Leia - Associação Brasileira de Angus

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Leia - Associação Brasileira de Angus
MAIO/JUNHO 2012
ANO 13 - Nº 57
Angus @ newS
INFORMATIVO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANGUS
Impresso
Especial
9912270051 – DR/RS
Associação
Brasileira de Angus
CORREIOS
2
Maio/Junho 2012
[email protected]
EDITORIAL
Juntos
Paulo de Castro Marques
U
somos mais fortes
ma raça torna-se mais forte se os seus
criadores estão voltados para os mesmos objetivos de produção, mas também
de associativismo. Obviamente que as características zootécnicas de uma opção genética
acabam atraindo novos parceiros, mas se não
houver integração de todos em torno de uma
bandeira, o ritmo de evolução certamente será
prejudicado. Ou, pior: como a história da pecuária brasileira demonstra, a personificação de
algumas raças acaba por torná-la sem crédito,
culminando com o seu desaparecimento.
Em outras palavras, é essencial o engaja-
mento de todos os criadores para o contínuo
fortalecimento da raça Angus. Parodiando o
velho ditado, poucas andorinhas não fazem verão. Assim, é preciso que todos, mas todos os
apaixonados pelo Angus juntem-se num movimento de valorização da raça. O primeiro
passo é associar-se à entidade nacional diretamente ou via núcleos regionais. Na sequência,
é essencial ser participativo. Não adianta ser
apenas um número. É fundamental fazer-se ouvir, trazer ideias, discutir conceitos, questionar,
contribuir.
Amigos do Angus, uma entidade de classe,
como a nossa ABA, é mais forte quanto mais
ativa seja a participação dos seus associados.
Esta é uma via de mão dupla com ganhos para
todos. Os criadores participam e ajudam a associação a ser mais pujante; e a associação
presta mais e melhores servicos. Como disse,
os benefícios são de todos os envolvidos e, particularmente, da raça Angus.
Então, vamos fortalecer (ainda mais) nossa
associação? Esperamos o seu contato para se
juntar a nós, especialmente com ideias.
Grande abraço.
HUMOR - LUCA RISI
NESTA
EDIÇÃO
Artigo - O Mundo da Carne
Pastagens produzem melhor carne
Notícias do Programa Carne Angus
Terneiro Angus Certificado
Melhoramento Genético
Informe - As notícias Angus
Gira angus Brasil - Uruguai
Exposições
Perfil - José Roberto Pires Weber
Opinião - Por que as Deps mudam
EXPEDIENTE
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Associação Brasileira de Angus
Diretoria Biênio 2011/2012
Diretoria Executiva - Diretor Presidente: Paulo de Castro Marques - Diretor 1ºVice Presidente: José Roberto Pires Weber - Diretor Vice Presidente: Mariana Franco Tellechea - Diretor Vice Presidente:
Eduardo Macedo Linhares - Diretor Vice Presidente: Valdomiro Poliselli Junior - Diretor Administrativo e Financeiro: Marco Antônio Gomes da Costa - Diretor de Marketing: Felipe Moura - Diretor de
Núcleos: Sérgio Colaço da Silva - Diretor do Programa Carne Angus: Reynaldo Titoff Salvador - Conselho de Administração - Membros Eleitos: Antônio Maciel Neto, Renato Zancanaro, Renato Ramirez,
Antonino de Souza Dornelles, Carlos Alberto Martins Bastos - Membros Natos (Ex-Presidentes da ABA): Angelo Bastos Tellechea, Antônio Martins Bastos Filho, Fernando Bonotto, Hermes Pinto, José Roberto
Pires Weber, Reynaldo Titoff Salvador, José Paulo Dornelles Cairoli, Joaquim Francisco B. de Assumpção Mello - Conselho Fiscal - Membros Efetivos: João Francisco Bade Wolf, Ronaldo Zechlinski de Oliveira,
Fábio Luiz Gomes - Membros Suplentes: Roberto Soares Beck, Frederico Fittipaldi Pons, Elio Sacco - Conselho Técnico: Susana Macedo Salvador – Presidente ([email protected]), José Fernando Piva
Lobato, Ricardo Macedo Gregory, Rogério Rotta Assis, Roberto Vilhena, Ângela Linhares, Amilton Cardoso Elias - Representante ANC ([email protected]).
[email protected]
Coordenação: Juliana Brunelli de Moraes ([email protected])
Jornalistas Responsáveis: Eduardo Fehn Teixeira - MTb/RS 4655 e Horst Knak - MTB/RS 4834
Colaboradores: Jorn. Alexandre Gruszynski, jorn. Ana Esteves, jorn. Marina Corrêa, Jorn. Nelson Moreira, Nicolau Balaszow e articulistas - Diagramação: Jorge Macedo
Departamento Comercial: Agência Ciranda - 51 3231.6210 // 51 8116.9784
Edição, Diagramação, Arte e Finalização: Agência Ciranda - Fone 51 3231.6210 - Av. Getúlio Vargas, 908 - conj. 502 - CEP 90.150-002 - Porto Alegre - RS
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Associação Brasileira de Angus - Largo Visconde de Cairu, 12 - conj. 901 - CEP 90.030-110 - Porto Alegre - RS - www.angus.org.br - [email protected] - Fone: 51 3328.9122
* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.
[email protected]
CARNE
Maio/Junho 2012
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Uma nova era:
Mundo da Carne
Reynaldo Titoff Salvador
os lanches!
A partir desta edição do [email protected], o Programa Carne
Angus Certificada passa a contar com mais uma ferramenta de
interatividade e comunicação com os produtores rurais e a cadeia da
Carne Angus como um todo. Através desta nova coluna teremos um
canal de comunicação direto, levando informações sobre conquistas,
novidades e próximos passos do Programa Carne Angus, um
trabalho da Associação Brasileira de Angus (Angus Brasil) que tem
a missão de valorizar a carne que você produz.
N
Mais de 1 milhão de pessoas está
em contato direto com o conceito
da Carne Angus Certificada
que tem fundamental importância na produção desta matéria prima diferenciada em épocas de menor
oferta de gado em nossas
fazendas, além de ser o parceiro responsável pela qualidade industrial dos hambúrgueres Angus desde o abate
Fotos: Divulgação
esta primeira edição,
trago à discussão a
nova parceria que
considero de fundamental
importância para o Programa Carne Angus no Brasil.
A Rede McDonald´s. Uma
das maiores redes de Fast
Food do planeta reconheceu
no Programa Carne Angus
Certificada e seus parceiros as características ideais
para lançamento de uma
plataforma de lanches Premium no Brasil, produzidos
com 100% de Carne Angus
Certificada, e que já são
sucesso em outros países
onde a rede atua, casos de
Estados Unidos, Austrália,
Argentina e Uruguai.
Este trabalho teve inicio há dois anos, através de
criteriosos estudos de viabilidade de volumes, e envolveu etapas de planejamento,
testes de produto, desenvolvimento de estratégias
comerciais e está fortemente ligado ao Programa de
Fomento Pecuário Marfrig,
SteakBurger VPJ Alimentos com Carne Angus
até a ponta final da cadeia.
Para se ter idéia da dimensão deste projeto, cerca
de 1,6 milhão de pessoas
passam por dia nas lojas
da rede no Brasil. Este público está tendo contato
com o conceito da Carne
Angus Certificada e tendo
a oportunidade de provar e
comprovar sua suculência
e sabor diferenciados. São
200g de Carne Angus Certificada em cada lanche,
que mostram todo o sabor
e suculência característicos
da Carne Angus aos mais
variados perfis de consumidores. Hoje, a Linha Angus
Premium McDonald´s já
chegou a todos os estados
das regiões Sudeste, Sul,
Centro Oeste e a Bahia!
A cadeia de produção do
Angus ganhou muito com
esta parceria. A muito idealizávamos uma forma de
aproveitar nosso novilho de
qualidade como um todo,
agregando valor a carcaça
em todos os seus cortes e
não apenas à linha de churrasco, que já alcança preços
TOP em todo o Brasil.
Nosso McAngus é produzido com cortes especiais de
dianteiro e costela que ainda não são os mais demandados pelo consumidor de
carne de qualidade e assim
agregamos valor de forma
complementar aos cortes já
campeões na preferência do
consumidor.
Esta nova iniciativa
avança por todo o Brasil em
sinergia com a conceituada
e linha de hambúrgueres
VPJ Angus Prime, que contempla uma ampla variedade de cortes e tamanhos
diferenciados que vem conquistando os consumidores
desde 2009 e com os recém
lançados produtos da linha
Seara Angus como o Mega
Hit Angus e o Mega Burguer Angus. Ganha, todos:
os consumidores, os produtores e criadores de Angus e
a raça Angus!
Lembre-se que em qualquer atividade econômica
a variável preço depende
diretamente da relação entre oferta e demanda. Estimular o consumo de carne
de qualidade e a buscar a
excelência dos produtos que
recebem o selo de certificação da Angus são peças fundamentais neste processo, e
o caminho para avançarmos
na valorização de nossa carne, agregando premiações
ainda maiores para nossa
produção, e para o crescimento da raça no Brasil.
Estamos
trabalhando
em sinergia - produtor +
industria + varejo - buscando valorizar o boi como um
todo, criando alternativas de
cortes e produtos diferenciados, encantando o consumidor e estimulando seu
paladar, além de valorizar a
carne de qualidade através
da credibilidade conferida
por nosso selo de certificação.
Até a próxima edição!
Diretor do Programa Carne
Angus Certificada
Caixeta Megaburger Seara com Carne Angus
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[email protected]
CARNE
Maio/Junho 2012
Pastagens
garantem melhor carne
Fotos: Divulgação
Maurício Palma Nogueira
Para que haja sucesso econômico em qualquer atividade é necessária
a maximização dos meios de produção. Em outras palavras, todos os
recursos disponíveis devem estar em plena capacidade de uso quando
exigidos e a suplementação a pasto, como ferramenta nutricional
para o gado, não deve fugir a esta regra.
Por Nicolau Balaszow
“A
ssim, é primordial
que a estratégia
de suplementação seja realizada a partir
da qualidade das pastagens
existentes e, ainda, considerar e valorizar o consumo de
forragens presentes durante
todo o ano”, orienta o agrônomo e diretor da Bigma
Consultoria, de São Paulo,
Maurício Palma Nogueira.
No seu entendimento é necessário construir um plano
adequado à realidade de
cada propriedade para que
os objetivos possam ser alcançados sem sobressaltos.
Além de representar uma
fonte de alimentação mais
econômica, esse sistema de
produção tem credenciado o
País na exportação de carne
e seus derivados.
Áreas mais ao norte
A base da produção bovina no Brasil é, como se
sabe, de pastagem, mas não
se consegue maximizar este
tipo de produção devido ao
fato de grande parte destas
áreas estarem degradadas.
Pesquisas apontam que
80% das áreas no território nacional estão em fase
inicial ou já bastante degradadas e, aquelas existentes
apresentam baixa oferta
quantitativa e qualitativa
de forragens. A degradação,
como se sabe, é decorrente
da falta de um manejo cor-
reto e de um processo extrativista agressivo, o que deixa o solo fraco e com pouca
oferta. O resultado disso é
um animal recebendo baixo valor nutricional, o que
acarreta o chamado ciclo
de pobreza, sempre numa
espiral descendente.
“O produtor não sabe o
quanto produz por hectare”.
Esta afirmativa, contundente mas realista, é de Rogério
Marchiori Coan, zootecnista
e diretor técnico da Coan
Consultoria e da Academia
Pecuária, além de especialista em produção animal.
Ele justifica dizendo que
o pecuarista precisa aproveitar melhor a sua área e
com isso ganhar capacidade
competitiva, num merca-
do cada vez mais exigente
quanto à padronização das
carcaças.
“O que temos feito na
região Centro-Oeste é sugerir ao criador que ele intensifique o seu processo
produtivo, inicialmente melhorando as pastagens que
se apresentam em boas condições”, informa. Ao mesmo tempo será preciso recuperar as terras que estão
exauridas com boas doses
de calcário, fósforo, potássio e adubação com nitrogênio na medida de 50 kg/ha/
ano, para torná-las e mantêlas produtivas. “É preciso
classificar estas áreas de
pastagens de acordo com
o seu potencial”, reitera o
técnico. As estimativas de
recuperação do solo, conforme o especialista são as
seguintes: aquelas terras
em condições razoáveis, ao
receberem um tratamento
adequado, já estarão pron-
tas para o seu aproveitamento com capacidade total
em um ano. Já as áreas com
média qualidade podem ser
recuperadas em aproximados três anos, enquanto que
as bastante deterioradas levam, em média, cinco anos
para estarem prontas para
produção.
Para se conseguir um
melhor desempenho, já na
fase de confinamento, Coan
sugere organizar um programa de suplementação
animal com aditivos de eficiência alimentar como é o
caso do novo Virginiamissina que, adicionado no suplemento mineral e protéico,
aumenta o poder de engorda
dos animais. “Este produto
tem apresentado resultados
excelentes”, garante ele, e
complementa dizendo que
no período das águas temse conseguido 120 gramas a
mais de ganho de peso por
dia com este produto, quando comparado com aqueles
que não têm esse princípio
ativo. São em torno de 22
a 24 quilos a mais nesses 4
meses. Deste modo, num ciclo ascendente a criação de
animais a pasto, traz ganhos
ao produtor com o aumento
de produtividade e melhoria
substancial do ciclo de produção, diminuindo a fase de
>>>
confinamento.
Quase 80% das áreas de pastagem
no território nacional estão em fase
inicial ou já bastante degradadas
Rogério Marchiori Coan
[email protected]
CARNE
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Segredo é criar escala de produção
Fotos: Divulgação
bezerro neste total. Nunca a possibilidade de seleção
os 360 kg/ha exigidos pelo animal”, sentencia o expeIncra. Quando estudados os riente pesquisador.
Os terneiros desmama360 kg, a prenhez de vacas
com cria ao pé foi de apenas dos que iniciam a fase de
recria devem ser destinados
22,7%.
O importante, explica o a potreiros previamente diprofessor, é determinar se os feridos e aí permanecer até
campos são aptos a receber junho, julho, quando têm,
longo ou, ainda, preparar bato, que o produtor tenha bezerros para a recria após então, acesso às típicas pasconcentrados para ofertar consciência do tipo de solo, o desmame, novilhos ou no- tagens de inverno para o Sul
aos animais. “Entendo ser da unidade de mapeamento vilhas de sobreano, animais do Brasil. Leia-se azevém,
preciso estimular a escala que ele possui e, a partir daí, em terminação ou vacas em aveia, trevo branco, cornide produção para o ano in- determine qual a taxa de lactação e gestação. As pas- chão ou Lótus Rincón, próteiro, mais do que incentivar crescimento médio de pas- tagens naturais típicas da prias para a região Sul.
