ya n n Ti e r s e n. P e r f o r t una però sono ben altri i territori in
cui ci si spinge qui. Bertelmann fa
detonare la sonata per piano preparato di Cage inscenando brevi siparietti esotici e surreali, che hanno
il pregio della sintesi pop. Non è il
piano l’elemento principale di questa musica, ma tutti i fattori che ne
disturbano costantemente le note.
Bassi, vibrafoni, synth, archi e archetti, ma anche sugheri e fogli di
alluminio. Rumorini di ogni sorta e
le ombre degli altri progetti del mus i c i s t a t e d e s c o , To n e t r a e g e r e M u sic A.M. a giustificare certi timidi
accenti elettronici. Più che essere
elettro-acustica quella su Room to
Expand è musica acustica picchiettata di elettronica (Belgrade) che
anche nei suoi momenti prettamente analogici tutt’al più imita i glitch
( S w e e t S p r i n g C o m e , Wa t e r c o l o u r
Milk). Come un quadro puntillista di
Seraut, la musica di Haushcka vive
della fitta grammatura dei suoi elem e n t i . (7 . 0 / 1 0 )
dernata di tastiere vetrose, sax e
m o r r i c o n i s m i i n M a d r i d ) , a c i d ule
t e n t a z i o n i p o p ( i n L’ o r a g e , o s pite
J e a n L o u i s M u r a t) e u n a k r a uta
a p p r e n s i o n e ( S u r l e p a v é , i n p r atic a g l i S t e r e o l a b c o l t i d a u n ’ u ggia
E v e r y t h i n g B u t T h e G i r l) . Tu t t o ciò
s e n z a m a i v e n i r m e n o a l l a m i s s i one
d i t r a g h e t t a r e l e t i p i c h e s u g g e s t ioni
d e l l a c h a n s o n n e l l ’ i n q u i e t o p e l ago
d e l l a p o s t - m o d e r n i t à . E s e n z a s cor d a r e - a p p u n t o - l ’ a r t e d i f a r e c an z o n i , q u a l i t à e s p l e t a t a b e n i s s i mo
t a n t o i n l e g g e r e z z a ( l ’ i n i z i a l e Ce
q u e j e s u i s , l a c i v e t t u o l a Q u e l que
c h o s e i n m o i ) q u a n t o i n p r o f o n dità
( l a s u a d e n t e a n s i e t à d i L’ e s s e n t iel ,
i c a s c a m i m i l o n g a d i D è s d e m a in ).
E p u r e i n o b l i q u o , s e c o n s i d e ria m o i l p a s s o s o u l - p s y c h o n d i v a g o di
C o m m e u n e f i l l e , a g r i e s o t i s m i sott o a r t i f i c i b o r e a l i . A m a b i l e r e t r ofu turismo per cuori scafati. (7.1/10)
Stefano Solventi
Jesse
Malin
–
Glitter
In
The
Antonello Comunale
e Ma tt Elliott si inc r o c i a n o , s i a l lontanano e si ricon g i u n g o n o c o m e
se fossero amanti al l a r i c e r c a d e l l a
propria metà e della p r o p r i a r a g i o n e
d’essere ( Rock Botto m R i s e r ) . I P u t
A Record On è un pu n t o d ’ a r r i v o p e r
l’elettronica modern a e u n p u n t o d i
parte nza per nuove , f u t u r i b i l i s p e rimentazioni. Sapere d o v e s i p a r t e
e non sapere dove s i a r r i v e r à , s o l o
per il piacere della s c o p e r t a e d e l l a
sfida. Se Gudrun G u t c o n t i n u a a d
essere in cima alle n o s t r e p r e f e r e n ze un motivo ci sarà , n o ? ( 7 . 0 / 1 0 )
Manfredi Lamartina
h a u s c h k a – R o o m To E x p a n d
(Fat
Cat
/ Audioglobe,
26
febbraio 2007)
Dopo due dischi, Vol k e r B e r t e l m a n n
giunge alla maturit à d e l p r o g e t t o
Hauschka. Room To E x p a n d r i prende il discorso lì d o v e s i i n t e r -
52 sentireascoltare
Holden - Chevrotine (Le Village
Ve r t , 2 8 f e b b r a i o 2 0 0 7 )
Gli Holden sono un quintetto francese con già due album piuttosto
apprezzati alle spalle (non da me,
giacché - francamente - non li conosco). Per l’opera terza, meditat a q u a t t r o a n n i , s i s o n o a ff i d a t i a l l ’ i n e ff a b i l e p r o d u c e r U w e S c h m i d t
( a k a S e n o r C o c o n u t) , i l q u a l e - p e r
meglio straniarli - li ha convocati a
Santiago del Cile dove vive e lavora. Il risultato è questo Chevrotine,
appuntamento più o meno irrinunciabile per chiunque abbia amato
a l l a f o l l i a i m e s m e r i s m i d e l l a G o ldfrapp prima maniera, per i nostalgici del trip hop più suadente e per
chi non resiste al fascino indiscreto
del french touch. Il folk e l’errebì
sono la sinopia che traspare sotto
le tessiture elettroniche, i campioni
ectoplasmatici, i baluginii di tastiere
e vibrafono, gli sfarfallii percussivi,
le screziature di chitarra ed il canto
di Armelle Pioline (una Françoise
Hardy quanto mai blasé).
Si ravvisano inoltre una incipiente jazzitudine latin-tinge (squa-
Gutter (One Little Indian, marzo
2007)
F r a n c a m e n t e , c h e J e s s e M a l i n p os s a a v e r c o l l a b o r a t o i n p a s s a t o con
R y a n A d a m s , c o n M e l i s s a A u f Der
M a u r e , i n q u e s t o n u o v o G l i t ter
I n T h e G u t t e r , c o n B r u c e S p ring s t e e n n o n h a m o l t a i m p o r t a nza.
S e n o n p e r i l f a t t o c h e s i t r a t t a di
u n o s p r e c o i n c r e d i b i l e d i r i s o rse
c r e a t i v e . S e n z a a n d a r e t r o p p o f uori
t e m a , M a l i n è u n o n e s t o c a n t a u t ore
r o c k c h e s e g u e p e d i s s e q u a m e nte
q u e l l a s c u o l a a m e r i c a n a c h e v ede
n e l B o s s i l p i ù i l l u s t r e e d i n i m i t abi l e s i m b o l o . M a p u r t r o p p o n o n c e la
f a a r e g g e r e i l c o n f r o n t o . E l e sue
s o n o c a n z o n i t a l m e n t e b a n a l i che
s f i g u r e r e b b e r o p e r s i n o i n u n d i sco
dei Bon Jovi . C ’ è b i s o g n o d i a g giungere altro ? ( 4 . 0 / 1 0 )
Manfredi Lamartina
K a i s e r C h i e f s - Yo u r s Tr u l y,
Angry
Mob
(Universal,
26
febbraio 2007)
“Ruby Ruby R u b y R u b e e e ” d i c e
Ricky Wilso n “ A h a a - a h a a - a a a a ,
aaaa” rispond e i l c o r o . L a c a n z o n e
è Ruby , il si n g o l o p r e s c e l t o d a l l a
band del febb r i l e t o r m e n t o n e E v e ryday I Love Yo u L e s s A n d L e s s p e r
girare la seco n d a p u n t a t a n e l p i ù
classico degl i s c h e m i d e l l o s h o w
biz. Il tornaco n t o è i m m e d i a t o : r i tornello bana l e , s t r u t t u r a r o c k c a nonica e rife r i m e n t i p l a c i d a m e n t e
ruffiani, tra u n a c i t a z i o n e S t o n e s
nel titolo e il t i m b r o M c C a r t n e y d i
Wilson ridott o a u n a u t o m a t i s m o
pop plastico e f u g a c e . È u n a l t r o
segnale forte e c h i a r o d e l l a b r i t
music targata d u e m i l a s e t t e : d o p o
la sbornia an g o l a r e è g i u n t o i l m o mento delle “p r o d u z i o n i ” e i n s e g u i to al pessimo r i t o r n o d e i B l o c P a r t y
(pomposo e s o ff o c a n t e ) , i l r e s t y l e
rappresenta la chiave di volta dei
nuovi brani (qui in vestito da sera
ma dal chiaro potenziale live). Non
stupisce pertanto che una specialità dell’esordio come The Angry Mob
– come dire Jerry Lee e Macca che
leggono un testo dei Kinks di allora
– fallisca nell’unire critica sociale e
briosità d’accordi e strofe. E va da
sé il resto, tra chitarre punky domestiche e brit melodies tuttifrutti
(Heat Dies Down), accordi glamr o c k d a m a n u a l e e i r i ff ( q u a s i ) h a r d
rock (Highroyds). Una partita folgor a n t e , a e ff e t t o , m a a n c h e u n b o omerang, perché sono brani da pop
s t a r c h e s i v o g l i o n o t a l i ( s o p r a t t u tto star), lontani dagli smalti indie
che s’apprezzavano nell’esordio e
a volte anche vicini al sospetto di
un cinico calcolo. Non sorprendono
infine le tre ballate che prendono
i l p os t o d e i m i d - t e m p o d e l d e b u t t o : L o v e ’s N o t A C o m p e t i t i o n ( B u t
I ’ m Wi n n i n g ) , l ’ a p p r e z z a b i l e p i a n o voce di Boxing Champ e la take in
s t i l e B l u r d i Tr y Yo u r B e s t ( u n p o ’
come Leave The City And Come
Home dei Rakes). Episodi genuini, nonostante tutto, non mancano:
s o n o l e d i s c r e t e T h a n k Yo u Ve r y
M u c h e L e a r n t M y L e s s o n We l l ( l a
più bella), entrambe canzoni dal ret r o g u s t o a n g u l a r. ( 5 . 0 / 1 0 )
Edoardo Bridda
dei brani dei K l a x o n s ( a l c u n i r i u sciti, altri forz a t a m e n t e O t t a n t a ) , l a
svolta semim a t u r a R a k e s , o r a t o c ca ai più deco r a t i e a t t e s i d e l l o t t o ,
i Kaiser Chie f s . È S t e p h e n S t r e e t
(già, il sig. Sm i t h s e B l u r ) l ’ u o m o d i
Yours Truly, A n g r y M o b , ( i n s i e m e
a Cenzo Tow n s h e n d a l m i s s a g g i o )
a lavorare pe r u n s o u n d p u l i t o , c o n
microfoni ben s e t t a t i c h e d i a n o a
Wilson il mass i m o r i s a l t o p o s s i b i l e .
Del resto, è lu i l ’ u n i c o b r a n d p o s s i bile del march i o , n o n c h é u n l e a d e r
maturato e si c u r o d e i p r o p r i m e z z i ,
soprattutto da l v i v o , c o m e p r o p r i o
la lunga tourn é e p o s t E m p l o y m e n t
L e R o k - A p p r o x Tw e l v e ( K a r a o k e
Kalk / Wide, 16 marzo 2007)
Disco di glitch’n’break virato spesso
verso libidini da odierno dancefloor,
Approx Twelve non brilla certo per
originalità nel marasma delle produ zioni consimili. Sfruttate fino all’os so le intuizioni di Lithops, Mouse
On Mars e Oval, a Le Rok non rimane che profondersi in una deliziosa,
quanto inutile, rilettura dei temi cari
alla sua sensibilità di musicista da
laptop. “Laptop and dance” potrem mo anche definire una traccia come
Cold End. Il resto del disco, pur non
facendo sfracelli per originalità, lascia anche impressioni durevoli.
Choped Ride, fra le altre, che funziona come un ordigno meccanico ad
orologeria, dove i dettagli elettronici
si stratificano gli uni dopo gli altri
e confluiscono in una mini sinfonia
perfettamente sincrona. (6.0/10)
LCD Soundsystem - Sound Of
S i l v e r ( D FA / C a p i t o l , 2 0 m a r z o
2007)
R e m i i n b a r c a p e r M u r p hy e soci.
Q u e s t o v i e n d a p e n s a r e al primo
a s c o l t o d e l s e c o n d o l a v o ro del fa m o s o m a r c h i o L C D S o u ndsystem.
S o u n d O f S i l v e r è u n a lbum sen z a s o r p r e s e e q u e l t i t o l o Get Inno c u o u s ! s e m b r a q u a s i f a r s ene carico
s e n z a t r o p p i p a t e m i . C ’ è i l riff di We
a r e R o b o t s d e i K r a t f w e r k là dentro,
c o p i a t o q u a s i p e r i n t e r o s e non fos s e p e r q u e l p a i o d i n o t e ( e tutti san n o q u a n t o R a l p h e F l o r i a n s’incaz z a n o p e r q u e s t e c o s e ) , poi c’è un
a l t r o d i q u e s t i m e z z i p l a gi in Nort h A m e r i c a n S c u m , d o v e possiamo
r i a s c o l t a r e T h e R o c k a b i l l y Skank di
F a t b o y S l i m, i n f i n e l ’ a u t ocitazione
n e l f u n k b i a n c o i n s t i l e D aft Punk Is
P l a y i n g I n M y H o u s e d i Ti me To Get
Aw a y c o n l ’ o r a m a i s t e r e o t ipica posa
n a r r a t i v a e l i e v e m e n t e s pastica di
M u r p h y ; p i ù a v a n t i l e c o wbell sono
e s a t t a m e n t e d o v e l e v o l e vamo sen t i r e : a s o s t e g n o d ’ u n t e m p o asciutto
i n b a l i s t i c a p o s t - p u n k e a utomatismi
f u n k b i a n c h i ( U s V s T h e m ); infine
P r i n c e ( a n d a t e v i a v e d e r e dove) e
i n u l t i m o , l e b a l l a t e i n t r i angolazio n e B r i a n E n o , D a v i d B y r n e e Bowie,
t r i n i t à i n c o n i o b e r l i n e s e al quale
i l N o s t r o s i g e n u f l e t t e s e nza sipari
e s a t t a m e n t e e c o e r e n t e m ente come
l ’ i n t e r a c o r d a t a D FA d a l ui capita nata dall’inizio dei tempi.
Tr a s c o r s i c i n q u e a n n i , e giunti a
q u e s t o p u n t o d e l p e r c o r s o artistico
( s v a r i a t e c o m p i l a t i o n c o mmemora t i v e a l l ’ a t t i v o ) p i ù c h e s p eculare su
c o s a a b b i a c i t a t o M u r p h y in Sound
O f S i l v e r – g i o c h i n o c h e all’epo c a d e l l ’ e m u l e r a a s s i e m e un atto
d i p e r v e r s i o n e e s c e t t i c i s mo –, c’è
p i u t t o s t o d a d o m a n d a r e a i suoi po t e n z i a l i a c q u i r e n t i s e n e l frattempo
Massimo Padalino
sentireascoltare 53
abbiano preso dime s t i c h e z z a c o n
quelle citazioni. Eh s ì , p e r c h é u n a
volta consumato il ca t a l o g o d e i r i f e rimenti, forse saran n o q u e s t ’ u l t i m i
a rimanere nel letto r e . N o n è p e r
getta re il bambino a s s i e m e a l l ’ a c qua sporca (con tutt a l a t i n o z z a ) : i l
debutto a firma LCD S o u n d s y s t e m
era un buon disco e t a l e r i m a n e ,
come del resto non è i n s u ff i c i e n te nemmeno quest’u l t i m o ; m a l ’ i n tingolo schiuma e s a p p i a m o c h e
presto lasceremo l’e d i f i c i o . I n t a n t o
però, ancora una v o l t a , b a l l i a m o ,
un po’ a denti strett i , m a b a l l i a m o .
(6.0/10)
Edoardo Bridda
Low - Drums And Guns (Sub
Pop/ Audioglobe, 19 marzo
2007)
Al secondo disco ta r g a t o S u b P o p ,
prodotto come il p r e c e d e n t e d a
Dave Fridmann, i L o w s i m e t t o n o
nuovamente in discu s s i o n e . S e T h e
Great Destroyer era s c o s s o d a u n
impeto elettrico ined i t o , c o m e d i r e
“il fottuto album roc k d e i L o w ” , i n
occasione dell’ottavo a l b u m l a b a n d
di Duluth spoglia il s u o n o s o t t o p o nendolo ad una fr i g i d a a u s t e r i t y
sintetica. Pulsazion i d i g i t a l i , a r c h i
campionati, loop di v o c i , l e c h i t a r r e
limitate al necessar i o , l a p r o f o n d i tà robotica del bas s o , d e m o n i e t t i
psych più accessor i c h e a l t r o , i l
canto stesso di Alan e M i m i a t t e n to a non premere tro p p o s u l p e d a l e
dell’enfasi. Tutto co s ì v o l u t a m e n t e
spoglio ed essenzial e . I n p a l p i t a n t e
contrasto coi fantas m i e i t r e m o r i
che si agitano nei te s t i ( f r u t t i a m a r i
dell’irrequietezza po l i t i c a i n c u i v i viamo), cuciti su me l o d i e a s c i u t t e ,
avare sia negli amm i c c a m e n t i c h e
nella contrizione. Si p r e n d a l ’ i n c e dere fosco di Drago n f l y , t r a f e e dback e brontolii sin t e t i c i , c o n l ’ o r gano e le voci a co n f e z i o n a r e u n a
mestizia impalpabile c h e r i m a n d a
al Peter Gabriel di Wa l l f l o w e r . O ppure quella Always F a d e c h e m e n tre stempera il pass o s o r d i d o L o u
Reed e quello alien o R a d i o h e a d t i
spaccia angoscia ve s t i t a d i l e g g e rezza. O ancora la t r e p i d a M u r d e rer , dove un bordon e q u a s i S i g u r
Ros (stentoreo e m a d r e p e r l a c e o )
si consuma in attes a d i u n ’ e s p l o sione che, come i f a m o s i Ta r t a r i ,
54 sentireascoltare
non arriva mai. O infine quella Hatchet che architetta un funkettino
a c c o m o d a nt e t r a c i n c i s c h i i d i g i t a l i ,
deep bass (è il nuovo acquisto Matt
Livingston, in sostituzione del dimissionario Zak Sally) e chitarrina
r u g g i n o s a . Tu t t i o q u a s i p e z z i n o n
nuovi, eseguiti più volte live: quasi
fossero pretesti per altrettanti oper a z i o n i d i ch i r u r g i a e s t e t i c a , c o n l o
s c o p o d i o t t e n e r e - p r e v i o g l i u ff i c i
del dottor Fridmann - la giusta tensione tra forma e contenuto, tra la
frigidità della pelle e il rovello interiore. In definitiva, è forse l’album
m e n o c o i n v o l g e n t e d e i L o w. S p i a z zerà, deluderà, farà discutere (lo
sta già facendo). Ma, se ho capito
dove volevano andare a parare, è
un disco riuscito. (6.6/10)
Stefano Solventi
Lucinda Williams - West (Lost
H i g h w a y, 1 3 f e b b r a i o 2 0 0 7 )
L a p r i n c i p al e c a r a t t e r i s t i c a d i q u e sto disco - il bollente alito vitale
di recenti tribolazioni - è anche il
suo principale difetto. Perché, certo, Lucinda mette sul piatto i nervi,
il cuore, la malinconia dolciastra,
l’amarezza stropicciata, il piglio
spigoloso. Come sempre. Quel che
manca però è la scrittura. Per dire:
c’è la morte della madre dietro
l ’ a r g u t a p a l p i t a z i o n e d i M a m a Yo u
S w e e t e l ’ a ff r a n t a s o l e n n i t à d i F a n cy Funeral, ma entrambe non sanno
a ff r a n c a r s i - n e a n c h e c i p r o v a n o da uno sviluppo melodico prevedibilissimo. Accade lo stesso altrove,
d a l l ’ i n i z i a l e A r e Yo u A l r i g h t ? a l l a
conclusiva title track, piccoli teatrini laconici e speranzosi impastati in
un confortante blend di forme domestiche (principale modello di riferimento la pastosità dorata dello
younghiano Harvest Moon).
O k , è i l n o c c i o l o s t e s s o d e l f olk,
n i d o e s t e t i c o i n c u i L u c i n d a c e rca
s f o g o e t r o v a r i p a r o . E b b e n e , q ue s t o s o l t a n t o s e m b r a i m p o r t a r l e . Di
c o n s e g u e n z a , s i f a t i c a a d i n n e s ca r e l ’ e m p a t i a , a m e n o c h e n o n in t e r v e n g a l o s p e t t a c o l o d e l l a r a b bia
p u r a e f i e r a - t i p o i C r a z y H o r s e im m i s c h i a t i N i c k C a v e v i a L i z P hair
d i C o m e O n o i c i r c a n o v e m i n u ti a
p a s s o b l u e s - f u n k s p r e z z a n t i e sor d i d e l l i d i W r a p M y H e a d A r o u n d T hat
- o p p u r e c e r t e m a l f e r m e d e v i a z ioni
t i p o l ’ i n d e t e r m i n a t e z z a j a z z y d i Re s c u e o l a s c o s t a n t e a g i l i t à r u m b a di
W o r d s . P i ù f a c i l e r e s t a r e s c o n cer t a t i d a g l i e c c e s s i d ’ a r r a n g i a m e nto
( n e l l a t o r v a e l e t t r i c i t à d i U n s u ffer
M e , t r a o r g a n i , a r c h i , c a m p i o n i e la
n e v r o t i c a c h i t a r r a d i B i l l F r i s e l l) o
d a l l e s f a c c i a t e “ i s p i r a z i o n i ” ( d i t emi
v o i s e W h a t I f n o n è l a n i p o t i n a l an guida di Cortez The Killer).
I n s o m m a , a u g u r o a L u c i n d a l ’ am p i o s u c c e s s o c h e i n d u b b i a m e nte
m e r i t a . M a C a r W h e e l s I n A Gra v e l R o a d s t a v a s u u n a l t r o p i a n eta.
(5.3/10)
Stefano Solventi
King Kong - Buncha Beans
(Drag City / Wide, 20 marzo
2007)
L’ u l t i m i s s i m o e f e s t o s i s s i m o p arto
d i s c o g r a f i c o d e l n o s t r o b u o n E t han
B u c k l e r ( e x S l i n t & S q u i r r e l B a it ),
i n i z i a c o m e m e g l i o n o n s i p uò.
F r e a k O f f Yo u r i c a l c a i n f a t t i l o s c he l e t r o b l u e s y c h e f u d e l l a C r o s s t own
Tr a f f i c d i h e n d r i x i a n a m e m o r i a , in c r o c i a n d o l o c o n u n t e s t o , b i s l a cca
c a n z o n e d ’ a m o r e ( “ … Yo u l i k e ze b r a s , i l i k e ‘ e m t o o , y o u l i k e K a n ga r o o s , i l i k e ‘ e m t o o , w e b o t h l i k e the
z o o , w h a t a b o u t t h a t ? ” ) , c h e s ubi t o c i p r e c i p i t a n e l c u o r e f o r t e d ella
f o l l i a p a g l i a c c e s c a d e l N o s t r o . Me g l i o a n c o r a f a S u e N a M i r i u s c e ndo
- c h e i r r i v e r e n t e E t h a n ! - a p o r t are
n e l l e l a n d e d e i B 5 2 ’s p e r s i n o C hild
I n Ti m e ( D e e p P u r p l e ) e l a s u a ori g i n a r i a m a t r i c e I t ’s A B e a u t i f u l Day
( B o m b a y C a l l i n g ) . G e n i o e s r e g ola t e z z a . L a p a r o d i a q u i , i n v e c e che
d i v e n t a r e d e m i s t i f i c a t o r i a , c o me
s p e s s o a v v i e n e , h a u n q u a l c osa
d i s e g r e t a m e n t e a ff e t t u o s o , s a di
o m a g g i o , d i t r i b u t o d o v u t o . B u n cha
Beans, in conclusione, è aperto a
turn it on
Modest Mouse - We Were Dead Before The Ship Even Sank (Epic
/ S o n y, 2 0 m a r z o )
Erano attesi i M o d e s t M o u s e , s o p r a t t u t t o q u a n d o i l w a v e p o p m a t u r a t o
nella precede n t e f a t i c a a v r e b b e g o d u t o d e l c o n t r i b u t o i n p i a n t a s t a b i l e d i
Johnny Marr ( l a s e i c o r d e s c i n t i l l a n t e d e g l i S m i t h s ) , d e i c o n t r o c a n t i d i
James Merce r ( l ’ u g o l a d e g l i S h i n s) , e d e l r i t o r n o d e l b a t t e r i s t a d e i p r i m i
lavori Jeremi a h G r e e n . U n a c i u r m a b e n a s s o r t i t a p e r u n c a m b i o d i p e l l e
annunciato e c o s ì è s t a t o : We We r e D e a d B e f o r e T h e S h i p E v e n S a n k
è fuor di dub b i o l ’ a l b u m d a n c e d e l l a b a n d d i I s s a q u a h , n o n c h é u n a l b u m
funky dalla ch i a r a a t t i t u d i n e a l b i o n i c a . D a s h b o a r d , s i n g o l o d ’ a p e r t u r a , n e
è la riprova p i ù i m m e d i a t a . I m p e c c a b i l e i l r iff d i M a r r, l i m p i d o i l f u n k y b i a n co scopertam e n t e v i c i n o D a v i d B y r n e i n m o t o r e p e l v i c o F r a n z F e r d i n a n d.
Attitudine che s i s p o r c a a p p e n a d i f r i z i o n i w h i t e n e i g i r i G a n g O f F o u r d i
We’ve Got Ev e r y t h i n g ( p e r n o n p a r l a r e d i q u e i f a l s e t t i O t t a n t a d i M e r c e r ) ,
ma anche di q u e l l e b l a c k c o n i l b a s s o d i s c o m u s i c d i E d u c a t i o n , n e g l i i n s e r t i p s y c o - r a p d i F l y Tr a p p e d In A Jar
(grandi arran g i a m e n t i ) , n e l l e p i r o e t t e P r i n c e i n b i t u m e a n g o l a r e b r i t a n n i c o d i S t e a m E n g e n i u s o i n q u elle conci tate fino allo s p a s m o d i I n v i s i b i l e ( c o n I s a a c B r o c k i n t u r b a m e n t i t r a C a v e e D a v i d T h o m a s , s a l v o p o i zittirsi al
cospetto delle s c i n t i l l e m a r r i a n e p r i m i - U 2 s t y l e ) .
Non manca l’ e l e m e n t o s c o p e r t a m e n t e f e r d i n a n d i a n o c o n S p i t t i n g Ve n o m , c o m e n e p p u r e i l t o c c o S m i t hs (ma và)
nel midtempo d i P e o p l e A s P l a c e s A s P e o p le , e p p u r e i l t r e n o f u n k n o n d i m e n t i c a c o n t i n u i t à e b o n t à d i u n percorso
solido e nece s s a r i o . N e l l a s t e s s a S p i t t i n g ( o t t o m i n u t i ) è a d o r a b i l e l ’ i n t e r s c a m b i o t r a l e v a r i e s p e c i a l i t à della band
tra momenti in t i m i s t i , c r e s c e n d i d a l s a p o r e p o s t , f o l k a v a r i o t i t o l o ( q u i p u r e Vi o l e n t F e m m e s) c o m e t u t to l’album
nasconde picc o l i s e g r e t i s i x t i e s d a i q u a l i g l i S h i n s h a n n o p r e s o l ’ a b b r i v i o t a n t i a n n i f a . E p e r c h i g i à l ’ a cclama c’è
Fire It Up, la p o p s o n g r a s p o s a e o t t i m i s t a c h e n o n p u ò m a n c a r e i n u n a l b u m M o d e s t M o u s e , c o m e d e l resto non
si sentirà la m a n c a n z a d e l l e b a l l a t e r i f l e s si v e c o n i g i u s t i a c c e n t i c o m e P a r t i n g O f T h e S e n s o r y ( c h e si trasfor merà – sorpre s a - i n u n a s b o r n i a P o g u es ! ) e M i s s e d T h e B o a t ( s t r o f e p a r l a t e , r i t o r n e l l o s i n g a l o n g ) . U l t imo elogio
a questo bel d i s c o v a a D e n n i s H e r r i n g , p r o d u t t o r e q u i c o m e d e l p r e c e d e n t e a l b u m , u n a p r o d u z i o n e a t tentissima
a ogni sfuma t u r a c h i t a r r i s t i c a l a s u a , c a l i b r a t a q u a n d o s i t r a t t a d i f o n d e r e r i t m o e o r c h e s t r a z i o n i ( D ashboard ),
delicata quan d o è d o v e r o s o r i s a l t a r e c a n t i , c o r i e s o p r a t t u t t o c o n t r o c a n t i ( F l o r i d a ) . U n a l b u m l u n g o , f rizzante e
soprattutto m o l t o , m a m o l t o , g e n e r o s o . ( 7 . 5 / 1 0 )
Edoardo Bridda
sentireascoltare 55
mille e mille stili diff e r e n t i , s u o n a t o
bene e arrangiato an c h e m e g l i o . U n
album che come un m a g l i o p i c c h i e rà duro sul vostro e m i s f e r o i r r a z i o nale. ( 7.0/10 )
Massimo Padalino
o quasi tra parentesi. Ne sono prova One That Is Missing Here (con
fagotto e sezione di fiati a casa
p r o p r i a , p er u n a s e m p l i c e r i p r o p o sizione da banda di un gioco mel o d i c o o r e cc h i a b i l i s s i m o ) e M i s a k i ,
processione funeralesca (con quel
di festa che ogni concerto di band a p o r t a c on s é , a n c h e i n o c c a s i o n i
nefaste). Il resto (due su tutte la
schizofrenica First Love, o Garland
Has Gone Forth) potrebbe essere un’unica grande boutade. Ma si
rimane curiosi di sapere come sarebbero stati quei pezzi di canzoni
in uno sviluppo più compiuto; resta
un’impressione di divertimento negato all’ascoltatore, perché appannaggio dei soli musicisti coinvolti.
(5.6/10)
Gaspare Caliri
M a h e r S h a l a l H a s h B a z – L’ A u t r e
Cap (K / Goodfellas, 3 gennaio
Malcom Middleton – A Brighter
2007)
Un “rock ‘n’ roll, o b o o g i e , c h e u t i lizza il fagotto al po s t o d e l b a s s o ” ,
promette il booklet d i L’ A u t r e C a p
dei Maher Shalal H a s h B a z – f o r mazione del giappo n e s e ( t e s t i m o ne di Geova) Tori K u d o , a t t i v a d a l
1991 (anno del primo a l b u m , M a h e r
Goes To Gothic Co u n t r y) – , d i s c o
che fa l’altalena tra s t r u t t u r e o c c i dentali, organico da b a n d a , e s o t i c i
accenti medioriental i .
Entusiasmante, no? I n v e c e d o b biamo accontentarci d i m o l t a f i n t a
ingenuità e altretta n t o c a z z e g g i o .
È sistematica l’ap p r o s s i m a z i o n e
vocale, distesa lu n g o v e n t i s e t t e
interminabili tracce c o m p o s t e d a
un florilegio di bozz e t t i c h e s p e s so – dio condanni i l l o - f i – r i m a n gono allo stato di s p u n t o . “ E r r o r
in performance dom i n a t e s M S H B
cassette which is lik e o u r i m p e r f e c t
life”, dice Kudo.
Sarebbe interessan t e q u e s t o n o n finito (che rima con l e p e n n e l l a t e
della copertina), se n o n f o s s e c h e
le idee migliori so n o q u e l l e p i ù
semplici e ben delin e a t e , n o n q u e l le sfumate in un fan t o m a t i c o e t n o lo-fi – che forse avrà u n e ff e t t o p i ù
folklorico negli anglo s a s s o n i c h e i n
noi, maggiormente a v v e z z i a l l e t r a dizioni di paese.
È più efficace il rico r s o a t e m i b a n distici tradizionali, d o v e l a s t r u mentazione rock è m e s s a d e l t u t t o
Beat (Full Time Hobby / Self, 2
marzo 2007)
Che Malcom Middleton intendesse fare sul serio, lo si era già cap i t o d a l l o s c o r s o I n t o T h e Wo o d s
(2005); adesso che - più o meno
inaspettata – è arrivata la parola fine per gli Arab Strap, la sua
avventura solista è diventata un
full time hobby, come suggerisce
per curiosa coincidenza la ragione
s o c i a l e d e ll a s u a n u o v a e t i c h e t t a .
Non più chitarrista e controparte di
A i d a n M o ff a t q u i n d i , m a d e f i n i t i v a m e n t e c a n ta u t o r e i n d i e r o c k , c h i a mato adesso – a maggior ragione
– a mostrare tutto il suo valore; è
f o r s e p e r q u e s t o m o t i v o c h e c a r a ttere e personalità vengono fuori da
s u b i t o , n el l ’ a g g r e s s i v o f o l k - p u n k
r i b o l l e n t e m a g m a We ’ r e A l l G o i n g
To D i e ( t e s t o p u n g e n t e e d e n s o d i
u m o r i s m o n o i r, c o m e s i u s a v a n e l
gruppo di provenienza), bissata
poco dopo da Death Love Depression Death.
Ad eccezione della sbarazzina e
t w e e F u c k I t , I L o v e Yo u ( n o t a r e
anche qui il titolo), A Brighter Beat
è un disco per lo più aspro, meno
immediato del predecessore, che
pure peccava di una certa dispersività - laddove questo appare più
compatto e deciso, denso di epos
ora elettrico ora acustico. Il problema è sempre lo stesso: Malcom
è un discreto folksinger (vedi Four
56 sentireascoltare
C i g a r e t t e s , o l ’ a c u s t i c a S o m e b ody
L o v e s Yo u ) , e s a b e n e c o m e ma n e g g i a r e l a m a t e r i a p o p , d a b uon
a r t i g i a n o q u a l è ( l a t i t l e t r a c k , o la
c o n c l u s i v a e m a e s t o s a m e n t e ar r a n g i a t a S u p e r h e r o S o n g w r i t e rs ),
m a n o n h a q u e l l a i n c i s i v i t à c h e in
q u e s t i c a s i f a l a d i ff e r e n z a . S a r à la
s o l i t a n e m e s i c h e c o l p i s c e i m e mbri
d e l l e b a n d c h e s i s c i o l g o n o ? C o nsi d e r a n d o l e - i n v e r o n o n e s a l t a nti e s c u r s i o n i d i M o ff a t / L u c k y P i e rre,
t u t t o t o r n a ; i n f i n d e i c o n t i , n e s sun
problema. (6.6/10)
Antonio Puglia
M a r i a Ta y l o r - L y n n Te e t e r
Flower (Saddle Creek / Self, 9
marzo 2007)
A r r i v a a l s e c o n d o a l b u m s o l i sta
M a r i a Ta y l o r, g i à n e l l e A z u r e Ray
e N o w I t ’s O v e r h e a d e c o n c o lla b o r a z i o n i , p e r i l c o m p a g n o d i vita
C o n o r O b e r s t a k a B r i g h t E y e s. Dal
d r e a m p o p m a r c h i o d i f a b b r i c a del
g r u p p o m a d r e l a N o s t r a s i è s po s t a t a a n c h e v e r s o d e r i v a z i o n i f o lk e
i n d i e - p o p / r o c k g i à d a l p r i m o d i s co,
11 : 11 ( S a d d l e C r e e k , 2 0 0 5 ) e L ynn
Te e t e r F l o w e r p r o s e g u e s u q u e sta
s c i a . L a s u a c i f r a s t i l i s t i c a m i x a in
e g u a l m i s u r a s o n g w r i t i n g , a n che
d i e s t r a z i o n e f e m m i n i l e ( S u z a nne
Ve g a – s i v e d a l a b a l l a d i n a c u s tico
C l e a n G a t e w a y - m a a n c h e C aro -
l e K i n g ) e d e v i d e n t i d e b i t i b e a tle s i a n i ( n e l l ’ o n i r i c a S m i l e A n d Wa ve ,
l e n n o n i a n a d i m e m o r i a S t r a w b erry
F i e l d s , o n e l l ’ i n c e d e r e d i R e p l ay ),
i n d i e - p o p ( A G o o d S t a r t , N o S t a rs ),
b a t t i t i e l e t t r o n i c i s p a r s i ( I r i s h G oo d b y e , M y O w n F a u l t c o n l a d r um
m a c h i n e a t e n e r e i l r i t m o m e ntre
c h i t a r r a e l e t t r i c a e d o r g a n o s i i n se -
guono), ed ec h i c o u n t r y - r o c k n e l l a
svelta The B a l l a d O f S e a n F o l e y,
song dall’ince d e r e n e r v o s o c h e f a
la differenza, s c r i t t a e c a n t a t a c o n
Oberst. In so s t a n z a u n a l b u m d i scontinuo, con a l c u n i c a l i e q u a l c h e
picco che non r i e s c e p e r ò a s o l l e vare più di tan t o l a m e d i a . ( 6 . 2 / 1 0 )
Te r e s a G r e c o
Marnie Stern – In Advance Of
The Broken Arm (Kill Rock
Stars / Goodfellas, 27 febbraio
2007)
Leggi Marnie S t e r n e p e n s i a l l ’ e n nesima trifola p a l l e a r m a t a d i c h i t a r ra acustica ch e c e r c a d i s p a p p o l a r ti il cervello c o n l e s u e l a g n e . P e r
nostra fortuna I n A d v a n c e O f T h e
Broken Arm v i a g g i a s u t e r r i t o r i
diametralmen t e o p p o s t i s c e g l i e n d o
di alzare il vo l u m e d e g l i a m p l i b e n
oltre il livello c o n s e n t i t o , e d è u n a
cosa che non t i i m m a g i n e r e s t i m a i ,
almeno veden d o i l f a c c i n o d i q u e sta bella fan c i u l l a a m e r i c a n a p i ù
adatto ad un c i r c o l o d e l t e n n i s d e l l a
Florida che n o n a d u n c l u b p u z z o lente e fradic i o d ’ o r i n a d i O l y m p i a .
Ma le appare n z e i n g a n n a n o , s i s a ,
e già dal se c o n d o s c a t t o , c o n l a
Nostra abbrac c i a t a a d u n a c a f o n i s sima chitarra e l e t t r i c a d o p p i o m a nico, si intuis c e d i u n ’ a d o l e s c e n z a
trascorsa lon t a n o d a g l i i m m a c o l a t i
campi di cem e n t o d e l s u d . P e n s a te a delle Sle a t e r K i n n e y s u l p a l c o
assieme ai M a n o w a r o p p u r e a g l i
Huggy Bear n a t i e c r e s c i u t i d a l l a
parte opposta d e l l ’ O c e a n o e v i s a rete fatti una c e r t a i d e a d i q u e l l o
che nasconde t r a l e t r e d i c i t r a c c e d i
questo coragg i o s o e s o r d i o , c h e o s a
farsi beffe del m e t a l i n o n d a n d o l o i n
un mare di ru m o r e ( Vi b r a t i o n a l M a tch, Precious M e t a l ) , s o r p a s s a r e i n
corsa le ultim e E r a s e E r r a t a ( L e t ters From Rim b a u d , T h e We i g h t O f
A Rock ), grat t u g i a r e c h i t a r r e c o m e
fossero noci m o s c a t e ( H e a l e r ) e
contorcesi in s p a s t i c h e s o l u z i o n i
pop ( Grapefru i t ) . B e l l a e b r a v a s i
diceva una vo l t a … ( 6 . 8 / 1 0 )
Stefano Renzi
May I Refuse - Weather Reports
(Black Candy / Audioglobe, 8
febbraio 2007)
Quasi cinque a n n i d i s i l e n z i o - t a n ti ne sono p a s s a t i d a l l ’ a p p r e z z a -
to Everything Stop Her Breathe
(Dufresne rec., marzo 2002) - sono
un’infinità per una band tutto sommato alle prime battute. Pausa non
certo programmata, va detto. Quel
che conta però è che oggi i fiorentini May I Refuse tornano a farsi
sentire, felicemente accasati Black
C a n d y, n o n p i ù i n t r i o m a i n q u a r t e t to, con un album che li vede allargare le vedute oltre l’amato emocore
degli esordi. Che poi dici emocore
e non dici nulla. Facciamo quindi
che la loro propensione melodica
si è irrobustita covando umori postg l a m, i r r e q u i e t e z z e e r r e b ì e s l a n c i o
wave-pop, tanto che Lighthouse
sembra una versione satinata deg l i Ec h o & T h e B u n n y m e n m e n t r e
Odyssey propone suadenti languori
d a Bi g S t a r r e d i v i v i .
