2º Relatório Monitoramento de Fauna Terrestre

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2º Relatório Monitoramento de Fauna Terrestre
1
MONITORAMENTO DE FAUNA TERRESTRE
AHE COLÍDER
Rio Teles Pires, MT
Empresa Executora:
Ambiotech Consultoria
Equipe de Execução:
Coordenação Geral:
Biól. Raphael Eduardo Fernandes Santos
Herpetofauna:
Biól. Rafael Lucchesi Balestrin (Resp. técnico)
Cyro de Souza Bernardes
Avifauna:
Biól. Raphael Eduardo Fernandes Santos (Resp. técnico)
Biól. Eduardo Weffort Patrial
Giuliano Bernardon
Mastofauna:
Biól. João Marcelo Deliberador Miranda (Resp. técnico)
Biól. Itiberê Piaia Bernardi
i
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS ........................................................................................ V
ÍNDICE DE FOTOS.......................................................................................... VI
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................ X
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................ X
ÍNDICE DE GRÁFICOS................................................................................... XII
1
APRESENTAÇÃO........................................................................................ 1
2
INTRODUÇÃO ........................................................................................... 2
3
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................... 4
3.1
LOCALIZAÇÃO DAS ÁREAS AMOSTRAIS ....................................................... 4
3.1.1 Áreas amostrais ................................................................................... 4
3.1.2 Manutenção das parcelas e transecções............................................... 4
3.2
MÉTODOS ................................................................................................ 5
3.2.1 Herpetofauna ....................................................................................... 5
3.2.1.1 Metodologias sistematizadas .................................................................. 5
3.2.1.1.1
3.2.1.1.2
3.2.1.1.3
3.2.1.2
3.2.1.2.1
3.2.1.2.2
3.2.1.2.3
3.2.1.3
3.2.1.3.1
3.2.1.3.2
3.2.1.3.3
Armadilhas de Interceptação e Queda (AIQ) (Pitfall Traps With Drift
Fences, adaptado de CECHIN & MARTINS, 2000) ....................................... 5
Procura Sistematizada Limitada por Tempo (PSLT) (adaptado de
MARTINS & OLIVEIRA, 1999) .................................................................... 6
Amostragem em sítio de reprodução (ASR) ("Survey at Breeding site";
s. adaptado de SCOTT Jr. & WOODWARD, 1994)........................................ 7
Metodologias não sistematizadas ............................................................ 8
Procura Aleatória Limitada por Tempo (PALT) ........................................... 8
Procura com Carro (PC) ............................................................................. 9
Encontros ocasionais (EO) ......................................................................... 9
Análise dos Dados................................................................................. 9
Suficiência amostral................................................................................... 9
Taxa de Captura ......................................................................................... 9
Índice de Diversidade .............................................................................. 10
3.2.2 Avifauna............................................................................................. 10
3.2.2.1 Trabalho de campo ..............................................................................10
3.2.2.1.1
Identificação das espécies ....................................................................... 10
3.2.2.2 Análise dos dados ................................................................................15
3.2.3 Mastofauna ........................................................................................ 16
3.2.3.1 Pequenos mamíferos não-voadores ........................................................16
3.2.3.2 Morcegos ............................................................................................18
3.2.3.3 Mamíferos de médio e grande porte .......................................................18
4
RESULTADOS .......................................................................................... 20
4.1
HERPETOFAUNA .......................................................................................20
4.1.1 Fauna Amostrada ............................................................................... 20
4.1.1.1 Parcela 1 - Área de Influência Direta (Canteiro de obras)..........................20
ii
4.1.1.2 Parcela 2 - Área Diretamente Afetada (Reservatório)................................24
4.1.1.3 Parcela 3 - Área de Influência Indireta (Área Controle) .............................27
4.1.1.4 Espécies ameaçadas e protegidas por legislação federal e/ou estadual .......30
4.1.1.5 Espécies endêmicas, raras ou não descritas ............................................30
4.1.1.6 Espécies procuradas para caça ou tráfico ................................................30
4.1.1.7 Espécies de interesse econômico ...........................................................31
4.1.1.8 Espécies de interesse científico ..............................................................32
4.1.1.9 Espécies de interesse médico-veterinário ................................................32
4.1.1.10 Espécies indicadoras de qualidade ambiental...........................................32
4.1.2 Suficiência Amostral .......................................................................... 33
4.1.3 Similaridade entre as Parcelas e Campanhas Amostrais .................... 34
4.1.4 Considerações Finais.......................................................................... 35
4.2
AVIFAUNA ...............................................................................................36
4.2.1 Riqueza de Espécies ........................................................................... 36
4.2.2 Espécies Raras, Ameaçadas de Extinção ou Protegidas por Lei .......... 70
4.2.3 Espécies Endêmicas ........................................................................... 70
4.2.4 Espécies Migratórias .......................................................................... 70
4.2.5 Espécies Bioindicadoras ..................................................................... 70
4.2.6 Suficiência Amostral .......................................................................... 70
4.2.7 Comparação entre as Áreas Amostrais............................................... 72
4.2.7.1 Parcela 1 – Área Diretamente Afetada (Canteiro de obras)........................72
4.2.7.2 Parcela 2 – Área Diretamente Afetada (Reservatório) ...............................74
4.2.7.3 Parcela 3 – Área de Influência Indireta (Área Controle) ............................77
4.2.8 Similaridade entre as Áreas ............................................................... 78
4.2.9 Anilhamento....................................................................................... 79
4.2.10 Índice Pontual de Abundância (IPA) .................................................. 81
4.2.11 Índice de Diversidade ........................................................................ 84
4.2.12 Espécimes Coletados.......................................................................... 84
4.2.13 Considerações Finais.......................................................................... 84
4.3
MASTOFAUNA ..........................................................................................84
4.3.1 Esforço Amostral................................................................................ 84
4.3.2 Caracterização da Mastofauna (dados quali-quantitativos)................ 85
4.3.2.1 Pequenos mamíferos não-voadores ........................................................93
4.3.2.2 Morcegos ............................................................................................94
4.3.2.3 Mamíferos de médio e grande porte .......................................................94
4.3.2.4 Espécies ameaçadas.............................................................................95
4.3.2.5 Espécies endêmicas .............................................................................96
4.3.2.6 Espécies migradoras e suas rotas ..........................................................98
4.3.2.7 Bioindicadores .....................................................................................98
4.3.2.8 Espécies exóticas.................................................................................99
4.3.2.9 Espécies cinegéticas.............................................................................99
4.3.2.10 Espécies de importância econômica......................................................100
iii
4.3.2.11 Espécies de risco epidemiológico..........................................................101
4.3.3 Considerações Finais........................................................................ 101
REFERÊNCIAS .............................................................................................. 103
iv
ÍNDICE DE FIGURAS
FIGURA 1- ANÁLISE DE SIMILARIDADE (BRAY-CURTIS) PARA A HERPETOFAUNA
REGISTRADA ATRAVÉS DAS METODOLOGIAS SISTEMATIZADAS NAS
PARCELAS DE INTERESSE (ADI, ADA E AII) .............................................. 35
v
ÍNDICE DE FOTOS
FOTO 1 - MANUTENÇÃO DAS CERCAS-GUIA E DOS BALDES (PITFALLS) SENDO
REALIZADA ANTES DA EQUIPE DE CAMPO INICIAR A 2ª CAMPANHA.
ÁRVORE CAÍDA SOBRE OS PITFALLS ..........................................................4
FOTO 2 - ARMADILHAS DE QUEDA (PITFALL TRAPS WHIFH DRIFT FENCES)
INSTALADAS
NA
PARCELA
1,
CORRESPONDENTE
A
AID
DO
AHE
COLÍDER,MT............................................................................................6
FOTO
3
-
ABRIGO
FLUTUADOR,
INSTALADO
NOS
BALDES
(PITFALLS)
DAS
ARMADILHAS DE INTERCEPTAÇÃO E QUEDA ...............................................6
FOTO 4 - COMPRIMENTO TOTAL DA AVE SENDO OBTIDO ............................................. 12
FOTO 5 - VERIFICAÇÃO DE MUDAS DE PENAS (TETRIZES VENTRAIS)............................ 12
FOTO 6 - MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DE CAUDA................................................ 13
FOTO 7 - LOCAL DE ANILHAMENTO DE AVES NO INTERIOR DA FLORESTA ..................... 13
FOTO 8- ARMADILHAS TIPO SHERMANN® INSTALADAS NA FLORESTA CILIAR DO RIO
TELES PIRES PARA A CAPTURA DE PEQUENOS MAMÍFEROS ........................ 17
FOTO 9- ARMADILHAS TIPO TOMAHAWK® PARA A CAPTURA DE MAMÍFEROS DE
PEQUENO
OU
MÉDIO
PORTE,
OU
ATÉ
MESMO
ALGUMAS
AVES
TERRÍCOLAS ......................................................................................... 17
FOTO 10 - LINHA DE PITFALLS DA ÁREA DO RESERVATÓRIO........................................ 17
FOTO
11
-
PEQUENO
ROEDOR
CAPTURADOS
NAS
ARMADILHAS
DE
QUEDA
(PITFALLS) ............................................................................................ 18
FOTO 12 - ROEDOR CAPTURADO NAS ARMADILHAS DE QUEDA (PITFALLS).................... 18
FOTO
13
-
JUVENIL
DE
OSTEOCEPHALUS
CF.
TAURINUS
AMOSTRADO
NA
TRANSECÇÃO FIXA DA PARCELA AID ........................................................ 21
FOTO 14 - ADULTO DE LEPTODACTYLUS PETERSI AMOSTRADO NA TRANSECÇÃO FIXA
DA PARCELA AID.................................................................................... 21
FOTO 15- JUVENIL DE RHAEBO GUTTATUS AMOSTRADO POR EO NA AID....................... 23
FOTO 16- ADULTO DE LEPTODACTYLUS LINEATUS AMOSTRADO NAS AIQ NA ADA .......... 25
FOTO 17- JUVENIL DE PALEOSUCHUS TRIGONATUS AMOSTRADO POR EO NA AID .......... 27
FOTO 18- ADULTO DE PHYLLOMEDUSA CF. VAILLANT AMOSTRADA NA TRANSECÇÃO
FIXA DA AID PELO MÉTODO DE PSLT ....................................................... 28
vi
FOTO 19- ADULTO DE PHYLLOMEDUSA AZUREA AMOSTRADA NA AII PELO MÉTODO
DE LSR ................................................................................................. 29
FOTO
20
-
ADULTO
DE
MASTIGODRYAS
BODDAERTI
AMOSTRADA
PELA
METODOLOGIA NÃO SISTEMATIZADA DE PALT NA AII................................ 30
FOTO 21 - ADULTO DE PSEUDOBOA NIGRA AMOSTRADA PELA METODOLOGIA NÃO
SISTEMATIZADA DE PC NA AII ................................................................ 30
FOTO 22- ADULTO DE PALEOSUCHUS TRIGONATUS ABATIDO POR PESCADORES
LOCAIS................................................................................................. 31
FOTO
23
-
MÃE-DE-TAOCA
(PHLEGOPSIS
NIGROMACULATA)
CAPTURADO
NA
PARCELA DO CANTEIRO DE OBRAS .......................................................... 72
FOTO 24 - ARAPAÇU-MEIO-BARRADO (DENDROCOLAPTES PICUMNUS) CAPTURADO
NA PARCELA DO CANTEIRO DE OBRAS ..................................................... 72
FOTO 25 - UIRAPURU-CIGARRA (MACHAEROPTERUS PYROCEPHALUS) CAPTURADO
NA PARCELA DO CANTEIRO DE OBRAS (MACHO) ....................................... 73
FOTO 26 - GAVIÃO-BRANCO (PSEUDASTUR ALBICOLLIS) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 73
FOTO 27 - GAVIÃO-PEDRÊS (BUTEO NITIDUS) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 73
FOTO 28 - POMBA-TROCAL (PATAGIOENAS SPECIOSA) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 73
FOTO 29 - MARACANÃ-GUAÇU (ARA SEVERUS) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 74
FOTO 30 - TIRIBA-DO-MADEIRA (PYRRHURA SNETHLAGEAE) FOTOGRAFADO NA ÁREA
DO CANTEIRO DE OBRAS........................................................................ 74
FOTO 31 - CRICRIÓ (LIPAUGUS VOCIFERANS) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 74
FOTO 32 - ANAMBÉ-UNA (QUERULA PURPURATA) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................. 74
FOTO
33
-
PARIRI
(GEOTRYGON
MONTANA)
CAPTURADA
NA
ÁREA
DO
RESERVATÓRIO ..................................................................................... 75
FOTO
34
-
MARTINHO
(CHLOROCERYLE
AENEA)
CAPTURADO
NA
ÁREA
DO
RESERVATÓRIO ..................................................................................... 75
vii
FOTO 35 - CHOCA-LISA (THAMNOPHILUS AETHIOPS) CAPTURADO NA ÁREA DO
RESERVATÓRIO (MACHO) ....................................................................... 75
FOTO 36 - PAPA-TAOCA (PYRIGLENA LEUCONOTA) CAPTURADO NA ÁREA DO
RESERVATÓRIO (MACHO) ....................................................................... 75
FOTO 37 - GUARDA-VÁRZEA (HYLOPHYLAX PUNCTULATUS) CAPTURADO NA ÁREA DO
RESERVATÓRIO ..................................................................................... 76
FOTO 38 - ARAPAÇU-DE-GARGANTA-PINTADA (CERTHIASOMUS STICTOLAEMUS)
CAPTURADO NA ÁREA DO RESERVATÓRIO ................................................ 76
FOTO 39 - ARAPAÇU-RISCADO (XIPHORHYNCHUS OBSOLETUS) CAPTURADO NA ÁREA
DO RESERVATÓRIO ................................................................................ 76
FOTO 40 - MARIA-SEBINHA (HEMITRICCUS MINOR) CAPTURADO NA ÁREA DO
RESERVATÓRIO. .................................................................................... 76
FOTO 41 – CABEÇA-ENCARNADA (PIPRA RUBROCAPILLA) CAPTURADO NA ÁREA DO
RESERVATÓRIO ..................................................................................... 76
FOTO 42 – TIÊ-GALO (LANIO CRISTATUS) CAPTURADO NA ÁREA DO RESERVATÓRIO
(MACHO) .............................................................................................. 76
FOTO 43 - MUTUM-CAVALO (PAUXI TUBEROSA) FOTOGRAFADO NA ÁREA PREVISTA
PARA O RESERVATÓRIO (MACHO)............................................................ 77
FOTO 44 - PICA-PAU-AMARELO (CELEUS FLAVUS) FOTOGRAFADO NA ÁREA PREVISTA
PARA O RESERVATÓRIO.......................................................................... 77
FOTO 45 – BEM-TE-VI-BARULHENTO (MYIOZETETES LUTEIVENTRIS) REGISTRADO NA
ÁREA PREVISTA PARA O RESERVATÓRIO .................................................. 77
FOTO 46- RABO-BRANCO-RUBRO (PHAETHORNIS RUBER) ANILHADO NA ÁREACONTROLE ............................................................................................ 78
FOTO 47- PAPA-TAOCA (PYRIGLENA LEUCONOTA) ANILHADO NA ÁREA-CONTROLE
(FÊMEA)................................................................................................ 78
FOTO 48- BICO-VIRADO-MIÚDO (XENOPS MINUTUS) ANILHADO NA ÁREA-CONTROLE .... 78
FOTO 49- CAURÉ (FALCO RUFIGULARIS) FOTOGRAFADO NA ÁREA-CONTROLE ............... 78
FOTO 50- MACACO-ARANHA-DE-CARA-BRANCA (ATELES MARGINATUS), ESPÉCIE
AMEAÇADA REGISTRADA NAS DUAS FASES DO MONITORAMENTO DE
FAUNA .................................................................................................. 96
FOTO
51-
TATU-CANASTRA
(PRIODONTES
MAXIMUS)
ESPÉCIE
AMEAÇADA
REGISTRADA NAS DUAS FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA ................ 96
viii
FOTO
52-
ESPÉCIE
AMEAÇADA
REGISTRADA
NA
SEGUNDA
FASE
DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: ARIRANHA PTERONURA BRASILIENSIS .......... 96
FOTO 53- ESPÉCIE POTENCIALMENTE AMEAÇADA (DD) REGISTRADA NAS PRIMEIRAS
FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA: LONCHOPHYLLA MORDAX ............. 96
FOTO 54- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADA NA PRIMEIRA FASE DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: ATELES CHAMECK....................................... 97
FOTO 55- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADAS NA SEGUNDA FASE DO
MONITORAMENTO DA MASTOFAUNA: CALLICEBUS MOLOCK ....................... 98
FOTO 56- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADAS NA SEGUNDA FASE DO
MONITORAMENTO DA MASTOFAUNA: CHIROPOTES ALBINASUS .................. 98
FOTO 57- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADAS NA PRIMEIRA FASE DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: RHINCONYCTERIS NASO.............................. 98
FOTO 58- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADAS NA PRIMEIRA FASE DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: ARTIBEUS GNOMUS .................................... 98
FOTO 59- ESPÉCIE INDICADORA DA QUALIDADE DO AMBIENTE RIBEIRINHO DO RIO
TRELES PIRES: PACA CUNICULUS PACA.................................................... 99
FOTO 60- ESPÉCIE DE INTERESSE CINEGÉTICO: O CATETO (PECARY TAJACU) ............. 100
FOTO 61- QUEIXADA (TAYASSU PECARI) RECÉM CAÇADA NA ÁREA DESTINADA AO
RESERVATÓRIO ................................................................................... 100
FOTO 62- ESPÉCIE DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA: MORCEGO-VAMPIRO (DESMODUS
ROTUNDUS) ........................................................................................ 101
FOTO 63- ESPÉCIE DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA: MACACO-PREGO (CEBUS CAY) ....... 101
ix
ÍNDICE DE TABELAS
TABELA 1- AMBIENTE E COORDENADAS GEOGRÁFICAS ONDE FORAM INSTALADAS
AS
ARMADILHAS
DE
INTERCEPTAÇÃO
E
QUEDA
PARA
O
MONITORAMENTO DA HERPETOFAUNA DO AHE COLÍDER..............................6
TABELA 2- AMBIENTES E COORDENADAS DOS SÍTIOS REPRODUTIVOS ONDE FOI
IMPLEMENTADA A METODOLOGIA DE ASR PARA O MONITORAMENTO DA
HERPETOFAUNA DO AHE COLÍDER .............................................................8
TABELA
3-
COORDENADAS
GEOGRÁFICAS
DOS
PONTOS
DE
ESCUTA
DA
TRANSECÇÃO DA ÁREA DO CANTEIRO DE OBRAS ...................................... 14
TABELA
4-
COORDENADAS
GEOGRÁFICAS
DOS
PONTOS
DE
ESCUTA
DA
TRANSECÇÃO DA ÁREA DO RESERVATÓRIO .............................................. 14
TABELA
5-
COORDENADAS
GEOGRÁFICAS
DOS
PONTOS
DE
ESCUTA
DA
TRANSECÇÃO DA ÁREA CONTROLE .......................................................... 14
TABELA 6- ESPÉCIES DE ANFÍBIOS E RÉPTEIS REGISTRADOS PELAS METODOLOGIAS
SISTEMATIZADAS NA PARCELA DE AID DO AHE COLÍDER ........................... 22
TABELA 7- ESPÉCIES DE ANFÍBIOS E RÉPTEIS REGISTRADOS DURANTE A CAMPANHA
DE MONITORAMENTO ............................................................................. 26
TABELA 8- ESPÉCIES DE ANFÍBIOS E RÉPTEIS REGISTRADOS PELAS METODOLOGIAS
SISTEMATIZADAS NA PARCELA DE AII DO AHE COLÍDER, MT...................... 29
TABELA 9- ÍNDICES DE RIQUEZA E DIVERSIDADE OBTIDOS PARA HERPETOFAUNA
POR PARCELA AMOSTRAL........................................................................ 36
TABELA 10- LISTA DE ESPÉCIES ESPERADAS PARA A ÁREA DE INFLUÊNCIA DO AHE
COLÍDER,
COM
A
INDICAÇÃO
DAS
ESPÉCIES
REGISTRADAS
NA
PRIMEIRA E SEGUNDA FASES DE CAMPO E DAQUELAS CITADAS NO EIA ...... 38
TABELA 11- ESFORÇO AMOSTRAL EMPREGADO DURANTE A SEGUNDA FASE DE
CAMPO ................................................................................................. 71
TABELA 12- TAXA DE CAPTURA DAS ESPÉCIES CAPTURADAS DURANTE A SEGUNDA
CAMPANHA DE CAMPO DO ANILHAMENTO REALIZADO NA ÁREA DE
INFLUÊNCIA DIRETA DO AHE COLÍDER ..................................................... 80
TABELA 13- ÍNDICE PONTUAL DE ABUNDÂNCIA (IPA) DAS ESPÉCIES AMOSTRADAS
PELO MÉTODO DE CONTAGENS EM PONTOS DE ESCUTA EM CADA UMA
DAS TRÊS ÁREAS AMOSTRAIS E O IPA GERAL ........................................... 81
x
TABELA 14- ESFORÇO AMOSTRAL REALIZADO DURANTE AS DUAS PRIMEIRAS FASE
DO MONITORAMENTO DE FAUNA ............................................................. 85
TABELA 15- MAMÍFEROS REGISTRADOS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA AHE COLÍDER.
TÁXONS/ESPÉCIE, SEGUIDA DE SEU NOME POPULAR E DO MÉTODO DE
REGISTRO............................................................................................. 86
xi
ÍNDICE DE GRÁFICOS
GRÁFICO 1 - CURVA DO COLETOR ALEATORIZADA (500 RANDOMIZAÇÕES), A LINHA
CONTÍNUA REPRESENTA A CURVA MÉDIA E AS LINHAS PONTILHADAS
REPRESENTAM OS INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%) .............................. 34
GRÁFICO 2- CURVA ACUMULADA DO NÚMERO DE ESPÉCIES REGISTRADAS AO
LONGO DA SEGUNDA FASE, TOTALIZANDO 247 ESPÉCIES.......................... 71
GRÁFICO 3- CURVA ACUMULADA DO NÚMERO DE ESPÉCIES REGISTRADAS AO
LONGO DO MONITORAMENTO DA AVIFAUNA DO AHE COLÍDER. O
PRIMEIRO VALOR FOI CITADO NO EIA DO REFERIDO EMPREENDIMENTO. .... 72
GRÁFICO 4 - CURVA DO COLETOR REFERENTE ÀS PRIMEIRAS DUAS FASES DO
MONITORAMENTO DA MASTOFAUNA ........................................................ 85
GRÁFICO 5 - NÚMERO DE ESPÉCIES EM CADA ORDEM DE MAMÍFEROS REGISTRADAS
NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO .................................. 92
GRÁFICO 6 - PROPORÇÕES ENTRE OS DIFERENTES HÁBITOS ALIMENTARES DAS
ESPÉCIES DE MAMÍFEROS....................................................................... 92
GRÁFICO 7 - SIMILARIDADE DE BRAY-CURTIS ENTRE AS TRÊS ÁREAS AMOSTRAIS ........ 93
GRÁFICO 8 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS PEQUENOS MAMPIFEROS NÃO-VOADORES
REGISTRADOS NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO DE
FAUNA .................................................................................................. 94
GRÁFICO 9 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS MORCEGOS REGISTRADOS NAS DUAS
PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA .................................. 94
GRÁFICO 10 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS MAMÍFEROS DE MÉDIO E GRANDE PORTE
REGISTRADOS NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO DE
FAUNA .................................................................................................. 95
xii
1
APRESENTAÇÃO
O AHE Colíder terá uma potência instalada de 300 MW e energia firme de 166,3 MW
médios. O reservatório possuirá área total de 143,5 km², abrangendo os municípios
de Nova Canaã do Norte, Itaúba, Colider e Cláudia, no estado de Mato Grosso.
A implantação do AHE Colíder alterará a riqueza, a abundância e a diversidade de
espécies faunísticas na sua área de implantação, devido às conseqüências produzidas
pelo desmatamento prévio da bacia de acumulação e de seu alagamento.
O Programa de monitoramento é ferramenta fundamental para o estabelecimento de
estratégias de conservação de espécies e ambientes ameaçados – caso dos
remanescentes de Floresta da região do empreendimento – uma vez que permitem
conhecer tendências ao longo do tempo. Os resultados obtidos por meio deste tipo de
pesquisa podem indicar o papel dos remanescentes de floresta na região, incluindo
suas funções como corredores ecológicos no entorno imediato da área direta ou
indiretamente afetada pelo empreendimento. Tais informações irão compor a base de
dados para futuras atividades de manejo e conservação, incluindo o estabelecimento
de parâmetros para minimizar os impactos adversos das atividades de implantação do
empreendimento, sobre diferentes grupos animais.
Em 04/01/2011 o IBAMA expediu a Licença para Captura, Coleta e Transporte de
Material Zoológico sob o nº 02013004996/10-08. Após a emissão da Licença a Copel
iniciou o Monitoramento de Fauna que tem prazo de duração de cinco anos, com
campanhas trimestrais.
Assim sendo, o presente relatório apresenta aos resultados obtidos após a execução
da segunda fase de campo do monitoramento de fauna terrestre na área de influência
do AHE Colíder, realizada entre 25 de abril e 05 de maio de 2011.
