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SENTIREA SCOLTARE
online music magazine
MAGGIO N. 31
Battles
Dan Deacon
H e t e r o S k e l e t on
Hometapes
Earache
Faust
Björk
neo sciamana iperpop
Dinosaur Jr
Henry Cowell
Monta
sentireascoltare sommario
4 News
8 The Lights On
Dan Deacon, Fra n c e s c o Tr i s t a n o , H e t e r o
Skeleton, Monta
1 2 Speciali
8
Battles, Hometap e s , E a r a c h e , B j o r k
34 Recensioni
Bachi Da Pietra, C o l l e e n , D u n g e n ,
EL-P, Nine Inch N a i l s , P e r t u r b a z i o n e ,
Tangerine Dream , T h r o b b i n G r i s t l e , Vo n
Sudenfed, Wilco, P a r t s & L a b o u r
7 9 Rubriche
(Gi)Ant Steps
Dave Brubeck Qu a r t e t
We Are Demo:
Bancali In Pietra , C a m i l l a s , Vi s i o n i d i
Cody, Arbdesastr, D o r o t h i . . .
Classic
Faust, Dinosaur J r, H e n r y C o w,
Gobblehoof
Cinema
300, Death Of A P r e s i d e n t . . .
Cult: Toro scaten a t o
I cosiddetti conte m p o r a n e i
Henry Cowell
Direttore
Edoardo Bridda
Coordinamento
Teresa Greco
Consulenti alla redazione
12
Daniele Follero
Stefano Solventi
Staff
Valentina Cassano
Antonello Comunale
Antonio Puglia
Hanno collaborato
Gianni Avella, Davide Brace, Filippo Bordignon, Marco
Braggion, Gaspare Caliri, Roberto Canella, Paolo
Grava, Manfredi Lamartina, Andrea Monaco, Massimo
Padalino, Giulio Pasquali, Stefano Pifferi, Andrea
Provinciali, Stefano Renzi, Federico Romagnoli,
Costanza Salvi, Vincenzo Santarcangelo, Alfonso
Tramontano Guerritore, Giancarlo Turra, Fabrizio
Zampighi, Giuseppe Zucco
Guida spirituale
Adriano Trauber (1966-2004)
Grafica
Edoardo Bridda, Valentina Cassano
in copertina
Björk
SentireAscoltare online music magazine
Registrazione Trib.BO N° 7590
del 28/10/05
Editore Edoardo Bridda
Direttore responsabile Antonello Comunale
Provider NGI S.p.A.
Copyright © 2007 Edoardo Bridda. Tutti i
diritti riservati.
La riproduzione totale o parziale, in qualsiasi
forma, su qualsiasi supporto e con qualsiasi
mezzo, è proibita senza autorizzazione
scritta di SentireAscoltare
82
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a c u r a d i Te r e s a G r e c o
C a s t c o r p o s o p e r i l p r o s s i m o F e s t i v a l E s t r e l l a D a m m P r i m a v e r a S o u nd
2 0 0 7 d i B a r c e l l o n a , p r e v i s t o d a l 3 1 m a g g i o a l 2 g i u g n o p r o s s i m i p r e s s o il
P a r c d e l F o r u m . Tr a i m o l t i s s i m i n o m i d e l l a t r e g i o r n i s p a g n o l a : S m a s h ing
Pumpkins, The White Stripes, Slint (che riproporranno Spiderland per
i n t e r o ) , i M e l v i n s ( c h e r i f a r a n n o H o u d i n i) , i D i r t y T h r e e ( c o n O c e a n S ong s) , T h e F a l l, A r t B r u t , M o d e s t M o u s e, B u i l t To S p i l l , L o w, Wi l c o, S o nic
Yo u t h ( c o n D a y d r e a m N a t i o n ) , I s i s , B l o n d e R e d h e a d, K l a x o n s , M a x i mo
P a r k , S h a n n o n Wr i g h t , T h e D u r u t t i C o l u m n , B a t t l e s , M a t t E l l i o t t , R o b y n
H i t c h c o c k , N a t h a n F a k e , O f M o n t r e a l … P e r i l p r o g r a m m a c o m p l e t o e i nfo
s u i b i g l i e t t i : w w w. p r i m a v e r a s o u n d . c o m . . .
P a t r i c k Wo l f c o m e Z i g g y S t a r d u s t ? I n u n m e s s a g g i o s u l s u o f o r u m uffi c i a l e , i l 2 2 a p r i l e l ’ a r t i s t a v e n t i t r e e n n e h a a n n u n c i a t o a i s u o i f a n s c h e il
prossimo novembre si ritirerà dalle scene, con un concerto-retrospettiva a
L o n d r a i n c u i s a r à a c c o m p a g n a t o d a u n ’ o r c h e s t r a . U n a d e c i s i o n e p r o b a bil m e n t e n a t a s u l l ’ o n d a e m o t i v a d e l l o s t r e s s d a p r o m o z i o n e d i M a g i c P osit i o n, c h e h a p o r t a t o , t r a l e a l t r e c o s e , a l l i c e n z i a m e n t o d e l b a t t e r i s t a d ella
b a n d p e r mo t i v i d i d r o g a . I n o g n i c a s o , q u e s t a u s c i t a r i c o r d a f i n t r o p p o da
v i c i n o i l f a m o s o r e t i r e m e n t s p e e c h d i B o w i e d e l 1 9 7 3 . C h e P a t r i c k v o glia
seguire fino in fondo le orme del maestro David?...
Primavera Sound
L a S e c r e t l y C a n a d i a n h a p u b b l i c a t o i l s u o c e n t e s i m o a l b u m i l 2 4 a p rile
s c o r s o : i l d o p p i o S C 1 0 0 c o m p r e n d e 1 8 a r t i s t i d e l r o s t e r c h e s i c o v e r i z z ano
l ’ u n o l ’ a l t r o . J e n s L e k m a n - c h e n e l d i s c o i n t e r p r e t a S c o u t N i b l e t t - ha
f a t t o s a p e r e c h e i l s u o s e c o n d o L P s a r à p u b b l i c a t o i n a u t u n n o . U n a n o t izia
da prendere con il beneficio del dubbio, a sentire lo stesso svedese…
S a r à p u b b l i c a t o i l 1 g i u g n o u n l i b r o s u i S i g u r R ò s, d a l t i t o l o I n A F r o zen
S e a : A Ye a r Wi t h S i g u r R ò s ; s c r i t t o d a u n l o r o f a n , J e ff A n d e r s o n ; i l vo lume testimonia il tour dello scorso anno, con interviste esclusive, foto e
c o m m e n t i e c o n c o p e r t i n a c h e r i p r o d u c e u n v i n i l e d a 1 2 p o l l i c i . I n a g osto
u s c i r à u n E P, a n c o r a s e n z a t i t o l o , e i n o t t o b r e u n D V D l i v e d e l t o u r d e l l ’ an no scorso in Islanda…
D a m o n A l ba r n h a a n n u n c i a t o d a i m i c r o f o n i d i B B C R a d i o 2 l o s c i o g l i m e nto
d e f i n i t i v o d e i s u o i G o r i l l a z, c h e a v v e r r à e n t r o l ’ a n n o d o p o l a r e a l i z z a z i one
d e l l a c o l o n n a s o n o r a d i u n l u n g o m e t r a g g i o - l e c u i r i p r e s e c o m i n c e r a n n o il
prossimo settembre - con loro protagonisti…
A d d i o a l l e s c e n e a n c h e p e r i C o o p e r Te m p l e C l a u s e, c h e a v e v a n o p u b bli c a t o a i n i z i o a n n o i l t e r z o a l b u m M a k e T h i s Yo u r O w n . L o h a a n n u n c i ato
sulle pagine di My Space il leader Daniel Fisher…
G l i S p o o n p u b b l i c h e r a n n o i l l o r o s e s t o d i s c o G a G a G a G a G a i l 1 0 l u glio
prossimo su Merge…
A m a n d a P a l m e r , c a n t a n t e e p i a n i s t a d e i D r e s d e n D o l l s s t a p r e p a r a ndo
sentireascoltare
il debutto soli s t a , d a l t i t o l o a u t o r e f e r e n z i a l e W h o K i l l e d A m a n d a P a l m e r.
Realizzato co n l a c o l l a b o r a z i o n e d i B e n F o l d s , s a r à i n u s c i t a p r e s u m i b i l mente per la p r i m a v e r a d e l 2 0 0 8 s u E i g h t F o o t …
La Domino ris t a m p e r à i l 1 0 l u g l i o T h e F r e e d M a n, i l p r i m o d i s c o d e i S e badoh, con l’ a g g i u n t a d i b o n u s ; l ’ a l b u m e r a u s c i t o i n o r i g i n e s o l o s u L P e
cassetta per l a H o m e s t e a d n e l 1 9 8 9 …
Jack White s t a p r e p a r a n d o n u o v o m a t e r i a l e p e r i s u o i R a c o n t e u r s , i n p a rallelo con il n u o v o a l b u m d e i W h i t e S t r i p e s , I c k y Tu m p…
Dopo l’appari z i o n e d e l 2 1 a p r i l e s c o r s o a l l ’ A u d i t o r i u m d e l l ’ U n i v e r s i t à d e l
Texas (con il s u p p o r t o d i a r c h i , f i a t i e d e l l e v o c i d e l g r u p p o d i A u s t i n
Brothers and S i s t e r s ) , g l i O k k e r v i l R i v e r , s o n o s t a t i p r o t a g o n i s t i , i l 3 0
aprile scorso, d i u n c o n c e r t o t u t t o e s a u r i t o p e r l ’ i n a u g u r a z i o n e d e l l a n u o v a
Highline Ballr o o m d i N e w Yo r k . I n q u e s t ’ o cc a s i o n e h a n n o a p e r t o p e r L o u
Reed , che li h a v o l u t i c o n s é , d o p o a v e r l i n o m i n a t i t r a l e s u e b a n d p r e f e rite per gli Mtv Vi d e o M u s i c Aw a r d s . A s p e t t a n d o T h e S t a g e N a m e s , i l l o r o
nuovo album c h e u s c i r à a s e t t e m b r e s u J a g j a g u w a r …
Non sarà anda t o b e n e c o m e W h a t e v e r P e o p l e S a y I A m , T h a t ’s W h a t I ’ m
Not , ma anche F a v o u r i t e Wo r s t N i g h t m a r e , i l s e c o n d o a l b u m d e g l i A r c t i c
Monkeys , è s u b i t o s c h i z z a t o i n t e s t a a l l e c l a s s i f i c h e i n g l e s i . S e i l r e c o r d
del debutto (11 8 . 0 0 0 c o p i e i n u n g i o r n o ) r e s t a i m b a t t i b i l e , i l s u c c e s s o r e è
già il fast selli n g r e c o r d d e l 2 0 0 7 , c o n 8 5 . 0 0 0 c o p i e v e n d u t e i l p r i m o g i o r n o
di uscita, che p o t r e b b e r o p r e s t o d i v e n t a r e 2 5 0 . 0 0 0 …
Billy Corgan
Gli Smashing P u m p k i n s r i v e l a n o l a t r a c k l i s t d e l d i s c o d e l l a r e u n i o n , Z e i tgeist in uscit a i l 7 l u g l i o : D o o m s d a y C l o c k , 7 S h a d e s O f B l a c k , O r c h i d ,
That’s The Wa y, Ta r a n t u l a , S t a r z , U n i t e d S t a t e s , N e v e r L o s t , B r i n g T h e
Light, Come O n ( L e t ’s G o ) , F o r G o d A n d C o u n t r y, P o m p A n d C i r c u m s t a n c e .
La band farà i l s u o d e b u t t o i n E u r o p a i l 2 2 m a g g i o a l G r a n d R e x d i P a r i g i e
sarà in Italia i l 1 6 g i u g n o a Ve n e z i a , a l P a r c o S a n G i u l i a n o p e r l ’ H e i n e k e n
Jammin’ Festi v a l …
Mentre contin u a i l t o u r “ f e s t i v a l i e r o ” d e i J e s u s A n d M a r y C h a i n , a r r i v a l a
notizia di un p r o s s i m o b o x d i r a r i t à d e l l a b a n d c h e l a R h i n o s t a c o m p i l a n do…
Dopo i Modes t M o u s e , c o n t i n u a n o g l i i m p e g n i d i J o h n n y M a r r , c h e p a r teciperà al di s c o d e l l a r e u n i o n d e i C r o w d e d H o u s e d i N e i l F i n n , i l p r i m o
da 15 anni a q u e s t a p a r t e . Ti m e O n E a r t h s a r à p u b b l i c a t o i n l u g l i o d a l l a
Parlophone…
Sulla homepage del sito ufficiale degli Interpol è apparsa la data di uscita dell’atteso terzo disco: 10 luglio. Nessun altro dettaglio confermato, mentre in rete
fra gli utenti del p2p è scattata la caccia all’ultima versione fake in mp3…
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a c u r a d i Te r e s a G r e c o
A d u e a n n i d a l f o r t u n a t o C h a o s A n d C r e a t i o n I n T h e B a c k y a r d , P a u l Mc C a r t n e y d o v r e b b e t o r n a r e i p r i m i d i g i u g n o c o n M e m o r y A l m o s t F u l l , alb u m p r o b a b i l m e n t e i s p i r a t o a l s u o c h i a c c h i e r a t o d i v o r z i o d a H e a t h e r Mills
e i l p r i m o pu b b l i c a t o d a H e a r M u s i c , l a c a s a d i s c o g r a f i c a d i S t a r b u c k s ….
I l s e c o n d o d i s c o d e g l i E d i t o r s s i c h i a m e r à A n E n d H a s A S t a r t e d u s cirà
il 25 giugno prossimo su Kitchenware…
D a v i d Yo w ( J e s u s L i z a r d s e S c r a t c h A c i d ) è r i e n t r a t o n e l r o s t e r d e l l a Touc h & G o c o m e m e m b r o d e i Q u i, i l d u o d i L o s A n g e l e s a c u i s i è u n i t o di
r e c e n t e a l l a v o c e ; i l s e c o n d o d i s c o d e l l a b a n d , L o v e ’s M i r a c l e s a r à p ub b l i c a t o l ’ 11 s e t t e m b r e e c o m p r e n d e r à l e c o v e r d i Wi l l i e T h e P i m p d i Z a ppa
e Echoes dei Pink Floyd…
I c o n g o l e s i K o k o n o n . 1 ( c h e a p p a i o n o s u l n u o v o Vo l t a) e J o a n n a N ew s o m a p r i r a n n o d u e d a t e a m e r i c a n e d e i c o n c e r t i d i B j ör k a i n i z i o m a g gio;
a l l i n k ( h t t p : / / u n i t . b j o r k . c o m / q u i c k t i m e / v i d e o . h t m l ) u n a p r e v i e w v i d e o del
singolo Earth Intruders…
David Yow
È u s c i t o i n a p r i l e M y F l e e t i n g H o u s e , D V D c o m p i l a t i o n d i r a r e a p p a r i z i oni
v i d e o d i Ti m B u c k l e y c o n i n t e r v i s t e e c o m m e n t i d e l c o a u t o r e L a r r y B ec k e t t , d e l c h i t a r r i s t a L e e U n d e r w o o d e d e l b i o g r a f o u ff i c i a l e D a v i d B r o w ne;
a q u e s t o l i n k i l t r a i l e r ( h t t p : / / w w w. y o u t u b e . c o m / w a t c h ? v = A H C c c G E U M r0).
A n c h e i l f i g l i o J e f f , i n o c c a s i o n e d e l d e c e n n a l e d e l l a s c o m p a r s a - 2 9 m ag g i o - s a r à r i c o r d a t o c o n d u e u s c i t e : i l b e s t o f S o R e a l e i l D V D A m a z ing
G r a c e , d o cu m e n t a r i o i n d i p e n d e n t e d e l 2 0 0 4 . N e s s u n a n o v i t à s i g n i f i c a t iva
r i g u a r d o i l b i o p i c t r a t t o d a D r e a m B r o t h e r , i l l i b r o d i B r o w n e s u l l e v i t e di
p a d r e e f i g l i o , s e n o n c h e i l c o p i o n e è s t a t o a ff i d a t o a l r e g i s t a i n d i p e n d e nte
Brian Jun…
To r n a n o i Tw o L o n e S w o r d s m e n ( A n d r e w We a t h e r a l l e K e i t h Te n n i s w o od)
c o n Wr o n g M e e t i n g, i n u s c i t a i l 1 5 m a g g i o s u l l a l a b e l d i We a t h e r a l l , Rot t e r ’s G o l f C l u b …
D V D i n u s c i t a i l 1 0 l u g l i o p r o s s i m o p e r i F l a m i n g L i p s: U F O ’s A t T h e Z oo:
T h e L e g e n d a r y C o n c e r t I n O k l a h o m a c o n t e r r à l ’ i n t e r o c o n c e r t o t e n u t o il
15 settembre scorso allo Zoo Amphitheater di Oklahoma City…
P o t r e b b e u s c i r e g i à a o t t o b r e i l q u a r t o a l b u m s o l i s t a d i S t e p h e n M a l k mus
s u M a t a d o r, i n f a s e d i u l t i m a z i o n e . .
M e g B a i r d d e g l i E s p e r s p u b b l i c h e r à u n d i s c o s o l i s t a , D e a r C o m p a n i on ,
i n u s c i t a i n A m e r i c a s u D r a g C i t y i l 2 2 m a g g i o e i l 4 g i u g n o i n U K s u W i chi ta…
Marissa Nadler è entrata nel roster della Kemado Records…
sentireascoltare
In occasione d e i 2 5 a n n i d e l s u o Wo m a d , P e t e r G a b r i e l t o r n a a l u g l i o i n
Italia per ben q u a t t r o c o n c e r t i : i l 2 a B r e s c i a , i l 3 a R o m a , i l 5 a d A r e z z o
e il 6 a Venez i a …
Devendra Ba n h a r t s t a l a v o r a n d o a l s u c c e s s o r e d i C r i p p l e C r o w d e l 2 0 0 5 ,
prodotto insie m e a N o a h G e o r g e s o n ; c o n t r i b u i s c o n o t r a g l i a l t r i , A n d y “ Ve tiver” Cabic e O t t o H a u s e r d e g l i E s p e r s …
Tornano i Dev o i n I t a l i a d o p o b e n 1 7 a n n i d i a s s e n z a , c o n d u e d a t e i l p r o s simo giugno ( i l 2 9 a B e r g a m o a l L a z z a r e t t o e i l 3 0 a d A z z a n o D e c i m o a l l a
Fiera della Mu s i c a ) . A l l i n k i m m a g i n i d e l t o u r d e l l ’ a n n o s c o r s o ( h t t p : / / w w w.
devo-obsesso . c o m / h t m l / n e w s _ p g s / t o u r _ 0 6 -1 . h t m l ) . . .
In collaborazi o n e c o n A l l To m o r r o w ’s P a r t i e s , i S o n i c Yo u t h p o r t a n o i n
tour, per Don ’ t L o o k B a c k , l ’ i n t e r o D a y d r e a m N a t i o n i n t r e d a t e i t a l i a n e
organizzate d a D N A c o n c e r t i , i l 5 l u g l i o a To r i n o ( S p a z i a l e F e s t i v a l ) , i l 6
a Ferrara (Pia z z a C a s t e l l o ) e i l 7 a R o m a ( Te a t r o R o m a n o d i O s t i a A n t i ca)...
I Police ricost i t u i t i s i i n f o r m a z i o n e o r i g i n a l e s u o n e r a n n o a To r i n o , a l D e l l e
Alpi il 2 ottob r e , u n i c a d a t a i t a l i a n a …
Esce il 21 ma g g i o u n E P d i 3 c a n z o n i p e r S c o u t N i b l e t t, s u To o P u r e …
Dopo la gran d e p o p o l a r i t à a c q u i s i t a i n C i n a d a i J e n n i f e r G e n t l e, i l c u i
brano I Do D r e a m Yo u è s t a t o u s a t o p e r u n o s p o t t v s u l l a p r e v e n z i o n e
dell’Aids, il g r u p p o p a d o v a n o h a s u o n a t o l ì u n a s e r i e d i d a t e s o l d - o u t .
Intanto si pre p a r a p e r l ’ u s c i t a d e l n u o v o d i s c o T h e M i d n i g h t R o o m, i l 1 8
giugno sempr e s u S u b P o p , c o n d i s t r i b u z i o n e i t a l i a n a A u d i o g l o b e. A l l i n k
si vedono le i m m a g i n i d e l l o s p o t , c o n l a m u s i c a d e l l a b a n d , p e r i n v i t a r e i
giovani cinesi a l l ’ u t i l i z z o d e l p r e s e r v a t i v o ( h t t p : / / w w w. y o u t u b e . c o m / w a t c h
?v=qDSTVHw k B Z Q & m o d e = r e l a t e d & s e a r c h = ) , e a n c o r a i m m a g i n i d e l l o r o
tour (http://ww w. y o u t u b e . c o m / w a t c h ? v = z w C A G Yq U E 2 0 ) . . .
Jennifer Gentle
I White Stripe s s a r a n n o i n I t a l i a p e r d u e d a t e i n g i u g n o , p e r p r o m u o v e r e
il nuovo disco I c k y Tu m p i n u s c i t a i l 1 2 g i u g n o s u X L / Wa r n e r, i l 6 g i u g n o
a Roma e il 7 a M i l a n o a l l ’ I d r o s c a l o …
Per l’etichetta n o r v e g e s e S m a l l t o w n S u p e r s o u n d u s c i r à i l n u o v o a l b u m d i
Sunburned H a n d O f T h e M a n i n t i t o l a t o F i r e E s c a r e , p r o d o t t o d a K i e r a n
Hebden aka F o u r Te t, i l d i s c o v e d r à l a l u c e i n a g o s t o …
sentireascoltare The Lights On...
Dan Deacon
Dan Deacon era un bimbo cicciottello che suonava trombone e tuba
in una banda di Long Island. Non
c h e o g g i n o n s i a b u ff o ( v i s t i g l i o c chiali che porta, però, credo se ne
assuma la responsabilità), ma nel
frattempo si è laureato al Purchase
C o l l e g e d i N e w Yo r k - u n a s p e c i e
di super-scuola d’arte - ed è stato
allievo del compositore e direttore
d’orchestra Joel Thome - fondatore
d e l l a O r c h e s t r a O f O u r Ti m e , c o n
c u i h a r i s u o n a t o Z a p p a e Va r è s e
(quest’ultimo vicino a Iannis Xenakis, riferimento che cita Deacon
in prima persona).
Il nostro si è poi trasferito a Baltimora, con la scusa di aprire un
collettivo con alcuni compagni
dell’università; il risultato è stato l’aver infilato tre pubblicazioni
da solista - composizioni elettroniche, obviously - solo nel 2003,
per la piccola Standard Oil Record s . L’ e s o r d i o , c h e r a c c o g l i e b r a n i
scritti fin dal liceo, si chiama Silly Hat Vs. Egale Hat ed esce in
aprile (6.0/10); gli segue, in maggio, Meetle Mice (6.3/10); chiude
l’annata Goose On The Loose
per comporre ci ricordano le tecn i c h e d i L a M o n t e Yo u n g e Te r r y
Riley, oltre che il frangente computer music del già citato Xenakis.
S e m b r a d i s c o r g e r e R i l e y, m e n t r e
si accarezza il pizzetto fiero del
suo A Rainbow…, nella sovrapposizione di alcune melodie tastieris t i c h e . Yo u n g , p i ù c o n c e t t u a l m e n te, emerge per la focalizzazione
sul rapporto col pubblico, come
ci conferma il successivo Green
C o b r a I s A w e s o m e Ve r s e s T h e
Sun, (Standard Oil, 2004), dove le
“sine waves” utilizzate sono messe
in lenta variazione, si “muovono”,
con lo spostamento dell’ascoltatore. (6.8/10). Ma Dan non sa cosa
gli sta per succedere…
Accade infatti che nel marzo 2004
il nostro sia a metà delle 58 date
della sua tournée in terra nordamericana, ma l’auto dell’amico musicista che lo accompagna si ferma
e “muore”. Dan, che non ha la patente, raccoglie le poche cose che
può portare con sé e prosegue il
tour a bordo di pullman (un’esperienza no limits, negli USA). È solo
e ha un sacco di tempo per pensa-
label), dove spiccano le esilaranti
O h i o e L i o n W i t h A S h a r k ’s H e a d
(6.5/10). Ma è sintomatico che sia
la chiave “live” a dispiegare il cambiamento in modo più definito.
L’ u l t i m o d i s c o d e l D a n p i ù l e g a t o a i
retaggi di studio è proprio una registrazione tratta da alcuni concerti passati (Live Recordings 2003,
Standard Oil, 2004). Dopo di che,
il suo stile concertistico si leviga in
altri due anni passati a suonare in
giro, a bordo di pullman. In questo
periodo mette a punto il suo stile in
presenza, inizia a zompettare (più
che a danzare), canta mentre trasfigura la sua voce in timbri da cartone animato o lunari, trascinando
il pubblico nel suo ondeggiamento.
Il tutto funziona. E allora nel 2006
il nuovo corso (certo non del tutto
stravolto rispetto al vecchio) inizia
u ff i c i a l m e n t e c o n l ’ E P A c o r n M a ster (Psych-O-Path).
È Dan stesso a rinfrancare le nostre impressioni. “Ho capito che la
musica elettronica era qualcosa di
esoterico e io volevo evitare di esserlo”, racconta, “volevo renderla
il più divertente possibile, senza
(6.0/10), a inizio dicembre.
Dan ne esce come un compositore
fresco, disinvolto e giovanile, quasi (a parole) anti-colto; in Meetle
Mice, per esempio, assembla una
t r a c c i a ( A e r o s m i t h P e r m a n e n t Va cation 24162-2) che comprime
t u t t o P e r m a n e n t Va c a t i o n d e g l i
Aerosmith (!) in layer stratificati. Ma la sostanza e la tecnica dei
suoi lavori, nella maggior parte
dei casi, possono essere collocate nel solco dei padri del minimalismo. Le tastiere elettroniche, i
v o c o d e r, l e s i n u s o i d i c h e D a n u s a
re. Deve, come si suole proferire,
fare di necessità virtù. Ovvero il
massimo con mezzi minimi. Un momento, ma questo è minimalismo!
Dan si trova allora a “concretizzare” giocoforza la sua idea minimalista di musica nella propria
esperienza. E, curiosamente, ciò
avvicina le sue composizioni a una
delle opzioni più massimaliste che
può scegliere la musica: il ballo.
Le prime avvisaglie si mostrano in
Tw a c k y C a t s , E P u s c i t o s e m p r e n e l
2004 per la Comfort Stand (scaricabile gratuitamente dal sito della
per questo cambiare il mio stile di
composizione” (sentite a proposito
Moses Vs. Predator). E lo fa tenendo un passo a un tempo assurdista
e umoristico, futuribile e scanzonato (6.8/10).
Ma Acorn Master è l’antipasto, che
prepara le papille a Spiderman Of
The Rings (vedere spazio recensioni), prova del nove e primo vero
caso, nel percorso di Deacon, a
non suonare né come avanguardia
sdoganata né come uno scimmiottamento dei suoi live.
sentireascoltare
Gaspare Caliri
The Lights On...
Francesco Tristano
La classica. Nel 2006 il pianista
e x t r a o r d i n a r i e F r a n c e s c o Tr i s t a n o
Schlimé (Lussemburgo, 1981) incideva su disco il Concerto in Sol
di Maurice Ravel e il Concerto Per
Piano n. 5 di Sergei Prokof’ev
(Pentatone Classics, 2006). Il suo
nome non era certo nuovo ai frequentatori abituali della classica,
d a t o c h e a s o l i v e n t i a n n i Tr i s t a no si era cimentato con successo
n e l l ’ i n t e r p r e t a z i o n e d e l l e Va r i a zioni Goldberg (Accord, 2002); a
ventuno aveva registrato con The
New Bach Players i Concerti per
Clavicembalo di Bach (Accord,
2002); e in seguito donato nuova
risonanza ad alcune pagine meno
note del repertorio di Luciano Berio (penso alle Six Encores), ché
del maestro ligure il giovane talento aveva registrato nel 2005 l’integrale per piano (Sisyphe, 2005).
Ma quel disco, oltre a contenere
l’eccellente lettura dei concerti
p e r p i a n o d i R a v e l e P r o k o f ’ e v,
era il primo in cui poter ascoltare
tre improvvisazioni composte dal
pianista e ispirate ai due concerti. Sebbene nelle note esplicative
excellence, quello portato al successo da Derrick May nel 1987,
ma non si trattava esattamente di
Strings Of Life. Perché a condurre
il ritmo incalzante, quello sì riconoscibile, era un pianoforte suonato divinamente. Da Chico, come
lo chiamano gli amici. Ad accorgersi di lui, stavolta, il pubblico
danzante a ritmo di techno e house - e i dj, che nei bag ospitavano
fieri almeno una copia di quel 12
pollici arricchito dai remix di Kiki
ed Apparat (Infinè Music, 2006)
- entrambi del giro BPitch Control,
a completo agio con la sintassi
della club culture il primo, leggermente più rispettoso della rivisitaz i o n e d i Tr i s t a n o , i l s e c o n d o .
Il jazz. Pur rivolgendo un orecchio
distratto al particolare approccio
a l l a t a s t i e r a d i Tr i s t a n o , n o n è d i f ficile realizzare di essere al cospetto anche di un pianista jazz.
“Il jazz è morto, decretava quando
avevo 12 anni, un eminente jazzista, mio vecchio maestro”, scrive
Tr i s t a n o , “ u n a f r a s e c h e d a a l l o r a
non ha fatto che ossessionarmi”.
E ancora: “Il jazz non ha mai ces-
Brown, violino e Kyle Sanna, chit a r r a ) , c h e , s t a n z i a t o a N e w Yo r k ,
accosta a quello del jazz acustico il linguaggio della World Music
(e della samba, da quando il percussionista Raimnudo Penaforte
è della partita); e, ancora, dialogando con la musica orientale
g r a z i e a l l ’ e s p e r i e n z a Tr i o l o g u e s
- un confronto con il contrabbasso
di Jean-Daniel Hégé e le percussioni giapponesi di Haruka Fujii.
Il samba, e alcune considerazioni.
L’ u l t i m o a m o r e d i C h i c o , i n o r d i ne di tempo, si chiama samba. La
collaborazione con Penaforte si fa
più salda nel progetto 2 Minds 1
Sounds: così si chiama anche il
brano conclusivo di Not For Piano
(vedi spazio recensioni), che non
è il solo dell’album a respirare gli
umori della danza brasiliana. Se
c ’ è q u a l c o s a d i c u i Tr i s t a n o n o n
difetta è di un’infinita e quasi parossistica passione per la musica,
che si estrinseca in un’indefessa
ricerca della perfezione tecnicoformale, senz’altro, ma soprattutto in un intelligente confronto con
i generi meno prossimi alla dorata
del booklet venisse precisato che,
a rigore, nessuna improvvisazione andrebbe registrata - perché
vive solo nel e del momento in cui
viene eseguita -, e sebbene l’artista non fosse certo nuovo alla
composizione, era la prima volta
c h e a c c a d e v a s u d i s c o . L’ e s i g e n te uditorio della musica classica
prendeva semplicemente atto.
La dance. Sempre nel 2006, alla
fine dell’anno, un brano si infiltrava con insistenza tra le frequenze
di certe radio. Sembrava Strings
Of Life, il brano Detroit techno par
sato di reinventarsi ed è tutt’oggi
capace di incorporare altri generi
musicali, compresi quelli che ha
contribuito a far nascere. Basterà
tutto questo a procrastinarne la
morte?”. La risposta, le risposte
a questo interrogativo stanno tutte negli innumerevoli progetti che
Chico tiene in vita sin da adoles c e n t e i n a m b i t o j a z z - i m p r o v. D a
solista, o con un’altra promessa
del pianoforte, il libanese Rami
Khalifé (nel duo Aufgang e nel collettivo dell’Aufgang Extended);
con il trio Out Of Focus (Aaron
fortezza dell’Accademia. Probabilmente una simile eventualità
non si darà mai, ma ci divertiamo
ad immaginare la reazione di un
purista della classica che ha particolarmente apprezzato l’edizione dell’integrale per piano di Berio all’ascolto di Strings Of Life.
Fosse anche solo per il piacere
procurato da un simile esperimento mentale, c’è davvero da inchinarsi di fronte ad una tale forza
della natura.
Vincenzo Santarcangelo
sentireascoltare The Lights On...
Hetero Skeleton
“Ti confido un segreto: noi in real tà non sappiamo suonare. Per cui
la parola migliore per definire la
nostra musica è ‘improvvisazione’.
Suoniamo e basta. Nessuna prova,
nessuna second take, tutto succede
una sola volta!”
La maniera ironica, sincera (?!),
diretta e spiazzante con la quale il
batterista Petri Pirtilä mi descrive
la musica dei “suoi” Hetero Skele ton è perfettamente in sintonia con
lo stile della band, quasi a voler
sottolineare un’identità che è allo
stesso tempo personale e musicale.
La “simpatica violenza” con la qua le questi cinque finlandesi irrompo no sulla scena musicale grazie ad
un contratto con una label di tutto
rispetto come la Load, è più diretta
di un cazzotto in faccia, zappiana mente ironica nella sua estrema essenzialità libertaria. Questa specie
di circo rumorista, messo in piedi
nel 2003 dagli stessi attuali compo nenti, nasce dall’ascolto di Live-NY
1980 dei Blue Humans (trio fondato dal chitarrista sperimentale Rudolph Grey, insieme al sassofonista
Arthur Doyle e al batterista Beaver
Harris: “da qualche cosa bisogna
pur cominciare ed era esattamente
quello che volevo suonare, ma naturalmente è venuto fuori qualcosa
di totalmente diverso, alla fine”.
Qualcosa di così diverso da poter
essere paragonato soltanto alle
espressioni più estreme dell’ attuale
panorama musicale. Tre riferimenti
su tutti ci sono subito saltati alla
mente: gli esperimenti post-grind
di John Zorn, il free-jazz-core dei
Flying Luttenbachers e il noise
senza limiti dei Wolf Eyes. Il batterista degli Hetero Skeleton è d’ac -
10 sentireascoltare
cordo solo per metà con la mia os servazione (“i Flying Luttenbachers
e Zorn hanno un approccio troppo
tecnico, mentre ai Wolf Eyes manca
la parte divertente”) e preferisce rilanciare facendomi il suo elenco di
nomi-ispirazione: Boredoms, Peter
Brotzmann, Lighting Bolt, Borbetomagus, Butthole Surfers (il
nome della band prende spunto dal
titolo di un brano di questi ultimi).
Potremmo essere d’accordo con lui
al 100 percento se non fosse che il
risultato di queste influenze si perde totalmente nel magma rumorista
che mettono in scena: grindcore,
noise, industrial fusi insieme con
un’attitudine più punk del punk e
un’estetica più attenta a colpire che
a presentarsi accettabile. Prima di
fare il grande passo alla Load, che
si può ritenere la prima label a tutti
gli effetti per gli Hetero Skeleton,
la band aveva all’attivo solo regi strazioni su cassetta e qualche cdr
autoprodotto distribuito in un centi naio di copie, tra i quali spicca Deep
Inside Hetero Skeleon (2004): un
free jazz (molto free e poco jazz)
dal sapore garage-noise, in cui la
Lighting Bolt e USA Is A Monster) è
stata la cosiddetta manna dal cielo:
“Un amico di Arttu (Partinen, secondo batterista della band ) conosceva Mr. Load e gli ha fatto avere
un nostro cdr. Lui ci ha contattati
e ci ha offeto puttane, cocaina e
un contratto discografico. Abbiamo
scelto solo il contratto perchè sia mo finlandesi e non usiamo droghe
e donne”, continua scherzosamente Petri. È così che nasce En La
Sombra Del Pajaro Velluto (PDF
#30), che già dal titolo (“all’ombra
dell’uccello peloso”) e dalla co pertina (un collage di foto su uno
sfondo verde pisello, che sembra
la versione divertente di Reek Of
Putrefaction dei Carcass) la dice
già lunga sull’ironia dissacrante
di Janne Martinkauppi (sax, voci,
electronics), Juho Pätäri (chitarra,
“l’unico tra noi che sa suonare un
po’, ma è anche bravo a bluffare ”)
Sami Pekkola (sax tenore, chitar ra) Arttu Partinen (batteria, voci,
electronics) e Petri Pirtilä (batteria,
voci, electronics). Musicalmente, è
l’apoteosi del freak-jazz-noise, ma
sarebbe alquanto riduttivo definire
fa da padrone il sax lamentoso e
persistente di Sami Pekkola. Oltre
alle irreperibili prove discografi che, la loro breve carriera ha dato
vita anche a una miriade di progetti
paralleli altrettanto (se non di più)
sconosciuti (Mohel, Killer Mchann,
Hinageshi Bondage, Amon Dude,
Inbred Retards, Taco Bells, Avarus). Insomma, una visibilità veramente scarsa, senza contare che la
Finlandia non è proprio la capitale
del noise! L’incontro con i tipi del l’etichetta di Providence (tra le sue
fila gente come OvO, i loro amati
così un sound che aspira a schiantarsi pesantemente sui timpani del l’inconsapevole ascoltatore già dai
primi cinque secondi di musica.
Nessun tipo di compromesso, nessuna tregua.
Per molti (tra quelli che avranno
il coraggio di ascoltarli) saranno
semplicemente dei pazzi. Qualcuno
li considererà geniali. Chi non cer ca il compromesso, del resto, non
si aspetta certo giudizi moderati.
Loro dei giudizi sembrano fregarsene altamente.
Daniele Follero
The Lights On...
Monta
È i l t e d e s c o To b i a s K h u n l ’ i n v i s i b i le alchimista pop che già da quattro anni si cimenta in solitaria sotto
l a s i g l a M o n t a . U n n o m e b u ff o , m a
gli alchimisti si sa, son fatti così:
stravaganti. Come stravagante è il
loro procedere sintetico. Prendono,
studiano, soppesano e infine amal-
suoi connazionali indietronici, ma
l’assenza di quei fondali più nettamente elettronici lo rende semplicemente pop.
Dopo esser stato voce e chitarre dei misconosciuti Miles, Khun
ha esordito come Monta con l’EP
Always Altamont (Rewika, 2003).
bito la sua eccelsa sensibilità pop.
Addirittura ci fu anche chi non si attardò a definire Monta come i Coldplay tedeschi. Paragone che ci
può stare soltanto se si spoglia la
band di Chris Martin di tutto quel
manierismo commerciale. Infatti il
primo singolo estratto, I’m Sorry,
gamano. A volte con risultati disastrosi. Altre con esiti stupefacenti.
A quest’ultima categoria corrisponde la Grande Opera pop conseguita
dal Nostro. Quel giusto dosare delicatamente componenti antinomici
ha finito per premiare quel duro
lavoro, portando alla luce un raffinato condensato indie-pop che,
come la pietra filosofale, trasforma
ogni cosa in pura emozione. Al suo
interno troviamo dispiegate sottili
trame cantautoriali che scaldano,
solari melodie che si conficcano in
testa inesorabilmente, timidi orpelli
elettronici di una morbidezza unica e nostalgiche derive vocali mai
troppo cupe, il tutto condensato
originalmente tramite un profondo
lavoro di ricerca sonora. Sì, forse
è proprio tale precisione stilistica il
tratto più caratteristico di Khun, che
fa si che facili smancerie non prendano mai il sopravvento. Ce lo possiamo immaginare preso anima e
corpo intento a versare e mischiare
parsimoniosamente elementi eterogenei in un’ampolla gorgogliante, le
cui essenze profumano sia dei più
titolati britannici aromi pop, sia di
quelli derivanti dalle fonderie indierock statunitensi di più bassa lega.
Il loro punto di contatto risiede proprio nella pacata formula musicale
di questo teutonico dal cuore pop.
Che per sensibilità romantica potrebbe anche essere accostato ai
In queste cinque canzoni che lo
compongono sono già evidenti i
tratti contraddistintivi della sua
proposta. Is It Over e Sailor Needs
T h e Wi n d r a p p r e s e n t a n o l e c a n z o n i
che mancavano negli ultimi album
pubblicati dal compianto Elliott
Smith. È la loro ricercata semplicità che più colpisce positivamente:
quell’arrangiare che non appesantisce dove ogni elemento sembra
trovare la propria giusta collocazione. Ovviamente molto in questo EP
è lungi dall’esser definito perfetto.
Anche se le canzoni sono soltanto
cinque nel complesso il lavoro risulta troppo eterogeneo: si passa
dai succitati episodi che rappresentano un ideale incontro fra i
Beatles e quel folk cantautoriale
indipendente, alle più ovvie somiglianze con i connazionali Notwist,
fino a certe digressioni sperimentali di puro stampo dEUS. Manca
ancora una presa di coscienza su
quale strada intraprendere, ma una
cosa risulta evidente fin da subito:
il sublime gusto di Khun nel trovare
nostalgiche melodie senza tempo.
(6.3/10)
Un anno più tardi, armato sempre e
soltanto di pochi strumenti di base,
m a c o n u n g u s t o r a ff i n a t o p e r g l i
arrangiamenti, Khun se ne esce
con il suo album d’esordio: Where
Circles Begin (Rewika, 2004). La
critica più attenta colse fin da su-
riesce a risultare simultaneamente
tanto orecchiabile e incisivo quanto ricercato e misterioso nella sua
sempre nuova epifania, che non si
smetterebbe mai di ascoltarlo. Proprio questa immediatezza non troppo invasiva, figlia appunto di una
certosino lavoro di ricerca sonora,
rende la musica di Monta in bilico
perfetto tra leggerezza e profondità, tra lo sbiadito e il colorato, tra
l’evidente e l’imperscrutabile, tra il
solare e il nostalgico. Una perfetta risultante di elementi eterogenei
fusi insieme come soltanto un vero
alchimista potrebbe fare. Le assonanze più evidenti sono ora quelle
più propriamente pop, nobili e non,
a ff i a n c a t e p e r ò d a u n a p i ù l e g g e r a
attitudine indie-rock che oscilla tra
gli Sparklehorse più intimi e i Deat h C a b F o r C u t i e . T h e Aw a k e n i n g
riesce addirittura a evocare i Radiohead di The Bends. Il disco fila
via leggero non senza però alcune
cadute di tono. (6.7/10)
Cadute di tono che invece non si
registrano nel suo ultimo lavoro
The Brilliant Masses (recensione
s u l P D F # 3 0 ) . L’ a l b u m c h e c o n s a cra definitivamente come riuscito il
percorso alchemico di Monta. Il suo
pop è come un Elisir di lunga vita:
una volta assimilato trasforma tutto in quelle Masse brillanti evocate
nel titolo del suo ultimo disco.
Andrea Provinciali
s e n t i r e a s c o l t a r e 11
Battles
NOT FIGHT, JUST HARD TALKIN’
di Edoardo Bridda
Rapido Rewind negl i a n n i N o v a n t a . Q u e l l i d e l m a t h r o c k , m o s t r o s e n z a t e s t a u s c i t o
ting con Ian Williams a t t r a v e r s o r i f f s e r r a t i e s f i l a c c i a m e n t i . D o n C a b a l l e r o e S t o r m
2000 allo scoccare d e i q u a l i l ’ i n d i e b o y l a s c i a b a r a c c a e b u r a t t i n i p e r r i p e n s a r s i e
vare se stesso, ugua l e e d i v e r s o , a s s i e m e a Ty o n d a i B r a x t o n e d u e f e d e l i s s i m i c o n
session, è arrivato a M i r r o r e d . N o n s o l o u n d e b u t t o . P i u t t o s t o u n o d i q u e g l i a l b u m
Le re inventano, prop r i o c o m e i To r t o i s e
M a t e m a t i c o ? Te o r i c o ? S e g u a c e d i
Robert Fripp? Macché, nell’intervista a noi concessa via doppino,
Ian Williams, pezzo da novanta
del math-rock, ex punta di diamante dei Don Caballero e degli Storm
& Stress, ci riassume la sua carriera come un endless “tapping”.
F a i u n r i ff , l o m e t t i i n l o o p e p o i u n
altro. E così via, ricorsivamente.
Tr o p p o m o d e s t o . Q u e l l o è i l m e t o do non la sostanza. La sostanza è
il linguaggio. Un idioma maturato
in seno all’hard rock senza bacino (ma braccia) dei Don Caballero
che ha trovato un momento disossato nel progetto parallelo Storm
& Stress, per poi sublimarsi nelle
placente cartilaginose di American Don. Con quest’ultimo - definitivo - sforzo ci troviamo nel 2000
a tre zeri con un album-ponte per
le sperimentazioni a venire, il punto focale delle rifrazioni del dopo,
l’addio di Williams al gruppo che lo
ha reso famoso e assieme un corpus di regole e costrutti predisposti
a un dialogo possibile con il mond o . L’ a l b u m - c h e v e d e p r o t a g o n i s t i
tre quarti degli Storm & Stress e il
sodale Damon Che alla batteria è l’ultima spiaggia del rock di fine
secolo, ma anche linea di confine
con il feudo King Crimson, un origami lontano dalle dialettiche hardcore dimesse (ma ringhiose) dei
Rodan, dagli squali di quel giugno
del ’44, e i frangiflutti oceanici dei
Dirty Three. American Don dunque
come esperanto del post-rock, l’oltre math perché musica per sinapsi
12 sentireascoltare
che friggono, muscoli addomesticati alla circolarità, il minimalismo
c h e s i f a a ff a r e l o g o r r o i c o , e p p u r e
esperimento a rischio, prog in deriva che si prepara all’archivio e
non all’acquisizione orale.
“A quel tempo provavamo a veder e f i n o a d o v e p o t e v a m o s p i n g e rci con una mentalità e strumenti
rockisti”, ammette Williams, “ora
quest’approccio mi sembra limitante”. Così, al voltar del secolo, il chitarrista abbandona sia il
gruppo madre sia il progetto collaterale nato con l’amico Kevin
Shea. “Motivi artistici, non person a l i ” a ff e r m a , b i a s c i c a n d o u n f a r e
da nineties, tra pause, sbadigli e
q u a l c h e f r a s e b u t t a t a l ì a m o ’ d i r i ff
v e r b a l e . Tu t t a v i a n o n d e v e e s s e r e
stato facile trovarsi per strada alla
ricerca di un lavoro qualunque per
sostentarsi. Poco dopo, Williams
lo stralunato rimette la catena apposto, s’inventa un job come video
editor e chiama un po’ di gente per
suonare, non sbarbi qualunque,
tipi con esperienza di verbi vicini
e l o n t a n i . C o n o s c e Ty o n d a i B r a xton - figlio d’arte (indovinate di
chi..) - uno che come lui va matto
per loop ed echoplex, uno animato dalla sua stessa propensione
in devoluzione nei confronti delle
strofe e dei ritornelli, nonché l’uomo delle electronics (“un aspetto
importante che la mia esperienza
nel campo del video ha contribuito
a far crescere”, ammette). Poi, in
traiettoria capita il chitarrista John
S t a n i e r , g i à H e l m e t e To m a h a w k
d a l l a b i l e d e g l i S l i n t . P o i f oo & S t r e s s . F i n o a l l a s v o l t a dei
r i c o m i n c i a r e . F i n i r à p e r r i tro i quali, dopo tre anni di live e
c h e c a m b i a n o l e p r o s p e t t i ve.
(quelli del Mike Patton e Denison),
batterista tosto abbastanza da non
far rimpiangere la fisicità di Damon
Che. Infine il tessitore/uomo sponda, ovvero Dave Konopka, anche
lui figlio di altre lupe (alle spalle
i Ly n x , g r u p p o p e r c e r t i v e r s i v i c i no ai Don Caballero), una bassista
e assieme buona seconda chitarra di ricamo a bordocampo. Sono
nati i Battles, un ensemble di hard
talkin’ estemporaneo alla ricerca di
slang. Ma quali? “Non avevo idea
di cosa sarebbe successo, doveva
essere nuovo ma non sapevo quale
direzione avrebbe preso il sound”.
Ian non è uno di molte parole, getta i ragazzi in pasto alla sala prove
senza… “beh, senza nessun discorso, a dire il vero”. Comprensibile in loro un certo spaesamento.
D’altro canto, si trovano di fronte
il contorno di un trentenne disposto a cambiare senza rinnegare il
passato, pronto a mettersi in gioco
con una mentalità diversa, magari
dandola vinta al sound aperto dei
To r t o i s e d i M i l l i o n s N o w L i v i n g ( e
del disco di remix Rhythms, Resolutions & Clusters) e rinnegando,
senza patemi, il pensiero da “programmatore di sistemi rock” à la
What Burn Never Returns.
D a l ì a n c h e l a s c e l t a d i Ty o n d a i ,
John e Dave, ragazzi provenienti
da background diversi, tutt’altro
che kid adulanti cresciuti a pane
e S l i n t . “ Av e v o i n m e n t e t a n t e
idee assurde”, dichiara ridendo
Williams, “tuttavia in poco tempo
siamo arrivati a una session be-
nedetta dove registrammo l’intero
materiale che è stato pubblicato,
tra il 2004 e il 2005, nei tre EP a
firma Battles” (verranno raccolti,
un anno dopo, in un doppio CD
d a l l a l a b e l Wa r p ) . Tu t t o i n u n ’ u n i ca session, mica male per uno che
non sapeva dove battere la testa.
E poi via con i live, in presa diretta come in studio, come accade
nei nove minuti di SZ2 (B EP, Dim
Mak): un rilascio nervoso/dimesso à la Storm & Stress che trova
prima una chitarra hardcore in avvicinamento perimetrico, poi reiterazioni minimaliste in costante
stuzzico al ringhiare della seconda
sei corde. I Battles costruiscono
bio-meccaniche i cui ingranaggi
vengono sostituiti e riassemblati
in streaming, in libertà. La calcolatrice non viene rinnegata, ma in
campo ci sono almeno un paio di
antidoti: piccoli esperimenti da un
minuto dove c’è giusto l’idea di un
mood, un giro di orologio da polso,
e l’uso dell’elettronica, sicuramente il più valido rimedio ai possibili vicoli ciechi di American Don.
Non occorre un genio per capire
c h e è Ty o n d a i B r a x t o n i l c o n t r a l t a re del chitarrista dinoccolato, del
r e s t o i l b u o n e s o r d i o T h e Vi o l e n t
Light Through Fall del 2002 - tra
esperimenti free, reverse, rhythms
electro ma anche post-rock, psych
e melodia… - e la collaborazione
c o n i P a r t s & L a b o u r, g i à e v i d e n ziavano l’estro e soprattutto la vers a t i l i t à d e l p e r s o n a g g i o . L’ e s e m p i o
più significativo tra queste prime
session è sicuramente Bttls (B
EP): dialogo tra colpi sordi di jack
s t i l e M i k a Va i n i o e c a l i b r a t i b r u l i chii di distorsori. “Abbiamo iniziato
a suonare assieme perché eravam o c i a s c u n o f a n d e l l ’ a l t r o . Ty o n d a i
era a tutti i miei concerti in solo e
v i c e v e r s a ! ” , a ff e r m a W i l l i a m s . A s sieme i due rappresentano la componente più inventiva del combo,
con Stainer e Konopka a giocare
in struttura (o di sponda). Un ruolo
non facile per quest’ultimi: “ci trov a v a m o i n q u e s t o s p l a t t e r- p a i n t a r t
project il cui unico punto acquisito
era non ripetere i Don Caballero e
come se non bastasse Williams se
ne veniva fuori con quelle idee folli
come il coro femminile, le musiche
stile Ligeti di Odissea nello Spaz i o e c c . ” , a ff e r m a n o r e c e n t e m e n t e
i due nella rivista “Xlr8r”. Fortunatamente, non prendono posizioni in opposizione, fortificando il
quadrilatero invece di minarlo alla
base, un connubio che nel frattempo pare mancare ai progetti dell’ex
compagno di Williams negli Storm
& S t e s s , K e v i n S h e a , i n d a ff a r a t o i n
una decina di progetti, anch’essi
f r e e ( t r a c u i i l b u o n Ta l i b a m ! ) m a
dal futuro decisamente più precario.
Del resto, i Battles potendo contare su una strumentazione waverock (macchine e strumenti) e su
un incrocio di sonorità “white” e
“black”, tra intrecci puliti di corde e ritmi caldi (e persino caraibici), diventano presto un gioco sul
quale scommettere tutte le fiches.
Dance (B EP), ad esempio, dà segnali importanti: un quasi funk inedito per l’ex Storm & Stress, inoltre
electronics, voce encodata, battito
serrato e chitarre in contrappunt o ( e l o o p ) . A n c o r a m e g l i o f a Tr a s
( Tr a s E P , C o l d S w e a t , 2 0 0 4 ) , a l t r o
funkaccio deciso (e liquori mellow
e l e t t r o n i c i ) . L’ a ff a r e , d u n q u e , è a
quattro. Quattro cavalli di razza
che fanno quasi rock, anzi “rock
senza avere un cantante” (come
dichiarerà Braxton più in là), ed
è in quest’ottica del “quasi” che il
tastierista ama descrivere l’open
band: quasi qualcosa - o se preferite metà qualcos’altro. Eppure,
p u r f i g l i o d i u n f r e e j a z z e r, è a n cora lui a optare per le strutturare
attraverso mood o temi conduttori.
Braxton versus Williams. Realismo
fotografico versus pittura astratta.
Altra dinamica vincente e bomba
ad orologeria micidiale piazzata su
B + T ( C E P , M o n i t o r, 2 0 0 4 ) , f a v i l l e
t o r t o i s i a n e e m o v e n z e Te a t r o N o ,
gioia dei fan che crescono ben al
di là dei confini della Grande Mela,
act dopo act.
Siamo arrivati in corsa fin qui, al
presente, lasciandoci trasportare
dall’urgenza di raccontarvi la genesi di un esordio che si farà ricordare a lungo. Il 18 maggio esce
Mirrored (vedere spazio recensioni), un album figlio di session
densissime fatto di corsi e ricorsi,
mood pop e scenografie ad ampio
spettro. Neo-Prog? Post-Rock Rev i v a l ? Tr o p p o p o c o : i B a t t l e s s o n o
i To r t o i s e d e i 2 0 0 0 .
s e n t i r e a s c o l t a r e 13
Hometapes
ordinaria autonomia
di Daniele Follero
Due coniugi, ex compagni di studi alla facoltà di architettura uniti dalla passione per il design e la musica a 360 gradi. Una vita insieme cominciata suonando
hardcore nella loro città natale, Savannah, in Georgia,
fino a decidere di fondare un’etichetta per provare a
vivere con la musica, ma senza riuscirci
appieno, almeno finora.
Storie di ordinaria autogestione.
I racconti di Adam e Sara Padgett riflettono l’essenza della musica indipendente con la
I maiuscola, basata più su forti
legami di amicizia e fiducia reciproca che su ferree regole di
mercato. La Hometapes nasce
sulla base di queste premesse,
agli albori del nuovo millennio,
come una scommessa, quella più
difficile: fare e produrre musica
senza compromessi. Ma Hometapes non fa rima solo con musica.
L’ a r t e v i s i v a è u n a l t r o e l e m e n to fondamentale della concezione estetica della giovane label
americana, da poco migrata dalla caotica Florida alle tranquille
montagne del Colorado. La cura
del packaging e la promozione
di artisti figurativi è un elemento imprescindibile dell’approccio
“aperto” e all-inclusive di Adam
e Sara. Una filosofia produttiva
che non mira alla “grande uscita”, ma che, al contrario, ci tiene
a costruire un catalogo coerente, che metta al centro la label
in quanto luogo di mediazione
Quando è nata Hometapes e
come?
L’ e t i c h e t t a è n a t a u f f i c i a l m e n t e
nel 2003, quando abbiamo prod o t t o i l c d d i P a u l D u n c a n , To
An Ambient Hollywood, e il 12”
di Shedding, Now I’m Shedding,
ma siamo stati un’entità creativa
in attività già prima di quell’anno. Attorno al 2000 abbiamo infatti cominciato a produrre CD-R
in edizione limitata con packaging fatti a mano che vendevamo
“on the road” quando eravamo in
tour con la nostra vecchia band
h a r d c o r e , To D r e a m O f A u t u m n .
Quando il gruppo si è sciolto,
nel 2001, abbiamo continuato
a lavorare su piccole release.
Adam suonava musica con amici (in particolare Roberto Lange
e Paul Duncan) e noi, in queste
occasioni vendevamo i cd delle
loro registrazioni più recenti con
un banchetto del merchandising.
È stato quando abbiamo ascoltato la musica di Paul Duncan
e successivamente di Shedding
che abbiamo deciso di azzardare
di confezionare i dischi in quan-
tle Rock, AR, facendoci la nostra
fanzine e andando in giro in tour
p e r q u a t t r o a n n i c o n To D r e a m
Of Autumn. Abbiamo studiato entrambi architettura, sound e fotografia a Savannah e ci siamo
poi spostati per qualche anno
a Miami dove abbiamo vissuto
tra amici (tra cui la band Feathers), nuovi lavori per campare
e un’etichetta discografica che
cominciava a crescere.
e incontro tra artisti e produttori. Un laboratorio fatto in casa,
dove star system e marketing
sono solo parole vuote e dove
contano la fantasia, il coraggio
e la voglia di essere disposti a
sgobbare mattina e sera per realizzare il proprio obiettivo: l’autonomia. La consapevolezza di
ciò è chiara nelle parole di Adam e
Sara, disponibili e contenti di raccontarci la storia della loro creatura, tra difficoltà quotidiane, vecchi e nuovi amici e un futuro che
si prospetta più intenso che mai.
tità maggiore, cercando di mantenere e accrescere la nostra attenzione per le arti visive e per
la magia del packaging in sé.
livello molto sincero e personale. I nostri primi dischi erano
home-tapes nel senso letterale
del termine: erano scritti e registrati in studi fatti in casa da
Paul (Duncan) e Connor (Bell,
aka Shedding). Il resto lo abbiamo fatto con le nostre mani nell’appartamento che avevamo a
Savannah. Da allora, la musica
e il lavoro grafico sono stati realizzati in modi e luoghi diversi,
ma, alla fine della giornata, tutto torna alla missione personale
di ognuno di noi di creare qual-
14 sentireascoltare
Chi ha fondato la label?
Noi due, cioè Adam Heathcott e
Sara Padgett. Stiamo insieme da
quindici anni e abbiamo da poco
festeggiato i nostri primi dieci
anni di matrimonio. La nostra
relazione creativa è cominciata
immediatamente (già dal liceo),
quando abbiamo iniziato scritturando band da far suonare a Lit-
Perché avete scelto il nome Hometapes? Si riferisce a un’idea
precisa di fare musica?
Il nome Hometapes ce lo ha suggerito il nostro amico Adam Wills (Adam suona spesso con gli
Essentialist di Rhys Chatham e
con i Bear In Heaven, che hanno
appena firmato per noi), in uno
studio di registrazione a Savannah. Stavamo lavorando a uno
dei nostri primi CD-R e avevamo
bisogno di un nome. Ci piacque
il suono di quella parola, che richiama un’attitudine direttamente relazionata al modo in cui noi
e i nostri artisti lavoriamo: a un
Qual è stata l’idea principale
che vi ha spinti a fondare una
label?
Semplice: noi e i nostri amici
stavamo facendo musica e arte
e volevamo condividerle con il
resto del mondo.
Il vostro approccio alla musica
attraversa rock progressive,
improvvisazione e musica elettronica. Qual è il legame che
avete con queste musiche?
Pensiamo che la nostra musica
includa un po’ tutto. Essenzialmente tiriamo fuori la musica
che più ci piace, fatta dalla gente che ci piace. Prog, improv ed
elettronica sono generi che ci
appartengono, eccome. Ma adoriamo anche il metal, l’hip hop,
i field recordings, il country e il
buon vecchio rock’n’roll!
Come mai vi siete spostati dalla Florida al Colorado? È cambiato qualcosa per il vostro
lavoro a seguito di questo trasferimento?
Il motivo è stato il lavoro di
Adam da Crispin Porter + Bogusky (un’agenzia di design):
quando annunciarono che avrebbero aperto un nuovo ufficio a
B o u l d e r, n e l C o l o r a d o , A d a m f u
il primo a farsi avanti. Siamo
stati a Miami per due caotici e
impegnatissimi anni e ci cominciava a mancare qualcosa che
avevamo amato di Savannah e
della nostra città natale, Little
Rock, in Arkansas. La vita a Miami si è rivelata molto costosa e
a volte imprevedibile (abbiamo
vissuto due stagioni di uragani,
affrontando settimane d’inferno
durante le quali è stato anche
danneggiato il nostro ufficio).
Ci abbiamo pensato molto prima
di andarcene, ma la prospettiva delle montagne e di città più
vive musicalmente come Denv e r e B o u l d e r, c i h a i n f u s o e n tusiasmo e speranza… e non ne
siamo ancora rimasti delusi! Ci
piace molto vivere in Colorado e
qui Sara può dedicarsi a tempo
pieno a Hometapes. Questo ha
fatto un’enorme differenza.
Vi siete dati un obiettivo preciso? Quali sono le maggiori
difficoltà che avete incontrato
ad essere un’etichetta indipendente negli U.S.A.?
Quando è nata Hometapes ci siamo dati delle regole tutte nostre.
Abbiamo deciso che avremmo
avuto un artista figurativo per
ogni nostra uscita discografica,
da promuovere insieme ai nostri
musicisti, e che non avremmo
mai prodotto un disco in un cofanetto per i gioielli. Inoltre, stabilimmo che ogni cosa, dai noiosi comunicati al sito internet, li
avremmo fatti da noi: Hometapes, Adam e Sara. Siamo perfezionisti e pieni di idee e gran
parte della nostra ispirazione
non viene dalla scena musicale.
Amiamo il design (architettura,
tipografia) e questa devozione
ha migliorato la qualità di tutto
ciò che facciamo.
E così, conseguentemente a questa storia di devozione-fino-allapazzia, ci inseriamo nella scena
indie americana con un livello di
idealismo che spesso passa sotto silenzio, inosservato. Le lente vendite, la mancanza di cover
per certo materiale dedicato alla
stampa e la capricciosa macchina del mercato, possono distruggerti dall’interno. C’è invece una
formula magica per un successo
sostenibile e noi lavoriamo giorno per giorno con i nostri artisti
per raggiungere questo punto.
C’è stato qualcuno che vi ha
aiutato ad avviare il vostro
progetto?
Non abbiamo avuto una guida su
come fare le cose, se è questo
che intendi: abbiamo fatto tutto
da soli per molto tempo e pian
piano abbiamo trovato il nostro
modo personale di diventare
una “vera label”, senza delusioni e attacchi di cuore. Ci rendemmo subito conto che, per i
nostri ideali poco contrattabili,
per il fatto che fossimo gli unici ad aver investito nella label,
ma anche a causa di una posizione geografica un po’ dislocata, avremmo dovuto faticare per
guadagnarci il pane.
Lavoriamo duro per far conoscere Hometapes il più possibile e
ci rendiamo conto che la nostra
fatica sta dando i suoi frutti. La
gente ci conosce non per qualche “grande uscita” (in realtà
non ne abbiamo mai avuto una
che si potesse ritenere tale) ma
per il catalogo, che abbiamo curato con cura meticolosa.
Pattern Is Movement
cosa di importante da ascoltare,
maneggiare e guardare. La label
funziona un po’ come una famiglia, in questo senso.
s e n t i r e a s c o l t a r e 15
Qual è il rapporto con le band
della vostra etichetta? Come
lavorate con loro?
Abbiamo rapporti molto stretti
con tutte le band della Hometapes. Siamo tutti amici, in primo
luogo. Seguiamo questo impegno attraverso una comunicazione costante, via mail, telefono
o messaggi istantanei. Ci sono
giorni in cui parliamo con tutti!
Lasciamo che siano i gruppi a
dettarci le schede per presentare le loro nuove uscite. La nostra
priorità è il loro successo creativo (e, di conseguenza, il nostro)
e non vogliamo in nessun modo
forzare questo processo.
Siete distribuiti solo negli
U.S.A. o anche in Europa? Di
fatto non in Italia…
Alla fine del 2005 Hometapes ha
cominciato ad uscire dagli States attraverso una compagnia
britannica chiamata Forte. Loro
hanno lavorato per distribuire i
nostri dischi in tutta Europa e
ci piace lavorare con loro mentre crescono e si stabilizzano
come realtà. Stiamo provando
ad espanderci in Europa anche
con il nostro roster: l’estate
scorsa abbiamo scritturato gli
Slaraffenland, una band danese. Il loro nuovo album, Private
Cinema, uscirà in Scandinavia
e molti altri paesi europei per
la danese Rumraket, gestita da
Rasmus Stolberg degli Efterklang. Speriamo che questo aiuti
la gente a familiarizzare con Hometapes: il nostro scopo ultimo
è diventare un’etichetta a livello mondiale! (immagino la risata
dall’altra parte dello schermo)…
A proposito, conosci qualcuno
che distribuirebbe i nostri dischi
in Italia?
Come è nata l’idea della collaborazione tra l’ingegnere del
suono Scott Solter e Pattern Is
Movement?
La relazione tra Pattern Is Movement e Scott Solter ha preso il via quando si sono spostati
insieme a San Francisco per registrare il secondo album della
band, Stowaway, nell’allora stu-
16 s e n t i r e a s c o l t a r e
d i o d i S c o t t , i l T i n y Te l e p h o n e . L a
loro amicizia e collaborazione si
è intensificata durante l’arco del
l a v o r o p e r i l d i s c o . L’ i d e a d i C a nonic, il remix dell’intero album,
è venuta di conseguenza.
Per continuare questa collaborazione Pattern Is Movement
hanno cominciato questa estate
a registrare il loro terzo album
con Scott nei suoi nuovi studi
nel North Carolina. A questo lavoro seguirà un breve tour per il
quale Scott si unirà a loro. Praticamente è diventato un membro
non ufficiale della band, a questo punto.
C’è qualche label che rappresenta per voi un esempio, un
marchio? E perché?
La Rune Grammofon, in particolare per il loro impegno, per parte di Kim Hiorthøy di dare una
rappresentazione visiva alla musica che producono, e per il loro
modo di creare musica innovativ a d a t u t t i i g e n e r i . E l a To u c h
& Go: hanno dato prova del fatto
che non bisogna avere contratti
per avere successo (un litigio in
25 anni è un record divertente)
e che non è per niente necessario fissarsi su un solo genere
musicale.
Ci sono molte label che si considerano indipendenti, ma che
di fatto lavorano e si comportano, nei confronti del mercat o m u s i c a l e , c o m e d e l l e m a j o r.
Cosa ne pensate e cosa pensate sia la musica indipendente
oggi, nel 2007?
Non siamo proprio sicuri che
esista ancora una musica indie,
come non siamo sicuri che sia importante essere indipendenti, anche se è precisamente la nostra
condizione. È interessante vedere
quegli enormi mostri giganti che
s o n o l e m a j o r, l o t t a r e p e r q u a l c h e
dollaro e fallire miseramente.
Essere piccoli e agili ci dà senso. Se qualcosa in cui siamo impegnati diventa enorme ben venga, perché sappiamo che il nostro
piccolo impero è costruito su solide relazioni umane e non su legislatori e burocrazia.
Progetti per il futuro?
Il 2007 sta diventando impegnativo! Sarà di certo l’anno più
grande per Hometapes, con 6
cd e alcuni 7” ed Ep in cantiere, tra cui i nuovi album di Paul
Duncan, Slaraffenland (maggio),
Carribean (settembre) e infine
Brad Laner e Bear In Heaven
che pubblicheremo in autunno.
Pensate che internet stia cambiando la musica stessa o ne
stia solo modificando il business?
Internet sta cambiando l’esperienza della musica, il suo
sound, la storia del packaging
che accompagna i dischi, la disponibilità di usufruire della musica e molte altre cose. Questo
influisce senz’altro anche nel
business: ciò che prima era una
macchina da marketing costruita
su più dimensioni (con gli occhi
puntati su negozi, radio, esecuzioni live e altre esperienze analoghe) si è trasformato in una
realtà in costante movimento,
ma che vive in un eterno presente, il regno a due dimensioni dell o s c h e r m o d i u n c o m p u t e r.
Questo cambiamento ci entusiasma, perché ne siamo coinvolti
in prima persona, anche se non
siamo ancora capaci di prevedere in che direzione stia andando.
UN OCCHIO AL CATALOGO
Feathers - Absolute Noon (Hometapes, 2005)
Synchromy (Hometapes, 17 ottobre 2006)
S t r a n o e s o r d i o q u e l l o d i q u e s t o t r i o d i M i a m i c h e , i n v e c e d i c o m i n c i a r e l a s u a car r i e r a d i s c o g r a f i c a c o n u n a l b u m , p r e f e r i s c e e s o r d i r e c o n u n a t r i l o g i a d i E P g i unta,
p e r o r a , a l s e c o n d o c a p i t o l o . C h i p e n s a c h e i l r o c k o r c h e s t r a l e a b b i a e s a u r i t o l a sua
f o r z a e s p r e s s i v a t r e n t ’ a n n i f a d o v r à p r o b a b i l m e n t e r i c r e d e r s i a s c o l t a n d o A b s olute
N o o n: u n o m a g g i o a b a n d c o m e C a m e l e C a r a v a n , f i l t r a t e a t t r a v e r s o t u t t a l a t radi z i o n e d e l p r o g r e s si v e , d a g l i Ye s a i K i n g C r i m s o n. (7 . 3 / 1 0 )
D i v e r s a l ’ i m p o s t a z i o n e d e l s e c o n d o c a p i t o l o d e l l a t r i l o g i a , S y nchromy, che pur mantenendo una struttura orchestrale “progress i v a ” d i a m p i o r e s p i r o , d a l g u s t o d i ff e r e n t e m e n t e o l d - s t y l e r i s p e t t o
a l l a v o r o p r e c e d e n t e , a ff o n d a l e s u e r a d i c i n e l j a z z - r o c k ( M i n t
C a i r o ) , n e l l ’ e l e t t r o n i c a p o s t - K r a f t w e r k ( To n e P o e m ) e n e l l a p s i c h e d e l i c a s i x t i e s ( S k a r a B r a i n ) . (7 . 3 / 1 0 )
S h e d d i n g - W h a t G o d D o e s n ’ t B l e s s , Yo u W o n ’ t L o v e ; W h a t Yo u D o n ’ t
Love, The Child Won’t Know (Hometapes, 14 novembre 2006)
L’ a m o r e d i C o n n o r B e l l a k a S h e d d i n g p e r l a m u s i c a d i E r i c D o l p h y s t a a l l a base
d e l s u o s e c o n d o a l b u m W h a t G o d D o e s n ’ t B l e s s… , u n d i s c o c h e p a s s a a l s e t accio
i g e s t i m u s i c a l i d e l s a s s o f o n i s t a a m e r i c a n o t a g l i u z z a n d o e r i c o m p o n e n d o i suoi
f r a s e g g i ( c a m p i o n a n d o s o p r a t t u t t o l e s u e e s e c u z i o n i c o n i l f l a u t o ) , r i u s c e n d o a ri c o m p o r l i r i s p e t t a n d o n e i l i n e a m e n t i c a r a t t e r i s t i c i e s e n z a s p e z z e t t a r n e l a c o n t inui t à . L’ e ff e t t o è e t e r e o , l i e v e , c o n f i e l d r e c o r d i n g s e l a b o r a t i d a l i v e e l e c t r o n i c s , che
dialogano con sax e flauti campionati. (7.0/10)
Canonic: Scott Solter Plays Pattern Is Movement (Hometapes, 10 ottobre
2006)
R e m a k e d e l l ’ u l t i m o a l b u m d e l c o m b o s t a t u n i t e n s e , r e m i x a t o d a l s u o p r o d u t tore,
S c o t t S o l t e r c h e , aff a s c i n a t o d a i r i t m i i p n o t i c i d i S t o w a w a y, h a p r o v a t o a d a r n e una
s u a p r o p r i a i n t e r p re t a z i o n e . I n q u e s t o c a s o l ’ “ a l l i e v o ” n o n s u p e r a i l “ m a e s t r o ” (l’im p r e s a e r a t r o p p o a r d u a ) , m a r i e s c e c o m u n q u e a v a l o r i z z a r l o . E s t r a p o l a t i d a l m aster
t u t t i ( o q u a s i ) i p a t t e r n s u c u i e r a c o s t r u i t o l ’ a l b u m o r i g i n a l e , S o l t e r l i t r a s f e risce
i n u n p a e s a g g i o m u s i c a l e d e l t u t t o n u o v o , m e s c o l a n d o l i a s o n o r i t à g l i t c h - o r i e nted.
(6.8/10)
P a u l D u n c a n - B e C a r e f u l W h a t Yo u C a l l H o m e ( H o m e t a p e s , 2 0 0 5 )
L a p e r s o n a l i t à d i P a u l D u n c a n , ( t r a i p r i m i a r t i s t i d e l r o s t e r H o m e t a p e s , s i n dagli
e s o r d i ) s i d i v i d e t ra u n ’ a n i m a c h e a ff o n d a l e s u e r a d i c i n e l f o l k e n e l c a n t a u t orato
a m e r i c a n o d e g l i an n i 7 0 , e u n a v e n a p s i c h e d e l i c a e s p e r i m e n t a l e c h e s f o c ia in
a l c u n i m o m e n t i i n u n o t t i m o p r o g r e s s i v e , f r e s c o a n c h e s e d a i t r a t t i v i n t a g e , altre
v o l t e i n b a l l a t e m en o i n t e r e s s a n t i , s e n z a d i s d e g n a r e m o m e n t i d i p u r a e s p l o r a zione
strumentale. (7.0/10)
The Caribbean - Plastic Explosives (Hometapes, 2005)
Q u e s t a b a n d d i Wa s h i n g t o n D . C . r a p p r e s e n t a s e n z ’ a l t r o i l l a t o p i ù m o r b i d o e chia r a m e n t e p o p d e l c a t a l o g o H o m e t a p e s . M a s i t r a t t a p u r s e m p r e d i u n p o p s e n z a com p r o m e s s i , c h e t i a b b i n d o l a c o n q u a l c h e r i t o r n e l l o f a c i l o n e e s i p e r d e u n a t t i m o dopo
i n e s c u r s i o n i e l e c t r o - i n d u s t r i a l ( Ta r m a c S q u a d , I n t e r f a i t h T h e m e ) , s v i l u p p a n d o si tra
m e l o d i e w y a t t i a n e e b a l l a t e à l a B a r r e t t c o n l o s f o n d o d i u n a r i c c h i s s i m a t a v o l ozza
di colori strumentali. (7.1/10)
sentireascoltare 17
Earache
d i A . A . V. V.
20 anni all’estremo delle risorse
Earache. In inglese significa “mal d’orecchie”, in musica indica
l’etichetta simbolo del metal estremo. Digby Pearson celebra
nel 2007 i vent’anni di attività della sua label. Grindcore, Death,
Industrial, Techno. Sempre più giù nei gironi infernali dell’estremo,
della velocità, dell’antagonismo, fino a perdersi negli ultimi anni
dietro produzioni di qualità assai dubbia. Ma per un momento o
due, la storia è passata di qui.
La Earache compie v e n t ’ a n n i m a
non ha dovuto aspe t t a r e c o s ì t a n to per diventare un p u n t o d i r i f e rimento per tutta u n a s c e n a e i n
primis per la music a e s t r e m a . D e l
resto Digby Pearso n, i l f o n d a t o r e
dell’etichetta, ha co m i n c i a t o a c o struire la sua creatu r a p a r t e n d o d a l
basso, tanto che pu b b l i c a r e d i s c h i
è stato solo il pass o c o n c l u s i v o d i
un percorso iniziato c o n l ’ o r g a n i z zazione di concerti h a r d c o r e a N o t tingham, sua città n a t a l e . A p p a s sionato di anarco-pu n k e p r o f o n d o
conoscitore della sc e n a c h e a n d a va fo rmandosi nei p r i m i a n n i 8 0 i n
Inghilterra, Digby s i a c c o r s e b e n
presto che dopo la s b o r n i a p u n k e
dopo il “great rock ’ n ’ r o l l s w i n d l e ”
c’era nell’aria qual c o s a d i n u o v o
che stava covando n e l l e n u o v e g e nerazioni di musicis t i . P e r l a p r i m a
volta scene rigidame n t e s e p a r a t e e
autonome come que l l e d e l m e t a l e
dell’hardcore si stav a n o a v v i c i n a n do con in testa un u n i c o c o m a n d a mento: suona più ve l o c e d e l p r o s simo tuo (“Play Fas t O r D i e ” c o m e
cantavano gli Ele c t r o H i p p i e s)
All’epoca i gruppi c h e s i s t a n n o
gio. Mentre nelle charts impazzava
il techno-pop e all’oscuro di tutti,
Pearson comincia a far uscire alcuni dei dischi che saranno i capisaldi
del rock estremo per gli anni a venire. Non solo il grindcore di Napalm
Death e Carcass (tanto per citare
i più noti) ma, insieme a un altro
sparuto manipolo di etichette, pose
la basi per la rivoluzione espressiva del death metal mettendo sotto
contratto pionieri del genere come
M o r b i d A n g e l, E n t o m b e d, M a s s a cre, Bolt Thrower e Nocturnus.
Ve r a f u c i n a d i t a l e n t i , d i p r o v o c a t o ri, ma anche di tanti ottimi musicisti, la Earache in seguito allargherà
lo spettro delle proprie proposte, e
per un certo periodo non sbaglierà un colpo avendo il coraggio non
s o l o d i f a r u s c i r e i d i s c h i d e i G od f l e s h d i Ju s t i n B r o a d r i c k , m a a n che le mutazioni free di John Zorn
( N a k e d C i t y , P a i n k i l l e r) , m o s c h e
bianche come O.L.D. e Lawnmower
D e t h o g l i u l t i m i B r u t a l Tr u t h , i ncubi doom (Cathedral, Confessor,
S l e e p) e n o i s e ( F u d g e Tu n n e l) .