Certo, l’imprinting è quello, il fantomatico & famigerato emo, coi The
Get Up Kids in primissima battuta. Inevitabile quindi imbattersi nel
c o n su e t o s c h e m a : q u i e t e s t r a t e g i ca divorata da repentini incendi di
corde (in Points Lines And Shapes,
in Spin). Salvo poi constatare – ad
esempio in Moon, caracollare arioso
e sincopato tra sospetti di nostalgia
sixties in brodo art-rock - ben altre
i n t e n z i o n i e p o s s i b i l i t à . Tu t t a v i a , a
c o l p ir e è s o p r a t t u t t o l a p r o n t e z z a
con cui i quattro sciorinano congegni melodici adesivi, che attendono
solo lo spot giusto per fare il botto
(vedi il chorus di Steps, che farebbe invidia agli ultimi disperanti U2,
oppure quello della palpitante Constellations). Qualcuno in questo
s c o r g e r à u n l i m i t e , e i n e ff e t t i q u a e
l à a ff i o r a u n p o ’ d i s t u c c h e v o l e z z a .
Però i MIR non sembrano fare altro
che seguire la propria ragion d’essere. Al meglio. (6.8/10)
Stefano Solventi
Merci Miss Monroe – Some
Minor Crimes (Ghost Records /
Audioglobe, 9 marzo 2007)
Essere competitivi, in Italia come
in Europa. Addentrarsi in zone che
vedono gli americani maestri assoluti (e gli inglesi loro degni allievi)
e d us c i r n e a t e s t a a l t a . D i m o s t r a re che il Belpaese è lì, pronto a
raccogliere l’eredità di quell’indie
pop che mai come in questi anni
sta spostando il proprio baricentro
c r e a t i v o d a i c o l l e g e s t a t unitensi ai
l i c e i e a l l e u n i v e r s i t à i t a l iane. Con
t u t t o c i ò c h e n e c o n s e g ue. Italia
t e r r a p r o m e s s a d e l l ’ i n d i e? Manca
a n c o r a t a n t o – l o c a l i , p u b blico (che
c r e s c e , c o m u n q u e , e p arecchio),
a t t e n z i o n e d a i m e d i a , f a c cia tosta –
m a l ’ a n d a t u r a i n t r a p r e s a ha passo
s o s t e n u t o , e i M e r c i M i s s Monroe
s o n o t r a q u e l l i c h e g u i d a no la mar c i a e d a n i m a n o l e n o s t r e speranze.
S o m e M i n o r C r i m e s è i l secondo
l a v o r o d e l l a b a n d t a r g ata Ghost
R e c o r d s . E d è u n r i t o r n o che av v i e n e d o p o t r e a n n i d a ll’esordio,
u n a l b u m c h e h a r a c c o l t o riscontri
l u s i n g h i e r i u n p o ’ o v u n q ue. Merito
d i u n a v e n a c r e a t i v a c h e prendeva
s p u n t o i n p a r t i u g u a l i d a i Pixies e
d a i B l u r, d a l l ’ A m e r i c a d ei telefilm
a d o l e s c e n z i a l i a l l a L o n dra ultra c o o l b e n e d e t t a d a N M E . Ed anche
i n q u e s t o c d s i s e n t e l a stessa urg e n z a e f r e s c h e z z a c o m positiva. Il
t r i t t i c o d i p a r t e n z a è d i q uelli che ti
l a s c i a s e n z a f i a t o , p e r c ompiutez z a e m a t u r i t à r a g g i u n t a . Gang Of
B l o n d e s è u n p u n k ’ n ’ r o l l che cor r e a p e r d i f i a t o t r a r i t o r n elli corali
e s t r o f e o r e c c h i a b i l i . S o ap Opera
s c a l a d i m a r c i a m a m a n t i ene le pro m e s s e f a t t e d a l p e z z o i n iziale. St.
Va l e n t i n e D a y M a s s a c r e è una bal l a t a c h e v i v e d i a t m o s f e r e ovattate
e m a l i n c o n i c h e , p u r i r r o bustite da
c r o c c a n t i c h i t a r r e e l e t t r i che prese
in prestito dai Pavement.
C ’ è d a d i r e , p e r l a v e r i t à , che l’al b u m f o r s e s o ff r e l ’ e c c e ssiva lun g h e z z a d e l l a s c a l e t t a . Perché se
i l l i v e l l o q u a l i t a t i v o r e s t a solido, a
v o l t e p e r ò c ’ è q u a l c h e l e ggera ca d u t a d i t o n o : è i l c a s o , a d esempio,
d e l l a b a n a l i t à i n d i e r o c k di Perma n e n t F o r Aw h i l e e d e l walzer un
p o ’ s c o n t a t o d i L o s e r A fraid , che
s e m b r a n o d e i r i e m p i t i v i r ispetto ai
m o m e n t i m i g l i o r i c h e q u esto disco
è i n g r a d o d i r e g a l a r e . M a alla fine
s i t r a t t a d i p i c c o l i r a l l e n t a menti che
n o n p e s a n o p i ù d i t a n t o sull’anda t u r a s o s t e n u t a e c o n v i n cente dei
M o n r o e . E s e l a m u s i c a i n dipenden t e i t a l i a n a d i o g g i p u ò c onfrontar s i c o n l e p i ù i m p o r t a n t i produzioni
e s t e r e è a n c h e u n p o ’ m erito loro.
(6.5/10)
Manfredi Lamartina
sentireascoltare 57
Mignon – Bad Evil Wicked &
Mean (BadGirl Recordings /
Hausmusik, 9 febbraio 2007)
Emul- Peaches da B e r l i n o . B r e v i
quadretti ironici che c o n l ’ a i u t o d i
una Roland 303, di q u a l c h e c o m parsa illustre (la s t e s s a P e a c h e s
in Bad Girl , Thoma s Wy d l e r d e i
Bad Seeds che suo n a l a b a t t e r i a
qui e là) e di una p r o d u z i o n e i n
gran spolvero, tent a n o d i b i s s a r e
l’exploit della vecch i a s c u o l a p o s t punk al femminile.
Purtroppo i tempi so n o c a m b i a t i e
qui non c’è nemme n o l a g r i n t a ( a
differenza dell’esper i m e n t o d i L a d y
Sovereign che in p a r t e h a f u n z i o nato proprio per la f r e s c h e z z a ) o
nemmeno singolett i a c c a t t i v a n t i .
Tutto già sentito, c l i c h é s u c l i c h é
abbastanza prescind i b i l i . L e n o t e d i
stampa dicono che i l i v e i n v e c e s i a no imperdibili. Vedre m o . ( 5 . 0 / 1 0 )
Marco Braggion
M W a r d - To G o H o m e E P ( M e r g e
/ 4AD, 19 febbraio 2007)
Si dice che il tour in v e r n a l e d i M a t t
abbia registrato reg o l a r i s o l d o u t .
Del resto, un disco c o m e P o s t Wa r
doveva per forza t r o v a r e p a s c o l o
nella sterminata co s c i e n z a c o l l e t tiva d’America, mai t a n t o s c o s s a ,
stordita, disorientat a . I l c o n t r i b u t o
al nuovo album di N o r a h J o n e s ,
per quanto piccolo, e l a c o n s e g u e n te nomina alla carica d i o p e n i n g a c t
per il suo tour prima v e r i l e , p o t r e b bero quindi rapprese n t a r e u n a s o r ta di consacrazione p e r i l r a g a z z o
di Portland, malgrad o n é i l d i s c o n é
l’autrice reggano il c o n f r o n t o c o n l a
sua opera (si sa, so n o i s o ff i c i p a radossi del mercato ) . I n o g n i c a s o ,
non può che farci p i a c e r e . I n t a n t o
la Merge decide di t e n e r e i n c a l d o
58 sentireascoltare
questo brancico d’hype licenziand o i l q u i p r e s e n t e To G o H o m e E P,
che - oltre alla splendida cover di
Daniel Johnston già apprezzata
s u l l ’ a l b u m - o ff r e t r e g u s t o s i i n e d i t i .
C’è il country trafelato, sferzante
di Cosmopolitan Pap, piano sperso
gelbiano e una storta ironia, poi la
strascicata mestizia in blues polveroso di Human Punching Bag, dove
il massimo del croonerismo wardiano è un carezzevole profluvio libero
da (auto)compiacimenti. Infine, la
cover di Headed For A Fall (pezzo
dello storico countryman Jimmie
D a l e G i l m o r e) , c h e t r a m i a g o l i i d i
slide e sax baritono imbastisce una
f e s t o s a s c or r i b a n d a c o l p e n s i e r o u n
po’ a Springsteen e un po’ alla Rolling Thunder Revue (tolto un bel po’
di sacro furore), graditi ospiti Neko
Case, Nels Cline dei Wilco e Jim
James dei My Morning Jacket tra
gli altri. Un piccolo, prezioso, ulter i o r e s e g n al e . ( 6 . 8 / 1 0 )
Stefano Solventi
Panda Bear - Person Pitch (Paw
Tr a c k s / G o o d f e l l a s , 2 0 m a r z o
2007)
Lisbona, un po’ metropoli un
po’eden. Il nuovo alloggio di Panda Bear è lì, nella capitale portoghese; e se le circostanze, spesso,
fanno un disco, Person Pitch si
gode eccome la dolce brezza del
f i u m e Ta g o .
D’altronde Lisbona è cosi: esatta
sintesi di cosmopolitismo londinese e perenne estate californiana; e
per un giovanotto americano come
P a n d a B e a r, c h e d i n o m e f a N o a h e
tuttora sogna di figurare nel testamento di Brian Wilson, una location
del genere veste a corpo e ci suon a , l ’ a t t r a ve r s a e s i s o g n a b e a c h
boy sul palco dell’Ufo club.
Tr a n q u i l l i p e r ò , n e s s u n a c c e n n o d i
f a d o , s o l o un c a m b i a m e n t o r a d i c a l e .
I l s o ff e r t o Yo u n g P r a y e r , n a t o s ì d a
tragiche circostanze, si dimentica
dopo pochi istanti. Quei fantasmi in
nero depongono le lugubri tuniche
e i n d o s s a n o c a m i c i e t e c h n i c o l o r,
o r n a t e d i po i s l u m i n e s c e n t i e b u o ne vibrazioni; si passa, in definitiva, dall’isolazionismo Drake-iano al
retro-pop psichedelico, si vagheggiano delle Ronettes al maschile
( B r o s ) e de i B e a c h B o y s e s t a t i c i
( Ta k e P i l l s e I ’ m N o t) . s i d i s s a c r a
i l p o p , r i d u c e n d o l o i n p o l t i g l i a d ada
( G o o d G i r l / C a r r o t s ) o p p u r e l o si
d i s e g n a c o m e d e i s h o e g a z e r i n ap nea (Ponytail).
I n f i n d e i c o n t i s i f a i l p o s s i b i l e per
e l u d e r e l a p r e s s d e l l a P a w Tr ack,
c h e c i t a – t e s t u a l m e n t e – i l d i sco
c o m e e r e d e d e i g r a n d i c l a s s i c i di
P a u l M c C a r t n e y ( ! ) , G h o s t f a c e Kil l a h ( ! ! ) e n i e n t e m e n o c h e G e o rge
M i c h a e l ( ! ! ! ) . C o n t e n t i l o r o , c o n t en t i n o i . (7 . 0 / 1 0 )
Gianni Avella
Paolo
Zanardi
I
barboni
preferiscono
Roma
(Olivia
Records, 23 febbraio 2007)
I l v e n t a g l i o e s p r e s s i v o d i P aolo
Z a n a r d i a v e v a g i à m o s t r a t o u n a di s c r e t a a m p i e z z a n e l d e b u t t o P o rta m i a f a r e u n g i r o. C o n l a q u i pre s e n t e o p e r a s e c o n d a , q u e s t o o r mai
t r e n t a n o v e n n e a l l a r g a a n c o r a un
p o ’ i l c a m p o d ’ a z i o n e . A g o m i t ate.
E c o n p u n t i g l i o . C ’ è p i ù r a b b i a in
q u e s t o d i s c o , t r a t t e n u t a s u l l ’ orlo
d i u n ’ a m a r e z z a d e s o l a t a , c o l c ini -
s m o c h e v i r a i n s a r c a s m o e c o ndi s c e d i p i g l i o p u n k t u t t e l e p o r t ate.
Che sono tante (tredici tracce) e
d i v e r s e . S i v a d a l l a l a c o n i c a p oe s i a C o n t e i n c a r a v a n s e r r a g l i o Ca p o s s e l a d i H o u d i n i ( t r o m b a , v i o l i no,
p e n n a t e a g r e , m a g i a e d i s i n c a nto)
a i C S I d i e t r o l ’ a n g o l o d i To r p i g nat t a r a B l u e s ( s l i d e s o g n a n t e , o r g ano
l i q u i d o , f i n a l e c h i t a r r o s o ) , d a l t e ne r o s g u a r d o l o u r e e d i a n o d i P l a y boy
( c o m e u n F i u m a n i s u l l a t o l a n gui d o d e l m a r c i a p i e d e ) a l l ’ o b l i q u o al l a r m e w a v e d e G l i u l t i m i g i o r n i di
P o m p e o ( g h i g n o k u n t z i a n o t r a ub b i e j a z z - b l u e s d i t r o m b a s o r d i n ata,
l i b e r a m e n t e i s p i r a t o e c a l d a m e nte
turn it on
P a o l o C a t t a n e o – L’ e q u i l i b r i o n o n b a s t a ( O m a r g r u / V 2 , g e n n a i o
2007)
È sorprenden t e c o m e l e c o s e p i ù b e l l e s i a n o s e m p r e q u e l l e p i ù i n a s p e t tate. Perché, c o n t u t t o i l r i s p e t t o , e r a d i ff i c i l e i m m a g i n a r s i u n c a p o l a v o r o
da un semisc o n o s c i u t o c a n t a u t o r e b r e s c i a n o , P a o l o C a t t a n e o . S a r à c h e
ormai in ques t o p e r i o d o d i o v e r d o s e m u s i c a l e c i s i a m o r i d o t t i a d a s c o l t a r e
con i paraocc h i s u l l e o r e c c h i e u n a s e q u e l a i n f i n i t a d i a l b u m t u t t i u g u a l i .
O sarà che ce r t i d i s c h i f a n n o p a r l a r e d i s é s o l t a n t o p e r i p e t t e g o l e z z i c h e
scatenano e n o n p e r l e n o t e c h e c o m p o n g o n o . Ta n t ’ è . A b i t u a t i a d u n a m e diocrità livella t a e d u n i v e r s a l e c i s i a m o s c o r d a t i d i c o s a s i a n o l e a s p e t t a tive e le – app u n t o – s o r p r e s e .
E una sorpres a è L’ e q u i l i b r i o n o n b a s t a. Un d i s c o b r e v e – q u a r a n t a m i n u ti scarsi – ma s e m p l i c e m e n t e b e l l i s s i m o . U n b i g n a m i c h e i n a p p e n a n o v e
episodi riesce a r i d e f i n i r e i l c o n c e t t o s t e ss o d i m u s i c a l e g g e r a i t a l i a n a .
Un viaggio di m a l i n c o n i a e s p e r a n z a , c h e a g g i o r n a l a l e z i o n e – f i n q u i c o n s i d e r a t a d e f i n i t i v a e c o m p iuta – dei
Non Voglio C h e C l a r a e d i A n d r e a C h i m e n t i , a r r i c c h e n d o l a d i n u o v i s p u n t i d i r i f l e s s i o n e e d i n u o v e p rospettive
creative. Inca s t r i è o v v i o i n c i p i t e d e g n o m a n i f e s t o d i t u t t o i l l a v o r o . S i m u o v e s i n u o s o n e l l a v o c e c a r e zzevole di
Cattaneo, me n t r e i t a p p e t i p s i c h e d e l i c i d e gl i s t r u m e n t i s c a n d i s c o n o l e s t r o f e e i r i t o r n e l l i c o m e s e f o s s ero battiti
di cuore. L’ec o c h e s t o n a è u n a c a n t i l e n a d a l l e m e l o d i e o b l i q u i e d a l l e a t m o s f e r e d r a m m a t i c h e , c h e s v ela un’at tenzione quas i m a n i a c a l e p e r i l d e t t a g l i o e p e r l a c o r n i c e , o l t r e c h e p e r l a s o s t a n z a s t e s s a d e l l a c o m posizione.
Neurovegetal e è f o r s e – g i à d a a d e s s o , e c o n p i e n o m e r i t o – l a c a n z o n e i t a l i a n a p i ù b e l l a d e l l ’ a n n o, con un
ritornello che t i c i p e r d e r e s t i d e n t r o p e r l a s c i a r t i a n d a r e c o m e c o r r e n t e d i u n f i u m e . I n f i n i t o è l a q u a d ratura del
cerchio, un br a n o s o s p e s o t r a s u g g e s t i o n i a m b i e n t e d e m o z i o n i – f o r t i s s i m e – c h e v i b r a n o i n q u e l p u n to a metà
strada tra cuo r e e d a n i m a .
È un disco so l i d o e a p p a s s i o n a t o , L’ e q u i l i b r i o n o n b a s t a . C h e p a r l a u n a l i n g u a c h e t a n t i a v r e b b e r o voglia di
ascoltare e ch e p o c h i s a n n o r e a l m e n t e p a d r o n e g g i a r e . U n a l b u m t a l m e n t e b e l l o c h e a d i r l o n e a n c h e c i si crede.
Ma le nove ca n z o n i d i C a t t a n e o s o n o l ì , v i v e e r e a l i . A t e s t i m o n i a n z a d i q u e l l a c h e u n a v o l t a s i c h i a mava con
orgoglio scuo l a d e i c a n t a u t o r i e c h e a d e s s o è u n s e m p l i c e c o u n t r y - c l u b d i a n n o i a t i s i g n o r o t t i d i s i nistra ben
forniti di panc i a e c e l l u l i t e . Q u e l l a s c u o l a , p e r ò , n o n è m o r t a , g u i d a t a c o m ’ è d a u n p i c c o l o g r u p p o d i irriducibili
che ancora – n o n o s t a n t e t u t t o – c i c r e d e . D a t e a l l o r a u n a p o s s i b i l i t à a P a o l o C a t t a n e o . D a t e u n a p o s s ibilità alla
musica tricolo r e d i s p i c c a r e i l v o l o , d i d i s m e t t e r e g l i a b i t i d i e t e r n a p r o m e s s a i n c o m p i u t a , d i m e r i t a r s i un simile
talento. E di m o s t r a r e a l m o n d o – a t e s t a a l t a e c o n l o s g u a r d o f e r m o – c h e c o s a i n t e n d i a m o q u a n d o p arliamo di
canzone italia n a . ( 7 . 5 / 1 0 )
Manfredi Lamartina
sentireascoltare 59
dedicato al grande P a z ) .
Eppo i il breve grade v o l e s p u r g o i n die rock di Isola , il s u r f - b e a t a c idulo strapazzato da t r o m b a e k a zoo di Zazerkaljie , q u e l l a s p e c i e
di Giorgio Canali p r i m a t r a t t e n u t o
e poi bruciante in S a l s e d i n e ( c o n
stupendo delirio di w a h w a h n e l
finale), palpitanti m i d d l e e i g h t s o spesi alla maniera d e l p r i m o e v o cativo Dalla (nella t i t l e t r a c k e i n
Rapina ad un distrib u t o r e d i b e n z i na ), eccetera. Il pa s s o d i Z a n a r d i
è febbrile, scostante , q u a s i a v o l e r
eclissare il tormen t o , l ’ i m p o s s i b i lità di accettare l’e v i d e n z a d i u n
mondo che consuma a t r o c i t à c o m e
una ( surrettizia) legg e n a t u r a l e . M a
non si aggrappa ad e l u c u b r a z i o n i o
teorie, non è certo u n t i p o d a c o mizi né da piagniste i . P r o c e d e a d
alzo zero tra le stori e c h e r a c c o n t a
(vedi l’aria da suq s u a d e n t e e i n s i dioso di Piazza Vitto r i o ) , a t t r a v e r s o
la vita che gli si att a c c a a l l a p e l l e
come un sentore in d e l e b i l e . C o m e
un veleno. Contro il q u a l e , a n t i d o to non risolutivo, c ’ è s o l o l o s p a smo vitale, il fiero s p l e n d o r e d i c h i
alza la testa dalla m e l m a . C o m e u n
cucciolo nel sole. Co m e u n a f u g a c e
resurrezione. Quant o b a s t a a l m e n o
per sentirsi vivo. ( 7. 0 / 1 0 )
Stefano Solventi
Papercuts – Can’t Go Back
(Gnomonsong / Goodfellas, 6
marzo 2007)
In fervente attività, l a G n o m o n s o n g
sforna dischi come f o s s e r o b i s c o t t i .
Dopo neanche un m e s e d a l d e b u t to della songwriter m e s s i c a n a R i o
En Medio è la volta d e i P a p e r c u t s ,
dietro il cui pseudon i m o s i n a s c o n de Jason Quever . P e r s o n a g g i o d a l
curriculum eccellent e ( c o l l a b o r a z i o ni con Casiotone Fo r T h e P a i n f u lly Alone , The Skygr e e n L e o p a r d s ,
oltre allo stesso Vet i v e r ) , C a n ’ t G o
Back sposta l’asse d e l l a p r o d u z i o ne dell’etichetta su l v e r s a n t e s i x ties. Sia ben chiaro, s e m p r e d i f o l k
trattasi, ma dalla spi c c a t a i n f l u e n z a
californiana. Un via g g i o a t t r a v e r s o
le strade assolate de l l a We s t C o a s t
(Quever che rifà gli H i d d e n C a m eras che rifanno i B e a c h B o y s i n
Dear Employee ), co m e d e i B e a t l e s
in vacanza a Santa M o n i c a ( U n a vailable ) oppure un D y l a n i m p r o v -
60 sentireascoltare
visamente rapito dalla grandiosità
di Phil Spector (Summer Long). Dal
finestrino dell’auto in corsa si può
a n c h e s c o rg e r e i l d e s e r t o d e i f i l m
di Leone (John Brown), quell’arida
calda e arida che prende vita dalla terra, insabbia i vetri e secca la
gola. Allora stop. Sosta in un’area
di servizio dirocca per un wHiskey
al volo e un po’ di sana psichedel i a b l u e s ( Ta k e T h e 2 2 7 t h E x i t ) . P e r
chi la summer of love non l’ha mai
vissuta e per quanti continuano a
sognare la California. (6.8/10)
Va l e n t i n a C a s s a n o
Plastica – Self Titled (Sferica /
Wide, marzo 2007)
I nuovi eredi dell’electropop postS u b s o n i c a. U n a p r o d u z i o n e c u r a t a
dal (non più) apprendista stregone
Marco Messina dell’unica e inimitabile fucina Mousikelab, che riassume l’esperienza più rappresentativa
dell’Italia pre-2K: Almamegretta,
B l u v e r t i g o e C a s i n o R o y a l e . Ti r a re fuori qualcosa di nuovo dal cilindro magico in termini formali o
stilistici è pressoché impossibile.
Si punta quindi sulla produzione e
qui i livelli fanno ben sperare.
Milano di nuovo al centro di molti
fili, nodo di mixaggio perfetto di stili e idee eterogenei. I nuovi anthem
della ‘generazione catodica’ si fond a n o s u c hi t a r r e s t o n e r ( L i n e a 7 7)
rimpolpate da visioni e suoni progressivi (Plastica), motivi pseudodark-industrial (Alta tensione), recitativi deep à la Morgan (Impulsi)
e hip hop urban soul dei migliori
Ti r o m a n c i n o ( R i f l e s s i ) .
Un esordio fresco, inaspettato per
l a l e g g e r e zz a c o s ì p e r f e t t a n e l s u o
tecnicismo, puro artefatto, meccanismo di precisione. Dev’esserci
s o t t o q u a l c o s a . U n t r u c c h e t t o che
s t a a m e t à t r a l a m u t a z i o n e e l e ctro
d i B a t t i a t o e l ’ o s t i n a z i o n e r i t mica
d e l b u o n v e c c h i o 4 / 4 h o u s e . D opo
u n p o ’ d i a s c o l t i , g l i a s s i e s c ono
d a l l e m a n i c h e e c i s i c h i e d e s e una
p r o p o s t a c o s ì p o s s a a n c o r a c o lpi r e a f o n d o , c i o è s e l ’ e l e c t r o s i stia
inevitabilmente dirigendo verso i
c o m o d i l i d i d e l p o p t o u t c o u r t , e se
l ’ e l e t t r o n i c a s i a s o l o e d e s c l u s i va m e n t e t e c n i c a ‘ a s e r v i z i o d i ’ . I l giu d i z i o r e s t a s o s p e s o . N e r i p a r l e r emo
a l s e c o n d o d i s c o ( p e r u n e v e n t u ale
8 . 0 ) . P e r o r a u n p i ù c h e f i d u c i oso
(6.5/10).
Marco Braggion
R a l f e B a n d – S w o r d s ( Ta l i t r e s /
Wide, marzo 2007)
S i e s p o n e s e n z a i n d u g i l a c i f r a sti l i s t i c a d e g l i e s o r d i e n t i R a l f e B a nd,
t r i o b r i t a n n i c o c o m p o s t o d a i p oli s t r u m e n t i s t i O l y R a l f e - p r i n c i p ale
a u t o r e d e l r e p e r t o r i o – e A n d rew
M i t c h e l l, p i ù i l v i o l i n i s t a J o h n Gres w e l l: F r a s c a t i Wa y S o u t h b o und
c a r a c o l l a d a p p r i m a c o m e u n v a l zer
p r o s s i m o a N i n o R o t a p e r i n c u p irsi
t r a d i s t u r b i e d e v i a z i o n i , i n f i n e rin c h i u d e r s i i n u n n e r v o s o f o l k r ock.
S u p e r a t o a l l ’ i s t a n t e u n c e r t o s t u po re, si applaude.
A l t e m p o d e l p a i o d i s i n g o l i c h e pre c e d e t t e r o q u e s t o d i s c o , n e l 2 0 0 4 , la
b u o n a n i m a d i J o h n P e e l d i c h i a r ò il
s u o e n t u s i a s m o c h i a m a n d o i n c au s a Ya n n Ti e r s e n e Wi l l O l d h am.
N o m i v a d a s é c e n t r a t i , p e r i l s o ffio
f i l m i c o ( l a m p a n t e n e l l a d e l i c a t a Si b e r i a ) d e l l e t r a c c e s t r u m e n t a l i e le
a t m o s f e r e c o n t i n e n t a l i i l p r i m o e il
c a l c o d e l l e c o r d e v o c a l i d e l f u P ala c e – m a c o n e c h i d i R a y D a v i e s , si
p r e n d a l ’ i l a r e m a r c e t t a 1 5 0 0 Ye a rs .
U n p a s t i c h e s o n o r o m a i d i s p e r s i vo,
c r e d i b i l e i p o t e s i c o n p r e s u p p osti
a l b i o n i c i d e i C a m p e r Va n B e e t ho v e n , l ’ o c c h i o s o v e n t e i r o n i c o r i v olto
a l f o l k d e l g l o b o ( f i s a r m o n i c h e , per c u s s i o n i , c o r d e e r u m o r i d i s s e m i na t i n e l t e s s u t o s o n o r o ) s e n z a t r ala s c i a r e l a p e n n a r u s t i c a d e l c o u ntry
e , s o p r a t t u t t o , l ’ e n c o m i a b i l e s f o rzo
di fare cosa unica d’ambedue.
F u n z i o n a s p e s s i s s i m o e v o l e n tie r i , a d e s e m p i o n e l l ’ i r r u z i o n e d i f iati
r ’ n ’ b s u l l ’ a g r e s t e d i s f a r s i A r r o w And
B o w , i n u n a B r u n o M i n d h o r n c h e in n e s t a u n g r o o v e s b i l e n c o d ’ o r g ano
dentro il folk m e d i t e r r a n e o , n e l l ’ i n nodica Albat r o s s Wa l t z ( O l d h a m
affiancato da i G o r k y ’s Z y g o t i c
Mynci), in un a c a r t o l i n a d a l l a G r e cia ironicame n t e e x o t i c a r e c a p i t a t a
per sbaglio o l t r a l p e ( M a r c h O f T h e
Pams ). Lungo l e t a n t e s t r a d e i n t r a prese dal trio , s ’ i n c r o c i a p u r e s o brio folk visio n a r i o ( S w o r d ) , l a b e n venuta acidità d i P a r k b e n c h B l u e s
e le memorie Vi o l e n t F e m m e s c h e
agitano Crow , r i v i s t e o l t r e c o r t i n a d a
Broken Teeth S o n g . O v u n q u e a l e g gia il Tom Wa i t s m e n o s p a r t a n o e
disposto agli a r d i t i t r a p i a n t i s o n o r i
di un capolavo r o c o m e R a i n D o g s .
Squisito, poli c r o m o e s o r p r e n d e n te, Swords è u n d i s c o c h e i n t e m p i
meno affollati a v r e m m o d e f i n i t o “ d i
culto” e che o g g i s a i d i c e r t o d e s t i nato a freque n t i r i a s c o l t i . I n o m i c itati non sono c e r t o p o c h i , e v i d e n z a
incontrovertib i l e e o r m a i n o r m a , c i ò
nonostante l’ a b i l i t à n e l m e s c o l a r l i
ostenta carat t e r e e d e q u i l i b r i o c h e
non si trovano a o g n i c h i a r o d i l u n a .
A prescindere d a c o m e a n d r à a f i n i re, la Ralfe B a n d u n a n g o l i n o p r e zioso negli sc a ff a l i s t r a c o l m i s e l ’ è
saputo ritaglia r e , e c c o m e . ( 7 . 4 / 1 0 )
Giancarlo Turra
Richmond Fontaine - Thirteen
Cities (El Cortez, 5 febbraio
2007)
Il folk rock ch e s i n u t r e d i s m a r r i menti, gioie e d o l o r i d i s t a r e a l m o n do, è quello c h e q u a n d o l o i n c o n t r i
non smetti di s e n t i r l o v i v o . A p a t t o
che ci sia l’in g r e d i e n t e i n e d i t o : i n
questo caso, i l f a t t o r e u m a n o R i chmond Fonta i n e , b a n d d i P o r t l a n d
attiva dal ‘94, s e t t e a l b u m a l l e s p a l le che hanno f r u t t a t o u n a p o p o l a r i -
t à r an n i c c h i a t a m a c r e s c e n t e . S e è
arrivato il tempo della meritata consacrazione, il disco giusto non può
c h e e s s e r e q u e s t o T h i r t e e n C i t i e s.
Perché in quattordici tracce tutti i
fili stesi negli anni vengono raccolt i , i nt r e c c i a t i , s p a m p a n a t i , i m m e r s i
nel liquido combustibile e accesi
come segnali nella fuliggine.
Le trepide peregrinazioni acustiche
d i Wi n n e m u c c a ( 2 0 0 2 ) e i t r e m o r i e l e t t r i c i d i P o s t To Wi r e ( 2 0 0 4 ) ,
forse le loro opere migliori, più tutto quel che sta nel mezzo: come la
verve dolceagra Calexico di Moving Back Home #2, che guarda un
po’ ospita proprio la sezione fiati
del combo di Burn e Convertino; o
c o m e l a s t e n t o r e a d o g l i a n z a Wi l c o
di Ghost I Became, voce rotta, violoncello e organo luccicoso; oppure come il talkin’ su ballad assorta
& compunta di The Disappearance
O f R a y N o r t o n, i n b i l i c o t r a u n r ap i m en t o P e a r l J a m ( q u e l l i d i I ’ m
Open) e una laconica perorazione
Lou Reed (quello di Christmas In
February).
Eppoi, uggie gelbiane ($87 And A
Conscience That Gets Worse The
Longer I Go), pietas folk ad altezza
d’uomo (St Ides, Parked Cars And
O t h er P e o p l e ’s H o m e s ) , g r a v i t à
s a b b i o s e ( l o S t e v e Wy n n a c r u d o
di I Fell Into Painting Houses In
Phoenix, Arizona) e valzer attoniti
(il Jim O’Rourke narcotizzato Red
House Painters di Ballad Of Dan
Fanta). Ok, i sentori sono tanti. Ma
il corpo e la struttura ce li mettono
i Richmond Fontaine. Pronti a cucire l’ennesima epifania folk-rock
sulla pelle di questi anni confusi.
( 7 . 0 /1 0 )
Stefano Solventi
Rio En Medio - The Bride
Of Dinamite (Gnomonsong /
Goodfellas, 16 febbraio 2007)
Come suonerebbero quelle strambe delle sorelle Casady se dessero libero sfogo ai loro fantasmi?
Esattamente come l’amica Danielle
S t e ch H o m s y , o v v e r o R i o E n M e dio che debutta per l’etichetta di
Cabic e Banhart con The Bride Of
D i n am i t e . N o n è s o l o q u e s t a s e r i e
d i c ir c o s t a n z e a r e n d e r e D a n i e l l e
assimilabile alla combriccola freak
più chiacchierata del pianeta, ma
a n c h e q u e l l ’ a t t i t u d i n e n a t uralistica,
q u a s i m i s t i c a a l l a m a t e r i a folk (i bi s b i g l i a n c e s t r a l i d i Ti g e r ’s Ear , i do l e n t i s o l i l o q u i d i G i r l s O n The Run e
H e a v e n I s H i g h ) s p o r c a t a da schiz z i e l e t t r o n i c i ( g l i e c h i s i n i stri di You
C a n S t a n d , i b e a t h i p h op di The
B a g h d a d M e r c h a n t ’s S o n ), piutto s t o c h e d a r e g i s t r a z i o n i c asalinghe
e c h i n c a g l i e r i e d i v a r i o t i po (i cam p a n e l l a c c i e l ’ h a n d c l a p p i ng di Eve r y o n e I s S o m e o n e ’s ) . A d i stinguerla
p e r ò è l a p r e d i l e z i o n e p e r testi let t e r a r i e s t r a p o l a t i d a Wi l l i am Blake
o P a u l E l u a r d, l ’ u s o d ell’ukulele
e d i i d i o m i f r a n c o - p o r t o ghesi che
d o n a n o a l l ’ a l b u m u n ’ a u r ea di mi s t e r i o s o i n c a n t o ( i n I S e e The Star
c o m e l a C i b e l l e p i ù c a s t a e nuda).
È n a t a u n ’ a l t r a f o l k s i n g e r, da anno t a r e s u l t a c c u i n o p e r i s uoi sapori
e s o t i c i c h e s i s p e r a m a ntenga nel
t e m p o . (6 . 7 / 1 0 )
Va l e n t i n a C a s s a n o
Rose Kemp - A Hand Full Of
Hurricanes (One Little Indian /
Goodfellas, 5 febbraio 2007)
P r i m o d i s c o s u O n e L i t tle Indian
e s e c o n d o s u l l a l u n g a d i stanza, A
H a n d F u l l O f H u r r i c a n es appro f o n d i s c e i l d i s c o r s o g i à intrapreso
d a l l a g i o v a n i s s i m a s o n gwriter e
c h i t a r r i s t a R o s e K e m p c o n il MiniA l b u m ( 2 0 0 4 ) . M e s s i d a parte i
p a n n i d e l l a f o l k s i n g e r t r adizionale
d e i p r i m i l a v o r i , l a N o s tra, figlia
d ’ a r t e ( i g e n i t o r i s o n o M a ddy Pryor
e R i c k K e m p d e l g r u p p o folk-rock
S t e e l e y e S p a n , a t t i v o f i n dai ‘70),
m o l t o p r e s e n t e n e l l a f e r v ida scena
b r i s t o l i a n a , p r o s e g u e t r a dark rock/
n o i s e e s p e r i m e n t a z i o n e , sue cifre
s t i l i s t i c h e , p e r u n a l b u m variegato
c h e r a p p r e s e n t a u n p a s so avanti
n e l l a s u a a n c o r b r e v e c a r riera.
s e n t i r e a s c o l t a r e 61
Una passionalità m a n i f e s t a t a v i sceralmente alla PJ H a r v e y e C a t
Power, espressa i n m o d u l a z i o n i
chitarristiche rock- b l u e s t e n d e n t i
al dark (il singolo Vi o l e n c e , l u n g a
cavalcata con asso l o c e n t r a l e , l a
oscura e sofferta qu a s i g h o t i c - b a l lad Orange Juice su u n a r e l a z i o n e
finita male, la radio h e d i a n a a t m o sferica Skin Suite ), l i n e e v o c a l i a
cappella sovrappost e e m a n d a t e i n
loop, che creano un e ff e t t o m u l t i strato che rimanda a l Ti m B u c k l e y
più onirico ed all’ulti m a B j o r k ( Ti n y
Flower ), ampie jam a n c h e v o c a l i ,
che ricordano l’altro B u c k l e y ( M e t a l
Bird ) e ballad più t r a d i z i o n a l i a c compagnate dalla ch i t a r r a ( M o r n i n g
Music , Sheer Terror ) . I l m o o d m e lodrammatico e spes s e v o l t e s o p r a
le righe da una parte e u n a l t e r n a r si dolceamaro dall’ a l t r a d o m i n a n o
l’album, teso cont i n u a m e n t e t r a
esplosione ed impl o s i o n e , b u i o e
intermittenti lampi d i l u c e , c o m e s e
la Nostra cercasse u n a v i a d i m e z zo mentre dosa le s u e p o s s i b i l i t à .
Se Rose Kemp man t e r r à q u e l c h e
finora promette (lo s c a r t o r i s p e t t o
alla prova precedent e è g i à a m p i o ) ,
farà ancora parlare d i s é . ( 6 . 9 / 1 0 )
Te r e s a G r e c o
RTX – Western Xterminator
(Drag City / Wide, 20 marzo
2007)
L’intero progetto R T X d i J e n n i f e r
Herrema è una cazz a t a . U n a c a z zata di cui lei è p e r f e t t a m e n t e a
conoscenza, e se un o s i c o n c e n t r a
quel minimo gli può r i u s c i r e a n c h e
di vederla sghignaz z a r e l e g g e n d o
le stroncature e le c r i t i c h e c h e a r riveranno puntuali a n c h e c o n Western Xterminator . G l i RT X s o n o l a
62 sentireascoltare
dimostrazione lampante che alla fin
fine non riusciremo mai ad uscire
vivi dagli anni ’80, perché la nostalgia per quei tempi e le oggettive
amenità popolari di quegli anni non
ci passerà mai. Il secondo disco di
H e r r e m a c o n g l i RT X è a n c o r a p i ù
amarcord del precedente e sguazz a c o n t u tt a l a c o m p i a c e n z a d e l
caso nel più cafone e becero heavy sound anni ’80. Quindi significa
che i nomi presi a paragone sono
in ordine sparso: Guns ‘n Roses,
C i n d e r e l l a, L . A . G u n s, M o t l e y
Crue, AC / DC, Metallica, Megad e t h, Z Z t o p e t a n t a a l t r a g e n t e d i
questa risma. Chi non ha mai avuto amore per questi suoni è meglio
che se ne sta alla larga, per tutti
gli altri forse c’è di che divertirsi.