1
2
INTRODUÇÃO
Estudos de monitoramento têm com principal objetivo conhecer a influência dos
principais impactos (positivos e negativos) gerados pela implantação de um
empreendimento sobre a fauna local. Além de tentar desvendar estes impactos,
estudos de monitoramento recomendam medidas mitigadoras ou compensatórias,
suportadas por uma base de dados consistente, gerada a partir de amostragens
realizadas em um gradiente de tempo. Alguns grupos faunísticos expressam de
maneira mais clara que outros os impactos causados a partir da implantação de um
empreendimento.
As aves são o grupo que melhor responde aos impactos causados em um ambiente,
pois a especificidade de hábitat permite avaliar impactos negativos por meio da
presença ou ausência de alguns táxons.
Anfíbios também constituem bons modelos para estudos de inventariamento e/ou
monitoramento de fauna em curto prazo, por serem animais de fácil visualização,
captura e manuseio, e taxonomia relativamente bem conhecida. Por ocuparem tanto
ambientes terrestres quanto aquáticos, os anfíbios são excelentes bioindicadores
ambientais, além de desempenharem importante função na dinâmica entre os
ecossistemas.
Em contrapartida, répteis são animais inconspícuos e de difícil amostragem, sendo
muitas vezes complexo avaliar os reais efeitos do empreendimento através deste
grupo. No entanto, são importantes por disponibilizarem relevantes subsídios ao
conhecimento do estado de conservação de regiões naturais (MOURA-LEITE et al.,
1993), pois ocupam posição ápice em cadeias alimentares (exigindo assim uma oferta
alimentar que sustente suas populações), funcionam como excelentes bioindicadores
de primitividade dos ecossistemas ou, por outro lado, de diferentes níveis de alteração
ambiental. A presença de espécies dependentes de algum tipo de ambiente (espécies
estenóica), bem como a presença de espécies raras e formas endêmicas, são
fundamentais para a detecção do grau de primitividade do ambiente, enquanto que a
presença de espécies tolerantes a um amplo espectro de condições do meio
(eurióticas) pode determinar diferentes níveis de alteração.
A comunidade de mamíferos responde relativamente bem a impactos causados em
seu meio por serem um grupo bastante afetado com perdas ambientais. A
2
fragmentação florestal atinge expressivamente mamíferos de grande porte e o maior
problema é a falta de grandes porções florestais que possam sustentar uma
comunidade clímax (CHIARELLO, 2000; CULLEN et al., 2001). Além da perda de
habitats naturais a pressão de caça exercida sobre os mamíferos é maior que em
qualquer outro agrupamento animal (PERES, 1990; CHIARELLO, 2000; CULLEN et al.,
2001, LEITE & GALVÃO, 2002; WCS, 2004).
A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, e a despeito de sua
grande importância biológica vem sistematicamente sofrendo com sua redução,
transformação e fragmentação (HEYER et al., 1999). Esses impactos são ligados
direta ou indiretamente à expansão da fronteira agrícola, em especial no conhecido
arco do desmatamento amazônico, localizado ao noroeste do Mato Grosso e sul do
Pará (HEYER et al., 1999).
O Brasil conta com aproximadas 650 espécies de mamíferos (REIS et al., 2006),
sendo 69 (~10%) delas ameaçadas de extinção (CHIARELLO et al., 2008).
Aproximadamente 30% dessas espécies ameaçadas são amazônicas, refletindo por
um lado a grande riqueza ligada a esse bioma e por outro a ameaça já presente no
mais conservado dos biomas brasileiros (CHIARELLO et al., 2008).
Considerando o número de espécies de aves existentes em território nacional, o valor
atual é de 1.832 (CBRO, 2011), sendo que a ocorrência de mais de um terço deste
número é esperada para a área prevista para o empreendimento em questão.
É em uma das regiões mais ricas em espécies animais do mundo que está sendo
executado o monitoramento de fauna do AHE Colíder, no Rio Teles Pires, cujos
resultados da segunda campanha de campo serão apresentados na sequência.
Nesta etapa, o canteiro de obras e os acessos estavam sendo modificados, situação
distinta da encontrada na fase anterior. A movimentação de pessoas e o ruído das
máquinas possivelmente tem influência sobre os resultados da pesquisa, pois algumas
espécies mais sensíveis evitam habitats alterados.
3
3
3.1
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
LOCALIZAÇÃO DAS ÁREAS AMOSTRAIS
3.1.1
Áreas amostrais
As mesmas áreas amostrais avaliadas durante a primeira fase foram mantidas.
3.1.2
Manutenção das parcelas e transecções
Ventos fortes que ocorreram no período compreendido entre as duas campanhas
derrubaram um elevado número de árvores no interior da floresta, abrindo novas
clareiras e danificando segmentos da cerca-guia da armadilha de queda (pitfalls).
Diversas árvores e galhos foram removidos e novas cercas-guia foram instaladas para
que o esforço total previsto para os pitfalls fosse idêntico ao utilizado na fase anterior,
conforme pode ser observado na Foto 1.
FOTO 1 - MANUTENÇÃO DAS CERCAS-GUIA E DOS BALDES
(PITFALLS) SENDO REALIZADA ANTES DA EQUIPE DE CAMPO
INICIAR A 2ª CAMPANHA. ÁRVORE CAÍDA SOBRE OS
PITFALLS
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
4
3.2
MÉTODOS
3.2.1
Herpetofauna
Durante esta campanha as metodologias sistematizadas foram replicadas nos mesmos
ambientes e locais da campanha anterior. Os métodos não sistematizados foram
aplicados em ambientes novos no objetivo de melhor investigar as áreas, descobrir
populações ou espécies de interesse específico e mitigar os efeitos de distribuições
disjuntas.
3.2.1.1
Metodologias sistematizadas
As metodologias sistematizadas foram realizadas entre os dias 28 de abril e 05 de
maio, quando cada parcela de interesse foi amostrada durante dois dias.
3.2.1.1.1
Armadilhas de Interceptação e Queda (AIQ) (Pitfall Traps With
Drift Fences, adaptado de CECHIN & MARTINS, 2000)
Em cada parcela de amostragem foram instaladas, duas linhas de pitfalls traps with
drift fences, sendo uma delas em sentido ortogonal à transecção principal e a outra
em posição paralela em relação à mesma. Cada linha foi composta por 12 baldes de
60 litros (pitfalls), os quais foram instalados a uma distância de 10 metros um do
outro, interligados por uma cerca-guia de lona plástica (drift fence) com 50 cm de
altura, enterrada cerca de 5 cm de profundidade no solo e mantida em posição
vertical por estacas de madeira às quais foi fixada. Para evitar acúmulo de água, os
baldes tiveram seu interior perfurado. Em cada balde foi colocado um pedaço de
isopor (10 cm X 10 cm), o qual manteve-se suportado por quatro pequenos palitos.
Esta estrutura serviu de abrigo para os animais em dias de muito sol e/ou flutuador
em períodos de muito acúmulo de água. Cada linha de armadilha permaneceu aberta
durante seis noites consecutivas e foram revisadas, periodicamente, duas vezes ao
dia, ao amanhecer e entardecer. Ao final do período de amostragem obteve-se um
esforço de 144 horas/balde por parcela e um total de 432 horas/balde de amostragem
na região de implantação do AHE Colíder. Na Foto 2 é possível observar armadilhas de
queda (pitfall) instaladas na parcela 1 e na Foto 3 podemos verificar o abrigo
flutuador, instalado nos baldes (pitfalls).
5
FOTO 2 - ARMADILHAS DE QUEDA (PITFALL
TRAPS WHIFH DRIFT FENCES) INSTALADAS NA
PARCELA 1, CORRESPONDENTE A AID DO AHE
COLÍDER,MT
FOTO 3 - ABRIGO FLUTUADOR, INSTALADO NOS
BALDES (PITFALLS) DAS ARMADILHAS DE
INTERCEPTAÇÃO E QUEDA
FOTO: RAFAEL L. BALESTRIN, 2011
FOTO: RAFAEL L. BALESTRIN, 2011
As armadilhas de interceptação e queda foram instaladas em ambientes que
correspondiam principalmente à formação vegetal predominante em cada parcela de
amostragem. Na Tabela 1 é possível verificar o ambiente e as coordenadas
geográficas de onde foram instaladas as armadilhas.
TABELA 1- AMBIENTE E COORDENADAS GEOGRÁFICAS ONDE FORAM INSTALADAS AS ARMADILHAS DE
INTERCEPTAÇÃO E QUEDA PARA O MONITORAMENTO DA HERPETOFAUNA DO AHE COLÍDER
Localidade
Ambiente/Fisionomia
Parcela 1 AID
Floresta
633.193 L
8.786.636 S
Parcela 2 ADA
Floresta
638.223 L
8.786.191 S
Parcela 3 AII
Floresta
633.841 L
8.792.321 S
3.2.1.1.2
Coordenadas (UTM 21L)
Procura Sistematizada Limitada por Tempo (PSLT) (adaptado de
MARTINS & OLIVEIRA, 1999)
Esta metodologia consistiu em percorrer as transecções principais de todas as
parcelas (2 km por parcela), onde uma área de até 50 metros de cada lado da linha
central foi vasculhada, mediante o revolvimento do folhiço e de troncos caídos,
visando o registro visual ou auditivo dos animais. Cada parcela teve suas transecção
amostradas durante dois dias por três pesquisadores. Em cada dia foram realizadas
duas horas de procura diurna e uma hora de procura à noite, totalizando um esforço
de captura de 18 horas/homem de busca por parcela e 54 horas/homem de busca nas
parcelas de amostragem.
6
Para anfíbios, foram contabilizados todos os machos anuros em atividade de
vocalização, assim como os indivíduos visualizados em repouso. Como para a maioria
das espécies de anuros não é possível uma contagem precisa do número de indivíduos
vocalizando, porque muitos machos vocalizam ao mesmo tempo (coro), ou porque
vocalizam muito próximos um do outro, foram empregadas as seguintes categorias de
vocalização, modificadasde Lips et al. (2001 apud Rueda et al. 2006):
ü 0 - nenhum indivíduo da espécie vocalizando;
ü 1 - número de indivíduos vocalizando estimável entre 1-5;
ü 2 - número de indivíduos vocalizando estimável entre 6-10;
ü 3 - número de indivíduos vocalizando estimável entre 10-20;
ü 4 - formação de coro em que as vocalizações individuais são indistinguíveis e
não se pode estimar o número de indivíduos (>20).
Para estimar a abundância dos anfíbios, foi extrapolado o valor máximo de cada
categoria amostral.
3.2.1.1.3
Amostragem em sítio de reprodução (ASR) ("Survey at Breeding
site"; s. adaptado de SCOTT Jr. & WOODWARD, 1994)
Esse método consistiu na realização de transecções visuais e auditivas ao longo do
perímetro de corpos d’água (e.g. poças temporárias, lagoas, brejos, córregos, rios e
veredas) onde geralmente as populações de anfíbios se agregam para a reprodução.
Os
anfíbios
foram contabilizados
seguindo
os mesmos
critérios
descritos
na
metodologia de Procura sistematizada limitada por tempo. Alguns grupos de répteis
(serpentes, quelônios e crocodilianos) também são comumente registrados por este
método, já que muitas espécies utilizam os corpos d’água como sítios de
forrageamento e/ou reprodução. Durante o período de estudo, foram amostrados seis
sítios de reprodução (e.g. brejos, riachos, veredas e poças) (Tabela 2), dois por
parcela. As amostragens ocorreram à noite onde três pesquisadores realizaram as
transeções durante uma hora. Desta forma obteve-se um esforço de captura de seis
horas/homem de amostragem por parcela e um total de 12 horas de amostragem nas
áreas de interesse.
7
TABELA 2- AMBIENTES E COORDENADAS DOS SÍTIOS REPRODUTIVOS ONDE FOI IMPLEMENTADA A
METODOLOGIA DE ASR PARA O MONITORAMENTO DA HERPETOFAUNA DO AHE COLÍDER
Ponto
Localidade
Ambiente/Fisionomia
P1
Parcela 1 AID
Lêntico / floresta
0632683
8786066
P2
Parcela 1 AID
Lêntico / área aberta
0634065
8786153
P3
Parcela 2 ADA
Lótico / área aberta
0638221
8785502
P4
Parcela 2 ADA
Lótico / floresta
0638492
8784710
P5
Parcela 3 AII
Lótico / campo
0638492
8784710
P6
Parcela 3 AII
Lótico / floresta
0635387
8792388
3.2.1.2
Coordenadas (UTM 21L)
Metodologias não sistematizadas
As metodologias não sistematizadas foram utilizadas para categorizar os animais
encontrados de forma aleatória nas áreas de interesse e complementar a lista de
riqueza. Estas metodologias foram aplicadas desde o primeiro instante da equipe nas
áreas de interesse (26 de abril a 07 de maio)
3.2.1.2.1
Procura Aleatória Limitada por Tempo (PALT)
Esse método consistiu em executar caminhadas ao longo de todas as áreas passíveis
de se encontrar répteis e anfíbios (e.g. interior da floresta, estradas de acesso às
parcelas, áreas antropizadas, margens do rio, poças temporárias, açudes, entre
outros). Durante este método os locais serão vistoriados detalhadamente, havendo
inspeção de tocas, serapilheira, poças temporárias, locais abrigados sob pedras,
troncos caídos, entulhos, interior de bromélias, galhos de árvores e outros possíveis
sítios utilizados como abrigos por répteis e anfíbios, conforme recomendado por
VANZOLINI et al. (1980). Esse método tem por objetivo ampliar o inventário das
espécies, assim como obter informações sobre riqueza, distribuição no ambiente e
padrões de atividade. A procura ativa com coleta manual é um método bastante
versátil e generalista de detecção e coleta de vertebrados em campo (HEYER et al.,
1994).
Assim como para a metodologia de PSLT, foram empregadas as mesmas categorias de
vocalização para o senso de anfíbios anuros, modificadas de LIPS et al., 2001 apud
RUEDA et al., 2006.
8
3.2.1.2.2
Procura com Carro (PC)
A procura com carro correspondeu ao encontro de anfíbios e répteis avistados ou
atropelados em estradas da região (Sawaya, 2008). O deslocamento da equipe em
toda a AII do empreendimento contemplou este método, diariamente.
3.2.1.2.3
Encontros ocasionais (EO)
Como a observação de répteis é de caráter fortuito e demanda muito tempo em
campo, necessita-se tanto da interação com os demais membros da equipe do
monitoramento como de moradores ou trabalhadores locais para que se tenha
obtenção de mais evidências da presença destes animais. Esta metodologia
contemplou todos aquelas espécimes encontrados por terceiros ou quando a equipe
não estava realizando as atividades supracitadas.
3.2.1.3
Análise dos Dados
3.2.1.3.1
Suficiência amostral
Foi avaliada mediante a curva de registros acumulados das espécies. As curvas de
acumulação de espécies ou curvas do coletor são um excelente procedimento para
avaliar o quanto o método testado se aproximou de identificar as espécies da área de
estudo. A curva formada exibe o seguinte padrão: uma curva inicial ascendente de
crescimento acelerado, que prossegue cada vez mais devagar de acordo com o
aumento do esforço amostral até formar um platô ou assíntota (MARTINS e SANTOS,
1999). Quando a curva se estabiliza (ponto assintótico), aproximadamente a riqueza
total da área foi amostrada (SANTOS, 2004). As análises foram realizadas com base
na matriz de dados de presença/ausência das espécies ao longo dos dias de
amostragem, utilizando 500 adições aleatórias das amostras no programa EstimateS
7.52 (Colwell 1994-2005). A estimativa da riqueza foi calculada a partir do número de
espécies identificadas em função dos dias de amostragem. O índice de estimativa da
riqueza das espécies foi calculado pelo índice de Jacknife, descrito em KREBS (1989).
3.2.1.3.2
Taxa de Captura
A abundância de espécies foi calculada dividindo o número de indivíduos avistado pelo
número total horas de procura nos pontos. No caso de espécies de vida social, como
9
por exemplo anfíbios, a abundância foi estimada extrapolando o valor máximo de cada
categoria amostral.
3.2.1.3.3
Índice de Diversidade
A partir dos dados quantitativos foi feita uma média do número observado nos
ambientes amostrados e assim calculado o índice de diversidade pelo método de
Shannon-Wiener (KREBS, 1989) para cada ponto amostral.
3.2.2
Avifauna
3.2.2.1
Trabalho de campo
Entre os dias 25 de abril e 06 maio de 2011, foi realizada a segunda campanha de
campo do referido monitoramento. Os dois primeiros dias foram destinados apenas
para a coleta de dados não-sistematizados, sendo que somente a partir do dia 28 de
abril é que os métodos de captura e recenseamento foram aplicados.
Os mesmos métodos foram reaplicados nesta segunda fase, descritos a seguir:
3.2.2.1.1
Identificação das espécies
A identificação das espécies de aves ocorreu basicamente por meio de três métodos
distintos, descritos a seguir:
Registro visual (observação direta)
Durante todo o período de permanência na área de estudo houve contatos visuais
com elementos da avifauna. Todos os táxons foram identificados até o nível de
espécie após observação de caracteres de diagnose específicos de cada ave.
Equipamentos ópticos foram utilizados para a correta identificação, como binóculos
8x42 mm e lunetas 30x60 mm.
Registro auditivo (bioacústico)
O registro auditivo consiste no reconhecimento das emissões vocais das espécies em
questão. Cada espécie de ave possui vocalizações exclusivas e a experiência dos
pesquisadores permite sua correta identificação. Para gravar espécies importantes
localmente ou mesmo para solucionar alguma eventual dúvida auditiva, foram
10
utilizados equipamentos profissionais de gravação: dois gravadores Olympus Digital
Recorder LS-10 e um gravador Sony TCM-5000, além de três microfones Sennheiser
ME-66. As gravações foram armazenadas em acervo particular dos pesquisadores, e
em caso de dúvidas a respeito de emissões vocais não conhecidas, os arquivos serão
analisados em laboratório e comparados com gravações semelhantes. As gravações
serão editadas em softwares específicos e sonogramas serão obtidos utilizando-se
softwares de edição de áudio. A técnica do playback foi utilizada para se obter uma
melhor visualização de aves crípticas, ou mesmo registrá-las fotograficamente. Para
tanto foram utilizadas prioritariamente vocalizações gravadas na área de estudo. Além
disso, a mesma técnica foi utilizada para a verificação da presença de algumas
espécies esperadas para a região, conforme análise dos hábitats disponíveis. Para
tanto, gravações de outras localidades foram tocadas em hábitats propícios à
detecção de cada espécie-alvo. Para aplicar a técnica de playback foram utilizados
aparelhos para a reprodução de arquivos sonoros contendo bancos de dados dos
próprios pesquisadores e amplificadores portáteis de alta qualidade.
Registro por captura
Algumas espécies de aves somente foram registradas por meio de capturas em redes
de neblina. Este método é eficiente para espécies crípticas que habitam o sub-bosque
da floresta, pois podem passar despercebidas durante as contagens nos pontos fixos
ou durante os deslocamentos pelas transecções devido ao hábito ou por não estar em
atividade vocal.
A Foto 4 mostra o comprimento total da ave sendo obtido enquanto que a Foto 5
exibe a verificação de mudas de penas (tetrizes ventrais).
11
FOTO 4 - COMPRIMENTO TOTAL DA AVE SENDO
OBTIDO
FOTO 5 - VERIFICAÇÃO DE MUDAS DE PENAS
(TETRIZES VENTRAIS)
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
Avaliações quantitativas
As avaliações quantitativas foram realizadas utilizando dois métodos distintos:
anilhamento e contagens em pontos de escuta. Abaixo serão descritos os dois
métodos.
Anilhamento (captura/marcação)
Foram instaladas 12 redes de neblina (12 x 3 m; malha 15 e 20 mm) em cada uma
das três áreas amostrais (canteiro de obras, reservatório e área controle). Foram
despendidos dois dias inteiros de rede em cada área, ou seja, duas manhãs e duas
tardes. As redes foram abertas ao amanhecer, permanecendo em funcionamento até
o horário mais quente do dia, sendo reabertas no meio da tarde e mantidas em
funcionamento até anoitecer. As revisões foram efetuadas a cada 30 minutos. Foram
despendidos três dias adicionais apenas para remoção e instalação das redes nas
demais áreas amostrais para que o horário de maior movimentação das aves não
fosse prejudicado pela atividade de instalação dos petrechos de captura.
Todos os indivíduos capturados foram acondicionados em sacos de pano para
posterior marcação com anilhas metálicas coloridas e numeradas. Foram anotadas em
ficha de campo as seguintes informações: local de captura (parcela amostral),
espécie, sexo, faixa etária, massa corpórea, medidas morfométricas (cúlmen exposto,
comprimento do tarso, asa, cauda e total), presença de muda de penas (rêmiges
primárias, rêmiges secundárias, retrizes e tetrizes), presença de placa de incubação,
12
ectoparasitas e anomalias. Após o anilhamento, todas as aves foram fotografas e
soltas no local onde foram capturadas.
A taxa de captura equivale ao número de capturas para cada 100 horas-rede (número
de capturas*100 / esforço de horas-rede). A taxa de captura total indica o valor geral
para as três áreas amostrais e foi calculada a partir do número total de capturas, sem
distinção de local.
A Foto 6 mostra a mensuração do comprimento de cauda, enquanto a Foto 7 exibe o
local de anilhamento de aves no interior da floresta.
FOTO 6 - MENSURAÇÃO DO COMPRIMENTO DE
CAUDA
FOTO 7 - LOCAL DE ANILHAMENTO DE AVES NO
INTERIOR DA FLORESTA
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
Pontos de escuta
Com o objetivo de se obter dados quantitativos adicionais aos obtidos com capturas e
marcação, foi utilizado o método de censos em pontos fixos, proposto por BLONDEL et
al. (1970), adaptada por por VIELLIARD & SILVA (1990) e BIBBY (1992). Os censos
em pontos fixos foram conduzidos nas três áreas amostrais. Em cada área foi aberta
uma picada de 2 km de comprimento onde foram estabelecidos seis pontos de
contagem. A distância entre cada ponto foi de no mínimo 300 m para garantir a
independência amostral. As contagens foram conduzidas apenas pela manhã, pois o
período da tarde apresenta baixa movimentação de aves, dando a falsa impressão dos
táxons não estarem presentes. O tempo de duração em cada ponto de escuta foi de
15 minutos. O raio de detecção estipulado foi de 150 m de cada lado da linha central.
As coordenadas geográficas de todos os pontos de contagem das três áreas amostrais podem ser consultadas na
Tabela 3, na
Tabela 4 e na
Tabela 5.
13
TABELA 3- COORDENADAS GEOGRÁFICAS DOS PONTOS DE ESCUTA DA TRANSECÇÃO DA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS
Ponto
Coordenadas geográficas UTM (fuso 21 L)
Ambiente presente
P1
633.754 L
8.787.232 S
Floresta rala de solo pedregoso
P2
633.545 L
8.787.013 S
Floresta rala de solo pedregoso
P3
633.328 L
8.786.787 S
Mata de terra firme
P4
633.125 L
8.786.563 S
Mata de terra firme
P5
632.923 L
8.786.320 S
Mata de terra firme
P6
632.706 L
8.786.052 S
Mata de várzea
TABELA 4- COORDENADAS GEOGRÁFICAS DOS PONTOS DE ESCUTA DA TRANSECÇÃO DA ÁREA DO
RESERVATÓRIO
Ponto
Coordenadas geográficas UTM (fuso 21 L)
Ambiente presente
P1
638.282 L
8.786.427 S
Floresta ciliar do rio Teles Pires
P2
638.406 L
8.786.146 S
Mata de terra firme
P3
638.481 L
8.785.844 S
Mata de terra firme
P4
638.227 L
8.785.474 S
Mata de terra firme
P5
637.930 L
8.785.268 S
Mata de terra firme
P6
638.045 L
8.784.956 S
Mata de terra firme
TABELA 5- COORDENADAS GEOGRÁFICAS DOS PONTOS DE ESCUTA DA TRANSECÇÃO DA ÁREA
CONTROLE
Ponto
Coordenadas geográficas UTM (fuso 21 L)
Ambiente presente
P1
633.600 L
8.792.079 S
Mata de terra firme
P2
633.989 L
8.792.294 S
Mata de terra firme
P3
634.416 L
8.792.451 S
Mata de terra firme
P4
634.751 L
8.792.263 S
Mata de terra firme
P5
635.115 L
8.792.340 S
Mata de terra firme
P6
635.491 L
8.792.407 S
Mata de terra firme
Os dados obtidos com este método foram apresentados pelo Índice Pontual de
Abundância (IPA). O IPA de cada espécie foi obtido dividindo-se o número de contatos
de cada espécie pelo número de amostras, sendo, portanto, um valor médio de
contatos de determinada espécie por ponto de amostragem. Este valor indica a
abundância de cada espécie em função de seu coeficiente de detecção naquele
período do ano.
As contagens tiveram início ao amanhecer, prosseguindo até as 11:00 h. Qualquer
espécie da avifauna identificada visual e/ou auditivamente em cada ponto foi
considerada. Um cuidado adicional com o deslocamento de cada ave foi tomado para
14
se evitar sobrecontagens. Espécies coloniais ou que se reúnem para rituais de corte
(comportamento de lek) foram registradas como um único contato.
Cabe ressaltar que foram despendidos outros dois dias de amostragem apenas para
coleta de dados não-sistematizados. Este método é muito eficiente, pois propicia a
amostragem de locais de interesse, com dedicação total à busca de espécies
importantes para o estudo, sem a preocupação de desconsiderar dados ou hábitats
importantes para ficar restrito apenas aos métodos descritos acima.
3.2.2.2
Análise dos dados
Após a obtenção dos dados em campo, foram feitas algumas análises para efeito
comparativo
com
as
fases
subsequentes.
