artes e luxos do egito balneário camboriú 2008-1

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artes e luxos do egito balneário camboriú 2008-1
 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
FRANCESCA NEVES
COLEÇÃO BEACH WEAR DE LUXO:
ARTES E LUXOS DO EGITO
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
2008-1
1 FRANCESCA NEVES
COLEÇÃO BEACH WEAR DE LUXO:
ARTES E LUXOS DO EGITO
Trabalho de conclusão de curso
apresentado ao Curso de Design de
Moda da Universidade do Vale do
Itajaí para a obtenção do Título de
Bacharel em Design de Moda, sob a
orientação da Profa. MSc. Graziela
Morelli.
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
2008-1
2 A minha família, pelo apoio, esforço e compreensão,
neste e em todos os momentos de minha vida...
3 AGRADECIMENTOS
Inicialmente a Deus por mostrar os caminhos a
seguir, nos momentos de dificuldade.
A minha família pelo apoio, confiança e
carinho.
A minha mãe, pela ajuda inconstante, por estar
ao meu lado nos momentos de tristeza e
alegrias, pelas horas de conversa e apoio.
A minha amiga Aline pelas noites acordadas,
pelas risadas inacabáveis, por não deixar
desistir, pela amizade eterna.
A Gabriela pelos momentos de descontração.
A Larissa por ser minha segunda família nos
momentos de solidão, pelas conversas,
companheirismo,e ajuda.
A Franciane, que mesmo longe apoiou,
incentivou e ajudou nos momentos difíceis,
pela amizade sem fim.
A Neiva, Ivone e Marciele que fizeram deste
projeto realidade confeccionando as peças.
Ao Tharso, pela paciência, amizade, carinho e
apoio.
4 RESUMO
Com base no tema “Artes e Luxos do Egito” o presente trabalho de Conclusão
de Curso trata-se do desenvolvimento de uma coleção beach wear de luxo.
Apostou-se em uma coleção diferenciada, não somente para ir a praia, mas
para passeios, festas e caminhadas pois o publico a ser alcançado é exigente e
procura inovações para suprir seus desejos.
Sendo assim o conforto é essencial sem perder a sofisticação dos materiais
banhados a ouro e pedrarias em cristais, os tecidos são leves e delicados
priorizando o bem estar do usuário.
Palavras-chave: Beach wear, Luxo, Sofisticação.
5 ABSTRACT
Based on the theme "Arts and Luxos of Egypt" Conclusion of this work of
course is the development of a collection of luxury beach wear.
Several itself in a collection differently, not only go to the beach, but for trips,
parties and hikes because the public is demanding to be reached and demand
innovations to meet their wishes.
So the comfort is essential without losing the sophistication of the materials
bathed in the gold and crystals, the fabrics are light and delicate prioritizing the
well being of users.
Keywords: Beach Wear, Luxury, Sophistication.
6 LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Fluxograma para execução do projeto.........................................................................17
Figura 2: Desenho do biquíni criado por Louis Réard.................................................................23
Figura 3: Micheline Bernardini dentro do primeiro biquíni, em 1946...........................................24
Figura 4: Pin-ups americanas e Brigitte Bardot (1956)...............................................................24
Figura 5: Ursula Andress em cena do filme "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962)..................25
Figura 6: Modelo “engana-mamãe”.............................................................................................26
Figura 7: Modelo tanga, sucesso dos anos 70............................................................................26
Figura 8: Modelo asa-delta anos 80...........................................................................................27
Figura 9: Letícia Birkheuer com duas-peças unidas (anos 2000)...............................................28
Figura10: Pós-praia Cia.Marítima................................................................................................31
Figura11: Produtos de Luxo........................................................................................................36
Figura12: Estado do Design........................................................................................................39
Figura13: Biquini 2008.................................................................................................................40
Figura 14: Recortes diferenciados...............................................................................................41
Figura 15: Biquini sexy................................................................................................................42
Figura 16: Coleção Adriana Degreas..........................................................................................43
Figura 17: Mapa do antigo Egito.................................................................................................45
Figura 18: Rio Nilo, Egito.............................................................................................................45
Figura 19: Hieróglifos..................................................................................................................46
Figura 20: Representação das pirâmides em 1670 e em 2002..................................................47
Figura 21: Anúbis executando a mumificação.............................................................................47
Figura 22: Estátua de Demedji e Hennutsen, c. 2465-26 a.c Dinastia 5 egípcia........................48
Figura 23: Máscara em ouro maciço do faraó Tutancâmon........................................................48
Figura 24: Pintura parietal no túmulo de Nefertari.......................................................................49
Figura 25: Sandálias no antigo Egito...........................................................................................50
Figura 26: Cleópatra....................................................................................................................50
Figura 27: Vestimentas Egípcias.................................................................................................52
Figura 28: Sandálias de ouro de Tutankhamon..........................................................................52
Figura 29: Bracelete da rainha Ahhotep......................................................................................52
Figura 30: Cama de Tutankhamon..............................................................................................53
Figura 31: Banqueta decorada....................................................................................................53
Figura 32: Bracelete de Tutankhamon com escaravelho............................................................54
Figura 33: Miniatura de ouro do sarcófago de Tutankhamon.....................................................54
7 Figura 34: Peitoral da rainha Ahhotep.........................................................................................54
Figura 35: Abanador de Ouro......................................................................................................55
Figura 36: Biquini Lycra...............................................................................................................56
Figura 37: Inovações...................................................................................................................57
Fonte 38: Biquini Lycra Xtra Life.................................................................................................57
Figura 39: Tecido Jersey.............................................................................................................58
Figura 40: Biquinis Blue Beach...................................................................................................60
Figura 41: Modelo 2008 Lenny....................................................................................................62
Figura 42: Coleção Rosa Chá 2008............................................................................................64
Figura 43: Painel do Público Alvo................................................................................................71
Figura 44: Painel do Conceito.....................................................................................................72
Figura 45: Painel do Tema..........................................................................................................73
Figura 46: Painel Cartela de Cores.............................................................................................74
Figura 47: Painel dos tecidos......................................................................................................75
Figura 48: Cartela de Materiais...................................................................................................76
Figura 49: Alternativa 01.............................................................................................................79
Figura 50: Alternativa 02.............................................................................................................80
Figura 51: Alternativa 03.............................................................................................................81
Figura 52: Alternativa 04.............................................................................................................82
Figura 53: Alternativa 05.............................................................................................................83
Figura 54: Alternativa 06.............................................................................................................84
Figura 55: Alternativa 07.............................................................................................................85
Figura 56: Alternativa 08.............................................................................................................86
Figura 57: Alternativa 09.............................................................................................................87
Figura 58: Alternativa 10.............................................................................................................88
Figura 59: Alternativa 11.............................................................................................................89
Figura 60: Alternativa 12.............................................................................................................90
Figura 61: Alternativa 13.............................................................................................................91
Figura 62: Alternativa 14.............................................................................................................92
Figura 63: Alternativa 15.............................................................................................................93
Figura 64: Peça Executada.........................................................................................................96
Figura 65: Peça Executada.........................................................................................................99
Figura 66: Peça Executada.......................................................................................................102
Figura 67: Peça Executada.......................................................................................................105
Figura 68: Peça Executada.......................................................................................................108
Figura 69: Peça Executada.......................................................................................................111
Figura 70: Peça Executada.......................................................................................................114
Figura 71: Peça Executada.......................................................................................................117
Figura 72: Alternativa 01 da Marca...........................................................................................121
Figura 73: Alternativa 02 da Marca...........................................................................................122
8 Figura 74: Alternativa 03 da Marca...........................................................................................122
Figura 75: Alternativa 04 da Marca...........................................................................................122
Figura 76: Alternativa 02 da Marca...........................................................................................122
Figura 77: Tabela manequim.....................................................................................................127
Figura 78: Modelagem...............................................................................................................128
Figura 79: Encaixe.....................................................................................................................128
Figura 80: Corte.........................................................................................................................128
Figura 81: Costura.....................................................................................................................128
Figura 82: Etiqueta....................................................................................................................130
Figura 83: Frente Tag................................................................................................................130
Figura 84: Costas Tag...............................................................................................................131
Figura 85: Embalagem 1...........................................................................................................132
Figura 86: Embalagem 2...........................................................................................................132
Figura 87: Cartão de Visita Frente e Costas.............................................................................133
9 SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................................12
1.1 Objetivo Geral.......................................................................................................................13
1.2 Objetivos Específicos...........................................................................................................13
2
METODOLOGIA..................................................................................................................14
3
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................................................18
3.1 Design..................................................................................................................................18
3.1.1
Design de Moda.............................................................................................................19
3.1.2
Segmento.......................................................................................................................21
3.1.3
Segmento de Mercado...................................................................................................22
3.1.3.1 Beach Wear.............................................................................................................22
3.2 História do Biquíni................................................................................................................23
4
PESQUISA DE MERCADO.................................................................................................29
4.1 Mercado Beach Wear...........................................................................................................29
4.1.2 Mercado Moda Praia em SC..............................................................................................30
4.1.3 Da praia a Boemia Litorânea..............................................................................................30
4.2 Luxo.......................................................................................................................................33
4.1.2 Os Significados do Luxo.....................................................................................................34
4.1.3 O Mercado de luxo no Brasil..............................................................................................35
4.1.4 Consumo de Artigos de Luxo.............................................................................................37
5. PESQUISA DE CAMPO..........................................................................................................39
5.1 Estado do Design..................................................................................................................39
5.2 Pesquisa de tendências ......................................................................................................40
6 PESQUISA DA TEMÁTICA.....................................................................................................44
6.1 Egito......................................................................................................................................44
6.2 Arte Egípcia...........................................................................................................................46
6.3 Cleópatra...............................................................................................................................50
6.4 Vestimentas...........................................................................................................................51
6.5 Objetos de Ouro do Egito Antigo...........................................................................................52
7 MATERIAS E TECNOLOGIAS................................................................................................56
7.1.1 Lycra...................................................................................................................................56
7.1.2 Jersey.................................................................................................................................58
7.2 Concorrentes.........................................................................................................................59
7.2.1 Blue Beach.........................................................................................................................59
7.2.2 Lenny..................................................................................................................................61
7.2.3 Rosa Chá............................................................................................................................62
10 7.2.4 Fazendo Onda....................................................................................................................64
7.3 Pesquisa de Comportamento................................................................................................66
8 CONCEITUAÇÃO....................................................................................................................67
8.1 Briefing..................................................................................................................................67
8.2 Briefing do Público.................................................................................................................67
8.3 Briefing do Produto................................................................................................................68
8.4 Briefing do Mercado..............................................................................................................69
9 PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO...........................................................................................70
9.2 Painel Semântico...................................................................................................................70
9.1.2 Painel Público Alvo.............................................................................................................71
9.1.3 Painel Conceito..................................................................................................................72
9.1.4 Painel Tema.......................................................................................................................73
9.1.5 Cartela de Cores................................................................................................................74
9.1.6 Painel de Tecidos...............................................................................................................75
9.1.7 Cartela de Materiais...........................................................................................................76
10 PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO.........................................................................................77
10.1 Mix da Coleção....................................................................................................................77
10.2 Dimensão da Coleção.........................................................................................................77
10.3 Desenvolvimento da Coleção..............................................................................................78
10.3.1 Geração de Alternativas...................................................................................................78
10.3.2 Alternativas Escolhidas....................................................................................................79
10.4 Técnicas de Criatividade.....................................................................................................94
10.4.1 Mescrai.............................................................................................................................94
10.5 Alternativas Desenvolvidas.................................................................................................95
10.6 Release da Coleção..........................................................................................................120
10.7 Desenvolvimento da Marca...............................................................................................121
10.7.1 Alternativas Geradas......................................................................................................121
10.7.2 Alternativa Escolhida......................................................................................................122
11 DETALHAMENTO DO PROJETO.......................................................................................123
11.1 Função Estético Formal.....................................................................................................123
11.1.1 Função de Uso...............................................................................................................124
11.1.2 Função Ergonômica.......................................................................................................124
11.1.3 Fatores Ergonômicos Identificados na Coleção.............................................................125
11.1.3.1 Antropométrica............................................................................................................126
11.1.4 Sistema Construtivo.......................................................................................................127
11.1.5 Processo de Fabricação.................................................................................................128
11.1.6 Função Operacional.......................................................................................................128
11.1.7 Função Informacional.....................................................................................................128
11.1.8 Função de Marketing......................................................................................................133
11.1.9 Distribuição.....................................................................................................................134
11 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................135
13 REFERÊNCIAS....................................................................................................................136
1
INTRODUÇÃO
Desde a invenção do biquíni, no ano de 1946, criado por Louis
Réard inspirado no atol do Bikini em meio a testes nucleares, este segmento
ganha cada vez mais espaço no cenário nacional e internacional se tornando
objeto indispensável no guarda roupa das mulheres, principalmente em regiões
litorâneas, inovando através das mais diversas tendências estilos e
comportamentos.
Segundo Cássio Ribeiro 2007, o Brasil é hoje o país que mais
fabrica e consome biquínis no mundo, além de ter a qualidade de suas peças
reconhecidas mundialmente pelo estilo ousado e pela criatividade dos modelos.
São cerca de 60 milhões de biquínis produzidos todos os anos no país, dos
quais 9 milhões são exportados.
Toda essa intimidade brasileira com a praia é explicada pelo clima
do país em alguns estados brasileiros onde o calor prevalece durante a maior
parte do ano e pela extensão do litoral que tem mais de 7 mil km de praias,
motivo pelo qual o Brasil é o país lançador mundial de tendências desse
segmento. A modernidade evolutiva proporcionou agilidade e qualidade na
produção das peças, corte dos modelos a laser, tecidos que secam
rapidamente e repelem os raios solares nocivos ao corpo, além de impedirem a
proliferação das bactérias.