L’ e ff e t t o f i n a l e è c o m e g u a r d a r e l e
vecchie foto del liceo con i compagni di classe. Amarcord appunto.
L a b a l l a t a a c u s t i c a s i m i l - S t o n e s,
p e r ò c i r i c or d a c h e l a H e r r e m a , a n che con i segni del tempo sul volto,
continua a essere una delle più carismatiche meretrici del rock’n’roll,
preceduta probabilmente solo da
P o i s o n I v y e C o s e y F a n n i Tu t t i,
ma tant’è. Il resto del disco è cazzeggio hard senza la minima voglia
d i t r a v e s t i r s i i n a l t r o . B a l l s To P a s s
a t t a c c a c o n u n r i ff p r e s o a p r e s t i t o
dagli AC / DC; Black Bananas e Nightmare And Mane sono gli episodi più street rock’n roll; Dude Love
farebbe impallidire anche i Motley
Crue vagamente decenti degli inizi,
p r i m a c i o è c h e To m m y L e e s i r i n c o glionisse con Pamela. Furoreggia
a l c e n t r o l a c o v e r d i M o n e y Wi l l R o l l
Right In dei Mudhoney e si scimmiotta anche il trash-metal della
bay area con Wo-Wo Din, chiudendo poi il disco come fossero gli ZZ
To p . N o n c ’ è c h e d i r e . U n o s p a s s o
dalla prima all’ultima canzone. Un
lavoro che non ha nessuna pretesa e non mostra la minima voglia di
elevarsi oltre il circuito dei bikers e
di quanti, nella rustica e antiquata
provincia americana, si scolano litri di budweiser al bancone del bar
sotto casa. Quelli che ascoltano il
r o c k ’ n ’ r o l l c o n l e c u ff i e d e l p c e l a
cravatta bene annodata passino oltre, gli altri la prendano per quello
c h e è . (6 . 0 / 1 0 )
Antonello Comunale
L’ a d d i m m u r u
–
Self
Titled
( r u d i M E N TA L E ,
2007)
Canzoniere
Sintetico
–
Te u f e l t a n z m a s k e n
( r u d i M E N TA L E , 2 0 0 7 )
A r r i v a n o d a l l a S i c i l i a l e i n c i s i oni
d e l l a r u d i M E N TA L E , p i c c o l a l abel
c h e c o n i d u e l a v o r i i n q u e s t i o n e fa
u n s a l t o i n a v a n t i e d a l l e r e l e ase
i n m p 3 a p p r o d a a l f o r m a t o c d r. E’
i n u t i l e s t a r e a s o t t o l i n e a r e , c ome
s i m i l i e s p e r i e n z e , s i a p u r e n elle
l o r o p i c c o l e d i m e n s i o n i , s i a n o l ’ en n e s i m o s i n t o m o d e l l ’ o t t i m o s t a t o di
s a l u t e d e l l a m u s i c a d i r i c e r c a i t a lia n a . S e a g g i u n g i a m o i l f a t t o p o i , che
r u d i M E N TA L E s i m u o v e p e r f o rza
d i c o s e l o n t a n a d a t u t t i i c e n t r i più
f e b b r i l i ( M i l a n o , R o m a , B o l o g na,
N a p o l i ) r i u s c e n d o c o m u n q u e a f are
d e l l o “ s p l e n d i d o i s o l a m e n t o ” s i c i lia no un punto di forza, anzi di vera e
p r o p r i a s i n t e s i p r o g r a m m a t i c a , ot t e n i a m o u n q u a d r o q u a n t o m e n o in t e r e s s a n t e . I d u e l a v o r i i n q u e s tio n e s o r p r e n d o n o p e r l a s e l v a ggia
v e r v e s p e r i m e n t a l e . L’ a d d i m u r u in
d i a l e t t o s i c u l o d o v r e b b e s i g n i f i c are
r a n c i d o , a m m u ff i t o , g u a s t o . R e nde
e s a t t a m e n t e l ’ i d e a d e l p e r e n n e s uo n o c h e s i a s c o l t a l u n g o t u t t e l e otto
t r a c c e . U n ’ u n i c a s u i t e i m p r o v v i s ata
d o v e u n a c h i t a r r a s p o s a l ’ a l c h i mia
d e l l ’ e l e t t r o n i c a e i l s u o n o v i r a co s t a n t e m e n t e v e r s o u n p r o g r e s s ivo
s g r e t o l a m e n t o a m b i e n t . A d i m p r ov v i s a r e s o n o L u c a S c i a r r a t t a ( c h i tar r a p r e p a r a t a , o g g e t t i ) e D a r i o S an f i l i p p o , n o t o a n c h e c o m e Ti r r i d d i liu,
(live electronics). (6.5/10)
S e n e l l a s u a t r a m a i m p e n e t r a bile
i l s u o n o d i L’ a d d i m m u r u è o sti c o e a ff a s c i n a n t e , q u e l l o p r o p osto
d a l C a n z o n i e r e S i n t e t i c o è l e tter a l m e n t e o l t r e . I l n o m e o v v i a m en t e r i c h i a m a e s e m p i i l l u s t r i c o m e il
C a n z o n i e r e d e l L a z i o e l ’ i m p r ov v i s a z i o n e s t a m p a t a s u l c d r s p osa
u n ’ a n a r c h i a s e n z a c o m p r o m essi
c h e s f o c i a s p e s s o n e l l a p a n t o m i ma
t e a t r a l e . N e l m u c c h i o s e l v a g g i o in
q u e s t i o n e r i t r o v i a m o Ti r r i d d i l i u , af f i a n c a t o d a A n t o n i o M a i n e n t i , Ma n u e l a B a r i l e e R i n u s Va n A l e b eek.
D i v i s o i n t r e p a r t i : “ Te u f e l t a nz m a s k e n ” , “ D e l p o r c o n o n s i b utta
mai niente” e “Caveau” ii disco è
a s s e m b l a t o c o n c a n t i d ’ a v a n g uar d i a , r u m o r i d ’ a m b i e n t e , f i l a s t r o c che
t r a d i z i o n a l i , s t r u m e n t i i m p r o b a bili,
turn it on
R h y s C h a t h a m – A C r i m s o n G r a i l f o r 4 0 0 E l e c t r i c G u i t a r s ( Ta b l e o f
the Elements / Wide, 23 gennaio 2007)
Da vent’anni r e s i d e n t e i n F r a n c i a , R h y s C h a t h a m è s t a t o a m p i a m e n t e v a lorizzato dalla t e r r a c h e l ’ h a a c c o l t o , n o n u l t i m o q u a n d o n e l 2 0 0 5 l a c i t t à
di Parigi gli h a c o m m i s s i o n a t o u n ’ o p e r a d a e s e g u i r e i n o c c a s i o n e d e l l a
Notte Bianca, o t t e n e n d o i n r i s p o s t a u n t o u r d e f o r c e c h i t a r r i s t i c o p e r q u a t trocento elem e n t i . L’ e s e c u z i o n e , d u r a t a d o d i c i o r e , s i è s v o l t a a l l ’ i n t e r n o
della Basilica d e l S a c r o C u o r e , s u s c i t a n d o e n t u s i a s m i f r a l e m i g l i a i a d i
persone prese n t i . L a Ta b l e o f t h e E l e m e n t s p u b b l i c a o r a u n d i s c o c h e d i
quella montag n a d i m u s i c a s e l e z i o n a c i n q u a n t a s e i m i n u t i .
La versione d i A C r i m s o n G r a i l c h e c i p e r v i e n e è c o m p o s t a d a t r e m o vimenti che p e r c o m o d i t à m e t t i a m o a l l o s p e c c h i o c o n c i ò c h e l ’ a r t i s t a h a
realizzato neg l i a n n i O t t a n t a ( q u a n d o r a p p re s e n t ò l a c o n t r o p a r t e d i G l e n n
Branca in qu e l l a t e r r a d i m e z z o f r a l a n o - w a v e e i l n e o m i n i m a l i s m o ) : c o stante il sens o d i t r a n c e t r a s m e s s o , d i v e r s e l e m o d a l i t à p e r o t t e n e r l o . S e i n D i e D o n n e r g ö t t e r o A n A n gel Moves
Too Fast To S e e i l m e z z o e r a n o c h i t a r r e e c h e g g i a n t i i l c u i s u o n o r i m a n e v a i n t e r n o a u n c e r t o s i n f o n i smo noisy
che spesso si è e s p r e s s o i n f r a n g e n t i a v a n t - r o c k , A C r i m s o n G r a i l c i p r e s e n t a u n u n i c o m a s t o d o n t i c o f l usso, una
massa indistin g u i b i l e c h e n o n s i f a t i c h e r e b b e a c r e d e r e f r u t t o d i t a s t i e r e e d i a v o l e r i e e l e t t r o n i c h e , a n z iché dello
strumento pri n c i p e d e l l a m u s i c a r o c k . Q u a t t r o c e n t o c h i t a r r e e l e t t r i c h e c h e c o z z a n o e s i s o v r a p p o n g o n o, espan dendosi come r i g a g n o l i f r a m u r i e s p a z i d i u n a d e l l e p i ù g r a n d i c h i e s e d ’ E u r o p a , r i m b a l z a n d o e c u r v a n dosi in un
labirinto di rif l e s s i c h e t r o v a a p i c e n e i s u o n i m a s t o d o n t i c i d e l t e r z o m o v i m e n t o , a u n p a s s o d a i P o p o l Vuh di In
Den Gärten P h a r a o s , m e n t r e n e i t r a t t i p i ù p l a c i d i ( l ’ i n i z i o d e l s e c o n d o m o v i m e n t o ) m o s t r a p a r e n t e l e con il lato
più onirico de l s u o n o K r a n k y.
Ferma restan d o l a q u a l i t à e c c e l s a d e l d i s c o , c i a u g u r i a m o c h e C h a t h a m s i a d o p e r i p e r p u b b l i c a r e u n r e l ativo dvd,
permettendoc i d i s o m m a r e a l t u t t o l e s u g g e s t i o n i v i s i v e d e l l a s p l e n d i d a c h i e s a p a r i g i n a ( 7 . 5 / 1 0 ) .
Federico Romagnoli
s e n t i r e a s c o l t a r e 63
umori di Sicilia. O l t r e l o s b e r l e f fo avanguardista e l ’ e t n o c u r i o s i t à
d’accatto con “ un p a s s o n e l f u t u ro della musica folk e t r a d i z i o n a l e ,
quel passo che si p u ò p e r m e t t e r e
solamente chi ha as s i m i l a t o , c h i è
nato in un dato con t e s t o d o v e g l i
antro pologi non esis t o n o e n e a n c h e
gli etnoturisti alla ric e r c a d e l l a d a n za perduta ”. Sud e m a g i a . ( 6 . 8 / 1 0 )
verso l’alto. Ci sono margini per
una crescita, ma nondimeno non
possiamo escludere una appiattimento futuro, se Sam non partirà
dalla scrittura ma dalla sua sovras t r u t t u r a . M a i l s e n n o d i p o i l o u s eremo… poi. (6.7/10)
Gaspare Caliri
Sj Esau – Wrong Faced Cat Feed
Collapse (Anticon / Goodfellas,
13 marzo 2007)
La Anticon si dà a l l a f o l k t r o n i c a ?
Comprensibile stup o r e d i p i n g e l e
attese dedicate a Wr o n g F a c e d
Cat Feed Collapse d i S j E s a u,
alias Sam Wisternoff , i l q u a l e p r o pone un disco di reg i s t r a z i o n i c a s a linghe avvenute tra i l 2 0 0 3 e i l 2 0 0 4
e pone, va detto, qu a l c h e p r o b l e m a
Springintgut - Park And Ride
(City Centre Offices / Wide, 2
marzo 2007)
A n d r e a s Ot t o , c l a s s e ’ 8 0 , è c r e sciuto con una passione viscerale
per i Mouse On Mars. Dopo averli
s e n t i t i p e r la p r i m a v o l t a l a s u a v i t a
è c a m b i a t a : s i è t u ff a t o n e i c u l t u r a l
studies all’Università di Lüneburg
(vicino a Amburgo) e in quella sede
ha gettato cuore e anima oltre gli
ostacoli della vita, componendo ore
e ore di musica elettronica. Ha imparato a suonare pure la batteria e
di interpretazione cr i t i c a , d a t e a l l a
mano, soprattutto. In r e a l t à s i t r a t t a
di un disco già uscit o n e l 2 0 0 5 p e r
la Fooltribe/Enormo u s C o r p s e , o r a
ristampato su Antico n , a p p u n t o .
C’è folktronica più o m e n o c o n v e n zionale, ma anche a c c e n n i d i p o s t rock, specie nelle p i c c o l e d o s i d e i
passaggi interni alle c a n z o n i , c o m e
succede ai connettiv i l i n g u i s t i c i . S i
ascolti Cat Track (H e H a s N o B a l ls) per un esempio c h i a r i f i c a t o r e :
si passa dai Tunng a g l i A k r o n / F amily, ma anche ai S i l v e r M t . Z i o n
(presenti anche in G e o g r a p h y e
Queezy Beliefs ), e p i u t t o s t o b e n e .
Il circo dei riferimen t i p o t r e b b e p r o seguire il suo spet t a c o l o , e c o n vocherebbe anche P a j o, n e l l e s u e
varie trasformazioni ( I G o t A B a d) .
Tra i due pezzi pi ù l e n t i , We a r s
The Control è poi un a r i u s c i t i s s i m a
ballata dalle moven z e e t e r e e c h e
confonde il sibilo d e l l a s t e e l c o n
i timidi squittii (in s e c o n d o p i a n o )
dei synth – non tro p p o l o n t a n i d a
quelli dell’EML 200 d i R a v e n s t i n e ,
ai tempi dei primi P e r e U b u . L’ a l tro è la canzone di c o m m i a t o - L a z y
Eye - folk più tradizi o n a l e , c o n t a n to di violino e passo l e n t o e a r i d o ,
come nel deserto, m a u n a c a n t i l e n a
riuscita solo in par t e , c h e i n c r i n a
parzialmente la fidu c i a , p r o p r i o s u l
finire.
Se c’ è spazio per un “ t u t t o s o m m a to”, dunque, è sicur a m e n t e p o l l i c e
il violoncello in quel periodo e soprattutto, grazie a un’ambizione e
un metodo tutto teutonico, ha apert o u n ’ e t i c h e t t a p e r s o n a l e , l a P i ngpung - una sorta di Sonig neanche
a dirlo - con la quale ha prodotto
i l a v o r i d i P e t e r P r e s t o , Va n i s h i n g
B r e e d e M i s t e r Ti n g l e .
Nel 2004, sotto il nome di Springintgut (ovvero il nome di una via di
Lüneburg), è uscito allo scoperto
con Posten 90 e la sua biografia
pre-Park And Ride potrebbe conc l u d e r s i q ui : c o n l ’ a s s u n z i o n e a l l o
Stein Institute di Amsterdam, una
manciata di collaborazioni a musiche per film e una pugno di date
d i s p a l l a a F. S . B l u m m , T h e B o o k s
e - ovviamente - i paladini senza i
quali non sarebbe arrivato fin qui, i
Mouse On Mars.
G u a r d a c a s o , è p r o p r i o J a n S t . We rner a elogiare Park And Ride, registrato per metà in un bosco e per
l’altra in giro in bici per Amsterdam.
“What an album!” ha detto l’illustre
pluridecorato elettronico. Certo,
“What a Mouse On Mars album!”, gli
rispondiamo idealmente, perché se
D a y O f f s e la b a t t e t r a r i t m i c h e Wa r p
e l’elettronica pelosa e bofonchiata
à l a I a h o r a Ta h i t i , C o l o s s o s s c i orina il sincopato di casa Sonig per
una IDM in barrique, Whistleblow
Biker potrebbe benissimo costituire un’outtake di Audioditaker (con
complimenti annessi), e Everything
Antonello Comunale
64 sentireascoltare
I n F o c u s g i o c a c o n l ’ a m b i e n t a l e su
m o d u l a z i o n i d i f r e q u e n z a s e m i se r i e , c h e s o n o u n ’ a l t r a c a r a t t e r i s t ica
n o t a d e l d u o . P e r l ’ 8 0 % b u o n a e mu l a z i o n e , p e r i l r e s t a n t e u n d i s c o di
i n d i e t r o n i c a p i ù c h e b u o n o , c o n un
g i o i e l l i n o c o m e C o u s t e a u , s u o n ato
t r a s u o n i c a l d i e c a r t i l a g i n o s i dal
g r a n d e i n t a r s i o ( c o m p l i c e l ’ a r p e ggio
d e l l ’ a m i c o M a x F e y ) , e c o n q u ella
P r e c a s t o r d a g l i s m a l t i s u a d e n t i su
t e l a n o i r p o s t - P o r t i s h e a d d a l g ran
g i o c o d ’ a n g o l i ( g r a z i e a l l a c a n t an t e g i a p p o n e s e K a z u m i ) , l ’ a l b u m ha
u n u n i c o , p i c c o l o d i f e t t o : l ’ a s s e nza
d i c r e a t i v i t à d e l s u o a u t o r e . O t t o si
m u o v e p e r s c h e m i s t r a b a z z i c a t i ma
d a l s i c u r o e ff e t t o . P e r t a n t o c i aug u r i a m o d i t r o v a r l o a c c a n t o a una
m e t à c r e a t i v a a r o m p e r g l i l e u ova
n e l p a n i e r e i n f u t u r o , u n s i c uro
a n t i d o t o d ’ e ff e t t o a c o t a n t a e prof e s s i o n a l e i m p e r s o n a l i t à … e con
q u e s t o s i a m o a l l ’ e n n e s i m o d i sco
C i t y C e n t r e O ff i c e s c h e s t r o n co.
Q u a n d ’ è c h e l ’ e t i c h e t t a s i d e c i d erà
ad osare? (5.0/10)
Edoardo Bridda
Te d L e o A n d T h e P h a r m a c i s t –
L i v i n g W i t h T h e L i v i n g ( To u c h
And Go / Wide, 20 marzo 2007)
C ’ è d e l l ’ a g i t - p r o p n e g l i S t a t i U niti.
C i c r e d e l a To u c h & G o, c h e p ub b l i c a q u e s t o n u o v o l a v o r o d i Ted
L e o - f r a t e l l o d i C h r i s d e i Va n P elt,
d e c i s o a e s t e r n a r e l a p r o p r i a v oce
d e l d i s s e n s o , d o p o u n p a s s a t o da
p u n k - r o c k e r - e d e i s u o i f a r m a c i sti.
L i v i n g Wi t h T h e L i v i n g v i v e d i un
r o c k p r o l i s s o p a l p a b i l m e n t e a t t en t o a l l ’ a r r a n g i a m e n t o ( l o n t a n o dal
p u n k ) , c h e n e i m o m e n t i m i g l iori
a v v i c i n a i l c o n t r a p p u n t o d e i Te l evis i o n, s o p r a t t u t t o n e g l i i n c a s t r i me l o d i c i b a s s o - c h i t a r r a ( T h e S o n g s Of
turn it on
T h e Tr e e s C o m m u n i t y – T h e C h r i s t Tr e e ( D a r k H o l l e r / H a n d / E y e ,
febbraio 2007)
Timothy Renn e r, p e r s o n a g g i o s u i g e n e r i s d i c u i p a r l i a m o i n a l t r a p a r t e d e l
giornale, ha f i n a l m e n t e t r o v a t o i l s u o p e r s o n a l e S a c r o G r a a l . L’ u o m o d i
Stone Breath e D a r k H o l l e r è d u n q u e g i u n t o a c o m p l e t a r e l ’ o p e r a d i r e stauro di un v e r o c u l t o u n d e r g r o u n d a n n i ’ 7 0 : i Tr e e s . S p e s s o c o n f u s i c o n
gli omologhi i n g l e s i , i Tr e e s d i c u i p a r l i a m o q u i e r a n o u n a v e r a è p r o p r i a
comune di cr i s t i a n e s i m o m i l i t a n t e . U n t i p i c o s o t t o p r o d o t t o d e l l a c u l t u r a
americana de g l i a n n i s e t t a n t a . S e l ’ i n c r e d i b i l e e s p l o s i o n e p o p o l a r e d e l l’esoterismo e d e l l ’ o c c u l t o p r o d u c e v a i n q ue g l i a n n i u n p r o l i f e r a r e d i s e t t e
sataniche, co n l ’ a g g i u n t a d i f e n o m e n i p o p c o m e L’ e s o r c i s t a , s i r e g i s t r a v a
un enfatizzaz i o n e a n c h e s u l l ’ a l t r o f r o n t e . Q u e l l o d e l l e “ f o r z e d e l b e n e ” , p e r
intenderci. I p r e d i c a t o r i e i l r a d i c a m e n t o d e l l a c h i e s a , i v e n d i t o r i p o r t a a
porta del sacr o v e r b o d e l C r i s t o i n c o m o d e e d i z i o n e t a s c a b i l i d e l l a S a c r a
Bibbia, per n o n c o n t a r e t u t t o i l m a r k e t i n g d e l l e g u a r i g i o n i m i r a c o l o s e . C o m e d i r e b b e q u a l c u n o c e r t a mente più
avveduto del s o t t o s c r i t t o : “ C h i u n q u e c r e d e v a d i p o t e r p a r l a r e c o n i l S i g n o r e d a n d o g l i d e l t u ” . L a c o munità dei
Trees si integ r a v a i n t u t t o q u e s t o , s u o n a n d o u n p o ’ c o m e d e i t r o v a t o r i a l l a c o r t e d i G e s ù s u l l a s c o r t a di una ri cerca musica l e e u n a m e t i c o l o s i t à n e l l e p r o p r i e f o r m e e s p r e s s i v e , l o n t a n a a n n i l u c e d a i b o y - s c o u t s c he cantano
nella parrocc h i a s o t t o c a s a v o s t r a . C o m e t e s t i m o n i a n o l o r o s t e s s i n e l l e n o t e d i c o p e r t i n a d i q u e s t o ponderoso
box: “ The Ch r i s t Tr e e , o u r m u s i c a l m e d i t a t i o n , g r e w o u t o f o u r s e a r c h f o r t r u t h a n d w a s b u i l t o n o u r common,
monastic life. A t f i r s t m u s i c p l a y e d t h r o u g h u s i n c o m p l e t e s u r p r i s e , a s s o u n d s f r o m a l l o v e r t h e w o r l d came to us
in prayer ”. Il r i s u l t a t o d i q u e s t o l o r o p e r c o r s o v e r s o l ’ i l l u m i n a z i o n e s f o c i a i n u n s u p e r c r o s s o v e r f o l k l o r istico, che
abbraccia ele m e n t i e f r a m m e n t i m u s i c a l i a g l i a n t i p o d i e l i u n i s c e s o t t o u n ’ u n i c a v i s i o n e . N e l l a m u s i c a della Trees
Community si a v v e r t o n o “ c a n t i b a l i n e s i , m u s i c h e p e r a r p e v e n e z u e l a n e , r a g a i n d i a n i , r i t m i a f r i c a n i , g o n g ritualisci
tibetani, musi c a f o l k a m e r i c a n a , c a m p a n e m e s s i c a n e ” , c o n u n a r m a m e n t a r i o s t r u m e n t a l e c h e p r e v e d e l’impiego
di 80 diversi s t r u m e n t i a c u s t i c i . E ’ s u p e r f l u o m e t t e r s i a r a g i o n a r e s u q u a n t o q u e s t a m u s i c a p r e c e d a i l folk con temporaneo e f i n a n c h e c e r t e s o r t i t e e t n o l o g i c h e d i m a r c a S u n C i t y G i r l s. M u s i c a s e n z a t e m p o e l a t i t udine, che
sembra arriva r e c o m e u n r a g g i o d i r e t t a m e n t e d a l l a p r o v v i d e n z a d i v i n a e c h e t r a s f o r m e r e b b e a n c h e uno come
Charles Mans o n , n e l l a p i ù c o n v i n t a p e c o r e l l a d e l g r e g g e c r i s t i a n o . I l b o x c o m p i l a t i v o , p r e d i s p o s t o d a R enner con
tutto l’amore d e l c a s o , p a s s a i n r a s s e g n a t u t t o l o s c i b i l e d e l g r u p p o , a p a r t i r e d a T h e C h r i s t Tr e e , l o r o disco del
1975 con l’ag g i u n t a d e l l a r a r i s s i m a c a s s e t t a , A P o r t r a i t o f J e s u s C h r i s t i n M u s i c e d i d u e p e r f o r m ance live.
Gloria al Sign o r e , a n d a t e i n p a c e . ( 7 . 5 / 1 0 )
Antonello Comunale
sentireascoltare 65
Cain , con un breve a s s o l o d a c u i
manca – purtroppo – l a c a r i c a l i s e r gica di Verlaine). Arm y B o u n d è u n a
canzone ben costru i t a e p i a c e v o l mente orecchiabile c h e c i p e r m e t t e
di individuare nella s u a m a r c e t t a
new-wave di sicuro e ff e t t o ( c o m e
in Colleen ), nella p e r c u s s i v i t à d e gli scambi e nel trai n o d e l l a v o c e i
type di queste canzo n i .
Leo vorrebbe forse a n c o r a s e l e zionare come padri p u t a t i v i i J a m
– Paul Weller in p a r t i c o l a r e – , i l
punk bacchettone di B i l l y B r a g g , i
sempiterni Clash (c’ è a n c h e i l r o c k steady di The Unw a n t e d T h i n g s ) ;
ma ciò che convince m a g g i o r m e n t e
è l’accostamento ir o n i c o a i P e a r l
Jam , a parità di co n v i n z i o n e n e l l a
forza generazionale d e l l a m u s i c a .
Dà fastidio l’onnip r e s e n z a d e l l a
voce, reputata nece s s a r i a i n f u n zione della foga di d e n u n c i a , m a
disgraziatamente
diretta
troppo
spesso verso i vocal i z z i d i B o n J o v i
– il che, non si te m a a d i r l o , v a
male. Si salvano me l o d i e m e n o s o fisticate ( The Lost B r i g a d e ) e i d e e
più incisive ( Bomb.R e p e a t . B o m b ) forse perché meno r i f l e s s e . M a u n a
manciata di buoni b r a n i n o n s a l v a
l’insieme.
Aldilà del gusto, che è p e r s o n a l e e
non dovrebbe perva d e r e i l g i u d i z i o
di una recensione, s i h a l a p e r c e zione di un parziale s p r e c o d i e n e r gie. Una risicata s u ff i c i e n z a n o n
andrebbe bene a ne s s u n o . M e g l i o
un ( 5.8/10 ).
Gaspare Caliri
The Broken West – I Can’t
Go On, I’ll Go On (Merge, 23
gennaio 2007)
Tra le uscite con cu i l a M e r g e a p r e
66 s e n t i r e a s c o l t a r e
il suo 2007 c’è il debutto di questo
quintetto di L.A., noto fino a poco
tempo fa come Brokedown e costretto a cambiare ragione sociale
per via di un’omonima band di Chicago. Aldilà di queste oscure controversie, tutto il resto per i Broken
We s t è c h ia r o c o m e i l s o l e ( d e l l a
California, ovviamente): già dall’attacco scatenato di On The Bubble,
I Can’t Go On, I’ll Go On mette sul
tavolo una formula rock-pop classica e di ampio respiro, semplice ed
e ff i c a c e n e l l a s u a f r e s c h e z z a t i p i camente sixties. Detto ciò, facile
dedurre i numi tutelari del caso: dai
B y r d s ( Yo u C a n B u l d A n I s l a n d ) a i
Beatles, dai Big Star (Shiftee) ai
K i n k s ( B a b y O n M y A r m) , d a D y l a n
& T h e B a n d ( L i k e A L i g h t ) a i Te e nage Fanclub, fino ai troppo presto
dimenticati Cotton Mather (se c’è
qualcuno tra di voi che tiene caramente conservata la sua copia di
K o n Ti k i c r e d e n d o d i e s s e r e r i m a s t o l ’ u l t i m o s u l l a Te r r a , s a p p i a c h e
n o n è s o l o ).
E s e i Wi l c o d i m e z z o - q u e l l i p o p py di Summerteeth, per capirci
- rischiano di essere un’influenza
a volte troppo ingombrante, dalla loro Ross Flournoy e compari
hanno una grinta e una propension e a l l a m e l o d i a n o n i n d i ff e r e n t i ( f r a
s c h i t a r r a t e S t o n e s, s t o m p M o t o w n ,
accelerazioni e cambi di registro, ci
sono ritornelli di quelli che restano
appiccicati in testa per giorni, garantito). Poi beh, c’è una scaletta
che non ha reali punti deboli. Basta
per fare di questo disco il miglior
auspicio possibile per l’indie poprock a venire? Diciamo di sì, e con
gli Shins ai piani alti della classific a U . S . A . n o n è d i ff i c i l e i m m a g i n a re un futuro roseo anche per questi
ragazzi. Bene così. (7.2/10)
Antonio Puglia
The Horrors – Strange House
(Loog / Polydor / Universal, 5
marzo 2007)
Lo ammettiamo: a giudicare da
come questi ragazzi si presentavano sulle pagine di NME qualche
mese fa, non ci aspettavamo niente
del genere. Il boss della Loog James Oldham (il discografico del
momento, già “padrino” dell’ultimo
P a t r i c k Wo l f) n o n v a t r o p p o l o n -
t a n o d a l l a v e r i t à q u a n d o a ff e r ma
c h e S t r a n g e H o u s e , d e b u t t o d egli
H o r r o r s – n o m e a z z e c c a t i s s i m o per
c i n q u e v e n t e n n i e m a c i a t i e s c he l e t r i c i , c o n u n l o o k t r a g i c o m i c o fra
J e s u s & M a r y C h a i n e l a F a m i glia
A d d a m s – è p r o b a b i l m e n t e i l d i sco
p i ù e s t r e m o u s c i t o i n I n g h i l t e r r a da
un po’ di tempo a questa parte.
A l t r o c h e c h i t a r r e e m e l o d i e t i r ate
a l u c i d o ( K a i s e r C h i e f s ) , a l t r o che
p r o d u z i o n i a m m i c c a n t i a l d a n c e f l oor
( B l o c P a r t y , K l a x o n s ) , p i u t t osto
v a g o n a t e d i t r a s h e g a r a g e d i s c uo l a N u g g e t s ( l a s e m i n a l e r a c c o l t a di
s i n g o l i a n n i ’ 6 0 r e d a t t a d a L e nny
K a y e ) , s p o s a t o a l l ’ i c o n o c l a s t i a dei
B i r t h d a y P a r t y , d e l l a N o Wa v e più
i n c o m p r o m i s s o r i a e d e l l ’ o v v i o p unk
( q u e l l o b e ff a r d o d i F a l l e D ead
K e n n e d y s , q u e l l o c a r t o o n i s t i c o di
C r a m p s e S t r a n g l e r s) . R o b a i n cui
u n o c o m e S i m o n R e y n o l d s i n z u p pe r e b b e v o l e n t i e r i i l p a n e , i n s o m m a.
D a S h e e n a i s A P a r a s i t e ( s i n g olom a n i f e s t o c h e a p r ì l e d a n z e p oco
m e n o d i u n a n n o f a ) a l l a c o v e r di
J a c k T h e R i p p e r d i L i n k Wr a y (il
John Cale di Heartbreak Hotel +
J i m M o r r i s o n + i p r i m i J o y D i v i sion
+ … f a t e v o i ) è t u t t o u n p r o f l u v i o di
c h i t a r r e d i s s o n a n t i e u r t i c a n t i , r itmi
t r i b a l i , u r l a f r e n e t i c h e e d e m e n zia l i , o r g a n e t t i d i s t o r t i e i m p a z z i t i fra
b e a t e S u i c i d e. D o v e n d o s c e g lie r e u n a t r a c c i a s u t u t t e , d i r e m m o lo
s t r u m e n t a l e G i l S l e e p i n g ( i r r e s i sti b i l e e s g a n g h e r a t o c o m e u n f i l m di
E d Wo o d ) , e a n c h e i l r e c e n t e sin g o l o G l o v e s ( c o n u n f i n a l e d egni
d e i P u l p p i ù a l l u c i n a t i ) s i d i f e nde
b e n e ; e p u r e s e l ’ i n c i p i t d i E x c e l l ent
C h o i c e è t a l m e n t e M a r k E S m i t h da
r a s e n t a r e l a v e r g o g n a , l ’ i m p i a nto
r e g g e s e n z a g r o s s i p r o b l e m i . Ora,
d o v e s t a i l t r u c c o ? S i c u r a m e n t e nel
fiuto del buon Oldham (che non a
c a s o è s t a t o p e r s e t t e a n n i r e d a tto r e d e l N M E . . ) , o l t r e c h e d e i p r o du c e r d i t u r n o - f r a N i c k Z i n n e r ( Yeah
Ye a h Ye a h s) e B e n H i l l i e r ( F utur e h e a d s ) , f a c a p o l i n o u n i n s o s pet t a b i l e J i m S c l a v u n o s ( c u i f a nno
e c o , t r a i f a n v i p , J a r v i s C o c k er e
Bobby Gillespie). O forse il punto è
c h e i l t r i p n e l l a c a s a d e i f a n t a smi
d e g l i H o r r o r s è t a n t o l e r c i o q u a nto
p a t i n a t o ( c o m e l e c o v e r d e i m a ga z i n e d o v e a b i t u a l m e n t e s p a d r o n eg g i a n o ) . I n s o m m a , s e q u a l c u n o era
in cerca di u n a l t r o f e n o m e n o c h e
smuovesse le a c q u e e r i m e t t e s s e
un po’ le cos e i n g i o c o , v o i l à , e c colo qui. La s e n s a z i o n e è p r o n t a a d
essere divora t a e c a n n i b a l i z z a t a .
Dobbiamo for s e p r e p a r a r c i a u n a
nuova ondata g a r a g e m a d e i n U K ,
fatta di giova n o t t i a r m a t i d i c h i t a r re e tastiere c h e a p , c o n c o r r e d o d i
cerone, lacca e m a s c a r a ? M a c e r t o
che sì… (6.9/ 1 0 )
Antonio Puglia
The National Lights - The Dead
Wi l l Wa l k , D e a r ( B l o o d S h a k e ,
27 febbraio 2007)
The National L i g h t s , d a R i c h m o n d ,
Virginia, sono l a c r e a t u r a d i J a c o b
Thomas Bern s , c a n t a n t e e a u t o r e
di tutti i pezz i i n s c a l e t t a . A s s i e m e
a lui Ernest C h r i s t i a n K i e h n e , c o m pagno di vent u r a a n c h e n e l l a b a n d
parallela The B l a n d A l l i s o n s , e
Sonya Marya C o t t o n ( g i à c o n K i e h ne nei Sony a C o t t o n ) . M a l g r a d o
questo The D e a d Wi l l Wa l k , D e a r
sia il loro deb u t t o , l e i d e e a p p a i o n o
ben chiare: ri v e s t i r e l e d i e c i t r a c c e
di una patina c r e m o s a ( d i o r g a n o ,
banjo, chitar r a a c u s t i c a , E - b o w,
steel guitar p i ù i l t r e p i d o c o n t r o canto di Son y a ) c h e g l i c o n s e n t a
d’imboccare u n p e r t u g i o t r a c e r t o
lirismo etereo L o w e l a d e r i v a s o gnante dei Mo j a v e 3 .
La missione p u ò d i r s i s o s t a n z i a l mente riuscit a . D e l r e s t o , l e c a nzoni fanno d a v v e r o a l c a s o . A t tagliate. Su m i s u r a . M e z z ’ o r a d i
sciroppo dolc e a g r o l e n i t i v o e i p notico. Slowc o r e d i l u i t o i n u n a s o spensione ine r t e ( p r e n d e t e i c a l d i
baluginii della t i t l e t r a c k o l ’ i n q u i e tudine angelic a t a d i M i d w e s t To w n ) .
Al più accado n o s p o r a d i c h e s c l e r o si nel tessut o , c o m e l e i n c r e s p a ture acidule d i c h i t a r r e e d E - b o w
in Swimming T h e S w a m p e K i l l i n g
Swallow . Ma l a s e n s a z i o n e è c h e
tutto accada i n u n a s p e c i e d i s a c co amniotico d o v e a n c h e l e m i g l i o r i
intuizioni (l’e v o c a t i v a O , O h i o ) s i
limitano a gal l e g g i a r e . I n s o m m a , d i
brividi – a dis p e t t o d e l l ’ i r r e q u i e t e z za “gothic” d e i t e s t i - n e a r r i v a n o
pochi. Viene d a p e n s a r e c h e q u e sto disco sia u n r u t t i n o N A M f u o r i
tempo massi m o : p i a c e v o l e , p o c o
importante. ( 5 . 8 / 1 0 )
Stefano Solventi
T h e P o n y s – Tu r n T h e L i g h t s
Out (Matador / Self, 20 marzo
2007)
Piccoli culti crescono. The Ponys
approdano su Matador ma, ed è
bene dirlo subito, restano a tutti
g l i e ff e t t i u n g r u p p o I n T h e R e d:
bastano pochi secondi dell’iniziale
D o u b l e Vi s i o n a s t o r n a r e e v e n t u a l i
timori. Una novità degna di nota sta
p i u t t o s t o n e l c o n s t a t a r e c h e Tu r n
The Lights Out sacrifica quella fitta coltre di atmosfere eighties che
a v e va s a p u t o g e n e r a r e C e l e b r a t i o n
C a s tl e , r i p e t u t i t e n t a t i v i d i c o m p o r re il brano new wave nel pieno della
new wave reinassance.
Gli Ottanta restano ancora nella
voce di Gummere ed in una certa
s e n si b i l i t à d i f o n d o , m a l a l a n c e t ta della macchina del tempo resta
stavolta ben puntata sui due decenni precedenti. Chitarre sporche
d ’ i s pi r a z i o n e Ve l v e t U n d e r g r o u n d
e Te l e v i s i o n a d i s e g n a r e m e l o d i e
volutamente imperfette e aperture
s p a ce a l l a H a w k w i n d: q u e s t i g l i
ingredienti primari della saga di un
revival coscienzioso che sa aprirsi,
nel celebrare i propri fasti, ad ulteriori suggestioni.