“No final da primavera,
a pastagem. É preciso estar to em sua propriedade, seja metade sul do RS precisam
preparado para o outono e nos campos de pastagens ter de 2,5 a 3 mil kg de ma- quando retornam às pastafinal de primavera e, assim naturais do RS ou como nas téria seca, para que as vacas gens naturais, os produtores
agilizar
a
com cria consi- precisam seguir os resultap ro d u ç ã o,
gam alta efici- dos de pesquisas gerados
até porque
ência reprodu- pelo professor Maraschin,
os ciclos de É preciso implantar uma escala de
tiva. “Considero da Faculdade de Agronomia
engorda es- produção para o ano inteiro, além de
isto para as va- da Ufrgs, com a oferta métão cada vez
cas em lactação dia mínima de 1.500 kg de
incentivar
o
uso
de
pastagens
mais curtos,
e que possuem a matéria seca por ha. Ou com
sendo necesfunção primor- mais precisão, uma pressão
sária rapidez nos processos. braquiárias do Centro-Oeste dial de emprenhar enquanto de pastejo de 12 a 13% de
Sem isso a parte do corpo do Brasil”. É importante lactantes e, assim se habili- matéria seca para cada 100
do pecuarista que mais dói saber quanto o pasto cresce tar a desmamar um terneiro kg de peso corporal em um
é o bolso”, descontrai o téc- neste solo, mês a mês, nas por ano”, completa Lobato. ha, sempre associado ao
diferentes estações do ano e, E acrescenta, um bezerro solo e ao regime de chuvas
nico.
desta forma, poder determi- (a) de bom peso, adaptado da propriedade”, explica.
nar a carga animal que vai ao meio, para dar sequência Esta prática permitirá um
Quatro décadas
ser colocada sobre ele. Para ao sistema. “Se não em- ganho médio, aproximado,
de pesquisas
O agrônomo e profes- os rodeios de cria, as pes- prenhar, parir e desmamar, de 500 g/dia, de outubro,
sor do Departamento de quisas determinaram que no obviamente não terá reposi- novembro a abril do ano se>>>
Zootecnia da Universidade RS as pastagens naturais ção, desfrute e muito menos guinte.
Federal do Rio Grande do podem ter de 220 a 320 kg/
Sul (UFRGS), José Fernan- ha, incluindo peso de vaca e
do Piva Lobato, apresentou
dados gerais e elucidativos
quanto ao manejo das pastagens naturais e melhoradas do RS. As informações
foram geradas em 40 anos
de pesquisas, a partir das
teses e dissertações dos
alunos de pós-graduação
das universidades gaúchas
e da Estação Experimental
Cinco Cruzes de Bagé, hoje
Embrapa.
Mario Macedo
“É essencial, inicia LoJosé Fernando Lobato
O pecuarista tem à sua disposição inúmeras fontes, tanto
tecnológicas como o de apoio profissional, para impulsionar o seu
negócio através da qualificação do seu campo. Para tanto, ele deve,
em primeiro lugar, realizar um levantamento e organizar-se e, em
seguida, buscar apoio técnico especializado.
D
iferentemente de outras regiões brasileiras, no Rio Grande do
Sul o maior entrave para a
obtenção de pastagens é a
sazonalidade, diz o zootecnista e consultor em pecuária, Mário Saraiva Gomes
de Macedo. Para ele, no entanto, as dificuldades encontradas com o clima gaúcho
não são um impeditivo para
uma produção em escala,
daí a utilização de sistemas
de confinamento ou qualquer outro que permita a
intensificação na produção,
possibilitando o abate de
animais durante todo o ano.
No RS existem pastagens perenes, mas não é
significativo o seu volume.
Macedo lembra que na primavera temos o final da
pastagem de inverno e no
outono não temos nada,
pois no começo de abril o
produto termina, deixando
o pecuarista a mercê do clima. “Outra lacuna é entre
novembro até metade de
dezembro, quando acaba o
boi da pastagem de azevém
e aveia que serve de preparo para o plantio da soja,”
exemplifica.
Neste sentido, Mário
Macedo deixa claro que o
criador deve estar preparado para o período em que
sai o animal e entra o plantio agrícola. Desta forma, é
preciso utilizar a pastagem
de azevém de ciclo mais
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[email protected]
CARNE
Maio/Junho 2012
Suporte forrageiro
adequado a cada situação
Fotos: Divulgação
O
produtor precisa trabalhar com médias
de lotação e ter áreas
mais folgadas para, quando
acontecerem déficits hídricos, poder manter o suporte
forrageiro adequado. Aqui,
Lobato reforça o fato de
jamais esquecer que a nutrição administrada não
pode estar desassociada
de programas sanitários,
de genética adaptada ao
Sul do Brasil, região típica de clima subtropical e
que possui restritores ao
maior desempenho das raças taurinas. Some-se a
esses fatores à necessidade
de o produtor dominar as
tomadas de decisão sobre
o período reprodutivo e,
como decorrência disso, o
período adequado de pari-
ção, de quando desmamar
e idade de primeiro serviço
das novilhas. “Ainda temos
um objetivo médio de uma
taxa de desfrute de 28% e
isto só será obtido quando
a idade de abate dos novilhos e de primeiro serviço
das novilhas for com dois
anos de idade, concomitante a índices de prenhez de
85% em vacas com cria ao
pé”, reforça.
O excesso de carga animal e a ausência de manejos mais intensivos, identificados e determinados
pelo saber hoje existente,
são responsáveis pelos indicadores de produtividade
atuais. Com o avanço da
agricultura em áreas até
hoje destinadas à pecuária, existem próximos aos
produtores, além dos concentrados comerciais, uma
gama de subprodutos dos
grãos das lavouras colhidas
que permitem uma intensificação dos sistemas de
produção, quando usados
estrategicamente.
O professor Lobato
enfatiza que as carnes
produzidas em pastagens
naturais e melhoradas no
RS, ou mesmo em confinamento com dieta de pouco
grão e de curto período de
terminação, são extremamente saudáveis. Em recente pesquisa conduzida
em conjunto com o médico
Iran Castro, no Instituto
de Cardiologia do RS, em
Porto Alegre, o consumo
das carnes oriundas destes dois sistemas de terminação, por funcionários
voluntários da Instituição,
não alteraram seus índices
de glicerídeos e colesterol,
mas a carne proveniente de
novilhos, sempre alimentados com pastagem, foi significativamente mais rica
em ômega 3.
CP CRV Lagoa começa a 6ª Prova para touros Angus
Já está marcado para o
dia 20 de outubro o leilão dos
animais classificados como
Top 30% na Prova para touros Angus promovida pelo
Centro de Performance CRV
Lagoa, com o apoio da Associação Brasileira de Angus
(Angus Brasil).
A Prova, com inscrições
encerradas em 8 de junho,
programa a recepção dos animais no período de 1º a 15 de
Junho. O período de adaptação é de 42 dias e o período
de avaliação da tourada é de
180 dias.
Já consagrada entre os
produtores que tem foco na
eficiência em produção pecuária no Brasil, a prova apresenta entre as novidades o aumento em um mês da data de
nascimento dos exemplares:
agora é de 1º de agosto a 30
de novembro de 2011. Tam-
bém se destaca o uso do Grow
Safe, um equipamento que
mede a conversão alimentar,
apontando quais animais são
mais eficientes. “Com o Grow
Safe consegue-se diferenciar
o animal que ganha dois quilos de peso por dia comendo
20 quilos de ração, de outro
que ganha 1.800 gramas/dia
comendo 15 quilos de ração
ou menos”, esclarece Cristiano Leal, Gerente Corte Taurinos da CRV Lagoa. “Esta
prova representa também
uma excelente oportunidade
aos criadores de dar visibilidade à genética da propriedade, a partir da colocação de
touros nacionais em coleta na
central, lembra o técnico.
Características
avaliadas
Na prova são avaliadas
12 características direta-
mente correlacionadas ao
resultado econômico da atividade. Essas são harmonizadas através do Índice de
Seleção CP especifico para
cada raça e contempla as
seguintes características:
peso, ganho médio diário,
perímetro escrotal, qualidade de carcaça (avaliação
por ultrassonografia) –
AOL (Área de Olho de Lombo) e EGS (Espessura de
Gordura Subcutânea), avaliação por escores visuais
(conformação, precocidade,
musculosidade, umbigo e
temperamento), morfologia e eficiência alimentar.
Parâmetro
de seleção
Cristiano Leal destaca que no CP CRV Lagoa,
todos os criadores participantes conhecem a ava-
liação genética de seus
animais e podem compará-la com o rebanho de
diferentes criatórios dentro da mesma raça, o que
fornece um parâmetro sobre o posicionamento do
processo de seleção e uma
melhor
comercialização.
A equipe técnica do CP
conta com integrantes do
departamento de Corte da
CRV Lagoa, em parceria
com a Coan Consultoria
(nutrição) e Gensys (avaliação genética). Para o
gerente de produto Corte
Zebu da CRV Lagoa, Ricardo Abreu, “o Centro de
Performance
consolidase como a avaliação mais
completa em um teste de
desempenho, por ser totalmente democrática e
abrangente na participação de pequenos, médios e
grandes criadores e também por identificar jovens
talentos com predição
do valor genético em características de interesse
econômico, atendendo à
demanda do mercado por
genética nacional provada”.
Cristiano Leal lembra que
duas de cada quatro doses de sêmen vendidas são
de touros nacionais, e uma
dessas duas é de touros da
prova.
Mais informações sobre a prova para touros
do CP CRV Lagoa podem
ser obtidas pelo telefone
(16) 2105-2234, pelo email [email protected]
ou pelo site www.crvlagoa.
com.br. Ou ainda na sede
da Angus Brasil, pelo fone
51.3328.9122.
[email protected]
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[email protected]
CARNE
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Vem aí o 7º Concurso
de Carcaças Angus
Fotos: Divulgação/ABA
A
Associação Brasileira
de Angus (Angus Brasil) e Marfrig anunciam a data do tradicional
concurso de carcaças Angus
no Rio Grande do Sul, este
ano em sua sétima edição:
será no dia 14 de setembro
de 2012, em São Gabriel.
Mas a novidade deste
ano é a realização do primeiro Concurso de Carcaças Angus da região Centro
Oeste do Brasil. A unidade
de Mineiros, em Goiás (GO),
sediará a etapa, no dia 20
de outubro de 2012. O evento de Mineiros pretende
reunir produtores de todo
aquele estado, mostrando
o potencial do cruzamento
industrial na região, bem
como permitindo a troca de
conhecimento entre técnicos
e produtores daquela parte
do Brasil.
Para o diretor do Programa Carne Angus Certificada e ex-presidente da
Angus Brasil, selecionador
Reynaldo Titoff Salvador,
mais do que uma competição, o Concurso de Carcaças é um grande encontro
do mundo Angus, ocasião
oportuna para discutir o
futuro do Programa Carne
Angus Certificada.
Metas ultrapassadas
Em 2011 o 6º Concur-
Dias de campo: anote e participe!
Visando a divulgação do Programa Carne Angus Certificada e dos
programas de fomento e premiações
para animais Angus, a Associação
Brasileira de Angus (Angus Brasil)
e seus parceiros estão preparando
uma movimentada agenda de dias
de campo para esta Primavera.
Já está confirmada a realização
do tradicional encontro de produtores/RS no dia 15 de Setembro, na
região central do Rio Grande do
Sul, um dia de campo no município
de Mineiros, GO, região onde o fomento pecuário do parceiro Marfrig
tem consolidado resultados e grande
adesão de produtores interessados.
O estado do Mato Grosso do
Sul será palco da terceira atividade em evento a ser realizado na região de Bataguassú, MS. Entre os
temas que serão discutidos estão a
utilização de biotécnicas reprodutivas como a IATF, as vantagens do
cruzamento com Angus e a nutrição
animal ajustada para produção de
carne de qualidade. Estes serão os
focos principais dos eventos técnicos. Na próxima edição do [email protected]
newS você conhecerá a programação completa. Anote as datas e prepare-se!
so de Carcaças Angus e
VII Encontro de Produtores de Carne Angus foram
realizados em Alegrete,
RS, nos dias 23 e 24 de
setembro, promoção conjunta da Angus Brasil e
de seu parceiro Marfrig.
Os eventos superaram o
sucesso das promoções
anteriores, evidenciando o
avanço da raça, que segue
conquistando o interesse de mais e mais produtores. Só o Concurso de
Carcaças de 2011 contou
com mais de 500 animais,
ultrapassando a meta fixada pela Angus Brasil –
foram 553 machos Angus
e Cruza Angus de 14 criatórios do Rio Grande do
Sul, todos participantes
do Programa Carne Angus
Certificada.
Ambos os eventos mostraram claramente a evo-
lução da qualidade dos
animais que integraram o
Concurso de Carcaças e o
interesse dos criadores na
obtenção de novos conhecimentos e aplicação de novas
tecnologias que a pesquisa
científica tem comprovado
a eficiência.
As promoções surpreenderam o gerente de fomento
do Marfrig, Diego Brasil.
Segundo declarou na ocasião, “a grandiosidade do
6º Concurso de Carcaças
Angus (de 2011) evidenciou
o excelente momento que vivia a pecuária e a raça Angus inserida nesse contexto
de carne de qualidade. A
análise dos abates mostrando que utilizamos 100% da
capacidade da nossa planta
só com os animais do concurso sinalizou claramente
este potencial”, apontou o
técnico.
Comitê Carne Angus
Visando reunir os diferentes elos da cadeia produtiva da carne, a
Associação Brasileira de Angus (Angus Brasil) retomou com força total, em novembro de 2011, as atividades do Comitê Carne Angus, que
congrega representantes da entidade, do campo e da área da pesquisa.
Formado por produtores, especialistas em áreas como qualidade de
carne, produção animal e genômica, ex-diretores do Programa Carne
Angus Certificada e seus executivos, este comitê constitui um fórum
permanente de discussões sobre questões relacionadas ao Programa
Carne Angus Certificada, sendo um elemento fundamental de apoio à
diretoria na condução do futuro do programa de carnes da entidade.
“O objetivo principal é discutir problemas e soluções da raça, aumentar a credibilidade dos nossos produtos e acelerar os processos
da utilização da carne Angus”, explicou Jaime Tarouco, professor do
Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da UFRGS.
Além do professor Tarouco, compõem o Comitê de Produtores Carne Angus o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Pedro
Felício, a geneticista do Gensys Fernanda Brito, o professor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) Carlos Gottschall.