Segundo o site Soul Brasil, o biquíni chegou como um acidente
geográfico que virou nome de uma ousadia praiana, reforçando a imagem do
Brasil como um país alegre e tropical. Apesar da idade, ele, que já passou por
várias transformações, continua conquistando e seduzindo os olhos de quem
vê, transformando os corpos de quem veste, colorindo as praias do Brasil
afora, deixando o restante do mundo admirado com nossa criatividade e
atrevimento. A história do biquíni se confunde com a história da revolução
feminina em nosso país.
12 Buscando observar o comportamento e as necessidades da mulher
moderna, trazendo um conceito diferente e exclusivo, este projeto apresenta a
criação de uma coleção de biquínis de luxo e nas Artes Egípcias, trazendo uma
proposta sensual e elegante sem perder o conforto. A coleção propõe
sofisticação com cortes preciosos e modelagens que valorizam o corpo,
buscando materiais e aviamentos diferenciados traduzindo o desejo de suas
consumidoras.
Atendendo a um público muito exigente, formado por mulheres
requintadas, ousadas, independentes, ativas socialmente e profissionalmente,
as peças se destacam pela feminilidade, detalhes e caimento, mostrando que a
mulher deve estar confiante de que é única e está deslumbrante até mesmo
quando veste moda praia, que agora tende para o luxo.
1.1
OBJETIVO GERAL
Desenvolver uma coleção Beachwear para o público feminino
destacando a elegância e o luxo das peças nas praias.
1.2
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar elementos que façam parte do universo do público alvo
assim como materiais e inovações tecnológicas na área do mercado
beachwear;
- Perceber características do mercado de luxo por produtos com
conceito de desejo e sofisticação;
- Desenvolver uma coleção de moda praia para mulheres de alto
poder aquisitivo levando-se em consideração ergonomia e acabamento, além
traduzir elegância, discrição e exclusividade.
13 2
METODOLOGIA
A Metodologia é o estudo dos métodos ou então as etapas a seguir
num determinado processo. Tem como finalidade captar e analisar as
características dos vários métodos disponíveis, avaliar suas capacidades,
potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as
implicações de sua utilização. Além de ser uma disciplina que estuda os
métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a
pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciencia e arte.
Métodos nada mais são do que a reunião de técnicas e instrumentos
de trabalho e, portanto é preciso evitar o mito de que sua utilização em projetos
é garantia de sucesso. O bom resultado de um projeto depende da capacidade
técnica e criativa de quem o desenvolve. Métodos e técnicas podem, contudo,
auxiliar na organização de tarefas tornando-as mais claras e precisas, ou seja
oferecem suporte lógico ao desenvolvimento de um projeto. (BOMFIM, 1995).
Primeiramente, foi analisado o segmento, sendo ele Beachwear.
Seguindo de uma pesquisa da temática, tratando-se da inspiração no luxo e
nas artes Egípcias. Posteriormente a pesquisa bibliográfica, que consiste em
analisar a história do tema, juntamente com a temática, para melhor conhecer o
campo a ser explorado.
Na pesquisa de campo é verificado o comportamento do publico
alvo, o que gostam e lugares que freqüentam, não deixando de analisar o
marcado e os produtos já existentes.
Seguindo, encontra-se um aparato do que é o luxo, as tendências
previstas, os tecidos e as novas tecnologias, materiais e aviamentos utilizados.
Após as pesquisas citadas, á o planejamento da coleção sendo ele
um mix de produtos de tudo o que foi demonstrado a cima. Sequentemente a
definição da coleção, que busca o luxo e a sofisticação na criação das peças.
Proporcionando juntamente com a estética, o conforto nos produtos
desenvolvidos.
14 Para o desenvolvimento da geração de alternativas, o processo
criativo envolve o uso dos painéis semânticos como do público alvo, do tema,
do conceito, dos materiais, sendo eles, principais fontes de inspiração, pois
trazem de uma forma visual bem clara sobre o público a qual o produto é
destinado, o seguimento a explorar, a tendência de formas, cores e materiais,
principalmente o conceito do produto a ser conquistado.
Após, será usada a técnica de criatividade MESCRAI que consiste
em “Modificar, Eliminar, Substituir, Combinar, Rearranjar, Adaptar e Inverter”,
pois, tendo as alternativas prontas, poderá haver modificações nas mesmas,
procurando sempre melhor o conjunto num todo. (BAXTER 2003 p. 79).
Demonstra-se todo o desenvolvimento da coleção, passando pela
escolha de tecidos, procurando obter o melhor para proporcionar ao
consumidor conforto e leveza. Na modelagem, cortes diferenciados para trazer
a peça exclusividade.
Por fim, o memorial descritivo constando todas as informações, tais
como, marketing, ponto de venda, função informacional e promocional, pontos
de venda e preço sugerido.
Sendo adaptada pelos métodos de Bonfim 1995 e Baxter 2003,
verifica-se na figura abaixo o fluxograma seguido para execução do projeto.
15 16 17 Figura 1: Fluxograma para execução do projeto
Fonte: Adaptado de Bonfim 1995 e Baxter 2003.
18 3
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A Fundamentação analisa as pesquisas que auxiliam na elaboração
do projeto, como o design e suas vertentes como na moda, o segmento beach
wear, um histórico sobre os biquínis e também o mercado beach wear e do
luxo, a temática “Artes e Luxos do Egito” e suas variações, estado do design,
materiais e tecnologias e tendências.
3.1
DESIGN
Design (em alguns casos, projeto ou projecto) é um esforço criativo
relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um
artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo,
ou para a solução de um problema. Tem como finalidade estabelecer as
qualidades multifacetadas de objetos, processos, serviços e sistemas,
compreendendo todo o ciclo da vida. Portanto, design é o fator central da
humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial para o intercâmbio
econômico e cultural.
O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo
mais tarde adaptado para o inglês design.
O
design
procura
identificar
e
avaliar
relações
estruturais,
organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, visando ampliar a
sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global), oferecendo
tambem beneficios e liberdade para a comunidade humana como um todo,
usuários finais individuais e coletivos, protagonistas da indústria e comércio
(ética social), não deixando de apoiar a diversidade cultural, apesar da
globalização do mundo (ética cultural). Procura proporcionar aos produtos,
serviços e sistemas, formas que expressem (semiologia) e sejam coerentes
com (estética) sua própria complexidade.
O design diz respeito a produtos, serviços e sistemas concebidos a
partir de ferramentas, organizações e lógica introduzidos pela industrialização –
não apenas quando produzidos por meio de processos seriados. O objetivo
19 “industrial” associado ao design deve relacionar-se ao termo indústria, ou no
seu sentido de setor produtivo, ou em seu sentido mais antigo de “atividade
engenhosa, habilidosa”. Assim, o design é uma atividade que envolve um
amplo espectro de profissões nas quais produtos, serviços, gráfica, interiores e
arquitetura, todos participam. Juntas, essas atividades deveriam ampliar ainda
mais – de forma integrada com outra profissões relacionadas – o valor da vida.
Dessa forma o termo designer se refere a um indivíduo que pratica
uma profissão intelectual, e nao simplesmente oferece um negócio ou presta
um serviço para as empresas.
Atualmente pode-se contar com uma grande ramificação na área do
Design, podendo conter com as mais variadas especializações como o Design
Industrial, Design Gráfico, Design Imobiliário, Design de Interiores, Design de
Produto, dentre todas essas especificações, esta o Design de Moda.
3.1.1 Design de Moda
O Design de moda é uma das áreas do design que tem como
objetivo o desenvolvimento de vestuários humanos respeitando todas as
características culturais, técnicas, mercadológicas, de moda ou tendências.
A palavra moda é cercada de ambigüidades. São muitas as origens
para a palavra. João Braga (2006, p.15) define moda como: modo, maneira, e
comportamento. A origem da palavra latina é modus, que remete ao modo. De
origem francesa mode significa uso, hábito ou estilo. Na moda de origem
inglesa, Barnard (2003, p.23) dedica o primeiro capítulo da obra Moda e
Comunicação a explicar que a etimologia da palavra fashion remete ao latim
factio, que significa fazendo ou fabricando, com caráter industrial (da língua
inglesa a palavra faction (facção), até facere, isto é, fazer ou fabricar). Segundo
Palomino (2000, p.15), o termo afrancesado tornou-se sinônimo de façon, cuja
apropriação pela língua inglesa deu origem à expressão fashion.
Barnard (2003, p. 36) complementa: "só o contexto permite a
identificação de uma peça de roupa como moda ou não-moda, assim como é
20 somente o contexto que permite identificar o significado correto dessas
palavras".
A palavra moda, modus, mode ou fashion, imagem, corpo, estilo,
tendência, roupas, indumentária, adorno, traje e beleza estão ligadas ao
sistema da moda. Há um sistema complexo por trás disso tudo, da moda como
técnica e como processo comunicacional.
A moda está presente nas ruas, nas vitrines, nos carros, no design,
na arquitetura, nos móveis, nas jóias, na simplicidade, no luxo, no imaginário,
na criatividade, na arte, na televisão, nas revistas, no cinema, no teatro, no
corpo e em outros diversos lugares, setores e segmentos.
A moda se presta a ser seu primeiro cartão de visita: até ao acordar,
abrir o armário e vestir-se, mesmo que seja com uma camiseta branca e um
jeans, você está fazendo um manifesto de moda. Seu look é o modo com que
você apresenta para o mundo e diz: este sou eu; eu sou assim.
Há um preconceito concreto para a moda, em parte porque o caráter
da moda é de fato o efêmero (ela muda oficialmente de seis em seis meses, e
seu meio é a roupa) e porque ela tem a ver com a aparência (supostamente
privilegiando o superficial em detrimento do intelectual: forma versus conteúdo).
Muitas vezes, a moda é vista também como algo feito para iludir e enganar,
para ajudar no disfarce de ser alguém que, na verdade, não se é.
Hoje, quando uma moda é lançada, usa-se ou não. Não há
obrigação de segui-la, nem mesmo no círculo da moda (há profissionais
respeitados que preservam o mesmo visual por anos e fazem disso sua marca
registrada).
Contudo, se divide em várias áreas tais como: jóias, calçados,
acessórios
e
vestuário,
porém
este
sendo
considerado
de
grande
representatividade no sistema como um todo. (Palomino, 2003).
21 3.1.2 Segmento
A segmentação é uma das principais estratégias para a construção e a
manutenção de um bom negócio. Cada publico tem suas necessidades e
comportamentos específicos e diferentes. E para atingir e atender cada um
deles é essencial conhecê-los e defini-los bem.
Segmento significa dividir em segmentos, considerando segmento como
uma parte de um todo maior. De forma prática, segmentar o mercado seria, por
exemplo, dividi-lo de acordo com aspectos demográficos ou aspectos de estilo
de vida. (Aurélio, 2005).
De acordo com o Smith (1956), apude no site Geocites, na revisão da
literatura sobre o assunto, verifica-se que a maioria das contribuições ao
estudo de segmentação mantém suas bases nos escritos de Smith (1956).
Segundo ele, a segmentação consiste em se ver um mercado heterogêneo,
com determinada quantidade de mercados homogêneos menores, em resposta
a diversas preferências de produtos entre importantes segmentos de
mercados. Ela se baseia no desdobramento do lado da demanda e representa
ajuste racional e mais preciso do produto e do esforço de marketing às
exigências do consumidor ou usuário.
A primeira vista, a segmentação de mercado não é tarefa difícil; por
muito tempo, foi entendida como um conceito que consistia apenas em dividir o
mercado em segmentos. Depois, os teóricos e executivos perceberam que a
segmentação de mercado constitui poderosas estratégias competitivas.
Primeiro, segmenta-se o mercado; em seguida, escolhe-se o alvo com que se
quer trabalhar, diferenciando-se produtos e serviços de modo a atender as
necessidades e desejos do publico-alvo e, posteriormente, posiciona-se o
produto como forma de expressar as diferenças existentes. Como se pode
perceber, a segmentação, no conjunto, é a base de toda a estratégia de
marketing.
22 3.1.3 Segmento de mercado
3.1.3.1 Beach Wear
Conforme pesquisado em vários sites, o segmento de mercado Beach
Wear, é roupa especifica para praia.
A moda praia é um setor com extraordinário potencial de crescimento,
especialmente no mercado externo, onde os biquínis e maiôs brasileiros têm
muita aceitação em função do design e estamparia das peças, principais
fatores da competitividade do produto nacional, além da maior qualidade do
acabamento e dos tecidos que vem sendo agregados às peças, oferecendo ao
mercado um produto globalizado mas com particularidades brasileiras.
O setor tem incorporado as inovações das indústrias químicas e têxteis,
através da
utilização de matérias-primas avançadas tecnologicamente,
gerando assim produtos cada vez mais adequados às necessidades e
exigências dos consumidores, ainda que a um custo de produção mais
elevado.
23 3.2 HISTÓRIA DO BIQUÍNI
Se há um setor do vestuário em que o Brasil está na frente, sem
dúvida é o de moda praia. Além de ser o país que mais fabrica e consome esse
tipo de roupa, o Brasil avançou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos.
O biquíni brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu
estilo mais ousado, por sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos
modelos, que o diferencia dos outros fabricados em outros países.
Segundo o site Uol Moda, apesar de toda essa vocação natural em
relação aos trajes de banho, o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi
inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do
pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma
série de testes atômicos.
A famosa editora de moda Diana Vreeland (1903-1989) disse uma
vez que o biquíni "é a invenção mais importante deste século (20), depois da
bomba atômica". O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de junho de 1946
e causou o efeito de uma verdadeira bomba.
Figura 2: Desenho do biquíni criado por Louis Réard
Fonte: Brasil Biquinis, 2007.
Segundo o site Folha Online. Apesar de toda euforia em torno do
novo traje de banho, descrito por um jornal da época como "quatro triângulos
de nada", o biquíni não emplacou logo de cara. O primeiro modelo, todo em
algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de
hoje, era comportado até demais. Entretanto, para os padrões da época, um
verdadeiro escândalo. Tanto, que nenhuma modelo quis participar da
divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro
24 biquíni, lá está a corajosa stripper Micheline Bernardini, a única a encarar o
desafio.