E ’ u n g r u p p o b e n a ff o n d a t o n e l l ’ i n d i e
americano degli anni ’90, ad esempio, quello dei Ponys: lo si percepisce chiaramente nell’atteggiamento
slacker della perla Pavementiana
S h i n e e n e l c o n s u e t o t r i b u t o a i S on i c Yo u t h d i P o s e r P s y c h o t i c . M a
il meglio stavolta, viene al fondo:
c o m e n o v e l l i O n e i d a, T h e P o n y s
non si spaventano di farsi ammaliare anche dalla nenia proteiform e d e l k r a u t : M a y b e I ’ l l Tr y è u n
perfetto psych-rock che si sviluppa
s u l l ’ o s s e s s i v o c a n t i l e n a r e di una
t a s t i e r a v i n t a g e ; P i c k p o cket Song
u n a l u n g a c a v a l c a t a h a rd che si
i m p e n n a n e l l a p o d e r o s a coda tutta
o r g a n o f a r f i s a e f u z z b o x . ( 6.7/10 )
Vincenzo Santarcangelo
T h e R a k e s – Te n N e w M e s s a g e s
(V2, 19 marzo 2007)
R i t o r n a n o i n c i t t à i R a k e s, non più
s o t t o l ’ o m b r e l l o d e i F r a nz Ferdi n a n d e B l o c P a r t y m a f o r t i di nuove
a m i c i z i e c h e p r o m e t t o n o emancipa z i o n e e p r o s p e t t i v e . C e r to, lo sa p e v a n o l o r o p e r p r i m i c he con 22
G r a n d J o b ( o i l p u n k b e rlinese di
S t r a s b o u r g ) s a r e b b e r o r i masti soli
i n p i a z z a . L o r o e q u e l l a marea di
r a g a z z i n i a l l a m o d a c o n il cravat t i n o r i m a s t o i m p i g l i a t o n elle porte
d i u n a m e t r o i n c o r s a . Albione si
m u o v e v e l o c e e p e r i l 2 007 vuole
l e g r a n d i p r o d u z i o n i , e se non sei
P e t e D o h e r t y, i l b a s s o metallico
e l ’ a m f e t a m i n a n o n c o n t ano più. I
R a k e s n o n h a n n o b i s o g n o di chie d e r l o a R i c k y W i l s o n p e r saperlo,
v o g l i o n o i n n a n z i t u t t o m a t urità e per
q u e s t o s i s o n o o r g a n i z z a t i: con Jim
A b i s s ( A r c t i c M o n k e y s , Kasabian)
e B r e n d a n Ly n c h ( P r i m a l Scream,
P a u l We l l e r ) i n p r o d u z i o ne, hanno
p u l i t o , a d d e n s a t o e b i l a nciato un
s e q u e l m a g g i o r m e n t e s trutturato,
t e n e n d o l o a d o g n i m o d o sul filo di
q u e l l o s t i l e e q u e l l a s t r a da che poi
s o n o i l c u o r e d e l l a f a c c e n da.
I n u o v i m e s s a g g i s o n o pastiglie
w a v e a r e t r o g u s t o t e u t o nico (noir
p e r q u a n t o p o s s i b i l e ) , p i ù composti
e p e r q u e s t o m e n o d e b i tori delle
m o s s e t t e s p a s t i c h e d i I a n Curtis .
T h e W o r l d Wa s a M e s s B ut His Hair
Wa s P e r f e c t a g g a n c i a c on il pas s a t o a n g u l a r , m a u n a d e tonazione
p r i m a t r a t t e n u t a n o n v e r rà mai ri l a s c i a t a : è u n b u o n s e n t i ero, al po s t o d e l l e p o s e p u n k à l a The Guilt
t r o v i a m o u n a p l o m b n a r rativo più
L i v e r p o o l c h e M a n c h e s t e r, vocaliz z i p i ù r o m a n t i c i e u n a c o olness non
t r o p p o o s t e n t a t a . N e l c a s o di Little
S u p e r s t i t i o n s i l g i o c o f u n ziona, ma
d a a l t r e p a r t i l a s c r i t t u ra trabal l a ( i l s i n g o l o We D a n c e d Together
d a l r i t o r n e l l o b a n a l o t t o , Suspicious
E y e s c o n l ’ e s p e d i e n t e rappato).
C o n v i n c e a l c o n t r a r i o i l r iciclaggio
c r e a t i v o a b a s e d i r i ff F ranz Ferd i n a n d e c o n t r o r i ff A r c t i c Monkeys
sentireascoltare 67
di Trouble , complice f r e s c h e z z a e
un grande interpla y c h i t a r r i s t i c o .
E molti difetti infatt i s i c o p r o n o i n
fase d’arrangiament o , c o n l a f i r m a
di produzione in c o s t a n t e s w i t c h
crudo/morbido. Il m e r i t o è d i J i m
Abiss, uno bravo, in g r a d o d i f a r g i rare il mulino anche q u a n d o s i m a cina poco ( Down Wi t h M o o n l i g h t ) ,
oppure quando le s e m e n t i s o n o
quelle dei Police ( W h e n To m C r u i -
se Cries ) …e c’è po c o d a c a n t a r c i
su (s e non un tenta t i v o d i p r o s a à
la Curtis). Sempre i n p r o d u z i o n e ,
s’apprezzano gli in s e r t i e l e t t r o n i ci: minimi ma perfett i p e r t i n g e r e l e
trame londinesi tra c i e l o e c e m e n to. Accade anche in L e a v e T h e C i t y
and Come Home d o v e f i n a l m e n t e
voce, testo e arran g i a m e n t i l i e v i tano e catturano. È q u e s t a l a t r a c cia più bella (assie m e a l l ’ o p e n e r ) ,
una ballad con smal t i M e r c u r y R e v
che si ricorda, forte p e r s i n o d i u n o
slaking à la Damon A l b a r n ( c i c r e dereste? In effetti c ’ e r a p u r e n e l l a
precedente e bella Ti m e To S t o p
Talking ). Il vestito n o n è t u t t o , m a
non darei i ragazzi p e r s p a c c i a t i .
Stanno crescendo. ( 6 . 5 / 1 0 )
Edoardo Bridda
The Besnard Lakes – The
Besnard Lakes Are The Dark
Horse (Jagjaguwar / Wide 20
febbraio 2007)
Per il secondo albu m i n s t u d i o d e i
The Besnard Lakes s i s o n o d a t i
appuntamento alcun i d e i n o m i p i ù
importanti della sce n a m u s i c a l e d i
Montreal, come Geor g e D o n o s o d e i
The Dears , Chris S e l i g m a n d e g l i
Stars , Sophie Trud e a u d e i S i l v e r
Mt. Zion e Jonathan C u m m i n s d e i
Bionic, a testimonia n z a d e l l a v i v a cità e della complic i t à c h e a n i m a
i musicisti di quest a m e r a v i g l i o s a
68 sentireascoltare
c i t t à c a n a d e s e . Vi s t i i n o m i c o i n v o l ti nell’operazione le aspettative su
T h e B e s n ar d L a k e s A r e T h e D a r k
Horse erano decisamente alte ed in
parte sono state rispettate, anche
se l’album non è certo quel masterpiece che in molti si attendevano,
ad iniziare dai responsabili della
Jagjaguwar che hanno messo sotto contratto la band sul finire dello
scorso anno, all’indomani di una
bella performance live al Pop Festival di Montreal. Disco svelto e conc i l i a n t e ( o t to p e z z i p e r q u a r a n t a c i n que minuti scarsi di musica), The
Besnard Lakes Are The Dark Horse
vive i suoi momenti migliori quando
i toni si fanno più intimi e crepuscolari, quando archi e pianoforte
prendono il sopravvento sulle chitarre disegnando traiettorie narco/
pop di pregevole fattura (le bellissime Disaster, For Agent 13 e Ride
The Rails) ipotizzando una sorta di
collisione tra certi Pink Floyd ed i
padroni di casa Arcade Fire. Meno
e c c i t a n t i , an c h e s e s t r u t t u r a l m e n t e
e d e m o z i o n a l m e n t e e ff i c a c i , e p i s o d i c o m e B e c a u s e To n i g h t e D e vastation, lunghe suite di matrice
psichedelica che strizzano l’occhio
agli Spiritualized ed a certe formazione di area space rock/shoegaze
ricalcandone le orme in maniera sin
t r o p p o c a l l ig r a f i c a .
Per il momento accontentiamoci,
certi che l’evidente talento della
band canadese potrebbe in un futuro prossimo rivelarsi in tutto il suo
splendore. (6.7/10)
Stefano Renzi
Tr a c e y T h o r n – O u t O f T h e
Woods (Virgin / EMI, 5 marzo
2007)
Una lunga carriera alle spalle, iniz i a t a n e i pr i m i ’ 8 0 i n s i e m e a B e n
Wa t t n e l d u o E v e r y t h i n g B u t T h e
Girl e proseguita in modo variegato
s i n o a d o g g i ; o r a Tr a c e y a p p r o d a a l
secondo album da solista, a più di
vent’anni dal primo, l’acustico mini
A Distant Shore (1982). Out Of
T h e Wo o d s è u n a s u m m a d e l s u o
elettro-pop d’autore, e vede la collaborazione del produttore Ewan
Pearson, con cui ha co-scritto la
maggior parte del disco, e numerosi ospiti. Ci sono dunque le ballad melanconiche (l’intensa Here
I t C o m e s A g a i n - i n c u i r i v e l a di
inseguire il fantasma di Nico - ,
H a n d s U p To T h e C e i l i n g , B y Pic c a d i l l y S t a t i o n … ) , t o c c h i d i t e c h no,
h o u s e , d a n c e - p o p f i n e ’ 7 0 / p r i m i ’80
( i l s i n g o l o I t ’s A l l Tr u e ) , u n a r i pre s a - o m a g g i o d i G e t A r o u n d To I t di
A r t h u r R u s s e l l i n o d o r e d i w orld
e n i a n a e b a t t i t i a s s o r t i t i Ta l k ing
H e a d s ( c o n i l s a x n e r v o s o d i G abe
d e i R a p t u r e ) , u n a f i n t a c o v e r s y nthp o p s t i l e S c r i t t i P o l i t t i ( R a i s e The
R o o f ) e p i ù d i u n o c c h i o a i d a n ce f l o o r. L’ a l b u m o s c i l l a q u i n d i t r a p as s a t o e p r e s e n t e , n o s t a l g i e e i g h ties
e s g u a r d i a i ’ 9 0 e a l l ’ o g g i , g r azie
a u n a p r o d u z i o n e a c c o r t a , p e r un
r i s u l t a t o c h e n o n è m a i s o p r a l e ri g h e e r a g g i u n g e i l s u o o b i e t t i v o : un
c r o s s o v e r c h e t i e n e i l t e m p o con
stile. (7.0/10)
Te r e s a G r e c o
Tr e A l l e g r i R a g a z z i M o r t i – L a
seconda rivoluzione sessuale
(La
Te m p e s t a
/
Ve n u s ,
14
febbraio 2007)
“ E l To f o G r a n d H o t e l ” r i a p r e i bat t e n t i d o p o t r e a n n i d a l l ’ u l t i m o I l sog n o d e l g o r i l l a b i a n c o , c h i a m a ndo
a r a c c o l t a i c o l l e g h i “ R a g a z z i M orti”
E n r i c o M o l t h e n i e L u c a M a s s e r oni.
C i n q u e d i s c h i a l l ’ a t t i v o p e r l a for m a z i o n e d i P o r d e n o n e , p i ù d i d ieci
a n n i s p e s i a d a ff i n a r e u n p u n k ’ n ’ roll
n a t o g r e z z o e n a ï f c o m e p o c h i ma
c a p a c e d i c r e a r e p r o s e l i t i i s t a nta n e a m e n t e . C o n L a s e c o n d a r i v olu z i o n e s e s s u a l e c i s i r i t r o v a a b az z i c a r e – d i n u o v o , e a d i r l a t u t t a con
u n c e r t o p i a c e r e - t r a l e r u v i d e zze
d e g l i e s o r d i , n o n o s t a n t e l ’ u l t imo
e p i s o d i o d i s c o g r a f i c o d e l g r u ppo
a v e s s e p r o p a g a n d a t o u n s u o n o più
s t r u t t u r a t o , a p p a r e n t e m e n t e f rut t o d i u n p a s s a g g i o d e f i n i t i v o v e rso
l a m a t u r i t à . U n a n e c e s s i t à p i ù che
u n a s c e l t a , d e t t a t a d a l l a v o g l i a di
ritornare a quell’immediatezza e a
q u e l l a l u c i d i t à e v i d e n t e m e n t e par t e i n t e g r a n t e d e l D N A d e l l a b a nd,
c h e f o r s e e r a m a n c a t a a l p e n u l t imo
d i s c o . P e r f a r l o D a v i d e To ff o l o e la
s u a c r i c c a r i a b b r a c c i a n o l ’ e t à del l ’ i n n o c e n z a – l ’ a m a t a a d o l e s c en z a – d e c a n t a n d o n e l e p u l s i o n i e le
s c o p e r t e i n S a l a m a n d r a , l e c o n flit t u a l i t à e l a d i s i l l u s i o n e i n L a p o e sia
e l a m e r c e , i l g a p d i r e l a z i o n a lità
i n C o m e t i c h i a m i : u n a d i m e n s i one
universale in c u i a n c h e l e c h i t a r r e
acustiche e l e v o c i s g u a i a t e d e I l
mondo prima o i l t i r o i r r e s i s t i b i l e
di Allegria se n z a f i n e - u n i n n o a l
rock’n’roll in p u r o s t i l e TA R M – t r o vano una prec i s a c o l l o c a z i o n e . Tr a
le dodici trac c e d e l d i s c o c ’ è s p a zio anche per l a c o v e r d i M y L i t t l e
Brother degli A r t B r u t , c h e g r a z i e
alle chitarre d e g l i Z e n C i r c u s , a l
basso del su p e r o s p i t e B r i a n R i tchie (Violen t F e m m e s ) e a l l ’ i t a lianizzazione a d e ff e t t o d i To ff o l o
si trasforma n e l l a g r i n t o s a M i o f r a tellino ha sco p e r t o i l r o c k ‘ n ’ r o l l .
Degna quanto e s a l t a n t e c o n c l u s i o ne di un disco c h e d i m o s t r a c o m e i l
tempo, a volte , p o s s a t r a s c o r r e r e i n
senso inverso . ( 7 . 2 / 1 0 )
Fabrizio Zampighi
Tr e n c h e r
2006)
–
Lips
(Southern,
Ci pensa la So u t h e r n a p u n t a r e i r i flettori sui Tre n c h e r, g r u p p o i n g l e s e
che finora si e r a s p e s o n e l l a s o l i t a
pletora di sp l i t , p e z z i s u c o m p i l a tion e un alb u m c o n u n t i t o l o c h e
era tutto un p r o g r a m m a : W h e n
Dracula Thin k s “ L o o k a t M e ” . O r iginale quanto l e t a l e c o l l i s i o n e E a rache/GSL, C a r c a s s i n f r a n t u m i s u
una colonna s o n o r a d e i f i l m h o r r o r
della Hammer, L i p s s i l a s c i a t r a nquillamente a l l e s p a l l e l a m a g g i o r
parte dei grup p i e s t r e m i d i o g g i .
Ad un primo a s c o l t o s i p o t r e b b e
pensare subi t o a l m e t a l e s t r e m o ,
urla straziate s u t e m p i t r i t a o s s a ,
eppure basta a d d e n t r a r s i u n p o ’
di più in ques t o s u o n o p e r s c o p r i re magari non l o Z o r n d i P a i n k i l l e r
ma quantome n o i p r i m i F a n t o m a s
e, poco più i n l à , i V S S. L o r o l o
chiamano “ca s i o g r i n d ” c h e è a n cora meglio. C i t r o v i a m o c o s ì a l l e
prese con un i n c r o c i o f r a f e r o c i a e
ironia che si s n o d a c o n u n a c o e renza invidiab i l e i n p e z z i c h e s o n o
schegge, picc o l e g e m m e i n f u o c a t e :
dai due minut i e p o c o p i ù d i N i g h t mares on Crac k S t . e M o u t h t o A n u s
fino agli incal z a n t i d e l i r i d i A l l T h a t
Blood and No P a i n ? , I n R e v e r e n c e
e Lips Like Su i c i d e .
Il tutto arriva a m a l a p e n a a i v e n ticinque minu t i d i d u r a t a , e p p u r e
l’impressione p e r u n a v o l t a n o n è
quella di esse r e s t a t i d e r u b a t i , c o l
dubbio che il g r u p p o a v r e b b e p o -
tuto sprecarsi, osare di più: anzi,
il tutto tiene e la formula dimostra
d i f u n z i o n a r e f i n o i n f o n d o . L’ u l t i m o
c o n si g l i o i n f i n e è d i n o n p e r d e r s i i
Tr e n c h e r a d a p r i l e n e l l e d u e s o l e
date italiane del loro tour (il 5 a Liv o r n o , i l 6 a Tr i e s t e ) . (7 . 0 / 1 0 )
Roberto Canella
Tu i j k o N o r i k o – S o l o ( M e g o
Editions, febbraio 2007)
Il sostrato amniotico delle musiche
ricorda tanto Niobe (Ending Kiss)
quanto la Bjork omogenica (Magic,
S u n ! ) . L’ a n i m a d e l l e c a n z o n i i n v e c e , se c o n d o l ’ a u t r i c e , s t a n e l “ p r e n dersi la libertà di un party da soli,
fuori da tutto e da tutti”. La verità
è da queste parti, tra gli smalti del
G i a pp o n e t r a d i z i o n a l e i n n e s t a t o
delle fragranze ritmiche del postWa r p . N e l l e p i e g h e d i u n ’ i n d i e t r o nica suonata quanto processata.
D’immagini molli, smalti avvolgenti,
c o n cr e t i s m i n e w a g e , o r i g a m i e l e t tronici. La verità è fatta di gassose
a s s en z e . D i t e p o r i i n l o o p .
È buona e infinita come Drake e,
come lui, una zombie bianca, armat a d i s o l a u m a n i t à e a n e m i a . Tr a s p a r e n t e . C o m e s e Ta r a J a n e O ’ N e i l
fosse nata in Giappone (un ponte?
La chitarra in Ending Kiss e Gift diritta verso Chicago). E se le lenti
deformi dell’interfaccia culturale
potrebbero ingannarci, quel dream
pop usato a mo’ d’ombrello per pararsi l’anima svela l’infinita tristezz a c h e s ’ a g i t a i n S o l o, c h e a p p u n t o
è un album tutt’altro che plumbeo.
N o n s i p r a t i c a n o e ff e t t i s p e c i a l i p e r
svelare il vuoto, anzi a tratti si balla persino, o perlomeno si muove
la testa. Lentamente. Il profondo si
scava la via ascolto dopo ascolto.
E prima o poi ci s’arriva. Disarmati
dalla accuratezza degli arrangia-
m e n t i , d a l l a l o r o a s s e n z a, dall’uso
d e l b a s s o c h e p u l s a c o m e un cuore
i n a r i t m i a , d a l l ’ i m p i e g o p arsimonio s o d e i g i n g i l l i p i ù f r e q u e n t ati (i Múm
i n N o E r r o r I n M y M e m o r y ). In fond o c ’ è Tu i j k o . I l v o r t i c e più temibi l e . I l n e t t a r e p i ù i n n o c e n te. Dolce,
i n e s o r a b i l e , c o n f o r t e v o l e tela buca t a . B a s t e r e b b e q u e s t o m a in coda
c ’ è I n A C h i n e s e R e s t a u r ant : base
b r e a k b e a t e s o ff i c e e l e t t r onica flip p e r M o u s e O n M a r s . P ure house
i n u n t r a t t o , e s o p r a t t u t t o una voce
c h e r i a c q u i s t a u n a s e n s ualità che
p a r e v a n o n e s s e r d i c a sa in una
m e l o d i a t r a n c h a n t p e r u n Giappone
d ’ e x p o r t . C o m e d i r e : i l s ogno e la
p l a s t i c a . O g n u n o r i t o r n i a coltivare
i l p r o p r i o g i a r d i n o z e n . ( 7 .5/10 )
Edoardo Bridda
Yo k o O n o - Ye s , I ’ m A W i t c h
(Astralwerks-Virgin / EMI, 6
febbraio 2007)
Prendete sedici pezzi dal controver so catalogo Ono, dateli in mano ad
altrettanti artisti scelti personalmen te da lei medesima, e avrete questo
Yes I ‘m A Witch, un po’ auto-tributo
un po’ collection di remix. Figura di
culto, la Ono portatrice sana di un
potere declinato al femminile non poteva non ispirare le riot girls di più di
una generazione, ed ecco prevedibil mente Peaches rivedere l’orgasmica
Kiss Kiss Kiss (da Double Fantasy)
in versione electro e Le Tigre Sister O Sisters (dal manifesto politico
con Lennon, Sometime In New York
City), qui in salsa elettro-funk, mentre una dimessa Cat Power appare
nei backing vocals della malinconi ca Revelation; Jason Pierce (Spiritualized) stravolge psicoticamente
Walking On Thin Ice, mentre Antony
(conHahn Rowe) drammatizza Toy
Boat che finisce in una coda evocativa, tra linee di piano e violini. E i
Flaming Lips rivedono la Cambridge 1969 di John e Yoko, qui rivestita
da un muro di suono e fatta suonare
come una melodia colemaniana , per
usare le parole di Wayne Coyne. Altrove non tutto è allo stesso livello;
in sostanza, risultati alterni per un
album che fa soprattutto emergere
la Ono, accrescendo la consapevo lezza della sua incisività per la sce na trasversale nel corso degli ultimi
trent’anni, se non di più. (6.7/10)
Te r e s a G r e c o
sentireascoltare 69
Backyard
Boredoms – Super Roots 1-3-5
(Warner Japan, ’93-’95 - Cargo /
Goodfellas, 2007)
Per la gioia occidentale dei premurosi “japa-noisers”, l’inglese Cargo
Records ristampa le prime tre uscite (volumi 1, 3 e 5) del ciclo Super
Roots dei Boredoms, a distanza
di più di due lustri dalla originaria
pubblicazione su Warner Japan.
Pure se a quanto pare seguirà presto la ristampa della restante parte
del malloppo (i volumi 2, 6 e 7, che
arrivavano al 1999), noi non vogliamo perdere l’occasione di spendere
qualche parola sin da adesso.
Già allora il gruppo di Osaka (formato dal cantante Yamatsuka Eye,
il chitarrista Seiichi Yamamoto e la
batterista Yoshimi P-We) aveva una
decina d’anni di carriera alle spalle,
e ben due fasi avvalorate - quella
pseudo-punk iniziale, quella più dadaista verso i metà Novanta. Queste tre uscite, forse a causa della
loro natura di improvvisazione live
in presa diretta, furono relegate al
ruolo di semplice divertissement,
con l’unica responsabilità logistica di fungere da ponte, da viatico
verso la definitiva svolta, più misticheggiante, che culminerà nel capolavoro Vision Creation Newsom
(2000). I Super Roots venivano dopo
la follia di Chocolate Synthetizers,
70 sentireascoltare
e fecero emergere i Boredoms con
il lavoro che forse più è loro riuscito. Ecco che allora in questi album,
riscoperti dal pubblico d’Occidente,
potremmo ritrovare la chiave del
passaggio.
Super Roots 1 (o semplicemente
Super Roots) inaugurò la serie nel
1993, non facendo altro che proseguire il lavoro di Chocolate Synthetizers, tra trovate “assurdiste”, urla,
nonsense e repentine esplosioni di
senso corporale. Si inizia con dei
baci (POP KISS); si finisce con una
gara di rutti e urina (USED CD). La
peculiarità, in confronto alle occasioni precedenti, è però la strettissima relazione di ritmo, timbri e versi
vocali che un brano come Budôkan
Tape Try (500 Tapes High) riesce a
intrattenere con le tracce di Meet
The Residents (e di una sua versione hard-core in Machine 3), a ribadirne la parentela – e la paternità –
con qualsivoglia soluzione musicale
delle idee patafisiche. (6.0/10)
Solo un anno dopo era occorsa una
piccola svolta. Se il mondo è patafisico, l’ultramondo è un caos solenne e sublime. In Super Roots
3 (del 1994) i Boredoms tentarono
un primo decollo rumorista, una cavalcata cosmic-core, o hard-trance,
se si preferisce, come recita il titolo
dell’unica traccia contenuta (Hard
Trance Away (Karaoke Of Cosmos)).
Il brano era composto di pochi elementi, ma non di certo lo si poteva
dire minimalista; il suo sviluppo constava di una ripetizione anfetaminica dello stesso riff (e di qualche sua
variante) sopra una struttura ritmica
hard-core inossidabile e immutabile
per più di mezz’ora; pennate simili
a quelle dei Bad Brains (amati da
Eye), o dei Dead Kennedys, propri
di una canzone punk, tutt’al più proto-heavy-metal; elementi di nessuna peculiarità armonica, ma capaci,
così dilatati nel tour de force, di provocare una vera e propria trance e
di rendere imprevedibili i pur minimi
cambi della bi-corde. Sfolgorante la
prova fisica della batterista Yoshimi
(prima di buttare energie anche nel
progetto OOIOO), che ci fa venire
in mente il precedente illustre di
Maureen Tucker in Sister Ray - non
troppo lontana da queste vestimenta hard-core di una dilatazione; e il
pensiero corre anche a stazionarsi
a metà tra la stoica, trascinata e
irregolare Reoccurring Dreams di
Zen Arcade e This Dust Makes That
Mud, l’esercizio minimale del primo
disco dei Liars. (6.9/10)
E fu così che, una volta decollati
nello spazio, nei sogni (e negli incubi) dei Boredoms comparve Sun Ra.
Super Roots 5 (1995) – anch’esso
composto di una sola traccia (questa volta di un’ora e passa), Go!!!!!
– approdò al suo mistico pan-spazialismo, precedendo il soul psichedelico più tardi ricercato da Eye e
soci (o forse dal solo Eye) con un
rumorismo ancestrale non lontano
dal “giardino” tedesco dei Popol
Vuh. Dopo la quiete iniziale, Go!!!!!
esplode in fragore cosmico, poi modulato lentamente, in seguito riesplode, secondo lo sprone di Eye
che dà il titolo al brano, come se il
gruppo avesse seguito la teoria del-
l’origine “a bolle” dell’universo, fatta di tanti big bang successivi; una
cacofonia mistica, che una volta per
tutte chiude le porte al punk, dopo il
conguaglio del volume 3, per aprirle
agli Hawkwind – perdendo, insieme alla spregiudicatezza del punk,
l’ironia krauta dei Faust e dei Residents, guadagnando la “radiazione
di fondo” data dal suono delle stelle, dallo stridore del loro passaggio
nell’atmosfera, dall’eco dei big bang
(7.0/10). Ci accorgiamo, col senno
di oggi, che le decisioni prese nei
Super Roots risultarono poi irreversibili. Forse allora non si trattava di
improvvisazioni di poco conto.
Gaspare Caliri
Chrome
Cranks
–
Diabolical
Boogie: Singles, Demos & Rarities
(1992 B.C.- 1998 A.D.) (Atavistic,
23 gennaio 2007)
C’è stato un tempo in cui il noise
riusciva a coniugare ai suoi stilemi
ogni genere musicale, dal rock al
blues. Erano gli inizi degli anni ‘90
e sull’onda della sbornia grunge alcuni gruppi – newyorchesi in primis,
americani in generale – riuscirono
a far proprie le istanze più oltranziste e a proporre un suono grezzo,
disturbante e fuori fase che prese
il generico nome di noise-rock. Tra
chitarre affilate come rasoi, ritmiche
piene e voci strozzate/sgozzate era
possibile rintracciare una forma di
blues, arcaica e pachidermia, che
sottostava a tutto quel caos apparente.
Così gruppi diversi tra di loro come
Unsane e Mule, Surgery e Cop
Shoot Cop, oltre ai padrini di tutti,
i Pussy Galore di mr. Jon Spencer,
erano in realtà meno diversi di quello che poteva sembrare, costruiti
com’erano intorno al blues. O meglio intorno ad una personalissima
idea di blues. Di quel lotto fecero
parte per qualche anno e vari album
anche i Chrome Cranks. Newyorchesi d’origine o d’adozione come
la maggior parte dei suddetti, questi reietti infiammarono i palchi di
mezzo mondo presentandosi come i
più credibili eredi di un gruppo che
una decina di anni prima aveva riletto il blues in chiave autodistruttiva: i Birthday Party. Fin dal primo
pezzo di questa attesa compilation
è ben chiaro quello che intendo: il
boogie indiavolato (citando il titolo
della raccolta) di Love And Sound,
seppur sporco e rumoroso, mantiene in nuce il verbo blues, la musica
del diavolo (e il cerchio si chiude).
Un blues malato, distorto e viscerale, virato a seconda dei pezzi in forma industrial (Pin-tied), allucinata
(The Devil Is In Texas) o scheletrica
(Safe From The Blade).
Capitolo a parte poi lo meritano le
numerose cover qui presenti, fondamentali per comprendere sia il tortuoso percorso formativo di questa
band, sia la capacità di riscrittura e
interpretazione dei canoni stilistici
originali dei pezzi: da una insospettabile Dog Eat Dog degli AC/DC alla
calligrafica ma eterna versione di
Auto Mo-Down dei Devo, passando
per T-Rex (The Spider), Television
(Little Johnny Jewel) e Pere Ubu
(Street Waves). E se Pete Aaron
considera col senno di poi la sua
defunta band come “l’anello di una
catena che va indietro fino alle influenze detroitiane dei sixties, prosegue attraverso le prime dark band
di fine ’70 e inizi ’80 e arriva ai White Stripes”, un motivo c’è, ed è condensato in questa raccolta. Per una
volta tanto, non solo per completisti. (6.5/10)
Stefano Pifferi
Glenn Branca – Indeterminate
Activity Of Resultant Masses
(Atavistic / Goodfellas, gennaio
2007)
Dopo Ascension, prima delle Sinfonie, Glenn Branca produsse
nell’1981 una lezione intrisa del sapore militaresco del suo “esercito
di chitarre”, che chiamò Indeterminate Activity Of Resultant Masses.
Vi s u o n a v a , d i m e z z o a l l a decina di
c h i t a r r e c h i a m a t e a e s e g u ire, anche
l a f u t u r a g i o v e n t ù s o n i c a di Thur s t o n M o o r e e L e e R a n a l do, oltre a
D a v i d R o s e n b l o o m , t r a g l i altri, e lo
s t e s s o B r a n c a . I n a g g i u n t a, batteria
e t i m p a n i . ( M i s ) i n t e r p r e t a ndo l’aura
d i m a g n i f i c o s f a c e l o t o talizzante
d e l l a c o m p o s i z i o n e , n o n concen t r a n d o s i s u l b l o c c o d i s s onante dei
t i m b r i , d o p o a v e r n e s e n tita l’ese c u z i o n e , J o h n C a g e i n persona si
l a s c i ò a n d a r e ( i n u n a c o nversazio n e c o n W i m M e r t o n s ) a u n pesante
g i u d i z i o s u l l e a d e r d e i T heoretical
G i r l s. C a g e b o l l ò B r a n c a e la sua
m u s i c a c o m e “ f a s c i s t a ” , o, per me g l i o d i r e , c o m e p o t e n z i a l mente fa s c i s t a . C ’ è d a c h i e d e r s i : ha peso
l ’ a u t o r i t à n e l l ’ a v a n g u a r d ia, se di
a u t o r i t à e a v a n g u a r d i a s i può parla r e ? D o p o t u t t o , n o n l a s c i a re indiffe r e n t e C a g e è g i à m o t i v o di interes s e . E p o i : o g n i m i s i n t e r p r etazione è
u n ’ i n t e r p r e t a z i o n e c u i t e ner conto,
c o m u n q u e v a l i d a ? S e s ì , o si taccia
C a g e d i e s s e r s i c o m p o r t ato da re s t a u r a t o r e , i l c h e f r a n c a m ente poco
s i a s s o c i a a l s u o r u o l o storico, o
s i r i v e d e B r a n c a , l ’ i n quietudine
t r a s m e s s a d a l l a s c o r d a t ura com p l e s s i v a d e l l a m a s s a c h i tarristica,
e s i f a q u a d r a t o – d e d u t tivamente
– a t t o r n o a l l ’ i n c o m p r e n s ibilità del
b u c o n e r o p o s t - p u n k . C o sì, si pos s o n o f o c a l i z z a r e a l c u n e d eclinazio n i s p e s s o a u t o - c o n t r a d dittorie di
q u e l l a m a c r o - c o r r e n t e , a nche e so p r a t t u t t o e s t e t i c h e – m o t i vo per cui
m i s e n t o d i d i r e c h e m i p iacciono i
s u o n i i n d u s t r i a l i , n o n o s t ante siano
s p a v e n t e v o l i , p e r e s e m p i o. Ma que s t o è u n a l t r o d i s c o r s o . Di certo il
g i u d i z i o d i C a g e v a p o n d e rato in re l a z i o n e a l l a s u a a r t e a l e atoria, del
t u t t o l o n t a n a , s u l p i a n o compositi -
sentireascoltare 71
vo, dall’organizzazi o n e s c i e n t i f i c a
dello stridore branch i a n o .
Il modo migliore per dar conto di
questo celebre alterco era pubblicare quella composizione (rimasta
inedita da allora) e di allegarle la
registrazione dell’intervista suddetta, per sentire senza intermediari le
ragioni del giudizio, e le cose dette
(prima e dopo) la visione generale
cageana. La notizia è che proprio
questo è stato fatto da Atavistic,
in un album dal titolo omonimo al
brano che comprende l’incursione
argomentativa di Cage come seconda traccia (ricambiata, nel booklet,
da un intervento in proposito dello stesso Branca). Chiude il disco
Harmonic Series Cords (anch’essa
inedita), non imprescindibile sinfonia di Branca su commissione eseguita nel 1989 dalla The New York
Chamber Sinfonia. Ognuno calcoli
se gli basta l’indubbio valore documentaristico dell’uscita, perché gli
venga consigliata. Quel che si può
aggiungere è che troverà la carica
monolitica di Indeterminate Activity… simile al brano Ascension, e
ancor più al terzo movimento della
Symphony No.1, se già conosce
Branca. Che si tratti di fascismo o
di espressione della modernità, di
leziosità o avanguardia, di sicuro
nasce da un’angoscia certa e la fa
perdurare. (7.3/10)
Gaspare Caliri
Nouvelle Vague – Presents Late
Night Tales (Azuli / Audioglobe, 6
febbraio 2007)
Dopo l’inaspettata incursione degli
Air nel mondo delle compilation, anche il duo francese viene preso di
mira dalla Azuli. Il loro Late Night
Tales non può che essere costituito
da quegli ingredienti che hanno caratterizzato fin qui il loro percorso
musicale: nu-bossa chic, downtempo wave, chanson francese e arty
punk. La torta è divisa in modo quasi perfetto e sulle 21 tracce spicca il
buon gusto dei francesi (testimoniato già dalle cover nei loro precedenti album) nella sapiente selezione
degli originali da miscelare per una
tranquilla notte di relax. Irresistibili
e imprescindibili: la versione bossa
di Shirley Horn di And I Love Him
(nell’originale dei Beatles ovvia-
72 sentireascoltare
mente …Her), il Gavin Bryars hitchcockiano in The Vespertine Park,
il sogno weilliano degli Art Bears,
il recupero di voci della nuova canzone francese, come Phoebe Killdeer e Isabelle Antena e il ricordo
anni ‘80 degli indimenticabili Pale
Fountains. Il bello di questa compilation sta proprio nella sua capacità
di spaziare tra molti generi e mood,
riuscendo ad adattarsi a qualsiasi
notte e a qualsiasi orecchio, imponendo un rallentamento del ritmo
subliminale, quasi terapeutico. La
Azuli conferma con questo disco la
sua ‘posizione dominante’ nel mercato downtempo easytronico, confezionando un bijoux adatto a qualsiasi orecchio che voglia rilassarsi.
(6.4/10)
i Silver Apples in vita, forse non
erano mai riusciti ad evitare definitivamente. Una musica fatta di poco
la loro, eppure così suggestiva.
Percussioni roteanti ed ipnotiche,
oscillatori compulsivi oppure imbizzarriti (utilizzati sia come solisti che
some semplice “basso continuo”),
ed ancora tracce di trance music,
delicatissimi mandala indianeggianti, pow wow pellerossa, recitativi
dimessi ed uterini a mezza voce. Il
contenuto del disco è così riassumibile: sette complete registrazioni
del 1969 cui si affiancano altri sette strumentali di Taylor datati 1968
e qualche altra perla, più tarda, a
queste tracce frammischiata. Gli
intermezzi puramente strumentali
sono tutti nominati “noodle” qualcosa...ad esempio: Starlight Noodle o
Fire Ant Noodle. Essi non sono per
nulla inferiori alle canzoni cui fanno
da diversivo. Basti pensare a Cannonball Noodle (potrebbe benissimo
uscire da uno dei primissimi dischi
dei Laika) o l’ossessione percussiva, impastata di dense nebulose
Marco Braggion
Silver Apples - The Garden
(Whirlybird, 1998 / Bully Records,
2006)
Simeon Coxe e Dan Taylor. Elettronica, percussioni e voce solista.
New York è sempre stata terra di
“pauperisti estremisti”. Ben un decennio prima dei Suicide, a dire il
vero, i Silver Apples seppero perfettamente condensare, in due soli album ufficiali - Silver Apples (Kapp,
1968) e Contact (Kapp, 1969) - , e
con tanto di paradosso spazio-temporale, quanto di meglio gli anni ‘90
post-rock abbiano mai prodotto. Gli
Stereolab devono, in termini di riconoscenza artistica, moltissimo ad
un brano quale Oscillations, opener
dell’albo eponimo su Kapp. The Garden, terzo album ufficiale del duo,
non fece però in tempo a vedere la
luce all’epoca. Coxe e Taylor furono
per quasi vent’anni risucchiati via
nel vortice di quell’anonimato che,
elettroniche, in Swamp Noodle (i
Pere Ubu con più di un un quinquennio di anticipo). Le canzoni,
affianco cotanta lussureggiante arte
instrumental, non sfigurano punto. I
Don’t Care About What The People
Say, che apre gli ascolti, è una superba cavalcata della voce recitante
su fitte trame di repetizioni electropercussive, le quali potrebbero tanto anticipare il trip hop degli anni
‘90 quanto riassumere perfettamente la filosofia della psichedelia lisergico-rumoristica dei Red Crayola. Il
resto è davvero tutto da (ri)scoprire.
Sedici composizioni stupende, che
se proprio non raggiungono le vette
sublimi dell’esordio, sicuramente ci
vanno di molto vicino. (7.0/10)
Massimo Padalino
Stereo Total - Party Anticonformiste
(Bungalow
/
Audioglobe,
16
febbraio 2007)
Tra le varie ra c c o l t e u s c i t e i n q u e s t i
anni per cele b r a r e l a m i t t e l c o p p i a
più amata de l m o n d o , q u e s t a s i c u ramente è la p i ù c o m p l e t a e c o e r e n -
te. Il filo cond u t t o r e s t a a p p u n t o n e l
titolo: un part y d e i l o r o , a n t i c o n f o r mista, di quel l ’ a n t i c o n f o r m i s m o c h e
oramai vende e c c o m e e q u i n d i t a n t o
anti non è pi ù , d i q u e l l ’ a p p e l l a t i v o
di cui sarà di ff i c i l e ( s e n o n i m p o s sibile) manten e r e l e p r o m e s s e , m a
tant’è. Queste 2 4 c a n z o n i ( p i ù c i n que videoclip ) s o n o i l m i g l i o r c u r riculum multim e d i a l e c h e F r a n ç o i s e
Cactus e Brez e l G ö r i n g p o s s o n o r e galarci e dagl i e p i s o d i s c e l t i d a O h
Ah del 1996 a l l e h i t p i ù s t u d i a t e d i
Musique Aut o m a t i q u e; l o s p a g o è
resistente e il c o l l a g e u n a b r i l l a n t e
cosmesi di cu l t u r a p o p .