Também os produtores Fernando Costa Beber, da Pulqueria Agropecuária; Marcelo Linhares, da AML agropecuária; Luiz Fernando
Campana Rodrigues, da HR Agropecuária; Luiz Felipe Moura, da
Scalzilly Agropecuaria e o pecuarista gaúcho Luiz Claudio Pereira. E
ainda os ex-diretores do Programa de Certificação da Angus, Fernando Correa Osório, Márcia Dutra de Barcellos, Vivian Potter e Joaquim
Mello.
[email protected]
CARNE
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CARNE
Maio/Junho 2012
Carne Angus
fecha parceria com CooperAliança
Foto: Eduardo Fehn Teixeira/Ciranda
Edio Sander e Paulo de Castro Marques
M
arcando o start do
Programa
Carne
Angus Certificada
no Paraná, a Associação
Brasileira de Angus (Angus
Brasil) fechou parceria com
a Cooperativa de Carnes
Nobres do Vale do Jordão
– CooperAliança, sediada
em Guarapuava/PR. O contrato, assinado durante a
ExpoLondrina, na nova sede
da Angus Brasil no parque
paranaense, visa a certificação da carne produzida por
aquela cooperativa, situada
na região sudoeste do Paraná, através do Programa
Carne Angus Certificada.
“O Programa Carne Angus já está presente no Rio
Grande do Sul, Mato Grosso
do Sul, São Paulo e Goiás,
envolvendo 14 plantas frigoríficas dos parceiros Marfrig,
VPJ e Silva. Somente em
2011, foram abatidos cerca
de 200 mil animais no Programa, gerando consistentes
premiações aos pecuaristas
participantes. E é uma satisfação incluir o Paraná nesta
nossa iniciativa que vem se
mostrando tão exitosa”, ressaltou o presidente da Angus
Brasil, selecionador Paulo de
Castro Marques.
O interesse da Angus em
incluir o Paraná no Programa Carne Angus Certificada
não é coisa nova. “As negociações com a CooperAliança começaram em 2009,
exatamente durante as atividades na Expolondrina. Hoje
o programa está consolidado
e visualizamos um ótimo cenário para começar a operar
naquele o estado, até porque
a cooperativa dos produtores
de Guarapuava estava buscando melhores condições
de remuneração aos animais
Angus e Cruza Angus dos
seus cooperados”, revela o
ex-presidente da Angus Brasil e atual diretor do Programa Carne Angus Certificada,
Reynaldo Titoff Salvador.
O Paraná desponta como
um grande criador de Angus,
com mercado interno promissor e aquecido. Segundo
Salvador, em 2011, 42%
de todas as doses de sêmen
vendidos no Paraná foram
de reprodutores Angus, provando que o pecuarista paranaense conhece e valoriza
as características da raça,
como fertilidade, precocidade e habilidade materna”.
“Vale também ressaltar
que os pecuaristas do Paraná conseguem abater animais Angus ou Cruza Angus
aos 14 meses com peso vivo
de 500 kg e peso de carcaça
de 270 kg, comprovando que
o estado apresenta ótimas
condições para a criação
de Angus”, aponta Reynaldo Salvador, projetando que
até o final de 2012 o Pro-
grama Carne Angus Certificada deverá também firmar
parcerias com outros grupos
locais.
A CooperAliança
Ao todo são 38 produtores cooperados que produzem animais Angus e Cruza
Angus. “Esta parceria significa a valorização do nosso produto, canalizando a
oferta de gado para o atendimento ao consumidor que
deseja uma carne de real
qualidade”, assinalou o presidente da CooperAliança,
Edio Sander.
A cooperativa abate em
torno de 12 mil animais ao
ano. “O percentual de animais Angus e cruza Angus
chega a 45%, atingindo cerca de 500 novilhos por mês.
Com a certificação do Programa Carne Angus, esperamos até o final de 2012 que
este número salte para 1,5
mil animais/mês no programa”, antecipa Sander.
Foto: Devanir Parra/ABA
Reynaldo Salvador (de boné): “ótimo cenário no Paraná”
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UF
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55 3422.7595 / 55 9974.3024
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51 3724.2495 / 51 9975.1985
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55 3431.6497 / 55 9977.6644
45 9972.3425
53 3225.3805 / 53 9983.0813
55 9112.3916 / 55 3242.1312
51 9837.6501 / 55 9969.1464
17 9201.9181
55 3412.5339 / 55 9977.7281
14 8147.7797
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terneiros/bezerros de 5,5
arrobas é de R$ 640,00 no
RS e de R$ 690,00 em São
Paulo – onde a cotação já
esteve muito acima. Esta
queda tem uma explicação,
para Nadia: “Nesta época
não se compram animais jovens no centro do País. Por
outro lado, no Sul haverá dificuldades para a formação
das pastagens de inverno, já
que as temperaturas ainda
são altas e faltam chuvas
para acelerar a germinação
e o crescimento dos pastos”,
avalia.
Fotos: Divulgação
Terneiro Certificado
é atalho para
programa de carnes
Por Horst Knak
P
elo menos 5 mil Terneiros Angus Certificados passaram pelas
pistas de remates nos meses
de abril e maio no Rio Grande do Sul. Chancelados pela
Associação Brasileira de
Angus, as feiras de terneiros formam uma desejável
concentração de produtos
para quem quer tomar o
atalho da carne de qualidade. Fruto da parceria entre
a Angus, Grupo Marfrig e
Associação de Núcleos de
Produtores de Terneiros de
Corte (Anptc-Sul), em sua
primeira temporada, o terneiro certificado chegou a
valer R$ 4,40 o quilo vivo
nos principais pólos produtores. Os animais certificados tiveram uma valorização de 8 a 10%.
Fruto deste convênio,
técnicos da Angus visitaram
as propriedades produtoras,
para certificar o padrão racial, qualidade e adequação
ao Programa Carne Angus
Certificada, desde sua origem. “Adquirindo terneiros
certificados, o produtor tem
oportunidade de participar
[email protected]
CARNE
Maio/Junho 2012
imediatamente do Programa Carne Angus Certificada,
produzindo carne de qualidade”, pondera Reynaldo
Salvador, diretor do programa de carne.
Para o frigorífico parceiro, o Marfrig, este sistema
também produz resultados.
“A compra destes animais
permite que o invernador
tenha mais tranquilidade
na hora fazer a recria e terminação dos terneiros, pois
sabe que comprou exemplares com padrão racial,
um dos pontos principais do
programa”, diz Diego Brasil, gerente de fomento do
grupo Marfrig. Ele lembra,
porém, que apenas o padrão
racial não garante a bonificação: “é preciso tratar
o terneiro adequadamente,
garantindo um peso adequado e ótimo acabamento de
carcaça, para que possa ser
abatido até os dois dentes –
24 meses”.
Longa estiagem
reduziu oferta
A temporada foi aberta no final de abril, ainda
com a expectativa gerada
pela longa estiagem que
se arrasta no Rio Grande
do Sul há pelo menos sete
meses. Por outro lado, fruto da falta de produto no
mercado, as vendas estão
acontecendo na porteira da
fazenda, reduzindo um pouco a oferta de animais jovens nos leilões. Estima-se
que a quebra seja de 25 a
30% na oferta, tornando o
mercado comprador firme.
Por isso, as cotações no Rio
Grande do Sul estão em alta
desde o início do ano, atesta a consulta da Scot Consultoria, zootecnista Nadia
Diniz de Oliveira. Enquanto
isso, em São Paulo, Sudeste
e Centro-Oeste, o mercado
está em baixa.
Na média a cotação dos
Certificação valoriza
Para o presidente da
Anptc, Max Soares, todos
os elos da cadeia produtiva
da carne ganham com as feiras. “A maioria dos animais
que foram às pistas foram
certificados nesta parceria
piloto entre a Angus, Marfrig e Anptc. E a certificação
dos animais é a certeza que
precisávamos de que nosso
produto terá a valorização
necessária e estará inserido
no mercado”, disse. As feiras aconteceram nas cidades
gaúchas de São Sepé, Pinheiro Machado, Bagé, Cachoeira do Sul, Lavras.
“A parceria entre a Associação de Angus e núcleos produtores de terneiros
e Grupo Marfrig funcionou
muito bem, e foi vista com
bons olhos pelos produtores rurais”, comentou Ênio
Santos, da EDS Remates,
lembrando que todos os animais Angus e cruza Angus
da região de Caçapava do
Sul foram certificados pela
associação.
Em Caçapava do Sul,
de um total de 1.808 terneiros, terneiras e vaqui-
lhonas, 32% eram Angus
Certificados – 579 animais.
Em Pinheiro Machado, os
548 terneiros certificados
corresponderam a 44% da
oferta total, fruto da parceria com a Anptc-Sul. Nesta
última, os terneiros Angus
alcançaram a média de R$
4,40 o kg/vivo, enquanto as
terneiras e vaquilhonas Angus valeram R$ 3,69 o kg/
vivo.
Paralelamente às feiras
chanceladas, também com o
apoio da Associação, a Estância Itapitocai, de Ângelo
Antonio Bastos Tellechea,
de Uruguaiana, RS, realizou
seu remate de 720 animais
puros (600 terneiros e 120
terneiras). “Os exemplares
eram superiores. A genética Angus estava impressa
no fenótipo dos animais.
Eram animais com padrão
racial dignos do Programa
Carne Angus Certificada”,
disse Renato Paiva, técnico
da Associação Brasileira
de Angus, lembrando que
a oferta foi liquidada em
menos de 40 minutos de remate. “A média dos machos
foi de R$ 4,16 o quilo e das
fêmeas foi de R$ 4,60 o quilo”.
O Núcleo Sudeste de Angus também marcou presença nas feiras com as Estâncias Solé, Calafate e Campos
da Barra. A Campos da
Barra ofertou 60 terneiros,
sendo 15 com média de 200
kg, vendidos a R$ 4,05 o kg
e 35 com média de 149 kg
vendidos a R$ 4,25.
A 10ª Feira do Terneiro, Terneira e Vaquilhona,
realizada dia 17 de maio,
durante a Fenasul, no parque Assis Brasil, em Esteio,
também se mostrou um
retrato perfeito das vendas aquecidas na pecuária
gaúcha. A genética fez a
diferença nos negócios concretizados, principalmente
para compradores da região
metropolitana de Porto
Alegre. Esta feira negociou
exemplares por R$ 499,08
mil. Os 214 terneiros registraram R$ 4,16 kg/vivo, as
206 vaquilhonas R$ 4,36
kg/vivo e as 111 terneiras
R$ 3,79 kg/vivo.
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MELHORAMENTO GENÉTICO
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EMBRAPA
Fotos: Divulgação/ABA
Teste de Avaliação de Touros a Campo
O
s criadores Felipe
Moura, João Wolf e
Clóvis Gonçalves da
Silva foram os grandes vitoriosos na segunda edição do
Teste de Avaliação a Campo
para Touros Angus, realizado através de parceria entre
a Associação Brasileira de
Angus (Angus Brasil) e a
Embrapa Pecuária Sul, em
Bagé, RS, com o apoio do
Núcleo Bageense de Criadores de Angus.
Classificado em primeiro lugar na categoria Elite,
o grande campeão do teste foi o touro de tatuagem
J79, propriedade da Agropecuária Ponderosa, Fazenda do Salso, Bagé, RS. É
um filho de BT Right Time
24J com Azul 6697 G3
140 Stamina.
“Ganhar esta prova indica que nosso sistema de
produção, aliado às premissas do mercado, nos mostra
que estamos no caminho
certo da seleção genética.
O prêmio condiz com o programa de melhoramento da
empresa”, comemorou Felipe Moura, diretor técnico
da Ponderosa Angus Ranch
e Scalzilli Agropastoril. O
touro iniciou a prova com
234 kg, finalizando o teste
com 524 kg, alcançando um dução de Bovinos de Corte
ganho de peso de aproxima- e Cadeia Produtiva (Nesdamente 125% no período, pro), Dr. Júlio Barcellos,
tendo se destacado também apresentou palestra sobre o
por seus dados de carcaça e tema “Produção Intensiva
de Carne Bovina com uso de
precocidade.
Já o segundo coloca- Irrigação” e o pesquisador
do na categoria Elite foi o da Embrapa Marcos Yokoo
touro da Cabanha dos Ta- falou sobre “Melhoramento
pes, de Tapes, RS), de João de carcaça bovina por meio
Francisco Bade Wolf, com do ultrassom”. A prova teve
tatuagem 1932, um filho de duração de nove meses, com
Leachman Heavenly 8141 e coordenação dos pesquisa1294 dos Tapes, que apre- dores da Embrapa Drs. Fersentou um
bom desempenho na
avaliação da O teste visa identificar
Área de Olho
de Lombo animais superiores para produção
(AOL), além em sistema de pastagem
dos seus dados de ganho
de peso. E na terceira co- nando Cardoso e Joal Bralocação da categoria Elite zzale Leal.
O pesquisador Marcos
ficou o exemplar apresentado pelo criador Clóvis Yokoo explicou que o teste
Teixeira Gonçalves da Sil- da Angus Brasil e Embrapa
va, da Cabanha Santa Né- visa identificar animais sulia, de Jaguarão, RS, touro periores para produção em
de tatuagem 2897, filho de sistema de pastagem, por
Santa Joana 714 e Santa meio da comparação, dentro
Nélia 2504, que obteve um de um mesmo ambiente de
dos melhores dados de ga- criação, entre reprodutores
nho médio diário de peso do da raça de diferentes regiões do Sul do Brasil. “Com
teste.
Os resultados foram co- isto, procura-se incentivar
nhecidos durante tarde de criadores e promover os
campo realizada dia 11 de criatórios do Sul do Brasil,
maio, na unidade da Embra- além de divulgar perforpa. Na ocasião, o professor mance e incentivar ainda
do departamento de Zoo- mais a criação da raça Antecnia da Universidade Fe- gus no Brasil”.
Para o presidente da
deral do Rio Grande do Sul
(Ufrgs) e coordenador do Angus Brasil, Paulo de
Núcleo de Estudos de Pro- Castro Marques, unir mais
uma vez o ‘know-how’ da
Embrapa com a seleção
genética Angus promovida
pela Associação é muito
importante e com certeza
agrega qualidade às ações
realizadas com a raça.
“Além da genética que
as fazendas levaram este
ano, do controle rigoroso
da Embrapa sobre os dados avaliados, a principal
importância deste teste é
a divulgação da raça pelos centros
de pesquisa
do Brasil e a
comprovação
de sua adaptabilidade
com eficiência produtiva”.
O trabalho contou com a
participação de 19 animais,
inscritos por 13 criadores
de Angus com propriedades
em oito municípios, todos do
Rio Grande do Sul, berço da
raça no Brasil. Os reprodutores foram avaliados nas
características de desempenho e performance, área
de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e
marmoreio, além de características fenotípicas, como
conformação
frigorífica,
precocidade de terminação
e musculosidade.