Figura 3: Micheline Bernardini dentro do primeiro biquíni, em 1946
Fonte: Site Uol Moda
Na década de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas
foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot
imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez
vichy adornado com babadinhos.
Figura 4: Pin-ups americanas e Brigitte Bardot em cena do filme "E Deus Criou a Mulher"
(1956)
Fonte: Site Uol Moda
No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50.
Primeiro, pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que
juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de
25 Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais
brasileiro dos trajes. A partir daí, a história do biquíni viria se tornar parte da
história das praias cariocas, verdadeiras passarelas de lançamentos da moda
praia nacional.
Na década de 60, a imagem sensual da atriz Ursula Andress dentro
de um poderoso biquíni, em cena do filme "007 contra o Satânico Dr. No"
(1962) entrou para a história da peça.
Figura 5: Ursula Andress em cena do filme "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962)
Fonte: Site Uol Moda
Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a
parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior. No
Brasil, essa moda não fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa,
mas mesmo assim o então prefeito de São Paulo, Prestes Maia, chegou a
proibir o uso do topless em piscinas públicas.
Um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado "enganamamãe" que, de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio
ligando as duas partes e, por trás, um perfeito biquíni.
26 Figura 6: Modelo “engana-mamãe”
Fonte: Site UolModa
Mas foi no início dos 70, que um novo modelo de biquíni brasileiro,
ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo - a famosa
tanga. Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das
praias cariocas. Zilda Maria Costa resolver reduzir seu biquíni, puxando-o para
a cintura, enrolando onde podia. Assim foi criada a tanga.
Figura 7: Modelo tanga, sucesso dos anos 70
Fonte: Site UolModa.
Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante
enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha. E
27 quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o
preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem
dúvida a então modelo Monique Evans, sempre com minúsculos biquínis e
também adepta do topless.
Figura 8: Modelo asa-delta anos 80
Fonte: Site UolModa
Nos anos 90, a moda praia se tornou cult e passou a ocupar um
espaço ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e
acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia,
as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus, cangas e toalhas. Os
modelos se multiplicaram e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de
tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.
Nos anos 2000 as peças são atuais o design é diferenciado, sendo o
que a mulher mais busca na moda praia, os materiais são os mais diferentes
possíveis as estampas são coloridas e misturadas os apliques e bordados são
exuberantes perfeitos para as mulheres modernas dos dias de hoje.
28 Figura 9: Letícia Birkheuer com duas-peças unidas (anos 2000)
Fonte: Site cadernomoda
29 4. PESQUISA DE MERCADO
4.1 Mercado Beach Wear
A moda praia brasileira é responsável pelo faturamento de US$ 1
bilhão e 200 milhões por ano, através da produção de 50 milhões de peças
fabricadas por 700 empresas formais, segundo dados da ABIT - Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. Especula-se que 10% dessa
produção é enviada ao mercado externo que, com o segmento moda praia
inserido no restante do setor têxtil, não representa nem mesmo 1% de
participação brasileira no mercado de moda mundial.
Com a crise econômica brasileira, em 2002 o setor do vestuário
sofreu uma expressiva queda nas vendas, porém o câmbio passou a beneficiar
produtos brasileiros no exterior, o dólar valorizado em relação ao real, tornou o
produto brasileiro competitivo no mercado externo.
As confecções brasileiras de moda praia apostam cada vez mais em
produtos de maior valor agregado, como maiôs, biquínis e acessórios com
brilhos, bordados e pedrarias, para atrair a atenção de compradores
internacionais.
Santa Catarina também invade o mercado do luxo. Diante de
exigentes consumidores e na rota de turistas refinados, a Les Îles é uma
inovação no mercado catarinense e fica na praia de Balneário Camboriú. “O
foco da Les Îles é a moda praia nos seus variados momentos: do dia-a-dia, à
noite e fins de semana, sem impôr, no entanto, restrições à zona urbana, já que
versatilidade é palavra de ordem no vocabulário da mulher contemporânea”,
explica Helena Motanarini, consultora de moda e estilo para o site
maninebikinis.
30 4.1.2 Mercado de moda praia em Santa Catarina
Atualmente, Balneário Camboriú é considerado o maior pólo
turístico do Sul do Brasil e uma das primeiras cidades em qualidade de vida de
Santa Catarina. Não bastasse a generosidade concedida pela natureza ao
visual da cidade, o conjunto de atrações ainda propõe entretenimento para
todos os gostos e idades. São centenas de bares, casas de shows, boates,
cervejaria e centros de compras. Dotado da maior infra-estrutura hoteleira de
Santa Catarina, Balneário Camboriú fica próximo a outros destinos turísticos
fantásticos e ao aeroporto de Navegantes.
Segundo o site loja de luxo, por esses motivos é considerada a
cidade estratégica para novos negócios e, o melhor, carente de novidades que
realmente chamasse a atenção de fashionistas e do público em geral, que
muitas vezes se desloca para cidades como Porto Alegre, Curitiba ou São
Paulo para dispor de opções diferenciadas e sofisticadas.
4.1.3 Da praia à boemia litorânea
Faz muito tempo que a moda invadiu a areia de forma brusca. Com
a busca ao corpo perfeito e a toda estética plástica dos dias atuais, desfilar nas
areias do verão não é mais um simples passeio. A moda praia ganha a cada
ano mais sofisticação e ousadia.
Para as mulheres, só o biquíni e a famosa canga já não são
suficientes. Atentas às necessidades de suas clientes, marcas de beachwear
investem cada vez mais na moda pós-praia, um segmento que teve um
crescimento expressivo nas últimas temporadas de primavera/verão. Batas,
camisões, calças pijama, saias e vestidos são apenas alguns itens desta vasta
gama de produtos feita para quem quer fazer um programinha extra depois de
curtir o sol e o banho de mar. “Hoje, o pós-praia tem maior ênfase na linha de
beachwear. A razão disso foi a grande aposta das confecções brasileiras nessa
tendência, que visa suprir o desejo da consumidora em estar confortável,
31 bonita e moderna para ir almoçar ou fazer outros passeios no decorrer do dia.
O crescimento desse tipo de vestuário é fácil notar. Basta observar o aumento
dos produtos nas lojas especializadas e principalmente visualizar o litoral”,
destaca Silmara Serafim, consultora de moda praia do SENAC São Paulo para
o site costura perfeita.
Figura10: Pós-praia Cia.Marítima
Fonte: Site Cia Marítima, 2008.
Há 23 anos no mercado de beachwear, a grife Lenny é uma das
empresas que resolveu dar mais peso aos itens pós-praia. Luciana P. Novis,
gerente de marketing da marca, esclarece o direcionamento das últimas
coleções. “O brasileiro tem o hábito de “esticar depois da praia”. Fazer um
almoço ou até mesmo participar de luau ou festas à noite. Por isso, há uma
grande demanda por peças produzidas especialmente para essas ocasiões.
Atualmente, a Lenny oferece roupas de pós-praia que podem ser usadas
inclusive em festas mais formais, combinadas com bolsas e acessórios.
Metade da coleção atual é dedicada a essa linha de produtos, que é um grande
sucesso!
32 A moda praia brasileira tem muito prestígio tanto nos Estados
Unidos como na Europa. As mulheres estrangeiras gostam de
vestir biquínis brasileiros, maiôs e também os artigos pós-praia,
pois todas essas peças são fabricadas com qualidade e
possuem modelagens precisas que valorizam as formas
femininas, além de carregar com elas o charme da mulher
brasileira. Lá fora, nossos produtos são muito bem aceitos,
tanto que abastecemos os mercados dos EUA, Europa, África
do Sul e Chile, acrescenta Luciana para o site costura perfeita.
33 4.2 Luxo
Percebe-se que nos últimos anos, a concepção de "luxo"
transformou-se de luxo “prestígio” (símbolo de status social) para luxo
"conquista" (símbolo de desenvolvimento e evolução pessoal e profissional).
Ou seja, o que antes era visto como direito de "berço" (linhagem, tradição,
nobreza), hoje é visto como “conquista” (liderança, capacidade de realização),
que pode ser almejada e alcançada por qualquer pessoa. "O uso dos objetos
como um registro de família e como um meio de continuidade se tornou algo
muito difícil de se alcançar no novo padrão de consumo" (MCCRACKEN,
2003). Hoje, o luxo reúne um grupo de pessoas vitoriosas através de suas
conquistas e tornou-se símbolo de ascensão pessoal.
Em diversos países, principalmente nos mais desenvolvidos, a
palavra "luxo" ganhou outros sentidos e, agora, reúne características até então
fora das tradicionais proposições, tais como: valorização de uma consciência e
atitude ecológicas, utilização do tempo escasso, tranqüilidade, segurança,
conforto, praticidade, qualidade de vida, respeito à diversidade cultural,
compromisso social, respeito ao semelhante, lazer, distração, entre outras; que
da mesma forma que as demais características do luxo, hoje são consideradas
escassas e raras. Atualmente, estas características têm mais valor do que as
aparências e o acúmulo de riquezas.
De Masi (2000) declara que o luxo se afastará, no futuro, cada vez
mais do excesso, exagerado, demasiado e desmedido, para se centrar no que
é necessário à vida. É o luxo considerado por Voltaire (1978) como o
aperfeiçoamento das “artes úteis”, que declarava o supérfluo como coisa
altamente necessária. Ele afirma que o “luxo não é uma prerrogativa exclusiva
do rico, cada homem pode valer-se dele segundo suas condições patrimoniais,
a fim de embelezar a vida por meio dos vários estimulantes possíveis que lhe
são franqueados”. Voltaire não condena o luxo quando vê neste tipo de produto
benefícios morais e econômicos, pois o luxo "estimula a indústria e aumenta a
riqueza nacional, pois faz circular o dinheiro e limita o seu 'entesouramento',
tão maléfico para o progresso das artes".
34 O luxo continua sendo uma raridade, mas o que é raro hoje pode
não ser exatamente o que era no passado. Diversos especialistas da área são
unânimes em mencionar o tempo como o bem mais escasso da atualidade,
seguido da autonomia, do silêncio, da beleza e do espaço. Luxo, nos dias
atuais, é ter tempo para si próprio, é poder descansar em lugares tranqüilos e
confortáveis,
é
poder
usufruir
e
possuir
o
bom
e
belo.
O novo luxo envolve mais que o valor econômico e monetário intrínseco no
material: estética e conceito, vinculados à simbologia e à linguagem do seu
criador.
4.1.2 Os significados do luxo
O luxo possui diversos níveis de valores e significados, alguns
universais e inerentes, que variam de acordo com o tempo e a sociedade.
Lipovetsky destaca que não há sociedade que rejeite o luxo. "A
antropologia mostra que o luxo já existe desde o neolítico, onde o homem ao
invés de pensar na escassez da caça se dedicava a fazer adornos e festas
grandiosas sem preocupação com o desperdício". Antes mesmo de
desenvolver as artes da civilização, o homem já usufruía o luxo.
Berry (1994) afirma que o conceito de luxo é determinado dentro de
uma sociedade estabelecida, em um lugar e momento específico, ou seja, o
luxo está totalmente relacionado à cultura. Bourdieu e Appadurai também
apresentam um conceito com realce da dimensão social onde o gosto não é
estabelecido por um indivíduo apenas, mas principalmente pelo meio social e
cultural onde o mesmo vive.
Etimologicamente, "luxo" é originário da palavra "luxus", em latim,
que significa "abundância, refinamento" De acordo com Castarède (2005)
posteriormente e erroneamente, tentou-se aproximá-lo de dois termos
parecidos: lux (luz) e luxuria (luxúria), o primeiro fazendo referência à luz e diz
respeito à luminosidade, brilho, esplendor e, o segundo, faz relação a um gosto
esplendoroso pela ostentação e o prazer ou a vaidade.
35 Segundo o sociólogo Domenico de Masi (2000), na sociedade
industrial "os ricos exibiam a própria opulência, sobretudo para surpreender,
intimidar e reforçar o poder que tinham e a insuperável distância que os
separava da massa".
Sob aspectos impalpáveis, o luxo se associa a um signo e símbolo,
a um código, comportamento, comodidade, conforto, a valores éticos e
estéticos, ao reconhecimento, ao prazer e à satisfação e requinte. O luxo
também se envolve com o raro, com a restrição, o exclusivo e, por isso, o alto
custo. Por estar associado à qualidade, diferença, raridade, satisfação pessoal,
reconhecimento, à preferência, ao desejo, ao inatingível, pode-se dizer que o
luxo é uma diferenciação com custo mais elevado (Shermach, 1997;
Castarède, 2005).
Outra palavra importante para o entendimento do significado de luxo
é a "tradição". Isso significa saber manter raízes, origens, estilos, autorias, a
preservação das memórias, valorização do passado, reconhecimento, a
preservação das tradições históricas e herança dos ancestrais e, portanto,
valorizar o tradicional.
Assim, hoje, para muitos, luxo ainda está associado à suntuosidade,
à pompa, à extravagância, magnificência, ao supérfluo, à frivolidade, à
aparência, ao poder material, porém nota-se que progressivamente este
conceito tem se modificado. De acordo com Lipovetsky (2004), o luxo é
tradicionalmente visto como algo inacessível, mas essa é só uma das suas
facetas.
4.1.3 O mercado de luxo no Brasil
Segundo o site Design Brasil, cresce o número de consumidores em
todo o mundo de produtos de alto luxo. Na mesma medida, crescem os setores
da economia, como a indústria têxtil, cosmética, perfumaria, bebidas, hotelaria
e tantos outros que atendem “o mercado do luxo”, como a joalheria. O Brasil
também entra na onda, estando entre os dez maiores mercados do mundo. Na
América, só perde para os EUA.
36 Segundo Alberto Serrentino, sócio-diretor da Gouvêa de Souza &
MD. Se o luxo for associado a moda, beleza e jóias, estima-se que seja um
mercado que movimente cerca de US$ 200 bilhões, globalmente. No Brasil,
estima-se que esse mercado de luxo movimente R$ 5,5 bilhões e tenha cerca
de 250 mil consumidores potenciais.