Su internet t r o v e r e t e a n c h e u n a
compilation d a l t i t o l o d i v e r s o ( e
diverso ordin e d e i b r a n i ) u s c i t a i n
questo stesso p e r i o d o , T h e B e s t O f
Bungalow Ye a r s. I n f a t t i , s e i l p a r t y
è lo spirito, l’e t i c h e t t a d i r i f e r i m e n t o
è la Bungalow, l a l a b e l c h e i l d u o h a
lasciato recen t e m e n t e p e r l a D i s k o
B presso la qu a l e è s t a t o i n c i s o l ’ u l timo Do The B a m b i l a c u i a s s e n za da queste p a r t i n o n s i f a c e r t o
sentire. Dagli e s o r d i p u n k t r a s h ( i l
video di Miau M i a u ) a l l e p r e s e p e r
il culo techn o i n s a l s a l o u n g e ( i l
capolavoro el e t t r o p o p l o u n g e Wi r
Tanzen Im Vie r e c k ) , i l p a r t y n o n a n -
noia praticamente mai, anche soltanto per quella doppia dozzina di
etichette e riferimenti cinematografici che vengono in mente per ogni
brano (e che il duo prima di noi ha
saputo distillare – obbligatoria una
c a p a t i n a s u l s i t o u ff i c i a l e ) .
Comunque, venendo ai destinatari, l’album è principalmente rivolto
ai novizi, a coloro che desiderano
un amore a prima vista. Per i collezionisti, già in possesso delle
ristampe (con le bonus) dei passati lavori (e per coloro che sono
a caccia di una qualche chiave di
volta), qui c’è poco se non il party di cui si fa menzione nel titolo.
Una versione unreleased di Schön
Von Hinten (dall’album Monokini)
e due “deleted b-side” ovvero Carte Postale (da Oh Ah) e In/Out (da
My Melody) non bastano pertanto
a giustificare l’acquisto. E neanche la parte video, da sola, vale la
candela. I due clip tratti dall’album
Musique Automatique sono certamente imprescindibili (Wir Tanzen
Im Viereck è quello delle mutandine
giapponesi recapitate al signorotto
tedesco, per dire…), ma i restanti
tre non sono altro che trovatine in
super8 con interventi di technicolor.
Roba da DAMS anno zero insomma.
Complessivamente, medie del caso
incluse, siamo sul (6.5/10). Ma se
vogliamo votare la qualità media di
questa tracklist a prescindere allora
andiamo sul (8.0/10) Edoardo Bridda
Sun Kil Moon – Ghosts of the
Great Highway (Jet Set, 2003 Caldo Verde, 6 febbraio 2007)
Mark Kozelek riparte dalla sua Cald o Ve r d e e r i c o m i n c i a a f a r e i c o n t i
con se stesso, e lo fa prima di tutto
guardandosi indietro. La ristampa
di Ghosts of the Great Highway
ci sembra proprio questo: un modo
per ricordare, per riordinare le idee,
per capire se si può ripartire davvero dopo la fine dei Red House
P a i nt e r s . D e l r e s t o i S u n K i l M o o n
ricordano
inevitabilmente
quell ’ e s pe r i e n z a f o n d a m e n t a l e c h e h a
a t t r av e r s a t o t u t t i g l i a n n i N o v a n t a ,
quel songwriting a cui il revanscismo folk di questi ultimi tempi deve
certamente qualcosa.
Al solito voce, chitarra e poco al-
t r o : u n a v o c e c h e d à i l m eglio di sé
q u a n d o r i e s c e a d a l l u n g a rsi sull’ul t i m a s i l l a b a d i u n v e r s o , e uno sti l e c h i t a r r i s t i c o s o b r i o m a tutt’altro
c h e p o v e r o . L’ i m p r e s s i o ne è che
l ’ a p i c e c r e a t i v o K o z e l e k l ’abbia già
r a g g i u n t o a n n i f a , e p p u r e ci si me r a v i g l i a a n c o r a d e l l a f a c i l ità con cui
r i e s c e a n c o r a a d a m m a liarci con
p o c h e n o t e , f o s s e r o p u r e quella di
u n a c a n z o n e n o n s u a , S omewhere
d i L e o n a r d B e r n s t e i n . Man mano
c h e i l d i s c o p r o c e d e s e mbrerebbe
a d d i r i t t u r a f a r s i s t r a d a u n’atmosfe r a p i ù l i m p i d a , q u a s i m e d iterranea,
c o l m a n d o l i n o c h e f a c apolino in
D u k K o o K i m e l ’ i n c e d e r e di Si, Pal o m a o , a n c o r a , i v i o l i n i c he affiora n o i n P a n c h o Vi l l a .
A conti fatti abbiamo un suono meno
lacerante che in passato, ma certo
mai del tutto pacificato, sia che si lasci prendere da qualche ansia elettrica, come in Salvador Sanchez o
in Lily and Parrots, sia che sprofondi semplicemente in se stesso. Non
c’inganna il ritornello appena accennato di Last Tide né l’istantanea di
Floating e neanche il ritmo da marcetta di Gentle Moon. Ci ritroviamo
così in modo del tutto naturale sul
secondo cd in cui Kozelek sembra
ripiegarsi totalmente sul passato.
Le versioni acustiche o alternative
di Salvador Sanchez, Somewhere,
Carry Me Ohio o Gentle Moon ci riportano davvero indietro nel tempo,
e a tratti lo fanno con un’intensità
tale da farci pensare che i fantasmi
a cui si riferisce il titolo siano quelli evocati dalle migliori canzoni dei
Red House Painters. (7.0/10)
Roberto Canella
sentireascoltare 73
Dal vivo
Live: E.S.T. – Poggibonsi (SI),
Teatro Politeama (15 febbraio
2007)
Quarto d’ora di ritardo accademico,
poi i tre mettono subito in chiaro il
tipo d’interplay che li lega. Serrato,
vibrante, centripeto e centrifugo,
sparato su binari in bilico tra hard
bop, free e funk. Da destra a sini stra: piano, contrabbasso, batteria.
Ognuno col proprio rovello, come
se dovesse trascendersi. E’ forse
questo il punto cardine del loro “di scorso”: il lavorio assorto e pervi cace con cui - sempre da destra a
sinistra - Esbjorn Svensson, Dan
Berglund e Magnus Öström tentano di espandere lo spettro timbrico
e armonico dei rispettivi strumenti,
elettronicamente e non solo. Una
pratica strettamente funzionale,
mai gratuita per quanto audace,
così come l’alternanza tra accordi
cristallini e repentini voicing.
Il concerto diventa quindi l’occasio ne per verificare la scaturigine di
certi indecifrabili suoni: quella spe cie di chitarra hendrixiana in diretta
dallo stige altri non è che il con trabbasso di Dan opportunamente
(?) fuzzato; quella sorta di mandoli no giocattolo pseudo-The Books è
colpa di Esbjorn che con la destra
diteggia sui tasti e con la sinistra infilata nel corpo del piano - stoppa
le corde; quegli scalpiccii sintetici
sono dei micro loop innescati da
Magnus titillando l’asta del rullan te... Non effettistica fine a se stessa, ma un modo - assieme all’utiliz zo “convenzionale” degli strumenti
- di cucire un bozzolo di alterità
sonica (simboleggiato dall’immobi le cono di luce che li avvolge), di
produrre una frattura, uno scarto
che diventa la misura dell’attrazio ne, della bellezza.
Molti i pezzi dall’ultimo album, ed è
un bene: l’estatica Sipping On The
74 sentireascoltare
Solid Ground, la palpitante scorribanda di Goldwrap, le due ballad
piacione Dolores In A Shoestand e
The Goldhearted Miner piovono con
visibilio sugli astanti, segno che la
parabola artistica della band è an cora nella fase fertile, in progress
ed in sintonia con le vibrazioni del
gentile pubblico. Quasi due ore di
spettacolo, compresi un paio di bis.
Ok, Esbjorn. Provaci pure, a salvare il jazz.
Stefano Solventi
Micah P Hinson – Spazio 211,
Torino (30 gennaio 2007)
Micah è un quattrocchi strappalacrime che parla di sconfitte, di strade, di abbandoni, di morte. Un orso
dalla voce rauca e dalla chitarra
ascellare accompagnato dall’amico
John, polistrumentista uno e trino
(banjo, slide, batteria). La voce del
Texas dentro al corpo sonoro di un
coyote. L’auto-annientamento della Provincia. Frontiere dell’anima
spruzzate di banjo, drugstore alt.
folk polverosi, lamentazione dimes sa di un fanciullo tormentato, croo ning nevrotico e elvisiano colto da
conati di antipatia. Trovarsi a tu per
tu con il drammi psichici dell’artista
vuol dire rendersi conto che un’al tra adolescenza è possibile, senza
melensaggine, senza enfasi, senza
radici insipide.
Micah ancheggia goffo, rivive la ca duta, sbanda e riparte, difficile contenerlo, meglio farsi prendere per
mano e ritrovarsi intorno a un falò
pulsante ad intonare It’s Been So
Long, oppure in un cimitero muto e
in bianco e nero con Diggin’ A Grave in sottofondo. Beneath The Rose
parte con arpeggi fievoli, poi entra
la slide e ci trasporta nel deserto ad
ululare alla luna, Close Your Eyes è
una cavalcata a rotta di collo lungo
sentieri selvaggi della lacerazio ne, in As You Can See e Patience
la voce si fa ruggito, il ruggito di
un puma ferito nella notte senza
fine, di un accattone sconfitto nella
sbornia senza fine. I due alternano
carezze a scazzottate da saloon,
la giovialità country alla vena me lodrammatica. Quando attacca The
Day Texas Sank To The Bottom
Of The Sea il ragazzo è assente,
lo sguardo perso, la voce ridotta a
un mugugno narco(let)tico, la mente chissà dove. Micah è una voce
unica che cavalca un’esplosione
esistenziale di male di vivere e di
watt desertici, esplora nervosamente l’universo illusorio dei suoi disa stri, lontano, lontanissimo, altrove,
a un passo dalla luce. Si accende
schizofrenico una sigaretta fatali sta dietro l’altra, spezza corde alla
chitarra fino a renderla inutilizzabi le, se ne va. Fine. Non manca nulla
e basterebbe questo, ma l’esagerazione è la regola di un ventenne,
torna ed esplode l’urgenza sonica
finora trattenuta, la rabbia e la vita lità accumulate nel “periodo buio”,
le distorsioni hanno l’effetto catartico di un tornado, il fanciullo del
West si piega sulla chitarra, si dimena, il suo corpo si mimetizza e
sparisce nel feedback.
La necessità di esprimersi schianta
la crisalide di un Hinson denudato e
poi liberato dall’ansia, essenziale,
circolare, tra metanfetamine e nar colettici che s’inseguono e si riflet tono fino a deragliare innescando
prospettive spalancate e pastorali.
Alleluja. E’ il momento del congedo,
Micah solitario sul palco, stravolto,
regala un’ormai inaspettata Don’t
You. Don’t You Forget About Me?
We don’t, Micah.
Paolo Grava
alla sua presenza la riduzione del l’intraprendente tecnica di Angeli,
che ha utilizzato i suoi pedali ritmi ci con parsimonia, ma con originali soluzioni: è riuscito addirittura a
dare una connotazione quasi industrial ad un brano con i martelletti
picchiando ossessivamente sulle
corde basse. Inoltre ha completamente sfilato la corda di violoncello
aggiuntiva che utilizza solitamente
per le parti più noise, cimentandosi
però come di consueto con archetto, eliche e oggetti inseriti tra cor de. Dopo un secondo bis a sorpresa
vengono proposti due pezzi cantati:
uno di Angeli che riprende la tradizione sarda, in un interessante
ibrido tra folk e sperimentazione,
e dove dimostra di essere un musicista completo, sfoderando una
voce ammaliante; l’altro di Drake,
un brano tradizionale africano de dicato ad Alice Coltrane, recentemente scomparsa - che serviva in
origine ad evocare gli spiriti - e che
in effetti pare quasi di vedere tra
le ritmiche tribali del batterista e i
suoni extraterrestri del chitarrista
nostrano. Una felice combinazione
di due grandi talenti del jazz spe rimentale, che per la freschezza
della musica proposta e per la sor prendente intesa fanno sperare di
vedere più spesso simili progetti, in
un ambito musicale che sembra(va)
non aver più niente da dire.
Andrea Monaco
Zeitkratzer – Aula Magna La
Sapienza, Roma (30 gennaio
2007)
Della stagione musicale de La Sa pienza il concerto degli Zeitkratzer
è sicuramente tra gli eventi più interessanti in cartellone: l’ensemble
difatti è avvezzo a collaborazioni
con gente come Keith Rowe, Jim
O’Rourke, Merzbow, Bernhard
Günter e Lee Ranaldo. Inoltre il
nome stesso scelto dal gruppo (“ra schiatori del tempo”) è quantomeno
curioso e promette esperienze sonore insolite, che sono state piena mente mantenute dall’esibizione.
La prima composizione eseguita,
Sinfonia “de’ respiri” , è stata scritta appositamente per l’ensemble da
Mario Bertoncini (uno dei fondatori del Gruppo di Improvvisazione
Nuova Consonanza). L’inizio fornisce già le coordinate dell’intera
serata: il drone prodotto da tutti i
musicisti al pianoforte, sfregando
le corde con dei fili posti all’interno
dello stesso, forma, in complicità
con l’acustica dell’Aula Magna, un
muro di suono di proporzioni cosmiche. Il resto del brano, con ogni
musicista posizionato nel ruolo che
gli spetta, è un continuo perdersi
nell’a-temporalità tra suoni alieni e
vibrazioni ultraterrene.
Il concerto prosegue con la quarta
e conclusiva parte di Metal Machine Music di Lou Reed (già eseguita con l’autore per intero a Berlino
E.S.T.
Paolo Angeli & Hamid Drake
– Rialto S. Ambrogio, Roma (6
febbraio 2007)
A pochi mesi dal suo concerto solista a La Sapienza, Paolo Angeli
torna a Roma in coppia con Hamid
Drake, batterista che ha collabo rato con gente del calibro di Don
Cherry, Pharoah Sanders e Ken
Vandermark. Il duo si è formato nel
2004 in un festival in Sardegna, e
l’esibizione al Rialto mette in risal to appieno la perfetta intesa acquisita dai due musicisti. A differenza
del concerto estivo, poco pubblicizzato e con un ristretto afflusso di
pubblico, questa data vede la sala
gremita, forse per il nome di Drake
che richiama i jazzofili più incalliti.
Il live è stato completamente im provvisato, ma chi temeva un con certo d’avanguardia ostica è stato
subito smentito. Accanto alla sperimentazione più dissonante e frammentata, infatti, sono spesso emersi inserti melodici quasi rock. Dopo
un inizio di riscaldamento marcata mente avant-jazz, i due sono riusciti
a far emergere diversi stili musicali,
anche se il cardine di tutta la serata è stato principalmente la fusione
tra musica etnica e jazz, in piena
tradizione ReR Recommended, per
la quale Angeli ha inciso. Hamid
Drake è una vera macchina ritmica,
capace di produrre innumerevoli
sfumature con poche percussioni a
disposizione. E’ dovuta forse anche
sentireascoltare 75
Micah P. Hinson, foto di Marco Bruera
nel 2002). E’ una ve r s i o n e d a v v e r o
spettacolare quella p r o p o s t a d a l l’ensemble, che rie s c e a p r o d u r r e
una vera orgia di su o n i n o i s e , a i u tati da Marc Weiser , u n i c o a d o c c u parsi dell’elettronica a l l ’ i n t e r n o d e l
gruppo, in piena line a c o n l a l o r o f i losofia di trasformaz i o n e d e l l o s t r u mento, per cui violin i , p i a n o f o r t e e
fiati vengono scomp o s t i e r i c o m p o sti in un unico magm a d i f e e d b a c k .
Al termine del brano v i e n e c o n c e s sa una doverosa pa u s a p r i m a d e l
tributo a Xenakis ch e d u r a u n ’ o r a ,
più d ei due brani pr e c e d e n t i m e s s i
assieme. E’ forse q u e s t a l a p a r t e
più interessante del l a s e r a t a , d a t o
che si tratta di una c o m p o s i z i o n e
originale di Reinho l d F r i e d l, l e a der del gruppo. Xena k i s [ a ] l i v e ! r i e sce nel difficile comp i t o d i d a r e u n a
connotazione “rock” ( l e v i r g o l e t t e
sono d’obbligo) ag l i s p e r i m e n t a lismi di Xenakis : a l l e s u e s t r u t t u re-destrutturate e v i b r a z i o n i m e t a fisiche vengono ab b i n a t e v i o l e n t i
crescendi-silenzi qu a s i p o s t - r o c k , i l
tutto fuso in un eno r m e c a l d e r o n e
dronico.
Un’esperienza metaf i s i c a i n c o n c l u sione, più che un ev e n t o m e r a m e n te sonoro, ed oltretu t t o u n p r o g e t t o
encomiabile per la v a l e n z a f i l o l o gica: gli Zeitkratzer r a p p r e s e n t a n o
infatti, come la Lon d o n S i n f o n i e tta in combutta con g l i a r t i s t i d e l l a
Warp, un indispensa b i l e p o n t e t r a
l’avanguardia colta e q u e l l a p o p o -
76 sentireascoltare
l a r e , c h e fa s ì c h e g l i a s c o l t a t o ri provenienti dal rock colmino un
v u o t o d i d ec e n n i e r i t r o v i n o l e v e r e
origini della musica sperimentale
odierna.
Andrea Monaco
G u i l l e m o t s - Tr a n s i l v a n i a L i v e ,
Milano (22 febbraio 2007)
Tr a n s i l v a n i a L i v e n o n m o l t o p i e n o ,
e dispiace, per questa unica data
italiana dei Guillemots, talentuoso
quartetto di base a Londra esploso lo scorso anno (almeno in UK).
Nonostante tutto pochi ma buoni,
a cantare sotto il palco insieme al
frontman e tastierista Fyfe Dangerfield, che non fa nient’altro che
catalizzare naturalmente su di sé
la maggior parte dell’attenzione.
Con spontanea megalomania regge il palco, destreggiandosi tra i
suoi strumenti e dando man forte
alla band, compresa di sezione fiat i , c h e s i sc a l d a s i n d a s u b i t o c o n
C o m e Aw a y W i t h M e / T h r o u g h T h e
Windowpane. Fyfe è gran cerimoniere di questa lunga jam, e mostra
infatti di divertirsi parecchio; l’esag i t a t o M a g ra o a l l a c h i t a r r a g l i f a d e gnamente eco, impegnato a trarre
suoni il più eccentrici possibile con
l’ausilio di trapani e aggeggi vari;
dal canto suo, la bellezza esotica
della contrabbassista Aristazabal
Hawkes completa la scena (il batterista sarà poco visibile per cause
logistiche).
I l l i v e p r o c e d e t r a b e n n o t e h i t s ac c o m p a g n a t e d a u n p u b b l i c o p a rte c i p e ; p r e s e n t a n o i n f a t t i s o l o a l c un i
p e z z i d a T h r o u g h T h e W i n d o w p ane
( i l n u o v o s i n g o l o A n n i e L e t ’s Not
Wa i t , l ’ a t t e s i s s i m a Tr a i n s To Bra z i l e l ’ e p i c a S a o P a u l o ) e q u a l c osa
d a l l ’ E P F r o m T h e C l i ff s ( G o Aw ay)
, p e r i l r e s t o s o n o s o n g i n e d i t e (il
s u g g e s t i v o t a n g o S e a O u t , l a t ea t r a l e e c a r n e v a l e s c a S h e ’s E v i l ) . La
d i m e n s i o n e l i v e b e n s i s p o s a c o n la
c i f r a s t i l i s t i c a d e l g r u p p o , t r a e ff etti
s o n o r i , l u n g h e c a v a l c a t e s o u l - f unk
e f o l k - r o c k , p e z z i d i l a t a t i , c h e ben
f i g u r a n o n e l c o n f r o n t o c o n l e s ong
d a s t u d i o . I l g r u p p o s i d e s t r e g gia
t r a i n f l u e n z e f o l k à l a D e x y s M i dni g h t R u n n e r s e Va n M o r r i s o n , o m ag g i a u n c e r t o s o u l a m e r i c a n o d e i ’70
( u n o d e g l i i n e d i t i c a n t a t o i n s o l o da
F y f e e r a p u r o S t e v i e Wo n d e r ) e in f l e s s i o n i c h e c i h a n n o r i c o r d a t o le
i n t e n s e j a m p i a n o v o c e e c h i t arra
a l l a Wa t e r b o y s , m a s e n z a l a d r am m a t i c i t à , i l p a t h o s e l a p r o f o nda
m a l i n c o n i a d i q u e s t ’ u l t i m i , a n z i con
a u t e n t i c o e s a n o d i v e r t i m e n t o . Alla
f i n e d o p o p i ù d i u n ’ o r a e m e zzo
d i c o n c e r t o e u n b i s , D a n g e r f ield
r i a p p a r e i n s o l i t a r i a c o n u n a ta s t i e r i n a e c i d e l i z i a c o n u n ’ i n t e nsa
e c o m m o v e n t e B l u e Wo u l d S t i l l Be
B l u e q u a s i a c a p p e l l a . P e c c a t o per
c h i n o n h a a s s i s t i t o a d u n ’ a u t e nti ca epifania.
Te r e s a G r eco
pressione. Mingus oppone a tutto
questo il blues ed i suoi cascami,
mette in scena – sembra ogni volta una rappresentazione, un teatro
viscerale e grottesco, la musica di
M i n gu s – u n a f e b b r i l e a g n i z i o n e
blues, gospel, swing e jungle, con
la fatale veemenza di chi obbedisce ad una moltitudine ancestrale di griglie comportamentali. Oh
Ye a h è , d a q u e s t o p u n t o d i v i s t a ,
un disco emblematico, concepito
e realizzato nella fase culminante
della vicenda artistica mingusiana. Anche se – soprattutto perché
– C ha z z n o n v i s u o n a i l b a s s o , d e l e g a n d o l o a l v a l i d i s s i m o D o u g Wa tkins, ma al modo di un capitano di
vascello (il più ebbro che si possa
immaginare) siede al piano incalzando la ciurma con urla e ragli, gli
i m p et u o s i “ o h y e a h ! ” d a c u i l ’ a p p r o priatissimo titolo. Fin dall’iniziale
Hog Callin’ Blues l’aria si fa torrida,
con la sezione ritmica serratissima
e un Roland Kirk mattatore col suo
rovello di sax inebriante, stormo
di demonietti primordiali sparati a
sbranare la modernità. Lo iato tra
bop, swing e addivenente free è già
abbattuto con una spallata furibonda e ridanciana. Kirk – un tipetto
capace di suonare tre sax contemporaneamente, sperimentatore infaticabile di nuove ed anomale sonorità - era un luogotenente ideale
per Mingus, il simbolo vivo di un
retaggio espressivo multicefalo,
perennemente irrequieto. Il suo
lavoro in Ecclusiastics è l’innesco
e assieme la deflagrazione dello
sgomento spirituale di provenienza
gospel, così come in Oh Lord Don’t
Let Them Drop That Atomic Bomb
o n Me ( d o v e s u o n a i l m a n z e l l o , s o r ta di sax soprano modificato) sembra una miccia che non smette di
c o n su m a r s i , p r o d u c e n d o a n g o s c i o sa tensione. Il sentimento di rivalsa
onnipresente - una virtù che significa anche sconfitta durevole - cede
il passo alla nevrastenia liberatoria
d e l l a m o n k i a n a W h a m B am Thank
Yo u M a ’ a m ( e s p r e s s i o n e gergale
c o n i a t a d a M a x R o a c h p e r esprime r e e c c i t a z i o n e ) e n e l l a c aricaturale
E a t T h a t C h i c k e n , d o v e t utti – dal l ’ a g i l e t r o m b o n e d i J i m m y Knepper
a l f i d o d r u m m e r D a n n i e Richmond
– s w i n g a n o d i b r u t t o come una
v e c c h i a d i x i e - b a n d s o v r aeccitata.
I l b l u e s a r c h e t i p o d i D e vil Woman
- c h e t o r n a b u o n o p e r r a mmentare
l a p r e s e n z a d e l g r a n d e sax teno r e B o o k e r E r v i n , a r t e f i c e proprio
q u i d i u n s o l o o b l i q u o e squillante
– è f o r s e i l p e z z o p i ù s i gnificativo
i n s c a l e t t a , p e r q u e l s u o accartoc c i a r s i n e l v e n t r e d e l l a questione,
m a s t i c a n d o l a b i l e d i t e mi atavici
e d i m m o d i f i c a b i l i ( i l d e siderio, il
t o r m e n t o , i l t o r m e n t o d e l desiderio)
c o m e s o l o u n b l u e s s a f a re.
P a r i m e n t i i m p o r t a n t e è altresì il
g u a z z a b u g l i o d a d a i s t a della con c l u s i v a P a s s i o n s O f A M an , nevra s t e n i a d i o t t o n i , f l a u t o , b a sso e bat t e r i a s u c u i M i n g u s d e c l ama strali
e s t r a l c i d e l l a p r o p r i a scellerata
a u t o b i o g r a f i a , s o v r a i n c i d endovi poi
n o n s e n s e , b a r u ff e , a f r i c a nismi. Un
d e l i r i o l u c i d o , b e ff a r d o e tragicissi m o , Z a p p i a n o a n t e l i t t e r am, avan g u a r d i s t a c o n l ’ a r i a d i non farci
t r o p p o c a s o , f o r s e s o l o l a bizzarria
d i u n a u t o r e d a l l ’ e s t r o i n c ontenibile,
l a b a r a c c o n a t a c h e t i c o ngeda con
m e n o c o o r d i n a t e d i p r i m a, l’ultimo
s c o s s o n e a l l ’ a l b e r o d e l l e certezze.
Tr a q u e s t e , l a c e r t e z z a di un jazz
c o m e f o r m a m u s i c a l e d e terminata,
c a t a l o g a b i l e . M i n g u s e r a infatti tra
c o l o r o c h e v e d e v a n e l cosiddetto
j a z z l ’ e s p r e s s i o n e t i p i c a e peculiare
d e l p o p o l o n e r o , u n r e t a ggio vasto
e p r o f o n d o e a u t o r e v o l e, capace
p e r c i ò d i a c c o g l i e r e e r i e l aborare le
p i ù d i v e r s e i s t a n z e , s i a n o esse col t e , m o d e r n i s t e o p o p u l a r. I succes s i v i l a v o r i , e g l i s v i l u p p i futuri del
j a z z , g l i a v r e b b e r o d a t o r agione.
Stefano Solventi
sentireascoltare 77
una rubrica jazz a cura di Stefano Solventi e Fabrizio Zampighi
Charles
Mi n g u s
Oh
Ye a h
(Atlantic, 6 n o v e m b r e 1 9 6 1 )
All’alba dei s i x t i e s , u n M i n g u s n o n
ancora quara n t e n n e e r a s e n z a a l cun dubbio il b a s s i s t a p i ù i m p o r t a n te tra i più si g n i f i c a t i v i c o m p o s i t o r i
della scena j a z z m o n d i a l e . N e l l a
sua musica, r e m i n i s c e n z e e p r e monizioni si a v v i n g h i a v a n o s e n z a
posa, anarchi e f o r m a l i s c i a m a v a n o
tra farneticaz i o n i b l u e s , f a n t a s m i
dixieland cav a l c a v a n o b o l i d i b e bop, una bram a f e b b r i l e s a c r i f i c a v a
le strutture su l l ’ a l t a r e d e l l ’ e s p r e s s i vità più impet u o s a . U n o s t i l e a s s o lutamente uni c o , s c a v a t o n e l f o n d o
profondo dell ’ e p o p e a n e r a , s e n z a
alcun plausib i l e p r e c e d e n t e p e r c h é
impasto di m i l l e p r e d e c e s s o r i . R i flesso di vita v i s s u t a m a s t i c a n d o d i scriminazione e r a z z i s m i i n c r o c i a ti. Mingus che p e r i b i a n c h i e r a u n
nero e ai neri s e m b r a v a u n “ g i a l l o ”
messicano, f i n e n d o q u i n d i e m a r ginato e vilip e s o s i a d a i “ p a d r o n i ”
bianchi che d a i “ f r a t e l l i ” c o l o u r e d .
Non deve stup i r e q u i n d i s e n e l l a r u tilante autobi o g r a f i a ( P e g g i o d i u n
bastardo , Ba l d i n i & C a s t o l d i D a l a i )
il jazz compa r e p o c h i s s i m o , è u n
qualcosa che a v v i e n e a l t r o v e , s u l l o
sfondo, conse g u e n t e a t u t t o c i ò c h e
accade in prim o p i a n o .
Primo piano d o v e s i c o n s u m a l a
tormentata, v o r a c e , f r e n e t i c a f o rmazione del g i o v a n e C h a z z ( u n o
dei nomignoli d i M i n g u s ) , l a s c o p e r ta del proprio l i n g u a g g i o ( i m p e t u o so, pantagrue l i c o , a t r a t t i v i o l e n t o ) ,
lo sfrenato e r o t i s m o c o m e p r a t i c a
d’incessante a u t o a ff e r m a z i o n e e s i stenziale, so c i a l e e s e n t i m e n t a le. L’amore c h e m u o v e M i n g u s a d
amare due, d i e c i , t r e n t a d o n n e a l l a
volta è lo stes s o c h e r e n d e “ a d u l t e ra” la sua mu s i c a , u n a p r o m i s c u i tà umorale e ( q u i n d i ) f e r t i l i s s i m a ,
stordente e s e l v a g g i a . U n o “ s c a n dalo” insosten i b i l e o p p o s t o a l l a c i vile levigatezz a d e i b i a n c h i , p r o n t a
ad alimentare i l m o t o r e d e l S o g n o
Americano c o n l ’ a d d i t i v o d e l l ’ o p -
(Gi)Ant Steps
(Gi)Ant Steps
WE ARE DEMO
a cura di Stefano Solventi e Fabrizio Zampighi
WE ARE DEMO#14
Side A
Splendido packagin g s e p p i a t o c o n
foto d’epoca per i J e w e l s f o r a
Caribou. All’interno u n f r a n c o b o l lo di Hong Kong e s i e n t r a s u b i t o
nel mood. Voce sc u r a e a l c o l i c a ,
banjo pizzicato, spa z z o l e s u l l e p e l li, organetto. E’ anc o r a To m Wa its , sono ancora App a l a c h i , i l s u o n o
della sega come fan t a s m a o s i r e n a
ci fa accomodare di e t r o l a P r o c e s sione del Cuore Ne r o . S o n o l e n t e
ballate di ottima fattu r a ( è s e m p r e e
solo questo, affatto s c o n t a t o , d e t t a glio a fare la differe n z a , s o p r a t t u tto per materiali di q u e s t o g e n e r e ) ,
morbide e calde di r a s s e g n a z i o n e .
Non deve essere fac i l e v i v e r e a S a vignano sul Rubico n e q u a n d o n e l
cuore si hanno pub m a l f a m a t i , m o sche da bar, l’epica q u o t i d i a n a d i
Bukowski e Jarmusc h . N o n s i p u ò
resta re giovani per s e m p r e e a c h e
scopo poi? In questo G r a n d m o t h e r
tutto è al posto giust o , i s u o n i s o n o
ben registrati, i ri f e r i m e n t i s o n o
chiari e ben digeri t i , f a t t i p r o p r i ,
incarnati. Sono il pr i m o a d o b b i e t tare sulla necessità o m e n o d i c o n tinuare lungo questo c a m m i n o , m a
mi rendo conto che p e r m u s i c i s t i ( e
persone) come que s t e , d e l l a m o dernità, dei suoi te m p i , d e l l e s u e
fisse e mode, non im p o r t a n u l l a ( e
ne sono in un qual c h e m o d o c o n -
78 sentireascoltare
fortato). Sono anche convinto che
per dischi come questo ci sia (e ci
sarà sempre) ancora spazio ed un
discreto numero di cuori disponibil i . ( 6 . 6 /1 0 )
All’inizio ti si staglia sulla faccia un
sorriso sottile come una lama ed è
subito clima di scazzo, relax: quella simpatica cialtroneria da cui farsi fregare, a conti fatti, risulta un
p i a c e r e . L’ I n s o l i t o C l a n h a s e d e i n
quel di Rimini ma ribolle inevitabilmente, caldo e indisponente delle
origini (e dell’accento) crotonesi
del cantante Fofò. Non se ne esce.
Per conoscenza è un pigro teatrino
per busker scalcinati ma con stile
(e padronanza tecnica): chitarre
acustiche jingle jangle, jazzettini
che sfociano quasi senza accorg e r s i i n r a g a m u ff i n a c u s t i c o , b a s s o
c a l d o e p u ls a n t e , s u l l o s f o n d o g i o cattoleria da strada: raganelle, kazoo, fischietti, mantra asmatico(?).
Sembra di tornare a quei pomeriggi
al bar passati a discutere dei grandi sistemi davanti a una birra, del
v i n o o u n c a ff è ( a s e c o n d a d e l l e d i sponibilità economiche) più per non
tornare a studiare che altro, che a
finir l’università si fa poi sempre in
tempo. Ciò nonostante resta innegabile l’acume di certe intuizioni e
il pensiero torna nostalgico a Gab e r, G a e t a n o , P a z i e n z a … n i e n t e
di nuovo quindi, come al solito del
resto, ma scalda il cuore e strappa
sorrisi. A giorni l’uscita del primo
disco per quelli di Ribèss Records.
( 7 . 0 /1 0 )
Davide Brace
Side B
E m i l i a n i , a t t i v i d a l 2 0 0 3 , i P h on o E m e r g e n c y To o l s o n o u n t r i o
dedito a certo pop-rock con evidenti complicazioni Pavement e
Radiohead prima versione, le chitarre che distorcono tra l’emo e una
s a n g u i g n a p s y c h s e v e n t i e s , a r gu t e t a s t i e r e a l l e n a t e a l l a p o s t - mo d e r n i t à . S e n z a c o n t a r e u n a c erta
v e r v e i n c o r t o c i r c u i t o t r a v a u d e vil l e e c o u n t r y c h e s c o m o d a s p e sso
e v o l e n t i e r i l ’ a ff l i z i o n e t r a s o g n ata
d e i G r a n t L e e B u ff a l o e m a l m o sto s i f a n t a s m i E e l s . N a t u r a l m e n t e , in
q u e s t o o m o n i m o E P – s e d i c i t r a cce
p e r u n a c i n q u a n t i n a d i m i n u t i - c’è
d e l l ’ a l t r o : p e r c o m p l e t a r e i l c aro s e l l o d i s u g g e s t i o n i / s o g g e z i o n i non
s i p u ò n o n c i t a r e l a p e r v a d e n t e no s t a l g i a B e a t l e s ( B r a n d N e w F r i end
è i n p r a t i c a u n a D r i v e M y C a r lof i ) , u n p i z z i c o d i p o l t i g l i a N i r v ana
e u n n o n s o c h e d i s b r i g l i a t e zza
G o m e z . O r a , s o b e n e c h e c o t a nto
p o u t p o u r r i s p i a z z e r à i l l e t t o r e , ma
l ’ a r o m a c o m p l e s s i v o è b e n m i s ce l a t o , u n a f e r m a p e r s o n a l i t à u n i f ica
le tracce, sta sul pezzo col piglio e
l a p a d r o n a n z a d i c h i n e h a m a s t i ca t a t a n t a e p u ò p e r m e t t e r s i d i z om p a r e a p i a c i m e n t o , s p a c c i a n d o con
d i s i n v o l t u r a s b r u ff o n e r i a c o l f u oco
a l c u l o ( Yo u ’ r e G o n n a C r y ) e l an g u o r i a c i d u l i ( B r e a k i n g M y S h ell ),
a c c e n n i r o b o t i c i ( S a f e ) e a r g u zie
f u n k y ( D i g g e r D o o ) . N a t u r a l m e nte,
c ’ è d e l l ’ a l t r o . P e r ò m i f e r m o qui.
( 7 . 1 /1 0 )
L o d i c e v o i o . M a c c h é i d i o t i : i v are s i n i S i m o n e C a r o n n o e A n d r e a Ca s a l i c c h i o – a k a Tw o G e n i a l I d i ots,
p s i c h e d e l i a p i ù u r t i c a n t e , i r a ff i n a t i
rumorismi e i feedback controllati, le distonie ricercate e i paesaggi
fumosi. Muri di chitarre impassibili
( J e s u s Wa s N o t A Vi o l e n t C o p ) s i
sostituiscono a verdi prati devastat i d a l c e m e n t o (D r i v e / i n ) , l u c c i c a n ze in bianco e nero partoriscono
wah wah acidi come succhi gastrici
fitica che nea n c h e l a c o n d e n s a d e l
fiato di Alien M a n e r o . S e f a c e s s e
ancora figo, a q u e s t o p u n t o c i t e r e i
gli Autechre, m a s o p r a s s e d i a m o .
Quanto al res t o , e c c o i l k r a u t - f u n k wave di Fresh P e o p l e ( d a l l ’ E P F u w a
Fuwa), che pi ù o m e n o f a p i o m b a r e
l’Hancock rob o t i c o i n u n p e n t o l o n e
di dexedrina. Q u i n d i i l b r e a k b e a t
strinito di Un à m l e t o d i m e n o , c h e
se non altro t o r n a b u o n o p e r c i t a r e
il titolo dell’E P d i p r o v e n i e n z a : S u
Càrmelo Ben e ( o c c h i o a l l ’ a c c e n to). Non cont e n t i , ‘ s t i m a t t a c c h i o ni chiosano i l t u t t o c o n l e q u a t t r o
tracce di Bab a r z u m , E P d i r e m i x
di pezzi altrui : l a p s y c o - g l i t c h s t r a lunata e tene r e l l a d i B i s c o t t i ( d e i
Babalot), il fu n k - s o u l s d e r e n a t o d i
Time (dei Bet a P r o j e c t ) , l ’ h a r d d a daista di Insa n i t y ( d e i G r o u n d C o n trol) e la fosc a p r o c e s s i o n e t e c h n o
di An Echo (d e i M y O w n P a r a s i t e ) .
Dieci pezzi in t u t t o . N e a n c h e u n o
banale. Del re s t o , l ’ a b b i a m o d e t t o ,
questi sono ge n i . O , a l l i m i t e , i d i o t i .
Macché ( 7.2 /1 0 ) .