Abaixo
são
descritas
as
análises
consideradas.
Curva do Coletor
As curvas de acumulação de espécies ou curvas do coletor são um bom procedimento
para avaliar o quanto um inventário se aproxima de identificar todas as espécies
esperadas para a área de estudo. A curva formada exibe o seguinte padrão: uma
curva inicialmente ascendente, de crescimento acelerado, que prossegue cada vez
mais devagar de acordo com o aumento do esforço amostral, até formar um platô ou
assíntota (MARTINS & SANTOS, 1999). Quando a curva se estabiliza (ponto
assintótico), grande parte da riqueza total da área foi amostrada (SANTOS, 2004).
Similaridade entre as áreas amostrais
A análise de Cluster foi utilizada para comparar a riqueza de espécies entre as três
áreas amostrais, através do índice de similaridade de Bray-Curtis (KREBS, 1989),
usando o modo de agrupamento Group Average, o qual permite maximizar a
correlação entre as amostras. Os dados foram compilados em uma matriz de presença
ausência e os dendrogramas propostos foram elaborados através do pacote estatístico
Primer V5 (CLARKE & GORLEY, 2001).
O índice de similaridade entre as áreas pode variar entre 0 e 100%. Quanto maior for
o valor percentual obtido com a análise de similaridade, mais semelhantes são as
áreas comparadas.
15
3.2.3
Mastofauna
Para o monitoramento de mamíferos foram empregadas as estratégias tradicionais
para inventários de mamíferos, igualmente divididas em cada parcela amostral
(PARDINI et al., 2003).
3.2.3.1
Pequenos mamíferos não-voadores
Foram empregados dois conjuntos de metodologias complementares:
ü 3 armadilhas de interceptação e queda (pitfall);
ü 4 armadilhas fotográficas; e
ü 150 armadilhas de captura viva (live traps) de dois tipos: Tomahawk® e
Shermann®.
As armadilhas de interceptação e queda foram constituídas por uma série de 24
baldes (60 litros) enterrados e distanciados entre sí por 10m, totalizando 240 m. Foi
armada uma armadilha de interceptação e queda (um conjunto de pitfalls) em cada
área amostral. As armadilhas de captura viva foram iscadas com uma mistura
composta por banana, paçoca, farinha de milho, pedaços de toucinho e castanha-doPará, sendo armadas 50 unidades em cada área amostral. Ambos os tipos de
armadilhas foram revisados pela manhã, a cada dia, e re-iscados conforme a
necessidade. Os dois conjuntos de metodologias empregados para a captura de
pequenos
mamíferos
não-voadores
permaneceram
amostrando
por
seis
dias
consecutivos e simultaneamente, nas três áreas amostrais. Os primeiros pequenos
mamíferos não-voadores capturados foram sacrificados, taxidermizados e depositados
no Museu de História Natural Capão da Imbuia como material testemunho e para uma
melhor definição taxonômica. Os demais indivíduos foram marcados com brincos
numerados e soltos na mesma parcela amostral em que foram capturados. Todos os
indivíduos capturados foram pesados, e as seguintes medidas foram obtidas:
comprimento da cabeça e corpo (CC) e comprimento da cauda (CA). Os pequenos
mamíferos não-voadores foram identificados segundo as chaves de identificação de
BONVICINO et al. (2008) e das descrições apresentadas em ROSSI et al. (2006) e
OLIVEIRA & BONVICINO (2006). Na Foto 8 é possível visualizar as armadilhas tipo
Shermann® usadas para captura de pequenos mamíferos, enquanto que na Foto 9
visualiza-se armadilhas tipo Tomahawk®.
16
FOTO
8ARMADILHAS
TIPO
SHERMANN®
INSTALADAS NA FLORESTA CILIAR DO RIO TELES
PIRES
PARA
A
CAPTURA
DE
PEQUENOS
MAMÍFEROS
FOTO 9- ARMADILHAS TIPO TOMAHAWK® PARA A
CAPTURA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO OU MÉDIO
PORTE, OU ATÉ MESMO ALGUMAS AVES
TERRÍCOLAS
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
A Foto 10 mostra a linha de pitfalls para a área do reservatório.
FOTO 10 - LINHA
RESERVATÓRIO
DE
PITFALLS
DA
ÁREA
DO
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
17
Já a Foto 11 e a Foto 12 mostram pequeno roedor capturados nas armadilhas de
queda (pitfalls).
FOTO 11 - PEQUENO ROEDOR CAPTURADOS NAS
ARMADILHAS DE QUEDA (PITFALLS)
FOTO
12
ROEDOR
CAPTURADO
ARMADILHAS DE QUEDA (PITFALLS)
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
3.2.3.2
NAS
Morcegos
Para a captura de morcegos foram empregadas 12 redes de neblina (6 x 3 m) que
pemaneceram abertas do pôr-do-sol até às 00:00 horas. As redes foram armadas por
duas noites consecutivas em cada parcela amostral. As redes de neblina foram
revisadas a cada 40 minutos e os morcegos capturados foram acondicionados em
sacos de algodão, para a posterior triagem. Os animais capturados foram pesados e
tomadas as medidas de seus antebraços. Os primeiros morcegos capturados de cada
espécie foram sacrificados e preparados em via úmida para serem depositados em
coleções zoológicas como material testemunho e para uma melhor definição
taxonômica. Os demais indivíduos foram identificados, marcados com anilhas
metálicas
coloridas
e
numeradas
em
seus
antebraços.
Os
morcegos
foram
identificados segundo as chaves para a identificação de morcegos de VIZZOTO &
TADDEI 1973 e LIM & ENGSTRON (2001), associada às descrições apresentadas por
REIS et al. (2007).
3.2.3.3
Mamíferos de médio e grande porte
Esses mamíferos foram registrados com o seguinte conjunto de metodologias: a busca
por vestígios da sua presença (pegadas, rastros, fezes, tocas, etc.) e a busca por
18
registros diretos da presença de mamíferos (visualizações, contatos auditivos,
carcaças, etc.). As pegadas e rastros foram identificadas segundo os guias de pegadas
de GONZÁLEZ (2001), OLIVEIRA & CASSARO (2005) e MAMEDE & ALHO (2008). Foi
utilizado também o método de obtenção de registros de mamíferos por meio de
armadilhas fotográficas (câmera traps). Foi instalada uma armadilha fotográfica em
cada uma das três áreas amostrais, e um quarto equipamento extra foi instalado sem
local pré-determinado, quando encontravam-se indícios da presença de animais de
interesse.
19
4
RESULTADOS
4.1
HERPETOFAUNA
4.1.1
Fauna Amostrada
4.1.1.1
Parcela 1 - Área de Influência Direta (Canteiro de obras)
Armadilhas de Interceptação e Queda (Pitfall Traps Whifh Drift Fences)
(AIQ)
Nesta parcela, as armadilhas de interceptação e queda amostraram um total de sete
indivíduos de três espécies de anfíbios (Chiasmocleis shudikarensis, Leptodactylus
hylaedactyla, Pseudopaludicola ternetzi) e uma espécie de lagarto (Gonatodes sp.)
(Tabela 6). A taxa de captura foi de 0,05 espécimes hora/homem ou o equivalente a,
aproximadamente, um anfíbio a cada 17 horas de funcionamento das armadilhas. A
taxa de captura das armadilhas manteve-se estabilizada entre as duas estações
amostradas, contudo foram registras espécies distintas nos diferentes momentos.
Procura Sistematizada Limitada por Tempo (PSLT)
Nesta campanha a metodologia de PSLT registrou aproximadamente 27 indivíduos de
quatro espécies de anfíbios anuros (Osteocephalus cf. taurinus (Foto 13), Hypsiboas
geografica,
Leptodactylus
hylaedactyla
Leptodactylus
petersi)
(Tabela
6).
Leptodactylus hylaedactyla vocalizou também durante as transecções diurnas.
Leptodactylus petersi (Foto 14) vocalizou durante as transecções noturnas em lagoas
formadas pela várzea do Rio Teles Pires. A taxa de captura correspondeu a
aproximadamente 1,5 espécimes hora/homem de procura ou o equivalente a três
espécimes a cada duas horas de busca.
20
FOTO 13 - JUVENIL DE OSTEOCEPHALUS CF.
TAURINUS AMOSTRADO NA TRANSECÇÃO FIXA DA
PARCELA AID
FOTO 14 - ADULTO DE LEPTODACTYLUS PETERSI
AMOSTRADO NA TRANSECÇÃO FIXA DA PARCELA
AID
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
Amostragem em sítio de reprodução (ASR)
A metodologia de ASR registrou um total de, aproximadamente, 68 espécimes de oito
espécies de anfíbios anuros e uma espécie de serpente (Bothrops moojeni) (Tabela 6).
A taxa de captura foi de, aproximadamente, 11, 3 espécimes/hora/homem. Os
animais foram registrados, principalmente, no ponto P2 em área aberta. Em
comparação com os resultados obtidos na campanha passada, a metodologia de ASR
foi a que expressou a maior diferença entre os dois momentos. Nesta campanha, a
abundância relativa das espécies foi menor do que a observada na campanha passada
o que, provavelmente, representa o final da estação chuvosa e também a maior
atividade das máquinas na área. Essa tendência poderá se confirmar na próxima
campanha, quando no auge da estação seca e atividades no canteiro de obras.
Do total de resultados obtidos pelas metodologias sistematizadas, aplicadas na AID,
foram registrados 103 espécimes de 15 espécies (13 espécies de anfíbios anuros uma
espécies de lagarto e uma espécie de serpente). O índice de diversidade de ShannonWiener foi de SW = 2,03.
A Tabela 6 apresenta as espécies de anfíbios e répteis registrados pelas metodologias
sistematizadas na parcela de AID do AHE Colíder durante a campanha de
monitoramento realizada entre os dias 28 de abril e 05 de maio de 2011.
21
TABELA 6- ESPÉCIES DE ANFÍBIOS E RÉPTEIS REGISTRADOS PELAS METODOLOGIAS SISTEMATIZADAS
NA PARCELA DE AID DO AHE COLÍDER
Táxon
Espécie
n
Métodos
Bufonidae
Rhinella cf.marina
21
AQ, ASR
Hylidae
Dendropsophus minutus
5
ASR
Dendropsophus nanus
20
ASR
AMPHIBIA
ANURA
Hypsiboas albopunctatus
ASR
Hypsiboas geographicus
1
PSLT
Hypsiboas sp.
1
ASR
Osteocephalus cf. taurinus
1
PSLT
Scinax fuscomarginatus
5
ASR
Scinax nebulosus
1
ASR
Leiuperidae
Pseudopaludicola ternetzi
1
PSLT
Leptodactylidae
Leptodactylus hylaedactylus
29
AQ, PSLT
Leptodactylus petersi
5
PSLR
Chiasmocleis shudikarensis
1
AQ
Gekkonidae
Gonatodes sp.
1
AQ
Viperidae
Bothrops moojeni
1
ASR, PSLR
Microhylidae
REPTILIA
SQUAMATA
Registros não sistematizados
Diversas
espécies
foram
registradas
na
AID
através
das
metodologias
não
sistematizadas, principalmente, pela metodologia de PALT. Com a adição destes
registros, a riqueza observada aumenta, passando a descrever 24 espécies (20
espécies de anfíbios, uma espécies de serpente, duas espécies de lagartos e um
jacaré). Das espécies que não foram registradas pela metodologia sistematizada
destacam-se os anfíbios Hypsiboas boans, Leptodactylus labyrinticus, Leptodactylus
pentadactylus, Leptodactylus rhodomystax, Physalaemus cuvieri, Rhaebo guttatus
(Foto 15) os lagartos Cercosaura eigenmanni e Kentropix calcarata e o jacaré
Paleosuchus trigonatus.
22
FOTO 15- JUVENIL DE RHAEBO GUTTATUS AMOSTRADO
POR EO NA AID
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
Em números absolutos, os valores obtidos nesta campanha são muito semelhantes
àqueles observados na campanha anterior.
No entanto, em uma análise específica pode-se notar uma redução na abundância
relativa das espécies de anfíbios, muitas das quais registradas de maneira fortuita o
que, provavelmente, representa o final da estação chuvosa e redução da atividade
destes animais.
A diversidade de serpentes foi menor, o que pode estar associada à redução da
atividade dos anfíbios que caracterizam uma dos principais recursos utilizados pelas
espécies amazônicas. A atividade acentuada das máquinas e retirada da cobertura
florestal no local também pode justificar, pelo menos em parte, as diferenças
observadas na riqueza e abundância das espécies entre os dois momentos.
Por exemplo, a serpente Corallus hortulanus é geralmente observada em ambientes
florestais associados a corpos d´água. Na campanha anterior exemplares foram
capturados nas margens do rio Teles Pires, na área onde cruza o eixo principal da
barragem, o que não aconteceu neste período, provavelmente em conseqüência da
remoção
da cobertura florestal naquele
local. Estas
informações
podem ser
complementadas com os registros obtidos pela equipe do regate de fauna.
Outra espécie que poderá representar um exemplo da interferência das atividades do
canteiro de obras na herpetofauna local é Hypsiboas boans. Nesta campanha esta
espécie estava em atividade de vocalização nas margens do Rio Teles Pires onde era
nítida a diferença entre as áreas ainda intactas quando comparadas com aquelas que
23
já haviam sofrido descaracterização por ocasião do desmatamento. Provavelmente, a
espécie não será amostrada na área do canteiro de obras nas próximas campanhas.
4.1.1.2
Parcela 2 - Área Diretamente Afetada (Reservatório)
Armadilhas de Interceptação e Queda (Pitfall Traps With Drift Fences) (AIQ)
As AIQ amostraram um total de 34 espécimes de cinco espécies de anfíbios anuros
(Chiasmocleis shudikarensis, Elachistocleis sp., Eleutherodactylus sp., Leptodactylus
lineatus (Foto 16) e Rhinella margaritifera) duas espécies de serpentes (Thyphlops
reticulatus e Liophis taeniogaster) e uma espécie de lagarto (Kentropix calcarata)
(Tabela 7). A espécie mais freqüente foi Chiasmocleis shudikarensis, com 20
espécimes capturados, o que representou, aproximadamente, 58% do total de
espécimes amostrados. A taxa de captura foi de 0,2 espécime/hora/balde, o que
equivale a um espécime capturado a cada quatro horas de esforço das armadilhas. As
AIQ mostraram-se mais eficientes nesta campanha, capturando um maior número de
indivíduos e espécies quando comparado com a campanha anterior.
Estes resultados podem ser explicados, pelo menos em parte, por algumas hipóteses
não excludentes:
Ø Nesta campanha, as AIQ já estavam instaladas, inseridas no contexto do
ambiente, o que poderia favorecer uma maior taxa de captura do que aquela
obtida no momento de sua implementação, quando o solo foi escavado e limpo;
Ø Nesta campanha foram capturados diversos filhotes de Rhinella margaritifera e
nenhum adulto. Esse resultado também foi observado para outras metodologias
(PSLT e PALT) sugerindo período de recrutamento da espécie, representada
pela conversão de ímagos em filhotes. A espécie mais abundante, capturada
nas AIQ, foi Chiasmocleis shudikarensis. Pouco se sabe acerca da história
natural desta espécie, além de que é um anfíbio de hábitos fossórios que vive
sob folhas em ambientes de floresta. A reprodução ocorre entre março e maio
(LIMA et al., 2005) o que poderia explicar a maior abundância da espécie neste
período.
24
FOTO 16- ADULTO DE LEPTODACTYLUS
AMOSTRADO NAS AIQ NA ADA
LINEATUS
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
Procura Sistematizada Limitada por Tempo (PSLT)
A metodologia de PSLT amostrou, aproximadamente, 45 espécimes de 7 espécies de
anfíbios anuros, 3 espécies de cobras e 2 espécies de lagartos (Tabela 7). A espécie
mais abundante foi Leptodactylus hylaedactyla que, assim como observado na AID,
apresentou atividade de vocalização, inclusive durante o dia. Foram registrados
aproximadamente
21
exemplares
desta
espécie,
o
que
corresponde
a,
aproximadamente, 46% do total de espécimes amostrados. Ao contrário de
Leptodactylus andreae (espécie sintópica), machos de Leptodactylus hileadactyla
permanecem vocalizando até o final da estação chuvosa. Também foram capturados
diversos filhotes de Rhinela margaritifera (n = 7) e nenhum adulto, sugerindo período
de recrutamento da espécie. A taxa de captura correspondeu a 2,5 espécimes
registrados a cada hora/homem de PSLT.
Amostragem em sítio de reprodução (ASR)
A única espécie registrada em atividade de vocalização nos sítios reprodutivos foi
Leptodactylus hylaedactyla (n = 20). Além desta espécie, foi registrado um exemplar
da serpente Corallus hortulanus. A taxa de captura foi de, aproximadamente, 3,5
espécimes/hora/homem de procura. Os sítios reprodutivos da ADA estão localizados
na mata e parecem seguir o padrão observado na AID, com pouca ou nenhuma
atividade. Como já mencionado, este padrão deve refletir o final da estação chuvosa,
com menor atividade reprodutiva dos anfíbios anuros.
25
Do total de resultados obtidos pelas metodologias sistematizadas aplicadas na AID,
foram registrados 101 espécimes de 18 espécies de anfíbios anuros, 4 espécies de
serpentes e 2 espécies de lagartos (Tabela 7). O índice de diversidade foi de SW =
1,88.
TABELA 7- ESPÉCIES
MONITORAMENTO
DE
ANFÍBIOS
Táxon
E
RÉPTEIS
REGISTRADOS
DURANTE
A
CAMPANHA
Espécie
n
Métodos
Bufonidae
Rhinella margaritifera
15
AIQ, PSLT
Hylidae
Phyllomedusa azurea
1
PSLT
Osteocephalus leprieuri
1
PSLT
Leiuperidae
Pseudopaludicola ternetzi
1
PSLT
Leptodactylidae
Eleutherodactylus sp.
1
PSLT
Leptodactylus hylaedactyla
41
ASR, PSLT
Leptodactylus lineatus
1
AQ
Leptodactylus mystaceus
1
PSLT
Leptodactylus rhodomistax
4
PSLT
Chiasmocleis shudikarensis
20
AIQ
Elachistocleis sp.
1
AIQ
Gymnophtalmidae
Cercosaura eigenmanni
1
PSLT
Teidae
Kentropix calcarata
6
AIQ, PSLT
Typhlopidae
Typhlops reticulatus
1
AQ
Boidae
Corallus hortulanus
2
ASR, PSLT
Diapsidae
Liophis taeniogaster
1
AIQ
Mastigodryas bodaerti
1
PSLT
Bothrops moojeni
2
PSLT
DE
AMPHIBIA
ANURA
Microhylidae
REPTILIA
SQUAMATA
Viperidae
Diversos
animais
foram
registrados
pelas
metodologias
não
sistematizadas,
principalmente pela PALT. Com a adição destes registros, a riqueza observada
aumenta, passando a descrever 20 espécies, das quais 13 espécies de anfíbios
anuros, 4 espécies de serpentes, 2 espécies de lagartos e 1 espécie de jacaré. Das
espécies que não foram registras pelas metodologias sistematizadas, descrevem-se:
os anfíbios Hypsiboas boans, Rhaebo guttatus e o jacaré Paleosuchus trigonatus.
A ADA engloba algumas espécies que poderiam servir de modelos para estudos de
interesse específicos. A serpente Corallus hortulanus poderia constituir um bom
26
modelo para estudos de autoecologia. Somente nesta campanha foram amostrados 4
exemplares nas duas noites de coleta na ADA. O jacaré Paleosuchus trigonatus
também poderá servir de modelo para estudos específicos por ser abundante na área
do reservatório, de fácil captura e marcação e por estar diretamente relacionada à
condição hídrica atual (Foto 17). Estudos com esta espécie poderiam expressar
diversas implicações provenientes da implementação do reservatório.
FOTO 17- JUVENIL DE PALEOSUCHUS
AMOSTRADO POR EO NA AID
TRIGONATUS
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
4.1.1.3
Parcela 3 - Área de Influência Indireta (Área Controle)
Armadilhas de Interceptação e Queda (Pitfall Traps With Drift Fences) (AIQ)
Nesta campanha nenhuma espécie foi amostradas nas AIQ na AII. No momento da
abertura dos baldes foram encontradas dois exemplares da serpente Leptothyphlops
sp. que encontravam-se, acidentalmente, dentro de um dos baldes sobre o abrigo
flutuador. Não há razões aparentes para justificar a ausência de captura nas
armadilhas da AII. Contudo, a construção das AIQ próximas a área onde está sendo
construída a estrada nova, de acesso para o canteiro de obras, poderá implicar na
realocação da mesma para um local livre das possíveis interferências provocadas pela
mesma.
Procura Sistematizada Limitada por Tempo (PSLT)
Durante
esta
campanha,
a
metodologia
de
PSLT
registrou
um
total
de
aproximadamente 21 espécimes de 2 espécies de anfíbios anuros (Tabela 8). A râ
27
Leptodactylus hylaedactyla foi abundante nas parcelas vocalizando, inclusive, durante
o dia. E a perereca Phyllomedusa cf. vaillant (Foto 18) encontrada se deslocando pelo
chão da floresta, longe de qualquer corpo d´água. A taxa de captura foi de 1,16
exemplares a cada hora/homem de PSLT. A riqueza de espécies, abundância relativa
e, consequentemente, a taxa de captura observadas nesta campanha foram menores
do que aquelas da campanha anterior.
A transição entre o período chuvoso e seco poderia justificar, pelo menos em partes,
estas diferenças. As transecções da AII estão distantes da água, bem como das
margens do rio, o que poderia implicar numa redução de atividade dos animais
mesmo antes do auge da seca.
Outra hipótese a ser considera é de que a intensa movimentação e obras para
construção da estrada de acesso para o AHE de Colíder possam estar afetando a
herpetofauna local. Desta forma sugere-se a realocação da transeção fixa para área
distante das obras citadas anteriormente.
FOTO 18- ADULTO DE PHYLLOMEDUSA CF. VAILLANT
AMOSTRADA NA TRANSECÇÃO FIXA DA AID PELO
MÉTODO DE PSLT
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
Amostragem em sítio de reprodução (ASR)
Nos sítios reprodutivos foram registrados, 33 espécimes de oito espécies (7 espécies
de anfíbios e 1 espécie de serpente (Tabela 8). Do total de espécies registras, apenas
duas estavam em atividade de vocalização, Phyllomedusa azurea (Foto 19), no sítio
P6 localizado na floresta e Hypsiboans albopunctata, no sítio P5 em área aberta.
Provavelmente esse comportamento expresse a transição entre o período de chuvas e
seca e menor atividade dos anfíbios anuros. Também foi nítida a diferença entre a
28
riqueza de espécies observada entre os sítios P6 e P5. A riqueza de espécies na mata
(duas espécies) foi menor do que aquela observada na área aberta (quatro espécies).
Esse padrão esteve presente nos sítios de amostragem das outras parcelas. A taxa de
captura foi de 5,5 exemplares hora/home de procura nos sítios reprodutivos.
FOTO 19- ADULTO DE PHYLLOMEDUSA
AMOSTRADA NA AII PELO MÉTODO DE LSR
AZUREA
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
Do total de resultados obtidos pelas metodologias sistematizadas, aplicadas na AII,
foram registrados, 54 espécimes de sete espécies (6 espécies de anfíbios e 1 espécie
de serpente). O índice de diversidade de Shannon-Wiener foi de SW = 1,67.
TABELA 8- ESPÉCIES DE ANFÍBIOS E RÉPTEIS REGISTRADOS PELAS METODOLOGIAS SISTEMATIZADAS
NA PARCELA DE AII DO AHE COLÍDER, MT
Táxon
Espécie
n
Métodos
AMPHIBIA
ANURA
Bufonidae
Rhinella cf.marina
Hylidae
Hypsiboas albopunctata
10
ASR
Hypsiboas geografica
1
ASR
Leptodactylidae
ASR
Phyllomedusa azurea
10
ASR
Phylomedusa cf. vaillant
1
PSLT
Leptodactylus hylaedactyla
20
PSLT
Leptodactylus labirinticus
8
ASR
Bothrops moojeni
2
ASR
REPTILIA
SQUAMATA
Viperidae
A metodologia não sistematizada amostrou sete espécies (três espécies de anfíbios e
quatro espécies de serpentes) que não haviam sido registradas nesta campanha pela
metodologia sistematizada. Considerando-se todos os registros efetuados na área,
29
independente da metodologia utilizada, a riqueza passa a descrever um total de 15
espécies, das quais, 10 espécies de anfíbios anuros e 5 espécies de serpentes. Do
total de espécies amostradas, as que não foram registradas pela metodologia
sistematizada
são
os
anuros,
Leptodactylus
fuscus,
Physalaemus
cuvieri,
Pseudopaludicola ternetzi e as serpentes Leptodeira annulata, Liophis reginae,
Mastigodryas bodaerti (Foto 20), e Pseudoboa nigra (Foto 21).
FOTO
20
ADULTO
DE
MASTIGODRYAS
BODDAERTI AMOSTRADA PELA METODOLOGIA
NÃO SISTEMATIZADA DE PALT NA AII
FOTO 21 - ADULTO DE PSEUDOBOA
AMOSTRADA
PELA
METODOLOGIA
SISTEMATIZADA DE PC NA AII
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
4.1.1.4
NIGRA
NÃO
Espécies ameaçadas e protegidas por legislação federal e/ou
estadual
Não existe lista estadual disponível para o Mato Grosso e, até o momento não foram
registradas espécies que estejam relacionadas em listagens universais.