O brasileiro tem o perfil perfeito para esse tipo de compra: adquire
produtos por impulso e se deixa levar pela emoção. Nesse sentido, o país tem
apresentado um crescimento contínuo nos últimos cinco anos dentro deste
mercado. São Paulo é a única cidade do mundo a ter quatro butiques da
Montblanc. Das 320 lojas mundiais da Louis Vuitton, a de São Paulo, está na
terceira posição entre as mais rentáveis por metro quadrado. Nos últimos anos,
no eixo Rio-São Paulo, destacaram-se grifes como Tiffany e Fendi. Não
importa como vai a economia do país, parece que as vendas só aumentam.
São exemplos que comprovam a ascensão do mercado no País.
Figura11: Produtos de Luxo
Fonte: Design Brasil
Porém, o consumidor no Brasil está cada vez mais exigente e a
compra do produto em si já não basta. Um “algo mais” é a alma do negócio.
Ninguém compra uma Montblanc para escrever, um celular Vertu para falar, um
óculos Vuitton para se proteger do sol ou um relógio Van Cleef apenas para ver
as horas. As pessoas já não compram jóias por seus preços altos e
inacessíveis mas pelos outros valores que o produto carrega consigo: tradição,
funcionalidade, qualidade, status, moda e design.
Enfim, o que ontem era visto como direito de “berço” (linhagem,
tradição, nobreza, aristocracia), hoje é considerado “conquista” (liderança,
37 realização). Hoje uma jóia pode ser adquirida por qualquer mortal, se seu
símbolo representa ascensão pessoal, validação, apresentação pessoal, ou
seja, o luxo integra um grupo de pessoas que venceram na vida através de
suas conquistas profissionais. (Livro "O Poder do Design: da ostentação à
emoção").
O luxo brasileiro também começa a ganhar espaço fora dos limites
territoriais, o que reforça a globalização do mercado e a evolução da qualidade
dos produtos e serviços brasileiros, que ganham robustez num mercado tão
competitivo.
O faturamento do mercado do luxo em 2006 foi de US$ 3,9 bilhões,
o que representa cerca de 1% do faturamento do mercado mundial e um
crescimento de 32% se comparado ao ano anterior. No mesmo ano, o
investimento brasileiro foi de US$ 680 milhões, 62% a mais que 2005. Deste
total, 24% da verba foi alocada na área de comunicação e 20% na expansão
do negócio.
Outro resultado importante se refere às cidades que tiveram maior
crescimento do negócio do luxo. Só em São Paulo esse mercado cresceu 74%
em 2006; no Rio, 32%; em Belo Horizonte e Porto Alegre, 21%; e Curitiba e
Distrito Federal, 16%. Vale ressaltar que para os próximos anos cidades do
Norte e Nordeste brasileiro começam a surgir como destinos de investimentos
e crescimento.
Um prestígio para o pais é a marca Louis Vuitton. Nos primeiros seis
anos o Brasil teve uma participação muito “pequena”, diz Carlos Ferreirinha,
para o site www.rldiseno.com. Hoje, as vendas de canetas e lenços de seda
Louis Vuitton no país estão entre as cinco maiores do mundo. O leque de
produtos, a cada ano, vem aumentando.
4.1.4 Consumo de artigos de luxo
O brasileiro é tido como um dos que mais gasta em suas viagens,
tanto em compras como em serviços adicionais nos hotéis de alta categoria. De
acordo com a Core Brazil, as principais capitais do País são as que mais
38 concentram os viajantes endinheirados: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Santa Catarina.
Além disso, os destinos mais procurados pelos brasileiros no
mercado turístico de luxo são os países da Europa (como Itália e França),
América do Sul (principalmente Argentina), Ásia e Estados Unidos. E segundo
levantamento do Banco Central, em março de 2007, os turistas brasileiros
deixaram US$ 521 milhões no exterior em despesas de viagem, o que
representa 4,62% a mais do que um mês antes. No mesmo período, os
desembarques internacionais cresceram 6,38%, atingindo 1,283 milhão, de
acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
39 5
PESQUISA DE CAMPO
5.1 Estado do Design
O mercado beach wear é amplo e cresce cada vez mais, por isso no
estado do design foram buscadas imagens que refletissem o diferencial que as
peças da coleção deveriam ter e passar. Desejo, luxo, sofisticação e acima de
tudo qualidade.
Figura12: Estado do Design
Fonte: Autor
40 5.2 PESQUISA DE TENDÊNCIAS
Grandes marcas de biquínis investem todos os anos em tecnologia
têxtil para que as tendências das passarelas entrem com força total nas areias
das praias. O lurex, o couro, a microfibra aparecem em modelos cheios de
estilo para quem quer manter o luxo até mesmo sob o sol. Maiôs com recortes
inusitados, com argolas e acabamentos que parecem jóias, a moda é parecer
chique.
Figura13: Biquini 2008
Fonte: Do que elas gostam
Os maiôs passeiam fora das areias. Com recortes geométricos e até
atrevidos, podem ser usados como body, combinados com calças jeans.
Sempre indicado para quem precisa esconder algumas dobrinhas, os maiôs
relembram a década de 80 com cavas altas, estampas geométricas e detalhes
de cobras e tachas douradas. Ideais para um final de tarde na piscina, podem
atravessar o dia e entrar em uma produção para a balada, com acessórios
certos e sandálias finas. Sempre elegante, ainda aparece em modelos com um
ombro só, o famoso engana-mamãe e drapeados. Diz Fabiana Moraes para o
site Uol.
41 Figura 14: Recortes diferenciados
Fonte: Corbis
Os biquínis brilhantes, em lurex, são algumas das peças mostradas
pela MBE de Maria Cândida Sarmento. A idéia é levar as peças usadas até
agora somente na praia para uma festa à noite. Poderosos biquínis cortininha
são casados com calças de couro ou paetê gigante, numa referência ao disco
do final dos 70 e início dos 80. Os vestidos-combinação, levíssimos, deixam
tudo à mostra.
42 Figura 15: Biquini sexy
Fonte: Do que elas gostam
Luiza Bonadiman e Adriana Degreas também criam maiôs com o
melhor fio de elastano sempre misturado com seda pura para serem usados
mais na cidade do que na praia ou piscina. São maiôs com textura e
modelagem de grã finas, que fazem as vezes de um top sexy e elaborado para
ser usado com saias e jeans.(chic.ig)
43 Figura 16: Coleção Adriana Degreas
Fonte: Site Chic.ig
Com 8.698 quilômetros e sol constante, a costa brasileira reúne
turistas de todos os perfis. As mulheres, maiores consumidoras de moda praia,
muitas vezes não poupam tempo tampouco dinheiro para fazer bonito no
verão.
44 6
PESQUISA DA TEMÁTICA
6.1 Egito
Com uma área de pouco mais de 1 milhão de quilômetros
quadrados, o Egito desfruta de apenas uns 40.000km2 para a agricultura e
habitações. Esse oásis longo e estreito situa-se no trecho setentrional do vale
do Nilo, entre a segunda catarata e o delta, na costa do Mediterrâneo. A oeste
dessas terras férteis, o território estende-se pelo deserto libico; a leste, pelo
deserto Arábico até o mar Vermelho, continuando na outra margem do Golfo de
Suéz - a península do Sinai. Exceto litoral mediterrâneo, o clima é quente e
muito árido. O rio Nilo, com seus 6.671 quilômetros percorre o território egípcio
de sul para norte, por cerca de 1500 quilômetros. O volume de água varia com
as estações, e as enchentes periódicas são um fator indispensável à
agricultura, pois garantem umidade às lavouras ao longo de suas margens.
Desde muitos milhares de anos atrás, o Egito havia dependido totalmente
dessas cheias; só a partir de 1835 é que começaram a ser construídas grandes
represas, e, em 1961, iniciou-se uma das maiores do mundo - a de Assuã, com
111 metros de altura e capacidade para 157 milhões de metros cúbicos de
água. Ocupando dois terços da superfície do país, o deserto Líbico ou
Ocidental é uma das regiões mais secas da Terra; caracteriza-se também
pêlos oásis e pela sucessão de dunas.
45 Figura 17: Mapa do antigo Egito
Fonte: Wikipédia
Nas margens do rio Nilo crescia uma planta chamada papiro. Essa
planta servia para fazer papel, barcos, etc... O linho era outra planta usada
para fazer roupas arejadas, ótimas para o calor. A cevada era misturada com
água e fermentada para fabricar a cerveja, bebida inventada pelos egípcios. E
era no deserto em que os Egípcios encontravam minas de ouro e cobre.
Figura 18: Rio Nilo, Egito
Fonte: Geocities
46 6.2 Arte Egipcia
Os egípcios foram grandes construtores, erguendo casas e palácios
com tijolos e madeira, recursos técnicos que talvez tenham trazido da
Mesopotâmia. As pedras eram reservadas para a construção de túmulos. Eram
hábeis na arte de esculpir em pedras, fabricavam jóias de ouro, pedras
semipreciosas e esmalte, e descobriram o papiro, que servia para a escrita.
Desenvolveram
conhecimentos
e
medicina
e
iniciaram
investigações
matemáticas, mais tarde desenvolvidas pelos gregos. Porém, onde os egípcios
mais se destacaram foi na construção de túmulos, as pirâmides em geral em
honra dos faraós.
Figura 19: Hieróglifos
Fonte: Geocities
Contando com materiais rudimentares, porém com fartura de mãode-obra, construíram verdadeiros monumentos de arquitetura, como as
pirâmides mais famosas do Egito, Quéfren, Quéops e Miquerinos que ficam na
cidade de Gizé, as maiores e mais luxuosas.
47 Figura 20: Representação das pirâmides em 1670 e em 2002
Fonte: Maravilhas do Mundo 1975
A religião é o aspecto mais significativo da cultura egípcia. Além de
crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios
acreditavam na vida após a morte. Desta forma, a arte egípcia concretizou-se
desde o início nos túmulos, onde eram deixadas estatuetas, vasos, jóias e todo
objeto útil e necessário para o morto, para que ele pudesse usufruir de tudo em
sua nova vida. Muitos faraós eram enterrados em túmulos escavados em
rochas, outros tinham o corpo conservado pelo embalsamento.
Figura 21: Anúbis executando a mumificação
Fonte: Site Sua Pesquisa
A escultura egípcia geralmente aparecia em pé com os braços
eretos, ou sentado com as mãos sobre os joelhos. O tamanho das pessoas
representadas variam em função da posição social de cada uma delas. O faraó
é representado bem maior que sua esposa, vindo em seguida o sacerdote, o
escriba, os soldados e o povo.
48 Figura 22: Estátua de Demedji e Hennutsen, c. 2465-26 a.c Dinastia 5 egípcia
Fonte: Site Sua Pesquisa
Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas também diversas
esculturas de ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as técnicas de
trabalho artístico em ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas
da religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado para fazer máscaras
mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.
Figura 23: Máscara em ouro maciço do faraó Tutancâmon
Fonte: Sua Pesquisa
As pinturas são encontradas nos templos e interiores das pirâmides
e mastabas. Nas primeiras pinturas, os egípcios se limitavam a retratar os
49 mortos, mais tarde foi se enriquecendo com cenas de caça e pesca e
atividades agrícolas. Os pigmentos usados nas pinturas eram minerais. Não se
utilizavam gradação, mistura de tonalidades, nem claro-escuro. As cores mais
comuns eram o cinza e o azul, além do preto. No teto azul dos templos, as
estrelas estão representadas por pequenos pontos luminosos.
Figura 24: Pintura parietal no túmulo de Nefertari
Fonte: Odia.Terra
Foi também no antigo Egito que nasceram as primeiras sandálias. O
calçado rasteiro e com tiras surgiu em resposta ao clima e geografia do Egito.
Elas tinham grande importância atribuída nas vestimentas cerimoniais.
As sandálias egípcias eram feitas de couro, palha trançada, tiras de
folhas de palmeira ou de papiro, ou feitas de junco de pântanos. O faraó e os
proeminentes sociais os tinham feito em ouro, embora sandálias fossem um
item de luxo para todos. Escavações em tumbas revelaram que esse objeto,
originalmente estritamente utilitário, tinha uma função social.
Textos da era da pirâmide insinuam e refletem os desejos dos
mortos de “caminhar usando sandálias brancas ao longo do lindo caminho dos
céus onde os abençoados vagam”.
50 Figura 25: Sandálias no antigo Egito
Fonte: Site Penso moda
6.3 Cleópatra
Figura 26: Cleópatra
Fonte: virtualtourist
A mais famosa rainha do Egito, Cleópatra, foi a última Rainha da
Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele
51 país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17
anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com
seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.
Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade.
Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas (diamantes,
esmeraldas, safiras e rubis), que encomendava de artesãos ou ganhava de
pessoas próximas e familiares.
Ambiciosa, sedutora e extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se
muito bem do poder que detinha.
6.4 Vestimentas
Encontramos no antigo Egito um claro exemplo do uso das roupas
como signo de distinção social. Escravos andavam completamente nus, ou
quase, cabendo o uso das vestimentas apenas às classe mais elevadas. Por
sua conta e em seu benefício é que foram explorados novos corantes e fibras,
para produzir tecidos de diferentes pesos que chegaram a criar transparências.
Assim surgiram trajes mais ricos, revelando já um gosto refinado e vaidoso.
(1300- 200 AC)
Os homens vestiam um tipo de tecido como se fosse uma fralda, ou
uma curta saia, e as mulheres, um tipo de vestido, atado às costas e que
deixava os seios à mostra. Homens e mulheres passaram a usar um tipo de
roupa parecido com um robe, peças retangulares de tecido, com um buraco no
meio para a cabeça.
52 Figura 27: Vestimentas Egípcias
Fonte: Sua pesquisa
6.5 Objetos de Ouro do Egito Antigo
Dos pés à cabeça, a múmia de Tutankhamon estava envolta em
camadas de jóias. Brilhantes como o Sol, o ouro destinava-se a assegurar um
lugar na vida após a morte.