Da cidade de Santa Vitória do Palmar, inscreveram
animais as cabanhas Santa Joana e Santa Amélia,
Agropecuária Albardão e
Estância Tradição. De Dom
Pedrito a Cabanha Acácia
e Fazenda da Barragem. Do
município de Bagé, as fazendas do Baú e do Salso,
a Agropecuária Proteção,
de Rio Grande, a Estância
Santa Eulália, de Pelotas,
a Cabanha Santa Nélia,
de Jaguarão, Cabanha dos
Tapes, de Tapes, e Fazenda
Reconquista, do Alegrete. O
teste contou também com
as parcerias da CRI Genética e da Acatak, e com o
apoio da Speedrite, da Tortuga e da Ourofino.
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MELHORAMENTO GENÉTICO
Genética Nacional:
“Eu acredito!”
Fotos: Divulgação
Ana Carolina Issler Ferreira Kessler
O objetivo desta coluna do seu [email protected]
é apresentar objetivamente o pensamento
de importantes selecionadores da raça que
defendem o uso de genética nacional na
seleção dos rebanhos Angus.
C
om o aval do Conselho
Técnico e da direção da
Associação Brasileira
de Angus (Angus Brasil),
este espaço estará sempre
aberto a todos os criadores
e selecionadores de Angus
que desejarem manifestar
suas idéias e opiniões sobre
este assunto. O resultado
esperado é o contínuo aperfeiçoamento da genética
nacional da raça, uma das
metas que vem sendo perseguidas e incentivadas pela
Angus Brasil.
Nesta edição temos os
argumentos do competente veterinário e criador de
Angus Carlos Renato Tonet Ferreira, proprietário
da Cabanha Cantagalo, em
Quaraí, RS, e da médica
e tradicional criadora de
Angus, Dra. Ana Carolina
Issler Ferreira Kessler, da
Cabanha Calafate, de Rio
Grande, RS.
ANA CAROLINA
ISSLER FERREIRA
KESSLER
Cabanha Calafate –
Rio Grande, RS
“A Estância Calafate,
em Rio Grande, RS, que tem
história de mais de 50 anos
com produção comercial,
exclusivamente da raça Angus, e acredita muito na genética nacional. Este crédito
é a base e a característica
mais marcante de nossos
animais e se reflete na produção qualificada de terneiros. A Calafate faz parte do
programa carne angus com
produção anual de terneiros
angus certificados. Historicamente, adquirimos anu-
almente touros nacionais
de renomadas cabanhas e,
nos últimos 15 anos, com
avaliação genética do Promebo. Em nosso programa
de inseminação artificial
utilizamos também genética
Angus brasileira, com aquisição de sêmen de touros
de importantes criatórios
da raça, no Estado do Rio
Grande do Sul”, sintetiza a
médica e selecionadora Ana
Carolina I. Ferreira Kessler,
administradora da Fazenda
Calafate, que trabalha com
Angus desde 1956.
“Acredito que esta escolha foi acertada, pois incluímos as características internacionalmente reconhecidas
da raça Angus, com a imprescindível adaptação ao
nosso ambiente, acrescida
de maior retorno econômico, por ser investimento de
menor custo comparado à
genética importada”, completa a selecionadora.
CARLOS RENATO
TONET FERREIRA
Cabanha Cantagalo –
Quaraí, RS
“Com certeza acredito,
e muito, na genética Angus
nacional. Além de serem
animais mais adaptados ao
nosso clima e às nossas condições, se tornam importantes alternativas genéticas. A
Cabanha Cantagalo produz
a 32 anos Angus PO rústico, e tem buscado de forma
incessante animais que estejam totalmente adaptados
ao nosso meio de produção.
Parâmetros avaliados
Idade ao abate
Peso ao abate
Peso de carcaça
Rendimento
Espessura de gordura subcutânea
Espessura de gordura na picanha
E tenho conseguido através
da genética nacional atingir
excelentes resultados. Só
como forma de ilustrar o
que digo: nas últimas duas
participações da Cantagalo na Expointer (2009 e
2011), conquistamos um
Trio Grande Campeão Macho, Melhor Touro Rústico e
Terceiro Melhor Trio, todos
eles filhos de touros nacionais.
Buscar
produtividade
e adaptabilidade: acredito
tanto em nossa genética que
com auxilio do Programa
de Melhoramento Genético
Bovino (Promebo) a Cabanha Cantagalo tem selecionado aquele reprodutor que
mais se destaca no Promebo (dentro do criatório da
Cantagalo) e coletado para
usar nos rodeios de cria do
seu gado comercial.
Os resultados podem ser
observados na tabela, que
mostra as características
de carcaça de novilhos com
genética Angus da Cantagalo, criados, recriados e terminados exclusivamente em
campo nativo. Ver tabela.
São genéticas que conseguem responder bem ao
ambiente em que são submetidas e permitem alcançar importantes índices de
peso, acabamento e
carcaça. E sendo a
produção de carne o
objetivo final de todo
pecuarista de corte,
o ambiente e a adaptação dos animais
no mesmo se tornam
Valores
27 meses
520 kg
260 kg
50%
5 mm
6,5 mm
fundamentais para o sucesso.
Teoricamente, o sêmen
importado é produzido para
atender às necessidades locais que, na maioria das
vezes, diferem do perfil de
criação do gado gaúcho e
mais ainda quando se pensa
em nível de Brasil.
Para concluir vejo com
bons olhos o futuro genético
nacional. Acredito ser apenas o começo de uma genética que num período não
muito distante vai ser tão
badalada quanto a genética
importada, que por muitas
vezes não consegue transmitir todo seu potencial genético devido a realidades
absurdamente distintas. É
claro que considero importante, ou até indispensável
em algumas situações, o uso
de genéticas importadas,
porém o que defendo é que
nem sempre a melhor escolha é a genética importada
simplesmente pelo fato de
ser importada. É preciso ter
clareza nos objetivos que
se quer alcançar com a seleção. Acreditar e arriscar
em touros nacionais além
de normalmente ter um
menor custo (valor sêmen)
com certeza é um excelente
negócio.
Carlos Renato Tonet Ferreira
[email protected]
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[email protected]
INFORME
Maio/Junho 2012
Angus Brasil direto no Circuito Feicorte
A
Associação Brasileira
de Angus (Angus Brasil) manteve efetiva
participação nos eventos
que formaram o Circuito
Feicorte 2012 Nutrition
for Tomorrow, criado este
ano para estimular a pre-
sença de criadores na principal vitrine brasileira da
pecuária, representa pela
Feicorte, em São Paulo, SP.
Organizado com o formato de feira de negócios,
o evento itinerante contou com workshops para
CRI Genética lança
Catálogo Corte
A CRI Genética Brasil
lança os Catálogos de Corte Zebu e Europeu 2012 na
18ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, entre os dias
11 a 15 de junho, no Centro
de Exposições Imigrantes,
na capital paulista.
Os dois catálogos reúnem touros provados,
com foco em desempenho
e produção, provenientes
dos mais renomados criatórios do País. “A síntese
desse posicionamento pode
ser conferida em detalhes
na Coleção C.R.I. 2012”,
afirma o gerente de Produto Corte da CRI, Daniel de
Carvalho.
No Catálogo Taurino
Corte, Daniel cita como principais destaques alguns dos
touros da genética importada Angus indicados para os
rebanhos puros, tais como os
raçadores Bismarck, Brand
Name, Net Worth, Final
Answer, Lookout e Pioneer,
além dos grandes produtores
de carne em cruzamentos industriais como Brushpopper,
Dynamite, Hertbeat, Heritage, Jackson, Matrix, Quiet
Lad, Stout, Up Ward, Chisum, Imprint, Powder River,
entre outros.
Solução Genética
A Solução Genética Sêmen e Embriões, de São Luiz
Gonzaga, RS, guarda duas grandes novidades para esta Expointer: vai lançar durante a feira internacional de Esteio
dois catálogos, um Angus Elite e outro Angus Comercial.
Segundo o diretor da empresa, Luis Felipe Cassol, serão
pelo menos cinco touros Angus novos na bateria. E todos
com o consagrado sangue Três Marias.
a discussão dos principais
temas relativos ao mercado, contando com a participação ativa da Angus
Brasil, aliada aos objetivos
de informar e gerar novos
negócios na bovinocultura,
transmitindo conhecimentos sobre as qualidades do
cruzamento industrial do
Angus com o zebu (conhecido como o casamento
perfeito) e viabilizando o
crescimento do mercado de
carne bovina de qualidade.
O Programa Carne Angus
Certificada participou com
destaque de todas as edições do circuito, realizado
em quatro capitais: Mato
Grosso (Cuiabá), Bahia
(Salvador), Goiás (Goiânia) e Mato Grosso do Sul
Embryo
Sul
renovada
Depois de um ano de
franca atuação no Sul do
Brasil, a Embryo Sul está
agora com uma nova equipe, dirigida diretamente pelo
veterinário e especialista em
FIV Dr. Rednilson Góis.
“A agenda é sempre
apertada, mas agora tenho
estado com frequência na
empresa em Alegrete, RS,
e também viajando pelo
estado gaúcho, Uruguai e
Argentina, atendendo diretamente nas fazendas e
conhecendo novos clientes,
que já sabem da eficiência
de nosso trabalho, que já
produziu muitos campeões
Brasil afora”, diz Rednilson,
que também é técnico credenciado da Angus Brasil.
(Campo Grande).
A gerente administrativa e financeira da Angus
Brasil, Juliana Brunelli, esteve juntamente com o técnico Tito Mondadori, dias
7 e 8 de março, na etapa
de Cuiabá, onde segundo
ela, o evento superou as expectativas tanto no número de participantes quanto
no interesse das pessoas
pela raça Angus. “Nosso
maior objetivo foi divulgar
o Programa Carne Angus
Certificada e informar aos
criadores como obter melhores resultados com animais cruzados, dirigindo a
produção da região para o
Marfrig”, destacou Juliana.
Na etapa de Salvador,
dias 21 e 22 de março, a
Angus Brasil esteve representada pela subgerente
administrativa da Angus
Brasil, Katiulci Santos, e
pela supervisora técnica
do Programa Carne Angus Certificada, Ana Paula
Messas, que falaram sobre
detalhes do programa. E o
coordenador do Programa
Carne Angus Certificada,
Fábio Medeiros, esteve presente nos dias 18 e 19 de
abril na etapa de Goiânia
e dias 22 e 23 de maio em
Campo Grande. “Levamos
ao circuito informações
sobre o programa de certificação de carne Angus,
juntamente com o fomento
ao uso de genética Angus
nos rebanhos azebuados”,
explicou Fábio Medeiros.
Angus brilha
no Canal Rural
Sucesso já não é mais novidade para a raça Angus. Um
grupo de criadores unidos e participativos em todo o Brasil,
ligados a uma entidade com direção ágil e atenta a tudo que
acontece e ao que é importante para a raça no mercado. É
Isso que faz o sucesso da Angus. Todo esse movimento há
mais de 12 anos vem sendo reportado nas páginas do jornal
[email protected], que encanta e informa a todos sobre o mundo
Angus.
Mas sempre inovando, a Associação Brasileira de Angus
(Angus Brasil) criou mais um canal de Comunicação com
o mundo da pecuária nacional. Trata-se do programa Angus
News, lançado no dia 30 de março e que vem sendo veiculado pelo Canal Rural todas as sextas-feiras, a partir das
20h50min.
Somando-se à meta de divulgar as qualidades e características da raça que mais cresce no País, programa de TV
da Angus aborda o dia-a-dia no campo, com reportagens
inéditas, dicas de manejo, mercado da pecuária, opinião de
especialistas e entrevistas com quem vive e conhece a realidade da pecuária e do Angus criado no Brasil.
Inicialmente mostrou a história e a realidade da raça no
mundo e no Brasil. E agora parte para uma fase mais didática e de informação pontual sobre a utilização da Angus
como imbatível raça de corte, produtora da melhor carne do
mundo. Todos os programas estão à disposição no YouTube!
O Angus News TV, assim como o jornal [email protected]
também estão nesta Feicorte, cobrindo tudo o que de importante para a raça está acontecendo na maior vitrine da
pecuária para o Brasil.
Para o presidente da Angus Brasil, Paulo de Castro Marques, o Angus News reforça a visibilidade nacional da raça
e cria mais um canal direto com os criadores e usuários da
raça.
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[email protected]
INFORME
Maio/Junho 2012
Na Feicorte, a Nacional de Angus
Fotos: Divulgação
São Paulo se transforma na grande vitrine da
raça Angus para o Brasil,
entre 10 e 15 de junho. No
período realiza-se a 18ª
Feicorte, palco da XII Exposição Nacional da Raça
Aberdeen Angus, na pista
indoor do Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista.
Marcando a quarta etapa do Ranking Nacional de
Angus – após cumpridas
as fases de Avaré, Londrina e Uruguaiana, a mostra
de Angus de São Paulo – a
Feicorte é organizada e coordenada pela Associação
Brasileira de Angus (Angus
Brasil), com o apoio do Núcleo de Criadores de Angus
de São Paulo (Angus São
Paulo).
Na escolha dos campeões atua o jurado texano
Jim Williams. Os julgamentos de classificação de ma-
chos ocorrem dia 13 e de fêmeas dia 14, com saída dos
animais programada para
dia 15.
No dia 13, às 20h, acontece o Leilão Prime Angus,
evento chancelado pela Angus Brasil, que oferta fêmeas e prenhezes consagradas.
Participam a Casa Branca
Agropastoril, com Agropecuária Fumaça, Cabanha
Santa Helena e Terra Costa
e 3E Agropecuária.
Red Concert cresce no embalo da arte
Gente de todos os cantos
compareceu ao V Catanduva
Red Concert, na noite de 25
de maio, na funcional Casa
Vetro, em Porto Alegre, RS,
mostrando que se mantém
em alta o prestígio e a genética Angus do selecionador Fábio Gomes e sua filha
Fabiana, em sua Cabanha
Catanduva. Com o glamour
de uma grande festa da sociedade, o Red Concert mais
uma vez brindou seu público
com bom gosto na decoração do ambiente (decorado
com peças da La Victória),
boa música e animais de excelente nível.
Este ano mudou o roteiro.
Começou com música. Abriu
com um imperdível show da
cantora tradicionalista uruguaia Maria do Carmo Soares de Lima e dos afinados
violinos orquestrados pelo
maestro Humberto Gastal.
Após o show da cantora uruguaia Maria do Carmo de Lima, Catanduva TE432 Unilateral Stryker 533 foi vendida por R$ 50,4 mil
O V Red Concert, promovido pela Cabanha Catanduva, faturou R$ 640,8
mil. O tradicional evento de
vendas de exemplares Angus
PO de elite colocou em pista
39 lotes, sendo 32 matrizes
prenhas de dois e três anos,
doadoras comprovadas e vacas com cria, além de doses
de sêmen. Obteve aumento
de 5,8% na média por animal vendido em comparação
com o evento de 2011, pas-
sando de R$ 17,29 mil (em
2011) para R$ 18,3 mil em
2012.