4.1.1.5
Espécies endêmicas, raras ou não descritas
Deve-se continuar dando atenção especial aquelas espécies ubiquitárias que possam
representar complexos de espécies, Por exemplo, aquelas do gênero Tropidurus e
Liophis (Strussmann, 2000).
4.1.1.6
Espécies procuradas para caça ou tráfico
Pelo menos duas das espécies que compõem a herpetofauna da região estudada
sofrem pressão de caça: a rã Leptodactylus labirinticus e o jacaré Paleosuchus
trigonatus. Nesta campanha foi confirmada a atividade de caça do jacaré Paleosuchus
30
trigonatus na ADA (Foto 22). Como já advertido essa espécie de jacaré poderia
compor projetos de interesse específico que ajudariam a descrever as implicações do
empreendimento na herpetofauna local.
FOTO 22- ADULTO DE PALEOSUCHUS
ABATIDO POR PESCADORES LOCAIS
TRIGONATUS
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
4.1.1.7
Espécies de interesse econômico
Deve-se dar atenção especial para as espécies citadas nos itens “Espécies procuradas
para caça” e “Espécies de interesse veterinário” por representarem animais que fazem
parte da dieta dos moradores locais e que infringem acidentes ofídicos, o que afeta
diretamente a força de trabalho humano, possuindo assim viés econômico.
31
4.1.1.8
Espécies de interesse científico
Em uma primeira abordagem pode-se dizer que todas as espécies da região têm
algum interesse científico, pois muito pouco se sabe sobre a biologia/ecologia das
mesmas. Além dos diversos trabalhos em andamento, existe uma infinidade de temas
científicos que podem ser propostos acerca das espécies que compõem estas
taxocenoses. Mesmo formas muito comuns podem corresponder a complexos de
espécies novas. Podem-se observar espécies que correspondem a registros novos
para o estado do Mato Grosso, como por exemplo, Amphisbaena brasiliana e outras
que representam táxons novos em processo de descrição, como Amphisbaena sp. A
continuidade das campanhas de monitoramento fornecerá mais informações acerca da
taxocenose local e provavelmente novas questões serão propostas acerca deste tema.
4.1.1.9
Espécies de interesse médico-veterinário
Das espécies com ocorrência confirmada e prevista para a área, oito serpentes (as
jararacas, Bothrops atrox, Bothrops moojeni, Bothropoides taeniatus, Lachesis muta,
Micrurus sp. Micrurus lemniscatus, Micrurus paranaensis e Micrurus surinamensis) são
consideradas de interesse médico-veterinário, por ocasionarem acidentes ofídicos
envolvendo humanos e animais de criação. Além destas, existem algumas espécies de
sapos venenosos (Rhinella cf. schneideri, R. margaritifera), que podem ocasionar
intoxicação em animais domésticos, como cães e gatos, caso sejam abocanhados e/ou
ingeridos.
4.1.1.10
Espécies indicadoras de qualidade ambiental
Por ocuparem tanto ambientes terrestres quanto aquáticos, anfíbios são excelentes
bioindicadores ambientais, além de desempenharem importante função na dinâmica
entre os ecossistemas. Entretanto, segundo Dufrêne & Legendre (1997), uma boa
espécie bioindicadora necessita apresentar alta abundância e freqüência de ocorrência
em determinada área. Neste sentido, espécies de encontro ocasional (e.g. serpentes),
ou que ocorrem em baixa abundância nas áreas amostradas não possuem valor como
bioindicadores, apesar de poder ser afetadas por impactos ambientais decorrentes da
implementação e funcionamento do AHE Colíder.
Apesar da boa representatividade e freqüência de algumas espécies nas áreas de
interesse, pode ser prematura a indicação destas como bioindicadoras. Considerações
32
mais conclusivas acerca do real status destas espécies nas áreas de amostragem
surgirão ao longo das demais campanhas à medida que a base de dados se torne
robusta.
4.1.2
Suficiência Amostral
A curva de suficiência amostral foi elaborada com base apenas nos registros obtidos
através
das
metodologias
sistematizadas
implementadas
nas
parcelas
de
amostragem. Até o momento estas metodologias registram um total de 44 espécies
nas parcelas de interesse. A curva de suficiência amostral apresentou formato
ascendente, indicando que o número de espécies da herpetofauna nas parcelas de
interesse é superior ao registrado pelas metodologias sistematizadas até o momento
(Gráfico 1). O estimador de riqueza Jacknife projetou um total de 59 espécies
(SD = 3,16) para as parcelas até o momento. Em comparação com a riqueza
observada (44 espécies), pode-se afirmar que a metodologia aplicada amostrou,
aproximadamente, 74% do total de espécies estimadas.
33
GRÁFICO 1 - CURVA DO COLETOR ALEATORIZADA (500 RANDOMIZAÇÕES), A LINHA CONTÍNUA
REPRESENTA A CURVA MÉDIA E AS LINHAS PONTILHADAS REPRESENTAM OS INTERVALOS DE
CONFIANÇA (95%)
4.1.3
Similaridade entre as Parcelas e Campanhas Amostrais
A análise de Cluster dos índices de similaridade (Bray-Curtis), estimados para as
amostras, apresentou um agrupamento das parcelas em dois grupos separados ao
nível de, aproximadamente, 23% de similaridade. As parcelas com maior índice de
similaridade foram AII1 e ADA1 com, aproximadamente, 47%. O segundo grupo com
maior índice de similaridade foi constituído pela parcela AID (AID1 e AID2) entre as
duas campanhas com, aproximadamente, 37%. As parcelas AII2 e ADA2 ficaram
isoladas das demais (Figura 1). Estes resultados podem estar expressando a
heterogeneidade das parcelas amostradas. Nitidamente as parcelas AII e ADA
constituem ambientes mais heterogêneos do que aqueles observados na parcela AID
e, portanto, podem implicar em taxas de similaridade mais próximas mesmo que em
valores baixos. À medida que o canteiro de obras for se configurando, menor será a
heterogeneidade do ambiente e, naturalmente, os índices de similaridade serão
maiores quando comparada esta parcela ao longo das campanhas de monitoramento.
34
FIGURA 1- ANÁLISE DE SIMILARIDADE (BRAY-CURTIS) PARA A HERPETOFAUNA REGISTRADA ATRAVÉS
DAS METODOLOGIAS SISTEMATIZADAS NAS PARCELAS DE INTERESSE (ADI, ADA E AII)
4.1.4
Considerações Finais
No total de campanhas realizadas, as metodologias sistematizadas registraram um
total de 44 espécies da herpetofauna nas parcelas de interesse. Quando são
acrescidos os resultados obtidos pelas metodologias não sistematizadas, a riqueza de
espécies aumenta consideravelmente, passando a descrever 59 espécies de répteis e
anfíbios. As metodologias sistematizadas continuam produzindo diferentes respostas
entre as parcelas de interesse. Como já mencionado, diferenças estruturais entre os
ambientes
podem
promover
diferentes
respostas,
mesmo
quando
utilizadas
metodologias e esforços de captura idênticos, entre as parcelas de amostragem. Um
esforço de captura maior, por parte das metodologias sistematizadas, poderia mitigar
os efeitos provocados pela diferença na composição estrutural entre as parcelas.
A menor riqueza, abundância relativa e taxas de captura observadas nas parcelas de
amostragem, provavelmente, estão relacionadas a transição entre o período de
chuvas e a estação seca (Tabela 9). Nitidamente percebe-se uma menor atividade de
vocalização dos anfíbios anuros em conseqüência do término da estação reprodutiva.
Na próxima campanha, ápice da estação seca, a riqueza da anurofauna deverá ser
ainda menor. Porém, não se descarta a interferência das obras nas parcelas AID e,
principalmente, AID. A descaracterização do ambiente na ADA e retirada da cobertura
florestal certamente contribui para redução da riqueza e abundância das espécies. A
tendência é de que não sejam mais encontras espécies estenóicas de mata e que
35
aumente a ocorrência de espécies eurióticas de áreas abertas. A região já demonstra
sinais evidentes de desconfiguração do hábitat em virtude dos efeitos históricos
provocados por décadas de exploração da madeira, pecuária e agricultura, de forma
que já exista um aporte de espécies eurióticas na região capazes de colonizar
ambientes alterados. Destas, destacam-se os anfíbios Leptodactylus labirintycus,
Hypsiboans albopunctata, Dendropsophus minutus, Rhinella cf. marina e as serpentes
Liophis reginae e Bothrops moojeni entre outras (Strüssmann, 2000).
TABELA 9- ÍNDICES DE RIQUEZA E DIVERSIDADE OBTIDOS PARA HERPETOFAUNA POR PARCELA
AMOSTRAL
Método
Taxa de captura
Parcela
Diversidade
Riqueza (espécies
(espécimes/hora/homem)
(SW)
AIQ
PSLT
ASR
AIQ
PSLT
ASR
AID1
8
8
11
0,05
1,5
16,5
2,29
ADA1
5
8
2
0,11
0,94
1,08
2,19
AII1
5
6
7
0,09
0,38
2,66
2,39
AID2
4
4
9
0,05
1,5
11,33
2,03
ADA2
8
12
2
0,20
2,5
3,50
1,88
AII2
-
2
8
-
1,16
5,5
1,67
Nota: AID = área de influência direta (canteiro de obras), ADA = área diretamente afetada (reservatório)
e AII = área de influência indireta (controle)) e metodologia sistematizada (AIQ = armadilhas de
interceptação e queda, PSLT = procura sistematizada em transecção livre e ASR =amostragem em sítio
reprodutivo. SW = índice de Shannon-Wiener
Vale destacar que, ao longo das campanhas de monitoramento, serão produzidos
dados capazes de estabelecer comparações mais apuradas entre as parcelas de
amostragem e, até mesmo, entre ambientes que as compõem. Seria de real
importância a análise conjunta dos resultados obtidos na AID pela campanha de
monitoramento com aqueles obtidos através do resgate de fauna. Informações acerca
da riqueza, habitat, abundância relativa, marcações e áreas de soltura poderiam
complementar análises realizadas acerca desta parcela.
4.2
AVIFAUNA
4.2.1
Riqueza de Espécies
Durante a segunda fase de campo do monitoramento da avifauna na área prevista
para o AHE Colíder foram registradas, no total, 247 espécies. Com as informações
obtidas, foram acrescentadas 49 espécies à lista de aves, totalizando uma riqueza de
36
332 espécies para as duas primeiras campanhas de campo. Devido à dúvida levantada
sobre a ocorrência de uma espécie citada na literatura, pode-se dizer que, até o
momento, número total de espécies confirmadas para a área avaliada é de 331.
Com os resultados obtidos nas duas primeiras campanhas, mais da metade (53,6%)
de toda a avifauna esperada para a região já foi registrada. Confrontando os dados de
riqueza obtidos até então com as informações contidas no Estudo de Impacto
Ambiental do presente empreendimento (JGP, 2009), pode-se concluir que foram
encontradas, durante o início do monitoramento, 111 espécies a mais, considerando o
mesmo esforço. Após a execução de duas fases de campo de 10 dias cada, a equipe
executora
do
EIA
encontrou
220
espécies
para
a
área
de
influência
do
empreendimento.
A Tabela 10 apresenta todos os táxons esperados para a região, conforme pesquisa
bibliográfica realizada. Nesta mesma tabela podem ser consultados todas as espécies
registradas durante as duas primeiras fases (com a indicação da área amostral onde
cada uma foi encontrada), a indicação dos dados citados no EIA e quais das espécies
são endêmicas do Brasil.
37
tururim
inhambuguaçu
jaó
inhambu-relógio
inhambu-anhangá
inhambu-chororó
inhambu-chintã
perdiz
inhambu-carapé
Crypturellus soui (Hermann, 1783)
Crypturellus obsoletus (Temminck, 1815)
Crypturellus undulatus (Temminck, 1815)
Crypturellus strigulosus (Temminck, 1815)
Crypturellus variegatus (Gmelin, 1789)
Crypturellus parvirostris (Wagler, 1827)
Crypturellus tataupa (Temminck, 1815)
Rhynchotus rufescens (Temminck, 1815)
Taoniscus nanus (Temminck, 1815)
Dendrocygninae Reichenbach, 1850
Anatidae
Anhima cornuta (Linnaeus, 1766)
Anhimidae
anhuma
1
inhambu-preto
Crypturellus cinereus (Gmelin, 1789)
Anseriformes
1,2
inhambu-galinha
Tinamus guttatus Pelzeln, 1863
1,2
1,2
1,2
azulona
inhambu-de-cabeça-vermelha
1,2
CA
Tinamus tao Temminck, 1815
ema
Nome em Português
Tinamus major (Gmelin, 1789)
Tinamidae
Tinamiformes
Rhea americana (Linnaeus, 1758)
Rheidae
Struthioniformes
Táxon
1
1
1
RE
1,2
1,2
CO
2
EN
X
X
X
X
X
EIA
38
Endem. BRA
TABELA 10- LISTA DE ESPÉCIES ESPERADAS PARA A ÁREA DE INFLUÊNCIA DO AHE COLÍDER, COM A INDICAÇÃO DAS ESPÉCIES REGISTRADAS NA
PRIMEIRA E SEGUNDA FASES DE CAMPO E DAQUELAS CITADAS NO EIA
marreca-caneleira
irerê
asa-branca
Dendrocygna bicolor (Vieillot, 1816)
Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)
Dendrocygna autumnalis (Linnaeus, 1758)
pato-de-crista
pé-vermelho
Sarkidiornis sylvicola Ihering & Ihering, 1907
Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789)
mutum-cavalo
mutum-de-penacho
Pauxi tuberosa (Spix, 1825)
Crax fasciolata Spix, 1825
Jabiru mycteria (Lichtenstein, 1819)
Ciconiidae
tuiuiú
mergulhão-caçador
Podilymbus podiceps (Linnaeus, 1758)
Ciconiiformes
mergulhão-pequeno
Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766)
Podicipedidae
Podicipediformes
Odontophorus gujanensis (Gmelin, 1789)
uru-corcovado
cujubi
Aburria cujubi (Pelzeln, 1858)
Odontophoridae
jacupemba
jacu-de-spix
Penelope jacquacu Spix, 1825
aracuã-pequeno
Ortalis motmot (Linnaeus, 1766)
Penelope superciliaris Temminck, 1815
aracuã
Ortalis guttata (Spix, 1825)
Cracidae
Galliformes
pato-do-mato
Cairina moschata (Linnaeus, 1758)
Anatinae
Nome em Português
Táxon
1
CA
2
1,2
1,2
RE
2
1,2
CO
1
EN
X
X
X
X
X
X
EIA
39
Endem. BRA
garça-da-mata
arapapá
socoí-zigue-zague
socoí-vermelho
savacu
socozinho
garça-vaqueira
garça-moura
garça-branca-grande
maria-faceira
garça-real
garça-branca-pequena
Agamia agami (Gmelin, 1789)
Cochlearius cochlearius (Linnaeus, 1766)
Zebrilus undulatus (Gmelin, 1789)
Ixobrychus exilis (Gmelin, 1789)
Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758)
Butorides striata (Linnaeus, 1758)
Bubulcus ibis (Linnaeus, 1758)
Ardea cocoi Linnaeus, 1766
Ardea alba Linnaeus, 1758
Syrigma sibilatrix (Temminck, 1824)
Pilherodius pileatus (Boddaert, 1783)
Egretta thula (Molina, 1782)
coró-coró
curicaca
colhereiro
Mesembrinibis cayennensis (Gmelin, 1789)
Theristicus caudatus (Boddaert, 1783)
Platalea ajaja Linnaeus, 1758
Threskiornithidae
socó-boi
biguatinga
Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783)
Ardeidae
Pelecaniformes
Anhinga anhinga (Linnaeus, 1766)
Anhingidae
Phalacrocorax brasilianus (Gmelin, 1789)
Phalacrocoracidae
biguá
cabeça-seca
Mycteria americana Linnaeus, 1758
Suliformes
Nome em Português
Táxon
1
1
1
1
1
1
1
1
CA
1
2
1
1,2
1
1
1
1
RE
CO
1
1
1,2
1,2
1,2
1
EN
EIA
40
Endem. BRA
urubu-rei
gavião-de-cabeça-cinza
caracoleiro
gavião-tesoura
gaviãozinho
gavião-peneira
gavião-ripina
tauató-pintado
gavião-miudinho
gavião-miúdo
gavião-bombachinha-grande
sauveiro-do-norte
sovi
gavião-belo
gavião-caramujeiro
Leptodon cayanensis (Latham, 1790)
Chondrohierax uncinatus (Temminck, 1822)
Elanoides forficatus (Linnaeus, 1758)
Gampsonyx swainsonii Vigors, 1825
Elanus leucurus (Vieillot, 1818)
Harpagus bidentatus (Latham, 1790)
Accipiter poliogaster (Temminck, 1824)
Accipiter superciliosus (Linnaeus, 1766)
Accipiter striatus Vieillot, 1808
Accipiter bicolor (Vieillot, 1817)
Ictinia mississippiensis (Wilson, 1811)
Ictinia plumbea (Gmelin, 1788)
Busarellus nigricollis (Latham, 1790)
Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817)
Accipitridae
Pandion haliaetus (Linnaeus, 1758)
Pandionidae
águia-pescadora
1,2
urubu-de-cabeça-preta
Coragyps atratus (Bechstein, 1793)
Sarcoramphus papa (Linnaeus, 1758)
Accipitriformes
1,2
urubu-da-mata
Cathartes melambrotus Wetmore, 1964
2
1
urubu-de-cabeça-amarela
Cathartes burrovianus Cassin, 1845
1
CA
urubu-de-cabeça-vermelha
Nome em Português
Cathartes aura (Linnaeus, 1758)
Cathartidae
Cathartiformes
Táxon
1
2
1
1,2
1
1
RE
1
1,2
1
CO
2
1
1,2
1,2
1
1
EN
X
X
X
X
X
X
EIA
41
Endem. BRA
gavião-pega-macaco
gavião-pato
gavião-de-penacho
Spizaetus tyrannus (Wied, 1820)
Spizaetus melanoleucus (Vieillot, 1816)
Spizaetus ornatus (Daudin, 1800)
gavião-de-anta
gralhão
caracará
carrapateiro
acauã
falcão-caburé
Daptrius ater Vieillot, 1816
Ibycter americanus (Boddaert, 1783)
Caracara plancus (Miller, 1777)
Milvago chimachima (Vieillot, 1816)
Herpetotheres cachinnans (Linnaeus, 1758)
Micrastur ruficollis (Vieillot, 1817)
Falconidae
Falconiformes
gavião-real
gavião-papa-gafanhoto
Buteo swainsoni Bonaparte, 1838
Harpia harpyja (Linnaeus, 1758)
gavião-de-cauda-curta
Buteo brachyurus Vieillot, 1816
uiraçu-falso
gavião-pedrês
Buteo nitidus (Latham, 1790)
gavião-de-rabo-barrado
gavião-vaqueiro
Leucopternis kuhli Bonaparte, 1850
Buteo albonotatus Kaup, 1847
gavião-branco
Pseudastur albicollis (Latham, 1790)
Morphnus guianensis (Daudin, 1800)
gavião-de-rabo-branco
Geranoaetus albicaudatus (Vieillot, 1816)
1
1
1
2
1,2
1,2
1
1
1,2
1,2
1
1
1
1
1
1
1
1
1,2
gavião-carijó
gavião-asa-de-telha
Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788)
gavião-preto
Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788)
Parabuteo unicinctus (Temminck, 1824)
1
gavião-caboclo
EN
Heterospizias meridionalis (Latham, 1790)
CO
gavião-pernilongo
RE
Geranospiza caerulescens (Vieillot, 1817)
CA
Nome em Português
Táxon
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
42
Endem. BRA
falcão-críptico
tanatau
falcão-relógio
quiriquiri
cauré
falcão-de-peito-laranja
falcão-de-coleira
falcão-peregrino
Micrastur mintoni Whittaker, 2002
Micrastur mirandollei (Schlegel, 1862)
Micrastur semitorquatus (Vieillot, 1817)
Falco sparverius Linnaeus, 1758
Falco rufigularis Daudin, 1800
Falco deiroleucus Temminck, 1825
Falco femoralis Temminck, 1822
Falco peregrinus Tunstall, 1771
saracura-lisa
sanã-castanha
sanã-parda
sanã-do-capim
sanã-carijó
turu-turu
Amaurolimnas concolor (Gosse, 1847)
Laterallus melanophaius (Vieillot, 1819)
Laterallus exilis (Temminck, 1831)
Porzana albicollis (Vieillot, 1819)
Neocrex erythrops (Sclater, 1867)
saracura-três-potes
jacamim-de-costas-verdes
carão
Laterallus viridis (Statius Muller, 1776)
Aramides cajanea (Statius Muller, 1776)
Rallidae
Psophia viridis Spix, 1825
Psophiidae
Aramus guarauna (Linnaeus, 1766)
Aramidae
Gruiformes
Eurypyga helias (Pallas, 1781)
Eurypygidae
pavãozinho-do-pará
falcão-mateiro
Micrastur gilvicollis (Vieillot, 1817)
Eurypygiformes
Nome em Português
Táxon
1
1
1,2
1
2
1
CA
1
1,2
2
2
RE
2
CO
1
2
1
EN
X
X
X
X
X
EIA
E
43
Endem. BRA
frango-d'água-comum
frango-d'água-azul
Gallinula galeata (Lichtenstein,1818)
Porphyrio martinica (Linnaeus, 1766)
maçarico-pintado
maçarico-solitário
maçarico-grande-de-perna-amarela
maçarico-de-perna-amarela
Gallinago undulata (Boddaert, 1783)
Actitis macularius (Linnaeus, 1766)
Tringa solitaria Wilson, 1813
Tringa melanoleuca (Gmelin, 1789)
Tringa flavipes (Gmelin, 1789)
jaçanã
trinta-réis-anão
Jacana jacana (Linnaeus, 1766)
Sternula superciliaris (Vieillot, 1819)
Jacanidae
narceja
narcejão
Gallinago paraguaiae (Vieillot, 1816)
Scolopacidae
Himantopus mexicanus (Statius Muller, 1776)
pernilongo-de-costas-negras
quero-quero
Vanellus chilensis (Molina, 1782)
Recurvirostridae
batuíra-de-esporão
seriema
Vanellus cayanus (Latham, 1790)
Charadriidae
Charadriiformes
Cariama cristata (Linnaeus, 1766)
Cariamidae
Cariamiformes
Heliornis fulica (Boddaert, 1783)
picaparra
saracura-sanã
Pardirallus nigricans (Vieillot, 1819)
Heliornithidae
Nome em Português
Táxon
1,2
CA
RE
CO
1
1,2
EN
EIA
44
Endem. BRA
pomba-amargosa
pomba-botafogo
pomba-de-bando
juriti-pupu
juriti-gemedeira
juriti-vermelha
pariri
Patagioenas plumbea (Vieillot, 1818)
Patagioenas subvinacea (Lawrence, 1868)
Zenaida auriculata (Des Murs, 1847)
Leptotila verreauxi Bonaparte, 1855
Leptotila rufaxilla (Richard & Bernard, 1792)
Geotrygon violacea (Temminck, 1809)
Geotrygon montana (Linnaeus, 1758)
arara-azul-grande
arara-canindé
Anodorhynchus hyacinthinus (Latham, 1790)
Ara ararauna (Linnaeus, 1758)
Psittacidae
Psittaciformes
pomba-galega
rolinha-vaqueira
Uropelia campestris (Spix, 1825)
Patagioenas cayennensis (Bonnaterre, 1792)
pararu-azul
Claravis pretiosa (Ferrari-Perez, 1886)
pombão
rolinha-picui
Columbina picui (Temminck, 1813)
pomba-trocal
fogo-apagou
Columbina squammata (Lesson, 1831)
Patagioenas speciosa (Gmelin, 1789)
rolinha-roxa
Columbina talpacoti (Temminck, 1811)
Patagioenas picazuro (Temminck, 1813)
rolinha-de-asa-canela
Columbina minuta (Linnaeus, 1766)
Columbidae
Columbiformes
Rynchops niger Linnaeus, 1758
talha-mar
trinta-réis-grande
Phaetusa simplex (Gmelin, 1789)
Rynchopidae
Nome em Português
Táxon
1
1
1,2
1,2
1,2
1
1,2
2
1,2
1
CA
1
1
1
1
RE
1
1
1,2
1,2
CO
1,2
1
1,2
1,2
1,2
1,2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
45
Endem. BRA
maitaca-de-cabeça-azul
papagaio-dos-garbes
papagaio-moleiro
curica
Pionus menstruus (Linnaeus, 1766)
Amazona kawalli Grantsau & Camargo, 1989
Amazona farinosa (Boddaert, 1783)
Amazona amazonica (Linnaeus, 1766)
1,2
1
1
X
X
E
papagaio-galego
Alipiopsitta xanthops (Spix, 1824)
X
curica-de-bochecha-laranja
1,2
E
papagaio-de-cabeça-laranja
1,2
2
E
curica-urubu
1,2
Pyrilia vulturina (Kuhl, 1820)
Pyrilia aurantiocephala (Gaban-Lima, Raposo & Höfling,
2002)
Pyrilia barrabandi (Kuhl, 1820)
1
marianinha-de-cabeça-amarela
1
Pionites leucogaster (Kuhl, 1820)
1
2
apuim-de-costas-azuis
X
X
Touit purpuratus (Gmelin, 1788)
1
1
apuim-de-asa-vermelha
1,2
2
X
Touit huetii (Temminck, 1830)
tuim
Forpus xanthopterygius (Spix, 1824)
1,2
2
46
Endem. BRA
periquito-de-asa-dourada
tiriba-do-madeira
Pyrrhura snethlageae Joseph & Bates, 2002
2
X
X
X
X
X
X
EIA
Brotogeris chrysoptera (Linnaeus, 1766)
periquito-rei
Aratinga aurea (Gmelin, 1788)
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
EN
tuim-de-bico-escuro
periquitão-maracanã
Aratinga leucophthalma (Statius Muller, 1776)
2
CO
periquito-de-encontro-amarelo
aratinga-de-testa-azul
Aratinga acuticaudata (Vieillot, 1818)
1,2
RE
Brotogeris chiriri (Vieillot, 1818)
maracanã-pequena
Diopsittaca nobilis (Linnaeus, 1758)
2
1
1,2
1,2
CA
Forpus modestus (Cabanis, 1848)
maracanã-do-buriti
maracanã-guaçu
Ara severus (Linnaeus, 1758)
maracanã-verdadeira
arara-vermelha-grande
Ara chloropterus Gray, 1859
Primolius maracana (Vieillot, 1816)
araracanga
Ara macao (Linnaeus, 1758)
Orthopsittaca manilata (Boddaert, 1783)
Nome em Português
Táxon
papagaio-verdadeiro
anacã
Amazona aestiva (Linnaeus, 1758)
Deroptyus accipitrinus (Linnaeus, 1758)
papa-lagarta-acanelado
anu-preto
anu-branco
Crotophaga ani Linnaeus, 1758
Guira guira (Gmelin, 1788)
peixe-frito-pavonino
Dromococcyx pavoninus Pelzeln, 1870
Tytonidae
Strigiformes
Neomorphus sp.