Man mano che l’etichetta crescerà
(stipulando a cavallo degli anni 90
d a t a d i g r u p p i p r o n t i a r o m p e r e gli
s c h e m i . M a n o n s a r à p i ù c o s ì l un g i m i r a n t e e d i v e r e e p r o p r i e s co p e r t e l a E a r a c h e n o n n e f a r à più,
v i s t o c h e i l d u b d e g l i S c o r n n a sce
d a u n a c o s t o l a d e i N a p a l m D e ath,
g l i A t T h e G a t e s e g l i A n a l C unt
e r a n o g i à r e a l t à a s s o d a t e e n o n ba s t a n o i p u r a p p r e z z a b i l i D u b War o
U l t r a v i o l e n c e a f a r r i s a l i r e l a c hina
a l l ’ e t i c h e t t a . S i m o l t i p l i c a n o l e s ubl a b e l ( c o m e l a W i c k e d Wo r l d e la
E l i t i s t ) c h e t e n t a n o d i r i p a r t i r e dal
b a s s o , d a u n u n d e r g r o u n d c h e , al m e n o p e r q u a n t o r i g u a r d a i l m etal
e s t r e m o , e r a s t a t o g i à a b b o n d an t e m e n t e s a c c h e g g i a t o d a p i c c ole
c a s e d i s c o g r a f i c h e c h e p r o p r i o se g u e n d o l ’ e s e m p i o d e l l a E a r a c h e si
e r a n o o r m a i f a t t e u n n o m e . I n q ue s t o s e n s o e t i c h e t t e a n c h e d i ff e r enti
f r a l o r o c o m e l a L o a d e l a R e l a pse
h a n n o r a c c o l t o l ’ e r e d i t à d e l l a l abel
d i N o t t i n g h a m . Q u e s t o n o n v u o l dire
c h e P e a r s o n a b b i a p e r s o d i c r edi b i l i t à , n é g l i s i p u ò c e r t o f a r e una
c o l p a s e d a a n n i s i r i t r o v a a d a v ere
u n n u t r i t o s t a ff d i c o l l a b o r a t o r i e un
u ff i c i o p u r e a N e w Yo r k , a n c h e se
per chi è cresciuto negli anni 90 è
facendo un nome in q u e s t o s e n s o
sono davvero pochi e s i c o n o s c o n o
tutti (di persona o tr a m i t e u n f r e n etico tape-trading) fos s e r o i S i e g e d i
Boston, gli Heresy o i g i o v a n i s s i m i
Napalm Death che s u o n a n o i l l o r o
primo concerto alla t e n e r a e t à d i
quattordici-quindici a n n i . I n u n p e riodo fra i più fertili p e r l a m u s i c a
estre ma, in cui si se n t i v a c h e s t a v a
per accadere qualco s a d i n o n b e n
definito, Digby Pear s o n e b b e i l f i u to ma anche la fort u n a d i t r o v a r s i
al posto giusto nel m o m e n t o g i u s t o ,
oltre che una buona d o s e d i c o r a g -
un contratto nientemeno che con la
Sony/Columbia)
quest’alternanza
fra sperimentazione e uscite ormai
più canonicamente metal diventerà
la regola ma segnerà allo stesso
tempo il culmine e il declino della
sua storia. Pur restando un punto
di riferimento per molti la Earache
doveva far fronte ai primi scontenti
dei gruppi e alla variazioni di gusti
dello stesso Pearson ormai più interessato alla techno o all’elettronica in generale. C’è da parte sua
il desiderio di aprire ancora nuove
strade, di intercettare la nuova on-
s e m p r e p i ù d i ff i c i l e i d e n t i f i c a r s i con
c e r t e s c e l t e (L i n e a 7 7, t a n t o per
f a r e u n n o m e ) e s o p r a t t u t t o c erte
o p e r a z i o n i , v e d i i n u l t i m o i l v i d eo g i o c o p e r P S 2 E a r a c h e E x t r e me
M e t a l R a c i n g . S e s i h a l a p a z i e nza
d i c e r c a r e n e l r e c e n t e c a t a l o g o si
p u ò i n c r o c i a r e a n c o r a p i ù d i q ual c h e d i s c o d e g n o d i n o t a ( M u n i c i pal
Wa s t e , E w i g k e i t, C a r n i v a l I n C oal ,
C u l t O f L u n a) m a s e m b r a d a v v ero
p a s s a t a u n ’ e t e r n i t à d a q u a n d o la
s t o r i a d e l l a m u s i c a p a s s a v a d i ret tamente da qui.
Roberto Canella
18 sentireascoltare
come perdere l’udito con 15 dischi targati Earache
Napalm Death - Scum (Earache 1987)
S c u m è s t a t o t a n t e c o s e . C o l l i s i o n e f r a p u n k / h a r d c o r e e m e t a l , g r i n d z e r o della scrit t u r a r o c k e p u n t o d i n o n r i t o r n o m a s o p r a t t u t t o d i p a r t e n z a p e r m o l t o d e l m e t al estremo
a v e n i r e , a n c h e a l i v e l l o c o n c e t t u a l e . A n c o r a o g g i , a v e n t ’ a n n i d a l l ’ u s c i t a , i l disco può
s u o n a r e “ n o r m a l e ” s o l o a l l e o r e c c h i e d i c h i h a g i à a s c o l a t o q u e s t o t i p o d i m u sica. Testi
a n a r c o - p u n k t r i t u ra t i d e n t r o s c h e g g e d e l i r a n t i , f r a m m e n t i d i c a n z o n i , b r a n d e l l i tirati via
a f o r z a d a i D i s c h a r g e e d a i C e l t i c F r o s t , c o s e c h e r a r a m e n t e v a n n o o l t r e i l m inuto, uno
s t i l e m a c h e r e n d e i l g r i n d u n g e n e r e u n i c o r i s p e t t o a t u t t a l a m u s i c a r o c k a n t e cedente e
c h e t o c c a i l s u o a p i c e n e i t r e - s e c o n d i - t r e d i Yo u S u f f e r . I N a p a l m D e a t h p a g arono con
l’instabilità ta n t a g l o r i a , g i à q u i i n f a t t i a b b i a m o a c h e f a r e c o n d u e l i n e - u p d i v e r s e a s e c o n d a d e l l a t o del disco,
ma basterà fa r e q u a l c h e n o m e p e r c a p i r e q u a n t o f u t u r o c ’ e r a d e n t r o q u e l p e z z o d i v i n i l e : J u s t i n B r o a d rick (God flesh, Final, Te c h n o A n i m a l , J e s u e t a n t i a l t r i ) , M i c k H a r r i s ( S c o r n / L u l l / P a i n k i l l e r ) , L e e D o r r i a n ( C a t h e dral), Bill
Steer (Carcas s ) . ( R o b e r t o C a n e l l a )
Godflesh - Pure (Earache, 1991)
Pure è l’albu m c h e s e g n a i l p a s s a g g i o d a l l ’ a v v i n c e n t e m i s t u r a d i i n d u s t r i a l , n o i s e e
grindcore deg l i e s o r d i , i l c u i a p i c e è i l c a p o l a v o r o S t r e e t c l e a n e r , a u n a p e r s o n a l e f o r m a
di psichedelia , c h e c a r a t t e r i z z a i d i s c h i d e i J e s u , a t t u a l e p r o g e t t o d i J u s t i n B r o a d r i c k .
Complice fors e l ’ i n g r e s s o d i R o b e r t H a m p s o n ( L o o p e M a i n) , i n P u r e l e a t m o s f e r e c u p e
si aprono spe s s o i n a s c e n s i o n i v e r t i g i n o s e , i n s t r a t i f i c a z i o n i c h i t a r r i s t i c h e d i s t a m p o
shoegaze, cos t r u e n d o u n w a l l o f s o u n d c h e n o n s p r o f o n d a s o l o n e g l i a b i s s i m a s i i n n a l za verso la st r a t o s f e r a . L a v o c e , f i n o r a c a v e r n o s a e u r t i c a n t e , i n a l c u n i e p i s o d i d i v e n t a
eterea e alluc i n a t a , d a s c i a m a n o i n d u s t r i a l e . P e r i l r e s t o , i l s u o n o c o n t i n u a a d e s s e r e
claustrofobico e o p p r i m e n t e , s e g n a t o d a l l e r e i t e r a z i o n i i n u m a n e d e l l a d r u m - m a c h i n e s q u a s s a t e d a e s p l osioni chi tarristiche imp r o v v i s e . U n d i s c o d i u n a b e l l e z z a p a r a l i z z a n t e , u n a l u n g a e d o l o r o s a o d i s s e a n e l l a p s i c h e di Justin.
I 20 minuti co n c l u s i v i d i P u r e I I s o n o u n i n c r e d i b i l e e s e m p i o d i a m b i e n t p o s t - a p o c a l i t t i c o . ( P a o l o G r a v a )
Entombed - Clandestine (Earache 1991)
F r a i c a p o s t i p i t i d e l d e a t h m e t a l s c a n d i n a v o g l i E n t o m b e d c o n C l a n d e s t i n e scrivono
l ’ u l t i m o c a p i t o l o d i u n ’ a v v e n t u r a c o m i n c i a t a c o i N i h i l i s t e c h e c o n i l s u c c e s s i vo Wolver i n e B l u e s a v r à t u t t ’ a l t r e f a t t e z z e . P r i m a d i q u e l l a v i r a t a p u n k / r o c k ‘ n ’ r o l l e s i s te solo un
s u o n o c u p o , v i o l e n t o , c h i u s o f r a r i ff p e s a n t i e v e l o c i , u n d r u m m i n g p o d e r o s o e psico d r a m m i p o s t - C e l t i c F r o s t . C o n l a c l a s s i c a p r o d u z i o n e d e i S u n l i g h t S t u d i o s l ’ album non
p a t i s c e c a l i d ’ i n t e n s i t à e c o n s e r v a l a f r e s c h e z z a d i L e f t H a n d P a t h c o n s i gnificative
v a r i a z i o n i d i r e g i s t r o , c o s ì c h e l e b o r d a t e d i C r a w l , S h r e d s O f F l e s h , S t r a n g e r Aeons e
D u s k l a s c i a n o s p a z i o a g l i a r p e g g i i n i z i a l i d i Tr o u g h T h e C o l l o n a d e s e a l l u g u bre break
centrale di Ev e l y n . D a a u t e n t i c o d e u s e x m a c h i n a i l b a t t e r i s t a N i c k e A n d e r s s o n s c r i v e l a m a g g i o r p a r t e dei pezzi,
suona la batte r i a e c a n t a m a , d a v o r a c e l e t t o r e d i E l l r o y, n o n s o l o s i c a l a n e i s u o i “ l u o g h i o s c u r i ” m a h a in serbo
anche un colp o d i s c e n a : p o c h i a n n i d o p o l a s c i a t u t t o e f o n d a g l i H e l l a c o p t e r s . (R o b e r t o C a n e l l a )
Morbid Angel
Carcass
Napalm Death
Bolt Thrower
Godflesh
Scorn
sentireascoltare 19
At The Gates - Slaughter Of The Soul (Earache 1996)
F r a i p i ù g r a n d i g r u p p i d i m e t a l e s t r e m o d i s e m p r e , g l i A t T h e G a t e s c i h a n n o r e g a l ato
s o l o q u a t t r o a l b u m m a tu t t i m e m o r a b i l i . S i p o t r e b b e d i s c u t e r e s u l l ’ e ff e t t i v a p o r t a t a di
o g n i s i n g o l o d i s c o ( s e n z a c o n t a r e G a r d e n s O f G r i e f , m o n o l i t i c o m i n i - l p d i d e b u t t o ) ma
p e r c o m o d i t à s i p r e f e r i s c e c o n s i d e r a r e S l a u g h t e r O f T h e S o u l c o m e i l l o r o c a p o l a v oro.
C e r t o è c h e c o n q u e l l o c h e s a r e b b e s t a t o i l l o r o u l t i m o d i s c o n o n s o l o p o r t a r o n o a p i ena
m a t u r a z i o n e u n s u o n o c h e a v e v a g i à f a t t o s c u o l a ( e c h e t a n t a a n c o r a n e f a r à ) m a rie s c e a s p o s t a r l o u n p o ’ p i ù i n l à . I l c l a s s i c o , p r o g r e s s i v o , r i ff e r a m a d e a t h m e t a l p i e n o di
s c h e g g e m e l o d i c h e f l i r t a c o l n o i s e , s i a v v e n t u r a b r e v e m e n t e v e r s o s o n o r i t à i n d u s t r ial,
il cantato isterico di To m a s “ To m p a ” L i n d b e r g r i c o r d a c e r t e c o s e d e l l ’ h a r d c o r e p i ù e s t r e m o . L a p r i m a m e t à del
disco è in assoluto u n a d e l l e c o s e m i g l i o r i u s c i t e i n a m b i t o d e a t h d e g l i u l t i m i q u i n d i c i a n n i , p o i s i a s s e s t a s u una
qualità media comun q u e s u p e r i o r e a i n t e r e c a r r i e r e . ( R o b e r t o C a n e l l a )
Carcass - Reek Of Putrefaction (Earache, 1988)
Se il grind core è (s t a t o ) s o p r a t t u t t o i l t e n t a t i v o d i e s t r e m i z z a r e t u t t i i p a r a m e t r i d e l l a
musica, nella ricerca d i u n s o u n d c h e r i u s c i s s e a d u n i r e i l n i c h i l i s m o d e l p u n k a l l a v i o lenza sonora del de a t h m e t a l , l ’ e s o r d i o d e i C a r c a s s n e r a p p r e s e n t a l ’ e m b l e m a . N a t o
ad un anno di distan z a d a l l ’ a l b u m c h e a p p i c c ò l ’ i n c e n d i o d e l g r i n d ( S c u m d e i N a p a l m
Death ), Reek Of Put r e f a c t i o n s e g n a p a r a d o s s a l m e n t e i l c u l m i n e e l a f i n e d i u n g e n e r e
così pregno di imme d i a t e z z a d a e s a u r i r e i l s u o s e n s o a p p e n a u n a t t i m o d o p o a v e r l o
espresso. Quest’alb u m , a p a r t i r e d a l l a c o p e r t i n a ( u n a c a p o l a v o r o d i n e c r o f i l i a - s p l a t t e r,
in seguito barbaram e n t e c e n s u r a t o ) , è u n a d i v e r t i t a o ff e s a a l p u d o r e , c h e s i e s p r i m e
musicalmente in un s o u n d c h e p i ù m a l a t o n o n s i p u ò : b a t t e r i a i p e r v e l o c e , c h i t a r r e e b a s s i c o m p r e s s i e u n a v oce
che recita bollettini m e d i c i p a s s a n d o r a p i d a m e n t e d a u r l a a c u t e a g o r g h e g g i p r o f o n d i q u a n t o i l v o m i t o , v e n g ono
mixati (mixati?) in m o d o d a c r e a r e u n a m a l g a m a i n d i s t i n t o , v o l u t a m e n t e b r u t t o , t a n t o c h e l a s u c c e s s i o n e d e i b r ani
diviene solo un esca m o t a g e p e r i n t e r r o m p e r e i l f l u s s o c o n t i n u o . Tu t t o f r u l l a i n s i e m e i n u n m o d o c o s ì v o l u t a m e nte
antiestetico da “risc h i a r e ” d i i m p o r s i c o m e o p e r a d ’ a r t e . ( D a n i e l e F o l l e r o )
Painkiller - Guts Of A Virgin / Buried Secrets (Earache, 1991/1992)
“ W h a t h a v e y o u d o n e t o m e ? O h m y G o d ! ” . C o n l ’ u r l o i s t e r i c o d i Ya m a t s u k a E y e f uori
d a l l a g r a z i a d i d i o s i a p r e l ’ e p o p e a P a i n k i l l e r, s o r t a d i s u p e r g r u p p o i c u i m e m b r i s t abili
s o n o i l t r i o d e l l e m e r a v i g l i e J o h n Z o r n- B i l l L a s w e l l- M i c k H a r r i s , n o m i f o n d a m e n tali
d e l l ’ u n i v e r s o m u s i c a l e d i f i n e m i l l e n n i o . G u t s O f A Vi r g i n e B u r i e d S e c r e t s , u s c i t i sep a r a t a m e n t e c o m e E P e r i s t a m p a t i i n u n u n i c o C D , s o n o i l d o c u m e n t o i n d i s p e n s a bile
p e r c o n o s c e r e u n a d e l l e b a n d p i ù o r i g i n a l i d e l c a t a l o g o E a r a c h e . S i a m o d i f r o n t e a una
d i a b o l i c a m a c c h i n a d a g u e r r a , c h e m i s c h i a i n m a n i e r a n o n c o n v e n z i o n a l e d u b , f r eej a z z , g r i n d c o r e , i n d u s t r i a l e s p a z z a v i a b u o n a p a r t e d e i v e l l e i t a r i g r u p p i d e a t h - g r ind
alla ricerca della pie t r a f i l o s o f a l e d e l l ’ e s t r e m i s m o r o c k . R i s p e t t o a i c u g i n i N a k e d C i t y i l p i g l i o c i n e m a t i c o e le
atmosfere d’antan so n o s o s t i t u i t i d a f o r t i d o s i d i r u m o r e e i l m o o d è p e r e n n e m e n t e v i r a t o a l l ’ a n g o s c i a p i ù n era.
L’asc oltatore viene d i s o r i e n t a t o d a i c a m b i d i t e m p o f r e n e t i c i , a n n i c h i l i t o d a l l e p r o g r e s s i o n i i n a r r e s t a b i l i e d alle
atmosfere cupe. Sen z a p i e t à . ( P a o l o G r a v a )
D u b Wa r - P a i n ( E a r a c h e , 1 9 9 5 )
1995: il crossover i m p a z z a . M e t i c c i a t o r a p - m e t a l , c h i t a r r e r i b a s s a t e , i m m a g i n a r i o d i
superomismo (talvol t a i m p e g n o p o l i t i c o ) , f r u t t a n o a l l e m a j o r m i l i o n i d i d o l l a r i . I g r u p p i
si moltiplicano a dism i s u r a , a s c a p i t o d e l l a q u a l i t à m e d i a d i u n ’ e s p r e s s i o n e d e l l a c u l t u ra giovanile che di l ì a p o c o a v r e b b e f a t t o i c o n t i c o n r i d o n d a n z a e p o v e r t à d i i d e e : l a
morte cerebrale prim a a n c o r a c h e d e l c o r p o , s t r am a z z a n t e a l s u o l o p e r q u a l c h e a n n o ,
si constati il decess o d e f i n i t i v o . L a E a r a c h e c o r re a i r i p a r i m e t t e n d o s o t t o c o n t r a t t o i
Dub War, quartetto d i N e w p o r t , G a l l e s , g i à a u t o r e d i u n a l b u m e d i u n p a i o d i E P. P a i n
è l’esordio per l’etic h e t t a d i P e a r s o n : m e t a l i n l e v a r e p e r c h é d e c l i n a t o c o n l e r i t m i c h e
del d ub, la consciou s n e s s d e l r e g g a e , l a f a v e l l a d e l r a g g a m u ff i n - e l a v o c e d i B e n j i We b b e, n a s a l e , e s a g i t ata
ed in compromissoria è i l v e r o p u n t o d i f o r z a d e l l a m i s c e l a . I l r e f e r e n t e i m m e d i a t o d i q u e s t e n o t e è l ’ h a r d c ore
contaminato dei Bad B r a i n s m a t a l v o l t a , p e r l ’ a r d i r e c o n c u i s i m a n e g g i a n o d i v e r s i g e n e r i , d i r e s t i d i a s c o l t are
degli Asian Dub Fou n d a t i o n c r e s c i u t i c o n i l t r a s h i n v e c e c h e c o n i l c o m b a t r o c k d e i C l a s h . Q u e l l a d e i D u b War
su Earache è poco p i ù c h e u n a c o m p a r s a t a : d o p o d i s c h i d i d u b b i a q u a l i t à i l q u a r t e t t o r i l a s c i a n e l ‘ 9 9 u n l a c o n ico
comunicato che ne s a n c i s c e l o s c i o g l i m e n t o , l e c u i r e a l i r a g i o n i v a n n o r i n t r a c c i a t e i n i n c o m p r e n s i o n i d i n a t ura
economica con i ver t i c i d e l l ’ e t i c h e t t a . ( Vi n c e n z o S a n t a r c a n g e l o )
20 sentireascoltare
B r u t a l Tr u t h - N e e d To C o n t r o l ( E a r a c h e , 1 9 9 4 )
A r r i v a r o n o c o m e u n u r a g a n o i B r u t a l Tr u t h , t e s t i m o n i a n d o a n c o r a u n a v o l t a come la
G r a n d e M e l a c o n t i n u a s s e a d e s s e r e l a f u c i n a i d e a l e p e r l e f r a n g e p i ù e s t r e m e dell’uni v e r s o r o c k . D a n L i l k e r a v e v a i l p e d i g r e e d i p r e s t i g i o : u n p a s s a t o c o n A n t h r a x , Nuclear
A s s a u l t e S . O . D ., m a c o n i B r u t a l Tr u t h d e c i s e d i s p i n g e r s i a n c o r a o l t r e . C o n lui Kevin
S h a r p, B r a n t M c C a r t y e R i c h H o a k . C o n d i z i o n i e s t r e m e r i c h i e d o n o m i s u r e estreme.
I l p r i m o p a r t o d e l l a c o m p a g i n e n e w y o r k e s e s i m u o v e v a s u l s o l c o a p e r t o d ai Napalm
D e a t h . U n g r i n d d e a t h b r u t a l e , c o n f u s i o n a r i o e o s c u r a n t i s t a c h e c a l c a v a l a mano con
f u r i a o m i c i d a s u t e m i d i n a t u r a s o c i a l e e d e s i s t e n z i a l e . M a è c o n N e e d To C ontrol che
la band si aff r a n c a d a i m o d e l l i i s p i r a t o r i , c o n i a n d o u n v e r b o d e l t u t t o p e r s o n a l e . L e s f u r i a t e g r i n d v e ngono in cassate in str u t t u r e p i ù c o m p l e s s e e a r t i c o l a t e . Te m p i e r i t m i s i m u o v o n o s u t e r r e n i p i ù o r g a n i z z a t i . C ominciano
a farsi largo v e n a t u r e p i ù p r o p r i a m e n t e h a r d c o r e c h e s a r a n n o p o i p r e s e c o n c o n s a p e v o l e z z a m a g g i o r e nei lavori
successivi. U n a c o v e r d a i n f a r t o d i M e d i a B l i t z d e i G e r m s . K e v i n S h a r p i n d e m o n i a t o . C a p o l a v o r o . ( Antonello
Comunale )
N a k e d C i t y - To r t u r e G a r d e n ( E a r a c h e , 1 9 9 1 )
Mutazione ge n e t i c a f r a l e p i ù e c c i t a n t i d e l l a m u s i c a e s t r e m a i N a k e d C i t y e b b e r o v i t a
breve ma trem e n d a m e n t e l u n g a s e s i c o n s i d e r a i n c o s a c o n s i s t e v a l a l o r o p r o p o s t a .
Torture Gard e n a p p l i c a v a a l j a z z l a l e z i o n e d e i N a p a l m D e a t h , i n u n a c o l l i s i o n e d i
generi che fac e v a s e m b r a r e i F a i t h N o M o r e u n g r u p p o d i s p r o v v e d u t i e c h e r i d e f i n i v a
ex abrupto il c o n c e t t o d i c r o s s o v e r. I l r i s u l t a t o e r a u n d i s c o f r e e - j a z z s u i g e n e r i s c h e a
seconda dell’ a n g o l a z i o n e p o t e v a e s s e r e a n c h e u n d i s c o g r i n d , u n d i s c o h a r d c o r e , u n a
colonna sono r a , s o n i c o / i r o n i c o g r a n d g u i g n o l i n c u i l e m u s i c h e p i ù d i v e r s e ( m e t t i a m o c i
anche framme n t i d i e l e t t r o n i c a e c l a s s i c a c o n t e m p o r a n e a ) v e n i v a n o s m i n u z z a t e e v i o lentate a ripe t i z i o n e . Q u a r a n t a d u e p e z z i i n m e n o d i m e z z ’ o r a c h e c i f e c e r o f a m i l i a r i z z a r e c o n g l i s t r i l l i di Yama tsuka Eye e c h e f u r o n o p o s s i b i l i g r a z i e a u n a l i n e - u p d i a l t i s s i m o l i v e l l o e d a l l e c a p a c i t à s t r u m e n t a l i fuori dal
comune: non s o l o J o h n Z o r n m a a n c h e B i l l F r i s e l l, Wa y n e H o r v i t z e J o e y B a r o n . (R o b e r t o C a n e l l a )
Cathedral - Forest Of Equilibrium (Earache, 1991)
D a u n e s t r e m o a l l ’ a l t r o . D a i D i s c h a r g e a i B l a c k S a b b a t h . L e e D o r r i a n , d a Coventry,
d o p o i l r i d u z i o n i s m o d e i N a p a l m D e a t h v e s t e p a n t a l o n i a z a m p a e s i c o n v e r t e freak. Coi
C a t h e d r a l d i F o r e s t O f E q u i l i b r i u m p r e n d e f o r m a i l d o o m d i f i n e N o v e c e n t o . L’intro di
f l a u t o e l ’ a c u s t i c a d i P i c t u r e s O f B e a u t y & I n n o c e n c e ( I n t r o ) / C o m i s e r a t i n g The Cele b r a t i o n t r a d i s c o n o - c o m e p u r e l a c o v e r a d o p e r a d i D a v e P a t c h e t t - u n c h e di fantasy,
m a n o n a p p e n a G a r r y J e n n i n g s n e i n t o n a i l r i ff c a l a l a t e n e b r a e m e s s i a L e e elargisce
i l f u n e r e o c a n t o d e i n u o v i S a b b a t h . L a l a b e l s i n o a d a l l o r a s i n o n i m o d i g r i n d - core, l’Ea r a c h e , p u b b l i c a i l d i s c o p i ù a n t i t e t i c o a d e s s a . N e s s u n o d o p o O z z y & C o s i era spinto
cosi oltre la le n t e z z a , f o r s e i S a i n t Vi t u s, m a c o i C a t h e d r a l s i e c c e d e i n s a t u r a z i o n e e d a n g o s c i a . D e l le succes sive prove so l o T h e E t h e r e a l M i r r o r , i n v e r o m o l t o p i ù c o m p l e s s o n e l l a s t r u t t u r a , è d e g n o d i n o t a , m a è con Lee
Dorrian e la s u a a b i l i t à n e l r i c r e a r e u n a t e n d e n z a ( v e d i a n c h e i l l a v o r o c o n l a R i s e A b o v e ) c h e i l d o o m ha ragione
di (ri)essere… ( G i a n n i Av e l l a )
F u d g e Tu n n e l - H a t e S o n g s I n E M i n o r ( E a r a c h e , 1 9 9 1 )
Sicuramente A l e x N e w p o r t è s t a t o c a r e z z a t o d a q u e l l a b r e z z a d ’ e u f o r i s m o h a r d p s i c h e delico che soff i ò d a S e a t t l e a d i n i z i o 9 0 . A l t r e t t a n t o s i c u r a m e n t e , l ’ a l l o r a c h i t a r r i s t a v e n tenne di Noth i n g h a m , s e p p e r i l e g g e r e q u e i s u o n i i m b a r b a r e n d o l i i n u n a r e a z i o n e a c i c l o
continuo di ps i c h e d e l i a d i s t o r t a , m a t r i c i m e t a l l i c h e e d u n a v e n a d e p r e s s i v a i n u s u a l e n e l
novero dei gru p p i E a r a c h e ( s e n t i t e c o m e s f u m a l a c o l o s s a l e H a t e S o n g ) . A c o a d i u v a r l o
nelle manovre d e l l a c i c l o p i c a p r e s s a d i s t i l i H a t e S o n g s I n E M i n o r c i s o n o D a v e R i l e y
(basso) e Adr i a n P a r k i n ( b a t t e r i a ) . U n p o w e r t r i o a t i p i c o e , a s u o m o d o , f e r o c i s s i m o .
Ferocia intell e t t u a l e , m a l e d e l l ’ a n i m a , i n c a p a c i t à d i c o n t r o l l o e m o t i v o n a s c o s t a d i e t r o
partiture quad r a n g o l a r i ( S p a n i s h F l y q u a l c o s a d e v e a H e l m e t e B i g B l a c k) . M a i l s u c c o v e r o d i t a l i p r ogressioni
metalliche è la d i s t o r s i o n e p s i c h e d e l i c a e l a v o c e l a s c i a t a c u p a a d i s p e r d e r s i n e l l a p r o p r i a e c o . I G o d f l esh hanno
insegnato qua l c o s a a i n o s t r i ( Tw e e z e r s ) . N o t e v o l i a n c h e l e c o v e r : S u n s h i n e O f Yo u r L o v e ( C r e a m ) e Cat Scra tch Fever ( Te d N u g e n t) d i c u i s i c o n s e r v a n o , r i s p e t t i v a m e n t e , i l p i g l i o m a r z i a l e e l ’ i n c e d e r e c a z z o n e . ( Massimo
Padalino )
sentireascoltare 21
Morbid Angel - Blessed Are The Sick (Earache, 1991)
S e c ’ è u n a b a n d c h e h a a p p r e s o m e g l i o d i a l t r e l a f o n d a m e n t a l e l e z i o n e s l a y e r a na,
q u e s t i s o n o i M o r b i d A n g e l d i Tr e y A z a g t h o t h . I l g r u p p o o r i g i n a r i o d e l l a F l o r i d a i n izia
l ì d o v e R e i g n I n B l o o d d e g l i S l a y e r f i n i s c e , d i v e n t a n d o r a p i d a m e n t e u n p u n t o d i r ife r i m e n t o p e r t u t t a l a f i o r e n t e s c e n a d e a t h m e t a l . S u l p r i m o d i s c o a v e v a n o s a c r i f i cato
s u l l ’ a l t a r e d e l l a f o l l i a l e p e r s o n a l i r a d i c i t r a s h c a l c a n d o l a m a n o s u l f o r m i d a b i l e g ran
guignol chitarristico di Azagthoth. Il secondo lavoro mette in scena, invece, un vero e
p r o p r i o s a b b a p a g a n o p e r c u l t o r i d i S a t a n a , c o n t a n t o d i i n t r o , b a r o c c h i s m i g o t i c o s i nfo n i c i ( D o o m s d a y C e l e b r a t i o n ) , s o n a t e p e r p i a n o ( I n R e m e m b r a n c e ) e c h i t a r r a ( D e s o l ate
Ways) in aggiunta a g l i i m p e n e t r a b i l i l a b i r i n t i d i r i ff m a l s a n i s u i n f e r n a l i c a m b i d i r i t m o : o r a l e n t i e m o r b o s i , ora
veloci e concitati. L a p a d r o n a n z a t e c n i c a h a o r ma i r a g g i u n t o u n a c o n s a p e v o l e z z a u l t e r i o r e , c o m e t e s t i m o n i ato
dall’intricatissimo riff e r a m a d i A z a g t h o t , i n b r a n i c o m e T h e A n c i e n t O n e s d a c u i n o n s i e s c e c h e a p e z z i . I n c o per tina i l dipinto di Jean D e l v i l l e , “ L e s t r é s o r s d e S a t a n ” . U n a p i e t r a m i l i a r e d e l d e a t h e d e l r o c k s a t a n i c o . ( A n t o n ello
Comunale )
O L D - L o F l u x Tu b e ( E a r a c h e , 1 9 9 2 )
Un a lbum di rottura n e l l a d i s c o g r a f i a d e l l a c r e a tu r a d e l b e ff a r d o J a m e s P l o t k i n ( q u i
sotto il nomignolo d i J i m m y O l d ) . I l d e a t h m e t a l e t u t t i i r i m a s u g l i “ p e s a n t i ” d e i p a s s a t i
Old Lady Drivers no n v e n g o n o c e r t o m e s s i d a p a r t e . P r e c i p i t a n o p e r ò i n u n a s o l u z i o n e
d’astrattismi psiche d e l i c i , p a n t o m i m e d u b c h e v a n n o e v e n g o n o , e v a n e s c e n z e q u a s i
prossime ai cavalier i s h o e g a z e r c h e i n q u e g l i a n n i a ff o l l a v a n o l a s c e n a i n d i p e n d e n t e
britannica. Il tutto se n z a p e r d e r e d i v i s t a l a p r i m i t i v a f o r z a d i i m p a t t o m e t a l l i c a . I l t o u r
de fo rce Z.U., con i s u o i m i r a b i l i 9 m i n u t i d i d u r a t a , s t a b i l i z z a l a f o r m u l a . E s c o p r e q u e l la co tta di maglia - i n t e s s u t a d i p r e c i s i s s i m i d r u m b e a t s , s c a r i c h e e l e c t r o e d u n l a v o r o
alla chitarra duttiliss i m o - c o m e p r i m a m a i . J a s o n E v e r m a n d e f l a g r a a l b a s s o , m e n t r e A l a n D u b i n m o s t r a f o r se il
punto debole del pro g e t t o : l a v o c e . A s a n c i r e c o m u n q u e l ’ e n t r a t a n e l l a c o m u n i t à “ v i r t u a l e ” d i s p e r i m e n t a t o r i m etal
che contano c’è anc h e u n c a m e o d i J o h n Z o r n a l s a x . G i u s t o p e r f a r c o m p r e n d e r e c h e l a d i ff e r e n z a f r a i l suo
ensemble di creative m e t a l ( N a k e d C i t y ) e g l i O l d n o n è p o i t a n t o i n c o l m a b i l e . ( M a s s i m o P a d a l i n o )
Sleep - Holy Mountain (Earache, 1993)
N e l 1 9 9 3 l ’ E a r a c h e p u b b l i c a u n s a m p l e r, N a i v e , c o n d e n t r o l e n u o v e r e g o l e d e l l a m u sica
e s t r e m a . L ì t r a F u d g e Tu n n e l e P i t c h S h i f t e r, u n g r u p p o d i h i p p y f u o r i t e m p o m a ssi mo si dice seccato per non aver avuto vent’anni quando correva il decennio ‘65/’75…
Ve n g o n o d a S a n J o s e , C a l i f o r n i a , e s i c h i a m a n o S l e e p . I l l o r o s e c o n d o l a v o r o S l e e p’s
H o l y M o u n t a i n è - r e t r o c o p e r t i n a a l l a m a n o - u n l i s e r g i c o e l o g i o a l l a l e z i o n e i m p a r tita
v e n t i t r è a n n i p r i m a d a i B l a c k S a b b a t h. M a n o n s o l o : a n c h e m o l t o B l u e C h e e r e t anto
B l a c k F l a g e p o c a M y Wa r . I l r i ff e p i c o d i D r a g o n a u t i l c u i f i n a l e r i c a l c a N . I . B . d e i S ab b a t h , l ’ u r l o f l a g e l l a t o d i A l C i s n e r o s - s i n t e s i v i z i a t a d i O z z y e H e n r y R o l l i n s - i n The
Druid e la concomita n t e a s c e s a d i K y u s s e M o n s t e r M a g n e t f a r a n n o s ì c h e i l d o o m e n t r i n e l l a s u a f a s e s t o ner.
Il travaglio del succ e s s i v o D o p e s m o k e r ( c o n o s c i u t o a n c h e c o m e J e r u s a l e m ) p o r t e r à a l l a s c i s s i o n e , m a a n c ora
oggi, dall’avanguard i a c o l t a ( s i c h i e d a a R h y s C h a t h a m ) a l d r o n e m e t a l s t i l e S u n n O ) ) ), q u e l l e p e s a n t i n o t e c on tinuano a regalare p r o s e l i t i … ( G i a n n i Av e l l a )
Scorn - Colossus (Earache, 1993)
Dopo aver segnato c o n S c u m u n p u n t o d i n o n r i t o r n o n e l c a m p o d e l l a m u s i c a e s t r e m a ,
Mick Harris e Nick B u l l e n s i r i u n i s c o n o n e l p r og e t t o S c o r n e c o n i l s e c o n d o a l b u m ,
Colo ssus, mettono a s e g n o u n c o l p o i n c r e d i b i l e , c o s t r i n g e n d o p u b b l i c o e c r i t i c a a d
aggiornare mappe e d i z i o n a r i s o n o r i . I l d u b p r e n d e i l s o p r a v v e n t o n e l s u o n o d e l l a b a n d ,
un dub bianco ipnot i c o e i n q u i e t a n t e . I l b a s s o i n n e s c a d i a s t o l e e s i s t o l e r a l l e n t a t e e
impregna l’etere di g r o o v e m o r b o s i , i l t a p p e t o p e r c u s s i v o p a s s a d a l l a m a r z i a l i t à d e l l e
macchine a una fram m e n t a z i o n e q u a s i a l e a t o r i a , m e n t r e c a m p i o n i i n l o o p o s s e s s i v o s i
sovrappongono alla v o c e . R i s p e t t o a l p r e c e d e n t e Va e S o l i s o g n i r e s i d u o r o c k è s p a z z a to via, sparisce la ch i t a r r a d i B r o a d r i c k , i l g r o w l s i d e c o m p o n e i n u n l a m e n t o s u b s o n i c o , a l c u n i e p i s o d i s i r i a l lac ciano al progetto am b i e n t i s o l a z i o n i s t a d i H a r r i s , L u l l. C o l o s s u s s t a a M e t a l B o x c o m e i l g r i n d c o r e s t a a l p unk,
è come se la galass i a g e n e r a t a d a l b i g - b a n g d i S c u m d i c o l p o i m p l o d e s s e e g e n e r a s s e u n b u c o n e r o p u l s a nte,
un ectoplasma indef i n i b i l e . ( P a o l o G r a v a )
22 sentireascoltare
sentireascoltare 23
Björk sembra piovuta sulla terra col preciso scopo di innestare l’avanguardia nel pop e
viceversa. Geograficamente, sessualmente, iconograficamente, musicalmente: una specie
di angelo. Sempre sul punto di cadere.
Björk
un angelo,
probabilmente
u n c o r p o . C o m e l ’ a v a n g u a r d i a ( nel)
pop.
Angelica antimadonna
Prendete
Madonn a .
Madonna
che addomestica i m p l a c a b i l m e n te l’avanguardia ai d e s i d e r a t a d e l
[Madonna] è una che non rischia
mai”, disse un giorno Björk al musicista tedesco Console), l’islandesina scommette su qualcosa che
ancora deve accadere a livello di
massa, che si svolge negli studi o
nei circoli e nelle enclave culturali/
pop. Tira le fila, ri a s s u m e , o r g a nizza. Spesso si lim i t a a c o s t r u i r e
hype riarticolando h y p e g i à e s i stente. Hype al qua d r a t o , a l c u b o !
Perché la musica d i M a d o n n a è
strettamente funzion a l e a l l a p e n e trazione e aggiornam e n t o d e i c o d i c i
pop. Questo (le) ba s t a ( e l e a v a nza). L’avanguardia, s e c ’ è , n e e s c e
a pezzi, sedotta e - c e r t o - a b b a ndonata.
Prendete invece Bjö r k . Tr a i m o t i v i
per cui mi piace, il p r i m o è l a c a pacità di piegare l’a v a n g u a r d i a a l l e
esigenze del pop sen z a d i s p e r d e r n e
il senso. Björk, com e M a d o n n a , f a
pop ad ampio spettro , c o i n v o l g e n d o
nel progetto aspetti e x t r a - m u s i c a l i ,
dalla danza alla m o d a p a s s a n d o
per l’arte visuale. D o v e p e r ò M i s s
Ciccone è abilissim a a s t a r e s u l
tempo, seguendo le e v o l u z i o n i p o p
passo passo ed ac c a p a r r a n d o s i i
maghi sonici più coo l ( “ S e c o n d o m e
estetiche. Quel che le interessa è
anzitutto l’energia (di un individuo
o di un collettivo, una comune, una
band, un team…), il pedigree non
è importante. Basti ricordare come
c o i n v o l s e la b a b y s i t t e r d e l f i g l i o
Sindri nei lavori di Homogenic solo
perché in lei avvertì la sensibilità
giusta, e al diavolo la competenza.
Björk è, probabilmente, un angelo.
Sempre sul punto di cadere. Il suo
messaggio ha appena smesso di
essere lacerante, è diventato meraviglioso un attimo fa. Porta ancora
le tracce delle scelleratezze punk,
delle bizzarrie situazioniste, delle
scorribande anarcoidi, dell’estemporaneità jazz. È un pensiero che
avanza, cocciuto e instancabile,
verso frontiere ancora da svelare.
La barra puntata tra eresia e tradiz i o n e . Te c n o e t i c a s o n o r a m i l i t a n t e .
Istinto e raziocinio avvinghiati in
una lotta che col tempo è diventata
b r ò u n a p r e d e s t i n a t a . R i p r o d u ce v a p e z z i s u i t a s t i d e l p i a n o f o r t e ad
o r e c c h i o . M e m o r i z z a v a l e m e l odie
c o n f a c i l i t à s c o n c e r t a n t e . C a n t ava
e b a l l a v a i n c o n t i n u a z i o n e . A soli
u n d i c i a n n i e s o r d ì c o n u n d i sco
o m o n i m o ( B j ö r k G u d m u n d s d o t tir F a l k i n n , 1 9 7 7 ) i n c u i r e i n t e r p r e t ava
c o n v o c i n a i m p l u m e m a g i à r i s o l uta
b r a n i s o u l e p o p ( c o v e r d e i B e a tles
e S t e v i e Wo n d e r ) , f o l k i s l a n desi
e p e r s i n o u n b r a n o d i s u a c o m po s i z i o n e , s t r u m e n t a l e , d e d i c a t o al
p i t t o r e J o h a n n e s K j a v a l ( 6 . 5 /10 ).
N o t i a m o f i n d a s u b i t o d u e i m por t a n t i e l e m e n t i : l e d o t i n a t u r a l i , fin
q u a s i a n i m a l e s c h e , e d u n a m b i e nte
f a v o r e v o l i s s i m o , i n c u i l a r a g a z z ina
s g u a z z a v a c o m e u n p e s c e n e l l ’ ac qua.
A b i t a v a i n f a t t i c o n l a m a d r e e d il
p a t r i g n o - i g e n i t o r i s i e r a n o s e pa r a t i p r e s t o - i n u n a c o m u n e p s e udo
h i p p y, r i c e t t a c o l o d i a r t i s t i e m usi-
“L’unica cosa che c a p i a m o , è l a
musica pop”
24 sentireascoltare
Predestinazioni
Björk
Gudmundsdottir
v e nne
al mondo il 21 novembre 1965 a
R e y k j a v i k . F i n d a b a m b i n a s em -
cisti locali. D’ a l t r o c a n t o , i l p a d r e l a
indusse a fre q u e n t a r e l a s c u o l a d i
musica, che l e p r o c u r ò c o g n i z i o n i
teoriche e tec n i c h e ( s t u d i ò f l a u t o e
pianoforte) in u n a m b i e n t e p e r n u l la imbalsamat o s u p o s i z i o n i c l a s s i che.
In pratica, la f a n c i u l l a e r a a s s e d i a t a
da quattro div e r s e i s t a n z e m u s i c a li: il rock del p a t r i g n o ( c h i t a r r i s t a i n
una cover ban d ) e d e l l a “ c o m u n i t à ” ,
il jazz amato d a l p a d r e , l e p r o s p e t tive “colte” de l l a s c u o l a ( c l a s s i c a +
avanguardia) e - l a s t b u t n o t l e a s t il folk islande s e ( n o n l e m a n c a v a n o
certo nonni a t e n e r l e i n c a l d o l e t r a dizioni, essen d o s i r i s p o s a t o a n c h e
il padre). Le a p p a r v e r o f i n d a s u b i t o
labili i confin i t r a a l t e r n a t i v o e p o polare, tra sp e r i m e n t a z i o n e e t r a d i zione. In que l c r o g i o l o t a n t o m u l t i sfaccettato q u a n t o c o n t r a d d i t t o r i o ,
gli unici riferi m e n t i a ff i d a b i l i e r a n o
le proprie inc l i n a z i o n i , d a s e g u i r e
con determina z i o n e f e b b r i l e , s e n z a
vie di mezzo n é p r e c l u s i o n i . Q u e l
primo disco t a n t o i n g e n u o q u a n t o
furbo ottenne d i s c r e t e v e n d i t e p r o curandole una c e r t a f a m a c i t t a d i n a
e quindi nazi o n a l e ( a n c h e p e r c h é
Reykjavik - co i s u o i 2 5 . 0 0 0 0 a b i t a n ti - corrispond e i n p r a t i c a a l l ’ I s l a n da tutta). Ma l a r a g a z z i n a n o n s i
fece certo sto r d i r e d a l l a “ c e l e b r i t à ” .
Anzi, alla pro p o s t a d i b i s s a r e c o n
un disco simil e r i f i u t ò f e r m a m e n t e .
Voleva altro. Q u a l c o s a c h e a n c o r a
non conoscev a e c h e s t a v a p e r a r rivare.
L’Islanda, da b u o n a i s o l a , s i f e c e
investire da p u n k e p o s t - p u n k c o n
cospicuo ritar d o . Q u a n d o a c c a d d e ,
i Settanta sta v a n o o r m a i f i n e n d o e
Björk sboccia v a i n t u t t a l a s u a i r r e quieta adoles c e n z a . P r o b a b i l m e n t e
questa presa d i c o s c i e n z a “ i n d i ff e rita” consentì a l e i e a t u t t o i l m i l i e u
sonoro di Rey k j a v i k d i m e t a b o l i z z a re una porzio n e g i à “ p r e - d i g e r i t a ”
del post-punk . D i c o l p o , t u t t e a s sieme, le evo l u z i o n i d a r k - w a v e d i
Joy Division e B a u h a u s , l ’ i n t r a n s i genza artsy d i T h r o b b i n g G r i s t l e
e Chrome, l’i r r e d e n t i s m o d e i F a l l,
i riflussi psyc h d i E c h o & T h e B u n nymen...
Ben presto sp u n t a r o n o u n a i m p r e s sionante - ris p e t t o a l l a p o p o l a z i o ne - quantità d i b a n d , t r a c u i s i
distinsero i Pe y r d e l c h i t a r r i s t a G u -
dlaugur “Godkrist” Ottarssonn ed
i Purkkurr Pilnikk del cantante e
trombettista - nonché insegnante di
S c i e n z e d e l l a C o m u n i c a z i o n e - E in a r O r n B e n e d i k t s s o n. M a a n c h e
Björk si dava da fare: i suoi primi
tentativi “adulti” somigliavano a variegati spasmi new wave-pop-punk.
Dopo un paio di progetti abortiti (i
s o f i s t i c a t i E x o d u s, l a c o v e r b a n d
Jam 80) in cui suonava flauto e
tastiere oltre a cantare, la ormai
quattordicenne islandesina decise
di cambiare vita: lasciò la scuola,
andò a vivere da sola, decise di
fare musica sul serio. Col bassista
J a c ob M a g n u s s o n t r a s f o r m ò i J a m
8 0 n e i Ta p p i Ti k a r r a s s . N i e n t e p i ù
c o v er, s o l o p e z z i o r i g i n a l i .
Te a t r a l i s t r e g o n e r i e
I l m i n i B i t i d F a s t I Vi t i d ( S p o r,
1981) conteneva cinque pezzi e
una smania punk-pop selvatica e
ammiccante che potremmo scambiare per acerba preveggenza
Pixies chiostrata di fregole artistoid i ( 6 . 2 /1 0 ) . I n o g n i c a s o , f u a c c o l to benissimo, così che l’album dei
Ta p p i v e r o e p r o p r i o c o m p a r v e s u l
mercato come un piccolo evento.
Miranda (Gramm, 1983) mise sul
piatto tutto il loro potenziale energetico (la trafelata title track), così
come le velleità electro-dark (la min a c ci o s a a c i d i t à d i L æ k n i n g ) , l ’ a c c o m o d a n t e a ff l a t o ( q u e l l a s p e c i e
d i r i f r i t t u r a J a p a n d i Í þ r ó t t i r) e g l i
spigoli danzerecci (i guizzi Gang
Of Four di Beri-Beri). Nulla che il
continente e l’oltreoceano già non
conoscessero, ma l’esotico mistero
d e i te s t i - o v v i a m e n t e i n i s l a n d e s e
- uniti alla buona padronanza dei
mezzi, lo rendono ancora oggi un
oggetto interessante. Col sovrappiù della voce di Björk, naturalment e , ca p a c e d i c a v a r s i d i g o l a g r a ff i
l a n c in a n t i e i n s i d i e c a r e z z e v o l i d u rante performance già piuttosto avv e n t u r o s e ( 6 . 6 /1 0 ) .
L’ e s p e r i e n z a d e i Ta p p i s i r i v e l ò
quindi nutritiva ma incapace di lasciare segni profondi. Malgrado facessero parte di una “scena” cittadina in pieno fermento (furono loro
- non i più quotati Peyr e Purkkurr
Pilnikk - a finire sulla locandina di
Rock In Rejkiavik, documentario
del regista Por Fridriksson), non
s u p e r a r o n o i l t e r z o a n n o di attività.
F o c a l i z z a n d o s u B j ö r k - non pos s i a m o f a r e a l t r i m e n t i - v e rrebbe da
d i r e c h e l a o r m a i m a g g i orenne fa t i n a n o n f a c e v a a l t r o c h e obbedire
a q u e l m o t o o s c i l l a t o r i o tra pop e
a v a n g u a r d i a c h e i n f o r m e rà tutta la
s u a c a r r i e r a . N o n a v e v a mai smes s o i n f a t t i d i s p e r i m e n t a r e situazioni
d i v e r s e : j a z z c o n g l i S t i f grim, co v e r c o n i C a c t u s , a l t r e j am varie e
d i s p a r a t e , u n p o ’ p e r s e g u ire l’estro
e u n p o ’ p e r s b a r c a r e i l l unario.
I l 1 9 8 3 p o r t ò m o l t i c a m b i amenti: la
s p i n t a p r o p u l s i v a d e l p u nk segnò
i l p a s s o , n e l g i r o d i p o c o chiusero
b a t t e n t i i P e y r, i P u r k k u r r e anche
i Ta p p i Ti k a r r a s s . Q u e s t a ecatom b e f u l a p r e m e s s a d e i K u kl, nati da
u n a a l l s t a r b a n d a l l e s t i t a per ce l e b r a r e l ’ u l t i m a p u n t a t a di un pro g r a m m a r a d i o f o n i c o d e d icato alle
a v a n g u a r d i e m u s i c a l i . Principale
a r t e f i c e d e l n u o v o c o m b o fu Einar
O r n , c h e f e c e d i t u t t o p e r coinvol g e r e B j ö r k e G u d l a u g u r Ottarssonn
n e l p r o g e t t o . M a l g r a d o l a ragione
s o c i a l e i n i s l a n d e s e ( t raducibile
c o n “ s t r e g o n e r i a ” ) , i t e sti furono
v e r g a t i i n i n g l e s e , c o s ì c ome gli in d i r i z z i s o n i c i m i r a v a n o d ecisamen t e i l p o s t - p u n k e v o l u t o d’Albione.
Te t r o e t r e m e b o n d o , m i n accioso e
t e a t r a l e , i l s o u n d d e i K u k l sembra v a u n a d i s p u t a t r a i l r o v e llo tribale
d e i Vi r g i n P r u n e s e i l b i eco ince d e r e d i K i l l i n g J o k e e Bauhaus .
U n a p r o p o s t a i n v e r o “ d a r k”, voluta m e n t e e s o t e r i c a e f i e r a m ente artsy,
i n c u i p e r ò n o n v e n i v a m ai meno la
c a p a c i t à - i l d e s i d e r i o - di affasci n a r e t r a m i t e a s p e r s i o n i d i esotismo
e mistero.
I l c a n t o d i B j ö r k n o n p oteva che
e s s e r e u n o d e g l i i n g r e d i e nti princi p a l i . S e n t i r l a i n D i s m e m b ered e so p r a t t u t t o i n O p e n T h e Wi ndow And
L e t T h e S p i r i t F l y F r e e , entrambe
d a T h e E y e ( C r a s s , 1 9 8 4 ), fa capi r e q u a n t o l e p o t e n z i a l i t à della voce
e l a p e r s o n a l i t à d e l l ’ i n t e r pretazione
a v e s s e r o o r m a i r a g g i u n t o un livel l o c h e l e p e r m e t t e v a d ’ i mpadronir s i d e l m o o d , d i m a r c h i a r l o a fuoco
( 6 . 5 /1 0 ) . I n q u e s t o p e r i odo la ra g a z z a e r a a b i t a t a d a u n ’ispirazio n e f e r v i d a c h e n e a c c r e s ceva sen z a p o s a i l b a g a g l i o d i e sperienze.
Q u a n d o e r a l i b e r a d a g l i i mpegni coi
K u k l , t r o v a v a i l t e m p o d i suonare la
sentireascoltare 25
Stupefacenti zollette
Ovve ro: i Sugarcub e s , c o m e l i c onoscerà (e apprezze r à ) l ’ O c c i d e n t e .
La lo ro data di nasc i t a v e n n e f a t t a
significativamente c o i n c i d e r e c o n
quella di Sindri Þórr s s o n ( 8 g i u g n o
1986), il bimbo di Bj ö r k . L a g i o v a n e
neomamma si dimos t r ò f i n d a s u b i to molto attenta e re s p o n s a b i l e c o l
figlio, ma non cede t t e d i u n m i l l i metro: dopo un paio d i s e t t i m a n e s i
fece convincere dall a r e g i s t a s t a t u nitense Nietzchka Ke e n e a r e c i t a r e
in Juniper Tree , film c h e c o n o b b e
una distribuzione uff i c i a l e s o l o n e l
26 sentireascoltare
Sugarcubes
batte ria coi Rokha R o k h a D r u m e
soprattutto dare vita a n i n n e n a n n e
minimaliste con Sigg i e d i l c h i t a r r i sta Hilmar Hilmarss o n n e l t r i o E lgar Sisters .
La d istribuzione Cr a s s - l e g g e n daria etichetta alte r n a t i v a a n g l o sassone contattata g r a z i e a d E i n a r
- con tribuì a fare dei K u k l u n p i c c o lo culto in Inghilterr a , c u i r i s p o s e ro con un tour che p o i s i e s t e s e a
mezza Europa. Non a c a s o l ’ o p e r a
seconda s’intitolò Ho l y d a y s I n E urope (Crass, 1986), m a g l i i n t e n t i
erano tutt’altro che c e l e b r a t i v i . M u sicalmente faceva a n c o r a m e g l i o
dell’esordio, stratific a n d o l a t r a m a
sonora grazie all’ut i l i z z o d i o t t o n i ,
pianoforti, tastiere, o r g a n i n i , f i s a r monica, vibrafono, e ff l u v i j a z z e
geometrie sintetiche a d i n n e s c a r e
singulti funk, marce n e v r a s t e n i c h e
(soprattutto Gibralt a r ) e m i r a g g i
Canterbury tra allu c i n a z i o n i d u b
(6.6 /10 ).
Ma col 1986 il proge t t o K u k l i m p l o se per... eccesso d’i n t e n s i t à . R i m a sta incinta di Þór Eld o n , u n c h i t a r r i sta col quale conviv e v a d a c i r c a u n
anno, Björk si sposò p e r p o i t r a s f e rirsi col marito in un a p p a r t a m e n t o
che divenne ben pre s t o i l p u n t o d i
ritrovo di una ghen g a s e m p r e p i ù
infervorata. Saranno p r o p r i o l e r i u nioni in casa Björk a g e t t a r e l e b a s i
- primavera ‘86 - de l c o l l e t t i v o B a d
Taste , sorta di asso c i a z i o n e c u l t u rale “contro il buon g u s t o ” . A n c o r a
una volta il princip a l e a r t e f i c e f u
Einar. Quale frangi a m u s i c a l e d e l
collettivo, Björk, Þó r, E i n a r e d i l
batte rista Siggtrygg u r “ S i g g y ” B a l dursson fondarono i S y c u r m o l n a r nir.
1991, guadagnandosi consensi al
Sundance Festival. La nuova band
intanto scaldava i motori. Il carburante, dopo tante tenebre targate
Kukl, era una ridanciana voglia di
divertirsi.
Come spesso ebbero a dichiarare
loro stessi, volevano incarnare una
sorta di parodia pop insidiosa ma
allegra, sferzante ma festaiola. Arruolati il bassista Bragi Ólafsson
e d i l t a s t i e r i s t a E i n a r M e l a x, d e b u ttarono con Ein Mol A Mann (Bad
Ta s t e , 1 9 8 6 ) , u n E P t i r a t o i n 5 0 0
vinili contenente la brumosa Ammæli e la febbrile Köttur (6.8/10). I
due pezzi divennero ben presto un
caso radiofonico, tanto che Derek
B i r k e t t , f o n d a t o r e a s s i e m e a Ti m
Kelly (rispettivamente bassista e
chitarrista degli anarco-punk Flux
O f P i n k I n d i a n s) d e l l ’ i n d i p e n d e n t e
londinese One Little Indian, chiese
l o r o u n a v er s i o n e i n i n g l e s e d i A m mæli. Fu così che Birthday, agosto
1987, guadagnò i favori del NME,
che lo nominò singolo della settim a n a , e d i J o h n P e e l, c h e l o m a n dò ripetutamente in onda nel suo
famoso programma.
I n b r e v e fu r o n o l e t t e r a l m e n t e r i s u c c h i a t i da l l o s h o w b i z l o n d i n e s e .
Fioccarono le richieste di interviste
- la maggior parte delle quali chie-
d e v a n o e s p r e s s a m e n t e q u a l e i n ter l o c u t r i c e l a c u r i o s a c a n t a n t e - mal g r a d o n o n f o s s e r o a n c o r a t i t o l a r i di
u n a l b u m v e r o e p r o p r i o . Q u e s t i one
d i p o c o : r i f i u t a t e l e o ff e r t e d i a l c une
m a j o r i n n o m e d e l l a t o t a l e l i b ertà
a r t i s t i c a , f i r m a r o n o p e r O n e L i ttle
I n d i a n e l i c e n z i a r o n o L i f e ’s Too
G o o d ( O n e L i t t l e I n d i a n , 1 9 88).
P e r l a s t a m p a e d i l p u b b l i c o f u una
f o l g o r a z i o n e : s o u n d m u l t i s f a c cet t a t o , c h i t a r r e l u c c i c o s e e s f e r z an t i , c r o m a t i s m i a c r i l i c i d i t a s t i ere,
r i t m i c h e e l e c t r o - f u n k , s o u l - r ock,
r e g g a e , b a l l a t e s u a d e n t i e i r r e q uie t e a l t e r n a t e a g h i g n i b l u e s - w ave,
p r o c e s s i o n i c a t r a m o s e e c a r i c atu r e h i l l y b i l l y - s w i n g . Q u a l c h e p ale s e i n g e n u i t à , p e r q u a n t o g r a d e vo l e ( u n a M o t o r c r a s h c h e s e m b r a la
v e r s i o n e b u b b l e g u m d e i L e v e l 42 ),
e r a i l m i n i m o c h e p o t e s s e c a p i t are.
D e l r e s t o n o n e r a u n g i o c o f a c ile,
q u e s t o s t a r e s u l l a c o r d a t r a s o f i sti c a z i o n e e o r e c c h i a b i l i t à . Q u a ndo
l ’ a z z e c c a v a n o , p e r ò , a n d a v a alla
g r a n d e , v e d i i l f u n k d e n s o e r a d en t e d i C o l d s w e a t , l a g i à c i t a t a Birt h d a y e u n a D e l i c i o u s D e m o n che
s c o m o d a i Ta l k i n g H e a d s c o l suo
s b r i g l i a t o t r i b a l i s m o p o p . P r o p r i o in
q u e s t ’ u l t i m o p e z z o , a l b e ff a r d o re c i t a t o d i E i n a r f a c e v a n o e c o d e i vo c a l i z z i b j ö r k i a n i t a l m e n t e i m p e t u osi
da strozzare i l m o o d s b a r a z z i n o
( 7.0 /10 ).
Un po’ tutto il d i s c o t e s t i m o n i a i n o tevoli progres s i d i B j ö r k . E f u l e i ,
voce e aspet t o , a c a t a l i z z a r e l ’ a t tenzione in In g h i l t e r r a e n e g l i U S A ,
dove Life’s To G o o d u s u f r u i r à d e l l a
distribuzione E l e k t r a . A n c h e l ’ A m e rica li volle q u i n d i p e r u n t o u r c h e
finì per somig l i a r e a d u n l u n g o p a r ty itinerante. E r a n o g l i u l t i m i f u o c h i
del 1988. Su l l e d u e s p o n d e d e l l’oceano le v e n d i t e d e l l ’ a l b u m s u perarono il m e z z o m i l i o n e d i p e z z i .
I Sugarcubes a v e v a n o g i à t o c c a t o
l’apice della l o r o c a r r i e r a .
Deviazioni senza ritorno
Poi tutto co m i n c i ò a s e m b r a r e
stretto. E con f u s o . B j ö r k e Þ ó r s i
separarono, p u r r i m a n e n d o i n b u o n i
rapporti. Il ch i t a r r i s t a a v v i ò p r e s t o
una relazione c o n M a r g r é t “ M a g ga” Örnólfsd ó t t i r, t a s t i e r i s t a s ubentrata al po s t o d e l d i m i s s i o n a r i o
Einar Melax, m a n e s s u n p r o b l e m a
per dei libera l i i s l a n d e s i c o m e l o r o .
Quel che Björ k c o m i n c i ò a n o n s o p portare era s e m m a i l a p o p a t t i t u de sempre pi ù s m a c c a t a . Þ ó r e r a
l’autore dei p e z z i p i ù o r e c c h i a b i l i ,
l’anima pop d e l g r u p p o . B j ö r k , a l
contrario, no n p e r d e v a o c c a s i o n e
per introdurre e l e m e n t i d i v e r s i n e l
sound del gru p p o : j a z z , e l e t t r o n i c a ,
hip hop. Inut i l m e n t e . A m a v a s t a r e
nella band, m a i n i z i a v a a n o n t o l l e rarne più la p r o p o s t a .
Figurarsi poi c o s a d o v e t t e s e m b r a r le Here Tod a y, To m o r r o w, N e x t
Week (One L i t t l e I n d i a n , 1 9 8 9 ) :
concepito e r e g i s t r a t o i n f r e t t a ,
il disco gioch i c c h i a v a c o n l e p o s sibilità e la c a l l i g r a f i a d e l l a b a n d ,
disinnescando i t r e m o r i w a v e t r a
funkettini birb o n i c h e s e m b r a v a n o
pescati dal c a s s e t t o d e l l e b u r l e d i
David Byrne , s c i o r i n a n d o p a r o die country-b l u e s p i ù i m p r o b a b i l i
che divertent i ( H o t M e a t ) . N e u s c ì
un disco em b l e m a t i c o , g r a d e v o l e
contraddizion e t r a f r e n e s i a e d i sincanto, alla f i n e a n c h e c a r i n o .
Però, insomm a , i S u g a r c u b e s e r a no ormai dive n t a t i c i ò c h e i n t e n d e vano mettere a l l a b e r l i n a : u n a p o p
band ( 5.8 /10 ) . L a c r i t i c a d i s p r e z z ò
come un sol u o m o , m a q u e s t o n o n
impedì un d i s c r e t o s u c c e s s o e d
un nuovo tou r m o n d i a l e d a l q u a l e
la band tornò a casa svuotata. A
mo’ di camera di decompressione,
decisero di buttarla in swing alles t e n d o l ’ e s t e m p o r a n e o K o n r a d ’s B
J a z z G r o u p, u n a s c a p p a t e l l a s e n z a
pretese, ma per Björk un po’ come
tornare a respirare. Non fosse stato per quel contratto con l’Elektra,
che imponeva un terzo album, probabilmente l’avventura Sugarcubes
sarebbe finita lì.
A r r i vò i l 1 9 9 0 , u n a n n o c r u c i a l e p e r
l a c a n t a n t e . Tr o v a t o l a v o r o c o m e
commessa in un negozio di dischi,
ebbe modo di ascoltare di tutto:
etnica, elettronica, jazz. A colpirla
particolarmente furono le compilation Artificial Intelligence della
Wa r p : A u t e c h r e , S p e e d y J e c o m pagnia bella, coi loro singulti evoluti, la dance immischiata con invenzioni soniche figlie dei sacerdoti
a m b ie n t , d e i d r u i d i k r a u t e d e g l i
stregoni funky-jazz, dovette semb r a r le l a f r o n t i e r a p e r f e t t a v e r s o c u i
dirigere le proprie ispirazioni.
Ormai decisa a fare di sé ciò
che riteneva inevitabile, contattò
Graham Massey della techno band
mancuniana 808 State, chiedendogli aiuto per “vestire” dei pezzi di
propria concezione. Massey rimase colpito dalle idee, dalle doti e
dalla persona, al punto da proporle
una partecipazione come vocalist
in due pezzi del nuovo album targ a t o 8 0 8 S t a t e , E x : E l ( Z T T, m a g g i o
1991). Massey ci aveva visto giusto: Björk s’incarnò letteralmente
nel corpo elettronico dei pezzi, vi
si abbandonò senza svanire, trasfigurandosi grazie ad uno scat jazzy
che sprimacciava il timing con una
vena di pastosa corporalità. In QMart, dinoccolata etno-ambient-techno-jazz, sembra un’invasata raziocinante, anticipando in qualche
modo gli umori e le astrazioni del
T h o m Yo r k e p e r i o d o K i d A . L’ a l t r a
c a n zo n e , O o p s , è i n v e c e q u a s i u n a
ballad funk-jazz percorsa da fauna
sintetica ed un basso “bristoliano”,
ben più adatta alle palpitazioni selvatiche e struggenti della voce.
Una techno cantata così non s’era
mai sentita.
Al rientro in patria l’attendeva un
piacevole colpo di scena: fu “reclut a t a ” d a l r i n o m a t o G u d m u n d u r I ng o l f s s o n Tr i o p e r u n c o n c e r t o j a z z
a l l a r a d i o d i s t a t o . B j ö r k si rivelò
u n a e c c e l l e n t e p e r q u a n t o peculia r e c a n t a n t e j a z z , c o m e t e stimonia il
s u c c e s s i v o , i n e v i t a b i l e l i ve in stu d i o G l i n g - G l ò ( B a d Ta s t e, maggio
1 9 9 0 ) , c h e d i v e n n e i n b r e ve di pla t i n o . M a , q u e l c h e p i ù c o n ta, questa
e s p e r i e n z a f u l a d e f l a g r a zione del l e c a p a c i t à c a n o r e d i B j ö rk, di quel
s u o p r o c e d e r e p e r f a n c i u lleschi in c a n t i , i s t i n t i v e e p i f a n i e , puntiglio s e d e d i z i o n i ( 6 . 6 /1 0 ) . D opo, nulla
p o t e v a e s s e r e l o s t e s s o . Tranne,
f o r s e , g l i S u g a r c u b e s , i l cui terzo
a l b u m a t t e n d e v a d i g e r m ogliare. La
l o n g a m a n u s d e l l ’ E l e k t r a interven n e p e r b l i n d a r e q u a l i t a tivamente
i l l a v o r o , i n g a g g i a n d o i l producer
P a u l F o x, g i à a l l a v o r o c o n gli XTC .
L a s c e l t a s i r i v e l ò a z z e c catissima.
S t i c k A r o u n d F o r J o y ( One Little
I n d i a n , f e b b r a i o 1 9 9 2 ) f u un eccel l e n t e c a n t o d e l c i g n o . Registrato
t r a R e y k j a v i k e N e w Yo r k , mise sul
t a v o l o a r r a n g i a m e n t i s t r u tturati ma
f l u i d i , v i b r a n t i a t i n t e f o r t i, infarciti
d i t r o v a t e e c i t a z i o n i ( t r o mbe vetro s e , c h i t a r r e f l o y d i a n e , c o rettini à la
To m To m C l u b, c o r i d a stadio...),
s e n z a m a i v e n i r e m e n o a lla solidi t à d e l s o u n d . L e c h i t a r r e ribolliva n o d i u m o r i b l u e s e s p a smi wave,
a d u n p a s s o d a l b i g r o c k e a due
d a l s y n t h - p o p , l e a t m o s fere e le
m e l o d i e c a p a c i d i t r e m i t i esplosivi
(H e t e r o S u m ) , i m p e t u o s i baluginii
E n o/U 2 ( L e a s h C a l l e d L ove ) e ro m a n t i c h e r i e s t r a p a z z a t e f unk ( Hit ).
B j ö r k f e c e t a n t o b u o n v i s o a cattivo
g i o c o d a m e t t e r e a s e g n o le sue mi g l i o r i e s e c u z i o n i p o p - r o c k di sem p r e , s u t u t t e l ’ a p p r e n s i v a solennità
e d i l l i r i s m o a c c o r a t o d i I ’m Hungry
(6 . 9 / 1 0 ) . A n c h e s e a c c o l t o benissi m o d a l l a c r i t i c a e d a l m e r cato, l’al b u m n o n f e c e r e c e d e r e l a cantante
d a l l e p r o p r i e i n t e n z i o n i : l a carriera
s o l i s t a e r a o r m a i s c r i t t a n elle cose.
L a c h i a m a t a d e i m o s t r i sacri U2,
c h e l i v o l l e r o c o m e a p e r tura dello
Z o o T v t o u r a m e r i c a n o , servì solo
a r i n v i a r e l ’ i n e v i t a b i l e . C on la fine
d e l ‘ 9 2 , i S u g a r c u b e s c e ssarono di
e s i s t e r e . B j ö r k s i t r a s f e r ì a Londra.
Alice nella City delle meraviglie
P e r n u l l a i n t i m o r i t a d a l l a distanza
“ a n t r o p o l o g i c a ” t r a R e y k javik e la
C i t y, B j ö r k v i s s e i p r i m i t e mpi londi -
sentireascoltare 27
nesi con analitica e d e n e r g i c a m e raviglia. La relazion e c o l d j i n g l e s e
Dominic Thrupp cert o l ’ a i u t ò , m a è
grazie alla sua dete r m i n a z i o n e s e
le tessere iniziaron o a r a d u n a r s i .
Coinvolse a vari live l l i B i r k e t t , F o x
e Ma ssey, contattò l ’ a r p i s t a C o r k y
Hale , il percussionis t a i n d i a n o Ta lvin Singh ed il sass o f o n i s t a O l i v e r
Lake degli Art Ense m b l e O f C h i c a go. Quindi avvenne l ’ i n c o n t r o d e c i sivo con Nellee Hoo p e r, g i à p r o d u cer per Soul II Soul e - s o p r a t t u t t o
- Massive Attack . Tr a i d u e s ’ i n staurò un’intesa am n i o t i c a a t t o r n o
a quell’idea di pop e v o l u t o - g i o i o so, intenso, avangu a r d i s t i c o - c h e
informerà Debut (On e L i t t l e I n d i a n ,
luglio 1993).
so contraltare nel passo dance di
B i g Ti m e S e n s u a l i t y , n e l l a f e b b r i l e
s p i n t a t e c h n o d i Vi o l e n t l y H a p p y e
nella cassa in quattro sudaticcia
d i T h e r e ’s M o r e To L i f e T h a n T h i s
(con la geniale trovata del canto a
cappella nel bagno del Milk Bar e
q u e l c o r e t t i n o c h e r i m a n d a a Wa n n a B e S t a r ti n ’ S o m e t h i n ’ d i M i c h a e l
Jackson).
Una scaletta eterogenea che la
particolare cifra espressiva di Björk
unifica col suo manifestarsi implume e selvatico, estranea in un
mondo adorato e temuto. Quale
suggello della scaletta originaria
(ruolo che nelle successive edizioni toccherà alla torva magnificenza
di Play Dead, pezzo composto per
u n a b a n d p e r s o d d i s f a r e l e p r es s a n t i n e c e s s i t à p r o m o z i o n a l i , ma
a n z i c h é a ff i d a r s i a t u r n i s t i p r e z zo l a t i , l a r a g a z z a s c e l s e d i p e r s e g uire
u n l i v e s o u n d p i ù u m a n o e c o s mo p o l i t a : c o n f e r m a t o Ta l v i n S i n g h alle
p e r c u s s i o n i , r e c l u t ò u n b a t t e r i sta
t u r c o , u n a t a s t i e r i s t a i r a n i a n a , un
b a s s i s t a c a r a i b i c o . . . L o s c o p o era
c o s t r u i r s i a t t o r n o u n a c o m b r i c c ola
i n c u i l e i n t e s e e l ’ a n t i c o n v e n z i o na l i t à c o n t a s s e r o p i ù d e l l e c o m p e t en z e t e c n i c h e . P u r t r a v a r i e d i ff i c o ltà,
i l t o u r e u r o p e o e d a m e r i c a n o f u r ono
p o r t a t i a t e r m i n e . L a p r i m a a p o t eo s i p o p g i u n s e n e l f e b b r a i o d e l ‘94
a i B r i t Aw a r d s , d o v e v i n s e n elle
c a t e g o r i e M i g l i o r E s o r d i e n t e e Mi g l i o r A r t i s t a F e m m i n i l e : l a m e l m osa
Il disco portava a c o m p i m e n t o i
tanti segnali dissem i n a t i n e g l i a n n i
dalla islandese, org a n i z z a n d o l i i n
una prospettiva este t i c a q u e s t a s ì
del tutto nuova: fin d a l l ’ i n i z i a l e H u man Behaviour l’am o r e p e r i l f o l k ,
il soul ed il jazz (la t i n t i n g e , v i s t o
il campione di Go D o w n D y i n g d i
Jobim) vengono co m e r a p p r e s i i n
una gelatina electro c o m p l e s s a e
assieme conciliante , p o r t a t r i c e d i
un fascino misterio s o m a d e l t u t to votato alla fruizio n e p o p u l a r. L a
raffinatezza di Venu s A s A B o y, c o n
gli esotici archi arra n g i a t i d a Ta l v i n
Singh, il cristallino s t r u g g i m e n t o
per arpa di Like Som e o n e I n L o v e ,
il downtempo langui d o d i C o m e To
Me (sorta di Night A n d D a y p o s t moderna), trovano a l l i b e n t e / g u s t o -
l a c o l o n n a s o n o r a d i Yo u n g A m er i c a n s , f i l m d i D a v i d A r n o l d) , T h e
Anchor Song corrisponde a questo
identikit alieno, col suo impianto
j a z z s t r a n i t o e l ’ a ff l a t o c a m e r i s t i co per ottoni cartilaginosi, non distante da certe diafane concrezioni
Ta l k Ta l k (7 . 2 / 1 0 ) .
I l s u c c e s s o d i D e b u t f u a d d i r i t t ur a u n o s h oc k : o l t r e m e z z o m i l i o n e
di copie in tre mesi, che dopo altri
tre mesi divennero un milione (negli anni saranno quasi tre milioni).
I media strinsero immediatamente
un feroce assedio. Björk divenne
un autentico fenomeno pop-rock,
anche grazie alla franca stranezza
delle sue interviste, oltremodo generose e sfrenate rispetto alla media. A quel punto occorreva allestire
c o v e r d i S a t i s f a c t i o n e s e g u i t a as s i e m e a l l ’ a l t r o f e n o m e n o f e m m i nile
P J H a r v e y - r a g a z z e e s t e t i c a m e nte
a g l i a n t i p o d i m a u n i t e d a u n ’ i s t i nti v i t à l a c e r a n t e - r a p p r e s e n t ò i l me m o r a b i l e p e n d a n t d e l l a s e r a t a . Nel
f r a t t e m p o , l a d i v a M a d o n n a b u ssò
a l l a s u a p o r t a c h i e d e n d o l e u n a c an z o n e : a n c h e s e l a t r i c e d i u n q uid
e s t e t i c o a g l i a n t i p o d i , i l r i c h i amo
d e l l a C i c c o n e e r a d i q u e l l i i r r i n un c i a b i l i . C o s ì l e c o n f e z i o n ò B e d t ime
S t o r y ( s i n g o l o n o n p a r t i c o l a r m e nte
f o r t u n a t o , d e l r e s t o ) . P e r l a c r o na c a , f i o c c a r o n o n u m e r o s e p r o p o ste
c i n e m a t o g r a f i c h e , t u t t e r i s p e d i t e al
m i t t e n t e . I n p o c h i m e s i i n s o m m a la
v i t a d i B j ö r k f u s t r a v o l t a , s p e d i t a in
a l t o a v e l o c i t à f o l l e . Tr o p p o d i t u tto,
troppo in fretta. Da crisi di nervi.
28 sentireascoltare
Missive iperpop
Il successore d i D e b u t n o n p o t e v a
che stupire ul t e r i o r m e n t e o d e l u d e re. Björk sce l s e l a p r i m a o p z i o n e ,
ma senza rico r r e r e a t r u c c h i . S o l o
se stessa, al m a s s i m o l i v e l l o , c o n
le proprie do t i d i c o m p o s i t r i c e e
interprete ma a n c h e l a c a p a c i t à d i
tessere le giu s t e r e l a z i o n i . I n b r e ve, sensibilità d i v e r s e c o m e i l c e f fo del trip-ho p Tr i c k y , i l r a m p a n t e
electro Howie B . e u n a l e g g e n d a
in pensione c o m e E u m i r D e o d a to - oltre ai s o l i t i N e l l e e H o o p e r e
Graham Mass e y - f u r o n o c o i n v o l t i
nella “fabbrica ” s o n o r a d e l l ’ i s l a n d e se. Post (One L i t t l e I n d i a n , g i u g n o
1995) fu quind i l a m i s s i v a c h e B j ö r k
spedì al mon d o i n r i s p o s t a a t u t t e
b a l i sm o s o t t i l e e l a m e l o d r a m m a t i c a
orchestrazione di Deodato, oppure
quella Hyperballad dove ambient,
dance e jazz covano un plausibile
classico per i decenni a venire, o
a n c o r a q u e l l a I M i s s Yo u c h e - p r e vio Howie B. - diventa un carosello
di pulsazioni e percussioni, mentre
la trickyana Enjoy è squarciata da
vere vampe di tromba a cura del redivivo Einar Orn.
Björk appare evidentemente cresciuta e meno fragile, per quanto
mantenesse il suo sguardo apprensivo e sbalordito sulle cose, la sensibilità scossa e arguta, sbilanciata
sulla futuristica congiuntura David
S y l v i a n- A p h e x Tw i n d i P o s s i b l y
Maybe e scaldata dalla possibili-
1 6 8 p e r s o n e , q u e l l o d i I t’s Oh So
Q u i e t , d i r e t t o d a S p i k e J onze, conq u i s t ò f i n a l m e n t e l a f a s cia oraria
p i ù a ff o l l a t a d i M T V. I n t anto Björk
s ’ i m b a r c ò i n u n a t r a f e l a t a, proble m a t i c a r e l a z i o n e c o n Tricky. Ma
non durò molto.
Con la nomination come miglior album
di musica alternativa ai Grammy Awards, l’anno si chiuse nel migliore dei
modi. Il ‘96 si aprì nel segno di Goldie,
nuovo nome caldo del drum’n’bass,
col quale Björk instaurò una intensa
liason, frustrata dalla inevitabile lontananza. Questo, assieme alla pressione
sempre meno sostenibile degli impegni, provocò il tracollo nervoso della
cantante, che assalì la giornalista Julie
Kaufman sotto gli occhi delle teleca-
le aspettative . L e p r i m e i n c i s i o n i
avvennero al l e B a h a m a s , d o v e s i
ritirò alla rice r c a d i i s o l a m e n t o d a
opporre alla s b o r n i a d e l s u c c e s s o ,
ma anche per o b b e d i r e a d u n a d e l le idee di par t e n z a , c i o è c h e l ’ e l e t tronica doves s e r i c o n g i u n g e r s i a l l a
natura, perch é p a r t e d e l l a n a t u r a .
Ovvero, la na t u r a a t t r a v e r s o l ’ e l e t tronica. Rien t r a t a a L o n d r a p e r ò ,
sentì impellen t e i l b i s o g n o d i r i m e t tere mano al m a t e r i a l e , d i r e n d e r e
più analogica , n a t u r a l e l a c i f r a s i n tetica del sou n d .
Un dualismo p o e t i c o e d e s t e t i c o
speculare a q u e l l o t r a a v a n g u a r d i a
e pop music, c h e i n q u e s t o d i s c o
arrivò molto v i c i n o a c o m p i e r s i .
Come ci dice u n a I s o b e l c a p a c e d i
far coesistere p u l s i o n i t r i p - h o p , t r i -
tà inestinguibile del passato, che
torna come un colpo di coda nella
i r r e s i s t i b i l e I t ’s O h S o Q u i e t ( c o ver di Blow A Fuse, un brano anni
Quaranta di Betty Hutton), musical
swingante squarciato da ragli liber a t o ri . C o n q u e l l ’ i n i m i t a b i l e m i s c u glio di furia, ingegno e devozione,
con quella scelleratezza bambina
come un eureka sferzante, vivido,
Björk confezionò una eccellente
opera seconda, per molti il suo aut e n t i c o c a p o l a v o r o ( 7 . 5 /1 0 ) .