Stefano Solventi
B o n u s Tr a c k s
Chreòn Ep d e i F l o s s è f r a t t u r a ,
rimozione, di n u o v o f r a t t u r a . M a teriale infiam m a b i l e c h e a c c a r e z z a
in ugual misu r a i S o n i c Yo u t h e l e
ombre lunghe d e l l a n e w w a v e , l e
cavalcate son i c h e d e i Ve r d e n a e l a
( P e t e M a r t e l l A n d H i s R e v e n g e To
T h e W o o d ) r i ff g r a n i t i c i r u b a t i a i
Mudhoney gareggiano in ruvidezza
c o l fi g l i o l p r o d i g o s t o n e r ( D a s I n termezzo) e l’integralismo estetico
dei Mogwai (I’ve A Liquid Woman In
My Hat). A chi ascolta non rimane che godersi questi trenta minuti
di “puro” rock & roll (7.0/10 web:
http://profile.myspace.com/flossart
) . Ve r o e p r o p r i o z a p p i n g r a d i o f o nico invece, quello dei KJW2137
alias Davide Carrozza, trasformato
a suon di musica concreta e inserti strumentali in un non-genere disperso nell’etere fatto di brandelli di telegiornali, briciole di suoni
sparsi, campionamenti, silenzi, veri
e propri brani. Il tutto compresso
nelle due tracce di La gavetta è fin i t a, l ’ u n a d e l l a d u r a t a d i v e n t o t t o
m i n ut i – o r g i a s t i c a n e i t o n i e s u d d i visa a sua volta in sei sottoparti -,
l ’ a l t r a d i s e t t e . Tr a s t r a t i f i c a z i o n i i n
stile millefoglie e momenti di stasi,
dispersioni e ritorni, ci si accorge
di aver sotto mano una proposta
a z z ar d a t a q u a n t o e s t r e m i s t a , b o r derline e di confine, in possesso di
qualche momento memorabile come
di talune ingenuità: una cavalcata
i n s o l i t a r i a c h e s i m e r i t a ( 6 . 3 /1 0
w e b : h t t p : / / d e d a l u s . n s n 3 . n e t /) p i ù
per il coraggio e la voglia di frantumare gli schemi consolidati che per
la visione melodica d’insieme.
Sulla stessa lunghezza d’onda La
R a p s o d i a d e l C o m m e r c i o Bianco,
n o n a c a s o p r o m o s s a d a llo stesso
D a v i d e C a r r o z z a a s s i e m e ai parte n o p e i L e v . Q u e s t a v o l t a i contributi
c o n c r e t i – p a r e n t e s i p a r l ate rubate
a l l ’ F M e v e r e e p r o p r i e interviste
c h e s c o r r o n o s u l l o s f o n do - sono
s o s t e n u t i i n m a n i e r a c o nvincente
d a l l ’ a p p o r t o m u s i c a l e d i una band
c h e a c c e t t a d i e s s e r e v i viseziona t a , r e c i s a , a t t r a v e r s a t a dall’elet t r o m a g n e t i s m o e d a i t r a nsponder,
m a n o n r i n u n c i a a d i m p r imere una
s v o l t a m u s i c a l e n e t t a al lavoro.
S v o l t a c h e v i v e d i t e s t i fortemen t e c r i t i c i , d i u n a p p r o c c i o musica l e p o c o o r t o d o s s o – C . S . I (?) -, di
r i m b a l z i n o i s e e a c c e n n i post-punk,
d i e s i l i i f o r z a t i a l r u o l o di compri m a r i d i e t r o a l f i u m e d i p arole che
r e g g e l a t r a m a d e l d i s c o . Buono il
r i s u l t a t o f i n a l e e a p p a s s i onante la
c o n v i v e n z a f o r z a t a t r a l e due diffe r e n t i r e a l t à e s p r e s s i v e ( 6 . 8 /10 web:
h t t p : / / l e v 0 2 . a l t e r v i s t a . o r g /).
I G r i p w e e d r i p r e n d o n o i l nome dal
p e r s o n a g g i o i n t e r p r e t a t o da John
L e n n o n n e l f i l m d i R i c h ard Lester
H o w I Wo n T h e Wa r m a non han n o p r a t i c a m e n t e n u l l a a c he vedere
c o n l ’ e x B e a t l e , a m e n o che il suc c i t a t o L e n n o n n o n c o v a s se segrete
p a s s i o n i p e r l ’ e l e t t r o n i c a, le basi
d i s c o , l e r a g n a t e l e d i s i n tetizzatori
o l e a t m o s f e r e d e c a d e n ti. Perché
d i q u e s t o c h e s i o c c u p a la band,
c o n c i l i a n d o p a s s i o n i s i ntetiche a
d e r i v e d i c h i a r a t a m e n t e n ew wave –
Tr i g g e r - , r i m e m b r a n z e m elodiche à
l a S p a c e m e n 3 - S o n g F o r A Video c l i p s u o n a c o m e Wa l k i n ’ With Jesus
m a s e n z a c h i t a r r e – a b assi satu r i e s o t t i g l i e z z e q u a s i p o p – Cruel
L u l l a b y - , s e m p r e c o n e s iti più che
d i g n i t o s i ( 6 . 7 /1 0 w e b : h ttp://www.
myspace.com/gripweed).
Fabrizio Zampighi
sentireascoltare 79
WE ARE DEMO
per gli amici 2 G I – s o n o t a l m e n t e
geniali da sem b r a r e p a z z i . M i m a n dano un cd c h e m a n c o e s i s t e , u n
patchwork di q u a t t r o l o r o o p r e . L e
prime tracce s o n o l ’ e p C o e l o p h y s i s
tutto intero, o a l m e n o c r e d o . R o b a
electro-dance - a m b i e n t
warpiana,
brumosa e ve t r o s a , e s t a t i c a e m e -
Classic
Replacements
Figli di nessuno
di Giancarlo Turra
In bilico tra redenz i o n e e d i s f a c i mento, nulla metrop o l i t a n o e g l o r i a
incipiente, punk e si x t i e s , l a v i c e n da della band di Minn e a p o l i s è i l p a radigma dei “meravi g l i o s i p e r d e n t i ”
dell’America indie an n i ’ 8 0 .
La storia dei Repla c e m e n t s è s i n golare, soprattutto p e r c h i h a u n a
certa età e ne visse a l m e n o i n p a r te la parabola. Non p e r g l i a v v e n i menti, peraltro tra l e u l t i m e s a g h e
d’aneddotica “rock ” a d e s s e r e g e nuino annichiliment o , t a n t o m e n o
per i dischi lasciati i n e r e d i t à ( t r a
questi, una pietra m i l i a r e ) . C i ò c h e
la rende particolare è c o m e e s s a
si porge a chi la dev e r a c c o n t a r e o
leggere. Una vicend a s e m p r e i n b i lico - come la musica c h e n e d e r i v a ,
80 sentireascoltare
del resto - tra redenzione e disfacim e n t o , n u l la m e t r o p o l i t a n o e g l o r i a
i n c i p i e n t e , p u n k e s i x t i e s . L a f a ccia all’ingiù nel proprio vomito o lo
sguardo fiero che si perde nel cielo, dipendeva solo e unicamente da
loro, pura white trash del Minnesota
capace d’entrambe le cose nel giro
d’un minuto. Stavano ai confini del
sogno americano e lo interpretarono a loro modo, schivandolo mentre
s’avvicinava e lasciandoci alla fine
con un dubbio. Che avessero un
piano preordinato per mandare tutto all’aria e non dar soddisfazione
a nessuno, chiunque fosse. Fans,
media, discografici e addirittura se
stessi. Nient’altro che strafottenza
e immense canzoni gettate in pas t o a l l a s t o r i a . E d i r e c h e , n o n o-
s t a n t e l ’ i m p e g n o , e r a n o a u n p a sso
d a l f a r c e l a . C o m e q u e i B i g S t a r , il
c u i l e a d e r A l e x C h i l t o n è u n o d egli
i d o l i d i c h i a r a t i d i P a u l We s t e r b erg
e c h e , a u n c e r t o p u n t o , i n c r o c i ò la
l o r o s t r a d a v e d e n d o s i a d d i r i t t ura
d e d i c a r e u n a c a n z o n e . A ff i n i t à e let tive, scriveva un tale…
Nowhere Fast
M i n n e a p o l i s n o n d e v e e s s e r e q uel
g r a n p o s t o p e r v i v e r c i . L o t e s t i mo n i a n o l e b a n d s t r e t t a m e n t e r ock
che ne sono uscite alla ribalta, a
c o m i n c i a r e d a i d e v a s t a t i p r o t o p unk
L i t t e r f i n o a l l ’ h u m u s a l t r e t t a nto
g u a s t o – b i r r a r a n c i d a e s v a g o di
q u a r t ’ o r d i n e – c h e g e n e r ò v e n t ’ an n i d o p o H ü s k e r D ü , S o u l A s y l um
e i l d i s c r e t o c o n t o r n o d i c o m p r i ma -
Classic
ri. C’è un filo r o b u s t o c h e l i l e g a ,
e i Replacem e n t s s o n o p a r t e i n t e grante e glor i o s a d e l l a t r a d i z i o n e ,
secondi solo – e n e m m e n o s e m p r e
– al trio Mould , H a r t e N o r t o n . A l c u i
pari, come ta n t i a l t r i , n a s c o n o s u l la spinta dal p r i m o p u n k a l b i o n i c o ;
all’inizio, nel 1 9 7 9 , n o n s o n o n i e n t e
più d’un trio d i i n c o r r o t t o , i r r i m e d i a bile casino, m e s s o i n p i e d i d a l p u r
dotato chitarr i s t a R o b e r t S t i n s o n
col fratello d o d i c e n n e ( ! ) To m m y
al basso e il b a t t e r i s t a C h r i s M a r s .
Paul Westerb e r g – f a n d e g l i S m a l l
Faces e spic c a t o s e n s o m e l o d i c o
– abita a po c a d i s t a n z a d a l l o r o
garage nello s t e s s o s o b b o r g o . U n
giorno, con la b u s t a d i d i s c h i u s a t i
sottobraccio e i l p a c c o d a s e i d ’ o r dinanza nella m a n o l i b e r a , p a s s a d i
lì e si ferma a d a s c o l t a r e q u e l p o c o
che riconosc e c o m e m u s i c a . C i
vuole poco pe r c h é B o b l o t i r i d e n t r o
e – vista la m a n c a n z a d i u n a v o c e
solista decent e – l o p i a z z i d i f r o n t e
al microfono. G i à c h e c ’ è , P a u l s i
prende in grop p a a n c h e l a s e i c o r d e
ritmica, giusto p e r m e t t e r e u n p o ’
d’ordine. Da q u i t r a P a u l e B o b i n i zia un’alchimi a d i s c a m b i e i n f l u e n ze reciproche , s i m i l e a l r a p p o r t o t r a
i g i o v a n i P e t e r B u c k e M i c h a e l S t ip e o a B r i a n Wi l s o n c h e o s s e r v a
il fratello Dennis diventare grande.
C h i t a r r i s t a r a ff i n a t o , m o l t o d i p i ù
di quel che si percepisce al primo
a s c ol t o d a l q u a l e e m e r g e s o p r a t t u t t o l a s c r i t t u r a d e l We s t e r b e r g ,
viene esposto al beat nerboruto di
Marriot e soci che insegnò un paio
d i c o s e a i P i s t o l s, e i l c e r c h i o c o s ì
si chiude. Ne scaturirà un cocktail
micidiale, fatto di melodie cristalline sorrette dal piglio sempre meno
’77 e più classico dell’esecuzione,
un progressivo trovare l’identità
che pareva, fino a un dato momento, inarrestabile crescendo.
Tr a s h A n d N o S t a r s
Poiché sono per molti versi dei
geni e per altrettanti pura marmaglia, dopo essersi fatti sbatter fuori
da tutti i locali della città col nome
di Impediments a causa di disastrate, anarchiche esibizioni (sorta
di degenerazione alcolica e inselvatichita dei primi Hüskers), si ribattezzano con caustico sarcasmo
“I sostituti”. Si guadagnano pure
fama in quantità tale che la locale
Tw i n / To n e l i m e t t e s o t t o c o n t r a t t o
e v e l o c i s ’ a p p r o n t a i l d e butto Sor r y M a , F o r g o t To Ta k e Out The
Tr a s h ( Tw i n / To n e , 1 9 8 1 ; 7.4/10 ).
U n r e s o c o n t o a d e g u a t a m ente cao t i c o d e i g i o r n i a d o l e s c e n ziali, deci f r a t i i n u n h a r d c o r e m e n efreghista
l o n t a n o d a l l ’ i m p e g n o p o l i tico e dal
n a s c e n t e s t r a i g h t e d g e , come pure
d a l l o s v a c c o d e l l a C a l i f o rnia. Nes s u n a s p i a g g i a , q u i , p e r ripigliarsi
d a l l a s b o r n i a , p i u t t o s t o i l gelo dei
g r a n d i l a g h i e v e n t o e n eve che ti
s p u t a n o i n v o l t o p e r b u ona parte
d e l l ’ a n n o . I n m e n o d i m e zz’ora, tra
l e B a m b o l e n e w y o r c h e s i liofilizza t e d i C a r e l e s s , l ’ e p i c a stracciona
K i c k Yo u r D o o r D o w n e l a rutilante
R a i s e d I n T h e C i t y c i s i getta nella
m i s c h i a d i v e r g e n d o d a l l a media. Al
d i l à d i t i t o l i a u t o e s p l i c a t ivi come I
H a t e M u s i c e M o r e C i g a r ettes o un
p u g n o d ’ a s s a l t i a l l ’ a r m a bianca, ne
t r o v a t e i s e g n i n e l s e n s o del detta g l i o c h e , i n c r e d i b i l m e n t e rafforzato
d a l l ’ a p p r o s s i m a z i o n e e s e cutiva, di v e n t a v a l o r e a g g i u n t o a c ontrastare
il calligrafismo.
S u g l i s c u d i i l s o l i s m o d i Bob Stin s o n , m a p u r e l ’ a r t i c o l a t o c aracollare
d i I B o u g h t A H e a d a c h e , la premo n i t r i c e b a l l a t a d a M c G u i nn cinico
sentireascoltare 81
Classic
Johnny’s Gonna Die , i l C o u g a r o f feso in Shiftless W h e n I d l e c o s t i tuiscono le prove pi ù r i l e v a n t i . S u l
retro del babà “ramo n e ‘ n ’ r o l l ” I ’ m
In Trouble, scelto co m e s i n g o l o , s i
nasconde l’introvers i o n e d i I f O n l y
You Were Lonely , pr o n t a a p r e n d e re presto le luci dell a r i b a l t a .
Replica fulminea e a ff i l a t a , i l m i n i
Stink (Twin/Tone, 19 8 2 ; 7 . 0 / 1 0 ) d i chiara sfacciata e s c a r s a a u t o s t i ma che pare un “pr e n d e t e c i c o m e
siamo o fottetevi” ch e p i ù p u n k n o n
si può, come del re s t o l e i n c o n t e nibili Fuck School , G o d D a m n J o b
tà- suscita attenzioni al di fuori dei
confini dello stato e della base dei
fan. Un disco sperimentale, questo,
che inciampa con entusiastica gioia
e a l l a r g a g li o r i z z o n t i d e l l a b a n d , i n
ciò trovando la sua funzione. Nel
consueto sbraco che induce al sorriso (esilarante il falso medley beat l e s i a n o M r. W h i r l y) , t r o v a t e C l a s h
americani (Color Me Impressed, favolosa), torvi Nirvana con un lustro
d ’ a n t i c i p o ( Wi l l p o w e r ) , w a v e p o p
f r a g r a n t e e i n t u i t i v a ( W h i t h i n Yo u r
R e a c h ) , Wa l l O f Vo o d o o s e n z a
m e z z i ( B u c k H i l l ) , i n c r o c i t r a S t o-
h a r d c o r e p u n k e s a p o r i p o p , anni
’ 6 0 ( i B y r d s m u s c o l a r i d e l l a m a gni f i c a I Wi l l D a r e , o s p i t e l ’ a m m i r ato r e P e t e B u c k a l l a – m a n c o a d irlo
– d o d i c i c o r d e ; F a v o r i t e T h i n g ) e il
d e c e n n i o s u c c e s s i v o ( i l g l a m a ma r o g n o l o A n d r o g y n o u s ) , c u l t u r a pro l e t a r i a d ’ o l t r e o c e a n o ( B l a c k Dia mond: sdoganamento dei Kiss) e
r a ff i n a t i s c a p i c o l l a m e n t i ( We ’ r e Co m i n g O u t , To m m y G e t s H i s To n sils
O u t) . C r e a u n o s t i l e L e t I t B e, con
l a b e l l e z z a c r i s t a l l i n a d i U n s a t i s f ied
e S i x t e e n B l u e , e n o b i l i t a d i s p i rito
i n d i e l ’ A O R d i m o s t r a n d o p o s s i bile
e Kids Don’t Follow , c h e s i a p r e
sulla registrazione d e l l a p o l i z i a c h e
interrompe una fes t a . W h i t e A n d
Lazy sfoggia grand e m a t u r a z i o n e ,
in due minuti di scar t a v e t r a t o b l u e s
tra voce marinata n e l l a n i c o t i n a e
armonica deragliant e c h e s u l f i n a le si ricorda l’hard c o r e , l a d d o v e l a
rassegnazione di G o f u n g e i n v e c e
da ponte sul futuro. L a t a l e n t u o s a
mano di Westerberg h a d i f a t t i c o minciato a far altro o l t r e p o r t a r s i
alla bocca lattine e b o t t i g l i e : r i s u l t a to confuso però vital e è H o t e n a n n y
(Twin/Tone, 1983; 7 . 2 / 1 0 ) c h e - a l
di là dell’innegabile f r a m m e n t a r i e -
n e s e K i n k s (Tr e a t m e n t B o u n d ) .
Tu t t e i n t u i z i o n i b r i l l a n t i s s i m e , m a
che non lasciava di certo intuire il
balzo miracoloso che arrivò.
u n p r e s u n t o a b o m i n i o , s e n z a c h e il
t r u c c o r i s u l t i e v i d e n t e a n c h e a di s t a n z a d i a n n i . N e l l a v i c i n a C h i c ago
d ’ i n i z i o ’ 9 0 s e n e r i c o r d e r a n n o gli
U r g e O v e r k i l l, r i u s c e n d o a p a s s are
d a l l a c a s s a c o l p o r t a f o g l i o g o n f i o e,
g e r m o g l i o d i b e n a l t r o l i v e l l o , K urt
C o b a i n r a c c o g l i e r à v i a G a r y ’s Got
A B o n e r l a g r a n a v o c a l e d i P a ul e
a l c u n e g o c c e d e l s u o i n c h i o s tro.
Q u i , c i s i b l o c c a a l p l a u s o u n ani m e d e l l a c r i t i c a e a l c o n f i n o d e i miti
u n d e r g r o u n d . Tu t t a v i a , s o n o p ure
g i o r n i i n c u i l e m a j o r f i u t a n o l ’ a ffa r e e f a n l u s i n g h e : c a p i t a a n c h e ai
‘ M a t s , c o m e l o z o c c o l o d u r o d e i fan
82 sentireascoltare
O l d e r, B u d w e i s e r …
Angolo di un quadrato d’oro irripetibile nel “nuovo rock” a stelle
e strisce (Zen Arcade, il secondo
Meat Puppets e Double Nickels
On The Dime dei Minutemen gli
f a n n o c o m p a g n i a ) , L e t I t B e ( Tw i n /
To n e , 1 9 8 4 ; 9 . 0 / 1 0 ) è i l c a p o l a v o r o
insperato dei minneapolitani. Prodotto finalmente in modo appropriato, fonde con perfezione attitudine
Classic
li ha sopranno m i n a t i .
Si fa avanti la S i r e n e l 1 9 8 5 , e l ’ o b bligo contrat t u a l e o ff r e u n p r i m o
lavoro la cui s c r i t t u r a r e g g e i l c o n fronto col pre d e c e s s o r e e n e s e g u e
il solco con a l t r e t t a n t a m a t u r i t à .
Sono semmai l e s c e l t e p r o d u t t i v e ,
farina del sa c c o d e l l ’ e x R a m o n e
Tommy Erde l y i, a s t u p i r e i n Ti m
(Sire, 1985; 7 . 8 / 1 0 ) . F o s s e s t a t o
prodotto - com e d a p r o g e t t o i n i z i a l e
andato all’aria - d a A l e x C h i l t o n ( a i
cori nella stel l a r e L e f t O f T h e D i a l ) ,
vi ritroveremm o o g g i m e n o o m b r e
e opacità. La s c e l t a n o n d a n n e g gia affatto la c a l l i g r a f i a e l o f r e n a
dal divenire u n f r a t e l l o m i n o r e d i
Let It Be : le c o r d e m a l i n c o n i c h e d i
Here Comes A R e g u l a r e l a s o l a rità di Swingi n g P a r t y , l a b r i t a n n i ca Waitress In T h e S k y ( u n a n u o v a
Itchycoo Park ) e l a l i m p i d a K i s s M e
On The Bus , g l i a n t h e m l i r i c i H o l d
My Life e Littl e M a s c a r a a b b a g l i a n o
l’ascoltatore e t r a g h e t t a n o i l g r u p po nel pieno d e l l a t e m p e s t a a p p e n a
iniziata.
A ingannare i l t e m p o , e s c e l a c a s setta dal viv o T h e S h i t H i t s T h e
Fans (Twin/To n e , 1 9 8 5 ; 6 . 5 / 1 0 ) ,
sospesa tra d i v e r t i s s m e n t r i v e latore (tra le t a n t e , c o v e r d i L e d
Zep, Sabbath, H i t c h c o c k e O n l y
Ones…) e bo o t l e g u ff i c i a l e .
Critica ai loro p i e d i , i N o s t r i s e n e
fregano e sen t i t e c o s a c o m b i n a n o ,
canaglie in sb r o n z a o r m a i p e r e n n e :
al Saturday N i g h t L i v e s i p r e s e n tano gonfi co m e s p u g n e e We s t e r berg spedisc e u n “ f u c k ” i n d i r e t t a
nelle case de g l i a m e r i c a n i ; i l m a g -
ni. Alla richiesta di un video che li
lanci su MTV (che oggi li vedrebbe
in rotazione continua), tirano fuori
- per l’inno sempiterno Bastards of
Yo u n g – u n a s i n g o l a r i p r e s a , a t e l e camera fissa, di uno stereo acceso.
Si sarebbero schiantati, da tanto
andavano all’impazzata verso un
muro, come ogni “dropout” di periferia ha sognato almeno una volta
e qualcuno davvero ha fatto. Solo
che, con qualche soldo in più a dis p o si z i o n e , a u m e n t a n o l e r e s p o n s a b i li t à e t o c c a c r e s c e r e o – i n u n
certo senso - morire. Bob s’è preso
una pericolosa cotta per la droga e
non ci sta proprio più (si dice che
a m o l t e s e s s i o n d i Ti m n o n p a r t e cipò), così che gli altri, al fatidico
bivio di cui sopra, optano per una
r i p u l i t a . F i n i t a l a t o u r n é e d i Ti m ,
il chitarrista è messo alla porta e
s o s t i t u i t o d a S l i m D u n l o p. C o n l u i
sparisce una fetta consistente di
m a g ia , q u e l l ’ e l e t t r i c i t à c r e a t i v a t r a
due poli che rappresentava la grand e z za d e i R e p l a c e m e n t s . L a b a n d
che scampa per un pelo all’autodistruzione, è - nonostante un disco
a s s ai b u o n o e a l t r i d i g n i t o s i - u n a
f a c c e n d a a s s a i d i ff e r e n t e . C o m e s i
dice, un’altra storia…
giore degli S t i n s o n a r r i v a s o v e n t e
sul palco ves t i t o d i s o l i p a n n o l i n i ;
i concerti si t r a s f o r m a n o i n d e l i r i ,
i quattro che a m a l a p e n a s i r e g gono in piedi e f i n i s c o n o l e c a n z o -
sentireascoltare 83
Classic
(Some italian) post-punk
di Gaspare Caliri e Stefano Pifferi
Nell’era del revival n e w - w a v e , l a
neo-rinata Spittle Re c o r d s r i s t a m p a
due raccolte dei pr i m i a n n i ’ 8 0 . I l
solito ritorno alle o r i g i n i d e l p o s t punk anglosassone? N o , l a s u a v e rsione tutta italiana, t r a e m u l i d e l l a
prima ora e tracce d i n o s t r a n a p i o nieristica inventiva. Ta n t o c h e , c o n
perfe tto tempismo, l a A l m a d e d i c a
un generoso box ai F r i g i d a i r e Ta n go. Alla faccia di Sim o n R e y n o l d s .
Sfogl iando l’ultimo l i b r o d i S i m o n
Reynolds, Post-pun k – d i c u i p r e sto parleremo –, s i n o t a u n ’ a s senza. In fondo al l i b r o , R e y n o l d s
aggiunge un’appen d i c e d e d i c a t a
alle scene naziona l i c h e e s u l a n o
dal circuito principa l e t r a t t a t o n e l le pagine precedent i , c i o è i l R e g n o
Unito e gli USA. Ovv i a l a n e c e s s i t à
di trattare la Germa n i a , c o m e f o r se anche il Brasile (l o d i m o s t r a u n a
compilation funky- n o - w a v e d e l l a
solita Souljazz Reco r d s ) , m e n o o v vie a ltre inserzioni. M a d a l l ’ e l e n c o
manca l’Italia. I casi s o n o d u e : o l a
scena nostrana era d a v v e r o p o v e ra, oppure Reynolds n o n n e h a p a r lato semplicemente p e r c h é n o n n e
conosce i tratti con l a s t e s s a ( i m pressionante) dovizi a d i p a r t i c o l a r i
con cui domina le al t r e .
Sarà un caso ma son o a p p e n a u s c i t i
due dischi che, a qu e s t o p r o p o s i t o ,
non ci possono lasci a r e i n d i ff e r e n t i .
Li produce la Spittle R e c o r d s , e t i chetta di culto vent ’ a n n i f a , q u a n do pubblicava vinili ( s p e s s o a t i r a tura limitata) di wav e , d a r k e E B M
– oggi ricostituitasi, n e l l a s p e r a n z a
di us cire dal tunnel d e l d i m e n t i c a toio; per farlo ci co n s e g n a q u e s t i
due CD con tanto di g u s t o s i b o o k l e t
farciti di recensioni e r i f l e s s i o n i c h e
fanno gola ai prosel i t i d i S i m o n .
Si tratta infatti di du e c o m p i l a z i o n i
d’antan (all’epoca us c i t e s u E l e c t r i c
Eye) promosse e ra c c o l t e d a l R o c -
84 sentireascoltare
kerilla dei primi ’80, che rappresentarono il “punto” di quel rock italico
che rifiutava la catacresi commerciale e cantautorale che narcotizzava la musica tra ’70 e ’80 – come
fa anche adesso.
Indirizziamo il pensiero ad allora.
In Italia esistevano molte ragioni
per agognare una svolta musicale;
se altrove il mostro da combattere
era la old wave del “rock”, da noi
gli avversari consistevano anche
nei prosecutori della tradizione napoletana (nel miserrimo travestimento sanremese, tra gli altri), che
diramava le sue propaggini secolari
s p a c c i a n d os i c o n l e v a r i e f o r m e d e l
“ p o p ” . L’ u n i c a v a l i d a a l t e r n a t i v a e r a
stato il progressive. Ma ricordiamoci che, ancora nel 1979, la PFM faceva gli arrangiamenti ai concerti di
De André. Brava gente, per carità.
M a v e c c h i um e .
Già qualche anno dopo, tuttavia,
nell’autunno del 1982 – quando
esce Gathered, la prima delle due
r a c c o l t e c he r e c e n s i a m o – q u a l c o sa è avvenuto. Il punk, certo, ma
non solo. Lo testimonia la scelta
dei titoli della compilation, che non
ricade strettamente nel bacino del
punk, ma nelle vicissitudini che gli
sono succedute, chiamatele postpunk o new wave, poco importa.
Il motivo è sicuramente cronologico – pur essendo l’Italia in patologico ritardo, dall’esplosione londinese sono comunque passati sei
anni. Ma il punk ha fatto in tempo
a ritagliarsi un ruolo definito, ovvero quella militanza fuori partito e
anti-istituzionale, alla maniera dei
Crass, che lo rende appannaggio
del conflitto sociale, meno che della ricerca intellettuale - prerogativa, invece, del post-punk.
N e l l ’ i n d i ff e r e n z a g e n e r a l e d e i m a s s
media, fanzine come Rockerilla
sentono invece la missione di pro-
v a r e u n s e r i o g i o r n a l i s m o m u s i c ale,
i n m o d o d a s o s t e n e r e l o s v i l u ppo
d e l l a s c e n a i t a l i o t a e p r o m u o v e rne
l ’ a s c e s a a l i v e l l o i n t e r n a z i o n ale.
C o n q u e s t e p r e m e s s e , è l e c i t o s up p o r r e q u a n t o u n a t a l e r i v i s t a a v e sse
m e n o a c u o r e u n a b a t t a g l i a s o c i ale
rispetto a un suono nuovo.
G a t h e r e d è c o s ì d e d i c a t a a l l a n uo v a o n d a t a d i g r u p p i c h e s o n o r i u sci t i a c o n q u i s t a r e u n a c e r t a n o t o r i età
( s e p p u r e n e l l ’ u n d e r g r o u n d ) e c h e si
p o s s o n o g i à d i r e “ r a p p r e s e n t a t i vi”.
L a p r i m a c o n s e g u e n z a è l ’ i m p r es s i o n e , a l p r i m o a s c o l t o o d i e r n o , di
u n a s c o p i a z z a t u r a g e n e r a l i z z ata
d e i m o d e l l i i n g l e s i o a m e r i c a n i . Ma
f a c c i a m o f i n t a , p e r u n m o m e nto,
d i u s c i r e d a i p o s t u m i d e l l a s b o r nia
d e l r e v i v a l n e w - w a v e d e g l i u l t imi
a n n i ; p r o v i a m o a i n s i n u a r c i nel l a p r o f o n d i t à d e l t e m p o . D i v e r s i ci
a p p a r i r a n n o , q u e s t i g r u p p i , s e p en s i a m o c h e s o n o s t a t i t r a i p r i mi a
i m p o r t a r e p u n k e n e w w a v e e s t eri.
S e p r o p r i o n o n v o g l i a m o c h i a mar l i p i o n i e r i , c e r c h i a m o c i c a p a c i tar c i d e l l ’ i m p a t t o d i n o v i t à c h e h a nno
p r o v o c a t o , s o p r a t t u t t o n e i l i v e ; dal
v i v o ( o v v e r o n e l m o d o p i ù f r u i b ile)
questi musicisti hanno lavorato a
u n m i n i m o c o m u n e d e n o m i n a t ore
d a c u i a v e r e l a p o s s i b i l i t à d i r i par t i r e , c o n d i c i o s i n e q u a n o n d ella
c r e a t i v i t à , p u r c h é s e n z a t r a d i z i one
i t a l i a n a , g r a d o z e r o d i u n a n u ova
stagione musicale.
C o s ì t o r n a n d o a G a t h e r e d , h a un
s a p o r e d i v e r s o p e n s a r e a l suo
s g u a z z a r e n e l f u n k b i a n c o e nel
m o n d o d e i J o y D i v i s i o n – e so p r a t t u t t o d e l l a v o c e d i I a n C u r tis.
Ve n i c e d e g l i S t a t e O f A r t s v i l u ppa
s u u n a b a s e f u n k n e w y o r k e s e una
p a r t e v o c a l e c h e s a r e b b e s t a t a per f e t t a p e r i l C u r t i s d e l l ’ i m m e d i ato
d o p o - Wa r s a w . S t e s s o d i s c o r s o per
g l i X - R a t e d ( To k y o A l e r t ) . I Vi c t riol a h a n n o c h i t a r r e p i ù c h e i m p a r en -
Classic
tate ai Cure d i F a i t h. L a c a n t a n te degli Styl e S i n d r o m e r i c o r d a ,
senza nessun a d i ff i c o l t à , l a s o l i t a
Siouxsie.
Di mezzo agl i e m u l i , p e r ò , c i s o n o
già lampi est r a n e i d a l l ’ a n d a z z o . I
Not Moving, c o n u n r o c k a b i l l y d a
thriller eroinic o ( B a r o n S a m e d i ) s u
tastiere elettr o n i c h e ( e v i p e n s i a -
sopra è stato raggiunto e superato,
e si provano le varianti – tanto che,
in un’intervista, i Rinf (tra le cose
migliori di questa compilation) arrivano a dichiararsi “disgustati” dal
fatto che tutti si limitassero a fare
f u n k y.
Ma, insieme al funk, Body Section
perde anche un po’ di freschezza.
v a n o g i à m u o v e n d o ) a r r i veranno i
C C C P , r i m a s t i z i t t i f i n t a n toché non
h a n n o a v u t o i n m a n o l a formula
p r e t t a m e n t e i t a l i a n a – anzi, emi l i a n a – d e l p u n k m i t t e l e uropeo. E
s i c r e e r a n n o n u o v e a ff i n i tà, nuove
d i v e r g e n z e . M a c i v o r r e b be un’altra
c o m p i l a t i o n , p e r p a r l a r n e. O chis sà, magari un boxset…
mo, o Suicide) . O a d d i r i t t u r a i D e a th SS , grupp o h e a v y - m e t a l b a f o mettiano – ed è i n t e r e s s a n t e n o t a r e
come l’ atmos f e r a o s c u r a l i f a c e s se confluire in u n p a r a g o n e c o n l o
standard dark , g i à a l l o r a a s s e s t a t o .
E poi Haiti Bl u e s , i l w i t z j a z z - w a v e
degli Eazy Co n , c h e r i p e t e u n ’ i d e a
del sassofono ( m e m o r e d i S o n n y
Rollins) sopr a u n a d r u m m a c h i n e
e una calda v o c e t r a n s g e n d e r. I
Pankow. E, p e r c o n c l u d e r e , i D i r t y
Actions , tra l e p r i m e b a n d a d a f facciarsi al po s t - p u n k , c o n u n a p a r ticolarità: can t a n o l a l o r o B a n d a n a
Boys nella lin g u a d i D a n t e .
Quest’ultima n o t a f e c e s t o r c e r e i l
naso a Camp o , S o r g e e s o c i . L a
prima forma d i a p p a i a m e n t o c o n g l i
anglosassoni, i n f a t t i , d o v e v a e s s e re la lingua; t r o v i a m o , t r a l e r e c e n sioni di allora , p a r o l e i n g l e s i e n o n
più ridicoli in g l e s i s m i , e , a p r o p o sito di casi c o m e q u e l l o d e i D i r t y
Actions, qua l c h e r e c r i m i n a z i o n e
linguistica – a s f a v o r e d e l l ’ i t a l i a n o
– da riscatta r e c o n l a m u s i c a . L o
stesso attegg i a m e n t o a c c o l s e d u e
delle band ch e s p o s t a r o n o i l b a r i centro di inter e s s e d a G e n o v a a F irenze, Diafra m m a e L i t f i b a, l e d u e
componenti p i ù f a m o s e ( c o l s e n n o
di oggi) che c o m p a i o n o s u B o d y
Section, la s e c o n d a u s c i t a c h e
trattiamo. È p a s s a t o s o l o u n a n n o ,
da Gathered ( s i a m o a l l a f i n e d e l
1983) – ma q u e l g r a d o z e r o d i c u i
Divisa in due parti – la “Blue Section”, più “soft”, e la “Red Section”,
p i ù sp e r i m e n t a l e – s e g n a l ’ i n g r e s s o
d i u n a p e s a n t e z z a d i l a y e r, s y n t h ,
e quelle che sarebbero diventate le
“solite tastiere”. Il post-punk si sta
tramutando in dark-wave (è il caso
d i Va n i t y F a i r d e i F r i g i d a i r e Ta ngo – di cui parliamo più in basso,
oppure di Dreamtime Comes dei
K i r l i a n C a m e r a ) ; g i à s i a ff a c c i a i l
synth-pop (si ascoltino i Jeuness e D ’ I v o i r e d i A G i f t O f Te a r s, p e r
a v v er t i r e i l p a s s a g g i o , o i M o d o d i
Eyes In The Mirror, per il punto di
non ritorno).
Rimane, certo, la tensione, la perturbazione delle idee; lo è il boog i e v i o l e n t o d e i Vo v R e i , d a l t i t o l o
Fear, che sembra uscire dritto dai
Bauhaus di In The Flat Field –
dopo un’intro alla Spacemen 3 (!).
E, sopra a tutti, si stagliano le costruzioni dei Die Form (anima della “Red Section”), presentati come
miscela industriale che ricorda
S h e ff i e l d t a n t o q u a n t o l e p a r a b o l e
s c h i z z a t e d e l P o p G r o u p. C i ò c h e
sembra spazzato via è la veemenza irriflessa del punk; ciò che si fa
strada è la raffinatezza.
Che sia questa la strada dell’emancipazione, dopo la dovuta assimil a z i on e a i p a d r i – a n z i , a i f r a t e l l i
più grandi? Come ogni generalizzazione, è pronta la smentita. Siamo
n e l 1 9 8 3 . L’ a n n o d o p o ( m a s i s t a -
Gaspare Caliri
F r i g i d a i r e Ta n g o – T h e F r e e z e r
Box – The Complete 1980-1985
(Alma Music / Materiali Sonori
Associated, 2007)
L a f i n e d e i ’ 7 0 e g l i i n i z i degli ’80
f u r o n o v i s s u t i i n I t a l i a c o n lo stess o s p i r i t o p i o n i e r i s t i c o c o l quale si
m u o v e v a n o i c o n q u i s t a t o ri del Far
We s t . L’ I t a l i a e r a b o m b ardata da
v o c i d i u n “ t e s o r o ” n a s c o sto al di là
d e i c o n f i n i m u s i c a l i r i s t r etti e con f o r m i s t i d e l l a p e n i s o l a ; i messaggi
c h e a r r i v a v a n o d a o l t r e manica (e
i n m i s u r a m i n o r e d a o l t reoceano)
c r e a v a n o a s p e t t a t i v e n o n più sop p o r t a b i l i p a s s i v a m e n t e . Troppo for t e e r a l ’ e c o d i u n n u o v o movimento
c h e s f r u t t a v a l ’ o n d a l u n g a del punk.
Tr o p p o f o r t e e r a i l r i c h i amo della
nuova onda.
F u c o s ì c h e a l c u n i t e m e rari avan g u a r d i s t i i n t r a p r e s e r o u n difficolto s o p e r c o r s o t r a ‘ z i n e s a utoprodot t e , m a s s o n i c h e r e l e a s e i n vinile o
c a s s e t t e e u n a g r o s s i s s i ma dose di
incoscienza.
C r e b b e c o s ì u n a g e n e r a zione che,
n u t r e n d o s i d e g l i i n s e g n a menti so s t a n z i a l m e n t e p u n k ( i l d.i.y. in n a n z i t u t t o , m a a n c h e l ’ i d ea di una
m u s i c a d i e p e r t u t t i ) , preparò il
t e r r e n o p e r t u t t o i l r o c k a venire,
c o n i u g a n d o q u e l l a v o l o n t à espres s i v a i n f o r m e a r t i s t o i d i , a v anguardi -
sentireascoltare 85
Classic
stiche, a volte raffin a t e .