jacu-estalo
peixe-frito-verdadeiro
Dromococcyx phasianellus (Spix, 1824)
Neomorphinae
saci
Tapera naevia (Linnaeus, 1766)
Taperinae
anu-coroca
Crotophaga major Gmelin, 1788
Crotophaginae
chincoã-de-bico-vermelho
Piaya melanogaster (Vieillot, 1817)
alma-de-gato
Piaya cayana (Linnaeus, 1766)
Coccyzus melacoryphus Vieillot, 1817
chincoã-pequeno
Coccycua minuta (Vieillot, 1817)
Cuculinae
Cuculidae
Cuculiformes
Opisthocomus hoazin (Statius Muller, 1776)
Opisthocomidae
cigana
papagaio-campeiro
Amazona ochrocephala (Gmelin, 1788)
Opisthocomiformes
Nome em Português
Táxon
1
1,2
1,2
1,2
1,2
CA
2
1
RE
1
1
CO
1,2
1,2
1,2
EN
X
X
X
X
EIA
47
Endem. BRA
coruja-da-igreja
Tyto alba (Scopoli, 1769)
corujinha-relógio
coruja-de-crista
murucututu
jacurutu
coruja-do-mato
coruja-preta
caburé-da-amazônia
caburé
coruja-buraqueira
coruja-orelhuda
mocho-diabo
Megascops usta (Sclater, 1858)
Lophostrix cristata (Daudin, 1800)
Pulsatrix perspicillata (Latham, 1790)
Bubo virginianus (Gmelin, 1788)
Strix virgata (Cassin, 1849)
Strix huhula Daudin, 1800
Glaucidium hardyi Vielliard, 1990
Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788)
Athene cunicularia (Molina, 1782)
Asio clamator (Vieillot, 1808)
Asio stygius (Wagler, 1832)
mãe-da-lua
Nyctibius griseus (Gmelin, 1789)
bacurau-ocelado
bacurau-rabo-de-seda
tuju
bacurau-de-cauda-barrada
bacurau-de-lajeado
bacurau
Nyctiphrynus ocellatus (Tschudi, 1844)
Antrostomus sericocaudatus Cassin, 1849
Lurocalis semitorquatus (Gmelin, 1789)
Hydropsalis leucopyga (Spix, 1825)
Hydropsalis nigrescens (Cabanis, 1848)
Hydropsalis albicollis (Gmelin, 1789)
Caprimulgidae
mãe-da-lua-gigante
Nyctibius grandis (Gmelin, 1789)
Nyctibiidae
Caprimulgiformes
corujinha-orelhuda
Megascops choliba (Vieillot, 1817)
Strigidae
Nome em Português
Táxon
1,2
1
2
1
1,2
2
CA
1
2
RE
1,2
1
1,2
1,2
CO
1,2
1,2
1
1
1,2
EN
X
X
X
X
X
X
EIA
48
Endem. BRA
bacurau-norte-americano
bacurau-de-asa-fina
Chordeiles minor (Forster, 1771)
Chordeiles acutipennis (Hermann, 1783)
andorinhão-estofador
Panyptila cayennensis (Gmelin, 1789)
balança-rabo-de-bico-torto
balança-rabo-de-garganta-preta
rabo-branco-rubro
rabo-branco-acanelado
Glaucis hirsutus (Gmelin, 1788)
Threnetes leucurus (Linnaeus, 1766)
Phaethornis ruber (Linnaeus, 1758)
Phaethornis pretrei (Lesson & Delattre, 1839)
Phaethornithinae
Trochilidae
andorinhão-do-buriti
andorinhão-de-chapman
Chaetura chapmani Hellmayr, 1907
Tachornis squamata (Cassin, 1853)
taperá-de-garganta-branca
Chaetura egregia Todd, 1916
andorinhão-do-temporal
andorinhão-de-sobre-cinzento
Chaetura cinereiventris Sclater, 1862
andorinhão-de-rabo-curto
taperuçu-de-coleira-branca
Streptoprocne zonaris (Shaw, 1796)
Chaetura brachyura (Jardine, 1846)
taperuçu-velho
Cypseloides senex (Temminck, 1826)
Chaetura meridionalis Hellmayr, 1907
taperuçu-preto
Cypseloides fumigatus (Streubel, 1848)
Apodidae
Apodiformes
corucão
acurana
Hydropsalis climacocerca (Tschudi, 1844)
bacurauzinho
bacurau-de-rabo-maculado
Hydropsalis maculicauda (Lawrence, 1862)
Chordeiles pusillus Gould, 1861
bacurau-chintã
Hydropsalis parvula (Gould, 1837)
Chordeiles nacunda (Vieillot, 1817)
Nome em Português
Táxon
1,2
1
1,2
CA
1
2
1
RE
1,2
2
CO
1
1
EN
X
X
X
X
X
EIA
49
Endem. BRA
rabo-branco-de-bico-reto
rabo-branco-de-bigodes
Phaethornis bourcieri (Lesson, 1832)
Phaethornis superciliosus (Linnaeus, 1766)
beija-flor-de-banda-branca
beija-flor-de-garganta-verde
Amazilia versicolor (Vieillot, 1818)
Amazilia fimbriata (Gmelin, 1788)
surucuá-de-cauda-preta
surucuá-grande-de-barriga-amarela
surucuá-violáceo
Trogon melanurus Swainson, 1838
Trogon viridis Linnaeus, 1766
Trogon violaceus Gmelin, 1788
Trogonidae
Trogoniformes
estrelinha-ametista
beija-flor-roxo
Hylocharis cyanus (Vieillot, 1818)
Calliphlox amethystina (Boddaert, 1783)
beija-flor-safira
Hylocharis sapphirina (Gmelin, 1788)
bico-reto-cinzento
beija-flor-tesoura-verde
Thalurania furcata (Gmelin, 1788)
Heliomaster longirostris (Audebert & Vieillot, 1801)
rabo-de-espinho
Discosura langsdorffi (Temminck, 1821)
chifre-de-ouro
topetinho-verde
Lophornis chalybeus (Vieillot, 1822)
Heliactin bilophus (Temminck, 1820)
beija-flor-de-bico-virado
Avocettula recurvirostris (Swainson, 1822)
beija-flor-estrela
beija-flor-de-veste-preta
Anthracothorax nigricollis (Vieillot, 1817)
beija-flor-de-bochecha-azul
beija-flor-azul-de-rabo-branco
Florisuga mellivora (Linnaeus, 1758)
Heliothryx auritus (Gmelin, 1788)
beija-flor-tesoura
Eupetomena macroura (Gmelin, 1788)
Heliodoxa aurescens (Gould, 1846)
asa-de-sabre-cinza
Campylopterus largipennis (Boddaert, 1783)
Trochilinae
Nome em Português
Táxon
2
1,2
1,2
1
1
CA
1
1,2
1
2
1
1
RE
2
1,2
2
2
2
CO
EN
X
X
X
X
X
X
EIA
50
Endem. BRA
surucuá-de-barriga-vermelha
surucuá-de-barriga-amarela
surucuá-de-coleira
surucuá-pavão
Trogon curucui Linnaeus, 1766
Trogon rufus Gmelin, 1788
Trogon collaris Vieillot, 1817
Pharomachrus pavoninus (Spix, 1824)
martim-pescador-verde
martinho
martim-pescador-pequeno
martim-pescador-da-mata
Chloroceryle amazona (Latham, 1790)
Chloroceryle aenea (Pallas, 1764)
Chloroceryle americana (Gmelin, 1788)
Chloroceryle inda (Linnaeus, 1766)
juruva-ruiva
udu-de-coroa-azul
Baryphthengus martii (Spix, 1824)
Momotus momota (Linnaeus, 1766)
ariramba-de-cauda-ruiva
ariramba-bronzeada
ariramba-do-paraíso
jacamaraçu
Galbula ruficauda Cuvier, 1816
Galbula leucogastra Vieillot, 1817
Galbula dea (Linnaeus, 1758)
Jacamerops aureus (Statius Muller, 1776)
Notharchus hyperrhynchus (Sclater, 1856)
macuru-de-pescoço-branco
ariramba-da-mata
Galbula cyanicollis Cassin, 1851
Bucconidae
ariramba-preta
Brachygalba lugubris (Swainson, 1838)
Galbulidae
Galbuliformes
udu-de-bico-largo
Electron platyrhynchum (Leadbeater, 1829)
Momotidae
martim-pescador-grande
Megaceryle torquata (Linnaeus, 1766)
Alcedinidae
Coraciiformes
Nome em Português
Táxon
1
1,2
1,2
1
2
1,2
2
2
2
CA
2
1
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
1
RE
2
1,2
1,2
1
1
CO
1,2
1,2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
51
Endem. BRA
rapazinho-dos-velhos
barbudo-de-pescoço-ferrugem
freirinha-de-coroa-castanha
chora-chuva-preto
chora-chuva-de-cara-branca
urubuzinho
Nystalus maculatus (Gmelin, 1788)
Malacoptila rufa (Spix, 1824)
Nonnula ruficapilla (Tschudi, 1844)
Monasa nigrifrons (Spix, 1824)
Monasa morphoeus (Hahn & Küster, 1823)
Chelidoptera tenebrosa (Pallas, 1782)
araçari-de-pescoço-vermelho
araçari-de-bico-branco
araçari-castanho
araçari-mulato
Pteroglossus bitorquatus Vigors, 1826
Pteroglossus aracari (Linnaeus, 1758)
Pteroglossus castanotis Gould, 1834
Pteroglossus beauharnaesii Wagler, 1832
2
1,2
1
1
saripoca-de-gould
araçari-miudinho-de-bico-riscado
tucano-de-bico-preto
Ramphastos vitellinus Lichtenstein, 1823
Selenidera gouldii (Natterer, 1837)
tucano-grande-de-papo-branco
Ramphastos tucanus Linnaeus, 1758
Pteroglossus inscriptus Swainson, 1822
1
tucanuçu
1,2
1
1
1,2
1,2
2
1,2
2
2
CA
Ramphastos toco Statius Muller, 1776
Ramphastidae
Capito dayi Cherrie, 1916
Capitonidae
capitão-de-cinta
joão-bobo
Nystalus chacuru (Vieillot, 1816)
Piciformes
rapazinho-estriado
rapazinho-carijó
Bucco tamatia Gmelin, 1788
rapazinho-de-colar
macuru-pintado
Notharchus tectus (Boddaert, 1783)
Bucco capensis Linnaeus, 1766
macuru-de-peito-marrom
Notharchus ordii (Cassin, 1851)
Nystalus striolatus (Pelzeln, 1856)
Nome em Português
Táxon
1
1
1,2
1,2
1,2
2
1,2
1,2
1
RE
1
2
2
1,2
1
1,2
1,2
1
1,2
2
1
1,2
1,2
CO
1,2
1
1
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
52
Endem. BRA
pica-pau-de-topete-vermelho
Campephilus melanoleucos (Gmelin, 1788)
choca-cantadora
Pygiptila stellaris (Spix, 1825)
Thamnophilinae
pinto-do-mato-carijó
Myrmornis torquata (Boddaert, 1783)
Myrmornithinae
Thamnophilidae
Passeriformes
pica-pau-de-barriga-vermelha
pica-pau-chocolate
Celeus elegans (Statius Muller, 1776)
Campephilus rubricollis (Boddaert, 1783)
picapauzinho-chocolate
Celeus grammicus (Natterer & Malherbe, 1845)
2
2
1,2
pica-pau-do-campo
Colaptes campestris (Vieillot, 1818)
pica-pau-de-banda-branca
pica-pau-verde-barrado
Colaptes melanochloros (Gmelin, 1788)
Dryocopus lineatus (Linnaeus, 1766)
pica-pau-dourado-escuro
Piculus chrysochloros (Vieillot, 1818)
pica-pau-de-coleira
pica-pau-bufador
Piculus flavigula (Boddaert, 1783)
Celeus torquatus (Boddaert, 1783)
picapauzinho-anão
pica-pau-louro
picapauzinho-avermelhado
Veniliornis affinis (Swainson, 1821)
Veniliornis passerinus (Linnaeus, 1766)
pica-pau-amarelo
benedito-de-testa-vermelha
Melanerpes cruentatus (Boddaert, 1783)
Celeus lugubris (Malherbe, 1851)
1,2
pica-pau-branco
Melanerpes candidus (Otto, 1796)
Celeus flavus (Statius Muller, 1776)
1,2
pica-pau-anão-escamado
Picumnus albosquamatus d'Orbigny, 1840
1
CA
pica-pau-anão-dourado
Nome em Português
Picumnus aurifrons Pelzeln, 1870
Picidae
Táxon
1,2
1
2
1,2
1,2
1
1
RE
1,2
1
1
2
1,2
2
1,2
CO
1
1
1
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
53
Endem. BRA
papa-formiga-pardo
papa-formiga-vermelho
uirapuru-selado
ipecuá
tovaquinha
Formicivora grisea (Boddaert, 1783)
Formicivora rufa (Wied, 1831)
Thamnomanes saturninus (Pelzeln, 1878)
Thamnomanes caesius (Temminck, 1820)
Dichrozona cincta (Pelzeln, 1868)
choca-listrada
choquinha-de-garganta-cinza
Myrmotherula menetriesii (d'Orbigny, 1837)
Thamnophilus palliatus (Lichtenstein, 1823)
choquinha-de-asa-comprida
choca-barrada
choquinha-de-flanco-branco
Myrmotherula axillaris (Vieillot, 1817)
Myrmotherula longipennis Pelzeln, 1868
Thamnophilus doliatus (Linnaeus, 1764)
choquinha-de-garganta-clara
Myrmotherula hauxwelli (Sclater, 1857)
choca-d'água
choquinha-estriada-da-amazônia
Myrmotherula multostriata Sclater, 1858
Sakesphorus luctuosus (Lichtenstein, 1823)
choquinha-de-garganta-amarela
Myrmotherula sclateri Snethlage, 1912
chorozinho-de-asa-vermelha
choquinha-miúda
Myrmotherula brachyura (Hermann, 1783)
Herpsilochmus rufimarginatus (Temminck, 1822)
choquinha-ornada
Epinecrophylla ornata (Sclater, 1853)
choca-pintada
choquinha-de-olho-branco
Epinecrophylla leucophthalma (Pelzeln, 1868)
chorozinho-de-bico-comprido
choca-preta
Neoctantes niger (Pelzeln, 1859)
Herpsilochmus longirostris Pelzeln, 1868
1,2
formigueiro-de-peito-preto
Myrmeciza atrothorax (Boddaert, 1783)
Megastictus margaritatus (Sclater, 1855)
1,2
formigueiro-de-cauda-castanha
Myrmeciza hemimelaena Sclater, 1857
1
2
1,2
1,2
1
1
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
1
papa-formiga-de-bando
Microrhopias quixensis (Cornalia, 1849) ssp. bicolor
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
1
1,2
1,2
1,2
1,2
1
1,2
1
papa-formiga-de-bando
RE
Microrhopias quixensis (Cornalia, 1849) ssp. emiliae
CA
Nome em Português
Táxon
1
1
2
1,2
1,2
1
1
1,2
1
CO
2
2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
E
54
Endem. BRA
Melanopareia torquata (Wied, 1831)
Melanopareiidae
tapaculo-de-colarinho
mãe-de-taoca-de-cara-branca
1,2
mãe-de-taoca
Rhegmatorhina gymnops Ridgway, 1888
1,2
cantador-ocráceo
Hypocnemis striata (Spix, 1825)
rendadinho
trovoada-listrada
Drymophila devillei (Menegaux & Hellmayr, 1906)
cantador-amarelo
chororó-de-manu
Cercomacra manu Fitzpatrick & Willard, 1990
Hypocnemis hypoxantha Sclater, 1869
chororó-negro
Cercomacra nigrescens (Cabanis & Heine, 1859)
1,2
2
1
1
1
1,2
1,2
CA
Willisornis poecilinotus (Cabanis, 1847)
Phlegopsis nigromaculata (d'Orbigny & Lafresnaye,
1837)
chororó-pocuá
Cercomacra cinerascens (Sclater, 1857)
guarda-várzea
Hylophylax punctulatus (Des Murs, 1856)
formigueiro-de-cara-preta
guarda-floresta
Hylophylax naevius (Gmelin, 1789)
Myrmoborus myotherinus (Spix, 1825)
solta-asa
Hypocnemoides maculicauda (Pelzeln, 1868)
papa-taoca
papa-formiga-do-igarapé
Sclateria naevia (Gmelin, 1788)
papa-formiga-de-sobrancelha
choró-boi
Taraba major (Vieillot, 1816)
Pyriglena leuconota (Spix, 1824)
papa-formiga-barrado
Cymbilaimus lineatus (Leach, 1814)
Myrmoborus leucophrys (Tschudi, 1844)
choca-lisa
choca-do-planalto
Thamnophilus pelzelni Hellmayr, 1924
choca-canela
choca-de-natterer
Thamnophilus stictocephalus Pelzeln, 1868
Thamnophilus aethiops Sclater, 1858
choca-de-olho-vermelho
Thamnophilus schistaceus d'Orbigny, 1835
Thamnophilus amazonicus Sclater, 1858
Nome em Português
Táxon
1,2
2
1
1,2
2
1,2
1,2
2
1,2
1,2
1,2
1
RE
1
1
1,2
1
1
1,2
1,2
1,2
CO
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
E
E
55
Endem. BRA
chupa-dente-grande
Conopophaga melanogaster Ménétriès, 1835
torom-carijó
torom-torom
tovaca-patinho
Hylopezus macularius (Temminck, 1823)
Hylopezus berlepschi (Hellmayr, 1903)
Myrmothera campanisona (Hermann, 1783)
pinto-do-mato-de-cara-preta
tovaca-estriada
Formicarius analis (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
Chamaeza nobilis Gould, 1855
vira-folha-de-bico-curto
vira-folha-pardo
vira-folha-de-garganta-cinza
Sclerurus rufigularis Pelzeln, 1868
Sclerurus caudacutus (Vieillot, 1816)
Sclerurus albigularis Sclater & Salvin, 1869
arapaçu-da-taoca
arapaçu-rabudo
arapaçu-verde
arapaçu-de-garganta-pintada
Dendrocincla merula (Lichtenstein, 1829)
Deconychura longicauda (Pelzeln, 1868)
Sittasomus griseicapillus (Vieillot, 1818)
Certhiasomus stictolaemus (Pelzeln, 1868)
Dendrocolaptinae
arapaçu-pardo
Dendrocincla fuliginosa (Vieillot, 1818)
Sittasominae
Dendrocolaptidae
vira-folha-de-peito-vermelho
Sclerurus mexicanus Sclater, 1857
Scleruridae
galinha-do-mato
Formicarius colma Boddaert, 1783
Formicariidae
tovacuçu
Grallaria varia (Boddaert, 1783)
Grallariidae
chupa-dente-de-cinta
Nome em Português
Conopophaga aurita (Gmelin, 1789)
Conopophagidae
Táxon
1
2
2
1,2
CA
2
1
1
1
1
RE
2
2
1,2
CO
EN
X
X
X
X
X
X
X
EIA
56
Endem. BRA
arapaçu-uniforme
Hylexetastes uniformis Hellmayr, 1909
bico-virado-carijó
limpa-folha-do-buriti
Xenops rutilans Temminck, 1821
Berlepschia rikeri (Ridgway, 1886)
Furnarius rufus (Gmelin, 1788)
Furnariinae
Microxenops milleri Chapman, 1914
joão-de-barro
bico-virado-da-copa
bico-virado-miúdo
Xenops minutus (Sparrman, 1788)
Pygarrhichinae
bico-virado-fino
Xenops tenuirostris Pelzeln, 1859
Furnariidae
arapaçu-vermelho
Xiphocolaptes promeropirhynchus (Lesson, 1840)
arapaçu-de-bico-comprido
Nasica longirostris (Vieillot, 1818)
arapaçu-meio-barrado
arapaçu-de-listras-brancas
Lepidocolaptes albolineatus (Lafresnaye, 1845)
Dendrocolaptes picumnus Lichtenstein, 1820
arapaçu-de-cerrado
Lepidocolaptes angustirostris (Vieillot, 1818)
arapaçu-galinha
arapaçu-de-bico-branco
Dendroplex picus (Gmelin, 1788)
arapaçu-barrado
arapaçu-de-bico-curvo
Campylorhamphus procurvoides (Lafresnaye, 1850)
Dendrexetastes rufigula (Lesson, 1844)
arapaçu-de-garganta-amarela
Xiphorhynchus guttatus (Lichtenstein, 1820)
Dendrocolaptes certhia (Boddaert, 1783)
arapaçu-riscado
arapaçu-elegante
Xiphorhynchus elegans (Pelzeln, 1868)
arapaçu-de-spix
arapaçu-ocelado
Xiphorhynchus ocellatus (Spix, 1824)
Xiphorhynchus spixii (Lesson, 1830) cf.