Un disco fortunato, sostenuto da video clip al solito particolarissimi e
p a r t i c o l a r m e n t e e ff i c a c i . S e l a c e n sura cassò quello di Army Of Me,
colpevole di evocare suo malgrado
l ’ a n co r a f r e s c o a t t e n t a t o t e r r o r i s t i co in Oklahoma che costò la vita a
mere. Il periodo difficile fu alleviato da
straordinarie esperienze come l’intervista a Stockhausen per la rivista “Dazed And Confused” e la collaborazione
con Kent Nagano, direttore d’orchestra
che la ingaggiò per eseguire il Pierrot
Lunaire di Schonberg e la Sprechstimme al Verbier Festival ‘96 in Svizzera.
Per quanto effimera, l’esperienza fu il
suo apice avanguardistico di sempre.
t r e q u e l l o i n H i d d e n P l ace è un
m a z z o d i c a r t e m i s c h i a t o (eh, gli
i m p a g a b i l i M a t m o s … ) , s enza con t a r e c h e p e r o t t e n e r e l ’ i ncantevole
t i n t i n n i o d i F r o s t i f u c o m missionato
u n o s p e c i a l e c a r i l l o n d i p l exiglass...
A n c h e d a l p u n t o d i v i s t a dei testi
n o n s i s c h e r z a v a : s e A n Echo A
S t e i n s ’ i s p i r a a l l ’ o p e r a d ella dram m a t u r g a i n g l e s e S a r a h K ane , morta
sentireascoltare 29
Geografie soniche
Il tour mondiale es t i v o s i s v o l s e
senza intoppi, ma a l t r i g i o r n i d i ff i cili attendevano al v a r c o : p r i m a f i n ì
la storia con Goldie , d a c u i B j ö r k
uscì a pezzi, quindi u n f a n s i s u i cidò dopo averle sp e d i t o u n p a c c o
bomba, che fortuna t a m e n t e v e n n e
intercettato da Sco t l a n d Ya r d . I
sensi di colpa e di a s s e d i o l e f e cero prendere in c o n s i d e r a z i o n e
l’ipotesi di abbando n a r e l o s h o w biz, ma la stesura d e i p e z z i p e r i l
nuovo album furono l a g i u s t a t e r a pia. Nel frattempo v e n n e l i c e n z i a t o
Telegram (One Little I n d i a n , 1 9 9 6 ) ,
album che raccoglie v a a l c u n i r e m i x
ad opera di LFO, G r a h a m M a s s e y
e Dilinja tra gli altr i . A c c o l t o d a l l a
stampa come un’op e r a m e r a m e n te speculativa, fu in v e c e d i f e s o a
spada tratta da Björ k . I n e ff e t t i , l a
scaletta soffre di un a p r o g r a m m a tica eterogeneità: tr o p p a l a d i s t a n za che intercorre tra l a v e r s i o n e d a
camera di Hyperbal l a d e l a j u n g l e
ansimante di Cover M e , t r a l a n u d a
latineria di My Spin e e l a t e c h n o funk vischiosa di Po s s i b l y M a y b e .
Così come appare e c c e s s i v a a l l i mite del gratuito la t r a s f i g u r a z i o n e
di Enjoy mentre al c o n t r a r i o I s o b e l
è forse eccessivam e n t e c r e m o s a
nel suo bozzolo cin e m a t i c o . M a i l
progetto intendeva a m m i c c a r e a l l a
ricerca infinita (perc h é i m p o s s i b i l e
da compiersi) della v e r s i o n e m i g l i o re, un procedimento j a z z a p p l i c a t o
al pop. Capace quin d i d i a z z e c c a r e
una stupenda You’v e B e e n F l i r t i n g
Again e soprattutto u n a H e a d p h o nes che è come una s t r i z z a t a d ’ o c chio all’ Eno berline s e g e n t i l m e n t e
fornita da Mika Van n i o d e i P a n s o nic ( 6.5 /10 ).
Ma era ormai tempo d i H o m o g e n i c
(One Little Indian, 1 9 9 7 ) . N a t o n e l
segno dell’Islanda, d a i n t e n d e r s i
come il desiderio d i t o r n a r e a l l e
origini e come simb o l o e s t r e m o e
puro di Natura, rifle t t e v a l a s o l i t a
vecchia idea di Björ k : r a g g i u n g e r e
il cuore della natura a t t r a v e r s o u n a
calcolatiss ima
gi u s t a p p o s i z i o n e
di analogico e digit a l e . C o n c e s s a
massima libertà all’ingegnere del
suono Mark Dravs - già al lavoro
su Post - per l’ideazione di pattern ritmici e perturbazioni sintetiche, si concentrò sulle melodie,
30 sentireascoltare
che già in nuce intendeva supportare con un quartetto d’archi. Aveva tutto in testa, in qualche modo.
Si era costruita anche una teoria,
un po’ strampalata a dire il vero,
per cui le ritmiche simboleggiavano la potenza eruttiva e gli archi
una nevicata (!).
F o r t u n a t a me n t e l e s e s s i o n i s i s v o l sero in Spagna, il cui sensuale abbraccio assorbì appieno la sensibilità di Björk disperdendo i rischi da
deriva new age. Per quanto sapesse di dover partorire un lavoro ambizioso, credeva di poterlo produrr e d a s o l a . M a , a n ch e s t a v o l t a , a l l a
fine fu costretta a rinunciare per
condividere oneri e onori con Howie
B, Guy Sigsworth e soprattutto
Mark Bell degli LFO. In particolare la sofisticata IDM di quest’ultimo
lasciò un segno profondo nel sound
di questi undici pezzi, come dimostra il funk estatico di Alarm Call,
ad un tempo frigido e palpitante,
carezzevole e viscerale.
Alla fine per gli archi fu ingaggiato
un ottetto, che regala agli arrangiamenti di Deodato un respiro ampio
e pregnante, drammaticissimo in
Bachelorette - tango struggente
concepito in origine per Io ballo da
sola di Bertolucci - e arioso in Joga,
che seppur dedicato all’amica massaggiatrice è il pezzo emblematico
del lavoro, col suo impasto di tumulto e reminiscenza digitale, grido
d’allarme e abbandono vagamente
Sylvian. Più o meno ovunque il contrasto si risolve con imprendibile
armonia, a partire dalle pulsazioni
sintetiche impastate con le citazioni del Bolero di Ravel in Hunter, la
fisarmonica trasfigurata ed il canto
che gioca tra astratta apprensione
e squarci accorati. Idem dicasi per
Unravel - col passo digitale in un
grembo d’organo, corni, archi, arpa
- e per la conclusiva All Is Full Of
Love, nel cui setoso viluppo elettronico sprofondano gocce di clavic h o r d e g l i s b u ff i a l g i d i d e l l ’ a r m o n i ca di vetro.
La voce di Björk appare ulteriormente maturata, si trattiene sull’orlo
delle antiche lacerazioni (a parte i
torvi melismi nella techno nevrastenica di Pluto) per abbracciare tensioni diafane e cavalcare tribalismi
scoppiettanti. Sembra provenire or-
mai da un luogo imperscrutabile.
Si astrae, arretra l’evidenza fisica
dietro quella del simbionte, un po’
come accade nell’immagine della
c o p e r t i n a . L’ i n d i v i d u o B j ö r k c e d e
il passo all’artista, forse in conseguenza della palese maturazione
estetica e poetica o forse come
reazione alle minacciose pressioni del mondo esterno (7.3/10).
L a “ m a c c h i a ” d i Te l e g r a m v e n n e
subito accantonata quando Homogenic piovve sul mercato, guadagnandosi ottime recensioni e
buone vendite. Questo e la fresca
relazione con Howie B, apparentemente più tranquilla delle precedenti, resero questo periodo particolarmente felice.
Il bell’anatroccolo
M e n t r e H o m o g e n i c s p e d i v a l a sua
a u t r i c e s e m p r e p i ù i n a l t o n e l l ’ e mi s f e r o ( e l e c t r o ) r o c k i n t e r n a z i o na l e , f o r t e a n c h e d e g l i s t r a o r d i nari
v i d e o c l i p ( q u e l l o d i B a c h e l o r ette
d e l s e m p r e p i ù v i s i o n a r i o G o n dry,
q u e l l o s e n s u a l m e n t e c y b e r d i A l l Is
F u l l O f L o v e f i r m a t o d a C h r i s C un n i g h a m ) e d e l l a i p e r t r o f i c a p e r for m a n c e a g l i M T V Aw a r d s ( c o r e o gra f i e e c o s t u m i d a g e i s h a n o r d i c a per
u n a B a c h e l o r e t t e s u l f i l o d i u n k itch
s o f i s t i c a t o , a ff a b i l e e s o t t i l m e nte
p r o v o c a t o r i o ) , q u a l c u n o c o s p i r ava
u n f u t u r o d a a t t r i c e p e r B j ö r k . Era
a l e i c h e i l r e g i s t a d a n e s e L a r s Von
Tr i e r p e n s a v a s t e n d e n d o l a s ce n e g g i a t u r a d i D a n c e r I n T h e D ark .
S o r p r e n d e n t e m e n t e , B j ö r k a c c ettò
l a p r o p o s t a : a v r e b b e i n t e r p r eta t o i l r u o l o d i S e l m a , l a d i s g r a zia t a e s t r u g g e n t e p r o t a g o n i s t a , e si
s a r e b b e o c c u p a t a d i t u t t e l e m usi c h e . C ’ e r a n o t u t t e l e p r e m e s s e per
u n ’ a v v e n t u r a t o r m e n t a t a , c o s a che
p u n t u a l m e n t e a v v e n n e . Tr a i l v ate
d e l D o g m a 9 9 e l a p o p s t a r i s l a n de s e s i a l t e r n a r o n o m o m e n t i d i pro f o n d a i n t e s a e l a c e r a n t i d i s s i d i . Le
c r o n a c h e d e l l e r i p r e s e - a v v i a t e in
S v e z i a n e l m a g g i o d e l ‘ 9 9 - r i p o rta n o d i s o l e n n i s f u r i a t e e r a r i m o m en ti di grazia.
Q u a n t o a l l a s o u n d t r a c k , a l t r o ele m e n t o d i c o n t r a s t o f u r o n o i t esti
f o r n i t i d a Vo n Tr i e r, s u b i t o g i u d i cati
i n a d e g u a t i d a B j ö r k , c h e c h i a m ò il
p a r o l i e r e S j o n S i g u r d s s o n a p orvi
m a n o . I l d i s c o a c q u i s ì p r e s t o vita
propria, racco l t a d i c a n z o n i p e n s a te come omag g i o a l p e r s o n a g g i o d i
Selma, in cui - d a v o l e n t e r o s a a t trice dilettant e - s ’ i m m e d e s i m ò t o talmente: ecc o i l m o t i v o d e l l e r i b e l lioni ai diktat d e l r e g i s t a ( c h e p u r e
era l’autore d e l p l o t ) m a a n c h e d e l la sostanziale r i u s c i t a d e l l ’ i n t e r p r e tazione, che l e f r u t t ò a d d i r i t t u r a l a
Palma d’Oro a l F e s t i v a l d i C a n n e s
2000 come m i g l i o r a t t r i c e p r o t a g o nista. Lei ca n d i d a m e n t e c o n f e s s ò
che avrebbe p r e f e r i t o u n r i c o n o s c i mento per le m u s i c h e . E c h e c o l c inema aveva c h i u s o .
Quanto a Sel m a s o n g s ( O n e L i t t l e
Indian, magg i o 2 0 0 0 ) , l ’ e n n e s i m o
scarto dai de s i d e r a t a d e l l a p r o d u zione fu il co i n v o l g i m e n t o d i T h o m
Yorke in I’ve S e e n I t A l l , i n s o s t i tuzione della t u t t ’ a l t r o c h e s o d disfacente vo c e d e l l ’ a t t o r e P e t e r
Stormer. Una s c e l t a f e l i c e p e r u n a
ballad dal fos c o l a n g u o r e m i t t e l e u ropeo, dove l e v o l u t e o r c h e s t r a l i
(fu ingaggiata u n ’ o r c h e s t r a d i o t tanta element i ) e d i b e a t s f r a n g i a t i
(a cura di Be l l e S i g s w o r t h ) s o n o
lo sfondo cine m a t i c o d e l f a s c i n o s o
intreccio voca l e . Q u a n t o a l r e s t o
della scaletta , t o l t a l a t i p i c a i n t r o duzione per o r c h e s t r a s u t i t o l i d i
testa di Ouv e r t u r e ( c o m p o s t a d a
Björk stessa) , l ’ a s c o l t o n o n s o ff r e
l’assenza del s u p p o r t o v i s i v o c o m e
spesso accad e p e r l e s o u n d t r a c k .
Ciò vale anch e q u a n d o l e s t r a n i a n ti situazioni d e l l a p e l l i c o l a - c o n g l i
ipercromatici i n s e r t i m u s i c a l n e l l a
grana sovraes p o s t a d e l l a q u o t i d i a nità - trovan o e c o n e l l e s t r u t t u r e
dei pezzi, com e n e l l a t r a s c i n a n t e I n
The Musical - u n a I t ’s O h S o Q u i e t
trafelata da un v e n t i c e l l o i n d u s t r i a l e
- e soprattutto i n C v a l d a , i m p e t u o s o
pastiche tra fu n k e t i p t a p , r o b o t i c o
e swingante, s q u a r c i a t o d a v a m p e
di ottoni, con f u g a c e i n t e r v e n t o d i
Catherine De n e u v e .
Se una 107 S t e p s g i o c a i n v e c e
a giustappor r e a n g o s c e G l o o m y
Sunday e tra m e b r i s t o l i a n e , S c a tterheart è un ’ e t e r e a n i n n a n a n n a
scoppiettante f i n c h é n o n s v o l t a s i nuosa e noir, m e n t r e l a c o n c l u s i v a
New World è l ’ a m n i o t i c a p i e t a s c h e
- recuperando i l t e m a d e l l a O u v e rture - proced e a c u o r e p i e n o v e r so un agogna t o f u t u r o , c o m m o s s a
chiosa ad un’e s p e r i e n z a t r a v a g l i a t a
ma - a giudicare dai risultati - estrem a m e n t e p o s i t i v a ( 6 . 9 /1 0 ) .
L’ a n n o d e l c i g n o ( d o m e s t i c o )
D u r an t e l a t r e g e n d a c i n e m a t o g r a f i ca, Björk non smise di pensare e
produrre musica. Ma la situazione
comportò un deciso spostamento di
coordinate: quasi a compensare la
“forzata estroversione” del ruolo di
attrice, si ritirò in un bozzolo intimista, cullandosi con suoni sussurrati
e ritmi digitali che prendevano vita
nel suo laptop (cordone ombelicale
di internet compreso), supportata
d a l f e d e l e Va l g e i r S i g u r d s s o n . L a
sua incessante curiosità si imbatté
nel lavoro del misconosciuto talento
d a n e s e O p i a t e, a l s e c o l o T h o m a s
Knak, mentre si consolidò il rapporto coi californiani Matmos, già al
lavoro su un remix di Alarm Call.
Di questi ultimi Björk s’invaghì letteralmente, e non poteva essere
altrimenti: la loro capacità di campionare in pratica qualsiasi cosa
- costruirono tutto il loro QuasiO b j e c t s ( Va g u e Te r r a i n , 1 9 9 8 ) r i e laborando il rumore di maglie, palloni, il corpo stesso! - e ricondurlo ad
una dimensione post-concreta più
a ff a b i l e c h e i n q u i e t a n t e , r e a l i z z a v a
magnificamente l’idea di “avanguardia che si fa pop”. In questo alveo
assieme intimista e ipermodernista,
Björk intendeva sviluppare il concept del nuovo album, che avrebbe
dovuto intitolarsi Domestika. Un
utilizzo meno invasivo degli archi,
quindi arpa, clavichord, celeste,
carillon da una parte, dall’altra le
pulsazioni digitali, e la voce a cucire i due lembi del bozzolo: questa
la rotta iniziale, che Björk terrà più
o meno fino alla fine.
Un folk elettronico da ascoltarsi
in salotto o in camera, lontano dai
r a v e e d a l d a n c e f l o o r, i n o m a g gio al “quotidiano magico” quale
nuovo fulcro sensitivo/creativo
della contemporaneità. Non certo a caso, verso la metà del 2000
si trasferì a Manhattan dal nuovo compagno Matthew Barney,
celebre artista multimediale originario di San Francisco, autentica leggenda contemporanea dell’avanguardia - per quanto fosse
un classe ‘67 - già premiato alla
B i e n n a l e d i Ve n e z i a p e r i l c i c l o d i
film The Cremaster, che gli guadagnò un’installazione permanente al Guggenheim Museum.
B j ö r k t r o v ò n e l l a c a s a di Barney
u n a m b i e n t e i d e a l e , n i do, studio
e a l c o v a . Tu t t a v i a , c ’ e r ano anco r a d e i t i c k e t d a p a g a r e . E non al
r i s p a r m i o . C a u s a l a n o m ination di
I ’ v e S e e n I t A l l c o m e m i glior bra n o o r i g i n a l e , B j ö r k s i p r e sentò alla
c e r i m o n i a d e g l i O s c a r 2 0 01 con un
v e s t i t o c h e p a s s e r à a l l a s toria, una
g o n n a p i u m a t a e l ’ i m i t a zione del
c o l l o d i u n c i g n o c h e l ’ avvolgeva
c o m e u n b o a . I l f a t t o c he cammi n a n d o d e p o s i t a s s e d e l l e uova non
v o l e v a e s s e r e u n a b i z z a r ria fine a
s e s t e s s a , m a l a s p i e g a zione del l ’ a b i t o : i l c i g n o i n f a t t i s i mboleggia v a a d u n t e m p o r o m a n t i c i smo e fer t i l i t à . I m e d i a p e r ò n o n g uardarono
t a n t o p e r i l s o t t i l e e r i s p osero alla
p r o v o c a z i o n e e s t e t i c a d e lla ragaz z a c o n u n a i m p i e t o s a campagna
d e n i g r a t o r i a . L a p e g g i o v estita del
m o n d o , q u e l l e c o s e l ì . F orse con s a p e v o l e c h e u n p o ’ s e l ’ era andata
a c e r c a r e , m a g a r i a n c h e più matu r a , B j ö r k n o n n e f e c e u n dramma e
a n z i r i l a n c i ò l ’ i m m a g i n e del cigno n o n s e n z a s o t t i l e a u t o i r o nia - nella
c o p e r t i n a d e l n u o v o a l b u m che nel
f r a t t e m p o d e c i s e d i c h i amare Ve s p e r t i n e ( O n e L i t t l e I n d i an, 2001).
R e g i s t r a t o t r a I s l a n d a , Spagna e
N e w Yo r k , v i d e a l l ’ o p e r a come al
s o l i t o u n a m e s s e d i c o l l a b oratori: ai
g i à c i t a t i O p i a t e - c ’ è l a sua firma
n e l p a l p i t a n t e c r o m a t i s mo electro
s o u l d i U n d o e n e l l a s c oncertante
n u d i t à d i C o c o o n - e M a tmos - ai
q u a l i p r o p o s e d i i n t e r v enire coi
l o r o c a m p i o n a m e n t i r i d o t ti a crepi t i i m i c r o t o n a l i s u p e z z i g ià formati
- s i a g g i u n s e r o i l t e d e s c o Console
- s u a l a m e l o d i a d i H e i r l o om , il pez z o p i ù b r i o s o d e l l o t t o - p iù un bre v e i n t e r v e n t o d i M a t t h e w Herbert
i n H i d d e n P l a c e . L’ a s p e t to sonoro
è e s t r e m a m e n t e c u r a t o eppure di s c r e t o , l o s f o r z o è r i v o l t o ai dettag l i , u n a d e f i n i z i o n e q u a si frattale
c h e i n v i t a a l l ’ i n d a g i n e e assieme
r i l a s s a a b b o z z a n d o u n ambiente
f a m i l i a r e , p e r q u a n t o s p i nto su di mensioni avveniristiche.
S u o n i v i v i , t e s t i m o n i d i vita: basti
p e n s a r e c h e i l f r u s c i o a ll’inizio di
A u r o r a a l t r o n o n è c h e i l r umore dei
d e i p a s s i d i B j ö r k s u l l a n eve, men-
s e n t i r e a s c o l t a r e 31
suicida nel ‘99, l’es o t i c a s v e n e v o lezza di Sun In My M o u t h r i e l a b o r a
un testo dell’everso r e g r a m m a t i c a le E. E. Cummings, m e n t r e H a r m
Of Will è frutto del p o e t a e r e g i s t a
statunitense Harmon y K o r i n e .
Il cerchio si compie c o n l ’ i n t e n s a
Paga n Poetry , a pa s s o d i g e i s h a
tra brume industriali e s o u l s e t o s o ,
la cui carica sensu a l e e d i s p e r a ta trova straordinar i o r i f l e s s o n e l
video realizzato da N i c k K n i g h t,
tra dissolvimento di g i t a l e e f i s i c i t à
estre ma. Con quest o d i s c o p r o b a bilmente Björk rag g i u n s e l ’ i d e a l e
dosaggio tra sper i m e n t a z i o n e e
comunicatività, tra a v a n g u a r d i a e
pop. Un punto di eq u i l i b r i o d o v e l e
opposte istanze ces s a n o d i e s s e r e
tali, anzi si nutrono l ’ u n a d e l l ’ a l t r a ,
svelandosi nuove p o s s i b i l i t à . I n
questo senso, Vesp e r t i n e v a c o n siderato il suo capol a v o r o ( 8 . 0 /1 0 ) .
Battiti di carne
Il successivo tour mondiale venne
concepito come un trionfo: per location furono scelti teatri normalmente destinati alla “colta” (in Italia
toccò al Teatro Regio di Parma), la
crew - si fa per dire - consisteva in
un’orchestra di 54 elementi, un’arpista, quattordici voci inuit e una cantante “di gola” canadese. A costoro
si aggiunsero i due Matmos ad impersonare il link con l’iper (o post)
modernità. Il risultato fu esattamente quello pronosticato: un trionfo.
Al termine del quale, inizio 2002,
Björk si prese una pausa. Doverosa e fruttuosa. Presto fu annunciata
la gravidanza e a ottobre nacque la
secondogenita Isadora. Più o meno
contemporaneamente uscirono il
box in 6 cd (best e rarità) Family
Tree (One Little Indian, novembre
2002) ed il Greatest Hits (One Little
Indian, novembre 2002), che fruttarono quale unico inedito It’s In Our
Hands, electro-soul sinuoso aperto
come un fiore a nuove prospettive di
speranza e - perché no? - gioia, non
a caso già suggello di molti concerti
passati e a venire.
La rinnovata materni t à - v i s s u t a c o n
sensibilità certo più a d u l t a - p r o vocò una naturale r i v o l u z i o n e c h e
spostò il corpo (la fi s i c i t à ) i n p r i m o
piano. Dopo le ragna t e l e s i n t e t i c h e ,
i singulti e i sospiri d i Ve s p e r t i n e ,
32 sentireascoltare
in Medulla (One Little Indian, 2004)
avvenne un deciso spostamento
dell’obiettivo (attra)verso la carne,
una dimensione per così dire fisiologica, “culturalmente” corporea,
di cui i beats realizzati “a voce”
non erano che il riflesso “formale”.
Se da un lato vennero confermati
Va l g e i r S i g u r d s s o n e M a r k B e l l , l a
squadra dei collaboratori subì giocoforza dei cambiamenti: fu coinvolto il newyorkese Rahzel, detto
“the godfather of noyze”, un beat
boxer capace di generare quasi
tutte le parti percussive e di basso
con la sola voce, spalleggiato in ciò
dall’omologo giapponese Dokaka e
- udite udite - dall’irrefrenabile e
p o l i m o r f o M i k e P a t t o n, m e n t r e l a
c a n t a n t e c a n a d e s e “ d i g o l a ” Ta n y a
Ta g a q s v o l s e q u e l r u o l o d i g u a r n i zione che in precedenza spettava
agli espedienti sintetici.
La voce dunque tornava prepotente in prima linea con conseguente
arretramento dell’elettronica, app e n a e v i d en t e i n D e s i r e d C o n s t e l lation (dove comunque molti suoni
all’apparenza digitali sono la voce
di Björk stessa) oppure decisiva ma
stemperata nella fauna di strument i “ u m a n i ” , c o m e i n M o u t h ’s C r a d l e
(aura world-music tra le irrequietezze
angelicate
dell’Icelandic
C h o i r) , W h o I s I t ( a n s i t i , t r a m e s t i i
e b a s s e f re q u e n z e p e r f u n k y c a priccioso) e nella pazzesca Where
Is The Line (cui Patton - i suoi polmoni, la gola, il naso, il diaframma,
la lingua, il corpo - regala sulfuree
convulsioni).
Björk sembrava voler intraprendere
un’indagine più accurata che accorata sulle tracce del fattore umano
presente e prossimo venturo. Con
sguardo inesorabile e trepido, onirico e surreale, decise di abbracciare
modi e forme perlopiù tradizionali
- quasi arcaiche - trasfigurandone
le sagome all’interno di un incanto
apocalittico. Una premessa estetica eccessiva se vogliamo, quasi un
reticolo intellettuale posto a sovrintendere lo sbilanciamento fisico. Ne
risultò una prospettiva decisamente
anti-pop. Un’anomalia, per non dire
un difetto, alla luce di una carriera
che ha sempre acquistato senso e
forza proprio nell’incontro/tensione
tra avanguardia e pop.
P e r q u a n t o f a s c i n o s a - i l b a t t i c uo r e s p e r d u t o d i A n c e s t o r s , l a p ara d i s i a c a m o r b o s i t à d i P l e a s u r e Is
A l l M i n e - o a m m i c c a n t e - l a d a nza
d i s a r t i c o l a t a d i Tr i u m p h O f A H eart
- l a r i c e r c a d i B j ö r k s e m b r a v a s vol g e r s i a d u n l i v e l l o p i ù a l t o r i s p etto
a l c o m u n e s e n t i r e . N o n s a r e b b e di
p e r s é u n d e m e r i t o s e n o n s f i o r a sse
t a l v o l t a i l l e z i o s o ( n e l l a d i d a s c a l ica
S u b m a r i n e , c o m p o s t a e d e s e g uita
a s s i e m e a R o b e r t Wy a t t ) q u a ndo
n o n i l p r e t e n z i o s o , v e d i i l m a d r i g ale
m a r m o r i n o d i V ö k u r ó o i l p o s t - t a ngo
c i n e m a t i c o d i O c e a n i a , i n n o d elle
O l i m p i a d i d i A t e n e ( 6 . 5 /1 0 ) .
S e g n a l i p a r z i a l m e n t e c o n f e r mati
l ’ a n n o s u c c e s s i v o d a D r a w i n g Re s t r a i n t 9 ( O n e L i t t l e I n d i a n , l u glio
2 0 0 5 ) , c o l o n n a s o n o r a d e l l ’ o m oni m a p e l l i c o l a d i B a r n e y, a n c h e se
p u ò s e m b r a r e i n g r a t o c o n s i d e r arlo
a l l a s t r e g u a d i u n l a v o r o d i B j örk,
c h e s e m b r ò m e t t e r s i c o m p l e t a m en t e a d i s p o s i z i o n e d e l l a p r o p o sta
v i s u a l e d e l m a r i t o , c a n t a n d o s olo
i n t r e b r a n i p e r c o n c e n t r a r s i s ulle
a u s t e r e p o s s i b i l i t à d e l l o S h o ( s tru m e n t o g i a p p o n e s e a t r e n o t e ) e del
t e a t r o N ô ( 6 . 0 /1 0 ) .
Sciamanesimo iperpop
P o i , i n s o s t a n z a , s p a r i s c e . U n si l e n z i o c l a m o r o s o p e r c h é s i g nifi c a a t t e s a . S p e z z a t a d a l c o n s u eto
r o s a r i o d i a n t i c i p a z i o n i s u l n u ovo
a l b u m , t r a c u i u n p a i o n o t e v o l i: il
p r o g e t t o v e d e c o i n v o l t i t r a g l i altri
i l s u p e r p r o d u t t o r e Ti m b a l a n d - pro p r i o q u e l l o d i M i s s y E l l i o t t, N elly
F u r t a d o e J u s t i n Ti m b e r l a k e - e
l ’ e f e b i c o e s e m p r e p i ù o n n i p r e s en t e A n t o n y H e g a r t y . S e g n a l i che
f a n n o p e n s a r e a d u n a o s c i l l a z i one
f i n t r o p p o c o n t r a r i a r i s p e t t o a l l e re c e n t i d e r i v e a v a n g u a r d i s t e , e s pe d i e n t i u l t r a h y p e p i u t t o s t o o v v i , per
n o n d i r e o z i o s i . M a a l t r i n o m i c o me
i K o n o n o N ° 1 - b a n d p e r c u s siva
c o n g o l e s e - e i l b a t t e r i s t a a v antn o i s e C h r i s C o r s a n o - g i à a l l a v oro
con Paul Flaherty, Kim Gordon e
J i m O ’ R o u r k e t r a g l i a l t r i - s p o sta n o l ’ a g o d e l l a b i l a n c i a v e r s o l ’ an t i c o s o l c o b j ö r k i a n o , b o r d e r l i n e tra
sperimentazione e pop.
L’ a n t i p a s t o a r r i v a a d a p r i l e 2 007
c o l c l i p d i E a r t h I n t r u d e r s , d i r etto
d a l r e g i s t a e a n i m a t o r e f r a n c ese
M i c h e l O c e l o t ( q u e l l o d i K i r i kù).
Una febbrile c a r r e l l a t a b i d i m e n s i o nale, tribalism o o m b r o s o e i p e r c r o matico, il vol t o d i B j ö r k c o m e u n a
aidoru ad alt i s s i m a r i s o l u z i o n e d i
Madre Natura . A n c o r a u n a v o l t a l a
musicista isla n d e s e c o g l i e n e l p r a ticello di conf i n e t r a u n d e r g r o u n d e
mainstream, c o n e s i t i s t r a n i a n t i e d
attualissimi. Q u a n t o a l l a m u s i c a ,
sembra rifars i a l l a c o m p e n e t r a z i o ne etnico/tec n o l o g i c a d e i Ta l k i n g
Heads eniani, c o n u n p i g l i o d a n c e /
wave che amm i c c a c o n d i s i n v o l t u r a
alla “costola” p a z z e r e l l o n a To m To m
Club. Ma ladd o v e l ’ i d e a d i B y r n e i n carnava una g l o b a l i z z a z i o n e e s t e tica in fieri , q u e l l a r a p p r e s e n t a t a
da Björk suon a c o m e g i à a v v e n u t a ,
metabolizzata e d o l t r e p a s s a t a . U n
linguaggio nu o v o c h e i l l i n g u a g g i o
deve imparare , s t a i m p a r a n d o . N o n
senza dramm a t i c i r i s v o l t i c h e l e i ,
da guizzante n e o s c i a m a n a i p e r pop, tenta di e s o r c i z z a r e .
Non si tratta i n s o m m a d i u n ( f u r b e sco e dispera t o ) r i t o r n o a l l e f r e g o le techno ape r t e a t u t t o d e i p r i m i
Nineties. Sem b r a s e m m a i c h e i n
Volta (One L i t t l e I n d i a n , 5 m a g g i o
2007) - vedere spazio recensioni
- nulla sia passato invano. Anzi,
tutto ricorre vichianamente: implosioni ed esplosioni, Medulla e Deb u t, i d e n t i f i c a z i o n e p a n i c a e f i b r i l l a z i on e e s p r e s s i v a , H o m o g e n i c e
P o s t, f i n o a l l ’ i n t i m i s m o p e r v a d e n t e
e s e n s u a l e d i Ve s p e r t i n e . U n a s i n tesi che da estetica si fa poetica,
paventando un gioco di opposti
sempre più drastico: la dialettica
tra corpo e mondo, il dissidio che
diventa compenetrazione. Non è
certo un caso che un pezzo come
Declare Independence - una sorpresina electro punk all’acido muriatico mica male - sia dedicato alla
c a u sa i n d i p e n d e n t i s t a d e l l e I s o l e
Fær Øer e della Groenlandia.
Il gioco non è scoperto, eppure
mai come in questo disco gli esperimenti sul linguaggio ed il pop
sembrano coinvolti con le cose del
mondo. Perciò le strutture evidenz i a n o u n a d i ff u s a s e m p l i c i t à , u n a
cura che rifugge il fasto prediligend o l ’ e ff i c a c i a , p o c h e m a o c u l a t i s s i me, ficcanti soluzioni timbriche. Un
distillato d’arte e mestiere per un
a l b u m c o m p l e s s o m a e ssenziale,
c o m p l e s s o e d e s s e n z i a l e ( 7.2 /10 ).
S e q u e s t o d i s c o c o n f e r m a la statu r a d i B j ö r k , d ’ a l t r o c a n t o è chiaro
c o m e i l r u o l o d i c a p o f i l a e crocevia
d i o r i e n t a m e n t i e d i s t a n ze esteti c h e n o n l e a p p a r t e n g a o r mai più. In
f o n d o , a n c h e q u a n d o c o sì è stato,
n o n c ’ e r a m o l t o d i p r o g r ammatico.
B j ö r k n o n h a m a i r a p p r e sentato e
i n c a r n a t o a l t r i c h e s e stessa, la
p r o p r i a i d e a d i e s p r e s s i one come
“ e l e v a z i o n e l i b e r a t o r i a ” . Certo, le è
c a p i t a t o d i f a r l o n e l p o s t o giusto al
m o m e n t o g i u s t o . P o t e v a il destino
non arriderle?
Stefano Solventi
s e n t i r e a s c o l t a r e 33
turn it on
B a t t l e s - M i r r o r e d ( Wa r p / S e l f , 1 8 m a g g i o 2 0 0 7 )
Genere: echoplex rock
W i l l i a m s n o n è u n t e o r i c o , t a n t o m e n o u n p r o f e s s o r e g e l o s o d e l l e p r o prie
c o n q u i s t e . Q u a n d o h a d e c i s o d i m e t t e r e i n s i e m e u n ( s u p e r ) g r u p p o n e s ono
u s c i t i t r e t i t a n i c i e p p ì r e c e n t e m e n t e r i s t a m p a t i d a l l a Wa r p . L e p r o v e ge n e r a l i . U n t e n t a t i v o ( m a è r i d u t t i v o ) d i c o m u n i c a r e e c o s t r u i r e p o n t i . Con
M i r r o r e d l ’ o b b i e t t i v o s i s p o s t a , c o m e e r a i n t u i b i l e , d a l w o r k i n p r o g r e s s al
l a v o r o d i s q u a d r a e l ’ e s s e n z a a n c h e q u i s e n z a s o r p r e s e s i s i s t e m a l u ngo
l ’ a u t o s t r a d a W i l l i a m s - B r a x t o n , i l p r i m o a i r i ff i l s e c o n d o a g l i e ff e t t i e v oci,
in giochi di sponda con incrociati basso-batteria. Il lavoro sul pop-rock è
l ’ a s p e t t o d i c u i s i p a r l e r à d i p i ù , h a r e s o i l s i n g o l o A t l a s “ m a t h - r o c k f o r the
m a s s e s ” s e p p u r e è u n ’ e s c r e s c e n z a , i l c u o r e r i t m a u n l i n g u a g g i o v i v o , f atto
d i c o s t r u t t i c o m p l e s s i . F r a s i - r i ff , b o t t e e r i s p o s t e a d u e c h i t a r r e q u a ndo
n o n t r a i l g i o c o r i t m i c o e g l i e ff e t t i , p e r i o d i c h e m a c i n a n o m o o d , p u n t eg giature mai lasciate a l c a s o . L e p r i n c i p a l i e l e s e c o n d a r i e , q u a l c h e s u b o r d i n a t a . N e g l i S t o r m & S t r e s s c ’ e r a m olto
di non-intenzionale, q u i c ’ è u n ’ e v o l u z i o n e a r m o n i c o - m a t e m a t i c a p i ù c h e i l c o n t r a r i o .
Ha ragione Braxton q u a n d o a ff e r m a c h e i B a t t l e s s o n o u n a r o c k ’ n ’ r o l l b a n d c o n f i n i n o n c o n v e n z i o n a l i . E d i c e la
verità pure Ian Willia m s q u a n d o a ff e r m a c h e l ’ i n f l u e n z a d e l l e f r i p p e r t r o n i c s d i R o b e r t F r i p p s i a i n c i d e n t a l e e non
programmatica. Mirr o r e d è u n m o n d o d i s p e c c h i . I m m a g i n i d e n t r o i m m a g i n i e q u i n d i l o o p . S c i e n z a d e l G i b son
Echoplex. Ma è un g i o c o c o n d i e t r o u n a s c e n o g r a f i a . U n a s a v a n a , g u s t i c a r a i b i c i , f u s i o n u m i d i c c i a , a p p e a l r ock,
che assume un feel i n g p r o g g y à l a To r t o i s e t r a m o m e n t i s e r r a t i e s f i l a c c i a m e n t i . S e v o g l i a m o M i r r o r e d è una
risposta agli Standa r d s , u n a v i a c o r a g g i o s a c h e a v r e b b e f a t t o d e l l a b a n d d i M c E n t i r e u n c o l o s s o i n v e c e d i una
grande live band (se n z a s o r p r e s e d i s c o g r a f i c h e ) . A l c o n t r a r i o , W i l l i a m s e s o c i h a n n o u n t r i d e n t e : t e s t e t a r t aru ga, cuore da cavalli d i r a z z a e u n d i s c o i n a t t a c ca b i l e , s t u d i a t i s s i m o e p p u r e a c c e s s i b i l e c o m e n i e n t ’ a l t r o n ella
carriera di Williams. A c c a n t o a d e g l i S l i n t i n r e - r e u n i o n s e n z a n o v i t à , s a r a n n o l o r o a p o r t a r c i i l l i v e d e c i s i v o . Nel
frattempo l’ascolto c a s a l i n g o r i l e v a o g n i v o l t a n u o v i r e b u s m a a n c h e o a s i d ’ e r g o n o m i a , m o m e n t i q u a s i d a n c e e
quasi pop. E tutto ne l l a l o g i c a d e l q u a s i . L’ e q u a z i o n e e l a r i c r e a z i o n e . I l d i s c o v e r y c h a n n e l d e l c h i m i c o i n p a usa
caffè. (7.7/10 )
Edoardo Bridda
34 sentireascoltare
65daysofstatic – The Destruction
Of Small Ideas (Monotreme, 30
aprile 2007)
Genere: post rock, elettronica
Il primo pezz o s ’ i n t i t o l a W h e n We
Were Younge r A n d B e t t e r. C h e ,
come dire, no n f a i n i z i a r e l ’ a l b u m
sotto i migl i o r i a u s p i c i . E p p u r e
sono sempre l o r o , i 6 5 d a y s o f s t a t i c .
Quelli che ave v a n o p r a t i c a t o u n v i gorosissimo m a s s a g g i o c a r d i a c o a l
post rock, ria n i m a n d o l e s u e s t a n che motivazio n i e i n f i a m m a n d o n u o vamente – e f i n a l m e n t e – l a n o s t r a
passione. Fin o r a . P e r c h é d o p o d u e
capolavori sc o n v o l g e n t i p e r l a l o r o
rivoluzionaria p o t e n z a e p e r s o n a l i tà ( The Fall O f M a t h e O n e Ti m e
For All Time) a r r i v a i l m o m e n t o
della mezza d e l u s i o n e .
The Destruc t i o n O f S m a l l I d e a s
ha le batterie u n p o ’ s c a r i c h e . L a d dove il motor e d e i s u o i p r e d e c e s sori girava a m i l l e , s t a v o l t a l e c o s e
non sembrano l e s t e s s e . C o m e s e
la band cerca s s e d i p r e m e r e s u l p e dale dell’acce l e r a t o r e c o n l a s t e s s a
forza di semp r e m a a v e n d o l e r u o t e
dell’auto che g i r a n o a v u o t o . I s u o ni, ad esempi o , a v o l t e f a l l i s c o n o i n
impatto laddo v e p r i m a i n v e c e f a c e vano terra bru c i a t a i n t o r n o a s é . E
verrebbe da p e n s a r e a q u a l c h e p r o blema in fase d i m a s t e r i n g , c h e n o n
ha pompato a d o v e r e c i ò c h e d o v e va essere sp i n t o o l t r e o g n i l i m i t e .
Sacrificando c o s ì c h i t a r r e , r i t m i ,
suoni e idee. L’ e l e t t r o n i c a è s e m p r e
presente, ma a v o l t e s e m b r a m e s s a
quasi in seco n d o p i a n o , c o m e s e i l
gruppo cerca s s e u n a p p r o c c i o p i ù
live. E il risul t a t o n e r i s e n t e . D o n ’ t
Go Down Sor r o w è u n a b a l l a t a p i a nistica che sci v o l a b a n a l e e i n o ff e n siva, forse il p e z z o – r e l a t i v a m e n t e
– più post rock che la band abbia
mai composto. La conclusiva The
Conspiracy Of Seeds dà fiato alle
corde vocali e si presenta come un
brano quasi metal, ovviamente più
per spirito che per aderenza stilistica. Altrove gli spunti sono più
incoraggianti, come negli innesti
di electro schizofrenica che abbelliscono l’altrimenti banale melodia
di The Distant Mechanised Glow. Il
rischio è di farsi prendere la mano
e rendere più fosco del lecito ciò
che invece tanto fosco non è. Ma
non si può prescindere da ciò che
sono stati fino ad ora i 65daysofstatic. Che stavolta si sono lasciati
prendere eccessivamente la mano.
Questo lavoro infatti dura quasi il
doppio rispetto al precedente. E il
s o s pe t t o c h e i n m e z z o c i s i a q u a l che riempitivo di troppo è forte.
Così come è forte la tentazione di
indirizzare i neofiti verso il resto del
catalogo targato 65, più aggressivo
e d i n t r i g a n t e . Tu t t i g l i a l t r i , s i a c c o stino a The Destruction Of Small
Ideas con poche aspettative. Lo
spirito giusto per trovare alla fine
anche qui pane per i propri denti.
(6.2/10)
Manfredi Lamartina
120
Days
–
Self
Titled
(Smalltown Supersound / Wide,
aprile 2007)
Genere: elettropop
Non fa notizia un elettropop tecnol o g i co e r o b o t i c o , a d e c e n n i d i d i stanza dalle massime realizzazioni
finora ottenute del genere. Ma in
Norvegia, che è la loro patria, questo disco dei 120 Days, già uscito
da tempo, ha letteralmente sbancato, a quanto pare. Primo posto nelle
c h a r t s e v i a a n d a r e . O r a n e r i s t a mpano pure una edizione limitata con
bonus CD ricco di remix. Ma tralasciamo gli orpelli, e andiamo a leggere le maglie della tradizione in
questi ragazzi di Kristiansund.
I primi nomi che vengono da fare
sono quelli del passaggio dell’elettronica robotica al pop, due su tutti:
i Kraftwerk e gli Ultravox, ovvero
la stessa faccia in due medaglie
diverse. I tedeschi, nella traccia
iniziale (gli otto minuti e passa di
Come Out, Come Down, Fade Out,
Be Gone), si potrebbero guardare
r i f r a t t i n e l p a s s a g g i o d a i primi di s c h i , q u e l l i n o n p i ù r i c o n osciuti, al l ’ e s t e t i c a c h e l i h a r e s i p iù celebri.
L a b a n d d i J o h n F o x x ( c h e qui è più
c h e a l t r o l a b a n d d i M i d ge Ure ) è
u n t i r a n t e c h e p r e s e r v a d elle derive
( m a a h i m è s o n o i p u n t i d i maggiore
e m a n c i p a z i o n e ) v o c a l i e chitarristi c h e a l l a U 2 (S l e e p w a l k i n g ).
Q u i s t a i l p r o b l e m a . I l s y n th di Keep
O n S m i l i n g r i c o r d a q u e l l o di Brian
E n o a i t e m p i d e i R o x y Music, ma
q u e s t a è u n a b a n a l i t à c h e sapeva m o g i à , e c o n t r i b u i s c e a turbare la
b u o n a o p i n i o n e i n i z i a l e del disco
– c h e s i s m i n u z z a ( a n c he se non
d e l t u t t o ) s o t t o l ’ a c c u s a (contro la
q u a l e n o n c i s o n o a r g o m entazioni,
a l m e n o i n 1 2 0 D a y s ) d i p revedibili t à . F o s s e q u e s t o a l b u m t utto come
l ’ i n i z i o , e c o m e l a f i n e – una lun g a s u i t e a n t i - p r o g r e s s i v a che va
a l t r o t t o d i u n ’ a r i a e s o p rattutto di
u n a r i t m i c a ( l o d i c o l ’ u l t i ma volta e
p o i b a s t a : r o b o t i c a ) N e u ! – sarebbe
s t a t a u n ’ a l t r a c o s a , p e r c hé pur nel
d e r i v a t i v i s m o l a n o n - f o r m a canzone
a l o r o r i e s c e m e g l i o . E c co perché
b i s o g n a e s s e r e u n p o ’ s everi, per
disincentivare. (5.0/10)
Gaspare Caliri
1 9 9 0 s – C o o k i e s ( R o u g h Tr a d e /
Self, 4 maggio 2007)
Genere: glam wave’n’roll
S o n o s c o z z e s i . S o n o b uffi. Sono
d i v e r t e n t i s s i m i . E a i l o r o concerti
p u o i a n c h e b a l l a r e . N o , non sono
i F r a n z F e r d i n a n d, m a ci siamo
p a r e c c h i o v i c i n i , e n o n s olo per le
i n d u b b i e a s s o n a n z e d i S ee You At
T h e L i g h t s , c h e f a s u b i t o pensare a
u n a v e r s i o n e 2 . 0 d e l l a b and di Ka p r a n o s . P r i m a d i f o r m a r e i 1990s ,
q u e l l a s a g o m a d i J o h n McKeown
e r a l a m e n t e e l a f a c c i a – e che
s e n t i r e a s c o l t a r e 35
faccia! - dei Yumm y F u r, a r t w a vers ante litteram da l p r o f o n d o u n derground di Glasgo w, t r a l e c u i f i l a
hanno militato, in te m p i o s c u r i m a
non lontanissimi, an c h e A l e x e P a u l
Thompson dei FF. I n s o m m a è u n a
lunga storia, in cui a l l a f i n e l ’ u n i c a
cosa che davvero st u p i s c e è l a l u n ga attesa che ques t o i r r e s i s t i b i l e
trio – completato da u n a l t r o Yu m m y
Fur, Jamie McMorrow, e d a M i c h a e l
McGaughrin dei V- Tw i n, c o m p a ri storici dei Belle a n d S e b a s t i a n
– ha patito prima di r a g g i u n g e r e g l i
scaffali dei negozi c o n u n f u l l l e n ght. È vero, alla Ro u g h Tr a d e h a n no dato priorità alle L o n g B l o n d e s,
e sarebbe un pecca t o s e C o o k i e s
venisse scambiato p e r l ’ e n n e s i m o
surrogato post Fra n z F e r d i n a n d
(promesso, è l’ultim a v o l t a c h e l i
nominiamo in quest a r e c e n s i o n e ) .
Perché, si sarà cap i t o , q u e s t o d i sco è un vero spasso . U n o s b e r l e ff o
rock and roll inscena t o d a t r e t o o n s
depravati, i nipoti c a z z o n i d e g l i
Stones dei ’70, i c u g i n i d e v a s t a t i
dei primi Supergras s , g l i z i i d e g e neri degli Arctic Mon k e y s ( s c e g l i e te voi l’opzione pref e r i t a ) , i n t e n t i a
seppellire con una r i s a t a l ’ o n d a t a
emul wave e tutto q u e l l o c h e c i s t a
intorno. Le loro arm i ? R i ff s e c c h i e
contagiosi, coretti s c e m i e a p p i c c i cosi, liriche comico- d e m e n z i a l i c h e
ironizzano a manetta s u l s u c c e s s o e
il r ’n’r lifestyle ( Cult S t a t u s , Yo u ’ r e
Supp osed To Be M y F r i e n d ) , c o n
Exile On Main Stre e t ( Yo u M a d e
Me L ike It ), il Lou R e e d g l a m d e i
’70 ( Arcade Precint , S w i t c h ) , J o n a than Richman e gli i m m a r c e s c i b i l i
Fall (Situation ) a for n i r e l a m a t e r i a
prima per la colonn a s o n o r a d i u n
party a base di alco l , e r b a e a n f e tamine. Assolutamen t e i m p e r d i b i l e .
(7.3/10 )
Antonio Puglia
Autokat – Late Night Shopping
(Akoustik
Anarkhy
/
Wide,
2007)
Genere: indie, pop,
psichedelico
Un debutto – britann i c o f i n o a l m i dollo – che merita . U n a r a c c o l t a
che prende di peso q u a n t o d i m e glio sia stato prodot t o d a l l a m u s i c a
anglosassone negli u l t i m i v e n t ’ a n n i
riaggiornandone i co n t e n u t i . E s o n o
brividi. Specie nei momenti migliori
– e non pochi. Gli Autokat, insomma, sono bravi. Partono banalmente
garage con Shot (un pezzo che cavalca l’onda anomala del rock’n’roll
modaiolo e irritante cui gli inglesi
ci hanno abituato da troppo tempo)
e p o i s t e r za n o b r u s c a m e n t e v e r s o
nuove e più eccitanti mete. Poco
importa che si parli di indie (Dish
O u t, u n b r a n o c h e g l i I n t e r p o l f arebbero carte false pur di riprodurne le vibrazioni psichedeliche con
la stessa intensità emotiva), di pop
( G e t O f f T h e B a r, u n m a l i n c o n i c o
capolavoro di armonie e scrittura),
o di post rock (Uber Patriot, ovver o c o m e r i pr o p o r r e i s o l i t i s t e r e o t i p i
melodici e riuscire comunque a sedurre il mondo intero). Il risultato
non cambia.
Late Night Shopping è un lavoro
bello e quasi necessario, pur con i
suoi piccoli e sporadici cedimenti.
Potenzialmente gli Autokat potrebbero allora diventare la migliore
band attualmente in circolazione. E
che questo non suoni come un’esagerazione. Perché tra le corde delle chitarre il complesso si ritrovano
belle melodie e splendide intuizioni. Manca tanto così, e ci ritroveremo fra le mani il nuovo termine di
paragone per tutti i gruppi presenti
sulla faccia della terra. (7.0/10)
Manfredi Lamartina
A l a n Ve g a – S t a t i o n ( B l a s t F i r s t ,
30 aprile 2007)
Genere: rave, industrial suicide
Più avanti, a pagina 69, troverete
l o s p o t d e d i c a t o a l l a v o r o d e i Vo n
S u d e n f e d, o v v e r o M o u s e O n M a r s
e Mark E. Smith, due elettronici
e lo storico frontman dei Fall alle
p r e s e c o n u n a f o r m u l a c h e p e r pri m a è s t a t a t e r r e n o d ’ u n i o n e d i un
altro trio, formato dai Pan Sonic e
A l a n Ve g a . I l l i n k n o n è c a s u ale,
f o r s e n e m m e n o i l m o m e n t o s t o r ico:
i l n u o v o l a v o r o d e l l a m e t à d e i Sui c i d e r o n z a c o m e u n a b o m b a r a dio c o m a n d a t a s u l m e d e s i m o t a r g e t . Lo
scoppio è altrettanto imminente.
A n t i c i p a n d o d i u n p a i o d i s e t t i m ane
l ’ u s c i t a d e l t r i o , i n i n v o l o n t a r i o dia l o g o a d i s t a n z a a r m o n i c o - v o c a l e, il
c a n t a n t e d e i S u i c i d e g e t t a i l p r o prio
v e l e n o c a l a n d o n e i N o v a n t a ( q uel l i d e l l a t e c h n o t e d e s c a e d e i R ave
c o m e d e i R e z n o r ) u n a r c h e t i pico
c a n t o p o s t - p u n k n u t r i t o a s p e t t rali
t e a t r a l i t à e f e b b r i l i e s p e t t o r a z ioni
v e r b a l i . L a v o c e d e l m i t o s i f a del l o s p o r c o i n d e l e b i l e d i u n m o n d o in
d e r i v a , a l l a d e r i v a . L’ i p e r v e l o cità
d e l l ’ i n f o r m a z i o n e è u n a c a s s a d rit t a , u n c l a n g o r e m e t a l l i c o , v i t r eo;
l ’ a l i e n a z i o n e f a r m a c e u t i c a d ella
D a r k c o r e a g g i o r n a i l v e c c h i o c an c r o i n d u s t r i a l e . Ta n t i i c o n t a t t i tra
l e d e g e n e r a z i o n i a n a l o g i c h e e – ora
- d i g i t a l i , l e m e c c a n i c h e e l e chi m i c h e d e l l ’ a l i e n a z i o n e ; d a e n t r a mbi
i c a p i d e l l ’ A t l a n t i c o s i c e l e b r a l ’ im portanza di una lezione storica e
n o n s o l o , l ’ a t t u a l i t à d i u n a p p r oc c i o c h e s i s p o s a e g r e g i a m e n t e ai
c o n t e s t i d e l l a r i v o l u z i o n e g i o v a nile
d e i N o v a n t a ( q u e l l a c h e R e y n o lds
h a c h i a m a t o l a g e n e r a t i o n E ) ; in
p i ù s o t t o a t u t t o q u e s t o , l a d e t o na z i o n e p i ù e s p l o s i v a , l a c e l e b r a zio n e d i u n a f i n e , l o s c a z z o N o v a nta,
l a c a p a r b i a d e v o l u z i o n e p o l i t i c a di
q u e g l i a n n i , l a r i c e r c a d i u n a c a tar s i p o s t c o n t u t t e l e c o m m i s t i o n i del
caso. È ora di ribellarsi.
L e g g e r e t e p i ù a v a n t i c h e i Vo n Su d e n f e d l a b u t t e r a n n o s u l t r a s h ag grappandosi
a l l ’ a n a r c o - d e r i s i one
d i p u n k i a n a m e m o r i a , p o s a i n s i dio -
turn it on
B j ö r k - Vo l t a ( O n e L i t t l e I n d i a n , 5 m a g g i o 2 0 0 7 )
Genere: etno techno pop
Col sesto albu m v e r o e p r o p r i o B j ö r k o p e r a u n a s i n t e s i f e b b r i l e d i q u a n t o
sperimentato i n q u a s i t r e l u s t r i d i c a r r i e r a s o l i s t a , s e n z a c h e q u e s t o s i g n i fichi smettere d i p e n s a r e p r o g r e s s i v a m e n t e . C e r t o , l a m u s i c i s t a i s l a n d e s e
non è più que l s i m b o l o o n n i c o m p r e n s i v o , l a m u s a d e l l a t e c h n o - p o p c o n
ramificazioni i m p r e v e d i b i l i e d i s p a r a t e , m a s i d i m o s t r a u n a v o l t a d i p i ù - e
sempre più - p a d r o n a d i u n l i n g u a g g i o m u l t i s f a c c e t t a t o , f i g l i o d i m i l l e c o m plessità affron t a t e , v i s s u t e , r i s o l t e . L a c o s ta n t e r i c e r c a d e l p e r f e t t o p u n t o
di equilibrio t r a p o p e a v a n g u a r d i a p r o d u c e o g g i u n a c o n c i s i o n e f i c c a n t e ,
un codice bas a t o s u p o c h i e l e m e n t i m a p o t e n t i , p r e g n i d i s i g n i f i c a t o c o m e
graffiti atavici . B a s t i s e n t i r e i l s i n g o l o E a r t h I n t r u d e r s , e d i f i c a t o s u l l a s o l a
triangolazione t r a l e p e r c u s s i o n i d e i c o n g o l e s i K o n o n o N ° 1, g l i a b r a s i v i
riff sintetici e l a d a n z a d e l l a v o c e . E p p u r e s e m b r a m o l t o d i p i ù , r i v a n g a l a
florida frenesi a e t n i c a d e i Ta l k i n g H e a d s e n i a n i , q u e l l a c o m p e n e t r a z i o n e e t n i c o / t e c n o l o g i c a t r a i l m i n accioso ed
il liberatorio. N a t u r a l m e n t e , l a d d o v e l ’ i d e a d i B y r n e i n c a r n a v a l a g l o b a l i z z a z i o n e e s t e t i c a i n c o r s o , quella rap presentata da B j ö r k è g i à a v v e n u t a , m e t a bo l i z z a t a e d o l t r e p a s s a t a . U n l i n g u a g g i o n u o v o c h e i l l i n g u aggio deve
imparare, sta i m p a r a n d o . E c c o q u i n d i c h e Vo l t a g u a r d a a l p r e s e n t e c o n u n ’ u r g e n z a m e t a f o r i c a p r e s s o c hé inedita.
E’ una preghi e r a e u n g r i d o d ’ a l l a r m e , è l o s f o r z o p r e s u n t u o s o e a m m i r e v o l e d i i d e n t i f i c a r e i l g e s t o a rtistico col
(corpo e col) m o n d o . I n q u e s t o s e n s o , n u l l a è p a s s a t o i n v a n o . N o n l e i m p l o s i o n i f i s i o l o g i c h e e d e s i s tenziali di
Medulla e Ve s p e r t i n e , n o n l e s b r i g l i a t e e s c u r s i o n i r i t m i c o / a t m o s f e r i c h e d i D e b u t e P o s t, n o n l a s u blimazione
spirituale/geo g r a f i c a d i H o m o g e n i c. B a s t a s c o r r e r e l e t r a c c e p e r r i l e v a r e - f i n d a i t i t o l i - i m p r o n t e di passato
riarticolate in u n p r e s e n t e a n c o r a v i v o . C o m e g l i a n s i t i s i n t e t i c i s u l a n g u i d o s f o n d o o r c h e s t r a l e d i Ve rtabrae By
Vertabrae , l’id e n t i f i c a z i o n e p a n i c a d i P n e u m o n i a , l a s c a b r a d e l i c a t e z z a d a g i a r d i n o o r i e n t a l e d i H o p e , mentre
Innocence rie s u m a s p a s m i d a b e a t b o x p e r u n e l e c t r o - f u n k c r u d o e l i b e r a t o r i o c h e l a c a n d i d a a l r u o l o d i moderna
Violently Happ y . P r o s e g u e q u e l g i o c o f o l l e e s o t t i l e d i r i m a n d i s i m b o l i c i , d o v e i l b a t t i t o d e l l e p e r c u s s i o n i è il cuore
(del corpo, de l l a N a t u r a ) , i f i a t i i l r e s p i r o ( m u g g i t i d i v e n t o n e i f i o r d i o d i n a v i i n p a r t e n z a , u n p o ’ c o me i Sigur
Ròs di Ny Bat t e r y ) , l e r i t m i c h e d i g i t a l i s o n o i l r e t i c o l a t o n e r v o s o d e i c o d i c i m e t r o p o l i t a n i , m e n t r e i l f l u i re chimico
dei synth rima n d a a l l o s c i v o l a r e d e i f i u m i s o p r a e d e n t r o l a t e r r a . I s t a n z e u m a n e e n a t u r a l i , a r c a i c h e e futuriste,
sonore e visu a l i : B j ö r k n o n s i s m e n t i s c e . A n c h e s e s i r i v e l a d e l u d e n t e - l o e r a a n c h e s u l l a c a r t a - l a scelta di
Antony quale p a r t n e r n e l l a m e l o d r a m m a t i c a T h e D u l l F l a m e O f D e s i r e e i n M y J u v e n i l e . L’ a n g l o a m e r i c a no appare
ormai imbalsa m a t o n e l s u o l i r i s m o s t a t u a r i o , t a n t o c o n s i d e r e v o l i i s u o i m e z z i q u a n t o g i à a b b o n d a n t e m e nte profusi
ed esauriti. D i c o n t r o , l a s c e l t a d e l l ’ a c c l a m a t i s s i m o Ti m b a l a n d q u a l e c o - p r o d u t t o r e ( a c c a n t o a l f i d o Mark Bell )
sembra aver s o r t i t o g l i e ff e t t i s p e r a t i , o v v e r o u n a f r e s c h e z z a a g g r e s s i v a , g r a ff i a n t e . M a l a v e r a s o r p r esa arriva
da Declare In d e p e n d e n c e , e l e c t r o p u n k a c r e a s b r a n a g o l a c o m e p o t r e b b e u n a P J H a r v e y a i z z a t a d a i Suicide,
brusca auto-a ff e r m a z i o n e c h e c o m p r i m e i n d i v i d u a l e e c o l l e t t i v o , p a r t i c o l a r e e i n d i s t i n t o ( i l p e z z o è dedicato
alla questione d e l l e I s o l e F æ r Ø e r e d e l l a G r o e n l a n d i a , a l l a r i c e r c a d e l l a t o t a l e i n d i p e n d e n z a d a l l a D animarca).
E’ l’ennesima s f a c c e t t a t u r a d i B j ö r k , q u a n t o m a i i n a t t e s a , g i a c c h é n e a n c h e n e i b e n p i ù s c e l l e r a t i c o n testi Tappi
Tikarras, Kukl e S u g a r c u b e s a v e v a t o c c a t o t a n t a a s p e r i t à e s p r e s s i v a . U n a l b u m v i v o i n s o m m a d i u n ’ artista che
prova a mante n e r e a l t a l a f e b b r e , p a s t u r a n d o u n a g i o i o s a i r r e q u i e t e z z a c o n l a b r a m a d i n u o v e c o n q u i s te espres sive. Il meglio è a l l e s p a l l e , m a i l p r e s e n t e n o n p u ò a n c o r a f a r e a m e n o d i l e i . ( 7 . 2 /1 0 )
Stefano Solventi
sentireascoltare 37
sa certamente, ma n o n s u ff i c i e n t e
per un Vega salito s u l r i n g p o l i t i c o .
L’uomo lo afferma n e l l e i n t e r v i s t e .
Lo s para in un di s c o i n c o m p r o missorio, duro e es s e n z i a l e , d o v e
manco il tocco rock a b i l l y d i R e v è
tollerato. Cinque an n i p e r l a r e a lizzazione e ora la s o d d i s f a z i o n e :
Station è incazzato p r o p r i o c o m e l o
era il primo lavoro d e i S u i c i d e c h e
vomitava disprezzo p e r l ’ A m e r i c a
post-Kennedy. Allora i l s o g n o s ’ e r a
appena infranto, or a l a p i e g a d e l
reale è meno spave n t o s a s o l t a n t o
per chi non la vuol v e d e r e . P e r c h i
vive dentro Matrix.
Non è più tempo di f a r e i l c o g l i o n e
con l’asta del micro f o n o - n o n l o è
almeno da American S u p r e m e - , i n
queste undici coltell a t e a l l o s t o m a co l’essenza della r a b b i a e q u i v a l e
ad un’essenza di v e r b o , r i p e t i t i v a
(e senza eco). Con i f i d i P e r k i n B a r nes e Liz Lamere, i l n e w y o r c h e s e
tinge un incubo erm e t i c o n e l q u a le la strofa si fa c o n t r a p p u n t o d i
basi cyberpunk ( Crim e S t r e e t C r e e )
come d’incalzi EBM ( i C l o c k D VA i n
Station Station ), mo r b o s i t à t e c h n o IDM (Psychopatha e q u e l f a n t a s t i c o
ringhio!), hip-hop We i m a r e s p r e s sionista ( Traceman c o n c a m p i o n a mento di Madonna!) o a s s a l t i P r o digy tout court ( Deva s t a t e d ) .
Niente bandanato b a r a c c o n e d a
queste parti, nient e s c h i a m a z z i ,
piuttosto talkin’ secc o e s t a t e m e n t
feroci colati a fredd o . A c c a d e t u t t o
ciò ed è impression a n t e s i a p e r l a
qualità degli attacch i s o n i c i s i a p e r
la forza politica esp r e s s a , s o p r a t tutto per quella. M a r k S t e w a r t s i
genufletterà al suo a l t a r e . Q u e s t a
volta più che mai. ( 7 . 5 / 1 0 ) .
Edoardo Bridda
A v e y Ta r e & K r í a B r e k k a n P u l l h a i r R u b e y e ( P a w Tr a c k s /
Goodfellas, maggio 2007)
Genere: folk-experimental
Come coppia è ver a m e n t e c a r i n a ,
niente da dire: palli d a e d e s i l e l e i ,
aplomb loser per lu i . R o b a c h e s e
li vede Calvin Klein l i s c r i t t u r a p e r
la collezione prossi m a e s t i v a . P o trebb e essere un fu t u r o s i c u r o , v i sto c he artisticamen t e r a g i o n a n d o ,
Avey Tare (metà de g l i A n i m a l C o l lective) e Kría Brek k a n ( t r a n s f u g a
dai Múm) come bin o m i o r a s e n t a -
38 sentireascoltare
no la noia. Un disco folk (?) tutto
suonato in reverse, dalle chitarre
al pianoforte; una vocina, quella di
lei, da lolita esistenziale e un vocino - indovinate di chi?! - esangue
e alticcio. Li ha congiunti l’amore
e l i h a a c c o l t i N e w Yo r k . N e l l a v i t a
privata che facciano pure sfracelli,
ma musicalmente, riferendoci principalmente a lui: siamo seri, eh!
(4.5/10)
Gianni Avella
Bachi Da Pietra – Non Io
( Wa l l a c e - D i e
Schachtel
/
Audioglobe, marzo 2007)
Genere: ur-blues
Un groppo in gola. Un sapore amaroinbocca. Uno sbocco di sangue
rappreso. Questo e tanto di più
scatenano le visioni sinestetiche
del duo Succi/Dorella. Musica nera
come un dolore troppo intimamente
conosciuto per rimanere ignorato.
Un senso di vago malessere troppo familiare per rimanere estraneo
troppo a lungo.
Non Io è una discesa nei propri
inferi lunga 10 tracce e 42 minuti, che attraversa territori da blues
sbilenco, paesaggi a-ritmici, panorami grigiastri su cui rimbomba
un sordo vibrare di corde in libert à . L’ u o m o n e r o c i m e t t e i l r i t m o ,
mai come ora ancestrale, primit i v o e p p u r m a i b r u t a l e . L’ u o m o i n
blu inchiostro ci mette la faccia, la
voce e il dolore in prima persona.
L’ u o m o d a i l u n g h i d r e a d s p e r c u o t e ,
c o l p i s c e , s p a z z o l a o r a b l u e s y, o r a
vagamente trip-hop, scontornando
le visioni del collega e ancorandole ad un tappeto (terreno prima
a n c o r a c h e ) r i t m i c o . L’ u o m o d a l l a
penna di cristallo ci mette il blues
e la passione, disegnando a base
di suoni catacombali e lirismo sacrificale il lancinante dolore della
(sua e nostra) quotidianità. Bachi
Da Pietra è la perfetta summa di
due angoscianti ed angosciose
esperienze umane e artistiche. Di
Ovo/Dorella c’è il senso di claustrofobica ed imminente apocalisse; di Madrigali Magri/Succi la minimale verbosità comunicativa che
straccia orecchie e cuore. Di Bachi
Da Pietra c’è la perfezione formale e sostanziale, raggiungibile solo
attraverso un doloroso sacrificio:
per vedere – Succi docet – bisogna
perdere gli occhi. (8.0/10)
Stefano Pifferi
B.C.Camplight - Blink Of A
Nihilist (One Little Indian /
Goodfellas, 2007)
Genere: pop
“ I m p a r a l ’ a r t e e m e t t i l a d a p a r t e ”.
C h i s s à q u a n t e v o l t e d e v e e s s e r se l o r i p e t u t o B r i a n C h r i s t i n z i o p r ima
d i i n c i d e r e u n d i s c o c o m e B l i n k Of
A N i h i l i s t. P r i m a d i p e r d e r s i i n una
t o p o g r a f i a m u s i c a l e , c h e t r a fal s e t t i e d e c o r a z i o n i d i p i a n o f o rte,
elaborati arrangiamenti d’archi e
v a r i e t à s t i l i s t i c h e q u a s i s t o r d e nti,
f a l a c o r t e a i B e a c h B o y s d i Pet
S o u n d s, c i t a l ’ o n n i p r e s e n t e B urt
B a c h a r a c h , r a c c o g l i e l ’ e r e d i t à dei
L o v e - s e n o n n e i s u o n i , d i c e r t o in
a l c u n i p a s s a g g i m e l o d i c i - , r i m esta
n e l c a l d e r o n e d e l p o p r i c a v a n d o ne,
a s e c o n d a d e i c a s i , u m o r i m a g n ilo quenti e toni dimessi.
Ti p o s t r a n o i l N o s t r o , c a p a c e d i far s i r i t r a r r e s u l l a p a g i n a r e l a t i v a di
M y S p a c e c i r c o n d a t o d a u n g r u ppo
d i O o m p a L o o m p a e n e l m e d e s imo
i s t a n t e p o r t a t o a d e n f a t i z z a r e sul
s i t o u ff i c i a l e u n p r o c e s s o d i s c rit t u r a c h e m i r a a c r e a r e i l d i s c o pop
p e r f e t t o . U n a s i l o u e t t e u n p o ’ gof f a e d a l p r o f i l o r o t o n d e g g i a n t e che
r a c c h i u d e c r e a t i v i t à e s t r a n e z ze,
f o l l i a e l u n g i m i r a n z a , s u s s u r r i in f a n t i l i e i d e s i d e r i i n e s p r e s s i d i un
d i r e t t o r e d ’ o r c h e s t r a c o l v i z i o del l ’ e c c e s s o . A t i t o l o d ’ e s e m p i o b asti
S o y To n t o , i n c u i g l i a c c e n t i s u da m e r i c a n i p o s t i i n a p e r t u r a t r o v ano
i l m o d o d i t r a s f o r m a r s i i n p o p d alle
t r a m e i n t r i c a t i s s i m e ; L o r d I ’ v e B een
O n F i r e , d a c u i e m e r g e p r e p o t e nte
l a l e z i o n e d i B r i a n Wi l s o n c o n in
p i ù u n g u s t o p i c c a n t e p e r i l r i t mo;
The 22 Skid o o , p e r e n n e m e n t e i n
bilico tra rive s t i m e n t i i n d a m a s c o
da club a luci r o s s e e B e a t l e s . P s i chedelia spicc i o l a e b a c k i n g v o c a l s
chiudono il ce r c h i o ( O f f i c e r D o w n e
Grey Young A m e l i a ) , c o n s e g n a n d o
alla storia l’e n n e s i m o c r o o n e r a u tarchico e pa r t i c o l a r m e n t e d o t a t o immaginate u n S o n d r e L e r c h e c o n
uno spiccato s e n s o d e l l ’ u m o r i s m o
e una fantasi a f u o r i d a l l ’ o r d i n a r i o
- capace di c o m p l i c a r s i l a v i t a c o n
una musica d o m e s t i c a e i n a ff e r r a bile, grandios a e p a r t i c o l a r e g g i a t a .
( 7.4/10 )
Fabrizio Zampighi
B e n + Ve s p e r - A l l T h i s C o u l d
K i l l Yo u ( S o u n d F a m i l y r e / W i d e ,
maggio 2007)
Genere: indie
Lo ammettiam o : d i f r o n t e a l l ’ e s o r d i o
discografico d i B e n + Ve s p e r n o n
sappiamo che p e s c i p i g l i a r e . S a r à
forse per la m u s i c a o p e r q u e l n o n
so che di snob c h e s i c o g l i e n e l l ’ a n datura svogli a t a d e l l a v o c e , p e r i
suoni lontani o l e m e l o d i e s g a n g h e rate, ma l’imp a t t o i n i z i a l e c i l a s c i a
piuttosto conf u s i . C i a ff i d i a m o a l l o ra a note biog r a f i c h e e c r e d i t s , p e r
scoprire che l u i + l e i h a n n o f i n i t o p e r
collaborare q u a s i p e r c a s o - “ F a t e
allowed them t o t u n n e l r i g h t i n t o
each other, w h i c h g a v e t h e m q u i t e
a start” scriv o n o s u l s i t o u ff i c i a l e
- e vantano tr a g l i o s p i t i d i q u e s t o
All This Cou l d K i l l Yo u u n c e r t o
Sufjan Steven s . I l c h e c i p o r t a a s o spettare che i l c r o o n i n g a n n o i a t o d i
Ben - una sor t a d i v i a d i m e z z o t r a
un Jarvis Co c k e r c o n l ’ i n f l u e n z a
e i Cousteau d o p o u n a c u r a d i m a grante - e il b a c k i n g v o c a l s d i Ve sper non sian o s o l t a n t o q u e l l o s f o go epidermico s e n z a s o l u z i o n e d i
continuità che s e m b r a v a n o d i p r i m o
a c c hi t o . S c o p r i a m o a n c h e c h e a
leggere un po’ più in profondità, il
continuum indistinto che sullo sfondo fa da contraltare alla voce - in
primo piano ci sono costantemente
batteria, chitarra e piano - è in realtà frutto di un apporto strumentale
degno dei migliori songwriters, nutrito a suon di fisarmonica, archtop,
b a s so , t a s t i e r e , m a r i m b a , b a n j o ,
oboe e armonica. Un’opulenza di
dettagli mascherata da impeto lo-fi
che ben si adatta ai tempi lenti della scrittura e serve a cesellare, a
riempire gli spazi, a donare ai vari
episodi le sfumature necessarie.
Episodi che nello specifico giocano
tra divertissement folk riconducibili
a dei Kings Of Convenience tirati
s u a B i g M a c e P e p s i (A n H o n e s t
B l u f f) , i n t i m i s m o d e p r e s s o d i s c u o l a am e r i c a n a ( C a r n a v a l e F o r c e
Field), psichedelia acustica (8 Mo e
L i v e F r e e O r Tr y ) e a t m o s f e r e n o t t u r n e ( N i t e Wa l k e r ) . ( 6 . 9 / 1 0 )
Fabrizio Zampighi
Black Eyed Dog - Love Is A Dog
From Hell (Ghost Records /
Audioglobe, 10 aprile 2007)
Genere: neo folk
Il suo pseudonimo è uguale al titolo
di un brano di Nick Drake. E già
questo gli fa guadagnare un punto
nella graduatoria delle nostre preferenze. La sua voce ricorda quella di
Devendra Banhart. E anche questo
è un buon lubrificante per il giusto
fluire delle nostre emozioni. E poi
le sue sono belle canzoni. Che non
è certo un aspetto da sottovalutare.
L u i s i c h i a m a F a b i o P a r r i n e l l o. I l
suo soprannome è Black Eyed Dog.
Il suo disco s’intitola Love Is A
Dog From Hell. Biografia curiosa,
quella di Parrinello. Nato nel ’79 a
Va r e s e , p a s s a t a l ’ a d o l e s c e n z a s i
trasferisce prima ad Olympia, nell o s t a t o d i Wa s h i n g t o n , d o v e v i v r à
per tre mesi, e poi a Los Angeles
per altri quattro mesi. Poi il passaggio a Londra (quattro anni, durante i quali sarà attivo in diverse
band alternative) ed infine lo sbarco a Palermo. E tutti questi spostamenti sembrano rispecchiarsi nelle
tracce dell’album. Che, sia detto
per inciso, suona maledettamente
bene. Nel senso di armonico, maturo, adulto. Un prodotto che, per
c o m e è c o n f e z i o n a t o e p er cosa ha
c o n f e z i o n a t o , è s o l i d o e competiti v o n e i c o n f r o n t i d e i s u o i d iretti con c o r r e n t i a s t e l l e e s t r i s c e. La voce
s t r a o r d i n a r i a d i P a r r i n e l l o s’inerpi c a i n s o l u z i o n i o r a c a l d e e raspo s e , o r a t e n u i e s u s s u r r a te. Come
u n To m Wa i t s a p p a r e n t e mente pa c i f i c a t o c o n i p r o p r i d e moni o un
B o n n i e “ P r i n c e ” B i l l y d alle corde
v o c a l i a n c o r a p i ù c o m m o sse e com m o v e n t i . U n n e o f o l k d a l la struttu r a v a r i a b i l e - c h i t a r r a , p i anoforte e
s i n t e t i z z a t o r e a c o n t e n d e rsi l’onore
d i d u e t t a r e c o n l e s t r o f e dei brani
- e d a l l a f o r t e i n t e n s i t à . B lack Eyed
D o g s c a v a n e i s e n t i m e n t i e colpi s c e a l c u o r e . E m e n t r e e v oca la sua
p e r s o n a l e l u n a r o s a - C a r eless - noi
c i s t r u g g i a m o d i e m o z i o n i e malin conie. (7.2/10)
Manfredi Lamartina
Black Rebel Motorcycle Club –
Baby 81 (RCA, 1 maggio 2007)
Genere: rock
S c e t t i c i s u c i ò c h e f e c e d ell’omoni m o d e l l a d i t t a B R M C u n c aso disco g r a f i c o ( q u a s i u n m i l i o n e di copie
v e n d u t e f i n o r a ) e o t t i m i sti riguar d o a l l a p r e c e d e n t e p r o v a dal gu s t o u n p l u g g e d t r a t r a n s i zione USA
e p o p p o s t - C r e a t i o n , c i ritroviamo
d i f r o n t e a l l a r o c c i a B a by 81 con
u n c e r t o t i m o r e . P e r b e n un’ora, il
t r i o s o m m i n i s t r a u n p o p psych and
r o l l c o r r o b o r a n t e s e n z a rinunciare
a l l a m e l o d i a , m a n t e n e n d o coolness
e q u e l t o c c o b r i t a n n i c o da sem p r e c a r a t t e r i s t i c a e b o o merang del
c o m b o . S i a t t a c c a c o n Took Out A
L o a n c h e r a l l e n t a l a t e n s i one ritmi c a d e l l e n u o v e w a v e p e r u n ringhio s o h a r d - b l u e s a c c e c a t o dal sole.
S u l f i n a l e , l a c h i t a r r a s catarra un
r i ff m a t e m a t i c o e a r c i g no mentre
sentireascoltare 39
una seconda sguain a u n a c i d i s s i mo assolo psych. È l a r o t t a g r o s somodo dell’intero c o r s o , u n H o w l
solido e elettrificat o s e n z a f e b b r i
feedback che dovre b b e m a n t e n e r e
le promesse e che p u r t r o p p o r e i t e rerà alcuni difetti da s e m p r e m o r b o
del gruppo. Il princip a l e è l ’ i n i e z i o ne di radiofonia stan d a r d ( b r i t a n n i ca come americana ) i n u n g r a n i t o
rock’n’roll rincorso c o m e i l S a c r o
Graal. Un’attitudine c h e c o n v i n c e
a corrente alternata n e l l e p o s e i n
ballad dell’album ( Wi n d o w c o n a c centi in falsetto vic i n i a B e a t l e s e
Oasis, e It’s Not Wh a t Yo u Wa n t e d
con strascichi Jesus & M a r y C h a i n
acustici), ma che di s g u s t a ( s ì , a d dirittura) nei ritorne l l i s b a r b i n i d e l le tessiture più ring h i o s e a p a r t i r e
dal singolo Weapon O f C h o i c e ( i n
streaming gratuito su l s i t o u ff i c i a l e ) .