Os lotes mais caros foram
adquiridos pela Cabanha da
Maia, Zuleika Torrealba, de
Bagé, RS. Foram eles: 50%
da novilha prenhe Catanduva TE432 Unilateral Stryker
533, por R$ 50,4 mil (cujo
valor foi doado para o Instituto do Câncer Infantil (ICIRS); e 50% da novilha Bonifácia CQ 255 CAT 653TE,
por R$ 45,6 mil.
“Ficamos muito contentes porque todos aprovaram
a alta qualidade da oferta
que selecionamos para este
ano, destacou a criadora Fabiana Gomes. Já Fábio Gomes comentou que embora
as médias não tenham sido
extraordinárias, ficou bastante contente porque havia
unanimidade quanto ao alto
padrão e uniformidade dos
animais oferecidos. “Além
disso, vimos a valorização
em R$ 300,00 pela dose de
sêmen do Catanduva Nostradamus, igualando o interesse
dos melhores pais do Angus
mundial no momento”, completou o selecionador gaúcho, observando que a casa
cheia e o belo lugar completaram a noite.
No martelo atuou o leiloeiro Guilherme Minssen,
com a retaguarda a cargo de
Tellechea & Bastos Leilões.
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INFORME
Maio/Junho 2012
Gira Brasil-Uruguai
reúne centenas de criadores
Fotos: Divulgação
C
om a presença de mais
de 600 pessoas, a Gira
Angus Outono 2012
promovida pela Associação Uruguaia de Criadores
de Angus em parceria com
o Núcleo de Criadores de
Angus de Santana do Livramento, RS, e Associação
Brasileira de Angus, percorreu seis propriedades
na fronteira do Rio Grande
do Sul e Uruguai. Na parte
brasileira, realizada dia 3 de
maio, cerca de 130 produtores brasileiros, argentinos e
uruguaios participaram do
dia de campo na Cabanha
Paipasso Red, Estância da
Barragem e Cabanha Cantagalo, localizadas em Quaraí,
fronteira com o Uruguai. Estiveram presentes o diretor
do Programa Carne Angus
Certificada, Reynaldo Salvador, e o diretor de Marketing
da Associação Brasileira de
Angus, Felipe Moura.
No lado uruguaio, realizada nos dias 4 e 5 de maio,
as presenças superaram as
600 pessoas – recorde de
público em mais de 20 anos
de giras -, tornando o evento um marco na história da
raça naquele país. Foram
visitadas cabanhas da província de Artigas – Macedo,
Cambá Pytá e Quebracho –
estabelecimento de cria comercial. Este último, aliás,
deixou os visitantes muito
impressionados com a qualidade dos novilhos Angus
apresentados.
A parte brasileira da gira
ficou a cargo do técnico da
Associação Brasileira de Angus, Luiz Walter Leal Ribeiro, ficando o lado uruguaio a
cargo do presidente da Sociedade Uruguaia de Angus,
Lucas Gremminger.
“Esta região brasileira
é irmã do Uruguai, já compartilhamos do mesmo clima e temos uma geografia
semelhante. Nada mais justo
de aprendermos uns com os
outros no que diz respeito à
lida de campo, manejo nutricional e integração com
outras culturas”, destacou
Fábio Medeiros, coordenador do programa Carne Angus Certificada, que na etapa
Brasil da Gira expôs o case
de maior sucesso da entidade
aos presentes, o trabalho desempenhado na certificação
de carne Angus pelo Brasil.
Satisfeito com o sucesso do evento, Gil Fernandes,
que integrou o grupo organizador da Gira, assinalou que
a gira permitiu ao produtor
comparar sistemas de produção de vários estabelecimentos dos dois países, além
de apresentar o programa
de carnes de qualidade. “Estreitamos laços de amizade e solidificamos o Angus
nacional como sinônimo de
qualidade”, resumiu.
Para Lucas Gremminger, presidente da Angus
Uruguay, é visível o ótimo
trabalho desenvolvido pelos produtores brasileiros.
“A combinação do campo,
com boa oferta de forragem
é o diferencial do Brasil. É
sabido que o volume de ex-
portação de genética entre
os países é muito grande, e
percebi que o uso dela está
sendo muito bem empregado
por aqui”, disse Gremminger, que trabalha com a raça
Angus há mais de 22 anos e
hoje administra a Estância
Curupy Del Salvador, na região de Soriano (Uruguay).
O gerente de fomento do
Grupo Marfrig, Diego Brasil, destacou que na etapa
brasileira da gira estavam
presentes os principais fornecedores de carne Angus
Certificada. “É importante
que haja este congraçamento entre os produtores, em
que eles possam trocar experiência sobre manejo e produção destes animais”, disse.
A gira foi iniciada na
Cabanha Paipasso Red, da
Agropecuária Correa Osório,
que apresentou seu sistema
de criação e lotes de animais
de várias categorias. Em seguida, a caravana chegou à
Cabanha da Barragem, de
Ricardo Macedo Gregory.
Durante o almoço, foram
apresentadas as diversas categorias do plantel de pedigree e puros por cruza, assim
como os touros pais e reprodutores em preparo para as
exposições.
Ao final da tarde, a gira
seguiu seu caminho, para
chegar à Cabanha Cantagalo, da Parceria Pecuária
Tonet Ferreira. Nos imensos
currais de pedra, foram exibidos lotes de terneiros do
plantel e produtos de cruzamentos de mães zebuínas e
touros Angus.
Para o produtor brasileiro
Fernando Cardoso Gonçalves, da Fazenda Santa Cecília, de Santiago (RS), participar do evento é enxergar
o uso de novas genéticas em
seu rebanho Angus. “É com
esta integração que podemos
solucionar alguns dos problemas em nossa fazenda. A troca de experiências já compensa. Valeu muito a pena andar
250 km para participar da
Gira e abrir meus horizontes
aos nossos vizinhos”.
No lado uruguaio, a primeira parada foi a Estância
San Pedro, pertencente à
Quebracho S.A. O estabelecimento realiza o ciclo completo, com invernada de seus
próprios novilhos. Típico
criador do norte uruguaio,
o trabalho familiar permite
que vivam exclusivamento de
sua produção.
“Estamos montando um
banco de genético de animais Angus e, pelo que presenciei nestes três dias de
evento, os animais produzidos no Brasil e Uruguai são
superiores, bem acabados e
com alto nível genético. Quero exemplares que agreguem
quualidade ao nosso plantel
argentino”, disse Maritza
Restrepo Diez, da Genética
Del Plata Beef, na província
de Buenos Aires.
A Cabanha Macedo foi o
próximo destino da gira. A
fazenda de Gustavo e Gabriel
Riani apresentou seus touros
pais e principais mães, além
de também mostrar os animais em preparo para a exposição de Prado e mostras
do interior. Os integrantes da
gira foram recebidos em uma
gigantesca barraca onde foi
servido o almoço com carne Angus para 600 pessoas
e apresentados em desfile
cerca de 3 mil animais, entre terneiros, vauqilhonas e
vacas com cria. À noite, na
Chacra La Rinconada, se
serviu uma paella aos convidados e feitas realizadas
homenagens aos criadores
pioneiros daquela região do
Uruguai e Brasil.
Chamou a atenção a
presença do grupo Angus
Jóvenes, ligado à Sociedad de Criadores de Angus
del Uruguay, entre 16 e 30
anos. “São estes jovens que
nos ajudam no trabalho
de fomento a raça entre os
mais novos”, explicou Lucas
Gremminger.
O encerramento da gira
ficou a cargo da Cabanha
Cambá Pitá, de Mariel Romero, Fernando Barrios e
família. No estabelecimento,
detentor do título de cabanha do ano por três temporadas consecutivas, foram imediatamente apresentadas as
fêmeas a campo, seguindo-se
uma visita à sede, com uma
espetacular vista ao Cerro
do Jarau, fronteiriço com o
Brasil. Ali desfilaram as distintas categorias de machos
e fêmeas puros, assim com
o seleto plantel que garantiu
os prêmios em pista. Considerado uma das referências
da raça no Uruguai, Marcos
Berruti realizou as apresentações, contando as histórias
da formação da raça no Uruguai.
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CARNE
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
Expolondrina 2012:
Angus se consolida no Paraná
Fotos: Devanir Parra/ABA
sociação do Angus.
Paulo de Castro Marques
Por Eduardo Fehn Teixeira
A
mostra realizada durante a 52ª ExpoLondrina, promoção da
Associação Brasileira de
Angus (Angus Brasil) que
marcou a segunda etapa do
Ranking Nacional de Criadores e Expositores, mostrou
que a raça está consolidada
naquela importante praça
de pecuária brasileira. Neste
ano, três grandes destaques
marcaram o evento: uma
pista mais parelha e com
boa participação de criadores de outros pontos do
País, mostrando que a raça
está atingindo um padrão
ideal Brasil afora; a inauguração da nova Casa Angus
(estande que foi revitalizado) no parque Governador
Ney Braga; e a assinatura
de contrato de parceria da
Angus Brasil, através de seu
Programa Carne Angus Certificada, com a CooperAliança – Cooperativa de Carnes
Nobres do Vale do Jordão
com sede em Guarapuava,
PR, que agora passa a absorver os gados paranaenses
que atendem aos requisitos
do Programa Angus.
A exposição de Angus,
desenvolvida no período de
10 a 15 de abril, no parque
de Exposições Ney Braga,
em Londrina/PR, contou
com 137 animais machos e
fêmeas PO Angus, que foram
avaliados em pista pelo jurado e técnico da Angus Brasil
Flávio Montenegro Alves,
diretor técnico da Cabanha
Santo Antão, em Alegrete,
RS.
“Nossa participação em
Londrina este ano foi diferente. Inauguramos nossa
sede própria no parque, assinamos contrato com a CooperAliança e, principalmente,
nas pistas tivemos animais
do Paraná, Rio Grande do
Sul, Santa Catarina, São
Paulo e Minas Gerais, onde
pudemos perceber o alto nível zootécnico dos exemplares”, disse Paulo de Castro
Marques, presidente da As-
Ações no parque
Dentre as atividades que
movimentaram o mundo Angus na feira paranaense, o
já tradicional Seminário de
Produção de Carne de Qualidade, promovido pela Angus Brasil em 10 de abril no
Auditório Milton Alcover, no
parque, abriu os trabalhos.
Foi dividido em três etapas,
que conforme explicou o
coordenador do Programa
Carne Angus, Fábio Medeiros, foram todas focadas na
produção de carne de qualidade e otimização do manejo nutricional e da eficiência
nas propriedades. Sucesso,
o seminário reuniu mais de
250 participantes.
Na sequência o programa
de certificação de carne da
entidade promoveu degustação de carne Angus nos dois
leiloes e um almoço com a
imprensa e autoridades com
pratos elaborados com cortes carne Angus certificados,
além de um coquetel de entrega de prêmios no estande
da Angus, no final da feira.
Novidade à beira da pista
Estavam debaixo de
um guarda sol, acompanhando com vivo interesse
os julgamentos de classificação de Angus, durante
a mostra ranqueada da
raça em Londrina/PR. E
como poucos conheciam,
chamaram a atenção.
Eram as novas criadoras
Júlia Mendes Lopes e a
irmã Natália Mendes, que
juntas tocam a Cabanha
Constança e as fazendas
Alegrete, em Palmeira/
PR e São Pedro, em Água
Doce/PR.
O novo, na verdade, é o
trabalho que passou a ser
a meta das irmãs, que embora ainda pouco conhecidas no mundo Angus, até
touros para venda no mercado já produzem – tipo
10 por temporada.
Elas começaram a trabalhar num rebanho base
Angus do avô, que há cerca de 35 anos já sabia da
eficiência desta genética
britânica. “Ele nos deixou um rebanho geral de
base Angus, que também
foi cruzado com Hereford
buscado em Bagé, no Sul
do Brasil”, conta a advogada Júlia, que junto com
a designer Natália há quase uma década investem
na seleção de Angus PO.
Elas criaram a Associação Araucária de Carne Nobre, que é presidida
por Júlia e une o traba-
lho de 12 pecuaristas das
regiões de Palmeira e de
Campos Gerais, no Paraná. O Grupo Araucária,
como é conhecido, só se
dedica ao Angus, através
de cruzamento absorvente
– ¾ para britânicas e 7/8
para zebuínos. “Somente
o nosso rebanho está hoje
em 400 cabeças e produzimos os terneiros ideais
para nossa região”, apontou Júlia Lopes.
Elas
acompanharam
em detalhe os julgamentos de Angus e marcaram
presença firme nos leilões
da raça, com importantes
investimentos em genética
selecionada no Royal Angus.
Júlia e Natália, da Cabanha Constança
>>>
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EXPOSIÇÕES
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
Mais qualidade na pista
Fotos: Devanir Parra/ABA
José Roberto Weber
N
uma pista que a cada
ano fica mais qualificada, o jurado e selecionador de Angus Flávio
Montenegro Alves (leia-se
Cabanha Santo Antão, de
Alegrete/RS), apontou nos
dias 13 e 14 de abril, os
campeões da 52ª ExpoLondrina, segunda etapa
do Ranking Nacional de
Criadores e Expositores. “É
muito bom julgar animais
de qualidade”, saiu dizendo Flávio Alves, observando que qualquer das seis
fêmeas que formaram a fila
final poderia ser a grande
campeã. “Elas eram muito
semelhantes. As mais jovens
serão como as mais velhas
no futuro”, arrematou o
técnico.
Para Flávio Alves, nos
machos foi um páreo um
pouco mais difícil, “como
costuma ser”, lembrou. O
jurado disse que a competição entre os produtores do
Sul e do resto do País praticamente emparelhou. “O
tipo agora é o mesmo, e isto
é altamente positivo para a
raça”, definiu, comentando
que o grande campeão havia sido reservado de grande
campeão na Expointer.
Flávio Alves diz que
os criadores estão ficando
cada vez mais profissionais.
“Alguns exemplares mostraram exagero no preparo. Mas isto ocorre porque
os criadores se dedicam em
preparar bem seus animais
... E como resultado de alguns exageros, se viu na
pista alguns machos com
problemas de aprumos e caminhando com certa dificuldade”.
Dentre as exposições oficiais de Angus, Londrina era
a única pista onde Flávio Alves ainda não havia julgado.
Ele julgou a mostra de Durazno no Uruguai no ano passado, e este ano vai julgar a
Exposição do Prado, em Setembro, e a Nacional de Outono na Argentina em junho.
Além da excelente assistência durante os julgamentos, compareceram
boa parte dos dirigentes da
Angus, entre os quais o vicepresidente José Roberto Pires Weber.