arapaçu-de-bico-de-cunha
Glyphorynchus spirurus (Vieillot, 1819)
Xiphorhynchus obsoletus (Lichtenstein, 1820)
Nome em Português
Táxon
1,2
2
2
2
1,2
1,2
1
1,2
1,2
1,2
CA
2
1
1
1,2
1,2
1,2
1,2
RE
1,2
1,2
1,2
1,2
1,2
CO
2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
E
57
Endem. BRA
fura-barreira
barranqueiro-de-topete
limpa-folha-de-cauda-ruiva
limpa-folha-de-sobre-ruivo
limpa-folha-de-asa-castanha
limpa-folha-vermelho
limpa-folha-de-bico-virado
Hylocryptus rectirostris (Wied, 1831)
Anabazenops dorsalis (Sclater & Salvin, 1880)
Philydor ruficaudatum (d'Orbigny & Lafresnaye, 1838)
Philydor erythrocercum (Pelzeln, 1859)
Philydor erythropterum (Sclater, 1856)
Philydor pyrrhodes (Cabanis, 1848)
Simoxenops ucayalae (Chapman, 1928)
puruchém
joão-do-norte
joão-teneném-becuá
arredio-do-rio
joão-pintado
Synallaxis cabanisi Berlepsch & Leverkuhn, 1890
Synallaxis gujanensis (Gmelin, 1789)
Cranioleuca vulpina (Pelzeln, 1856)
Cranioleuca gutturata (d'Orbigny & Lafresnaye, 1838)
fruxu-do-cerradão
uirapuruzinho
Neopelma pallescens (Lafresnaye, 1853)
Tyranneutes stolzmanni (Hellmayr, 1906)
Neopelminae
Pipridae
joão-teneném-castanho
Synallaxis rutilans Temminck, 1823
uí-pi
Synallaxis albescens Temminck, 1823
Synallaxis cherriei Gyldenstolpe, 1930
curutié
Certhiaxis cinnamomeus (Gmelin, 1788)
Synallaxinae
barranqueiro-pardo
barranqueiro-camurça
Automolus ochrolaemus (Tschudi, 1844)
barranqueiro-de-coroa-castanha
limpa-folha-riscado
Hyloctistes subulatus (Spix, 1824)
Automolus paraensis Hartert, 1902
limpa-folha-picanço
Ancistrops strigilatus (Spix, 1825)
Automolus rufipileatus (Pelzeln, 1859)
Nome em Português
Táxon
1,2
1
1
2
1
1
CA
1
1,2
1
RE
1,2
1,2
2
1,2
CO
1,2
EN
X
X
X
X
EIA
E
58
Endem. BRA
cabeça-branca
Dixiphia pipra (Linnaeus, 1758)
soldadinho
assanhadinho
Terenotriccus erythurus (Cabanis, 1847)
Myiobius barbatus (Gmelin, 1789)
chorona-cinza
Laniocera hypopyrra (Vieillot, 1817)
anambé-de-coroa
anambé-branco-de-bochecha-parda
anambé-branco-de-rabo-preto
anambé-branco-de-máscara-negra
Iodopleura isabellae Parzudaki, 1847
Tityra inquisitor (Lichtenstein, 1823)
Tityra cayana (Linnaeus, 1766)
Tityra semifasciata (Spix, 1825)
Tityrinae
flautim-ruivo
flautim-da-amazônia
Schiffornis major Des Murs, 1856
Schiffornis amazona (Sclater, 1860)
Laniisominae
maria-leque
papa-moscas-uirapuru
Onychorhynchus coronatus (Statius Muller, 1776)
Oxyruncinae
Tityridae
tangará-falso
Chiroxiphia pareola (Linnaeus, 1766)
Antilophia galeata (Lichtenstein, 1823)
Ilicurinae
coroa-de-fogo
rendeira
Manacus manacus (Linnaeus, 1766)
uirapuru-cigarra
uirapuru-de-chapéu-branco
Lepidothrix nattereri (Sclater, 1865)
Heterocercus linteatus (Strickland, 1850)
cabeça-encarnada
Pipra rubrocapilla Temminck, 1821
Machaeropterus pyrocephalus (Sclater, 1852)
uirapuru-laranja
Nome em Português
Pipra fasciicauda Hellmayr, 1906
Piprinae
Táxon
1
1
1,2
1,2
1,2
1
1,2
2
1,2
1,2
CA
1,2
1,2
2
1,2
1
1,2
1,2
2
RE
2
2
2
1,2
1
1,2
2
1,2
2
1,2
1,2
CO
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
59
Endem. BRA
tijerila
Xenopsaris albinucha (Burmeister, 1869)
anambé-pombo
anambé-pompadora
anambé-azul
anambé-una
anambé-preto
Gymnoderus foetidus (Linnaeus, 1758)
Xipholena punicea (Pallas, 1764)
Cotinga cayana (Linnaeus, 1766)
Querula purpurata (Statius Muller, 1776)
Cephalopterus ornatus Geoffroy Saint-Hilaire, 1809
patinho-de-coroa-branca
papinho-amarelo
enferrujadinho
Platyrinchus platyrhynchos (Gmelin, 1788)
Piprites chloris (Temminck, 1822)
Neopipo cinnamomea (Lawrence, 1869)
Taeniotriccus andrei (Berlepsch & Hartert, 1902)
maria-bonita
patinho-de-coroa-dourada
Platyrinchus coronatus Sclater, 1858
Rhynchocyclidae
patinho-escuro
Platyrinchus saturatus Salvin & Godman, 1882
Tyrannoidea
Phoenicircus nigricollis Swainson, 1832
saurá-de-pescoço-preto
cotinga-de-garganta-encarnada
Porphyrolaema porphyrolaema (Deville & Sclater, 1852)
Rupicolinae
cricrió
Lipaugus vociferans (Wied, 1820)
Cotinginae
Cotingidae
caneleiro-pequeno
caneleiro-bordado
Pachyramphus marginatus (Lichtenstein, 1823)
caneleiro-de-chapéu-preto
caneleiro-preto
Pachyramphus polychopterus (Vieillot, 1818)
Pachyramphus minor (Lesson, 1830)
caneleiro
Pachyramphus castaneus (Jardine & Selby, 1827)
Pachyramphus validus (Lichtenstein, 1823)
Nome em Português
Táxon
1,2
2
1
1,2
1,2
CA
1,2
1
1,2
1
1,2
2
1,2
1
RE
1
2
1
1,2
1,2
CO
1
2
EN
X
X
X
X
EIA
60
Endem. BRA
cabeçudo
estalador-do-norte
Leptopogon amaurocephalus Tschudi, 1846
Corythopis torquatus (Tschudi, 1844)
bico-chato-de-orelha-preta
bico-chato-da-copa
bico-chato-de-cabeça-cinza
bico-chato-amarelo
Tolmomyias sulphurescens (Spix, 1825)
Tolmomyias assimilis (Pelzeln, 1868)
Tolmomyias poliocephalus (Taczanowski, 1884)
Tolmomyias flaviventris (Wied, 1831)
ferreirinho-de-sobrancelha
maria-picaça
ferreirinho-de-cara-parda
caçula
maria-sebinha
maria-de-barriga-branca
maria-mirim
caga-sebinho-de-penacho
Todirostrum chrysocrotaphum Strickland, 1850
Poecilotriccus capitalis (Sclater, 1857)
Poecilotriccus latirostris (Pelzeln, 1868)
Myiornis ecaudatus (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
Hemitriccus minor (Snethlage, 1907)
Hemitriccus griseipectus (Snethlage, 1907)
Hemitriccus minimus (Todd, 1925)
Lophotriccus galeatus (Boddaert, 1783)
Elaeniinae
Hirundinea ferruginea (Gmelin, 1788)
Hirundineinae
gibão-de-couro
ferreirinho-relógio
Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766)
Tyrannidae
ferreirinho-estriado
Todirostrum maculatum (Desmarest, 1806)
Todirostrinae
bico-chato-grande
Rhynchocyclus olivaceus (Temminck, 1820)
Rhynchocyclinae
abre-asa
Nome em Português
Mionectes oleagineus (Lichtenstein, 1823)
Pipromorphinae
Táxon
1,2
2
1,2
1,2
1,2
1
1
CA
1,2
1,2
1,2
2
1,2
2
RE
1,2
2
2
1
1,2
1,2
2
CO
1
EN
X
X
X
X
X
EIA
61
Endem. BRA
marianinha-amarela
bagageiro
Capsiempis flaveola (Lichtenstein, 1823)
Phaeomyias murina (Spix, 1825)
bico-chato-de-rabo-vermelho
Ramphotrigon ruficauda (Spix, 1825)
maria-de-cauda-escura
maria-cabeçuda
Ramphotrigon megacephalum (Swainson, 1835)
maria-cavaleira-pequena
bem-te-vi-pirata
Legatus leucophaius (Vieillot, 1818)
Ramphotrigon fuscicauda Chapman, 1925
capitão-de-saíra-amarelo
Attila spadiceus (Gmelin, 1789)
Myiarchus tuberculifer (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
tinguaçu-ferrugem
Attila cinnamomeus (Gmelin, 1789)
Tyranninae
maria-te-viu
Tyrannulus elatus (Latham, 1790)
chibum
Elaenia chiriquensis Lawrence, 1865
guaracava-de-crista-alaranjada
guaracava-de-topete-uniforme
Elaenia cristata Pelzeln, 1868
Myiopagis viridicata (Vieillot, 1817)
guaracava-de-bico-curto
Elaenia parvirostris Pelzeln, 1868
maria-pechim
guaracava-de-crista-branca
Elaenia chilensis Hellmayr, 1927
guaracava-cinzenta
guaracava-grande
Elaenia spectabilis Pelzeln, 1868
Myiopagis caniceps (Swainson, 1835)
guaracava-de-barriga-amarela
Elaenia flavogaster (Thunberg, 1822)
Myiopagis gaimardii (d'Orbigny, 1839)
risadinha
barulhento
Euscarthmus meloryphus Wied, 1831
poiaeiro-de-sobrancelha
amarelinho
Inezia subflava (Sclater & Salvin, 1873)
Ornithion inerme Hartlaub, 1853
poiaeiro-de-pata-fina
Zimmerius gracilipes (Sclater & Salvin, 1868)
Camptostoma obsoletum (Temminck, 1824)
Nome em Português
Táxon
1,2
2
1,2
1,2
1,2
1
CA
2
1,2
1
2
1
1,2
1,2
1,2
RE
1,2
1
1,2
1,2
1
CO
EN
X
X
X
X
X
EIA
62
Endem. BRA
peitica
Empidonomus varius (Vieillot, 1818)
viuvinha
filipe
sertanejo-escuro
Colonia colonus (Vieillot, 1818)
Myiophobus fasciatus (Statius Muller, 1776)
Sublegatus obscurior Todd, 1920
Fluvicolinae
peitica-de-chapéu-preto
tesourinha
Tyrannus savana Vieillot, 1808
suiriri-valente
suiriri
Tyrannus melancholicus Vieillot, 1819
Tyrannus tyrannus (Linnaeus, 1766)
suiriri-de-garganta-branca
Tyrannus albogularis Burmeister, 1856
Griseotyrannus aurantioatrocristatus (d'Orbigny &
Lafresnaye, 1837)
bem-te-vi-barulhento
Myiozetetes luteiventris (Sclater, 1858)
suiriri-de-garganta-rajada
Tyrannopsis sulphurea (Spix, 1825)
bem-te-vi-de-cabeça-cinza
bem-te-vi-rajado
Myiodynastes maculatus (Statius Muller, 1776)
Myiozetetes granadensis Lawrence, 1862
suiriri-cavaleiro
Machetornis rixosa (Vieillot, 1819)
neinei
bentevizinho-do-brejo
Philohydor lictor (Lichtenstein, 1823)
bentevizinho-de-asa-ferrugínea
bem-te-vi
Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766)
Megarynchus pitangua (Linnaeus, 1766)
maria-ferrugem
Casiornis rufus (Vieillot, 1816)
Myiozetetes cayanensis (Linnaeus, 1766)
vissiá
maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado
Myiarchus tyrannulus (Statius Muller, 1776)
gritador
maria-cavaleira
Myiarchus ferox (Gmelin, 1789)
Sirystes sibilator (Vieillot, 1818)
irré
Myiarchus swainsoni Cabanis & Heine, 1859
Rhytipterna simplex (Lichtenstein, 1823)
Nome em Português
Táxon
2
1
1,2
1,2
1
2
1,2
1
CA
1,2
1,2
2
1
2
2
RE
1
2
2
CO
1
1,2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
63
Endem. BRA
guaracavuçu
enferrujado
piui-boreal
piui-verdadeiro
suiriri-pequeno
primavera
noivinha-branca
Cnemotriccus fuscatus (Wied, 1831)
Lathrotriccus euleri (Cabanis, 1868)
Contopus cooperi (Nuttall, 1831)
Contopus virens (Linnaeus, 1766)
Satrapa icterophrys (Vieillot, 1818)
Xolmis cinereus (Vieillot, 1816)
Xolmis velatus (Lichtenstein, 1823)
verdinho-da-várzea
vite-vite-de-barriga-amarela
vite-vite-camurça
vite-vite-uirapuru
Hylophilus semicinereus Sclater & Salvin, 1867
Hylophilus hypoxanthus Pelzeln, 1868
Hylophilus muscicapinus Sclater & Salvin, 1873
Hylophilus ochraceiceps Sclater, 1860
gralha-cancã
Cyanocorax cyanopogon (Wied, 1821)
Hirundinidae
gralha-do-campo
Cyanocorax cristatellus (Temminck, 1823)
Corvidae
juruviara
juruviara-barbuda
Vireo altiloquus (Vieillot, 1808)
assobiador-do-castanhal
Vireolanius leucotis (Swainson, 1838)
Vireo olivaceus (Linnaeus, 1766)
pitiguari
Cyclarhis gujanensis (Gmelin, 1789)
Vireonidae
maria-da-praia
freirinha
Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764)
tesoura-do-brejo
lavadeira-de-cara-branca
Fluvicola albiventer (Spix, 1825)
Gubernetes yetapa (Vieillot, 1818)
príncipe
Pyrocephalus rubinus (Boddaert, 1783)
Ochthornis littoralis (Pelzeln, 1868)
Nome em Português
Táxon
1
1
2
1,2
CA
1,2
1,2
1,2
2
1,2
RE
2
1,2
2
1,2
CO
EN
X
X
X
X
X
X
X
EIA
64
Endem. BRA
andorinha-azul
andorinha-doméstica-grande
andorinha-do-rio
andorinha-de-sobre-branco
andorinha-do-barranco
andorinha-de-dorso-acanelado
Progne subis (Linnaeus, 1758)
Progne chalybea (Gmelin, 1789)
Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783)
Tachycineta leucorrhoa (Vieillot, 1817)
Riparia riparia (Linnaeus, 1758)
Petrochelidon pyrrhonota (Vieillot, 1817)
balança-rabo-paraense
Polioptila paraensis Todd, 1937
Turdidae
bico-assovelado
Ramphocaenus melanurus Vieillot, 1819
Polioptilidae
Donacobius atricapilla (Linnaeus, 1766)
japacanim
uirapuru-verdadeiro
Cyphorhinus arada (Hermann, 1783)
Donacobiidae
garrinchão-de-barriga-vermelha
Cantorchilus leucotis (Lafresnaye, 1845)
1,2
1
1,2
1
catatau
garrinchão-pai-avô
corruíra
Troglodytes musculus Naumann, 1823
Campylorhynchus turdinus (Wied, 1831)
cambaxirra-cinzenta
Odontorchilus cinereus (Pelzeln, 1868)
Pheugopedius genibarbis (Swainson, 1838)
1
uirapuru-veado
1
1,2
1
CA
Microcerculus marginatus (Sclater, 1855)
Troglodytidae
andorinha-serradora
calcinha-branca
Atticora tibialis (Cassin, 1853)
andorinha-do-campo
peitoril
Atticora fasciata (Gmelin, 1789)
Progne tapera (Vieillot, 1817)
andorinha-pequena-de-casa
Pygochelidon cyanoleuca (Vieillot, 1817)
Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817)
Nome em Português
Táxon
2
1,2
1,2
2
1
1,2
1,2
1
2
2
RE
2
1,2
1
CO
1,2
1
2
EN
X
X
X
X
X
X
EIA
65
Endem. BRA
sabiá-coleira
Turdus albicollis Vieillot, 1818
bico-encarnado
tempera-viola
trinca-ferro-verdadeiro
bico-de-pimenta
furriel-de-encontro
pipira-de-bico-vermelho
saíra-de-chapéu-preto
saí-canário
pipira-preta
pipira-vermelha
tem-tem-de-dragona-branca
Saltator maximus (Statius Muller, 1776)
Saltator similis d'Orbigny & Lafresnaye, 1837
Saltatricula atricollis (Vieillot, 1817)
Parkerthraustes humeralis (Lawrence, 1867)
Lamprospiza melanoleuca (Vieillot, 1817)
Nemosia pileata (Boddaert, 1783)
Thlypopsis sordida (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
Tachyphonus rufus (Boddaert, 1783)
Ramphocelus carbo (Pallas, 1764)
Lanio luctuosus (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
cambacica
caminheiro-zumbidor
Saltator grossus (Linnaeus, 1766)
Thraupidae
Coereba flaveola (Linnaeus, 1758)
Coerebidae
Anthus lutescens Pucheran, 1855
Motacillidae
Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823)
sabiá-do-campo
sabiá-poca
Turdus amaurochalinus Cabanis, 1850
Mimidae
sabiá-da-mata
sabiá-barranco
Turdus leucomelas Vieillot, 1818
caraxué-de-bico-amarelo
sabiá-de-cara-cinza
Catharus minimus (Lafresnaye, 1848)
Turdus lawrencii Coues, 1880
sabiá-norte-americano
Catharus fuscescens (Stephens, 1817)
Turdus fumigatus Lichtenstein, 1823
Nome em Português
Táxon
1,2
1,2
1
2
CA
1,2
1,2
1
2
RE
2
1,2
1
1
1
CO
1
2
1,2
2
EN
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
66
Endem. BRA
1
1,2
1
1
saíra-diamante
saíra-negaça
sanhaçu-da-amazônia
sanhaçu-do-coqueiro
saíra-mascarada
saíra-de-cabeça-azul
saíra-amarela
tietinga
cardeal-da-amazônia
saí-andorinha
saí-de-barriga-branca
saí-de-máscara-preta
saí-amarela
saí-azul
saí-de-bico-curto
saí-de-perna-amarela
saí-verde
Tangara punctata (Linnaeus, 1766)
Tangara episcopus (Linnaeus, 1766)
Tangara palmarum (Wied, 1823)
Tangara nigrocincta (Bonaparte, 1838)
Tangara cyanicollis (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
Tangara cayana (Linnaeus, 1766)
Cissopis leverianus (Gmelin, 1788)
Paroaria gularis (Linnaeus, 1766)
Tersina viridis (Illiger, 1811)
Dacnis albiventris (Sclater, 1852)
Dacnis lineata (Gmelin, 1789)
Dacnis flaviventer d'Orbigny & Lafresnaye, 1837
Dacnis cayana (Linnaeus, 1766)
Cyanerpes nitidus (Hartlaub, 1847)
Cyanerpes caeruleus (Linnaeus, 1758)
Chlorophanes spiza (Linnaeus, 1758)
2
Tangara velia (Linnaeus, 1758)
2
2
2
1
1,2
1,2
2
1,2
1,2
1
1
1
1,2
1
1
1,2
1
1,2
1,2
1,2
2
2
2
2
1
2
1
2
2
sete-cores-da-amazônia
1
Tangara chilensis (Vigors, 1832)
1,2
saíra-de-bando
Tangara mexicana (Linnaeus, 1766)
2
saíra-ouro
1,2
Tangara schrankii (Spix, 1825)
2
2
EN
pipira-da-taoca
pipira-de-asa-branca
Lanio versicolor (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)
1,2
CO
saíra-de-cabeça-castanha
tico-tico-rei
Lanio cucullatus (Statius Muller, 1776)
1,2
RE
Lanio penicillatus (Spix, 1825)
tiê-galo
Lanio cristatus (Linnaeus, 1766)
CA
Tangara gyrola (Linnaeus, 1758)
Nome em Português
Táxon
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
EIA
67
Endem. BRA
saíra-de-papo-preto
saíra-galega
figuinha-de-rabo-castanho
Hemithraupis guira (Linnaeus, 1766)
Hemithraupis flavicollis (Vieillot, 1818)
Conirostrum speciosum (Temminck, 1824)
baiano
coleirinho
curió
tico-tico-de-bico-preto
Sporophila nigricollis (Vieillot, 1823)
Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823)
Sporophila angolensis (Linnaeus, 1766)
Arremon taciturnus (Hermann, 1783)
tiê-do-mato-grosso
polícia-do-mato
azulão-da-amazônia
Habia rubica (Vieillot, 1817)
Granatellus pelzelni Sclater, 1865
Cyanoloxia cyanoides (Lafresnaye, 1847)
canário-do-mato
pula-pula-ribeirinho
Basileuterus flaveolus (Baird, 1865)
Phaeothlypis rivularis (Wied, 1821)
japu
japuaçu
Psarocolius decumanus (Pallas, 1769)
Psarocolius bifasciatus (Spix, 1824)
Icteridae
pula-pula
Basileuterus culicivorus (Deppe, 1830)
Parulidae
sanhaçu-de-fogo
Piranga flava (Vieillot, 1822)
Cardinalidae
patativa
bigodinho
tiziu
Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766)
Sporophila plumbea (Wied, 1830)
canário-da-terra-verdadeiro
Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766)
Sporophila lineola (Linnaeus, 1758)
tico-tico
Zonotrichia capensis (Statius Muller, 1776)
Emberizidae
Nome em Português
Táxon
1
1,2
1
1
1
1,2
2
CA
1,2
1,2
2
1,2
2
RE
1
1,2
1,2
CO
1
2
1
1
1
1,2
1,2
EN
X
X
X
X
X
X
X
EIA
68
Endem. BRA
graúna
vira-bosta-picumã
iraúna-grande
vira-bosta
Gnorimopsar chopi (Vieillot, 1819)
Molothrus rufoaxillaris Cassin, 1866
Molothrus oryzivorus (Gmelin, 1788)
Molothrus bonariensis (Gmelin, 1789)
gaturamo-de-bico-grosso
gaturamo-verde
gaturamo-de-barriga-branca
fim-fim-grande
gaturamo-do-norte
Euphonia laniirostris d'Orbigny & Lafresnaye, 1837
Euphonia chrysopasta Sclater & Salvin, 1869
Euphonia minuta Cabanis, 1849
Euphonia xanthogaster Sundevall, 1834
Euphonia rufiventris (Vieillot, 1819)
1,2
2
1,2
1
1
CA
1,2
1
1,2
1
1
RE
2
CO
2
1
EN
X
X
X
X
EIA
69
Endem. BRA
Legenda: CA = Área do Canteiro de obras, RE = Área do Reservatório, CO = Área Controle, EN = Entorno (para aquelas espécies registradas na AI do
empreendimento, no entanto, fora das três áreas amostrais)
fim-fim
Euphonia chlorotica (Linnaeus, 1766)
Fringillidae
xexéu
guaxe
Cacicus haemorrhous (Linnaeus, 1766)
inhapim
tecelão
Cacicus chrysopterus (Vigors, 1825)
Cacicus cela (Linnaeus, 1758)
iraúna-de-bico-branco
Procacicus solitarius (Vieillot, 1816)
Icterus cayanensis (Linnaeus, 1766)
Nome em Português
Táxon
4.2.2
Espécies Raras, Ameaçadas de Extinção ou Protegidas por Lei
Nenhuma das espécies observadas durante o trabalho de campo é considerada
ameaçada de extinção em nível nacional ou global. O estado de Mato Grosso não
possui uma lista estadual de espécies ameaçadas de extinção, não sendo possível a
identificação do status estadual das espécies em questão.
4.2.3
Espécies Endêmicas
Das espécies registradas durante a primeira fase de campo, apenas quatro possuem
ocorrência restrita ao Brasil: a choca-d’água (Sakesphorus luctuosus), o cantadorestriado
(Hypocnemis
striata),
a
mãe-de-taoca-de-cara-branca
(Rhegmatorhina
gymnops), arapaçu-de-spix (Xiphorhynchus spixii). Outras espécies esperadas para a
região também são endêmicas (Psophia viridis, Pyrrhura amazonum, Pyrilia vulturina,
P. aurantiocephala, Amazona kawali e Automolus paraensis), entretanto ainda não
foram registradas durante o monitoramento. O arapaçu-de-spix (Xiphorhynchus spixii)
é considerado endêmico e sua real ocorrência na área de estudo está sob
investigação.
4.2.4
Espécies Migratórias
Nenhuma espécie de hábitos migratórios foi registrada na presente amostragem.
4.2.5
Espécies Bioindicadoras
Algumas espécies que compõem a lista da segunda fase de campo são incomuns e
apresentam ocorrência pontual na região amazônica. Alguns exemplos de aves
florestais importantes que foram registrados neste segundo momento são: o gaviãpega-macaco (Spizaetus tyrannus), visto na área do canteiro de obras; o gavião-depenacho (Spizaetus ornatus), novamente registrado na área do reservatório; o
macuru-de-peito-marrom (Notharcus ordii), registrado agora no canteiro de obras.
4.2.6
Suficiência Amostral
O esforço amostral da segunda fase foi o mesmo empregado que na primeira
campanha. A Tabela 11 apresenta o esforço de cada método de pesquisa.
70
TABELA 11- ESFORÇO AMOSTRAL EMPREGADO DURANTE A SEGUNDA FASE DE CAMPO
Método
Quantidade /
área
amostral
Nº de
áreas
amostrais
Nº dias
amostrais
por fase
No da
fase
Esforço
total
Redes de neblina
12
3
2/área
2
864 horas-rede
(31.104 h.m2)
Pontos de escuta
6
3
2/área
2
12 h
Coleta de dados nãosistematizados
-
3
2/área
2
80 h
O gráfico do número acumulado de espécies em ascenção e isso é esperado, uma vez
que esta é a etapa inicial do monitoramento, período no qual houve o maior
incremento de espécies de todo o monitoramento. Na medida em que novas
campanhas de campo sejam executadas, a curva do coletor irá tender para a
estabilização, ou seja, admitirá um formato mais horizontal.
GRÁFICO 2- CURVA ACUMULADA DO NÚMERO DE ESPÉCIES REGISTRADAS AO LONGO DA SEGUNDA
FASE, TOTALIZANDO 247 ESPÉCIES
71
GRÁFICO 3- CURVA ACUMULADA DO NÚMERO DE ESPÉCIES REGISTRADAS AO LONGO DO
MONITORAMENTO DA AVIFAUNA DO AHE COLÍDER. O PRIMEIRO VALOR FOI CITADO NO EIA DO
REFERIDO EMPREENDIMENTO.
4.2.7
4.2.7.1
Comparação entre as Áreas Amostrais
Parcela 1 – Área Diretamente Afetada (Canteiro de obras)
Na área do canteiro de obras foi registrado, novamente, o maior número de espécies
entre as áreas avaliadas (n=143). Na fase anterior, a riqueza obtida neste local foi de
178 espécies. A ausência de algumas espécies pode já estar relacionada às obras que
estão ocorrendo no local. O ruído das máquinas e a intensa movimentação de pessoas
pela área são fatores que possivelmente afugentem algumas espécies mais sensíveis
a alterações em seu hábitat.
FOTO
23
MÃE-DE-TAOCA
(PHLEGOPSIS
NIGROMACULATA) CAPTURADO NA PARCELA DO
CANTEIRO DE OBRAS
FOTO
24
ARAPAÇU-MEIO-BARRADO
(DENDROCOLAPTES PICUMNUS) CAPTURADO NA
PARCELA DO CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
72
FOTO
25
UIRAPURU-CIGARRA
(MACHAEROPTERUS PYROCEPHALUS) CAPTURADO
NA PARCELA DO CANTEIRO DE OBRAS (MACHO)
FOTO 26 - GAVIÃO-BRANCO (PSEUDASTUR
ALBICOLLIS) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO 27 - GAVIÃO-PEDRÊS (BUTEO NITIDUS)
FOTOGRAFADO NA ÁREA DO CANTEIRO DE OBRAS
FOTO 28 - POMBA-TROCAL (PATAGIOENAS
SPECIOSA)
FOTOGRAFADO
NA
ÁREA
DO
CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
73
FOTO 29 - MARACANÃ-GUAÇU (ARA SEVERUS)
FOTOGRAFADO NA ÁREA DO CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO 30 - TIRIBA-DO-MADEIRA (PYRRHURA
SNETHLAGEAE) FOTOGRAFADO NA ÁREA DO
CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO 31 - CRICRIÓ (LIPAUGUS VOCIFERANS)
FOTOGRAFADO NA ÁREA DO CANTEIRO DE
OBRAS
FOTO 32 - ANAMBÉ-UNA (QUERULA PURPURATA)
FOTOGRAFADO NA ÁREA DO CANTEIRO DE OBRAS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
4.2.7.2
Parcela 2 – Área Diretamente Afetada (Reservatório)
Durante a segunda fase, a riqueza obtida na área do reservatório foi de 122 espécies.