Sono sempre stati fu r b i i B l a c k R e bel, furbi e sinceri a p p a s s i o n a t i d e l
desert-psych. A mol t i p e r c i ò p i a c e rà il ringhio alla Nin e I n c h N a i l s d i
Cold Wind (un tantin o t r o p p o p r e v e dibile), come anche u n c l a s s i c o i n
souplesse dei loro c o m e 6 6 6 C o n ducer (automatico), i d e m p e r N e e d
Some Air che esibis c e c h i a c c h i e r e
e dis tintivo (quegli “ O h O h O h ” t r i sti…). Se ci mettiam o i l l e n t o n e à l a
U2 del caso, All You D o i s Ta l k ( n o n
proprio un must), n o n è f l o p à l a
Take Them On, On Yo u r O w n m a c i
si deve accontentare . ( 6 . 0 / 1 0 )
Edoardo Bridda
Bron
Y
Aur
Millenovecentosettantatre
( Wa l l a c e / A u d i o g l o b e , m a g g i o
2007)
Genere: avant-rock
Dopo una carriera o s c i l l a n t e t r a l a
matri ce hard Sevent i e s d e g l i e s o r d i
e le propulsioni ava n t - r o c k d e b i t r i ci sia del free-jazz c h e d i t e m p o r a nee infatuazioni kra u t e , i t r e B r o n
Y Aur giungono alla q u a d r a t u r a d e l
proverbiale cerchio c o n u n a l b u m
in cu i mostrano una c a p a c i t à c o m positiva al limite de l l a p e r f e z i o n e .
Il processo di scritt u r a r i c o r d a p e r
certi versi alcuni pr o g e t t i z o r n i a n i ,
in cui però al posto d e l l ’ o n n i v o r a
e schizofrenica fran t u m a z i o n e d e i
generi in microsche g g e d i s u o n o ,
c’è l’attenzione qu a s i m a n i a c a l e
per la forma canzon e c o m p i u t a . N e
40 sentireascoltare
esce un disco totale, indescrivibile
a parole. Quindici brani in cui tutt o t r o v a s p a z i o e s o p r a t t u t t o s e nso: ossature vocali a cappella simil
Quartetto Cetra rotte da aggressive
urla grind-hc (Black Samba), echi
d i u n S a n t an a i n a c i d o f u n k ( M u d s ) ,
frammenti di tango argentino à la
Gotan Project che si sgretolano in
drammaturgici assalti sonici (The
Box), micropulsioni country-western, frattali sonori sinistramente
Starfuckers (Useless), schizzi di
angosciante ambient isolazionista,
crescendo kraut-rock, onomatopeici blues catacombali (Doom Blues),
soavi quadretti di tenera psichedelia (Mongrel Dog). La “trilogia
dell’estate” (Era Luglio; Poi venne
Agosto; E così passò l’estate) vero
cuore pulsante del disco, pone i
quattro all’altezza dei migliori A
Short Apnea tra destrutturazioni
blues, sabbiosi echi desertici, vuoti
p n e u m a t i c i . M i l l e n o v e c e n t o s e t t a nt a t r e o ff r e , d u n q u e , u n o s t i c o m a
imprescindibile coacervo di suoni
originati da decenni di ascolti fra i
più svariati, che si coagulano in un
corpus unico, portando il quartetto ad una maturità che stupisce e
risalta in crescendo ad ogni ascolto. Riusciranno a fare di meglio?
(7.8/10)
Stefano Pifferi
Giorgio Canali e Rossofuoco Tu t t i c o n t r o Tu t t i ( L a Te m p e s t a
/ Universal, 4 maggio 2007)
Genere: wave-rock
Non cede di un millimetro lo sdegno militante di Giorgio Canali. Nel
quarto album in proprio, il secondo
p e r l a t e m p e s t o s a e t i c h e t t a d e i Tr e
Allegri Ragazzi Morti, l’invettiva
d e i t e s t i v i a g g i a a n c o r a a c a s set t a s u l l a c a r r o z z a i n f e r n a l e , s c udi s c i a n d o a f u r i a d i m i s c h i e t r a vol g e n t i - l ’ h a r d p u n k i n o d o r d i Bad
S e e d s d i A l e a l è , r i c i c l a t o d a i t e mpi
d i L a z l o t ò z - a b i t a t e d a a n t i - s l o gan
b e ff a r d i e i m p i e t o s i ( v e d i l a p ara f r a s i G a b e r : “ l a l i b e r t à è p a r t e c i pa z i o n e . . . a g l i u t i l i ” ) . S e n z a s m e t t ere
t u t t a v i a d i s c a v a r e u n s o l c o n etto
e p r o f o n d o r i s p e t t o a t a n t a m u sica
“ i m p e g n a t a ” , p e r c h é n o n c i s o n o ri v e n d i c a z i o n i n é g r a n d i f a m i g l i e alle
s p a l l e , c ’ è s o l o i l C a n a l i e l a sua
a m a r e z z a , l a r a b b i a s e n z a s b o c co,
l’incazzatura letteraria. Il rocker è
s o l o . O m e g l i o u n t u t t ’ u n o c o n la
fedele combriccola, Marco, Luca e
C l a u d e , i R o s s o f u o c o . P i ù q u a l che
a m i c o c u i s p e d i r e c a u s t i c h e c a rto l i n e . Q u a l c u n o a n c o r a v i v o ( c ome
i N o i r D é s i r , d i c u i r i a d a t t a i n ita l i a n o l a f o s c a t e n s i o n e d i S e p t em b r e e n a t t e n d e n t , p r e v i a l ’ a r m o n ica
d i B u g o) e q u a l c u n o u n p o ’ m eno
( c o m e i G u n C l u b, o m a g g i a t i nel l ’ a b r a s i v a C a n z o n e d e l l a t o l l e r a nza
e d e l l ’ a m o r e u n i v e r s a l e ) . R o b usto
e u r t i c a n t e , è u n s o u n d c h e d i r esti
f i g l i o s p u r i o d ’ u n L o u R e e d i nvi s c h i a t o w a v e ( g l i a r p e g g i u n g h iosi
d i Ve r i t à , l a v e r i t à , p e z z o d e d i c ato
a l l a m e m o r i a d i F e d e r i c o A l d r o v an d i , c o m e t u t t o i l d i s c o ) o d i u n C ave
m e l m o s o ( l a s t r a d a i o l a S w i s s H i de ,
c h e t r a l e a l t r e c o s e o s a r e c i t are:
“ a u s p i c i d e l I V R e i c h , c h e c o n un
P a p a t e d e s c o n o n s i s a m a i ” ) , salv o s c i o r i n a r e u g g i o s e c u p e z z e cir c a T h e C u r e ( N o n d o r m i ) o s c a v arsi
n e l c u o r e u n a p s i c h e d e l i a a c c o r ata
( F a l s o b o l e r o ) . C ’ è s e n t o r e d i p i l ota
a u t o m a t i c o s o l o n e l l a p e r a l t r o mor d a c e C o m e q u a n d o f u o r i p i o v e , m en t r e l a c o n c l u s i v a I l b a l l o d e l l a t o sse
a z z a r d a u n a o b l i q u a r i l e t t u r a / c ari c a t u r a d i Á g u a s d e m a r ç o i n c h i ave
b e a t c h e p r o p r i o n o n m e l ’ a s pet t a v o . N e l l e n o t e s t a m p a C a n a l i ci
promette d’essere più tranquillo e
s o l a r e i n f u t u r o . C e r t o . C o m e no.
( 6 . 9 /1 0 )
Stefano Solventi
Captain Quentin - Certe cose
determinate (Lo Zio Records, 4
marzo 2007)
genere: math psych
C a p t a i n Q u e n t i n , e x M a l a j e r ba,
e s i s t o n o d a o t t o b r e 2 0 0 5 . I l n ome
turn it on
Casa – Vita Politica Dei Casa (Dischi Obliqui, 2007)
Genere: post-prog/avant-wave
È facile recen s i r e i C a s a c i t a n d o g l i A r e a . F a t t o . N o n s e n e p a r l i p i ù . O r a
ricominciamo.
I Casa sono u n g r u p p o v e n e t o c h e o p e r a p e r f o r m a n c e l i n g u i s t i c h e d e l
tutto simili a d e i w i t z , i m o t t i d i s p i r i t o f r e u d i a n i , d o v e c ’ è a c c o s t a m e n t o e
contrazione s t r a n i a n t e . U n w i t z “ e s p l o s o ” è l a c o n c l u s i o n e d e l l a s p i c c a t a
propensione m i n i m a l i s t a d i Tu t t i I m p a z z i s c o n o p e r i Tu o i O c c h i d i C a m m e l lo ma Lui No ( o v v e r o i l t i t o l o s t e s s o d e l b r a n o ) ; l o è i l r e f r a i n d i Te r r y R i l e y
(“ I’m your fan b u t I ’ m n o t y o u r f r i e n d ” ) ; s o n o s e q u e n z e d i w i t z ( g e n e r a l i z zando, con am p i o m a r g i n e d i e r r o r e ) l e a s s o c i a z i o n i q u a s i l i b e r e – a f a r l e
libere sono ca p a c i t u t t i , m a i n Vi t a P o l i t i c a D e i C a s a c ’ è c a p a c i t à d i f a r e
i “quasi” – che c o m p o n g o n o i t e s t i d i t u t t e q u e s t e c a n z o n i .
Non parliamo d i l y r i c s s o l o p e r c h é e s s e s o n o i n i t a l i a n o . S o n o i C a s a a
spingere l’att e n z i o n e d e l l ’ a s c o l t a t o r e s u i b a r o c c h i s m i v o c a l i , c h e s c i v o l a n o s u u n t e s s u t o r i t m i c o e a volta ru morista, sul c o n t r a l t a r e m u s i c a l e . S o n o i t e s t i a f a r p a r l a r e d e l l a m u s i c a d e l d i s c o , p e r c h é s i h a l ’ i m p r essione di
una ricerca di t r a d u z i o n e t r a q u e l m e c c a n i s m o l i n g u i s t i c o s o p r a e s p r e s s o e l ’ o b l i q u i t à m u s i c a l e d i q u e sto disco.
Ma la traduzio n e n o n a v v i e n e n e l l a s u p e r f i c i e d i a s c o l t o - c h e p e r q u e s t o è v a g a m e n t e d i s s o n a n t e - ma altrove,
chissà dove.
Si ascolti poi B a l l e t t o A u t o m a t i c o ( c h e “ è p e r E r i k S a t i e ” ) - u n e x c u r s u s t r a a l m e n o t r e t e m i , t u t t i e fficaci. Se
i connettivi so n o d i s a p o r e p r o g - , l a d i s i l l u s i o n e d e l l a c o n n e s s i o n e è p o s t - . C ’ è u n l a v o r o s u l r i ff t r a dizionale,
pur nello svilu p p o p r o g r e s s i v o d e i b r a n i ( o a l m e n o r i p o r t a b i l e a g l i a n n i ’ 7 0 , s e i n M o z o , c o m e a m e p are, c’è il
Faust’o di Su i c i d i o) , c h e f a p e n s a r e a p r e s u n t i a s c o l t i p o s t - d e i m u s i c i s t i . M a a t t e n z i o n e . L’ o b l i q u i t à d ei riff che
i Casa rivendi c a n o p e r l a p r o p r i a m u s i c a è s ì p e r s p i r i t o n o n t r o p p o l o n t a n a d a Tw e e z – m a i r i f e r i m e n t i non sono
evidentement e g l i s t e s s i . C i s o n o l e a v a n g u a r d i e s t r o m b a z z a t e a i q u a t t r o v e n t i . E , g i u d i c a t e v o i s e p e r fortuna o
per peccato, l a d i ff i c o l t à d i f r u i z i o n e ( c h e a l l e a v a n g u a r d i e a v o l t e s i a t t a c c a c o m e i l l i q u i r o n e a i d e n t i ) è rimasta
a casa . (7.3/1 0 )
Gaspare Caliri
sentireascoltare 41
è una crasi tra Cap t a i n B e e f h e a r t
e Quentin Compson , p e r s o n a g g i o
de L’urlo e il furore d i F a u l k n e r. L a
loro musica si pres e n t a c o m e u n
tenta tivo di farmi cam b i a r e i d e a c i r ca l’esaurimento - s t o r i c o / e s t e t i c o
- del post-rock. Ovv i a m e n t e n o n c i
riescono, però alla f i n e v i n c o n o l a
scommessa, evitano l a t i p i c a i r r e gimentazione da fig l i a s t r i d i J u n e
Of ’44 - Tortoise- Slin t p e r i m b a s t i r e
trame math spasm o d i c h e , d u t t i l i ,
in perenne e prog r e s s i v o f r a s t a gliamento. Tanto d a c o s t e g g i a r e
un’acidità delirante e a r c i g n a ( L e
occasioni son macc h i n e r o t t e , c o n
echi fuzzati dei prim i F l o y d e d e i
Van Der Graf Gene r a t o r ) , r u t i l a n t i
trasfi gurazioni blue s - r o c k ( l a f r a grante e lunare La b o t t i g l i a v i o l a ,
simile a certi Bron Y A u r ) e t r e p i d e
ostinazioni soul-fun k ( t r a l o s t a r nazzare del sax e la c h i t a r r a f r a s t a gliata di Dilliman ). D i s a r t i c o l a z i o n i
ad el astico, tastiere s p a c e y c h e r i magliano i fraseggi c h i o s t r a t i d e l l e
chitarre, tamburi a s p r i m a c c i a r e l e
ritmiche convulse. U n ’ a p p a r e c c h i a tura che non lascia r i f e r i m e n t i e t i
prepara ai piatti più s o r p r e n d e n t i ,
così che l’alternars i t r a c a v a l c a t a
kraut e torvo funk-b l u e s d i D i s c o post Inc può sfociar e i n u n a p s y c h
robotica (immaginat e i R U N I c h e
grattano la pancia a l B r i a n E n o p i ù
cupo), proponendos i c o m e l a p o r tata più gustosa. Se n z a s c o r d a r e i l
valzer sdrucciolevole e a d r e n a l i n i c o
di Rullante per un vi c i n o , i s p i r a t o a
certi menù cinematic i e f e b b r i l i J i m
O’Rourke. Intensi, s f r e n a t i e f u r i o si, tanto per non tr a d i r e i l n o m e .
Bravi. (7.1 /10 )
Stefano Solventi
Colleen - Les Ondes Silencieuses
(Leaf / Wide, 21 maggio 2007)
Genere: avant folk
Ci mette un po’ per f a r s i a p p r e z z a re il nuovo lavoro d i C o l l e e n . C o n
Les Ondes Silencie u s e s l a N o s t r a
abbandona l’uso di c a m p i o n a m e n t i
e loop d’elettronica e s e m b r a v o lersi allontanare a l u n g h e f a l c a t e
dal mare magnum d i i n c o n t a m i n a te armonie che avev a c r e a t o c o n i
suoi primi due capo l a v o r i . I l s u o n o
di questo disco è r u v i d o e c r u d o ,
deputato quasi escl u s i v a m e n t e a l l’amata viola da gam b a , c o n l ’ i n s e r -
42 sentireascoltare
to occasionale di clarinetto, cristalli, chitarra acustica e spinetta, un
altro strumento desueto di origine
barocca, di cui si è innamorata. Il
risultato è molto più austero e rigido, come si capisce immediatamente dall’iniziale This Place In
Ti m e . A n c h e i n s e d e d i s o n g w r i ting pare che siano cambiate molte
cose e si ceda molto più facilmente
all’improvvisazione. Ma la Colleen
che amiamo, quella che fa fiorire
magicamente le armonie dall’incastro sorprendente di note e suoni
sembra essersi solo nascosta nella
ricerca formale di strumenti e sono-
rità. Eccola apparire nella bellissima parte centrale di Le Labyrinthe,
costruita integralmente suonando
la spinetta, con quel suono arcano
e arcaico che sa di clavicembalo
settecentesco. Eccola lasciarsi and a r e a l l e do l c i m e d i t a z i o n i d i B l u e
Sands, con gli arpeggi che si duplicano, triplicano, riverberano. Ecc o l a a b b a nd o n a r s i a l l e m a r e g g i a t e
n o t t u r n e d i S e a O f Tr a n q u i l i t y , c o n
le note pizzicate lentamente una
ad una, come a contornare un corpo tra le onde in attesa che albegg i . G l i e p i s o d i p i ù s e v e r i e d i ff i c i li sono quelli dove Cecile tende a
nascondere l’armonia sotto il peso
della viola da gamba, come in Past
The Long Black Land e nella title
t r a c k, d o v e c e r c a d i r i v i v e r e c o m e
un esorcismo l’attimo in cui fu abbagliata da Marin Marais, vista nel
f i l m To u s L e s M a t i n s D u M o n d e.
Echoes And Coral e Le Bateau sono
invece gli episodi dove cerca di aggrapparsi più saldamente all’ancora dell’avanguardia. In definitiva,
un disco diverso, dove Colleen si
concentra sulle singole note, anziché fonderle in un unico umore in-
d i s t i n t o c o m e f a c e v a i n T h e G o l den
M o r n i n g B r e a k s . F a t t a q u e s t a di s t i n z i o n e , s o t t o l i n e a t o c h e L e s On d e s S i l e n c i e u s e s è s i c u r a m e n t e un
l a v o r o d i p i ù d i ff i c i l e a s s i m i l a z i o ne,
q u e l l o c h e r e s t a è c h e C o l l e en,
c o m e a r t i s t a e m u s i c i s t a , c o n t i nua
i n d i s t u r b a t a a v i a g g i a r e a n n i l uce
davanti agli altri. (7.2/10)
Antonello Comunale
C o r n e l i u s - S e n s u o u s ( Wa r n e r
Japan, ottobre 2006 - Everloving,
24 aprile 2007)
Genere: glocal pop
Tr e a l b u m i n d i e c i a n n i ( p i ù due
u s c i t i s o n o i n p a t r i a ) . D ’ a c c o r do,
n o n s a r à m o l t o p r o l i f i c o K e igo
O y a m a d a , m e g l i o c o n o s c i u t o c o me
C o r n e l i u s , m a v o l e t e m e t t e r e le
p e r l e v i s i o n a r i e l a n c i a t e i n q u esti
a n n i c o n F a n t a s m a p r i m a e P oint
d o p o ? S e n z a c o n t a r e l a m i r i a d e di
c o l l a b o r a z i o n i i n t r a p r e s e c o n c on n a z i o n a l i ( S a k a m o t o , M a s a k a t su)
e n o n ( B l u r, U . N . K . L . E . ) . N o n c’è
q u i n d i d a g i r a r c i t r o p p o a t t o r n o : un
d e l i r i o d i f a n t a s i a , u n e c l e t t i smo
v i v a c e e s i n c e r o , i n g e n u o c ome
u n b a m b i n o c h e p a s t i c c i c o n p iat t i e b i c c h i e r i . S e r i e t v, p s i c h e d e lia,
B r a s i l e , l e g g e n d a r i o p o p b e a t l e sia n o , h a r d r o c k e p u n k , c u t ’ n ’ p ast,
f i e l d r e c o r d i n g s , o r c h e s t r e e v i d eo g a m e . I n s o m m a , q u e s t o e n n e s i mo
s c a r a b o c c h i o m a d e i n J a p a n non
l a s c i a f u o r i p r o p r i o n u l l a , t r i t a ndo
e r i s p u t a n d o f u o r i p e r f e t t i g i n gil l i g l o c a l p o p . D e f i n i t o d a p i ù p arti
c o m e i l B e c k d e l l a p o s t m o d e rni t à , c o n l ’ u l t i m o S e n s u o u s c o m pie
i l g i u s t o s t e p i n a v a n t i r i s p e t t o ai
p r e c e d e n t i l a v o r i : o r g a n i c o n e l suo
g i o c a r e c o n g e n e r i e s t i l i ( i l m etal
v e s t i t o d i a t t i t u d i n e p u n k d i G um ,
l o s t a n d a r d j a z z d i B r e e z i n ’ , p o rtato al successo da Gabor Szabo e
G e o r g e B e n s o n , s p r u z z a t o d i s yn t h ) , c o e r e n t e n e l s u o c o n f r o n t arsi
c o l p a s s a t o ( s i a s c o l t i a d e s e m pio
F i t S o n g , c o n q u e l l a s u a t i p i c a v oce
r o b o t i c a a d e c a n t a r e s i n g o l e p a r ole
c o m e “ j u s t ” o “ f i t ” , i n u n p r o f l u v i o di
s y n t h e c h i t a r r e ) , m a c o n l o s g uar d o s e m p r e a t t e n t o a c o g l i e r e i l c on t e m p o r a n e o ( c e l i v e d r e s t e i K raf t w e r k c o n M i c h a e l J a c k s o n a r i f are
B i l l i e J e a n ? B e h , B e e p I t p o t r e bbe
e s s e r e u n a r e a l i s t i c a i p o t e s i ) . Non
m a n c a n o p o i q u e l l e d e l i z i e p e r cui
alla fine non t i r i m a n e c h e p e r d e r e
la testa per lo s t r a l u n a t o O y a m a d a :
l’electro acust i c o p o p d i M u s i c ( c o n
cui, ci possia m o s c o m m e t t e r e , b i s serà il succes s o o t t e n u t o c o n D r o p )
e le nostalgic h e a t m o s f e r e c i n e m a tografiche del l a t i t l e t r a c k ( c h i t a r r a
decompressa e c a m p a n e l l i p r i m a verili) e di Om s t a r t, i n c o p p i a c o n i l
duo Glambek B ø e/Ø y e ( e q u a n t o c i
piacerebbe ch e i d u e r e g n a t i s u o -
nassero così… ) . S a r à m i c a t r o p p o
per un unico d i s c o ? F o r s e . M a i l
marchingegno è t a l m e n t e o l i a t o d a
non risultare s t r a b o r d a n t e o c o n f u sionario. E il b e l l o è c h e C o r n e l i u s
fa tutto da so l o . (7 . 2 / 1 0 )
Va l e n t i n a C a s s a n o
Deadburger - C’è ancora vita
su Marte (Goodfellas, 16 aprile
2007)
Genere: elettro-rock
Dovessimo de s c r i v e r e l e c o o r d i n a te entro cui la m u s i c a d e i f i o r e n t i ni Deadburge r s i m u o v e o g g i , u t i lizzeremmo a n c o r a i t e r m i n i d i c u i
ci eravamo s e r v i t i p e r S . t . O . r. 1 . e
(Wot4, 2003 ) : e l e t t r o r o c k , p o s t punk, industri a l ; e a n c o r a r o c k i n dipendente it a l i a n o , i r o n i a , c r i t i c a
sociale, estro e d e c l e t t i s m o c o l t o
sono tutte diz i o n i v a l i d e p e r f o r n i r e
una guida a b e n e f i c i o d e i p e r p l e s s i
che si accosti n o i m p r e p a r a t i a l p r i mo ascolto de l l e v e n t i d u e t r a c c e d i
C’è ancora vi t a s u M a r t e - e p i a c e volmente stor d i t i , o t e m e r a r i a m e n t e
affascinati, al s e c o n d o .
Ma la faccend a , i n q u e s t ’ u l t i m o l a voro, si è ulte r i o r m e n t e c o m p l i c a t a :
si conceda un a s c o r t a p u r r a p i d a a l
vademecum c h e , s u l l a p a g i n a w e b
del gruppo, d i o g n i s i n g o l o b r a n o
riferisce dett a g l i a t a m e n t e g e n e s i ,
sviluppo e finalità estetiche (http://
w w w. d e a d b u r g e r. i t / d o w n l o a d / m a r te/deadburger_marte_album.pdf):
non si può che rimanere sorpresi
dall’attività proteiforme di una famelica curiosità intellettuale - seconda forse solo a quella di (etre)
Salvatore Borrelli - da cui tutto
prende vita. Musiche e testi, suoni ed umori che a qualcuno, c’è da
scommetterci, sembreranno la spia
di un confuso girare a vuoto di natura eclettica e citazionista.
Ma c’è un filo rosso che lega l’anthemico synth-rock di Come ho fatto a finire in questo deserto al fantaduetto tra il sassofono di Jacopo
Andreini e la Sun Ra Arkestra - i
campioni di suono della Arkestra
- di Magnesio: la passione sempre
p i ù ta n g i b i l e p e r s o n o r i t à j a z z ( U n
luogo dove non sono mai stato) e
l’utilizzo delle tecniche compositive delle avanguardie (Amber, Sedna), il fascino per il calembour ed il
non-sense, retaggio dell’influenza
di certo rock demenziale italiano
( I v e r i u o m i n i s t a n n o a C h i e t i , An che i bocconiani hanno cominciato
d a p i c c o l i , S . B . S .) e l e c i t a z i o n i d i
Nanni Balestrini, Michel Houllebec q , B e n Va u t i e r, G i u l i a n o M e s a . C ’ è
u n f il o r o s s o c h e l e g a l e v e n t i d u e
tracce di C’è ancora vita su Marte
ed è compito di un ascoltatore non
preoccupato, che voglia smarrirsi
tra i rivoli di infinite conversazioni,
c o g l ie r l o . ( 6 . 5 / 1 0 )
Vincenzo Santarcangelo
Defectors – Bruised And Satisfied
(Bad Afro / Wide, marzo 2007)
Genere: horror-punk-rock
Che ci sia del marcio in Danimarca
lo si può constatare, senza scomodare lontane reminiscenze letter a r i e, s e m p l i c e m e n t e a s c o l t a n d o
Bruised And Satisfied il nuovo
album di questo oscuro gruppo danese.
D e f ec t o r s - q u i n t e t t o d e d i t o a d u n a
sorta di horror garage-punk perverso e melodico - hanno idealmente
diviso in due parti l’album come
fosse un vinile, ma anche come le
due anime del gruppo. Nel “lato A”
a prendere il sopravvento è l’anima
d i a b o l i c a m e n t e h o r r o r, g r a z i e a d u n
abbondante uso della strumentazione vintage (organo e farfisa) che
d i s e g n a a t m o s f e r e l u g u b ri e gothic
t a n t o c h e s e m b r a d i a s c oltare dei
B i r t h d a y P a r t y d i r e t t a m ente usci t i d a u n l i v e a l l ’ i n f e r n o ( Dancing
G h o u l s ) o u n a v e r s i o n e ancor più
v a m p i r e s c a d e i F u z z t o nes ( Re s u r r e c t i o n ) . I n s o m m a m usica per
z o m b i e a s s e t a t i d i s a n g u e che non
s t o n e r e b b e a ff a t t o i n u n b-movie
s p l a t t e r o c o m e s o u n d t r a ck dei film
d i J e s s F r a n c o . N e l “ l a t o B” invece
e m e r g e l ’ a n i m a p i ù g r e z z a e sixties
g a r a g e o r i e n t e d s u l l a f a lsariga di
q u e l s u o n o t r u c e , s b o c c a to e slab b r a t o c h e u n i s c e S o n i c s e Grave d i g g e r V a i D w a r v e s p a s sando per
l e s o n o r i t à I n T h e R e d . Pezzi da
d u e m i n u t i i n c u i l a b a t t eria è un
m a r t e l l o e l e c h i t a r r e s i fanno in c a n d e s c e n t i ( Yo u B e t t e r) , pop-punk
p a l i n d r o m o e a s s a s s i n o ( Love Is
E v o l ) , m i d - t e m p o r ’ n ’ r d e i primordi
(B a b y W h e n Yo u ’ r e G o n e ). Insomm a , e x c e l l e n t m u s i c f o r driving ,
c o m e e s s i s t e s s i s u g g e r iscono in
copertina. (6.5/10)
Stefano Pifferi
DJ Jazzy Jeff – The Return
Of The Magnificent (BBE /
Audioglobe, maggio 2007)
Genere: hip hop old school
I n p r i n c i p i o f u D j J a z z y J eff & The
F r e s h P r i n c e e d i l s u c c e sso plane t a r i o d i Yo u A r e A D j I ’ m A Rap p e r ( v e r o c a p o s t i p i t e d el rap più
d i s i m p e g n a t o e c o l o r a t o ) e della
s i t c o m I l P r i n c i p e d i B e l Air. Poi,
Wi l l S m i t h ( T h e F r e s h P r ince) è div e n t a t a l a s u p e r s t a r h o l l ywoodiana
c h e t u t t i c o n o s c i a m o , l a c oppia si è
s c i o l t a e d i l b u o n J e ff s e n’è rima s t o d a s o l o a s g u a z z a r e tra under g r o u n d e m a i n s t r e a m d i videndosi
t r a p r o d u z i o n i , a n c h e p e r lo stesso
S m i t h , r e m i x , c o m p i l a t i o n e dischi
s o l i s t i . I n u t i l e d i r e c h e ci si trova
d i f r o n t e a d u n p e s o m a ssimo del l a c a t e g o r i a , s t i m a t o e r i spettato in
o g n i a n g o l o d e l g l o b o , c ome testi m o n i a l a m i r i a d e d i o s p i t i convocati
p e r q u e s t a s e c o n d a p r o v a sulla lun g a d i s t a n z a l i c e n z i a t a c on il mar c h i o d e l l a B B E . D a C L Smooth a
P o s d e i D e L a S o u l p a s s ando il ve t e r a n o B i g D a d d y K a n e e l’inegua g l i a b i l e M e t h o d M a n ( a mmaliante
l a p r o v a o ff e r t a i n H o l d It Down )
T h e R e t u r n O f T h e M a g nificent è
u n s u s s e g u i r s i d i b u o n e vibrazioni
sentireascoltare 43
band non sorprende e non innova.
Ma scrive canzoni che sono fresche, orecchiabili e piacevoli. Con
g l i a n n i p o t r e b b e a ff i n a r e i p r o p r i
pregi e, contemporaneamente, distaccarsi definitivamente dai propri
padri putativi. (6.5/10)
Manfredi Lamartina
old school che prof u m a n o d i j a z z
e soul, fanno dello s c r a t c h u n ’ a r te ineguagliabile e p u n t a n o t u t t o
il contante sul ballo e l ’ i n t r a t t e n i mento, impartendo u n a l e z i o n e d i
stile ai tanti brutti c e ff i c h e o g g i s i
aggirano impuniti ne l l a s c e n a d i v i dendosi tra denti d’o r o e p u t t a n e l l e
sculettanti. La clas s e , s i g n o r i , l a
classe. ( 7.0/10 )
Stefano Renzi
D o g D a y – N i g h t G r o u p ( To m l a b
/ Audioglobe, aprile 2007)
Genere: indie
Qualcuno, ascoltand o i l d i s c o d e i
Dog Day, potrebb e q u a n t o m e n o
storcere il naso. Q u e l l o o k c o s ì
scombinato – ad arte ? – s u q u e i v i s i
così pulitini. Quelle m e l o d i e c o s ì
orecchiabili su un ap p r o c c i o d a h a r d
discount dell’indie r o c k . U n a r o b a
da far venire pruriti a u r i c o l a r i . M a
non si tratta di un pr o d o t t o p e n s a t o
per piacere a tutti i c o s t i . A l l a f i n e ,
Night Group suona v e r o e i n t e n s o .
Merito della formula a d o t t a t a , c h e
nasce negli anni Ott a n t a e s i s t a b i lisce alle soglie del D u e m i l a , d a l l e
parti della New Yor k d e s c r i t t a d a i
Sonic Youth di Mur r a y S t r e e t . G l i
echi di certo post p u n k b r i t a n n i c o
sono allora nel bas s o p e r c u s s i v o
di End Of The Worl d , m e n t r e n e l l a
seguente Oh Dead L i f e a s s i s t i a m o
ad una nuova ricon f i g u r a z i o n e d e l
suono dei primissim i R . E . M . , c h e
alla lunga si rivelan o q u a l c o s a d i
più di uno sporadico p u n t o d i r i f e rimento stilistico. A l c u n i r i c h i a m i
grunge – benché d a l l e d i s t o r s i o n i
appositamente disin n e s c a t e – s i
trovano nei giri di c h i t a r r a d i Vo w ,
così come non man c a i l p i ù c l a s sico – e coinvolgen t e – d e i p e z z i
indie rock, Sleepin g , Wa i t i n g . L a
44 sentireascoltare
Dungen - Tio Bitar (Subliminal
Sounds/Megarock/Clear
Spot,
30 aprile 2007)
Genere: psichedelia
Per chi è rimasto stregato dalle atm o s f e r e m a g i c h e d e l p r e c e d e n t e Ta
D e t L u g n t, l ’ u s c i t a d i Ti o B i t a r n o n
potrà che essere un appuntamento
segnato in rosso sul calendario da
diversi mesi. È un piacere ritrovare le creature del bosco incantato
elettrificato che popolano l’immaginario di Gustav Ejstes. Essere
t r a s c i n a t i d e n t r o l a t a n a d a u n I ntro strumentale, che è un tripudio
di chitarre distorte e fiati, per assistere alla messa in scena di uno
spettacolo dal sapore fricchettone
ma da prendere tremendamente sul
serio.
Gli arrangiamenti, tradizionalmente tutt’altro che castigati, si sono
ulteriormente ispessiti, complice
una vena prog che allarga il proprio
c a m p o d ’ a zi o n e a d i s c a p i t o d i q u e l la pop, per la felicità di fiati, tastiere e scampanellii assortiti, dando
vita ad un’opera dalle sfaccettature
molteplici.
Si ascolti il folk ampolloso di Familj e il suo contrario Mon Amour,
un piccolo gioiello che parte garage (Who Sixties) e conclude in
u n a j a m i nc e n d i a r i a , c o n c h i t a r r a ,
basso e batteria a fare ciò per cui
s o n o s t a t i c o n c e p i t i . O a n c o r a i l r i ff
di basso elementare ma ottundente
d i E t t S k ä l A t t Tr i a s , c h e s p i c c a in
m e z z o a q u a d r e t t i d a l t o c c o j a zzy.
U n l a v o r o c h e è f o r s e p i ù “ d i s co”
d e l p r e c e d e n t e m a c h e a l l a l u n ga,
n e l c o n f r o n t o , f i n i s c e p e r p e r d ere
q u a l c o s a i n f r e s c h e z z a , a n c h e nel
t i r o d e i s i n g o l i p e z z i s e c o n s i d e rati
s e p a r a t a m e n t e . C o m u n q u e b u o nis simo. (7.0/10)
G i a n l u c a Ta l i a
Electrelane – No Shouts, No
C a l l s ( To o P u r e / S e l f , m a g g i o
2007)
Genere: indie rock/pop
C ’ e r a m o l t a a t t e s a p e r q u e s t o n uo v o a l b u m i n s t u d i o d e l l e i n g l esi
E l e c t r e l a n e , a t t e s e a l v a r c o d opo
l e s t u p e f a c e n t i p r o v e d i T h e P o wer
O u t e d A x e s c h e n e a v e v a n o c on s o l i d a t o l o s t a t u s d i b a n d c u l t o d ella
m o d e r n a g e o g r a f i a m u s i c a l e i n ter n a z i o n a l e . U n ’ a s p e t t a t i v a r e s a an c o r a p i ù v i b r a n t e d a l l ’ i n c e r t e z z a su
q u e l l o c h e s a r e b b e s t a t o i l c o nte n u t o d i q u e s t o N o S h o u t s , N o Cal l s a v e n d o c i , l e r a g a z z e d i B r i g h t on,
a b i t u a t i a r e p e n t i n i q u a n t o i m p o ssi b i l i c a m b i d i d i r e z i o n e . G i a d a l l ’ ini z i a l e T h e G r e a t e r Ti m e s , p e r ò , si
c a p i s c e c h e q u e s t o l a v o r o p a r l a il
v e r b o d e l p o p , a n g o l a r e , s o f i s t i ca t o , e m a n c i p a t o , b r i l l a n t e , p e r s p i ca c e a d d i r i t t u r a c o n t e m p o r a n e o n ella
s u a c l a s s i c i t à s o s p e s a t r a ( p ost)
k r a u t r o c k e m o d e r n a r i a t o S t e r eo l a b m a c o m u n q u e l o n t a n o a n n i l uce
d a l l e i m p r o v v i s a z i o n i i n p r e s a di r e t t a d e l p r e c e d e n t e A x e s . C a n zoni
d i u n a l i e v i t à e d i u n a i m m e d i a t ez z a s o r p r e n d e n t i , c o m e d i m o s t r ano
l e n i n n e n a n n a e l e t t r i f i c a t e d i Cut
A n d R u n e A t S e a o p p u r e l e o m bre
d e g l i Yo L a Te n g o e v o c a t e i n A fter
T h e C a l l e t r a g l i a r r a n g i a m e n t i di
a r c h i d i I n B e r l i n p r e z i o s i e s e mpi
d i c o m e s i p o s s a s u o n a r e d e r i v ativi
s e n z a p e r d e r e i n l u c i d i t à e p e r so nalità. (7.2/10)
Stefano Renzi
E l - p – I ’ l l S l e e p W h e n Yo u ’ r e
Dead (Def Jux / Goodfellas, 20
marzo 2007)
Genere: electro-hip hop
S o n o s t a t i b e n q u a t t r o g l i a n n i di
a t t e s a p e r i l s e c o n d o , f a t i d i c o se c o n d o a l b u m d i u n a d e l l e p i ù i nte r e s s a n t i p r o m e s s e d e l p a n o r a ma
e l e c t r o - h i p h o p . Q u a t t r o a n n i i n cui
turn it on
Dan Deacon – Spiderman Of The Rings (Carpark / Goodfellas, 14
maggio 2007)
Genere: elettronica
La conferma c h e a s p e t t a v a m o d a D a n D e a c o n è a r r i v a t a , s i c h i a m a S p iderman Of Th e R i n g s, e d e s o r d i s c e c o n u n m a n i f e s t o d e l l o s t i l e d e l l ’ a u tore, cartooni s t i c o e l i e v e m e n t e i n q u i e t a n t e a l l o s t e s s o t e m p o ( W o o o d y
Woodpecker ). S i p o t r e b b e g e n e r a l i z z a r e p a r l a n d o d i “ f u t u r e s h o c k ” , s p e c i e
per quelle voc i n e a c i d e ( R e s i d e n t s - i a n e ) e a l c u n i a t t e g g i a m e n t i a l l a D e v o .
Si potrebbe p o i a n d a r e a g u a r d a r e l ’ u s o d i s t r u m e n t a z i o n i v i n t a g e e a l
piano di lavo r o m i n i m a l e d i D a n p e r a c c o s t a r l o a l l a n o s t r a n a M i s s Vi o letta Beaureg a r d e . M a D a n D e a c o n – c o m e a b b i a m o p r e a n n u n c i a t o n e l l o
speciale a lui d e d i c a t o i n q u e s t o n u m e r o d i S e n t i r e A s c o l t a r e – è l a t e r a l e
agli ascolti di u n i n d i e r o c k e r . Va d i l a t o e a v o l t e l i s u p e r a f a t a l m e n t e ( s i curamente ris p e t t o a l l ’ u l t i m o r i f e r i m e n t o c i t a t o ) . I n u n c e r t o s e n s o è p i ù
giusto in ques t o c a s o l e g g e r e q u e l l o c h e si s e n t e s e n z a g u a r d a r e t r a l e r i g h e , c o m e i n s e g n a l u i s t e s so; è così
che notiamo u n o s t u p e f a c e n t e a v v i c i n a m e n t o d e l l a s t r a t i f i c a z i o n e d i P h i l i p G l a s s e s o c i ( e l e m e n t o d a s e mpre pre sente in Deac o n ) a i c r e s c e n d o h o u s e e a g l i a c c e n n i t e c h n o d e l l e s p a r a t e b a t t e r i s t i c h e d i g i t a l h a r d - c o r e . Succede
insomma che q u e s t e c o m p o s i z i o n i a b b o r d a b i l i m a c o m p l e s s e t r o v i n o d e i c o n c a t e n a m e n t i ( d e g l i a n e l l i mancanti
plurimi?) tra i m o t i v i d e i c a r i l l o n , i c o r i f a n c i u l l e s c h i , l e a v a n g u a r d i e m i n i m a l i s t e e l e v a r i e d a n z e u l t r a m oderne. Il
che produce c o m m i s t i o n i i n e d i t e , o v v e r o c a r i l l o n p a r a n o i c i , m i n i m a l i s m o d a b a l l o e t e c h n o “ d a a s c o l t a r e ”, renden do Spiderman O f T h e R i n g s u n d i s c o c h e p u ò c r e a r e p r o s e l i t i s m o . A v o l t e D e a c o n e s a g e r a ( J i m m y J o e Roche ),
se si fa prend e r e l a m a n o . I l p u n t o , i n “ c a n z o n i ” c o m e q u e s t e , u n a v o l t a o l e a t e l e t e c n i c h e , è q u a n d o fermarsi.
Noi ci facciam o p r e n d e r e l a m a n o c o n l u i , e p r o p o n i a m o u n ( 7 . 5 /1 0 ) .
Gaspare Caliri
sentireascoltare 45
è successo tutto e i l c o n t r a r i o d i
tutto in questo cam p o , c o s ì i n f e r mento dopo i fasti e l a d e c a d e n z a
di label-simbolo com e l a A n t i c o n.
Quattro anni duran t e i q u a l i l ’ h i p
hop ha cambiato pe l l e e h a v e s t i to i panni del pop, d e l l ’ e l e t t r o n i c a ,
del rock, diventando u n l i n g u a g g i o
da trasformare, uno s t r u m e n t o d i
lavoro per gli sper i m e n t a t o r i d e l la musica. El-p è se m p r e s t a t o f r a
questi, sin dai suoi e s o r d i u n e s e m pio d a seguire atten t a m e n t e . M o l t o
attento a salvagua r d a r e l ’ i d e n t i t à
di fondo del rap, il b i a n c h i s s i m o d j
di Brooklyn (con l’a p p o r t o n i e n t e popodimeno che de l s i g n o r Tr e n t
Reznor), in questo s u o s e c o n d o
lavoro in studio, è r i u s c i t o , a d i ff e renza di tanti vetera n i d e l g e n e r e ,
ad operare una perf e t t a s i n t e s i t r a
il vecchio e il nuov o , t r a l e r a d i c i
bass&rhymes delle o r i g i n i e l e n u o ve esigenze espress i v e d e l l ’ e l e t t r o nica. In più, I’ll Slee p W h e n Yo u ’ r e
Dead (simpatico cap o v o l g i m e n t o d i
un’espressione inne g g i a n t e a l d i vertimento ad oltra n z a , “ I ’ l l s l e e p
when I’m dead ”) por t a c o n s é l ’ i m porta nte conferma d i u n a t e n d e n z a
del nuovo avant-ho p , c h e p o t r e m mo definire “doom”. L a s c e l t a d i r i t mi lenti, filtrata da a n n i d i t r i p h o p ,
l’uso di accordi min o r i s t e s i a t a p peto sulla base ritm i c a e i l r a p p i n g
incalzante e freddo, c o m p o n g o n o u n
sound che si ricolleg a d i r e t t a m e n t e
alle recenti scelte m u s i c a l i d i b a n d
come Coaxial e Da l e k , l e g a n d o s i
ad un filo che conduc e d r i t t o a l l ’ a t t i tudine più dark e cre p u s c o l a r e d e l l ’
hip hop, all’aspetto p i ù c u p o d e l l a
musica afroamerica n a d e l n u o v o
millennio. The Leag u e O f E x t r a o rdinary Nobodies è f o r s e l ’ e s e m p i o
46 sentireascoltare
più lampante di questo approccio
c h e , c o n d i ff e r e n t i g r a d i d ’ i n t e n s i t à ,
s i d i ff o n d e a m a c c h i a p e r t u t t o l ’ a l bum e ne impregna alcuni momenti
i n m a n i e r a p a r t i c o l a r e ( Ta s m a n i a n
Pain Coaster; Habeas Corpses;
D e a r S i r s ) . L’ o r i g i n a l i t à e l ’ i n g e g n o
di El-p risiedono nella sua particolare maniera di amalgamare queste
scelte estetiche con le necessità
ritmiche dell’hip hop radicale (quello “nero” e senza compromessi,
per intenderci), lasciando sempre
trapelare un sapore old skool a ricordarci continuamente che, in fin
dei conti, è proprio di quello che
stiamo parlando. E’ l’anima dell’hip
hop (come un giorno fu, o magari
lo è ancora, quella del blues) che
aleggia nel pop à la Why? di The
O v e r l y D r a m a t i c Tr u t h , n e l f u n k y d i
Flyentology e Up All Night o nello
stile vintage di No Kings, EMG e
Run The Numbers, che ripescano
Beastie Boys, Run DMC e Public
E n e m y d e gl i e s o r d i e l i a r r i c c h i s c o no dei colori dell’elettronica. In definitiva, se esistesse un fantomatico
“parlamento stilistico dell’hip hop”,
che disegnasse la collocazione dei
musicisti rispetto alla tradizione
di questa musica e al rapporto tra
conservazione e trasformazione, il
nostro El-p si collocherebbe più a
destra di tanti sperimentatori più
a u d a c i ( c L O U D D E A D , K i l l T h e Vu ltures e via dicendo), preoccupato
com’è al suo rapporto con le radici.
Ma per fortuna non siamo in politica e, in più, se fossero tutti così
i conservatori, sarebbero molto più
progressisti di tanti che si presumono tali, tanto che verrebbe quasi
voglia di votare a destra… (7.2/10)
Daniele Follero
Fish Of April - Violet Pharmacy
(Seahorse / Goodfellas, 2007)
Genere: new wave
Cos’è questa Berlino primi anni 80
che esce dalle casse? Riducendo
il tutto ai minimi termini e considerando le assonanze cromatiche,
verrebbe da chiamarla new wave,
anche se la media dei suoni contenuti nel disco e il sonno agitato che
li attraversa suggerirebbe immagini
di tutt’altra specie. Nello specifico
Ian Curtis imbottito di oppiacei,
Lou Reed stretto in qualche lucido
a b i t i n o i n l a t e x , i P a v e m e n t h ea d l i n e r a u n f u n e r a l e ( N a m i d G r ey ),
A i d a n M o f f a t i n t e n t o a l u c i d a r e le
s c a r p e a p u n t a d e l N i c k C a v e preB a d S e e d s ( L a u t a r j e R o c k m a s t er ).
M u s i c a t o r b i d a e s c h e l e t r i c a con
c u i n o n è f a c i l e s c e n d e r e a p atti,
u n r o c k c u p o e v i s i o n a r i o r i c c o di
e n t u s i a s m i a l Va l i u m , p a r t o r i t o sot t o l a C o r t i n a d i F e r r o ( D i s t a n t Way ),
s c o s s o d a u n b a t t e r e i n e s p r e s s i vo,
m a r t o r i a t o d a u n c a n t a t o s e nza
g r a z i a . S g r a m m a t i c a t o e l a n c i n a nte
c o m e s o l t a n t o a l c u n e o p e r e p r i me
s a n n o e s s e r e , Vi o l e t P h a r m a c y de s c r i v e i l m o n d o a t i n t e f o r t i d i A l es s i o P i n t o, “ g i o r n a l i s t a , s c r i t t ore
a c c a n i t o s c o m m e t t i t o r e , t r a s c orsi
i n g a l e r a e p o c o a l t r o ” . U n m o ndo
i n c u i i l c u o r e d i v e n t a u n p e r c u ote r e l o n t a n o m a p r e s s a n t e d i t a m bu r i , l ’ a n i m a u n a c h i t a r r a a ff a s c i n ata
d a l l a t o o s c u r o d e l l a f o r z a , i n ervi
p u l s i o n i i n d e c i f r a b i l i e f i l a s t r o c che
i p n o t i c h e , i l c e r v e l l o u n b a s s o che
g i r a i n t o n d o . I l t u t t o s p a r a t o l ì , di s a d o r n o , e s s e n z i a l e , q u a s i i n tro s p e t t i v o , s e n z a f o n d a m e n t a c erte
n é r i p a r o s u l l a t e s t a . U n o s c e n ario
u r b a n o s q u a l l i d o e p u z z o l e n t e che
a l l ’ i n i z i o s p a v e n t a , m a c h e c o l tra s c o r r e r e d e i m i n u t i v i e n e q u a s i da
chiamare “casa”. (6.8/10)
Fabrizio Zampighi
Gang Gang Dance - Retina
Riddim (Social Registry / Wide,
22 maggio 2007)
Genere: art rock collage
S e m b r a c h e a r r i v e r à p r e s t o u n n uo v o p a r t o u ff i c i a l e d e i G a n g G ang
D a n c e . P e r i n g a n n a r e l ’ a t t e s a la
s t r a m b i s s i m a c o m p a g i n e n e w y o r ke s e s i r i p r e s e n t a s u g l i s c a ff a l i dei
n e g o z i c o n q u e s t o R e t i n a R i d d im ,
il loro primo d v d v e r o e p r o p r i o .
Per metà si t r a t t a d i u n c l a s s i c o
tour movie, c o n r i p r e s e d e l l a b a n d
dal vivo e m o m e n t i d i s c a z z o o n
the road, con c e p i t o d u r a n t e i l t o u r
americano e a u s t r a l i a n o d e l 2 0 0 4
da un certo O l i v e r P a y n e ( u n a m i c o
della band), p e r l ’ a l t r a m e t à è u n
collage audio / v i d e o p r e s u n t u o s a mente artsy c h e v o r r e b b e r i c h i a m a re la no wave e i l c i n e m a s p e r i m e n tale in super8 , q u e l l o d i B r a c k h a g e
soprattutto. I l d e u s e x m a c h i n a d i
tutta l’operazi o n e è B r i a n D e G r a w,
che quando n o n è i m p e g n a t o a c o n cepire la gar b a g e m u s i c p e r c u s s i va della band , s i d i l e t t a n e l l a v i d e o
art. Chi ha fa m i l i a r i t à c o n i s u o n i
dei Gang Gan g D a n c e p u ò i m m a g i nare l’effetto d i s b a l l o a l l u c i n a t o r i o
che emerge da q u e s t o p r o g e t t o . D e Graw mette m a n o p r i m a a l l a t r a c c i a
audio, andand o a r i p e s c a r e i f r a m menti più d i s p a r a t i d a l l ’ a r c h i v i o
dei demo e d e i n a s t r i p e r d u t i d e l l a
band, rimette n d o t u t t o i n c i r c o l o ,
con spezzoni d i c o n c e r t i , i n t e r v i s t e ,
schegge dei p a s s a t i d i s c h i , m i s c e lando poi que s t o b l o b s c h i z o i d e c o n
la classica te c n i c a d e l c u t ’ n ’ p a s t e .
Segue lo stes s o p r o c e d i m e n t o p e r
la parte video , c e r c a n d o d i t r a t t a r e
le immagini in s i n c r o n o c o n l ’ a u d i o
e ottenendo u n p e r f e t t o c o m p e n d i o
audio/visivo p e r i l p r o f i l o w e i r d d e l la band. Cert o … d e f i n i r e “ a r t f i l m ” ,
un disordinat o p a s t i c h e d i s u o n i e
immagini con e ff e t t i , s p e s s o , d a
videocamera c h e a p , m i s e m b r a u n
po’ grossa, ma d o c u m e n t i d e l g e n e re vanno pres i c o m e l a t e s t i m o n i a n za di una de r i v a d e l l ’ u n d e r g r o u n d
americano orm a i i n c o n t e s t a b i l e . S i
veda anche il c d a c c l u s o d a l l a S o -
cial Registry: 24 minuti di cut’n’paste sonoro, dove DeGraw assembla
p e z zi s p a r s i d i m u s i c h e p r e c e d e n temente buttate dalla band. Chi è
sempre alla ricerca di stranezze e
stramberie (alzo la mano) si accomodi pure, gli altri, quelli “normali”,
quelli che voglio sempre la classica
verse-chorus-verse, stiano assolutamente alla larga. (6.5/10)
L a f i g a ( t e s t o d i To n i n o Guerra)
t u t t a l a d e v o z i o n e e l a meraviglia
c h e s i m e r i t a q u e s t o c e n t ro di ogni
Antonello Comunale
Mauro Ermanno Giovanardi Cuore a nudo (RadioFandango
/ Edel, 23 marzo 2007)
Genere: cantautoriale
Ci sono dischi che mi procurano
s e n sa z i o n i p i a c e v o l i m a c o n t r a d d i t torie. Dischi come questo esordio
solista di Joe dei La Crus. Contraddittorio, appunto, a partire dal fatto
che si muove sulla linea di confine
tra progetto live - cui la dimensione live è necessaria - e prodotto di
studio (è evidente il lavoro di postproduzione). Poi c’è la scelta dei
brani, da un lato piuttosto scontati
e d is a r m a n t i c o m e l ’ i m m a n c a b i l e
Te n c o d i Ve d r a i v e d r a i ( l a c o n s u e ta, stupenda impossibilità di aggiungere altro) o addirittura tediosi
come il Fossati di Navigando (cui
la tromba amicale e i baluginii di
chitarra gettano una ciambella di
salvataggio), dall’altro invece azzeccatissimi come Hai pensato
m a i ? , b a l l a d d i L i n o To f f o l o c h e
fa incontrare Gino Paoli e Cesare
B a s il e n e l c o r t i l e d e i C a l e x i c o , o ppure l’irresistibile El mé gàtt, fisa,
canto e traduzione - dal milanese
- per tragicomico cabaret meneghino firmato Ivan Della Mea. Quanto
al Giovanardi interprete, anche qui
luci e ombre: tra reading ora suggestivi (l’assorta elegia di A Milano,
t e s t o d i To n d e l l i ) e o r a u n p o ’ t r o p po sopra le righe (la frenetica Il mio
amore è come una febbre, su testo
di Shakespeare nientemeno), il
vecchio Joe mette a nudo - appunto
- la grana di una voce tutt’altro che
virtuosa e lo sapevamo, però compensata dalla naturalezza inquieta
(vedi l’altro omaggio tenchiano Un
giorno dopo l’altro), da un languore un po’ dandy un po’ decadente,
capace di rendere con cinismo accorato il De André neo-bohemienne
di Giugno ‘73 e di declamare con
c o s a ( c o n b u o n a p a c e d ei mania c i d e l l a P l a y s t a t i o n ) . L a band (tra
c u i F a b i o B a r o v e r o d e i M au Mau, il
s o d a l e P a o l o M i l a n e s i e d il chitar r i s t a L o r e n z o C o r t i , g i à con Basi l e e l a D o n à ) s i e s a l t a paventan d o u n a s o r t a d i C a p o s s e la ripulito
n e l l a r i v i s i t a z i o n e d i L a giostra ed
i l P a o l o C o n t e t a n g h e s c o in Solo
s f i o r a n d o . P i ù s o f i s t i c a t e le trame
i m b a s t i t e p e r l e d u e t r a c ce inedite,
e n t r a m b e j a z z b a l l a d o rchestrali:
o b l i q u o s t r u g g i m e n t o t r a tromba e
d r u m m i n g s p a z z o l a t o i n Un cuore
a n u d o , c r e m o s a m e s t i z i a di slide
s u t r a m e p a l p i t a n t i d i p i ano in Te s t a m e n t o d ’ a m o r e . D i ff i c i le trovare
u n s e n t i e r o p r a t i c a b i l e t r a poesia,
t e a t r o e c a n z o n e . P r o v a r ci con tan t a c o n v i n z i o n e è g i à d i per sé un
m e r i t o . (6 . 5 /1 0 )
Stefano Solventi
Githead – Art Pop (Swim /
Goodfellas, 7 maggio 2007)
Genere: neo wave
C o l i n N e w m a n h a f a t t o a suo tem p o l a s t o r i a d e l p o s t - p u nk con tre
m e r a v i g l i e d i d i s c h i d e g l i Wire , coi
q u a l i t u t t o r a p e r s e v e r a i n un pre s e n t e t r a i p o c h i d e g n i d i nota tra i
( m a i c o s ì p o c o , n e l c a s o ) reduci di
a l l o r a . S a r e b b e d i p e r s é sufficien t e a g a r a n t i r s i l a n o s t r a sempiter n a g r a t i t u d i n e , m a p o i c h é Colin è
i n d i v i d u o c h e , o l t r e a l l a fede, vuol
t e n e r s i d e g n a a n c h e l a s t ima, ecco
c h e n e i r i t a g l i d i t e m p o mette su
u n g r u p p o a c o n d u z i o n e familiare
c o n l a c o n s o r t e M a l k a S p iegel (nei
M i n i m a l C o m p a c t e o n i fa), Max
sentireascoltare 47
Franken e Robin Ri m b a u d ( o v v e r o
uno Scanner che fa d i t u t t o p e r n a scondersi da se ste s s o ) . Q u e s t o è
il secondo disco de l l a f o r m a z i o n e ,
eloquente e nondim e n o d e p i s t a n t e
nel titolo, giacché i f a t t i r a c c o n t a n o
un ondeggiare verso l a c o s t a “ a r t i stica” più che quella p o p p e g g i a n t e
della mistura (sebbe n e T h e s e D a y s
rimandi all’allure luc e n t e d i u n a O utdoor Miner rappresa e r i t m i c a m e n te contratta) dentro a r c h i t e t t u r e c h e
spesso interpretano i l f u n k d a u n a
prospettiva urbana, a l g i d a e p p e r ò
umanamente pulsan t e .
Non così devoto ai p e r c o r s i W i r e
come si potrebbe p a v e n t a r e ( m a
nello scintillante car a c o l l a r e d i D r i ve By e nel parado s s o B l u r a n t e
litteram All Set Up , s ì ) , i l p r o g e t to mostra di posse d e r e , a l l a l u c e
della contemporanei t à , m o t i v a z i o n i
salde per la propria e s i s t e n z a . N e l lo spazio di un asc o l t o , i n f a t t i , l a
differenza con le de c i n e d i c o p i s t i
salta all’orecchio, e n o n p o t r e b be essere altriment i . C h i t a r r e c i r colari e melodie st r i s c i a n t e m e n t e
appiccicose in estat i c o a p r i r s i ( O n
Your Own ), squadra t u r e c h e o s s e r vano la negritudine d a l b u c o d e l l a
serratura ( Drop , Sp a c e L i f e ) , n u o ve acusticherie da c a m e r a s p o g l i a
(un’immensa Lifelo o p s ) t r a c c i a n o
le coordinate entro c u i i l q u a r t e t to si sposta agile p a d r o n e g g i a n d o
la materia sonora, m e s c o l a n d o l a e
plasmandola in form e a l c o n t e m p o
slanciate e spigolos e , i n o g n i c a s o
ricche di fascino e c o m u n i c a t i v a .
Nella giostrina stor d e n t e d i b o l l e
ed elio Jet Ear Gam e a d d i r i t t u r a s i
ipotizza un proficuo i n c o n t r o E n o Laurie Anderson , d o v e q u e l p a s sato di canzone spe r i m e n t a l e e v o cato a nuova vita da l n o i r p i g r o c h e
si fa solare in Darke s t S t a r s i s a l d a
all’oggi. Infine, non m a n c a s p a z i o
per u na ballad obliqu a c o m e L i v e I n
Your Head e per la d e v i a n z a a r m o nica di Rotterdam . P o s t e i n c h i u s u ra, suonano entram b e f a l s a m e n t e
gentili e giocano con l e a s p e t t a t i v e
dell’ascoltatore com e i l d i s c o t u t t o .
Guai ad abbassare la g u a r d i a e s o t tovalutarlo, quindi.
Diceva Mingus ch e , s e C h a r l i e
Parker fosse un pis t o l e r o , i n g i r o
ci sarebbero un sac c o d i s c o p i a z zator i morti stecchit i . A v o i l ’ o n o r e
48 sentireascoltare
di cambiare i riferimenti storicostilistici dopo l’ascolto di Art Pop.
Due parole che sono in pochi a maneggiare con sapienza, da sempre.
(7.4/10)
Giancarlo Turra
Guitar - Dealin With Signal And
Noise (Onitor / Wide, 27 aprile
2007)
Genere: shoegaze
Onestamente è lecito non aspettarsi granché da un gruppo che si
c h i a m a G u i t a r, n e l 2 0 0 7 . I n r e a l t à
non è un gruppo, ma un moniker
d i M i c h a e l L u e c k n e r, g i u n t o c o n
questo nome al quinto album, per
il quale si è fatto aiutare dalla voce
d i Ay a k o A k a s h i b a e d a i Vo y a g e r
O n e d i S e a t t l e . Va a m m e s s o c h e
Michael è di quelli che dissimulano il suono della propria chitarra
(Here, Guitardelays), almeno dalla sua versione sacrale. Il dato
d i f a t t o è c h e D e a l i n Wi t h S i g n a l
And Noise è un disco di shoegaze,
come la premessa appena fatta può
f a r s o s p e tt a r e ; q u e l l o s h o e g a z e
che lavora sulla soglia liminale con
i l d r e a m - p o p ( S i n e Wa v e s ) , n e l c u i
campo non si cade grazie proprio
alla fascia sotterranea di feedback
di cui il genere si nutre da più di
vent’anni. Lettore avvisato, mezzo
salvato: se è ascoltatore del genere da allora, forse non reggerà la
cover di Just Like Honey dei (padri)
J e s u s A n d M a r y C h a i n, s u o n a t a
( a l p a r i d e l l a n o i o s a W h a t I s L o v e ?)
come da una ipotetica versione da
a p e r i t i v o d e i M y B l o o d y Va l e n t i n e
(si perdoni l’arditezza). Sono loro
i veri protagonisti, e potrebbero
rivendicare la paternità, tra le alt r e , a n c h e d i Wa t c h T h e W h i t e B i r d
(questa volta nello stato di grazia
- e che grazia - di Loveless). Ma se
lo shogazer che legge ne ha ancora voglia, questo disco gli piacerà.
In qualsiasi caso, sia lui che la sua
nemesi scocciata si ascoltino Ball a d O f T h e Tr e m o l o s e r , c h e , s c a m pato ogni derivativismo recente,
incrocia un esercizio vivaldiano per
cembalo con la melodia struggente
(e comunque molto italiana) dell’ultimo cinema coreano, per tremolìo
chitarristico solo, come Live At Hotel Palesatine. Sembrano versioni
robotiche dello shoegaze, per ci-
n e m a m u t o . S e g n i ( p i e n i ) e r u m ore
insieme. (6.5/10)
Gaspare Caliri
Handsome Furs - Plague Park
(Sub Pop / Audioglobe, 22
maggio 2007)
Genere: indie folk-pop, wave
N e l l ’ a l b e r o g e n e a l o g i c o d e l l a g r an d e f a m i g l i a i n d i e c a n a d e s e , g l i H an d s o m e F u r s d i s c e n d o n o d i r e t t a m en t e d a i Wo l f P a r a d e , e s s e n d o i l s ide
p r o j e c t d e l v o c a l i s t D a n B o e c k ner,
q u i i n d u o r o m a n t i c o / c a s a l i n g o con
l a f i d a n z a t a A l e x e i P e r r y, a n c h ’ es s a r e s i d e n t e d i M o n t r e a l . P l a gue
P a r k è s o l o l ’ u l t i m a t e s s e r a d i un
m i c r o c o s m o m u s i c a l e c h e a b b r ac c i a p r o g e t t i g r a n d i e p i c c o l i , a l cuni
f o r t u n a t i a l t r i m e n o , m a c i a s c uno
c o n i l s u o p e s o s p e c i f i c o e i l suo
c a r a t t e r e , a l p u n t o c h e è d i ff i cile
c h e q u a l c o s a p r o v e n i e n t e d a q u elle
parti passi inosservata.
I n q u e s t o c a s o è l a S u b P o p a s c om m e t t e r e s u l l e m u t a n t i f o l k s o n g s di
B o e c k n e r, s p o g l i a t e d a l l a r i c c h e zza
d e l g r u p p o d i p r o v e n i e n z a e a p p ena
v e s t i t e d i g e l i d a e l e t t r o n i c a a l l ap t o p e d i i n t e r v e n t i m i n i m a l i ( c o rte s i a d e l l a c o m p a g n a ) , i n u n c o s t a nte
e s u g g e s t i v o c o n t r a s t o f r a c a l d o (il
p a t h o s b o w i a n o d e l c a n t o , i p i eni
a c c o r d i d i a c u s t i c a ) e f r e d d o ( i t oc c h i d i w u r l i t z e r, l e e l e t t r i c h e a c ute
e a l i e n e , i p a e s a g g i l u n a r i d e l l e ta s t i e r e ) . A u n a s c r i t t u r a s p e s s o i spi r a t a , n u t r i t a i n p r e v a l e n z a d a g l i ’80
e d a l l ’ e s t e t i c a p o s t K i d A - a t r atti
d i r e m m o p o s t F u n e r a l, a t e s t i mo n i a n z a d e l l a s o p r a g g i u n t a i m por t a n z a d e i c u g i n i A r c a d e F i r e - , si
a c c o m p a g n a i n e v i t a b i l e u n a c erta
m o n o t o n i a n e i s u o n i , d o v u t a a i r ag g i u n t i l i m i t i e s p r e s s i v i d e i d u e . Un
p e c c a t o t a n t o p r e v e d i b i l e q u a nto
v e n i a l e : H a n d s o m e F u r s H a t e This
C i t y , D e a d + R u r a l e S i n g ! C a p t ain
s o n o u n a d e l i z i a p e r o g n i f a n i ndie
rock che si rispetti. (6.8/10)
Antonio Puglia
Hot Chip - DJ Kicks (K7! /
Audioglobe, maggio 2007)
Genere: eclectic beats
D o p o d u e a l b u m i n c r e d i b i l m e nte
p e r f e t t i , u n a s e r i e d i r e m i x d i g r an d e c a r a t u r a ( e s s e n z i a l e i l l o r o la v o r o d i m a n i p o l a z i o n e s u l l ’ u l t imo
turn it on
Islaja - Ulual Yyy (Fonal, 24 aprile 2007)
Genere: free folk
Questo terzo d i s c o d i I s l a j a c o m p l e t a i n q u a l c h e m o d o u n a s o r t a d i s t r a n a
trilogia uterin a d e l 2 0 0 7 , i n i z i a t a c o n M i r a C a l i x e c o n t i n u a t a c o n i l s o l o
party di Tujik o N o r i k o. M u s i c h e u m o r a l i , d i a f a n e , s f u g g e n t i . M u s i c h e c h e
non sanno se f a r s i a l l e g r e o d i m e s s e , i n t r o v e r s e o s f a c c i a t e , l u m i n o s e o
oscure. Con il t e m p o e i l r i t m o p e r p e r d e r s i i n p e n s o s e m a l i n c o n i e e i r r i m e diabili tormen t i e p e r s o r r i s i c h e s i a l l a r g a n o s e n z a f e r m a r s i p i ù . S e i p r e cedenti lavori d i I s l a j a , M e r i t i e e P a l a a A u r i n k o o n , c i a v e v a n o a m m a l i a t o ,
questo Ulual Y y y c i f a i n n a m o r a r e p e r d u t a m e n t e . D a l l a F i n l a n d i a a l r e s t o
del mondo. D a l m o l t o p i c c o l o a l l ’ i m m e n s o . L a m u s i c a d e l l a p r i m a d o n n a
di casa Fonal h a l e q u a l i t à p r i m i g e n i e d i u n a l e z i o n e i m p a r t i t a c o n p a r o l e
semplici. Non u n b r i c i o l o d i s u p p o n e n z a e p r e s u n z i o n e , m a s o l o u n t o r renziale roves c i a r e s e s t e s s i c o n t u t t a l ’ u m i l t à d i c h i s t a f a c e n d o q u a l c o s a
che ama, face n d o l a a l m e g l i o . L a s c e n o g r af i a è b u c o l i c a e s t r a v a g a n t e c o m e s i c o n v i e n e a l l a s i g n o r i n a di punta
del free folk fi n n i c o . L e p a r t i d i o r g a n o h a m m o n d s o n o s t r u t t u r a l i p e n d i i s u c u i c a m m i n a r e d a s o l a a v v icinandosi
idealmente al l e r o v i n e d i N i c o. Q u e s t a è u n a m u s i c a m o l t o p i ù d o l c e e t e r r e n a , a n c h e q u a n d o c i s i s t rugge fino
a maledirsi ( S y d a n t e n A h m i j a , P e t e P) . S u o n a d e l i z i o s a m e n t e e n i g m a t i c a q u a n d o s i l a n c i a a d o c c h i c h iusi in mi steriosi sentie r i d i n a r c o t i c a p s i c h e d e l i a j a zz . Vi a g g i a l o n t a n a a n n i l u c e d a q u a l s i a s i m a n i e r a , c o m e n e g li onirismi
più deliranti ( M u u s i m a a , M u u k r a l a i s - s i l m a ) c o n l a v o c e a c a n t a r e q u a s i i n s t a t o d i t r a n c e . C o m e u n b a mbino che
disegna una c a s a e f a s e m p l i c e m e n t e u n t r i a n g o l o s u u n q u a d r a t o . I s l a j a o t t i e n e i l m a s s i m o d e i r i s u ltati quasi
involontariam e n t e , c o n m e z z i s e m p l i c i . I l d i s c o f i n i s c e n e l l a n e n i a f a n t a s y d i S u r u L i , c o n i l c i n g u e t t i o d egli uccelli
a protrarsi so l i t a r i o . P e r l e i i n q u e s t o d i s c o c ’ è l o s t e s s o d e s t i n o d e l l e l i c e a l i d i P i c n i c a H a n g i n g R o c k . Perdersi
può essere un a f o r m a d i e s t r e m a l i b e r a z i o n e o v i c e v e r s a d i d a n n a z i o n e s e n z a a p p i g l i . I n e n t r a m b i i c a si non c’è
altra scelta. ( 7 . 5 / 1 0 )
Antonello Comunale
sentireascoltare 49
singolo dei !!! ) ed u n a s e r i e d i l i v e
show partoriti con g r a n d e e l e g a n z a
e dedizione, gli ingl e s i H o t C h i p s i
rivelano anche come c o m p i l a t o r i d i
classe sopraffina.
Non ci sono cazzi c h e t e n g a n o ,
siamo di fronte ad u n a d e l l e “ c o s e ”
musicali più importa n t i a t t u a l m e n te in circolazione. L a d e c i s i o n e d e i
responsabili della K 7 ! d i a ff i d a r e a
loro l ’ennesimo episo d i o d e l l a c e l e brata serie DJ Kick s è u n a s c e l t a
di grande spessore, c h e r e s t i t u i s c e
dignità all’atto fisico d e l m e s c o l a t o re di dischi oggi più c h e m a i d e t r o nizzata da playlist, t r e n d e v o l g a r i
softwar per il missag g i o i m p e c c a b i le. Gli Hot Chip esp l o r a n o l a m a t e ria pop con la certos i n a a b i l i t à d i u n
chirurgo, la passano a i r a g g i X e n e
estra polano una sca l e t t a c h e n o n
si vergogna di most r a r e u n a c u l t u ra musicale troppo s p e s s o m e s s a a
disagio.
E così, tra un Tom Z è c h e s i a c costa all’inedito dei c o m p i l a t o r i , u n
Joe Jackson a bra c c e t t o c o n A u dion ed i This Heat a f a r e d a p o n t e
tra la dub disco dei B l a c k D e v i l D i sco Club ed il soul d i R a y C h a r l e s ,
si consuma uno de i p i ù e c c i t a n t i
momenti musicali de g l i u l t i m i t e m pi. Immensi. (8.0/10 )
Stefano Renzi
J a m e s Yo r k s t o n – R o a r i n g T h e
Gospel (Domino / Self, maggio
2007)
Genere: cantautorato folk
Sulla scia del buon s u c c e s s o o t t e nuto pochi mesi fa c o n l ’ o t t i m o T h e
Year Of The Leopar d e c c o a r r i v a r e
la prima raccolta retr o s p e t t i v a d e d i cata a James Yorkst o n , s c o z z e s e d i
nascita, londinese d ’ a d o z i o n e , t r a
le migliori espressio n i d e l c a n t a u torato britannico con t e m p o r a n e o .
Roaring The Gospe l è i l s o l i t o d isco di rarità, inediti e b o n u s t r a c k s
che non fa altro c h e c o n f e r m a r e
quanto di buono s a p e v a m o s u l l a
scrittura del Nostr o , i n c a n t e v o l e
nella sua semplicità f o l k ( S o m e p l a ce Si mple, Blue Mad o n n a s ) , a v v i n cente quando cerca d i a l z a r e i r i t m i
(Sleep Is The Jewel , A M a n Wi t h M y
Skills ), ironico nel c o n c e d e r s i a d
un ja zz dimenticato n e l t e m p o ( A r e
You Coming Home To n i g h t ? ) , p e rfettamente a suo agi o n e l l a r i l e t t u r a
50 sentireascoltare
dei classici, siano questi brani tradizionali come Blue Bleezin Blind
Drunk oppure momenti di assoluta
i m m o r t a l i t à c o m e l a S o n g To T h e
S i r e n d e l m a e s t r o Ti m B u c k l e y .
P r e z i o s o pe r i f a n , R o a r i n g T h e
Gospel potrebbe servire da ottima
introduzione per chi, colpevolmente, avesse sino ad ora tralasciato l’opera di questo menestrello.
(7.0/10)
Stefano Renzi
J a n a H u n t e r - T h e r e ’s N o H o m e
(Gnomonsong
/
Goodfellas,
aprile 2007)
Genere: folk
Da anni nel giro di Devendra e Co.
la folksinger texana arriva ora alla
seconda uscita dopo Blank Unstaring Heirs Of Doom risalente alla
fine del 2005, sempre per la label
di Banhart e Andy Cabic. Autrice di un songwriting folk in bassa
fedeltà, spoglio quanto basta per
agitarlo di sottili pulsazioni dark,
piuttosto che di visioni bucoliche,
Jana ripropone le sue canzoni, discontinuamente rese come del resto nella prova precedente. Eccola
allora oscillare tra nude ballad in
acustico (l’intensa Palms), pulsioni psyck-folk (le inquiete Movies e
Pinnacles) e ninnananne avvolgenti
( S l e e p , l a b a n h a r t i a n a t i t l e t r a c k) ;
altrove è l’ordinarietà di song folkrock dimesse a far calare il tono
(Oracle, Bird) confermandone sostanzialmente il giudizio di medietà, per un album che non decolla
mai e che sembra promettere di più
solo sporadicamente. Peccato per
quei guizzi che ci avevano così ingannevolmente illuso. (5.0/10)
Te r e s a G r e c o
J i m i Te n o r & K a b u K a b u –
Joystone (Sähkö / Goodfellas,
24 aprile 2007)
Genere: soul-jazz afro-beat
La Finlandia incontra l’Africa. Ovver o , J i m i Te n o r, a c c o m p a g n a t o d a u n
esercito di orchestrali suoi connazionali, si imbatte nel ritmo percussivo del trio nigeriano Kabu Kabu.
Tu t t o c i ò a v v i e n e c o n i l r i t o r n o a l l e
origini del Nostro; infatti, dopo aver
girato mezzo mondo, pubblicando
album con le etichette più disparate
m a s e m p r e d i t u t t o r i s p e t t o , q u e sta
s u a u l t i m a f a t i c a v i e n e f a t t a u sci r e d a l l a f i n l a n d e s e S ä h k ö . R i t o rno
a l l ’ o r i g i n i s o l t a n t o f o r m a l e , d u n q ue,
i n q u a n t o q u e l l e s u e s p e r i m e nta z i o n i s o n o r e d e g l i e s o r d i s o n o l ungi
d a l l ’ e s s e r e r i e v o c a t e i n q u e s t ’al b u m . I n f a t t i , c i ò c h e s c a t u r i s c e da
q u e s t o i n c o n t r o i n t e r c u l t u r a l e è un
c o n d e n s a t o s t r u t t u r a l m e n t e j azz.
O r c h e s t r a t o d a u n a m a g i s t r a l e se z i o n e f i a t i , e c o n t r a p p u n t a t o i n c es s a n t e m e n t e d a u n s o s t r a t o p e r c us s i v o , s u l q u a l e , s o p r a t t u t t o , l ’ uso
a n a c r o n i s t i c o d e l l ’ o r g a n o e i n s erti
p i ù p r o p r i a m e n t e f u n k r i m a n d ano
a c e r t e c o l o n n e s o n o r e d a t e l e film
a n n i S e t t a n t a . L a s t e s s a i d e n tica
a t m o s f e r a c h e e m a n a v a n o i suoi
p i ù r e c e n t i l a v o r i . A n c h e i n J o y sto n e i n f a t t i n o n m a n c a n o q u e l l e a s so n a n z e e s o t i c o - s e x y - l a t i n e m o l t o kit s c h , u l t i m a m e n t e c o s ì c a r e a Te nor,
e v o c a t e d a q u e l s u o s o u l - j a z z - l o un g e t a n t o c o m p l e s s o e s t r a t i f i c a t o.
Certo la sua esperienza unita a
q u e l l a e c c e l s a d e i m u s i c i s t i c h e lo
a c c o m p a g n a n o f a n n o s ì c h e l ’al b u m s i a i m p e c c a b i l e d a l p u n t o di
v i s t a s t r u m e n t a l e , r i s e r v a n d o an c h e a l c u n e t r a c c e i n t e r e s s a nti:
A n y w h e r e , A n y t i m e , I Wa n n a H ook
U p Wi t h Yo u e S u n r i s e l e m i g l iori
d e l l ’ a l b u m . Tu t t e e t r e c a r a t t e r i z za t e d a u n i n c e s s a n t e c o n t a g i o s a rin c o r s a t r a s a x , t r o m b a e o r g a n o . Ma
è t u t t o c o s ì t r o p p o b e n c o l l a u d ato
a t a l p u n t o c h e l e s t r a v a g a n z e di
Te n o r – i l s u o t r a t t o d i s t i n t i v o , t a nto
p e r r i c o r d a r e i s u o i t r a s c o r s i Warp
– o r a m a i f i n i s c o n o p e r e s s e r e ciò
c h e d i p i ù d i s t a n t e c i s i a d a l l ’in n o v a z i o n e s p e r i m e n t a l e . E l a sua
f o r m u l a a r t i s t i c a n o n s e m b r a a ltro
c h e r i a v v o l g e r s i s u s e s t e s s a , K abu
Kabu permettendo.
S i c u r a m e n t e c h i a m a i n c o n d i zio n a t a m e n t e t a l i s o n o r i t à t r o v e r à in
J o y s t o n e p a n e p e r i s u o i d e nti.
J i m i t e n o r s a p r à c u c i r g l i a d d o sso
u n e l e g a n t e a b i t o e s t i v o c o n i l q ua l e s e n t i r s i p e r f e t t a m e n t e a s u o a gio
m e n t r e s e d u t o s u u n a t e r r a z z a con
s o t t o i l m a r e p o t r à s o r s e g g i a r e l en t a m e n t e u n l o n g - d r i n k g h i a c c i ato.
S f a r z o s o e l u s s u r i o s o m a d e c i sa mente poco suggestivo. (5.2/10)
Andrea Provinciali
Kammerflimm e r K o l l e k t i e f – J i n x
(Staubgold / G o o d f e l l a s , 6 m a g g i o
2007)
Genere: jazz noir
Il Kammerflim m e r K o l l e k t i e f s i è r i dotto da sei a t r e e l e m e n t i , T h o m a s
Weber, Heike A u m u l l e r e J o h a n n e s
Frisch, ma no n p e r q u e s t o s e m b r a
voler mutare d i u n a v i r g o l a l a c o l laudata formu l a : j a z z n o i r p e r a n i m i
inquieti. Con J i n x s i a m o a l c a p i t o l o
numero sei, s e s i e s c l u d e i l d i s c o d i
remix di un an n o f a . L a s c e n o g r a f i a
è, come al sol i t o , a l l e s t i t a c o n g r a n de cura del d e t t a g l i o , m a p e r f o r z a
di cose, la tram a s t r u m e n t a l e d i o g g i
è leggerment e d i v e r s a r i s p e t t o a l
passato. Il nu o v o d i s c o s u o n a c o s ì
meno jazzy d e g l i i m m e d i a t i p r e d e cessori, Cica d i d a e ( Te m p o r a r y R e sidence Limit e d / S t a u b g o l d , 2 0 0 3 )
e Absencen ( S t a u b g o l d , 2 0 0 5 ) ,
ma è come d i c o n s u e t o r i g o n f i o d i
struggimento n e r o .