Figura 28: Sandálias de ouro de Tutankhamon
Fonte: br.geocities
Bracelete da rainha Ahhotep foi encontrado junto com outras jóias
dentro de seu sarcófago.
Figura 29: Bracelete da rainha Ahhotep
Fonte: br.geocities
53 De todas as camas encontradas, esta é a mais fina e a mais bem
traabalhada com molduras de ébano forradas a ouro.
Figura 30: Cama de Tutankhamon
Fonte: br.geocities
A banqueta tem pés em forma de patas de leão e é decorada com
lótus e papiros com hieróglifos, significando a “União das Duas Terras”. A
banqueta pertenceu a Tutankhamon quando era criança.
Figura 31: Banqueta decorada
Fonte: br.geocities
Este bracelete de Tutankhamon com um escaravelho, símbolo do
nascimento do Sol, era o motivo mais usado na joalheria egípcia.
54 Figura 32: Bracelete de Tutankhamon com escaravelho
Fonte: br.geocities
O interior desta peça era dividido em quatro compartimentos, cada
um continha uma miniatura do sarcófago de ouro contendo as vísceras do rei,
enroladas em bandagens.
Figura 33: Miniatura de ouro do sarcófago de Tutankhamon
Fonte: br.geocities
Este peitoral de ouro é decorado com dois falcões. No centro, o rei
Ahmose é purificado por Ra e Amon durante sua coroação.
Figura 34: Peitoral da rainha Ahhotep
Fonte: br.geocities
Penas de avestruz no passado coroavam este abanador de ouro do
túmulo do faraó Tutankhamon..
55 Figura 35: Abanador de Ouro
Fonte: br.geocities
56 7
TECNOLOGIAS
7.1.1 Lycra
No início da década de 60, a Du Pont criou o elastano, batizado de
lycra, para substituir o látex, feito de borracha, nos trajes de banho, cintas
femininas e elásticos. A lycra também se misturou a outros tecidos, para que as
peças de roupa se moldassem melhor ao corpo.
Lycra é um fio inteligente porque pode ser misturado a qualquer fibra
natural, artificial ou sintética, adicionando os benefícios de conforto, caimento,
liberdade de movimento e uma maior durabilidade. A sua importância é
tamanha que não se pensa mais em moda praia sem pensar em Lycra. De fato,
Lycra faz toda a diferença, devido às suas potencialidades tecnológicas,
sempre aceleradas, e é exigido alto nível de qualidade para os produtos que
desejam ser homologados com a fibra.
Figura 36: Biquini Lycra
Fonte: Site Lycra
LYCRA® Black
57 Figura 37: Inovações
Fonte: Site Lycra
Inovação na área de elastanos, é o primeiro tinto em massa,
otimizando o processo de tinturaria.
O fio LYCRA® Black permite o preto total, ou seja, cor mais intensa
e profunda sem brilho quando o tecido estica. Além disso, com ele é possível
produzir artigos diferenciados, bicolores ou mesclados.
LYCRA® XTRA LIFE
Através
de
uma
tecnologia
desenvolvida
nos
laboratórios da empresa, foi dada uma maior longevidade ao fio,
que permite conservar as formas de biquínis, maiôs e sungas
durante muito mais tempo. Estudos mostram que o fio LYCRA® XTRA LIFE
dura até 3 vezes mais que os elastanos comuns do mercado com resistência
ao cloro.
Fonte 38: Biquini Lycra Xtra Life
Fonte: Site Lycra 58 O fio LYCRA® garante liberdade de movimento, traduzindo também
ao consumidor um estilo de vida associado à sensualidade, modernidade e
dinamismo.
7.1.2 Jersey
Acompanhando o movimento da moda, que pede fluidez, leveza,
suavidade e caimento excepcional buscasse inovações, o Jersey Amni, tecido
de alta tecnologia da Rhodia, elaborado em malharia circular com fios de
poliamida Amni, atende prontamente às necessidades do mercado e da moda,
diferenciando-se por sua leveza, conforto e ainda apresenta opções de brilho:
super opaco, brilhante ou cintilante.
Confeccionado em diferentes pesos, espessuras e maticidades
pelas malharias Brasilev, Affiniti Berlan, Charlex, Santa Constância, Dalutex,
Rosset e Kalimo, o Jersey Amni é a matéria-prima atual para as mais variadas
criações. Drapeados, torcidos, pregueados, franzidos e tudo o mais pode ser
confeccionado com esta malha, que permite ainda acabamentos em sua
superfície
como
enceramento,
laqueamento,
aplicação
de
estampa
emborrachada ou metalizada, sem contar os bordados.
Figura 39: Tecido Jersey
Fonte: Fashion Bubbles
“Além de possuir caimento maravilhoso, é extremamente delicado e
feminino”, define a estilista Fábia Bercsek.
59 7.2 Concorrentes
Para análise dos concorrentes, será usada a Ferramenta FFOA,
Análise de Forças, Fraqueza, Oportunidades e Ameaças.
A análise de forças, fraqueza, oportunidades e ameaças (FFOA), é
uma forma simples e sistemática de verificar a posição estratégica da
empresa. Forças e fraquezas, são determinadas pela posição atual da empresa
e se relacionando quase sempre ais fatores internos. Oportunidades e
ameaças são antecipações do futuro e quase sempre se relacionam aos
fatores esternos ou ambiente de negócios. (Baxter, 2003:110)
A qual será de grande valia para alcançar um bom resultado no
projeto. Conhecer e estudar os concorrentes para perceber as principais
qualidades, acertos de quem está a mais tempo no mercado, alem de conhecer
seus pontos negativos para não cometer os mesmos erros e até mesmo usar
os defeitos encontrados como uma maneira de conquistar uma boa posição no
mercado e se destacar.
7.2.1 BLUE BEACH
Ano de criação: 1982
Local: São Paulo
Site Oficial: www.bluebeach.com.br
A Blue Beach nasceu como uma indústria de moda praia voltada ao
mercado atacadista. Há dez anos abriu sua primeira loja e, desde então, não
parou de crescer. Incrementou seu mix de ofertas na linha praia, criou coleções
específicas para fitness e intensificou a produção de acessórios exclusivos.
Hoje tem 21 lojas no Brasil e exporta suas linhas para a América do Sul,
Central, Europa e Ásia.
60 A Blue Beach emprega recursos para ampliar sua linha. Com uma
produção mensal de 20 mil peças, a grife alia funcionalidade a trabalhos
manuais para ganhar a preferência das mulheres.
Trabalhamos muito com bordados artesanais ao mesmo tempo que
aplicamos estampas de última geração. Escolhemos tecidos de alta qualidade
com funções tecnológicas, pois as pessoas buscam hoje roupas multifuncionais
e bonitas. Em média, 30 artigos da coleção de verão são destinados ao
segmento pós-praia. Vestidos e batas lideram a procura.Revela a estilista e
gerente de produto da Blue Beach, Silvia Aere para o site costura perfeita.
Figura 40: Biquinis Blue Beach
Fonte: Site Blue Beach
Forças
Fraquezas
26 anos no mercado
Elevado preço do produto
Tem 21 lojas
Exporta para fora
Novas tecnologias
Tem site próprio
Oportunidades
Ameaças
Inovar nas modelagens e materiais
Reconhecimento em nível nacional
61 7.2.2 LENNY
Ano do nascimento: 1980
Local: Botafogo (RJ)
Site oficial: www.lenny.com.br
Lenny Niemeyer chegou no Rio de Janeiro em 1980. Enquanto
procurava biquínis sofisticados e com um “charme carioca”, Lenny descobriu
não só um talento mas uma nova profissão. Como não conseguia encontrar
nenhum biquíni que fizesse o seu estilo, contratou uma costureira e comprou
alguns quilos de lycra para fazer exatamente o que queria.
Ela começou sua empresa alugando algumas salas no memsmo
prédio em que morava. No entanto, não foi suficiente, ela precisava de mais
espaço. Em 1985, transformou um galpão em fábrica. Em 1993, depois de dez
anos produzindo biquínis para famosas grifes brasileiras, Lenny resolveu criar a
própria marca abrindo a sua primeira loja em Itapema, bairro nobre do Rio.
Atualmente, ela possui mais de 15 lojas no Brasil. Da paisagista
renomada em São Paulo, ficou o gosto pela nobreza presente em suas
estampas. Do sangue paulista, o espírito empreendedor.
Lenny exporta para países da América Latina ao Oriente Médio,
além de ter representação no Caribe, Canadá, Estados Unidos e Europa. Seus
produtos podem ser encontrados em lojas como Bloomingdale’s, Barney’s,
Donna Karan, Bergdorf Goodman, Victoria’s Secret, Harvey Nichols, Harrods,
Seifridges e na rede francesa de magazines, Au Bon Marché.
Seus desfiles contam sempre com grande nomes do mundo da
moda, e em suas passarelas já desfilaram Giselle Bundchen, Naomi Campbell,
Letícia Birkheuer, Isabelli Fontana, Michelle Alves e Devon Aoki.
Os produtos Lanny são feitos para mulheres que buscam moda praia
com sofisticação e estilo.
62 Figura 41: Modelo 2008 Lenny
Fonte: Site Saindo do Armario
Forças
Fraquezas
Bastante Conhecida
Elevado preço do produto.
Esta a anos no mercado
Oportunidades
Ameaças
Inovar nos materiais utilizados.
Reconhecida Internacionalmente
7.2.3 ROSA CHÁ
Ano de Criação: 1993
Local: São Paulo (SP)
Site Oficial: www.rosacha.com.br
Antes de entrar no mundo da moda e conquistar sucesso
internacional no comando da grife de moda praia Rosa Chá, Amir Slama, hoje
com 40 anos, se formou em história, deu aulas, foi garçom e barman. Depois
dessas
voltas
todas,
retornou
à
origem.
Slama é filho do dono de uma antiga confecção esportiva de São
Paulo. Em 1989, ganhou quatro máquinas de costura e alguns rolos de lycra do
63 pai, que, por motivos de saúde, passava o "bastão" e se aposentava.
Assumindo a herança, Slama e a mulher Riva deram uso às
máquinas e logosaíam as primeiras roupas de ginástica. O casal passou a
circular pelas academias de São Paulo, vendendo as peças diretamente aos
freqüentadores.
A primeira loja Rosa Chá seria inaugurada em 1993 em São Paulo e,
nos anos seguintes, novas lojas abriram no Guarujá, Rio de Janeiro e em São
Paulo. A partir de 1997, foi iniciado um esquema de franquias e a marca
espalhou-se
pelas
principais
capitais
brasileiras.
Também em 1997, a primeira coleção foi apresentada nas
passarelas, durante a Terceira Semana Barra Shopping de Estilo, no Museu de
Arte
Moderna
do
Rio
de
Janeiro.
No mesmo ano, as criações de Slama começaram a conquistar os
Estados Unidos. As revistas Vogue America e Harper's Bazaar publicaram
editoriais com peças Rosa Chá e, em seguida, os maiôs entraram nos
catálogos da loja Barney's, em Nova York, e da Teodore's, em Los Angeles.
No ano seguinte, a Rosa Chá estreou no Morumbi Fashion, em São
Paulo, e desde então apresenta duas coleções por ano no evento, que virou
São Paulo Fashion Week. Em 2000, a marca desfilou pela primeira vez nas
passarelas americanas, durante a Semana da Moda - 7th on Sixth, em Nova
York, participação que se repetiria nas três edições seguintes do evento.
Entre outras celebridades do showbizz que assistiram aos desfiles
estão
Bono
Vox,
Donald
Trump,
Toni
Braxton
e
as
irmãs
Hilton.
O ano de 2002 marcou a entrada no mercado europeu, com a
inauguração da primeira franquia internacional Rosa Chá, em Lisboa. Em 2003,
a Printemps, de Paris, passou a vender as peças da marca brasileira, que
também
abriu
a
segunda
loja
internacional,
em
Miami.
Em 2004, Slama fechou um contrato com a Speedo que prevê o
lançamento internacional de uma linha esportiva fashion. Em breve, também
haverá o lançamento da coleção de beachwear "Naomi Campbell by Rosa
Chá".
A Rosa Chá tem hoje 25 lojas no Brasil, além das duas
internacionais, por volta de 450 multimarcas nacionais e 200 espalhadas pelo
mundo, em países tão diversos como a Arábia Saudita, a África do Sul, a
64 Coréia do Sul e a Alemanha. A produção anual está em cerca de 570 mil
peças. Além de maiôs e biquínis, produz blusas, calças, batas, jeans e
lingeries.
Figura 42: Coleção Rosa Chá 2008
Fonte: Site Conexaosp
Forças
Fraquezas
Muito tempo no mercado
Preço elevado dos produtos
Oportunidades
Ameaças
Atender gostos e necessidades do
Conhecido Internacionalmente
publico.
7.2.4 FAZENDO ONDA
Ano de criação:
Local: São Paulo
Site oficial: www.fazendoonda.com
A Fazendo Onda apresenta coleções exclusivas com o estilo único
brasileiro e com a alta qualidade de seus produtos. A marca surgiu em 1995 e
vem crescendo continuamente nesses 13 anos, se tornando uma das marcas
brasileiras mais importantes do seguimento de moda praia.
65 A grife Fazendo Onda também concentra esforços para aperfeiçoar
o desenvolvimento dos seus produtos e agradar ao seu público-alvo. “As
marcas de beachwear perceberam que os clientes precisam de várias peças
para compor o look praia, enquanto os consumidores descobriram que
ninguém melhor que a sua marca de biquínis para produzir esse tipo de roupa.
Para confeccionar o pós-praia, a Fazendo Onda segue os mesmos padrões de
estamparia e referências da coleção beach. O objetivo é desenvolver todos os
produtos com design, tecnologia e ergonomia, formando uma unidade
interessante. Pelo menos, 100 itens de cada coleção estão direcionados ao
consumidor desse segmento”, conta a empresária da marca, Socorro Machado,
que há 20 anos atua nessa área, site costura perfeita.