Frigidaire Tango a p p a r t e n n e r o a
quella stirpe di pio n i e r i d a i n o m i
stravaganti ( Gazne v a d a , C o n f usional Quartet, ecc ) e d a l l ’ a p p e a l
esotico ( Diaframma , L i t f i b a, N e o n,
ecc). E come molti d i q u e i p i o n i e ri anch’essi ebbero u n a v i t a t a n t o
breve quanto intens a . D i e d e r o a l l a
luce un album compi u t o e p o c o p i ù ,
parte ciparono a mo l t e d e l l e p r i m e
compilation che inon d a v a n o i l m e r cato italiano tentand o d i f o t o g r a f a r e
un mondo in divenire ( v e d i a p p u n t o
Body Section e Ga t h e r e d ) e f u r ono protagonisti di nu m e r o s i , i n c e n diari live (di cui uno c o m e s u p p o r t o
ai Sound).
Questo lussuosissim o b o x r i m e t t e
ordine nella framme n t a t a e s i s t e n z a
del gruppo di Bassa n o d e l G r a p p a
e si inserisce in una l i n e a d i r i s c o perta delle origini d e l l ’ I t a l i a w a v e s
molto trasversale c h e h a v i s t o f inora riesumati in ot t i m i b o x g r u p p i
fondamentali come N e o n , P a n k o w
ecc.
In The Freezer Box s o n o r a c c o l t i
praticamente tutti i p a s s i u ff i c i a l i d e l
gruppo veneto. Nel p r i m o c d t r o v i a mo l’unico album uffi c i a l e T h e C o c k
(Young Records, 198 2 ) , i m p r e z i o s i to da un paio di ine d i t i ( D o n ’ t K i l l
Time e This Days ’78 ) ; n e l s e c o n d o
86 sentireascoltare
i l m i n i - l p R u s s i a n D o l l s ( F T, 1 9 8 3 )
più il materiale inedito che avrebb e d o v u t o fo r m a r e i l m a i p u b b l i c a t o
secondo album. Nel terzo cd infine
si ha la possibilità di apprezzare i
live del gruppo: in primis il concerto tenuto alla Biennale Mediterranea del 1985 in quel di Barcellona,
p i ù v a r i a l tr i p e z z i r e g i s t r a t i i n d i verse occasioni. Ad impreziosire il
già appetibile box, contribuisce un
bel booklet di 50 pagine con foto,
c r o n o l o g i a , d i s c o g r a f i a e t e s t i . Vi vamente consigliato sia per riscoprire un gruppo che come pochi altri era riuscito a condensare in sé il
mondo che dai Roxy Music andava
f i n o a l P o p G r o u p, p a s s a n d o p e r i
J o y D i v i s i o n, s i a p e r c o m p r e n d e r e l e d i n a mi c h e d i u n p e r i o d o t a n t o
ingenuo quanto vivace e prolifico.
(7.0/10)
Stefano Pifferi
Classic
sentireascoltare 87
Classic
Cl a ssic album
J a c k – P i o n e e r S o u n d t r a c k s ( To o P u r e , g i u g n o 1 9 9 6 / S p i n n e y,
marzo 2007)
Bene merita Too Pure , i l c u i c a t a l o g o m e r i t e r e b b e u n a p r e p o t e n t e r i s c o p e r ta, al la luce dell’imp r e s s i o n a n t e m e d i a q u a l i t a t i v a d e l l e p u b b l i c a z i o n i a n n i
Novanta. Pioneer S o u n d t r a c k s d e i J a c k n e l l ’ e s t a t e d e l 1 9 9 6 r i s c o s s e
pure un discreto suc c e s s o a l t e r n a t i v o g r a z i e a l l a s p i n t a d i M e l o d y M a k e r,
ma il filtro del tempo è s t a t o s p i e t a t o . P e s c a t e p u r e o g g i f r a g l i i n t e n d i t o r i
del brit-pop: ben poc h i s e n e r i c o r d e r a n n o .
Non è stata poca la s o r p r e s a n e l l ’ a p p r e n d e r e d a l l o s t e s s o A n t h o n y R e y nolds - ex-leader, c h e c o n t i n u a a t u t t ’ o g g i l a s u a a t t i v i t à d i m u s i c i s t a e
critico - che l’album s a r e b b e u s c i t o n e i p r i m i m e s i d e l 2 0 0 7 s u S p i n n e y R e cords, con relativa m e s s e d i b o n u s t r a c k ( b - s i d e , l i v e , d e m o , e c c e t e r a ) .
Prodotto da Peter Wa l s h ( g i à c o n S i m p l e M i n d s e S c o t t Wa l k e r ) , P i o n e e r
Soundtracks è uno d e i p r o b a b i l i v e r t i c i d e l l a s t a g i o n e b r i t . O p e r a c o m plessa e stratificata, t u t t a o r p e l l i e d i c o t o m i e : a r i t m i s o s t e n u t i c h e p o t r e b b e r o t r a s m e t t e r e s c a r i c h e d ’ a d r e n a l ina
oppone arrangiamen t i l i q u i d i , c h e i m m e r g o n o i b r a n i i n u n a s o r t a d i l o u n g e - m u s i c d i f i n e s e c o l o ; a l c r o o n i n g e
ai parlati di Reynold s, c h e l a s c i a n o i n t u i r e p a r e n t e l e c o n c e r t o c a n t a u t o r a t o m a l e d e t t o , o p p o n e o r c h e s t r a z i o ni e
rintocchi d’estrazion e c i n e m a t i c a .
Tenete a mente ques t i i p u n t i , e c o n s i d e r a t e l i i l c o l l a n t e p e r u n d i s c o c h e p o t r e b b e a p p a r i r e s c o o r d i n a t o e d i so mogeneo (e non lo è a ff a t t o ) .
Reynolds ama Bowi e e Wa l k e r, n o n n e f a s e g r e t o , m a n u t r e a m m i r a z i o n e a n c h e p e r J a r v i s C o c k e r , a g i u d i c are
il rac contare mortife r o d i O f L i g h t s ( r i c o r d a t e I S p y? ) : “ B e a u t i f u l s t o r i e s f o r u g l y c h i l d r e n ” a m m o n i s c e i l N o stro
nel momento più su g g e s t i v o d i q u e s t a d i l a t a t a n o n - c a n z o n e , s o r r e t t o d a b a t t i t o m o t o r i k q u a s i - N e u ! , v i o l i n i da
camera che si lamen t a n o a l l ’ o m b r a d e i r i f l e s s i c h i t a r r i s t i c i , c o r i e s t a t i c i c h e v a n n o e v e n g o n o . Wi n t e r c o m e s u m mer
è un assalto di brit-p o p c h i t a r r i s t i c o c o n c a n t o i mp o s t a t o a l l a M a r k E . S m i t h , l e c u i a s p e r i t à v e n g o n o s m o r z ate
dalle atmosfere dei s y n t h a n a l o g i c i e d a l l a d e l i c a t a c o r a l i t à d e l r i t o r n e l l o . W h i t e J a z z , c o n t e s a f r a s y n t h e a r chi
(rispettivamente su s t r o f a e r i t o r n e l l o ) c r e a n e l l ’ a s c o l t a t o r e l a s e n s a z i o n e d i u n i n c i d e n t e P u l p / L e f t B a n k e che
è sintesi di quattro d e c e n n i p o p . B i o g r a p h y o f a F i r s t S o n, a g i t a t a e s c a t t a n t e , l a m b i s c e l a p a t i n a e v o c a t i v a dei
Chur ch , mentre il de n s o e c h e g g i a r e c o u n t r y d i H o p e I s a L i a r m u t a i B i g S t a r d i H o l o c a u s t i n u n g u s t o s o t r a m o nto
hawa iano. I Didn’t M e a n I t M a r i e , b a l l a t a g o n f i a d i a r c h i e d i s t o r s i o n i , a l t e r n a m o m e n t i d i g r a n d e t e n s i o n e ( co struiti su una subdol a s e n s a z i o n e d ’ a t t e s a ) a s f o g h i d e l l a s t e s s a t r a m i t e i n s e r t i d i b a t t e r i a , m e n t r e i n F. U . a n cor
di più si fatica a dist i n g u e r e f r a a m b i e n t , c o l o n n a s o n o r a d a f r o n t i e r a a m e r i c a n a , b r i t - p o p e q u a n t ’ a l t r o .
Momenti simili sono s p e c c h i o f e d e l e d e l l a c r e a t i v i t à o n n i v o r a d i R e y n o l d s , d i l ì a b r e v e a g i t a t o s i n e l p r o g etto
Jacques , fra limbi n e w - a g e e o s c u r i t à e l e t t r o a c u s t i c h e d e g n e d i D a v i d S y l v i a n.
Storie di grande inte r e s s e , a n c h e s e f o r s e i l g e n i o e s p r e s s o i n P i o n e e r S o u n d t r a c k s r i m a n e i n s u p e r a t o .
Federico Romagnoli
88 sentireascoltare
Classic
Robert Wyatt – Rock Bottom (Virgin, 1974)
D o p o l ’ e s p e r i e n z a d e i S o f t M a c h i n e e l a p a r e n t e s i ( c h i u s a e quasi ria p e r t a ) a l t r e t t a n t o f e l i c e d e i M a t c h i n g M o l e, c h e s i a g g i u n g e v a all’esordio
s o l i s t a T h e E n d O f A n E a r ( 1 9 7 1 ) , R o b e r t Wy a t t e r a g i à i l mentore, il
“ c a p o s p i r i t u a l e ” d i q u e l l a s o r t a d i “ s c u o l a ” d e l r o c k s p e r i m e n t ale, fucina
d i t a l e n t i d e l p r o g r e s s i s m o / p r o g r e s s i s t a c h e e r a d i v e n t a t a l a scena di
C a n te r b u r y.
E ’ p r o p r i o n e l l ’ a n n o d i u s c i t a d e l s u o p r i m o a l b u m c h e Wy a t t c omincia a
l a v o r a r e a l m a t e r i a l e d i R o c k B o t t o m , p e n s a n d o a l m a r e i n u n a Venezia
g i à m u s a i s p i r a t r i c e p e r l u n g h i s e c o l i . Tr e a n n i i n c u i s i a n n i da l’espe r i e n z a d e i M a t c h i n g M o l e , s o r t a d i c o n t i n u a z i o n e d i q u e i S o f t M achine dal
d e s t i n o o r m a i s e g n a t o d o p o i l d e f i n i t i v o a b b a n d o n o d e l c r e a t i vo batteri s t a : d u e b e l l i s s i m i a l b u m ( M a t c h i n g M o l e e L i t t l e R e d R e c o r d ) e, dopo il
m o m e n t a n e o s c i o g l i m e n t o , l ’ i m m e d i a t a r e u n i o n n e l 1 9 7 3 e i l t e rzo album
in cantiere. M a s a r e b b e s u c c e s s o q u a l c o sa d i l ì a p o c o , n e l g i u g n o d e l l o s t e s s o a n n o , c h e a v r e b b e cambiato
radicalmente l a v i t a d e l m u s i c i s t a i n g l e s e e , d i c o n s e g u e n z a , a v r e b b e d a t o u n o s c o s s o n e a t u t t o c i ò che girava
attorno al suo m o n d o . D u r a n t e u n p a r t y, u b r i a c o , Wy a t t c a d e d a l t e r z o p i a n o d i u n a p a l a z z i n a e r i m a n e p aralizzato
dalla cintola i n g i ù . D o v r à p a s s a r e i l r e s t o d e l l a s u a v i t a s u u n a s e d i a a r o t e l l e , d e s t i n o m o s t r u o s o p e r un uomo
e ancor di più p e r u n b a t t e r i s t a .
E’difficile esp r i m e r e q u a l s i a s i p a r e r e s u R o c k B o t t o m s e n z a f a r e r i f e r i m e n t o a q u e s t o t r a g i c o e p i s o d io, che ha
inciso in mani e r a i n d e l e b i l e e f o r t e s u l l a p e r s o n a l i t à u m a n a e d a r t i s t i c a d i R o b e r t Wy a t t . C o m e l u i s t e s so ebbe a
dire: “In Rock B o t t o m e n e l l e c o s e s u c c e s s i v e m i r i c o n o s c o m a i l m i o I o a d o l e s c e n t e , i l b i p e d e b a t t e r ista… non
lo ricordo e n o n l o c a p i s c o . M i c o s t a f a t i c a p a r l a r e d i c o m ’ e r o p r i m a ; ( … ) v e d o l ’ i n c i d e n t e c o m e u n a specie di
linea di netta d e m a r c a z i o n e t r a l a m i a a d o l e s c e n z a e i l r e s t o d e l l a m i a v i t a ” .
E in effetti, la s u a m u s i c a c a m b i a r a d i c a l m e n t e e i n m a n i e r a i r r e v e r s i b i l e d o p o l ’ i n c i d e n t e e q u e s t o s p l endido al bum, notturno e p a c a t o , r i f l e s s i v o e p r o f o n d o c o m e i l m a r e , l o n t a n o a n n i l u c e d a l j a z z - r o c k d a d a i s t a d e gli esordi,
è la prima tes t i m o n i a n z a d i q u e s t a t r a s f o r m a z i o n e .
Abbandonata l a b a t t e r i a , Wy a t t s i d e d i c a a l l e t a s t i e r e e a l p i a n o f o r t e e r a c c o g l i e a s é u n a f o r m a z i o n e di amici e
colleghi che n o n h a n n o b i s o g n o d i p r e s e n t a z i o n i , t r a c u i M i k e O l d f i e l d ( c h i t a r r a ) , H u g h H o p p e r ( b a s so) e Fred
Frith alla viol a . I n c a b i n a d i r e g i a s i e d e u n a l t r o p e r s o n a g g i o , d i s i c u r o i l p i ù n o t o : i l b a t t e r i s t a d e i P ink Floyd
Nick Mason. I n e v i t a b i l i l e i n f l u e n z e d e l l ’ i l l u s t r e p r o d u t t o r e , e v i d e n t i n e l l e d i l a t a z i o n i p s i c h e d e l i c h e d ell’organo
in Alifib o nei t r a t t i p i ù m a r c a t a m e n t e f l o y d i a n i d i A L a s t S t r a w . C o n l a d i ff e r e n z a c h e a t e s s e r e l e melodie, a
organizzare la m a t e r i a m u s i c a l e e a d e s p r i m e r l a è s e m p r e i l g e n i o d i Wy a t t , c h e g i o c a c o n l a s u a d e b o le e acuta
voce, spesso u t i l i z z a n d o o n o m a t o p e e e n o n s e n s e p e r u s a r l a c o m e s e f o s s e u n o s t r u m e n t o p u r o .
Anche se non è e s p l i c i t a t o n e i t i t o l i , R o c k B o t t o m p u ò e s s e r e i n t e s o c o m e u n a g r a n d e s u i t e , d o v e p i ù c he di brani
si farebbe me g l i o a p a r l a r e d i m o m e n t i . M o m e n t i c h e r i t o r n a n o ( L i t t l e R e d R i d i n g H o o d H i t T h e R o a d ) , altri che si
dissolvono ne l n u l l a ( S e a S o n g ) , m a t u t t i co l l e g a t i d a u n f i l o r o s s o r a p p r e s e n t a t o d a l c a r a t t e r e d i q u e sto disco,
intriso di dolc e t r i s t e z z a . S o l o L i t t l e R e d R id i n g … , c o n i l s u o s p a s m o d i c o i n c e d e r e , i f i a t i e l a b a t t e r i a in eviden za e il sound m a s s i c c i o e s f a s a t o , r i e v o c a , c o m e i n u n d e j a - v u , u n p a s s a t o g i à l o n t a n o e i r r i c o n o s c i b i l e, eppure
così tremenda m e n t e p r o s s i m o . D a q u e s t o i n c o n t r o - s c o n t r o t r a p a s s a t o e p r e s e n t e n a s c e v a i l n u o v o Wyatt, il più
maturo, il più s o l i t a r i o . I l p i ù g e n i a l e .
Daniele Follero
sentireascoltare 89
INLAND EMPIRE
di Antonello Comunale
l a s e ra d e l l a p r i m a
a c u r a d i Te r e s a G r e c o
Oltre Mulholland Dr i v e c ’ è I n l a n d
Empire (INLAND EM P I R E … ) , i n u n a
Los Angeles, quella d i D a v i d Ly n c h ,
che sembra avere u n a g e o g r a f i a
ignota, dove i quart i e r i s o m i g l i a n o
a scatole cinesi ch e c o n t e n g o n o
a loro volta altre s c a t o l e c i n e s i .
Oltre Mulholland Dr i v e c ’ è u n f i l m
che ripiega il piano n a r r a t i v o p i ù
e più volte come f o s s e u n f o g l i o
di carta su cui re s t a n o i m p r e s s i
i segni precedenti . A m p i a m e n t e
preceduto
da
un a
campagna
stampa che lo defin i v a c o m e i l p i ù
sperimentale dei su o i f i l m e c h e
dalla preview vene z i a n a l a n c i a v a
i consueti aneddoti d i f r o n t i b e n
divisi tra entusiasti e c o n t e s t a t o r i ,
l’ultimo Lynch si lan c i a s u l l e g e l i d e
ali del digitale, oltr e l ’ a n c o r a g g i o
alla
narrazione
lineare
come
presupposto per la v e r o s i m i g l i a n z a .
E’ qu esta senza tant i g i r i d i p a r o l e ,
90 sentireascoltare
la caratteristica fondamentale di
INLAND EMPIRE: andare sempre più
vicini alla grammatica dell’onirico,
s c o m p o n e nd o l a n a r r a z i o n e i n
tanti frammenti apparentemente
inconciliabili l’uno con l’altro.
Il procedimento non è nuovo in
Ly n c h e d e l r e s t o n e s s u n o c o m e
lui è arrivato così vicino a mimare
l’inspiegabile e caotica amalgama
di visioni che chiamiamo sogni.
In quest’ottica INLAND EMPIRE
può essere preso per il film più
lynchano di sempre e una summa
di tutto quanto fatto fino ad ora
dal regista americano. Ritroviamo
v o l t i c o n so n i n e l s u o c i n e m a
(Laura Dern, Harry Dean Stanton,
Justin Theroux, Grace Zabriskie,
Laura Harring) e segni tipici (la
stanza, il messaggero/oracolo, le
tende di velluto rosso, i conigli, i
simboli indecifrabili, il ritorno dei
p e r s o n a g g i s p o s t a t i d i s i g n i f i c a to).
Quello di INLAND EMPIRE non è
l ’ i m p e r o d e l l a m e n t e , m a i l r e gno
d e l d e j a v u , i n t e s o l e t t e r a l m e nte
c o m e q u e l l a s e n s a z i o n e s t o r t a che
s e m b r a r i p r o d u r r e q u a l c o s a d i cui
si è già fatto esperienza.
N i k k i G r a c e v i e n e s c r i t t u r a t a nel
r u o l o d i p r o t a g o n i s t a d i u n f ilm
i n t i t o l a t o I l b u i o c i e l o d e l d o m ani .
Nel suo “effetto notte” hollywoodiano
Ly n c h s i d i v e r t e a p r o s e g u e la
c r i t i c a s t r i s c i a n t e a l l ’ i m p e r o d ello
s t a r s y s t e m i n i z i a t a c o n M u l h o l l and
D r i v e , m a s o p r a t t u t t o c o n i l l o g oro
m e c c a n i s m o d e l f i l m d e n t r o i l f i lm,
i n i z i a c o n f a c i l i t à l a c a d u t a l i b era
n e l c u b o d i r u b i k d e l l e d i v e r s e r e altà
c h e s i i n c a s t r a n o l ’ u n a n e l l ’ a ltra
s e n z a a p p a r e n t e l o g i c a . S c o p r i amo
c h e I l b u i o c i e l o d e l d o m a n i a l t r o non
è c h e u n r e m a k e d i u n f i l m p o l a cco
i n t i t o l a t o Vi e r s i e b e n o v v e r o 4 7 . Un
l a s e ra d e l l a p r i m a
film maledetto c h e n o n è m a i s t a t o
portato a term i n e p e r l a m o r t e d e i
due protagon i s t i . C ’ è u n l e g a m e
preciso tra il r e m a k e e i l f i l m c h e s i
sta girando, tr a l a p r o s t i t u t a p o l a c c a
che guarda n e l l a t e l e v i s i o n e e l a
protagonista N i k k i G r a c e , t r a l a
sit-com Rabbi t s e i l c i n e m a d o v e s i
proietta il film c h e s t i a m o v e d e n d o .
Salta all’orec c h i o l a m a n c a n z a d i
Angelo Badala m e n t i n e l l o s c o r e d e l
film, mentre ri s a l t a n o l e m i n a c c i o s e
verticalità
delle
musiche
di
Penderecki, n e l l a s e q u e n z a i n c u i
Laura / Nikki v a g a m o r i b o n d a p e r
le strade di Lo s A n g e l e s . Ly n c h c i t a
espressament e K u b r i c k i n u n p a i o
di occasioni ( i l p o s t e r d i L o l i t a ,
Nikki Grace c h e s i g u a r d a s u l l ’ a l t r o
sofà come il v e c c h i o B o w m a n d i
2001 si gua r d a v a d i s t a n z a i n
stanza nella c a s a s e t t e c e n t e s c a )
usa le stess e p a r t i t u r e u s a t e d a
Kubrick per l a c o l o n n a s o n o r a
di Shining: U t r e n j a , D e N a t u r a
Sonoris, Pol y m o r p h i a. D e l r e s t o
è ben nota l a s u a a m m i r a z i o n e
per Kubrick ( “ P r a t i c a m e n t e o g n i
suo film è n e l l a m i a t o p - t e n ” )
e nel tenta t i v o d i s c o m p o r r e
spazio e tem p o d e v e a v e r t e n u t o
sicuramente
in
considerazione
Shining, altr o f i l m c h e l a v o r a v a
sulla disgreg a z i o n e d e l l e n o z i o n i
spazio/tempo r a l i .
E’
nell’eterno
presente sen z a s t o r i a , d o v e l e
didascalie se g n a n o i n u t i l m e n t e i l
p a s sa r e d i g i o r n i t u t t i u g u a l i , d o v e
dalle tende della hall dell’Overlook
H o t el a r r i v a u n a l u c e s e n z a o m b r e
costante e indecifrabile, nel dedalo
inestricabili di corridoi tutti uguali,
che si consuma il vero dramma di
J a c k To r r a n c e .
Anche Nikki Grace vaga per la sue
strade senza storia e il tempo è solo
un segno da decifrare, lanciato dal
messaggero Grace Zabrisnky: “le
9 e 4 5” , “d o p o m e z z a n o t t e ” . C o s ì
come i tempi delle sequenze sono
stirati o contratti senza un’unica
soluzione che dia continuità al
film. Come la sequenza della morte
di Nikki Grace, dove ci si allunga
all’inverosimile sul dialogo tra la
donna asiatica e quella di colore e
ancora i primi piani insistiti o l’errare
per i corridoi, come un piccolo
D a n n y To r r a n c e i n u n a s t o r i a c h e
sembra il remake di un’altra storia
esattamente come quella di Jack
To r r a n c e e r a i l r e m a k e d i q u e l l a d i
G r a d y. I g i o c h i i n t e r p r e t a t i v i s o n o
potenzialmente
infiniti.
INLAND
EMPIRE è un congegno elaborato
espressamente per produrre enigmi
da decodificare. Ma forse è proprio
nell’aderenza a se stesso e alla sua
personalissima visione che l’ultimo
Ly n c h p e r d e p u n t i s u l c a m p o d e l l a
propria ricerca espressiva.
t i p i c o , s e n z a l ’ o r p e l l o di dover
raccontare
“ a p p a r e ntemente”
q u a l c o s a c o m e a v v e n iva tutto
sommato
in
Lost
H i ghway
e
M u l h o l l a n d D r i v e , c h e il suo
o n i r i s m o d i v e n t a u n a faccenda
a c r i t i c a d a a c c e t t a r e d a v vero come
u n d o g m a ( l a n o t a t i r i t e r a : “ Lynch è
u n ’ e s p e r i e n z a e n o n v a spiegato ”)
inesplicabile.
N o n o s t ante
le
d i c h i a r a z i o n i e n t u s i a s t i c he anche
l ’ u s o d e l d i g i t a l e n o n s e mbra aver
s o r t i t o u n e ff e t t o p o s itivo, sia
s u l p i a n o d e l l a f o r m a c o n un uso
e c c e s s i v o d e i p r i m i p i a ni e una
c o l o r i t u r a e s a n g u e d e l l ’immagine
( o v v i a m e n t e e n t r a m b i q u esti difetti
potrebbero
essere
i nterpretati
c o m e p r e c i s a s c e l t a autoriale,
m a c ’ è u n l i m i t e a n c h e alla buona
f e d e … ) . F o r s e Ly n c h c o me autore
è o r m a i f i n t r o p p o l i b e ro. Libero
s i c u r a m e n t e d i p o t e r s i permettere
q u a l u n q u e c o s a . D i f a t t o INLAND
E M P I R E c h i u d e p e r s empre la
t r i l o g i a d e l n o i r m e t a f i s i c o iniziata
c o n L o s t H i g h w a y e p r o s eguita con
M u l h o l l a n d D r i v e e s i prospetta
c o m e u n g r a n d e t u r n i n g p oint da cui
d o v r à m u o v e r e s i c u r a m e nte verso
d i r e z i o n i d i v e r s e p e r n o n rimanere
a n c h e l u i i m p r i g i o n a t o i n un eterno
enigmatico presente.
A n t o n e l l o Comunale
P a r ad o s s a l m e n t e è p r o p r i o n e l
momento in cui è maggiormente
sentireascoltare 91
VISIONI
Bobby (di Emilio Estevez - USA, 2006)
Bobby non è un film s u l l a v i t a d i R o b e r t K e n n ed y n é u n ’ i n d a g i n e s u l l a
sua morte. Non è ric a l c a t o s u l m o d e l l o d e l f i l m - i nc h i e s t a t i p o J F K ( O l i v e r
Stone, 1991) perché n o n m o s t r a m a i , s e n o n i m pr o v v i s o , a l l a f i n e , i l s u o
assassinio e, tanto m e n o , u n a q u a l s i a s i i n d a g i n e g o v e r n a t i v a . N o n e r a
quello che Estevez v o l e v a ( o p o t e v a ) f a r e . N o n è t a n t o u n b i o p i c , q u i n d i ,
quanto invece un ve r o d o c u m e n t o s u l l ’ i m p o r t a n z a c h e B o b b y a v e v a p e r l a
gente, sulla speranz a d i c r e s c i t a c h e p o t e v a r a p p r e s e n t a r e p e r l e c l a s s i
meno privilegiate. Il t i t o l o d e l f i l m r i m a n d a a q u e l s e n s o d i c o m u n a n z a c h e
l’elezione diretta di u n P r e s i d e n t e h a s e m p r e r is c a l d a t o t r a l ’ e l e t t o r a t o
americano. Quella ta n t o r i c e r c a t a e “ n e v r a l g i c a ” i n t i m i t à s u c u i s i p o t r e b b e
molto discutere in q u a n t o t o t a l m e n t e e s t r a n e a a l m o d e l l o e u r o p e o e c h e
permette di avvertire c o m e u n a m i c o o u n f r a t e l l o u n u o m o d i s t r a o r d i n a r i o
poter e.
l a s e ra d e l l a p r i m a
a c u r a d i Te r e s a G r e c o
Nel film, attorno ai d o c u m e n t i s u i s u o i d i s c o r s i a l p a e s e , r u o t a i l b a l l e t t o
corale, di altmanian a i s p i r a z i o n e , d i b e n 2 2 p e r s o n a g g i c o i n v o l t i a d i v e r s i
livelli nel ricevimento i n o n o r e d e l n e o e l e t t o B o b Ke n n e d y a l l ’ H o t e l A m b a s sador, poco prima d e l l a f a t i d i c a n o t t e d e l s u o a s s a s s i n i o ( a d o p e r a d i u n
immigrato giordano s c o n v o l t o d a l s o s t e g n o c h e i K e n n e d y a v e v a n o d a t o a
Israele). Sono uomin i e d o n n e , v e c c h i e g i o v a n i , n e r i , b i a n c h i e i s p a n i c i , g e n t e c o m u n e , r i c c h i e s g u a t t e r i , t utti
attirati da questa fig u r a c a r i s m a t i c a n e l g r a n d e s o g n o d e l l ’ u g u a g l i a n z a d e i d i r i t t i . Q u e s t o c o i n v o l g i m e n t o c o r ale,
in effetti, rispecchia b e n e l a r e a l t à d e i f a t t i . B o b b y a t t i r ò l e m a s s e e c i r i u s c ì a n c h e g r a z i e a l l a p r e c e d e n t e c am pagna elettorale del 1 9 6 0 , i n c u i i l f r a t e l l o m a g g i o r e J F K s c e l s e l a p a r o l a d ’ o r d i n e d e l l a s u a a m m i n i s t r a z i o n e : la
“Nuova Frontiera”. U n a p o l i t i c a p r o g r e s s i s t a d i v i g o r e g i o v a n i l e c h e p o i s ’ i n f r a n s e i n u n o d e i c a p i t o l i p i ù n e ri e
più odiati dagli amer i c a n i : l a p r e s i d e n z a N i x o n e lo s c a n d a l o Wa t e r g a t e .
Fra tutti i ruoli e le l i n e e n a r r a t i v e , a c a m p e g g i a r e p e r i n t e n s i t à s t a s o p r a t t u t t o l a s t o r i a d e l d i e t r o l e q u i n t e del
ricevimento, con pro t a g o n i s t i i c u o c h i e g l i s g u a t t e r i d e l l ’ A m b a s s a d o r. È l ì c h e E s t e v e z p u n t a l e l u c i d e l l a r i b a lta,
quasi con una strutt u r a d a m u s i c a l c l a s s i c o , n e l re t r o s c e n a d i u n a l l e s t i m e n t o c h e s i s a r e b b e r i v e l a t o t r a g i c o. Il
valore di questo film s t i a p i ù n e l s u o “ i m p e g n o p o l i t i c o ” c h e n o n n e l l a q u a l i t à e s t e t i c a ; i n e ff e t t i l e s t o r i e d elle
persone comuni che E s t e v e z r a c c o n t a h a n n o s o l o i l s e n t o r e d e l l a s t r a o r d i n a r i a c o n t r a d d i t t o r i e t à c h e A l t m a n è
riuscito a intonare tr a i n c o n s i s t e n z a e s p e s s o r e e n o n p o t r e b b e c h e e s s e r e c o s ì . N o n o n o s t a n t e n o n s i a u n bio pic sortisce l’effetto t i p i c o d e l b i o p i c , o v v e r o r i p a s s a r e l a s t o r i a ! D a q u e l p e r i o d o n e v r a l g i c o d e l ’ 6 8 a m e r i c a no,
tra guerra in Vietnam e f u o c o e f i a m m e d e l l e B l a c k P a n t h e r s , a l l a c o n t e m p o r a n e i t à d o v e a l t r e g u e r r e s e m b r ano
combattersi con le s t e s s e p r e m e s s e e c o n s e g u e n z e . E l o s p l e n d i d o c a s t c h e h a d e c i s o d i p a r t e c i p a r e , t u t t o ben
chiaramente schiera t o , s t a p r o p r i o a d i m o s t r a r e qu e s t a o p e r a z i o n e i d e o l o g i c a .
Costanza Salvi
92 sentireascoltare
Alfonso Tramontano Guerritore
sentireascoltare 93
l a s e ra d e l l a p r i m a
L’ a m i c o d i f a m i g l i a ( d i P a o l o S o r r e n t i n o - I t a l i a , 2 0 0 6 )
Che faccia qu e l l a d i G e r e m i a . C h e v o l t o , i n t e s s u t o d i m o v i m e n t i e d e s p r e s sioni sintetich e e s e g n a t e , p r e c i s e . M a r c a t e . È u n p e c c a t o m e t t e r e n e r o
su bianco lo s g u a r d o d i q u e s t o t e r z o l a v o r o d i S o r r e n t i n o s e n z a i n d o vinare un tito l o , s e n z a r a c c h i u d e r e i n u n a p a r o l a p e r f e t t a i l f u l c r o d e l
film, il person a g g i o d e l l ’ u s u r a i o G e r e m i a . O ’s c a r r a f o n e i n n a p o l e t a n o è l o
scarafaggio, u n e s s e r e d u r o e m o l l e , s c h i f o s o e r i b u t t a n t e , m a è a n c h e
una regola di g i o c o a l t a v o l o v e r d e , c h e c on s i s t e n e l l ’ a p p l i c a r e l a t e c n i c a
del poco a po c o r i d u c e n d o a l m a s s i m o i r i s c h i , c a p i t a l i z z a n d o o g n i m o s sa al suo zen i t . O ’ s c a r r a f o n e è c o m e l ’ a c q u a , s p u n t a f u o r i d a p p e r t u t t o ,
perché si nut r e d e l l a z o z z e r i a n a s c o s t a i n o g n i d o v e , s o t t o l e m a t t o n e l l e
delle case luc e n t i , s o t t o i t a p p e t i c o l o r a t i , t r a l e p a r e t i , n e g l i i n t e r s t i z i , i n
ogni spazio p o s s i b i l e . O ’s c a r r a f o n e è u n a t t e g g i a m e n t o , è l a m a t e m a t i c a
semplicità di q u e s t o f i l m , c h e è c o s t r u i t o s u l l a r e g o l a d i v i t a d e l l ’ a m i c o d i
famiglia: Gere m i a s i c o n s i d e r a u n b e n e f a t t o r e , G e r e m i a p r e s t a p o c o a l l a
volta e riceve m o l t i p l i c a n d o i l d e n a r o , c o n l ’ a i u t o d i d u e g e m e l l i e d i u n a
specie di ami c o . M a c o m e l a m a t e m a t i c a ha i l s u o p e c c a t o , e n o n m i s u r a
l‘infinito, così l o s g r a d e v o l e m o s t r o s i r i t r o v a i m p r o v v i s a m e n t e p e r s o d i
fronte alla for m a p i ù s e m p l i c e p o s s i b i l e , q u e l l a d e l l ’ a m o r e . L a c l i e n t e v u o le un interven t o p e r a v e r e l a p e l l e l i s c i a c o m e l ’ a n g u r i a ? “ I l c o c o m e r o
è un’illusione - s p i e g a G e r e m i a - è t u t t ’ a c q u a ” . “ M a i l c o c o m e r o è b u o n o – r i s p o n d e l a c l i e n t e – e l ’ acqua non
sa di niente ”. I l m o s t r o s e n e a c c o r g e q u a n d o l a f i g l i a d i u n c l i e n t e i n i z i a a p r o v o c a r l o e s e d u r l o s m a scherando
il suo evident e v u o t o . N e l l a r e g o l a r i t à d e l s u o s t i l e d i v i t a r i d o t t o p i ù a f o n d o d e l l ’ o s s o i r r o m p e l a v a r iabile che
smonta tutto. G e r e m i a c u o r e d ’ o r o è p a r t e d i n o i , l o s c a r r a f o n e n o n h a c a t t i v e r i a p a r t i c o l a r e : s o ff r e e fa soffri re, e si dedica c o n a t t e n z i o n e a l l ’ u n i c a r i c c h e z z a c h e h a , q u e l l a d e l l ’ a c c u m u l o e d e l l a s u a p r e s u n t a g enerosità.
O’scarrafone è b r u t t o , e n o n c ’ è s p a z i o , n e m m e n o p e r i l p a d r e c h e l o h a l a s c i a t o p e r c h é i n d e g n o e s chifoso. O
scarrafone ce r c a m o g l i e e c e r c a o g g e t t i p r e z i o s i n e i c a m p i e s u l l e s p i a g g e c o l s u o m e t a l d e t e c t o r. La musica
accompagna c o n p u l s i o n i s i n t e t i c h e e s f u m a t u r e e l e t t r o n i c h e l ’ i n c e d e r e d i q u e s t o p e r s o n a g g i o , c o l m eccanismo
banale bene in m o s t r a a s p i e g a r e i l f u n z i o n a m e n t o . “ R i c o r d a t e – a m m o n i s c e r i v o l g e n d o s i a i c l i e n t i – i l mio ultimo
pensiero, sarà p e r v o i ” . L a s p l e n d i d a g r a n a d e l f i l m h a l e p e n o m b r e t r i s t i d e l l a s u a m i s e r a c a s a e l a p e lle bianca
e luminosa de l l ’ a m o r e . S f u m a a s e c o n d a d e l l e s e n s a z i o n i , m e n t r e s p a r g e m o r s i d i g i a n d u i o t t i e f i l o s o f eggia sui
massimi siste m i . “ M a i c o n f o n d e r e l ’ i m p o s s i b i l e c o n l ’ i n c o n s u e t o . ” L’ i n c o n s u e t o , a p p u n t o , è u n a g i o v ane donna
che distrugge i l c a l c o l o . L’ i m p r o b a b i l e è u n c o w - b o y p e r s o n e l c o u n t r y c h e p a r l a e m i l i a n o e s o g n a i l Tennessee.
L’assurdo è la m a m m a a n z i a n a c h e g l i t i e n e l a m a n o . “ Tu t t i r u b a n o e t u t t i s o n o i n f e l i c i ” – a m m o n i s c e la donna.
Perché ogni s c a r a f o n e – d i c e v a q u a l c u n o - è b e l l o a m a m m a s u a .
l a s e ra d e l l a p r i m a
VISIONI
Lettere da Iwo Jima (di Clint Eastwood - USA, 2006)
Lo dirò subito a scan s o d ’ e q u i v o c i : q u e s t o L e t t e r s F r o m I w o J i m a è m o l t o
più bello, eroico, app a s s i o n a t o , v i b r a n t e e r i c c o d i g r a z i a s o t t i l e d e l p r i m o
‘episodio’ Flags Of O u r F a t h e r s. N o n è s o l o l a s u g g e s t i o n e s o n o r a , p u r
forte, della lingua g i a p p o n e s e e l a f i n e z z a d e l l a r e c i t a z i o n e , q u e l l o c h e
colpisce soprattutto s o n o l e s c e l t e t e c n i c h e d e l l a r e g i a . P r i m a f r a t u t t i l a
fotografia di Tom St e r n ( c h e f i r m a a n c h e F l a g s ) c h e r i p r e n d e l a s t e s s a
procedura di desatu r a z i o n e d e l l ’ i m m a g i n e c h e a v e v a c a r a t t e r i z z a t o F l a g s .