La visiera c a l a t a s u l l o s g u a r d o ,
l’impermeabil e c h i u s o f i n o a l l ’ u l t i m o
bottone, giust o i l t e m p o d i f a r e d u e
tiri, prima di i m m e r g e r s i n e i v i c o l i
bui di una Be r l i n o i l l u m i n a t a d a l l e
insegne dei p e e p s h o w. P a l i m p s e s t
si muove così , f u m o s a e d e l e g a n t e ,
notturna e fa t a l i s t a , u n p o ’ J a m e s
Ellroy, un po’ B l a c k H e a r t P r o c e s sion, ma il pi a t t o f o r t e è l a m a l e d izione esorciz z a t a n e l l a s u c c e s s i v a
Jinx , sette mi n u t i d i g r o v i g l i v o c a l i
su una cadenz a t a e m e s m e r i c a d a r k
lounge, con q u e l l a m i c i d i a l e s t e e l
guitar ad apri r e l ’ o r i z z o n t e . L e q u a lità cinematich e d e l c o l l e t t i v o t e d e sco risaltano n e i b r a n i p i ù l u n g h i ,
come nei diec i m i n u t i d e l l a c o n c l u siva Subnarko t i s c h , m a i l m e g l i o l o
ottengono qu a n d o a p p a i o n o a n c h e
le parti voca l i d i H e i k e A u m u l l e r
( J i n x e B o t h E y e s Ti g h t S h u t) c o m e
inintelligibili enigmi di puro suono
da miscelare con il consueto impasto di piano/harmonium, steel guit a r, c o n t r a b b a s s o e d e l e t t r o n i c a .
L’ a l b u m i d e a l e p e r g l i a n i m i i n q u i e t i
della Mitteleuropea. Che mettano
su questo disco quando si sentiranno soli nella prossima stanza d’albergo. (7.0/10)
Antonello Comunale
Katamine
–
Lag
(Tinstar
Creative Pool / Goodfellas,
maggio 2007)
Genere: cantautorato indie
C’è stato un momento, si era all’incirca nei primi anni Novanta, in cui
il “cantautore come lo conoscevamo” è cambiato: non si presentava più col proprio nome o con uno
pseudonimo. Preferiva rinunciare a
sé, trincerarsi dietro un gruppo par a v e n t o . Tr a A m e r i c a n M u s i c C l u b
(forse in questo i capostipiti), Smog
e P al a c e a s s o r t i t i , n o i c i n i c i c i s i a m o ab i t u a t i a c o n s i d e r a r e d i t a n t o i n
tanto i “gruppi” per quel che sono in
realtà. Nascondigli di chi non vuole
esporsi, recalcitranti megafoni per
quella Generazione X che Douglas
Coupland raccontò con maestria
nei suoi primi romanzi.
Non fa eccezione nemmeno Assaf
Ta g e r, c h e d a l l a s u a p o s s i e d e l a
provenienza peculiare (israeliano,
nel suo paese s’è creato attorno
u n pi c c o l o c a s o , o r a p r o n t o a f a r si notare anche da noi con questo
s e c on d o d i s c o ) e i l p r e g i a t o c u r riculum. Ha difatti prestato serviz i o , t r a g l i a l t r i , p e r M o l o k o, B e t h
Gibbons ed Elliot Smith (risorto a
n u o va m e s t i z i a n e l l a b e l l a c h i u s u ra Someone Came Around e altro
r i f e r im e n t o , m e n o r i c o r r e n t e e p r i vo di retrogusto tra Beatles tardi e
m i s ur a t o C h i l t o n) , p r i m a d i t o r n a r e
in madrepatria e fondare i Family
Butchers, prodotti nientemeno che
d a B o b We s t o n. O r a , c i r c o n d a t o d a
un pugno di connazionali, chiarisce
che il suo progetto è sì un ensemble aperto alle collaborazioni, ma
che le redini sono tuttavia detenute
saldamente nelle sue mani.
Wi n c h e s t e r G u n r i m a n d a a B i l l C a l lahan per la mestizia e il rimpiatt i n o v o c a l e f e m m i n i l e , m a l ’ e x M r.
Smog – nella sua seconda versio-
n e , p r i v a d i o s t e n t a t a b a ssa fedel t à – s i d e l i n e a f i n d a s u bito come
i l s a n t i n o n e l l a t a s c a d e l ragazzo.
C h e p e r ò p o s s i e d e b u o n a penna e
s a c o m e v a r i a r e l a p o s t a in gioco,
g e t t a n d o m e s t i z i a s u l l a bossanova
H o w Q u i e t S h o u l d I B e , chiaman d o a t e s t i m o n i a r e M a r k E itzel nella
d i s t u r b a t a f i l i g r a n a d i r u mori e rul l a n t e s p a r u t o d i P u l s e S ong o tras f i g u r a n d o i n a c u s t i c a t ensione la
C r e e p I n T h e C e l l a r d e i Butthole
S u r f e r s , p e r n o n f a r c h e qualche
e s e m p i o . W h e r e T h e Ambulance
R o l l s s e m b r a u s c i r e d r i t t a da Red
A p p l e F a l l s , a n c h e s e g l i archi sono
s o s t i t u i t i d a u n o s v o l a z z a re di piatti
e n e r v i t e s i d ’ e l e t t r i c a i n lontanan z a , e i l c u p o n a r r a r e d i No Wonder
We ’ r e D a m a g e d è a t t r a v ersato da
f a n t a s m i d i s u o n i e s v o l t e armoni c h e . C i a s s i c u r a n o c h e il succes s o r e d i L a g s i a g i à i n c a ntiere con
l a p r o d u z i o n e d i W h a r t o n Tiers, e
n e l f r a t t e m p o Ta g e r s i f a ccia vede r e i n g i r o i n c o m p a g n i a d i un certo
D e v e n d r a B a n h a r t . C r e diamo che
s e r i s e n t i r à p a r l a r e p r e s t o , allora, e
meritatamente. (7.0/10)
Giancarlo Turra
Kid Weird & The Combos - Self
Titled (Powermaracas / Wide,
maggio 2007)
Genere: garage
I n d i e d a n c e f r i u l a n o p e r chitarre e
d r u m m a c h i n e , o k , m a c h e ci fanno
l e t a s t i e r e l o u n g e e i f i a ti jazz? E
q u e l l a c o n f u s i o n e M a r y Chain nel l a t e s t a d i q u e s t a g i o v e n t ù sonica?
L’ a c e e d ? P r i m a c h e l a p olizia li ti r a s s e g i ù , t r e r a g a z z i e d ue ragaz z e , a v v i s t a t i u n p a i o d i a nni fa sul
t e t t o d i u n c o n d o m i n o d i Pordeno n e , p r o v a v a n o a f a r c e l o capire con
p a r o l e l o r o m a s t i c a n d o c hewingum
i n d i e - p o p e s p a r a n d o c o n pistole di
p l a s t i c a ( D u b r o v n i k ) , b a l lando tor b i d o t r a s p i l l e f i r m a t e A d u lt e inserti
l o u n g e f e b b r i c i t a n t i ( M e And Hen r y ) , p o g a n d o s o p r a u n p unk molto
p o s t c h e p a r l a l a l i n g u a del lower
e a s t s i d e e d e i D e v o ( dr#gs ). A
c o m p l e t a r e , i l l o o k : n o n t anto un af f a r e d ’ a b b i g l i a m e n t o a l l ’ i nglese ma
d i g r a f i c a d a i f o n t f i r m a t i VivienneM c L a r e n e a s s i e m e u n i mmagina r i o s t r e e t a n n i ’ 5 0 p e r p i nne e dark
l a d y. N o n s o r p r e n d o n o b rani come
Yo u S u c k t r a p o s e s c a z z o-punky e
s e n t i r e a s c o l t a r e 51
smalti d’antan (pers i n o u n a t r o m ba desertica!), spir i t o g a r a g i s t a e
asfalto, anzi polvere e m o z z i c o n i d i
sigaretta come si n a s a n e l r i ff a r cigno di Speedquee n ( m a c h i è l o
speaker all’inizio de l b r a n o ? S a r à
mica John?), e per q u e l l a v i a s i f a
giù fino in fondo nel b a s s o f o n d o d e i
Suicide aggiornato a c e e e d (G a r a ge ) senza esagerare . A i K i d We i r d
piace essere cool e q u e s t ’ a p p r o c c i o
ha esaltato il pubblic o c h e e r a l ì p e r
le Pipettes al Milan o f i l m f e s t i v a l l o
scorso anno, nonché i r a g a z z i d e l le radio indipendent i e u r o p e e e g l i
indie kid tedeschi p r e s e n t i a l l o r o
recente tour berline s e . A d i s t a n z a
di quattro anni dal lo r o p r i m o d e m o
(kwetc demo ), divid e n d o s i t r a u n
approccio live e un a l t r o p i ù i n d i e radio, quest’esordio è d e d i c a t o a
loro e agli amanti d e l l ’ a p l o m b u r bana e del sixties-g a r a g e c h e f l i r t a
con l’assolo di tromb a j a z z , g l i s t r o finacci blues, gli s m a r t i e s b r e a k beat, il lounge synth . P u r e l ’ a c c e n to ita lian-thurston m o o r e c i s t a , è l a
variante riconoscibi l e d i l i n g u a g g i
assimilati, gli eleme n t i d e l c l a s s i co disco ultraindie c h e s e m b r a ( è ! )
nato per diventare u n c u l t o . N o n l o
sarà ma per un soff i o : p r e n d e t e i l
taglio The Fall quasi m e t a l d i S p e e dqueen oppure il m i x m e t r o n o m i a /
chitarra garagista e u m o r i j a z z - d e sert di Attack of kw& t c ( l a m i g l i o r e ) .
Roba che quasi i Mi n u t e m e n . R o b a
che scotta. (7.0/10 )
Edoardo Bridda
Kings Of Leon - Because Of The
Times (RCA, 3 aprile 2007)
Genere: rock, psych,
pop, wave
Ripuliti nel look e n e l s u o n o , i f r a telli Followill arrivan o a l t e r z o d i s c o
con l’intenzione di r i m e s c o l a r e l e
carte ed allargare lo s p e t t r o d ’ a z i o ne; il primo posto ra g g i u n t o i n U K
da questo Because O f T h e Ti m e s
la dice lunga in tal s e n s o , e s u o n a
allo stesso tempo in s o l i t o p e r u n a
band che fino all’alt r o i e r i e r a p o r tabandiera del south e r n r o c k p e r i l
ventunesimo secolo.
In effetti, cosa vorra n n o m a i d i r e i
sette minuti di sosp e n s i o n i p s y c h
minimali di Knocked U p , m e s s i p r o prio in apertura? I q u a t t r o h a n n o
imparato a giocare - e b e n e - c o n
52 sentireascoltare
le dinamiche, ok, ma la scrittura?
Ecco il singolo On Call, che con
l’andamento Pixies e l’insistente
refrain vocale si assicura più di un
ascolto. Peccato che prima c’era
stato l’assalto anni ’90 di Charmer,
uno stoner-blues strappacordevocali. Non c’è molto da stupirsi, suvvia: Jack e Meg White hanno già
sdoganato ampiamente questo genere di cose.
Eppure, il set va avanti con più di
u n a s o r p r es a , d a l l e a t m o s f e r e T v
O n T h e Ra d i o d i M c F e a r l e s s a l
r e g g a e d i R a g o o , d a l f u n k b i a nco Modest Mouse di My Party al
wave rock vagamente Police / U2
d i Tr u e L o v e Wa y e c o s ì v i a . S ì , l e
radici southern vengono comunque
preservate in Black Thumbnail e
C a m a r o , ma i l b e l l o è c h e , a n c h e
quando ci si allontana da esse (le
m o r b i d e z z e p s y c h & s o u l d i Tr u n k) ,
tutto suona naturale come dovrebbe. In altre parole, I Kings Of Leon
h a n n o a g g iu n t o c o l o r i a l l a t a v o l o z z a , a z z e c ca n d o l a g i u s t a m i s c e l a
fra il loro rock e il new pop di oggi.
Mica male. (6.8/10)
Antonio Puglia
KTL – 2 (Editions Mego, 7
maggio 2007)
Genere: drone metal
dark ambient
Non si ferma più. Non si fermano
più. Potremmo aprire una rubrica
mensile su tutti i presenzialisti da
logorrea discografica, mettendo da
subito in testa la terrificante trimurt i : R i c h a r d Yo u n g s, A i d a n B a k e r
e S t e p h e n O ’ M a l l e y. S o l o l o r o t r e
sono in grado di riempire interi
s c a ff a l i c o n d i s c h i , p r o g e t t i , c o l l a borazioni, esperimenti. Non trattengono nulla per il loro consumo privato e pubblicano qualunque cosa.
C e r t o , l a qu a l i t à è a l t a , m a a n c h e
la più bella delle cheerleader se ti
gira troppo intorno alla fine ti stufa. Questo mese allora segnaliamo
i l r i t o r n o d i O ’ M a l l e y, c h e a v e v a m o
lasciato un paio di mesi fa con gli
Aethenor. Questa è la volta di KTL
2, la vendetta di O’Malley e Pita,
c h e m e t t o no s u n a s t r o u n a s e c o n da puntata delle loro gesta a base
d i g e l i d o e d e ff e r a t o b l a c k m e t a l
dronato. Quattro lunghissimi brani
composti tra il dicembre 2006 e il
f e b b r a i o 2 0 0 7 , p r e s s o g l i A b a t toir
S t u d i o s d i A n g e r s e – s o p r a t t utto
- d e n t r o u n m a n i e r o d e l 1 7 ° se c o l o , i l M a n o i r K é r o u a l d i G u i l ers
n e l l ’ e s t r e m o o v e s t d e l l a F r a n c i a. Il
p r e g i o m a g g i o r e d i O ’ M a l l e y è q uel l o d i s a p e r s i a d a t t a r e a l p r o p r i o in t e r l o c u t o r e , d i p a r l a r e u n a l i n gua
i n c o n f o n d i b i l m e n t e s u a , m a c h e si
a d e g u a s e m p r e a l l e c i r c o s t a n ze.
S e n e i S u n n O ) ) ) l a s u a c h i tar ra suona melmosa e opprimente e
n e g l i A e t h e n o r è m a l e d e t t a m e nte
s t r i s c i a n t e e s u g g e s t i v a , p e r i KTL
c o n s e r v a a p p o s i t a m e n t e i l l a t o più
t a g l i e n t e e c r u d o . P i t a d a l c a nto
s u o a l l e s t i s c e c o n p o c h i t o c c h i (un
r i v e r b e r o i n u n a n g o l o , u n d r one
c i r c o l a r e n e l l ’ a l t r o ) u n a s c e n o gra f i a q u a n t o m a i g o t i c a . R i s p e t t o al
p r i m o c a p i t o l o , i l g i o c o s i è f a t t o più
s c o p e r t o , m e n o i n g e s s a t o . I d u e ci
d a n n o d e n t r o s e n z a t e n t e n n a m e nti,
r i c o n v e r t e n d o i n p r e g i i d i f e t t i del
p r i m o d i s c o , v e d i l ’ e c c e s s i v a gre v i t à c h e r e n d e v a i b r a n i o l t r e m odo
s t a t i c i . Q u i s i g i r a i n t o r n o a l l e ar c h i t e t t u r e p e r s v i s c e r a r n e g l i a n goli
n a s c o s t i . T h e m e i n q u e s t o s e nso
è l ’ e s e m p i o p r i n c i p e d e l d i s c o . 27
m i n u t i d i c u p i r i n t o c c h i m e t r o n o mi c i d a c a t a c o m b a g o t i c a s t i l e film
H a m m e r, c h e l e n t a m e n t e v e n g ono
a g g r e d i t i d a s u o n i e d i s t o r s i o n i in
c r e s c e n d o a p o c a l i t t i c o f i n o a l ru m o r e p i ù e ff e r a t o . S u A b a t t o i r è la
d i s t o r s i o n e c h i t a r r i s t i c a a l l a B ur z u m a f a r e d a m a l e v o l o e c u p o t ap p e t o . S i c h i u d e c o n S n o w 2 p e r la
v i a d i u n a d a r k a m b i e n t d i a r r e do.
I b r a n i s o n o p r o b a b i l m e n t e t r o ppo
l u n g h i e l ’ i d e a s t e s s a a l l a b a s e del
p r o g e t t o K T L c o n t i n u a a d e s s ere
e c c e s s i v a m e n t e t e a t r a l e , a n che
s e n z a u n a r a p p r e s e n t a z i o n e c h e ne
g i u s t i f i c h i l ’ i n t e n t o . Tr a i v a r i pro g e t t i d i O ’ M a l l e y s i c o n t i n u a a pre -
turn it on
J e r e m y Wa r m s l e y – T h e A r t O f F i c t i o n ( R y k o d i s c / A u d i o g l o b e , 7
maggio 2007)
Genere: indie-folk pop
A volte ci son o d e g l i a p p r o c c i c o n a l c u n i a l b u m c h e s i r i v e l a n o d e l t u t t o
sbagliati agli a s c o l t i s u c c e s s i v i . Q u e s t o è c i ò c h e è s u c c e s s o c o n T h e A r t
Of Fiction di q u e s t o v e n t i t r e e n n e i n g l e s e J e r e m y Wa r m s l e y. C h e s i a d o v u to dalla disatt e n z i o n e d e l l ’ a s c o l t o o d a l l a e l u s i v a , c o n f u s i o n a l e n a t u r a d e l
disco non ci è d a t o s a p e r e o r a . C i b a s t i s a p e r e , i n v e c e , c h e q u e s t o e s o r d i o
è un riuscitiss i m o e s e m p i o d i c o l l a g e m u s i c a l e f a t t o i n c a s a . C o n c h i a r e
influenze folk, p o p , b e a t , s o u l , e l e t t r o n i c h e e a d d i r i t t u r a d i m u s i c a c l a s s i c a
condite da un d o m e s t i c o u s o d i l a p t o p m a i t r o p p o i n v a s i v o . N o n o s t a n t e c i
siano una qua n t i t à e s t r e m a d i s u o n i c h e s i r i n c o r r o n o , s i s f i o r a n o e s i s o vrappongono i n c o n t i n u a z i o n e , c h e i n u n a l t r o c a s o a v r e b b e r o a p p e s a n t i t o
e arzigogolato t r o p p o i l r i s u l t a t o f i n a l e , l a b r a v u r a d i q u e s t o g i o v a n i s s i m o
inglese sta pr o p r i o n e l n o n f a r c e l a n o t a r e t r o p p o , r i u s c e n d o a i n c a s t r a r e i l t u t t o i n m a n i e r a s o r p r e n d e n te. Questo
album riesce a e v o c a r e u n n u m e r o i m p r e s s i o n a n t e d i a r t i s t i – t r a i q u a l i i p i ù e v i d e n t i s o n o P a u l S imon, Ra diohead, Arc a d e F i r e e B r i a n E n o – s e n z a m a i d a r e l a s e n s a z i o n e d i e s s e r e m a r c a t a m e n t e d e r i v a t i vo. Anzi, è
come se ques t i f o s s e r o t u t t i p r e s e n t i s u l l ’ a t t e n t i t r a l e q u a t t r o m u r a d e l l a c a m e r e t t a d i Wa r m s l e y p r o n t i a eseguire
ogni sua diret t i v a . L’ i m p r e s s i o n e è p r o p r i o q u e l l a c h e s i a l u i a c o m a n d a r e , c h e s i a l u i h a d e c i d e r e q u a l e direzione
intraprendere s e n z a r i m a n e r t r o p p o l e g a t o a u n a r t i s t a o a u n g e n e r e i n p a r t i c o l a r e . S i a m o m o l t o v i c i n i agli Archi tecture In He l s i n k i p e r c o m p l e s s i t à s o n o r a e a W h y ? p e r a t t i t u d i n e s p e r i m e n t a l e , m a Wa r m s l e y s i m uove su un
territorio di ba s e d e c i s a m e n t e p i ù f o l k . È s o r p r e n d e n t e l a s u a c a p a c i t à d i c a m b i a r e a g i l m e n t e r e g i s t r o all’interno
di una stessa c a n z o n e , p a s s a n d o d a g e n e r i m u s i c a l i p i ù d i s p a r a t i . M o r d e n C h i l d r e n n e è u n c h i a r o e s e mpio: inizia
come una can z o n e d e i J o y D i v i s i o n c h e , p a s s a n d o n e l f r u l l a t o r e b e a t d i B e c k , f i n i s c e p e r a c q u i s t a r e un passo
decisamente c o u n t r y - f o l k a l l a Wi l c o. M a o l t r e a q u e s t a d o t e s t i l i s t i c a d e l N o s t r o , a s u o f a v o r e g i o c a n o anche le
facili, dirette e s p e n s i e r a t e l i n e e v o c a l i c h e r i e s c e a f a r p l a n a r e l e g g e r e s u q u e i m o s a i c i s o n o r i . C o me avviene
magistralmen t e i n I P r o m i s e , l a c a n z o n e p i ù r i u s c i t a d e l l ’ a l b u m , c h e s i d i s c h i u d e m a l i n c o n i c a s u u n f o l k sbilenco,
molto vicino a l l e d e r i v e n o s t a l g i c h e d i A d em , t a n t o s t r u g g e n t e q u a n t o i n d i m e n t i c a b i l e p e r q u e l l a m e l odia senza
tempo che no n s m e t t e r e m m o m a i d i c a n t i c c h i a r e . D i r t y B l u e J e a n s , 5 Ve r s e s e I B e l i e v e I n T h e Wa y You Move
rappresentano g l i e p i s o d i p i ù i n c a l z a n t i c o n d e l l e m e l o d i e t a n t o i m m e d i a t e i n g r a d o d i p o t e r r a g g i u n g e r e anche il
grande pubbli c o . M a n o n m a n c a n o n e p p u r e a t m o s f e r e p i ù i n t r o s p e t t i v e e v o c a t e s i a d a l c l a s s i c i s m o d i I Knew That
Her Face Was A L i e c h e d a l l ’ i n c e d e r e o b l i qu o d i A M a t t e r O f P r i n c i p l e.
Un esordio co n v i n c e n t e . U n a l b u m c o m p o s t o d a c a n z o n i c h e , n o n o s t a n t e s i m u o v a n o i n c o n t r o l l a t e i n mezzo a
imprevedibili s o l u z i o n i s o n o r e , r i s u l t a n o s e m p r e c o n t a g i o s e e n o s t a l g i c a m e n t e s b a r a z z i n e .
Questo disco c i l a s c i a i l s o r r i s o s u l l e l a b b r a . I l p r i m o a s c o l t o s p i a z z a c r e a n d o c o n f u s i o n e , i l s e c o n d o convince
mettendo a fu o c o , i l t e r z o a m m a l i a c o n t a g i a n d o . U n d o l c e p r o c r a s t i n a r e i l p i a c e r e d e l l ’ a s c o l t o . T h e A r t Of Fiction,
per l’appunto. ( 7 . 5 / 1 0 )
Andrea Provinciali
s e n t i r e a s c o l t a r e 53
ferire Aethenor. Que s t i K T L a p p a i o no sempre più com e u n s i m p a t i c o
divertissement. ( 7.0 / 1 0 )
Antonello Comunale
Laundrette – A State Of Form
(Black Candy / Audioglobe,
2007)
Genere: indie / noise
L’ultima testimonian z a d i s c o g r a f i ca dei Laundrette ri s a l i v a a l l o n t a no 2003, quando su S u i t e s i d e u s c ì
l’ottimo Weird Place To H i d e . D a a l lora della formazion e m a r c h i g i a n a
si erano perse un po ’ l e t r a c c e , t r a
defezioni improvvise – i l c h i t a r r i s t a
Lucio Febo – e an n i t r a s c o r s i a d
affinare un suono in p e r e n n e m u tazione. Fino alla pu b b l i c a z i o n e a d
aprile di quest’anno d i A S t a t e O f
Form, opera che se m b r a r i c o n f e r mare gran parte de l l e b u o n e c o s e
mostrate in passa t o d a l l a b a n d
grazie ad una contu r b a n t e m i s t u r a
fatta di affluenti nois e , i m p a l c a t u r e
blues e attente melo d i e m a s c h e r a t e
da sotterfugi rumori s t i . U n p o ’ a l l a
maniera di One Dim e n s i o n a l M a n ,
se ci passate il par a g o n e , p u r n e i
limiti di un sentire c h e p r i v i l e g i a i l
dialogo tra gli strum e n t i p i ù c h e i l
ritmo scapicollante, i t e m p i s i n c o pati più che gli embo l i d a u r l a t o r e .
Dal lavoro di pulizi a e d i s i n t e s i
messo in opera dall a b a n d – e d a
David Lenci, illustre p r o d u t t o r e n o strano con alle spall e c o l l a b o r a z i o ni con artisti del cal i b r o d i S h e l l a c ,
Uzeda, Rob Ellis – n a s c o n o l e d i e ci tracce in scaletta , f r u t t o d i u n a
scrittura che cede a l f a s c i n o d e i
bassi martellanti (A S t a t e O f F o r m
e People Love Mon e y ) , s i m p a t i z z a
per la dislessia form a l e d e l l a B l u e s
Explosion di Jon S p e n c e r ( W h e n
You Dance (You Do n ’ t S p e a k ) , d i sarticola la chitarra d i J o h n F r u sciante tra orgasmi d i c o r e t t i c e lesti (Get Triggered ) e i n g e n e r a l e
vive di spigoli e rimb a l z i d i r i ff , p u r
mantenendo il mar c h i o d . o . c . d i
prodotto autoctono “ d a c a n t i n a ” .
Un’ o noreficenza di c u i i L a u n d r e t t e
possono fregiarsi se n z a v e r g o g n a ,
considerati i dieci a n n i d i a t t i v i t à
passati sulla cresta d e l l ’ o n d a d e l l’underground nostra n o s e n z a n e m meno una ruga o un c a p e l l o b i a n c o .
(6.9/10)
Fabrizio Zampighi
54 sentireascoltare
Lesbians On Ecstasy – We
K n o w Yo u K n o w ( A l i e n 8 / W i d e ,
maggio 2007)
Genere: electroclash
A dispetto della freakeria quasi
neoplatonica della copertina, ques t o We K n o w Yo u K n o w, s e c o n d o
disco delle Lesbian On Ecstasy,
è electroclash bello e buono, con
tanto di beat, coretti e, soprattutto,
hand-clap a palla. Le Lezzies, come
si suole chiamare queste ragazze
in estasi, cercano per l’occaisone
di perfezionare (sbilanciandosi più
verso il danzereccio, rispetto alla
prima uscita) il loro tramite femmin i s t a t r a ! !! e C h e m i c a l B r o t h e r s
( T h e C o l d To u c h O f L e a t h e r ) .
A volersi spingere un po’ in là, ci
può stare una lettura come versione esplicitamente applicabile
ai dancefloor di Supersystem deg l i E l G u a p o. C ’ è i n f a t t i u n g i o c o
r e a l l a m i t o l o g i a r o c k d ’ o l t r e m a nica
u n n u o v o m a r t i r e , i g a l l e s i s i s ono
c o s t r u i t i s i n d a g l i e s o r d i u n a s oli d a r e p u t a z i o n e d a c o m b a t r o c k ers,
m a n t e n e n d o s e m p r e l e a l t à n e i c on f r o n t i d e l l o r o f e d e l i s s i m o s e g u ito,
r i m a s t o a l l o r o f i a n c o a n c h e q u a ndo
l e c o n c e s s i o n i a l p o p s i s o n o fat t e p a l e s i ( T h i s I s M y Tr u t h , Tell
M e Yo u r s, 1 9 9 8 ) . N o n h a n n o mai
r e a l m e n t e a t t e c c h i t o d a l l e n o stre
p a r t i , m a i n p a t r i a s o n o p i ù a mati
d e i R a d i o h e a d , a c e r t i l i v e l l i : i l l oro
T h e H o l y B i b l e ( 1 9 9 4 ) , t e s t a m e nto
g r u n g e - w a v e d i E d w a r d s , h a s ca v a l c a t o O k C o m p u t e r i n u n a c l as sifica di Newsnight della BBC.
Tu t t o q u e s t o p e r d i r e c h e S end
A w a y T h e Ti g e r s è l ’ e n n e s i m o b an c o d i p r o v a c h e v e d e u n a c t s t o rico
s o t t o p o s t o a l s e v e r o g i u d i z i o d ella
c o n t e m p o r a n e i t à e d e i f a n s . I q ua l i , d o p o a v e r m a l d i g e r i t o l ’ i n t e rlo -
con strutture meno pop, tanto che
Vi c t o r i a ’s S e c r e t s e m b r a u n a d a t tamento da ballo dell’invenzione
“parlata” di The Book Is On The
Ta b l e d e i P e r e U b u . M a q u i n o n s i
parla di avanguardie; la maggiore
fonte di scarto dalla massa del genere sono semmai i suoni industriali; quelli che rendono ancora più
e ff i c a c e i l s u s s u r r o m e f i s t o f e l i c o d i
Sediction, che salvano appena Is
T h i s T h e Wa y ( d o v e u n r i ff d a e l efante spinge verso l’heavy-metal),
che lasciano per abbandono Sister
In The Struggle in balia della somiglianza con le Hole. Seppure ai
punti, questo disco vince quando si
percepisce lo sforzo di rifuggire la
banalità - il che è un punto di partenza che quantomeno risolleva,
in tempi di conati da indigestione
electroclash. Ma volere non sempre
è potere. (6.5/10)
c u t o r i o e p o p p y L i f e b l o o d ( 2 0 04),
s i t r o v a n o b l a n d i t i c o n u n r u ff i ano
s b a n d i e r a m e n t o d e l l e r a d i c i p r ole t a r i e – c o n t a n t o d i c o v e r n a s c o sta
d e l l a l e n n o n i a n a W o r k i n g C l ass
H e r o i n c h i u s u r a - e d e l l o s p i rito
c o m b a t t e n t e d e i b e i t e m p i , i n una
v e s t e s o n o r a a d e g u a t a m e n t e a s pra
e o l d s t y l e ( p e r i M a n i c s , c h i ara m e n t e : l a f o r m u l a v a i n d i e t r o fino
a l l ’ e s o r d i o G e n e r a t i o n Te r r o r i sts;
a l l a f a c c i a d e l l a c o n t e m p o r a n e i t à).
I t r e s e l a g i o c a n o f a c i l e d u n q ue,
m a s e i t e s t i d i N i c k y W i r e n o n v an n o o l t r e u n a s c o n t a t a r e t o r i c a an t i m p e r i a l i s t a ( I m p e r i a l B o d y B ags ,
R e n d i t i o n ) , l e c a n z o n i r e s t a n o al
p a l o , c o n J a m e s D e a n B r a d f ield
c h e , q u a n d o n o n p a r o d i z z a s e s t es s o ( l a t i t l e t r a c k ) , s i s e n t e a u t o riz z a t o a m e t t e r e i n m o s t r a t u t t a l a sua
l a t e n t e ( ? ) t a m a r r a g g i n e h a r d r ock
’ 8 0 i n c o s e c o m e I A m J u s t A P a t sy,
Gaspare Caliri
Manic Street Preachers – Send
Away The Tigers (Columbia /
S o n y, 7 m a g g i o 2 0 0 7 )
Genere: hard-pop
I Manic Street Preachers - o semplicemente Manics - hanno fatto
la storia. O almeno, hanno fatto la
loro storia. Quasi vent’anni di alterne vicende, condite da passaggi
a v o l t e d i ff i c i l i , c o m e l a s p a r i z i o n e
nel 1995 del chitarrista e autore Ric h i e J a m e s E d w a r d s . O l t r e a f o r n i-
roba che man c o i m i g l i o r i - s i f a p e r
dire - Europe . I m b a r a z z a n t e , c o m e
il brit-pop bo l s o d i Wi n t e r l o v e r s e
Autumn Song , b a l l a t o n e c h e p o t r e b bero fare il p a i o c o n l e u l t i m e p r o dezze di Bre t t A n d e r s o n . S e n o n
ne avete abba s t a n z a , c ’ è a n c h e u n
irritante singo l o c o n N i n a P e r s s o n
dei Cardigans , Yo u r L o v e A l o n e I s
Not Enough , a c e r c a r e d i r i c o n q u i -
stare le class i f i c h e r i e c h e g g i a n d o
la vecchia hi t Yo u S t o l e T h e S u n
From My Hea r t . C o n q u e s t o d i s c o ,
i Manics vinco n o i l n o s t r o p e r s o n a lissimo Gram m y 2 0 0 7 p e r i l p e s s i mo gusto. (4.5 / 1 0 )
Antonio Puglia
Mariposa
Best
Company
( Tr o v a r o b a t o
/
Audioglobe,
marzo 2007)
Genere: avant pop
È il caso di d i r e : l a c o v e r s c o p r e .
Rivela il gioc o d e i M a r i p o s a f o r s e
meglio di qu a n t o n o n f a c c i a n o l e
loro garrule o p e r e a u t o g r a f e . A l l’uopo, ecco q u e s t o d i s c h e t t o c h e
raccoglie le c o v e r d i s s e m i n a t e d a i
sette pseudo - b o l o g n e s i n e l c o r s o
degli anni. Il c o n f r o n t o c o n g l i o r i ginali è un me c c a n i s m o a u t o m a t i c o ,
che però ti las c i a s p i a z z a t o q u a n d o
le cose prend o n o u n a p i e g a i m p r e vista. Ebbene , q u i l ’ i m p r e v i s t o è
praticamente u n a g a r a n z i a : p r e n dete gli spa s m i f u n k - p s y c h - p r o g glam di Sex S l e e p E a t D r i n k D r e a m ,
dove i Crimso n f i n i s c o n o p e r s o m i gliare ai Con t o r t i o n s c h e r i f a n n o i
Parliament c o n l a s u p e r v i s i o n e d i
Stan Ridgwa y, o p p u r e q u e l l a M a l e
di miele che r i d u c e g l i A f t e r h o u r s
ad una robotic a , s c o n c e r t a n t e i n n o cenza (perdu t a ) , o a n c o r a l ’ a r g u t a
desolazione di Jannacci spedita
t r a el e c t r o - v i s i o n i Te r r y R i l e y i n S i
vede.
Sono ovviamente audaci, i Mariposa. Forzano le strutture e i confini stilistici con la noncuranza di
un fall-out al neutrino, generando
splendide mutazioni, “mostruosità” illuminanti. Senza mai perdere
il rispetto e la tenerezza, l’amore
per la traccia di partenza. Amore
i n e v it a b i l e n e l c a s o d e l l a m a g n i f i ca Monti di Mola di De André, che
mantiene vivo e profondo il respiro folk malgrado gli strapazzi free
e g l i s p a e s a m e n t i s e r i a l i To r t o i s e.
Amore meno scontato ma evidente
anche per una Ob-la-di Ob-la-da
tutta guizzi clowneschi e devoluzione wave, salvo quel middle eight
s o s pe s o i n u n t r e p i d o a c q u a r i o Wi lc o. M a i l p e z z o f o r t e d e l l a s c a l e t t a
è, a parer mio, quella Il mostro e
s u e i d e e m u s i c a l i . M a n c a va un ele m e n t o p r i n c i p a l e , p e r ò , nelle sue
e s p e r i e n z e : i l r a p p o r t o c on la voce
umana.
D e t t o f a t t o : n e l 2 0 0 5 G u s t afsson in v i t a i n S v e z i a , p e r u n a p erforman c e i n d u o , l a v o c e f e m minile dei
B o r e d o m s ( n o n c h è f o n datrice di
O O I O O) Yo s h i m i , d e l l a q u ale aveva
g i à d i c h i a r a t o d i e s s e r e un sincero
f a n . N e v i e n e f u o r i u n ’ i mprovvisa z i o n e s t r a o r d i n a r i a , u n ’ e sperienza
i p n o t i c a e t o t a l m e n t e “ a p e rta”, il cui
r i s u l t a t o v i e n e s i n t e t i z z ato, esat t a m e n t e d u e a n n i d o p o , in questo
Wo r d s O n T h e F l o o r. Composto
d i s o l e d u e t r a c c e , l ’ a l b u m si apre
con
un’introduzione
( Soundless
C r i e s Wi t h T h e i r A r m s I n The Air ,
u n a s o r t a d i l a m e n t o a d ue voci) di
a p p e n a t r e m i n u t i , c h e l a scia subito
i l p o s t o a l l a m a s t o d o n t i c a And The
C h i l d r e n P l a y Q u i e t l y With Words
l’aerosol che spedisce il compositore russo Dmitrij Kabalevskij tra
bucoliche alienazioni un po’ The
Books e un po’ Marco Parente.
Ta n t i i n d i z i f a n n o u n a p r o v a : i M a r i p o s a s o n o d e i g e n i . ( 7 . 2 /1 0 )
O n T h e F l o o r , u n ’ i m p r o vvisazione
c h e s u p e r a i q u a r a n t a minuti, un
v i a g g i o m u s i c a l e c h e attraversa
t u t t e l e t r a s f o r m a z i o n i del dialo g o t r a s a x e v o c e , a c u i fanno da
s f o n d o i l i v e e l e c t r o n i c s , strumento
i m p r e s c i n d i b i l e q u a n d o s i tratta di
a l l a r g a r e g l i s p a z i d e l l a sperimen tazione sonora.
Stefano Solventi
M a t s G u s t a f s s o n & Yo s h i m i Words On The Floor (Smalltown
Superjazzz / Wide, 16 aprile
2007)
Genere: free improv
L’ e t i c h e t t a n o r v e g e s e S m a l l t o w n
Superjazzz, è di quelle che si muovono lentamente, per piccoli passi,
ma lo fanno in maniera eccellente e
s e n za s b a v a t u r e . L’ a p p r o c c i o s t r e t tamente collaborativo dell’etichetta,
che tende a mettere insieme i più
grandi artisti dell’avanguardia freej a z z - i m p r o v, l o a v e v a m o g i à n o t a t o
n e l c a s o d e l D i s k a h o l i c A n o n ym o u s Tr i o d i M a t s G u s t a f s s o n ,
T h u r s t o n M o o r e e J i m O ’ R o u r k e:
un approccio aperto a tutto, che fa
della diversità di vedute e di esperienze il suo tratto caratteristico.
Di questa sorta di new wave of free
improvisation, il sassofonista Mats
Gustafsson è senz’altro la punta di
d i a ma n t e , l ’ e m b l e m a s t e s s o d e l l a
contaminazione a 360 gradi. Il suo
c u r r i c u l u m p a r l a c h i a r o : Z u, D a v i d
G r u b b s e S o n i c Yo u t h s o n o s o l o
alcuni dei compagni di viaggio con
cui Mats ha scelto di dare vita alle
L a v o c e d i Yo s h i m i , n e l l a sua ver s a t i l e e d e s t e n u a n t e r i c e rca vocale
r i c o r d a i l D e m e t r i o S t r atos della
m a t u r a z i o n e c a g e i a n a e in alcuni
c a s i s f i o r a i v i r t u o s i s m i di un Phil
M i n t o n, s e n z a m a i a b b andonare,
p e r ò , q u e l l a d o l c e z z a del timbro
f e m m i n i l e c h e v i e n e f u ori anche
n e l l e p a r t i p i ù u r l a t e e r i e sce a spa z i a r e t r a i l p u r o c a n t o m e ditativo al
j a z z e p e r s i n o a l n o i s e , seguendo
u n ’ i s p i r a z i o n e t r a s b o r d a nte. Gu s t a f s s o n , c h e u t i l i z z a d i versi “ta g l i ” d e l s u o s t r u m e n t o ( t ra i quali
i l r a r o s l i d e s a x ) , a v o l t e puntella
l a v o c e , l i m i t a n d o s i a t esserne il
c o n t r a p p u n t o o a “ c r e a r e lo sfondo”
c o n t e c n i c h e r u m o r i s t e o percus s i v e ; a l t r e s i i m m e r g e i n dialoghi
i n t i m i , m e t a f i s i c i , d a l l ’ atmosfera
q u a s i z e n , c h e s i t r a s f o r mano gra d a t a m e n t e i n e s p l o s i o n i , picchi di
t e n s i o n e c h e i f i l t r i e i s uoni elet t r o n i c i c o n t r i b u i s c o n o a d amplifi c a r e , i n s e r e n d o s i c o n l a plasticità
c h e g l i è p r o p r i a , t r a l e trame dei
d u e s t r u m e n t i . D o p o v e nti minuti,
l a p e r f o r m a n c e h a g i à r a ggiunto un
s e n t i r e a s c o l t a r e 55
tale livello di coinvo l g e n t e p o t e n z a
ipnotica, che non pu ò c h e s u s c i t a re in noi ascoltator i p a s s i v i d i u n
fredd o elettrodomest i c o , s e n t i m e n t i
di invidia per quei p o c h i c h e q u e l l a
sera di aprile di du e a n n i f a h a n no avuto la possibil i t à d i a s s i s t e r e
a questa delizia al M a l m o K u n z e r thus. Ci dobbiamo a c c o n t e n t a r e d i
un disco. Ma in og n i c a s o , n o n è
poco. ( 8.0/10 )
Daniele Follero
Michael Andrews – Hand On
String (Pias / Self, 4 maggio
2007)
Genere: folk, indie, pop
Come altri autori di c o l o n n e s o n o re prima di lui, Mi c h a e l A n d r e w s
corre il rischio di e s s e r e r i c o r d a t o
come “quello di Mad W o r l d ” , l ’ e v a nescente cover dei Te a r s F o r F e a r s
che realizzò insieme a l l ’ a m i c o G a r y
Jules per la chiusura d e l c u l t m o v i e
Donnie Darko . Non p r o p r i o u n m a l e ,
in fondo: a quel bel c o l p o s o n o s e guiti i servigi in vest e d i p r o d u t t o r e
per Brendan Benson e I n a r a G e o r g e
(The Bird And The B e e) , c h e h a n no assicurato al mus i c i s t a l o s a n g e lino il dovuto rispet t o n e l l ’ a m b i e n te, consolidato da l l a s o u n d t r a c k
di Me And You And E v e r y o n e We
Know (2005); Hand O n S t r i n g, g i à
rilasciato l’anno sco r s o n e g l i S t a tes, ha così il com p i t o d i m e t t e r e
alla prova per la pri m a v o l t a l e s u e
doti di autore ed int e r p r e t e , o l t r e a
quelle già affermate d i a r r a n g i a t o r e
e compositore.
Come da copione, A n d r e w s s i m o stra raffinato tratteg g i a t o r e d i p a e saggi sonori, affida n d o s i a d u n a
produzione ariosa d a l f o r t e s a p o r e
seventies, con acu s t i c h e d e l i c a t e
e squillanti, bassi g o n f i , d r u m m i n g
secco e sparuti syn t h d ’ e p o c a , p e r
occasionali effetti s p a c e r o c k e
Canterbury. E’ infa t t i a l s o n g w r i ting e alla sensibilità e t e r e a d i q u e i
tempi e quei luoghi c h e M i k e r e n de omaggio, rieche g g i a n d o a p i ù
riprese i primi Pink F l o y d ( J u s t A
Thought ), Nick Dra k e ( q u e l l o j a z zato in Orange Meet L e m o n , q u e l l o
della luna rosa in Th r o u g h T h e F o g )
e Wy att ( Love Is Tir e d ) , c o n c e d e n dosi talvolta a una s o ff i c e f o l k t r o n i ca ( Sweeping Clean i n g a n d O r g a nizing ) e a nebbiolin e m e m o r i d e l l e
56 s e n t i r e a s c o l t a r e
v e r g i n i s u i c i d e d e g l i A i r ( Tr a c i n g s ) .
Un senso della melodia fra XTC
(Hello Lemon) ed Elliott Smith (Before The Echo) è l’ulteriore indizio
d i u n t a l e nt o i n d u b b i o , m a a n c o r a
tutto da scoprire. (7.0/10)
p r i o n e v o g l i a m o t r o v a r e u n o , è che
Yo u F o l l o w M e s u o n a p i ù c o m e un
d i s c o d i q u e s t ’ u l t i m o c h e n o n d ella
N a s t a s i a . P o c o m a l e , d a l l ’ a s c olto
c ’ è s e m p r e d i c h e g o d e r e . ( 6 . 8 / 10 )
Va l e n t i n a C a s s a n o
Antonio Puglia
N a s t a s i a N i n a & J i m W h i t e - Yo u
Follow Me (Fat Cat / Audioglobe,
28 maggio 2007)
Genere: songwriting
Nina così agguerrita non c’era mai
capitato di sentirla. Già, perché la
sensazione che al primo ascolto dà
q u e s t o Yo u F o l l o w M e, i n c o p p i a
con Jim White, è proprio questa:
furia scalpitante, grinta, un gridare la propria presenza che sa quasi
di catarsi. Certo, i due li avevamo
g i à v i s t i c o l l a b o r a r e s i a p e r R u n To
R u i n c h e p e r O n L e a v i n g, m a q u e -
sta volta lo spessore del batterista
dei Dirty Three si fa notare e molto.
È come se le pelli percosse da Jim
infondessero di una forza inusuale
la fragilità della splendida voce di
Nina. I sentieri percorsi sono sempre gli stessi oscuri anfratti folk
noir della cantautrice newyorkese,
apprezzati già in abbondanza, ma
con quanta passione e veemenza
vengano interpretati è cosa nuova.
È i l c a s o d i I ’ v e B e e n O u t Wa l k i n g ,
in cui il drumming inizia ad incresparsi verso la metà sorreggendo
una voce solo all’apparenza flebile
e che in Late Night si fa potente urlo
liberatorio, terminando in un’altrett a n t o t r a s c i n a n t e I C o m e A f t e r Yo u.
Piace molto questa espressività intensa che rifulge ancor di più sotto
i lampi delle bacchette martoriate
di White, il problema però, se pro-
N e u r o s i s - G i v e n To T h e R i s i n g
(Neurot / Wide, maggio 2007)
Genere: apocalyptic rock
P r o d o t t o d a S t e v e A l b i n i , G i v e n To
T h e R i s i n g è i l t i t o l o d e l l ’ a t t e sis s i m o r i t o r n o d e i N e u r o s i s , u n o dei
n o m i c a r d i n e d e l p a n o r a m a d ella
m u s i c a e s t r e m a . U n a b a n d , p a rti t a a m e t à d e g l i a n n i ‘ 8 0 d a l l ’ har d c o r e r a d i c a l e , h a s u b i t o c o n t i nue
m u t a z i o n i i n c a m e r a n d o i n f l u e nze
m o l t e p l i c i , d a l m e t a l a l f o l k a p o ca l i t t i c o , d a l l ’ i n d u s t r i a l a l p o s t - r o c k, e
a u m e n t a n d o i l n u m e r o d e i c o m po n e n t i f i n o a d i v e n t a r e u n e n s e mble
m u l t i m e d i a l e . I l d i s c o s i a p r e con
u n r i ff s a b b a t h i a n o c h e n o n è pro p r i o i l m a s s i m o d e l l ’ o r i g i n a l i t à per
u n a b a n d a b i t u a t a i n p a s s a t o a stu p i r e d a i p r i m i s e c o n d i l ’ a s c o l t a t ore.
F o r t u n a t a m e n t e G i v e n To T h e Ri s i n g s i e v o l v e p o i s p r o f o n d a ndo
l ’ a s c o l t a t o r e n e l l e c l a s s i c h e a t mo s f e r e d a i n c u b o p e r p o i e s p l o d ere
i n c i c l o p i c i c r e s c e n d o c h i t a r r i s t ici.
F e a r a n d S i c k n e s s s f o d e r a c o l os s i g r a n i t i c i f r a n t u m a t i d a u n f i na l e n o i s e d i s s o n a n t e e c o r r o s ivo.
I l r e s t o d e l l ’ a l b u m m o s t r a l e a rmi
m i g l i o r i d e l l ’ a r s e n a l e n e u r o t i c o , To
T h e W i n d c i t r a s p o r t a i n u n ’ o d i s sea
s i d e r a l e d i s t a m p o C o n s t e l l a t ion
p e r p o i c a t a p u l t a r c i n e l l ’ o c c h i o di
u n c i c l o n e d i r i ff t a g l i e n t i e per c u s s i o n i t r a u m a t i c h e , l a q u i e t e che
s e g u e è i l l u s o r i a p e r c h é i l b r u tale
g r o w l d i S c o t t K e l l y f a d a r a mpa
p e r u n a n u o v a d i s c e s a a g l i i n f eri.
S h a d o w e N i n e s o n o i n t e r m e z z i in
p u r o s t i l e G o d f l e s h , i n H i d d e n Fa c e s i l c o n s u e t o c r e s c e n d o t r ova
s b o c c o i n u n ’ e r u z i o n e d i b o r d ate
c h i t a r r i s t i c h e e c o r i i n f e r n a l i . La
q u i e t e d i O r i g i n s i r i a l l a c c i a a l l e at m o s f e r e e t e r e e d e g l i p r o g e t t i s o l isti
d i S t e v e Vo n Ti l l e p a r e c h e i l g r up p o s i c o n g e d i i n p u n t a d i p i e d i , se
n o n f o s s e p e r l ’ e p i l o g o d i s t r u t t i vo.
L’ i m p r e s s i o n e è c h e i N e u r o s i s si
s t i a n o e v o l v e n d o i n m a n i e r a a sin t o t i c a , a v v i c i n a n d o s i s e m p r e più
a l l a p e r f e z i o n e , m a d i m i n u e ndo
p r o g r e s s i v a m e n t e l o s c a r t o e l ’ef -
turn it on
Larrikin Love - The Freedom Spark (Infectious, 2006; Ryko /
Audioglobe, maggio 2007)
Genere: pop
Nel marasma d e l l e r e c e n t i u s c i t e a l b i o n i c h e , f r a u n g r a n d e r i t o r n o , u n k l a xon di qua e u n h o r r o r d i l à , q u a s i c i s f u g g i v a d a s o t t o i l n a s o i l d e b u t t o
dei Larrikin L o v e , s b a r b a t e l l i d i Tw i c k e n h a m c h e N M E n o n h a e s i t a t o a
etichettare co m e c a p i s c u o l a d i u n a f a n t o m a t i c a s c e n a T h a m e s b e a t . C o s a
poi volessero d i r e i c o l l e g h i d ’ o l t r e m a n i c a no n è m o l t o c h i a r o p r o b a b i l m e n te neanche a l o r o ; f a t t o s t a c h e , g r a z i e a un a c c o r d o t r a l a Tr a n s g r e s s i v e
– small label p a r t i c o l a r m e n t e a c u t a - e l a Wa r n e r, i q u a t t r o l o n d i n e s i s i
trovano già in u n a p o s i z i o n e i n v i d i a b i l e p e r d e g l i e s o r d i e n t i . O k , i l c o p i o n e
è il solito, e c h i s i c h i e d e c o s a m a i a v r à d i s p e c i a l e l ’ e n n e s i m o p a r t o d e l l’ondata post- L i b e r t i n e s f a b e n e a d a v v a l er s i d e l b e n e f i c i o d e l d u b b i o .
Fa bene sì, p e r c h é s i g o d r à d i p i ù l a s o r p re s a , a s c o l t a n d o T h e F r e e d o m
Spark . Dite q u e l c h e v o l e t e , m a i n n e s t a r e i n u n c a n o v a c c i o d i m a r c a D o h e r t y ( o v v e r o , C l a s h + S m i t h s) sonorità
klezmer e tzig a n e n o n è c o s a c h e r i e s c e s p e s s o , t a n t o m e n o i n m o d o c o s ì n a t u r a l e e d e ff i c a c e . S i x Queens e
Edwould , ovvi a m e n t e d u e s i n g o l i , s t a n n o l ì a d i m o s t r a r l o , m e n t r e H a p p y A s A n n i e f a a n c o r a m e g l i o : u n bluegrass
che scivola in r e g g a e e p u n k c o m e n u l l a f o s s e , c o n t a n t o d i r i t o r n e l l o k i l l e r. E a n c o r a : M e e t M e B y T h e Getaway
Car , che da b r i t b a l l a d r o m a n t i c a v i r a r a g a m u ff i n , o O n S u s s e x D o w n , b o s s a c h e s i t r a s f o r m a i n p o w e r pop à la
Police. E così v i a , i n u n m i x d i a r r o g a n z a d a e n f a n t s p r o d i g e s ( f r a g l i o s p i t i c ’ è u n c e r t o P a t r i c k Wo lf, guarda
caso) e ricerc a s t i l i s t i c a i n t e l l e t t u a l e e p o p o l a r e – i n t e s o c o m e p o p m a a n c h e f o l k , s e f r a l e a l t r e c o s e in At The
Feet Of Re si r i e v o c a l o s p i r i t o d e i P o g u e s p i ù c l a s s i c i .
Non bastasse , a c a p o d e l l ’ a v v e n t u r o s o c o m b o c ’ è u n o c h e v o r r e b b e “ f a r e u n f a l ò a We s t m i n s t e r c o n l a porta di
Downing Stre e t ” , a c u i “ l ’ I n g h i l t e r r a n o n h a p i ù n i e n t e d a o f f r i r e ” , d a l m o m e n t o c h e “ o g n i c o s a c h e a d o r a è venuta
prima del 198 4 ” ( D o w n i n g S t r e e t K i n d l i n g ) . Vi s t e l e a s s o n a n z e c o l M o r r i s s e y d i M e a t I s M u r d e r / T h e Queen Is
Dead - anche n e l l a d e l i z i o s a We l l , L o v e D o e s F u r n i s h a L i f e – , a l l u n g h e r e m m o l a s o g l i a d i u n p a i o d ’ a n ni, a voler
esser precisi.
Eppure questo è i l s u o n o d e l l a g e n e r a z i o n e d e l l ’’ 8 6 , d i q u e l l i c h e i n q u e l l ’ a n n o c i s o n o n a t i , n o n d e i vecchiacci
che se lo rico r d a n o . O m e g l i o , d i q u e l l a p a r t e d i e s s a c h e n o n s i r i c o n o s c e n e l l e i n t r i c a t e e l o g o r r oiche rime
urbane di Ale x Tu r n e r o n e i p l a s t i f i c a t i w e e k e n d i n c i t t à d e i B l o c P a r t y. C h e v u o l e e s s e r e d i v e r s a . C o me Edward
Larrikin e i su o i , u n p o ’ a r t r o c k e r s u n p o ’ b o h e m i e n s , u n p o ’ o r c h e s t r i n a u n p o ’ p u n k b a n d . ( 7 . 2 / 1 0 )
Antonio Puglia
sentireascoltare 57
fetto sorpresa tra un a l b u m e l ’ a l t r o .
Siamo di fronte a u n a c a t a s t r o f e
sempre più devasta n t e m a s e m p r e
più prevedibile. (6.5 / 1 0 )
Paolo Grava
N i n e I n c h N a i l s – Ye a r Z e r o
(Universal, 16 aprile 2007)
Genere: industrial pop
In epoca di surriscal d a m e n t o g l o b a le termo-religioso, p r o s s i m a i n v e r sione dei poli magne t i c i e p r o b a b i l e
invasione dei Visitor s ( o d e g l i a l i e ni di Essi Vivono ch e p e r l a c r o n a ca sono già among t h e l i v i n g d a g l i
anni ‘80), Trent non p u ò c h e c a p tare nuovi segnali e a n g o s c e c y b e r
contemporanee imm e r g e n d o s i i n u n
altro dei suoi concep t f u t u r i s t i c i .
Antic ipato da una str a t e g i a d i c o m u nicazione in grande s p o l v e r o c u l m i nata persino (ma ci s t u p i a m o s o l o
per protocollo) con u n t r a i l e r s t i l e
La guerra dei Mond i d i S p i e l b e r g ,
è, ancora una volta, u n f i l m d ’ a z i o ne e fantascienza a l l ’ a m e r i c a n a ,
tra cibernetica e s u r v i v a l i s m ( a p punto), l’immaginari o a c u i i l s i g n o r
Nine Inch Nails fa r i f e r i m e n t o . U n
braccio armato pron t o a c a t t u r a r e
l’audience di petto a s u o n d i t r i p o d i
(…tripudi) fritture b i o - m e c c a n i c h e ,
latte Alien 10, buon v e c c h i o r o c k
rivestito Mad Max ( a n z i f a c c i a m o
Blade), appeal tech n o - p u n k ( v e d i
anche Young Gods) e o r g a s m i s t e reofo nici multipli. A r e g g e r e l a s c e nografia, al solito, l a s c u o l a c a t a strofi ca del dopo Th o b b i n g G r i s t l e
aggiornata ai Novan t a ( e f e r m a t a s i
lì), teorie del complo t t o n e l l a ( e p e r
la) tv generation com p r e s e , u n p l o t
che Reznor canta og g i c o m e a l l o r a
ma in maniera più di r e t t a e s p e s s o ,
deludentemente, qu a l u n q u i s t a , s f i gatamente giovanili s t a . U n a v o c e
accessibile alle mass e , c h e s a c o m e
no di essere rétro, f r o n t e d i u n p a l co di led e effetti s p e c i a l i . E s o n o
loro di fatti, più che i n Wi t h Te e h,
a aggiornare il perim e t r o c o n s f a v i l lanti electro-strusci l a p t o p , g l i u n i c i
spunti innovativi di m a r c h i o d i f a b brica che imbarca l ’ o b s o l e s c e n z a
da molti pori ma no n v u o l e p r o p r i o
saperne di apparire v e c c h i o . U n a
firma, quella di NIN , c h e n o n c e r ca più l’apoteosi ( T h e D o w n w a r d
Spiral) né la catarsi ( T h e F r a g i l e) ,
piuttosto, come nel c a s o d e i r e c e n t i
58 sentireascoltare
Yo u n g G o d s p o r t a a s é u n r e v i v a l
possibile mostrano l’immagine più
fruibile e incisiva di sé.
Nel proiettile very punk Survivalism
fanno bella mostra folate radioattiv e e e ff e t t i s m o p o s t - r a v e . E ff i c a c e .
Ma è un terreno che crollerà in banalità melodiche Ottanta come The
Good Soldier, o in ritornello indec e n t i c o m e Ve s s e l . B r a n o q u e s t ’ u l t i m o e m b l em a t i c o p e r c h é c a r i c o d i
g r a n d i e ff e t t i s m i c y b e r - f u n k c h e
m o s t r a n o be l l a m e n t e l a f o r b i c e d e l
d i s c o : a l c un i ( p o c h i ) b r a n i d a l l ’ a r rangiamento impressionante conditi
in una scrittura da allocchi. Le cantasse Mike Patton queste canzoni
f a r e b b e r o fa v i l l e . L e c a n t a R e z n o r
e sono roba, nel migliore dei casi,
per fighetti. Magari a quelli che
dopo l’indesiderata ondata Ottanta,
vedono coincidere l’anno zero con
un’auspicata rinascita dei Novanta,
g l i a n n i d e ll ’ a p o c a l i s s e c y b e r - t e c h no-rock. Sarà. Si vedrà. Ma per un
n o n p i ù g i o v a n e Tr e n t R e z n o r, c h e
pare ormai aver vinto la battaglia
contro l’alcol, è il tempo delle canzonette in abiti asciutti – pensa lui
– ultra ganzi. Qualche bel completo firmato c’è, l’abbiamo detto, ma
sono pur sempre canzonette e sono
tutte su My Space. Ascoltate e decidete. (5.5/10)
Edoardo Bridda
O r g a n E y e – S e l f Ti t l e d ( S t a u b g o l d
/ Wide, 17 aprile 2007)
Genere: drone music
La sigla è nuova ma la musica e i
personaggi no. Gli Organ Eye nascono infatti dalla fusione di due
delle più interessanti drone bands in circolazione: i portoghesi
Osso Exòtico (David Maranha e
P a t r i c i a M a c h a s ) e g l i a u s t r a l i ani
M i n i t ( J a s m i n e G u ff o n d e To r ben
Ti l l y ) . L’ a l b u m d i d e b u t t o , o m oni m o , r a p p r e s e n t a l a p e r f e t t a f u sio n e t r a l ’ a p p r o c c i o d e i p r i m i e lo
s t i l e d e i s e c o n d i , t r a l a p l a s t i cità
d e i p o r t o g h e s i e l a r i p e t i t i v i t à de g l i a u s t r a l i a n i . L e d u e t r a c c e d i cui
s i c o m p o n e i l d i s c o , i n t i t o l a t e pro g r a m m a t i c a m e n t e Te m a # 1 e Te ma
# 2 , r i a s s u m o n o l ’ e s t e t i c a d i una
d r o n e m u s i c c l a s s i c a , c h e l a v o r a in
c r e s c e n d o , p a s s a n d o d a l m i n i m ali s m o d e l l a p r i m a p a r t e a l r u m o r i s mo
d e l l a s e c o n d a . L’ i n t r o d u z i o n e l en t i s s i m a e s t a t i c a c h e p i g r a m e n t e si
s o s t a n z i a i n u n d r o n e . I l c r e s c e ndo
s i n i s t r o d e l l e i n t e r f e r e n z e . L o s cia m a r e e l e t t r o n i c o c h e , a l l a m a n i era
d e i G r o w i n g, s i i n c a s t r a i n b l o c chi
d i f r e q u e n z e i n t e r r o t t e . U n h a b itat
di microsuoni mandati in loop e
m e s s i i n c i r c o l o d a l s u o n o r e i t e r ato
d i u n o p s i c h e d e l i c o o r g a n o h am m o n d . I l m a r z i a l e p a n o r a m a n oisy
a l l a F u l l e r t o n W h i t m a n, i n c u i si
s f o c i a n e l l ’ u l t i m a p a r t e d i Te m a #2
p r i m a d i a n n i c h i l i r s i n e l l ’ a p o c a l itti c o f i n a l e . P e r e s s e r e d r o n e m u sic,
q u e l l a d e g l i O r g a n E y e s i m a n t i ene
m e r i t o r i a m e n t e l o n t a n a d a i c l a ssi c i m o m e n t i d i n o i a c h e a ff l i g g o n o il
g e n e r e . U n n o m e d a s e g n a r s i per
g l i e s t i m a t o r i d i q u e s t e s o n o rità
(6.8/10)
Antonello Comunale
Pan
Sonic
–
Katodivaihe
/
Cathodephase (Blast First Petite,
aprile 2007)
Genere: pan sonic
P o t r e m m o i n t e r v i s t a r e M i k a e Ilpo
a n c h e f r a d i e c i a n n i e a v r e mmo
s e m p r e l e m e d e s i m e r i s p o s t e : “ we
j u s t p l a y m u s i c ” , d o v e q u e l “ j ust”
e q u i v a l e a d i r e c h e i d u e s u o ne r a n n o s e m p r e - e u n i c a m e n t e – per
m e z z o d i a p p a r e c c h i a t u r e a n a l ogi c h e a s s e m b l a t e d a u n a m i c o d i “fa miglia”; non utilizzeranno synth o
s a m p l e d i g i t a l i s a l v o i n r a r i c a s i (e
s e f o s s e p e r M i k a , m a i ) ; i n f i n e non
c a m b i e r a n n o m a i l ’ o s c i l l a t o r e v i deo
( a n c h ’ e s s o a n a l o g i c o ) , t a n t o m eno
r e g i s t r e r a n n o d i v e r s a m e n t e s e non
d a l v i v o s u D AT ( s e n z a o v e r d ubs
chiaramente). Punto.
D u n q u e p o t r e b b e r o q u e s t e t e s t e bi n a r i e ( c h e o d i a n o i b i t ) t r o v a r s i b ene
i n u n c o n t e s t o a n c h e l o n t a n a m e nte
contingente? C e r t a m e n t e n o , i n f a t ti dopo essers i a u t o e s i l i a t i ( ! ) d a l l a
Blast First ge s t i t a d a l l a M u t e ( p a s sata sotto il c o n t r o l l o E M I ) , i d u e s i
sono trasferit i n e l l a p i ù a g i l e B l a stfirst (Petite) c o n l a q u a l e u s c i r a n no anche le pr o s s i m e ( d u e ) u s c i t e a
firma Pan Son i c . S t o i c i s m o e i m m o bilità? Sì (co m e n o ) , K a t o d i v a i h e
è un lavoro ch e a ff r o n t a i n m a n i e r a
maggiormente d i r e t t a i l d u b , p o i i l
funk e persin o l ’ ( h a r d ) r o c k , e s e
questo già no n è p o c o ( p e r l o r o ) ,
troviamo pure l ’ o s p i t e : l a g i o v a n e
islandese Hild u r G u d n a d o t t i r a l v i o loncello (già n e l d u o A n g e l a f i r m a
Schneider Tm e I l p o Va i s a n e n ) a d
aggiungere a l s o u n d u n t o c c o c a meristico (e g o t h i c ) i n b r a n i c o m e
Virta (immagi n a t e u n i n c r o c i o 4 A D
mico del basso (e attitudine metal)
di Koneistaja, o nei glitch insettoidi
d i H y o n t e i s i s t a ( t r a p a u s e e e ff e t t i ) .
Che dire, un album variegato e dispersivo, dove è senz’altro la parte
industrial a far da caparra (anche
i micro suoni glitch insettoidi sono
interessanti) e nel quale non mancano neanche i difetti: la Gudnadottir non sempre perfettamente
inserita, e soprattutto alcuni aspri
momenti impro che odorano di aut o r e fe r e n z i a l i t à , a n z i d i p r e v e d i b i l e
i m p er m e a b i l i t à ( a s c o l t a t e a n c h e i l
r e c e n t i s s i m o l a v o r o d i M i k a Va i n i o ,
R e v it t y , Wa v e t r a p , a p r i l e 2 0 0 7 p e r
farvene un’idea).
Un monolite in transito. Quello di
Odissea Nello Spazio però. Mica
m a … (7 . 0 / 1 0 )
Edoardo Bridda
Pankow – Great Minds Against
e Autechre), o p p u r e u n a m i m e s i t r a
pittura astratt a e d i g i t a l e ( p a r d o n ,
analogica) in H y o n t e i s i s t a , o p p u r e
semplicement e u n s i b i l o c o s m i c o
(molto Karlh e i n z S t o c k h a u s e n e
Sun Ra) in Su h t e e l l i n e n . C o n o s c e n doli, dove c’è a d d i z i o n e c ’ è p u r e v a lenza opposta , d u n q u e p i e c e a v a n guardiste - s o l i t a m e n t e l a s c i a t e
alla stermina t a g e o g r a f i a d e i t i t o l i
solisti - come K e r t s i l o g i a ( s u o n i n e l
vuoto, echi, p i c c o l i g l i t c h e s i l e n z i
direttamente d a l c a t a l o g o Va i n i o ) ,
oppure lancin a n t i i m p r o v v i s a z i o n i
da motosega ( l a c i t a t a S u h t e e l l i n e n
dalla discogr a f i a A n g e l - Va i s a n e n ) .
Naturalmente n o n p o s s o n o m a n c a r e
le track figlie t a n t o d i K e s t o q u a n t o
di Kulma (La p t e v i n m e r i , K u u m u u dessa Muodo s t u v a ) , c o n a l m e n o
due momenti d ’ a l t a c l a s s e : i l r i ff
sotto forma di e s p l o s i o n e a c q u a t i c a
di Lahetys (al z a r e i l v o l u m e p l e a s e )
e le basi Thro b b i n g G r i s t l e / S u i c i de di Virta 2. G i u s t o s o t t o , i g i o c h i
di quest’ultim e n e l b i t u m e s u b a t o -
Themselves Conspire (Wheesht
/ Audioglobe, maggio 2007)
Genere: ebm/industrial
Non c’è niente da fare: i Pankow
rimangono fortunatamente uguali
a l o ro s t e s s i , d i e t r o a q u a l c h e p i c c o l a d i ff e r e n z a . S i s p e c c h i a n o n e l
loro passato (allo stesso modo del
p r e c e d e n t e L i f e I s O ff e n s i v e A n d
R e f u s e s To A p o l o g i s e, d e l 2 0 0 2 ) ,
come l’ascoltatore si specchia nell’interno riflettente del digipack
di questo Great Minds Against
Themselves Conspire (stampato
per l’etichetta Wheesht, nata ad
hoc per il disco). Ovvio, rispetto
all’esordio (Freiheit Fur Die Sklaven) il suono è meno secco e tagliente, più corposo ed esplicitamente rumorista, meno industriale
e più bruitista. Si è insomma persa
da tempo la personalità invadent e ( e p r o d u t t i v a ) d e l l ’ A d r i a n S h erwood di allora (anche se qui anc o r a f a e c o i n Ya g a n ) , c h e i n q u e l
disco “esuberava”, ma che già in
G i s el a ( d o v e i P a n k o w l e g i f e r a v a n o
sull’ebm) più non si avvertiva.
La produzione, qui sta il punto, è
la tavolozza che permette a Maurizio Fasolo e Alex Spalck (quest’ultimo figliol prodigo tornato già
per lo scorso album) di reputare
questo Great Minds… come il loro
migliore lavoro. Ed è una produzione sensibilmente computerizzata
(nel senso che si sente, pur non
u s a n d o s u o n i l a p t o p ) , c o nfezionata
n e l l a c a s a a u s t r a l i a n a d el vocalist
m u l t i l i n g u e . S i p a r t e c o l botto, cioè
c o n u n d i s c o - i n f e r n o c o me Deny
E v e r i t h i n g . S i v a a v a n t i con una
d i s c r e t a v i o l e n z a , f i n o a l l a melodia
v o c a l e c l a s s i c a m e n t e P a nkow – ma
c u c i t a s u u n a c a n z o n e c he sembra
u s c i t a d a T h e F a t O f The Land
d e i P r o d i g y – d i E s t r e me . Heroi n a ( F ü r To b i a s G r u b e n ) r icorda poi
g l i E i n s t ü r z e n d e N e u b a uten degli
a n n i N o v a n t a . M a è p e r sa l’anar c o - a g g r e s s i v i t à d e g l i i n i z i, che era
s o v v e r s i v a m a , s o s t a n zialmente,
d i v e r t i t a – c o m e d i m o s t r a l’estro e
l ’ i r o n i a n e l l a s c e l t a d e l l e innume r e v o l i c o v e r r e g i s t r a t e d al gruppo
f i o r e n t i n o . O r m a i a i P a n kow sem b r a n o v e n i r m e g l i o l e serpentine
d a i n c u b o l e n t o i n c o d a all’album,
d a E a c h M a n H a s A Wa y To Betray
T h e R e v o l u t i o n a T h e E n d is Nigh ,
f i n a l e s t r u g g e n t e , t r a s c i n ato sopra
u n f r u s c i o d i s o t t o f o n d o c he decolla
e p o i a t t e r r a , e u n b e a t lentissimo
d i c u i c i s i s c o r d a p u n tualmente
f i n c h é n o n s i r i p r e s e n t a , come un
s i n g h i o z z o p a r a n o i c o . U na chiusa
c h e f a c a m b i a r e i d e a c h i pensava,
f i n o a q u e l p u n t o , d i s t a r e sotto al
(7.0/10)
Gaspare Caliri
P a r t s & L a b o r – Mapmaker
( J a g j a g u w a r – B r a h / A u dioglobe,
22 maggio 2007)
Genere: post noise-rock
L i e v e m e n t e p i ù m e l o d i c o dei pre c e d e n t i , M a p m a k e r s e g n a la com p l e t a m a t u r a z i o n e d e l terzetto
a m e r i c a n o . N o n c h e i l grado di
m a t u r i t à d i u n a b a n d s i colga dal l a p e r c e n t u a l e d i m e l o d i e inserite
i n u n a l b u m , m a a l t e r z o album in
p r o p r i o ( e s c l u s o R i s e R ise Rise ,
d i v i s o c o n Ty o n d a i B r a x t on) i Par t s & L a b o r o t t e n g o n o l a p roverbiale
q u a d r a t u r a d e l c e r c h i o ; i nfatti alle
c o o r d i n a t e p r e t t a m e n t e noise-rock
d e i d i s c h i p r e c e d e n t i , i tre hanno
a g g i u n t o u n a p a r t i c o l a r e attenzione
a l l a f o r m a c a n z o n e ( s p e cialmente
n e l l e l i n e e m e l o d i c h e v ocali) che
r e n d e i l s u o n o o r e c c h i a bile senza
p e r d e r e i n a g g r e s s i v i t à e compat t e z z a . L’ o p e n e r F r a c t u r e d Skies è
u n a v e r a e p r o p r i a b o m ba: batte r i a i p e r c i n e t i c a , r u m o r i d i fondo da
c h i n c a g l i e r i a e l e t t r o n i c a d a due sol -
sentireascoltare 59
di, una melodia voca l e a s c e n d e n t e
da sballo e infine u n a e s p l o s i o n e
di ch itarra distorta d a s m u o v e r e i l
cervello dentro la s c a t o l a c r a n i c a .
Come dire, la conve r g e n z a i n q u a t tro minuti del noise c h i t a r r i s t i c o p i ù
bruta le e astratto, d e l l e t a s t i e r i n e
giocattolo care alla n o w w a v e e d i
un invidiabile senso d e l l a m e l o d i a .
La seguente Brighte r D a y s n o n è d a
meno, rischiando di d i v e n i r e u n a n them del post-noise - r o c k , p e r q u e l
suo appiccicarsi in t e s t a . D u e s u
due è già una parte n z a d a b r i v i d i ,
come non se ne se n t i v a d a t e m po, ma quando atta c c a Vi s i o n O f
Repair , beh…tre in d i z i f a n n o u n a
prova. Una batteria i n v a s a t a c h e s i
sroto la lungo l’autos t r a d a d e l r o c k
americano travolgen d o t u t t o , c o m e
solo un altro gruppo h a s a p u t o f a r e
negli ultimi anni e ch e e v i t o d i c i t a re solo perché sta d i e t r o l ’ e t i c h e t t a
che pubblica il tutto . S e a q u e s t o
trittico iniziale aggiu n g e t e d e f l a g r a zioni quasi punk-ro c k s t r a i g h t - i n your- face ( Camera S h y ) , u n a c o v e r
dei Minutemen a ri b a d i r e l o n t a n e
parentele ( King Of T h e H i l l ) , u n a
coda sperimental-m e l o d i c a a f a r
da chiosa ( Knives A n d P e n c i l s ) ,
converrete con me c h e M a p m a k e r
rappresenta l’apice d e l l e p o t e n z i a lità espressive del t r i o . R e s t a s o l o
da vedere se segu i r à u n a e s p l o sione anche a livell o c o m m e r c i a l e .
(7.2/10 )
Stefano Pifferi
Perturbazione
Pianissimo
fortissimo (Capitol / EMI, 16
aprile 2007)
genere: adult pop
Con inflessibile legg e r e z z a d a c a c ciatori di farfalle, r i e c c o i P e r t u r bazione sulle tracc e d e l p o p - r o c k
perfe tto. Una ricerc a s e n z a p o s a
che non fa pose ( n o n a n c o r a ) .
Malgrado, en passa n t , i r a g a z z i d i
Rivol i siano saltati - o p l à - s u l t o r pedone di una majo r. E c h e m a j o r.
Meritatamente, se c i ò v i s e m b r a u n
merito. Ad ogni mod o , P i a n i s s i m o
fortissimo significa d i e c i c a n z o n i
che si aggiungono a l r e p e r t o r i o i r robustendolo non po c o , p e r c h é t r a
esse non c’è ombra d i s t a n c h e z z a :
non nei testi, non ne l l e m u s i c h e , g l i
uni e le altre sempr e b e n a f u o c o .
Un incendio di quie t a i n q u i e t u d i n e
60 sentireascoltare
c o m e a p o c h i è c a p i t a t o , a l m e n o da
q u e s t e p a r t i . ( 7 . 0 /1 0 )
Stefano Solventi
che cova nel quotidiano, ad altezza d’uomo. Palpiti semplici e banali
sì, ma dall’inestimabile pregnanza,
sospesi tra vibrazioni psichedeliche (i reverse e i coretti angosciosi
di Qualcuno si dimentica), distillat i j i n g l e - w a v e ( O n / O f f) , p o s t - s o u l
dinoccolati (Leggere parole) e
struggimenti da camera (Casa mia,
Giugno, dov’eri?). I potenti mezzi a disposizione consentono loro
d’ingaggiare un Manuel Agnelli ma
solo per mimetizzarlo tra i tremori
d i N e l m i o s c r i g n o , s e n z a o s t e ntazione, al modo d’un ingrediente
ben stemperato. Così come gli archi di Davide Rossi - già al lavoro
per i Goldfrapp - sposano la causa con organica empatia (sentitelo
tra i riverberi foschi di Brautigan).
Così come il fonico Maurice Andiloro regala la fragranza pungente e
caramellosa già profusa nei lavori
c o n P e c k s n i f f e B a u s t e l l e . I n s o mma, forse potevano stupirci con
m i r a b o l a n t i e ff e t t i s p e c i a l i , i n v e ce Cerasuolo e compagni puntano
s u l l a “ c o n s u e t a ” e ff e t t i s t i c a t a r g a t a
Perturbazione: parafrasi dolceagre
(“produco, consumo... credo”), sentimentalismo fatalista (“c’è un lampione che si accende proprio sotto
casa tua/quando passo nella notte
forse è un caso forse no/sembra
tutto fatto apposta per scommettere su te”), meditazioni socioesistenziali tra rigurgiti Bacharach
(Controfigurine), quella impagabile
cospirazione di trovate e delicatezz a ( r i ff d i v i o l o n c e l l o , f i s a r m o n i c a e
tromba nella bossa belleandsebastiana di Battiti per un minuto - che
a Sanremo avrebbe fatto un figurone, non l’avessero scartata).
Ma ce la fanno, alla fine, a mettere
nel retino il pop-rock definitivo? No,
naturalmente. Però ci si avvicinano
Piano Magic
– Part Monster
(Homesleep, 21 maggio 2007)
Future
Conditional
–
We
Don’t
Just
Disappear
( LT M
Recordings, 2 aprile 2007)
Klima - Self Titled (Peacefrog,
16 aprile 2007)
Genere: indie wave rock
E p e n s a r e c h e c o n T h e Tr o u b led
S l e e p … d e l 2 0 0 4 s e m b r a v a c h e do v e s s e r o s c i o g l i e r s i . I P i a n o M agic
d i G l e n J o h n s o n h a n n o i n v e c e tro v a t o n u o v a l i n f a v i t a l e r i n a s c e ndo
l e t t e r a l m e n t e a n u o v a v i t a e oggi
s i a m o q u i a d i s c u t e r e d i u n d i sco
c h e c o m p l e t a u n a t r i l o g i a s u g l i anni
’ 8 0 i n i z i a t a p r o p r i o c o n q u e l l a v oro.