Apesar do êxito, sabemos que a moda praia tem suas limitações. No
Brasil, o segmento sofre muito com o inverno, mas isso pode ser revertido, se
houver maior incentivo ao turismo”, enfatiza a diretora de estilo e produção da
grife, Janaína Flor site costura perfeita.
Forças
Fraquezas
A 13 anos no mercado
Preço elevado das peças
Produtos de boa qualidade
Segue padrões Beach Wear
Oportunidades
Ameaças
Buscar novidades para as peças.
Bastante conhecido
De acordo com o que foi observado, percebe-se que apesar da
grande variedade de marcas, muitas tem o mesmo estilo. Sendo que as
pessoas tem necessidades de se destacarem entre as demais, buscando
assim, algo diferente para suas peças.
66 7.3 Pesquisa de Comportamento
Segundo, Regina Muller, apude Cristiane Mesquita, a moda é
sistema codificado que explicita a relação do individuo com a sociedade.
Contudo, se pode observar, que o verão em Santa Catarina é muito
quente, sendo assim exige roupas leves para as demais ocasiões, muitos
apenas usando a parte superior do biquíni com shorts e saias. Por isso é fácil
perceber a necessidade de peças diferentes e até mesmo mais sofisticadas em
certos momentos para compor o look.
67 8
CONCEITUAÇÃO
8.1 BRIEFING
O briefing é uma peça fundamental para a elaboração de uma
proposta de pesquisa de mercado. É um elemento chave para o planejamento
de todas as etapas da pesquisa de acordo com as necessidades do cliente.
O briefing é um documento utilizado sempre que uma informação
passa de um ponto para outro, com o propósito de organizá-la corretamente e
de assegurar a passagem da informação certa – da pessoa certa para a
pessoa certa - na hora certa, da maneira certa com o custo certo. O sucesso
ou fracasso desta operação depende, é claro, de saber o que é certo no
contexto, pois o que é certo para uma situação não pode ser certo para outra.
Em seu termo mais simples, briefing significa a passagem de informação de
uma pessoa para outra. (Wikipédia)
8.2 Briefing do Público
São mulheres de classe A, tem idade entre 20 a 30 anos, cursam
ensino superior em geral, trabalham fora, são independentes, podendo ou não
serem casadas.
Moram no litoral ou apenas passam finais de semana por isso
freqüentam festas sendo elas badaladas ou ao ar livre, praia, piscina, iates.
Optam por restaurantes requintados e barzinhos onde se tenha cultura e uma
boa musica.
Se preocupam com a beleza e a exposição do corpo, alimentandose bem e freqüentando academias.
São viciadas em compras, possuem seu próprio estilo procurando
sempre inovar buscando diferencial e conforto nas peças adquiridas sem
esquecer da modernidade.
68 Elas são sofisticadas, ousadas, exigentes e não gostam de moda
descartável. Buscam estar bem vestidas o tempo todo até mesmo na moda
beachwear.
8.3 Briefing do Produto
Eternité é uma coleção Beach Wear, inspirada no luxo e nas artes
do Egito, buscando toda sensualidade e mistério que esse país traz. A coleção
é sofisticada, super moderna, usada para ir a festas em piscinas, caminhadas
na praia, passeios de iate, ou até mesmo à noite em ocasiões mais
requintadas.
Contando com peças amplas, a modelagem é diferenciada sem
perder o conforto, os tecidos serão mais finos e delicados e com ótimo
caimento, como o cetim com elastano, jersey, lamê e a lycra mais macia. Muito
brilho e metalizados nas cores azul marinho, dourado, prata, vermelho, verde,
roxo, marrom e pérola. Os aviamentos são modernos, bordados, pedrarias e
correntes que se misturam com argolas banhadas a ouro dando formas mais
glamorosas as peças que lembram as riquezas do país tema, trazendo um luxo
que vai muito além das areias.
Como pontos positivos podemos destacar a leveza dos tecidos que
dão maior conforto e liberdade, ergonômicas além das cores e estampas
estarem de acordo com as tendências mundiais e o tema de inspiração
escolhido, com muito requinte e bom gosto.
Como pontos negativos dessa colação, está o cuidado ao manusear
as peças pois são feitas em tecidos leves e delicados, os bordados e apliques
requerem maior cuidado no processo de lavagem da mesma.
69 8.4 Briefing do mercado
Os principais mercados a serem atingidos serão os Estados de
Santa Catarina, expandindo para o Rio Grande do Sul. A comercialização das
peças será feita através de atacado para os lojistas e varejo para o
consumidor, nos demais pontos específicos das cidades escolhidas de cada
estado.
O produto virá em embalagens especificas da marca, sendo cada
peça ainda embalada em saquinho com a logo da marca, as embalagens
também contem o nome da marca e tem formatos diferenciados para que as
peças não danifiquem.
A concorrência primordial será com as demais marcas já existentes
no mercado. Sendo elas mais conhecidas pelo público em geral, muitos
desses, são fiéis a elas. Porém Eternité aposta na diferenciação e qualidade do
seu produto para conquistar o público em geral.
70 9
PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO
9.2 Painel Semântico
A ferramenta painel semântico serve para colocar em evidência as
principais características que o produto deve atribuir, visando atender um
publico especifico e exigente.
Essa ferramenta é composta por três painéis que mostram o publico
alvo a ser alcançado e seu perfil, explica o conceito que o produto quer trazer
para o consumidor e também o tema de inspiração.
71 9.1.2 Painel Público Alvo
“Procura-se traçar uma imagem do estilo de vida dos futuros
consumidores do produto”. (BAXTER, 2003)
Figura 43: Painel do Público Alvo
Fonte: Arquivo Pessoal
O Painel do perfil do consumidor trata de passar para o leitor qual
público será destinado, sendo representado de uma forma simples e clara para
uma fácil leitura. Abordada as principais características do público que são,
mulheres de classe A, bem informadas, independente financeiramente,
vaidosas cuidam do corpo e aparência e são sofisticadas.
72 9.1.3 Painel Conceito
O conceito do produto está diretamente ligado a agradar o público
alvo,tornando o desejado, tendo que atender as necessidades, ser confortável,
além de concordar com o tema, seguir tendências e ser sofisticado.
Figura 44: Painel do Conceito
Fonte: Arquivo Pessoal
73 9.1.4 Painel Tema
Como inspiração na criação das peças, o tema escolhido é “Artes e
Luxos do Egito” resgatando os mistérios desse povo, riquezas, formas, e
buscando também as cores usadas em suas pinturas que trazem um ar de
sofisticação a coleção.
Figura 45: Painel do Tema
Fonte: Arquivo Pessoal
74 9.1.5 Cartela de Cores
Figura 46: Painel Cartela de Cores
Fonte: Compilação de dados elaborada pelo autor
O painel da cartela de cores demonstra as cores a serem usadas, as
escolhidas para representar a coleção estão diretamente ligadas a temática,
das quais são o vermelho, pérola, dourado, prata, verde, roxo, azul marinho e o
marrom.
75 9.1.6 Painel de Tecidos
Figura 47: Painel dos tecidos
Fonte: Compilação de dados elaborada pelo autor
Para Treptow (2003) os tecidos são a matéria prima do Designer de
moda e é através deles que as idéias são transformadas em produtos. É de
suma importância que o designer tenha conhecimento sobre as características
dos tecidos, suas classificações, propriedades de caimento e adequação.
Para a confecção
da coleção de biquínis foram selecionados
materiais que possuem um toque agradável e um bom caimento, alem da
necessidade do elastano para uma melhor ergonomia da peça.
A cartela de tecidos demonstra os materiais a serem utilizados na
coleção.
76 9.1.7 Cartela de Materiais
Figura 48: Cartela de Materiais
Fonte: Compilação de dados elaborada pelo autor
Aviamentos segundo Trepton (2003), são os materiais utilizados
para a confecção de uma roupa além do tecido base. Os aviamentos podem
ser utilitários ou apenas decorativos em uma peça.
Os aviamentos escolhidos foram os mais variados sendo, bojos,
fitas, elástico, botões, correntes, argolas e pedrarias.
77 10 PLANEJAMENTO DA COLEÇÃO
A reunião de planejamento ou discussão, descrita por Pires (200:17),
visa definir a quantidade de peças que a coleção terá, a distribuição das peças
no mix de produtos, tempo de execução da coleção (cronograma), tempo de
comercialização e potencial de faturamento. (TREPTOW, 2003:95).
Uma coleção não nasce da noite pro dia. Ela segue etapas de
desenvolvimento que vão desde a pesquisa de tendências de moda até a
produção de material de apoio (tags, folders, catálogos, press realease, etc.)
Para a elaboração de um cronograma devem-se listar todas as etapas
previstas delimitando prazos de execução para cada uma. TREPTOW, 2003:
98)
10.1
Mix da Coleção
Outra peculiaridade do setor é a diversificação do mix de produtos.
Maiôs e biquínis são complementados por saídas de banho e outras peças de
vestuário, bem como, acessórios, óculos de sol, chinelos etc. Nas mesmas
tonalidades, tecidos ou estampas, ampliando as coleções de moda praia e
tornando-as mais atrativas para o mercado consumidor.
10.2
Dimensão da Coleção
O tamanho da coleção vai depender principalmente da estratégia de
comercialização da empresa. Um confecção que vende para lojas multimarcas
em uma ampla região poderá trabalhar com uma quantidade de modelos
menor do que uma empresa que possui lojas próprias, que serão abastecidas
apenas com aquela marca, ou que atuem em regiões muito reduzidas.
Normalmente, o mínimo de uma coleção gira em torno de 20 a 30 peças, e no
máximo em torno de 80. (TREPTOW, 2003: 104).
78 10.3
Desenvolvimento da Coleção
10.3.1 Geração de alternativas
A geração de alternativas foi desenvolvida através do uso dos
painéis como principal inspiração, sendo eles: painel do público, painel de
tema, painel de materiais e painel de conceito do produto. Inicialmente foram
feitas 45 alternativas, para serem escolhidas 15 para a coleção definitiva
finalizando com 8 alternativas escolhidas para serem confeccionadas.
Todas as peças procuram buscar o foco de inspiração trazendo o
luxo e suas formas diferenciadas sem perder o conforto a leveza e delicadeza
das peças. Prevalecendo a harmonia entre as peças, para que nenhuma delas
ficasse excessivamente poluída, tornando assim o look pesado visualmente.
79 10.3.2 Alternativas Escolhidas
Alternativa 1
Figura 49: Alternativa 01
Fonte: Autor Nas cores vermelho e perola, o top é de cetim com Jersey contendo
bordado de pedras no meio dos seios, a calcinha tem barra de cetim com uma
das laterais mais larga para a aplicação de um botão banhado a ouro, o
fechamento é feito atrás com dois botões pequenos.
80 Alternativa 2
Figura 50: Alternativa 02
Fonte: Autor
Nas cores vermelho e pérola, o top é de cetim balone com alças em
corrente banhada a ouro,como fechamento á dois lacinhos em cetim para que
não machuque ou cause desconforto ao pescoço, a calcinha é de jersey com a
aplicação da corrente na barra.
81 Alternativa 3
Figura 51: Alternativa 03
Fonte: Autor Nas cores dourado e pérola, o top é de cetim sendo que as alças de
jersey saem do busto formando um vestido nas costas onde se junta ao corpo
por ter a amarração do top e na calcinha por ganchos que pegam nas argolas a
barra tem modelagem mais larga e franzida de cetim sendo o resto da calzinha
em Jersey para melhor se ajustar ao corpo.
82 Alternativa 4
Figura 52: Alternativa 04
Fonte: Autor
Nas cores dourado e pérola, o top é de cetim com amarração no
pescoço e elástico nas costas para se ajustar ao corpo, a calcinha tem barra de
cetim com aplicação de pedras sendo o resto da calcinha em Jersey.
83 Alternativa 5
Figura 53: Alternativa 05
Fonte: Autor
Nas cores dourado e azul marinho, o top é em Jersey com listras
sendo que no meio do busto à duas argolas tendo amarração nas costas a
calcinha também em Jersey tem as laterais em corrente mais delicada e
maleável pra não machucar e se ajustar ao corpo. Tendo um vestido jogado em
cima balone com botões banhados a ouro para fechar no pescoço podendo ser
retirado e também usado em outras peças.
84 Alternativa 6
Figura 54: Alternativa 06
Fonte: Autor Em verde e dourado o modelo “engana-mamãe” que de frente é um
maio e de costas parece ser biquíni é em Jersey sendo a calcinha listrada.
85 Alternativa 7
Figura 55: Alternativa 07
Fonte: Autor
Todo em Jersey roxo o top as alça são com correntes e argolas
misturadas, com amarração nas costas tendo a calcinha uma modelagem
diferenciada, onde de frente a barra é franzida e de costas lisa com argolas nas
laterais.
86 Alternativa 8
Figura 56: Alternativa 08
Fonte: Autor Nas cores roxo e prata o tope tem bojo frente única todo franzido, a
calcinha tem barra de laterais mais larga com um nó na parte da frente para
que fique franzido com uma saia que sai da frente e acaba na parte de trás,
perfeita para quem quer ficar confortável sem se preocupar e se expor demais.
87 Alternativa 9
Figura 57: Alternativa 09
Fonte: Autor
Todo em prata o top tem bojo um pouco franzido com uma alça
diferenciada o fechamento é nas costas, a calcinha com recorte diferente tem
as laterais franzidas com aplique de argolas.
88 Alternativa 10
Figura 58: Alternativa 10
Fonte: Autor
Em azul e prata o top somente com uma alça tem aplique em pedra
e acaba no meio das costas, a calcinha tem um nó na frente da barra com as
laterais mais largas que dão maior conforto a peça.
89 Alternativa 11
Figura 59: Alternativa 11
Fonte: Autor Em azul marinho o top tomara que caia é em lâme com bojo
inspirado nas saias que os egípcios usavam nas costas o elástico da
segurança a peça, a calcinha tem barra com estampa de cobra.