Ma in Letters si arri v a q u a s i t o t a l m e n t e a l b i a n c o e n e r o , s t e m p e r a t o , t e nue, senza stacchi n e t t i , c o n s f u m a t u r e d i l u c e a t r a t t i p i t t o r i c h e . M o l t o f a
il grigiore dell’isola v u l c a n i c a d i I w o J i m a - d o v e è s t a t o q u a s i i n t e r a m e n te girato -, fatta di s a b b i a s c u r a e d i p o l v e r e n e ra a c u i s i a g g i u n g e , n e l
film, ma molto di rad o , i l r o s s o f u o c o d e i p r i m i b o m b a r d a m e n t i d u r a n t e l e
incursioni aeree. Il s e c o n d o f a t t o r e i m p r e s s i o n a n t e è i l s o n o r o , c o s t i t u i t o
da tre elementi alte r n a t i : l a l i n g u a g i a p p o n e s e , i l f r a s t u o n o d e l l e a r m i e
la musica di Kyle Ea s t w o o d e M i c h a e l S t e v e n s , a s c i u t t a , r i d o t t a a l l ’ o s s o
e prosciugata, in pe r f e t t a s i n t o n i a c o n i l d e s t i n o d i s c o n f i t t a c h e a l e g g i a
durante tutta la fase d i p r e p a r a z i o n e p e r l ’ i m m i n e n t e s b a r c o d e g l i a m e r i cani. Come elemento s o n o r o c u l m i n a n t e , q u e s t a vo l t a p e r c o n t r a s t o , e n t r a
in scena alla fine un a s t r u g g e n t e c a n z o n e d i b a m b i n i , t r a s m e s s a v i a r a d i o
dalla capitale, che r e n d e o m a g g i o a l l e t r u p p e g l o r i o s e d i I w o J i m a , p o c o p r i m a c h e p a s s i n o a l l ’ a t t a c c o f i nale
nel quale troveranno l a m o r t e . I n s o m m a s i t r a t t a d i u n a g l o r i o s a s c o n f i t t a , m a l c e l a t a i n p a t r i a m a s o t t o g l i o c chi
di tutti nell’isola, e c h e d i v e n t a l ’ e l e m e n t o c e n t r a l e d e l f i l m : c o m b a t t e r e a n c o r a , n o n o s t a n t e l a s c o n f i t t a c e rta,
la morte certa, nono s t a n t e o g n i b u o n s e n s o , n o n o s t a n t e o g n i l o g i c a . S e c o n d o l a p r e v i s i o n e a m e r i c a n a q u e sto
esiguo numero di so l d a t i , d e c i m a t i a n c o r p r i m a d a l l a d i s s e n t e r i a e d a l l ’ a s s e n z a d i c i b o c h e d a l l e a r m i n e m i c he,
avrebbe dovuto resis t e r e s o l o p o c h i g i o r n i ; i n v e c e c o s t r i n s e r o g l i a m e r i c a n i s u l l ’ i s o l a p e r q u a s i u n m e s e : i l g e ne rale Kuribayashi (il b r a v o K e n Wa t a n a b e d e L’ u l ti m o s a m u r a i e M e m o r i e d i u n a G e i s h a) r i c o r d a c h e s e a n che
sarà uno solo il giorn o g u a d a g n a t o d a l l ’ i m p e r o p r i m a c h e g l i a m e r i c a n i p a s s i n o n e l t e r r i t o r i o , q u a l s i a s i m o r t e per
quel solo giorno sarà b e n v o l u t a e c e r c a t a . E r o i s m o d a v e r i s a m u r a i , a n c h e s e E a s t w o o d s e m b r a c o n f r o n t a r l o con
un pi ù semplice e p r o s a i c o p r a g m a t i s m o a l l a m a n i e r a a m e r i c a n a c h e l o r e n d e , p e r c o n t r a s t o , f i n e a s e s t e s so.
Mentre, infatti, i sol d a t i a m e r i c a n i p o s s o n o c o n t a r e s u l s e n s o d i c o e s i o n e e d i c a m e r a t i s m o d e m o c r a t i c o , q uelli
giapponesi devono s o t t o m e t t e r s i a d u n a s t r u t t u r a g e r a r c h i c a c h e d à o r d i n i i d i o t i e n o n c e r c a l a c o e s i o n e n elle
trupp e. Confrontato c o n i l n o b i l e r o m a n t i c i s m o d e l b a r o n e N i s h i ( c o n i l s u o c a v a l l o e l a s c i a b o l a ) , l a s p a v a l d eria
un po’ troppo roboan t e e d e c i s a m e n t e v o l g a r e d e g l i a m e r i c a n i f a v e r a m e n t e r i d e r e .
Costanza Salvi
94 sentireascoltare
Giuseppe Zucco
sentireascoltare 95
l a s e ra d e l l a p r i m a
Ve r o c o m e l a f i n z i o n e ( d i M a r c F o r s t e r - U s a , 2 0 0 6 )
Harold Crick è u n g r i g i s s i m o a g e n t e d e l f i s c o . D a a n n i , o r m a i , f a l a s t e s s a
vita. Ogni nuo v o g i o r n o è u n a m a n i a c a l e e c a l c o l a t i s s i m a r i p r o d u z i o n e d i
quello preced e n t e . N i e n t e s e m b r a s f u g g i r e a l l a s u a c o n t a b i l i t à : i l t e m p o
da dedicare a l s o n n o , i l n u m e r o d i s p a z z o la t e a i d e n t i , l a v e l o c i t à d a i m primere ai suo i p a s s i . Ve s t e s e m p r e u g u a l e . P r e n d e s e m p r e l o s t e s s o a u tobus. Lavora c o n o r d i n e e c u r a . O g n i a c c a d i m e n t o s e m b r a g i à p r e s c r i t t o .
Poi succede l’ i m p o s s i b i l e . Q u a l c u n o c o m i n c i a a r a c c o n t a r e l a s u a v i t a . L a
voce di una d o n n a d e s c r i v e i l s u o n o d o a l l a c r a v a t t a , c o m m e n t a i l r u m o r e
delle sue scar p e , o r d i n a l a s u a v i t a i n s i n t e ti c h e s e q u e n z e l e t t e r a r i e . Q u e l la voce la sen t e s o l o l u i e g l i s e m b r a d i i m p a z z i r e . H a r o l d n o n l o s a , m a d a
tempo è il pro t a g o n i s t a d i u n r o m a n z o . H a v i s s u t o , o r m a i , p i ù d e l p r e v i s t o .
Da dieci anni u n a s c r i t t r i c e t e n t a d i d a r e f o r m a a l s u o r o m a n z o . M a i l m a noscritto è qu a s i u l t i m a t o , n o n m a n c a c h e i l f i n a l e . E i l f i n a l e p r e v e d e c h e
Harold muoia. C o m i n c i a c o s ì l ’ i n t e l l i g e n t e c o m m e d i a s c r i t t a d a l l ’ e s o r d i e n t e
Zach Helm e d i r e t t a d a l r e g i s t a M a r c F o r s t e r , c h e m o l t i r i c o r d e r a n n o p e r i l
tragico Monst e r ’s B a l l . U n a c o m m e d i a d o v e r e a l t à e f i n z i o n e c o n v e r g o n o ,
si sovrappong o n o : d o v e m o n d i p a r a l l e l i , p e r u n o s t r a n o d e s t i n o , s ’ i n c r o ciano. Siamo d a l l e p a r t i d e l l a m e t a - n a r r a t i v a – i l g e n e r e l e t t e r a r i o t a n t o d i
moda negli sc o r s i d e c e n n i , i n c u i g l i i n g r a n a g g i d e l r a c c o n t o , d i s o l i t o b e n
nascosti sotto l a t r a m a e i c o l p i d i s c e n a , v e n g o n o r i v e l a t i e r e s i d r a m m a t i c i : g l i s c r i t t o r i s o n o m e s s i i n scena, i
personaggi pr i n c i p a l i p r e v e d o n o e d e v a d o n o d a l p i a n o l e t t e r a r i o o r d i t o d a l l o s c r i t t o r e . P e r c h i h a f r e q uentato un
po’ quella lett e r a t u r a , t u t t o q u e s t o r i c o r d e r à q u a l c o s a d i g i à s e n t i t o . M a q u i a ff i o r a l a s o r p r e s a . È u n professore
universitario e s p e r t o d i l e t t e r e a d a i u t a r e H a r o l d . U n c r i t i c o l e t t e r a r i o e d u n p e r s o n a g g i o d i f i n z i o n e c h e si alleano
contro uno sc r i t t o r e , a n c o r a n e s s u n o l o a v e v a p r e v i s t o . E s a r à p r o p r i o i l p r o f e s s o r H i l b e r t , u n c o n v i n c e nte Dustin
Hoffman , a riv e l a r e a d H a r o l d l a p i ù d o l o r o s a d e l l e v e r i t à . G l i e r o i d i c a r t a p o s s o n o p u r e m o r i r e , m a l e loro storie
– se sfuggono l ’ o r d i n a r i o e p r e f i g u r a n o n u o v i m o d i d i p e r c e p i r e i l t e m p o , l o s p a z i o , i s e n t i m e n t i , l a v i t a - resistono
per l’eternità. S e r e g i s t a e s c e n e g g i a t o r e a v e s s e r o f a t t o p r o p r i a q u e s t a m a s s i m a , e a v e s s e r o o s a t o s f i d are, come
nei primi minu t i d e l f i l m , c o n v e n z i o n i l e t t e r a r i e e z u c c h e r o s i h a p p y e n d d a c o m m e d i a , f o r s e a v r e m m o ricordato
e apprezzato d i p i ù H a r o l d – s o p r a t t u t t o , l a s t o r i a d i H a r o l d . M a p i ù i l f i l m p r o c e d e , p i ù g l i s p u n t i i n t e r essanti, le
citazioni colti s s i m e , l e b a t t u t e d i v e r t e n t i , i s u r r e a l i s e g n i g r a f i c i , v e n g o n o c o p e r t i d i m e l a s s a . O v v i a m e nte, non è
affatto un bru t t o f i l m . E p p u r e u n r i t m o d i v e r s o a l l a r e g i a , u n t o n o c r u d e l e e m e n o d i m e s s o , a v r e b b e r o giovato al
film. Ci sarem m o t r o v a t i u n p i c c o l o g i o i e l l o t r a l e m a n i . Av r e m m o r i p o s t o i l f i l m d a l l a p a r t i d e l l e c o m m e die causti che e geniali d i S p i k e J o n z e o d i M i c h e l G o n d r y. P u r t r o p p o n o n è a n d a t a c o s ì .
l a s e ra d e l l a p r i m a
CULT MOVIE
La dolce vita (di Federico Fellini - Italia, 1960)
Il cinema, ormai, ha p i ù d i c e n t o a n n i . D i f i l m n e s o n o s t a t i p r o d o t t i , g i r a t i e m o n t a t i , u n n u m e r o c o n m o l t i z e ri a
seguire. I nomi dei r e g i s t i i m p o r t a n t i s i f a t i c a a c o n t e n e r l i i n m e m o r i a . G l i a t t o r i , e t u t t o i l l o r o f a s c i n o , n e a n che
a parlarne. Eppure, o g n i t a n t o , i n m e z z o a l l ’ e t e r n o b a t t a g e p u b b l i c i t a r i o c h e i n d i c a i l p r o s s i m o C a p o l a v o r o , la
nuova Star, l’Autore s c o n o s c i u t o , b i s o g n e r e b b e f er m a r s i , a l m e n o u n p o ’ , g i u s t o p e r c a p i r e q u a l i f i l m s i a n o e n t rati
nell’immaginario col l e t t i v o , c o n q u a l e f o r z a , p e r q u a l i m o t i v i . E d è u n b u o n e s e r c i z i o d a c o m p i e r e : p e r c h è i l c i ne ma, una volta assorb i t o , d i v e n t a u n l u o g o d e i n o s t r i p e n s i e r i , u n m o d o d i c o m p r e n d e r e i l m o n d o e d a r e s i g n i f i c ato
al tempo, allo spazio , a l l a v i t a . S e v i v a , c h i a m a t e l o p u r e c o n i l s u o n o m e , q u e s t o e s e r c i z i o . C o n s a p e v o l e z z a , è
una parola che diffic i l m e n t e c o m p a r e t r a l e p i e g h e d e i m e d i a .
Nessuna novità, quin d i , s e m e n t r e s t a t e l ì a r a g i o n a r e , v i r i t r o v a t e i n t e s t a l a c e l e b r e b a t t u t a d i B l a d e R u n n e r (“ Io
ne ho visto cose che v o i u m a n i n o n p o t e t e i m m a g i n a r v i ” ) , o l ’ a t t a c c o t u t t o f u o c o e n a p a l m d i A p o c a l y p s e N ow ,
o l’esplosione di frig o r i f e r i e s a l o t t i n e l f i n a l e d i Z a b r i s k i e P o i n t, o l a m u s i c a s t r u g g e n t e d i C ’ e r a u n a v o l t a in
America , o il cappot t o r o s s o d e l l a b a m b i n a d i S c h i n d l e r ’s L i s t, o l a f a c c i a d e l l a D u v a l l m e n t r e J a c k N i c h o l son
sfonda a colpi d’asc i a l a p o r t a i n S h i n i n g. C i s o n o u n ’ i n f i n i t à d i q u e s t i r i c o r d i . E l a c o s a i n t e r e s s a n t e , è che
ognuno ha le proprie : l e i m m a g i n i c h e s e g n a n o p e r i l r e s t o d e l l a v i t a – i m m a g i n i , s u o n i , p a r o l e , c h e c o n d e n s ano
un modo di percepir e e p e n s a r e i l m o n d o .
E se scavate bene, t r a t u t t i i r i c o r d i , c i s o n o s e m p r e q u e i p o c h i f o t o g r a m m i , i n b i a n c o e n e r o , c o n q u e l l a d o nna
– nel film Silvia, nell a v i t a A n i t a E k b e r g – e i l s u o v e s t i t o n e r o , i s u o i c a p e l l i l u n g h i e b i o n d i , b e l l i s s i m a , c h e e ntra
nella Fontana di Tre v i , e f a i l b a g n o s o t t o l a c a s c a t a d ’ a c q u a , e s e n e s t a l ì , e p o i d i c e : “M a r c e l l o , c o m e h e re ”,
e Marcello entra in a c q u a , u n M a r c e l l o M a s t r o i a n n i g i o v a n e , b e n p e t t i n a t o , i n a b i t o n e r o , c h e e n t r a n e l l ’ a c q ua,
e la raggiunge, la gu a r d a , n o n o s a t o c c a r l a , e p o i : “ S i l v i a ” , d i c e , “ c o m e s e i b e l l a ” , m e n t r e i l m a t t i n o , i m p r o v v iso,
appare, e li trova lì, a n c o r a d e n t r o l a f o n t a n a , s o rp r e s i u n a v o l t a p e r t u t t e .
Così, anche se non a v e t e m a i v i s t o L a d o l c e v i t a - u n o d e i c a p o l a v o r i a s s o l u t i d e l c i n e m a , i l f i l m c h e c o n s a crò
Fellini, a Cannes, n e l 1 9 6 0 , c o n l a v i t t o r i a d e l l a P a l m a d ’ O r o , i l p r e m i o p i ù a m b i t o – d i s i c u r o c o n o s c e r e t e la
famosa sequenza ap p e n a d e s c r i t t a . E l ’ a v r e t e v i s t a c h i s s à q u a n t e v o l t e , m a g a r i u n s o l o s p e z z o n e - q u e l l o d ove
lei entra nell’acqua. F o r s e , v i s a r à c a p i t a t o d i v e d e r l a i n u n t i g ì , i m p a g i n a t a t r a q u a l c h e s e r v i z i o . O i n q u a l che
programma tivù, nel s u o s c i n t i l l a n t e b i a n c o e n e r o , a s i m b o l e g g i a r e q u a l c o s a a p p a r s a t a n t o t e m p o f a , v o l u t a da
tutti e ormai irrimedi a b i l m e n t e p e r d u t a . E l a c o s a è m o l t o s t r a n a . P e r c h è , p e r u n c o r t o c i r c u i t o d e l l ’ i m m a g i n a rio,
quella sola sequenza , i n d i c a i l c l a s s i c o Te m p o D e l l ’ O r o , i l p e r i o d o a u r e o d i u n a c i v i l t à : q u e l l o i n c u i t u t t o f i l a v a a
meraviglia, e si stav a b e n e , e l a v i t a l a s i g o d e v a d a m a t t i . M a s e g u a r d a t e i l f i l m , d a l l ’ i n i z i o a l l a f i n e , c o n t u tti i
suoi personaggi, e le s t o r i e c h e s ’ i n t r e c c i a n o e s i s o v r a p p o n g o n o , t r o v e r e t e b e n p o c o d i d o l c e , n e l l a v i t a d i q u egli
anni, i ruggenti ‘60 d e l l ’ I t a l i a d e l b o o m e c o n o m i c o. A n z i , s a r à l ’ a m a r o a r e s t a r v i i n b o c c a : i l g e n e r e d i s e n t i m e nto
che si scioglie a fati c a , i n q u a l c h e p r o f o n d i t à , e l a s c i a s t o r d i t i , s e n z a a l c u n a i l l u s i o n e .
Il film si apre in una m a n i e r a s p e t t a c o l a r e : n e l c i e l o c h e s o v r a s t a l a c a m p a g n a r o m a n a – c o n i l s u o c a m p o d i c a l cio,
e i ruderi millenari d e l l ’ a c q u e d o t t o – d u e e l i c o t t e ri , u n o d i e t r o l ’ a l t r o , d i r e t t i v e r s o S a n P i e t r o . I l p r i m o e l i c o t t ero
regge, imbracata da l l e f u n i , l a s t a t u a d i u n C r i s t o p a c i f i c o , b i a n c o , c o n l e b r a c c i a s p a l a n c a t e . I l s e c o n d o o s p i t a il
pilota, il giornalista M a r c e l l o R u b i n i , e u n p a p a r a z z o c h e d a q u e l l ’ a l t e z z a f o t o g r a f a l ’ e v e n t o . E d è u n a t t a c c o da
applausi. Perchè ne g l i i n i z i a l i 2 m i n u t i e 5 0 s e c o n d i , r i t r o v i a m o u n a g e o g r a f i a , u n ’ e p o c a , u n a d i c h i a r a z i o n e d ’in tenti. La geografia in s t a b i l e e p r e c a r i a d i u n ’ I t a l i a i n c u i s i c o s t r u i s c e d a p p e r t u t t o , c o n c a n t i e r i a p e r t i o v u n q ue,
e palazzoni tra le sp i a n a t e , e m u r a t o r i c h e d i s c e n d o n o d a g l i a n t i c h i c o n t a d i n i . I l r i t r a t t o f u l m i n a n t e d i u n ’ e p oca
che ha perso ogni m a l i z i a , o g n i m i l l e n a r i a p r e c a u z i o n e , e h a g i à t r a s f o r m a t o p e r f i n o l a r e l i g i o n e i n e v e n t o , i n un
fatto spettacolare co s t r u i t o d a e p e r i m e d i a . U n a d i c h i a r a z i o n e d ’ i n t e n t i d i F e d e r i c o F e l l i n i , c o s ì v i s i b i l e t r a q uei
fotogrammi, che ci a v v i s a , c o n q u e i d u e e l i c o t t e r i, c h e s a r à u n a r i c o g n i z i o n e s u l l ’ a l t o i l s u o f i l m , l ’ o s s e r v a z i one
feroce e spietata di q u e l l a p a r t e d i s o c i e t à c h e v i v e a i p i a n i a l t i , c h i u s a n e i s u o i a t t i c i , c o n f i n a t a n e i s u o i l oft,
distinta dal brulicare d e l l a v i t a q u o t i d i a n a s u l l e st r a d e d e l m o n d o . I n t e n d i a m o c i : s e è q u e l l o c h e s t a t e p e n s an -
96 sentireascoltare
l a s e ra d e l l a p r i m a
do, non è un f i l m n e o r e a l i s t a . Tu t t o
è immerso in u n ’ a t m o s f e r a o n i r i c a ,
a metà tra s o g n o e i n c u b o : q u e l
genere di atm o s f e r a c h e h a r e s o
stranianti, un i c i , i f i l m d i F e l l i n i .
Eppure, con L a d o l c e v i t a , è c o m e
se Fellini ch i u d e s s e q u e l c e r c h i o
aperto da Pa s o l i n i c o n a l t r i f i l m
quali Accatto n e , M a m m a R o m a ,
La ricotta : al v u o t o d e l l a v i t a d e l l e
borgate pover i s s i m e e p r e i s t o r i c h e
disegnata da P a s o l i n i , F e l l i n i s o m ma il vuoto de l l a v i t a d e l l ’ a r i s t o c r a zia, delle sta r, d e g l i i n t e l l e t t u a l i ,
degli eleganti s s i m i , d e i c u l t o r i d e l l a
bellezza. E i n s i e m e , s e p p u r e c o n
modi e forme d i v e r s e , i d u e g r a n d i
registi lascian o i n t u i r e l ’ a b i s s o e l o
squallore che s i p r o f i l a n e l r i c o r d o
di quegli anni . D i d o l c e z z a , i n s o m m a , c e n ’è b e n p o c a .
Lo stesso Pas o l i n i , n e l s u o L a r i c o t t a, m e t t e r à i n b o c c a a d u n g i o v a n e O r s o n We l l e s p r o p r i o q u e l l a battuta ri guardo Fellini : “ E g l i d a n z a . E g l i d a n z a . ” E d è v e r a , q u e l l a b a t t u t a l ì , s e g u a r d a t e q u a l s i a s i f i l m d i F e l l i ni. Ancora
più vera per L a d o l c e v i t a : u n a l u n g a d i s c e s a a g l i i n f e r i i n p u n t a d i d a n z a . L a s t o r i a è p r e s t o d e t t a . M a rcello Ru bini, giovane g i o r n a l i s t a d a l l e g r a n d i a m b i zi o n i l e t t e r a r i e , p a s s a i l g i o r n o a c a c c i a d i s c o o p , s c a n d a l i , offese alla
morale, oltrag g i a l p u d o r e , t r a d i m e n t i , m a l i n t e s i . E p e r m e g l i o o s s e r v a r e , p e r p o t e r n e s c r i v e r e , r i v e r s a se stesso
e la sua scia d i p a p a r a z z i d o v u n q u e s i d i a a p p u n t a m e n t o i l j e t s e t, l a g e n t e c h e c o n t a : n e l l e v i e d e l c entro, nei
ristoranti, nei c a s t e l l i , n e l l e v i l l e , n e i c l u b , n e g l i h o t e l . E s o n o c o m e g i r o n i d e l l ’ i n f e r n o , q u e i p o s t i . G i r oni dorati,
con demoni e l e g a n t i e t e n t a t o r i , d o v e p e r d e r e s p e r a n z e , a m b i z i o n i , i l l u s i o n i . F i n i s c e c h e M a r c e l l o , s e nza accor gersi, poco pe r v o l t a , d i v e n t a u n o d i l o r o . E l a c o s a p i ù s p a v e n t o s a è l a l u c i d i t à , l a c o n s a p e v o l e z z a , con cui ci
finisce nell’ab i s s o . S a t u t t o , c o n o s c e l a s u a d a n n a z i o n e , e n o n p u ò f a r e a m e n o d i s c e n d e r e g i ù n e l g o r go, vivere
almeno quello . L a s e q u e n z a f i n a l e , p u r o c i n e m a i n c u i l e p a r o l e n o n s e r v o n o , c o n l a r a g a z z i n a , n e l v e stito nero,
che chiama M a r c e l l o , n e l s u o v e s t i t o b i a n c o – d o v e a n c h e i c o l o r i h a n n o p e r s o u n o r d i n e e u n s e n s o - è l’ultima
tappa: vivere s a p e n d o d i e s s e r e g i à m o r t i . Vi v e r e s a p e n d o , o r m a i , c h e è t u t t o i n u t i l e .
Ed è materiale c h e s c o t t a , q u e l l o c h e s ’ i n t r a v e d e t r a l e p i e g h e d e l l a p e l l i c o l a . M a t e r i a l e c h e m i s e n e i g uai Fellini,
tanto che alla p r i m a d e l f i l m f u q u a s i l i n c i a t o e f a t t o o g g e t t o d i s p u t i , c o n m o l t i s s i m a s t a m p a a d e f i n i r e quel film
spazzatura, se n z a m e z z i t e r m i n i . E p p u r e , g u a r d a t o o g g i , a 4 7 a n n i d a l l a s u a u s c i t a , L a d o l c e v i t a s t u p isce per il
riserbo e il tat t o c o n c u i F e l l i n i m i s e a f u o c o q u e l l ’ i n f e r n o . L a v o l g a r i t à n o n è d e l f i l m , s e m m a i d e i s u o i personag gi, delle storie d e i p e r s o n a g g i . L’ a b i s s o c h e s ’ i n t r a v e d e è f r u t t o d i u n a s c r i t t u r a p e r f e t t a e d i u n a d i r e z i one magi strale. E in qu e i g i r o n i , i n q u e g l i e p i s o d i a pp a r e n t e m e n t e s l e g a t i l ’ u n o d a g l i a l t r i , è M a r c e l l o , u n n u o v o Virgilio in
giacca e crava t t a , a p r e n d e r c i p e r m a n o e a ff o n d a r c i n e l g o r g o . M a n c a d a v v e r o i l r e s p i r o q u a n d o l a p arola FINE
riporta alla re a l t à . E q u e s t o d i m o s t r a l a p o t e n z a d e l f i l m , l a s u a f o r z a , s o t t o i l b i a n c o e n e r o s c i n t i l l a n t e.
Giuseppe Zucco
sentireascoltare 97
Luciano Berio
da Joyce ai Beatles . Il post moderno secondo il maestro
di Daniele Follero
“In musica le cose n o n v a n n o n é
bene né male: evol v o n o e s i t r a sformano da sole”
(Luciano Berio)
i c o s i d d e t t i c o n t e m p o ra n e i
a ac u
r ar ad d
i iDD
aa
nn
i ei e
l el eF F
oo
l l lel e
r or o
cu
Qualcuno lo a defini t o i l p r i m o f r a i
post-moderni, altri s i s o n o l i m i t a t i
a definirlo il più gr a n d e c o m p o s i tore italiano del XX s e c o l o . S e n z a
disquisire troppo su l s i g n i f i c a t o d e l
termine post-modern o - c h e v o l e va, in ogni caso, in d i c a r e i l s u p e ramento della mode r n i t à i n t e s a n e l
senso di una riappro p r i a z i o n e d e l l a
tradizione con il filt r o d e i n u o v i ( e
numerosi) linguaggi d e l N o v e c e n t o
- la figura di Luciano B e r i o s i i m p o ne nel panorama de l l a N u o v a M u sica con una voce a s s o l u t a m e n t e
nuova, e in questo s e n s o v e r a m e n te di rottura con la “ m o d e r n i t à ” .
L’arte di Berio, italia n o d e l m o n d o ,
dialoga allo stesso m o d o c o n l o
sperimentalismo più a v a n g u a r d i s t a ,
con la musica folclo r i c a e t r a d i z i o nale e con i Beat l e s , a t t r a v e r s o
una dialettica che gu a r d a a l l a c o m mistione dei linguag g i p i ù c h e a l l a
ricerca di un idioma p u r o .
Molti hanno parlato d i c o l l a g e r i feren dosi ai suoi m e t o d i c o m p o s i tivi. Termine abbast a n z a i n d i c a t i v o
del crogiuolo di mat e r i a l i , t e c n i c h e
e citazioni messi in c a m p o e o g n i
volta accostati, ma c h e l u i s t e s s o
ha sempre disdegna t o , p r e f e r e n d o
parlare di “trascriz i o n i ” , c o n s i d e rando il fatto che c o l l a g e i m p l i c a ,
per il compositore, u n c e r t o a b b a n dono alla materia ch e , a l c o n t r a r i o ,
nelle sue opere riman e s t r e t t a m e n t e
legata al controllo d e l l a v o r o i n t e l lettuale. Niente è la s c i a t o a l c a s o ,
ma molto all’esecut o r e . P e r B e r i o
il musicista non è m a i u n s e m p l i ce esecutore di seg n i s c r i t t i , m a è
98 sentireascoltare
anche attore di se stesso e di conseguenza, la partitura diventa nelle
sue mani una sorta di copione, che
oltre alle note da suonare ne determina i movimenti.
Questo è evidente soprattutto in alcune delle sue Sequenze per strumento solista (in particolare la III
per voce; la VI per viola; la VI e
VII rispettivamente per trombone e
oboe, che assumono aspetti decisamente clowneschi). Ma andiamo
con ordine.
Luciano Berio nasce ad Oneglia
( o g g i I m p e ri a ) n e l 1 9 2 5 , m a a p p e n a
ventiseienne (dopo la guerra, che
lo ha visto coinvolto e gli ha provocato una ferita alla mano che gli
comprometterà lo studio del pianoforte) è già negli Stati Uniti a studiare le tecniche delle avanguardie
c o n L u i g i D a l l a p i c c o l a. M a l ’ A l l i e vo ebbe molto da ridire riguardo alle
capacità educative del Maestro, e
questo soprattutto perché le sue lezioni sulla dodecafonia risultarono
presto obsolete al giovane Berio,
già proiettato verso una dimensione musicale più estesa e meno
elitaria del purismo della scuola di
Vi e n n a . E r a g i à t r o p p o i m p o r t a n t e
l’aspetto multimediale e multiforme
della musica perché il compositore
l i g u r e f o s s e a ff a s c i n a t o d a i m e t o d i
compositivi seriali, che poco spazio
concedevano al senso della vista,
aspirando ad una musica indipendente che potesse esprimere se
stessa.
To r n a t o i n I t a l i a , B e r i o f o n d a a M i lano lo Studio di Fonologia della
RAI insieme ad un altro personaggio fondamentale per la musica italiana ed europea del secondo dopoguerra, Bruno Maderna, ponendo
le fondamenta della ricerca sulla
m u s i c a e l e t t r o n i c a i n I t a l i a , p a ese
a n c o r a s o r d o a g l i e s p e r i m e n t i d ’ol t r a l p e s u l l a m a n i p o l a z i o n e d e l s uo n o a t t r a v e r s o a p p a r e c c h i e l e t t r o nici
ed elettroacustici.
La magia della voce di Cathy
L’ i n t e r e s s e p e r l e q u a l i t à p l a s t i che
d e l l a m a t e r i a s o n o r a , a s s o c i a t o ad
u n a p a r t i c o l a r e a t t e n z i o n e p e r il
r a p p o r t o s u o n o / p a r o l a ( c h e s e g n erà
t u t t a l a s u a c a r r i e r a ) d à v i t a a l l e pri m e c o m p o s i z i o n i d i u n c e r t o r i l i evo:
N o n e s ( p e r o r c h e s t r a , 1 9 5 4 ) b a s ata
s u u n a s e r i e d i 1 3 s u o n i , T h e ma.
O m a g g i o A J o y c e ( 1 9 5 8 ) , s u t esti
d e l l o s c r i t t o r e i r l a n d e s e ( i n p arti c o l a r e F i n n e g a n s Wa k e ) e Vi s age
( 1 9 6 1 ) . N e l l e u l t i m e d u e v i e n e f uori
un personaggio cardine nella vita e
n e l l ’ a r t e d i B e r i o : C a t h y B e r b e r i an .
M a i m u s a è s t a t a t a n t o i s p i r a t r ice
q u a n t o i l m e z z o - s o p r a n o a m e r i ca n o p e r i l c o m p o s i t o r e i t a l i a n o . I due
c o n d i v i d e r a n n o , o l t r e a l l ’ a m o r e per
l a m u s i c a , a n c h e u n p e r i o d o d elle
r i s p e t t i v e v i t e ( u n a d e c i n a d i a nni,
p r i m a d i a r r i v a r e a l d i v o r z i o ) d u r an t e i l q u a l e l a v o c e d e l l a B e r b e r ian
r a p p r e s e n t ò q u a s i s e m p r e i l p e rno
a t t o r n o a l q u a l e n a s c e v a n o l e c om p o s i z i o n i d e l m a r i t o . L a p l a s t i c ità,
l a t e a t r a l i t à e l a p o t e n z a d e l l a v oce
d i C a t h y e r a n o i l m e z z o p i ù a d atto
a d e s p r i m e r e i l r a p p o r t o m u l t i l ate r a l e d e l l a m u s i c a c o n l a p a r o l a , la
p o e s i a , l e i m m a g i n i , i l t e a t r o , n ella
c o n c e z i o n e m u s i c a l e “ a p e r t a ” e in c l u s i v a d e l l a m u s i c a d i B e r i o . C on c e z i o n e s t i m o l a t a , t r a l ’ a l t r o , d alla
profonda amicizia che lo legava a
p e r s o n a l i t à d e l l a c u l t u r a n o s t r ana
come il semiologo Umberto Eco e
i l p o e t a E d o a r d o S a n g u i n e t i.
P r o p r i o S a n g u i n e t i è s t a t o p r o t a go n i s t a d e i n u o v i a p p r o d i d e l l a p o e tica
Il teatro musicale, l’approdo
definitivo
L’attenzione a l l a m a t e r i a s o n o r a i n dagata nella s u a n a t u r a d i s u o n o i n
divenire, di ti m b r o , m a s o p r a t t u t t o
di movimento è u n ’ a l t r a p r e r o g a t i v a
dell’arte del m u s i c i s t a d i I m p e r i a ,
che trova for m a n e l l a s e r i e d e l l a
già citate Seq u e n z e p e r s t r u m e n t o
solista. Inaug u r a t e n e l 1 9 5 8 c o n l a
Sequenza I p e r f l a u t o e t e r m i n a t o
il ciclo con l a S e q u e n z a X I V p e r
violoncello (2 0 0 2 ) , q u e s t e c o m p o sizioni, conce p i t e c o m e u n a s o r t a
di work-in-pr o g r e s s , e s p l o r a n o l o
strumento in t u t t e s u e l e p o s s i b i lità, svisceran d o n e l e s o n o r i t à p i ù
insolite e i tim b r i p i ù n a s c o s t i e d i ventando un v e r o t o u r d e f o r c e p e r
l’esecutore, c h i a m a t o a m e t t e r e a
disposizione n o n s o l o l a s u a t e c n i ca ma tutto il s u o c o r p o e c o s t r e t t o
ad “entrare” f i s i c a m e n t e n e l l a p a r titura.
Parallelament e a l l e S e q u e n z e q u e sti stessi pro c e d i m e n t i s o n o s t a t i
rielaborati in u n c o n t e s t o o r c h e strale di più a m p i o r e s p i r o n e l l a s e rie di Chemin s I - V I ( 1 9 6 4 - 9 5 ) . Q u i
Berio amplific a l e i d e e p r e c e d e n t i
ornandole in u n p r o c e s s o d i t r a s f o r mazione cont i n u a , c h e d e c o m p o n e
la forma in m a n i e r a t a l e d a f o r n i re all’ascolta t o r e l a p o s s i b i l i t à d i
esplorare i su o n i d a m o l t e p l i c i p u n t i
di vista.
Sembra logico c h e u n a v i s i o n e c o s ì
intrinsecamen t e t e a t r a l e d e l l a m u sica trovi il su o n a t u r a l e s b o c c o n e l
teatro musica l e . Te a t r o m u s i c a l e
i c o s i d d e t t i c o n t e m p o ra n e i
beriana, semp r e p i ù o r i e n t a t a v e r so la teatralit à c o m e m e t a f o r a d e l la vita. L’aspe t t o d r a m m a t i c o è g i à
evidente in La b o r i n t u s I I, u n p u n t o
fermo nella ca r r i e r a d e l c o m p o s i t o re, che gli val s e a n c h e i l P r i x I t a l i a
nel 1966. Qu e s t ’ o p e r a , s c r i t t a p e r
otto strumenti , d u e s o p r a n i , u n c o n tralto e una v o c e r e c i t a n t e , s u t e s t i
dello stesso S a n g u i n e t i . è e m b l e matica dell’a t t e g g i a m e n t o c o m p o sitivo di Beri o : v i o l e n t e e s p l o s i o n i
di suono, in u n o s t i l e c h e s i a v v i cina al free ja z z , s o n o a c c o s t a t e a
cori parlati f l e b i l i s s i m i , m e n t r e l a
fredda declam a z i o n e d i S a n g u i n e t i
si interpola tr a i m o m e n t i m u s i c a l i ,
preoccupando s i p i ù d e l s u o n o d e l l e
parole che de l s u o m e s s a g g i o .
che viveva, proprio tra gli anni ’60
e ’70, la sua ennesima e radicale
trasformazione dopo l’orgia di “purismo” dei postweberniani di Darmstadt (con i quali lo stesso Berio
a v e va c o l l a b o r a t o p e r u n p e r i o d o )
che avevano accantonato l’arte della rappresentazione, preferendovi
l’astrattezza del linguaggio sonoro.
Nel teatro di Berio, come già nelle sue opere vocali più celebri (O
K i n g, i n s e g u i t o i n c o r p o r a t a n e l l a
m o n u m e n t a l e S i n f o n i a; l o p s i c o dramma Recital For Cathy; A-Ronn e, a l t r o f r u t t o d e l l a c o l l a b o r a z i o n e
con Sanguineti), la letteratura, e più
in particolare la citazione e l’accostamento di epoche e stili letterari
diversi, divengono il marchio più
riconoscibile della personalità musicale beriana. A partire da Opera,
che già dal titolo si rivela alquanto
e m b le m a t i c a , i l p e r c o r s o t e a t r a l e
di Berio corre a zig zag attraverso
tutta la storia della letteratura, pass a n d o d a S h a k e s p e a r e (U n r e i n
a s c o l t o, 1 9 8 3 ) a C a l v i n o ( L a v e r a
storia, 1978).
Nonostante una cultura straordinariamente vasta, Luciano Berio è
stato soprattutto un artista molto
curioso. E la sua curiosità ha penetrato tutti gli ambiti possibili e imm a g in a b i l i , p o p u l a r m u s i c i n c l u s a .
Un mondo che per formazione non
gli apparteneva, ma che, avendo
vissuto molto negli U.S.A., sentiva
p i ù vi c i n o . L o s c a m b i o d i b a t t u t e t r a
lui e Paul McCartney, di cui spesso si fa cenno con un’aura di leggenda, non portò mai ad una vera
c o l l a b o r a z i o n e , m a a v e v a alla base
u n i n t e r e s s e r e c i p r o c o . McCartney
e r a r i m a s t o c o l p i t o d a Laborintus
I I e l o d i c h i a r ò a p e r t a m ente. Allo
s t e s s o m o d o i l c o m p o s i t ore ligure,
a ff a s c i n a t o d a l l a n o v i t à r appresen t a t a d a i F a b F o u r v o l l e darne una
p r o p r i a i n t e r p r e t a z i o n e t rascriven d o a l c u n i l o r o b r a n i ( c ’ è di sicuro il
s u o z a m p i n o n e l b e l l i s s i mo disco di
C a t h y B e r b e r i a n – B e a t l es Arias ,
D i s c o g r a p h / S e l f 1 9 6 6 - 2 005). Ma
l ’ e s c u r s i o n e d e l M a e s t r o nell’arte
p o p o l a r e h a t r o v a t o s e n z a dubbio la
s u a m a s s i m a e s p r e s s i o n e nei Folk
S o n g s ( 1 9 6 4 , p e r m e z z o soprano e
s t r u m e n t i ) , s e r i e d i c a n t i provenien t i d a i l u o g h i p i ù d i s p a r a t i (Azerbai g i a n , I t a l i a , S t a t i U n i t i . . ) rivisitati
a n c o r a u n a v o l t a p e r l a splendida
voce della Berberian.
B e r i o h a l a s c i a t o q u e s t o mondo ap p e n a q u a t t r o a n n i f a , n e llo stesso
a n n o ( i l 2 0 0 3 ) i n c u i s compariva
u n a l t r o s u o c a r o a m i c o , Roberto
L e y d i. U n m u s i c i s t a e u n etnomu s i c o l o g o c h e h a n n o c ontribuito,
o g n u n o a l l a s u a m a n i e r a , ma anche
i n f l u e n z a n d o s i i n e v i t a b i l mente a vi c e n d a , a d a r e u n a s e r i a i mportanza
a l l a m u s i c a i n u n p a e s e che conti n u a a n c o r a ( a h i n o i ! ) a c o nsiderarla
un’arte “minore”.
sentireascoltare 99
100 sentireascoltare