S e s i è d i s p o s t i a r i c o n o s c e r e che
i l g e n i o e s t r o s o d i G l e n J o h n son
n o n h a u n a s o l a f a c c i a e c h e l e sue
costruzioni di elettronica barocca e
s u r r e a l i s t a s o n o s t a t e o r m a i d ele g a t e a l l a s i g l a Te x t i l e R a n c h, con
P a r t M o n s t e r a b b i a m o u n a p r ova
u l t e r i o r e c h e p e r i l g r u p p o m a dre
v e n g o n o c o n s e r v a t i i b r a n i p i ù pro p r i a m e n t e r o c k . B r a n i s e m p r e p en s a t i p e r p a r l a r e u n i d i o m a e m o tivo
r e c e p i t o i m m e d i a t a m e n t e d a l l ’ a ngst
a d o l e s c e n z i a l e . F o r s e s i s p i e g a an c h e c o s ì , e c o n q u e l l ’ a r i a d i e l e g an z a 4 A D , c o n i l f a r o d i u n ’ I n g h i l t erra
m a i t r o p p o o s c u r a , c h e i l g r u ppo
h a t r o v a t o t e r r e n o f e r t i l e p r o prio
i n I t a l i a , a l p u n t o c h e i l n u o v o di s c o v i e n e l i c e n z i a t o p e r i l m e r c ato
i t a l i a n o d a l l a n o s t r a H o m e s l e e p . Il
c a n o v a c c i o è l o s t e s s o d a q u a ndo
i N o s t r i a p p r o d a r o n o p r o p r i o su
4 A D c o n i l t a n t o b i s t r a t t a t o Wr i t ers
Wi t h o u t H o m e. U n r o c k s c u r o e
t e s o c h e o d o r a d i w a v e b r i t a n nica
turn it on
S h a n n o n W r i g h t – L e t I n T h e L i g h t ( To u c h & G o / W i d e , 8 m a g g i o
2007)
Genere: indie rock, songwriting
Lasciandosi a l l e s p a l l e i l s u o n o p i u t t o s t o p i e n o c h e a v e v a c a r a t t e r i z z a to finora gran p a r t e d e l l a s u a c a r r i e r a , c o l l a b o r a z i o n e c o n Ya n n Ti e r s e n
compresa (20 0 5 ) , c o n l ’ u l t i m o L e t I n T h e L i g h t S h a n n o n Wr i g h t a r r i v a a l l a
semplificazion e d e g l i e l e m e n t i s o n o r i , m e tt e n d o a l c e n t r o d e l l e s u e c a n zoni il piano, d a c u i d e r i v a r i t m o e g e o m e t r i a s o n o r a . I l r i s u l t a t o s i p e r c e pisce sin da s u b i t o c o n l ’ i n c i p i t d i D e f y T h i s L o v e , m a r z i a l e e s p e t t r a l e a l
contempo, il c u i i n c e d e r e c a b a r e t t i s t i c o d i c h i a r a m a t r i c e B r e c h t / We i l l f a ,
di contrasto, p e n e t r a r e n e l l ’ u n i v e r s o l i r i c o d e l l a N o s t r a c h e d e c l a m a t u t t o
il dolore di cu i è c a p a c e , m e t t e n d o s i c o s ì c o m p l e t a m e n t e a n u d o . C o n l a
tensione emo t i v a , v i e n e d a p e n s a r e , c h e è m a n c a t a n e g l i u l t i m i a n n i a u n a
come Lisa Ge r m a n o.
Altrove è l’ind i e r o c k t e s o t r a l e c o r d e d i u n ’ e l e t t r i c a , m e n t r e c i s i a r r e n d e a l l ’ i n e l u t t a b i l i t à d i u n a s t oria ormai
alla fine ( ‘Cau s e y o u w o n ’ t b e c o m i n g h o m e t o m e a n d t h e r e ’s n o f i g h t l e f t i n m e ) ; o c i s i i n t e r r o g a s u amicizia e
amore nella s u s s u r r a t a W h e n T h e L i g h t S h o n e D o w n d o v e l a v o c e v i e n e t e n u t a s a p i e n t e m e n t e a f r e n o . Seguono
dark ballad ( In T h e M o r n i n g ) , s o n g m i n i m a l i p e r p i a n o d o v e l ’ i m p e t o v o c a l e v i e n e l i b e r a t o p i e n a m e n t e ( Steadfast
And True ) sca r i c a n d o n e l ’ e l e t t r i c i t à p a l p a bi l e , e c h i p a v e m e n t i a n i ( S t . P e t e ) e s o n g c h e p o t r e b b e r o a p partenere
alla prima Ca t P o w e r (D o n ’ t Yo u D o u b t M e ) .
E sul finale l’ i m p r e s s i o n i s t i c a L o u i s e n e l l a q u a l e a l p i a n o f o r t e f a e c o l a v o c e c h e , t r a m a l i n c o n i e e m emorie re mote, rende p e r f e t t a m e n t e l o s t a t o d i s o s p e n s i o n e t r a r e a l t à e s o g n o , d i c u i b u o n a p a r t e d e l d i s c o è i mpregnato.
Album della m a t u r i t à , c o n f e r m a l a Wr i g h t s e n s u a l e e i n t e n s a i n t e r p r e t e d i u n a c a n z o n e d ’ a u t o r e c h e f a dell’au tenticità la su a m a t r i c e , e m o z i o n a l m e n t e t e s a a r i v e l a r n e l a n a t u r a p i ù n a s c o s t a . ( 7 . 4 / 1 0 )
Te r e s a G r e c o
s e n t i r e a s c o l t a r e 61
al punto che Johnso n e s o c i f a n n o
citazioni con l’occhi o l i n o , m a s e n za che gli ammiccam e n t i i n f i c i n o d i
un grammo la solidi t à d e l l e c a n z o ni. In questo senso i l g i o c o c r i t i c o
si può esercitare gi à s o l o s u l p i a no delle parentele. Ta s t i e r e e r i t m i
alla Cure in The L a s t E n g i n e e r e
Incurable (versione a n a l o g i c o - v e l o cizzata rispetto alla m a g n i f i c a v e r sione dell’Ep), i ba s s i r o t o n d i d e i
Joy Division in Th e K i n g C a n n o t
Be Found , le chitarr e c e l e s t i a l i a l l a
Felt di Great Escape s , l a l a n g u i d i s sima steel-guitar di C i t i e s & F a c t o ries che strizza l’oc c h i o a l l a W h i s h
You Were Here de i P i n k F l o y d.
Part Monster è un d i s c o d a l l a s c r i t tura sicura, con que l t o c c o d i p o s t
modernismo che no n g u a s t a e c o n
il dono di avere u n p r e z i o s o f i l o
diretto con il suo p u b b l i c o . M a l a
sorprendente prima v e r a d e i P i a n o
Magic non si ferma c e r t o a l g r u p p o
madre. Nell’attesa d i a s c o l t a r e n u o vamente un disco in t e r o d e i Te x t i l e
Ranch, Johnson in c o m p a g n i a d e l
compagno di band, C e d r i c P i n , s i
nasconde dietro la s i g l a F u t u r e
Conditional e dà l i b e r o s f o g o a l
suo amore per il sy n t h - p o p . Q u i n di riferimenti a pien e m a n i a N e w
Orde r e Kraftwerk e a l l a s t a g i o ne d’oro degli anni ’ 8 0 . Q u a l u n q u e
cosa faccia, la mano d i J o h n s o n s i
sente immediatamen t e . I s u o i s v o lazzi barocchi e gl i i n c o n f o n d i b i l i
arabeschi elettronic i c h e f a n n o d a
tappeto per le parti v o c a l i , s o n o l a
cosa più vicina ai pr i m i s s i m i s i n g o l i
dei Piano Magic che a b b i a f a t t o d i
recente. Non poteva n o m a n c a r e u n
po’ di ospiti per il p a r t y r é t r o : M e lanie Pain (Nouvell e Va g u e ) B o b by Wratten (Field M i c e / Tr e m b l i n g
Blue Stars), Carol y n A l l e n ( T h e
Wake), Dan Matz (W i n d s o r f o r t h e
Derby) e la solita A n g e l e D a v i d Guillou (Klima). Qu e s t ’ u l t i m a p o i
si cimenta in propri o c o n u n d i s c o
intero dei Klima ch e m o s t r a t u t t e
le qualità di questa g i o v a n e d o n n a ,
voluta espressamen t e d a J o h n s o n
alla voce di alcuni b r a n i d e g l i u l t i mi Piano Magic e d i f a t t o d i v e n t a ta un membro aggiu n t o . U n l a v o r o
composto interamen t e d a s o l a e
prodotto, come lo ste s s o P a r t M o nster , da Guy Fixsen d e i L a i k a . U n a
musica molto femmi n i l e c h e a n c h e
62 sentireascoltare
con l’inserto strumentale di amici
c o m e J e r o m e Tc h e r n e y a n d e i P i a no Magic e Gwen Cheeseman degli
Psapp si avvicina molto a quella
del gruppo madre. Il disco di Klima
non può non ricordare un incrocio
tra i Piano Magic e la Bjork meno
enfatica quando gioca la carta dell’elettronica, mentre le cose migliori
le ottiene proprio lontano dai campionamenti quando gira intorno a
teneri bozzetti bucolici con gli archi
i n g r a n s p o l v e r o d i Yo u M a k e M e
Laugh e The Lady Of The Lake. Per
il futuro dovrà giocare soprattutto
queste carte per avere un suono
ancora più personale. La primavera
2007 è insomma quanto mai nel seg n o d e i P i an o M a g i c . ( 7 . 2 / 1 0 )
tornano a attraccare a Reykjavík e
G l a s g o w c o n A f r a i d To D a n c e . G i à
dalla copertina, una clip in super8
che ritrae alcuni ragazzi in azione
di gioco, si può già intuire un immaginario Boards Of Canada di spazi
e tempi della pre-adolescenza tra
speranza, memoria e malinconia.
E così è (se vi pare) con laptop,
Antonello Comunale
Polly Paulusma – Fingers And
Thumbs (One Little Indian /
Goodfellas, 21 maggio 2007)
Genere: pop-rock
Al secondo disco dopo l’interessante e fortunato debutto risalente al
2004 (Scissors In My Pocket) la
londinese Paulusma, cantautrice di
impostazione classica fattasi conoscere con un folk-pop acustico intimo ed essenziale, debitore in egual
maniera di Joni Mitchell, Carole
King e Laura Nyro, svolta ora verso
un pop elettrico, complice la produzione di Ken Nelson - già con Cold p l a y, G o m e z e B a d l y D r a w n B o y
- . L e a t m o s f e r e d i l a t a t e e s o ff u s e
cedono il passo ad un pop-rock per
la maggior parte abbastanza di maniera che la allineano decisament e a l m a i n st r e a m , e d è u n p e c c a t o ,
p e r c h é l a s t o ff a d i m o s t r a t a c o n l e
c o n s u e t e ba l l a d u m o r a l i ( l ’ i n q u i e t a
t i t l e t r a c k , il s i n g o l o W o o d s , l ’ i n t e n sa Matilda, jazz per piano di ascendenza Rickie Lee Jones) avrebbero
promesso ben di più. Ma non bastano i testi profondi, l’attitudine
inquieta e qualche guizzo sporadico qua e là. (5.5/10)
Te r e s a G r e c o
P o r t R o y a l - A f r a i d To D a n c e
(Resonant, 28 maggio 2007)
Av v i s t a t i i n r o t t a v e r s o i l b l u d a i
torrioni del post-rock e dell’indietronica post-shoegaze europea, a
distanza di due anni dall’acclamato Flares, i genovesi Port Royal
tastiere e chitarre a muoversi tra
le coordinate tracciate da Mogwai,
Slowdive, Pan American Sigur Ros,
Mum. Si va dalla cosmica all’acquatica, dalla psyco ambient della
casa, a scenari più scuri tipo 4AD
e qualche incursione a mo’ di balena sott’acqua nell’ambient House
e nella drum’n’bass, il tutto performato con gusto e una caparbia
r i c e r c a d i c l a s s i c i t à . L’ e s o r d i o n o n
e r a d i ff e r e n t e m a p o s s e d e v a p i z z i chi di grande classe che lo distinguevano dal luogo comune, aspetti
c h e i n A f r a i d To D a n c e , p a i o n o
dissipati o convertiti alla “descrizione dell’attimo”. Forse qualcosa
s’è perso. Un passo a lato più che
uno avanti. Soltanto un buon disco. (6.5/10)
Edoardo Bridda
Pterodactyl – Self Titled (Brah /
Audioglobe, 24 aprile 2007)
Genere: indie-rock
S i p a r i e t t i d a a s i l o n i d o ( B l u e J ay ),
c o d e s t r u m e n t a l i i n p i e n o t r i p slu d g e / O n e i d a ( A s t r o s) , r e i t e r a z i oni
n o i s e c o m e u n i m b e r b e B r a n c a in
t o t a l e d e l i r i o a d o l e s c e n z i a l e ( Chx
B x ) , d r e a m y p o p s o n g s s t u p r a t e da
u n a p p r o c c i o i n c o s c i e n t e m e n t e fol l e ( S a f e L i k e A Tr a i n ) , a s s a l t i s t rai g h t - i n - y o u r - f a c e e u r g e n z a c o m uni c a t i v a ( A s k M e N i c e l y ) . Q u e s t o , ma
a n c h e m o l t o d i p i ù , r i t r o v e r e t e nel l ’ o m o n i m o d e b u t t o b o m b a d i q u esto
trio newyorch e s e d ’ a d o z i o n e .
L’ormai scom p a r s o p t e r o d a t t i l e , d i
cui si può se n t i r i l v e r s o n e l f r a m mento untitle d c h e d à i n i z i o a l l ’ a l bum, è volato i n q u e l d i N Y d o p o
aver visto la lu c e s u l l e i n f i n i t e d i s t e se di grano d e l l ’ O h i o ; n e l l a g r a n d e
mela è finito s o t t o c o n t r a t t o p e r l a
lungimirante e t i c h e t t a d e g l i O n e i d a
grazie al prop r i o p o s t - p u n k d i n u o va generazion e , t r i b a l e e a s i m m e trico, melodic a m e n t e d e s t r u t t u r a t o
e iconoclasta.
Gli ingredient i n o n s o n o n u o v i m a
ben amalgam a t i : a r m o n i e v o c a l i
spastiche e in t r e c c i a t e c o m e n e l l a
migliore tradi z i o n e d e i p a d r o n i d i
casa, un tapp e t o r i t m i c o f u r i b o n d o
e versatile, u n a c h i t a r r a a g i l e s u o nata con la g r a z i a d i u n c a v e r n i c o lo. Se aggiung e t e f r a m m e n t i s p a r s i
del miglior ro c k c i t t a d i n o ( d a P a r t s
& Labor a E x M o d e l s, p a s s a n d o
per Lightnin g B o l t) c o m e s p e z i e
che imprezios i s c o n o i l s a p o r e e m i schiate tutto i n u n f r u l l a t o r e a d a l tissime veloci t à o t t e r r e t e q u e l c o n centrato di tot a l e i n c o s c i e n z a c h e è
Pterodactyl: m u s i c a s e n s u a l m e n t e
infantile, arty e a g g r e s s i v a , b i s l a c ca e naif.
Al momento n o n c e n ’ è b i s o g n o , m a
un domani, q u a n d o s i d o v r à c e r care gli eredi d e g l i O n e i d a , b e h , i
più accorti sa p r a n n o d o v e c e r c a r l i .
( 7.0/10 )
Stefano Pifferi
R a f a e l To r a l – S p a c e S o l o 1
(Quecksilber
/
Staubgold
/
Wide, aprile 2007)
Genere: experimental
Abbandonati t e m p o r a n e a m e n t e g l i
esperimenti a l l a c h i t a r r a - q u e g l i
esperimenti c h e h a n n o f u n z i o n a t o
per anni come u n a s o r t a d i p r o c e s so di sublima z i o n e c o n s i s t i t o n e l l’approcciarsi a l l o s t r u m e n t o a m a t o
come a semp l i c e c o s a t r a l e c o s e ,
in grado, esa t t a m e n t e a l l a s t r e g u a
di tutte gli ogg e t t i , d i e m e t t e r e s u o ni -, il portog h e s e R a f a e l To r a l h a
inaugurato u n n u o v o p r o g r a m m a
di ricerca ch e l o t e r r à i m p e g n a to almeno fin o a l 2 0 1 2 . L o S p a c e
Program cons i s t e r à i n u n a s e r i e d i
sperimentazio n i ( s t r u t t u r a t e i n t r e
differenti cap i t o l i : g l i S p a c e S t u dies , gli Spac e E l e m e n t s e g l i S p a ce Solos , ed i n a u g u r a t a d a q u e l l a
s p e ci e d i m a n i f e s t o p r o g r a m m a t i c o
c h e è s t a t o , q u a l c h e m e s e f a , S p ace) che reperteranno su supporto
frammenti infinitesimali delle migliaia di ore di musica realizzate
nello studio di Lisbona dove l’artista lavora da anni - nella migliore
tradizione del tecnico del suono - a
dispositivi e generatori di onde sonore personalmente brevettati.
Spazio è qui parola da accogliere
nel pieno della sua valenza polisemica - e ovviamente, il pensiero non può che tornare a Sun Ra.
Spazio è l’estensione illimitata entro cui il suono si propaga. Spazio il
luogo privato in cui sentirsi a casa
propria - lo studio in cui l’artista
sperimenta senza remora. Spazio
l ’ a v am p o s t o i d e a l e d i i n f i n i t e p o s s i bili civiltà aliene – lo Spazio su cui
ancora timidamente fantasticavano
i primi film di fantascienza.
S p a c e S o l o 1, i l p r i m o l a v o r o d e l l a
serie Space Solo pare concentrarsi
proprio su quest’ultima accezione
del termine. Così, in Portable Ampiflier e Portable Amplifier 3, l’amplif i c a t o r e p o r t a t i l e e l a b o r a t o d a To r a l
sembra quasi voler mimare le conversazioni impossibili degli alieni
protagonisti di uno z-movie fantaerotico di Mario Gariazzo; il circuito
generatore di feedback in Echo-Feed
simula i rumori di un ecosistema,
con tanto di fauna, appartenente a
una galassia sconosciuta (riuscite
a figurarvi cosa sarebbe successo
se Olivier Messiaen avesse compilato il Catalogue d’Oiseaux su un
altro pianeta?); l’oscillatore portatile di Electrode Oscillator produce
frequenze al limite dell’udibile per
l’orecchio già culturalmente forgiato dell’ascoltatore medio - che, è
facile ipotizzarlo, le riterrà scandalosamente in-ascoltabili. Ormai tot a l m e n t e a ff r a n c a t a d a i c o n c e t t i d i
scrittura o notazione - non a caso
l’influsso più duraturo sull’operato
del portoghese è stato quello esercitato dall’opera di John Cage -, la
m u s i c a d i R a f a e l To r a l v i v e d i a z i o ni, nel senso che a questo termine
d a v a i l G r u p p o d i I m p r o v v i s a z i on e N u o v a C o n s o n a n z a. S p e s s o
del tutto subordinati alle dinamiche
corporee di chi li maneggia (si dia
un’occhiata ai video presenti nella
pagina web del musicista), gli ap-
p a r e c c h i d i To r a l d i v e n t ano quasi
p r o t e s i d i u n c o r p o u m a n o che non
h a p i ù p a r o l a , i n t e r f a c c e fisiche tra
l a p r o p r i a c a s s a d i r i s o n anza inte r i o r e e i l r u m o r e d e l l o s p azio ester n o - q u a l u n q u e c o s a q u i la parola
voglia significare. (7.3/10)
Vincenzo Santarcangelo
Righeira – Mondovisione (The
Saifam Group / Self, 2 febbraio
2007)
Genere: electro disco pop
D o p o p i ù d i v e n t ’ a n n i . A z zardare il
r i t o r n o s u l p i a n e t a t e r r a . Ritornare
c o n u n b a g a g l i o o l d s c h o ol che non
è p i ù n o s t a l g i a . È s t o r i a . Il nuovo
R i g h e i r a è u n s i m b o l o d i quello che
s o l o B o l o g n a è s t a t a . P a zienza , gli
S t u p i d S e t, i l p u n k d e m e nziale de g l i S k i a n t o s, R a d i o A l i c e. Gli anni
‘ 8 0 e r a n t a n t o t e m p o f a ? Non tanto.
Q u i s i s c o p r e c h e l a c i c a t rice è an c o r a f r e s c a . A n c h e s e l e avvisaglie
s i e r a n o g i à s e n t i t e , d i p r epotenza,
d a t e m p o , q u i s i s p a r a u n colpo di
c a n n o n e . U n d i s c o c h e s i rifà a Guy
D e b o r d i n m a n i e r a s f a c c i ata. La tel e v i s i o n e , l ’ a p p a r i r e , l a v e rità è solo
t u t t o f a l s o . E c o m e i S e x Pistols
a v e v a n o d i c h i a r a t o e r i v oluzionato
i l r o c k , c o n i l d i s v e l a m ento della
g r a n d e t r u ff a , a n c h e q u i si costrui s c e u n m o n d o f i t t i z i o , u n grado zero
d e l l ’ e l e c t r o p o p . P e r r i p a r tire.
U n c o n c e p t s u l l a s o c i e t à post-rea l i t y, d o v e l o s t a t o / c h i e s a non esiste
s e n o n p a s s a s u l l o s c h e rmo (vedi
i l p o p - k i t c h d i I l d e s t i n o di una na z i o n e ) , d o v e l ’ i n d i v i d u o vive solo
p e r i f a m o s i 1 5 m i n u t i w a rholiani (il
r i c o r d o p o s t - h o u s e à l a S ubsonica
d i Tu s e i s u l v i d e o ) , d o ve il mez z o p e r v a d e t u t t o ( v e d i l a citazione
d e i K r a f t w e r k n e i p r i m i secondi di
s e n t i r e a s c o l t a r e 63
apertura di Accendi l a t e l e v i s i o n e ) .
Ma non solo critica n a ï f : c ’ è a n c h e i l
ricordo delle serate i n c u i s i a n d a v a
‘a la playa’ che rie m e r g e d a l s i n golo uber-italo-ispa n i c o ( a n t i c i p a to su My Space qua l c h e t e m p o f a )
La Musica Electron i c a , i l p a s t i c h e
nonsense con i bac k i n g c h e d e v o no tanto alla lezion e o t t a n t i a n a d i
Battiato in Futurista e i n I l n u m e r o
che non c’è , l’urban e l e c t r o - s o u l d i
Invisibile con la bell a v o c e d i L u bna che potrebbe sta r e n e l p r o s s i m o
Casino Royale , il p o s t - p u n k d i L a
Mujer Que Tu Qiere s e i l f u n k e t t o ne di China Disco . U n r i a s s u n t o d i
quello che è stato e d i q u e l l o c h e
sarà. Gli alieni son t o r n a t i e n o i
siamo pronti a ball a r e t u t t i i l o r o
singoli. Un incontro r a v v i c i n a t o d e l
terzo tipo che osa so r p a s s a r e i l c l i ché, che prevede u n a n u o v a i n v a sione barbarica di pa i l l e t t e s , s p a l l i ne e cerchietti. L’ele c t r o ( t t a n t a ) p o p
(non) è (ancora) mo r t o . Vi v a i ( l ) r e .
(7.0/10 )
Marco Braggion
R u f u s Wa i n w r i g h t - R e l e a s e T h e
Stars (Universal, 15 maggio
2007)
Genere: iperpop
Rufus Wainwright c a p i t o l o c i n q u e .
Con quella voce da c u g i n o t e n e b r o so di Thom Yorke , d a z i o s a p u t e l l o
di Patrick Wolf . C o n l ’ i p e r t r o f i c o
armamentario orche s t r a l e e i c o r i
gospel. Con quel va p o r i z z a r e f o l k ,
errebì, soul, vaudev i l l e e g l a m a s sieme a sfavillanti m i r a g g i o p e r i s t i ci e languori da cam e r a , o t t e n e n d o
una congettura pop c h e s a d ’ a l l u c i nazione indomita, de l c a p r i c c i o p i ù
solenne in circolazio n e . U n a p r o p o sta che continua a s e m b r a r e c r e d i bile solo perché in q u a l c h e m o d o
lo stesso Rufus ti f a i n t e n d e r e d i
crederci sì intensa m e n t e m a n o n
fino in fondo, lascia n d o a p e r t o u n o
spiraglio in modo ch e s ’ i n t r a v e d a n o
le quinte, che s’avv e r t a l ’ o d o r e d i
messinscena, di oss e s s i o n e r e a l i z zata. Lui ed il piano a l c e n t r o d e l la scena, nel cono d i l u c e , c o l b u i o
abitato dagli archi t r e p i d i ( Tu l s a ,
Nobody’s Off The H o o k ) , i f o n d a l i
screziati da improvv i s i e s o t i s m i ( i l
palpitante bolero di D o I D i s a p p o i n t
You ), l’amarezza irro r a t a d a v a m p e
soul ( Going To A To w n ) e c a r t i l a g i -
64 sentireascoltare
nosa delicatezza (Leaving For Par i s n ° 2) . C o n q u e l d i s t a c c o p a r t e c i p e , f i l m i co , u n c a r o s e l l o d i p o s e
sonore che gli permettono di allungare cordoni ombelicali da Marc
Bolan a Morrissey passando per
Belle And Sebastian (Rules And
Regulations), di sembrare un Neil
Yo u n g c o n l a p a r r u c c a i n c i p r i a ta sulla famosa spiaggia solitaria
( I ’ m N o t R e a d y To L o v e ) , g l i A b b a
prodotti dal Brian Eno dei jet cal-
d i (B e t w e e n M y L e g s ) o u n o S c o t t
Wa l k e r i p n o t i z z a t o S t e e l y D a n
(Slideshow). Naturalmente, inevitabilmente, continui ad accettarne le
avances, sostieni il flirt senza temere conseguenze spiacevoli. Perché sai che, una volta consumato
lo spettacolo d’arte varia, si accendono le luci, scompaiono le stelle.
Liberate, finalmente, al loro destino
d i p o l v e r e . ( 6 . 8 /1 0 )
Stefano Solventi
Shy Child – Noise Won’t Stop
( Wa l l O f S o u n d / S e l f ,
25
maggio 2007)
Genere keytar pop, wave
… e n o i c he s e n t i t e q u e l l e s i r e n e
d a b a l l o s b a l l o – P r e s s u r e To C o m e
– stavamo giocando a chi era uscito prima se il primo singolo a firma
Shy Child, Noise Won’t Stop (novembre 2005) o quello dei Klaxons
( G r a v i t y ’s R a i n b o w , a p r i l e 2 0 0 5 ) . I l
nu-rave dei secondi che aveva prec e d u t o i l s yn t h r o c k d e i p r i m i e c a z zate del genere. Il duo composto
da Pete Cafarella (voce e tastiera
a braccio) e Nate Smith (batteria)
è nato in verità molto prima, nell’estate del 2000, all’epoca degli
esperimenti del cantante/tastierista
con gli Abcs e la realizzazione del
l i v e T h e G e o p r a p h y o f D i s s o l u-
t i o n, g i u s t o p r i m a d e l l a l a v o r a z i one
d e l c a p o l a v o r o S u p e r / S y s t e m (un
l a v o r o c h e t r a s y n t h , d a n c e e a v an g u a r d i e w a v e a s s o r t i t e c h e a v r e bbe
d a d i r l a s u a a n c o r ’ o g g i ) . P r o t a go n i s t a d ’ o g n i i n c r o c i o p o s s i b i l e che
h a v i s t o u n s y n t h p r o t a g o n i s t a , Ca f a r e l l a , u n o c h e è p a s s a t o d a Terry
R i l e y c o n g l i A b c s a i D u r a n D u ran
d e i S u p e r s y s y e m s e n z a c o l p o f eri r e ; n i e n t e s u p e r p r o g e t t i d a q u e ste
p a r t i , p i u t t o s t o u n s i d e p r o j e c t ri s t r e t t o a d u e f a t t o d i t e s o w a v e - pop
e k i t c h u m e a n n i O t t a n t a / N o v a nta,
l a w i l d s i d e d e l s y n t h a b r a c c i o (la
k e y t a r ) i n u n a f o r m u l a W h i t e S tri p e s c o n v e r t i t a a i r a v e c o n q u a l che
song tra indie e synth lo-fi.
R i s p e t t o a P l e a s e C o n s i d e r Our
Ti m e, 2 0 0 2 , i l s e g u i t o d e l 2 0 0 4 One
Wi t h T h e S u n, e t r e s i n g o l i d a a llo r a a o g g i i n r a p i d a s i n t o n i z z a z i one
p o s t - r a v e , g l i S h y C h i l d s e m b r ano
f a r e p i ù s u l s e r i o c o n N o i s e Won’ t
S t o p m o n t a n d o s u l c a r r o z z o n e del l a h a r d d a n c e a l p a s s o d e l n u - r ave
r e s o f a m o s o d a i K l a x o n s e d ella
w a v e d a n z e r e c c i a d e i T h e F aint
( o l t r e a l l e s t e s s e e s p e r i e n z e del
C a ff a r e l l a ) . D r o p T h e P h o n e , s i n go l o u s c i t o a f e b b r a i o a c c o m p a g n ato
d a u n v i d e o s e m b r a a v e r e i n u meri
g i u s t i : s t r o f e à l a E l G u a p o , t en s i o n e r i t m i c a p e r t u t d e l t e l e f o no,
b a t t e r i a e g o r g h e g g i s i m i l R o l and
3 0 3 , p o i e s p l o s i o n e s o t t o f o r m a di
b o r d o n i s y n t h d o p p i a t a d a l l e pel l i . P r e s s u r e To C o m e è a n c o r a più
t e s a m a c o n m e n o m o r d e n t e , i dem
p e r K i c k D r u m c h e g i o c a i n s i n co p e , r a p p i n g e v o c a l s S u p e r s y s tem
e c o s ì v i a , p e r q u a s i t u t t o i l p l a t ter,
t r a n n e q u a n d o i d u e s i c i m e n t ano
i n i n d i e - p o p c o m e S u m m e r ( p r o iet t i l e d i g o m m a c a r i n o , v o l u t a m e nte
s f r o n t a t o O t t a n t a / i n g e n u o S e s s an t a ) , o p p u r e n e l l ’ a t t a c c o s y n t h p unk
a l l a C S S a r c i g n e d e l s i n g o l o Noi s e D o n ’ t S t o p . E s t e m p o r a n e o , non
p r o p r i o f r e s c h i s s i m o m a u n p a sso
n e i d a n c e f l o o r i n d i e n o n g l i e l o l eva
n e s s u n o ( p . s . i n W h a t i t F e e l s Like
c o m p a r e d a l n u l l a u n r e a d i n g de d i c a t o a D e A n d r è i n i t a l i a n o . Non
c ’ e n t r a n u l l a . N o n s e r v e a n u l l a . Ma
ve lo dovevo dire…). (6.5/10)
Edoardo Bridda
turn it on
T h r o b b i n g G r i s t l e – P a r t Tw o - T h e E n d l e s s N o t ( I n d u s t r i a l R e c o r d s
/ Mute, 1 aprile 2007)
Genere: industrial
Il virus che m u t a l ’ o r g a n i s m o e l o r e p l i c a i n a l t r o . L a m e t a s t a s i c h e s i
allarga a vist a d ’ o c c h i o c o m e u n m a r e d i c e l l u l e m a l i g n e . U n o s g u a r d o
compiaciuto s u l d i s a s t r o i n a t t o . Q u e s t o e r a n o i T h r o b b i n g G r i s t l e q u a n d o ,
dalla grigia In g h i l t e r r a d i f i n e a n n i ’ 7 0 , d o c u m e n t a v a n o a s u o n d i “ R a p porti Annuali” l a c a t a s t r o f e n e l s u o f a r s i e i n v e n t a v a n o d i s a n a p i a n t a
l’Industrial. I T h r o b b i n g G r i s t l e n e l 2 0 0 7 i n v e c e n o n h a n n o p i ù b i s o g n o d i
catalogare tra u m i , n é d i e r i g e r e a r c h i t e t t u r e s t o r t e e r a d i c a l i , m a s i g u s t a no morbosam e n t e i l p a n o r a m a d i u n m o n d o c h e è g i à s t a t o c o n t a m i n a t o ,
infettato, con d a n n a t o a m o r t e . S e l ’ a n n o s c o r s o S c o t t Wa l k e r s a l i v a i n
cattedra, muo v e n d o c o m e u n a m a r i o n e t t a i l c a d a v e r e d i u n E l v i s d e c o m p o sto e mettend o i n s c e n a i l d r a m m a d e l l a s t o r i a c h e r i p e t e i n s e n s a t a m e n t e
i suoi orrori, q u e s t ’ a n n o i q u a t t r o s i p o n g o n o v o l u t a m e n t e f u o r i d a l c o r s o d e g l i e v e n t i , f u o r i d a l c o n t e s t o, fuori da
tutto, vaghegg i a n d o g i à d a l l a c o p e r t i n a u n a M o n t a g n a S a c r a e u n ’ e t e r n i t à n o n d a c o n q u i s t a r e , m a g i à raggiunta.
Il discorso mu s i c a l e a l l o r a n o n p u ò c h e l a v o r a r e d i s i n t e s i . P s y c h i c T v , C a r t e r & C o s e y e s o p r a t t u t t o Coil, con
lo spirito di Jo h n B a l a n c e a b e n e d i r e d a l l ’ a l d i l à . L a t r o m b a d i C o s e y F a n n i Tu t t i q u a s i s e m b r a i n v o c a r l o nel jazz
catacombale d i R a b b i t S n a r e , m e n t r e d a n z a n d o c o n n a n i e g i g a n t i t r a p e s a n t i t e n d a g g i r o s s i , G e n e s i s P. Orridge
assicura che n o n c ’ è d a a v e r p a u r a : “ W h y a r e y o u s c a r e d ? ” . L’ o m b r a l u n g a d e i C o i l , q u e l l i p i ù e n i g m a t i ci e sotto pelle, si allun g a s u g r a n p a r t e d e l d i s c o . C h r i s t o p h e r s o n h a g i o c o f a c i l e c o n l ’ i n v o c a z i o n e a ff e t t i v a d i Orridge in
Almost A Kiss , m a a n c h e C h r i s C a r t e r e C o s e y F a n n i Tu t t i p u n z e c c h i a n o c o n l a l o r o m i n i m a l - t e c h n o i m brattata di
ombre in End l e s s N o t . M a è n e i g o r g h i p i ù n e r i , n e l l e d i s a m i n e p i ù a s t r a t t e e r a d i c a l i , n e g l i a ff r e s c h i ambientali
più liquidi ed e s o t e r i c i c h e i q u a t t r o e c c e l l o n o c o m e s e m p r e . I l f u n k g o r g o g l i a n t e e a l l u c i n a t o d i Vo w Of Silence
spegne sadica m e n t e l e l u c i i n s a l a ; S e p a r a t e d s i a l l u n g a m a n t r i c a e s i l e n z i o s a s u u n t a p p e t o d i s u o n i t ranslucidi;
Greasy Spoon s i i n c a s t r a m e l m o s a t r a o r e cc h i o e o r e c c h i o , d i v o r a n d o p e r n o v e m i n u t i c e r v e l l i e c r a n i annebbiati
dal vuoto quo t i d i a n o d e l l e c o s e . C ’ è u n a c e r t a d i ff e r e n z a t r a i l b u t t a r s i d a l c i g l i o d e l p r e c i p i z i o e l ’ e s sere spinti
con un urlo ch e t i r i s u o n a f i n o a t o c c a r e i l f o n d o . I T h r o b b i n g G r i s t l e n e m m e n o s e l o p o n g o n o i l p r o b l ema. Loro
l’urlo lo hanno l a n c i a t o g i à a n n i f a . O r a p e r p a r a f r a s a r e l e u l t i m e t r a c c e d i q u e s t o d i s c o s i t r a t t a s o l o d i aspettare
che la caduta t e r m i n i e d i v e d e r e q u a n d o t o c c h e r à a i v e r m i . ( 7 . 5 / 1 0 )
Antonello Comunale
s e n t i r e a s c o l t a r e 65
Soulsavers (feat. Mark Lanegan)
- I t ’ s N o t H o w F a r Yo u F a l l , I t ’ s
T h e W a y Yo u L a n d ( V 2 , 2 a p r i l e
2007)
Genere: folk, gospel, trip hop
Da quando ha smess o d i e s s e r e a r tista di culto (leggi: d a i Q u e e n s O f
The Stone Age in po i ) , M a r k L a n e gan è diventato l’ing r e d i e n t e b u o n o
per ogni ricetta, la s p e z i a m i r a c o losa in grado di insa p o r i r e a n c h e i l
piatto più insipido. U n g i o c o c u i l ’ e x
Screaming Trees si p r e s t a v o l e n t i e ri, al punto di ritrov a r s e l o i n p o s t i
apparentemente ina s p e t t a t i c o m e
un disco di Isobe l C a m p b e l l ( i l
fortunato Ballads O f T h e B r o k e n
Seas ) o, in questo c a s o , i l s e c o n d o
album di un duo ing l e s e a p p r o d a t o
al trip hop fuori temp o m a s s i m o .
A Rich Machin e Ian G l o v e r, i n a r t e
Soulsavers , non s a r à n e a n c h e
sembrato vero di ave r e a d i s p o s i z i o ne il vocione più am b i t o d e g l i u l t i m i
anni, attorno al qual e h a n n o c u c i t o
atmosfere su misur a p a r t e n d o d a
canovacci gospel, b l u e s e s p i r i t u a l
trattati secondo i d e t t a m i d e l B r i stol sound, con più d i u n a c o n c e s sione all’ambient. I n u n a s c a l e t t a
che ripartisce origin a l i , s t r u m e n t a l i
e cover - non senza a m b i z i o n i : N o
Expectations degli S t o n e s e T h r o u gh My Sails di Neil Yo u n g , i n d u e t t o
con Bonnie ‘Prince ’ B i l l y) , i l r i s u l tato arriva senza sfo r z o . S e a s e n tire la rilettura di Kin g d o m s O f R a i n
(dal lontano Whiske y F o r T h e H o l y
Ghost) giunge pun t u a l e u n b r i v i do, il resto è un ibri d o f r a I ’ l l Ta k e
Care Of You e Bu b b l e g u m, r i v i sitato da Moby e P o r t i s h e a d , c o n
Lanegan che dispieg a g r a t u i t a m e n te tu tto il suo inev i t a b i l e c a r i s m a
un brano dopo l’altr o . U n g i o c h i n o
d’effetto suggestivo, m a t u t t o s o m mato facile facile. P i ù c h e i n q u e l l e
di crooner di extralusso, piacerebbe – finalmente! - rivedere il buon
vecchio Mark nelle vesti di autore
ispirato. (5.8/10)
Antonio Puglia
Ta k e s h i N i s h i m o t o – M o n o l o g u e
(Büro / Wide, 24 aprile 2007)
Genere: sola chitarra
Se nel disco con John Tejada (a
nome I’m Not A Gun) si confermavano le previsioni sulla carta, non si
può dire diversamente di questo lavoro solista di Takeshi Nishimoto,
chitarrista giapponese. Nel precedente il musicista sosteneva di “pensare come uno strumento”; in questo Monologue – dodici pezzi per
chitarra classica solista, registrato
in un giorno solo a Berlino, in chiesa (cosa che ultimamente dà ottimi
frutti, se pensiamo a David Thomas
Broughton) - si lascia andare a un
soliloquio, parlato nella lingua della
sua sei corde, più che a un monologo dedicato a un pubblico. Desta
interesse un giapponese che decide
non di confrontarsi con le armonie e
la musica occidentale, ma di suonarle come se fosse occidentale, adoperando un mimetismo; non traspaiono
infatti una tensione oriente-occidente, o le tracce di un’escursione in
una tradizione diversa dalla propria.
Chi non si sente appassionato o predisposto alla chitarra solista farà un
po’ di fatica ad arrivare fino in fondo.
Che però salti qualche traccia per
ascoltarsi la penultima, la splendida
Coming Soon, tormentata con delicatezza dall’ossessione di un tema trascinato per sette minuti, in un modo
che ricorda le schiume dei cavalloni
a rallentatore dei Dirty Three. È in
questo brano che assume, forse più
di ogni altro, un senso definitivo la
scelta della chitarra classica, anziché acustica, specie nella seconda
parte del brano.
La buona notizia è che comunque
non si scade mai sull’ostentazione di
tecnicismi segoviani, né sull’accordatura blue più mielosa. A pensarci
bene, in questo può aver influito la
provenienza di Nishimoto. Rimane
una constatazione: parte del disco,
forse, avrebbe avuto miglior vita
nelle confidenze tra Takeshi e il suo
strumento. (6.3/10)
Gaspare Caliri
66 s e n t i r e a s c o l t a r e
Ta n g e r i n e D r e a m - M a d c a p ’ s
F l a m i n g D u t y ( Vo i c e p r i n t , 2
aprile 2007)
Genere: pop
Ammesso che si riesca ad ascoltare interamente quest’album, viene
da chiedersi che senso abbia festeggiare i quarant’anni di carriera
(trentasette dall’uscita dello storico
Electronic Meditation) provando
ad infangare sempre di più il proprio nome, invece di collimare una
storia cominciata dignitosamente.
P e r i Ta n g e r i n e D r e a m , c o m e p e r
i Pooh, fare musica è diventata
ormai da molto tempo una routine
insensata. I padri dei cosmic couriers non sono neanche più la cattiva copia di se stessi, impelagati
da decenni in un sound che non
ricorda neanche lontanamente gli
esperimenti elettronici (tra)passati.
Se non avessero quel nome, che
comunque desta curiosità, non sarebbe neanche il caso di scrivere
qualche riga su un disco in cui,
pur sforzandosi a cercare qualcosa di interessante, non si trova
nulla che valga la pena ascoltare.
Un noiosissimo synth pop di bassa
l e g a ( a m e t à t r a Va n g e l i s e i l l a t o
più doom di Biagio Antonacci),
ricordo sbiadito della già pessima
svolta degli anni ‘80, che ha la pretesa di accompagnare testi basati
sulla poesia anglo-americana del
XVII e XVIII secolo. Il tutto dedicato al povero Syd Barrett. Possibile che a Edgar Froese, musicista
d’esperienza, uno che ha toccato
gli apici dell’avanguardia rock, non
provi neanche un po’ di vergogna?
(3.0/10)
Daniele Follero
Te l e f o n Te l A v i v – R e m i x e s
Compiled (Hefty / Audioglobe,
30 aprile 2007)
Genere: electro glitch
C h e i Te l e f o n Te l Av i v a v e s s e ro i
n u m e r i p e r s f o n d a r e l o s i e r a ca p i t o g i à c o n i l p r e c e d e n t e M a p Of
W h a t I s E ff o r t l e s s ( H e f t y, 2 0 04):
u n p i c c o l o m a n u a l e t t o s u c o m e me s c o l a r e M o r r e g l i t c h , s e n t i m e nto
e f r e d d e z z a , s o u l e g h i a c c i o e let t r i c o . N e l n u o v o l a v o r o r i s c h i ano
la carta remix: territorio minato e
m o s t r u o s a m e n t e a b u s a t o , t o u r de
f o r c e c h e s p r e m e l e m e n i n g i , d ove
solo i migliori h a n n o d e t t o q u a l c o s a
di nuovo. Il g i o c o , s i g n o r i , v a l e l a
candela.
Non il solito d i s c o p r o m o z i o n a l e p r i ma del nuovo a l b u m . D a i N i n e I n c h
Nails a Bebel G i l b e r t o, d a N i t r a d a
a Apparat : u n ’ e t e r o g e n e i t à i n c o n sueta e all’ap p a r e n z a d i ff i c i l m e n t e
manipolabile; i l d u o s i r i m a s t i c a t u t to ben bene e i n p o c o p i ù d i 5 0 m i nuti ci conduc e a i l i m i t i d e l l ’ e l e c t r o shoegazing: i l r i c o r d o r o b o t i c o d e i
Kraftwerk in G r e e n G r e e n G r a s s
( American An a l o g S e t ) c h e e s p l o de in una bo m b a a r m o n i c a d i c o r i
post-wave, il r i c h i a m o a l l a s c u o l a
Autechre in Ti m e I s R u n n i n g O u t
( Phil Ranelin) , l o s l a n c i o i n e v i t a bilmente chill y à l a T h i e v e r y C o r poration in A l l A r o u n d ( B e b e l G i lberto), la se n s i b i l i t à d i u n H o w i e
B infarcito di a r c h i i n G e n u i n e D isplay (Midwe s t P r o d u c t) .
Se per caso v e l i f o s t e p e r s i ( d i v i sta), la ricom p a r s a d i J o s h u a E ustis e Charlie C o o p e r r i b a d i s c e i l
loro posto di e c c e l l e n z a n e l l ’ o l i m p o
emo-electro. U n d i s c o c h e è u n i c e berg con un cu o r e m e l ò , u n o d i q u e i
sogni che sol o g l i A i r u l t i m a m e n t e
hanno raccon t a t o , i l n u - b a l e a r i c d e l
2007. La nuov a T h i e v e r y C o r p . , o i
nuovi K&D ? S i a c c e t t a n o s c o m m e s se. (7.1/10 )
Marco Braggion
The Detroit Cobras – Tied
A n d Tr u e ( R o u g h Tr a d e / S e l f ,
maggio 2007)
Genere: garage/r’n’r
I Detroit Cob r a s s o n o u n a c o v e r
band. Una cov e r b a n d c o n u n a m i s sione da com p i e r e , q u e l l a c i o è d i
riportare alla l u c e e r e - i n t e r p r e t a re con fare g a r a g e / r o c k u n a s e r i e
di successi m i n o r i p r e s i i n p r e s t i t o
dalla stermin a t a p r o d u z i o n e ( n o r thern) soul/r ’ n ’ b d e g l i a n n i C i n quanta/Sessa n t a . U n ’ o p e r a z i o n e a
tratti meritevo l e , p o r t a t a a v a n t i c o n
grande dedizi o n e e d i v e n t a t a , g r a zie all’aiuto d i a l c u n i f a m o s i s s i m i
spot pubblicit a r i , u n a s o r t a d i p i c colo fenomeno m a i n s t r e a m n e i p a e si anglosasso n i , p i ù a v v e z z i d i n o i
a trattare con c e r t i t i p i d i s o n o r i t à .
Il gioco, però , è b e l l o ( t a l v o l t a b e l lissimo) quan d o d u r a p o c o e p e r i
Detroit Cobra s s e m b r a v e r a m e n t e
arrivato il mo m e n t o d e l c a p o l i n e a ,
già peraltro a m p i a m e n t e p r e v e n -
tivato dopo la pubblicazione del
p r e c e d e n t e B a b y. U n a c a d u t a n o n
certo imputabile alla scelta delle
c a n zo n i , a n c o r a u n a v o l t a d i a l t i s s i mo spessore (nel lotto anche brani
di James Brown ed un “tradizionale” pre-war folk) né alla splendida
voce della cantante Rachel Nagy
da sempre vero propulsore della
band americana. A latitare è invece quell’irruenza (s)composta e
quell’attitudine volutamente ed ingenuamente precaria che ne aveva contraddistinto gli esordi, oggi
schiacciata da una produzione talmente fredda e calcolata da rendere persino insopportabile l’ascolto
d i a lc u n e p a r t i d e l l ’ a l b u m . I l m e s saggio è chiaro, dunque: meglio
puntare a chiusi sui primi due lavori
della band (il sottoscritto propende
per Life, Love And Leaving) e gettare alle ortiche questo inutile, ma
v e r a m e n t e i n u t i l e , Ti e d A n d Tr u e .
( 4 . 0 /1 0 )
Stefano Renzi
The Sea And Cake - Everybody
(Thrill Jockey / Wide, 8 maggio
2007)
Genere: jazz funky pop
Più di dieci anni di carriera e non
sentirli. Che i Sea And Cake siano
a ff e t t i d a l l a s i n d r o m e d i P e t e r P a n ?
No, semplicemente quello che suonano li rende degli imperterriti ragazzini. E, cosa più importante, fa
sentire ragazzini tutti. Potere della
melodia, di cui il quartetto chicagoano è indubbiamente il detentore. Quattro anni per vedere quali
direzioni avrebbero preso dopo le
complesse electromanie del precedente One Bedroom, ed eccoli
t u ff a r s i i n u n a b o t t i g l i a d i c o c a c o l a
agitata. Frizzante, infatti, è l’agget-
tivo più immediato e calzante per
descrivere Everybody, settimo cronologicamente ma primo album con
McEntire seduto esclusivamente
dietro la batteria. Pare strano, ma
i quattro questa volta hanno deciso
di dedicarsi solo ai propri strumenti, chiamando Brian Paulson alla
p r o d u z i o n e ( S l i n t e Wi l c o p o s s o n o
bastare come curriculum?). E ancora più strano è sentire suonare
il gruppo come un gruppo. Coesi,
a ff i a t a t i , i n p e r f e t t a s i n t o n i a , i N o stri non lesinano sottigliezze jazzy
( i To r t o i s e s c a r a v e n t a t i s u l l ’ e u r o star della quasi strumentale Left
On), turgore funky (Introducting),
scorribande
afro-tropicaliste
(il
mid-tempo scoppiettante di Exact
To M e ) m e s c o l a t e s a p i e n t e m e n t e
ad un’astuta scrittura pop (i perfetti tre minuti di Coconut), che li
rendono diversi, ma pur sempre
fedeli al loro credo. E non abbiamo neanche accennato alla voce
incomparabile e inconfondibile di
Prekop, vero trademark della band.
Ma con un brano d’apertura come
Up On Crutches le parole non servono. Spazi aperti e aria pungente che solletica il viso, per sentirsi
ancora degli adolescenti spensierati. Se la primavera non ha ancora
risvegliato in voi questo desiderio,
ci penserà Everybody, statene pur
certi. (7.2/10)
Va l e n t i n a C a s s a n o
Tw o L o n e S w o r d s m e n - W r o n g
Meeting (Rotters Golf Club, 15
maggio 2007)
G e n e r e : r o c k a b i l l y,
swamp rock
“ I n f l u e n c e s a r e d e e p i n the bones
o f t h e m u s i c” , h a n n o d i c h iarato alla
p r e s s b r i t a n n i c a , u n a f r a s e che suo n a s p o c c h i o s a e a r r o g a n t e al primo
a s c o l t o d i Wr o n g M e e t i n g, il nuovo
a l b u m d e l l a d i t t a We a t h e r all e Ten n i s w o o d . N o v e c a n z o n i i n bilico tra
u n a p r o d u z i o n e v i n t a g e e vecchi
s p e t t r i a n n i ’ 8 0 , p i s t o l e G un Club e
C r a m p s , C a v e e p e r s i n o r ock’n’roll,
f a n n o d e l l a v o r o u n a s o u ndtrack di
q u e l l e S t r a d e P e r d u t e a cui il pro d u t t o r e d i s c r e a m a d e l i a è legato a
d o p p i a e p i ù m a n d a t e . I l punk inna m o r a t o d e i C i n q u a n t a d e l resto, è
u n ’ o s s e s s i o n e c h e q u i s i consuma
s e n z a c o m p r o m e s s i e c hi s’aspet -
sentireascoltare 67
la musica con la quale è cresciuto.
Prendete per dire il punk’n’roll di
Evangeline, suonato con tensione e
ironia, oppure la bella, conclusiva,
G e t O u t O f M y K i n d o m, t r a p i c c o l i
rimaneggi ritmici Stones, country
bonario à la Hazlewood, e un pizzic o d i s o u l . Av e v a n o r a g i o n e l o r o : l e
i n f l u e n z e d e i Tw o L o n e S w o r d s m e n
sono dentro alle ossa della loro mus i c a . (7 . 0 / 1 0 )
68 sentireascoltare
Gianni Avella
Vo n S p a r – S e l t T i t l e d ( To m l a b /
Wide, 4 maggio 2007)
Genere: post-kraut
I Vo n S p a r d e b u t t a n o n e l 2 0 0 4 c o n
un lavoro, Die Uneingeschränkte
F r e i h e i t D e r P r i v a t e n I n i z i a t i v e,
( L’ A g e D ’ O r, 2 0 0 4 ) , a s s o l u t a m e n te in tema – sono passati appena
tra anni ma sembrano eoni – con
l’allora febbrile mania punk-funk.
Vo x t r o t – S e l f T i t l e d ( B e g g a r s
G r o u p / P l a y l o u d e r, 2 2 m a g g i o
2007)
Genere: indie-pop
D o p o u n a m a n c i a t a d i E P c h e h an n o s c a l d a t o g l i a n i m i d i m o l t i b l o g di
t u t t o i l m o n d o , a n n u n c i a n d o i t e xani
Vo x t r o t c o m e i l n u o v o c a s o n e l l ’ uni v e r s o i n d i e r o c k , e c c o a r r i v a r e il
l o r o o m o n i m o a l b u m d ’ e s o r d i o non
s e n z a m o l t a e n t u s i a s t i c a a t t e sa.
E n t u s i a s m o c h e p e r ò , l o d i c i a mo
s u b i t o , r i s u l t a f i n d a l p r i m o a s c olto
sterile e pericoloso.
S e g l i E P e r a n o i n c e n t r a t i s u un
v i v a c e i n d i e - p o p s c a r n o e a l l e gro
i m p r e g n a t o d i u n a c e r t a a t t i t udi -
A tre anni quindi da quel debutto,
un intervallo in cui il gruppo da trio
si è evoluto in quintetto, la musica
s v o l t a a l t r ov e .
Ve n g o n o d a C o l o n i a , p a t r i a d e i C a n ,
epicentro acculturato del krautrock
che si manifesta nella prima metà
d i Vo n S p a r : X a x a p o y a a p r e c o n u n
drone vagamente sinistro che accompagna una batteria tribale. Si
l e v a u n s yn t h v a c i l l a n t e , i l d r u m ming si fa sempre più maniacale
e una voce, un guaito opprimente
si insinua. Siamo al dodicesimo
minuto e potrebbe già essere abbastanza; ma inaspettatamente si
i n n a l z a u n s e q u e n c e r, i l p r e l u d i o : i l
ritmo prende forma, la batteria si fa
quadrata e parte un motorik krautwave. Si ritorna, nelle intenzioni,
a l d e b u t t o , m a i l s e r r a t e è s e v ero e la voce nevrotica, come se i
P o l y r o c k vo l e s s e r o f a r e i D e v o . S i
t e r m i n a s t r e m a t i . I n D e a d Vo i c e s I n
T h e Te m p l e O f E r r o r l ’ a r g o m e n t o s i
fa più pastoso e pesante. La voce
passa attraverso un filtro e la batteria scandisce accenti doom. Persino la chitarra, ora più solenne, vira
i n c e r t i l i d i a l à G o o d s p e e d Yo u !
Black Emperor; anche qui, però,
si deraglia, questa volta dalla parti
d e l l o s l u d ge p i ù s l a b b r a t o , i n u n a
terra di nessuno tra Black Sabbath
e G o d f l e s h. S e p r i m a n e s i è u s c i t i
stremati, ora si è in trappola. Due
canzoni per quaranta minuti di mu-
n e l o - f i c h e s t r i z z a v a l ’ o c c h i o t an t o a l l e c l a s s i c h e s o n o r i t à p o p a nni
s e s s a n t a , q u a n t o a g l i S m i t h s, Voxt r o t i n v e c e r i s u l t a s ì s e m p r e m uo v e r s i s u q u e l l a s c i a d i v i t a l i t à p op,
m a s e n z a p i ù q u e l l a b a s s a f e d eltà
d i f o n d o e s o p r a t t u t t o s e n z a p i ù ri c h i a m a r e l a b a n d d i M o r r i s s e y . Ci
t r o v i a m o d i n n a n z i a c a n z o n i a l l e gre
c h e n o n s u p e r a n o i q u a t t r o m i nuti
d i l u n g h e z z a , c h e d e b b a n o m olto
a l l ’ i m m e d i a t e z z a d e i B e a c h B oys
m a a n c h e a q u e l l a l e g g e r e z z a i ndie
t i p i c a d i b a n d c o m e i p r i m i P r o mis
R i n g, n o n s e n z a m a r c a t e i n f l u e nze
b r i t - p o p . I n f a t t i u n a d e l l e s o m i g l i an z e p i ù m a r c a t e è p r o p r i o q u e l l a con
g l i i n g l e s i T h e T h r i l l s, s i a p e r il
c o n t e s t o m u s i c a l e , m a s o p r a t t utto
p e r l ’ e v i d e n t e s o m i g l i a n z a v o c ale.
U n a p r o d u z i o n e p i ù a t t e n t a e c ura t a h a s i c u r a m e n t e t o l t o a i Vo x trot
q u e l l ’ u r g e n z a a d o l e s c e n z i a l e che
a v e v a f a t t o l a f o r t u n a s u l l a b r eve
d i s t a n z a , f a c e n d o g l i p e r ò g u a da g n a r e i n q u a l i t à s o n o r a e s t i l i s t i ca.
È u n d i s c o c o m e s e n e s e nto n o m o l t i i n g i r o . D u n q u e n i e n t e di
n u o v o . P e r ò d o b b i a m o a m m e t t ere
c h e a l m e n o u n a b u o n a p a r t e del l e c a n z o n i è d i b u o n a f a t t u r a pop
a p r e s a d i r e t t a . N o n s o r p r e n d e t evi
d u n q u e s e q u e s t ’ e s t a t e v i t r o v e r ete
a b a l l a r e K i d G l o v e s o F i r e c r a c ker
s p a r a t e a t u t t o v o l u m e d a l D J del
m o m e n t o . I l d i v e r t i m e n t o è a s s i cu r a t o . M a q u e l l ’ a l o n e d i v e n e r a z i one
Edoardo Bridda
tava le arcigne misc e l e r o c k a b i l l y,
dub e elettronica Wa r p s y l e , d e l
piccolo capolavoro F r o m T h e D o uble Gone Chaple, ri m a r r à p r o b a b i l mente deluso.
Salvo un effetto qua (P u r i t a n F i s t ) e
uno là ( Nevermore (T h a n J u s t E n o u gh) ), questo è un d i s c o p e r n u l l a
figlio dell’elettronica , c o n p o c h i s s i me tastiere e persin o c o n l ’ a c c e n t o
posto nelle parti voc a l i , d u n q u e u n
puzzle incompleto al l a l u c e d e l p e r corso degli spadacc i n i , s o p r a t t u t t o
se s’apprende che Wr o n g M e e t i n g
è il nome del party m e n s i l e d o v e g l i
East Londoneers s ’ i n c o n t r a n o a l l’insegna di una ser a t a f a t t a d i s o norità tra le più disp a r a t e : d a E l v i s
fino alla techno. Lì s i s u o n a n o – e
Weatherall ci suon a c h i a r a m e n t e
– le influenze dei Tw o L o n e S w o r d smen, mistone che m a n c a a q u e s t e
dieci canzoni. Semb r a n o s o t t o t o n o
i Two Lone Swordsm e n , u m i l m e n t e
acustici, garage, ind i e l o - f i , e p p u r e
da queste parti si na s c o n d o d e i s e greti, polveri da spa r o c h e , a s c o l t o
dopo ascolto, ribalta n o e i n c e n d i a no la tiepida prima i m p r e s s i o n e . C i
si scorge del tintinn i o d i u n t h e r e min molto Ubu in No G i r l I n M y P l a n ,
il ritmo e l’arrangia m e n t o d e i G u n
Club, un testo à la C a v e p r i m a m a niera. È una polpa a u t e n t i c a , c o m e
una Fire Of Love (m a n o n d i c o v e r
si tratta). Nell’ottica d e l l a c a n z o n e
(non ci sono strume n t a l i ) , c ’ è d e l l’indietronica in Ratt l e s n a k e D a d d y
tra tastiere e drum m a c h i n e à l a
Morr che sale pian p i a n o . S i p o n e
con il giusto mezzo. N o n s e m p r e i l
Weatherall della sv o l t a “ r o c k ” a z zecca una scrittura c o n v i n c e n t e ( i l
ritornello di Wrong M e e t i n g , l e s t r o fe à la Michael Gira d i W o r k A t N i ght ), eppure il produ t t o r e è u n m a e stro nel sintetizzare l a p a s s i o n e p e r
s i c a . R a r a m e n t e , o g g i , s i a s c olta
u n d i s c o c o m e q u e l l o d e i Vo n S par,
q u a s i m a i s i è d i n a n z i a d u n l a v oro
cosi compiuto. Caustici! (8.0/10)
turn it on
Vo n S u d e n f e d - Tr o m a t i c R e f l e x x i o n s ( D o m i n o / S e l f , 1 8 m a g g i o
2007)
Genere: techno punk + intermissions
L’idea del duo e l e t t r o n i c o c h e c h i a m a a s é il m i t o p o s t - p u n k p a r e l a s t e s s a
che infiammò g l i a n i m i d e i P a n S o n i c . I n q u e l l ’ a l b u m , d o v e l ’ o s p i t e e r a
Alan Vega e i n q u e s t o , c h e v e d e p r o t a g o n i s t i i M o u s e O n M a r s e M a r k E .
Smith (The Fa l l ) , i l p l a t t e r s i s v i l u p p a a t t o r n o a r u v i d e t e x t u r e e s i n c o p i r a dioattive, decl a m i r i v e r b e r a t i e p u t r i d u m e a p i c c o i n u n a c h i r u r g i a e l e t t r i c a ,
disumanizzan t e e s a c r i l e g a . U n ’ a l i e n a z i o n e e u n ’ a n g o s c i a d a s b a l l o , p r i mitiva e post- i n d u s t r i a l e . C a r t o o n e s c a m a s e n z a a m m e t t e r l o f r o n t a l m e n t e .
L’heaven per l e c o a l i z i o n i p o s t - p u n k e l ’ o r g a s m o p e r q u e l l e t e c h n o - n o i s e
cresciute con i l c u l t o d e i T h r o b b i n g G r i s t l e , 2 3 S k i d o o e C l o c k D VA .
Eppure in Tro m a t i c R e f l e x x i o n s , f i n d a l l e p r i m e n o t e , c ’ è q u a l c o s a d i
diverso. Rispe t t o a l f o r t u n a t o E n d l e s s , l ’ i n g r e d i e n t e a l l o r a m a n c a n t e p a r e
qui venir som m i n i s t r a t o . Q u a l è ? I l g u s t o p r o v a t o d a N e w Yo r k D o l l s e S t o o g e s n e l r i f o r m a r s i . L a s t e s s a sublima zione del mar c i o c h e q u i s i p o n e c o m e u n p o n t e t r a c u l t u r a r a v e e p o s t - p u n k . L a f e d e , i l r i t o s e v o l e t e , che Von
Sudenfed ha p r a t i c a t o f o n d e n d o l ’ e r b a c c i a s i n d a c a l i s t a d i m a n c h e s t e r i a n a m e m o r i a c o n l o s t r e a m i n g delle radio
pirata anni ’90 .
Fin dal – form i d a b i l e – r o b o - J a m e s B r o w n F l e d e r m a u s C a n ’ t G e t E n o u g h ( v i d e o w a r h o l i a n o c o n t r a n s c h e cantano
al posto di Sm i t h c o m p r e s o ) , d o v e è q u a s i o v v i a l a d i a l e t t i c a a d i s t a n z a c o n J a m e s M u r p h y, i l c o r p o sacrificato
all’altare della t a n a d e l l e t i g r i f i n n i c a è t o r t u r a t o c o n s p a d e f u n k - d a n c e e a r p i o n i e l e c t r o - n o i s e , c o m p iacimento
e ironia. Imm a g i n a t e u n Ta r a n t i n o c h e m e t t e m a n o a l l e s c e n o g r a f i e L C D S o u n d s y s t e m l i b e r o d a i c i t azionismi,
quegli allacci d i c u i S m i t h n o n h a b i s o g n o t r a n n e c h e p e r q u e s t i f a t i d i c i N o v a n t a a l l o r a b r a m a t i e m a i c onquistati
e ora pasto nu d o d i v o r a t o c o n r e l i g i o s a c u p i d i g i a . N o v a n t a n e i q u a l i i r e e l e t t r o n i c i Andi Toma e Jan Werner
ritornano a padroneggiare i n i e t t a n d o d e l l a s a n a ( e a p p a r e n t e ) m o n o t o n i a p u n k s u t r a c c e ( a p p a r e ntemente)
techno. Un bo o m e r a n g l a n c i a t o a n c o r a ( e c o n s u c c e s s o ) i n T h e R h i n o h e a d ( c o n i l c o n s e g u e n t e t a r g e t s fottò Nine
Inch Nails) in u n s o v r a p p o r s i d i K l i n g K l a n g c h i t a r r a / b a t t e r i a e r a s o i a t e e l e t t r o a f a v o r e d i u n r i t o r n e l l o – persino
– commerciale . S e m p r e i n t e n s i o n e , c ’ è i n o l t r e F l o o d e d d o v e M a r k p a r l a d a l l ’ a l t o p a r l a n t e d e l l a f a b b r i c a-discote ca. “I’m Am T h e D j To n i g h t ! ” e s c l a m a , e i t e d e s c h i a r i s p o n d e r g l i c o n b r i s c o l e K L F e b a s s o i g n o r a n t e .
Il resto è spug n o s o q u a n t o l ’ i d e a s t e s s a d e l d i r t : F a m i l y F e u d g i o c a s u i b l e e p e i b r e a k , S e r i o u s B r a i n s kin rincara
con una confu s i o n e d i a u t e c h r i s m i h i p - h o p , T h e Yo u n g T h e F a c e l e s s A n d T h e C o d e s g i g i o n a c o n l a R o land acidhouse in scaz z o i n d i e - 9 0 . N o i a d a t r o p p a o r t o d o s s i a ? E c c o s e r v i t o i l r e m i s s a g g i o d e l s i n g o l o Wi p e T hat Sound
(dei marsiani) i n u n a v e r s i o n e d a M a d c h e s t e r m a l a t a ( T h a t S o u n d Wi p e d ) , u n c o u n t r y - b l u e s s i m i l M a t mos chia mato Chicken Yi a m a s , e u n f o l k c o n s l i d e g u i t a r c h e p r e n d e i l n o m e d i D e a r e s t F r i e n d s . S m i t h l a c a n t a sognan te e rilassato d a n o n c r e d e r e ( … ) . C h e n e d i t e , a q u e s t o p u n t o , d i u n I g g y P o p c o n d e i r i f o r m a t i A t a r i Teenage
Riot? Difficile p e n s a r e d i m e g l i o d e l l a p a r t n e r s h i p M o u s e O n M a r s e M a r k E . S m i t h . N a t i p e r s u o n a r e assieme.
(7.5/10 )
Edoardo Bridda
sentireascoltare 69
che si è creato into r n o a i Vo x t r o t
speriamo svanisca i n f r e t t a p e r c h é
per prima cosa, non c ’ è v e r a m e n te niente di così spe c i a l e n e l l a l o r o
formula musicale pe r f a r l i i n n a l z a r e
sull’altare del pop; s e c o n d o , t u t t o
ciò potrebbe far mon t a r e l a t e s t a a
questi giovani music i s t i r i s c h i a n d o
così di non fargli m a i p i ù s c r i v e r e
una canzone come E v e r y N i g h t :
esempio perfetto di c o m e c o s t r u i r e
una semplice ma imm e d i a t a c a n z o ne pop. Sufficiente, m a r i m a n d a t i a l
secondo disco.( 6.0/1 0 )
Andrea Provinciali
Wilco - Sky Blue Sky (Nonesuch
Records, 15 maggio 2007)
Genere: folk rock
La spinta propulsiva d e i W i l c o s e gna il passo. Non è p i ù t e m p o d i
sperimentazione, di r i c e r c a . E ’ t e m po di raccolta, di ha r v e s t , d i s t o r i e
narrate sotto al fro n t p o r c h c o g l i
occhi pieni di cielo . I l c i e l o d o l c e
e meraviglioso di c a s a c o i m a r g i ni perturbati da trup p e d i n u b i m i nacciose. Che forse s o n o s o l o u n
temporale. Forse. S t a v o l t a O ’ R o u rke non c’è ma la s u a i m p r o n t a è
ormai metabolizzata , è u n a v i b r a zione sotto la pelle, u n o s p a s m o i n
agguato. E’ la poss i b i l i t à / c a p a c i t à
di rivangare reminis c e n z e s o n i c h e
disparate e applicar l e a d u n t e s s u to stranamente coes o , s t r a n a m e n t e
placido. La cui trama è p u r s e m p r e ,
mai come oggi, folk r o c k .
Un folk rock inevit a b i l e : i W i l c o
sembrano infatti pr o c e d e r e c o m e
se ciò che si lascia n o a l l e s p a l l e
iniziasse a pesare p i ù d e l f u t u r o .
Lasciando loro in do t e u n p r e s e n t e
fatto perlopiù di ap p r e n s i o n e , a p pena confortato da u n a b r e z z a d i
70 sentireascoltare
speranza. Così, questo Sky Blue
S k y s o m i g l ia u n p o ’ a d u n a p r e g h i e ra, al tentativo di tenersi in piedi,
alla sensazione cordiale del ritorno a casa. Un disco che smussa gli
spigoli, elegge a numi tutelari The
Band più che Dylan (l’iniziale Eit h e r Wa y ) , G e o r g e H a r r i s o n p r i m a
c h e L e n n o n ( L e a v e M e L i k e Yo u
Found Me), corroborando la malinconia Big Star con sbrigliatezze
soul di stampo Steely Dan (Impossible Germany) e la crepuscolarità
folk younghiana con certe palpitaz i o n i j a z z y M a t t Wa r d ( l a s t u p e n d a
title track).
Eppure, nella generale sensazione
di inquietudine pacificata, accadono cambi di scena sconcertanti, apparizioni improvvise come rigurgiti
incontenibili dal di dentro, tipo il
glam repentino nel chorus di I Hate
I t T h e r e, g l i s p a s m i v a u d e v i l l e c h e
incendiano lo stomp sghembo di
S h a k e I t O f f, q u e l l a Wa l k e n c h e f a
boogie acidulo come potrebbe un
Ry Cooder illuminato sulle strisce
di Abbey Road, oppure l’excursus
w a v e - p r o g d a q u a l c h e p a r t e t r a S up e r t r a m p e Te l e v i s i o n d i Yo u A r e
M y F a c e.
Una quiete apparente, insomma.
Chi è rimasto folgorato dalle evol u z i o n i d i Ya n k e e H o t e l F o x t r o t e
A G h o s t I s B o r n, s a p p i a c h e q u i
tutto si svolge ad un livello più prof o n d o , p e r ci ò s e m b r a m e n o v i s i b i l e .
E perciò la scrittura torna in primo
piano. Una signora scrittura. Che
ha il coraggio di spendere assolo
incredibilmente opportuni, archi
voltaici tra seventies e post-postrock. Come quello in Please Be Pat i e n t Wi t h M e , c a l d o c o m e u n a m i c o
che porta da bere. Non meno che
e m b l e m a t i co i l d o p p i o f i n a l e : p r i m a
una What Light che chiede indicazioni a papà Dylan, ma sono indubbiamente i Wilco a guidare il pick
up sulla strada polverosa d’un folk
sbrigliato. Poi l’angoscia strisciante
di On And On And On, trama drammatica di piano e chitarra, l’organo
che sbava irrequieto, una sterzata
t e a t r a l e c ol d r u m m i n g i m p e t u o s o ,
l ’ a s s o l o a ff i l a t o e g l i a r c h i c h e c h i u dono il cerchio. Una band cui voler
b e n e , s e n z a r i s e r v e . ( 7 . 2 /1 0 )
Stefano Solventi
Wild Billy Childish & Musicians
Of The British Empire - Punk
Rock At The British Legion Hall
(Damaged Goods / Audioglobe,
maggio 2007)
Genere: punk-rock
C ’ è u n s o l o m o t i v o p e r c u i t r ovo
r a c c o m a n d a b i l e l ’ a s c o l t o d i q u esto
P u n k R o c k A t T h e B r i t i s h L e g ion
H a l l, e d è : l a v e r i t à . U n m o t i v o im p o r t a n t e , n e c o n v e r r e t e . P e r ché
q u e s t a e n e r g i a v e e m e n t e e s gra z i a t a - f a t t a d i v i b r a z i o n i s c a bre
e s p l e n d i d e i m p u r i t à , d ’ i n v e t tive
a s p r e , b e ff a r d e e u n p o ’ d i s p e r ate
- è l a t e s t a d ’ a r i e t e d i c h i c o n s i de r a c h i t a r r e , p e l l i , p i a n o f o r t e e v oce
s t r u m e n t i n e c e s s a r i a t e n e r s i d ritti
s u l m o n d o . M e s t a n d o n e l t o r b ido
c o n s p a s m o d i c a a r g u z i a , c o n g e ne r o s a m a n c a n z a d i r i g u a r d o . S u o na r e c o n f e r i n o i s t i n t o d i a u t o c o n ser vazione e resistenza esistenziale è
l o s t e s s o c h e b e r e , m a n g i a r e , r e spi r a r e . Q u a n t o a l l e c a n z o n i , s i t r atta
p e r l o p i ù d i c a m m i n a r e s u l f i l o t eso
t r a g l i s p a s m i e r r e b ì d e i S i x t i e s in g l e s i e d i r e l a t i v i r i m b o m b i g a r a ge,
u s a n d o c o m e b i l a n c i e r e u n a i n do mita punk attitude.
N e l l o s p e c i f i c o , è t u t t o u n r i c i cla r e i b e n e m e r i t i r i ff d e l l e Yo u R eal ly Got Me e delle Psycho, Kinks e
Tr o g g s, S o n i c s e S m a l l F a c e s , la
f l a g r a n z a s e l v a t i c a d a c o r p o s c os s o ( J o e S t r u m m e r ’s G r a v e) , i b r i vidi
p e r i c o l o s i ( D a t e Wi t h D o u g ) , q u ella
r o b a l ì . S a l v o p o i g i o c a r e a l n o nno
d i J o n S p e n c e r i n g u i s a F l e e t wod
M a c (B u g g e r T h e B u f f s ) , r i g u r g i t an d o s t i l e t t a t e m o d ( We 4 B e a t l e s Of
L i v e r p o o l A r e ) e d e r u z i o n i S t o o ges
( A F e w S m a r t M e n, S n a c k C r a ck ),
p e r p o i c h i u d e r e c o n u n a t i t l e t r ack
c h e s t r i n g e i n u n a b b r a c c i o s olo
B e a t l e s , C l a s h e C a s h . D i m e n t i ca -
vo: lui è Wild B i l l y C h i l d h i s h , c l a s se 60, miscon o s c i u t a l e g g e n d a d e l
punk rock bri t a n n i c o , u n r e p e r t o r i o
sterminato di a l b u m a s u o n o m e e
in almeno se i f o r m a z i o n i d i v e r s e .
Inoltre è pitto r e , p o e t a , r o m a n z i e r e .
Un tipo perv i c a c e m e n t e f u o r i d a l
coro, per qua n t o p l a t e a l m e n t e a d o rato da calibr i c o m e B e c k , K u r t C o bain, Graham C o x o n e B r i a n E n o .
Ogni tanto su d i l u i s i a c c e n d o n o
i riflettori, gi u s t o p e r q u e l q u a r t o
d’ora. ( 6.6 /10 )
Stefano Solventi
Wo o d e n Wa n d – J a m e s A n d
The Quiet (Ecstatic Peace /
Universal, 15 maggio 2007)
Genere: country folk
“I want it to be a n u n - w e i r d r e c o r d ” .
Parola di Jam e s T h o t . N o i l o s i d i ceva da temp o c h e Wo o d e n Wa n d
And The Van i s h i n g Vo i c e n o n e r a
un ensemble w e i r d - f r e e c o m e g l i
altri. L’ancora g g i o a l l e r a d i c i f o l k
troppo pronu n c i a t o e l a s c r i t t u r a
troppo evoluta . J a m e s T h o t , d e l r e sto, anche co n i l s u o p r i m o d i s c o
solista aveva f a t t o c a p i r e c h i a r a mente dove v o l e v a a n d a r e a p a r a r e
e il Second A t t e n t i o n d i a p p e n a u n
anno fa, con q u e l l a s t u p e n d a c o pertina a fare i l v e r s o a S t o r m b r i nger di John e B e v e r l y M a r t y n e r a
stato ancora p i ù c h i a r o . C o n J a m e s
And The Qui e t, T h o t t e n t a o r a u n
vero e propr i o t u r n i n g - p o i n t n e l l a
sua carriera e h a g i à f a t t o s a p e r e
che sarà l’ult i m o d i s c o d o v e u s e r à
il moniker Wo o d e n Wa n d , f o r s e p e r
l’eccessiva co n f u s i o n e g e n e r a t a i n
giornalisti e f a n d i p a s s a g g i o , c h e
lo ha portato a s c r i v e r e u n a l e t t e ra infuriata su l s u o m y s p a c e c h i a rendo tutti i p u n t i o s c u r i d e l l e s u e
diverse attività musicali. E’ assai
probabile che questo sia il disco
d o v e Wo o d e n Wa n d s m e t t e d e f i n i tivamente di essere un culto underg r o u n d e s i a ff a c c i a i n s u p e r f i c i e ,
supportato in questo dalla longa
m a n o d e i S o n i c Yo u t h: T h u r s t o n
Moore che distribuisce il disco con
la sua Estatic Peace, Lee Ranaldo
che produce e suona alcune parti di
chitarra e Steve Shelley che mette mano alle spartane percussioni.
La musica non potrebbe essere più
distante dai vortici psichedelici dei
Va n i s h i n g Vo i c e . M o l t o p i ù a c c o modante e piacevole, con Thot che
vi riversa un songwriting grasso e
sicuro, colto (anche troppo) e old
fashioned. Jeans sdruciti, stivali e
c a p p e l l o d a c o w b o y, c a m i c i a d i f l a nella e barba incolta, James incarna
sempre più il modello del crooner
country arso dalla caligine desertica e perso nelle infinite strade blu
americane. Del resto è il primo ad
ammettere come modelli ispiratori
per questo disco, due stelle della
tradizione country americana, come
K r i s K r i s t o f f e r s o n e Wa y l o n J e nnings (quello della mitica Good Old
Boys del telefilm Hazzard!).
Ma sulle canzoni di questo disco si
a ff a c c i a n o a n c h e a l t r i g i g a n t i , c o m e
Leonard Cohen (i cori di Jessica
‘Satya Sai’ Thot nell’omaggiante
Delia) e Bob Dylan (il piglio sempre più nasale con cui Thot canta
i l t r i t t i c o I n v i s i b i l e C h i l d r e n /B l o o d /
Blessed Damnation). Detto che in
un disco del genere non sentirci
a n c h e N e i l Yo u n g, J o h n n y C a s h e
Wi l l i e N e l s o n è i m p o s s i b i l e ( F u t u r e
D r e am e J a m e s & T h e Q u i e t d a m a n u a l e c o u n t r y, Wi r e d t o t h e S k y a
d u e p a s s i d a u n a j a m t r a N e i l Yo u n g
e L o w) , J a m e s A n d T h e Q u i e t f a
il suo lavoro in maniera egreggia.
Personalmente, avrei preferito che
l’accento southern del singolo The
Pushers fosse sviscerato maggiormente, ma forse sarà per la pross i m a v o l t a . Ta n t o s i è c a p i t o c h e
Wo o d e n Wa n d v u o l e e s s e r e l ’ u l t i m o d e i c o w b o y, c h e c o n l a c h i t a r ra in spalla rivisita la old countries
d’America. (7.0/10)
Antonello Comunale
sentireascoltare 71
Backyard
Anne Briggs – The Time Has
C o m e ( C B S , 1 9 7 1 - W a t e r, 2
aprile 2007)
Genere: folk
The Time Has Come . I l t e m p o p e r
riascoltare Anne Br i g g s è g i u n t o .