90 Alternativa 12
Figura 60: Alternativa 12
Fonte: Autor O top tomara que caia tem barra franzida amarrando na frente com
um nó e elástico nas costas para segurança da peça a estampa é de cobra, a
calcinha tem barra em Jersey azul com recorte diferente e franzido, mais alta e
comportada sendo o resto da calcinha em estampa de cobra formando o
conjunto.
91 Alternativa 13
Figura 61: Alternativa 13
Fonte: Autor
O top frente única tem bojo e peça banhada em ouro na alça
formando o conjunto a calcinha com barra que começa fina em uma das
laterais com o mesmo aplique de argola fica larga na outra lateral em estampa
de cobra a parte inferior da calcinha é de cetim com elastano na cor dourado.
92 Alternativa 14
Figura 62: Alternativa 14
Fonte: Autor Com modelagem totalmente diferenciada a peça é toda em estampa
de cobra sendo somente a barra da calcinha em Jersey pérola com fechamento
nas costas e levemente franzida.
93 Alternativa 15
Conceitual
Figura 63: Alternativa 15
Fonte: Autor
A peça conceitual tem top frente única em cetim verde, a calcinha
tem barra com corte diferente também em cetim sendo a parte inferior em
Jersey branco, tendo o aplique de uma cobra que sai do top rodeia as costas e
acaba na frente todo bordado com pedras e brilhantes.
94 10.4 Técnicas de Criatividade
10.4.1 Mescrai
Mescrai é uma sigla de “Modifique (aumente e diminua), Elimine,
Substitua, Combine, Rearranje, Inverta”. Esses termos são uma lista de
verificações para estimular possíveis modificações no produto. (Baxter, 2000).
No desenvolvimento das gerações de alternativas, percebeu-se que
seriam possíveis algumas trocas de posição dos materiais utilizados e até
mesmo de conjuntos.
Através
desta
técnica
desenvolvida,
buscou-se
encontrar
e
aprimorar pontos importantes no desenvolvimento da coleção combinando as
peças com acessórios e bordados.
95 10.5 Alternativas Confeccionadas
A coleção foi desenvolvida seguindo a proposta de que a mesma
deve conter peças sofisticadas sendo ao mesmo tendo confortável.
Por ser uma coleção moda praia voltada para mulheres com nível
elevado e exigentes que buscam um diferencial não apenas para ir a praia mas
para um volta de iate um almoço na piscina uma caminhada no shopping sem
se expor demais, buscou-se alternativas que evidenciassem isso, gerando
produtos direcionados a elas e proporcionando mais opções no mercado beach
wear.
Diante das quinze alternativas escolhidas para compor a coleção,
foram escolhidas oito peças para serem confeccionadas.
As alternativas escolhidas foram as de número 01 – 02 – 03 – 04 –
05 – 11 – 12 e 13. Que traduzem toda sofisticação e requinte do tema de
inspiração.
96 Figura 64: Peça Executada
Fonte: Autor
Nas cores vermelho e perola, o top é de cetim com Jersey contendo
bordado de pedras no meio dos seios, a calcinha tem barra de cetim com uma
das laterais mais larga para a aplicação de um botão banhado a ouro.
97 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301001
Moldelo: 01
Coleção: Artes e Luxos do Egito
Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
98 Materia prima e
Aviamentos Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Botão
1
20
2
1 mt
1 mt
Dourado
Maria Chiquinha
R$ 10,00 un.
Pedras
Botão
Jersey
Cetim
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 Transparente One Touch Bijoux
R$ 2,00 un.
Dourado
Bella Donna
R$ 3,00 un.
Pérola
Modelle
R$ 23,80 mt.
Vermelho
Modelle
R$ 13,90 mt.
Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar o tecido através do molde Unir a blusa frente e costas Unir o Centro Aplicar bordados no centro da blusa Aplicar botões Calcinha Cortar tecido conforme modelagem Costurar partes inferiores Passar viés Costurar Barra Acabamentos embutidos Aplicar botão Tesoura Overlock Máq. Cobertura Manual Manual Tesoura Overlock Máq. Cadarço Overlock Manual 99 Figura 65: Peça Executada
Fonte Autor
Nas cores vermelho e pérola, o top é de cetim balone com alças em
corrente banhada a ouro, a calcinha é de jersesy com a aplicação da corrente
na barra.
100 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301002
Moldelo:02
Coleção: Artes e Luxos do Egito Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
101 Materia prima e
Aviamentos Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Corrente
2 mt
Dourado
R$ 20,00 mt
Jersey
50 cm
Pérola
One Touch
Bijux
Modelle
23,80 mt
Cetim
50 cm
Vermelho
Modelle
13,90 mt
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar conforme molde Unir tecido com o forro Colocar elástico Fazer barra Aplicar corrente Calcinha Cortar conforme molde Unir forro com fundo Unir frente e costas Aplicar elástico na lateral das pernas Aplicar viés cintura e lateral das pernas Aplicar corrente Tesoura Overlock Máq. Cobertura Reta Manual Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Overlock Manual 102 Figura 66: Peça Executada
Fonte: Autor
Nas cores dourado e pérola, o top é em cetim sendo que as alças de
jersey saem do busto formando um vestido nas costas onde se junta ao corpo
por ter a amarração do top e na calcinha por ganchos que pegam nas argolas a
barra tem modelagem mais larga e franzida de cetim sendo o resto da calzinha
em Jersey para melhor se ajustar ao corpo.
103 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301003
Moldelo: 03
Coleção: Artes e Luxos do Egito Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
104 Materia prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Argola
3
Dourado
Maria Chiquinha
R$ 10,00 um.
Bojo
1 par
Branco
Bella Donna
R$ 2,00 par
Ganchos
2
Dourado
Maria Chiquinha
R$ 0,50 un.
Jersey
1 mt
Pérola
Modelle
R$ 23,80 mt.
Cetim
50 cm
Dourado
Anna Tecidos
R$ 12,70 mt.
Bojo
1 par
Branco
Bella Donna
R$ 2,00 par
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 012 013 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar partes do molde Cortar forro Costurar extremidades no bojo Costurar argolas Calcinha Cortar conforme molde Unir forro com o fundo Unir frente e costas Aplicar elástico e viés Colocar barra Costurar argolas Vestido Cortar conforme o molde duplo Juntar as duas partes Passar costura na barra para acabamento Tesoura Tesoura Máq. Reta Máq. Reta Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Overlock Reta Tesoura Overlock Overlock 105 Figura 67: Peça Executada
Fonte: Autor
Nas cores dourado e pérola, o top é de cetim com amarração no
pescoço e elástico nas costas para se ajustar ao corpo, a calcinha tem barra de
cetim com aplicação de pedras das quais foram trocadas por um tamanho
menor para maior conforto da peça, sendo o resto da calcinha em Jersey.
106 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301004
Moldelo: 04
Coleção: Artes e Luxos do Egito Data:28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
107 Materia prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Pedras
5
Branco
R$ 5,00 un.
Cristal
50
Transparente
One Touch
Bijoux
Casa da Linha
R$ 0,50 un.
Jersey
50 cm
Branco
Modelle
R$ 21,70 mt
Cetim
1 mt
Dourado
Anna Tecidos
R$ 12,70 mt
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar tecido conforme molde duplo Unir as partes Passar elástico nas costas Unir costas Passar cordão no pescoço Calcinha Cortar partes do molde Unir forro com o fundo Unir frente e costas Aplicar elástico e viés Colocar barra Aplicar pedras Manual Overlok Reta Overlock Manual Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Oberlock Manual 108 Figura 68: Peça Executada
Fonte: Autor
Nas cores dourado e azul marinho, o top é em Jersey com listras
sendo que no meio do busto à duas argolas tendo amarração nas costas a
calcinha também em Jersey tem as laterais em corrente mais delicada e
maleável pra não machucar e se ajustar ao corpo. Tendo um vestido jogado em
cima balone com botões banhados a ouro para fechar no pescoço podendo ser
retirado e também usado em outras peças.
109 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301005
Moldelo:05
Coleção: Artes e Luxos do Egito Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
110 Materia prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Botão
2
Dourado
Bella Donna
R$ 3,00 un.
Corrente
2 mt
Dourado
R$ 15,00 mt
Bojo Bolha
1 par
Branco
Maria
Chiquinha
Bella Donna
R$ 2,00 par
Jersey
1 mt
Pérola
Bella Donna
R$ 25,80 mt
Tinta de Tecido
1 Tubo
Azul
Kagine
R$ 15,00 um.
Cetim
1 mt
Dourado
Modelle
R$ 13,40 mt
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 012 013 014 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar conforme molde Costurar extremidades no bojo Fechar alças Costurar correntes entre o bojo Calcinha Cortar conforme molde Unir forro com o fundo Unir frente e costas Aplicar elástico e viés entre as pernas e na barra Aplicar corrente Vestido Cortar conforme molde duplo Unir as duas partes com elástico para franzir Unir com a gola Costurar elástico nas costas Aplicar botões na gola para fechamento Tesoura Reta Overlock Reta Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Manual Tesoura Overlock Reta Reta Manual 111 Figura 69: Peça Executada
Fonte: Autor
Em azul marinho o top tomara que caia é em lâme com bojo
inspirado nas saias que os egípcios usavam nas costas o elástico da
segurança a peça, a calcinha tem barra com estampa de cobra.
112 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301011
Moldelo: 11
Coleção: Artes e Luxos do Egito
Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
113 Matéria prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Lâme 1 mt 50 cm Azul Bella Donna R$ 32,60 mt Estampa de Cobra Modelle R$ 28,80 mt Malha 001 002 003 004 005 006 007 008 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar tecido conforme molde Unir blusa embutida junto nas extremidades do bojo Unir parte das costas passando elástico Calcinha Cortar tecido conforme molde Unir forro com o fundo Unir frente com as costas Aplicar elástico e viés entre as pernas Costurar Barra Tesoura Reta Reta Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Overlock 114 Figura 70: Peça Executada
Fonte: Autor
O top tomara que caia tem barra franzida amarrando na frente com
um nó em estampa de cobra, a calcinha tem barra em Jersey azul com recorte
diferente e franzido.
115 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301012
Moldelo: 12
Coleção: Artes e Luxos do Egito Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
116 Materia prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Malha
1 mt
Modelle
R$ 28,80 mt
Jersey
20 cm
Estampa de
Cobra
Azul
Bella Donna
R$ 20,00 mt
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar conforme molde Unir barra com forro Costurar elástico no forro Costurar barra na blusa Calcinha Cortar conforme molde Unir forro com o fundo Unir frente e costas Aplicar elástico e viés entre as pernas Aplicar viés na barra Costurar barra na calcinha Tesoura Overlock Reta Overlock Tesoura Overlock Overlock Máq. Cobertura Máq. Cobertura Overlock 117 Figura 71: Peça Executada
Fonte: Autor
O top frente única tem bojo e peça banhada em ouro na alça
formando o conjunto a calcinha com barra que começa fina em uma das
laterais com o mesmo aplique de argola fica larga na outra lateral em estampa
de cobra a parte inferior da calcinha é de cetim com elastano na cor dourado.
118 Ficha Técnica
Marca: Eternité
Referência: 301013
Moldelo: 13
Coleção: Artes e Luxos do Egito
Data: 28-05-2008
DESENHO TÉCNICO – FRENTE E COSTAS
Segmento: Beach Wear
MODELAGEM (medidas reais em escala ilustrativa)
119 Materia prima e
Aviamentos
Quantidade
Cores
Fornecedor
Preço
Argola
2
Dourado
Maria Chiquinha
R$ 7,00 un.
Fecho
2
Transparente
Kagine
R$ 0,50 un.
Bojo
1 par
Branco
Bella Donna
R$ 2,00 par
Malha
50 cm
Modelle
R$ 25,20 mt
Cetim
20 cm
Estampa de
Cobra
Dourado
Modelle
R$ 12,70 mt
001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 Seqüência Operacional
Equipamentos
Top Cortar conforme molde Unir laterais e extremidades no bojo Passar viés para unir bojos Colocar argola Colocar fecho Calcinha Cortar tecido conforme modelagem Costurar partes inferiores Passar viés Costurar Barra Acabamentos embutidos Aplicar argola Tesoura Reta Máq. Cobertura Reta Reta Tesoura Overlock Máq. Cobertura Overlock Reta 120 10.6 Release da Coleção
121 10.7 Desenvolvimento da marca
Para a marca o nome escolhido tem ligação com o tema de
inspiração, sendo os Egípcios buscadores da vida eterna, dando identidade a
coleção.
Optou-se por trabalhar com um fundo de ramos em um tom mais
claro combinando com a escrita da marca. Todas as alternativas foram geradas
pensando na sofisticação da marca.
10.7.1 Alternativas geradas
Para a elaboração das alternativas foram usadas variações de cores
e ramos com características requintadas, buscando uma identidade visual com
a marca.
Figura 72: Alternativa 01 da Marca
Fonte: Autora
122 Figura 73: Alternativa 02 da Marca
Fonte: Autor
Figura 74: Alternativa 03 da Marca
Fonte: Autor
Figura 75: Alternativa 04 da Marca
Fonte: Autor
10.7.2 Alternativa Escolhida
Figura 76: Alternativa 02 da Marca
Fonte: Autor
Buscando a harmonia optou-se pela alternativa 02, por apresentar
ramos mais sofisticados e ricos, as cores combinam entre si e trazem
sobriedade, traduzindo o conceito inicial da marca, sofisticação e requinte.
123 11 Detalhamento do Projeto
O projeto em questão trata de uma coleção moda praia com ênfase
na sofisticação e luxo, visando suprir as necessidades e desejos de mulheres
exigentes que buscam diferencial no produto dos demais encontrados no
mercado. Alem de apresentar estampa que estão na moda e modelagem
requintada.
Os produtos não apresentam características contrarias as normas da
ergonomia, pois apresentam tecidos elásticos e confortáveis. As modelagens
foram confeccionadas de acordo com o publico em questão que alem de
seguras são presas com amarrações e ganchos, não causam incomodo ou
desconforto, sendo confeccionadas nos tamanhos P, M e G.