Os grandes campeões
Grande Campeonato – A
Cabanha da Corticeira, de
São Borja (RS), conquistou
o Grande Campeonato de
Fêmeas PO da ExpoLondrina com o exemplar LC
Tifani, vaquilhona maior, de
propriedade do criador Luiz
Anselmo Cassol, da Cabanha da Corticeira.
“É a maior recompensa
que nós poderíamos receber. Mostra que estamos no
caminho certo e que nosso
trabalho é correto. Foi uma
competição acirrada, com
grandes concorrentes, e é
uma satisfação e um orgulho muito grande levar para
São Borja este prêmio”,
disse Luis Anselmo Cassol,
da Cabanha Corticeira, de
São Borja/RS. Nos machos,
a grande vencedora foi a Cabanha Basca, de Uruguaiana/RS, propriedade da selecionadora Mariana Franco
Tellechea, que apresentou
em Londrina o touro jovem
Paineiras Lucky Zorzal, eleito Grande Campeão Macho
PO. “É nosso primeiro prêmio na feira de Londrina,
que já acompanhamos faz
muito tempo. E receber esta
premiação em uma praça
tão qualificada, agrega valor
ao nosso produto e sinaliza
que o trabalho de pecuária
que realizamos na Basca
está dando certo”, concluiu,
emocionada, a criadora.
>>>
Jurado Flávio Montenegro Alves
Mariana Franco Tellechea
Luis Anselmo Cassol
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EDITORIAL
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
Royal Angus fez média de R$ 9 mil
Conexão Angus fatura R$ 876 mil
Integrante da programação Angus na Expo Londrina,
o 3º Leilão Royal Angus, evento chancelado pela Associação Brasileira de Angus (Angus Brasil), registrou média
de R$ 9 mil nas 40 fêmeas Angus PO vendidas (totalidade da oferta), fechando com faturamento total de R$ 378
mil. Foi realizado na noite de 13 de abril, no Recinto Horácio Sabino
Coimbra, no Parque de Exposição Ney Braga, em Londrina, PR.
Arrematada por R$ 49,2 mil pelo maior comprador da noite, o
selecionador Erik Evandro Donatto, titular da Fazenda Santa Helena,
de Santa Adélia, SP, a prenhês da fêmea LC Susana com o touro Cumbiero, de Luis Anselmo Cassol, da Cabanha Corticeira, de São Borja,
RS, consagrou-se o grande destaque da noite.
O Royal Angus deste ano foi promovido pela Reconquista Agropecuária, de José Paulo Cairoli, de Alegrete, RS, juntamente com a
Cabanha da Corticeira e a Cabanha Terra Costa, de Marco Costa, de
Santo Antônio da Patrulha, RS. No bastidor a Rural Business e a Premier Leilões.
Com a comercialização de 22 touros Angus PO e 821 bezerros, bezerras, novilhas e garrotes cruzas Angus, o 5º Leilão Conexão Angus fechou com a fatura de R$ 876.050,00. O pregão,
um dos destaques na programação da Associação Brasileira de
Angus na Explondrina, foi realizado na noite de 12 de abril, com a
chancela da Angus Brasil, no Recinto Abdelkarim Janene, no parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, PR. A promoção do evento foi da
Reconquista Agropecuária, de Alegrete, RS, propriedade de José Paulo Cairoli
e seus parceiros genéticos. Na ocasião, que contou com a presença dos dirigentes da Angus Brasil, a entidade realizou ação de degustação de Carne Angus.
Os touros PO fizeram média de R$ 7,69 mil. A maior venda da noite neste
setor ficou com o touro Reconquista 1618, (contratado da central genética
CRV Lagoa), arrematado pelo criador Walter Fontanive Junior por R$ 19,6
mil. O maior comprador foi Santiago Fernin Wirsch, que adquiriu sete touros
PO. Já o lote cruza Angus mais valorizado foi arrematado por Ricardo Augusto
Grassano, que levou 20 novilhas registradas pelo valor de R$ 1.383,00 cada
uma.
Fotos: Devanir Parra/ABA
Grande Campeão
Reservado Grande Campeão
Terceiro Melhor Macho
Grande Campeã
Reservada Grande Campeã
Terceira Melhor Fêmea
Dados dos Animais Campeões de Londrina
GRANDE CAMPEÃO:
Nome: PAINEIRAS LUCKY ZORZAL
Tat: TE5294 Registro: O136796
Nasc: 15/10/2009 Idade: 909 Dias - 30
meses
Pai: TRES MARIAS 6301 ZORZAL TE
Mãe: PAINEIRAS GRAN CANYON DOROTHY
4469
ALT: 1,43 Perímetro Escrotal : 44 Peso:
1095
Ponderal: 1160 DENTE: 4
Criador: COND. FLÁVIO BASTOS TELLECHEA
Expositor: MARIANA FRANCO TELLECHEA
Estabelecimento: CABANHA BASCA
Cidade: URUGUAIANA /RS
RESERVADO GRANDE CAMPEÃO:
MAUFER 014 TE KILA ZORZAL
Tat: 014TE Registro: O141964
Nasc: 21/06/2010 Idade: 660 Dias -
22 meses
Pai: TRES MARIAS 6301 ZORZAL TE
Mãe: ASD 618 MAJOR GEMADA KILA
ALT: 1,34 Perímetro Escrotal : 42,5
Peso: 890
AOL: 127,90 EGS: 18,30 P8: 18,80
Ponderal: 1290 DENTE: 2
Criador: MAURÍCIO E FERNANDO L.
WEIAND
Expositor: MAURÍCIO E FERNANDO
LAMPERT WEIAND
Estabelecimento: CABANHA MAUFER
Cidade: CRUZEIRO DO SUL /RS
3º MELHOR MACHO
RECONQUISTA 1957
Tat: TE1957 Registro: O148870
Nasc: 07/06/2011 Idade: 309 Dias 10 meses
Pai: SAV 8180 TRAVELER 004
Mãe: RECONQUISTA 925 CARAPUÇA
JULIETA QUEBRACHO
ALT: 1,19 Perímetro Escrotal : 37 Peso:
437
AOL: 83,30 EGS: 4,40 P8: 5,10
Ponderal: 1290 DENTE: DL
Criador: JOSÉ PAULO DORNELLES CAIROLI
Expositor: JOSÉ PAULO DORNELLES
CAIROLI
Estabelecimento: RECONQUISTA AGROPECUÁRIA Cidade: ALEGRETE /RS
GRANDE CAMPEÃ:
LC TIFANI T1192 CANDOMBE
Tat: T1192 Registro: O141994
Nasc: 04/05/2010 Idade: 708 Dias - 23
meses
Pai: TRES MARIAS 7033 CANDOMBE
6164 TE
Mãe: QUITELA 539 DA CORTICEIRA
ALT: 1,28 Est. Gest.: Prenha Peso: 639
AOL: 92,90 EGS: 15,90 P8: 24,40
Ponderal: 850 DENTE: 2
Criador: LUIZ ANSELMO CASSOL
Expositor: LUIZ ANSELMO CASSOL
Estabelecimento: CABANHA DA CORTICEIRA
Cidade: SÃO BORJA /RS
RESERVADA GRANDE CAMPEÃ:
Nome: CIA.AZUL KATRINA TE
Tat: TE1401 Registro: O143001
Nasc: 24/08/2010 Idade: 596 Dias 19 meses
Pai: TRES MARIAS 6301 ZORZAL TE
Mãe: CIA.AZUL 041 7TROUXAS GABO 567
Criador: SUSANA MACEDO SALVADOR
ALT: 1,31 Peso: 594 DENTE: DL
Ponderal: 930
AOL: 79,40 EGS: 12,10 P8: 22,00
Expositor: PAULO DE CASTRO MARQUES
Estabelecimento: CASA BRANCA AGROPASTORIL Cidade: FAMA /MG
3ª MELHOR FÊMEA:
MAUFER 022 RAINHA
Tat: 022 Registro: O143644
Nasc: 30/09/2010 Idade: 559 Dias 18 meses
Pai: PASTORIZA 565 BRIGADIER TE
Mãe: CATANDUVA 1328 RAINHA TE213169
ALT: 1,28 Peso: 479 DENTE: DL
Ponderal: 790
AOL: 88,80 EGS: 17,60 P8: 24,00
Criador: MAURÍCIO E FERNANDO L.
WEIAND
Expositor: MAURÍCIO E FERNANDO
LAMPERT WEIAND
Estabelecimento: CABANHA MAUFER
Cidade: CRUZEIRO DO SUL /RS
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MELHORAMENTO GENÉTICO
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
Uruguaiana: prévia da Expointer
Fotos: Bibiana Ferreira/Angus
M
arcando a terceira
etapa do Ranking
Nacional de Angus
– após cumpridas as fases
de Avaré e de Londrina foi realizada de 26 a 28 de
abril, no parque do Sindicato Rural, a 10ª Exposição
de Outono de Uruguaiana.
O evento teve organização
conjunta do Núcleo Angus
Três Fronteiras, sediado em
Uruguaiana/RS, e da Associação Brasileira de Angus
(Angus Brasil), com a seleção dos campeões a cargo do consagrado jurado
argentino Martin Facundo
Lizaso, criador e considerado um especialista em
Angus.
A mostra de Angus do
outono de Uruguaiana é
por certo uma das exposições mais importantes
para os criadores do Sul do
Brasil, tendo já ficado conhecida como uma prévia
da Expointer. “Ela baliza a
participação do Angus na
Expointer, que é a próxima
etapa nacional que acontece
no Rio Grande do Sul”, destaca o selecionador Ignácio
Tellechea, presidente do Núcleo Angus Três Fronteiras.
Este ano foram inscritos
110 machos e fêmeas Angus
de argola, de 18 criatórios
do Rio Grande do Sul e de
Santa Catarina, e mais 14
trios rústicos, apresentados
por sete expositores, todos
do Rio Grande do Sul. O julgamento dos rústicos conta
pontos para o Ranking Regional da raça.
Além da programação
técnica, a associação do
Angus chancelou na noite
de 28 de abril (sábado) o
4º Remate de Elite Núcleo
Angus Três Fronteiras, onde
foram ofertados os animais
que estiveram em pista.
O Grande Campeão da
mostra de Uruguaiana foi o
touro jovem Carumbé Red
Brigadier, de Sérgio Bastos
Tellechea, da Cabanha do
Posto, em Uruguaiana/RS.
O Reservado Grande Campeão foi o touro dois anos
LC Tonel TE T 196, de Luis
Anselmo Cassol, Cabanha
da Corticeira, em São Borja, RS. O 3º melhor Macho
da exposição foi para o terneiro menor Rincon Raio
TE 1875, da Cabanha Rincon Del Sarandy, de Uruguaiana, RS.
Nas fêmeas, a Grande
Campeã foi a vaca jovem
Rincon Orgulhosa TE1568
Del Sarandy, da Cabanha
Rincon Del Sarandy, de
Uruguaiana, RS. A Reservada Grande Campeã foi a terneira menor Maya 222 Heliodora Nostradamus Janis,
de Zuleika Borges Torrealba, da Cabanha da Maya,
de Bagé, RS. Já a Terceira
Melhor Fêmea foi a terneira maior Biguá 5716 Maná
TEI, da parceria Cabanhas
Santa Amélia e Bayucuá,
de Santa Vitória do Palmar,
RS.
Nos rústicos, o trio Grande Campeão Machos PO foi
o Lote 2, TE 1762, TE1763
e TE1770, da Cabanha Rincon Del Sarandy, de Uruguaiana, RS. O Trio Reservado Grande Campeão foi
de lote 1, 375, 382 e 389,
da Estância da Barragem,
de Quarai, RS, propriedade
do expositor Ricardo Macedo Gregory.
Nos rústicos PC o Trio
Grande Campeão Machos
foi o lote 8, tatuagem C201,
C213 e C217, de Eduardo
Macedo Linhares, da GAP
Genética, de Uruguaiana,
RS. Já o Trio Reservado
Grande Campeão foi o lote
9, tatuagens 1010, 1015 e
1028, da Estância da Barragem.
Nas fêmeas PO, o Trio
Grande Campeão foi de lote
11 de tatuagens TE 1665,
TE1680 e TE1706, da Cabanha Rincon Del Sarandy.
E o Trio Reservado Grande
Campeão Fêmeas PO foi
de lote 10 e tatuagens TE
1756, TE1761 e TE1765,
da mesma Cabanha. >>>
Grande Campeão
Reservado Grande Campeão
Terceiro Melhor Macho
Grande Campeã
Reservada Grande Campeã
Terceira Melhor Fêmea
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
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32
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
Dados dos animais Campeões de Uruguaiana
GRANDE CAMPEÃO
Nome: CARUMBÉ RED BRIGADIER
Tat: 1217 Registro: O136594
Nasc: 19/09/2009 Idade: 951
Dias - 31 meses
Pai: PASTORIZA 565 BRIGADIER TE
Mãe: EMPEROR DO CARUMBÉ 1311
ALT: 1,45 Perímetro Escrotal : 46
Peso: 1090
Ponderal: 1110 DENTE: 8
Criador: AGROPECUÁRIA TELLECHEA LTDA.