Este valor é inferior ao observado na campanha anterior (n=159). Nesta fase, foram
priorizados ambientes localizados na mata de várzea. Isso justifica-se pelo fato de as
espécies restritas a este tipo de floresta (e.g. Hylophylax punctulatus, Xiphorhynchus
obsoletus) serem as mais afetadas com a supressão da vegetação na área prevista
para o reservatório. Outro fator que forçou um reposicionamento distinto das redes na
área do reservatório foi a presença do proprietário no rancho de pesca utilizado como
parcela. A movimentação de carros, pessoas e o ruído do gerador inviabilizaram a
realização das capturas no exato local da fase anterior. Desta forma, o trabalho do
74
anilhamento foi conduzido em um local próximo do anterior, 1,5 km a jusante, na
mesma margem do rio Teles Pires. O local apresenta os mesmos ambientes e é
bastante similar ao local anterior, e, no geral, as espécies capturadas também foram
semelhantes.
FOTO 33 - PARIRI (GEOTRYGON MONTANA)
CAPTURADA NA ÁREA DO RESERVATÓRIO
FOTO 34 - MARTINHO (CHLOROCERYLE AENEA)
CAPTURADO NA ÁREA DO RESERVATÓRIO
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO
35
CHOCA-LISA
(THAMNOPHILUS
AETHIOPS)
CAPTURADO
NA
ÁREA
DO
RESERVATÓRIO (MACHO)
FOTO 36 - PAPA-TAOCA (PYRIGLENA LEUCONOTA)
CAPTURADO NA ÁREA DO RESERVATÓRIO
(MACHO)
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
75
FOTO 37 - GUARDA-VÁRZEA (HYLOPHYLAX
PUNCTULATUS)
CAPTURADO NA ÁREA
DO
RESERVATÓRIO
FOTO 38 - ARAPAÇU-DE-GARGANTA-PINTADA
(CERTHIASOMUS STICTOLAEMUS) CAPTURADO
NA ÁREA DO RESERVATÓRIO
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO 39 - ARAPAÇU-RISCADO (XIPHORHYNCHUS
OBSOLETUS)
CAPTURADO
NA
ÁREA
DO
RESERVATÓRIO
FOTO 40 - MARIA-SEBINHA
MINOR)
CAPTURADO
NA
RESERVATÓRIO.
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO
41
–
RUBROCAPILLA)
RESERVATÓRIO
FOTO 42 – TIÊ-GALO
CAPTURADO NA ÁREA
(MACHO)
CABEÇA-ENCARNADA
(PIPRA
CAPTURADO NA ÁREA DO
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
(HEMITRICCUS
ÁREA
DO
(LANIO CRISTATUS)
DO RESERVATÓRIO
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
76
FOTO 43 - MUTUM-CAVALO (PAUXI TUBEROSA)
FOTOGRAFADO NA ÁREA PREVISTA PARA O
RESERVATÓRIO (MACHO)
FOTO 44 - PICA-PAU-AMARELO (CELEUS FLAVUS)
FOTOGRAFADO NA ÁREA PREVISTA PARA O
RESERVATÓRIO
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO 45 – BEM-TE-VI-BARULHENTO (MYIOZETETES
REGISTRADO NA ÁREA PREVISTA PARA O RESERVATÓRIO
LUTEIVENTRIS)
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
4.2.7.3
Parcela 3 – Área de Influência Indireta (Área Controle)
A Área Controle, por sua vez, apresentou o menor número de espécies registradas
(n=106), como ocorrido na primeira fase. Isso pode realmente estar relacionado ao
menor número de espécies presentes na área controle. O fato de esta área amostral
estar longe do leito do rio restringe a ocorrência de espécies ribeirinhas, havendo
basicamente aves tradicionalmente encontradas em matas de terra firme. Deve-se
mencionar que não se recomenda analisar apenas a riqueza, ou seja, o número de
espécies de um local. Uma área relevante pode conter poucas espécies, porém,
táxons importantes, enquanto que uma área com um elevado número de espécies
77
generalistas não representa uma área importante para a conservação. Outro fator que
pode estar relacionado ao menor número de espécies encontradas na área-controle é
a frente fria que atingiu a região.
FOTO 46- RABO-BRANCO-RUBRO (PHAETHORNIS
RUBER) ANILHADO NA ÁREA-CONTROLE
FOTO 47- PAPA-TAOCA (PYRIGLENA LEUCONOTA)
ANILHADO NA ÁREA-CONTROLE (FÊMEA)
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO
48BICO-VIRADO-MIÚDO
(XENOPS
MINUTUS) ANILHADO NA ÁREA-CONTROLE
FOTO
49CAURÉ
(FALCO
RUFIGULARIS)
FOTOGRAFADO NA ÁREA-CONTROLE
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
4.2.8
Similaridade entre as Áreas
Os dados obtidos após a execução da segunda fase de campo, analisados por meio da
similaridade de Bray-Curtis, geraram um gráfico semelhante ao apresentado na fase
anterior, não havendo diferenças expressivas.
78
4.2.9
Anilhamento
O mesmo esforço total de 792 horas-rede foi mantido, resultando em 80 indivíduos
capturados, pertencentes a 37 espécies. Após a execução de duas fases de campo, o
número total de aves marcadas até então é de 155 indivíduos. As espécies mais
capturadas foram o uirapuru-de-chapéu-branco (Lepidothrix nattereri) (n=08), o
arapaçu-de-bico-de-cunha (Glyphorynchus spirurus) (n=06), o cabeça-encarnada
(Pipra rubrocapilla) (n=05), o bico-virado-miúdo (Xenops minutus) (n=05), o
arapaçu-elegante (Xiphorhynchus elegans) (n=05) e o caga-sebinho-de-penacho
(Lophotriccus galeatus) (n=04).
A área amostral que apresentou maior número de capturas foi novamente a do
reservatório, com 45 indivíduos. A área do canteiro de obras apresentou um valor
intermediário, com 22 capturas. E, finalmente, a área-controle obteve apenas 13
capturas. Este baixo valor obtido na última área justifica-se pela chegada de uma
forte frente fria que atingiu grande parte do país. Durante os dias em que os esforços
foram centrados na área-controle as más condições climáticas fizeram com que
muitas
espécies
reduzissem o
período
de
atividade. Portanto, estes
valores
apresentados acima não refletem uma exata comparação entre as áreas amostrais.
A Tabela 12 exibe todas as espécies amostradas pelo método de captura com redes
neblina, a quantidade de indivíduos capturados de cada espécie e a taxa de captura
por parcela e total de cada espécie.
79
TABELA 12- TAXA DE CAPTURA DAS ESPÉCIES CAPTURADAS DURANTE A SEGUNDA CAMPANHA DE
CAMPO DO ANILHAMENTO REALIZADO NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO AHE COLÍDER
Espécie
Capt
CA
Taxa
CA
Capt
RE
Taxa
RE
Capt
CO
Taxa
CO
Total
capt.
Taxa
total
Lepidothrix nattereri
4
0,51
0
0,00
4
0,51
8
1,01
Glyphorynchus spirurus
2
0,25
2
0,25
2
0,25
6
0,76
Pipra rubrocapilla
2
0,25
3
0,38
0
0,00
5
0,63
Xenops minutus
1
0,13
2
0,25
2
0,25
5
0,63
Xiphorhynchus elegans
1
0,13
3
0,38
1
0,13
5
0,63
Lophotriccus galeatus
1
0,13
0
0,00
3
0,38
4
0,51
Certhiasomus stictolaemus
0
0,00
3
0,38
0
0,00
3
0,38
Machaeropterus pyrocephalus
3
0,38
0
0,00
0
0,00
3
0,38
Monasa nigrifrons
0
0,00
3
0,38
0
0,00
3
0,38
Amazilia versicolor
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Automolus ochrolaemus
0
0,00
0
0,00
2
0,25
2
0,25
Hypocnemis striata cf.
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Lanio cristatus
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Pipra fasciicauda
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Pyriglena leuconota
1
0,13
0
0,00
1
0,13
2
0,25
Ramphotrigon ruficauda
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Schiffornis amazona
1
0,13
0
0,00
1
0,13
2
0,25
Thamnophilus aethiops
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Xiphorhynchus obsoletus
0
0,00
2
0,25
0
0,00
2
0,25
Camptostoma obsoletum
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Campylopterus largipennis
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Chloroceryle aenea
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Dendrocincla fuliginosa
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Dendrocincla merula
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Dendrocolaptes certhia
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Dendrocolaptes picumnus
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Geotrygon montana
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Glaucis hirsutus
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Hemitriccus minor
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Hylophylax punctulatus
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Lathrotriccus euleri
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Myrmotherula axillaris
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Phaethornis ruber
0
0,00
0
0,00
1
0,13
1
0,13
Phlegopsis nigromaculata
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Thalurania furcata
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Turdus albicollis
0
0,00
1
0,13
0
0,00
1
0,13
Willisornis poecilinotus
1
0,13
0
0,00
0
0,00
1
0,13
Nota: Capt CA = número de indivíduos capturados na área do canteiro de obras; Capt RE =
número de indivíduos capturados na área do reservatório; Capt CO = número de indivíduos
capturados na área controle; Total capt = número total de indivíduos capturados por espécie
80
4.2.10 Índice Pontual de Abundância (IPA)
Durante a segunda fase de campo do monitoramento da avifauna na área do AHE
Colíder, um total de 114 espécies foram contabilizadas no método de contagens por
pontos de escuta.
Os dados obtidos por meio dos censos em pontos de escuta, nas três parcelas
amostrais, geraram uma tabela com o Índice Pontual de Abundância (IPA) de cada
espécie registrada nas contagens. As espécies mais frequentes foram: Lipaugus
vociferans (IPA=1,222), Machaeropterus pyrocephalus (IPA=0,639), Myrmotherula
brachyura (IPA=0,472), Pipra rubrocapilla (IPA=0,417), Trogon viridis (IPA=0,333) e
Lepidothrix nattereri (IPA=0,306). Todas as demais espécies registradas por meio
deste método podem ser visualizadas na Tabela 13. Nesta tabela também pode ser
consultado o número de registros que cada espécie conteve em cada área amostral.
Além do IPA geral, obtido com o somatório de todos os contatos com todas as
espécies, nas três áreas amostrais, divididos pelo número total de amostras (n=36),
foi obtido também o IPA individual para cada área amostral. Todos estes dados podem
ser comparados na tabela abaixo.
TABELA 13- ÍNDICE PONTUAL DE ABUNDÂNCIA (IPA) DAS ESPÉCIES AMOSTRADAS PELO MÉTODO DE
CONTAGENS EM PONTOS DE ESCUTA EM CADA UMA DAS TRÊS ÁREAS AMOSTRAIS E O IPA GERAL
Nome do táxon
CA
IPA CA
RE
IPA
RE
CO
IPA
CO
Total
IPA
Geral
Lipaugus vociferans
14
1,167
19
1,583
11
0,917
44
1,222
Machaeropterus pyrocephalus
5
0,417
8
0,667
10
0,833
23
0,639
Myrmotherula brachyura
Pipra rubrocapilla
5
4
0,417
0,333
10
5
0,833
0,417
2
6
0,167
0,500
17
15
0,472
0,417
Trogon viridis
Lepidothrix nattereri
4
1
0,333
0,083
6
5
0,500
0,417
2
5
0,167
0,417
12
11
0,333
0,306
Crypturellus strigulosus
Myrmeciza hemimelaena
0
8
0,000
0,667
1
1
0,083
0,083
9
1
0,750
0,083
10
10
0,278
0,278
Myiopagis gaimardii
Patagioenas plumbea
3
0
0,250
0,000
6
2
0,500
0,167
1
6
0,083
0,500
10
8
0,278
0,222
Ara severus
Pionus menstruus
5
3
0,417
0,250
3
2
0,250
0,167
0
3
0,000
0,250
8
8
0,222
0,222
Tolmomyias assimilis
Claravis pretiosa
1
7
0,083
0,583
1
0
0,083
0,000
6
0
0,500
0,000
8
7
0,222
0,194
Phaethornis ruber
Ornithion inerme
2
4
0,167
0,333
3
1
0,250
0,083
2
2
0,167
0,167
7
7
0,194
0,194
Ramphocaenus melanurus
Patagioenas speciosa
1
2
0,083
0,167
4
3
0,333
0,250
2
1
0,167
0,083
7
6
0,194
0,167
Patagioenas subvinacea
Chaetura egregia
3
6
0,250
0,500
3
0
0,250
0,000
0
0
0,000
0,000
6
6
0,167
0,167
Trogon violaceus
Myrmotherula sclateri
0
0
0,000
0,000
6
4
0,500
0,333
0
2
0,000
0,167
6
6
0,167
0,167
81
Nome do táxon
CA
IPA CA
RE
IPA
RE
CO
IPA
CO
Total
IPA
Geral
Thamnophilus schistaceus
3
0,250
2
0,167
1
0,083
6
0,167
Myiornis ecaudatus
Lophotriccus galeatus
4
1
0,333
0,083
1
3
0,083
0,250
1
2
0,083
0,167
6
6
0,167
0,167
Ara macao
Diopsittaca nobilis
3
0
0,250
0,000
2
1
0,167
0,083
0
4
0,000
0,333
5
5
0,139
0,139
Cercomacra cinerascens
Pheugopedius genibarbis
2
3
0,167
0,250
1
0
0,083
0,000
2
2
0,167
0,167
5
5
0,139
0,139
Thalurania furcata
Monasa nigrifrons
1
0
0,083
0,000
1
4
0,083
0,333
2
0
0,167
0,000
4
4
0,111
0,111
Thamnomanes caesius
Xiphorhynchus elegans
0
0
0,000
0,000
0
2
0,000
0,167
4
2
0,333
0,167
4
4
0,111
0,111
Dendrocolaptes certhia
Schiffornis amazona
4
1
0,333
0,083
0
2
0,000
0,167
0
1
0,000
0,083
4
4
0,111
0,111
Lathrotriccus euleri
Hylophilus semicinereus
2
0
0,167
0,000
2
4
0,167
0,333
0
0
0,000
0,000
4
4
0,111
0,111
Pyrrhura snethlageae
Forpus modestus
1
3
0,083
0,250
0
0
0,000
0,000
2
0
0,167
0,000
3
3
0,083
0,083
Trogon melanurus
Galbula ruficauda
2
0
0,167
0,000
0
3
0,000
0,250
1
0
0,083
0,000
3
3
0,083
0,083
Nystalus striolatus
Melanerpes cruentatus
2
3
0,167
0,250
0
0
0,000
0,000
1
0
0,083
0,000
3
3
0,083
0,083
Myrmotherula axillaris
Xiphorhynchus guttatus
0
0
0,000
0,000
2
3
0,167
0,250
1
0
0,083
0,000
3
3
0,083
0,083
Querula purpurata
Myiarchus tuberculifer
3
0
0,250
0,000
0
1
0,000
0,083
0
2
0,000
0,167
3
3
0,083
0,083
Myiozetetes luteiventris
Hylophilus hypoxanthus
1
0
0,083
0,000
2
3
0,167
0,250
0
0
0,000
0,000
3
3
0,083
0,083
Lanio luctuosus
Psarocolius bifasciatus
2
0
0,167
0,000
1
3
0,083
0,250
0
0
0,000
0,000
3
3
0,083
0,083
Euphonia rufiventris
Elanoides forficatus
0
2
0,000
0,167
2
0
0,167
0,000
1
0
0,083
0,000
3
2
0,083
0,056
Pionites leucogaster
Galbula cyanicollis
0
2
0,000
0,167
0
0
0,000
0,000
2
0
0,167
0,000
2
2
0,056
0,056
Notharchus ordii
Monasa morphoeus
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
1
2
0,083
0,167
2
2
0,056
0,056
Capito dayi
Selenidera gouldii
0
0
0,000
0,000
1
2
0,083
0,167
1
0
0,083
0,000
2
2
0,056
0,056
Thamnophilus palliatus
Thamnophilus stictocephalus
0
2
0,000
0,167
2
0
0,167
0,000
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
Thamnophilus aethiops
Sclateria naevia
0
0
0,000
0,000
2
2
0,167
0,167
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
Hypocnemoides maculicauda
Willisornis poecilinotus
0
1
0,000
0,083
2
1
0,167
0,083
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
Glyphorynchus spirurus
Synallaxis rutilans
0
0
0,000
0,000
0
2
0,000
0,167
2
0
0,167
0,000
2
2
0,056
0,056
Iodopleura isabellae
Hemitriccus minimus
0
0
0,000
0,000
2
0
0,167
0,000
0
2
0,000
0,167
2
2
0,056
0,056
Megarynchus pitangua
Microcerculus marginatus
2
0
0,167
0,000
0
2
0,000
0,167
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
82
Nome do táxon
CA
IPA CA
RE
IPA
RE
CO
IPA
CO
Total
IPA
Geral
Cantorchilus leucotis
0
0,000
2
0,167
0
0,000
2
0,056
Saltator maximus
Lanio cristatus
0
1
0,000
0,083
0
1
0,000
0,083
2
0
0,167
0,000
2
2
0,056
0,056
Tangara palmarum
Tangara cyanicollis
1
2
0,083
0,167
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
Cyanerpes caeruleus
Cyanoloxia cyanoides
0
2
0,000
0,167
2
0
0,167
0,000
0
0
0,000
0,000
2
2
0,056
0,056
Penelope jacquacu
Spizaetus tyrannus
0
1
0,000
0,083
0
0
0,000
0,000
1
0
0,083
0,000
1
1
0,028
0,028
Micrastur mintoni
Leptotila rufaxilla
0
0
0,000
0,000
1
1
0,083
0,083
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Brotogeris chiriri
Piaya melanogaster
1
1
0,083
0,083
0
0
0,000
0,000
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Campylopterus largipennis
Anthracothorax nigricollis
0
0
0,000
0,000
1
1
0,083
0,083
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Hylocharis cyanus
Chloroceryle americana
0
0
0,000
0,000
0
1
0,000
0,083
1
0
0,083
0,000
1
1
0,028
0,028
Notharchus hyperrhynchus
Notharchus tectus
0
1
0,000
0,083
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Ramphastos tucanus
Celeus grammicus
0
0
0,000
0,000
1
0
0,083
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Epinecrophylla leucophthalma
Myrmotherula multostriata
1
0
0,083
0,000
0
1
0,000
0,083
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Myrmotherula hauxwelli
Herpsilochmus rufimarginatus
0
0
0,000
0,000
0
1
0,000
0,083
1
0
0,083
0,000
1
1
0,028
0,028
Pyriglena leuconota
Myrmoborus myotherinus
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Hypocnemis striata
Dendrocincla fuliginosa
0
0
0,000
0,000
1
0
0,083
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Xiphorhynchus obsoletus
Lepidocolaptes albolineatus
0
1
0,000
0,083
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Xenops minutus
Tyranneutes stolzmanni
0
0
0,000
0,000
1
0
0,083
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Cotinga cayana
Platyrinchus platyrhynchos
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Leptopogon amaurocephalus
Hemitriccus griseipectus
0
0
0,000
0,000
0
0
0,000
0,000
1
1
0,083
0,083
1
1
0,028
0,028
Myiozetetes cayanensis
Tyrannus melancholicus
1
0
0,083
0,000
0
0
0,000
0,000
0
1
0,000
0,083
1
1
0,028
0,028
Vireo olivaceus
Ramphocelus carbo
0
0
0,000
0,000
1
1
0,083
0,083
0
0
0,000
0,000
1
1
0,028
0,028
Dacnis cayana
0
0,000
1
0,083
0
0,000
1
0,028
Hemithraupis flavicollis
1
0,083
0
0,000
0
0,000
1
0,028
83
4.2.11 Índice de Diversidade
Considerando os dados de abundância, obtidos por meio das contagens em pontos
fixos, obteve-se um índice de diversidade de H’=4.251 para a segunda fase de campo.
4.2.12 Espécimes Coletados
Durante a execução da segunda fase de campo do monitoramento da avifauna do AHE
Colíder foram coletadas apenas duas aves: um indivíduo do arapaçu-elegante
(Xiphorhynchus elegans); e uma maria-sebinha (Hemitriccus minor). Estas espécies
apresentam dúvidas taxonômicas na região norte do estado de Mato Grosso e serão
analisadas posteriormente. Ambas as aves estão sendo tombadas no acervo científico
do Museu de História Natural Capão da Imbuia, em Curitiba, estado do Paraná.
4.2.13 Considerações Finais
Após análises mais detalhadas sobre a ocorrência de alguns táxons na área sob
estudo, levantou-se algumas possibilidades, distintas das comentadas no relatório
anterior. Nesta segunda fase, foi confirmada a ocorrência do arapaçu-elegante
(Xiphorhynchus elegans) em ambas as margens do Rio Teles Pires. Talvez os registros
citados na bibliografia para a região de Alta Floresta se refiram a esta espécie, e não a
seu congênere Xiphorhynchus spixi. Esta questão será melhor avaliada com a
continuidade do trabalho. Durante esta etapa, Microrhopias quixensis não foi
detectado em nehuma ocasião, permanecendo a hipótese levantada anteriormente. As
espécies do gênero Dendrocincla ocorrem juntas, como observada na área do
canteiro. Portanto, o Rio Teles Pires não é barreira física para estas duas espécies que
ocorrem simpatricamente.
4.3
MASTOFAUNA
4.3.1
Esforço Amostral
O esforço amostral efetuado nas duas primeiras fases somou 20 dias de campo, sendo
10 dias na primeira fase (15 a 24 de fevereiro de 2011) e dez dias na segunda fase
(25 de abril a 05 de maio de 2011). O esforço amostral dividido por método é
apresentado na Tabela 14.
84
TABELA 14- ESFORÇO AMOSTRAL
MONITORAMENTO DE FAUNA
REALIZADO
DURANTE
AS
DUAS
PRIMEIRAS
FASE
DO
Método
Quantidade
/ área
amostral
Nº de
áreas
amostrais
Nº dias
amostrais
por fase
No de fases
realizadas
Esforço total
Armadilhas
Sherman +
Tomhawk
35 + 15
= 50
3
6
2
1.800
armadilhas/noite
Armadilhas de
interceptação e
queda
24 baldes
240 m
3
6
2
288 baldes/dia
2.880m/dia
Redes de neblina
12
3
6 (2 / área)
2
144 redes/noite
15.552m2/h
Armadilhas
fotográficas
1
3
6
2
36
armadilhas/noite
A curva de acumulação de espécies ou curva do coletor, construída considerando-se a
mastofauna amostrada, ainda não alcançou uma estabilidade mesmo tendo sido
acrescentadas novas espécies ainda ao final dos dias de amostragem (Gráfico 4). Isso
sugere a continuidade dos esforços de amostragem no intuito de melhor conhecer a
fauna local.