Mancava ancora un c l a s s i c o c o m e
questo nella lista de l l e r i s t a m p e d i
britis h folk anni ’70. S e d a u n l a t o
il fascino del vinile i m p o l v e r a t o e
scricchiolante è i r r a g g i u n g i b i l e ,
dall’altro il remaster i n g d i s u o n i d a tati come questi offr e n u o v e p o s s i bilità di ascolto a tu t t a u n a n u o v a
generazione, che h a c o m e u n i c a
colpa quella di ess e r e n a t a d o p o
il 1971. Questa la d a t a d i p u b b l i cazione del disco i n q u e s t i o n e . I l
secondo a firma An n e B r i g g s , m a
a tutti gli effetti il s u o p r i m o c o m e
autrice della propria m u s i c a , c o n siderato che il prim o e r a c o m p o sto per lo più da ria r r a n g i a m e n t i d i
traditional. La music a d i T h e Ti m e
Has Come arriva vi c i n i s s i m a , c o n
umiltà e sentimento, a l c u o r e p r i m i genio della passione . N u l l ’ a l t r o c h e
lei, la sua chitarra e u n c u o r e c o l m o
di nostalgia e belle z z a . U n a v o c e
che letteralmente c o c c o l a l e n o t e
e ti accarezza con d o l c e z z a . E p o i
certi dettagli merav i g l i o s i e i r r i p e tibili, come quando s u S a n d m a n ’s
Song , per due seco n d i s e m b r a a l lontanarsi dal mic r o f o n o c o n l a
72 sentireascoltare
voce che quasi vuole scomparire,
o ancora il leggerissimo e straordinario eco che si poggia su Ride,
Ride. Anne rimase volutamente una
figura defilata nella scena musicale dell’epoca. Dopo questo disco si
trasferì in Scozia, registrò un altro
lavoro mentre era incinta, ma non
ne fu mai personalmente soddisfatta. Eppure l’eco della suo voce è
stato vasto ed è arrivato fino ad
oggi, e te ne accorgi quando la vedi
citata di continuo dei nuovi eroi del
folk moderno e la risenti nelle pieghe della loro musica. Le note del
booklet di questa ristampa, siglate
da una penna fine come Andy Beta,
iniziano programmaticamente così:
“Quando stringi tra le mani questo
booklet, sappi che nel 21° secolo, stai impugnando il più tenace,
umano e concreto documento della
legenda British folk anni ’60, Anne
Briggs. E quando senti il suo cant o d e l c i g n o d a t a t o 1 9 7 1 , T h e Ti m e
Has Come, ascolta la sua voce nuda
come vento poggiarsi sulle tredici
canzoni, il documento registrato di
una carriera irregolare, allora le tue
mani saranno vuote, e stringeranno nient’altro che aria. Anne sarà
fuggita alla cattura ancora una volta”. Ma il ritratto migliore di Anne lo
diede un anno prima un’altra donna
bellissima che si chiamava Sandy
Denny, nell’unico disco firmato dai
F o t h e r i n g a y. C o s ì c a n t a v a S a n d y
i n T h e P o n d a n d t h e S t r e a m : “A n nie wanders on the land / She loves
the freedom of the air…”.
Antonello Comunale
Durutti Column - Sporadic Three
(Kooky Disc / Goodfellas, 2 aprile
2007)
Genere: new wave
S p o r a d i c T h r e e è , c o m e t i t o l o s u ggerisce, il terzo volume di una serie
d i i n e d i t i , o u t a k e s e v e r s i o n i a l ter n a t i v e c h e Vi n i R e i l l y h a r a c c olto
n e l l a s u a o r m a i v e n t e n n a l e car r i e r a . I p r i m i d u e d e l l a s e r i e s ono
d a t e m p o f u o r i c a t a l o g o ( c o m e del
r e s t o b u o n a p a r t e d e l l a p r o d u z i one
d e i C o l u m n : a q u a n d o q u a l c h e ri s t a m p a , c a r i i n t e r e s s a t i ? ! ) e p e r chi
s i f o s s e p e r s o l e p r e r c e d e n t i p u nta t e - r i v o l g e n d o c i s o p r a t t u t t o a i f ans
a p p a s s i o n a t i , v i s t o c h e l ’ o p e r a zio n e è s u d i l o r o c h e v a a p a r a re c o n s i g l i a m o n e l f r a t t e m p o d i r i pie g a r e s u q u e s t e “ n u o v e ” c a n z oni.
L’ i n t e r e s s e è s u s c i t a t o d a l l e n ote
a ff i s s e n e l b o o k l e t , s c o p r e n d o c osi
c h e i l d r u m m i n g h i p - h o p d i M ama
A n d P a p a n a s c e a n c h e p e r u n uso
“ i m p o r t a n t e ” d i g a n j a , c h e B i r t h day
P r e s e n t è d e d i c a t a a d u n a a m i c a di
f a m i g l i a R e a l l y, c h e L o r e t t a è per
l a s o r e l l a d i Vi n i e N e w O r d e r Tri b u t e r i v e r i s c e - i n d o v i n a t e u n po’
- l a b a n d a d i S u m n e r, H o o k e t utta
l ’ e p o p e a M a d c h e s t e r.
L o d i c e m m o i n s e d e d i a r t i c o l o e lo
r i b a d i a m o o r a : i D u r u t t i C o l u m n che
c o n t a n o s i r i d u c o n o a i p r i m i t r e di s c h i ; t u t t o q u e l l o v e n u t o d o p o - fat ta qualche particolare eccezione - è
p e r t i n e n z a d e i s e g u a c i . C o m u n q ue:
r i s p e t t o . ( 7 . 0 / 1 0 ) P. s . p e r ò c o m’è
b e l l a I B Yo u r s…
G i a n n i Av ella
Elliott Smith - N e w M o o n ( D o m i n o
/ Self, 8 magg i o 2 0 0 7 )
Genere: indie - p o p
Dopo che se n ’ è a n d a t o t r a g i c a m e n te quattro ann i f a o g n i n u o v a u s c i ta di Elliott S m i t h s u s c i t a e m o z i o n i
contrastanti. C ’ è s e n z ’ a l t r o i l r i m pianto di ave r p e r s o u n m u s i c i s t a
così talentuo s o t r o p p o p r e s t o , m a
anche il sollie v o d i p o t e r r i a s c o l t a r e
la sua voce, s e n t i r e l e s u e c a n z o ni, fosse pure p o s t u m e o i n v e r s i o n i
più o meno alt e r n a t i v e c o m e i n q u e sto caso. Per c h é , a l d i l à d i q u a lunque opera z i o n e - n o s t a l g i a , r e s t a
la qualità palp a b i l e d e l s o n g w r i t i n g ,
di quella voce c h e a r r i v a v a d a d e n tro un corpo c h e s e m b r a v a s e m p r e
altrove. Ques t i d u e c d r a c c o l g o n o
materiale reg i s t r a t o a c a v a l l o d e g l i
anni 90 e ch e e r a g i à c i r c o l a t o i n
rete fra i fan p i ù a c c a n i t i g r a z i e a
un bootleg - B a s e m e n t I I - , a n c h e
se gli archivi a c u i s t a a n c o r a m e t tendo mano L a r r y C r a n e p o t r e b b e r o
regalare qual c h e s o r p r e s a i n f u t u ro. Queste ca n z o n i p e r t a n t o p o s s o no considerar s i i n e d i t e m a n o n d e l
tutto, e appar t e n g o n o a l p e r i o d o d i
transizione di S m i t h d a f o l k - s i n g e r
in punta di p e n n a a l l e p r i m e a m b i zioni pop che s f o c e r a n n o c o m p i u tamente quan d o s i a c c a s e r à a l l a
DreamWorks e c h e e r a n o g i à a ff i o rate in Eithe r / O r. Va r i a z i o n i m i n i me, b-sides, o u t t a k e s c h e n o n d i cono più di qu a n t o g i à e s p r e s s o d a l
cantautore am e r i c a n o n e g l i a l b u m
in studio, ma c h e a p p u n t o c i a p r o n o
uno spiraglio v e r s o i l s u o m o n d o ,
anche attrav e r s o p i c c o l i d e t t a g l i
come i respir i d e l l a p r e s a d i r e t t a ,
delle dita che s c o r r o n o p r e c i s e s u l le corde. Fra l e c u r i o s i t à p o s s i a m o
annoverare u n a c o v e r d i T h i r t e e n
dei Big Star , u n a p a i o d i r i f a c i m e n ti di pezzi de g l i H e a t m i s e r ( p r e c e -
dente gruppo di Smith) e una prima
v e r s i o n e d i M i s s M i s e r y . M a l a r i c ostruzione filologica è stata già fatta
a monte da Larry Crane, a noi non
resta altro che perderci nelle melodie e nei sussurri di New Disaster,
Angel In The Snow, Going Nowhere
o Seen How Things Are Hard. Elliott
Smith è stato uno dei più grandi per
come ha saputo rielaborare in versione pop la lezione di Nick Drake,
tenendosi a distanza non solo dalle
urla disperate di Kurt Cobain ma
soprattutto da tanti crooner emuli
d i Wi l l O l d h a m c h e s o l o r a r a m e n te hanno raggiunto questi risultati. Quando un disco di questo tipo
suona meglio di tanti altri, inediti,
che ci vengono propinati ogni settimana, vuol dire semplicemente che
prima viene la musica e solo dopo
la leggenda. La leggenda da sola
non tiene in piedi se non sé stessa,
a volte neanche, viene tramandata
ma ognuno può aggiungerci qualcosa di suo. Coi classici è diverso:
ognuno può vederci qualcosa di differente ma la radice da cui nasce
resta ben conficcata nel terreno.
(7.0/10)
Roberto Canella
S c r e a m i n g Tr e e s - C l a i r v o y a n c e
(Hall Of Records / Goodfellas,
maggio 2007)
Genere: psychedelic-rock
Quando gli Alberi Urlanti esordiron o n e l 1 9 8 5 c o n l ’ e p O t h e r Wo r l d s,
Kurt Cobain - per dirla come dei
nostri conterranei - nemmeno si faceva le pippe. Seattle era la città di
Sonics e Jimi Hendrix, la Sub Pop
a n c or a u n a f a n z i n e e l e c a m i c i e d i
f l a n e l l a u n a n e c e s s i t à . Av e v a n o u n
c a n t a n t e g l i S c r e a m i n g Tr e e s ( n o m e
di un famoso distorsore per chitarra), Mark Lanegan, che bramava a
là Iggy Pop e/o Jim Morisson e due
f r a t e l l i , Va n e G a r y L e e C o n n e r ,
cresciuti tra garage e psichedelia,
nei solchi di Byrds e Soft Boys.
A l l o rc h é p u b b l i c a r o n o , n e l 1 9 8 6 , i l
full lenght Clairvoyance il mondo
accoglieva Psychocandy dei Jesus
A n d M a r y C h a i n e S o u n d O f C o nfusion dei Spaceman 3. Pochi si
accorsero di quelle dieci canzoni
che suonavano punk e pop insieme
( C l a ir v o y a n c e ) , h e n d r i x i a n e ( O r a n ge Airplane, quasi un apologia
p u n k d i F i r e ) , d o o r s i a n e ( i n Strange
O u t H e r e L a n e g a n s e m b ra proprio
M o r r i s o n ) , e p i c h e ( S e e i n g And Be l i e v i n g ) e p s y c h o ( v e d i l ’organetto
T h e Tu r n i n g ) .
Tr a q u e i p o c h i u n c h i t a r r i sta, Greg
G i n n , p r o p o s e l o r o d i u n irsi al ro s t e r S s t , t r a u n D i n o s a u r Jr., qualc h e M i n u t e m e n e d e i B l ack Flag.
C i r i m a s e r o p e r t r e d i s c h i. Il resto,
c o m e s u o l e d i r s i , è s t o r i a : i Nirvana,
i l S e a t t l e s o u n d , C a m e r on Crowe
e S i n g l e s, f i l m g e n e r a zionale la
c u i s o u n d t r a c k o s p i t ò i l massimo
s u c c e s s o d e i n o s t r i , o v v ero quella
N e a r l y L o s t Yo u p e r m o l t i eccitante
q u a n t o S m e l l s L i k e Te e n Spirit . Al l o r a e r a n o s u m a j o r g l i Screaming
Tr e e s , e f u r o n o i p r i m i d el poi det t o g r u n g e a f i r m a r e p e r una multi n a z i o n a l e … U n a r i s t a m p a dovuta.
(7.5/10)
Gianni Avella
S e e f e e l – Q u i q u e ( To o P u r e ,
1 9 9 3 / R e d u x E d i t i o n - To o P u r e ,
14 maggio 2007)
Genere: ambient, IDM
Reynolds cita proprio i Seefeel, nel
suo ormai celeberrimo articolo sul
post-rock. “Come chiamare questo
territorio? – riflette – alcuni dei
suoi occupanti, I Seefeel per esempio, potrebbero essere etichettati
come ambient dubbato; altri, Bark
Psychosis e Papa Sprain, potrebbero essere chiamati ‘art rock’.
‘ Av a n t r o c k ’ p o t r e b b e b a s t a r e , m a
è troppo indicativo di nomi che si
comportano in maniera altalenante e di una penuria di amore per
la melodia, che non è necessariamente il caso. Forse l’unico termini spendibile e abbastanza preciso
da comprendere tutta la scena è
sentireascoltare 73
‘post-rock’”. I Seefeel come antes i g n a n i d e l p o s t - r o c k . E i n e ff e t t i
ci sta se si è disposti a ragionare
sull’eredità lasciata dai londinesi.
Lo scenario di riferimento è quello
d e l l a To o P u r e d e i p r i m i ’ 9 0 . E t i chetta che distribuiva anche Pram,
Moonshake, Stereolab. Sempre a
c a v a l l o t r a r o c k e d e l e t t r o n i c a . Tr a
tangibile ed evocazione del tangibile. Come i fantasmi di Kairo. Figure che si poggiano su una parete
e quando le osservi da vicino sono
solo ombre. I Seefeel esordivano
con questo Quique nel 1993 dando a Reynolds il perfetto esempio
di gruppo rock che non vuole più
suonare il rock, ma solo l’ombra
del rock. La chitarra che scioglie
i l r i ff i n m i l l e c e l e s t i a l i r i v e r b e r i ,
le ritmiche che si mimetizzano in
una giocosa dance robotica o in
un mantrico tic toc da metronomo
dub. Le voci sempre più come degli ectoplasmi prima di scomparire
del tutto. Lo riascolti Quique e ti
accorgi di come faccia palesemente da ponte tra la wave britannica degli ’80 e il post-rock dei ’90.
Di come conservi l’idioma alterato
delle chitarre trattate stile Kevin
Shields e Robin Guthrie e di come
anticipi i suoni che arriveranno di
l ì a p o c o . To o P u r e r i s t a m p a o r a
in doppio CD, rimasterizzando il
disco originale e aggiungendo rarità, inediti e versioni remix nel secondo disco. Un’ottima occasione
per ritrovare un lavoro abbastanza
fondamentale.
Antonello Comunale
Sly & The Family S t o n e - T h e r e ’s
A Riot Goin’ On ( E p i c , 1 9 7 1 ,
ristampa Sony, 24 a p r i l e 2 0 0 7 )
Genere: funk
1969, il palco è quello di Woo-
74 sentireascoltare
dstock: Janis Joplin lascia la
scena sudata come suo solito.
Il torrenziale blues della bianca
più nera d’America ha scaldato
l’ambiente. I roadie preparano il
palcoscenico al prossimo set. La
tenebra cala e Sly & The Famil y S t o n e a t t a c c a n o l o s h o w. L u i ,
Sly, sembra un alieno: collare
c o l o r o r o e m i s e s g a r g i a n t e . L’ o c chiale roseo nasconde appena lo
s g u a r d o . D a n c e To T h e M u s i c c ’ è ,
Stand - title track del disco primaverile - pure. Un’estate trionfale.
Nel Natale dello stesso anno, a
ridosso della sesta stagione del
conflitto vietnamita, Sly e famiglia
p u b b l i c a n o T h a n k Yo u ( F a l e t t i n m e
Be Mice Elf Agin). È un singolo
di cinque-minuti-cinque la cui linea di basso, dal pollice di Larry
Graham, è un sisma ritmico che
apre al nuovo ciclo della musica
n e r a . L’ a n t e f a t t o d e i n u o v i S t o n e
nello slapping che - anche secondo gli studiosi del genere - cambierà il corso del funk.
Da San Francisco si muove verso
Los Angeles, nella città degli angeli. Siamo nel 1970 e Sly cambia
pelle: lo sguardo diviene severo e
ragiona da despota. Si rinchiude
i n u n o s t u d i o d i B e l A i r, a l l ’ i n t e r n o
di una villa affittata ad una cifra
smisurata, e decide che d’ora in
avanti si ragiona come vuole lui.
Quando vuole lui. È viziato dalla
droga, cocaina e pcp (un allucinogeno noto anche come polvere
d’angelo), e le mura della nuova
residenza sono spettatrici di un
andirivieni tra sconosciuti e amici, pusher e musicisti. Una casa
aperta che ospiterà anche - cosi
narrano le varie leggende - un
certo Miles Davis…
C’è ressa e agitazione, le registrazioni ne risentono e durano
un anno. Sly sovraincide sessione
su sessione e il suono si sporca,
ma si annusa il capolavoro. Anche
i g u e s t B i l l y P r e s t o n e I k e Tu r ner non hanno voce in capitolo,
limitandosi ad eseguire gli ordini. Finalmente si termina: la front
c o v e r, r a f f i g u r a n t e u n a b a n d i e r a
americana con dei fiori anziché le
solite stelle, non ha alcuna sigla,
neanche quella del gruppo; ed il
titolo, dopo i provvisori The In-
credibile And The Unpredictable
Sly & The Family Stone e Africa
Ta l k s To Yo u , r i s o l v e i n T h e r e ’ s
A Riot Goin’ On, imperativo rivolto al What’s Going On di Marvin
Gaye.
Corre il decennio dei Seventies
ed il funk allestisce la sua furente
stagione: nei soli mesi del 1971
si ascoltano Maggot Brain dei
Funkadelic, Shaft di Isaac Hayes
e l’anzidetto lavoro di Gaye. Sly
& The Family Stone pubblicano
There’s A Riot Goin’ On quando
tutto sembra stato scritto. Sembra. Il disco è scuro, intimo nei
contenuti (il rapporto con la droga
in Luv N’ Haight, i problemi familiari di Family Affair) e avveniristico negli arrangiamenti (la drum
machine della stessa Family Affair, la lounge di Runnin’ Away),
indolente nei soul (Time) e dopato
nei funk (Brave And Strong). Ci si
riaggancia al passato (la ripresa,
narcotizzata per quasi otto minuti,
d i T h a n k Yo u F a l e t t i n m e B e M i c e
E l f A g i n r i e d i t a t a c o m e T h a n k Yo u
F o r Ta l k i n ’ To M e A f r i c a ) e s i a v verte la fine di un era (eloquenti
l e p a r o l e d i A f r i c a Ta l k s To Yo u
“The Asphalt Jungle” che salutano
le buone vibrazioni dei 60). Ora
si, tutto è stato scritto.
Billboard lo accoglie al primo posto, ma la famiglia si sfalda: dopo
la fuoriuscita del batterista Greg
D’Errico, avvenuta durante le
session di There’s A Riot Goin’
On, anche Larry Graham (uno che
stava a Sly Stone come Bootsy
Collins stava a James Brown)
abbandona la cricca. La nuova
sezione ritmica produce l’ottimo
Fresh (Epic, giugno 1973) ma
d’ora in avanti sarà più cronaca
nera - vedi il clamoroso arresto
per droga del 1981 in compagnia
di George Clinton - che ottima
musica. Più cocaina che funk.
Ok, There’s A Riot Goin’ On è di
nuovo nei negozi, in edizione limitata e allungato con quattro bonus, tre inediti strumentali - rare
groove che faranno la gioia di Dj
Shadow e Madlib - e una versione mono di Runnin’ Away. Fossi in voi non aspetterei domani.
(8.0/10)
Gianni Avella
Ti m B u c k l e y - M y F l e e t i n g H o u s e
DVD (Manifesto, aprile 2007)
My Fleeting House rende finalmente accessibili, al di fuori della
ristrettissima cerchia di appassionati collezionisti, rare testimonianz e v i d e o d i Ti m B u c k l e y, p r o t a g o n i sta dal 1967 al 1974 di sporadiche
apparizioni TV promozionali; alcuni dei filmati si potevano finora ved e r e i n s t r e a m i n g s u l s i t o u ff i c i a l e
t i m b u c k l e y. c o m . , m e n t r e n o n s i c o nosce l’esistenza di riprese video
integrali di suoi concerti.
Il DVD è frutto del lavoro del produttore Rick Fuller, il quale ha
messo insieme ogni spezzone a disposizione, accompagnandolo con
il prezioso e filologico commento
del chitarrista Lee Underwood,
dell’amico e collaboratore Larry
B e c k e t t e d e l b i o g r a f o u ff i c i a l e
David Browne, autore del libro
Dream Brother, bio incrociata dei
Buckley padre e figlio.
Intervallati da illuminanti estratti di
interviste inedite dell’epoca (Steve
A l l e n S h o w d e l ’ 6 9 e W I F T ’s T h e
Show del ‘70), in cui Buckley si
esprime su temi allora caldissimi,
c o m e l a g u e r r a i n Vi e t n a m , e c c o
l e t e s t i m o n i a n z e t v, c o m e l ’ o r m a i
celebre apparizione al Monkees
T v S h o w d e l ’ 6 7 i n c u i Ti m c a n t ò
u n a p r i m i t i v a v e r s i o n e d i S o n g To
The Siren, le splendide performances alla tv europea del 1968 in trio
con Lee Underwood e Carter CC
Collins (periodo Happy Sad), gli
estratti della fase jazz insieme alla
Starsailor Band, fino alla Dolphins
di Fred Neil all’Old Grey Whistle
Te s t d e l 1 9 7 4 , n e l t a r d o p e r i o d o
“normalizzato” della sua straordinaria quanto sfortunata carriera.
F i n a l m e n t e d o p o a n n i s i v e d e Ti m
muoversi, parlare, cantare ed esibirsi live, tutte cose su cui si è
sempre favoleggiato, ma che in
pochissimi avevano avuto modo di
vedere. Un percorso fulminante il
suo - che come si sa non ha avuto riscontri in un vasto pubblico -,
durante il quale ha abbracciato diversi stili, dal folk-rock degli inizi
alla fase avant-jazz fino ai dischi
“rock” con cui cercava di avere
maggior fortuna commerciale. E
che le testimonianze del DVD aiutano a decifrare meglio, chiudendo
il cerchio su una parabola breve
ma fondamentale, che sotterraneamente avrebbe avuto un culto devoto negli anni, poi ratificato con il
s u c c e s s o d e l f i g l i o J e ff , c h e a i u t ò
anche la riscoperta del padre.
Concepito come un documentario crono-biografico, My Fleeting
House segue, scandita dalle varie
p e r f o r m a n c e , l a c a r r i e r a d i B u c k l e y,
con l’aiuto dei preziosi commenti, da Underwood, il più tecnico, a
Beckett, che fornisce le testimonianze più toccanti, fino al biografo Browne, il più puntuale. Unica
pecca la mancanza di sottotitoli,
che ne avrebbe reso più agevole
la fruizione. Di immenso valore le
testimonianze risalenti al periodo
1970 di Starsailor, ispirato dal genio di Miles Davis, con I Woke Up,
Come Here Woman in una versione
a l t e r n a t i v a e l ’ i n e d i t a Ve n i c e B e a ch (Music Boats By The Bay), episodi rivelatori su quanto si fosse
ormai spinto al di là abbracciando
l’improvvisazione del jazz e della musica contemporanea, anche
vocalmente. Scelte artistiche che
poi avrebbe duramente pagato, ma
questa è un’altra storia.
vità di venditore d’auto, trovando
anche il tempo di concepire piccoli congegni di musica elettronica,
secondo il gusto dell’epoca. Quindi
omaggi a piene mani tanto all’osann a t a Wa r p , q u a n t o a l l a n a s c e n t e
elettronica in odor di shoegaze che
tramava intorno alla Morr Music. È
in questo contesto che nascevano le composizioni di For Frosty
Mornings And Summer Nights, il
primo disco di Xela, che ora ci viene presentato in versione riveduta
e corretta, con una masterizzazione nuova di zecca, fatta presso i
prestigiosi Dubplates & Mastering
Studios di Berlino.
Da allora all’ultimo The Dead Sea,
m o l t e c o s e s o n o c a m b i a t e . Tw e l l s
è p a s s a t o p r i m a p e r g l i Ya s u m e ,
ha poi inserito parti sempre più insistite di chitarra nel successivo
Ta n g l e d Wo o l e d è i n f i n e a p p r o d a to alla complessa tessitura elettro
folk del suo ultimo lavoro. Ma qui,
agli esordi, ci muoviamo ancora
nel più classico e manierato registro da IDM bagnata di ambient.
Le ombre di Boards Of Canada e
A p h e x Tw i n s i p o g g i a n o e v i d e n t i
su brani come Afraid Of Monsters,
Japanese Whispers e Impulsive
Behaviour. Non mancano timidi accenti di elettro shoegaze secondo i
dettami che la Morr Music avrebbe
divulgato di lì a breve con il disco
tributo agli Slowdive e con gente
d a l l o s p i r i t o a ff i n e c o m e S t y r o foam e Ulrich Snauss. Due belle
bonus track incluse nella ristampa, A Glance e Danse Macabre.
In conclusione, un buon amarcord
dei bei tempi che furono, acerbi ed
ingenui, ma pieni di una passione
evidente. (6.8/10)
Antonello Comunale
Te r e s a G r e c o
Xela - For Frosty Mornings And
S u m m e r N i g h t s ( Ty p e / W i d e , 2
marzo 2007)
Genere: indietronica
Sette anni fa, un giovane e squatt r i n a t o J o h n Tw e l l s s i d i v i d e v a t r a
i corsi d’arte all’Università e l’atti-
sentireascoltare 75
Strangles
Dal vivo
J o h n F o x x - M i l a n o , Tr a n s i l v a n i a
(14 aprile 2007)
a l l e t a s t i e r e e d e ff e t t i e l e t t r o n i c i ,
Un balzo spazio-tem p o r a l e m i c a d a
fumo che creano un’atmosfera di al-
poco. In un appare n t e m e n t e t r a n -
g i d a i m p e ne t r a b i l i t à , s o r t e n d o u n o
quillo sabato sera m i l a n e s e c i s i
s t r a n o e ff et t o n e l c o n t r a s t o c o n i l
ritrova - nel non pi e n i s s i m o Tr a n -
calore delle melodie e i racconti di
silvania - catapultati i n u n a t e r r a d i
quotidiana alienazione metropolita-
mezzo, i cui confini r i s u l t a n o l a b i l i .
na. Il battito metallico-metamatico
Circondati in maggi o r a n z a d a u n a
si manifesta sin da quasi subito, e
fauna di replicanti n e w w a v e p i ù o
come resistere a una scaletta che
meno giovani assisti a m o a l l ’ a p p a r i -
presenta, in successiva sequenza,
zione di John Foxx, n o n q u e l l o a m -
c l a s s i c i q u a l i H e ’s A L i q u i d , M e t a l
bient e riflessivo deg l i u l t i m i t e m p i ,
Beat, Plaza, Underpass? Per non
ma decisamente qu e l l o t r a p o s t -
parlare di reminescenze ultravoxia-
punk e synth-pop d e g l i U l t r a v o x !
ne (The Man Who Dies Everyday,
e della prima parte d e l l a c a r r i e r a
Slow Motion, Hiroshima Mon Amour,
solista. Un excursus c h e d a l l e o r i -
My Sex), a cui assistiamo incredu-
gini procede per i cl a s s i c i d i M e t a -
l i d i c o t a n to a m a r c o r d . E f o r t u n a t i
matic (a discapito d i T h e G a r d e n,
di aver potuto esserci. In mezzo,
ed è un peccato… ) , i n f r a m e z z a t i
i pezzi più o meno recenti (Crash
dal presente e dal p a s s a t o p r o s s i -
A n d B u r n , F r o m Tr a s h ) a n c h e i n
mo dell’artista. Acc o m p a g n a t o d a l
versione allungata, che pur non sfi-
fido Louis Gordon - c h e o ff r e u n o
g u r a n d o a pp a i o n o p e r f o r z a d i c o s e
show personale agita n d o s i c o m e u n
più sfumati dei classici di Foxx. Il
folletto -, con il qual e h a r e a l i z z a t o
quale sembra godere parecchio per
Maxïmo Park + Settlefish –
Rolling Stone, Milano (16 aprile
2007)
“Questo è il Rolling Stone, no? È
qui che abbiamo suonato l’ultima
volta in Italia. Chi c’era di voi?”.
Dal folto pubblico si alzano soltanto poche mani, per lo più tra le
prime file. Sorride Paul Smith, si
rivolge al chitarrista e fa: “Beh, se
non altro vuol dire che stavolta abbiamo portato un sacco di nuova
gente!”, per poi buttarsi a capofitto in Apply Some Pressure. Giusto
sotto il palco, la security non ha
vita facile: il crowd surfing è selvaggio, ed è tutto un saliscendi di
ragazzi e ragazze tirati via dalla
calca. Neanche fossimo nei primi
90, mannaggia. Pare proprio che
con Our Earthly Pleasures i Maxïmo Park abbiano fatto l’atteso
botto pure da noi, proprio come
i Klaxons e gli Arctic Monkeys,
che nelle scorse settimane hanno
calcato lo stesso palco milanese,
c o n l o s t e s s o e ff e t t o . I l d i s c o n o n è
negli ultimi anni qu a t t r o d i s c h i t r a
a v e r c i o ff e r t o p i ù d i u n o s g u a r d o a l
uscito da molto, eppure sono tanti
elettro-rock e synth p o p , i l N o s t r o
suo passato. Assisteremo, magari
a conoscere già i testi a memoria
appare in gran forma , a n c h e v o c a l -
in un futuro non lontano, a un’altra
e a cantarli insieme allo stiloso
mente e offre più di u n ’ o r a e m e z z a
reunion eccellente? Chissà.
Te r e s a G r e c o
frontman,
di co ncerto serratiss i m o . E n t r a m b i
76 sentireascoltare
vengono circondati da nuvole di
bombetta
ben
calcata
sulla fronte, camicia attillata (da
metà set in poi incollata dal sudo-
S t r a n g l e r s - C o l l e d i Va l d ’ E l s a
un ex-irrequieto, felice di suonare
re) e lucidissime scarpe nere.
(SI) (16 marzo 2007)
e sorpreso, quasi imbarazzato da
Che sia hype o vera gloria, sta suc-
Sull’onda della nuova onda della
t a n t o p u b b l i c o e d a t a n t o a ff e t t o :
cedendo qui e adesso, e se la gen-
Nuova Onda, nonché di un rinnova-
poi a un certo punto riesce fuori
te accorsa è tanta non può essere
to interesse generale nei loro con-
il fantasma del turbolento, quando
soltanto perché stasera si entra
fronti, gli Stranglers tornano a farsi
durante Summat Outanowt vede un
gratis (è la seconda delle Brand
vedere in Italia dopo un po’. Il pub-
ragazzo che filma il concerto ap-
New Nights di MTV); di sicuro,
blico è composto da giovani neo-
poggiato a una spia. Prima tenta di
una simile esposizione ha giovato
fan curiosi della leggenda, ma an-
colpirlo con un calcio (tra l’altro, è
ai “nostri” Settlefish, autori di un
che di persone che probabilmente
cintura nera di karate) poi, mentre
s e t d ’ a p e r t u r a g r i n t o s o e d e ff i c a c e
in Italia li hanno visti già nel 1980.
i roadies prima apostrofano il ra-
all’insegna del loro indie pop-rock
Sul palco la situazione è la stessa:
gazzo (che evitato il calcio aveva
anglofono. Anche se molte delle
accanto ai veterani cinquantenni
ricominciato a filmare) con svariati
canzoni non sono note neanche
Burnell e Greenfield troviamo Baz
“ f u c k o ff ” p o i g l i s i a s s e m b r a n o i n -
agli aficionados - faranno parte
Wa r n e , o m o n e d e l l a w o r k i n g c l a s s
torno e lo allontanano, JJ salta giù
del secondo album, in uscita pre-
che non possiede il look da genti-
dal palco senza nemmeno sfilarsi
sumibilmente in ottobre -, il feeling
luomo trucido che aveva Cornwell
il basso e si unisce al crocchio, col
è quello giusto, e la sensazione
ma la cui voce segue bene le finez-
suo amplificatore che ci restitui-
che Jonathan Clancy e compagni
ze e i cambiamenti di registro del
sce una precisa mappa sonora dei
ci lasciano è che quel sano spiri-
predecessore, e alla batteria “not
suoi movimenti e della schiena del
to che fu dei Pavement è tutt’altro
a big man as usual”, come spie-
roadie, prima che il cavo si stacchi
che scomparso, e che dei Novanta
ga Burnell. Il sessantottenne Jet
e il resto del gruppo si accorga di
n o n a v r e m o m a i a b b a s t a n z a . To r -
Black, infatti, è in convalescenza
quanto successo e smetta di suo-
nando agli headliners, va detto che
da un’infezione polmonare che ha
nare. Poi vedo uno dei roadies con
se l’impatto (emotivo e sonoro) sul
interessato anche il cuore, ed è
in mano la videocamera mentre
pubblico è indubbio, spiace un po’
temporaneamente rimpiazzato dal
cerca di togliere la cassetta (spero
constatare che i diversi umori di
suo tecnico di palco Ian Barnard,
che almeno la camera gliel’abbia-
cui si nutrono le nuove canzoni sul
23 anni, che non sbaglia uno stac-
no restituita), e il gruppo si scusa,
palco vengano omologati in un co-
co e pesta come un dannato.
ma dicendo “Don’t do it anymo-
stante assalto wave punk a base
Già perché gli Stranglers che ve-
re”. Più tardi, colpito dalla luce di
di chitarra, con meno tastiera e
diamo questa sera sono quelli più
un flash, Burnell ha una reazione
meno propensione al romanticismo
pestoni e aggressivi, “prima manie-
più normale ma non meno decisa:
(problemi dovuti all’impostazione
ra” ancor più che negli ultimi due
guarda negli occhi lo spettatore
d e l l o s h o w, m a a n c h e a u n ’ a c u s t i -
album. La scaletta attinge princi-
e scuote la testa a dire “No, per
ca non ottimale). Due elementi ben
palmente ai primi tre album (perfi-
favore”. Evidentemente gli dà pro-
in evidenza in Our Earthly Plea-
no Burning Up Time, per dire) e al-
prio fastidio...
sures (qui solo accennati con By
l’ultimo, e anche quando va su The
Insomma, a parte l’episodio (ma
The Monument e Nose Bleeding,
Raven ne sceglie i brani più vicini
è una rarità, ormai i loro concerti
purtroppo prive d’atmosfera), che
a questo filone. Eccettuati i reggae
sono tranquilli da decenni) la pre-
viene tuttavia saccheggiato in lun-
bastardi di Nice’n’Sleazy e Pea-
miata ditta Stranglers va avanti,
go e in largo, da Girls Who Play
ches, le finezze di Golden Brown,
con rinnovata vitalità e nuove leve
Guitars a Parisian Skies passando
il pop di Always The Sun, gli assoli
pronte a raccogliere il testimone. E
per Karaoke Plays, Russian Lite-
d i Wa l k O n B y e i l c o u n t r y d i I H a t e
se un futuro i gruppi fossero come
r a t u r e e l ’ o v v i a O u r Ve l o c i t y ; i l d e -
Yo u ( d e d i c a t a , d i c o n o l o r o , a “ t h e
le compagnie teatrali, col nome
butto non è da meno, con All Over
real Man in Black” Johnny Cash:
che resta e le generazioni che si
The Shop, Graffiti e soprattutto
musicalmente è vero, ma si fan-
succedono?
Going Missing, che dà a Paul Smi-
no ipotesi sul destinatario di ver-
th l’opportunità di chiudere il con-
s i “ g e n t i l i ” q u a l i “ I h a t e y o u n o w, I
certo col verso: “I sleep with my
always will, and when you’re dead
F a u s t - Te a t r o G a l l e r i a To l e d o ,
arms around my chest and I dream
I’ll hate you still”...), siamo intorno
Napoli (5 aprile 2007), Centro
of you with someone else”. Ecco-
al ’78, pur fresco e grintoso.
S t a b i l e d i C u l t u r a , S a n Vi t o d i
lo qui, l’emo-Morrissey dei nostri
E se si parla di Stranglers “vecchi”,
Leguzzano (VI) (8 aprile 2007)
tempi.
la serata non poteva andare liscia,
Il contesto performativo, soprat-
qualcosa doveva succedere. Infatti:
tutto quando si tratta di band ver-
Burnell a inizio concerto sembrava
satili e letteralmente “totali” come
Antonio Puglia
Giulio Pasquali
sentireascoltare 77
Faust. Fot di Taxi so far
i F a u s t , p u ò d a v v e r o f a r e l a d i ff e -
con Krautrock, nonché finire con
sione
r e n z a . E c o s ì è s t a t o . L e d a t e d i Vi -
I t ’s A R a i n y D a y ( S u n s h i n e G i r l ) .
l’aria con maggior forza. Il reper-
cenza e Napoli, seppure a distan-
Nel mezzo, la potenza ritmica del
t o r i o è l o s t e s s o d i Vi c e n z a ( n o n l a
za di soli tre giorni l’una dall’altra,
gruppo battaglia con l’anima da
scaletta, che a Napoli prevedeva
hanno rappresentato due diversi
vaudeville della formazione; Peron,
Krautrock e altri brani di Faust IV
volti della band krauta, alle pre-
anima teatrante, stira (con tanto di
come bis conclusivi), ma è la per-
se con spazi e pubblico quasi agli
asse) la t-shirt di un astante, in-
cezione della musica che cambia.
antipodi e si sono rivelate un’oc-
sistendo sulla seriosità dell’opera-
Il teatro è come ipnotizzato sia dai
casione imperdibile per scrutare il
zione domestica, mentre sottolinea
suoni che dagli sketch teatrali di
trio franco-tedesco da più punti di
che la musica, a quanto gli risulta,
Peron, anche in questo caso alla
vista, nessuno dei quali trascura-
non è seria.
prese con il ferro da stiro e l’afori-
bile.
Ai punti, però, vincono le struttu-
s m a “ t h e r e ’s n o t h i n g s e r i o u s a b o u t
A Vi c e n z a , l ’ i m p i a n t o f a u s t i a n o s i
re ritmiche; gli strumenti possono
music”.
impone, occupando tutto lo spazio
commutare (Peron, a un certo pun-
Certo, non tutto ciò che fanno i
sul palco: una batteria da gigante
to, non funzionando una chitarra
Faust dimostra di adattarsi perfet-
- quale Zappi è - e oggetti da robi-
p e r u n r i ff m o t o r i s t i c o d e i s u o i , d e -
t a m e n t e a l t e a t r o : s i d i ff o n d e u n p o ’
vecchi disseminati ovunque, dalla
cide di ripiegare sul basso senza
di panico tra le prime file quando
trombetta da stadio all’aspirapol-
che la cosa causi problemi di pro-
Peron, sventolando una sega elet-
vere; non si capisce dove possano
grammazione), ma è il gentle giant
trica come fosse una bandiera, de-
inserirsi, fisicamente, le autorità
Diermaier il protagonista musicale.
cide di fare un giretto davanti alla
kraute.
Gli oggetti vengono raccolti, suo-
platea. Ma la paura passa presto.
Aprono la serata i Casa, che, per
n a t i , r i g e t t a t i n e l l a m i s c h i a . L’ u n i -
Nonostante il piacere di trovarsi di
non perturbare la preparazione, si
ca fissità concessa è batteristica.
fronte il mito-Faust, sorge spon-
posizionano nel mezzo della sala
Non che i Faust siano pura strut-
taneo, quasi come una necessi-
(mentre il pubblico retrocede in
turazione ritmica, certo, ma forse
tà,
zona bar) e riescono a far ottima-
è questo che oggi li rende ancora
so abbia un concerto della band
mente ventilare l’aura di perfor-
environment, qui al Centro Stabile
franco-tedesca a quarant’anni da-
mance del concerto che li seguirà.
di Cultura.
gli esordi e cosa riesce ancora a
Quando è il momento dei Faust, il
Persa la dimensione intima sul pal-
stupire di loro. La risposta? Umil-
tappeto violinistico di Outside The
c o , s e p p u r p i c c o l o , d e l Te a t r o G a l -
tà, ironia, una visione totalmente
Dream Syndicate è forse l’unico
l e r i a To l e d o , i F a u s t n o n s e m b r a n o
“aperta” della musica (intesa sia
evento del concerto che richiama
però abbandonare, neanche a Na-
come ricerca che come spettacolo)
la maestosità del krautrock; la se-
poli, l’attitudine teatrale che li ca-
e l’energia e l’entusiasmo di una
riosità è interrotta e mai più ripresa
ratterizza, semmai esaltandone la
band giovane giovane. Se vi sem-
dall’ingresso di Peron e Diermaier
vena brechtiana nel contesto che
bra poco...
con Cambuzat, che ironizzano sul-
più gli è proprio.
la propria identità, si presentano
Qualcuno, dal pubblico, rigorosa-
al pubblico come un gruppo tede-
mente seduto, non può evitare di
sco che, beh, fa krautrock, e non
muoversi un po’ battendo il ritmo
possono che iniziare a suonare
dei classici krauti, ma è la dimen-
78 sentireascoltare
psichedelica
a
pervadere
all’uscita, chiedersi che sen-
Daniele Folero e Gaspare Caliri
The Dave Brubeck Quartet - Time
Out (Columbia,1959)
Genere: jazz
Avrò avuto o più o meno otto anni.
Probabilmente qualcuno in più.
Alla radio, su uno dei canali nazionali, passava una trasmissione di cui non ricordo né titolo ne
contenuti, ma che aveva la capacità di catalizzare l’attenzione di
un bambino ancora all’oscuro di
tutto, grazie alla sigla di apertu-
quel pezzo - bontà sua - lo aveva
ma è un’attesa ripagata ampia-
tradotto in un semplice esercizio
mente
di stile, un modo come un altro
pianoforte,
per applicare al jazz il fascino
entrano uno dopo l’altro, model-
obliquo delle ritmiche dispari e
lando minuti che sanno di notti
ricavarne motivo di improvvisa-
piovose passate a bere in qualche
zione. A dire il vero tutto Time
bar e diventano un tappeto pre-
Out - opera in cui rientra anche
zioso per le improvvisazioni della
il brano di cui si diceva - muo-
b a t t e r i a d i J o e M o r e l l o . T h r e e To
ve in questo senso, a partire dal
Get Ready e Kathy’s Waltz rap-
titolo
fino
ad
sette
presentano i passaggi intermedi
brani
che
compongono
sca-
del disco, il primo organizzato su
letta: una successione di rondò,
un tema leggero di sax e legittimo
v a l z e r, p a s s a c a g l i a , i m p r e s s i n e i
proprietario di uno degli assoli
fraseggi swinganti dei musicisti e
più significativi dello stesso Bru-
trasfigurati in un ideale punto di
beck, il secondo
incontro tra musica afroamerica-
ritmica slow tempo “convenziona-
na e tradizione colta occidentale.
le” che muta improvvisamente in
Fin dal brano di apertura, in cui
un valzer in piena regola.
lo scapicollare ritmico del piano-
Episodi che con il loro incedere
forte di Brubeck toglie il fiato per
scoppiettante portano dritti drit-
due minuti per poi lasciar spazio
ti alla chiusura dell’opera, sulle
alla quiete dell’improvvisazione,
note
in un’alternanza di saliscendi che
ping solcata da scambi continui
nel successivo Strange Meadow
tra percussioni e piano e di una
eleganza
ai
la
di
musica:
spazzole,
contrabbasso
una
e
sax
giocato su una
Everybody’s
Jum-
formale,
Pick Up The Sticks in cui a farla
gusto per la sfumatura, pacatez-
da padrone sono il 6/4 del bas-
za di chi sa che il jazz è anche
so di Eugene Wright e un lavoro
materia da classe medio-alta.
corale sul proscenio dell’improv-
P e r a s c o l t a r e Ta k e F i v e è n e c e s -
visazione.
Lark
diventa
arrivare
dalla
sario aspettare la terza traccia,
Fabrizio Zampighi
r a . Tu t t o p a r t i v a c o n d u e a c c o r d i
di pianoforte ripetuti a oltranza
su un tempo zoppicante, introduzione e accompagnamento per
l’avanzata di un sax dal suono
tanto intenso da muovere al pianto. Un riff sottile, notturno, erotico, appena sussurrato ma dalla
potenza inaudita.
Dovevano passare quasi vent’anni prima che scoprissi che quella successione di note - chissà
come, ancora lì dove l’avevo las c i a t a - a l t r o n o n e r a c h e l a Ta k e
Five di Dave Brubeck, musicista
americano dall’aspetto ordinario
e, per giunta, bianco. Uno che
sentireascoltare 79
una rubrica jazz a cura di Stefano Solventi e Fabrizio Zampighi
Come giocare con ritmo e improvvisazione uscendone puliti: Dave
Brubeck e il suo Time Out, ideale
punto di incontro tra musica afroamericana e tradizione colta occidentale.
(Gi)Ant Steps
(Gi)Ant Steps#6
WE ARE DEMO
a cura di Stefano Solventi e Fabrizio Zampighi
WE ARE DEMO#16
Side A
I due Bancali In P i e t r a, P s i c o e
Mone, provengono r i s p e t t i v a m e n t e
da Scacciano e Sog l i a n o c h e s i g n i fica profondo e selv a g g i o e n t r o t e r ra ro magnolo ed ha n n o s v i l u p p a t o
una preoccupante o s s e s s i o n e p e r
tutto ciò che è mag i c o : c h i t a r r e d i
legno magiche, bos c h i m a g i c i , r a dio magiche (datevi u n a l e t t a a l l a
tracklist). La music a c h e p r o p o n gono non può perciò c h e e s s e r e . . .
magica. Trattasi di i m p r o v v i s a z i o n i
strutturate, remixate e r i m i s c e l a t e
in se guito. Suonano u n p o ’ d i t u t to: chitarracce, tast i e r i n e e d o r g a ni d’ogni sorta, drum m a c h i n e e u n
mare d’effetti. Quel c h e n e e s c e è
un unico fluire di com p o s i z i o n i a e e re, ambient a bassa f e d e l t à , g r a p poli di note snocciol a t i s e n z a s o s t a
e nessun rispetto pe r l e r e g o l e a r moniche, spazialità c r a u t e e d e c h i
boredoms, sovrappo s i z i o n i d i t a p peti ritmici, suoni d i g i t a l i e q u a n t’altro. Nonostante q u e l c h e p u ò
apparire da una ta l e d e s c r i z i o n e ,
l’amalgama funziona p r o p r i o b e n e
e produce un effetto i p n o t i c o , s t o r dente ed infine rilass a n t e . M u n i t e v i
di una scatola di Mo m e n t ( n o n s i s a
mai) ed abbandonate v i s e n z a p a u r a
alla liquida follia di q u e s t o m a g i c o
duo, non ve ne pen t i r e t e , o f o r s e
sì. (7.0 /10 ) Zagor e R u b e n , i d u e
Camillas , sono di P e s a r o o f o r s e
80 sentireascoltare
di Pordenone, non si capisce bene,
potrebbero essere fratelli o anche
no. Per ora hanno registrato solo
questo ep di cinque pezzi ma i loro
concerti sono già un piccolo culto
che conta numerosi adepti: teatrini
situazionisti sempre sopra le righe
in cui ha largo spazio l’improvvisazione, il cabaret ed il coinvolgimento del pubblico. Le loro canzoni
sono minimali (un synth, una chitarra elettrica, qualche base elettronica) inni discodance, deliranti
temporeggiamenti krauti, eccitati
g a r a g e - p u nk , i m b a r a z z a n t i m e l o d i e
di quel pop italiano che in molti si
vergognano ad ammettere di trovarsi spesso a canticchiare, soul
all’amatriciana, ciccia, risa, sudore, sangue, vino, vita. I Camillas
sono teneri e surreali punk avanguardisti, genuinamente intelligent i , d i q u e l l ’ in t e l l i g e n z a c h e i n q u a n to tale non ha paura di travestirsi
di ridicolo e follia, restando comunque tagliente e lasciando il giusto
spazio ad una moderna, sincera ed
inevitabile amarezza esistenziale di
fondo. Nell’ep in questione c’è solo
una piccola parte di tutto questo
“Mondo Camillas” ma è già qualcosa. Cercatelo (è prevista un’uscita
u ff i c i a l e a f i n e m a g g i o s u e t i c h e t t a I
Dischi Di Plastica), cercateli e non
mancate per nulla al mondo ai loro
c o n c e r t i . W I C a m i l l a s ! ( 7 . 5 /1 0 )
Si diventa grandi, cambiano i gusti, si viene influenzati da quel che
c’è al momento, anche, e mi ero
dimenticato. Mi ero dimenticato di
quel periodo d’oro del rock italia-
s o r p r e n d e v a o r g o g l i o s i e c a p a c i di
f a r e u n q u a l c h e c o s a c h e a p p a r i va,
e d e r a , n u o v o a n c h e a t t r a v e r s o la
r i s c o p e r t a d e l l e n o s t r e r a d i c i , di
c a n t a u t o r i i n p e n o m b r a e c e r t o p rog
S e t t a n t a c h e a l l ’ e s t e r o c i è s e m pre
s t a t o i n v i d i a t o . L’ a s c o l t o d i S e miot i q u e d e l l e Vi s i o n i d i C o d y m i ha
r i a c c e s o u n a c e r t a n o s t a l g i a per
q u e l p e r i o d o : i n i z i a c o n l ’ e n n esi m a c o v e r d e L a c a n z o n e d e l l ’ a mor
p e r d u t o d i D e A n d r è ( e c i v u o l e del
c o r a g g i o ! ) c h e è p u r e b e l l a c o l suo
no. La fine degli Ottanta e i primi Novanta: i Litfiba, il Consorzio
Produttori Indipendenti, i Marlene
Kuntz, gli Afterhours, la seconda
o terza giovinezza di Battiato. Allora mi sembrava dovesse cambia-
G l i A r b d e s a s t r s o n o d u e v e r o ne s i d e d i t i a d u n a e l e c t r o - a m b i entsoul madreperlacea e palpitante a
b a s e d i l a p t o p e s y n t h c o r r o b o rati
d a t o c c h i l e g g e r i d i c h i t a r r a e g l oc k e n s p i e l . P i ù l a v o c e , s ’ i n t e n d e , di
q u e l l e c h e c a n t a n o n i n n e n a nne
d a l l ’ e s o t e r i c a t e n e r e z z a Wy a t t /Si -
re chissà che, che ce la si potesse
fare, si respirava aria nuova. Ci si
a n d a m e n t o e v o c a t i v o e l i r i c o , t utto
u n t r a t t e n e r s i e r i l a s c i a r s i c o n t i nuo
e p r o s e g u e c o n q u a t t r o c a n z o n i di
p r e g e v o l e r o c k i t a l i a n o d a l l ’ a mpio
r e s p i r o , p i ù o m e n o m e l o d i c o , in
e q u i l i b r i o t r a l a n g u i d o e r u v i d o . Un
d e m o s u o n a t o e r e g i s t r a t o m olto
b e n e c h e l a s c i a p r e s a g i r e i n t e r es s a n t i e d e m o z i o n a n t i s v i l u p p i . For z a c o s ì . (6 . 5 / 1 0 )
Davide Brace
Side B
già udito non t r o p p o t e m p o f a . C e r to è che nella f i b r a ( t r a s l u c i d a ) d e i
brani s’intrav e d e l ’ e m b r i o n e d ’ u n a
personalità in t e n s a . P e r i l m o m e n to, buona ges t a z i o n e . ( 6 . 9 /1 0 )
Quintetto attiv o n e l s e n e s e c o n t a n ta voglia di p o s t - p u n k e d e v i d e n t i
fregole psych a g u a r n i r e , i D o r o t h i
Vulgar Ques t i o n s d e b u t t a n o n e l
magnifico mo n d o d e i d e m o c o n
un omonimo s e i t r a c c e n o n m e n o
che prometten t e . N o n b e l l i s s i m o , a
tratti anche r i s a p u t o , e p p u r e q u e l
loro proceder e o s t i n a t o e o n d i v a go in un solc o s c a v a t o t r a g a r a g e
e wave non m a n c a d i s t u z z i c a r e i l
nervolino del l ’ a s p e t t a t i v a . S e n t i t e vi quei tremor i a c i d i t r a f o s c h i e J o y
Division di R e d F l o w e r , b a l l a t o n e
cupo e marzi a l e c o n t a n t o d i w a h
wah ed effett i s i b i l a n t i . O p p u r e l a
veemenza ro b o t i c a e s f e r z a n t e d i
Senza scuse ( c h e n e l p i a n e t a d e l le cose imp o s s i b i l i s a r e b b e u n a
jam tra Ultima t e S p i n a c h e C C C P ) .
Eppoi ancora l ’ i n v e t t i v a i n f e r v o r a t a
nel punk-boog i e d i L e o c c a s i o n i , o
quella specie d i f l e m m a G a r b o t r a
bruciori fripp i a n i n e L a m a c c h i a .
Un caracollar e t r a i l b e ff a r d o e i l
lugubre che s c o m o d a u n p o ’ d e l l a
(tras)lucida follia Barrett, il ghigno
cupo di Ian Curtis, il Giolindo Ferretti più sordidello. Insomma è uno
stare a cavallo tra due idee rock
come se fossero una, e forse è davv e r o c o s ì . (6 . 8 /1 0 )
I Ta b o o d i E x o t i c S e s s i o n s s o n o i n vece un trio mantovano dalla curiosa propensione etno/exotic/avant.
Nulla ci è dato sapere circa i titoli
dei quattro pezzi, d’altronde sono
o sarebbero “sessions”, appunto,
quindi che fluiscano libere col loro
s t r a n i a n t e a ff l a t o p o s t - q u a l c o s a . A
vederle in prospettiva, sembrano
u n s o ff i c e g r o v i g l i o d i p e r c u s s i o n i
echoizzate, chincaglierie liquide,
brume lattescenti, cinguettii digitali
e flauto stentoreo. Pseudo-ambient
a c c at t i v a n t e e s o r d i d a , i p n o t i c a e
i n s i di o s a . U n p o ’ c o m e a d d e n t r a r si nel fitto di una foresta di piume
e g o m m a p i u m a . Tr a m e s e r i a l i e
astratte avvolte in un bozzolo cinematico, tipo gli Starfuckers scritt u r a ti p e r u n a d a n z a d e l v e n t r e a l
r a l e n t i , o D a v i d Ly n c h c h e i m m e r ge Sun Ra in un liquido amniotico
erotizzante. Eppoi quelle voci come
una folata di ectoplasmi a pettinar e r ig u r g i t i d u b s u g r i g l i e d i l o o p
a l i e n i / m i n i m a l i . Tu t t o c i ò s o m i g l i a
molto alla soundtrack dei miei sogni più mollicci e angosciosi. Ok, il
c o n ce p t n o n è f a c i l e , a n z i n e l t i r a r e
la corda finisce spesso con tutti e
due i piedi nel lato scostante dell a q u e s t i o n e . Tu t t a v i a , i n t u i z i o n e
e realizzazione hanno i crismi dell ’ o r i g i n a l i t à e d e l l ’ e ff i c a c i a . M i s a
c h e n e r i p a r l e r e m o . ( 7 . 0 /1 0 )
Stefano Solventi
B o n u s Tr a c k
I Qeta partono dal metal e arrivano
ad altro. Nello specifico, a una mus i c a c h e m a n t i e n e i l g u s t o p e r i l r i ff
p u r a ff o n d a n d o l e r a d i c i i n r i t m i c h e
rallentate e quasi marziali, mostra
scorci di melodia pur sottostando
a un basso solido e martellante.
Audioslave e Alice in Chains in
pinzimonio (Sei), in bilico tra concessioni al binomio cuore-amore
(Cosa siamo noi) e plettri in fibrillazione (voto: 6.5/10 web: http://
w w w. m y s p a c e . c o m / q e t a ) . D i s c o r s o
diverso per gli Eterno 21, fautori
di un rock “all’italiana” che dalle
parti di Pordenone - terra d’origine
della band - si tinge di melodie lineari e aperture vagamente espansive (Profumo di niente), ruvidezze
di chitarra e volteggi progressivi di
tastiere (Sottopressione), morbidezze all’Hammond e slanci vocali
à l a B o n o Vo x ( C o m e l ’ a r i a ) . N o n
tutto gira a dovere, lo ammettiamo
- alcune soluzioni melodiche odorano di stantio -, ma frequentare
certi territori senza restare invischiati in qualche luogo comune
non è impresa facile (voto: 6.2/10
web:
h t t p : / / w w w. e t e r n o 2 1 . c o m / ) .
Suoni dallo spazio e rumori assortiti - emessi da chissà quali creature
aliene -, sono invece il pane quotidiano dei BedEx. Sotto l’ala protettiva di un lo-fi “obbligato” quanto attraente, la band racimola un
pugno di buone idee e i mezzi necessari per metterle in opera, dan-
do vita a un quadretto onirico che
vorrebbe solleticare l’appetito degli orfani dello shoegaze. Lo scopo
viene infine raggiunto, grazie a un
connubio riuscito tra melodie trasparenti, elettronica artigianale, e
cornici strumentali gradevoli (voto:
6.5/10 mail: [email protected]).
Fabrizio Zampighi
sentireascoltare 81
WE ARE DEMO
gur Rós (com e è p a l e s e n e l l a g h o s t
track ). Tra acc a r t o c c i a m e n t i g l i t c h e
sibili cosmici ( S l e e p O n T h e G r a s s) ,
poliritmie sfar f a l l a n t i e f o u n d v o i c e s
( Endless Run ) , v i b r a z i o n i l u n a r i e
corrucciati st r u g g i m e n t i ( U n d e r w a ter Bedroom ) , m e t t o n o i n p i e d i u n
teatrino ologr a f i c o c o n v i n c e n t e , i l
calore dell’an g o s c i a , c e r t e a l l i b i t e
meraviglie, qu e l p r o s t r a r s i g e n e r o so e luccican t e c h e r i m a n d a a d e i
Notwist sospe s i s u u n a n u v o l a d ’ e l i o
( Fallen Trees ) . F a c c i a m o c h e s o n o
un po’ derivat i v i , c h e t u t t o s a p p i a d i
Classic
Dinosaur Jr.
21ST CENTURY FREAK SCENE
di Antonio Puglia
Sinistra del palco: chitarrista indici-
catori - le Marshall stacks cantate dai
cover di Just Like Heaven. L’unica
bilmente sciatto, jeans lisi e t-shirt
Sonic Youth in Teenage Riot, avete
che conta, per certi versi. Oggi, che
sbiadita. Una tenda lercia di capelli
presente? - è lo stesso frastuono di
a scorrere il calendario dei prossi-
ormai grigi gli incornicia il volto pa-
allora (se non ancora più potente),
mi concerti ci si imbatte nei nomi
cioso, mentre un accenno di pan-
la stessa tempesta sonora che si
di Police, Who, Slint e Sonic Youth
zetta fa capolino poco sopra la sua
abbatte sugli spettatori, esaltati e
quanto mai dinosaurizzati (a portare
fida Fender Jazzmaster. Canta con
assieme assordati dai decibel. Chi
in giro la magnum opus Daydream
aria quasi indifferente, come fosse
ha assistito ad uno dei concerti del-
Nation), questa reunion sembra per-
lì per caso; non di rado, lo si può
la reunion più desiderata dell’indie
fettamente naturale, come se Mascis
sorprendere in un sorrisino beffardo
rock può ben testimoniare sulla sce-
e Barlow non si fossero cordialmen-
e sfuggente. Sul lato opposto: bas-
na appena descritta. La scena freak
te ignorati per ere (non che tuttora
sista dall’aria vagamente incazzata.
del 21° secolo. Un sogno ad occhi
parlino granché tra loro, a quanto si
Riccioli scuri, montatura spessa, un
aperti o un incubo incredibilmente
sa). In una stagione musicale in cui
Rickenbacker imbracciato e suonato
realistico, dipende dai punti di vista.
l’orologio si è magicamente ferma-
a mo’ di chitarra. Picchia su quelle
In realtà, fino all’altro ieri nessuno ci
to e tutto è nuovamente a portata di
quattro corde come se ogni accordo
avrebbe scommesso un cent, alme-
mano, niente ormai fa più stupore;
fosse l’ultimo, e quando si avvicina
no finché non è successo per davve-
e così, accanto al quarto album de-
al microfono, il più delle volte non
ro: ci sono voluti quindici anni prima
gli Stooges, troviamo sugli scaffa-
è per cantare. Nel mezzo: batterista
che J Mascis, Lou Barlow e Mur-
li Beyond (recensione su SA #30),
completamente calvo. Occhialini da
ph si convincessero a ricostituire la
il fatidico ritorno dei Dinosaur Jr.,
intellettuale, bermuda stile turista
formazione storica dei Dinosaur Jr.
cui tocca il compito di riallacciare
tedesco, pesta come un dannato,
Quella dei primi tre dischi, per ca-
i fili di un discorso troncato quasi
mentre i tre pezzi del drumkit sem-
pirci, quella del retro-copertina del-
due lustri fa. In mezzo c’è stato di
brano cedere da un momento all’al-
l’omonimo del 1985 (mai visti ceffi
tutto: il grunge, il lo fi, lo sdogana-
tro. No, non è il 1987, e si vede. Ma
più improbabili dietro un pezzo di
mento dell’indie, le massicce ondate
quello che esce dalle pile di amplifi-
vinile), quella di Freak Scene e della
di epigoni; cose di cui i tre signori
82 sentireascoltare
cana dei primi 80, anche lui e Jo-
Qui i tre sembrano per lo più i cugi-
sponsabili. E intanto rieccoli qua im-
seph Mascis, studentello di origini
ni straccioni e casinisti dei R.E.M.,
perturbabili (date un occhio alle foto
medio
promozionali), a raccogliere i frutti
nell’hardcore
borghesi,
avevano
trovato
ma a ben guardare, dietro uno stile
principale
valvo-
e un suono non ancora definiti (ol-
del passato, a celebrare se stessi
la di sfogo per tutte le frustrazioni
tre che pessimamente amalgamati),
e un’intera era, o semplicemente a
di quell’età: un modo di esprimersi
si nasconde una creatività a briglia
fare baccano su un palco come se
diretto, furioso e soprattutto il più
sciolta, tanto che nello stesso bra-
niente fosse successo. A Lou Barlow
veloce possibile, tanto che oggi c’è
no convivono diverse anime e idee
la cosa è piaciuta tanto da rimette-
chi pensa che i Deep Wound - que-
(Forget The Swan, Does It Float e
re insieme i Sebadoh originari, con
sto il nome della band, che vedeva
Pointless sono i migliori esempi in
Eric Gaffney e Jason Loewenstein.
J seduto dietro la batteria e Lou alla
tal senso); altrove sbuca fuori una
Anche questo è indie rock, in fondo:
chitarra - siano stati tra i precursori
sensibilità melodica che diventerà
d’altronde i Sonic Youth, che sono
del grindcore. Giusto il tempo di un
trademark (Severed Lips), mentre
sempre stati lì, sono la dimostrazio-
demotape, un 7’’, due brani in una
non c’è ancora traccia del suono
ne vivente che anche quello che nei
compilation (Bands That Could Be
possente ed elefantiaco e del chi-
90 veniva chiamato alternative può
God, per la Conflict di Gerard Co-
tarrismo sguaiato di Mascis. In com-
attraversare una terza età, proprio
sloy) e una manciata di concerti
penso, in Repulsion c’è già il Cobain
come il caro vecchio rock. Una fac-
prevalentemente nel New England,
più introverso, Quest sfoggia tutte le
cenda di cocciutaggine, di compia-
che i due mollano i compagni Scott
ascendenze younghiane del leader
cimento e auto-celebrazione, a dosi
Helland e Charlie Nakajima per
e Cats In A Bowl odora di Sebadoh
uguali e ben miscelate. Sia come
iniziare un progetto tutto loro, con
(in questo stadio Barlow ha ancora
l’intenzione di partire da altre basi.
uguale peso, dietro al microfono e
Già R.E.M., Hüsker Dü, Replace-
in fase compositiva). Come suggeri-
ments e i gruppi del Paisley Under-
sce il bianco e nero dell’improbabile
ground stavano dimostrando che da
copertina, questo esordio è la carto-
punk, new wave e hardcore i confini
lina di un’America indie che non c’è
potevano allargarsi fino riscoprire i
più: quella della sperduta provincia
60. Poi c’erano quei geni sciroccati
di metà 80, con tutte le sue con-
dei Meat Puppets, per non parlare
traddizioni ed ingenuità, destinate
di ciò che di lì a poco sarebbero stati
comunque a sbocciare di lì a poco
capaci di fare i cervelli mandati in
in forma compiuta. (6.5/10) È infatti
pappa dall’acido dei Flaming Lips.
con la cascata di fuzz e wah di Little
Perché mai dei maledettissimi nerd
Fury Things, il singolo del 1987 che
la
di Amherst, Massachussets, non po-
apre You’re Living All Over Me,
sia, i Dinosaur Jr. sono nuovamente
tevano fare semplicemente la loro
che la musica cambia per davvero.
una realtà con cui fare i conti, vuoi
cosa? Che poi questa cosa si sareb-
Nel frattempo i tre, su pressione de-
per quello che hanno significato,
be chiamata indie rock era ancora
gli amici e fan Sonic Youth, erano
vuoi per quello che ancora possono
tutto da vedere, come dimostra il de-
passati alla SST (casa di leggende
- vogliono - significare. Superfluo ri-
butto della nuova band, ovvero Jay
hardcore del calibro di Minutemen e
cordare nel dettaglio ciò che è stato
al timone con chitarra e voce, Lou
Black Flag) ed erano stati costretti
seminato e ciò che è stato raccolto
virato al basso e il drummer Emmett
ad allungare la ragione sociale con
(e da chi); meglio, a questo punto,
Patrick Murphy (più semplicemente,
un “Jr” per distinguersi da omoni-
provare a ricostruire ciò che è stato
Murph) a completare il leggendario
ieri, per capire ciò che è (o potrebbe
trio. L’eponimo Dinosaur (ancora
essere) oggi. Domani, chissà.
senza il Jr.) esce nel luglio 1985 per
“È cominciato nel 1983, quando ho
la Homestead, la label di Cosloy che
iniziato a vedere le cose in maniera
ospita gente come Big Black e So-
diversa / l’hardcore non faceva più
nic Youth, già gruppi con una pro-
per me”. È lo stesso Lou Barlow che
pria identità; la musica che contiene
ci racconta la genesi dei Dinosaur
però non è altrettanto etichettabile,
(e, consapevolmente, di un intero
nemmeno oggi. C’è dentro un po’ di
movimento/sottocultura)
versi
tutto: hardcore, Neil Young, Meat
iniziali della sua Gimme Indie Rock
Puppets, hard rock, new wave ingle-
(Sebadoh, 1991). Come tanti altri
se, in una sorta di versione andata
adolescenti della provincia ameri-
a male della psichedelia west coast.
nei
sentireascoltare 83
Classic
in questione sono fra i maggiori re-
Classic
un’epoca).
all’inizio
conosciuta); accanto ad alcune b-si-
di Bug (SST, 1988), terzo capitolo
Eccola
qua,
des ci sono Little Fury Things, Freak
pubblicato proprio quando insieme
Scene, In A Jar e soprattutto Just
alla crescente popolarità - specie
Like Heaven (pubblicata come sin-
in Europa - i contrasti nell’organico
golo a inizio 1989), trasfigurazione
montano sempre più. A riascoltarla
indie rock del pop-wave romantico
oggi e a rivederne lo sgangherato
di Robert Smith, con Lou Barlow a
e artigianale video, Freak Scene è
fornire l’ultimo colpo di genio alla
semplicemente la perfetta indie rock
causa del Dinosauro: un ritornello
song, l’inno per una generazione
in stile thrash metal. Quel tragico-
futura ancora senza nome; il brano
mico “YOOOOUUU!!!!!” urlato dalle
simbolo, insieme alla coeva Teena-
viscere è così l’epitaffio ideale per
ge Riot (che, guarda caso, è ispira-
una formazione tra le più mitizzate
mi colleghi (ex membri di Jefferson
ta dalla figura di J), di un altro rock
degli ultimi vent’anni, al punto che
Airplane e Country Joe & The Fish,
a stelle e strisce, innocente e fie-
neanche gli stessi protagonisti han-
dinosauri di fatto). Nuovo nome,
ramente indipendente, non ancora
no poi saputo resistere all’odierno
nuova identità, ed è quella giusta:
moda, non ancora contaminato dal
richiamo della gloria.
in Kracked arrivano le schitarrate e
business che presto sorgerà intorno
E i 90? Volendo usare una frase ad
gli assoloni trash di Mascis, in un
all’alternative.
effetto, verrebbe da dire che i Di-
muro di suono rafforzato dagli ac-
Con il suo testo scioglilingua, la me-
cordi distorti di Lou e dai possenti
lodia Cure ricoperta da strati di chi-
fills di Murph; l’alchimia perfetta, la
tarre distorte, i caratteristici break e
formula sonora che serviva. Rispet-
gli assoli da guitar hero è la quintes-
to all’esordio, tutto qui è più com-
senza dello stile pop di Mascis, una
patto, compresso e a fuoco, dai riff
formula fortunata a cui tantissimi - lui
sabbathiani di Sludgefeast alla bal-
per primo - attingeranno; ma il resto
latona pre-grunge Tarpit (l’antenata
del programma non è da meno, nel
di Get Me, futura hit del 1993), dal
concentrare la scrittura in direzio-
power pop roccioso di Raisans alla
ne della forma-canzone (la stessa
bislacca struttura di The Lung - pra-
intrapresa, tanto per cambiare, da
ticamente un canovaccio per l’indie-
Thurston Moore & Co.: le affinità sti-
post-rock a venire, dai primi Polvo
listiche coi sonici in questo disco si
ai Built To Spill e Modest Mouse.
sprecano, vedi They Always Come).
Allo stesso tempo però, emergono
Non a caso il modello Neil Young
nosaur Jr. i Novanta non li hanno
le prime fratture: con Jay a perfe-
qui si fa sempre più forte, dai riffo-
vissuti, li hanno creati. Del resto,
zionare il suo songwriting annoiato,
ni psych di No Bones alla cavalcata
quanto fatto da Mascis in quel de-
Barlow viene relegato in chiusura
Yeah We Know fino a Pond Song,
cennio (e poi a inizio 2000 a nome
con l’emo-core ante litteram di Lose
prototipo della ballad acustica Ma-
The Fog) andrebbe meglio consi-
e i cinque minuti del collage folk lo-fi
scis-iana, laddove Let It Ride, Bud-
derato
Poledo; due soli brani che racchiu-
ge e The Post fanno ampio sfoggio
laddove la vicenda dei Sebadoh
dono una personalità artistica auto-
di decibel e adrenalina punk. Ormai
meriterebbe - che ve lo diciamo a
noma, seppur in nuce. Nondimeno,
c’è sempre meno spazio per Barlow,
fare - un intero capitolo a parte, e
al centro della scaletta c’è la prima
relegato anche stavolta in chiusura
neppure breve, con tanto di appen-
vera perla del repertorio, In A Jar:
a urlare tutta la sua insoddisfazione
dice dedicata ai Folk Implosion.
melodia vocale pigra doppiata da un
nella cacofonia psicotica di Don’t;
Non che Green Mind (1991), Where
basso in primo piano, poi un susse-
non passerà troppo e Jay lo metterà
You Been (1993), Without A Sound
guirsi di riff, cambi di tempo, chiave
definitivamente alla porta, segnan-
(1994) e Hand It Over (1997) non
e registro in struttura circolare, per
do la fine di un menage-à-trois che
siano all’altezza del nome Dinosaur
3:30 da manuale. Un classico istan-
proprio in Bug si era espresso al
Jr. (ok, almeno i primi due), ma la
taneo, così come l’intero album, ad
meglio delle potenzialità (8.5/10).
formula JayLouMurph era semplice-
oggi considerato da molti uno dei
Da qui sarà l’inizio di una nuova era,
mente un’altra cosa. D’altronde, il
migliori della band (8.0/10).
per i Dinosaur Jr e non solo. Nel-
rock da sempre vive dei suoi miti, si
C’è tuttavia qualcosa che manca an-
l’agosto del 1991, mentre Seattle è
alimenta e si rigenera attraverso di
cora ai Dinosaur, ed è la canzone
lì lì per esplodere, la SST pubblica
essi; l’indie rock, da par suo, non fa
definitiva, quella che marchia a fuo-
la compilation Fossils, ideale ap-
certo eccezione. Che la celebrazio-
co una carriera (e, in questo caso,
pendice alla band (così come era
ne continui.
84 sentireascoltare
come
produzione
solista,
Classic
sentireascoltare 85
Classic
Faust
NULLA DI SERIO
di Gaspare Caliri
T h e W ü m m e Ye a r s
I. Messa a fuoco
Con parte di quei soldi, costruì uno
ne illeggibile, patafisica, ma palpa-
studio tra Amburgo e Brema, nel
bile, mai eterea. Faust è infatti una
Storia di una cacofonia elettronica:
villaggio di Wümme, e vi fece tra-
sequenza di sillogismi che sbandano
nasce, si ingrossa, diventa uno dei
sferire sei musicisti, che presero il
in continuazione, sbronzi ed elettro-
rumori più molesti della musica po-
nome di Faust - “pugno”, in tedesco.
nici; non si sa dove vogliano arriva-
polare, prima di morire fagocita in un
L’anno dopo uscì il loro primo album
re. A chiunque ne parli, quel disco fa
boccone qualche nota di Satisfac-
(omonimo), prodotto da Nettelbeck,
diventare dislessico, contraddittorio,
tion dei Rolling Stones e di All We
che come recita la minimal coperti-
gli fa vagabondare il ragionamento,
Need Is Love dei Beatles, digerendo
na contemplava ben otto musicisti, i
esercitare la contraddizione.
all’istante tutto il pop e il rock.
primi sei seminali al progetto: Wer-
Ora, non ha senso dire “patafisica”
Oppure: una cacofonia che cresce,
ner Diermaier (detto Zappi) alla
senza spiegarsi, se non si voglio-
si stabilizza come in un ingranaggio,
batteria insieme ad Arnulf Meifert,
no mandare a dire delle parole a
e una coda che le scodinzola dietro,
Hans-Joachim
all’organo,
caso. L’idea è che attraverso quella
che si nutre dei prodotti del lampo
Jean-Hervé Péron al basso, Rudolf
“scienza delle soluzioni immagina-
iniziale, che continua a figliare per-
Sosna alla chitarra e alle tastiere,
rie” si riesca ad avere una lettura
sonaggi krauti.
Gunter Wuesthoff al sax e al synth,
lungimirante, che non ci faccia in-
L’intro di Why Don’t You Eat Car-
Kurt Graupner come ingegnere del
dugiare e che ci permetta di passa-
rots - primo brano del primo disco
suono, Andy Hertel come percus-
re ai dischi successivi. La buttiamo
dei Faust -, parabola di rumore elet-
sionista aggiuntivo.
lì: può essere che in Clear i Faust
tronico, potrebbe essere utilizzata
abbiano trasposto in musica il mec-
come metafora e chiave di lettura
Il disco vendette pochissimo in patria - dove i Faust vennero accolti
di tutta la carriera dei suoi autori.
con attonita incomprensione -, ma
ro”. In che modo? Appropriandosi,
Dopo un esordio che fa consuma-
la Polydor decise di stamparlo an-
nel loro cut-up, non solo di linguag-
re le penne per descriverlo, i Faust
che in Inghilterra, nazione già allo-
gi diversi - cosa che faceva anche
continuarono la propria produzione
ra aperta alle novità di provenien-
Frank Zappa - ma delle voci che li
normalizzandola, in un certo senso,
za tedesca. La versione inglese di
parlano, prese in blocco, utilizzate
o declinandola in modo diverso da
Faust (9.2/10) (detta anche Clear),
senza appiattirle in un unico punto
quel leggendario esordio.
fu stampata su un vinile trasparente,
di vista. Un meccanismo che deriva
Se vogliamo cedere all’approssima-
contenuto in una copertina (altret-
direttamente dalla musica concre-
zione, possiamo segmentare ciò che
tanto trasparente) sulla quale com-
ta,
uscì sotto il nome Faust in tre tron-
pariva un pugno radiografato. Dopo
non parafrasa il quotidiano, ma ne
coni: uno immediatamente successi-
la cacofonia di cui sopra, si snoda-
sfrutta indirettamente il discorso ri-
vo al capolavoro iniziale, ancorato
vano tre lunghe tracce (per un totale
portato, si adegua al suo respiro.
allo studio di Wümme, uno legato
di mezz’ora circa) costruite su col-
Questa è patafisica, è compresenza
alla disgregazione di quell’ambien-
lage superkraut-avantprog, concate-
argomentativa di mondi diversi (e ir-
te, uno scaturito dallo scossone di
nati tra loro da elettronica e musique
riducibili al compromesso) basata su
inizio Novanta, che li fece tornare
concrète; una moltitudine di forme,
una coesione impossibile. È impos-
nell’auge alternativa. Ma andiamo
annoiat, dall’ostentazione dell’intel-
sibilità dialettica di scegliere tra due
con ordine.
ligenza e della tecnica, con le quali
opzioni, tra due opposti, ma neces-
Nel 1970 il giornalista musicale Uwe
i Faust ci restituirono un sarcasmo
sità di farli parlare insieme. I Faust
Nettelbeck (scomparso di recente),
poliedrico e sublime, fastidioso e
in combutta con il funzionario della
disinteressato ad essere percepi-
si presero la libertà di parlare con la
lingua d’altri, e di fare in modo che
Polydor Kurt Enders, ebbe un antici-
to come colto e basta. In quelle tre
po dalla casa discografica per met-
composizioni i nostri amici procedet-
tere in piedi un gruppo rock tedesco.
tero con un’arte dell’argomentazio-
86 sentireascoltare
Irmler
canismo del “discorso indiretto libe-
almeno
concettualmente,
che
la propria non fosse individuabile e
descrivibile.