Expositor: SERGIO BASTOS TELLECHEA
Estabelecimento: CABANHA DO POSTO
Cidade: URUGUAIANA /RS
RESERVADO GRANDE CAMPEÃO
Nome: LC TONEL TE T196
Tat: TET196 Registro: O142079
Nasc: 28/05/2010
Idade: 700 Dias - 23 meses
Pai: SAV 8180 TRAVELER 004
Mãe: NEGRITA 370 DA CORTICEIRA
ALT: 1,34 Perímetro Escrotal : 42
Peso: 810 AOL: 88,00 EGS: 6,20
P8: 11,90
Ponderal: 1100 DENTE: 2
Criador: LUIZ ANSELMO CASSOL
Expositor: LUIZ ANSELMO CASSOL
Estabelecimento: CABANHA DA CORTICEIRA
Cidade: SAO BORJA /RS
3º MELHOR MACHO
Nome: RINCON RAIO TE 1875
Tat: TE1875 Registro: O150711
Nasc: 06/09/2011
Idade: 234 Dias - 7 meses
Pai: RED FINE LINE MULBERRY 26P
Mãe: RINCÓN FORTALEZA 1090 DEL
SARANDY
ALT: 1,16 Perímetro Escrotal : 29
Peso: 392
AOL: 48,00 EGS: 2,00 P8: 3,30
Ponderal: 1510 DENTE: DL
Criador: CABANHA RINCON DEL SARANDY
Expositor: CABANHA RINCON DEL SARANDY
Estabelecimento: CABANHA RINCÓN DEL
SARANDY Cidade: URUGUAIANA /RS
GRANDE CAMPEÃ
RINCÓN ORGULHOSA TE
Tat: TE1568 Registro: O137213
Nasc: 08/11/2009
Idade: 901 Dias - 30 meses
Pai: SAV NET WORTH 4200
Mãe: RINCÓN MUCHACHA 1300 ZORZAL
DEL SARANDY
ALT: 1,34 Est. Gest.: Prenha
Peso: 740 Ponderal: 780 DENTE: 2
Criador: CABANHA RINCON DEL SARANDY
Expositor: CABANHA RINCON DEL SARANDY
Estabelecimento: CABANHA RINCÓN DEL
SARANDY Cidade: URUGUAIANA /RS
RESERVADA GRANDE CAMPEÃ
MAYA 222 HELIODORA
Tat: 222 Registro: O150788
Nasc: 01/08/2011
Idade: 270 Dias - 9 meses
Pai: CATANDUVA TE213 NOSTRADAMUS
K.ROB TE12
Mãe: PWM JANIS
ALT: 1,15 Peso: 361 DENTE: DL
Ponderal: 1200
AOL: 72,40 EGS: 3,00 P8: 4,60
Criador: ZULEIKA BORGES TORREALBA
Expositor: ZULEIKA BORGES TORREALBA
Estabelecimento: CABANHA DA MAYA
Cidade: BAGE /RS
3ª MELHOR FÊMEA
Nome: BIGUÁ 5716 MANÁ TEI
Tat: TEI5716 Registro: O149479
Nasc: 18/04/2011
Idade: 375 Dias - 12 meses
Pai: CURA 4925 CLASSIC HEADLINER TE
Mãe: BAYUCUA 7787 TE
ALT: 1,20 Peso: 442 DENTE: DL
Ponderal: 1080
AOL: 68,00 EGS: 4,00 P8: 6,60
Criador: PARCERIA SANTA AMÉLIA
BAYUCUÁ
Expositor: PARCERIA SANTA AMÉLIA
BAYUCUÁ
Estabelecimento: ESTÂNCIA SANTA AMÉLIA
Cidade: SANTA VITÓRIA DO PALMAR /RS
Expoagro de Itapetininga aponta vencedores
A 43º Expoagro de Itapetininga, SP, realizada
de 20 a 29 de abril, teve
a mostra de Angus organizada pelo Núcleo Paulista de Criadores de An-
gus (Angus São Paulo).
Os julgamentos de classificação da raça, no dia 28/04,
estiveram a cargo de Marcelo F. M. Gaeta, e o certame regional do Ranking da
Associação Brasileira de
Angus (Angus Brasil) contou com o apoio do técnico
da entidade Rednilson Gois.
Campeões
Grande Campeã, Rincon
Muchas Gracias TE 1638
del Sarandy, Expositor:
Paulo de Castro Marques e
Rincón Del Sarandy, Fazenda Água Limpa, Fama, MG.
Fotos: Divulgação
Grande Campeão
Reservado Grande Campeão
Terceiro Melhor Macho
Grande Campeã
Reservada Grande Campeã
Terceira Melhor Fêmea
Reservada grande campeã, MC Janete Flora Zorzal TE1099, expositor: Eloy
Tuffi, Fazenda MC, Espírito
Santo do Pinhal, SP.
Terceira melhor fêmea,
LC Scarlet TES 161, Expositor, Erik Evando Donatto,
Cabanha Santa Adélia, Santo André, SP.
Grande Campeão, PWM
London, expositor: Paulo de
Castro Marques, Fazenda
Água Limpa, Fama, MG.
Reservado de Grande
Campeão, Feliz 292 Netuno
818 KRT, expositor: Augusto Vieira De Rua Pinto Guedes, Cabanha Feliz, Monte
Alegre, SP.
Terceiro melhor macho,
Feliz 300 Noturno Kaballa,
expositor, Augusto Vieira De
Rua Pinto Guedes, Cabanha
Feliz, Monte Alegre, SP.
Reconquista brilha na Expo de Maringá
No dia 12 de maio o jurado Felipe Moura, diretor
de Marketing da Associação
Brasileira de Angus (Angus
Brasil), apontou na pista do
parque Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, PR, os
campeões Angus da 40ª Expoingá. A raça apresentou
34 animais na mostra.
A vaca Reconquista
TE 1.871 Rebeca Pion-
ner Gramático, de Rogério
Stein, das Fazendas Stein,
de Cascavel, PR / Angus
Xagu, Nova Laranjeiras, PR
e o touro Reconquista 1575
Pablito Brigadier, exposto por José Paulo Dornelles Cairoli, da Reconquista
Agropecuária, de Alegrete,
RS, sagraram-se respectivamente a Grande Campeã e Grande Campeão da
mostra Angus da Expoingá.
Os reservados de grandes
campeões foram a fêmea
Azul TE 8245 Zorzal, apresentada pelo criador Reno
Paulo Kunz, de Cascavel,
PR e o macho Mamelle 015
Spironelli, exposto por Radames Spironelli, da Fazenda Santa Marta, Londrina,
PR.
A Terceira melhor fêmea
foi EPV Comodore, exposta
pelo criador Cristopher Filippon, da Estância Ponche
Verde, de Guaraniaçu, PR;
e o terceiro melhor macho,
Reconquista 1867 Pioner,
foi apresentado pelo criador
José Paulo Cairoli, da Reconquista Agropecuária, do
Alegrete, RS.
O jurado Felipe Moura observou que os animais
em pista apresentaram bom
padrão racial e estavam
bem preparados para o julgamento. “Os criadores e
expositores mostraram que
trabalham com competência
para o aprimoramento genético da raça”, avaliou. A exposição contou com o apoio
técnico do veterinário Antônio Francisco Chaves Neto,
técnico da Angus Brasil.
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EXPOSIÇÕES
Maio/Junho 2012
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34
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PERFIL
Maio/Junho 2012
Das leis do homem
para as lides dos animais
José Roberto Pires
Weber (aqui com
Paulo de Castro
Marques): um
advogado que
incorporou as lides do
campo e se apaixonou
pelo Angus
Fotos: Devanir Parra/ABA
Por Marina Corrêa
D
eixar a advocacia na
Capital para rumar ao
Interior da Campanha
riograndense não foi tarefa
fácil para José Roberto Pires
Weber naquele já longínquo
1984. Apesar de apreciar
o campo, a carreira estável
como advogado, o gosto pelas leis e o âmbito jurídico
que o haviam transformado
em professor de direito universitário, fizeram que a partida para cuidar das terras da
família em Dom Pedrito, RS,
tivesse uma ponta de dor.
Com a esposa Suzana e o
filho Rodrigo, Weber desembarcou de muda na fazenda Santa Thereza, deixando
para trás o agito da Avenida
24 de Outubro, onde residia,
para abrir a janela todas as
manhãs e se deparar com o
verde reluzente das terras da
cidade da Paz. Ele não sabia,
mas começava aí uma relação com o meio rural que
nenhuma carreira brilhante
na advocacia o faria voltar
atrás.
Weber se transformou em
um criador de ponta e um homem do campo diplomático
no município. Foi por cinco
vezes presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, foi
vice-prefeito da cidade, presidente da Associação Brasileira de Corriedale, presidente
da Associação Brasileira de
Angus (ABA), diretor do hospital local, esteve à frente da
Febrac, foi vice-presidente da
Farsul e ...ufa... faltou fôlego
para descrever tantos cargos
que o produtor Weber ocupou.
A explicação é simples.
Atuando em cargos “políticos”, Weber sentia-se mais
próximo do mundo jurídico e
da cultura. “Foi uma maneira
que encontrei de suprir o que
eu vivi como advogado. Com
a ajuda da minha mulher, Suzana, e do meu filho ainda pequeno na época da mudança,
o Rafael, em seguida comecei
a amar as lides na estância,
que está na família há mais
não temos ingerência. Mas o
amor pelo que fazemos é gigante. Me perguntam por que
eu não vendo as terras, ganho
um bom dinheiro e invisto em
algo mais rentável? Não tem
como: amor a gente não larga”, confessa.
Pudera. Foi na fazenda,
sob os olhos atentos de Santa Thereza, representada em
uma imagem com lugar privilegiado no living da casa
principal da estância, que
Weber passou seus momentos mais felizes. Viu o filho
crescer, criou a filha Roberta
no local até que entrasse em
idade escolar, viu sua lavoura crescendo, seus animais
homônimo em Santana do
Livramento e quis fazer uma
homenagem. Santa Thereza
não é muito conhecida no
Brasil, por isso só conseguimos encontrá-la na Europa”,
observa.
O Angus entra em cena
Dedicação e profissionalismo sempre fizeram parte
do vocabulário de José Roberto Pires Weber, o que fez
com que a mudança radical
da vida urbana para a vida
rural desse certo... Homem
respeitado no meio, não só
pela eficiência com que toca
a fazenda, mas por sua marcante atuação nas instituições nas quais esteve à frente,
Weber é hoje o atual presidente do Sindicato Rural de
Dom Pedrito e primeiro vicepresidente da Associação
Brasileira de Angus (Angus
Brasil). A ligação com o gado
Angus teve início em 1991,
quando ele lembra de ter ad-
Homem respeitado no meio, por sua liderança
e competência como criador, Weber utiliza as
mais modernas técnicas na criação de Angus
de 150 anos e precisava naquele momento que eu assumisse. Mas, como nasci em
Porto Alegre e gostava de
advogar, resolvi atuar nessas
frentes, aliando as duas vertentes que estavam dentro de
mim”, explica.
O início da criação foi
com gado geral, também
plantava arroz, soja, criava
ovinos e cavalos crioulos. Em
todas os segmentos, apesar
das dificuldades que a região
apresentava (na Campanha
as chuvas são escassas) conseguia prosperar e driblar
as adversidades. “Lembro
do meu avô reclamando do
tempo desde que eu era um
guri. É uma questão na qual
cada vez melhor acabados.
A cada amanhecer, a estância Santa Thereza tatuava
uma imagem positiva em
sua retina. “Só deixamos de
morar lá quando as crianças
entraram em idade escolar.
Nos mudamos para a cidade
e dividia meu tempo entre as
duas moradas”, conta Weber,
destacando que tudo para
ele na fazenda é especial, do
animal novo que nasce de
sua melhor matriz à própria
imagem da Santa Thereza,
adquirida especialmente para
resguardar a estância, em
uma viagem da família pela
Espanha. “Minha mãe Zilah
que escolheu o nome. Muito
católica, estudou em colégio
quirido seus primeiros lotes.
“Comprei um lote de
fêmeas prenhas do coronel
Hélio Prates da Silveira, e os
machos do meu grande amigo Angelo Tellechea. Depois
de criar Angus, não se volta
atrás. Meu rebanho só cresceu e fui implementando tecnologia de ponta na seleção
para consolidar uma criação
de Angus de crescente qualidade”, explica.
Weber utiliza-se do Promebo desde 1978. Seleciona
só os melhores para seu plantel principal. O resto vai pra
descarte e é negociado com
frigoríficos. Também é usuário de ultrassonografia para
avaliação dos exemplares,
além de ter sido um dos primeiros produtores do Estado
a usar Inseminação Artificial
em Tempo Fixo (IATF). Também utiliza técnicas modernas de manejo, como suplementação a campo e cocho
separado para os terneiros.
Por essas e por outras, Weber
está na lista Trace, um controle do Ministério da Agricultura das fazendas aptas a
exportar.
Um dos pioneiros na implantação do bem sucedido Programa Carne Angus
Certificada, da Angus Brasil,
Weber enfatizou que se de
um lado o produtor está sendo melhor remunerado, de
outro ganha também a raça,
que obtém enorme projeção
com a Carne Angus nas prateleiras dos supermercados,
e mais recentemente com os
sanduíches lançados pelo Mc
Donalds feitos com Carne
Angus.
Remate independente
Com a tecnologia a seu
favor, Weber seleciona a nata
de seu rebanho para ofertar
em remates. Os primeiros
foram em parceria com o
amigo e também criador de
Angus Fábio Gomes. Depois
de três anos de parceria em
remates da Catanduva, Weber sentiu que era hora de
voar sozinho. Hoje, já realizou 10 edições de seu remate particular, que acontece
anualmente dentro da Farm
Show. O evento é um grande
acontecimento rural da cidade e reúne produtores de
todo Estado, que vão atrás
da genética Angus de Weber,
por saberem que a seleção
é feita com rigor e foco na
qualidade. Com 90% de seu
rebanho Angus registrado,
Weber considera-se criador
da raça que tem a qualidade
da carne mais reconhecida
em todo mundo. “Criar Angus é... tão bom! É a certeza
de produzir a melhor carne
do mundo”, finaliza.
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INFORME
Maio/Junho 2012
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36
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PARCEIROS
Maio/Junho 2012
Fome x Seleção Genética
Por Marcos Fernandes
da Silveira
U
ma vez que grande
parte dos compradores de touros - os
produtores de terneiros não tem um bom manejo
alimentar, ele, normalmente, não dá o devido
valor ao pai de seus produtos. Por que pagar 50 70% a mais por um touro, se o desmame da sua
fazenda está em torno de
170 kg? Quanto de fato
um pai agrega de peso
numa progênie de média
de 170kg?
De acordo com o Dr.
Scott P. Greiner, cientista de extensão animal da
Universidade VA Tech,
um desmame, de 210
dias, em torno de 260 kg
é um índice econômico
adequado para a lucratividade de uma fazenda. A
média dos EUA não está
muito distante disso. Um
terneiro com esse peso
faz saltar aos olhos a diferença da genética nele
utilizada. Lembre que as
DEPs de Peso Desmame
de 60 ou 70 £, nos catálogos americanos, são
calculadas sobre esses
índices! Além de agradar
a visão, o criador terá um
retorno econômico bem
maior vendendo terneiros mais pesados; o que,
provavelmente, o animará mais a investir na sua
produção.
O terminador tampouco costuma valori-
Nas visitas que tive a oportunidade de fazer
a fazendas dos EUA, descobri que é um bom
negócio ser selecionador de genética... nos
EUA. Os índices de produtividade lá são
incomparáveis com a média brasileira. Ou seja,
nós estamos aproveitando muito menos que o
potencial do Angus! Olhando pelo lado positivo,
temos muito espaço para crescer! Infelizmente,
isso não depende apenas do selecionador, mas
também do comprador de touros.
zar a genética. Quantos
compradores sequer perguntam quem é o pai?
E por que o fariam? Se
ele pode comprar terneiros leves e baratos, o que
acaba acontecendo é penalizar lotes mais pesados pagando menos por
do pasto, medicamentos,
mão-de-obra, etc para
produzir nada.
Todos estes fatores
fazem o comprador de
touros achar que a margem do seu negócio é
muito estreita; estreita
demais para se “gastar”
os animais valem bem
mais.