No decorrer da montagem das peças, as mesmas foram feitas para
melhor atender as necessidades de mercado encontradas nas pesquisas e
alcançar a proposta da coleção e seu conceito, conforto, desejo, sofisticação e
usabilidade.
11.1 Função Estético Formal
Segundo Gomes Filho (2004, p.51), “A harmonia é, em síntese, o
resultado de uma perfeita articulação visual na integração e coerência formal
das unidades ou partes daquilo que é apresentado, daquilo que é visto”.
De acordo com as Leis da Gestalt, a coleção encontra-se em
perfeita harmonia, com linhas mistas, composta por linhas geométricas e
orgânicas bem equilibradas, de acordo com as tendências.
“O contraste, é também uma contra força á tendência do equilíbrio
absoluto, ele desequilibra, sacode, estimula e atrai a atenção”. (GOMES
FILHO, 2004, p.62)
O material predominante nas peças é o cetim e o Jersey, forrada
com forro 100% Poliamida, bastante resistente. Prioriza-se o conforto para as
usuárias na escolha dos tecidos bem leves. Para adornar as peças, optou-se
por aviamentos banhados a ouro, traduzindo o luxo e sofisticação do tema.
124 Os produtos da marca são identificados através das etiquetas
internas e da etiqueta externa que contem o logotipo da marca Eternité. Alem
de terem um bom acabamento e estilo único da coleção.
11.1.1 Função de Uso
A coleção desenvolvida tem prioridade de uso para passeios de iate,
almoços ou festas em piscinas, caminhadas na praia e shopping. Tratando-se
de mistura de matérias e tecidos, houve a preocupação de priorizar o conforto,
tratando-se de confeccionar peças sofisticadas e com modelagens adequadas.
A estética da coleção apresenta alto valor agregado. Alem de
tecidos delicados, a coleção é adornada com aviamentos banhados a ouro,
resgatando o luxo do tema de inspiração. Com toda essa riqueza as peças
podem também serem usadas em outras ocasiões, onde, combinadas com
outras peças, podem ser usadas para sair a noite para festas, tornando a
composição um look noite. Voltadas de acordo com o gosto e necessidades do
publico.
11.1.2 Função ergonômica
A origem da palavra ergonomia vem do grego: ergon (trabalho) e
nomos (legislação, normas). Os primeiros estudos da ergonomia foram
totalmente voltados à configuração do trabalho adaptado ao homem,
considerando-se a configuração das ferramentas, máquinas e do ambiente de
trabalho. O alvo, no entanto, estava no desenvolvimento de bases cientificas
para a adequação das condições de trabalho às capacidades e realidades da
pessoa que trabalha (GRANDJEAN, 1998).
A ergonomia é considerada por alguns autores como ciência
enquanto geradora de conhecimento. Outros autores a enquadram como
tecnologia, por seu caráter aplicativo de transformação. Atualmente esse
campo tem desenvolvido estudos mais abrangentes e conseqüentemente
novos conceitos. Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são
comuns às várias definições existentes como a aplicabilidade dos estudos
125 ergonômicos, a natureza multidisciplinar, o fundamento nas ciências e os
objetos de estudo: a concepção do trabalho e a concepção de produtos.
Uma visão mais atual mostra o significado social da ergonomia
através do conforto, da segurança do bem-estar e da saúde. Apresentando
ênfases com características genéricas tais como antropométricas altura,
comprimentos, largura), esforços musculares ( contrações musculares,
consumo de oxigênio) e psicosociológicas (a visão, audição, olfato, tato),
(VIDAL, 2002).
Tratando se moda praia, procurou-se executar peças confortáveis
mediante técnicas ergonômicas, tratando-se dos acessórios as peças foram
feitas e testadas de acordo qual lugar elas seriam colocadas.
11.1.3 Fatores Ergonômicos identificados na Coleção
A principal tarefa do projeto é prevalecer o conforto, porem não
deixando de lado a estética e sofisticação.
Tratando-se
de
segurança,
as
peças
da
coleção
foram
confeccionadas diante medidas especificas, fazendo que a peça fique de
acordo com o corpo do usuário. Já no acessório, as peças tem acabamento
com feches de plástico amarrações e elástico, que não machucam
proporcionando segurança a peça com os materiais.
A prioridade de manter o conforto levou a escolha de tecidos
delicados e leves, assim proporcionando um bem estar para a cliente, tratando
se da maleabilidade. Já os aviamentos são colocados em lugares específicos
para que não machuquem ou apertem.
Os tecidos escolhidos para a coleção são o cetim de seda, Jersey e
lâme. As pedras nos bordados são cristais swarovski, juntamente com botões
correntes e argolas banhadas a ouro.
A sensibilidade através dos tecidos junto com os aviamentos geram
uma satisfação do cliente com o produto.
Tratando se de mulheres, as principais usuárias, para execução
deste, foram respeitadas as características do corpo feminino, em questão
126 antropométricas, sendo as medidas corporais e questões biomecânicas, sendo
os movimentos.
As peças exigem cuidados na lavagem por serem delicados e por
haver bordados e aviamentos que podem ser danificados.
Para melhor conservação, manter as peças em local arejado e
limpo, de preferência dentro dos sacos das próprias embalagens.
A disposição adequada do produto na vitrine facilita a visão do
consumidor, podendo identificá-lo através da combinação de materiais
sofisticados com tecidos leves e delicados.De acordo com o tecido, pode-se
sentir a leveza e delicadeza das peças percebendo o seu caimento.
A combinação dos acessórios banhados a ouro com os tecidos,
proporcionará bem estar para o usuário, pelo fato de estar usando uma peça
diferenciada das demais existentes, trazendo para a moda praia um destaque.
11.1.3.1 Antropométrica
A adequação antropométrica também é um fator importante para o
sucesso do produto, pois todas as medidas devem ser de acordo com o ser
humano e suas variações de tamanho.
De acordo com o site ABRAVEST é importante definir as medidas e
dimensões chaves do corpo humano Brasileiro, estruturando-se uma base
confiável pelos diversos segmentos industriais, traçando-se perfis regionais,
visto que nossa população é formada por uma mistura de povos e raças, com
diferenças muito significativas de biótipos.
Para proporcionar uma melhor adequação das peças é necessário
basear-se em estudos da anatomia humana do público que se quer atingir,
sendo esta uma preocupação que visa a melhoria do conforto, segurança,
resistência, praticidade e durabilidade.
127 TAMANHOS
MANEQUINS
Busto
Cintura
Quadris
Compr. Blusa
Larg. Costas
Larg. Braço
Ombro
PP
36 38
82
66
88
40
34
26
11,5
P
40
86
70
92
41
35
26
11,5
M
G
42
44
46
90 94
74 78
96 100
42 43
36 37
27 28
12 12,5
98
82
104
44
38
30
13
102
86
108
45
39
32
13,5
50
GG
52 54
106 110
90 94
112 116
46 47
39 40
34 36
14 14,5
114 118
98 102
120 124
48 49
40 41
38 39
15 15,5
48
Figura 77: Tabela manequim
Fonte: Revista Manequim
11.1.4 Sistema Construtivo
No vestuário, após a escolha das peças a serem confeccionadas,
segue a confecção dos moldes nas seguintes etapas: tirou-se as medidas de
acordo com o tamanho pretendido; Seguindo, fez-se a modelagem de todas
elas, após alguns ajustes e acertos, os moldes foram finalizados e assim
podendo saber exatamente o quanto de tecido seria usado para cada peça,
alem da escolha dos aviamentos e acabamentos.
Com os tecidos em mãos, os moldes foram riscados nos mesmos,
de acordo com o planejamento, respeita-se sempre o fio indicado na descrição
do molde adequado a cada tecido. Após o risco, corta-se as peças conforme as
especificações de qualidade, seguindo, foram unidas preparando-se para a
costura.
As costuras foram feitas unindo as partes e assim dando formato as
peças, as maquinas usadas são: elastiqueira, overlock, cobertura e reta,
sempre utilizando agulhas e regulagem especificas para estes tecidos.
Seguindo, faz-se também os acabamentos em cada peça de acordo com as
necessidades de cada uma.
Com a parte da costura concluída, cada uma das peças exige um
tipo de diferencial como: etiquetas, argolas, correntes, fechamentos.
Com a peça finalizada, revisa-se as costuras e dobra-se, para ser
então embalada e fixado o tag.
128 11.1.5 Processo de Fabricação
Figura 78: Modelagem
Fonte: Autor
Figura 79: Encaixe
Fonte: Autor
Figura 80: Corte
Fonte: Autor
Figura 81: Costura
Fonte: Autor
11.1.6 Função Operacional
Os aviamentos são aplicados manualmente nas peças com toda
delicadeza, os fechamentos são fáceis como amarrações, elásticos, botões e
que se entrelaçam buscando a sofisticação proposta no conceito da coleção e
o diferencial exigido por seu publico.
11.1.7 Função Informacional
As informações sobre os produtos da coleção serão fornecidos pelo
Sac da empresa, ou ainda estarão descritas nas etiquetas internas, externas ou
nos tag’s.
129 Telefone: 0800 0700014
E-mail: [email protected]
Site: www.eternite.com.br
a) Etiquetagem
As etiquetas contidas nas roupas serão aplicadas em silk.
Apostando numa melhor comodidade para o usuário e para que não haja o
risco da etiqueta ser cortada e posteriormente o usuário tenha duvidas na hora
da lavagem.
b) Informações contidas nas etiquetas:
Tamanho da Peça: Representadas pelas letras P, M, G, GG
Nome da Marca: Eternité
Identificação Fiscal: CNPJ
Pais de Origem: Brasil
Identificaçao das fibras têxteis: 97% Poliamida 3% Elastano, Forro 100%
Poliamida
Cuidados para a conservação do produto:
Lavagem: somente manual.
Alvejamento a Base de Cloro: não pode ser usado alvejante a base de cloro na
lavagem da peça.
Processo de Secagem: a secagem do produto tem que ser natural e pode ser
na vestical.
Como Passar a Peça: a temperatura máxima a ser utilizada é de 100C.
Limpeza a Seco: a peça é sensível para a lavagem a seco.
130 c) Modelo da Etiqueta
Figura 82: Etiqueta
Fonte: Autor
d) Tag
O tag vira aplicado na peça preso por uma corrente banhada a ouro
que pode ser usada como tornozeleira. Na frente terá a logo da marca e atrás o
release da coleção.
Figura 83: Frente Tag
Fonte: Autor
131 Figura 84: Costas Tag
Fonte: Autor
132 e) Embalagens
As embalagens serão em dois formatos, a primeira em formato de
sacola com alça em corrente, onde cada peça ainda é colocada em um saco de
tecido para melhor se acomodarem e não haver danificações as peças. A caixa
própria para peças maiores terá alça de plástico com aplicação de strass, onde
as peças com bojos e vestidos se acomodam perfeitamente.
Figura 85: Embalagem 1
Fonte Autor
Figura 86: Embalagem 2
Fonte: Autor 133 f) Cartão de Visita
Figura 87: Cartão de Visita Frente e Costas
Fonte: Autor 11.1.8 Função de Marketing
O lançamento da coleção será na sede da empresa em Balneário
Camboriú, onde será montada uma ambientação coerente com o tema de
inspiração.
O produto será vendido por varejo em lojas do seguimento beach
wear, podendo assim abrager cada vez mais clientes e seu lugar no mercado
do país.
A empresa atuará inicialmente no estado de Santa Catarina, em todo
o litoral. Posteriormente almeja abrager o estado do Rio Grande do Sul.
O produto será divulgado na Internet principalmente. Utilizando
também outdoors e catálogos como ferramenta de propaganda.
O preço será elaborado para os clientes a partir da quantidade do
pedido de acordo com os representantes envolvidos. E o preço de varejo será
estabelecido pelas lojas que vendem os produtos da coleção.
134 11.1.9 Distribuição
A coleção será distribuída primeiramente no estado de Santa
Catarina em todo o litoral, e posteriormente almeja-se distribuir para o estado
do Rio Grande do Sul.
Haverá disponibilidade para a abertura de franquias ou a venda dos
produtos em lojas de multi-marcas especializadas em beach wear.
135 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o objetivo de desenvolver produtos com diferencial para
atender
um
publico
exigente
foram
realizadas
pesquisas,
as
quais
possibilitaram a execução deste trabalho de conclusão de curso, com ênfase
no segmento Beach Wear de luxo.
Após uma ampla pesquisa os dados apontados foram, o grande
crescimento do mercado de luxo e o aumento nas vendas Beach Wear.
Sabendo-se então com essas informações que o projeto atenderia as
tendências do mercado e as necessidades de suas consumidoras.
Nos dias de hoje as pessoas buscam atender seus desejos
emocionais, tendo então o designer que explorar os sentimentos do
consumidor, conquistando um público fiel. O mercado de luxo, mais do que
qualquer outro, objetiva comprar produtos com aura de exclusividade, que
proporcionem um momento de prazer.
Foram feitas pesquisas para assim definir com exatidão o material a
ser usado. Após a escolha destes houve a preocupação de manter harmonia
entre os diferentes tipos de materiais. Posteriormente foi feito a coleta desses,
e alguns testes executados para saber qual seria a viabilidade dele durante o
trabalho executado.
A pesquisa de campo, traçou uma linha para o trabalho, auxiliando
na geração de idéias, nas modelagens mais adequadas, garantindo mais
sucesso no lançamento da coleção.
A temática, foi fundamental dando identidade a coleção. “Artes e
Luxos do Egito”. De forma exclusiva e enriquecendo o projeto com sofisticação,
inspirando as composições por suas formas, cores e estampas, aviamentos,
atendendo aos requisitos do público-alvo.
Muitos dos componentes utilizados na elaboração dos modelos
finais ou protótipos possuem características próximas as desejadas pelas
consumidoras, não sendo sempre os que o projeto especifica.
Apesar das dificuldades, o trabalho foi executado obtendo resultados
satisfatórios, para assim agradar o público desejado.
136 13 REFERÊNCIAS
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