Classic
T h e W ü m m e Ye a r s
II. Angolature
dentro cui si incastona lo scherzetto
lasciare che esse si parlino, ma non
melodico che dà il titolo al brano, un
integrandosi, bensì mantenendo la
Quest’arte, però, per sopravvivere
refrain che basta a se stesso. È una
propria identità nella condizione di
dovette cambiare. Detto fatto, con
struttura ipnotica, meccanica ed eu-
non essere vista, in stato di sorvolo.
il secondo disco di Wümme (che
forica al tempo stesso, che si fa can-
Una “messa a distanza” che permise
non raggiunse quei livelli di sopraf-
ticchiare. Ha un inizio e una fine.
il dispiegamento dell’ironia.
fazione
vennero
Segue il disimpegno arioso che in-
Un altro modo, sembrano però dirci
fuori gli stilemi faustiani. Faust So
troduce No Harm, sornione quanto il
i Faust, può essere l’estrema fram-
Far (7.7/10), uscito nel 1972 pri-
lento sfocare finale di On The Wat
mentazione: essa permette l’utilizzo
ma in Inghilterra che in Germania,
To Abamae. Ma nel frattempo accade
degli spezzoni “concreti” del primo
sempre per la Polydor, crebbe così
un altro evento: Mamie Is Blue ci fa
disco accanto alle messe in moto
con due anime ben differenziate, se-
passare qualche brutto (bellissimo)
di ingranaggi puri introdotti nel se-
condo una segmentazione netta che
minuto di musica industriale ante lit-
condo. È la tecnica con cui venne
era del tutto assente solo un anno
teram, musica che ingrana una cate-
suonato e prodotto The Faust Ta-
prima: quella “pastorale”, più vicina
na di montaggio e la mostra mentre
pes (8.0/10), uscito per la Virgin nel
all’allora tradizione dilagante del-
si muove ciclicamente. Tecnologica
1973. Nettelbeck cercò di dare al
la psichedelia progressiva; ma so-
la musica dei Faust, lo si è detto
disco la parvenza di taglia e cuci ca-
prattutto quella percussiva, di “pura
spesso. Ma cosa è più tecnologico?
suale del materiale provato a Wüm-
struttura”, fatta di trame che, auto-
La perdita estetizzata di certezze, o
me. Non fu così, ma è l’effetto che
nome,
la nuova certezza estetizzante, ov-
conta: ventisei tracce, tra cui “eser-
solo una alla volta.
vero la cultura paranoica dell’ingra-
cizi”, “canzoni” (Flashback Caruso),
Molte cose cambiarono, dicevamo,
naggio? In So Far i Faust hanno vira-
le (già) solite strutture matematiche
ma alcune diventarono l’opposto. La
to status, da descrizione sfaccettata
(J’Ai Mal Aux Dents) e industriali.
copertina, per esempio, era nera con
dello scompenso macchinino, visto
C’è anche la sega elettrica. Più di
i caratteri in rilievo. It’s A Rainy Day
nell’isolamento di Wümme, a prove
metà dei brani non ha titolo.
(Sunshine Girl) (la prima traccia, il
di emulazione mimetica della tecno-
I “nastri” dei Faust ebbero un suc-
nuovo manifesto) è ancora oggi uno
logia, tramite strutture sonore.
cesso di vendita clamoroso. La Virgin
spassosissimo mantra percussivo,
Il punto è che potrebbe essere di
riuscì a mettere in scaffale il disco
destinato a rimanere la canzone
non ritorno. L’unica salvezza, in certi
a 49 cents, una miseria anche per
forse più nota dei Faust, basata su
casi, è la leggerezza, diceva anche
allora, e risultò un peccato non com-
un martellare di tamburo (che non
Calvino. I Faust ne avevano dato pro-
prare un disco con così alte pretese
lascia troppo all’immaginazione la
va con il primo album. L’unico modo
a così basso prezzo. I brani erano
mole di Diermaier) ossessivamente
per destreggiarsi tra tante angolatu-
stati registrati tra il 1971 e il 1973,
perpetrato per sette minuti e mezzo,
re dell’orripilante poliedro umano è
e la loro pubblicazione fu un’ottima
dell’ascoltatore),
possono
essere
affrontate
sentireascoltare 87
te e compromise di fatto il mito dei
modo che forse ha più fornito una
me. Dopo The Faust Tapes, infatti,
Faust. Ma in un modo abbagliante,
forte peculiarità ai Faust del post-
Péron, Sosna e soci se ne andarono
si può dire. Giocando con l’etichet-
Wumme: il recupero, il trattamento e
dalla loro oasi per produrre il quarto
ta data ai gruppi tedeschi di allora,
l’autocoverizzazione dei propri bra-
disco in uno studio dello Oxfordshi-
la prima traccia (Krautrock) è pura
ni, secondo un crocevia di versioni
re. Ma in contemporanea al terzo al-
ortodossia tedesca, certo al modo
tutte simili e tutte diverse e un cro-
bum dei Faust non si può non men-
dei Faust. È minimalista, ancora
cevia di nomi e titoli che si richiama-
zionare un capitolo importante della
una volta, distorta e sballona come
no l’un l’altro. Se una versione viene
loro esperienza tedesca: il contatto
le migliori cavalcate Kosmische. Ma
ripresa in continuazione, si dichiara
con l’avanguardia americana.
poi finisce. E iniziano le canzoni.
pertinente la struttura soggiacente
Il “Dream Syndicate” era il quartier
Una in levare (Sad Skinhead), una
oppure l’effettistica che permette a
generale
LaMonte
quasi ballabile (Giggy Smile), una
quella struttura di ricevere nuovi sol-
Young, vi parteciparono anche John
rassegnata e trasognata a un tempo
chi di vinile di cui appropriarsi?
Cale, in periodo Factory, e vi stava
(Jennifer). Praticamente, tutti incubi
Non è una domanda a cui possiamo
diventando molto noto un composi-
narrabili.
qui rispondere, ma i Faust danno
tore di nome Tony Conrad. L’incon-
Faust IV espresse l’unica e vera al-
materiale a non finire per architet-
tro di quest’ultimo con Nettelbeck
ternativa nata internamente al suono
tare una risposta. Faust V, come le
significò l’uscita di Outside The
Faust per evitare la ripetizione con-
uscite immediatamente successive a
collaborazione
tinua degli stili individuati dagli altri
esso (a parte i Party Extracts, che
tra Conrad e alcuni dei Faust (tranne
dischi. E in questo è l’album la cui
uscirono nel 1979 e raccolsero ul-
Wüsthoff al sax, per esempio). Ecco,
riuscita risultava più difficile rispetto
teriori alternative version di alcuni
questa è musica del tutto minimali-
a ogni altro (esordio a parte). Ma an-
brani di Wümme), ruotano attorno
sta. Un tono di basso e un tempo ri-
cor più difficile era farne seguire un
al materiale registrato nel 1975 ad
petuti all’infinito (From The Side Of
nuovo capitolo.
Annarella, Monaco di Baviera. Munic
Man And Womankind), con la viola
Risultò più che difficile, impossibile:
è lo spezzone macchinico che fa da
di Tony ad accrescere la ripetizione
Faust V rimase allo stato di casset-
perno per 71 Minutes Of… (Recom-
e il cambiamento infinitesimo. Fu
ta, perché la Virgin non si convinse
mended, 1979) (6.8/10) e per Return
un evento. I Faust fecero dell’avan-
a mandarlo in stampa e distribuirlo
Of A Legend: Munic And Elsewhe-
guardia bell’e buona, invece che la-
(forse anche perché la verve mana-
re (Recommended, 1986) (6.5/10),
sciare che essa fosse una secrezio-
geriale di Nettelbeck - che subito
mentre alcuni resti della prima metà
ne della loro arte argomentativa. E,
dopo abbandonò il gruppo - era sce-
dei Settanta di Wümme compongono
in definitiva, fu anche un campanello
mata insieme al suo interesse per la
The Last LP (Recommended, 1989)
d’allarme.
faccenda. Vi si può fare un breve ac-
(5.8/10). Nel frattempo se ne sono
cenno, come stimolatore di tenden-
andati Irmler e Sosna e, come si
ze, a proposito di una delle sue trac-
sarà notato, i Faust hanno avviato,
ce, la versione di Flashback Caruso
prima di sciogliersi provvisoriamen-
Faust IV (Virgin, 1974) (8.2/10) fu
(uno dei cavalli di battaglia dei tede-
te, una collaborazione con la Re-
dunque
nel-
schi, tratto da Tapes) qui intitolata
commended Records di Chris Cutler
l’Oxfordshire, nel 1973. Non ebbe il
Groceries Caruso. Essa inaugura
degli Henry Cow. In questo periodo
successo di pubblico del preceden-
un processo di auto-archeologia nel
il culto del frammento reso prolisso
Dream
newyorkese
Syndicate,
di
Il dopo-Wümme e la
disgregazione
registrato
a
Manor,
non ha uguali; neanche dopo la reunion le strutture industrial-cosmiche
che comporranno i nuovi brani saranno tanto condizionate dall’indagine (o dalla mancata indagine) sulla forza espressiva di una struttura
mandata a morire per paranoia. Volgendo lo sguardo a tutto quello che
si è detto, non è forse un caso che
nel primo disco ci siano tre lunghe
composizioni di frammenti inframmentabili (seppure chirurgicamente
frazionabili, a discrezione dell’ana-
Jean e Zappi
Classic
conclusione all’esperienza di Wüm-
lista), e che invece il frammento sia
autonomizzato nei dischi successivi.
È un problema, ancora una volta, di
88 sentireascoltare
Classic
prospettive e, aggiungiamo, di chiusura di un testo. La focalizzazione è
ormai unicamente concentrata sulla
struttura industriale, sul frammento,
proprio perché i Faust hanno deciso
di isolarlo e di buttarcisi a pesce. Ma
sono anche gli anni in cui, a Sheffield, nasce un qualcosa di molto
teutonico, che sarà poi battezzata
(senza un accordo di paternità definitivo) musica industriale…
La ricomposizione
Non resterà nulla, degli anni Ottanta faustiani. Il decennio successivo
invece venne inaugurato da una ripresa dei lavori, siglata da una serie di concerti degni del potenziale
abrasivo dei Faust - uno, ad Amburgo, finì su The Faust Concerts 1
(Table Of The Elements, 1990), un
altro, al Marquee di Londra, divenne The Faust Concerts 2 (Table Of
dalla presenza, a una delle chitar-
stata una costante - probabilmente
re, di Keiji Haino), quel tempismo
grazie alla batteria di Zappi. Tut-
che è mancato loro per IV. L’effetto
to sommato è allora meglio vedere
è più classicamente “cosmico”, mol-
queste menti straordinarie dal vivo,
to più che nel pieno splendore della
anche se le menti oggi sono solo due
Kosmsiche Musik. E sarà così da lì a
(ha abbandonato anche Irmler), coa-
un’altra decina d’anni abbondante.
diuvate a turno dai due Ulan Bator
The Elements, 1990) -, ma anche
Nulla di serio
dalla morte di Sosna. I Faust rima-
è brutto dirlo, ma il risultato più
sti erano Irmler, Zappi e Péron. Per
evidente della rinascita del pugno
avvisare che non si trattava di can-
radiografato è stata una logorrea
to del cigno, pubblicarono il singolo
di pubblicazioni antitetica al tempe-
Chemical Imbalance (Chemical Im-
ramento faustiano. A testimonianza
balance, 1990). Subito arrivò Jim
del tempismo di cui sopra, da Rien
O’Rourke, a segnare il territorio,
a oggi abbiamo assistito a una ven-
e a produrre il disco successivo, il
tina di uscite, di cui solo due - tre,
primo con materiale originale dopo
se aggiungiamo una collaborazione
vent’anni. Il titolo, particolarmen-
- sono album veri e propri. Il primo
te riuscito, fu Rien (Table Of The
è anche meglio di Rien, si intitola
Elements, 1994) (6.8/10), stando a
You Know Faust (Klangbad, 1997)
significare sei ostiche tracce senza
(7.0/10) e sperimenta una sofistica-
canto. L’eccezione è Fin, una rima
zione del rumore abbastanza inedita.
interna alla carriera dei Faust, visto
Il secondo è Ravvivando (Klangbad,
che riverbera il finale (semplicemen-
1997), ma scopre l’acqua calda e si
te perfetto) di Miss Fortune, brano
scotta. La collaborazione - con Dä-
conclusivo di Clear. Ma anche, coe-
lek, ma senza Péron - è Derbe Re-
rente con la “francesità” dilagante
spect, Alder (Staubgold / Klangbad
nell’album, quel brano ci rimanda a
/ Indigo, 2004). Riguardo a quest’ul-
Le Mepris di Godard, dove, in piena
tima, la commistione con l’hip-hop
Nouvelle Vague, una voce introduce-
non giova granché: tale tentativo lu-
va il simulacro della visione, facen-
gubre e oscuro urla la sua schiavitù
do le veci dei titoli di testa.
nei confronti degli anni 90. Si salva
La title track è come un tema à la
Collected Twighlight, proprio perché
Krautrock montato su un finale alla
valorizza il lavoro batteristico, oltre
Gastr Del Sol: è il prezzo da pagare
che un ululato elettronico strozzato.
per l’interessamento del prezzemo-
Ma già da You Know (e ancor prima
lo O’Rourke, che è evidentemente
da Rien) lo stile ha del tutto perso
la cartina di tornasole del tempismo
quella eccellente combinazione di
che hanno avuto i Faust negli anni
artificiale e sanguigno che, a pen-
Novanta (ciò è dimostrato anche
sarci bene, per tutti gli anni 70 era
Audrey Cambuzat e Olivier Manchion. Sembra che qualcuno l’abbia
capito: è appena uscito l’ennesimo
cofanetto (In Autumn) in DVD.
Qui però urge una conclusione un
po’ mistica. Probabilmente Julian
Cope (autore di Krautrocksampler,
bigino indispensabile per iniziarsi al
rock tedesco), dubiterebbe delle ultime cose dette. E ci sta, perché ci
sono molti modi di fruire del krautrock, tra i quali ne isoliamo due e
li mettiamo in risonanza reciproca,
perché, come ci insegna la patafisica, le contrapposizioni pure non
esistono. Da un lato si può guardare
criticamente alle costruzioni kraute,
calcolarle nel loro spazio e nel loro
tempo, come abbiamo cercato di
fare, dall’altro si può cedere, sguinzagliare i propri neuroni perché assecondino il trip, come spesso fa
Cope, e lasciare che le strutture dei
Faust, anche quelle meno riuscite,
quelle più derivative, alimentino la
Grande Musica Caos-mica, che è
vorace e ha bisogno di cibo, anche
non originale. Ma sarebbe forse una
cosa troppo seria.
sentireascoltare 89
Classic
Cl a ssic album
Henry Cow - Western Culture
Che l o si consideri il c a n t o d e l c i g n o d i u n a b a n d c h e a v e v a e s a u r i t o l a s u a
carica espressiva, o s e m p l i c e m e n t e i l c a m b i o d i p e l l e d i u n a c r e a t u r a i n
continua mutazione, s t a d i f a t t o c h e We s t e r n C u l tu r e r a p p r e s e n t a l ’ u l t i m o
capitolo del “colletti v o ” H e n r y C o w, t e r m i n e c h e m e g l i o s i a d d i c e a d u n
progetto “aperto” ch e h a f a t t o d e l l a t r a s f o r m a z i o n e l a s u a p i ù i m p o r t a n t e
caratteristica. Un so l o c a p i t o l o , c o m u n q u e , d i u n l i b r o c h e d i l ì a p o c o s a rebbe continuato con a l t r i n o m i ( A r t B e a r s , C a s s i b e r e v i a d i c e n d o ) , s e n z a
tuttavia tralasciare l ’ a p p r o c c i o a v a n g u a r d i s t a e “ d i o p p o s i z i o n e ” , g i à p u n t o
di partenza del nucle o o r i g i n a r i o .
Abba ndonata mome n t a n e a m e n t e l a v o c e d i D a g m a r K r a u s e ( c h e s i s a rebbe presto riunita a F r i t h e C u t l e r p e r f o r m a r e g l i A r t B e a r s ) e c o n c l u s a
l’esperienza di fusio n e c o n g l i S l a p p H a p p y , i l q u a r t e t t o ( c o n Ly n d s a y
Cooper ai fiati, Chri s C u t l e r a l l a b a t t e r i a , H o d g k i n s o n a r r a n g i a t o r e e p o l i strumentista e Fred F r i t h a l l a c h i t a r r a ) c h i u d e i n b e l l e z z a i s u o i q u a s i d i e c i
anni di attività con u n d i s c o c h e è l a l o g i c a c o n c l u s i o n e d i u n p e r c o r s o a r t i s t i c o p a r t i t o d a l j a z z - r o c k e a p p r o d ato
ad una musica semp r e p i ù c o n c e t t u a l e e s e m p r e m e n o l e g a t a a d u n g e n e r e b e n p r e c i s o .
Western Culture è s e n z ’ a l t r o l ’ a l b u m p i ù d i ff i c i l e , l a s c o m m e s s a p i ù a z z a r d a t a d e l l a b a n d d i C a m b r i d g e , i l più
vicino ai metodi com p o s i t i v i d e l l a m u s i c a “ c o l t a ” , d i c h i a r a z i o n e e s p l i c i t a e c r i t i c a a l l o s t e s s o t e m p o , d i a p p a rte nenza alla cultura o c c i d e n t a l e , p r o f o n d a a n a l i s i s o n o r a d e l l a s o c i e t à i n d u s t r i a l e , n e l l ’ e p o c a p i ù d e c a d e n t e del
capitalismo mondiale , c h e p r o p r i o a l l a f i n e d e g l i a n n i 7 0 v i v e v a i l s u o m o m e n t o p i ù d i ff i c i l e . L a s c i a t a l a Vi r g i n per
motivi strettamente i d e o l o g i c i , n e l m o m e n t o i n c u i l a l a b e l , d o p o i l s u o p e r i o d o d i g r a n d e d i s p o n i b i l i t à e i n t e r e sse
verso il progressive , m u o v e v a i p r i m i p a s s i v e r s o i l s u o f u t u r o d a g r a n d e m a j o r i p e r - c o m m e r c i a l e e i n a t t e s a di
dare vita alla Recom m e n d e d R e c o r d s ( R e R ) , d i v e n u t a p o i l a c a s a c o m u n e d e l l a c o m u n i t à d i R o c k I n O p p o s i t i o n e
più in generale degli a r t i s t i c o e r e n t e m e n t e i n d i p e n d e n t i , We s t e r n C u l t u r e e s c e p e r l a B r o a d c a s t , p i c c o l a e t i c het ta fondata da loro st e s s i c o n l ’ i n t e n t o d i s v i n c o l a r s i i l p i ù p r e s t o p o s s i b i l e d a l l e r i d i c o l a g g i n i d e l l a o r m a i c e l e bre
etichetta inglese.
La totale libertà com p o s i t i v a d e l q u a r t e t t o s i e s p r i m e q u i n e l l a s u a e s s e n z a , i n t e r v e n e n d o s u l l a f o r m a e s u i c o nte nuti, estremizzandol i . D u e l u n g h e s u i t e , c h e s i n t et i z z a n o i n m a n i e r a e c c e l l e n t e l e d u e a n i m e d e l l a b a n d : H i s t ory
& Prospects porta la f i r m a d i H o d g k i n s o n e g i à d a i t i t o l i p r e s u p p o n e i l l a t o p i ù “ m a r x i s t a ” ( o d d i o , n o n c r e d o che
accetterebbe questo a g g e t t i v o , b a s t i a n c o n t r a r i o c o m ’ è ) d i q u e s t a s o r t a d i a n a l i s i s o c i o l o g i a i n m u s i c a . I n d u s try ,
The Decay Of The C i t i e s , r i c h i a m a n o e s p l i c i t a m e n t e a l l a d e c a d e n z a d e l l e g r a n d i c i t t à , c u l l a d e l c a p i t a l i s m o e ve trina del mondo mod e r n o e l a p a r t i t u r a ( t i p i c a d e l l o s t i l e d e l l ’ a u t o r e ) b e n s i a d d i c e , n e l s u o i n c e d e r e f r a s t a g l i ato
e scomposto, alla sc h i z o f r e n i a d e l m o n d o o c c i d e n t a l e . L e i n d u s t r i e e i g r a t t a c i e l i c r o l l a n o m e t a f o r i c a m e n t e s o t to i
colpi della chitarra-p e r c u s s i o n e d i F r i t h e l e p u n t e g g i a t u r e d e i f i a t i e d e l l a b a t t e r i a , q u a s i f o s s e r o p r o i e t t i l i s p a rati
a cadenza irregolare .
Di più ampio respiro l a s e c o n d a s u i t e , D a y B y D a y ( s c r i t t a d a l l a C o o p e r ) , c h e , n e i q u a t t r o e p i s o d i c h e l a c o s t i tui scono, lascia più sp a z i o a i f i a t i e a l l e t r a m e c o n t r a p p u n t i s t i c h e . N e d e r i v a u n ’ a t m o s f e r a p i ù c o m p a t t a , m e n o fra stagliata della prece d e n t e e p i ù l e g a t a a d u n s o u n d t i p i c a m e n t e r o c k p r o g r e s s i v e , a l m e n o p e r q u e l l o c h e r i g u a rda
le parti tematiche. P e r i l r e s t o a n c h e i n q u e s t o c a s o , i c a m b i r i m a n g o n o b r u s c h i e a l l a f i n e s i s c o p r e d i t r o v arsi
di fronte ad una suc c e s s i o n e d i q u a d r i s o v r a p p o s t i c h e s i i n t e r s e c a n o m e l o d i c a m e n t e g l i u n i c o n g l i a l t r i , c ome
in una sorta di sinfo n i a m a h l e r i a n a ( m a s s ì , a z z a r d i a m o ! ) i n c u i t u t t o è l e g a t o m a n o n s e c o n d o l a s e m p l i c e l o gica
compositiva dello sv i l u p p o t e m a t i c o .
Cala il sipario, dopo p o c o p i ù d i u n a t r e n t i n a d i m i n u t i , s u u n a d e l l e r e a l t à m u s i c a l i p i ù i n t e r e s s a n t i d e g l i a n n i Set tanta . Senza rancori , n é r i m p i a n t i , c o s ì c o m e s i e r a a p e r t o . A n c h e p e r c h é i l s i p a r i o , i n r e a l t à , i n q u a n t o s i m b olo
di divisione tra realt à e s p e t t a c o l o , q u e s t i g e n i a l i e x - s t u d e n t i d i C a m b r i d g e , n o n l o a v e v a n o m a i n e a n c h e i m ma ginato, provando a s m o n t a r e p e z z o p e r p e z z o i l t e a t r o d e l l o s h o w b u s i n e s s , s e n z a l a s p e r a n z a n é l ’ i n t e n z i o n e di
riuscirci. Semplicem e n t e r i m a n e n d o s e s t e s s i e c u s t o d e n d o g e l o s a m e n t e l e p r o p r i e i d e e , d i c u i o g g i , p e r n o stra
fortuna (e grazie ad u n a m a i s o p i t a l o r o i s p i r a z i o n e ) p o s s i a m o a n c o r a g o d e r e a p p i e n o .
D a n i e l e F o l l ero
90 sentireascoltare
Gobblehoof - Confessions Of Mr. Sadist
Nell’anno del ritorno sulle scene di J. Mascis e proprio quando, con Almost Complete (Baked Goods, 2007, opera omnia della band hc), i Deep
Wound (J. Mascis, Lou Barlow, Charles Nakajima, Scott Helland) paiono
retrospettivamente tornare all’onore delle cronache musicali nostrane, non
è forse fuor di luogo riesumare il cadavere, non del tutto decompostosi
nella memoria dei cultori grunge della prima ondata, dei Gobblehoof. Ad
Amherst, infatti, non furono attive solo stelle di primissima grandezza quale
il Dinosauro Giovinetto. Altro smosse le acque rock, fra i tardi anni 80 ed il
principio della decade successiva, in USA. Perlomeno in Massachussetts.
Charles Nakajima, cantante dei Deep Wound, fu il fautore primo della misteriosa creatura grunge chiamata Gobblehoof. Così come emerse il capo
dal marasma musicale “di genere” dell’epoca, altrettanto repentinamente lo
reimmerse per mai più riaffiorar sulle acque rock da allora a noi. L’esordio
del combo è un extended-play omonimo: Gobblehoof (New Alliance, 1990).
J. Macis - c’è anche lui - si diletta a menar giù di batteria con la grazia di un bulldozer in questo disco. Canta invece
Nakajima. E lo fa con passionalità somma, personalità versatile, a volte parlando e scandendo le parole più che
cantarle, sempre ben conscio dei suoi psicodrammi interiori. Teso, quando serve, a consumarsi/immolarsi sul palco
della canzoncina grunge da pochi minuti come istrione ben navigato. Uno spreco di mezzi espressivi il suo, non di
quelli tecnici. Non osa nemmeno accreditarsi come vocalist nella backsleeve del vinile. Piuttosto come “narrator”.
Gran uso, ed abuso, di quella gracchiante voce che Madre Natura gli ha donato, insomma. Ma qui il gioco funziona
eccome. Soffocato da strette al collo del blues più primitivo, il sound dei neonati Gobblehoof non si nutre solamen te del latte poppato dalla mammella di Mamma J. Mascis. Tutt’altro! Charles Nakajima e Tim Aaron gestiscono il
gruppo dalle fondamenta. Compongono l’uno i testi, l’altro le musiche. Ed è sul loro talento che la baracca si regge,
se vogliamo dare a Cesare quel che è di Cesare. Sono loro, infatti, con concreta fantasia musicale, a dettare le
direttive sonore in questo corto LP. Il registro, dicevamo, potrebbe essere quello del blues primitivo dei Birthday
Party. Ma con più raziocinio rivisitato, meno barbaro e forse non meno efferato. Torch, Fried, Upside Down, Mad
Dog, Sacrifice, Menacing Realm (su CD anche What’s A Head? e Age Of Darkness) sono tutti titoli genericamente
ascrivibili al grunge. Ad esso furono accomunati a posteriori, a cose fatte. All’epoca, il loro disturbante melange
di heavy metal sound e psichedelia pesante accelerata, era grunge per appartenenza anagrafica. Il suono grunge
come protesi evolutiva di certo post-hc. Tutto qui. Anche i sommi dell’hard rock storico vengono tirati per le maniche a ballare queste armonie prepotenti. Led Zeppelin su tutti forse. Anche se ben mascherati. Camuffati sino
a rendersi spesso solo vaga ascendenza sul suono complessivo dei Gobblehoof. Che già è, e sempre più sarà,
psichedelico e maniacale. Non da ultimo nei testi, come vedremo. Uno iato di ben tre anni separa però l’esordio dal
successivo capolavoro. Freezer Burn (New Alliance, 1992) - al nucleo storico Nakajima/Aaron si aggiungono ben
due innesti: Kurt Fedora e George Berz - vola alto, libra addirittura, in una terra di nessuno fatta di psichedelia,
hard rock, grunge ed un qualcosa di non ben classificabile, in termini di influenze sulla musica della band, dovuta
forse alla dipartita di Mascis (qui solo produttore) e al prepotente emergere delle liriche di Nakajima. Questo elemento disturbante è la psicosi. Cantata in Sadist, di cui vale riassumere in breve la storia narrata. Quella di uno
psicopatico che attende le sue innocenti giovani vittime sul retro di uno schoolbus. L’intero pezzo, in un crescendo
traumatico ed orrorifico che ha pochi pari nella storia non sempre gloriosa del grunge, narra la vicenda dal punto di
vista di questo oscuro figuro: Mr. Ernie. Si apre come una fantasia macabra rievocata, nel nome del Marchese de
Sade, dal protagonista stesso come in un flusso di coscienza tutto suo. Poi, a poco a poco, l’invito (“ louder please!”) che il cantante/Mr. Ernie fa a se stesso riconduce la narrazione musicale nel campo della confessione “aperta
al pubblico”. Adesso il cantante, quindi Mr. Ernie, parla di se stesso in terza persona. Le musiche sono sempre più
cupe. L’imprinting vocale è quello di Nick Cave. Il vissuto drammatizzato prima, diviene poi epico ed infine catartico
lamento lisergico. Sino alle urla finali, sampling di donne gementi sullo sfondo del tappeto sonoro, accompagnate
dalle chitarre che sempre più si amalgamo in un unico riflusso di suoni distorti e cadenzati. Bellissimo. Il resto
dell’album non è certo fatto di riempitivi. Tutt’altro. Dai Minutemen in versione funky grunge della successiva Sin
Tax alla cingolata opener Nomad Lust, dall’incrocio Saccharine Trust/Black Sabbath in Embryo sino al singolo
Headbanger (a voce distorta). Ciliegine sulla torta la ballata Seed e la messa nera a ritmo hard rock di Shotgun.
Massimo Padalino
sentireascoltare 91
Classic
Lost Gru n ge Heroes
l a s e ra d e l l a p r i m a
a c u r a d i Te r e s a G r e c o
VISIONI
300 (di Zack Snyder – Usa, 2007)
3 0 0 è u n o d e i f i l m p i ù s p e t t a c o l a r i d e l l a s t a g i o n e , è c i n e m a u s c i t o f uori
d a l l a g r a p h i c n o v e l d i F r a n k M i l l e r. 3 0 0 è i l n u m e r o d e i s o l d a t i s p a r t ani
c h e , p e r g io r n i , c o n R e L e o n i d a i n t e s t a , i n c h i o d a r o n o a l l e Te r m o p i l i la
p i ù g r a n d e m a c c h i n a d a g u e r r a d e l l ’ a n t i c h i t à , l ’ e s e r c i t o p e r s i a n o . 3 0 0 è il
r e s o c o n t o d i u n m a s s a c r o . 3 0 0 è i l p r e z z o p a g a t o p e r l a l i b e r t à . 3 0 0 non
è s o l o u n f i l m , m a e p i c a a l l o s t a t o p u r o , u n a f o r m a n a r r a t i v a c o n i m u s coli
i n e v i d e n z a e l e s p a d e s g u a i n a t e , i l c i e l o n e r o d i f r e c c e e l a t e r r a r o s s a di
s a n g u e . 3 0 0 è u n f i l m a m e r i c a n o , e l o s i c a p i s c e d a m o l t e c o s e , s p e c i e da
c o m e d i s p i e g a l ’ e p i c a – d e l r e s t o , S a v i a n o , s u L’ E s p r e s s o , s c r i v e : “G l i Usa
s o n o g l i u l t i m i i n g r a d o d i f a r e e p i c a . L’ e p i c a s i s e d i m e n t a e s i c r e a q u a ndo
è f o r t e i l s e n s o d i a p p a r t e n e n z a a u n a c i v i l t à e a n c o r p i ù q u a n d o e s s a si
s e n t e m i n a c c i a t a . L’ e p i c a l a f o n d a e l a d i f e n d e . I n c o n t r a p p o s i z i o n e agli
altri, ma non può essere che così.”
E p p u r e c ’ è q u a l c o s a c h e i l g i o v a n e r e g i s t a Z a c k S n y d e r , c o n q u e s t o suo
f i l m , a g g i u n g e a s e c o l i e s e c o l i d i r a c c o n t o e p i c o . I l r a l l e n t i . C h i a r a m e nte
n o n l o i n v e n t a S n y d e r, n é è l a p r i m a v o l t a i n c u i c o m p a r e t r a l e p i e ghe
d e l l ’ e p i c a c i n e m a t o g r a f i c a – p e r c r e d e r c i , g u a r d a t e i p i ù r e c e n t i A l e x an d e r , Tr o y, I l g l a d i a t o r e . M a i n 3 0 0 l ’ u s o è s i s t e m a t i c o . N o n c ’ è s c e n a di
b a t t a g l i a c h e n o n d i a p r o v a d i u n r a l l e n t i . E ’ c o s ì c h i a r a e l a m p a n t e la
scelta, che la struttu r a , l ’ e s t e t i c a d e l f i l m , p o t r e bb e b e n i s s i m o r e g g e r s i s u q u e s t a p i c c o l a f i g u r a d e l l i n g u a ggio
cinematografico.
Il risultato è che il fil m è p u n t e g g i a t o d a l r a l l e n t i . P r o p r i o c o m e l e v i r g o l e i n u n t e s t o l e t t e r a r i o , i m p r i m e u n e ff etto
ritmico, crea una mi c r o - s o s p e n s i o n e t e m p o r a l e , i n s i n u a l a s u s p e n s e n o n s o l o i n m e z z o a l l a n a r r a z i o n e , m a per fino tra i gesti ed i m o v i m e n t i d e g l i a t t o r i . C o n i l r a l l e n t i l a b a t t a g l i a d i v e n t a u n a d a n z a m a c a b r a , u n m i n u e t t o tra
teste mozze e bracc i a r e c i s e . M a i n f o n d o , 3 0 0 a z z a r d a c h e l o s t e s s o r a c c o n t o e p i c o s i a u n g r a n d e e s e r c i z i o di
rallenti : perchè ralle n t a i l c o r s o d e g l i e v e n t i , e s p i n g e i l l e t t o r e / s p e t t a t o r e a s o s p e n d e r e l a v i t a q u o t i d i a n a , e f arsi
catturare dalla storia , r i p e r c o r r e r e l a l e g g e n d a .
Resta da aggiungere c h e u n f i l m c o m e q u e s t o , a l d i l à d e i m e r i t i e d e l l e a c c u s e , è m o l t o i n t e r e s s a n t e , p e r c h é in
sole due ore spinge , c o n d e n s a , r i f o r m u l a i l n o s t r o i m m a g i n a r i o , i l n o s t r o m o d o d i p e n s a r e , v e d e r e , l a s t o r i a , le
storie, il cinema: no n è d i ff i c i l e s c o r g e r e g l i s t i l e m i d e l p u l p ( g l i s c h i z z i d i s a n g u e ) , l ’ i c o n o g r a f i a g r e c a r i p r esa
dai vasi, il bestiario f a n t a s t i c o a l l a To l k i e n , l e c o r e o g r a f i e s a n g u i n a r i e s t i l e M a t r i x , u n c e r t o m o d o d i r a ff i g u r are
la vir ilità – che tra l’ a l t r o , n o n o s t a n t e s i a u n r a c c o n t o d i e r o i , d o v e s i c o n s a c r a l a f a m i g l i a e l ’ a m o r e c o n i u g ale,
sconfina sorprenden t e m e n t e n e l c a m p , p a r t e d e l l a c u l t u r a g a y. E t u t t o q u e s t o s e n z a s o l u z i o n e d i c o n t i n u i t à , c ome
se il film fosse una c e n t r i f u g a c h e r i m e s c o l a i n o s t r i t e m p i , r e s t i t u e n d o g l i n u o v e f o r m e , n u o v e l u c i – m a s o p rat tutto, un’arcaica fero c i a .
Giuseppe Zucco
92 sentireascoltare
Costanza Salvi
sentireascoltare 93
l a s e ra d e l l a p r i m a
Hollywoodland (di Allen Coulter - USA, 2006)
La storia di H o l l y w o o d è p i e n a d i s t a r l e t d r o g a t e e p r o s t i t u i t e , m o r t e i n
circostanze m i s t e r i o s e , d i p r o d u t t o r i p o c o s e n s i b i l i e v o t a t i a l d i o d e n a r o ,
gente che ins e g u e i l s o g n o e d i c u i n e s s u n o s i r i c o r d e r à p i ù . L a s t o r i a d i
questo film è u n a d i q u e s t e . Te m a i n t e r e s s a n t e m a i l s u o p r o b l e m a è c h e
è raccontata m a l e e n o n r i e s c e a d i n t r i g a r e . E ’ l a s e q u e n z a d e g l i a v v e nimenti che n o n c o n v i n c e e l a c o s a , d o p o u n p o ’ , c o m i n c i a a s c o c c i a r e
perché sembr a c h e C o u l t e r, l a v i c e n d a , n o n a b b i a p r o p r i o v o g l i a d i r a c c o n tarcela. Così s c e g l i e l a s t r a d a d e l m o n t a g g i o a l t e r n a t o f r a d i ff e r e n t i p i a n i
temporali, pre t e s t o c h e n a s c o n d e f o r s e i l f a t t o c h e n e s s u n o , n e m m e n o l o
sceneggiatore , a v e s s e b e n c a p i t o c o s a a c c a d d e q u e l l a f a t i d i c a n o t t e . I l
protagonista è G e o r g e R e e v e s , d i v e n u t o c e l e b r e g r a z i e a l l a s e r i e t v L e
avventure di S u p e r m a n, t r a i l 1 9 5 1 e i l 1 9 5 8 . M a R e e v e s n u t r i v a b e n
altre aspirazio n i . I l s u o s o g n o f i n ì c o n u n a m o r t e v i o l e n t a , f e r i t o d a a r m a
da fuoco, in c i r c o s t a n z e m i s t e r i o s e n e l l a s u a c a s a d i L o s A n g e l e s . L a s o luzione più pr o b a b i l e f u i n d i v i d u a t a n e l s u i c i d i o . L e c o s e c h e s i s a l v a n o
del film sono d u e : l ’ a m b i e n t a z i o n e , a l p u n t o g i u s t o d e l g l a m o u r d e g l i a n n i
‘50 quando fa r e f i l m e r a g i à i m p o r r e m o d e , a t t e g g i a m e n t i , g e s t i , a c c e s s o r i .
L’altra cosa s o n o g l i i n t e r p r e t i : d u e , d i c a r i s m a e d i m e s t i e r e c o m e B o b
Hoskins e Dia n e L a n e e d u e p i ù g i o v a n i , B e n A ff l e c k , c h e h a p u r e p r e s o l a
coppa Volpi (m i p e r m e t t o d i d i s s e n t i r e ) e A d r i e n B r o d y c h e c o n v i n c e d i p i ù , m e n t r e c o m m e n t a l e v i c e n d e, dolente
e ironico, bev e e f u m a c o s t a n t e m e n t e c o m e o g n i d e t e c t i v e c h e s i r i s p e t t i e m a s t i c a c h e w i n g g u m c o m e i ragaz zetti che sbal l a n o p e r i l l o r o b e n i a m i n o t e l e v i s i v o .
Già negli anni ‘ 5 0 i n U S A l ’ e r o e v i s t o i n u n a s e r i e t v v e n i v a c o n s i d e r a t o p i ù r a g g i u n g i b i l e , u n a s p e c i e d i simpatico
vicino di casa d e l l ’ i n t e r a n a z i o n e . M a g l i a tt o r i t v h a n n o s e m p r e p a t i t o q u e s t a c o n d i z i o n e , t r o v a n d o l a svilente in
confronto a q u e l l a d e l c o l l e g a c i n e m a t o g r a f i c o . C h e q u e s t o f i l m p a r l i d i q u a n t o l a t v a b b i a i n f l u e n z a t o il cinema
lo dimostra a n c h e i l f a t t o c h e s i a i l r e g i s t a C o u l t e r c h e l o s c e n e g g i a t o r e B e r n b a u m p r o v e n g o n o d a l l e serie tv
(Sopranos, Si x F e e t U n d e r, S e x a n d t h e C i t y, X - F i l e s i l p r i m o , A - Te a m e H a l l o w e e n t o w n i l s e c o n d o ) . E lo si vede
dagli accostam e n t i t r a d i v e r s e f o r m u l e e s p r e s s i v e : u n p o ’ d i n o i r, u n a p u n t a d i m a l i n c o n i a d r a m m a t i c a e melensa
e lo sfondo gi a l l o d e l d e l i t t o d a i n d a g a r e , a l l a m a n i e r a d e l c o n t e n i t o r e t v.
Una curiosità : i l t i t o l o d o v e v a e s s e r e Tr u t h , J u s t i c e a n d t h e A m e r i c a n Wa y m a l a D C C o m i c s n o n lo ha per messo perché t r o p p o s i m i l e a l l a f r a s e - l a n c io d e l l a s e r i e t v i n A m e r i c a . U n t e m p o , l a f a m o s a s c r i t t a s u Mount Lee
era “Hollywoo d l a n d ” ( l ’ i m p r e s a i m m o b i l i a r e d i M a c k S e n n e t t ) p o i v e n n e r i s t r u t t u r a t a n e i ‘ 6 0 e l i m i n a n d o le ultime
quattro lettere . I n q u e g l i s t e s s i a n n i r a c c o n t a t i d a l f i l m u n a g i o v a n e a t t r i c e t t a , P e g E n t w i s t l e , d o p o e s s e rsi arram picata sull’ult i m a l e t t e r a , l a t r e d i c e s i m a , l a D f i n a l e , s i b u t t ò n e l v u o t o , n a u s e a t a d a l l ’ i n d i ff e r e n z a d e l le majors.
Fu seguita da p a r e c c h i a l t r i . L a f a c c i a o s c u r a d e l l u c c i c h i o d e l c i n e m a .
l a s e ra d e l l a p r i m a
VISIONI
L’ombra del potere – The Good Shepherd (di Robert De Niro - Usa, 2006)
D a s e m p r e , l a t e n t a z i o n e d e l c i n e m a a m e r i c a n o è q u e l l a d i p u n t a r e i ri f l e t t o r i s u l l a s t o r i a d e l p r o p r i o p a e s e p e r s c a n d a g l i a r n e l e o m b r e e p o r t are
a l l o s c o p e r t o g l i s c h e l e t r i . M a s e i l c i n e m a i n d i p e n d e n t e s t r i n g e i l c a mpo
s u l p r e s e n t e o s u l p a s s a t o p r o s s i m o c o n u n a m a s s i c c i a p r o d u z i o n e di
d o c u m e n t a r i , i l c i n e m a h o l l y w o o d i a n o p r e f e r i s c e s c a r d i n a r e l e s t o r i e del
p a s s a t o , q u e l l e o r m a i i n g e s s a t e n e l m i t o e n e l l a l e g g e n d a . C o s ì a G a ngs
o f N e w Yo r k d i S c o r s e s e , o a l r e c e n t e s p l i t - f i l m s u I w o J i m a d i C l i n t Ea s t w o o d, e c c o a g g i u n g e r s i L’ o m b r a d e l p o t e r e d i R o b e r t D e N i r o .
I l f i l m , a l l a c c i a n d o s i a l l a f u l m i n a n t e c a r r i e r a d i E d w a r d W i l s o n – u n o t t imo
e g e l i d o M a t t D a m o n , c o m e n o n s i v e d e v a d a G e r r y d i Va n S a n t – r acc o n t a c o m e n a c q u e i l p i ù c e l e b r e e p o t e n t e s e r v i z i o s e g r e t o d e l m o n d o : la
C I A . D a l l a s o c i e t à p a r a - m a s s o n i c a d e g l i S k u l l s a n d B o n e s ( c h e a n n o v era
t r a i s u o i i s c r i t t i t u t t i i p r e s i d e n t i d e g l i U s a ) ; a l l ’ O S S , l ’ u ff i c i o d e i s e r vizi
strategici in attività durante la seconda guerra mondiale; alla CIA vera e
p r o p r i a , p r o g e t t a t a p e r c o n t r a s t a r e l ’ U r s s i n p i e n a g u e r r a f r e d d a . M a , no n o s t a n t e i l g r a n d e l a v o r o d i r i c o s t r u z i o n e s t o r i c a , l a c u r a e l a p e r f e z i one
d e i d e t t a g l i , i l t a g l i o p i a n o e d o c u m e n t a r i s t i c o , c h e e c c e l l e s o p r a t t utto
n e l l a p r e c i s i o n e d e l l e s c e n o g r a f i e , l a s c e n e g g i a t u r a d i E r i c R o t h m edia
c o n a b i l i t à t r a l a c o r a l i t à c o n c u i s i d i s p i e g a l a S t o r i a e l a s i n g o l a r i t à d ella
vita del protagonista . C o s ì , i l m o t o r e d e l l a n a r r a z i o n e - c h e s p i n g e i l f i l m a l l ’ i n d i e t r o i n l u n g h i f l a s h b a c k - s o n o gli
eventi che fanno del p r o m e t t e n t e s t u d e n t e d i Ya l e i l c a p o i n d i s c u s s o d e l c o n t r o s p i o n a g g i o : u n u o m o t a c i t u r n o , la
cui vita quotidiana s i s v u o t a m e n t r e i l p o t e r e s i c o n c e n t r a n e l l e s u e m a n i . D a n o t a r e – e d è u n a f i n e z z a d a s ce neggiatori – che il g r a n d e a m o r e d e l l a s u a v i t a s a r à u n a d o n n a s o r d a : l ’ u n i c a p e r s o n a c h e , i n u n m o n d o d i s pie,
non può carpirgli seg r e t i . O v v i a m e n t e , c o m e d i c e i l t i t o l o , l a f o t o g r a f i a d e l f i l m è i n t e s s u t a d i o m b r e e c h i a r o s cu ri. Le azioni si svolg o n o s o p r a t t u t t o d i n o t t e , e t r a l ’ o s c u r i t à o g n u n o m e t t e i n a t t o d o p p i g i o c h i . M a n o n s o n o le
azioni ciò che intere s s a n o D e N i r o . A n z i , p e r u n f i l m d e l g e n e r e , d i a z i o n i c e n e s o n o p e r f i n o p o c h e e l a v i o l e nza
è concentrata in alcu n e s c e n e , c o m e s e l a r i f l e s s i o n e e l a d e s c r i z i o n e m i n u t a d e i S e r v i z i p o t e s s e r o l a s c i a r e in tuire tutto il resto – t a n t o c h e L’ o m b r a d e l p o t e r e a p p a r e c o m e l ’ e s a t t o o p p o s t o d i M u n i c h, s e b b e n e c o n d i v i d ano
lo stesso sceneggia t o r e . Tr a l e p o c h e , s o l o u n a s c e n a e s p l o r a c o n e s t r e m a p r e c i s i o n e l a v i o l e n z a d e l s i s t e m a e
riannoda i fili con il p r e s e n t e : q u e l l a d e l l ’ i n t e r r o g a t o r i o c h e d i v e n t a t o r t u r a , d o v e l a v i t t i m a h a l a t e s t a f i c c a t a in
un sacco nero, che s u b i t o r i c o r d a i p r o c e d i m e n t i u t i l i z z a t i d a l l ’ e s e r c i t o a m e r i c a n o n e l l e c a r c e r i i r a c h e n e d i Abu
Ghraib. Forse lo sp a c c a t o s u l l a b u r o c r a z i a d e l p o t e r e c o n t a g i a t u t t o i l r e s t o : u n p r o t a g o n i s t a g r i g i s s i m o , una
regia controllata, un t o n o d i m e s s o c h e n o n s t r a p p a e m o z i o n i . I l p o t e r e è b a n a l e , m a i f i l m s a r e b b e m e g l i o d i no.
Giuseppe Zucco
94 sentireascoltare
Te r e s a G r e c o
sentireascoltare 95
l a s e ra d e l l a p r i m a
Morte di un presidente (di Gabriel Range – UK, 2006)
La storia com e a v r e b b e p o t u t o e s s e r e e l e s u e i m p l i c a z i o n i : q u e s t o i l t e m a
della fittizia r i c o s t r u z i o n e d o c u m e n t a r i s t i ca d i M o r t e d i u n p r e s i d e n t e
dell’inglese G a b r i e l R a n g e , c h e t a n t e p o l e m i c h e h a s u s c i t a t o i n A m e r i c a .
Nell’ottobre d e l 2 0 0 7 , s u b i t o d o p o a v e r p a rl a t o a u n c o n v e g n o a C h i c a g o ,
George W. B u s h v i e n e a s s a s s i n a t o e m u o r e d o p o p o c h e o r e , m e n t r e i l
vicepresident e C h e n e y g l i s u b e n t r a . A l t e r n a n d o m a t e r i a l e d ’ a r c h i v i o e r i costruzioni co n a t t o r i – a l l a m a n i e r a d i u n r e p o r t t v, c o n i n t e r v i s t e a d F B I ,
entourage, po l i z i o t t i e a d d e t t i a l l a s i c u r e z z a - s i a s s i s t e d a u n a p a r t e a g l i
eventi che pre c e d o n o l ’ a t t e n t a t o – l ’ a r r i v o d i B u s h i n m e z z o a d i m p o n e n t i
manifestazion i d i p r o t e s t a c o n t r o l a s u a p o l i t i c a i n I r a q – d a l l ’ a l t r a a l l e
indagini che n e s e g u o n o . P a r a d i g m a t i c o a p p a r e i l s e n s o d i c o l p a d e g l i
agenti dell’FB I , d e p u t a t i a l l a d i f e s a d e l p r e s i d e n t e , c h e d i s p e r a t a m e n t e
ammettono di a v e r l a s c i a t o f a l l e n e l l a s o r v e g l i a n z a .
Appare subito c h i a r o c h e , c o s ì c o m e p e r i f i l m d i M i c h a e l M o o r e , l a p e l l i cola è un forte a t t o d ’ a c c u s a n e i c o n f r o n t i d e l l ’ a m m i n i s t r a z i o n e a m e r i c a n a
in merito a lim i t a z i o n i d e i d i r i t t i c i v i l i e r a z z i s m o , p o s t 11 s e t t e m b r e . L e
indagini si riv o l g o n o i n f a t t i p r e v e d i b i l m e n t e v e r s o u n a p i s t a a r a b a , n o n o stante alcune e v i d e n z e p o r t i n o a n c h e a l t r o v e . A l r e g i s t a i n t e r e s s a m o s t r a re infatti, più c h e l a p r o s e c u z i o n e d e i f a t t i i n d i r e z i o n e d e l l a s u c c e s s i v a
presidenza, il c l i m a d i s o s p e t t o s o c i a l e c h e s i v a m a n m a n o i n s t a u r a n d o , m e n t r e s i r i c o s t r u i s c e l ’ a t tentato; il
mescolare ver o e f i n z i o n e s i s o v r a p p o n e a l l a “ c o s t r u z i o n e ” d i p r o v e a d h o c , e l e m e n t o q u e s t ’ u l t i m o c h e t anta parte
ha avuto nei f a t t i r e c e n t i p o s t - t o r r i g e m e l l e , e n o n s o l o .
L’uomo di orig i n e s i r i a n a c h e v i e n e c o n d a n n a t o i n f a t t i , a n c h e f o r z a n d o a l c u n e p r o v e , n e è l ’ e v i d e n t e d i mostrazio ne. Niente ch e n o n s i s a p e s s e g i à , q u i n d i e s i p o t e s s e s u p p o r r e , d a t a l a s t o r i a d e g l i u l t i m i s s i m i a n n i . E il film si
spinge solo a l l a f i n e v e r s o l ’ a l t r a p i s t a , m e n t r e i l s o s p e t t a t o r i m a n e p r o g r a m m a t i c a m e n t e i n c a r c e r e , e vi resterà
anche dopo ch e i l v e r o c o l p e v o l e ( u n v e t e r a n o n e r o a m e r i c a n o ) s a r à r i v e l a t o .
Il film risente d e l l a f o r m a d o c u m e n t a r i s t i c a , l e n t a i n m o l t i p u n t i , n o n o s t a n t e u n b u o n m o n t a g g i o t r a v ero e rico struito; si perd e i n f a t t i n e i m o l t i r i v o l i d e l l e i n t e r v i s t e e d e l l e r i c o s t r u z i o n i , r i s u l t a n d o m e n o e ff i c a c e p r o prio quan do si vuole sp i e g a r e t r o p p o . L e d o m a n d e c h e s i p o n e r u o t a n o i n t o r n o a l c o n c e t t o d i d e m o c r a z i a a m e r i cana e sul
senso insito d i g i u s t i z i a e l i b e r t à , c o s ì o p p o r t u n a m e n t e e s p o r t a t i a l l ’ e s t e r o , c h e s i t r a s f o r m a n o i n o p p ortunismo
politico e prop a g a n d a . L’ e s p r e s s i o n e d i u n f o r t e d i s s e n s o q u i n d i , e l a d e n u n c i a d e l l a o r m a i i n e l u t t a b i l e paranoia
americana ne i c o n f r o n t i d e l d i v e r s o , c h e s t a a l l a b a s e d e l l a s u a i p e r d i f e s a s o c i o - p o l i t i c a . U n a l t r o d o c u-film che
si aggiunge a l l a s e r i e d i t e s t i m o n i a n z e v e r e e r i c o s t r u i t e s u l c l i m a d i c a c c i a a l l e s t r e g h e d i q u e s t i u l t i m i anni. Un
what if ambie n t a t o i n u n f u t u r o c o s ì d r a m m a t i c a m e n t e g i à a v v e r a t o s i .
l a s e ra d e l l a p r i m a
CULT MOVIE
To r o s c a t e n a t o ( d i M a r t i n S c o r s e s e - U s a , 1 9 8 0 )
Tr a c i n e m a e b o x e , l ’ a t t r a z i o n e è f a t a l e . L a p e l l i c o l a s e m b r a i m p r e s sio n a r s i s u l s e r i o s o l o s e d a v a n t i a l l a m a c c h i n a d a p r e s a p i o v o n o p u g n i as s a s s i n i e i n a s i s i a m m a c c a n o , i s o p r a c c i g l i s i r o m p o n o , i p u g i l i s p u t ano
s a n g u e . N e l l a b o x e c ’ è t u t t a u n a g r a m m a t i c a d e l l a v i o l e n z a c h e i l c i n e ma
n o n h a m a i s m e s s o d i m e t t e r e i n s c e n a . I c o m b a t t i m e n t i p o s s o n o a v v e nire
n e i l u o g h i p i ù s t r a n i , t r a i p e r s o n a g g i p i ù d i ff e r e n t i , c o n d u r a t e t e m p o rali
o r a f u l m i n an t i o r a p i ù e s t e s e , m a è s e m p r e l a s t e s s a l o g i c a c h e a c c o mu n a l a s c a z z o t t a t a t r a c o m m i l i t o n i i n B a r r y L y n d o n , l a m a t t a n z a s e r i a l e di
R o c k y , i p e s t a g g i d e l i r a n t i d i F i g h t C l u b, l a l o t t a p r o g r e s s i s t a d i M i l l ion
D o l l a r B a b y . L a b o x e r a d i c a l i z z a i l c o n f l i t t o , e q u e s t o p i a c e a l c i n e ma.
Né intreccio, né trama, neppure l’ombra di complicazioni psicologiche o
d i i d e o l o g i e d i m a s s a : s o l o d u e c o r p i , n e l d e s e r t o b i a n c h i s s i m o d e l r i ng ,
a d a r s e l e d i s a n t a r a g i o n e – i l B e n e c o n t r o i l M a l e , l ’ e r o e c o n t r o l ’ ag g r e s s o r e , i l p r e v a l e r e d e l l a Vi t a c o n t r o l a s t a s i d e l l a M o r t e . E d è q u esta
l a m a g i a d e l l a b o x e r a p p r e s e n t a t a s u l g r a n d e s c h e r m o : c a r i c a r e i p u gili
d i s i g n i f i c at o , f a r l i d i v e n t a r e s i m b o l i s p i e t a t i d i q u a l c o s a c h e r e s i s t erà
n e l l a m e m o r i a . O v v i a m e n t e c ’ è d i p i ù . L a b o x e è u n i n t r e c c i o f o r t i s s i m o di
p a s s a t o e d i f u t u r o . L e s u e r a d i c i n o n a ff o n d a n o s o l o n e l l a p r e i s t o r i a del
c o n f l i t t o - l ’ u n o c o n t r o l ’ a l t r o , u n i c o f i n e : l a s o p r a v v i v e n z a – m a s o p r a t t utto
n e l l o s p e t t a c o l o d e l c o n f l i t t o . L a b o x e è v i o l e n z a p e r g l i o c c h i , b a t t a glia
organizzata per lo s g u a r d o , g u e r r a s t i l i z z a t a p e r l a v i s i o n e . L a b o x e è t a l e s o l o q u a n d o l e l u c i s o n o p u n t a t e sui
pugili e il pubblico p a g a n t e c i r c o n d a i l r i n g . P e r q u e s t o è s o p r a v v i s s u t a c o s ì a l u n g o : p e r c h é f i n d a l l ’ i n i z i o c on cilia l’arcaico con il m o d e r n o , l ’ a r e n a c o n i l c i n e m a , i l s a n g u e e i p u g n i c o n l a p e l l i c o l a e i p i x e l . I n f o n d o - per
il dramma, la suspe n s e e l ’ i n e v i t a b i l e c a t a r s i f i n a l e - è g i à u n ’ o p e r a t e a t r a l e d i v i s a i n q u i n d i c i a t t i . M a è c o n il
cinema il legame for m i d a b i l e .
Guardate meglio: il ring immacolato, su cui si staglia nettamente il rosso del sangue e il movimento dei pugili, è
uno schermo cinematografico disposto orizzontalmente. Su di esso, i pugili scorrono e agiscono come attori tridi mensionali. La boxe, così, consegna alla visione ciò che il cinema insegue da sempre: il volume dell’immagine. Ma
non basta. Per guardare ancora più in profondità, infilate i guantoni, salite sul ring, e mollate un uppercut, prima
che l’avversario ve lo rifili. Ovviamente, è la prima volta che siete sul ring. E per quanto schiviate, e vi muoviate
bene, i pugni vi raggiungono e vi stordiscono. Così imparate che fanno male, che i colpi più feroci puntano al viso
- e se non è la mascella a saltare, di sicuro il guantone vi si è stampato molto vicino agli occhi, tanto che ormai un
sopracciglio è andato, e sanguina, sanguina a tal punto che alla fine del round vi devono ricucire. Cominciate a capire come andrà avanti la lotta: con gli occhi gonfi, che quasi non ci vedete più. Un paio di nuovi colpi ben piazzati,
e nei prossimi round vi batterete ciechi, senza più controllo. Allora, fisicamente provati, capite: il cinema, quando
filma la boxe, racconta della crisi dello sguardo, della perdita di controllo dello sguardo, della cecità imminente, del
nero che arriva senza dissolversi in nuove immagini. Sigmund Freud direbbe: una sorta di castrazione.
I registi, lungo la lo r o c a r r i e r a , a v v e r t o n o s p e s s o q u e s t a s e n s a z i o n e d a p u g i l e . B a s t a p o c o : u n f l o p i n s a l a , le
incomprensioni con i p r o d u t t o r i , l e d i ff i c o l t à d e l l a m e s s a i n s c e n a , i s o l d i c h e n o n g i r a n o , l e t r i s t e z z e p e r s o n ali,
e subito sembra che l e s t o r i e n o n q u a d r i n o p i ù e l o s g u a r d o s i a t a n t o c o n f u s o q u a n t o p o c o i n c i s i v o . M a r t i n S corsese provò una cosa d e l g e n e r e t r a i l 1 9 7 6 e i l 1 97 8 . N e w Yo r k , N e w Yo r k e r a a p p e n a u s c i t o , m a n o n p i a c q u e a
nessuno, tantomeno a l r e g i s t a – s e b b e n e o g g i v e n g a a p p r e z z a t o c o m e r i v i s i t a z i o n e e v o c a t i v a d e l c l a s s i c o m usi cal in stile Hollywoo d . A l l ’ i n s u c c e s s o s i a g g i u n s e r o d e p r e s s i o n e , a s m a e p r o b l e m i p e r s o n a l i . C o s ì , p e r e v a d ere
dal perimetro dello s c o n f o r t o , s i a g g r a p p ò c o n f o r z a a l p r o g e t t o d i To r o s c a t e n a t o. L’ i d e a a r r i v ò c o n R o b e r t De
Niro . Fu lui a consig l i a r g l i d i r i c a v a r e u n f i l m d a R a g i n g B u l l , l a b i o g r a f i a d i u n p u g i l e i t a l o - a m e r i c a n o , J a c k La
Motta. La stesura d e l l a s c e n e g g i a t u r a f u p a r e c c h i o c o m p l i c a t a . P a s s ò d a l l e m a n i d i P a u l S c h r a d e r e M a r dik
Martin prima che Sc o r s e s e e D e N i r o v o l a s s e r o s u u n i s o l a p e r c o m p l e t a r e l ’ o p e r a t r a n q u i l l i . U n p a i o d i s e t t i m ane
più tardi il copione f u p r o n t o e i l f i l m d i v e n t ò r e a l t à . Q u e l l o c h e v e n n e f u o r i f u p e l l i c o l a a c i n q u e s t e l l e : r o b a da
Storia del Cinema, e u n o t r a i m i g l i o r i f i l m d i S c o r s e s e – b e n c h é c i s i a d a s g r a n a r e g l i o c c h i p e r q u a l s i a s i suo
lavoro – tanto che in c a s s ò d u e O s c a r e a n c o r a o g g i s c i n t i l l a d i b e l l e z z a e d i s p e r a z i o n e . I l f i l m , s e p p u r e c o n m olti
cambiamenti, girato n e l b i a n c o e n e r o d e i r e p o r t a g e f o t o g r a f i c i d e g l i a n n i ’ 4 0 , c a v a l c a l a p a r a b o l a e s i s t e n z i a l e di
Jack La Motta: dalla p a l e s t r a n e l B r o n x d o v e s i a l l e n a , a l r i n g s u c u i c o n q u i s t a i l t i t o l o d i c a m p i o n e d e l m o n do,
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l a s e ra d e l l a p r i m a
ai locali di inf i m o o r d i n e d o v e s i g u a d a g n a d a v i v e r e r e c i t a n d o m o n o l o g h i . L a p a r t i c o l a r i t à d i J a c k L a Motta era
quella di trasc i n a r s i d i e t r o i l r i n g , d o v u n q u e a n d a s s e . L a v i t a , p e r l u i , n o n e r a p o i c o s ì d i v e r s a d a i q u i n dici round,
se le sberle e r a n o l a n o r m a d e l l a v i t a q u o t i d i a n a , e l ’ u n i c o m o d o p e r d i f e n d e r s i e r a q u e l l o d i a t t a c c a r e per primo
e fare male se n z a r i s e r v e . G l i i n s e g n a m e n t i d e l l a b o x e e r a n o p e r L a M o t t a g u i d a e m e t a f o r a - u n a s t r ategia esi stenziale viole n t a e p r i m i t i v a . P e r n o n a n d a r e g i ù a l t a p p e t o , m i s e a l l e c o r d e p r a t i c a m e n t e t u t t a l a s u a famiglia:
non solo la p r i m a m o g l i e , m a p e r f i n o Vi c k ie , i l s u o u n i c o a m o r e , e J o e y, f r a t e l l o e m a n a g e r. P e r q u e sto, vinse
e perse senza s o l u z i o n e d i c o n t i n u i t à . P e r c h è i n t u t t i v e d e v a , e c e r c a v a , l ’ a v v e r s a r i o d a b a t t e r e , i l nemico da
stendere. Ma l a r e s a d e i c o n t i a r r i v a n e l l ’ u l t i m a s c e n a d e l f i l m . I n u n c a m e r i n o v u o t o , d a v a n t i a d u n o s p ecchio. Lì
rintraccia il pr o f i l o d e l s u o p i ù g r a n d e r i v a l e : u n s e s t e s s o f u o r i f o r m a , s t r i z z a t o n e l v e s t i t o e l e g a n t e , ormai fuori
da qualsiasi g i r o , s e n z a p i ù n e s s u n o a p u n t a r e s u l l a s u a f u r i a .
Scorsese sco v ò s e s t e s s o i n q u e l l a f i g u r a t r a g i c a e a u t o d i s t r u t t i v a . P e n s ò c h e q u e l l o f o s s e l ’ u l t i m o film che
avrebbe girat o . C o s ì t r a s s e d a J a c k l a M o t t a l a s t o r i a d i u n u o m o c h e i n s e g u e l a r e d e n z i o n e s e n z a trovarla
davvero, e op e r ò p e r c h è i l f i l m f o s s e q u a l c o s a d a r i v e d e r e e r i c o r d a r e , t e c n i c a m e n t e c o m p l e t o – i n s omma, un
testamento . G i r ò t u t t o c o n g r a n d e m a e s t r i a , t r o v a n d o u n e q u i l i b r i o p e r f e t t o t r a m o v i m e n t o ( i c a r r e l l i e i sinuosi
movimenti di m a c c h i n a s o n o i l b r a n d d i S c o r s e s e ) e f i s s i t à d e l l a m a c c h i n a p r e s a . A d o t t ò t e c n i c h e d iverse per
filmare i comb a t t i m e n t i e r e n d e r l i e m o t i v a m e n t e u n i c i : i l p r i m o c o n l a m a c c h i n a a m a n o , i l s e c o n d o c on grandi
focali, il terzo c o n u n a c a r r e l l a t a , i l q u a r t o i n f a l s a p r o s p e t t i v a . M o n t ò i l f i l m , i n s i e m e a T h e l m a S c h o onmaker ,
come una par t i t u r a m u s i c a l e . U s ò l a s u a c o n o s c e n z a d e l l a s t o r i a d e l c i n e m a e d e l l e o p e r e d i S h a k e s peare, so prattutto l’Ote l l o . E , i n f i n e , m e r a v i g l i ò t u t t i p e r l a f o r z a e i l r i g o r e , a n t i c i p a n d o t e m i e o s s e s s i o n i c h e a p pariranno
poi nei film fu t u r i : l a v i o l e n z a d i Q u e i b r a v i r a g a z z i , C a s i n ò, G a n g s o f N e w Yo r k , l a d i ff i c o l t à n e i r a pporti per sonali di Fuo r i o r a r i o, i l m a r t i r i o d e L’ u l t i m a t e n t a z i o n e d i C r i s t o, l ’ i s o l a m e n t o d i T h e A v i a t o r . Q u i , il legame
tra Scorsese e D e N i r o r a g g i u n s e l a v e t t a . D e N i r o s c i v o l ò n e i p a n n i d i J a c k L a M o t t a c o n t a l e p r e c i sione che,
per rendere il p e r s o n a g g i o d a v v e r o c r e d i b i l e , i n g r a s s ò d i 3 0 c h i l i . L e u l t i m e s c e n e f u r o n o g i r a t e i n t u t t a fretta: il
peso gli causò p r o b l e m i c a r d i o - r e s p i r a t o r i . E t u t t o q u e s t o a r r i v a a n o i c o n l a p o t e n z a d i u n S i m b o l o d a aprire e
guardarci den t r o . I l c i n e m a , d i r e b b e r o a l l o r a S c o r s e s e e D e N i r o , n o n è m a i n e u t r o : m a c i c a m b i a , c i i n grassa, ci
deforma, ci tr a s f o r m a . S p i n g e p i ù i n l à l a n o s t r a i d e n t i t à , d i l a t a l a n o s t r a c o s c i e n z a , c o n v o g l i a i d e e e soluzioni,
muove il futur o . O v v i a m e n t e , s o l o s e s i a m o d i s p o n i b i l i .
Giuseppe Zucco
sentireascoltare 97
Henry Cowell
IL PROFETA DELLA WORLD MUSIC
di Daniele Follero
i c o s i d d e t t i c o n t e m p o ra n e i
a cura di Daniele Follero
“Voglio vivere nell’intero mondo
della musica” (Henry Cowell)
A volte, come si dice, l’allievo supera il maestro. Ma può anche capitare che la storia sia ingrata (spesso
lo è) e i maestri vengano addirittura
dimenticati o rimangano semisconosciuti. Henry Cowell è un caso
emblematico di questa “dimenticanza”, complice il fatto di essere stato
insegnante di una delle più grandi
menti pensanti della musica del Novecento, John Cage, un compositore così all’avanguardia da sembrare
venuto dal nulla.
E invece no. Dietro le scelte più coraggiose del musicista e pensatore
statunitense, risiedono gli insegnamenti di questo strano personaggio, tanto anticipatore da cadere
nell’oblio, nonostante i numerosi
riconoscimenti istituzionali di cui,
ancora in vita, ha potuto godere.
Troppo “avanti”, Cowell, anche per
un secolo sperimentale come quello
appena trascorso, che già ai suoi albori aveva avviato la distruzione dei
linguaggi tradizionali. Così avanti
che persino un grande e importante compositore come Bela Bartòk,
affascinato dalla tecnica dei cluster,
di sua invenzione, arrivò a chiedergli il permesso di utilizzarla.
Già, i cluster, quelli che in termini
strettamente musicali vengono definiti aggregati di seconde maggiori
e minori e che nella pratica si ottengono premendo mani, braccia o
quant’altro sulla tastiera del pianoforte. Una tecnica che è diventata
presto uno dei simboli del modernismo musicale, un gesto dissacrante
nei riguardi della classicità, estrema
sintesi dell’apoteosi del cromatismo.
Ebbene, ne è stato proprio lui l’inventore, con quel suo tipico estro di
chi intende la musica in una dimensione “totale”, in quanto insieme di
scienza, umanismo e tecnica strumentale.
98 sentireascoltare
La cultura “alternativa” di Henry
a metà tra l’ultra-moderno e il
post-moderno
Henry Cowell può essere, a ben
dire, collocato in quella corrente,
definita modernista, che all’inizio
del secolo scorso si contrappose,
c o n u n a r ot t u r a d e c i s a , a g l i o r m a i
decadenti linguaggi del Romanticis m o . M a a d i ff e r e n z a d i m o l t i s u o i
colleghi, Cowell aveva una cultura
che andava ben al di là degli ambienti accademici. Non a caso il
suo più grande maestro in gioventù fu un famoso etnomusicologo,
Charles Seeger. Con lui imparò a
capire ed apprezzare le musiche
del mondo, dai monti Appalachi al
Giappone, subendone il fascino
della varietà di linguaggi musicali,
sia dal punto di vista compositivo
che antropologico. Questo doppio
aspetto di ricercatore-compositore, non lo abbandonerà mai: nella
v i t a d e l m u s i c i s t a , l o s t u d i o e i n s eguito l’insegnamento del gamelan
giavanese, la collaborazione con
la scuola berlinese di musicologia
comparata (disciplina genitrice dell ’ e t n o m u s i co l o g i a e d e l l ’ a n t r o p o l o gia musicale) e in particolare con
E r i c Vo n H o r b o n s t e l, s o n o a n d a t i
di pari passo agli esperimenti pianistici e alla carriera di esecutore.
Complici della sua formazione fuori
dal comune, anche i genitori che,
filosoficamente anarchici e poco
c o n v i n t i d ei s i s t e m i e d u c a t i v i , n o n
hanno esitato a occuparsi loro
s t e s s i d e l l’ e d u c a z i o n e d e l f i g l i o .
E , i n e ff e t t i , l e o r i g i n i i r l a n d e s i d e l
padre, contribuirono non poco ad
influenzare l’interesse del giovane Henry per le culture “altre”, che
presto divenne una delle più importanti caratteristiche del suo essere
musicista. Una sorta di post-moderno ante litteram, in definitiva. Ultramodernista (aggettivo usato dalla
critica anche per musicisti come
Va r è s e e A n t h e i l) e g i à c o n u n pie d e n e l n u o v o m i l l e n n i o , q u e l l o d ella
g l o b a l i z z a z i o n e , a i s u o i t e m p i an cora troppo lontano. Si aggiunga a
q u e s t o u n a v i t a b o r d e r l i n e c h e in
e p o c a d i m a c c a r t i s m o i m p e r a n t e gli
p r o c u r ò a n c h e l a g a l e r a ( e s s e r e di c h i a r a t a m e n t e b i s e s s u a l i e r a a n co r a u n r e a t o n e l l a “ l i b e r a A m e r i c a”).
Il profilo del perfetto “outsider” a
questo punto è completo.
C a g e l o d e f i n ì “ l ’’ a p r i t i s e s a m o ’ per
l a n u o v a m u s i c a a m e r i c a n a ” , C har l e s I v es f u i l s u o p i ù g r a n d e a mi c o e p e r f i n o u n c o n s e r v a t o r e c ome
S c h o e n b e r g l o i n v i t ò a B e r l i n o per
t e n e r e d e l l e l e z i o n i a i s u o i c o r s i di
c o m p o s i z i o n e . N e s s u n o r i u s c ì a re s i s t e r e a l f a s c i n o d i q u e s t ’ o m etto
c o n l a f a c c i a d a c o m i c o c h e p r ofe t i z z a v a l a Wo r l d M u s i c q u a n d o la
m u s i c a e r a p e r m o l t i a n c o r a una
f a c c e n d a t u t t a i n t e r n a a l m o n d o oc c i d e n t a l e . O l t r e c ’ e r a l a m u s i c a di
t r a d i z i o n e o r a l e , q u e l l a d e l l a ple baglia.
Dal
pianoforte
al
m o n do.
L’ e v o l u z i o n e s t i l i s t i c a d i C o well
d a l l o s p e r i m e n t a l i s m o a l l e m usiche “altre”
C o m e g i à a c c e n n a t o , è i l p i a n o for t e , i n t e s o n e l l a s u a t o t a l i t à f i s ica,
l o s t r u m e n t o p r i n c i p e d i C o w e l l , il
f u l c r o d e l l a s p e r i m e n t a z i o n e mu s i c a l e . L e e s p l o r a z i o n i a l l ’ i n t e rno
della cassa armonica, pizzicando o
s f r e g a n d o l e c o r d e , g i o c a n d o c on t e m p o r a n e a m e n t e s u i p e d a l i per
v a r i a r e i l t i m b r o e l ’ i n t e n s i t à del
s u o n o , h a n n o r a p p r e s e n t a t o u n am p l i a m e n t o d e l l e t e c n i c h e p i a n i sti c h e c o s ì i m p o r t a n t e d a d i ff o n d ersi
p r e s t o n o n s o l o i n a m b i e n t i c o l t i ma
a n c h e e s o p r a t t u t t o , i n a m b i t o j azz i s t i c o e , p i ù i n g e n e r a l e , i m p r ov v i s a t i v o . M o l t e d e l l e o p e r e c he,
p r a t i c a m e n t e , s a n c i r a n n o l ’ a l b a del
p i a n i s m o d ’ a v a n g u a r d i a s o n o q ua s i d a t a t i n e l p e r i o d o c h e v a d agli
i c o s i d d e t t i c o n t e m p o ra n e i
anni 20 ai 30: Ti g e r ( 1 9 2 8 ) p r e v e d e
l’uso di cluste r s u o n a t i c o n p u g n i ,
avambracci e m a n o p i a t t a , a s econda dell’am p i e z z a d e l l ’ i n t e r v a l l o cornice; Aeol i a n H a r p ( 1 9 2 3 ) , c h e
rese nota la t e c n i c a d e l c o s i d d e t t o
“string piano” , s f r u t t a l a m a n i p o l a zione diretta d e l l e c o r d e c o n u n a
mano, mentre l ’ a l t r a p r e m e i t a s t i
senza suonar l i ; u n a t e c n i c a s i m i l e
è suggerita in T h e B a n s h e e ( 1 9 2 5 )
la cui esecuzi o n e s i a v v a l e , p e r ò , d i
due musicisti , u n o d e i q u a l i g i o c a
con i pedali d e l p i a n o m e n t r e l ’ a l tro è intento a m a n i p o l a r e l e c o r d e ;
di natura più p e r c u s s i v a è i n v e c e
Sinister Reso n a n c e ( 1 9 3 0 ) , i n c u i
una mano pe r c u o t e i t a s t i m e n t r e
l’altra altera i l t i m b r o m e d i a n t e l e
corde.
Non è difficile i m m a g i n a r e , a q u e sto punto, d a d o v e p r o v e n g a n o
le intuizioni d i C a g e r i g u a r d o a l
pianoforte pr e p a r a t o , l o g i c a p r o secuzione de l l e i d e e c o w e l l i a n e .
Sebbene il s u o p i a n i s m o a v r e b b e
condizionato i n m a n i e r a i n d e l e b i l e
la sua carrier a d i m u s i c i s t a , i l c o m positore di Me n l o P a r k n o n s i f e r m ò
certo allo str u m e n t o s o l i s t a . M o l t e
furono anche l e p a r t i t u r e a s u a f i r ma, sia per e n s e m b l e d a c a m e r a
che per form a z i o n i o r c h e s t r a l i p i ù
grandi, già da g l i e s o r d i . Tr a i l 1 9 1 5
e il 1919, infa t t i , C o w e l l s c r i v e d u e
quartetti, Qua r t e t R o m a n t i c ( 1 9 1 5 17) e Quartet E u p h o m e t r i c ( 1 9 1 6 19) che già an t i c i p a n o i p r e s u p p o s t i
della sua cele b r e t e o r i a c o m p o s i t i va definita R y t h m - H a r m o n y , c h e
consiste, in p a r o l e p o v e r e , n e l l ’ a t tribuzione, in u n b r a n o p o l i f o n i c o ,
di un differen t e r i t m o p e r c i a s c u n a
linea melodica .
Pochi lo sann o , m a f u p r o p r i o q u e sta teoria ad i s p i r a r e L e v T h e r e m i n
(inventore qu a l c h e a n n o p i ù t a r d i
dello strumen t o c h e p r e n d e i l s u o
nome) a prog e t t a r e i l R h y t h m i c o n ,
uno strument o c a p a c e d i p r o d u r r e
simultaneame n t e u n a s e r i e d i p a t tern ritmici. Pr a t i c a m e n t e l ’ a n t e n a t o
della drum ma c h i n e , l a p r i m a r y t h m
machine del m o n d o ! N a t u r a l m e n te Henry Cow e l l s c r i s s e m o l t o p e r
questo strume n t o c h e , p e r ò , c a d d e
presto in disu s o p e r p o i e s s e r e r i valutato negli a n n i 6 0 d a l p r o d u t t o re pop Joe M e e k , n o t o s o p r a t t u t t o
per aver lavo r a t o c o n T h e To r n ados (numero u n o n e g l i U . S . A . n e l
‘62) in epoca p r e - b e a t e l s i a n a .
A partire dag l i a n n i 3 0 , i l N o s t r o
si avvicinò se m p r e p i ù a l c o n c e t t o
di musica ale a t o r i a ( a l t r o c o n c e t t o
che attirerà molto John Cage), conferendo sempre maggiori responsabilità di scelta agli esecutori. Uno
tra i suoi migliori brani da camera,
il Mosaic Quartet (String Quartet
N. 3), del 1935, costituito da cinque
movimenti intercambiabili in base
alle scelte degli esecutori, riman e l ’e s e m p i o p i ù c h i a r o d e l l a s u a
crescente attenzione verso questi
nuovissimi e alquanto avanguardisti approcci compositivi.
Da non sottovalutare anche l’apporto e il sostegno che Cowell nella
s u a v i t a d i e d e a l l a d i ff u s i o n e d e l l a
musica contemporanea, soprattutto
grazie alla casa editrice e discografica New Music, fondata da lui
stesso negli anni 30. Furono molti i
m u s i c i s t i , d a Va r e s e a I v e s , a b e n e ficiare delle sue pubblicazioni per
l a d i ff u s i o n e d e l l e p r o p r i e o p e r e .
Gli ultimi vent’anni di carriera del
musicista californiano saranno car a t t er i z z a t i d a u n s e m p r e c r e s c e n t e
interesse per le musiche del mondo, che lo portò a sperimentare le
più svariate tecniche compositive
e ad avvicinarsi con maggiore concretezza alla musica popolare sia
o r i e n t a l e ( O n g a k u, d e l 1 9 5 7 ; H o m a g e To I r a n d e l 1 9 5 9 , S y m p h o n y
n . 1 3 “ M a d r a s ”, e s e g u i t a p e r l a
prima volta nel ‘58 nella città di cui
porta il nome) che occidentale, incluso il folklore americano e i canti puritani, che in questo periodo
divenne di moda rivisitare (Hymn
A n d F u g u i n g Tu n e s, c o m p o s t i a
partire dal 1942).
Henry Cow(ell)
Quando Henry Cowell morì nel
1965, dall’altra parte dell’oceano,
un gruppo di poco più che ventenni si preparava a dar vita a un
collettivo musicale radicale, avanguardista e comunista che avrebbe dato uno scossone alla musica
indipendente,
radicalizzandone
il linguaggio e avvicinando forme
espressive così lontane come il
jazz, il rock e la musica d’arte del
Novecento. Qualcuno sostiene che
lo strano nome che quei ragazzi
scelsero non stesse ad indicare
qualche fantomatico Enrico Mucca, ma fosse derivato direttamente
dall’elisione del cognome del compositore californiano. Qualcun’altro nega, mentre tra le fonti di ispirazione dei fondatori della band,
F r e d F r i t h e Ti m H o d g k i n s o n , t r o viamo scritto il nome di Cowell a
caratteri cubitali, segno che, filologica o meno, la relazione tra gli
Henry Cow ed Henry Cowell non è
casuale né si esaurisce nel gioco
di parole.
Certo è che uno sperimentatore
come lui avrebbe pienamente approvato l’approccio rivoluzionario di quei ragazzi di Cambridge,
intellettuali e fricchettoni che già
alla fine degli anni 60 preparavano
la nascita del loro rock in opposition.
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