GRÁFICO 4 - CURVA DO COLETOR REFERENTE ÀS PRIMEIRAS DUAS FASES DO MONITORAMENTO DA
MASTOFAUNA
4.3.2
Caracterização da Mastofauna (dados quali-quantitativos)
Durante a primeira fase do monitoramento de fauna da AHE Colíder foram registradas
45 espécies de mamíferos. Durante a segunda campanha foram registradas 41
espécies, sendo que 15 destas não tinham sido contempladas na primeira fase. As
85
espécies registradas nas duas primeiras fases de campo somadas àquelas registradas
no EIA do mesmo empreendimento totalizam 97 espécies, pertencentes a 10 Ordens e
28 Famílias (Tabela 15).
TABELA 15- MAMÍFEROS REGISTRADOS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA AHE COLÍDER. TÁXONS/ESPÉCIE,
SEGUIDA DE SEU NOME POPULAR E DO MÉTODO DE REGISTRO
Método de
Área
Fase
Táxon
Nome popular
EIA
Status
registro
amostral
ORDEM
DIDELPHIMORPHIA
Família Didelphidae
01 Caluromys lanatus
(Olfers, 1818)
02 Didelphis marsupialis
Linnaeus, 1758
cuíca-lanosa
OD
Co
2
-
-
gambá-de-orelhapreta
-
-
-
X
-
guaiquica
-
-
-
X
-
guaiquica
CP
Re,Co
1
-
-
guaiquica
CP
Re,Co
1,2
X
-
cuica
-
-
-
X
-
07 Marmosops parvidens
(Tate, 1931)
cuíca
-
-
-
X
-
08 Marmosops sp.
cuíca
-
-
-
X
-
09 Micoureus demerarae
(Thomas, 1905)
cuíca
-
-
-
X
-
10 Micoureus constantiae
(Thomas, 1904)
cuíca
CP
Re
1
-
DD
cuica
CP
Re,Co
1
X
-
cuica
CP
Co
1
X
DD
03 Gracilinanus agilis
(Burmeister, 1854)
04 Cryptonanus chacoensis
(Tate, 1931)
05 Marmosa murina
(Linnaeus, 1758)
06 Marmosops bishopi
(Pine, 1981)
11 Monodelphis
brevicaudata (Erxleben,
1777)
12 Monodelphis kunsi Pine,
1975
ORDEM CINGULATA
Família Dasypodidae
13 Dasypus novemcinctus
Linnaeus, 1758
14 Dasypus kappleri
(Desmarest, 1804)
15 Euphractus sexcinctus
(Linnaeus, 1758)
tatu-galinha
PE,TO,ENT
Ca,Re,En
1
X
-
tatu-quinze-quilos
OD,TO,ENT
Ca,Co,En
1,2
X
-
tatu-peba
OD,PE,TO
Ca,Re,Ca,En
1
X
-
16 Tolipeutes matacus
(Desmarest, 1804)
tatu-bola
-
-
-
X
DD
17 Priodontes maximus
(Kerr, 1792)
tatu-canastra
CP,PE,ENT
Re,Ca
1,2
X
VU
tamanduá-mirim
OD,ENT
Ca,Re
1
X
-
ORDEM PILOSA
Família
Myrmecophagidae
18 Tamandua tetradactyla
(Linnaeus, 1758)
86
Táxon
Nome popular
Método de
registro
Área
amostral
Fase
EIA
Status
19 Myrmecophaga
tridactyla (Linnaeus, 1758)
tamanduábandeira
ENT
En
1
X
VU
macaco-aranhade-cara-branca
OD,CA
Ca,Re,Co,En
1,2
-
EM
macaco-aranha
OD,CA
Re
1,2
X
-
22 Mico emiliae (Thomas,
1920)*
sagui
OD,CA
Ca, En
1
X
-
23 Cebus cay (Illiger, 1815)
macaco-prego
OD,CA
Ca,Re,Co,Em
1,2
X
-
24 Cebus albifrons
(Humboldt, 1812)
caiarara
-
-
-
X
DD
25 Callicebus molock
(Hoffmannsegg, 1807)
guigó, zoguezogue
OD
Re
1,2
X
-
26 Chiropotes albinasus (I.
Geoffroy & Devile, 1848)
cuxiú-de-narizvermelho
OD
Ca,Re
2
-
-
27 Pithecia irrorata Gray,
1842
parauacú
-
-
-
X
-
macaco-da-noite
CA
Ca
2
X
-
29 Rhynchonycteris naso
(Wied-Neuwied, 1820)
morcego
CP
Re
1,2
-
-
30 Peropteryx macrotis
(Wagner, 1842)
morcego
-
-
-
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1,2
X
-
morcego
CP
Ca
1
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1,2
-
-
morcego
CP
Co
2
-
-
morcego
-
-
-
X
-
morcego
-
-
-
X
-
ORDEM PRIMATES
Família Atelidae
20 Ateles marginatus (É.
Geoffroy, 1809)
21 Ateles chamek
(Humboldt, 1812)
Família Cebidae
Família Pitheciidae
Família Aotidae
28 Aotus infulatus (Khul,
1820)
ORDEM CHIROPTERA
Família Embalonuridae
Família Phyllostomidae
31 Phyllostomus hastatus
(Pallas, 1767)
32 Phyllostomus discolor
Wagner, 1843
33 Phyllostomus elongatus
(É. Geoffroy, 1810)
34 Phylloderma stenops
Peters, 1865
35 Chrotopterus auritus
(Peters, 1856)
36 Lophostoma silvicolum
d’Orbigny, 1836
87
Táxon
Nome popular
Método de
registro
Área
amostral
Fase
EIA
Status
37 Lophostoma brasiliense
Peters, 1866
morcego
-
-
-
X
-
morcego
Cp
Co
1
X
-
morcego
-
-
-
X
-
morcego
CP
Co
1
-
-
morcego
-
-
-
X
-
42 Lonchophylla mordax
Thomas, 1903
morcego
-
-
-
X
DD
43 Glossophaga soricina
(Pallas, 1766)
morcego
-
-
-
X
-
morcego
-
-
-
X
-
morcego-vampiro
CP,VE
Ca,Re
1,2
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co,En
1,2
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1,2
X
-
48 Rhinophylla fischerae
Carter, 1966
morcego
-
-
-
X
-
49 Dermanura cinerea
(Gervais, 1856)
morcego
-
-
-
X
-
morcego
CP
Ca,Re
1,2
-
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1
X
-
morcego
CP
Ca,Co,Re
1,2
X
-
38 Trachops cirrhosus
(Spix, 1823)
39 Micronycteris megalotis
Gray, 1842
40 Trinycteris nicefori
(Sanborn, 1942)
41 Lionycteris spurrelli
Thomas, 1903
44 Choeroniscus minor
(Peters, 1868)
45 Desmodus rotundus (É.
Geoffroy, 1810)
46 Carollia perspicillata
(Linnaeus, 1758)
47 Rhinophylla pumilio
Peters, 1865
50 Dermanura gnoma
Handley, 1987
51 Artibeus lituratus
(Olfers, 1818)
52 Artibeus planirostris
(Spix, 1823)
53 Artibeus obscurus
(Schinz, 1821)
54 Mesophylla macconnelli
Thomas, 1901
55 Platyrrhinus lineatus (É.
Geoffroy, 1810)
morcego
CP
Ca,Co,Re
1,2
X
-
morcego
-
-
-
X
-
morcego
-
-
-
X
-
56 Uroderma magnirostrum
Davis, 1968
morcego
-
-
-
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1,2
X
-
morcego
CP
Ca
1,2
-
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1
X
-
morcegopescador-pequeno
OD
Re
2
-
-
57 Uroderma bilobatum
Peters, 1866
58 Vampyressa pusilla
(Wagner, 1843)
Familia Mormoopidae
59 Pteronutus parnellii
(Gray, 1843)
Família Noctilionidae
60 Noctilio albiventris
Desmarest, 1818
Familia Molossidae
88
Táxon
Nome popular
Método de
registro
Área
amostral
Fase
EIA
Status
61 Molossus molossus
(Pallas, 1766)
morcego
-
-
-
X
-
morcego
CP
Ca,Re,Co
1
63 Cerdocyon thous
(Linnaeus, 1766)
graxaim
PE,OD,AF,ENT
Ca,Re,Co,En
1,2
X
-
64 Atelocynus microtis
(Sclater, 1883)
cachorro-deomato-de-orelhacurta
OD
Ca
1
X
DD
65 Speothos venaticus
(Lund, 1842)
cachorro-vinagre
-
-
-
X
VU
66 Leopardus pardalis
(Linnaeus, 1758)
jaguatirica
PE,ENT
Ca,Re
1
X
VU
67 Leopardus tigrinus
(Schreber, 1775)
gato-do-mato
-
-
-
X
VU
68 Puma yagouaroundi
(Lacépède, 1809)
gato-mourisco
OD,ENT
Ca,En
1,2
X
-
puma
PE,ENT
En
1
X
VU
onça-pintada
OD,PE,CA,ENT
Re
1,2
X
VU
irara
-
-
-
X
-
lontra
ENT,PE
Re
1,2
X
-
ariranha
ENT,OD,AF
Re
1,2
X
VU
mão-pelada
PE
Re
1,2
X
-
quati
ENT,CÇ
Ca
1,2
X
-
jupará
OD,ENT
Ca,Re,Co
1
X
-
veado-catingueiro
PE,ENT
Ca,En
1,2
X
-
veado-mateiro
ENT
Ca,En
1
X
-
Família Vespertilionidae
62 Myotis nigricans (Schinz,
1821)
-
-
ORDEM CARNÍVORA
Família Canidae
Família Felidae
69 Puma concolor
(Linnaeus, 1771)
70 Panthera onca
(Linnaeus, 1758)
Família Mustelidae
71 Eira barbara (Linnaeus,
1758)
72 Lontra longicaudis
(Olfers, 1818)
73 Pteronura brasiliensis
(Gmelin, 1788)
Família Procyonidae
74 Procyon cancrivorus
(Cuvier, 1798)
75 Nasua nasua (Linnaeus,
1766)
76 Potos flavus (Schreber,
1774)
ORDEM ARTIODACTYLA
Família Cervidae
77 Mazama gouazoubira
(Fischer, 1814)
78 Mazama americana
(Erxleben, 1777)
Família Tayassuidae
89
Táxon
Nome popular
Método de
registro
Área
amostral
Fase
EIA
Status
79 Pecari tajacu (Linnaeus,
1758)
cateto
PE,OD,ENT
Ca,Re,Co,En
1,2
X
-
80 Tayassu pecari (Link,
1795)
queixada
PE,OD,AF,ENT
Ca,Re,Co
1,2
X
-
anta
OD,PE,ENT,AF
Ca,Re,Co,En
1,2
X
-
caxinguelê
OD,CÇ
Ca,En
1,2
-
-
capivara
CÇ,OD,PE,ENT
Ca,Re
1,2
X
-
preá
-
-
-
X
-
ouriço-cacheiro
OD
Ca
1
X
-
cotia
PE,ENT,AF
Ca,En
12
X
-
paca
ENT,AF
Ca,Re
1,2
X
-
88 Neacomys spinosus
(Thomas, 1882)
rato-de-espinhopequeno
-
-
-
X
-
89 Oecomys bicolor
(Thomas, 1860)
rato-da-árvore
CP
Re,Co
1,2
X
-
90 Oecomys cf. trinitatis
Thomas, 1903
rato-da-árvore
-
-
-
X
-
91 Oecomys roberti
(Thomas, 1904)
rato-da-árvore
-
-
-
X
-
92 Eurioryzomys nitidus
(Thomas, 1884)
rato-do-mato
-
-
-
X
-
93 Necromys lasiurus
(Lund, 1841)
rato-do-mato
CP
Co
1
-
-
94 Hylaeamys
megacephalus (Fischer,
rato-do-mato
-
-
-
X
-
ORDEM
PERISSODACTYLA
Familia Tapiridae
81 Tapirus terrestris
(Linnaeus, 1758)
ORDEM RODENTIA
Família Sciuridae
82 Guerlinguetus
gilvigularis (Wagner, 1842)
Família Caviidae
83 Hydrochoerus
hydrochaeris (Linnaeus,
1766)
84 Cavia porcellus
(Linnaeus, 1758)*
Família Erethizontidae
85 Coendou prehensilis
(Linnaeus, 1758)
Família Dasyproctidae
86 Dasyprocta leporina
(Linnaeus, 1758)
Família Cuniculidae
87 Cuniculus paca
(Linnaeus, 1758)
Família Cricetidae
90
Táxon
Nome popular
Método de
registro
Área
amostral
Fase
EIA
Status
rato-do-mato
CP
Re
1
X
-
rato-de-espinho
CP
Co
2
-
-
1814)
95 Rhipidomys emiliae (J.A.
Allen 1916)
Família Echimidae
96 Proechimys
longicaudatus (Rengger,
1830)
ORDEM LAGOMORPHA
Família Leporidae
97 Silvilagus brasiliensis
tapeti
OD
En
1
X
(Linnaeus, 1758)
Nota: (OD = observação direta, PE = pegada, FE, fezes, CÇ = carcaça, CA = Contato auditivo, CP =
Captura, AF = armadilha fotográfica, ENT = entrevista, TO = toca, VE = vestígios); área amostral (Ca =
Canteiro de Obras, Re = Reservatório, Co = Área controle e Em = entorno da área de influência); Fase de
campo em que ocorreu o registro (em números arábicos respectivos às fases de campo do
monitoramento de fauna); EIA (espécie registrada pela equipe do EIA) e Status de conservação no Brasil
(segundo CHIARELLO et al., 2008) (CR = Criticamente em Perigo, EN = Em perigo, VU = Vulnerável e DD
= Dados insuficientes
A ordem de mamíferos mais representada em número de espécies foi Chiroptera com
34 espécies (35,1%), seguida por Rodentia com 15 espécies (15,5%), por Carnivora
com 14 (14,4%), por Didelphimorphia com 12 espécies (12,4%), por Primates com 9
espécies (9,3%) e Cingulata com 5 espécies (5,2%), as demais ordens obtiveram
menos
que
5%
dos
registros
(Gráfico
5).
Já
os
hábitos
alimentares
mais
representados foram o Frugívoro-Onívoro e o Herbívoro contando com 18 espécies
cada (18,6%), seguido por Insetívoro com 17 espécies (17,5%), Frugívoro com 15
espécies (15,5%), Insetívoro-onívoro com 14 espécies (14,4%), Carnívoro com 10
espécies (10,3%%), Nectarívoro-palinívoro com 4 espécies (4,1%) e hematófago
contando com apenas uma espécie (1%) (Gráfico 6).
91
GRÁFICO 5 - NÚMERO DE ESPÉCIES EM CADA ORDEM DE MAMÍFEROS REGISTRADAS NAS DUAS
PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO
GRÁFICO 6 - PROPORÇÕES ENTRE OS DIFERENTES HÁBITOS ALIMENTARES DAS ESPÉCIES DE
MAMÍFEROS
A amostragem dessa primeira fase de campo apresentou H = 3,219 de diversidade
(Índice de Diversidade de Shannon). A amostragem da segunda fase de campo
apresentou H = 2,936 de diversidade. E as duas fases somadas apresentaram
H = 3,275 de diversidade. A maior similaridade entre as áreas amostrais se deu entre
o Canteiro de Obras e o Controle (41,4%), seguida pela similaridade entre o
92
Reservatório e o Controle (38,9%) e pela similaridade entre o Canteiro de Obras e o
Reservatório (34,3%) (Similaridade de Bray-Curtis) (Gráfico 7).
GRÁFICO 7 - SIMILARIDADE DE BRAY-CURTIS ENTRE AS TRÊS ÁREAS AMOSTRAIS
4.3.2.1
Pequenos mamíferos não-voadores
A espécie mais abundante desse grupo foi o roedor Oecomys bicolor contando com
sete
registros
(26,9%
dos
registros),
seguido
por
Cryptonanus
chacoensis,
Guerlinguetus gilvigularis e Monodelphis brevicaudata, contando com 11,5% dos
registros, cada uma das demais espécies contaram com menos que 10% dos registros
(Gráfico 8).
93
GRÁFICO 8 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS PEQUENOS MAMPIFEROS NÃO-VOADORES REGISTRADOS
NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA
4.3.2.2
Morcegos
A espécie mais abundante dentre os morcegos Carollia perspicillata contando com
21,2% dos registros, seguida por Pteronotus parnnellii (13,7%), Phyllostomus
hastatus (13%) e Rhinophylla pumilio (10,3%), as demais espécies representaram
menos que 10% cada uma (Gráfico 9).
GRÁFICO 9 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS MORCEGOS REGISTRADOS NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO
MONITORAMENTO DE FAUNA
4.3.2.3
Mamíferos de médio e grande porte
A espécie mais abundante desse grupo foi o queixada Tayassu pecari contando com
24,6% dos registros, seguido pelo macaco-prego Cebus cay (19%), pelo macaco94
aranha-de-cara-branca Ateles marginatus (13,4%), pela anta Tapirus terrestris (7%)
e pelo macaco-aranha-da-cara-preta Ateles chameck (5,1%), as demais espécies
contaram com menos que 5% dos registros (Gráfico 10). Importante destacar que as
espécies com menos que 1% dos registros não foram representadas no gráfico.
GRÁFICO 10 - ABUNDÂNCIA RELATIVA DOS MAMÍFEROS DE MÉDIO E GRANDE PORTE REGISTRADOS
NAS DUAS PRIMEIRAS FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA
4.3.2.4
Espécies ameaçadas
A totalidade dos registros analisados indica a presença de nove espécies ameaçadas
de extinção na área do AHE Colíder: o macaco-aranha-da-cara-branca Ateles
marginatus (EN) (Foto 50), o tatu-canastra Priodontes maximus (VU) (Foto 51), o
tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla (VU), o cachorro-vinagre Speothus
venaticus (VU), a jaguatirica Leopardus pardalis (VU), o gato-do-mato L. tigrinus
(VU), o puma Puma concolor (VU), a onça-pintada Panthera onca (VU) e a ariranha
Pteronura brasiliensis (VU) (Foto 52). Além dessas espécies, seis outras são
consideradas potencialmente ameaçadas. No entanto, não possuem informações
suficientes
para
alocá-las
em
quaisquer
categoria
de
ameaça,
sendo
então
consideradas DD (dados insuficientes). Essas espécies DD são as seguintes: Micoureus
constantiae, Monodelphis kunsi, Cebus albifrons, Lonchophylla mordax (Foto 53),
Atelocynus microtis e Puma yagouaroundi. Os primatas, assim como os demais
primatas sofrem com a fragmentação e descaracterização ambiental e uma vez que
primatas são essencialmente arborícolas e dependentes de ambientes florestados e
contínuos (Chiarello et al. 2008). Já os carnívoros encontram-se ameaçados por suas
95
grandes necessidades espaciais, além de conflitos com populações humanas (Chiarello
et al. 2008).
FOTO 50- MACACO-ARANHA-DE-CARA-BRANCA
(ATELES MARGINATUS), ESPÉCIE AMEAÇADA
REGISTRADA
NAS
DUAS
FASES
DO
MONITORAMENTO DE FAUNA
FOTO
51TATU-CANASTRA
(PRIODONTES
MAXIMUS) ESPÉCIE AMEAÇADA REGISTRADA
NAS DUAS FASES DO MONITORAMENTO DE
FAUNA
FOTO: JOÃO M.D MIRANDA, 2011
FOTO: RAPHAEL E. F. SANTOS, 2011
FOTO 52- ESPÉCIE AMEAÇADA REGISTRADA
NA SEGUNDA FASE DO MONITORAMENTO DE
FAUNA: ARIRANHA PTERONURA BRASILIENSIS
FOTO
53ESPÉCIE
POTENCIALMENTE
AMEAÇADA (DD) REGISTRADA NAS PRIMEIRAS
FASES DO MONITORAMENTO DE FAUNA:
LONCHOPHYLLA MORDAX
FOTO: CAMERA TRAP, 2011
FOTO: JOÃO M.D MIRANDA, 2011
4.3.2.5
Espécies endêmicas
De maneira geral as espécies endêmicas registradas na área de influência da AHE
Colíder foram aquelas endêmicas da Amazônia: Marmosops parvidens, Monodelphis
brevicaudata (Figura 16), Dasypus kappleri, Ateles marginatus, A. chamek (Foto 54),
Mico emiliae, Cebus albifrons, Callicebus molock (Foto 55), Chiroptoes albinasus (Foto
96
56), Pithecia irrorata, Rhinconycteris naso (Foto 57), Rhinophylla fischerae, Artibeus
gnomus (Foto 57), Atelocynus microtis e Potos flavus (van Roosmalen et al. 2002;
Reis et al. 2007, 2008, 2011). Essas espécies todas sofrem os mesmos impactos
atuantes na Amazônia e são vulneráveis à fragmentação e descaracterização
ambiental (Chiarello et al. 2008). É importante ressaltar que o rio Teles Pires é uma
importante barreira geográfica para muitas espécies de mamíferos, especialmente em
primatas (van Roosmalen et al. 2001). Nota-se fortemente que as duas espécies de
macacos-aranha (gênero Ateles) têm suas distribuições restritas cada uma a uma
margem do rio Teles-Pires, A. chameck à direita e A. marginatus à esquerda, sendo
de extrema importância conservacionista que não houvesse solturas dessas
espécies em margens opostas quando dos procedimentos de resgate de
fauna.
FOTO 54- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA REGISTRADA NA
PRIMEIRA FASE DO MONITORAMENTO DE FAUNA: ATELES CHAMECK
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
97
FOTO 55- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA
REGISTRADAS
NA
SEGUNDA
FASE
DO
MONITORAMENTO DA MASTOFAUNA: CALLICEBUS
MOLOCK
FOTO 56- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA
REGISTRADAS
NA
SEGUNDA
FASE
DO
MONITORAMENTO
DA
MASTOFAUNA:
CHIROPOTES ALBINASUS
FOTO: RAPHAEL E.F. SANTOS, 2011
FOTO: RAFAEL L. BALESTRIN, 2011
FOTO 57- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA
REGISTRADAS
NA
PRIMEIRA
FASE
DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: RHINCONYCTERIS
NASO
FOTO 58- ESPÉCIE ENDÊMICA DA AMAZÔNIA
REGISTRADAS
NA
PRIMEIRA
FASE
DO
MONITORAMENTO DE FAUNA: ARTIBEUS GNOMUS
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
4.3.2.6
Espécies migradoras e suas rotas
Não foram registradas espécies migradoras entre os mamíferos no presente estudo.
4.3.2.7
Bioindicadores
As espécies bioindicadoras para esse tipo de empreendimento podem ser aquelas de
hábitos aquáticos e semi-aquáticos por estarem diretamente relacionadas aos
impactos de um represamento. Entre essas espécies destacam-se: a ariranha
98
(Pteronura brasiliensis), a lontra (Lontra longicaudis), a capivara (Hydrochoerus
hydrochaeris) e a paca (Cuniculus paca – Foto 59). A capivara é um animal que
geralmente se adapta bem a maiores alterações ambientais, em especial em
empreendimentos hidrelétricos, podendo ser afetada positivamente com a presença
de um lago, tendo aumento em suas populações (podendo causar até mesmo
prejuízos econômicos e sanitários). Além das espécies ligadas ao ambiente aquático,
as espécies florestais também sofrem impactos ligados à supressão dos ambientes
florestados e em especial às margens dos rios. Em especial os primatas podem ser
considerados bons indicadores por serem exclusivamente florestais, sofrendo bastante
com a descaracterização, a fragmentação e a redução florestal. Além desses dois
grupos a presença dos carnívoros na área de estudo, em especial as espécies de
maior porte podem indicar a qualidade ambiental.
FOTO 59- ESPÉCIE INDICADORA DA QUALIDADE DO
RIBEIRINHO DO RIO TRELES PIRES: PACA CUNICULUS PACA
AMBIENTE
FOTO: CAMERA TRAP, 2011
4.3.2.8
Espécies exóticas
Não foram registradas espécies exóticas vivendo de forma livre nas áreas de estudo.
4.3.2.9
Espécies cinegéticas
Algumas espécies podem ser consideradas cinegéticas, como por exemplo: os veados
do gênero Mazama, os tatus (Família Dasypodidae), dentre os roedores destacam-se:
a capivara Hydrochoerus hydrochaeris, a cotia e a paca Cuniculuis paca. Além dessas,
a anta Tapirus terrestris, o cateto Pecary tajacu (Foto 60) e o queixada Tayassu pecari
99
(Foto 61), sofrem constante pressão de caça. Essas espécies são freqüentemente
caçadas em qualquer região onde ocorram (WCS 2004; Chiarello 2000). A caça ilegal
é um dos principais fatores causando ameaças às suas populações.
FOTO 60- ESPÉCIE DE INTERESSE CINEGÉTICO: O
CATETO (PECARY TAJACU)
FOTO 61- QUEIXADA (TAYASSU PECARI) RECÉM
CAÇADA NA ÁREA DESTINADA AO RESERVATÓRIO
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
4.3.2.10
Espécies de importância econômica
Algumas espécies podem ter alguma importância econômica, principalmente ligada à
transmissão da raiva bovina e eqüina por parte de Desmodus rotundus (Foto 62). Os
macacos do gênero Cebus (Foto 63) também pode causar algum prejuízo econômico
em plantações de mandioca, milho e cana-de-açúcar. As espécies carnívoras podem
também ter importância econômica uma vez que podem se alimentar de animais
domésticos causando algum prejuízo. As capivaras em casos de grandes populações
podem invadir plantações e causar dano econômico.
100
FOTO
62ECONÔMICA:
ROTUNDUS)
ESPÉCIE
DE
IMPORTÂNCIA
MORCEGO-VAMPIRO (DESMODUS
FOTO
63ESPÉCIE
DE
IMPORTÂNCIA
ECONÔMICA: MACACO-PREGO (CEBUS CAY)
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
FOTO: JOÃO M.D. MIRANDA, 2011
4.3.2.11
Espécies de risco epidemiológico
O morcego-vampiro Desmodus rotundus pode ser um importante vetor do vírus da
raiva. Os primatas podem ser considerados reservatórios da febre amarela. Além
disso, os roedores silvestres podem ser reservatórios de diversas doenças como a
hantavirose e a leptospirose, por exemplo. A capivara (H. hydrochaeris) e a anta
(Tapirus terrestris) podem ser reservatório de doenças como a febre maculosa e a
doneça de Lime sendo transmitida por seus carrapatos a humanos e a animais
domésticos. Esse último quadro pode se agravar em casos de populações grandes
e/ou crescentes, como no caso de aproveitamentos hidrelétricos.
4.3.3
Considerações Finais
Nessas duas primeiras fases do monitoramento da mastofauna foi amostrada uma
gama de 60 espécies, e, somada aos esforços do EIA, a riqueza de espécie totaliza um
montante de 97 espécies. Embora esse seja um bom valor, as amostragens ainda se
mostraram insuficientes em vista da curva ascendente de acumulação de espécies.
Esse quadro indica que maiores esforços previstos no monitoramento poderão mostrar
uma maior riqueza de espécies. Merecem destaque as espécies ameaçadas e as
endêmicas apresentadas acima.
Outro fator muito importante a ser considerado é que o Rio Teles Pires é o limite
geográfico de duas espécies de macacos-aranha, sendo a margem esquerda o limite
de ocorrência do macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) e a margem
101
direita o limite de ocorrência do macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek). Isso
é bastante importante quando estiver acontecendo o resgate de fauna, não podendo
ocorrer erros na soltura de espécimes dessas espécies em margens erradas, o que
poderia causar uma zona híbrida e criar uma nova ameaça a essas espécies. Essas
espécies caracterizam a região de estudo como portadora de uma importante fauna
de mamíferos, contando com muitas espécies características da Amazônia. Portanto,
esse ambiente merece ser resguardado de maiores alterações ambientais.
102
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