Mas uma perda que
muita gente não enxerga é o quanto a seleção
em si fica comprometida
pela desnutrição do rebanho. As avaliações de
desempenho, mesmo em
um programa bem desenvolvido como o PROMEBO, ficam prejudicadas.
Há muita diferença entre
os indivíduos. Há muito prejuízo aos filhos de
primíparas, de vacas que
estão repetindo cria e de
vacas velhas, mesmo que
o programa compense estatisticamente estas categorias.
Outro prejuízo grande
está no descarte de fêmeas. Como o seleciona-
Cada vez ficam mais acessíveis máquinas e
técnicas, e menos acessíveis as terras. Logo
os produtores chegarão próximo ao potencial
que a genética Angus oferece
quilo. Se os lotes forem
leves e uniformes aí sim
ele gosta. É a estória do
“tá ruim, mas tá parelho”.
O peso ao desmame é
uma boa referencia. Além
do prejuízo na venda de
terneiros, também podemos estender às perdas
pela condição nutricional
das vacas - mães dos terneiros - e das futuras novilhas. Obviamente, além
das vacas produzirem
menos leite, todos os índices piorarão; taxas de
prenhez, desmame, reposição e, consequentemente, desfrute. As novilhas
que foram desmamadas
leves dificilmente poderão ser emprenhadas aos
15 meses; ou seja, ficarão um ano inteiro ocupando espaço, consumin-
com reprodutores superiores. Alguns até mesmo
acham que recriando um
terneiro e o utilizando
como touros estão economizando!
Mas a nossa realidade
é pior que isso. Muitos
selecionadores também
trabalham com alimentação muito aquém do
adequado, e eu me incluo
neste grupo como selecionador que pouco sabe
sobre pastagens. Mas
ainda acontece desta falta de oferta alimentar ser
usada como estratégia de
marketing confundindose fome com rusticidade.
Obviamente, todas as
perdas acima referidas
podem ser aplicadas nos
rebanhos puros, porém,
nestes casos, os prejuízos
são muito maiores, pois
dor deve descartar vacas
falhadas? O ideal seria
eliminar todas as vazias.
Porém, ele corre o risco
de eliminar as fêmeas
que mais produzem leite,
pois estas são mais propensas a falhar. E a grande diferença de mérito
genético entre produtos
de diferentes criatórios
está nas matrizes, pois
todos tem acesso igual
aos pais, através do uso
da inseminação.
E como fica a avaliação de uma fêmea filha
de primípara? Ela provavelmente virará uma
vaca pequena, menos bonita e menos produtiva.
Ou seja, acabaremos por
penalizar as genéticas
mais modernas; das primíparas e filhas de primíparas!
E como comparar os
desempenhos de diferentes touros ou linhagens
dentro do rebanho? Qual
genética deu melhor resultado em meio à fome?
Já observei grandes diferenças entre lotes, porque foi o que se pôde
fazer em cada grupo de
manejo�. Aí se pensa que
tal touro utilizado é melhor que outro. Na fome,
qualquer diferença de
campo e clima faz uma
grande diferença entre
lotes, deixando as comparações viciadas.
Por fim, quando pensamos no negócio da famosa Schaff Angus Valley, produtora de mais
de 400 touros por ano,
vendidos a cerca de US$
12 mil de média, há um
detalhe que não pode ser
esquecido: seus touros
são vendidos aos 12 meses de idade. Qual criador brasileiro não gostaria de poder vender a
geração 2012 em 2013?
Um dia chegaremos
lá! A tendência é a intensificação. Cada vez
ficam mais acessíveis
máquinas e técnicas, e
menos acessíveis as terras. Com plantio direto,
irrigação, suplementação com proteinado, inseminação em tempo
fixo, etc, os produtores
chegarão próximo ao
potencial que a genética Angus oferece. Aí a
“margem” do criador
aumentará;
principalmente daquele que já investia em genética desde
o tempo das vacas magras. Assim, finalmente,
os selecionadores venderão touros pelo valor
merecido. E por que não
aos 12 meses de idade?
Médico veterinário, criador
e representante da CRI
Genética Brasil
[email protected]
Maio/Junho 2012
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38
[email protected]
OPINIÃO
Maio/Junho 2012
Por que as DEPs mudam?
Por Leonardo
T. Campos
A
o comparar o Sumário
do ano atual com o do
ano anterior, os criadores
observarão algumas alterações
nos valores absolutos das DEPs
listadas. Em primeiro lugar é
preciso considerar que a ordenação ou o ranking dos touros
é bastante semelhante nos dois
sumários. O procedimento adotado maximiza a probabilidade
de uma ordenação correta dos
touros baseando-se nos dados
disponíveis. As mudanças dos
valores absolutos das DEPs
ocorrem devido aos novos dados incorporados na análise. É
importante que os criadores utilizem as DEPs mais atuais ao
tomarem decisões de seleção,
como também em seus anúncios publicitários (por exemplo,
nos catálogos de remate).
Adicionalmente, o conjunto
de dados, em sua totalidade,
é continuamente escrutinado
quanto à exatidão dos registros; assim, alguns registros
presentes em análises anteriores podem ser perdidos ou eliminados no processo de edição
para a presente avaliação genética. Da mesma forma, dados
antigos (referentes à produções
de anos anteriores) continuam
a se incorporar na análise, em
função de novos criadores participantes do programa. Estes
dados podem ter algum efeito
na computação das DEPs. No
geral, a incorporação de dados
adicionais, mesmo de anos anteriores, tende a elevar a exatidão geral da predição.
Outra causa de certas alterações nas DEPs, de ano
para ano, é o aumento no uso
da inseminação artificial (IA).
Quanto mais intensamente a
IA for usada, melhor se torna a
conectabilidade no conjunto de
dados da raça, isto é, mais touros são usados através dos di-
ferentes rebanhos. Esta maior
conectabilidade também leva
a uma exatidão de predição
maior. Basicamente, cada novo
sumário é um pouco mais acurado do que o anterior.
Para finalizar, é importante lembrar que as DEPs apresentadas não são diretamente
comparáveis entre as diferentes
raças ou programas de grupos
independentes de melhoramento. Desta forma, uma DEP de
10 kg para ganho do nascimento a desmama em uma raça
não tem o mesmo significado
que uma DEP de 10 kg em
qualquer outra raça ou grupo.
O programa de avaliação
genética da ANC tem o objetivo bem específico de auxiliar
os criadores a encontrar touros
dentro de uma determinada
raça que podem ser de utilidade em seus programas de
seleção. Tem o firme propósito
de estabelecer uma descrição
genética acurada, em características de importância econômica como: crescimento - mais
especificamente, ganhos de
peso na desmama e final -, habilidade maternal, facilidade de
parto - através do peso ao nascer, fertilidade - através do perímetro escrotal, e características de carcaça, entre outras.
Os criadores competentes estão
aprendendo a usar esta descrição genética nos programas de
melhoramento bem planejados
e bem conduzidos, o que poderá
assegurar a sobrevivência e futura utilidade de suas raças na
indústria de carne bovina.
- Conectabilidade:
É importante sempre procurar aumentar o número de
reprodutores adequadamente
comparados através de diferenças de valor genético obtidas de
todas as fontes de informação.
Nas avaliações genéticas entre
os rebanhos de uma raça, é
preciso propiciar as condições
necessárias para tratar estes
diferentes rebanhos como um
único rebanho.
Para isto, é preciso incrementar os laços diretos e indiretos entre os rebanhos, os
quais são formados, basica-
mente, através de touros usados em comum, em mais de um
rebanho.
Na verdade, existe certo
sinergismo entre a metodologia de modelos mistos, usada
no PROMEBO para avaliação
genética dos reprodutores, e a
inseminação artificial. Os rebanhos devem, em princípio,
empregar a inseminação artificial para que possam estar
conectados a outros e com isso,
participar efetivamente da avaliação genética da raça.
A publicação do sumário de
touros é útil para elevar os laços genéticos, pois os próprios
touros nele listados, podem ser
considerados como touros formadores de laços ou referências,
desde que tenham um número
razoável de filhos. Assim, todo e
qualquer grupo contemporâneo,
de qualquer rebanho, deveria ter
certo número de filhos (proporcional ao tamanho do grupo), de
pelo menos um destes touros listados no sumário da raça.
Coordenador do Promebo®
[email protected]
[email protected]
OPINIÃO
Maio/Junho 2012
39
Os sistemas de produção frente às
oportunidades de certificação
Por Maria E. Canozzi 1
e Júlio O. Barcellos 2
O modo de utilização do
espaço agrário é variável e
dependente de inúmeros aspectos, conforme demonstrado na figura. Na bovinocultura de corte brasileira essas
particularidades são evidentes e inerentes ao conjunto
de tecnologias de processos
aplicados na empresa rural.
Somente no Rio Grande do
Sul, conforme Diagnóstico
da Bovinocultura de Corte,
realizado em 2005, foi identificado 16 tipos de sistemas
de produção, classificados de
acordo com a espécie animal,
com a presença ou ausência
de produção vegetal e com a
fase de criação.
Essa complexidade e diversidade pertinente à atividade de pecuária de corte dificultam a adesão dos
produtores a mecanismos de
certificação. Sendo assim,
uma análise comparativa
entre cinco processos de cer-
tificação aplicáveis na bovinocultura de corte brasileira,
no que diz respeito à gestão
da unidade produtiva, do ambiente, dos recursos humanos,
às instalações rurais e ao manejo animal, nos permitiram
identificar que:
A rastreabilidade brasileira, pré-requisito para as
demais certificações, por ser
esse procedimento uma garantia de minimização do risco associado à saúde animal
e humana, através do controle da origem de todos os insumos utilizados na produção,
foi a menos exigente, sendo
que o manejo animal representou, aproximadamente,
90% dessa certificação;
Nas certificações de boas
práticas agropecuárias (BPA
e GlobalG.A.P.), a distribuição dos itens analisados foi a
mais homogênea em relação
às demais, provavelmente,
por visarem a produção de
um alimento seguro, com cuidados ao bem-estar animal,
ao meio ambiente, à saúde, à
segurança e ao bem-estar dos
trabalhadores;
Mais de 50% da produção orgânica certificada faz
referência à gestão dos recursos humanos e do ambiente, já que a produção deve alcançar o equilíbrio ecológico,
por meio da manutenção e
melhora da saúde dos ecossistemas e organismos, além
de proporcionar a todos os
envolvidos boa qualidade de
vida;
Por fim, na Carne do
Pampa Gaúcho da Campanha Meridional foram desconsideradas questões que
dizem respeito aos colaboradores do processo produtivo,
enquanto que as dimensões
relacionadas ao manejo animal e ao ecossistema representaram 85,6% dessa certificação.
Produzir visando somente produtividade máxima é
coisa do passado. O presente exige a diversificação dos
sistemas de produção, com o
uso de diferenciais de qualidade. As oportunidades são
muitas, com diferentes pro-
Ecossistema
História
Produtivo
Espaço
Agrário
Técnico
Social
postas de produção. Contudo,
independente do sistema de
produção e do processo de
certificação, existe a contínua
preocupação com o animal,
considerando-se bem-estar,
alimentação, instalações, reprodução, genética; a crescente ênfase aos recursos
humanos, pois são a propulsão dos sistemas produtivos
e responsáveis pela execução
das atividades; e, finalmente,
a necessidade e obrigação
Cultura
Econômico
de preservação do ambiente,
com o mínimo comprometimento da fauna e da flora.
1 Programa de PósGraduação em Zootecnia,
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS).
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com.br.
2 Núcleo de Estudos em
Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPRO/UFRGS).
Boas práticas de gestão da propriedade rural
Por Pamela Alves
Consolidar um negócio
não é tarefa fácil em nenhuma área, muito menos na pecuária de corte, e fica ainda
mais complicado quando o
cenário é de crise econômica
e alta nos custos de produção,
entre outros fatores.
É fundamental conhecer
os pontos fortes e gargalos
de produção. Para que sejam
efetivas e tragam resultados, é
necessário o entendimento, do
gestor e dos colaboradores,
das práticas e processos da
rotina da fazenda.
Cada propriedade tem
uma realidade e deve se adequar a uma ou mais estratégias para o sucesso do negócio, entre as quais:
Planejamento estratégico
– envolve o estabelecimento
de metas e organização das
tarefas que mantém a atividade funcionando de forma
eficiente, como o estabelecimento e cumprimento de cronogramas de vacinações, semeaduras, colheitas, ordenhas
e escolha das sementes, entre
outros tantos. É através dele
que se definem os rumos da
propriedade, qual o momento
de se investir em novas tecnologias, atividades ou mercados, ou seja, onde investir
visando rentabilidade.
Benchmarking – é uma
prática de comparação de
produtos e processos, tais
como indicadores zootécnicos,
entre propriedades semelhantes, sendo uma delas com desempenho superior. Essa com-
paração deve ser contínua, a
fim de se obter a melhor forma de gestão.
Plano de ação - é o detalhamento das ações para alcançar as metas estabelecidas
no planejamento estratégico.
Para cada ação prevista no
plano deve-se questionar o
que fazer, quem será responsável, quando a ação será concluída, qual será o custo, por
que ela é importante, onde e
como será executada.
5S – é um planejamento
sistemático que visa estabelecer a ordem no ambiente
de trabalho. Engloba classificação, ordem, limpeza, normatização e manutenção. O
objetivo é a melhoria da produtividade e resultados, através da otimização do tempo
e ferramentas de trabalho,
redução de despesas, melhor
aproveitamento de materiais,
menor possibilidade de acidentes de trabalho e colaboradores mais satisfeitos. Traz
resultados visíveis na rotina
da fazenda, em curto prazo.
Auditoria/fiscalização –
verifica o cumprimento das
ações estabelecidas. Caso
haja não-conformidades o
gestor deve identificar o problema e orientar quanto às
ações corretivas.
Administração visível –
expor aos colaboradores os
gargalos das atividades, as
metas, quem serão responsáveis pelas mudanças e incentivar a colaboração, como,
por exemplo, através da participação na elaboração dos
procedimentos e dos lucros ao
final de determinado período.
Realizar reuniões periódicas
para mostrar o andamento
das ações.
O gestor deve escolher
ações que se integrem aos
costumes da fazenda e que
sejam atingíveis. Independente do procedimento de gestão
adotado, que são inúmeros,
para consolidar as mudanças,
o gestor deve integrar a equipe nos procedimentos, explicando as etapas e mostrando
os resultados.
O maior esforço no processo é a modificação do
pensamento e do comportamento. A gestão eficaz auxilia na solução de problemas
e aumenta os resultados da
propriedade.
Zootecnista
Scot Consultoria
40
Maio/Junho 2012
EXPOSIÇÕES
[email protected]

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